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ESTEATOSE HEPÁTICA Amanda Lopes, Cláudia Almeida, Érica Cruz, Kelly Dias, Nathália Felix, Sarah Bruna Nutrição, 3° período A Professora: Mayra R. Esteatose Hepática A doença hepática gordurosa não alcoólica (DGHNA), conhecida como esteatose hepática ou “fígado gordo” Caracterizada pela presença de mais de 5% de gordura no fígado, afetando 20 a 40% de indivíduos obesos e 20% da população mundial. 2 milhões de casos nos EUA, 400 a 500 mil casos no Brasil, por ano. A DHGNA causada pelo desequilíbrio entre a captação e produção hepática de ácidos graxos e sua utilização ou transporte. A ocorrência DHGNA em pessoas obesas e portadoras de diabetes tipo II é grande, pois com a resistência à insulina se tem uma inibição da oxidação de ácidos graxos, o que diminui a utilização e oxidação dos mesmos, ocasionando um acúmulo de triglicerídeos nos hepatócitos, pois se tem ácidos graxos livres no fígado, e isso pode vir a causar uma inflamação ou até fibrose do órgão se não diagnosticado a tempo e tratado. Graus de Esteatose Hepática Grau 1 Esteatose hepática simples O excesso de gordura é considerado inofensivo Geralmente é assintomática Grau 2 Esteatose hepática não-alcoólica Além do excesso de gordura o fígado fica inflamado Geralmente pode apresentar alguns sintomas Grau 3 Fibrose hepática Gordura e inflamação que causam alterações no órgão e nos vasos sanguíneos ao redor Grau 4 Cirrose hepática Fase mais grave da doença e surge após anos de inflamação Altera todo o fígado, o que causa redução no seu tamanho e deixa sua forma irregular Pode evoluir para câncer ou morte do fígado. Causas e fatores de risco Causas •Obesidade: Mais de 70% dos pacientes com esteatose hepática são obesos. Quanto maior o sobrepeso, maior o risco. •Diabetes Mellitus: Assim como a obesidade, diabetes tipo 2 e a resistência à insulina também estão intimamente relacionados ao acúmulo de gordura no fígado. •Colesterol elevado: Principalmente níveis altos de triglicerídeos. •Drogas: Várias medicações podem favorecer a esteatose,entre as mais conhecidas estão: corticóides, estrogênios, antirretrovirais.. Causas e fatores de risco Fatores de risco •Mulheres parecem ter risco maior de desenvolver excesso de gordura no fígado, o hormônio estrógeno, facilita o acúmulo de gordura. • Pessoas de ascendência oriental ou hispânica, tem uma maior propensão ao quadro. •Síndrome do ovário policísticos •Hipotireoidismo •Síndrome metabólica( resitência insulínica, hipertensão, aumento de LDL, diminuição do HDL, gordura visceral) •Acúmulo de gordura, principalmente visceral Sintomas e diagnóstico Na esteatose hepática de grau 1 ou leve, raramente apresenta sintomas e que não causa danos no organismo, desde que a sua causa seja evitada. Já os sintomas de esteatose hepática de grau 2, ou moderada, assim como os do grau 3, acontecem mais frequentemente e incluem • Cansaço excessivo; • Desconforto abdominal do lado direito; • Mal-estar geral; • Dor de cabeça; • Náuseas • Vômitos e diarreia O diagnóstico é feito através dos seguintes exames • Ultrassonografia • Ressonância magnética • Elastrograma hepática Características da Esteatose hepática 1. Macroscopicamente 2. Microscopicamente Tratamento O tratamento para esteatose hepática deve ser feito evitando a sua causa e, por isso, no caso dos alcoólatras, o tratamento é iniciado com a diminuição da ingestão de álcool. Além disso, durante o tratamento para esteatose hepática também é importante • Fazer exercício físico regularmente • Ter uma alimentação equilibrada e pobre em gordura ou açúcar • Aumentar a ingestão de legumes, carne magra e fruta • Manter os níveis de colesterol controlados. Quando o tratamento não é feito de forma adequada e o indivíduo mantém a causa da doença, o excesso de gordura no fígado pode aumentar e provocar lesões graves nas células hepáticas, resultando em cirrose. Medicação pode ser prescrita dependendo do grau da doença e das alterações metabólicas. Influência alimentar Evitar ao máximo o consumo de alimentos ricos em gorduras, como pizzas, sanduíches, queijos amarelos e condimentos Eliminar o consumo de qualquer bebida alcoólica; Eliminar da alimentação biscoito amanteigados, embutidos, como linguiça, bacon e mortadela, maionese, manteigas e margarinas. Influência nutricional Antioxidantes Protegem as célula contra o efeito dos radicais livres, impedindo com que ataquem os lipídios. Betacaroteno Ajudam a neutralizar os radicais livres . Fontes: abóbora, melão, manga, brócolis,couve, chicória etc. Vitamina E Antioxidante biológico capaz de proteger nossas células do efeito nocivo dos radicais livres, protegendo principalmente as estruturas lipídicas das membranas celulares. Fontes: Alface, agrião, espinafre, couve. Flavonóides Sequestram os radicais livres. Inativam sua ação. Fontes: uva, morango, nozes. Referências SBH. Sociedade Brasileira de Hepatologia. Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica. Atha Comunicação e Editora . Disponível em: <http://www.sbhepatologia.org.br/pdf/revista_monotematico_hepato.pdf http://ww.mdsaude.com/esteatosehepatica Artigo : Radicais livres e os principais antioxidantes da dieta.BIANCHI, Maria de Lourdes Pires. ANTUNES, Lusânia Maria Greggio BITENCOURT, Almir Galvão Vieira, et al. Doença hepática gordurosa não alcoólica: características clínicas e histológicas em obesos graves submetidos à cirurgia bariátrica. Acta Gastroenterol Latinoam. v.37, n.4. 2007 MAHAN, L. Kathleen; ESCOTT-STUMP, Sylvia. Krause, Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 11.ed. São Paulo. 2005. Tradução de: Krause’s food, nutrition e diet therapy, 11 th.