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PREFEITURA MUNICIPAL DE RAPOSA 
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO 
Creche Escola Cidade de Raposa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Raposa - MA 
2019
 
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Creche Escola Cidade de Raposa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROPOSTA PEDAGÓGICA 
 
 
 
 
Que a melhor sala de aula do mundo está aos pés de uma pessoa 
mais velha; Que quando você está amando dá na vista; Que ter 
uma criança adormecida em seus braços é um dos momentos mais 
pacíficos do mundo. 
 
William Shakespeare 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Raposa - MA 
2019
 
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SUMÁRIO 
 
1 APRESENTAÇÃO............................................................................................................ 04 
2 JUSTIFICATIVA.............................................................................................................. 04 
3 IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO E DA UNIDADE MANTEDORA.............. 05 
4 FINALIDADES DA ESCOLA......................................................................................... 06 
4.1 OBJETIVO GERAL......................................................................................................... 07 
4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS........................................................................................... 07 
5 ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMNETO DAS ESCOLA......................................... 08 
6 ESPAÇOS FÍSICOS, INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS.......................................... 09 
7 RECURSOS HUMANOS................................................................................................... 11 
7.1 Administrativos............................................................................................................... 11 
7.2 Pedagógicos...................................................................................................................... 12 
8 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.................................................................................... 12 
9 PRINCÍPIOS DA PROPOSTA PEDAGÓGICA............................................................. 14 
10 CURRÍCULO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICA...................................................... 15 
11 A EDUCAÇÃO INFANTIL NA BASE NACIONAL COMUM 
CURRICULAR..................................................................................................................... 18 
11.1 A EDUCAÇÃO INFANTIL NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA............... 19 
11.2 DIREITOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO NA EDUCAÇÃO 
INFANTIL............................................................................................................................... 20 
12 A AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL........................................................... 22 
12.1 OS CAMPOS DE EXPERIÊNCIA................................................................................. 24 
12.2 OS OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO PARA A 
EDUCAÇÃO INFANTIL....................................................................................................... 27 
13 A TRANSIÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL PARA O ENSINO 
FUNDAMENTAL................................................................................................................. 36 
14 PROPOSTA DE TRABALHO COM A COMUNIDADE ESCOLAR...................... 38 
15 PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA E APERFEIÇOAMENTO DA 
EQUIPE ESCOLAR............................................................................................................ 40 
16 CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................... 42 
REFERÊNCIAS...................................................................................................................... 42 
 
 
 
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1 APRESENTAÇÃO 
 
 
Este documento tem como finalidade explicitar a proposta pedagógica na filosofia da 
Escola de Educação Infantil, Creche Escola Cidade de Raposa. Expressando a identidade 
desta escola, onde estão presentes seus objetivos e desejos de mudanças, para uma vida digna 
e justa socialmente. 
Embasamos nosso referencial teórico de acordo com os princípios norteadores sobre 
as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e a BNCC, previstos na Lei de 
Diretrizes e Bases – LDB número 9394/96, como documentos norteadores, e a partir de uma 
linha filosófica e pedagógica de uma análise da realidade escolar, por reconhecer a 
importância das experiências na primeira infância e acreditando ser a educação um direito da 
criança. 
A proposta pedagógica faz parte de uma estruturação para construção coletiva do 
Projeto Pedagógico Infantil voltado a crianças de 0 a 5 anos de idade que fazem parte das 
famílias da comunidade escolar Creche Escola Cidade de Raposa. 
A mesma foi elaborada a partir de encontros para discursões junto com o corpo 
docente, direção, coordenação e demais funcionários, levando-se em consideração as 
limitações físicas e necessidades pedagógicas. 
Esta proposta é multidisciplinar, de forma sistematizada e estruturante, com as 
informações do meio, criando condições de construir conhecimentos e elaborar ideias 
transformadoras sobre o mundo. Pois, está embasada na busca e na construção de uma 
educação plena com o desenvolvimento de educadores, pais, alunos e funcionários. A Creche 
Escola Cidade de Raposa, baseada em sua própria filosofia e também nos Parâmetros 
Curriculares Nacionais, trabalha de forma a tornar tudo isso possível. 
 
2 JUSTIFICATIVA 
 
 
Enquanto sujeito histórico, construtor de conhecimento, a criança ao mesmo tempo 
em que constitui o mundo, torna-se constituída por ele. Cada criança/sujeito constrói 
conceitos pessoais. Tudo aquilo que a criança sabe, que foi construído por ela, passa a fazer 
parte de um patrimônio próprio, fruto de suas condutas, e não de algo depositado por outra 
pessoa (Deheinzelin, 1994). 
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Cabe à nossa escola uma proposta pedagógica consistente no sentido de fomentar a 
transformação dos conhecimentos espontâneos em científicos, promovendo um trabalho onde 
as crianças desenvolvam atividades em grupo, incitando discussões acerca de suas impressões 
sobre os fatos, levantando hipóteses a partir de seus conhecimentos prévios e, 
concomitantemente, se constituindo enquanto sujeito cooperativo. 
O papel da Educação Infantil é dar acesso ao universo letrado, proporcionando às 
crianças, desde seu ingresso, contato com os mais variados suportes de leitura e escrita, pois 
entendemos que ler e escrever transcende a mera decodificação, visto que é no mundo escrito 
e lido que se arquiva o saber acumulado pela humanidade. 
A partir destas considerações, devemos então ter claro que é preciso estabelecer 
metas coerentes para que esta proposta pedagógica seja viva, podendo acontecer em diferentes 
lugares com suas especificidades, história, cultura e necessidades. 
 
3 IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO E DA UNIDADE MANTEDORA 
 
Pertencente ao Sistema Municipal de Ensino de Raposa, a Creche Escola Cidade de 
Raposa está localizada na Avenida Cafeteira Nº56 - Vila Bom Viver. 
Atualmente, mantém, dentro da Educação Básica, os cursos de Educação Infantil I,II 
e III, de 3 a 5 anos. 
O Estabelecimento é mantido pela Prefeitura Municipal de Raposa, situada na Av. 
Principal, S/Nº - Jardim das Oliveiras, CNPJ nº 01.612.325/0001-98 Raposa - Maranhão - 
CEP: 65.138- 000. 
Raposa fica distante 30 km de São Luís. A cidade é cercada de praias, dunas e 
manguezais. O município ficou conhecido pelo seu artesanato e pelo sabor de seus peixes 
frescos comercializados nosrestaurantes da cidade e, pela beleza suas praias desertas. 
No turismo, atualmente, Raposa é destino alternativo à visitação da capital São Luís 
do Maranhão, tendo como principais atrativos os passeios nas praias e dunas da região. Os 
turistas além de apreciarem a bela paisagem da região podem desfrutar os frutos do mar 
preparados pelos habitantes de Raposa. 
A cidade também abriga a maior colônia de pescadores do Maranhão. Nas lojas de 
artesanato são comercializados: toalhas de mesa, panos de prato, passadeiras, saídas de praia, 
chapéus, cortinas, além de uma série de outros artefatos confeccionados em rendas 
de bilro carinhosamente tecidas em almofadas de renda por mulheres de pescadores, arte essa 
que foi trazida pelos cearenses a mais de setenta anos fugindo da seca. 
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A flora predominante na região é o manguezal e a restinga. As densas florestas 
de manguezais totalmente preservadas do município são um viveiro natural para uma 
infinidade de animais marinhos, que dependem do ecossistema para alimentação e 
reprodução. 
 
4 FINALIDADES DA ESCOLA 
 
 
A finalidade da escola fundamenta-se no princípio de ofertar um modelo de educação 
que venha contribuir para a formação de cidadãos conscientes do seu papel na sociedade, 
estabelecendo a construção do conhecimento, disseminação e leitura de mundo dentro do 
processo contínuo de aprendizado envolvendo todo o corpo docente, discentes, funcionários e 
toda comunidade escolar. 
A Constituição Federal de 1998 e o Estatuto da Criança e do Adolescente-ECA, lei 
8069/1990 garantem o direito ao atendimento em creches ou pré-escolar às crianças sendo que 
independente da denominação dos estabelecimentos é responsabilidade destes oferecer 
cuidado e educação de forma intencional e sistemática. Torna-se de suma importância que a 
instituição possua autorização para o funcionamento, além do planejamento global de sua 
ação, dentro da sua PP (Proposta Pedagógica). 
Partindo do pressuposto de que a ação pedagógica é imprescindível no processo 
ensino-aprendizagem e compreendendo que a escola possui identidade própria, que se 
constitui sob a influência da sua realidade local, faz com que a PP seja uma busca de 
autoconhecimento da realidade e seu contexto, tanto na construção, quanto na execução a 
mesma deve assumir a responsabilidade de fazer avançar os seus princípios pedagógicos, no 
sentido de tornar a escola um espaço real de formação do cidadão e de contribuição para a 
transformação. 
Nesse contexto, a escola tem como alternativa rever suas ações e o seu papel no 
aprimoramento do saber e da sua prática educativa, de forma a adequar sua postura 
pedagógica ao momento atual e, principalmente, a colocar-se na posição de organização 
principal e mais importante na evolução dos princípios fundamentais da sociedade, cumprindo 
assim sua função transformadora e idealizadora de conhecimentos científicos e filosóficos, 
pautando o resultado de suas ações em saber concreto. 
Deve optar por uma educação voltada para o futuro, uma educação contestadora, 
superadora dos limites impostos pelo Estado e pelo Mercado, portanto, uma educação muito 
mais centrada na transformação social do que na transmissão cultural. É importante priorizar 
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uma prática formadora para o desenvolvimento, onde a escola deixe de ser vista como uma 
obrigação a ser cumprida pelo aluno e se torne uma fonte de efetivação de seu conhecimento 
intelectual que o motivará a participar do processo de desenvolvimento social, não como mero 
receptor de informações, mas como idealizador de práticas que favoreçam esse processo. A 
escola deve servir de bússola para navegar nesse mar do conhecimento, superando a visão 
utilitarista de só oferecer informações “úteis” para a competitividade, para obter resultados. 
Aprender fazendo, orientar criticamente as crianças e jovens na busca uma informação que os 
faça crescer e não embrutecer. O embrutecimento deve ser eliminado de qualquer ação e a 
reflexão sobre o como ensinar e como aprender deve garantir que princípios e valores 
fundamentais da solidariedade e do respeito humano sejam mantidos. 
 Assim sendo, a Proposta Pedagógica da Creche Escola pretende garantir que seus 
alunos, em situações e ambientes de ensino individualizados e coletivos, construam os 
conhecimentos e habilidades de comunicar suas ideias de maneira clara e significativa, 
aprendendo a reconhecer e compreender estruturas simples e complexas que poderão surgir 
no dia a dia, sendo capazes de refletir e construir suas ações de maneira autocontrolada, 
espontânea e criativa. 
 
4.1 Objetivo Geral 
 
Desenvolver nas crianças as capacidades cognitiva, motora e afetiva desenvolvendo 
uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com confiança em 
suas capacidades e percepção. Percebendo-se cada vez mais como integrante, dependente e 
agente transformador do meio em que vivem. 
 
4.2 Objetivos específicos 
 
 
 Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e limites, 
desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidado com a própria saúde e bem-estar; 
 Estabelecer vínculos afetivos e de troca com adultos e crianças, fortalecendo sua autoestima 
e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e interação social; 
 Estabelecer e ampliar, cada vez mais, as relações sociais, aprendendo aos poucos a articular 
seus interesses e pontos de vista com os demais, respeitando a diversidade e desenvolvendo 
atitudes de ajuda e colaboração; 
 Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades; 
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 Utilizar as diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita) ajustadas às 
diferentes intenções e situações de comunicação, de forma a compreender e ser 
compreendido, expressando suas ideias, sentimentos, necessidades e desejos possibilitando o 
avanço no seu processo de construção de significados, enriquecendo cada vez mais sua 
capacidade expressiva; 
 Conhecer algumas manifestações culturais, demonstrando atividades de interesse, respeito e 
participação frente a elas e valorizando a diversidade; 
 Estimular a compreensão e valorização das datas comemorativas; 
 Estabelecer regras de respeito, amizade e colaboração. 
 
5 ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA ESCOLA 
 
 Calendário Escolar 
 
De acordo com a Lei Nº. 9394/96, que estabelece a carga horária anual mínima de 800 
horas distribuídas por no mínimo de 200 dias letivos. 
Carga horária semanal de 20 horas para o aluno e 40 horas para o professor, sendo 20 
horas em sala de aula, complementadas com atividades em contra turno. 
O recesso escolar e as férias deverão ocorrer respeitando o ano letivo de 200 dias, 
prevendo intervalo em julho e janeiro. 
 
 Matrículas 
 
Serão efetuadas matrículas para crianças de 03 a 05 anos, respeitando o limite de 15 
alunos no mínimo a 25 alunos no máximo por turma. 
Quando houver demanda superior ao estabelecido acima, devem ser organizadas listas 
de espera e à medida que forem surgindo vagas, esses irão sendo chamados. 
 
 Organização Física 
 
A escola é composta por uma área onde funciona direção/secretaria, um corredor 
pequeno, quatro salas de aulas com pequenos espaços, dois banheiros os quais somente um é 
adaptado para atender a faixa etária de idade de crianças de 0 a 5 anos. Possui também uma 
área que funciona como refeitório, sala de reunião e recreação, uma cozinha e uma área na 
frente aberta com uma cobertura. 
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 Organização das Turmas 
 
As turmas serãoorganizadas por faixa etária, obedecendo aos critérios abaixo: 
Etapa I – a partir de 03 anos de idade; 
Etapa II – a partir de 04 anos de idade; 
Etapa III – a partir de 05 anos de idades. 
 
 Salas de Aula 
 
06 salas com cantos temáticos. 
 
 Organização Pedagógica 
 
 
TURNO MATUTINO 
Turmas Faixa etária Quantidade de alunos 
INFANTIL I - A 03 anos 15 alunos 
INFANTIL I - B 03 anos 14 alunos 
INFANTIL II - A 04 anos 24 alunos 
INFANTIL III - A 05 anos 23 alunos 
 
 
 
6 ESPAÇO FISICO, INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS 
 
 Das Salas de Aula 
 
As salas devem ser apropriadas para atender crianças de 03 a 05 anos. O interior das 
salas e seus mobiliários devem ser revestidos com material lavável, porém ainda não 
possuímos este mobiliário. 
O mobiliário é composto por: 
- 94 cadeiras de madeiras; 
- 29 mesas coletivas com 4 lugares ; 
- 03 Estantes ou prateleira de aço para guardar livros infantis e material pedagógico; 
- 04 mesas com cadeiras para o professor; 
- 04 mesas para deficientes; 
TURNO VESPERTINO 
Turmas Faixa etária Quantidade de alunos 
INFANTIL I - C 03 anos 16 alunos 
INFANTIL II - B 04 anos 23 alunos 
INFANTIL III - B 05 anos 22 alunos 
INFANTIL III - C 05 anos 23 alunos 
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- 01 Quadro branco; 
- 02 quadros negros; 
- 06 ventiladores. 
 
 Direção e Secretaria 
 
A sala da direção e secretaria funciona no mesmo espaço e contém: 
- 03 mesas ( sendo uma de madeira); 
- 02 armários de aço; 
- 01 ventilador; 
- 01 TV. 
 
 Almoxarifado 
 
 - 04 mesas de plástico para quatro lugares; 
 - 05 cadeiras de plástico; 
 - 04 mesas de plástico para crianças; 
 - 01 armário de aço. 
 
 Área de apoio 
 
- 01 bebedouro; 
- 02 escorregadores. 
 
 Cozinha 
 
 - 01 armário de aço; 
 - 01 Fogão industrial; 
 - 01 Geladeira e freezer; 
 - 01 mesa de madeira; 
 - 01 pia; 
 - utensílios domésticos para servir a merenda. 
 
 
 
 
 
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 Materiais de Apoio 
 
 - Livros infantis/ gibis; 
 - Jogos pedagógicos; 
 - Brinquedos; 
 - Revistas para recortes; 
 - Fantoches/ máscaras; 
 - Materiais pedagógicos; 
 -utensílios pedagógicos (tesouras, pistola de cola quente, estiletes, etc.). 
 
 Área Externa 
 
 - Pátio aberto; 
 - Parque infantil (a ser implantado); 
 - 01 caixa d’água. 
 
7 RECURSOS HUMANOS 
 
7.1 Administrativo ( matutino, vespertino, diurno e noturno) 
 
AGENTES ADMINISTRATIVOS 
 
Adriana Mendes da Silva ( Mat.) Clara Hozane das Graças Machado Silva ( Diurno) 
AUXILIARES DE SERVIÇOS 
DIVERSOS (AOSD) 
MERENDEIRAS 
 
Elizete Martins Cantanhede ( Vesp.) Carmem Joice Collares da Silva ( Mat.) 
 
Maria Domingas Araújo de Sousa ( diurno) Kessia Pereira dos Santos( Vesp.) 
VIGIAS DIURNOS 
 
VIGIAS NOTURNOS 
Adelman dos Santos Chaves 
 
Antônio Carlos Lopes Gonçalves Oliveira 
 
Gilvan Ferreira Belfort Jackson Luís Pinto Ferreira 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7.2 Pedagógico 
 
GESTORA 
Walkiria Duarte de Sousa 
 
COORDENADORAS PEDAGÓGICAS 
 
Flávia Elizia Melo da Silva ( MATUTINO) 
Ana Jéssica Barbosa Sousa ( VESPERTINO) 
 
PROFESSORAS 
MATUTINO VESPERTINO 
Elizete Ribeiro Nascimento 
Gilda Samia Serpa R. Costa 
Joina Maria Rodrigues 
Mirna Escolástico de Souza Ferreira 
Anieliete Pinheiro de Oliveira 
Ana Cristina Souza Silva 
Gianne Cristine Teixeira Pontes 
Jocilda da Silva Cruz 
Josinete Ribeiro Santos da Silva 
 
PROFESSORA DE APOIO E CUIDADORAS 
 
MATUTINO VESPERTINO 
Gisele Cristine Dias Silva Marcela Rodrigues Castro 
 Marinete Inácio da Silva 
 
8 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
 
As concepções epistemológicas, que expressam uma postura filosófica, permitem 
uma maior definição dos princípios norteadores para uma proposta pedagógica, na medida em 
que explicitam as concepções sobre o mundo, a criança, a sociedade e o conhecimento. Sendo 
assim, embasamos nossa proposta pedagógica na teoria construtivista do conhecimento, 
considerando que seus pressupostos teóricos enfatizam o aspecto interacionista, colocando a 
criança como sujeito que constrói o conhecimento através de sua interação com o meio físico 
e social em que vive. 
O construtivismo como teoria filosófica, se opõe ao empirismo e ao inatismo. O 
empirismo baseia-se no pressuposto da tábula rasa, em que a criança só aprende o que lhe é 
ensinado, sendo colocada num papel passivo frente à realidade exterior, que é fonte de todas 
as explicações (Grossi, 1995). No inatismo, o conhecimento se explica através de sua 
existência já pré-formada na mente humana, sendo que o centro do processo é o próprio 
sujeito, embora também colocado como passivo, dependendo de sua própria maturação 
(Grossi,1995). No construtivismo, o sujeito é sempre visto como ativo, em interação com o 
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meio. O sujeito é cognoscente: busca adquirir conhecimento, procura ativamente descobrir o 
mundo que o rodeia e constrói seu conhecimento através de suas hipóteses – não espera que 
alguém que possui o conhecimento o transmita a ele. Nesta concepção, os processos de 
aprendizagem não dependem do método, este pode apenas facilitar ou dificultar, ou seja, não 
é o método que cria a aprendizagem. O conhecimento é resultado da própria atividade do 
sujeito, porque este compara, exclui, ordena, categoriza, formula hipóteses, reorganiza. O 
sujeito aprende basicamente através de suas ações sobre os objetos do mundo e constrói suas 
próprias categorias de pensamento ao mesmo tempo em que organiza seu mundo. A criança 
que compreendeu os mecanismos de produção de conhecimento se converte em criador do 
conhecimento (Ferreiro & Teberosky, 1986). Dessa forma, a educação construtivista é 
baseada numa teoria epistemológica, não num método de ensino. Portanto, não pretendemos, 
através desta proposta pedagógica, tratar da aplicação de técnicas de ensino-aprendizagem, 
mas sim do estudo e do acompanhamento do processo de construção do conhecimento de 
cada criança e do tipo de intervenções que o adulto estabelece na inter-relação com a criança. 
Esse estudo do desenvolvimento do conhecimento tem sido influenciado pela concepção 
interacionista, através de autores como Piaget, Vygotsky e Wallon. 
Para Piaget (1987), os fatores que influenciam o desenvolvimento do conhecimento 
são a maturação biológica, as experiências físicas e lógico-matemáticas, a transmissão social 
(conhecimento cultural, convenções) e a equilibração (processo interno de autorregulação que 
leva o indivíduo a adaptar-se ao meio). Numa abordagem didática de orientação piagetiana, as 
experiências com os objetos e a transmissão social não devem ser entendidas como formas de 
ensinar lineares e impostas do adulto para a criança. Através delas, as crianças devem, de 
modo ativo, perceber relações entre objetos e construir novas estruturas e esquemas de 
conhecimentos, incentivadas ou apoiadas pelo educador, sempre tendo como ponto de partida 
suas experiências diretas com o mundo natural e social. A meta é, portanto, a autonomia 
intelectual conseguida em clima de cooperação e não de coerção. 
Wallon (1988) argumenta que as relações indivíduo-meio transformam-se 
dinamicamente e que os aspectos do meio são importantes para que a criança construa certas 
habilidades. Assim, para um bebê, um adulto afetuoso e sintonizado com ele é de fundamental 
importância nas suas primeiras aquisições. Depois, isso vai sendo substituído pela experiência 
direta da criança pequena na exploração de objetos, pela participação em brincadeiras 
simbólicas com companheiros epelas experiências nas atividades desenvolvidas na escola. 
Também para Vygotsky (1984), a relação interpessoal é o recurso básico do 
desenvolvimento da criança pequena. O autor propõe que, na análise do desenvolvimento 
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infantil, se leve em consideração a diferença que existe entre o que a criança a cada momento 
é capaz de fazer sozinha e o que pode fazer e aprender com a ajuda de outras pessoas mais 
experientes, sejam elas adultos ou outras crianças, conforme vai observando-as, imitando-as, 
ouvindo suas explicações, seguindo suas instruções ou contrapondo-se a elas. É neste espaço, 
denominado “zona de desenvolvimento proximal”, que a ação educativa deve realizar-se. 
Vygotsky dá também muita ênfase ao papel da linguagem como meio para que o sujeito se 
aproprie da experiência de gerações precedentes. À medida que a criança se apropria desse 
saber construído pela cultura, modifica-se concomitantemente, respondendo não apenas a suas 
necessidades como organismo biológico, mas às necessidades psicossociais, que são 
históricas. 
 
9 PRINCÍPIOS DA PROPOSTA PEGAGÓGICA 
 
A escola, como instituição burocrática, tem suas atividades sustentadas pelas 
legislações em seus diferentes níveis: federal, estadual e municipal. Compete-lhe desencadear 
ações de modo a atender os fundamentos legais e assumir institucionalmente suas 
responsabilidades em relação à aprendizagem com sucesso de seus alunos. 
Os tempos mudaram, e, com isso, as exigências educacionais do mundo também. A 
escola de hoje não é nem deve ser a mesma de há alguns anos. As velhas práticas, ferramentas 
ultrapassadas e metodologias retrógradas já não são suficientes para suprir as necessidades do 
jovem de hoje. 
As informações se tornaram mais rápidas e acessíveis, os estudantes estão cada vez 
mais autônomos e conectados, têm comportamentos diferentes, as famílias possuem estruturas 
diversificadas e as novas tecnologias e mídias sociais estão revolucionando a forma de ensinar 
e aprender. 
Tudo isso requer uma escola que comporte o perfil contemporâneo de aprendizado e 
ajude a vencer todos os desafios que a educação moderna impõe, para que o homem se insira 
no mundo de hoje. 
E é na relação desse homem com o mundo e com o meio em que vive que reside 
nossa visão de educação. A educação é o processo de inserção do sujeito no mundo da 
cultura, numa ação recíproca e complementar, constituindo-se instrumento de transformação 
dos sujeitos. 
Neste sentido, nossa proposta pedagógica visa à construção de uma identidade 
própria de nossos alunos, com atendimento às suas necessidades e características individuais, 
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tendo por base a promoção de aprendizagens significativas, o desenvolvimento da 
criatividade, o acesso ao conhecimento, traduzido nos currículos, e à cultura, elementos estes 
alicerçados na reflexão, na ética, no espírito humanitário e na equidade, para que possamos 
vencer o desafio de formarmos futuros adultos dotados de espírito crítico, de caráter humano 
capazes de alcançar sua realização pessoal, participar com sucesso da vida em sociedade e dos 
desafios desse novo milênio. 
 
10 CURRÍCULO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
Definir a concepção de currículo é uma tarefa de extrema importância para a 
construção deste documento, uma vez que ele organiza e sistematiza as intenções educativas e 
as práticas pedagógicas. No campo da Educação Infantil o currículo por muito tempo foi 
organizado das mais diversas maneiras, a compreensão mais recorrente é a de currículo como 
uma listagem de conteúdos disciplinares a ser trabalhados no contexto educativo. 
Nesta perspectiva surge os Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação 
Infantil- RCNEI (1998), documento que pela organização apresentada e o conteúdo 
trabalhado, demonstra uma subordinação para o Ensino Fundamental, como aponta Cerisara 
(2002, p.12) 
[...] as especificidades das crianças de 0 a 6 anos acabam se diluindo no documento 
ao ficarem submetidas à versão escolar de trabalho. Isso porque a “didatização” de 
identidade, autonomia, música, artes, linguagens, movimento, entre outros 
componentes, acaba por disciplinar e aprisionar o gesto, a fala, a emoção, o 
pensamento, a voz e o corpo das crianças. 
 
Dentro dessa concepção de currículo “várias aprendizagens permaneciam 
marginalizadas, fora dos currículos, dos planejamentos e das reflexões de professores, já que 
não eram consideradas relevantes como atividades curriculares.” (BRASIL, 2009, p. 50). 
Numa busca por qualificar e repensar a qualidade da Educação Infantil em 2009, 
surge, no cenário nacional, o Parecer do Conselho Nacional da Educação/CBE N° 20/2009 
apresentando as DCNEIs, que apontam novos marcos normativos para esta etapa da educação, 
construído em diálogo com diversos setores e entidades sociais comprometidas com a 
Educação Infantil. Este documento apresenta algumas das principais concepções que serviram 
de base para o trabalho cotidiano nas escolas. 
Compreende-se aqui o currículo como as ações e intenções presentes no cotidiano 
escolar, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, definem o currículo 
como, 
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Conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das 
crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, 
ambiental, científico e tecnológico, de modo a promover o desenvolvimento 
integral de crianças de 0 a 5 anos de idade. (2010, p. 12). 
 
 
Percebe-se que esta nova forma de pensar o currículo para a educação das crianças 
procura vincular as experiências, vivências e saberes nas práticas cotidianas da escola da 
infância, levando em consideração seu caráter pedagógico, o conhecimento contextual e todo 
o conjunto de aprendizagens oferecidas pela escola. Englobando um “conjunto de 
experiências culturais de cuidado e educação, relacionados aos saberes e conhecimentos, 
intencionalmente selecionados e organizados” (FARIA, 2012, p.32) para vivência das 
crianças. 
Nesse viés o foco do trabalho na Educação Infantil, 
 
[...] deve levar em consideração os questionamentos e as curiosidades das crianças, 
partindo destes para a formação de projetos, desvinculando-se assim da ideia de 
“conteúdo” e valorizando a construção, articulação e produção de aprendizagens 
que acontecem no encontro entre sujeitos e ambiente social. (Registro das 
professoras, agosto de 2013) 
 
 
 
As DCNEI estabelecem as brincadeiras e as interações como eixos norteadores do 
trabalho pedagógico, valorizando a experiência das diferentes linguagens, do conhecimento 
de si e do mundo, vivências éticas e estéticas, saúde, bem-estar e integração com 
diversificadas manifestações culturais. Percebe-se assim, que a instituição de Educação 
Infantil deve propiciar um ambiente que atenda as necessidades infantis como o movimentar-
se, descobrir, interagir, cantar, dançar, brincar, pular, chorar, enfim, respeitando as 
especificidades e manifestações das crianças. Assim as professoras expressam ser preciso uma 
prática que: 
 
[...] contemple as diversas linguagens, permeadas pela experiência e vivencia do 
afeto, dando assim suporte para construção de pessoas que vivem e convivem em 
harmonia consigo, com o outro e com a vida. (Registro das professoras, agosto de 
2013) 
 
Há temáticas que estão intrinsicamente relacionadas ao currículo da Educação 
Infantil e constituem as práticas pedagógicas das instituições. Dentre elas, podemos citar: 
Ética: ações de cuidado e respeito de si e do outro, justiça e respeito aos direitos 
humanos, solidariedade e diálogo como mediador dos conflitos; 
17 
 
Sexualidade: identidade pessoal,diversidade sexual e de gênero; 
Educação ambiental: meio ambiente, sociedade, fenômenos naturais, sociais e 
culturais; 
Pluralidade cultural: respeito às diferentes culturas, valorização às tradições locais 
e culturais e crianças como produtoras de cultura; 
Diversidade e Inclusão: étnico-racial, marcadores de gênero, classe social, crenças, 
crianças com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades. 
Na construção da proposta curricular, de acordo com as características de cada 
escola, diversos arranjos de atividades poderão ser pensados respeitando as propostas 
pedagógicas de cada instituição. “A organização curricular da Educação Infantil pode se 
estruturar em eixos, centros, campos ou módulos de experiências que devem se articular em 
torno dos princípios, condições e objetivos propostos nesta diretriz.” (BRASIL PARECER 
CNE/CEB 20/2009, p.16). 
Desta forma, a Creche Escola (tendo como eixo norteador a acepção de currículo, 
apontada acima) ao trabalhar com a Educação Infantil, faz uso de práticas educativas 
enriquecidas por espaços materiais, uso de tempos diversificados distribuídos em projetos, de 
atividades permanentes, de atividades sequenciais, oficinas, de atividades interdisciplinares, 
de noções e aquisições conceituais, de diferentes linguagens, de estratégias de pensamento 
empregadas na resolução de problemas, de atitudes investigativas, do desenvolvimento de 
competências e habilidades. Pois, o currículo da Educação infantil está concebido como um 
conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os 
conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico e 
tecnológico de modo a promover o seu desenvolvimento integral. 
Partindo desses pressupostos, a Proposta Pedagógica da Creche Escola Cidade de 
Raposa, para a Educação Infantil, respeita os seguintes princípios: 
I - Éticos: da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem 
comum, ao meio ambiente e às diferentes culturas, identidades e singularidades. 
II - Políticos: dos direitos de cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à 
ordem democrática. 
III - Estéticos: da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da liberdade de 
expressão nas diferentes manifestações artísticas e culturais. 
Assim sendo, pensamos em uma Educação Infantil que propõe o desenvolvimento da 
autonomia, propiciando, desde a mais tenra idade, oportunidades para que a criança dirija suas 
18 
 
próprias ações, argumente seus desejos, elabore hipóteses e manifeste descontentamentos, 
considerando-se seus recursos pessoais e os limites inerentes ao ambiente. 
Portanto, embasamos a nossa prática pedagógica, partindo dos princípios definidos 
pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil de 2009, que também foi 
construída a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), fixada pela Resolução 02/2017 do 
Conselho Nacional de Educação, que referencia a construção dos currículos da Educação 
Infantil, e organizam-se pelos direitos de aprendizagem e desenvolvimento, campos de 
experiências e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, elementos que se integram na 
articulação entre as necessidades, interesses, experiências e curiosidades das crianças de 0 a 5 
anos e o patrimônio artístico, cultural, ambiental, científico e tecnológico. 
 
11 A EDUCAÇÃO INFANTIL NA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 
 
A expressão educação “pré-escolar”, utilizada no Brasil até a década de 1980, 
expressava o entendimento de que a Educação Infantil era uma etapa anterior, independente e 
preparatória para a escolarização, que só teria seu começo no Ensino Fundamental. Situava-
se, portanto, fora da educação formal. 
Com a Constituição Federal de 1988, o atendimento em creche e pré-escola às 
crianças de zero a 6 anos de idade torna-se dever do Estado. Posteriormente, com a 
promulgação da LDB, em 1996, a Educação Infantil passa a ser parte integrante da Educação 
Básica, situando-se no mesmo patamar que o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. E a 
partir da modificação introduzida na LDB em 2006, que antecipou o acesso ao Ensino 
Fundamental para os 6 anos de idade, a Educação Infantil passa a atender a faixa etária de 
zero a 5 anos. 
Entretanto, embora reconhecida como direito de todas as crianças e dever do Estado, 
a Educação Infantil passa a ser obrigatória para as crianças de 4 e 5 anos apenas com a 
Emenda Constitucional nº 59/2009, que determina a obrigatoriedade da Educação Básica dos 
4 aos 17 anos. Essa extensão da obrigatoriedade é incluída na LDBEN em 2013, consagrando 
plenamente a obrigatoriedade de matrícula de todas as crianças de 4 e 5 anos em instituições 
de Educação Infantil. 
Com a inclusão da Educação Infantil na BNCC, mais um importante passo é dado 
nesse processo histórico de sua integração ao conjunto da Educação Básica. 
 
 
19 
 
11.1 A Educação Infantil no contexto da Educação Básica 
 
Como primeira etapa da Educação Básica, a Educação Infantil é o início e o 
fundamento do processo educacional. A entrada na creche ou na pré-escola significa, na 
maioria das vezes, a primeira separação das crianças dos seus vínculos afetivos familiares 
para se incorporarem a uma situação de socialização estruturada. 
Nas últimas décadas, vem se consolidando, na Educação Infantil, a concepção que 
vincula educar e cuidar, entendendo o cuidado como algo indissociável do processo 
educativo. Nesse contexto, as creches e pré-escolas, ao acolher as vivências e os 
conhecimentos construídos pelas crianças no ambiente da família e no contexto de sua 
comunidade, e articulá-los em suas propostas pedagógicas, têm o objetivo de ampliar o 
universo de experiências, conhecimentos e habilidades dessas crianças, diversificando e 
consolidando novas aprendizagens, atuando de maneira complementar a educação familiar – 
especialmente quando se trata da educação dos bebês e das crianças bem pequenas, que 
envolve aprendizagens muito próximas aos dois contextos (familiar e escolar), como a 
socialização, a autonomia e a comunicação. 
Nessa direção, e para potencializar as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças, a 
prática do diálogo e o compartilhamento de responsabilidades entre a instituição de Educação 
Infantil e a família são essenciais. Além disso, a instituição precisa conhecer e trabalhar com 
as culturas plurais, dialogando com a riqueza/diversidade cultural das famílias e da 
comunidade. 
As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (DCNEI, Resolução 
CNE/CEB nº 5/2009), em seu Artigo 4º, definem a criança como: 
 
Sujeito histórico e de direitos, que, nas interações, relações e práticas cotidianas 
que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, 
fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói 
sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura (BRASIL, 2009). 
 
 
Como já foi citado anteriormente, e ainda de acordo com as DCNEI, em seu Artigo 
9º, os eixos estruturantes das práticas pedagógicas dessa etapa da Educação Básica são 
as interações e a brincadeira, experiências nas quais as crianças podem construir e apropriar-
se de conhecimentos por meio de suas ações e interações com seus pares e com os adultos, o 
que possibilita aprendizagens, desenvolvimento e socialização. 
A interação durante o brincar caracteriza o cotidiano da infância, trazendo consigo 
muitas aprendizagens e potenciais para o desenvolvimento integral das crianças. Ao observar 
20 
 
as interações e a brincadeira entre as crianças e delas com os adultos, é possível identificar, 
por exemplo, a expressão dos afetos,a mediação das frustrações, a resolução de conflitos e a 
regulação das emoções. 
 
 11.2 Direitos de Aprendizagem e Desenvolvimento na Educação Infantil 
 
Tendo em vista os eixos estruturantes das práticas pedagógicas e as competências 
gerais da Educação Básica propostas pela BNCC, seis direitos de aprendizagem e 
desenvolvimento asseguram, na Educação Infantil, as condições para que as crianças 
aprendam em situações nas quais possam desempenhar um papel ativo em ambientes que as 
convidem a vivenciar desafios e a sentirem-se provocadas a resolvê-los, nas quais possam 
construir significados sobre si, os outros e o mundo social e natural. São eles: 
 Conviver com outras crianças e adultos, em pequenos e grandes grupos, utilizando diferentes 
linguagens, ampliando o conhecimento de si e do outro, o respeito em relação à cultura e às 
diferenças entre as pessoas. 
 Brincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaços e tempos, com diferentes 
parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produções culturais, 
seus conhecimentos, sua imaginação, sua criatividade, suas experiências emocionais, 
corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais. 
 Participar ativamente, com adultos e outras crianças, tanto do planejamento da gestão da 
escola e das atividades propostas pelo educador quanto da realização das atividades da vida 
cotidiana, tais como a escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, desenvolvendo 
diferentes linguagens e elaborando conhecimentos, decidindo e se posicionando. 
 Explorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, 
transformações, relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza, na escola e fora 
dela, ampliando seus saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as artes, a escrita, 
a ciência e a tecnologia. 
 
21 
 
 Expressar, como sujeito dialógico, criativo e sensível, suas necessidades, emoções, 
sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, questionamentos, por meio de 
diferentes linguagens. 
 Conhecer-se e construir sua identidade pessoal, social e cultural, constituindo uma imagem 
positiva de si e de seus grupos de pertencimento, nas diversas experiências de cuidados, 
interações, brincadeiras e linguagens vivenciadas na instituição escolar e em seu contexto 
familiar e comunitário. 
 Essa concepção de criança como ser que observa, questiona, levanta hipóteses, 
conclui, faz julgamentos e assimila valores e que constrói conhecimentos e se apropria do 
conhecimento sistematizado por meio da ação e nas interações com o mundo físico e social 
não deve resultar no confinamento dessas aprendizagens a um processo de desenvolvimento 
natural ou espontâneo. Ao contrário, impõe a necessidade de imprimir intencionalidade 
educativa às práticas pedagógicas na Educação Infantil, tanto na creche quanto na pré-escola. 
Essa intencionalidade consiste na organização e proposição, pelo educador, de 
experiências que permitam às crianças conhecer a si e ao outro e de conhecer e compreender 
as relações com a natureza, com a cultura e com a produção científica, que se traduzem nas 
práticas de cuidados pessoais (alimentar-se, vestir-se, higienizar-se), nas brincadeiras, nas 
experimentações com materiais variados, na aproximação com a literatura e no encontro com 
as pessoas. 
Parte do trabalho do educador é refletir, selecionar, organizar, planejar, mediar e 
monitorar o conjunto das práticas e interações, garantindo a pluralidade de situações que 
promovam o desenvolvimento pleno das crianças. 
Ainda, é preciso acompanhar tanto essas práticas quanto as aprendizagens das 
crianças, realizando a observação da trajetória de cada criança e de todo o grupo – suas 
conquistas, avanços, possibilidades e aprendizagens. Por meio de diversos registros, feitos em 
diferentes momentos tanto pelos professores quanto pelas crianças (como relatórios, 
portfólios, fotografias, desenhos e textos), é possível evidenciar a progressão ocorrida durante 
22 
 
o período observado, sem intenção de seleção, promoção ou classificação de crianças em 
“aptas” e “não aptas”, “prontas” ou “não prontas”, “maduras” ou “imaturas”. Trata-se de 
reunir elementos para reorganizar tempos, espaços e situações que garantam os direitos de 
aprendizagem de todas as crianças. 
 
12 A AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
“Avaliar o aluno deixa de significar fazer um julgamento sobre a sua 
aprendizagem, para servir como momento capaz de revelar o que o aluno 
já sabe, os caminhos que percorreu para alcançar o conhecimento 
demonstrado, seu processo de construção do conhecimento, o que o aluno 
não sabe e o caminho que deve percorrer para vir a saber, o que é 
potencialmente revelado em seu processo, suas possibilidades de avanço e 
suas necessidades para que a superação, sempre transitória, do não saber, 
possa ocorrer.” (Esteban,2004) 
 
A avaliação é uma atividade importante em qualquer processo educativo. Seu 
objetivo deve ser conhecer melhor em que estágio as crianças estão e identificar de que modo 
é possível atuar de maneira mais efetiva para assegurar o seu pleno desenvolvimento. Assim, 
constitui um recurso pedagógico adicional para os professores e coordenadores pedagógicos 
ou diretores de unidades de Educação Infantil. 
A avaliação na Educação Infantil deve incidir diretamente no planejamento das 
atividades diárias promovidas pelo professor junto às crianças, devendo subsidiar elementos 
que ampliem as aprendizagens e experiências apresentadas por elas, contribuindo também 
para suas manifestações, desejos e necessidades. 
Vale ressaltar que a avaliação nesta etapa da Educação Básica possui algumas 
especificidades que devem ser observadas. A mais importante delas é o fato de que os 
procedimentos avaliativos não devem ter caráter de classificação ou promoção das crianças de 
uma fase a outra. Sua finalidade maior é educativa. 
Vale ressaltar que a avaliação nesta etapa da Educação Básica possui algumas 
especificidades que devem ser observadas. A mais importante delas é o fato de que os 
procedimentos avaliativos não devem ter caráter de classificação ou promoção das crianças de 
uma fase a outra. Sua finalidade maior é educativa. 
A LDB de 1996 estabelece que a Educação Infantil precisa ser organizada com base 
em algumas regras comuns, entre elas “avaliação mediante acompanhamento e registro do 
desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao Ensino 
23 
 
Fundamental” (incluído pela Lei no 12.796/13). Assim, o foco da avaliação está voltado para 
o registro de todas as conquistas, avanços, dificuldades e desafios enfrentados pelas crianças, 
com a finalidade de observar seu progresso no processo de ensino e aprendizagem. 
Importante, ainda, considerar o disposto nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a 
Educação Infantil de 2009, que reitera que “as instituições de Educação Infantil devem criar 
procedimentos para acompanhamento do trabalho pedagógico e para avaliação do 
desenvolvimento das crianças, sem objetivo de seleção, promoção ou classificação”. 
Conforme detalhado no documento, essa avaliação deve garantir: 
I – a observação crítica e criativa das atividades, das brincadeiras e interações 
das crianças no cotidiano; 
II – utilização de múltiplos registros realizados por adultos e crianças 
(relatórios, fotografias, desenhos, álbuns etc.); 
III – a continuidade dos processos de aprendizagens por meio da criação de 
estratégias adequadas aos diferentes momentos de transição vividos pela criança 
(transição casa/instituição de Educação Infantil, transições no interior da instituição, 
transiçãocreche/pré-escola e transição pré-escola/Ensino Fundamental); 
IV – documentação específica que permita às famílias conhecer o trabalho da 
instituição junto às crianças e os processos de desenvolvimento e aprendizagem da 
criança na Educação Infantil; 
V – a não retenção das crianças na Educação Infantil. 
Essa passagem mostra a importância de, por um lado, propiciar experiências 
educativas cheias de significados para as crianças e, por outro, registrar seu desenvolvimento 
ao longo das atividades, apontando desafios e progressos e, sobretudo, estimulando suas 
potencialidades. 
Portanto, esses objetivos serão alcançados por uma ação pedagógica intencional, 
sistemática e planejada, evocando um universo de conhecimentos significativos, promovendo 
a socialização da criança e garantindo o acesso a instrumentos socioculturais necessários ao 
seu pleno desenvolvimento cognitivo, social e cultural, através do desenvolvimento pelos 
campos de experiências. 
 
 
 
 
24 
 
12.1 Os campos de experiências 
 
Considerando que, na Educação Infantil, as aprendizagens e o desenvolvimento das 
crianças têm como eixos estruturantes as interações e a brincadeira, assegurando-lhes os 
direitos de conviver, brincar, participar, explorar, expressar-se e conhecer-se, a organização 
curricular da Educação Infantil na BNCC está estruturada em cinco campos de experiências, 
no âmbito dos quais são definidos os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. Os 
campos de experiências constituem um arranjo curricular que acolhe as situações e as 
experiências concretas da vida cotidiana das crianças e seus saberes, entrelaçando-os aos 
conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural. 
A definição e a denominação dos campos de experiências também se baseiam no que 
dispõem as DCNEI em relação aos saberes e conhecimentos fundamentais a ser propiciados 
às crianças e associados às suas experiências. Considerando esses saberes e conhecimentos, os 
campos de experiências em que se organiza a BNCC são: 
O eu, o outro e o nós – É na interação com os pares e com adultos que as crianças vão 
constituindo um modo próprio de agir, sentir e pensar e vão descobrindo que existem outros 
modos de vida, pessoas diferentes, com outros pontos de vista. Conforme vivem suas 
primeiras experiências sociais (na família, na instituição escolar, na coletividade), constroem 
percepções e questionamentos sobre si e sobre os outros, diferenciando-se e, 
simultaneamente, identificando- se como seres individuais e sociais. Ao mesmo tempo que 
participam de relações sociais e de cuidados pessoais, as crianças constroem sua autonomia e 
senso de autocuidado, de reciprocidade e de interdependência com o meio. Por sua vez, na 
Educação Infantil, é preciso criar oportunidades para que as crianças entrem em contato com 
outros grupos sociais e culturais, outros modos de vida, diferentes atitudes, técnicas e rituais 
de cuidados pessoais e do grupo, costumes, celebrações e narrativas. Nessas experiências, elas 
podem ampliar o modo de perceber a si mesmas e ao outro, valorizar sua identidade, respeitar 
os outros e reconhecer as diferenças que nos constituem como seres humanos. 
Corpo, gestos e movimentos – Com o corpo (por meio dos sentidos, gestos, 
movimentos impulsivos ou intencionais, coordenados ou espontâneos), as crianças, desde 
cedo, exploram o mundo, o espaço e os objetos do seu entorno, estabelecem relações, 
expressam-se, brincam e produzem conhecimentos sobre si, sobre o outro, sobre o universo 
social e cultural, tornando-se, progressivamente, conscientes dessa corporeidade. Por meio 
das diferentes linguagens, como a música, a dança, o teatro, as brincadeiras de faz de conta, 
elas se comunicam e se expressam no entrelaçamento entre corpo, emoção e linguagem. As 
25 
 
crianças conhecem e reconhecem as sensações e funções de seu corpo e, com seus gestos e 
movimentos, identificam suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo, ao mesmo 
tempo, a consciência sobre o que é seguro e o que pode ser um risco à sua integridade física. 
Na Educação Infantil, o corpo das crianças ganha centralidade, pois ele é o partícipe 
privilegiado das práticas pedagógicas de cuidado físico, orientadas para a emancipação e a 
liberdade, e não para a submissão. Assim, a instituição escolar precisa promover 
oportunidades ricas para que as crianças possam, sempre animadas pelo espírito lúdico e na 
interação com seus pares, explorar e vivenciar um amplo repertório de movimentos, gestos, 
olhares, sons e mímicas com o corpo, para descobrir variados modos de ocupação e uso do 
espaço com o corpo (tais como sentar com apoio, rastejar, engatinhar, escorregar, caminhar 
apoiando-se em berços, mesas e cordas, saltar, escalar, equilibrar-se, correr, dar cambalhotas, 
alongar-se etc.). 
Traços, sons, cores e formas – Conviver com diferentes manifestações artísticas, 
culturais e científicas, locais e universais, no cotidiano da instituição escolar, possibilita às 
crianças, por meio de experiências diversificadas, vivenciar diversas formas de expressão e 
linguagens, como as artes visuais (pintura, modelagem, colagem, fotografia etc.), a música, o 
teatro, a dança e o audiovisual, entre outras. Com base nessas experiências, elas se expressam 
por várias linguagens, criando suas próprias produções artísticas ou culturais, exercitando a 
autoria (coletiva e individual) com sons, traços, gestos, danças, mímicas, encenações, 
canções, desenhos, modelagens, manipulação de diversos materiais e de recursos 
tecnológicos. Essas experiências contribuem para que, desde muito pequenas, as crianças 
desenvolvam senso estético e crítico, o conhecimento de si mesmas, dos outros e da realidade 
que as cerca. Portanto, a Educação Infantil precisa promover a participação das crianças em 
tempos e espaços para a produção, manifestação e apreciação artística, de modo a favorecer o 
desenvolvimento da sensibilidade, da criatividade e da expressão pessoal das crianças, 
permitindo que se apropriem e reconfigurem, permanentemente, a cultura e potencializem 
suas singularidades, ao ampliar repertórios e interpretar suas experiências e vivências 
artísticas. 
Escuta, fala, pensamento e imaginação – Desde o nascimento, as crianças 
participam de situações comunicativas cotidianas com as pessoas com as quais interagem. As 
primeiras formas de interação do bebê são os movimentos do seu corpo, o olhar, a postura 
corporal, o sorriso, o choro e outros recursos vocais, que ganham sentido com a interpretação 
do outro. Progressivamente, as crianças vão ampliando e enriquecendo seu vocabulário e 
demais recursos de expressão e de compreensão, apropriando-se da língua materna – que se 
26 
 
torna, pouco a pouco, seu veículo privilegiado de interação. Na Educação Infantil, é 
importante promover experiências nas quais as crianças possam falar e ouvir, potencializando 
sua participação na cultura oral, pois é na escuta de histórias, na participação em conversas, 
nas descrições, nas narrativas elaboradas individualmente ou em grupo e nas implicações com 
as múltiplas linguagens que a criança se constitui ativamente como sujeito singular e 
pertencente a um grupo social. 
Desde cedo, a criança manifesta curiosidade com relação à cultura escrita: ao ouvir e 
acompanhar a leitura de textos, ao observar os muitos textos que circulam no contexto 
familiar, comunitário e escolar, ela vai construindo sua concepção de língua escrita, 
reconhecendo diferentes usos sociais da escrita, dos gêneros, suportes e portadores. Na 
Educação Infantil, a imersão na cultura escrita deve partir do que as crianças conhecem e das 
curiosidades que deixam transparecer. As experiências com a literaturainfantil, propostas 
pelo educador, mediador entre os textos e as crianças, contribuem para o desenvolvimento do 
gosto pela leitura, do estímulo à imaginação e da ampliação do conhecimento de mundo. 
Além disso, o contato com histórias, contos, fábulas, poemas, cordéis etc. propicia a 
familiaridade com livros, com diferentes gêneros literários, a diferenciação entre ilustrações e 
escrita, a aprendizagem da direção da escrita e as formas corretas de manipulação de livros. 
Nesse convívio com textos escritos, as crianças vão construindo hipóteses sobre a escrita que 
se revelam, inicialmente, em rabiscos e garatujas e, à medida que vão conhecendo letras, em 
escritas espontâneas, não convencionais, mas já indicativas da compreensão da escrita como 
sistema de representação da língua. 
Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações – As crianças vivem 
inseridas em espaços e tempos de diferentes dimensões, em um mundo constituído de 
fenômenos naturais e socioculturais. Desde muito pequenas, elas procuram se situar em 
diversos espaços (rua, bairro, cidade etc.) e tempos (dia e noite; hoje, ontem e amanhã etc.). 
Demonstram também curiosidade sobre o mundo físico (seu próprio corpo, os fenômenos 
atmosféricos, os animais, as plantas, as transformações da natureza, os diferentes tipos de 
materiais e as possibilidades de sua manipulação etc.) e o mundo sociocultural (as relações de 
parentesco e sociais entre as pessoas que conhece; como vivem e em que trabalham essas 
pessoas; quais suas tradições e seus costumes; a diversidade entre elas etc.). Além disso, 
nessas experiências e em muitas outras, as crianças também se deparam, frequentemente, com 
conhecimentos matemáticos (contagem, ordenação, relações entre quantidades, dimensões, 
medidas, comparação de pesos e de comprimentos, avaliação de distâncias, reconhecimento 
de formas geométricas, conhecimento e reconhecimento de numerais cardinais e ordinais etc.) 
27 
 
que igualmente aguçam a curiosidade. Portanto, a Educação Infantil precisa promover 
experiências nas quais as crianças possam fazer observações, manipular objetos, investigar e 
explorar seu entorno, levantar hipóteses e consultar fontes de informação para buscar 
respostas às suas curiosidades e indagações. Assim, a instituição escolar está criando 
oportunidades para que as crianças ampliem seus conhecimentos do mundo físico e 
sociocultural e possam utilizá-los em seu cotidiano. 
 
12.2 Os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para a Educação Infantil 
 
Na Educação Infantil, as aprendizagens essenciais compreendem tanto 
comportamentos, habilidades e conhecimentos quanto vivências que promovem aprendizagem 
e desenvolvimento nos diversos campos de experiências, sempre tomando as interações e a 
brincadeira como eixos estruturantes. Essas aprendizagens, portanto, constituem-se 
como objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. 
Reconhecendo as especificidades dos diferentes grupos etários que constituem a etapa 
da Educação Infantil, os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento estão sequencialmente 
organizados em três grupos por faixa etária, que correspondem, aproximadamente, às 
possibilidades de aprendizagem e às características do desenvolvimento das crianças, 
conforme indicado na figura a seguir. Todavia, esses grupos não podem ser considerados de 
forma rígida, já que há diferenças de ritmo na aprendizagem e no desenvolvimento das 
crianças que precisam ser consideradas na prática pedagógica. 
 
 
CRECHE PRÉ-ESCOLA 
Bebês (zero a 1 ano 
e 6 meses) 
Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses) 
Crianças pequenas (4 anos a 5 
anos e 11 meses) 
28 
 
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS” 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO 
Bebês (zero a 1 ano e 6 
meses) 
Crianças bem pequenas (1 
ano e 7 meses a 3 anos e 11 
meses) 
Crianças pequenas (4 anos a 
5 anos e 11 meses) 
(EI01EO01) Perceber que 
suas ações têm efeitos nas 
outras crianças e nos 
adultos. 
(EI02EO01) Demonstrar 
atitudes de cuidado e 
solidariedade na interação 
com crianças e adultos. 
(EI03EO01) Demonstrar 
empatia pelos outros, 
percebendo que as pessoas 
têm diferentes sentimentos, 
necessidades e maneiras de 
pensar e agir. 
(EI01EO02) Perceber as 
possibilidades e os limites 
de seu corpo nas 
brincadeiras e interações das 
quais participa. 
(EI02EO02) Demonstrar 
imagem positiva de si e 
confiança em sua capacidade 
para enfrentar dificuldades e 
desafios. 
(EI03EO02) Agir de 
maneira independente, com 
confiança em suas 
capacidades, reconhecendo 
suas conquistas e limitações. 
(EI01EO03) Interagir com 
crianças da mesma faixa 
etária e adultos ao explorar 
espaços, materiais, objetos, 
brinquedos. 
(EI02EO03) Compartilhar os 
objetos e os espaços com 
crianças da mesma faixa 
etária e adultos. 
(EI03EO03) Ampliar as 
relações interpessoais, 
desenvolvendo atitudes de 
participação e cooperação. 
(EI01EO04) Comunicar 
necessidades, desejos e 
emoções, utilizando gestos, 
balbucios, palavras. 
(EI02EO04) Comunicar-se 
com os colegas e os adultos, 
buscando compreendê-los e 
fazendo-se compreender. 
(EI03EO04) Comunicar suas 
ideias e sentimentos a 
pessoas e grupos diversos. 
(EI01EO05) Reconhecer 
seu corpo e expressar suas 
sensações em momentos de 
alimentação, higiene, 
brincadeira e descanso. 
(EI02EO05) Perceber que as 
pessoas têm características 
físicas diferentes, respeitando 
essas diferenças. 
(EI03EO05) Demonstrar 
valorização das 
características de seu corpo e 
respeitar as características 
dos outros (crianças e 
adultos) com os quais 
convive. 
29 
 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO 
Bebês (zero a 1 ano e 6 
meses) 
Crianças bem pequenas (1 
ano e 7 meses a 3 anos e 11 
meses) 
Crianças pequenas (4 anos a 
5 anos e 11 meses) 
(EI01EO06) Interagir com 
outras crianças da mesma 
faixa etária e adultos, 
adaptando-se ao convívio 
social. 
(EI02EO06) Respeitar regras 
básicas de convívio social 
nas interações e brincadeiras. 
(EI03EO06) Manifestar 
interesse e respeito por 
diferentes culturas e modos 
de vida. 
 (EI02EO07) Resolver 
conflitos nas interações e 
brincadeiras, com a 
orientação de um adulto. 
(EI03EO07) Usar estratégias 
pautadas no respeito mútuo 
para lidar com conflitos nas 
interações com crianças e 
adultos. 
 
 
 
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS” 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO 
Bebês (zero a 1 ano e 6 
meses) 
Crianças bem pequenas (1 
ano e 7 meses a 3 anos e 11 
meses) 
Crianças pequenas (4 anos a 
5 anos e 11 meses) 
(EI01CG01) Movimentar as 
partes do corpo para exprimir 
corporalmente emoções, 
necessidades e desejos. 
 
 
 
(EI02CG01) Apropriar-se de 
gestos e movimentos de sua 
cultura no cuidado de si e nos 
jogos e brincadeiras. 
(EI03CG01) Criar com o 
corpo formas diversificadas 
de expressão de 
sentimentos, sensações e 
emoções, tanto nas 
situações do cotidiano 
quanto em brincadeiras, 
dança, teatro, música. 
30 
 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO 
Bebês (zero a 1 ano e 6 
meses) 
Crianças bem pequenas (1 
ano e 7 meses a 3 anos e 11 
meses) 
Crianças pequenas (4 anos a 
5 anos e 11 meses) 
(EI01CG02) Experimentar 
as possibilidades corporais 
nas brincadeiras e interações 
em ambientes acolhedores e 
desafiantes. 
(EI02CG02) Deslocar seu 
corpo no espaço, orientando-
se por noções como em 
frente, atrás,no alto, 
embaixo, dentro, fora etc., ao 
se envolver em brincadeiras e 
atividades de diferentes 
naturezas. 
(EI03CG02) Demonstrar 
controle e adequação do uso 
de seu corpo em 
brincadeiras e jogos, escuta 
e reconto de histórias, 
atividades artísticas, entre 
outras possibilidades. 
(EI01CG03) Imitar gestos e 
movimentos de outras 
crianças, adultos e animais. 
(EI02CG03) Explorar 
formas de deslocamento no 
espaço (pular, saltar, dançar), 
combinando movimentos e 
seguindo orientações. 
(EI03CG03) Criar 
movimentos, gestos, olhares 
e mímicas em brincadeiras, 
jogos e atividades artísticas 
como dança, teatro e 
música. 
(EI01CG04) Participar do 
cuidado do seu corpo e da 
promoção do seu bem-estar. 
(EI02CG04) Demonstrar 
progressiva independência no 
cuidado do seu corpo. 
(EI03CG04) Adotar hábitos 
de autocuidado relacionados 
a higiene, alimentação, 
conforto e aparência. 
(EI01CG05) Utilizar os 
movimentos de preensão, 
encaixe e lançamento, 
ampliando suas 
possibilidades de manuseio 
de diferentes materiais e 
objetos. 
(EI02CG05) Desenvolver 
progressivamente as 
habilidades manuais, 
adquirindo controle para 
desenhar, pintar, rasgar, 
folhear, entre outros. 
(EI03CG05) Coordenar 
suas habilidades manuais no 
atendimento adequado a 
seus interesses e 
necessidades em situações 
diversas. 
 
 
 
31 
 
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS” 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO 
Bebês (zero a 1 ano e 6 
meses) 
Crianças bem pequenas (1 
ano e 7 meses a 3 anos e 11 
meses) 
Crianças pequenas (4 anos a 5 
anos e 11 meses) 
(EI01TS01) Explorar sons 
produzidos com o próprio 
corpo e com objetos do 
ambiente. 
(EI02TS01) Criar sons com 
materiais, objetos e 
instrumentos musicais, para 
acompanhar diversos ritmos 
de música. 
(EI03TS01) Utilizar sons 
produzidos por materiais, 
objetos e instrumentos 
musicais durante brincadeiras 
de faz de conta, encenações, 
criações musicais, festas. 
(EI01TS02) Traçar 
marcas gráficas, em 
diferentes suportes, 
usando instrumentos 
riscantes e tintas. 
(EI02TS02) Utilizar 
materiais variados com 
possibilidades de 
manipulação (argila, massa 
de modelar), explorando 
cores, texturas, superfícies, 
planos, formas e volumes ao 
criar objetos tridimensionais. 
(EI03TS02) Expressar-se 
livremente por meio de 
desenho, pintura, colagem, 
dobradura e escultura, criando 
produções bidimensionais e 
tridimensionais. 
(EI01TS03) Explorar 
diferentes fontes sonoras e 
materiais para acompanhar 
brincadeiras cantadas, 
canções, músicas e 
melodias. 
(EI02TS03) Utilizar 
diferentes fontes sonoras 
disponíveis no ambiente em 
brincadeiras cantadas, 
canções, músicas e melodias. 
(EI03TS03) Reconhecer as 
qualidades do som 
(intensidade, duração, altura e 
timbre), utilizando-as em suas 
produções sonoras e ao ouvir 
músicas e sons. 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
 
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO” 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO 
Bebês (zero a 1 ano e 6 
meses) 
Crianças bem pequenas (1 
ano e 7 meses a 3 anos e 11 
meses) 
Crianças pequenas (4 anos a 
5 anos e 11 meses) 
(EI01EF01) Reconhecer 
quando é chamado por seu 
nome e reconhecer os nomes 
de pessoas com quem 
convive. 
(EI02EF01) Dialogar com 
crianças e adultos, 
expressando seus desejos, 
necessidades, sentimentos e 
opiniões. 
(EI03EF01) Expressar 
ideias, desejos e sentimentos 
sobre suas vivências, por 
meio da linguagem oral e 
escrita (escrita espontânea), 
de fotos, desenhos e outras 
formas de expressão. 
(EI01EF02) Demonstrar 
interesse ao ouvir a leitura 
de poemas e a apresentação 
de músicas. 
(EI02EF02) Identificar e 
criar diferentes sons e 
reconhecer rimas e aliterações 
em cantigas de roda e textos 
poéticos. 
(EI03EF02) Inventar 
brincadeiras cantadas, 
poemas e canções, criando 
rimas, aliterações e ritmos. 
(EI01EF03) Demonstrar 
interesse ao ouvir histórias 
lidas ou contadas, 
observando ilustrações e os 
movimentos de leitura do 
adulto-leitor (modo de 
segurar o portador e de virar 
as páginas). 
(EI02EF03) Demonstrar 
interesse e atenção ao ouvir a 
leitura de histórias e outros 
textos, diferenciando escrita 
de ilustrações, e 
acompanhando, com 
orientação do adulto-leitor, a 
direção da leitura (de cima 
para baixo, da esquerda para a 
direita). 
(EI03EF03) Escolher e 
folhear livros, procurando 
orientar-se por temas e 
ilustrações e tentando 
identificar palavras 
conhecidas. 
(EI01EF04) Reconhecer 
elementos das ilustrações de 
histórias, apontando-os, a 
pedido do adulto-leitor. 
(EI02EF04) Formular e 
responder perguntas sobre 
fatos da história narrada, 
identificando cenários, 
personagens e principais 
acontecimentos. 
(EI03EF04) Recontar 
histórias ouvidas e planejar 
coletivamente roteiros de 
vídeos e de encenações, 
definindo os contextos, os 
personagens, a estrutura da 
33 
 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO 
Bebês (zero a 1 ano e 6 
meses) 
Crianças bem pequenas (1 
ano e 7 meses a 3 anos e 11 
meses) 
Crianças pequenas (4 anos a 
5 anos e 11 meses) 
história. 
(EI01EF05) Imitar as 
variações de entonação e 
gestos realizados pelos 
adultos, ao ler histórias e ao 
cantar. 
(EI02EF05) Relatar 
experiências e fatos 
acontecidos, histórias 
ouvidas, filmes ou peças 
teatrais assistidos etc. 
(EI03EF05) Recontar 
histórias ouvidas para 
produção de reconto escrito, 
tendo o professor como 
escriba. 
(EI01EF06) Comunicar-se 
com outras pessoas usando 
movimentos, gestos, 
balbucios, fala e outras 
formas de expressão. 
(EI02EF06) Criar e contar 
histórias oralmente, com base 
em imagens ou temas 
sugeridos. 
(EI03EF06) Produzir suas 
próprias histórias orais e 
escritas (escrita espontânea), 
em situações com função 
social significativa. 
(EI01EF07) Conhecer e 
manipular materiais 
impressos e audiovisuais em 
diferentes portadores (livro, 
revista, gibi, jornal, cartaz, 
CD, tablet etc.). 
(EI02EF07) Manusear 
diferentes portadores textuais, 
demonstrando reconhecer 
seus usos sociais. 
(EI03EF07) Levantar 
hipóteses sobre gêneros 
textuais veiculados em 
portadores conhecidos, 
recorrendo a estratégias de 
observação gráfica e/ou de 
leitura. 
(EI01EF08) Participar de 
situações de escuta de textos 
em diferentes gêneros 
textuais (poemas, fábulas, 
contos, receitas, quadrinhos, 
anúncios etc.). 
(EI02EF08) Manipular textos 
e participar de situações de 
escuta para ampliar seu 
contato com diferentes 
gêneros textuais (parlendas, 
histórias de aventura, tirinhas, 
cartazes de sala, cardápios, 
notícias etc.). 
(EI03EF08) Selecionar 
livros e textos de gêneros 
conhecidos para a leitura de 
um adulto e/ou para sua 
própria leitura (partindo de 
seu repertório sobre esses 
textos, como a recuperação 
pela memória, pela leitura 
das ilustrações etc.). 
34 
 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO 
Bebês (zero a 1 ano e 6 
meses) 
Crianças bem pequenas (1 
ano e 7 meses a 3 anos e 11 
meses) 
Crianças pequenas (4 anos a 
5 anos e 11 meses) 
(EI01EF09) Conhecer e 
manipular diferentes 
instrumentos e suportes de 
escrita. 
(EI02EF09) Manusear 
diferentes instrumentos e 
suportes de escritapara 
desenhar, traçar letras e 
outros sinais gráficos. 
(EI03EF09) Levantar 
hipóteses em relação à 
linguagem escrita, 
realizando registros de 
palavras e textos, por meio 
de escrita espontânea. 
 
 
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E 
TRANSFORMAÇÕES” 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO 
Bebês (zero a 1 ano e 6 
meses) 
Crianças bem pequenas (1 ano 
e 7 meses a 3 anos e 11 meses) 
Crianças pequenas (4 anos a 
5 anos e 11 meses) 
(EI01ET01) Explorar e 
descobrir as propriedades 
de objetos e materiais 
(odor, cor, sabor, 
temperatura). 
(EI02ET01) Explorar e 
descrever semelhanças e 
diferenças entre as 
características e propriedades 
dos objetos (textura, massa, 
tamanho). 
(EI03ET01) Estabelecer 
relações de comparação 
entre objetos, observando 
suas propriedades. 
(EI01ET02) Explorar 
relações de causa e efeito 
(transbordar, tingir, 
misturar, mover e remover 
etc.) na interação com o 
mundo físico. 
(EI02ET02) Observar, relatar 
e descrever incidentes do 
cotidiano e fenômenos naturais 
(luz solar, vento, chuva etc.). 
(EI03ET02) Observar e 
descrever mudanças em 
diferentes materiais, 
resultantes de ações sobre 
eles, em experimentos 
envolvendo fenômenos 
naturais e artificiais. 
35 
 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO 
Bebês (zero a 1 ano e 6 
meses) 
Crianças bem pequenas (1 ano 
e 7 meses a 3 anos e 11 meses) 
Crianças pequenas (4 anos a 
5 anos e 11 meses) 
(EI01ET03) Explorar o 
ambiente pela ação e 
observação, manipulando, 
experimentando e fazendo 
descobertas. 
(EI02ET03) Compartilhar, 
com outras crianças, situações 
de cuidado de plantas e animais 
nos espaços da instituição e 
fora dela. 
(EI03ET03) Identificar e 
selecionar fontes de 
informações, para responder 
a questões sobre a natureza, 
seus fenômenos, sua 
conservação. 
(EI01ET04) Manipular, 
experimentar, arrumar e 
explorar o espaço por meio 
de experiências de 
deslocamentos de si e dos 
objetos. 
(EI02ET04) Identificar 
relações espaciais (dentro e 
fora, em cima, embaixo, acima, 
abaixo, entre e do lado) e 
temporais (antes, durante e 
depois). 
(EI03ET04) Registrar 
observações, manipulações e 
medidas, usando múltiplas 
linguagens (desenho, 
registro por números ou 
escrita espontânea), em 
diferentes suportes. 
(EI01ET05) Manipular 
materiais diversos e 
variados para comparar as 
diferenças e semelhanças 
entre eles. 
(EI02ET05) Classificar 
objetos, considerando 
determinado atributo (tamanho, 
peso, cor, forma etc.). 
(EI03ET05) Classificar 
objetos e figuras de acordo 
com suas semelhanças e 
diferenças. 
(EI01ET06) Vivenciar 
diferentes ritmos, 
velocidades e fluxos nas 
interações e brincadeiras 
(em danças, balanços, 
escorregadores etc.). 
(EI02ET06) Utilizar conceitos 
básicos de tempo (agora, antes, 
durante, depois, ontem, hoje, 
amanhã, lento, rápido, 
depressa, devagar). 
(EI03ET06) Relatar fatos 
importantes sobre seu 
nascimento e 
desenvolvimento, a história 
dos seus familiares e da sua 
comunidade. 
 (EI02ET07) Contar oralmente 
objetos, pessoas, livros etc., em 
contextos diversos. 
(EI03ET07) Relacionar 
números às suas respectivas 
quantidades e identificar o 
antes, o depois e o entre em 
uma sequência. 
36 
 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO 
Bebês (zero a 1 ano e 6 
meses) 
Crianças bem pequenas (1 ano 
e 7 meses a 3 anos e 11 meses) 
Crianças pequenas (4 anos a 
5 anos e 11 meses) 
 (EI02ET08) Registrar com 
números a quantidade de 
crianças (meninas e meninos, 
presentes e ausentes) e a 
quantidade de objetos da 
mesma natureza (bonecas, 
bolas, livros etc.). 
(EI03ET08) Expressar 
medidas (peso, altura etc.), 
construindo gráficos básicos. 
 
13 A TRANSIÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL PARA O ENSINO FUNDAMENTAL 
 
Ao longo de seu desenvolvimento, a criança passa por vários períodos de transição. 
Uma das mais importantes diz respeito ao período em que deixa o convívio familiar e passa a 
fazer parte do ambiente escolar, convivendo com outras crianças da mesma faixa etária. Outro 
momento significativo é a passagem da creche para a pré-escola, quando a criança já adquiriu 
vivências e experiências diversificadas. 
Após a conclusão da primeira etapa da Educação Básica, a criança entra em um novo 
ciclo de desafios. O novo ambiente escolar é cheio de exigências e de regras de condutas com 
as quais ela, muitas vezes, não está familiarizada. Assim, é necessário que essa transição seja 
feita de modo tranquilo e sem traumas, pois em alguns casos exige-se da criança um domínio 
de alfabetização e letramento sem que ela ainda tenha a maturidade necessária para tal. 
Importante à observação de que: 
 
Educação Infantil e Ensino Fundamental são frequentemente separados. Porém, do 
ponto de vista da criança, não há fragmentação. Os adultos e as instituições é que 
muitas vezes opõem Educação Infantil e Ensino Fundamental, deixando de fora o 
que seria capaz de articulá-los: a experiência com a cultura. Questões como 
alfabetizar ou não na Educação Infantil e como integrar Educação Infantil e Ensino 
Fundamental continuam atuais. Temos crianças, sempre, na Educação Infantil e no 
Ensino Fundamental (KRAMER, 2007:19). 
 
 
Assim, esse período de transição deve ser compreendido como um processo contínuo 
e não fragmentado, pois as crianças da Educação Infantil são as mesmas que irão para o 
37 
 
Ensino Fundamental, tornando necessário criar ambientes e práticas que respeitem as 
características de cada faixa etária, ao mesmo tempo que promovam aprendizagens 
compatíveis com suas necessidades. O foco deve ser sempre o bem-estar e o desenvolvimento 
integral das crianças nas diferentes etapas, a partir da articulação entre cuidar e educar, que 
deve perpassar toda a Educação Básica. 
A transição entre essas duas etapas da Educação Básica requer muita atenção, para 
que haja equilíbrio entre as mudanças introduzidas, garantindo integração e continuidade dos 
processos de aprendizagens das crianças, respeitando suas singularidades e as diferentes 
relações que elas estabelecem com os conhecimentos, assim como a natureza das mediações 
de cada etapa. 
Torna-se necessário estabelecer estratégias de acolhimento e adaptação tanto para as 
crianças quanto para os docentes, de modo que a nova etapa se construa com base no que a 
criança sabe e é capaz de fazer, em uma perspectiva de continuidade de seu percurso 
educativo. 
Para isso, as informações contidas em relatórios, portfólios ou outros registros que 
evidenciem os processos vivenciados pelas crianças ao longo de sua trajetória na Educação 
Infantil podem contribuir para a compreensão da história de vida escolar de cada aluno do 
Ensino Fundamental. Conversas ou visitas e troca de materiais entre os professores das 
escolas de Educação Infantil e de Ensino Fundamental – Anos Iniciais também são 
importantes para facilitar a inserção das crianças nessa nova etapa da vida escolar. 
Argumentamos que a importância da consolidação da identidade da Educação 
Infantil (com base nas especificidades da faixa etária das crianças, a construção de práticas 
pedagógicas que integrem o educar e o cuidar, centradas nas interações e nas brincadeiras, e 
que considerem a relação com as famílias) necessita dialogar com a continuidade do processo 
de escolarização da infância. Tal argumento se assenta na consideração de que o foco 
principal das práticas educativas, tanto na Educação Infantilquanto nos anos iniciais do 
Ensino Fundamental, é o sujeito e sua relação com a cultura. Tal foco possibilitaria a 
construção de uma continuidade educativa no processo de escolarização das crianças. Pois, 
segundo Zabalza (1998:32): 
A criança, ao deixar a Educação Infantil, deve possuir um repertório de 
experiências e destrezas mais amplo, rico e eficaz, que expresse o 
trabalho educativo realizado durante os primeiros anos de escolaridade. 
Não se trata apenas de que a criança seja feliz e esteja sendo cuidada 
durante esses anos. Trata-se de fazer justiça ao seu potencial de 
desenvolvimento durante anos que são cruciais. 
 
 
38 
 
Essa transição, como qualquer outra, requer atenção e cuidado por parte da família e 
dos educadores. Quando a escola oferece em um mesmo espaço as duas etapas – Educação 
Infantil e Ensino Fundamental -, há possibilidade de essa transição acontecer de forma mais 
tranquila, porque as crianças já têm convivência com as pessoas dos dois espaços, sendo 
necessário dar atenção especial à alteração da rotina escolar. Mas quando as instituições de 
Educação Infantil e do Ensino Fundamental estão em prédios distintos, esse processo se torna 
mais complexo, sendo necessário que os educadores das duas etapas e instituições promovam 
ações para minimizar possíveis transtornos e/ou dificuldades. 
Gestores e professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental necessitam 
estabelecer um diálogo sobre a transição entre as duas etapas, traçando métodos e estratégias 
para o desenvolvimento integral do educando. Isso requer a revisão da proposta pedagógica 
para que contemple as respectivas especificidades, visando o desenvolvimento e a 
aprendizagem em suas diferentes faixas etárias. 
Conforme bem ressaltado no texto da BNCC: 
 
A transição entre essas duas etapas da Educação Básica requer muita atenção, para 
que haja equilíbrio entre as mudanças introduzidas, garantindo integração e 
continuidade dos processos de aprendizagens das crianças, respeitando suas 
singularidades e as diferentes relações que elas estabelecem com os conhecimentos, 
assim como a natureza das mediações de cada etapa. Torna-se necessário estabelecer 
estratégias de acolhimento e adaptação tanto para as crianças quanto para os 
docentes, de modo que a nova etapa se construa com base no que a criança sabe e é 
capaz de fazer, em uma perspectiva de continuidade de seu percurso educativo 
(BRASIL, 2017:51). 
 
 
Desse modo, é necessário buscar estratégias para garantir que os processos de 
aprendizagem vivenciados pelas crianças da Educação Infantil tenham continuidade sem 
mudanças abruptas no Ensino Fundamental, no sentido de respeitar seus estágios peculiares 
de desenvolvimento e concretizar seu direito à educação. 
 
14 PROPOSTA DE TRABALHO COM A COMUNIDADE ESCOLAR 
 
 Entendemos que educação é um processo contínuo que se desenvolve no ambiente 
familiar e social, o que torna importante desenvolver ações que envolvam o contexto familiar 
e a sua relação com o escolar. A relação família-escola é um dos mais importantes fatores 
para a melhoria da aprendizagem. 
A participação efetiva dos pais e de outros agentes sociais no processo de 
aprendizagem facilita a prática pedagógica dos professores. Nossa Escola incentiva e apoia a 
39 
 
articulação família-escola, pois acreditamos que, através do diálogo e da reflexão coletiva, 
possam surgir ações positivas propiciadoras da concretização do interesse comum de ambas 
as instituições: o sucesso da formação do cidadão que as exigências sociais preceituam. 
A Creche escola procura envolver a família dos alunos em atividades escolares. Não 
para falar dos problemas, mas para ouvi-los nas diferentes situações educativas e de 
aprendizagem desenvolvidas com seus filhos, além de buscar engajá-los em algum 
movimento realizado pela escola como: projetos, festas, desfiles escolares, etc. 
 Acreditamos ser fundamental que escola e a família sigam os mesmos princípios e 
critérios, bem como a mesma direção em relação aos objetivos que desejam atingir. 
Para isso, procuramos ouvir os responsáveis, conhecer as expectativas e modos de 
vida, seus valores – a sua cultura. Por outro lado, é essencial o conhecimento da instituição 
por aqueles que nos entregam os seus filhos. 
Achamos imprescindível o incentivo à participação da comunidade no que se refere 
ao modo de funcionamento da escola, ao Regulamento Interno, aos espaços, aos recursos 
materiais e humanos, aos projetos, aos objetivos, métodos de trabalho e ensino e ao que a 
escola pretende das aprendizagens. 
 
“A participação em todos os níveis do processo educacional garantirá que a 
apreensão de outros conteúdos culturais se faça a partir dos valores próprios 
dessa comunidade. Essa participação se efetivará através da integração do 
processo educacional às demais dimensões da vida comunitária e da geração e 
operacionalização de situações de aprendizagem com base no repertório 
cultural.” (HORA, 1997, p. 21). 
 
 
Uma conversa franca dos professores com os pais, em reuniões simples, organizadas, 
onde lhes é permitido falar e opinar sobre todos os assuntos é de grande valia na tentativa de 
entender melhor os filhos/alunos. Nossos professores procuram realizar esta parceria, visando, 
com a proximidade dos pais na escola, que a família esteja cada vez mais preparada para 
ajudar seus filhos. 
Vemos a escola como um espaço de contradições, respeito às diversidades e isto 
torna nosso trabalho mais produtivo. 
A realização de oficinas com a participação dos alunos, professores, pais e outros 
agentes locais é essencial para que se conheça a Escola que vai participar e colaborar na 
educação de suas crianças. 
 As formas de convite para participação é variada: por meio de reuniões profissionais 
específicas, conversas individuais, visitas a espaços institucionais, elaboração de boletins 
40 
 
informativos, e outras maneiras criadas no próprio processo, esclarecendo, sempre e de forma 
objetiva, as razões desta iniciativa tomada pela escola. 
Assim sendo, reafirmamos a relevância da participação das famílias e de outros 
atores da comunidade, seja na colaboração em atividades escolares com participação dos 
espaços de gestão, seja trazendo para a escola saberes não escolares existentes na 
comunidade. 
 
15 PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA E APERFEIÇOAMENTO DA 
EQUIPE ESCOLAR 
 
Pelas características do mundo contemporâneo, torna-se visível que os novos tempos 
exigem um padrão educacional que esteja voltado para o desenvolvimento de um conjunto de 
competências e de habilidades essenciais, a fim de que os alunos possam fundamentalmente 
compreender e refletir sobre a realidade, participando e agindo no contexto de uma sociedade 
comprometida com o futuro. 
Assim, faz-se necessário a busca de uma nova reflexão no processo educativo, onde 
o agente escolar passe a vivenciar essas transformações de forma a beneficiar suas ações, 
podendo buscar novas formas didáticas e metodológicas de promoção do processo ensino 
aprendizagem com seu aluno, sem com isso ser colocado como mero expectador dos avanços 
estruturais de nossa sociedade, mas um instrumento de enfoque motivador desse processo. 
 A escola não pode ser “lecionadora”, ela deve ser “gestora do conhecimento”. 
O professor, nesse contexto, deve ter em mente a necessidade de se colocar em uma 
postura norteadora do processo ensino-aprendizagem, levando em consideração que sua 
prática pedagógica em sala de aula tem papel fundamental no desenvolvimento intelectual de 
seu aluno, podendo ele ser o foco de crescimento ou de introspecção do mesmo quando da sua 
aplicação metodológica na conduçãoda aprendizagem. 
O educador torna-se um mediador do conhecimento, diante do aluno que é o sujeito 
da sua própria formação. Ele precisa construir conhecimento a partir do que faz e, para isso, 
também precisa ser curioso, buscar sentido para o que faz e apontar novos significados para o 
que fazer dos seus alunos. 
A aprendizagem centrada no aluno pressupõe acreditar no educando, sabendo-o 
capaz de aproveitar as oportunidades para desenvolver ao máximo suas potencialidades e 
compreender a importância de sua participação social. 
41 
 
A grande força do professor reside no exemplo que dá, manifestando a sua 
curiosidade, sua abertura de espírito, mostrando-se pronto a sujeitar as suas hipóteses à prova 
de fatos e até a reconhecer os próprios erros. O trabalho e o diálogo com o professor ajudam a 
desenvolver o senso crítico do aluno. 
 Assim sendo, a Creche Escola busca capacitar os professores para uma visão 
emancipadora, visando transformar a informação em conhecimento e em consciência crítica, 
além de formar pessoas, fazendo fluir o saber (não o dado, a informação e o puro 
conhecimento), para construir sentido para a vida das pessoas e para a humanidade, para a 
construção de um mundo mais justo, mais produtivo e mais saudável para todos. 
Em nossa Escola, o professor participa das discussões e elaboração da Proposta 
Pedagógica, da organização curricular, da elaboração de projetos, bem como da seleção de 
materiais pedagógicos. 
 Sabemos o quanto a formação continuada do professor é essencial e ela é realizada 
através da participação em grupos de estudos e reflexões que discutem os processos de ensino 
e de aprendizagem, visando melhorar a sua prática pedagógica, pois o envolvimento em 
situações problema advindos de suas práticas pedagógicas, associadas ao trabalho diário de 
maneira a construir modelos, possibilitam um aprofundamento de conhecimentos 
profissionais. 
Também a formação continuada, com apoio de profissionais/ especialistas do ramo, é 
uma política adotada pela Secretária de Educação na tentativa de aperfeiçoamento dos 
recursos humanos, iniciando-se com a jornada pedagógica trabalhando-se diversos temas, a 
serem ministrados pelos próprios profissionais da rede de ensino, brevemente selecionados de 
acordo com a nossa necessidade e realidade. 
As atividades de planejamento, replanejamento, o horário semanal de trabalho 
pedagógico, as reuniões pedagógicas, os conselhos de classe/ano, são espaços onde se 
privilegiam o estudo, a reflexão, a construção e as tomadas de decisão do fazer pedagógico 
coletivo visando ao refinamento e melhora do processo de ensino e aprendizagem de nossos 
alunos, juntamente com a coordenação pedagógica da Educação Infantil e seus supervisores 
em parceria com a Educação Municipal. 
 
 
 
 
42 
 
 
16 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Esta Proposta Pedagógica foi atualizada após ampla discussão envolvendo o corpo 
docente, a coordenação e a Direção considerando, também, as opiniões e experiências 
compartilhadas nos diversos contatos ocorridos ao longo do ano letivo de 2018, sendo 
completada pelo Plano de Gestão Estratégico. 
A mesma é um projeto que vem aprimorar a qualidade da Educação Infantil, tanto 
pelo seu resultado, quanto pelo seu processo de construção. A instituição te a possibilidade 
de construir um documento que se constitui em fundamentação das práticas reais a serem 
adotadas no cotidiano da C.E.C.R. 
Sendo que a proposta é um instrumento de trabalho que nos dá a direção do saber 
pedagógico, e ao mesma é construída com a participação de todos profissionais da instituição, 
familiares e representantes da comunidade local. Rendo como principal função garantir o 
desenvolvimento integral da criança em seus aspectos físico, psicológico e intelectual. 
Portanto, a nossa Proposta Pedagógica tem o compromisso de interdisciplinar por 
partes dos profissionais envolvidos, que deverão estra em constante reflexão e em permanente 
reconstrução. A mesma nos possibilitou a reflexão sobre as mudanças ocorridas no atual 
cenário da Educação Infantil, a cerca das novas concepções voltadas para o processo de 
ensino aprendizagem, permitindo assumir novos papéis dentro dos novos princípios da 
educação, pautados em uma postura ética e cidadã. Certos de que este caminho será 
significativo para a formação de uma mentalidade da gestão e ação desta instituição de 
Educação Infantil. 
 
REFERÊNCIAS 
 
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Escola. Disponível em < http://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/a-pratica-
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