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Bactérias Produtoras de Beta-Lactamase Bactérias Produtoras de Beta- Lactamase As beta lactamases são enzimas produzidas por algumas bactérias e são responsáveis por sua resistência a antibióticos beta-lactâmicos como as penicilinas, cefalosporinas, cefamicinas e carbapenemas. Anel Beta-lactama; ESBL: Beta-lactamases de espectro ampliado (Extended-Spectrum Betalactamase); Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae; 4 Mecanismo de Ação A hidrólise do anel beta-lactâmico do núcleo estrutural das penicilinas - o ácido 6-aminopenicilâmico - provoca a formação do ácido penicilóico desprovido de atividade antimicrobiana. Os antibióticos beta-lactâmicos são classificados pela semelhança estrutural adicionados de radicais que fornecem a estabilidade dessa droga. Mecanismo de ação dos Antibióticos Mecanismo de ação dos Antibióticos Inativação Enzimática da droga; Alteração no receptor a droga e na modificação do sistema metabólico ativo para a droga e síntese das vias metabólicas alternativas. Alterações do sistemas de transporte e ativação da droga no meio intracelular; Alterações da permeabilidade da droga; *Inibição ou inativação produzida pelo próprio m.o é o principal mecanismo molecular de resistência Inibidores de Beta-Lactamase Os inibidores de β-lactamase são estruturalmente semelhantes às penicilinas, retendo a ligação amida do grupo beta-lactâmico, mas possuem uma cadeia lateral modificada. Tais aspectos estruturais permitem aos inibidores ligar-se irreversivelmente às β-lactamases como substratos suicidas, mantendo-as inativas. Inibidores de Beta-Lactamase Atualmente, três inibidores de β-lactamase são frequentemente usadas na clínica médica, sulbactam, tazobactam e ácido clavulânico. Diagnóstico Disco aproximação(Metodologia para triagem inicial) Antibiograma característico de ESBL positiva: Diagnóstico E – test Houve inibição da cepa na presença do ácido clavulânico, (segundo a regra, relação > 8); Para conclusão do resultado é necessária a realização do teste também com a fita de cefotaxima e cefotaxima/ácido clavulânico Epidemiologia ESBL no Brasil As ESBL (Beta lactamases de espectro estendido) tornaram-se o principal problema de saúde pública no que diz respeito às infecções nosocomiais(hospitalares) e comunitárias por membros da família Enterobacteriaceae, destacando-se a rápida disseminação dessas enzimas e o surgimento constante de novas variantes. No Brasil, a produção de ESBL em Enterobacteriaceae também é alarmante e infelizmente, não existem programas de vigilância de abrangência nacional referentes à resistência bacteriana e a seus mecanismos, tornando-se difícil estimar a proporção de produtores de ESBL na federação. No Brasil, a maior preocupação inclui as altas taxas de resistência a Klebsiella pneumoniae e Escherichia coli, embora as ESBL estejam amplamente disseminadas entre os membros da família Enterobacteriaceae. Em relação à família Enterobacteriaceae no Brasil, o isolamento de ESBL é descrito em diversos patógenos de origem hospitalar e comunitária, inserindo Klebsiella spp., Escherichia coli, Salmonella enterica, Citrobacter spp., Enterobacter spp., Proteus mirabilis e Serratia marcescens. Tratamento O tratamento da beta-lactamase pode ser feito por diversos antibióticos do grupo das penicilinas, cefalosporinas, cefamicinas e cabapenemas que tem em comum na sua estrutura molecular um anel de quatro atamos conhecido como Beta-lactama. Para que não ocorra a utilização de antibióticos inócuos contra determinada bactérias, devemos saber a origem da bactéria e usar uma droga utilizada na rotina terapêutica determinada a infecção. Tratamento Infecção urinaria: Amplicina 500mg (VO) de 6 / 6 horas; Cloranfenicol 100mg (IV / OV) de 6 / 6 horas, quando a bactéria for resistente a vacomicina; Endocardite: infecção que atinge parte da membrana que encobre as válvulas cardíacas; Ampicilina 300mg (IV) 6 / 6 horas + gentamicina 80mg (IV) de 8 / 8 horas; Daptomicina 6mg/kg de 24 / 24 horas, quando a bactéria for resistente a vancomicina; OBRIGADA PELA ATENÇÃO!!