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HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS II HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS II AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV) O SBV é um protocolo de atendimento destinado a reconhecer situações de emergência e realizar ressuscitação cardiopulmonar (RCP), garantindo suporte vital até a chegada de ajuda especializada. Observação: A fibrilação ventricular (FV) é a arritmia mais grave, exigindo o uso imediato de Desfibrilador Externo Automático (DEA). PASSO A PASSO Checar segurança ● Avaliar se o local é seguro para socorrista e vítima. ● Se necessário, remover a vítima ou tornar o local seguro. Avaliação e ação ● Verificar consciência: chamar a vítima e tocar nos ombros. ● Se responsiva: apresentar-se e oferecer ajuda. ● Se não responsiva: iniciar protocolo de SBV. Chamar ajuda ● Contatar serviço de emergência local (exemplo: SAMU) e solicitar DEA. ● Designar pessoas para ligar ou buscar o DEA, mantendo atendimento à vítima. Verificação de respiração e pulso ● Observar respiração por 5-10 segundos (movimento do tórax, sons respiratórios, fluxo de ar). ● Avaliar pulso cervical se não houver respiração. RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR (RCP) Compressões torácicas EDUARDA SAMPAIO - ACADÊMICA DE MEDICINA HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS II ● Local: centro do tórax, entre os mamilos. ● Profundidade: ≥5 cm (adultos), ~4 cm (crianças). ● Frequência: 100–120/min. ● Permitir expansão completa do tórax. Relação compressão-ventilação ● Adultos (1 pessoa): 30:2 ● Crianças (2 pessoas): 15:2 Técnica ● Braços estendidos, cotovelos a 90° ● Mãos 2 dedos acima do esterno ● Mão dominante por baixo ● Uso da base da mão, aproveitando peso do corpo Ventilação de resgate ● Abrir vias aéreas: Chin-lift (sem trauma) ou Jaw-thrust (suspeita de trauma). ● Fechar nariz, selar boca e soprar suavemente por 1 segundo, observando elevação do tórax. DEA (Desfibrilador Externo Automático) ● Posicionar pás nos locais indicados (base do coração e área infraclavicular direita). ● Ajustar se houver marcapasso (≥4 cm de distância). ● Ligar DEA, continuar compressões enquanto analisa o ritmo, afastar-se quando instruído. EDUARDA SAMPAIO - ACADÊMICA DE MEDICINA HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS II SBV PEDIÁTRICO (do tenista). EDUARDA SAMPAIO - ACADÊMICA DE MEDICINA HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS II ● Teste de Mill: examinador realiza extensão do cotovelo com flexão forçada do punho; dor no epicôndilo lateral reforça epicondilite lateral. ● Teste do Golfista: flexão do punho contra resistência com cotovelo estendido; dor no epicôndilo medial sugere epicondilite medial. Punho e mão ● Teste de Finkelstein: paciente flexiona o polegar sobre a palma e fecha a mão; o examinador realiza desvio ulnar do punho; dor intensa sugere tenossinovite de De Quervain. ● Sinal de Tinel: percussão sobre o nervo mediano no túnel do carpo; parestesia em território do nervo indica síndrome do túnel do carpo. ● Teste de Phalen: flexão máxima dos punhos por cerca de 60 segundos; aparecimento de parestesia sugere compressão do nervo mediano. Quadril ● Teste de Patrick (FABER): flexão, abdução e rotação externa do quadril; dor na região inguinal sugere patologia da articulação coxofemoral, dor lombar pode indicar comprometimento sacroilíaco. ● Teste de Thomas: paciente em decúbito dorsal, flexionar o quadril ao máximo; elevação da coxa contralateral indica encurtamento do músculo iliopsoas. Joelho ● Teste da gaveta anterior: joelho flexionado a 90°, tração anterior da tíbia; deslocamento excessivo indica lesão do ligamento cruzado anterior (LCA). ● Teste da gaveta posterior: empurrar a tíbia posteriormente; deslocamento aumentado indica lesão do ligamento cruzado posterior (LCP). ● Teste de Lachman: joelho em 20–30° de flexão, tração anterior da tíbia; aumento da translação anterior indica lesão do LCA (mais sensível que a gaveta anterior). ● Teste de McMurray: rotação da perna associada à flexão e extensão do joelho; dor ou estalido sugere lesão meniscal. Tornozelo ● Teste da gaveta anterior do tornozelo: tração anterior do pé com estabilização da tíbia; aumento da mobilidade indica lesão do ligamento talofibular anterior. ● Teste de Thompson: compressão da panturrilha com paciente em decúbito ventral; ausência de flexão plantar indica ruptura do tendão de Aquiles. EDUARDA SAMPAIO - ACADÊMICA DE MEDICINA HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS II PESCOÇO E TIREÓIDE ● Linfonodos: avaliar dor, rubor, calor, edema, tamanho, consistência, mobilidade, sequência. A palpação dos linfonodos deve ser feita com o paciente sentado, com o pescoço levemente relaxado. O examinador fica preferencialmente à frente ou atrás do paciente, utilizando as polpas dos dedos indicador, médio e anelar, realizando movimentos suaves e circulares, sem pressionar excessivamente. O objetivo é identificar presença, tamanho, consistência, mobilidade e sensibilidade dos linfonodos. A avaliação começa pelos linfonodos pré-auriculares, localizados à frente do pavilhão auricular. Com movimentos circulares delicados, palpa-se a região em busca de pequenos nódulos. Em seguida, examinam-se os linfonodos retroauriculares, logo atrás da orelha, e depois os linfonodos occipitais, na base do crânio, palpando cuidadosamente essa região posterior. Após essa etapa, a palpação segue para os linfonodos cervicais. Os cervicais superficiais são palpados ao longo do músculo esternocleidomastoideo, pedindo ao paciente que incline levemente a cabeça para o lado que está sendo examinado, o que ajuda a relaxar o músculo. Em seguida, avaliam-se os linfonodos cervicais profundos, palpando com mais atenção a região mais profunda ao longo do mesmo músculo, usando uma pressão um pouco maior, porém ainda confortável. Logo depois, examinam-se os linfonodos submandibulares, localizados abaixo do ângulo da mandíbula. O examinador posiciona os dedos sob a mandíbula e realiza movimentos suaves para identificar possíveis aumentos. Já os linfonodos submentonianos são palpados no centro do queixo, entre o mento e o osso hióide. A avaliação continua com os linfonodos supraclaviculares, que são palpados com bastante cuidado, pois sua presença pode ser clinicamente relevante. O examinador pressiona suavemente a região acima da clavícula, pedindo ao paciente que inspire profundamente, o que pode facilitar a palpação. EDUARDA SAMPAIO - ACADÊMICA DE MEDICINA HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS II Durante todo o exame dos linfonodos, deve-se observar se eles são móveis ou fixos, dolorosos ou indolores, macios, elásticos ou endurecidos, além de seu tamanho aproximado. Linfonodos normais geralmente são pequenos, móveis e indolores. ● Tireóide: inspeção, palpação, ausculta, percussão, manobra de protrusão da língua. A palpação da tireóide deve ser feita com o paciente sentado, com o pescoço levemente estendido. O examinador pode posicionar-se à frente ou atrás do paciente, sendo a posição posterior a mais utilizada por facilitar a avaliação dos lobos tireoidianos. Inicialmente, o examinador localiza a cartilagem tireóide (pomo de Adão) e, logo abaixo, a cartilagem cricóide. A glândula tireoide situa-se inferiormente à cartilagem cricóide, envolvendo a porção anterior da traqueia. Com os polegares ou dedos posicionados nessa região, o examinador realiza uma palpação suave para identificar o istmo da tireoide. Em seguida, os dedos são posicionados lateralmente à traquéia para palpar os lobos direito e esquerdo da tireoide. O examinador pede ao paciente que engula saliva ou água, pois durante a deglutição a tireoide se eleva, facilitando sua identificação e delimitação. Durante a palpação, avalia-se o tamanho da glândula, sua simetria, a consistência (macia, firme ou endurecida), a presença de nódulos, além de sensibilidade à palpação. Uma tireóide normal geralmente é pouco palpável, macia, simétrica e indolor. Caso sejam identificados nódulos, deve-se observar se são únicos ou múltiplos, se apresentam bordas regulares ou irregulares e se se movem durante a deglutição, característica típica de lesões tireoidianas. PACIENTE OBESO EDUARDA SAMPAIO - ACADÊMICA DE MEDICINA HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS II ● Avaliar IMC, circunferência abdominal, RCQ ● Distribuição de gordura: glúteo-femoral (menos risco), abdominal (maior risco metabólico) EXAMES LABORATORIAIS RÁPIDOS ● Glicemia capilar: materiais, procedimento, interpretação ● Sinais físicos de resistência à insulina: acantose nigricans, acrocórdons EXAMES DAS MAMAS O exame físico das mamas deve ser realizado em ambiente adequado, com boa iluminação, garantindo privacidade e explicando previamente o procedimento à paciente. Ele é composto por inspeção estática e dinâmica e palpação, incluindo a avaliação das mamas propriamente ditas e dos linfonodos regionais. A inspeção é feita inicialmente com a paciente sentada, com os braços relaxados ao longo do corpo. Avaliam-se a forma, o volume, os contornos e a simetria das mamas, lembrando que pequenas assimetrias podem ser fisiológicas. Observa-se atentamente a pele, verificando coloração, espessamento, presença de retrações, abaulamentos, aspecto em “casca de laranja”, edema, hiperemia, ulcerações ou cicatrizes cirúrgicas. O complexo aréolo-mamilar deve ser avaliado quanto à posição, tamanho, coloração e integridade. Observa-se se o mamilo é protruso, plano ou invertido, se essa inversão é antiga ou recente, e se há fissuras, crostas, descamação ou secreções espontâneas. Alterações como retração recente do mamilo ou eczema persistente da aréola são achados clínicos relevantes. Em seguida, realiza-se a inspeção dinâmica, pedindo à paciente que eleve os braços acima da cabeça, coloque as mãos na cintura fazendo força e, se necessário, incline o tronco para frente. Essas manobras ajudam a evidenciar retrações cutâneas, assimetrias mais discretas ou aderência da mama aos planos profundos. A palpação deve ser feita com a paciente preferencialmente em decúbito dorsal, com o braço do lado examinado elevado e apoiado atrás da cabeça, o que espalha melhor o tecido mamário sobre a parede torácica. A palpação é realizada comas polpas dos dedos, utilizando movimentos suaves, circulares e progressivos, variando a pressão (superficial, intermediária e profunda) para avaliar todo o tecido mamário. Existem diferentes métodos de palpação, sendo os mais clássicos os de Velpeau e Bloodgood. No método de Velpeau, a palpação é realizada com a mama apoiada diretamente sobre a parede torácica, permitindo identificar nódulos mais profundos e avaliar melhor a mobilidade das lesões em relação aos planos subjacentes. Já o método de Bloodgood consiste na palpação da mama entre os dedos da mão examinadora e a parede torácica, permitindo uma avaliação mais detalhada da consistência do tecido e da presença de massas. EDUARDA SAMPAIO - ACADÊMICA DE MEDICINA HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS II Durante a palpação, a mama pode ser examinada utilizando o método dos quadrantes ou o método do relógio. No método dos quadrantes, a mama é dividida em quatro partes (superior externo, superior interno, inferior externo e inferior interno), além da região retroareolar. No método do relógio, descreve-se a localização dos achados conforme as horas de um relógio imaginário, indicando também a distância em centímetros em relação ao mamilo. Ambos os métodos são aceitos, desde que a descrição seja clara e sistemática. Avalia-se cuidadosamente a presença de nódulos, descrevendo tamanho, forma, limites, consistência, mobilidade, sensibilidade e relação com a pele e planos profundos. Nódulos benignos costumam ser móveis, bem delimitados e de consistência fibroelástica, enquanto lesões suspeitas podem ser endurecidas, irregulares, fixas e indolores. A região retroareolar merece atenção especial, pois pode abrigar lesões não palpáveis nas demais áreas. Em seguida, avalia-se a presença de secreção papilar, comprimindo suavemente o mamilo e a aréola. Deve-se observar se há secreção, se ela é unilateral ou bilateral, espontânea ou provocada, além de sua coloração (transparente, leitosa, serosa, purulenta ou sanguinolenta). Secreção sanguinolenta unilateral é um achado de alerta. Lembrar que a avaliação dos linfonodos faz parte essencial do exame das mamas. Ao final do exame, todos os achados devem ser descritos de forma objetiva e padronizada, permitindo correlação clínica e acompanhamento evolutivo. Um exame de mamas bem realizado exige técnica, sistematização e atenção aos detalhes, sendo fundamental tanto para rastreamento quanto para diagnóstico precoce de patologias mamárias. EXAME GINECOLÓGICO ORIENTAÇÕES PRÉVIAS À PACIENTE ● Bexiga vazia, para maior conforto e melhor avaliação ao toque. EDUARDA SAMPAIO - ACADÊMICA DE MEDICINA HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS II ● Preferencialmente fora do período menstrual (exceto em situações específicas). ● Explicar todo o procedimento antes de iniciar, garantindo privacidade e consentimento. ● Questionar sobre dor, sangramentos, corrimentos, ciclos menstruais, vida sexual e métodos contraceptivos. POSIÇÃO DA PACIENTE E PREPARO DO EXAMINADOR ● Paciente em posição ginecológica (litotomia), em decúbito dorsal, com quadris próximos à borda da maca. ● Membros inferiores flexionados, abduzidos e apoiados nos perneiros. ● Uso de luvas descartáveis e máscara pelo examinador. ● Boa iluminação do campo de exame. INSPEÇÃO DA GENITÁLIA EXTERNA (VULVA) ● Avaliar grandes e pequenos lábios quanto a simetria, coloração, integridade e presença de lesões. ● Observar presença de edema, eritema, úlceras, verrugas, fissuras, cicatrizes ou massas. ● Avaliar clitóris, vestíbulo vaginal e meato uretral. ● Observar presença, aspecto e odor de secreções vaginais. EXAME ESPECULAR ● Introduzir o espéculo vaginal com cuidado, preferencialmente lubrificado apenas com água. ● Avaliar paredes vaginais quanto a coloração, trofismo, lesões, sangramentos ou secreções. ● Observar o colo do útero quanto a forma, coloração, presença de ectopia, pólipos, ulcerações, sangramento ao toque ou secreção cervical. ● Identificar o orifício externo do colo (nulípara ou multípara). COLETA DO EXAME CITOPATOLÓGICO (PAPANICOLAU) ● Coletar material da ectocérvice com espátula de Ayre, realizando rotação de 360°. ● Coletar material da endocérvice com escova endocervical, quando indicado. ● Depositar o material em lâmina ou meio líquido conforme técnica utilizada. ● Identificar corretamente a amostra e encaminhar para análise citopatológica. ● Registrar data da última menstruação, uso de contraceptivos e achados clínicos relevantes. AVALIAÇÃO DE SECREÇÕES VAGINAIS ● Observar cor, consistência, quantidade e odor da secreção. ● Se necessário, coletar material para exame microbiológico. ● Diferenciar secreção fisiológica de patológica (candidíase, vaginose bacteriana, tricomoníase). TOQUE VAGINAL BIMANUAL ● Introduzir delicadamente os dedos indicador e médio na vagina. ● Avaliar o colo do útero quanto à consistência, posição, mobilidade e sensibilidade. EDUARDA SAMPAIO - ACADÊMICA DE MEDICINA HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS II ● Palpar o corpo uterino avaliando tamanho, forma, posição (anteversão, retroversão), mobilidade e dor à mobilização. ● Avaliar anexos (ovários e trompas) quanto à presença de massas, dor ou espessamentos. ● Investigar achados sugestivos de miomas, cistos ovarianos ou endometriose. AVALIAÇÃO DE PATOLOGIAS GINECOLÓGICAS COMUNS ● Miomas uterinos: aumento do volume uterino, contornos irregulares, consistência firme. ● Cistos ovarianos: massas anexiais móveis, geralmente indolores. ● Endometriose: dor à mobilização do colo, espessamentos, sensibilidade em fundo de saco. ● Processos infecciosos: dor, secreção anormal, sangramento ao toque. FINALIZAÇÃO DO EXAME ● Retirar o espéculo cuidadosamente. ● Orientar a paciente sobre possíveis desconfortos leves após o exame. ● Explicar os próximos passos, incluindo resultado do Papanicolau e necessidade de seguimento. ● Registrar todos os achados de forma clara e padronizada em prontuário. EXAME GENITAL MASCULINO ORIENTAÇÕES PRÉVIAS AO PACIENTE ● Explicar todo o procedimento antes de iniciar, garantindo privacidade e consentimento. ● Orientar esvaziamento vesical antes do exame. ● Informar sobre possível desconforto durante o toque retal. ● Garantir ambiente adequado, com boa iluminação e materiais preparados. EDUARDA SAMPAIO - ACADÊMICA DE MEDICINA HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS II POSIÇÃO DO PACIENTE E PREPARO DO EXAMINADOR ● Paciente em posição de Sims (decúbito lateral esquerdo), com quadril e joelhos flexionados. ● Alternativamente, pode-se utilizar posição genupeitoral ou ortostática com tronco inclinado. ● Uso de luvas descartáveis, máscara e lubrificante hidrossolúvel. INSPEÇÃO DA GENITÁLIA EXTERNA ● Avaliar o pênis quanto a forma, tamanho, coloração e integridade da pele. ● Inspecionar o prepúcio, verificando presença de fimose, parafimose, lesões ou secreções. ● Avaliar a glande, observando coloração, úlceras, verrugas, placas, fissuras ou exsudato. ● Inspecionar o sulco balanoprepucial em busca de secreções, inflamação ou acúmulo de esmegma. ● Avaliar o meato uretral, observando posição, calibre e presença de secreção. INSPEÇÃO E PALPAÇÃO DA BOLSA ESCROTAL ● Avaliar a bolsa escrotal quanto à simetria, coloração, edema, lesões cutâneas ou aumento de volume. ● Palpar cuidadosamente os testículos, avaliando tamanho, forma, consistência, mobilidade e sensibilidade. ● Identificar o epidídimo e o cordão espermático, avaliando espessamentos ou dor. ● Investigar massas, nódulos, hidrocele, varicocele ou sinais de torção testicular. ● Comparar ambos os testículos, lembrando que pequenas assimetrias podem ser fisiológicas. TOQUE RETAL ● Realizar inspeção anal prévia, observando fissuras, hemorroidas, lesões ou sangramentos. ● Introduzir o dedo indicador lubrificado de forma lenta e suave, solicitando ao paciente que relaxe. ● Avaliar o canal anal e a ampola retal quanto à presença de massas,dor ou sangramento. ● Palpar a próstata, avaliando: ○ Tamanho ○ Consistência (normalmente fibroelástica) ○ Simetria dos lobos ○ Presença de nódulos, endurecimentos ou abaulamentos ● Observar se há saída de secreção prostática ou presença de sangue na luva ao final do exame. ACHADOS PROSTÁTICOS RELEVANTES ● Próstata normal: tamanho preservado, superfície lisa, consistência elástica e indolor. ● Hiperplasia prostática benigna: aumento difuso, consistência elástica, sem nódulos. ● Prostatite: próstata dolorosa, amolecida ou endurecida. ● Neoplasia prostática: nódulos endurecidos, superfície irregular, assimetria. SINAIS DE ALARME NO EXAME MASCULINO EDUARDA SAMPAIO - ACADÊMICA DE MEDICINA HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS II ● Alterações no jato urinário (jato fraco, hesitação, gotejamento). ● Sangramento urinário ou retal. ● Perda de peso inexplicada. ● Tenesmo retal. ● Dor pélvica, perineal ou lombar persistente. ● Presença de nódulos testiculares indolores. FINALIZAÇÃO DO EXAME ● Retirar a luva e verificar presença de sangue ou secreções. ● Orientar o paciente quanto a possíveis desconfortos leves após o exame. ● Registrar todos os achados de forma clara e objetiva em prontuário. ● Indicar investigação complementar quando necessário. EDUARDA SAMPAIO - ACADÊMICA DE MEDICINA