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LETRAS JEAN PIAGET VIDA E OBRA Período: Principais épocas // Estágio: subdivisões Questão 1. (1,0 ponto). Jean Piaget nasceu em Neuchâtel, no dia 09 de agosto de 1896 e morreu em Genebra, no dia 16 de setembro de 1980, aos oitenta e quatro anos. Desde cedo demonstrou interesse por História Natural. Aos onze observou um melro albino em uma praça de sua cidade, gerando, assim, seu primeiro trabalho científico. Inicialmente, estudou biologia, na Suíça e, posteriormente se dedicou à área de Psicologia Epistemológica e Educação. Dentre suas várias incursões no círculo científico, salientam-se seus antecedentes intelectuais no campo da Filosofia, da Psicologia, da Matemática, da Lógica, da Física, além da Biologia e o de professor de Psicologia na Universidade de Genebra, de 1929 a 1954. Ficou conhecido, principalmente, por organizar o desenvolvimento cognitivo em uma série de estágios. Leia com atenção o exposto acima e reflita sobre as afirmativas a seguir: I. Sua teoria não apresenta base biológica. II. As capacidades de interpretar ou construir a realidade das crianças progridem por estágios, até que suas capacidades mentais assemelhem-se às dos adultos. III. Piaget concluiu que, ao nascer, as crianças eram dotadas apenas de uns poucos reflexos, como chupar e agarrar, e tendências a exercitar os reflexos e organizar suas ações. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s) A) somente a alternativa I é correta. B) somente as alternativas I e II são corretas. C) somente a alternativa III é correta. D) somente as alternativas II e III são corretas. E) somente a alternativa II é correta. R: D. Somente as alternativas II e III são corretas. Comentário: Piaget tinha interesse em encontrar uma explicação biológica do conhecimento. Para Piaget, o raciocínio lógico não é inato; desenvolve-se com o passar dos anos. Interessou-se em descobrir o processo de raciocínio; o desenvolvimento do pensamento. Estudou as dificuldades de raciocínio de crianças normais de até 11 ou 12 anos. Utilizou-se, inclusive, da observação das reações dos próprios filhos. Concluiu que as capacidades de interpretar ou construir a realidade das crianças progridem por estágios, até que suas capacidades mentais assemelhem-se às dos adultos. Capacidades mentais prontas não são herdadas. Piaget era biólogo e, sem dúvida, foi influenciado, também, por esta formação para montar sua teoria. Bibliografia DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron Books, 2001. PIAGET, Jean & INHELDER, Bärbel, A Psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do livro. 1973. EVANS, Richard I. Jean Piaget: o homem e suas idéias. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1980. PIAGET, Jean & INHELDER, B. A Psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1973. TEORIA PIAGETIANA 1. A Teoria de Piaget caracteriza-se por: (1,0 ponto). I. Utilizar o modelo biológico para construir suas idéias. II. A formação das operações cognitivas no homem ocorre pelo processo de equilibração. III. Organização é o mecanismo que vai permitir ao homem transformar os elementos assimilados possibilitando o ajuste e a acomodação deste organismo aos elementos incorporados. IV. Adaptação permite ao homem ter condutas eficientes para atender as suas necessidades e a sua demanda de organização. Está correto o que se afirma em: a) somente as alternativas I, III, IV estão corretas. b) somente as alternativas III e IV estão corretas. c) somente as alternativas I e II. d) somente as alternativas II e IV estão corretas. e) somente a alternativa II está correta. R: C Questão enviada por Maria Teresa, de Limeira. Comentário: O mecanismo de transição proposto por Piaget é um processo de equilibração. Este processo, que opera continuamente em todos os intercâmbios do organismo em desenvolvimento com seu ambiente, é o propulsor das mudanças das mudanças e das transições. Este processo contínuo de equilibração dá origem a estados de equilíbrio sucessivos e essencialmente descontínuos, ou seja, sistemas de ações organizados (sensório-motor, perceptivo, operacional concreto, e todas as demais totalidades), cujos atributos como sistemas podem ser descritos em termos de equilíbrio. Embora se considere que o processo de equilíbrio é homogêneo através do desenvolvimento, os estados de equilíbrio que ele gera não o são. Isto quer dizer que há tipos diferentes de estados de equilíbrio e estas diferenças podem ser especificadas de acordo com um conjunto de dimensões comuns ao longo das quais os estados variam. Além disso, estas diferenças não ordenadas; pode-se dizer que um estado é “melhor equilibrado” do que outro, que atingiu um “grau mais alto de equilíbrio”, etc. Em resumo, a análise que Piaget faz das transições e dos estados coloca estes dois componentes, respectivamente, num processo de equilibração homogêneo e contínuo (o processo formativo), que dá origem a estados de equilíbrio heterogêneos e descontínuos (os processos formados). FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 7: O modelo de equilíbrio, a epistemologia genética e síntese geral. Pg. 241] 2. De acordo com a Teoria do Conhecimento de Piaget, assinalar a alternativa correta: (1,0 ponto). I. Sua teoria foi elaborada a partir de experimentos realizados em laboratórios. II. Sua teoria foi elaborada através de observação de como se desenvolve o ato de conhecer. III. Sua teoria foi elaborada através de entrevistas com crianças e adultos. a) somente a alternativa I está correta. b) somente a alternativa II está correta. c) somente a alternativa III está correta. d) somente as alternativas II e III estão corretas. e) somente as alternativas I e III estão corretas. R. B Comentários: Sua teoria foi elaborada através de observação de como se desenvolve o ato de conhecer, com observações basicamente empíricas não participantes. Bibliografia: DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron Books, 2001. EVANS, Richard I. Jean Piaget: o homem e suas idéias. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1980. PIAGET, Jean & INHELDER, Bärbel, A Psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do livro. 1973. 3. Assinalar a alternativa correta: (1,0 ponto). a) Piaget interessou-se pelas condições necessárias para a aquisição do conhecimento. b) Piaget estudou como a criança desenvolve suas condições de desenvolvimento emocional. c) a preocupação de Piaget foi a de averiguar a adaptação da criança com a diversidade do meio ambiente. d) Piaget ocupou-se em desenvolver uma teoria que estivesse de acordo com os esquemas vigentes da época. e) Piaget preocupou-se em estudar os processos inconscientes que poderiam explicar os transtornos mentais. R: A. Piaget interessou-se pelas condições necessárias para a aquisição do conhecimento. Comentário: Um dos aspectos que mais distinguem Piaget da maioria dos psicólogos do desenvolvimento é seu interesse persistente e dominante pela área da inteligência. É certo que ele se interessou por outras áreas, principalmente a da percepção, e também pelas atitudes morais e outros sistemas de valores e, até mesmo, pela motivação. Segundo Piaget, muito do valor da percepção como objeto de estudo reside no fato de que se pode compará-la e contrastá-la com a inteligência. Os valores e as atitudes são considerados sistemas cognitivos presentes nos estágios posteriores do desenvolvimento que têm a mesma organização formal de outras realizações intelectuais menos ambíguas. Piaget interessou-se pelas condições necessárias para a aquisição do conhecimento de modo que o resultado seja aplicável a qualquer ser humano. Bibliografia: FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 1: A natureza do sistema. Pg. 16] 4. Segundo a teoria de Piaget, podemos concluir sobre a Inteligência humana:I. A inteligência é hereditária. II. A inteligência se desenvolve a partir da interação do indivíduo com o meio. III. A inteligência pode ser medida pelos testes de QI desenvolvidos por Piaget. IV. A inteligência não é herdada. Herdamos estruturas cognitivas que irão se desenvolver em contato com o ambiente – quando o indivíduo “resolve problemas”. V. O ambiente físico e social oferecem estímulos para o desenvolvimento da inteligência. a) somente a alternativa IV está correta. b) somente as alternativas II, IV e V estão corretas c) somente as alternativas I, II, Iv e V estão corretas d) somente as alternativas II, III e Iv estão corretas e) somente as alternativas I, IV e V estão corretas. R: B Comentários: Inteligência não é herdada, sequer pode ser medida por testes de QI, de acordo com a teoria piagetiana. 5. Assinalar a alternativa correta: (1,0 ponto) a) Piaget interessava-se em estudar aspectos universais das crianças. b) Piaget interessava-se em estudar características individuais das crianças. R: A 6. Segundo a teoria de Piaget, podemos concluir, sobre a inteligência humana: I. A inteligência é hereditária. II. A inteligência se desenvolve a partir da interação do indivíduo com o meio. III. A inteligência pode ser medida pelos testes de QI desenvolvidos por Piaget. IV. A inteligência não é herdada. Herdamos estruturas cognitivas que irão se desenvolver em contato com o ambiente – quando o indivíduo “resolve problemas”. V – O ambiente físico e social oferecem estímulos para o desenvolvimento da inteligência. a) somente as alternativas I, II, IV e V estão corretas b) somente as alternativas I, IV e V estão corretas c). somente a alternativa IV está correta d). somente as alternativas II, III e IV estão corretas e) somente as alternativas II, IV e V estão corretas R: E Comentário: Piaget apresentou com muitos detalhes, uma concepção geral da natureza do funcionamento intelectual. Tentou descobrir as propriedades básicas e irredutíveis da adaptação cognitiva que se mantêm verdadeiras em todos os níveis de desenvolvimento. Estas propriedades invariantes e fundamentais são mais encontradas nos aspectos funcionais do que nos aspectos estruturais da inteligência; as características funcionais formam o cerne intelectual – o ipse intellectus, segundo Piaget – que torna possível o aparecimento de estruturas cognitivas a partir das interações organismo-ambiente. Bibliografia: DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron Books, 2001. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 2: Propriedades básicas do funcionamento cognitivo. Pg. 41] PIAGET, Jean & INHELDER, Bärbel, A Psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do livro. 1973. Questão enviada pela Renata Jubran, São Paulo, em 03/05/06, para a PI. 7. Herdamos um organismo que vai amadurecer em contato com o meio ambiente. Este organismo é provido de estruturas biológicas que predispõem para o surgimento de estruturas mentais. Da relação do sujeito com o meio surgirão determinadas estruturas cognitivas que ficarão por toda a vida, portanto, essa herança biológica dura toda a vida. Como foi nomeado este conceito piagetiano? a) equilibração. b) desenvolvimento cognitivo. c) adaptação. d) maturação. e) hereditariedade. R: E Comentário: A inteligência está, antes de mais nada, ligada à biologia no sentido de que as estruturas biológicas condicionam o que somos capazes de perceber diretamente. Por exemplo, nosso sistema nervoso e sensorial é tal que apenas certos comprimentos de onda produzem sensações de cor e não somos capazes de perceber o espaço em mais do que três dimensões. Nossas percepções constituem apenas um segmento selecionado, a partir de uma totalidade de percepções concebíveis. Não há dúvidas de que estas limitações biológicas influem na construção de nossos conceitos mais fundamentais. Neste sentido, certamente existe uma relação íntima entre os fundamentos fisiológicos e anatômicos e a inteligência. [...] Segundo Piaget, o que herdamos de positivo e construtivo, é um modo de funcionamento intelectual. Não herdamos estruturas cognitivas como tais; estas passam a existir apenas no decorrer do desenvolvimento. O que herdamos é um modus operandi, uma maneira específica de transação com o ambiente. Este modo de funcionamento tem duas características gerais importantes. Primeiro, ele gera estruturas cognitivas. As estruturas surgem no decorrer do funcionamento intelectual; é através do funcionamento e apenas através dele que surgem as estruturas cognitivas. Segundo, e este é o ponto mais importante, o modo de funcionamento que, de acordo com Piaget, constitui nossa herança biológica, permanece essencialmente constante durante toda a vida. Isto é, as propriedades fundamentais do funcionamento intelectual são as mesmas, sempre e em toda parte, apesar da ampla variedade de estruturas cognitivas que este funcionamento gera. Devido a esta constância de funcionamento diante de estruturas em mudança, as propriedades fundamentais são chamadas invariantes funcionais. Bibliografia: FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 2: Propriedades básicas do funcionamento cognitivo. Pg. 42] Questão enviada por Danila Pinheiro Menardi, de São José do Rio Pardo, em 03/03/06, para o banco de DP. EPISTEMOLOGIA GENÉTICA 1. O que Piaget quis dizer com a palavra Genética no título de sua teoria: Epistemologia Genética? (1,0 ponto). I. Que todos os comportamentos responsáveis pelo conhecimento são hereditários. II. A palavra Genética refere-se a estruturas herdadas pela genética. III. A palavra Genética refere-se à gênese, ou seja, à origem do conhecimento. a) somente a questão I está correta. b) somente a questão II está correta. c) somente a questão III está correta. d) somente as questões I e II estão corretas. e) somente as questões II e III estão corretas. R: C Comentário: A Epistemologia Genética, para Piaget, trata da formação e significado do conhecimento e dos meios pelos quais a mente humana se desenvolve, desde um baixo nível até o que é considerado mais alto. Pela Epistemologia Genética, Piaget interessava-se em explicar como as transições eram desenvolvidas de um estágio para o outro. A palavra gen´petica refere-se à gênese, ou seja, à origem do conhecimento. Bibliografia: DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron Books, 2001. EVANS, Richard I. Jean Piaget: o homem e suas idéias. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1980. PIAGET, Jean & INHELDER, Bärbel, A Psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do livro. 1973. QUESTÃO 2. (1,0 ponto). A Epistemologia Genética procura, através da experimentação, da observação, desvendar os processos fundamentais da formação do conhecimento. Centrou-se em saber como a criança aprende, como o conhecimento progride, dos aspectos inferiores aos mais complexos e rigorosos. Defende que o indivíduo passa, ao longo de sua vida, por várias etapas do desenvolvimento da sua inteligência. Daí o nome dado à sua ciência de Epistemologia Genética. Assinalar a única resposta correta sobre o que é Epistemologia Genética: A) Epistemologia Genética é uma teoria do conhecimento dedicada ao estudo da origem e evolução do conhecimento humano. Seu expoente é Jean Piaget. B) A Epistemologia Genética afirma que a história das idéias não se faz por evolução ou continuísmo, mas por meio de rupturas ou revoluções, os chamados “cortes epistemológicos”. C) A Epistemologia Genética acredita que o conhecimento científico decorre da experiência individual e, assim, não pode ser verificado por meio do raciocínio indutivo. D) A Epistemologia Genética preocupou-se com os estudos lingüísticos numa reflexão geral sobre questões éticas, filosóficas e sociais. E) A Epistemologia Genética baseou-se em considerarpor números, as relações e formas matemáticas como a essência e a estrutura de todas as coisas. R: A Comentário: A Epistemologia Genética, para Piaget, trata da formação e significado do conhecimento e dos meios pelos quais a mente humana se desenvolve, desde um baixo nível até o que é considerado mais alto. Pela Epistemologia Genética, Piaget interessava-se em explicar como as transições eram desenvolvidas de um estágio para o outro. Bibliografia: DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron Books, 2001. EVANS, Richard I. Jean Piaget: o homem e suas idéias. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1980. PIAGET, Jean & INHELDER, Bärbel, A Psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do livro. 1973. Questão da PI. Não fui eu que a fez. 3. Epistemologia genética significa: a) que a história das idéias não se faz por evolução ou continuísmo, mas por meio de rupturas ou revoluções, os chamados “cortes epistemológicos”. b) teoria do conhecimento dedicada ao estudo da origem e evolução do conhecimento humano. Seu expoente é Jean Piaget. c) considerar por números as relações e formas matemáticas como a essência e a estrutura de todas as coisas. d) estudos lingüísticos numa reflexão geral sobre questões éticas, filosóficas e sociais. e) que o conhecimento científico decorre da experiência individual e, assim, não pode ser verificado por meio do raciocínio indutivo. R: B Comentário: Trata-se da teoria do conhecimento que dá base para este estudo e não de qualquer outro dado apresentado nas demais alternativas. É o nome dado à teoria de Jean Piaget. 4. Piaget procurou estudar o processo de formação do conhecimento observando e estudando a evolução de crianças. Preocupou-se, portanto, com a gênese do conhecimento em saber quais os processos mentais envolvidos numa situação problema e quais os processos que possibilitam a criança atuar na resolução. E, assim, nomeou sua teoria: (1,0 ponto). a) Psicologia do Desenvolvimento. b) Desenvolvimento cognitivo. c) Epistemologia Genética. d) Construtivismo. e) Inatismo. R: C Comentário: A Epistemologia Genética, para Piaget, trata da formação e significado do conhecimento e dos meios pelos quais a mente humana se desenvolve, desde um baixo nível até o que é considerado mais alto. Pela Epistemologia Genética, Piaget interessava-se em explicar como as transições eram desenvolvidas de um estágio para o outro. Bibliografia: DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron Books, 2001. EVANS, Richard I. Jean Piaget: o homem e suas idéias. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1980. PIAGET, Jean & INHELDER, Bärbel, A Psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do livro. 1973. ISOMORFISMO 1. Isomorfismo, para Piaget, refere-se a: (1,0 ponto). I. Todos, crianças e cientistas, conhecem o mundo da mesma forma. II. Explicar como uma criança conhece é o mesmo que explicar como um Matemático conhece. III. Todo saber necessita de estruturas subjacentes, de estruturas mentais e isto é verdade tanto para o saber popular quanto para o científico. IV. Todo o saber necessita de aprimoramentos intelectuais e de leituras freqüentes. a) somente as alternativas I e II estão corretas b) somente as alternativas II e III estão corretas c) somente as alternativas I, II e III estão corretas. d) somente a alternativa I está correta e) somente a alternativa II está correta R: C Comentário: A inteligência está, antes de mais nada, ligada à biologia no sentido de que as estruturas biológicas condicionam o que somos capazes de perceber diretamente. Por exemplo, nosso sistema nervoso e sensorial é tal que apenas certos comprimentos de onda produzem sensações de cor e não somos capazes de perceber o espaço em mais do que três dimensões. Nossas percepções constituem apenas um segmento selecionado, a partir de uma totalidade de percepções concebíveis. Não há dúvidas de que estas limitações biológicas influem na construção de nossos conceitos mais fundamentais. Neste sentido, certamente existe uma relação íntima entre os fundamentos fisiológicos e anatômicos e a inteligência. [...] Segundo Piaget, o que herdamos de positivo e construtivo, é um modo de funcionamento intelectual. Não herdamos estruturas cognitivas como tais; estas passam a existir apenas no decorrer do desenvolvimento. O que herdamos é um modus operandi, uma maneira específica de transação com o ambiente. Este modo de funcionamento tem duas características gerais importantes. Primeiro, ele gera estruturas cognitivas. As estruturas surgem no decorrer do funcionamento intelectual; é através do funcionamento e apenas através dele que surgem as estruturas cognitivas. |Segundo, e este é o ponto mais importante, o modo de funcionamento que, de acordo com Piaget, constitui nossa herança biológica, permanece essencialmente constante durante toda a vida. Isto é, as propriedades fundamentais do funcionamento intelectual são as mesmas, sempre e em toda parte, apesar da ampla variedade de estruturas cognitivas que este funcionamento gera. Devido a esta constância de funcionamento diante de estruturas em mudança, as propriedades fundamentais são chamadas invariantes funcionais. Bibliografia: FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 2: Propriedades básicas do funcionamento cognitivo. Pg. 42] 2. Isomorfismo, para Piaget, refere-se a: (1,0 ponto). I. Todas as crianças conhecem o mundo somente pelas suas sensações visuais e pelas suas percepções. II. Explicar como uma criança conhece não é o mesmo que explicar como um Matemático conhece. III. Todo saber necessita de estruturas subjacentes, de estruturas mentais e isso é verdadeiro tanto para o saber popular quanto para o científico. IV. Todas as crianças conhecem o mundo somente pelas transmissões provindas dos pais e professores. a) somente as alternativas I e II estão corretas. b) somente as alternativas I, III e IV estão corretas. c) somente a alternativa I está correta. d) somente a alternativa III está correta. e) somente as alternativas I, II e III estão corretas. R: D Comentário: A inteligência está, antes de mais nada, ligada à biologia no sentido de que as estruturas biológicas condicionam o que somos capazes de perceber diretamente. Por exemplo, nosso sistema nervoso e sensorial é tal que apenas certos comprimentos de onda produzem sensações de cor e não somos capazes de perceber o espaço em mais do que três dimensões. Nossas percepções constituem apenas um segmento selecionado, a partir de uma totalidade de percepções concebíveis. Não há dúvidas de que estas limitações biológicas influem na construção de nossos conceitos mais fundamentais. Neste sentido, certamente existe uma relação íntima entre os fundamentos fisiológicos e anatômicos e a inteligência. [...] Segundo Piaget, o que herdamos de positivo e construtivo, é um modo de funcionamento intelectual. Não herdamos estruturas cognitivas como tais; estas passam a existir apenas no decorrer do desenvolvimento. O que herdamos é um modus operandi, uma maneira específica de transação com o ambiente. Este modo de funcionamento tem duas características gerais importantes. Primeiro, ele gera estruturas cognitivas. As estruturas surgem no decorrer do funcionamento intelectual; é através do funcionamento e apenas através dele que surgem as estruturas cognitivas. |Segundo, e este é o ponto mais importante, o modo de funcionamento que, de acordo com Piaget, constitui nossa herança biológica, permanece essencialmente constante durante toda a vida. Isto é, as propriedades fundamentais do funcionamento intelectual são as mesmas, sempre e em toda parte, apesar da ampla variedade de estruturas cognitivas que este funcionamento gera. Devido a esta constância de funcionamento diante de estruturas em mudança, as propriedades fundamentais são chamadas invariantes funcionais. Bibliografia:FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 2: Propriedades básicas do funcionamento cognitivo. Pg. 42] 3. Assinalar V (Verdadeiro) ou F (Falso) para a seguinte afirmação: “A perspectiva construtivista refere-se às capacidades de interpretar ou construir a realidade das crianças e progride por estágios, até que suas capacidades mentais assemelhem-se às dos adultos”. (1,0 ponto). ( ) Verdadeiro ( ) Falso R: Verdadeiro ESTRUTURAS MENTAIS 1. Assinalar a alternativa correta: (1,0 ponto). a) a capacidade de conhecer, para Piaget, advém somente após a aquisição da linguagem. b) a capacidade de conhecer para Piaget advém das trocas entre o organismo e o meio ambiente, responsáveis pela construção das estruturas mentais. c) a capacidade de conhecer para Piaget advém somente das condições hereditárias. d) a capacidade de conhecer para Piaget advém, somente, após a criança completar quatro anos de idade. e) a capacidade de conhecer para Piaget advém, somente, dos conhecimentos provindos dos pais e mestres. R. B Comentário: Piaget apresentou com muitos detalhes, uma concepção geral da natureza do funcionamento intelectual. Tentou descobrir as propriedades básicas e irredutíveis da adaptação cognitiva que se mantêm verdadeiras em todos os níveis de desenvolvimento. Estas propriedades invariantes e fundamentais são mais encontradas nos aspectos funcionais do que nos aspectos estruturais da inteligência; as características funcionais formam o cerne intelectual – o ipse intellectus, segundo Piaget – que torna possível o aparecimento de estruturas cognitivas a partir das interações organismo-ambiente. Bibliografia: DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron Books, 2001. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 2: Propriedades básicas do funcionamento cognitivo. Pg. 41] PIAGET, Jean & INHELDER, Bärbel, A Psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do livro. 1973. Questão 2. (1,0 ponto). A inteligência está, antes de mais nada, ligada à biologia no sentido de que as estruturas biológicas condicionam o que somos capazes de perceber diretamente. Por exemplo, nosso sistema nervoso e sensorial é tal que apenas certos comprimentos de onda produzem sensações de cor e não somos capazes de perceber o espaço em mais do que três dimensões. Nossas percepções constituem apenas um segmento selecionado, a partir de uma totalidade de percepções concebíveis. Não há dúvidas de que estas limitações biológicas influem na construção de nossos conceitos mais fundamentais. Neste sentido, certamente existe uma relação íntima entre os fundamentos fisiológicos e anatômicos e a inteligência. Após ler com atenção o acima exposto assinale a única alternativa correta com relação às estruturas mentais, segundo Jean Piaget. A) As estruturas mentais são processos que os adultos desenvolvem a partir da pré-adolescência. B) As estruturas mentais são condições para a ação, sendo que, todo conhecimento depende de uma estrutura e de um acontecimento. C) As estruturas mentais dependem, para seu desenvolvimento, da aquisição da linguagem. D) Pode-se afirmar que o saber independe da formação de estruturas mentais. E) As Estruturas Mentais são processos que são desenvolvidos somente com a aquisição da leitura. R: B. são condições para a ação, sendo que, todo conhecimento depende de uma estrutura e de um acontecimento. Comentário: Para Piaget todo saber necessita de estruturas mentais e de um acontecimento. As estruturas mentais são condições para a ação. Conforme as crianças crescem, suas capacidades de interpretar, ou construir a realidade, progridem por estágios, até que suas capacidades mentais assemelhem-se às dos adultos. Se não tiverem as estruturas mentais (condições), não se tem a capacidade de conhecer. A inteligência está, antes de mais nada, ligada à biologia no sentido de que as estruturas biológicas condicionam o que somos capazes de perceber diretamente. Por exemplo, nosso sistema nervoso e sensorial é tal que apenas certos comprimentos de onda produzem sensações de cor e não somos capazes de perceber o espaço em mais do que três dimensões. Nossas percepções constituem apenas um segmento selecionado, a partir de uma totalidade de percepções concebíveis. Não há dúvidas de que estas limitações biológicas influem na construção de nossos conceitos mais fundamentais. Neste sentido, certamente existe uma relação íntima entre os fundamentos fisiológicos e anatômicos e a inteligência. [...] Segundo Piaget, o que herdamos de positivo e construtivo, é um modo de funcionamento intelectual. Não herdamos estruturas cognitivas como tais; estas passam a existir apenas no decorrer do desenvolvimento. O que herdamos é um modus operandi, uma maneira específica de transação com o ambiente. Este modo de funcionamento tem duas características gerais importantes. Primeiro, ele gera estruturas cognitivas. As estruturas surgem no decorrer do funcionamento intelectual; é através do funcionamento e apenas através dele que surgem as estruturas cognitivas. |Segundo, e este é o ponto mais importante, o modo de funcionamento que, de acordo com Piaget, constitui nossa herança biológica, permanece essencialmente constante durante toda a vida. Isto é, as propriedades fundamentais do funcionamento intelectual são as mesmas, sempre e em toda parte, apesar da ampla variedade de estruturas cognitivas que este funcionamento gera. Devido a esta constância de funcionamento diante de estruturas em mudança, as propriedades fundamentais são chamadas invariantes funcionais. Bibliografia: FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 2: Propriedades básicas do funcionamento cognitivo. Pg. 42] QUESTÃO 3. (1,0 ponto). Segundo Piaget, o que herdamos de positivo e construtivo, é um modo de funcionamento intelectual. Não herdamos estruturas cognitivas como tais; estas passam a existir apenas no decorrer do desenvolvimento. O que herdamos é um modus operandi, uma maneira específica de transação com o ambiente. Este modo de funcionamento tem duas características gerais importantes. Primeiro, ele gera estruturas cognitivas. As estruturas surgem no decorrer do funcionamento intelectual; é através do funcionamento e apenas através dele que surgem as estruturas cognitivas. Segundo, e este é o ponto mais importante, o modo de funcionamento que, de acordo com Piaget, constitui nossa herança biológica, permanece essencialmente constante durante toda a vida. Isto é, as propriedades fundamentais do funcionamento intelectual são as mesmas, sempre e em toda parte, apesar da ampla variedade de estruturas cognitivas que este funcionamento gera. Com relação ao desenvolvimento cognitivo, pode-se afirmar que: I. A teoria piagetiana concluiu que são necessárias somente as trocas com o meio para a formação do conhecimento. II. A teoria piagetiana concluiu que é necessário somente que as crianças estejam inseridas no meio ambiente para que seus conhecimentos do mundo sejam adquiridos. III. A teoria piagetiana concluiu que as estruturas mentais e as trocas com o meio são necessárias para o ato de conhecer. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s) A) I B) II C) III D) I e II E) II e III R: C Comentário: Piaget apresentou com muitos detalhes, uma concepção geral da natureza do funcionamento intelectual. Tentou descobrir as propriedades básicas e irredutíveis da adaptação cognitiva que se mantêm verdadeiras em todos os níveis de desenvolvimento. Estas propriedades invariantes e fundamentais são mais encontradas nos aspectos funcionais do que nos aspectos estruturais da inteligência; as características funcionais formam o cerne intelectual – o ipse intellectus, segundo Piaget – que torna possível o aparecimento de estruturascognitivas a partir das interações organismo-ambiente. Bibliografia: FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 2: Propriedades básicas do funcionamento cognitivo. Pg. 41] DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron Books, 2001. PIAGET, Jean & INHELDER, Bärbel, A Psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do livro. 1973. 4. Assinalar a alternativa correta: (1,0 ponto). I. As estruturas mentais são condições para o conhecimento, segundo Piaget. II. Todo conhecimento depende de uma estrutura e de um acontecimento, segundo Piaget. III. Para a aquisição do conhecimento é necessário haver, somente, informação verbal sobre o mesmo. a) somente a alternativa I é correta. b) somente a alternativa II é correta. c) somente a alternativa III é correta. d) somente as alternativas I e II são corretas. e) somente as alternativas II e III estão corretas. R: D) somente as alternativas I e II são corretas. Comentário: Para Piaget todo saber necessita de estruturas mentais e de um acontecimento. As estruturas mentais são condições para a ação. Conforme as crianças crescem, suas capacidades de interpretar, ou construir a realidade, progridem por estágios, até que suas capacidades mentais assemelhem-se às dos adultos. Se não tiverem as estruturas mentais (condições), não se tem a capacidade de conhecer. A inteligência está, antes de mais nada, ligada à biologia no sentido de que as estruturas biológicas condicionam o que somos capazes de perceber diretamente. Por exemplo, nosso sistema nervoso e sensorial é tal que apenas certos comprimentos de onda produzem sensações de cor e não somos capazes de perceber o espaço em mais do que três dimensões. Nossas percepções constituem apenas um segmento selecionado, a partir de uma totalidade de percepções concebíveis. Não há dúvidas de que estas limitações biológicas influem na construção de nossos conceitos mais fundamentais. Neste sentido, certamente existe uma relação íntima entre os fundamentos fisiológicos e anatômicos e a inteligência. [...] Segundo Piaget, o que herdamos de positivo e construtivo, é um modo de funcionamento intelectual. Não herdamos estruturas cognitivas como tais; estas passam a existir apenas no decorrer do desenvolvimento. O que herdamos é um modus operandi, uma maneira específica de transação com o ambiente. Este modo de funcionamento tem duas características gerais importantes. Primeiro, ele gera estruturas cognitivas. As estruturas surgem no decorrer do funcionamento intelectual; é através do funcionamento e apenas através dele que surgem as estruturas cognitivas. |Segundo, e este é o ponto mais importante, o modo de funcionamento que, de acordo com Piaget, constitui nossa herança biológica, permanece essencialmente constante durante toda a vida. Isto é, as propriedades fundamentais do funcionamento intelectual são as mesmas, sempre e em toda parte, apesar da ampla variedade de estruturas cognitivas que este funcionamento gera. Devido a esta constância de funcionamento diante de estruturas em mudança, as propriedades fundamentais são chamadas invariantes funcionais. Bibliografia: FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 2: Propriedades básicas do funcionamento cognitivo. Pg. 42] 5. Assinalar a alternativa correta: (1,0 ponto). I. Os estágios do desenvolvimento cognitivo são: sensório motor, preparação para as operações concretas e o das operações formais. II. Uma estrutura não pode aparecer antes de outra, ou mesmo depois dela. III. Uma estrutura pode aparecer antes de outra, ou mesmo depois dela. IV. O ambiente não interfere no aparecimento de uma estrutura. a) somente as alternativas I e III estão corretas. b) somente as alternativas I e IV estão corretas. c) somente as alternativas I e II estão corretas. d) somente as alternativas II e IV estão corretas. e) somente a alternativa II está correta. R: C. Comentário: De acordo com as preferências mais recentes de Piaget, o termo período é usado para designar as principais épocas do desenvolvimento e o termo estágio designa subdivisões menores dentro dos períodos; quando necessário, são usados também subperíodo e subestágio. O período da inteligência sensório-motora (0 a 2 anos): durante este importante período inicial, a criança se desenvolve de um nível neonatal, reflexo de completa indiferenciação entre o eu e o mundo para uma organização relativamente coerente de ações sensório-motoras diante do ambiente imediato. O período de preparação e de organizações das operações concretas (2 a 11 anos): este período tem início com as primeiras simbolizações rudimentares que aparecem no final do período sensório-motor e termina com o início do pensamento formal, durante os primeiros anos da adolescência. Há dois subperíodos importantes. O primeiro, das representações pré-operacionais (2 a 7 anos), refere-se ao termo preparação usado no título. Trata-se daquele período, na infância inicial, no qual a criança realiza suas primeiras tentativas relativamente desorganizadas e hesitantes de enfrentar um mundo novo e estranho de símbolos. O trabalho desta fase preparatória frutifica no subperíodo seguinte, das operações concretas (7 aos 11 anos). O período das operações formais (11 a 15 anos): durante este período, ocorre uma reorganização nova e definitiva, com novas estruturas isomórficas aos grupos e aos reticulados da álgebra. Em resumo, o adolescente é capaz de lidar eficientemente não só com a realidade que o cerca, mas também, com um mundo de pura possibilidade, o mundo das afirmações abstratas e proposicionais, o mundo do “como se”. Este tipo de cognição, do qual Piaget encontra provas entre os adolescentes que estuda, caracteriza o pensamento adulto no sentido de que é através destas estruturas que o adulto funciona quando está em sua melhor forma cognitiva, isto é, quando pensa de modo lógico e abstrato. Bibliografia| FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 3: O período sensório-motor: desenvolvimento geral. Pg. 85] 6. Assinalar a alternativa correta: (1,0 ponto). Com relação às estruturas mentais, acredita Piaget: a) são processos que os adultos desenvolvem a partir da pré-adolescência. b) são condições para a ação, sendo que, todo conhecimento depende de uma estrutura e de um acontecimento. c) depende, para seu desenvolvimento, da aquisição da linguagem. d) o saber independe da formação de estruturas mentais. e) são processos que são desenvolvidos somente com a aquisição da leitura R: B Comentário: Para Piaget todo saber necessita de estruturas mentais e de um acontecimento. As estruturas mentais são condições para a ação. Conforme as crianças crescem, suas capacidades de interpretar, ou construir a realidade, progridem por estágios, até que suas capacidades mentais assemelhem-se às dos adultos. Se não tiverem as estruturas mentais (condições), não se tem a capacidade de conhecer. A inteligência está, antes de mais nada, ligada à biologia no sentido de que as estruturas biológicas condicionam o que somos capazes de perceber diretamente. Por exemplo, nosso sistema nervoso e sensorial é tal que a penas certos comprimentos de onda produzem sensações de cor e não somo capazes de perceber o espaço em mais do que três dimensões. Nossas percepções constituem apenas um segmento selecionado, a partir de uma totalidade de percepções concebíveis. Não há dúvidas de que estas limitações biológicas influem na construção de nossos conceitos mais fundamentais. Neste sentido, certamente existe uma relação íntima entre os fundamentos fisiológicos e anatômicos e a inteligência. [ ] Segundo Piaget, o que herdamos de positivo e construtivo, é um modo de funcionamento intelectual. Não herdamos estruturas cognitivas como tais; estas passam a existir apenas no decorrer do desenvolvimento.O que herdamos é um modus operandi, uma maneira específica de transação com o ambiente. Primeiro, ele gera estruturas cognitivas. As estruturas surgem no decorrer do funcionamento intelectual, é através do funcionamento e apenas através dele que surgem as estruturas cognitivas. Segundo, e este é o ponto mais importante, o modo de funcionamento que, de acordo com Piaget, constitui nossa herança biológicas, permanece essencialmente constante durante toda a vida. Isto é, as propriedades fundamentais do funcionamento intelectual são as mesmas, sempre e em toda parte, apesar da ampla variedade de estruturas cognitivas que este funcionamento gera. Devido a esta constância de funcionamento diante de estruturas em mudança, as propriedades fundamentais são chamadas invariantes funcionais. 7. Citar (basta citar) os Tipos de Estruturas, segundo Piaget. (1,0 ponto). R: Totalmente programada; Parcialmente programada. Nada Programada PERÍODO SENSÓRIO-MOTOR 1. Descrever, resumidamente, as principais características do período sensório-motor. Utilizar, no máximo, cinco linhas. (1,0 ponto). 2. Com relação ao desenvolvimento cognitivo da criança de 0 a 2 anos, segundo Piaget, podemos afirmar: (1,0 ponto). I. Esse estágio é denominado de sensório-motor. II. Ao final desse período, espera-se que a criança conquiste alguns comportamentos como, por exemplo, puxar o lençol para alcançar o brinquedo que está sobre a cama. III. Nesse estágio a criança apresenta linguagem socializada. a) somente a questão III está correta b) somente as questões I e II estão corretas c) somente as questões II e III estão corretas d) somente as questões I e III estão corretas e) somente a questão I está correta R: B Comentário: Se a criança explica em parte o adulto, podemos dizer também que cada período do desenvolvimento anuncia, em parte, os períodos seguintes. Isto é particularmente claro no que concerne ao período anterior à linguagem. Pode-se chamar-lhe período “sensório-motor” porque, à falta de função simbólica, o bebê ainda não apresenta pensamento, nem afetividade ligada a representações que permitam evocar pessoas ou objetos na ausência deles. A despeito, porém, dessas lacunas, o desenvolvimento mental no decorrer dos dezoito primeiros meses da existência é particularmente rápido e importante, pois a criança elabora, nesse nível, o conjunto de subestruturas cognitivas, que servirão de ponto de partida para as suas construções perceptivas e intelectuais ulteriores, assim como certo número de reações afetivas elementares, que lhe permitirão, em parte, a afetividade subseqüente. A socialização é posterior a este estágio, bem como o desenvolvimento da linguagem. De acordo com as preferências mais recentes de Piaget, o termo período é usado para designar as principais épocas do desenvolvimento e o termo estágio designa subdivisões menores dentro dos períodos; quando necessário, são usados também subperíodo e subestágio. O período da inteligência sensório-motora (0 a 2 anos): durante este importante período inicial, a criança se desenvolve de um nível neonatal, reflexo de completa indiferenciação entre o eu e o mundo para uma organização relativamente coerente de ações sensório-motoras diante do ambiente imediato. Bibliografia DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron Books, 2001. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. PIAGET, Jean & INHELDER, Bärbel, A Psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do livro. 1973. [Cap. I: O nível sensório-motor. Pg. 12]. Comentário: Sobre o tema Características das diversas etapas do desenvolvimento humano, Papalia, (2000) afirma que o desenvolvimento humano é muito complexo e que as mudanças ocorrem em muitos aspectos diferentes do eu. Assim, no estágio pré-natal, que vai da concepção até o nascimento, tem-se a formação da estrutura e órgãos corporais básicos, o crescimento físico, que é o mais rápido de todos os períodos e, também, há uma grande vulnerabilidade às influências ambientais. Na primeira infância, que vai do nascimento até os 3 anos de vida, o recém-nascido é dependente, porém competente. Todos os sentidos funcionam no nascimento. Tem um rápido crescimento físico e desenvolvimento das habilidades motoras. Apresenta capacidade de aprender e lembrar, até mesmo nas primeiras semanas de vida. A compreensão e fala se desenvolvem rapidamente A autoconsciência se desenvolve no segundo ano de vida. O apego aos pais e a outros se forma aproximadamente no final do primeiro ano de vida. O interesse por outras crianças aumenta. Na segunda infância, que vai dos 3 aos 6 anos, A força e habilidades motoras simples e complexas aumentam. O comportamento é predominantemente egocêntrico, mas a compreensão da perspectiva dos outros aumenta. A imaturidade cognitiva leva a muitas idéias ilógicas acerca do mundo. As brincadeiras, a criatividade e a imaginação tornam-se mais elaboradas. A independência, o autocontrole e o cuidado próprio aumentam. A família ainda é o núcleo da vida, embora outras crianças comecem a se tornar importantes. Bibliografia PAPALIA, Diane E. Desenvolvimento humano. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. [Cap. Um: Sobre o desenvolvimento humano, pg.23-51] Questão enviada por Renata Jubran, São Paulo, em 03/05/06. 3. Com relação ao desenvolvimento cognitivo da criança de 0 a 2 anos, podemos afirmar: I. Um dos avanços cognitivos esperados nessa fase é a diferenciação entre objetos externos e o próprio corpo. II. O egocentrismo inconsciente e integral é característico deste estágio. III. O bebê, ao explorar o próprio corpo, irá formar uma noção do eu, distinguindo-se dos demais objetos. IV. O recém nascido é capaz de um pensamento que o possibilita atuar, posteriormente, para a lógica e raciocínio. a) somente as alternativas I, II e III estão corretas. b) somente as alternativas I e II estão corretas. c) somente as alternativas II e III estão corretas. d) somente as alternativas I e III estão corretas. e) somente a alternativa III está correta. R: A Comentário: De acordo com as preferências mais recentes de Piaget, o termo período é usado para designar as principais épocas do desenvolvimento e o termo estágio designa subdivisões menores dentro dos períodos; quando necessário, são usados também subperíodo e subestágio. O período da inteligência sensório-motora (0 a 2 anos): durante este importante período inicial, a criança se desenvolve de um nível neonatal, reflexo de completa indiferenciação entre o eu e o mundo para uma organização relativamente coerente de ações sensório-motoras diante do ambiente imediato. Lógica e raciocínio ocorrem em momento posterior a este período. Bibliografia FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 3: O período sensório-motor: desenvolvimento geral. Pg. 85] Questão enviada por Renata Jubran, em 14/08/06. 4. Sobre o nível sensório-motor, pode-se afirmar que: I. Cada período do desenvolvimento anuncia, em parte, os períodos seguintes. II. No período sensório-motor, à falta de função simbólica, o bebê ainda não apresenta pensamento, nem afetividade ligada a representações que permitam evocar pessoas ou objetos na ausência deles. III. O desenvolvimento mental no decorrer dos dezoito primeiros meses da existência não é importante devido ao fato do bebê não ter funções simbólicas. a) somente a alternativa I está correta. b) somente a alternativa II está correta. c) somente a alternativa III está correta. d) somente as alternativas I e II estão corretas. e) somente as alternativas II e III estão corretas. R: D Comentários: Se a criança explica em parte o adulto, podemos dizer também que cada período do desenvolvimento anuncia, em parte, os períodos seguintes. Isto é particularmente claro no que concerne ao período anterior à linguagem. Pode-se chamar-lhe período "sensório-motor"porque, à falta de função simbólica, o bebê ainda não apresenta pensamento, nem afetividade ligada a representações que permitam evocar pessoas ou objetos na ausência deles. A despeito, porém, dessas lacunas, o desenvolvimento mental no decorrer dos dezoito primeiros meses da existência é particularmente rápido e importante, pois a criança elabora, nesse nível, o conjunto das subestruturas cognitivas, que servirão de ponto de partida para as suas construções perceptivas e intelectuais ulteriores, assim como certo número de reações afetivas elementares, que lhe determinarão, em parte, a afetividade subseqüente. Ao contrário da afirmação III, Piaget afirma e realça a importância do desenvolvimento mentqal deste período. Bibliografia: PIAGET, Jean. A Psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do Livro. 1973. [Cap. I: O nível sensório-motor. pg. 11] 5. Assinalar a alternativa correta: (1,0 ponto) I. Segundo Piaget, sejam quais forem os critérios de inteligência que se adotarem (tacteio dirigido, segundo Claparède, compreensão súbita ou insight, segundo W. Köhler ou K. Bühler, coordenação dos meios e dos fins) admite-se a existência de uma inteligência antes da linguagem. II. Piaget não admite a existência de uma inteligência antes da linguagem. III. Para Piaget, a existência de uma inteligência antes da linguagem permite resolver um conjunto de problemas de ação, tais como alcançar objetos afastados ou escondidos. a) somente a alternativa I está correta. b) somente a alternativa II está correta. c) somente a alternativa III está correta. d) somente as alternativas I e II estão corretas está correta. e) somente as alternativas I e III estão corretas. R: E Comentário: Para Piaget, existe uma inteligência antes da aquisição da linguagem. Essa inteligência é essencialmente prática, isto é, tendente a resultados favoráveis e não ao enunciado de verdades. Essa inteligência, nem por isso deixa de resolver um conjunto de problemas de ação, tais como objetos afastados, escondidos, etc. Assim vai construindo um sistema complexo de esquemas de assimilação, e de organizar o real acordo com um conjunto de estruturas espácio-temporais e causais. Tais construções se efetuam exclusivamente apoiadas em percepções e movimentos, ou seja, através de uma coordenação sensório-motoras das ações, sem que intervenha a representação ou o pensamento. Bibliografia DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron Books, 2001. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. PIAGET, Jean & INHELDER, Bärbel, A Psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do livro. 1973. [Cap. I: O nível sensório-motor. Pg. 12] 6. Desde o nascimento o bebê apresenta características básicas que se desenvolvem e se aprimoram ao longo do desenvolvimento. Há características esperadas para cada idade do desenvolvimento infantil. Analise as colocações abaixo: I. Dos 0 aos 2 meses o bebê já diferencia visualmente a mãe de um estranho; demonstra os primeiros sinais de apego e apresenta o sorriso social e espontâneo. II Por volta dos 4 aos 6 meses se iniciam os movimentos mais independentes; já balbucia e denota-se também o início da percepção de permanência do objeto. III Em torno de 1 ano e 1 ano e 6 meses surgem as primeiras palavras e já consegue andar sem auxílio; sorri e brinca com outras crianças. IV. Piaget somente considera o desenvolvimento cognitivo das crianças após o aparecimento da linguagem, que se dá por volta de 1 ano e 6 meses. Responda: a) somente II está correta. b) somente III está correta. c) somente I e III estão corretas. d) somente as alternativas I, II e III estão corretas. e) somente a alternativa IV está correta. R: D Comentário: Para Piaget, existe uma inteligência antes da aquisição da linguagem. Essa inteligência é essencialmente prática, isto é, tendente a resultados favoráveis e não ao enunciado de verdades. Essa inteligência, nem por isso deixa de resolver um conjunto de problemas de ação, tais como objetos afastados, escondidos, etc. Assim vai construindo um sistema complexo de esquemas de assimilação, e de organizar o real acordo com um conjunto de estruturas espácio-temporais e causais. Tais construções se efetuam exclusivamente apoiadas em percepções e movimentos, ou seja, através de uma coordenação sensório-motoras das ações, sem que intervenha a representação ou o pensamento. Bibliografia DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron Books, 2001. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. PIAGET, Jean & INHELDER, Bärbel, A Psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do livro. 1973. [Cap. I: O nível sensório-motor. Pg. 12] Questão elaborada pela Solange, de Santos, em 24/03/07. 7. Com relação ao desenvolvimento cognitivo da criança de 0 a 2 anos, podemos afirmar: I. Esse estágio é denominado de sensório-motor, segundo Jean Piaget. II. Ao final desse período, espera-se que a criança conquiste alguns comportamentos como, por exemplo, puxar o lençol para alcançar o brinquedo que está sobre a cama. III. Nesse estágio a criança apresenta linguagem socializada. a) somente a questão III está correta b) somente as questões I e II estão corretas c) somente as questões II e III estão corretas d) somente as questões I e III estão corretas e) somente a questão I está correta R: B Comentário: Sobre o tema Características das diversas etapas do desenvolvimento humano, Papalia, (2000) afirma que o desenvolvimento humano é muito complexo e que as mudanças ocorrem em muitos aspectos diferentes do eu. Assim, no estágio pré-natal, que vai da concepção até o nascimento, tem-se a formação da estrutura e órgãos corporais básicos, o crescimento físico, que é o mais rápido de todos os períodos e, também, há uma grande vulnerabilidade às influências ambientais. Na primeira infância, que vai do nascimento até os 3 anos de vida, o recém-nascido é dependente, porém competente. Todos os sentidos funcionam no nascimento. Tem um rápido crescimento físico e desenvolvimento das habilidades motoras. Apresenta capacidade de aprender e lembrar, até mesmo nas primeiras semanas de vida. A compreensão e fala se desenvolvem rapidamente A autoconsciência se desenvolve no segundo ano de vida. O apego aos pais e a outros se forma aproximadamente no final do primeiro ano de vida. O interesse por outras crianças aumenta. Bibliografia PAPALIA, Diane E. Desenvolvimento humano. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. [Cap. Um: Sobre o desenvolvimento humano, pg.23-51] PERÍODO PRÉ-OPERACIONAL QUESTÃO 1. (1,0 ponto). O pensamento pré-operacional é estático e imóvel. É um tipo de pensamento que pode focalizar impressionística e esporadicamente esta ou aquela condição momentânea e estática, mas que não consegue ligar adequadamente um conjunto de condições sucessivas num todo integrado, levando em conta as transformações que as unificam, e as tornam logicamente coerentes. Quando presta atenção nas transformações, a criança se depara com grandes dificuldades; geralmente, ela acaba por assimilá-las a seus próprios esquemas de ação, em vez de inseri-las num esquema coerente de causas objetivas. Com relação ao estágio pré-operacional, assinale a única alternativa correta. A) A criança tem facilidade de lidar com versões abstratas. B) A criança guia-se fortemente pelas percepções da realidade. C) A criança, para entender suas experiências, orienta-se apenas pelos reflexos. D) A criança elabora, neste nível, o ponto de partida para as suas construções perceptivas. E) A criança elabora, neste nível, o ponto de partida para as suas construções intelectuais. R: B. a criança guia-se fortemente pelas percepções da realidade. Comentário: O pensamento pré-operacional é estático e imóvel. É um tipo de pensamento que pode focalizar impressionística e esporadicamenteesta ou aquela condição momentânea e estática, mas que não consegue ligar adequadamente um conjunto de condições sucessivas num todo integrado, levando em conta as transformações que as unificam, e as tornam logicamente coerentes. Quando presta atenção nas transformações, a criança se depara com grandes dificuldades; geralmente, ela acaba por assimilá-las a seus próprios esquemas de ação, em vez de inseri-las num esquema coerente de causas objetivas. Quatro realizações fundamentais do estágio pré-operacional dependem da capacidade de: a) as crianças adquirirem a linguagem; b) as crianças começarem a formular conceitos simples; c) as crianças começarem a representar brincando; d) as crianças desenharem figuras que representem a realidade. Crianças nesse estágio começam, também, a entender o difícil conceito de classificação. Ao que parece, as crianças, nesse estágio, só conseguem lidar com uma dimensão por vez. Bibliografia: BEARD, Ruth, M. Como a criança pensa. A psicologia de Piaget e suas aplicações educacionais. São Paulo: IBRASA, 1973. DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron, 2001. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 4: Evoluções sensório-motoras especiais e o subperíodo do pensamento pré-operacional. Pg160] PIAGET, Jean & INHERDER, B. A psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1973. 2. Assinalar a alternativa correta: (1,0 ponto) I. No estágio sensório-motor a criança adquire a capacidade para o raciocínio lógico. II. A façanha suprema no estágio pré-operacional é a capacidade de pensar sobre o ambiente pela manipulação dos símbolos, incluindo as palavras que o representam. III. A façanha suprema no estágio formal é a capacidade de pensar sobre o ambiente pela manipulação dos pais. a) somente a alternativa I é correta. b) somente a alternativa II é correta. c) somente a alternativa III é correta. d) somente as alternativas II e III são corretas. e) somente as alternativas I e III são corretas. R: B: A façanha suprema no estágio pré-operacional é a capacidade de pensar sobre o ambiente pela manipulação dos símbolos, incluindo as palavras que o representam. Comentário: O pensamento pré-operacional é estático e imóvel. É um tipo de pensamento que pode focalizar impressionística e esporadicamente esta ou aquela condição momentânea e estática, mas que não consegue ligar adequadamente um conjunto de condições sucessivas num todo integrado, levando em conta as transformações que as unificam, e as tornam logicamente coerentes. Quando presta atenção nas transformações, a criança se depara com grandes dificuldades; geralmente, ela acaba por assimilá-las a seus próprios esquemas de ação, em vez de inseri-las num esquema coerente de causas objetivas. Quatro realizações fundamentais do estágio pré-operacional dependem da capacidade de: a) as crianças adquirirem a linguagem; b) as crianças começarem a formular conceitos simples; c) as crianças começarem a representar brincando; d) as crianças desenharem figuras que representem a realidade. Crianças nesse estágio começam, também, a entender o difícil conceito de classificação. Ao que parece, as crianças, nesse estágio, só conseguem lidar com uma dimensão por vez. Manipular símbolos, representá-los através da linguagem desenvolvida e, assim, pensar sobre o meio. Estas é a principal façanha neste estágio de desenvolvimento cognitivo, de acordo com a teoria piagetiana. Bibliografia: BEARD, Ruth, M. Como a criança pensa. A psicologia de Piaget e suas aplicações educacionais. São Paulo: IBRASA, 1973. DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron, 2001. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 4: Evoluções sensório-motoras especiais e o subperíodo do pensamento pré-operacional. Pg160] PIAGET, Jean & INHERDER, B. A psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1973. 3. Assinalar a alternativa correta: (1,0 ponto) I. No período pré-operacional a criança tem a capacidade da aquisição da linguagem. II. No período pré-operacional ainda não existe a noção da permanência de um objeto, ou seja, a criança ainda não adquiriu a noção de conservação. III. A criança, no período pré-operacional, é capaz de executar tarefas simples, mas fica confusa com as relações entre duas ou mais classes de objetos. a) somente a alternativa II é correta. b) somente as alternativas I e II são corretas. c) somente a alternativa I é correta d) somente as alternativas I e III são corretas. e) somente a alternativa III é correta R: D Comentário: O pensamento pré-operacional é estático e imóvel. É um tipo de pensamento que pode focalizar impressionística e esporadicamente esta ou aquela condição momentânea e estática, mas que não consegue ligar adequadamente um conjunto de condições sucessivas num todo integrado, levando em conta as transformações que as unificam, e as tornam logicamente coerentes. Quando presta atenção nas transformações, a criança se depara com grandes dificuldades; geralmente, ela acaba por assimilá-las a seus próprios esquemas de ação, em vez de inseri-las num esquema coerente de causas objetivas. Quatro realizações fundamentais do estágio pré-operacional dependem da capacidade de: a) as crianças adquirirem a linguagem; b) as crianças começarem a formular conceitos simples; c) as crianças começarem a representar brincando; d) as crianças desenharem figuras que representem a realidade. Crianças nesse estágio começam, também, a entender o difícil conceito de classificação. Ao que parece, as crianças, nesse estágio, só conseguem lidar com uma dimensão por vez. Por outro lado, o pensamento pré-operacional tende a operar mais com imagens concretas e estáticas do que com sinais abstratos e altamente esquemáticos. Por isso, embora a criança represente a realidade, em vez de simplesmente agir sobre ela, suas representações estão muito mais próximas das ações explícitas, em seus aspectos formais e funcionais, do que costuma acontecer nos casos de crianças mais velhas e de adultos. Piaget acredita que grande parte da cognição da criança pequena assume a forma de experimento mental, ou seja, de uma réplica isomórfica, passo a passo, das ações e dos acontecimentos concretos. O pensamento pré-operacional é extremamente concreto. Nesta fase já existe a noção de conservação. Bibliografia: BEARD, Ruth, M. Como a criança pensa. A psicologia de Piaget e suas aplicações educacionais. São Paulo: IBRASA, 1973. DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron, 2001. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 4: Evoluções sensório-motoras especiais e o subperíodo do pensamento pré-operacional. Pg. 160]. PIAGET, Jean & INHERDER, B. A psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1973. 4. Quanto ao desenvolvimento cognitivo da criança por volta dos 4 anos, podemos afirmar: I. No que se refere à linguagem, predomina a linguagem socializada. II. Nesse estágio, desenvolve-se a coordenação motora fina. III. O egocentrismo é substituído pela inteligência prática. a) somente a alternativa I está correta. b) somente as alternativas I e II estão corretas. c) somente as alternativas II e III estão corretas. d) somente as alternativas I e III estão corretas. e) somente a alternativa II está correta. R: E Comentário: O pensamento pré-operacional é estático e imóvel. É um tipo de pensamento que pode focalizar impressionística e esporadicamente esta ou aquela condição momentânea e estática, mas que não consegue ligar adequadamente um conjunto de condições sucessivas num todo integrado, levando em conta as transformações que as unificam, e as tornam logicamente coerentes. Quando presta atenção nas transformações, a criança se depara com grandes dificuldades; geralmente, ela acaba por assimilá-lasa seus próprios esquemas de ação, em vez de inseri-las num esquema coerente de causas objetivas. Quatro realizações fundamentais do estágio pré-operacional dependem da capacidade de: a) as crianças adquirirem a linguagem; b) as crianças começarem a formular conceitos simples; c) as crianças começarem a representar brincando; d) as crianças desenharem figuras que representem a realidade. Crianças nesse estágio começam, também, a entender o difícil conceito de classificação. Ao que parece, as crianças, nesse estágio, só conseguem lidar com uma dimensão por vez. Por outro lado, o pensamento pré-operacional tende a operar mais com imagens concretas e estáticas do que com sinais abstratos e altamente esquemáticos. Por isso, embora a criança represente a realidade, em vez de simplesmente agir sobre ela, suas representações estão muito mais próximas das ações explícitas, em seus aspectos formais e funcionais, do que costuma acontecer nos casos de crianças mais velhas e de adultos. Piaget acredita que grande parte da cognição da criança pequena assume a forma de experimento mental, ou seja, de uma réplica isomórfica, passo a passo, das ações e dos acontecimentos concretos. O pensamento pré-operacional é extremamente concreto. O egocentrismo é característico desta idade e a linguagem socializada (socialização) é posterior ao período. Bibliografia: BEARD, Ruth, M. Como a criança pensa. A psicologia de Piaget e suas aplicações educacionais. São Paulo: IBRASA, 1973. DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron, 2001. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 4: Evoluções sensório-motoras especiais e o subperíodo do pensamento pré-operacional. Pg. 160]. PIAGET, Jean & INHERDER, B. A psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1973. Comentário: Sobre o tema Características das diversas etapas do desenvolvimento humano, Papalia, (2000) afirma que o desenvolvimento humano é muito complexo e que as mudanças ocorrem em muitos aspectos diferentes do eu. Assim, no estágio pré-natal, que vai da concepção até o nascimento, tem-se a formação da estrutura e órgãos corporais básicos, o crescimento físico, que é o mais rápido de todos os períodos e, também, há uma grande vulnerabilidade às influências ambientais. Na primeira infância, que vai do nascimento até os 3 anos de vida, o recém-nascido é dependente, porém competente. Todos os sentidos funcionam no nascimento. Tem um rápido crescimento físico e desenvolvimento das habilidades motoras. Apresenta capacidade de aprender e lembrar, até mesmo nas primeiras semanas de vida. A compreensão e fala se desenvolvem rapidamente A autoconsciência se desenvolve no segundo ano de vida. O apego aos pais e a outros se forma aproximadamente no final do primeiro ano de vida. O interesse por outras crianças aumenta. Na segunda infância, que vai dos 3 aos 6 anos, A força e habilidades motoras simples e complexas aumentam. O comportamento é predominantemente egocêntrico, mas a compreensão da perspectiva dos outros aumenta. A imaturidade cognitiva leva a muitas idéias ilógicas acerca do mundo. As brincadeiras, a criatividade e a imaginação tornam-se mais elaboradas. A independência, o autocontrole e o cuidado próprio aumentam. A família ainda é o núcleo da vida, embora outras crianças comecem a se tornar importantes. Bibliografia PAPALIA, Diane E. Desenvolvimento humano. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. [Cap. Um: Sobre o desenvolvimento humano, pg.23-51] Questão enviada por Renata Jubran, em 14/08/06. 5. Quanto ao período dos 7 aos 12 anos, podemos afirmar: I. A criança já é capaz de organizar, mentalmente, varetas em ordem de tamanho – o que, na fase anterior, ela só faria comparando duas a duas, para, então, ordená-las em série. II. Observa-se um incremento do pensamento lógico – a criança passa a ter um conhecimento real e adequado dos objetos externos. III. Observam-se progressos significativos quanto aos aspectos da interação social, pois ocorre um declínio do egocentrismo. IV. Neste período, devido à falta da linguagem e da função simbólica, as percepções da criança baseiam-se exclusivamente nas coordenações sensório-motoras das ações. a) somente as alternativas I, II e III estão corretas. b) somente as alternativas I e II estão corretas. c) somente as alternativas II e III estão corretas. d) somente as alternativas I e IV estão corretas. e) somente a alternativa II está correta. R: A Comentário: O pensamento pré-operacional é estático e imóvel. É um tipo de pensamento que pode focalizar impressionística e esporadicamente esta ou aquela condição momentânea e estática, mas que não consegue ligar adequadamente um conjunto de condições sucessivas num todo integrado, levando em conta as transformações que as unificam, e as tornam logicamente coerentes. Quando presta atenção nas transformações, a criança se depara com grandes dificuldades; geralmente, ela acaba por assimila-las a seus próprios esquemas de ação, em vez de inseri-las num esquema coerente de causas objetivas. Quatro realizações fundamentais do estágio pré-operacional dependem da capacidade de: a) as crianças adquirirem a linguagem; b) as crianças começarem a formular conceitos simples; c) as crianças começarem a representar brincando; d) as crianças desenharem figuras que representem a realidade. Crianças nesse estágio começam, também, a entender o difícil conceito de classificação. Ao que parece, as crianças, nesse estágio, só conseguem lidar com uma dimensão por vez. Por outro lado, o pensamento pré-operacional tende a operar mais com imagens concretas e estáticas do que com sinais abstratos e altamente esquemáticos. Por isso, embora a criança represente a realidade, em vez de simplesmente agir sobre ela, suas representações estão muito mais próximas das ações explícitas, em seus aspectos formais e funcionais, do que costuma acontecer nos casos de crianças mais velhas e de adultos. Piaget acredita que grande parte da cognição da criança pequena assume a forma de experimento mental, ou seja, de uma réplica isomórfica, passo a passo, das ações e dos acontecimentos concretos. O pensamento pré-operacional é extremamente concreto. Bibliografia: BEARD, Ruth, M. Como a criança pensa. A psicologia de Piaget e suas aplicações educacionais. São Paulo: IBRASA, 1973. DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron, 2001. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 4: Evoluções sensório-motoras especiais e o subperíodo do pensamento pré-operacional. Pg. 160]. PIAGET, Jean & INHERDER, B. A psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1973. Questão enviada por Renata Jubran, em 14/08/06. 6. Uma das características da criança pré-operatória – 2 a 6 anos, devido ao seu ________________, é a atribuição de características humanas aos objetos. Esse comportamento é chamado de __________________. I. Egocentrismo II. Naturalismo III. Animismo IV. Artificialismo V. Simbolismo a) somente as questões I e II estão corretas b) somente as questões I e III estão corretas c) somente as questões I e IV estão corretas d) somente as questões II e IV estão corretas e) somente as questões III e IV estão corretas R: B Comentário: O egocentrismo pré-operacional é uma característica bastante geral que possui numerosas conseqüências. Acima de tudo, a criança demonstra freqüentemente uma relativa incapacidade de assumir o papel de outra pessoa, ou seja, de considerar seu próprio ponto de vista como um entre muitos outros e de tentar coordena-lo com estes outros pontos de vista. Este fenômeno se manifesta nitidamente na área da linguagem e da comunicação, onde a criança parece fazer pouco esforço no sentido de adaptar sua linguagem falada às necessidades do ouvinte. É mais nítido, ainda, quando se pede à criança que simultaneamente observe um espetáculovisual de uma posição A e o represente se fosse visto de uma posição diferente B (por exemplo, por trás). A resposta mais comum neste subperíodo é a representação egocêntrica, ou seja, em função da perspectiva da criança. Existem duas outras dificuldades que decorrem diretamente do egocentrismo da criança. Primeiro, a criança – na ausência da capacidade de se orientar assumindo o papel do outro – não sente a necessidade nem de justificar seu raciocínio para os outros, nem de procurar possíveis contradições em sua lógica. Conseqüentemente, ela acha extremamente difícil tratar seus próprios processos mentais como objeto de pensamento. Por exemplo, ela é incapaz de reconstruir uma cadeia de raciocínios que acabou de fazer; ela pensa, mas é incapaz de pensar sobre seu próprio pensamento. Uma das crenças mais inabaláveis de Piaget, repetida freqüentemente em várias publicações é aquela segundo a qual o pensamento torna-se autoconsciente, capaz de se autojustificar e capaz de acatar as normas lógico-sociais de não-contradição, coerência, etc., e que tudo isso e muito mais só aparece a partir de relações interpessoais repetidas (especialmente aquelas que incluem discussões e discordâncias), nas quais a criança é realmente forçada várias vezes a tomar conhecimento do papel do outro. É a interação social que dá o último coup de grâce no egocentrismo infantil. Trata-se de um tipo de desenvolvimento pelo qual a criança subperíodo pré-operacional ainda terá que passar. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 4: Evoluções sensório-motoras especiais e o subperíodo do pensamento pré-operacioanal. Pg. 160] Questão enviada por Renata Jubran, São Paulo, em 03/05/06 para a PI. 7. Uma criança X começa um diálogo com um interlocutor desconhecido, contando sobre um fato ocorrido perto da casa de sua avó: Criança X: então ... o gato pulou o muro e ficou na casa da minha avó, aquela cor-de-rosa, você sabe... Criança Y: não... não sei... nem sei que casa é essa... Essa cena revela, segundo os conceitos de Piaget: a) que a criança X ainda não estabeleceu uma discriminação entre o eu e o outro, confundindo a criança Y consigo própria. b) que a criança X é ainda muito egocêntrica, pois supõe que a criança Y sabe o que ela própria sabe. c) que a criança X está no período sensório-motor, pois ainda não tem um pensamento sistemático sobre a realidade, preocupando-se mais com suas brincadeiras e jogos infantis. d) que a criança X busca socialização, mas não consegue socializar-se verdadeiramente, devido a seu egocentrismo. e) que a criança X é egoísta, demonstrando estar no período sensório-motor. R: B Questão enviada por Giuliana, de Campinas , em 03/04/07. Comentário: O egocentrismo pré-operacional é uma característica bastante geral que possui numerosas conseqüências. Acima de tudo, a criança demonstra freqüentemente uma relativa incapacidade de assumir o papel de outra pessoa, ou seja, de considerar seu próprio ponto de vista como um entre muitos outros e de tentar coordena-lo com estes outros pontos de vista. Este fenômeno se manifesta nitidamente na área da linguagem e da comunicação, onde a criança parece fazer pouco esforço no sentido de adaptar sua linguagem falada às necessidades do ouvinte. É mais nítido, ainda, quando se pede à criança que simultaneamente observe um espetáculo visual de uma posição A e o represente se fosse visto de uma posição diferente B (por exemplo, por trás). A resposta mais comum neste subperíodo é a representação egocêntrica, ou seja, em função da perspectiva da criança. Existem duas outras dificuldades que decorrem diretamente do egocentrismo da criança. Primeiro, a criança – na ausência da capacidade de se orientar assumindo o papel do outro – não sente a necessidade nem de justificar seu raciocínio para os outros, nem de procurar possíveis contradições em sua lógica. Conseqüentemente, ela acha extremamente difícil tratar seus próprios processos mentais como objeto de pensamento. Por exemplo, ela é incapaz de reconstruir uma cadeia de raciocínios que acabou de fazer; ela pensa, mas é incapaz de pensar sobre seu próprio pensamento. Uma das crenças mais inabaláveis de Piaget, repetida freqüentemente em várias publicações é aquela segundo a qual o pensamento torna-se autoconsciente, capaz de se autojustificar e capaz de acatar as normas lógico-sociais de não-contradição, coerência, etc., e que tudo isso e muito mais só aparece a partir de relações interpessoais repetidas (especialmente aquelas que incluem discussões e discordâncias), nas quais a criança é realmente forçada várias vezes a tomar conhecimento do papel do outro. É a interação social que dá o último coup de grâce no egocentrismo infantil. Trata-se de um tipo de desenvolvimento pelo qual a criança subperíodo pré-operacional ainda terá que passar. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 4: Evoluções sensório-motoras especiais e o subperíodo do pensamento pré-operacioanal. Pg. 160] 8. Leia atentamente e responda: Uma criança X, de seis anos, briga com sua mãe porque acredita que seu irmão recebeu mais refrigerante do que ela. O copo do irmão é estreito e o seu é largo e mais baixo. No entanto, de fato, a mãe colocou a mesma quantidade para os dois, pois despejou o conteúdo inteiro de duas latinhas idênticas de refrigerante em cada um dos copos. É correto afirmar que, segundo os conceitos de Piaget: a) a criança X ainda pauta o seu raciocínio na percepção imediata, não raciocinando com lógica. b) a criança X tem noção de conservação de quantidade. c) a criança X tem problemas de atenção, pois não é esperado esse tipo de raciocínio para essa idade. d) a criança X está no período operacional-lógico. e) a criança X está no período operatório concreto. R: A Comentário: O pensamento pré-operacional é estático e imóvel. É um tipo de pensamento que pode focalizar impressionística e esporadicamente esta ou aquela condição momentânea e estática, mas que não consegue ligar adequadamente um conjunto de condições sucessivas num todo integrado, levando em conta as transformações que as unificam, e as tornam logicamente coerentes. Quando presta atenção nas transformações, a criança se depara com grandes dificuldades; geralmente, ela acaba por assimilá-las a seus próprios esquemas de ação, em vez de inseri-las num esquema coerente de causas objetivas. Quatro realizações fundamentais do estágio pré-operacional dependem da capacidade de: a) as crianças adquirirem a linguagem; b) as crianças começarem a formular conceitos simples; c) as crianças começarem a representar brincando; d) as crianças desenharem figuras que representem a realidade. Crianças nesse estágio começam, também, a entender o difícil conceito de classificação. Ao que parece, as crianças, nesse estágio, só conseguem lidar com uma dimensão por vez. Por outro lado, o pensamento pré-operacional tende a operar mais com imagens concretas e estáticas do que com sinais abstratos e altamente esquemáticos. Por isso, embora a criança represente a realidade, em vez de simplesmente agir sobre ela, suas representações estão muito mais próximas das ações explícitas, em seus aspectos formais e funcionais, do que costuma acontecer nos casos de crianças mais velhas e de adultos. Piaget acredita que grande parte da cognição da criança pequena assume a forma de experimento mental, ou seja, de uma réplica isomórfica, passo a passo, das ações e dos acontecimentos concretos. O pensamento pré-operacional é extremamente concreto. Bibliografia: BEARD, Ruth, M. Como a criança pensa. A psicologia de Piaget e suas aplicações educacionais. São Paulo: IBRASA, 1973. DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron, 2001. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 4: Evoluções sensório-motoras especiais e o subperíodo do pensamento pré-operacional.Pg. 160]. PIAGET, Jean & INHERDER, B. A psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1973. 9. Leia atentamente a frase abaixo e depois assinale a alternativa correta. De acordo com Piaget, a suposição de uma criança pré-operacional de que um carro está se movimentando porque ela se encontra dentro, é um exemplo de: a) conservação b) acomodação c) egocentrismo d) intuição e) equilibração R: C Questão enviada por Consolação, de Brasília, em 03/04/07. Comentário: O egocentrismo pré-operacional é uma característica bastante geral que possui numerosas conseqüências. Acima de tudo, a criança demonstra freqüentemente uma relativa incapacidade de assumir o papel de outra pessoa, ou seja, de considerar seu próprio ponto de vista como um entre muitos outros e de tentar coordena-lo com estes outros pontos de vista. Este fenômeno se manifesta nitidamente na área da linguagem e da comunicação, onde a criança parece fazer pouco esforço no sentido de adaptar sua linguagem falada às necessidades do ouvinte. É mais nítido, ainda, quando se pede à criança que simultaneamente observe um espetáculo visual de uma posição A e o represente se fosse visto de uma posição diferente B (por exemplo, por trás). A resposta mais comum neste subperíodo é a representação egocêntrica, ou seja, em função da perspectiva da criança. Existem duas outras dificuldades que decorrem diretamente do egocentrismo da criança. Primeiro, a criança – na ausência da capacidade de se orientar assumindo o papel do outro – não sente a necessidade nem de justificar seu raciocínio para os outros, nem de procurar possíveis contradições em sua lógica. Conseqüentemente, ela acha extremamente difícil tratar seus próprios processos mentais como objeto de pensamento. Por exemplo, ela é incapaz de reconstruir uma cadeia de raciocínios que acabou de fazer; ela pensa, mas é incapaz de pensar sobre seu próprio pensamento. Uma das crenças mais inabaláveis de Piaget, repetida freqüentemente em várias publicações é aquela segundo a qual o pensamento torna-se autoconsciente, capaz de se autojustificar e capaz de acatar as normas lógico-sociais de não-contradição, coerência, etc., e que tudo isso e muito mais só aparece a partir de relações interpessoais repetidas (especialmente aquelas que incluem discussões e discordâncias), nas quais a criança é realmente forçada várias vezes a tomar conhecimento do papel do outro. É a interação social que dá o último coup de grâce no egocentrismo infantil. Trata-se de um tipo de desenvolvimento pelo qual a criança subperíodo pré-operacional ainda terá que passar. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 4: Evoluções sensório-motoras especiais e o subperíodo do pensamento pré-operacioanal. Pg. 160] 10. A dificuldade da criança de 02 anos e 03 anos para abandonar seus esquemas de interpretação para considerar o ponto de vista de outra pessoa caracteriza o que Piaget chamou de: a) egoísmo b) descentração c) intuição d) egocentrismo e) equilibração R: D Questão enviada por Solange, de Santos, em 24/03/07. Comentário: O egocentrismo pré-operacional é uma característica bastante geral que possui numerosas conseqüências. Acima de tudo, a criança demonstra freqüentemente uma relativa incapacidade de assumir o papel de outra pessoa, ou seja, de considerar seu próprio ponto de vista como um entre muitos outros e de tentar coordena-lo com estes outros pontos de vista. Este fenômeno se manifesta nitidamente na área da linguagem e da comunicação, onde a criança parece fazer pouco esforço no sentido de adaptar sua linguagem falada às necessidades do ouvinte. É mais nítido, ainda, quando se pede à criança que simultaneamente observe um espetáculo visual de uma posição A e o represente se fosse visto de uma posição diferente B (por exemplo, por trás). A resposta mais comum neste subperíodo é a representação egocêntrica, ou seja, em função da perspectiva da criança. Existem duas outras dificuldades que decorrem diretamente do egocentrismo da criança. Primeiro, a criança – na ausência da capacidade de se orientar assumindo o papel do outro – não sente a necessidade nem de justificar seu raciocínio para os outros, nem de procurar possíveis contradições em sua lógica. Conseqüentemente, ela acha extremamente difícil tratar seus próprios processos mentais como objeto de pensamento. Por exemplo, ela é incapaz de reconstruir uma cadeia de raciocínios que acabou de fazer; ela pensa, mas é incapaz de pensar sobre seu próprio pensamento. Uma das crenças mais inabaláveis de Piaget, repetida freqüentemente em várias publicações é aquela segundo a qual o pensamento torna-se autoconsciente, capaz de se autojustificar e capaz de acatar as normas lógico-sociais de não-contradição, coerência, etc., e que tudo isso e muito mais só aparece a partir de relações interpessoais repetidas (especialmente aquelas que incluem discussões e discordâncias), nas quais a criança é realmente forçada várias vezes a tomar conhecimento do papel do outro. É a interação social que dá o último coup de grâce no egocentrismo infantil. Trata-se de um tipo de desenvolvimento pelo qual a criança subperíodo pré-operacional ainda terá que passar. Bibliografia FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 4: Evoluções sensório-motoras especiais e o subperíodo do pensamento pré-operacioanal. Pg. 160] 11. Com relação à criança de 2 a 6 anos, do ponto de vista cognitivo, podemos afirmar: I. Ela está no estágio pré-operatório. II. Já é capaz de simbolizar, ou seja, representar uma coisa por outra enquanto brinca. III. Ainda continua bastante egocêntrica, com dificuldade em perceber os desejos e necessidades do outro. IV. Ela está no período sensório-motor. a) somente as alternativas I, II e III estão corretas. b) somente as alternativas I e II estão corretas. c) somente as alternativas II e III estão corretas. d) somente a alternativa IV está correta. e) somente a alternativa III está correta. R: A Comentário: O egocentrismo pré-operacional é uma característica bastante geral que possui numerosas conseqüências. Acima de tudo, a criança demonstra freqüentemente uma relativa incapacidade de assumir o papel de outra pessoa, ou seja, de considerar seu próprio ponto de vista como um entre muitos outros e de tentar coordena-lo com estes outros pontos de vista. Este fenômeno se manifesta nitidamente na área da linguagem e da comunicação, onde a criança parece fazer pouco esforço no sentido de adaptar sua linguagem falada às necessidades do ouvinte. É mais nítido, ainda, quando se pede à criança que simultaneamente observe um espetáculo visual de uma posição A e o represente se fosse visto de uma posição diferente B (por exemplo, por trás). A resposta mais comum neste subperíodo é a representação egocêntrica, ou seja, em função da perspectiva da criança. Existem duas outras dificuldades que decorrem diretamente do egocentrismo da criança. Primeiro, a criança – na ausência da capacidade de se orientar assumindo o papel do outro – não sente a necessidade nem de justificar seu raciocínio para os outros, nem de procurar possíveis contradições em sua lógica. Conseqüentemente, ela acha extremamente difícil tratar seus próprios processos mentais como objeto de pensamento. Por exemplo, ela é incapaz de reconstruir uma cadeia de raciocínios que acabou de fazer; ela pensa, mas é incapaz de pensar sobre seu próprio pensamento. Uma das crenças mais inabaláveis de Piaget, repetida freqüentemente em várias publicações é aquela segundo a qual o pensamento torna-se autoconsciente, capaz de se autojustificar e capaz de acatar as normas lógico-sociais de não-contradição, coerência, etc., e que tudo isso e muito mais só aparece a partir de relações interpessoais repetidas (especialmente aquelas que incluem discussões e discordâncias), nas quais a criança é realmente forçada várias vezesa tomar conhecimento do papel do outro. É a interação social que dá o último coup de grâce no egocentrismo infantil. Trata-se de um tipo de desenvolvimento pelo qual a criança subperíodo pré-operacional ainda terá que passar. Bibliografia: BEARD, Ruth, M. Como a criança pensa. A psicologia de Piaget e suas aplicações educacionais. São Paulo: IBRASA, 1973. DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron, 2001. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 4: Evoluções sensório-motoras especiais e o subperíodo do pensamento pré-operacional. Pg. 160]. PIAGET, Jean & INHERDER, B. A psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1973. Questão enviada por Renata Jubran, em 14/08/06. 12. Você é estudante do 4º semestre do Curso de Letras da Universidade Paulista (UNIP) e está iniciando os estágios em uma escola de educação infantil e deverá desenvolver um projeto de trabalho para crianças na idade pré-escolar (4-6 anos). A fim de desenvolver atividades compatíveis com esta faixa etária, é importante recordar as características deste período. Analise as afirmações abaixo e marque a alternativa incorreta: a) as crianças apresentam uma expansão da curiosidade intelectual, tem necessidade de conceituar suas experiências e vivências do dia-a-dia. b) as crianças misturam realidade e fantasia, através da percepção imediata constroem o conhecimento do mundo que a rodeia. c) o pensamento da criança neste período caracteriza-se pela noção de conservação de massa, peso e volume dos objetos. d) surgem novas habilidades cognitivas, cresce a percepção da criança em descobrir novas formas de pensar, mas ainda não consegue abstrair. e) as crianças, neste período, já é capaz de simbolizar. R: C Comentário: O pensamento pré-operacional é estático e imóvel. É um tipo de pensamento que pode focalizar impressionística e esporadicamente esta ou aquela condição momentânea e estática, mas que não consegue ligar adequadamente um conjunto de condições sucessivas num todo integrado, levando em conta as transformações que as unificam, e as tornam logicamente coerentes. Quando presta atenção nas transformações, a criança se depara com grandes dificuldades; geralmente, ela acaba por assimilá-las a seus próprios esquemas de ação, em vez de inseri-las num esquema coerente de causas objetivas. Quatro realizações fundamentais do estágio pré-operacional dependem da capacidade de: a) as crianças adquirirem a linguagem; b) as crianças começarem a formular conceitos simples; c) as crianças começarem a representar brincando; d) as crianças desenharem figuras que representem a realidade. Crianças nesse estágio começam, também, a entender o difícil conceito de classificação. Ao que parece, as crianças, nesse estágio, só conseguem lidar com uma dimensão por vez. Por outro lado, o pensamento pré-operacional tende a operar mais com imagens concretas e estáticas do que com sinais abstratos e altamente esquemáticos. Por isso, embora a criança represente a realidade, em vez de simplesmente agir sobre ela, suas representações estão muito mais próximas das ações explícitas, em seus aspectos formais e funcionais, do que costuma acontecer nos casos de crianças mais velhas e de adultos. Piaget acredita que grande parte da cognição da criança pequena assume a forma de experimento mental, ou seja, de uma réplica isomórfica, passo a passo, das ações e dos acontecimentos concretos. O pensamento pré-operacional é extremamente concreto. Bibliografia: BEARD, Ruth, M. Como a criança pensa. A psicologia de Piaget e suas aplicações educacionais. São Paulo: IBRASA, 1973. DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron, 2001. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 4: Evoluções sensório-motoras especiais e o subperíodo do pensamento pré-operacional. Pg. 160]. PIAGET, Jean & INHERDER, B. A psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1973. Questão enviada por Solange, de Santos, em 24/03/07. 13. O aparecimento da linguagem e da função simbólica, em que a criança consegue representar pessoas e objetos ausentes, imaginar situações que não estão ocorrendo em sua realidade imediata, é característica do pensamento no período: a) sensório-motor, em que as concepções de espaço, tempo e causalidade estão estabelecidas. b) pré-operatório, em que a criança está descobrindo novas possibilidades de lidar com o meio e com as pessoas, é a fase em que experimenta papéis, fantasia, vivências úteis para sua formação. c) operatório-concreto, em que somente as concepções de espaço estão estabelecidas. d) sensório-motor, em que a criança está descobrindo novas possibilidades de lidar com o meio e com as pessoas, é a fase em que as concepções de espaço, tempo e causalidade estão estabelecidas. R: B Comentário: O pensamento pré-operacional é estático e imóvel. É um tipo de pensamento que pode focalizar impressionística e esporadicamente esta ou aquela condição momentânea e estática, mas que não consegue ligar adequadamente um conjunto de condições sucessivas num todo integrado, levando em conta as transformações que as unificam, e as tornam logicamente coerentes. Quando presta atenção nas transformações, a criança se depara com grandes dificuldades; geralmente, ela acaba por assimila-las a seus próprios esquemas de ação, em vez de inseri-las num esquema coerente de causas objetivas. Quatro realizações fundamentais do estágio pré-operacional dependem da capacidade de: a) as crianças adquirirem a linguagem; b) as crianças começarem a formular conceitos simples; c) as crianças começarem a representar brincando; d) as crianças desenharem figuras que representem a realidade. Crianças nesse estágio começam, também, a entender o difícil conceito de classificação. Ao que parece, as crianças, nesse estágio, só conseguem lidar com uma dimensão por vez. Por outro lado, o pensamento pré-operacional tende a operar mais com imagens concretas e estáticas do que com sinais abstratos e altamente esquemáticos. Por isso, embora a criança represente a realidade, em vez de simplesmente agir sobre ela, suas representações estão muito mais próximas das ações explícitas, em seus aspectos formais e funcionais, do que costuma acontecer nos casos de crianças mais velhas e de adultos. Piaget acredita que grande parte da cognição da criança pequena assume a forma de experimento mental, ou seja, de uma réplica isomórfica, passo a passo, das ações e dos acontecimentos concretos. O pensamento pré-operacional é extremamente concreto. Bibliografia: BEARD, Ruth, M. Como a criança pensa. A psicologia de Piaget e suas aplicações educacionais. São Paulo: IBRASA, 1973. DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron, 2001. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 4: Evoluções sensório-motoras especiais e o subperíodo do pensamento pré-operacional. Pg. 160]. PIAGET, Jean & INHERDER, B. A psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1973. Questão enviada por Solange, de Santos, em 24/03/07. 14. Assinalar a alternativa correta: (1,0 ponto). I. No período pré-operacional a criança tem a capacidade da aquisição da linguagem. II. No período pré-operacional ainda não existe a noção de permanência de um objeto, ou seja, a criança não adquiriu a noção de conservação. III. A criança, no período pré-operacional, é capaz de executar tarefa simples, mas fica confusa com as relações entre duas ou mais classes de objetos. a) somente a alternativa I está correta. b) somente a alternativa II está correta. c) somente a alternativa III está correta. d) somente as alternativas I e II estão corretas e) somente as alternativas I e III estão corretas R: E 15. De acordo com Piaget, o estágio pré-operacional vai dos 2 anos aos 7 anos. Neste estágio,a criança é capaz de: (1,0 ponto). I. Guiar-se fortemente pelas percepções da realidade. II. Conseguir resolver problemas, manipulando objetos concretos. III. Ter a capacidade de pensar sobre o ambiente pela manipulação dos símbolos, incluindo a linguagem. a) somente a alternativa I está correta b) somente a alternativa II está correta c) somente a alternativa III está correta d) somente as alternativas II e III estão corretas e) as alternativas I, II e III estão corretas R: E 16. Quanto ao período dos 7 aos 12 anos, aproximadamente, podemos afirmar: I. Trata-se do estágio no qual o as brincadeiras e a imaginação tornam-se mais elaborada, em comparação às fases anteriores de desenvolvimento. II. Pode ser considerado o período das “grandes aquisições intelectuais”. III. O egocentrismo se intensifica na linguagem e nos relacionamentos, em conseqüência das aquisições intelectuais. a) somente a alternativa I está correta b) somente as alternativas I e II estão corretas c) somente as alternativas II e III estão corretas d) somente as alternativas I e III estão corretas e) somente a alternativa II está correta R: E Comentário: Sobre o tema Características das diversas etapas do desenvolvimento humano, Papalia, (2000) afirma que o desenvolvimento humano é muito complexo e que as mudanças ocorrem em muitos aspectos diferentes do eu. Assim, no estágio pré-natal, que vai da concepção até o nascimento, tem-se a formação da estrutura e órgãos corporais básicos, o crescimento físico, que é o mais rápido de todos os períodos e, também, há uma grande vulnerabilidade às influências ambientais. Na primeira infância, que vai do nascimento até os 3 anos de vida, o recém-nascido é dependente, porém competente. Todos os sentidos funcionam no nascimento. Tem um rápido crescimento físico e desenvolvimento das habilidades motoras. Apresenta capacidade de aprender e lembrar, até mesmo nas primeiras semanas de vida. A compreensão e fala se desenvolvem rapidamente A autoconsciência se desenvolve no segundo ano de vida. O apego aos pais e a outros se forma aproximadamente no final do primeiro ano de vida. O interesse por outras crianças aumenta. Na segunda infância, que vai dos 3 aos 6 anos, A força e habilidades motoras simples e complexas aumentam. O comportamento é predominantemente egocêntrico, mas a compreensão da perspectiva dos outros aumenta. A imaturidade cognitiva leva a muitas idéias ilógicas acerca do mundo. As brincadeiras, a criatividade e a imaginação tornam-se mais elaboradas. A independência, o autocontrole e o cuidado próprio aumentam. A família ainda é o núcleo da vida, embora outras crianças comecem a se tornar importantes. Na terceira infância que vai dos 6 aos 12 anos, aproximadamente, o crescimento físico diminui, enquanto a força e habilidades físicas se aperfeiçoam. O egocentrismo diminui. As crianças passam a pensar com lógica, embora predominantemente concreta. Memória e habilidades de linguagem aumentam Os ganhos cognitivos melhoram a capacidade de tirar proveito da educação formal. A auto-imagem se desenvolve, afetando a auto-estima. Os amigos assumem importância fundamental. Bibliografia PAPALIA, Diane E. Desenvolvimento humano. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. [Cap. Um: Sobre o desenvolvimento humano, pg.23-51] 17. Leia atentamente a frase abaixo e, depois, assinale a alternativa correta. De acordo com Piaget, a suposição de uma criança Pré-operacional de que um carro está se movimentando porque ela se encontra dentro, é um exemplo de: a) conservação b) acomodação c) egocentrismo d) intuição e) equilibração R: C 18. Assinalar a alternativa correta. No estágio pré-operacional: a) a criança, para entender suas experiências, orienta-se apenas pelos reflexos. b) a criança elabora, neste nível, o ponto de partida para as suas construções intelectuais. c) a criança tem facilidade de lidar com versões abstratas. d) a criança elabora, neste nível, o ponto de partida para as suas construções perceptivas. e) a criança guia-se fortemente pelas percepções da realidade. R.: E Comentário: De acordo com Piaget, a criança neste estágio guia-se fortemente pelas percepções da realidade. O pensamento pré-operacional é estático e imóvel. É um tipo de pensamento que pode focalizar impressionística e esporadicamente esta ou aquela condição momentânea e estática, mas que não consegue ligar adequadamente um conjunto de condições sucessivas num todo integrado, levando em conta as transformações que as unificam, e as tornam logicamente coerentes. Quando presta atenção nas transformações, a criança se depara com grandes dificuldades; geralmente, ela acaba por assimilá-las a seus próprios esquemas de ação, em vez de inseri-las num esquema coerente de causas objetivas. Quatro realizações fundamentais do estágio pré-operacional dependem da capacidade de: a) as crianças adquirem a linguagem; b) as crianças começarem a formular conceitos simples; c) as crianças começarem a representar brincando; dc) as crianças desenharem figuras que representem a realidade. Crianças nesse estágio começam, também, a entender o difícil conceito de classificação. Ao que parece, as crianças, nesse estágio, só conseguem lidar com uma dimensão por vez. 19. Piaget classificou o pensamento da criança no estágio pré-operacional de egocêntrico, ou centrado no EU. Comente a respeito. (1,5 ponto) 20. Assinalar V (Verdadeiro) ou Falso (Falso) para a seguinte afirmação: “A façanha suprema no estágio pré-operacional é a capacidade de pensar sobre o ambiente pela manipulação dos símbolos, incluindo as palavras que o representam”. (0,5 ponto) ( ) Verdadeiro ( ) Falso R: Verdadeiro PERÍODO DAS OPERAÇÕES CONCRETAS QUESTÃO 1. (1,0 ponto). Azenha (2006:9) cita: O que chamamos aqui de construtivismo são as teorias produzidas por Piaget para explicar o aparecimento de inovações, mudanças e transformações qualitativas surgidas no percurso do desenvolvimento intelectual. A descrição e a explicação dos mecanismos responsáveis pelo dinamismo das transformações que ocorrem no curso do desenvolvimento são parte do projeto de qualquer teoria de caráter construtivista. Se a inteligência é construção, o conteúdo dedicado a descrever e explicar de que forma os mecanismos simples, de caráter reflexo, transmutam-se em comportamentos culturais é bastante desenvolvido no trabalho piagetiano. Após ler com atenção o exposto acima, assinale a única resposta correta que corresponda em qual estágio a criança desenvolve a capacidade de usar a lógica, ou seja, adquire a habilidade de realizar operações mentais. A) estágio sensório-motor B) estágio das operações concretas C) estágio das operações formais D) estágio das operações evolutivas E) estágio das operações motoras. R: B. estágio das operações concretas Comentário: O subperíodo de operações concretas começa quando a formação de classes e séries ocorre mentalmente, isto é, quando as ações físicas começam a ser “internalizadas” como ações mentais ou “operações”. A diferença no procedimento de crianças que atingiram esse estágio é evidente em sua reação às tarefas estabelecidas por Piaget. Enquanto uma criança no estágio intuitivo dispõe varinhas pela ordem de tamanho, comparando cada par sucessivamente, as crianças cujo pensamento é “operacional” examinam as varinhas, depois as põem rapidamente em ordem, na maioria dos casos absolutamente sem medição; toda a operação é concluída em segundos, quando anteriormente levava vários minutos. O início do subperíodo coincide com a idade em que o egocentrismo diminui substancialmente e uma genuína cooperação com outras pessoas substitui o brinquedo isolado ou o brinquedo “na companhia de outros”, que é característico dos períodos anteriores. Na opinião de Piaget, a coincidência não é fortuita. De um lado, as atividades do período anterior levam gradualmente à capacidade para operaçõesmentais que, por sua vez, permitem a uma criança apreciar relações, inclusive aquelas com seus iguais; por outro lado, pais e professores oferecem, cada vez mais, oportunidades para cooperação e provocam interesse pela cooperação, permitindo à criança corrigir concepções errôneas através de discussão. As operações concretas baseiam-se diretamente nos objetos e não, ainda nas hipóteses enunciadas verbalmente, como será o caso das operações proposicionais. As operações concretas estabelecem, portanto, muito bem, a transição entre a ação e as estruturas lógicas mais gerais, que implicam uma combinatória e uma estrutura de “grupo” a coordenarem as duas formas possíveis de reversibilidade. Nem por isso deixam essas operações nascentes de coordenar-se já em estruturas de conjunto, porém, mais pobres e que ainda se processam a pouco e pouco, à míngua de combinações generalizadas. Tais estruturas são, por exemplo, classificações, seriações, correspondências termo a termo ou entre um e diversos, matrizes, etc. O peculiar a essas estruturas, que denominamos “agrupamentos” é constituir encadeamentos progressivos, que comportam composições de operações diretas. O que impressiona, no curso desse longo período de preparação e, depois, de constituição das operações concretas, é a unidade funcional (por ocasião de cada subperíodo) que liga num mesmo todo as reações cognitivas, lúdicas, afetivas, sociais e morais. Comparando-se, de fato, o subperíodo pré-operatório de 2 a 7-8 anos ao subperíodo de remate de 7-8 a 11 -12 anos, assiste-se ao desenrolar de um grande processo de conjunto, que se pode caracterizar como passagem de centração subjetiva em todos os domínios à descentração a um tempo cognitiva, social e moral. E esse processo é tanto mais impressionante quanto reproduz e desenvolve em ponto grande, no nível do pensamento, o que já se constata, em ponto pequeno, no nível sensório-motor. Bibliografia: BEARD, Ruth, M. Como a criança pensa. A psicologia de Piaget e suas aplicações educacionais. São Paulo: IBRASA, 1973. [Cap. 5: O subperíodo de operações concretas. Pg. 159]. DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron, 2001. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 4: Evoluções sensório-motoras especiais e o subperíodo do pensamento pré-operacional. Pg. 160]. PIAGET, Jean & INHERDER, B. A psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1973. [Cap. IV: as operações “concretas” do pensamento e as relações interindividuais. Pg. 80]. 2. Identifique as alternativas que definem a etapa na qual a criança passa a realizar seus julgamentos morais, levando em conta as intenções de quem cometeu a ação. I. Estágio das operações formais. II. 2 a 6 anos. III. 7 a 12 anos. IV. Estágio das operações concretas. V. Estágio pré-operatório. a) somente a alternativa V está correta b) somente as alternativas I e II estão corretas c) somente as alternativas II e IV estão corretas d) somente as alternativas II e V estão corretas e) somente as alternativas I e III estão corretas R: C Comentário: O subperíodo de operações concretas começa quando a formação de classes e séries ocorre mentalmente, isto é, quando as ações físicas começam a ser “internalizadas” como ações mentais ou “operações”. A diferença no procedimento de crianças que atingiram esse estágio é evidente em sua reação às tarefas estabelecidas por Piaget. Enquanto uma criança no estágio intuitivo dispõe varinhas pela ordem de tamanho, comparando cada par sucessivamente, as crianças cujo pensamento é “operacional” examinam as varinhas, depois as põem rapidamente em ordem, na maioria dos casos absolutamente sem medição; toda a operação é concluída em segundos, quando anteriormente levava vários minutos. O início do subperíodo coincide com a idade em que o egocentrismo diminui substancialmente e uma genuína cooperação com outras pessoas substitui o brinquedo isolado ou o brinquedo “na companhia de outros”, que é característico dos períodos anteriores. Na opinião de Piaget, a coincidência não é fortuita. De um lado, as atividades do período anterior levam gradualmente à capacidade para operações mentais que, por sua vez, permitem a uma criança apreciar relações, inclusive aquelas com seus iguais; por outro lado, pais e professores oferecem, cada vez mais, oportunidades para cooperação e provocam interesse pela cooperação, permitindo à criança corrigir concepções errôneas através de discussão. As operações concretas baseiam-se diretamente nos objetos e não, ainda nas hipóteses enunciadas verbalmente, como será o caso das operações proposicionais. As operações concretas estabelecem, portanto, muito bem, a transição entre a ação e as estruturas lógicas mais gerais, que implicam uma combinatória e uma estrutura de “grupo” a coordenarem as duas formas possíveis de reversibilidade. Nem por isso deixam essas operações nascentes de coordenar-se já em estruturas de conjunto, porém, mais pobres e que ainda se processam a pouco e pouco, à míngua de combinações generalizadas. Tais estruturas são, por exemplo, classificações, seriações, correspondências termo a termo ou entre um e diversos, matrizes, etc. O peculiar a essas estruturas, que denominamos “agrupamentos” é constituir encadeamentos progressivos, que comportam composições de operações diretas. O que impressiona, no curso desse longo período de preparação e, depois, de constituição das operações concretas, é a unidade funcional (por ocasião de cada subperíodo) que liga num mesmo todo as reações cognitivas, lúdicas, afetivas, sociais e morais. Comparando-se, de fato, o subperíodo pré-operatório de 2 a 7-8 anos ao subperíodo de remate de 7-8 a 11012 anos, assiste-se ao desenrolar de um grande processo de conjunto, que se pode caracterizar como passagem de centração subjetiva em todos os domínios à descentração a um tempo cognitiva, social e moral. E esse processo é tanto mais impressionante quanto reproduz e desenvolve em ponto grande, no nível do pensamento, o que já se constata, em ponto pequeno, no nível sensório-motor. Bibliografia: BEARD, Ruth, M. Como a criança pensa. A psicologia de Piaget e suas aplicações educacionais. São Paulo: IBRASA, 1973. [Cap. 5: O subperíodo de operações concretas. Pg. 159]. DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron, 2001. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 4: Evoluções sensório-motoras especiais e o subperíodo do pensamento pré-operacional. Pg. 160]. PIAGET, Jean & INHERDER, B. A psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1973. [Cap. IV: as operações “concretas” do pensamento e as relações interindividuais. Pg. 80]. Questão elaborada por Renata Jubran, em 14/08/06 3. As crianças na faixa etária dos 07 aos 10 anos de idade estão no início da construção lógica, conseguem estabelecer relações que as possibilitam perceber outros pontos de vista que não o seu; o pensamento neste período caracteriza-se pela noção de conservação de massa, peso e volume dos objetos, mas ainda pensa com exemplos ou materiais; melhoram as relações entre os colegas e acentua-se a cooperação. Estas características referem-se ao período que Piaget chamou de: a) operatório-concreto b) sensório-motor c) operatório-formal d) pré-operatório. e) evolutivo R: A Comentário: O subperíodo de operações concretas começa quando a formação de classes e séries ocorre mentalmente, isto é, quando as ações físicas começam a ser “internalizadas” como ações mentais ou “operações”. A diferença no procedimento de crianças que atingiram esse estágio é evidente em sua reação às tarefas estabelecidas por Piaget. Enquanto uma criança no estágio intuitivo dispõe varinhas pela ordem de tamanho, comparando cada par sucessivamente, as crianças cujo pensamento é “operacional” examinam as varinhas, depois as põem rapidamente em ordem, na maioria dos casos absolutamentesem medição; toda a operação é concluída em segundos, quando anteriormente levava vários minutos. O início do subperíodo coincide com a idade em que o egocentrismo diminui substancialmente e uma genuína cooperação com outras pessoas substitui o brinquedo isolado ou o brinquedo “na companhia de outros”, que é característico dos períodos anteriores. Na opinião de Piaget, a coincidência não é fortuita. De um lado, as atividades do período anterior levam gradualmente à capacidade para operações mentais que, por sua vez, permitem a uma criança apreciar relações, inclusive aquelas com seus iguais; por outro lado, pais e professores oferecem, cada vez mais, oportunidades para cooperação e provocam interesse pela cooperação, permitindo à criança corrigir concepções errôneas através de discussão. As operações concretas baseiam-se diretamente nos objetos e não, ainda nas hipóteses enunciadas verbalmente, como será o caso das operações proposicionais. As operações concretas estabelecem, portanto, muito bem, a transição entre a ação e as estruturas lógicas mais gerais, que implicam uma combinatória e uma estrutura de “grupo” a coordenarem as duas formas possíveis de reversibilidade. Nem por isso deixam essas operações nascentes de coordenar-se já em estruturas de conjunto, porém, mais pobres e que ainda se processam a pouco e pouco, à míngua de combinações generalizadas. Tais estruturas são, por exemplo, classificações, seriações, correspondências termo a termo ou entre um e diversos, matrizes, etc. O peculiar a essas estruturas, que denominamos “agrupamentos” é constituir encadeamentos progressivos, que comportam composições de operações diretas. O que impressiona, no curso desse longo período de preparação e, depois, de constituição das operações concretas, é a unidade funcional (por ocasião de cada subperíodo) que liga num mesmo todo as reações cognitivas, lúdicas, afetivas, sociais e morais. Comparando-se, de fato, o subperíodo pré-operatório de 2 a 7-8 anos ao subperíodo de remate de 7-8 a 11012 anos, assiste-se ao desenrolar de um grande processo de conjunto, que se pode caracterizar como passagem de centração subjetiva em todos os domínios à descentração a um tempo cognitiva, social e moral. E esse processo é tanto mais impressionante quanto reproduz e desenvolve em ponto grande, no nível do pensamento, o que já se constata, em ponto pequeno, no nível sensório-motor. Bibliografia: BEARD, Ruth, M. Como a criança pensa. A psicologia de Piaget e suas aplicações educacionais. São Paulo: IBRASA, 1973. [Cap. 5: O subperíodo de operações concretas. Pg. 159]. DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron, 2001. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 4: Evoluções sensório-motoras especiais e o subperíodo do pensamento pré-operacional. Pg. 160]. PIAGET, Jean & INHERDER, B. A psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1973. [Cap. IV: as operações “concretas” do pensamento e as relações interindividuais. Pg. Questão elaborada pela Solange, de Santos, em 24/03/07. 4. De acordo com Piaget, o pensamento de uma criança é operatório quando, diante de uma ação efetivamente realizada, ou uma transformação percebida, ela pode anular mentalmente a ação/transformação por uma inversa ou compensar mentalmente a ação/transformação por uma ação recíproca. Considerando-se uma criança que tem noção de conservação de volume (por exemplo: sabe que a bola de massa transformada em salsicha mantém o mesmo volume), podemos afirmar que: I. Anular a ação significa que não houve alteração perceptual. II. Compensar a ação significa que a salsicha é mais comprida, mas a bola é mais alta. III. Anular a ação significa retornar mentalmente à forma de bola. IV. Anular mentalmente a ação significa que não houve uma operação propriamente dita. Assinale a alternativa correta: a) apenas as alternativas I e II estão corretas b) apenas as alternativas II, III e IV estão corretas c) apenas as alternativas I, III e IV estão corretas d) as alternativas I, II, III, IV e V estão corretas e) apenas as alternativas I e IV estão corretas R: B Comentário: O subperíodo de operações concretas começa quando a formação de classes e séries ocorre mentalmente, isto é, quando as ações físicas começam a ser “internalizadas” como ações mentais ou “operações”. A diferença no procedimento de crianças que atingiram esse estágio é evidente em sua reação às tarefas estabelecidas por Piaget. Enquanto uma criança no estágio intuitivo dispõe varinhas pela ordem de tamanho, comparando cada par sucessivamente, as crianças cujo pensamento é “operacional” examinam as varinhas, depois as põem rapidamente em ordem, na maioria dos casos absolutamente sem medição; toda a operação é concluída em segundos, quando anteriormente levava vários minutos. O início do subperíodo coincide com a idade em que o egocentrismo diminui substancialmente e uma genuína cooperação com outras pessoas substitui o brinquedo isolado ou o brinquedo “na companhia de outros”, que é característico dos períodos anteriores. Na opinião de Piaget, a coincidência não é fortuita. De um lado, as atividades do período anterior levam gradualmente à capacidade para operações mentais que, por sua vez, permitem a uma criança apreciar relações, inclusive aquelas com seus iguais; por outro lado, pais e professores oferecem, cada vez mais, oportunidades para cooperação e provocam interesse pela cooperação, permitindo à criança corrigir concepções errôneas através de discussão. As operações concretas baseiam-se diretamente nos objetos e não, ainda nas hipóteses enunciadas verbalmente, como será o caso das operações proposicionais. As operações concretas estabelecem, portanto, muito bem, a transição entre a ação e as estruturas lógicas mais gerais, que implicam uma combinatória e uma estrutura de “grupo” a coordenarem as duas formas possíveis de reversibilidade. Nem por isso deixam essas operações nascentes de coordenar-se já em estruturas de conjunto, porém, mais pobres e que ainda se processam a pouco e pouco, à míngua de combinações generalizadas. Tais estruturas são, por exemplo, classificações, seriações, correspondências termo a termo ou entre um e diversos, matrizes, etc. O peculiar a essas estruturas, que denominamos “agrupamentos” é constituir encadeamentos progressivos, que comportam composições de operações diretas. O que impressiona, no curso desse longo período de preparação e, depois, de constituição das operações concretas, é a unidade funcional (por ocasião de cada subperíodo) que liga num mesmo todo as reações cognitivas, lúdicas, afetivas, sociais e morais. Comparando-se, de fato, o subperíodo pré-operatório de 2 a 7-8 anos ao subperíodo de remate de 7-8 a 11-12 anos, assiste-se ao desenrolar de um grande processo de conjunto, que se pode caracterizar como passagem de centração subjetiva em todos os domínios à descentração a um tempo cognitiva, social e moral. E esse processo é tanto mais impressionante quanto reproduz e desenvolve em ponto grande, no nível do pensamento, o que já se constata, em ponto pequeno, no nível sensório-motor. Bibliografia: BEARD, Ruth, M. Como a criança pensa. A psicologia de Piaget e suas aplicações educacionais. São Paulo: IBRASA, 1973. [Cap. 5: O subperíodo de operações concretas. Pg. 159]. DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron, 2001. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 4: Evoluções sensório-motoras especiais e o subperíodo do pensamento pré-operacional. Pg. 160]. PIAGET, Jean & INHERDER, B. A psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1973. [Cap. IV: as operações “concretas” do pensamento e as relações interindividuais. Pg. Questão elaborada por Consolação, de Brasília, em 03/04/07. PERÍODO DAS OPERAÇÕES FORMAIS QUESTÃO 1. (1,0 ponto). Piaget apresentou, com muitos detalhes, umaconcepção geral da natureza do funcionamento intelectual. Tentou descobrir as propriedades básicas e irredutíveis da adaptação cognitiva que se mantêm verdadeiras em todos os níveis de desenvolvimento. Estas propriedades invariantes e fundamentais são mais encontradas nos aspectos funcionais do que nos aspectos estruturais da inteligência; as características funcionais formam o cerne intelectual – o ipse intellectus, segundo Piaget – que torna possível o aparecimento de estruturas cognitivas a partir das interações organismo-ambiente. Com relação ao desenvolvimento cognitivo das crianças no período dos 7 aos 12 anos, podemos afirmar que: I. Trata-se do estágio pré-operatório. II. Pode ser considerado o período das “grandes aquisições intelectuais”. III. O egocentrismo se intensifica na linguagem e nos relacionamentos, em conseqüência das aquisições intelectuais. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s) A) I B) I e II C) II e III D) I e III E) II R: E Questão elaborada por Renata Jubran, em 14/08/06. Esta questão foi inserida na Psicologia do desenvolvimento e Aprendizagem. 2. Analise as proposições abaixo relacionadas às características da faixa etária dos 11/12 anos e marque V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Observa-se uma expansão da curiosidade intelectual, mas ainda necessita de exemplos ou materiais concretos. ( ) Surgem os conceitos de liberdade, justiça, etc. além da constante contestação, pois quer mudar o mundo. ( ) Deseja ser aceito pelo grupo dos amigos e dos adultos. ( ) Realiza as operações no plano das idéias, o pensamento agora é abstrato. R: F, V, V, V Questão elaborada por Solange, de Santos. 3. De acordo com as seguintes características que aparecem na faixa etária dos 11/12 anos: surgem os conceitos de liberdade, justiça; o jovem deseja ser aceito pelo grupo dos amigos e dos adultos; o jovem realiza as operações no plano das idéias; o pensamento é abstrato, perguntas-se: a que período Piaget referem-se? a) operatório-concreto b) pré-operatório c) sensório-motor d) operatório-formal e) operatório motor R: D Comentário: Piaget acredita que as operações formais se iniciam pela cooperação com outras pessoas. No começo da adolescência, a vida social entra em nova fase de crescente colaboração, que envolve troca de pontos de vista e discussão de seus méritos antes de ser possível o controle conjunto do grupo. Isso, evidentemente, tem o efeito de levar as crianças a maior compreensão mútua e dá-lhes o hábito de se colocarem constantemente em pontos de vista que antes não mantinham. Em conseqüência, passam a fazer uso das suposições. Além disso, a discussão dá origem a uma conversação internalizada sob a forma de deliberação ou reflexão. Piaget observa: “No que se refere à inteligência, a cooperação é assim uma discussão conduzida objetivamente... É claro que cooperação é a primeira de uma série de formas de comportamentos importantes para a constituição e o desenvolvimento da lógica”. Piaget acredita que as coerções de outras pessoas não seriam suficientes para gerar uma lógica na mente da criança, mesmo que as verdades por elas impostas tivessem conteúdo racional; repetir idéias corretas, mesmo quando a pessoa acredita que elas se originam de si próprias, não é o mesmo que raciocinar corretamente. Pelo contrário, para ensinar outros a raciocinarem logicamente, é indispensável que se estabeleçam entre eles e a própria pessoa aquelas relações simultâneas de diferenciação e reciprocidade que caracterizam a coordenação de pontos de vista. A consideração de muitos pontos de vista dá ao pensamento adolescente uma nova flexibilidade. Enquanto a criança é limitada à ação e a uma realidade parcial, o adolescente examina mentalmente muitas possibilidades, forma teorias e concebe mundos imaginários. Seu crescente interesse por uma variedade de sistemas sociais, reais ou possíveis, obriga-o a criticar seus próprios padrões, de modo que ele começa a olhar objetivamente para si próprio e para as suposições dos vários grupos a que pertence. Sua conduta diante de regras e convenções muda. Ao contrário da criança que acredita serem elas inalteráveis, o adolescente chega a perceber que foram estabelecidas por adultos e podem diferir entre diferentes grupos de pessoas. Seus julgamentos morais tornam-se menos extremados Bibliografia: BEARD, Ruth, M. Como a criança pensa. A psicologia de Piaget e suas aplicações educacionais. São Paulo: IBRASA, 1973. [Cap. 6: O período de operações formais. Pg. 194]. DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron, 2001. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 4: Evoluções sensório-motoras especiais e o subperíodo do pensamento pré-operacional. Pg. 160]. PIAGET, Jean & INHERDER, B. A psicologia da criança. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1973. Questão elaborada por Solange, de Santos, em 24/03/07. 4. Qual é a marca do período das operações formais? a) o aparecimento da linguagem b) a contestação. c) a passagem de uma atitude passiva para uma atitude ativa. d) a utilização da lógica. e) a submissão rígidas às regras e normas. R: B Comentário: Piaget acredita que as operações formais se iniciam pela cooperação com outras pessoas. No começo da adolescência, a vida social entra em nova fase de crescente colaboração, que envolve troca de pontos de vista e discussão de seus méritos antes de ser possível o controle conjunto do grupo. Isso, evidentemente, tem o efeito de levar as crianças a maior compreensão mútua e dá-lhes o hábito de se colocarem constantemente em pontos de vista que antes não mantinham. Em conseqüência, passam a fazer uso das suposições. Além disso, a discussão dá origem a uma conversação internalizada sob a forma de deliberação ou reflexão. Piaget observa: “No que se refere à inteligência, a cooperação é assim uma discussão conduzida objetivamente... É claro que cooperação é a primeira de uma série de formas de comportamentos importantes para a constituição e o desenvolvimento da lógica”. Piaget acredita que as coerções de outras pessoas não seriam suficientes para gerar uma lógica na mente da criança, mesmo que as verdades por elas impostas tivessem conteúdo racional; repetir idéias corretas, mesmo quando a pessoa acredita que elas se originam de si próprias, não é o mesmo que raciocinar corretamente. Pelo contrário, para ensinar outros a raciocinarem logicamente, é indispensável que se estabeleçam entre eles e a própria pessoa aquelas relações simultâneas de diferenciação e reciprocidade que caracterizam a coordenação de pontos de vista. A consideração de muitos pontos de vista dá ao pensamento adolescente uma nova flexibilidade. Enquanto a criança é limitada à ação e a uma realidade parcial, o adolescente examina mentalmente muitas possibilidades, forma teorias e concebe mundos imaginários. Seu crescente interesse por uma variedade de sistemas sociais, reais ou possíveis, obriga-o a criticar seus próprios padrões, de modo que ele começa a olhar objetivamente para si próprio e para as suposições dos vários grupos a que pertence. Sua conduta diante de regras e convenções muda. Ao contrário da criança que acredita serem elas inalteráveis, o adolescente chega a perceber que foram estabelecidas por adultos e podem diferir entre diferentes grupos de pessoas. Seus julgamentos morais tornam-se menos extremados Bibliografia: BEARD, Ruth, M. Como a criança pensa. A psicologia de Piaget e suas aplicações educacionais. São Paulo: IBRASA, 1973. [Cap. 6: O período de operações formais. Pg. 194]. DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron, 2001. FLAVELL, John H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1975. [Cap. 4: Evoluções sensório-motoras especiais e o subperíodo do pensamento pré-operacional. Pg. 160]. PIAGET, Jean & INHERDER, B. A psicologia da criança. SãoPaulo: Difusão Européia do Livro, 1973. Questão elaborada pelo Omar, em 24/03/07. 5. Assinale a alternativa correta: O ápice do desenvolvimento da inteligência ocorre no período: a) da velhice b) das operações formais. c) das operações concretas. d) pré-operacional. e) sensório-motor. R: B Comentários: A inteligência se desenvolve até o período das operações formais, de acordo com a teoria piagetiana. 6. Descrever, resumidamente, o estágio das operações formais. (1,0 ponto) INTEGRAÇÃO DOS ESTÁGIOS 1. Leia atentamente as afirmações abaixo: I. Brincadeiras de faz-de-conta para entender a realidade, centralização e comunicação sem lógica. II. Compreensão de conceitos como morte, esperança e solidariedade. III. Exercícios de reflexos e brincadeiras repetindo um acontecimento interessante. As afirmações acima correspondem a quais períodos de desenvolvimento cognitivo? a) I = período pré-operacional; II = período das operações formais; III = período sensório-motor. b) I = período sensório-motor; II = período pré-operacional; III = período das operações formais. c) I = período pré-operacional; II = período sensório-motor; III = período das operações formais. d) I = período sensório-motor; II = período das operações formais; III = período pré-operacional. e) I = período das operações formais; II = período pré-operacional; III = período sensório-motor. R: A Questão enviada pela Míriam, de São Paulo, em 08/03/06. 2 – Embasados nos trechos abaixo da obra de Piaget sobre o desenvolvimento intelectual, responda: “uma equilibração progressiva, uma passagem contínua de um estado de menos equilíbrio para um estado de equilíbrio superior.” (PIAGET, 1998, p.13) “toda vida mental e orgânica tende a assimilar progressivamente o meio ambiente, realizando esta incorporação graças às estruturas ou órgãos psíquicos...” (PIAGET, 1998, p. 17) Segundo a teoria piagetiana, o desenvolvimento da inteligência acontece em 4 etapas: ( ) – O período sensório-motor dura do nascimento até a adolescência e compreende a construção de todas as subestruturas ulteriores, terminando com a aquisição da linguagem. ( ) – O período da representação pré-operatória inicia-se por volta de um ano e meio, dois anos e vai até os 7anos; é caracterizado pela aquisição da linguagem. É quando aparece a função simbólica; ( ) – O período das operações concretas dá-se da nascimento e vai até os 18 meses, apresenta uma modificação fundamental no desenvolvimento intelectual da criança; é o estágio em que ela torna-se capaz de coordenar operações concretas da lógica, apresentando reversibilidade de pensamento. ( ) – No período das operações formais, a partir dos 12 anos, o adolescente torna-se capaz de raciocinar e de deduzir sobre hipóteses e proposições. Assinale a alternativa correta. (a) – V, V, V, F; (b) – F, F, V, V; (c) – V, V, F, F; (d) – F, V, F, V; (e) – V, F, F, V. R: D Questão enviada pela Profa. Sônia Ap. Belletti Cruz SUJEITO EPISTÊMICO 1. Para Piaget, sujeito epistêmico é: (1,0 ponto). a) um determinado sujeito que está sendo observado para conclusões de pesquisas científicas. b) é o sujeito psicológico. c) é o sujeito visto com aspectos universais. R: C