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Letícia Dias Dantas – MED FASEH XXIX 
1 
 
SEMIOLOGIA DO ABDOME 
INSPEÇÃO 
DIVISÃO TOPOGRÁFICA 
Correlaciona a área de dor e sua irradiação com órgão acometido, além de indicar o local dos achados do exame físico do 
abdome. 
• Nove quadrantes (epigástrio, mesogástrio, hipogástrio, hipocôndrios direito e esquerdo). 
 flancos direito e esquerdo e fossas ilíacas direita e esquerda). 
• Quatro quadrantes. 
FORMA DO ABDOME 
Depende não apenas do conteúdo da cavidade abdominal, como também da musculatura e tecido subcutâneo; muda com o 
gênero, idade, estado nutricional e fisiológico (gravidez) e em algumas situações pode contribuir para o diagnóstico:
• Plano → normal. 
• Escavado → encurtamento do diâmetro anteroposterior, assumindo aspecto côncavo; rebordos costais, espinhas 
ilíacas e sínfise púbica mais acentuadas, típico de pacientes emagrecidos, caquéticos ou desidratados. 
• Globoso → aumento predominante do diâmetro anteroposterior, mas também do transversal, observado em obesos, 
dilatação gasosa das alças intestinais, esplenomegalia, hepatomegalia, cistos grandes no ovário. 
o Piriforme/Gravídico → praticamente sem aumento do diâmetro transversal graças ao bom tônus da 
musculatura abdominal, comum em grávidas. 
• Batráquio → em decúbito dorsal ocorre dilatação exagerada dos flancos gerando aumento do diâmetro transversal, 
forma circular, contribui para o diagnóstico de ascite. 
• Avental → grande acúmulo de tecido adiposo no subcutâneo faz com que o abd caia sobre as coxas, observada em 
pacientes pós-bariátrica. 
o Pendicular → fraqueza no subcutâneo faz com que tecido adiposo “caia” sobre as coxas que é gerado pela 
flacidez pós-puerpério. 
ABAULAMENTOS E RETRAÇÕES LOCALIZADAS 
Assimetrias da parede abdominal com significado patológico, sendo os abaulamentos localizados mais comuns. 
Letícia Dias Dantas – MED FASEH XXIX 
2 
 
CICATRIZES 
OBSERVAÇÃO DO PERISTALTISMO VISÍVEL E SIGNIFICADO CLÍNICO 
É importante pois, se presente, pode indicar obstrução do antro gástrico, intestino delgado ou cólons. Para melhor precisão 
diagnóstica é necessário determinar sua localização, o sentido e a frequência (número de movimentos/min) com que ocorrem os 
movimentos peristáltico, além de também observar se há presença de fenômenos acústicos e outros sintomas. 
• Peristaltismo visível do antro gástrico → úlceras pépticas, câncer gástrico; a localização pode ser epi, meso 
ou hipogástrio, dependendo do grau de contração e dilatação do órgão. O movimento é oblíquo, de cima para 
baixo e esquerda para direita, podendo desenhar – em relevo – o contorno do órgão na superfície abdominal, 
frequência equivale a 3 ondas/minuto, sinal acústico é a “patinhação” e vómito de estase (+ de 6horas de 
ingestão do alimento vomitado) é sintoma acompanhante. 
• Peristaltismo visível do intestino delgado → em crianças pode significar anomalias congênitas, “bolo” de 
áscaris, divertículo de Meckel e em adultos aderências por operações prévias, hérnias encarceradas, doença 
de Crohn, tumores e compressões extrínsecas. Localizado na região umbilical, não há padrão de movimento 
e o cálculo da frequência é dificultado pela possível existência de +1 de uma onda surgindo simultaneamente, 
em pontos diferentes. As dores variam conforme os movimentos peristálticos, seguidas de ruídos hidroaéreos 
audíveis mesmo sem estetoscópio. Se for na parte proximal do ID, pode haver vômito escuro de odor 
fecalóide. 
• Peristaltismo visível no intestino grosso → megacólon chagásico ou câncer de cólon, localização pode ser 
qualquer uma em que os cólons estejam presentes, o movimento é o mesmo do trânsito normal, acompanhado 
ruídos hidroaéreos, o sintoma acompanhante é interrupção da emissão de gases e fezes. 
CIRCULAÇÃO COLATERAL 
Circulação venosa com caudal aumentado anormalmente, podendo ou não haver inversão do sentido do fluxo sanguíneo. Desse 
modo, tornam-se tortuosos e dilatados, colaborando para o diagnóstico de obstrução de alguma veia importante do abdome – 
veia cava superior, inferior ou porta. Pode não ser visível → pacientes com + tecido adiposo ou edema local. 
Para verificar se há inversão do fluxo → dois dedos comprimindo a veia. 
• Cava superior → tumor no mediastino ou pulmão, aneurisma de AO; fluxo 
descendente (visando alcançar a v. Cava inferior). 
• Cava inferior → tumor comprimindo a veia, trombose, aderências; fluxo 
ascendente (visando alcançar a Cava sup). 
• Portal → obstáculo ao fluxo venoso, proveniente do tubo digestivo ou baço, em 
direção ao fígado – hipertensão portal, tumor abdominal comprimindo a porta, cirrose, 
cabeça de medusa (raro). Sentido centrífugo com relação ao umbigo. 
 
 
AUSCULTA 
Letícia Dias Dantas – MED FASEH XXIX 
3 
 
Diferente do exame físico habitual, a ausculta precede a percussão e palpação pois o prévio manuseio do abdome pode alterar 
sua efetividade. O estetoscópio deve passar por todos os quadrantes do abdome, com enfoque para a região central por 2 a 3 
minutos. 
RUÍDOS HIDROAÉREOS 
Termo genérico que descreve a movimentação normal do conteúdo gastrointestinal líquido gasoso. Sua frequência e intensidade 
estão ligadas a atividade motora do órgão, estando maiores quando há peristaltismo de luta para vencer determinada oclusão 
(ruídos hiperativos) ou reduzidas/abolidas. 
o Intensidade aumentada → diarreia, presença de sangue na luz das alças intestinais (hemorragia digestiva 
alta), obstrução intestinal. 
o Intensidade diminuída/abolida → pós-operatório de cirurgias abdominais – íleo paralítico. 
o Timbre metálico → variação do ruído hidroaéreo, presente em obstruções do ID. 
SOPROS 
Os ruídos vasculares podem ser sistólicos (arteriais) ou contínuos (venosos). 
• Sopros sistólicos 
o Aorta abdominal→ aneurisma da AA, audível na linha mediana do abdome com o estetoscópio posicionado 
suavemente. 
o Artéria hepática → aneurisma da artéria hepática, cirrose ou carcinoma hepatocelular, auscultado em toda 
projeção do fígado na superfície abdominal. 
o Artéria esplênica → leucemia, cirrose, malária, tumores esplênicos, auscultado no hipocôndrio esquerdo, 
entre a linha hemiclavicular e axilar anterior. 
 
• Sopros contínuos 
o Hipertensão portal, veia umbilical com hiperfluxo por ser recanalizada. Além do sopro, pode haver frêmito 
(síndrome de Curveillier-Baumgarten). 
PERCUSSÃO 
Avalia-se os quatro quadrantes do abdome; não é obrigatório faze-lo antes da palpação, embora dê pistas que orientam o médico 
para a próxima etapa do exame físico. 
SONS 
• Hipertimpanismo: distensão abdominal por acúmulo de gases, sob oclusão intestinal, oclusão intestinal. 
• Macicez: sólido→ massa → fixa em uma ou mais estruturas; líquido → Ascite → mobilidade → líquido se desloca 
pela cavidade abdominal (peritoneal) junto com a gravidade. 
o Pesquisa de Ascite: 
1) Teste de macicez móvel → com paciente em decúbito dorsal, observar ser o a macicez está presente 
nas áreas mais inferiores do abdome, com hipertimpanismo no mesogástrio. Posteriormente, pedir ao 
paciente para ficar em decúbito lateral, percutir a mesma área → se houver ascite, haverá 
hipertimpanismo (liquido terá se movido). Caso contrário, favorece a hipótese diagnóstica de massa. 
2) Sinal de Piparote → pede-se para o paciente ou assistente colocar a lateral da mão na linha mediana 
do abdômen. Então, o médico realiza um impacto em um dos flancos e observa se há transmissão de 
onda de líquido para o lado oposto do abdômen, o que equivale como positivo para ascite. 
Letícia Dias Dantas – MED FASEH XXIX 
4 
 
 
FÍGADO 
Localizado entre o hipocôndrio direito e epigástrio, região que está normalmente coberta pela caixa torácica, dificultando sua 
palpação. Desse modo, faz-se a hepatimetria, istoé, a medida do fígado em cm. Para isso, temos como referência a linha 
hemiclavicular direita (lobo direito) e a linha medioesternal (lobo esquerdo). 
Começando pela hemiclavicular direita, o médico inicia a palpação de baixo para cima, tendo timpanismo até escutar a área de 
macicez que corresponde ao órgão, fazer o mesmo de cima para baixo. Depois ir para a linha medioesternal e fazer o mesmo 
processo. O normal é que o lobo direito tenha entre 6 a 12 cm e o esquerdo 4 a 8, resultados superiores podem indicar 
hepatomegalia. 
BAÇO 
Espaço de Traube → dois últimos espaços intercostais, linha axilar anterior esquerda (paciente em decúbito lateral esquerdo). O 
médico deve pedir para o paciente inspirar, enquanto palpa a região procurando macicez – que só está presente em casos de 
esplenomegalia. 
 
PALPAÇÃO 
PALPAÇÃO SUPERFICIAL 
Letícia Dias Dantas – MED FASEH XXIX 
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Avalia as condições da parede abdominal em sua espessura, continuidade, a tonicidade da musculatura e deformações por 
anomalias estruturais da parede (orifícios herniários) ou alterações mais profundas (visceromegalias, tumorações, ascites, cistos). 
Têm como objetivo orientar o médico ao que possa existir de anormal no abdome, determinando assim, o prosseguimento do 
exame físico. 
Método: palpar suavemente toda superfície da cavidade abdominal, usando a face palpar das mãos. Para avaliar a tonicidade e 
sensibilidade da musculatura deve-se fazer pequenas flexões nos dedos (exceto o polegar), aumentando de intensidade aos 
poucos, dada possível existência de sensibilidade. 
• Hipertonia → contração da musculatura abdominal como método de resistência a palpação. 
o Voluntário → mãos frias do examinador, temperatura fria, resistência emocional, mau posicionamento, 
cócegas... contração generalizada. 
o Involuntário → irritação peritoneal, seja infecciosa (apendicite), química (perfuração de úlcera péptica) ou 
neoplásica (metástases peritoneais). Contração local, com referência para a localização do órgão acometido; 
existe dor quando o paciente tenta elevar o tronco sem auxílio do braço, mas nem sempre é dolorosa. A 
hipertonia aumenta conforme a evolução da irritação peritoneal, alcançado o máximo de contração no 
“abdome tábua”. 
PALPAÇÃO PROFUNDA 
Avaliação dos órgãos contidos no abdome para localizar eventuais massas ali existentes: tumores malignos ou benignos, cistos 
de variada natureza, conglomerado de gânglios ou órgão normal fora do seu sítio anatômico (exemplo → rim pilórico). Algumas 
características colaboram para a limitação de hipóteses diagnóstica: 
• Localização: limita o número de órgãos a considerar. 
• Sensibilidade dolorosa: processo inflamatório. 
• Dimensão: tamanho da estrutura patológica, o que não indica a gravidade. 
• Forma: auxilia na identificação do órgão aumentado, levando-se em conta sua localização. Algumas estruturas 
patológicas possuem formas típicas. 
• Consistência: resistência a palpação, o que varia conforme o processo patológico. Pode ser pétreo (carcinoma de 
fígado) ou ter consistência amolecida, flácida, branda (aumento de baço). 
• Superfície: pode ser lisa ou nodular. 
• Mobilidade: caso a massa se mova → órgão peritoneal; massa imóvel → órgão retroperitoneal ou neoplasia infiltrativa 
de estruturas fixas. 
• Pulsação: dilatação da artéria → AA; 
FÍGADO 
Iniciar no fígado direito, palpação em bimanual ou em garra – hipocôndrio, flanco e epigástrio, do umbigo em direção ao rebordo 
costal. Importante descrever o tamanho, borda (fina, romba, cortante), superfície (lisa ou irregular), consistência (mole ou 
endurecida) e sensibilidade (dolorosa ou indolor). 
 
 
 
 
 
 
 
• Hepatomegalia → toda hepatomegalia é palpável, mas nem todo fígado palpável está aumentado de volume (pessoas 
magras ou visceroptóticos). 
 
BAÇO 
Em geral não é palpável. 
Letícia Dias Dantas – MED FASEH XXIX 
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VESÍCULA BILIAR 
Palpável apenas em condições patológicas → alteração na consistência de suas paredes (câncer vesicular) ou aumento de 
tensão no seu interior (obstrução do dueto cístico ou do colédoco). Assim, deve-se avaliar a consistência das paredes e aumento 
de tensão. 
• Sinal de Murphy → dor a inspiração na compressão do ponto cístico (colecistite) 
• Sinal de Courvoisier-Terrier → vesícula palpável distendida indolor (TU pâncreas/v. biliares) 
EXAME FÍSICO NORMAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Abdome plano, sem lesões de pele, cicatrizes, circulação colateral 
ou hérniações. Pulsações arteriais e peristalse não identificáveis à 
inspeção. Peristalse normal presente nos quatro quadrantes e 
ausência de sopros em focos arteriais abdominais. Hepatimetria 
medindo cerca de 12 cm (lobo direito). Traube livre. Ausência de 
hipertimpanismo difuso ou macicez em flancos. Fígado e baço 
impalpáveis. Abdome indolor à palpação superficial e profunda 
(colocar: “sem sinais de irritação peritoneal” em casos de queixas 
agudas importantes) Ausência de massas.

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