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Trabalho de resumo da matéria Sistemas de computação e de informação Unidade 4 Gestão da informação e do conhecimento 2019 Unopar Introdução Unidade 4 Nesta unidade você entrará em contato com várias técnicas que visam auxiliar organizações (empresas, ONGS, instituições de ensino e pesquisa, órgãos governamentais, etc.) a lidarem com as informações que, ao longo de sua existência, coletam, armazenam e utilizam em suas ações diárias. O centro de nossas atenções nessa unidade final será a Gestão do Conhecimento. Aqui estão os principais assuntos desta unidade e suas respectivas seções: Seção 4.1: Gestão da Informação e do Conhecimento Seção 4.2: Business intelligence Seção 4.3: Etl, data warehouse e data marts Seção 4.4: Olap e data mining 2019 Unopar Seção 4.1 Dado, informação, conhecimento Dado – elemento (símbolo ou sequência de símbolos) quantificado ou quantificável. Tudo aquilo a que podemos atribuir uma quantidade pode ser considerado um dado. Informação – abstração informal que alguém faz acerca de um conjunto de dados, que atribui algum significado maior para estes dados. O que isto quer dizer? Quer dizer que a informação, por natureza, não é formal, pois é feita individualmente por cada um de nós(experiência individual). Conhecimento – elemento de caracterização mais delicada, é a informação que passa pela experiência pessoal e íntima da pessoa que o possui. Ou seja, a pessoa precisou passar por uma experiência mais profunda e constante sobre o assunto para obter “conhecimento”. As dimensões do conhecimento nas organizações Para que possamos gerenciar o conhecimento, devemos primeiro entender como se comporta esse conhecimento de acordo com suas propriedades. Chamaremos essas propriedades de “dimensões”. Para fins de nossos estudos, vamos conhecer as três dimensões do conhecimento: Natureza – O que é conhecimento em sua essência? Pode ser comparado a um objeto que pode ser duplicado, transportado, manipulado e compartilhado? Ou é um processo único, de difícil controle? Disponibilidade – De que forma o conhecimento é disponibilizado e acessado em uma organização? Pode ser conhecimento tácito, que o indivíduo traz dentro de si, fruto de sua experiência e de sua trajetória de vida, e o conhecimento explícito, que nos é ensinado e que é fácil de expressar em palavras. Valor – Qual é o valor para a organização de um conhecimento que possua? Estratégias para gestão do conhecimento Qual o objetivo principal, isto é, para que serve essa tal de Gestão do Conhecimento? “O objetivo estratégico da Gestão do Conhecimento é converter conhecimento em vantagem competitiva que possa ser medida no sucesso dos negócios”. Podemos dividir esse objetivo principal em três objetivos específicos com relação ao conhecimento: Objetivos Normativos do Conhecimento – Buscam identificar os valores (no sentido mais amplo do termo) empresariais e comportamentos individuais que sejam relevantes para que a empresa seja competitiva de forma duradoura, a longo prazo. Objetivos Estratégicos do Conhecimento – Buscam identificar formas para se converter o conhecimento disponível em sucesso nos negócios, bem como identificar novos conhecimentos necessários para o crescimento da empresa. Objetivos Operacionais do Conhecimento – Buscam operacionalizar o conhecimento disponível já identificado na condução dos projetos e operações da empresa em seu dia a dia. Para que a instituição possa criar uma estratégia de Gestão do Conhecimento, as respostas a cinco questões podem auxiliar bastante. Essas cinco questões são: 1. Os stakeholders (executivos, colaboradores e acionistas) têm ciência da importância do conhecimento para o sucesso da instituição? 2. Quais estratégias da instituição devem contar com o apoio do conhecimento existente ou a ser obtido? 3. Que conhecimento a instituição tem disponível e que conhecimento a instituição deve obter para manter-se competitiva? 4. Como alavancar os recursos de conhecimento da instituição? 5. Como a instituição deve organizar seu conhecimento e suas ações para o conhecimento de modo a preparar-se para a competitividade pelo conhecimento que se acirra cada vez mais no mercado? A tecnologia e a gestão do conhecimento A Gestão do Conhecimento pode contar com o apoio de várias ferramentas para fazer crescer e disseminar o conhecimento. Algumas dessas ferramentas mais tradicionais são: Departamento de Recursos Humanos – Certamente a mais tradicional forma de gerenciar-se o conhecimento em uma empresa. Departamento de Treinamento – Outro recurso de importantíssimo papel dentro da instituição para garantir que ela tenha ao se dispor o conhecimento de que necessita. Eventos (congressos, seminários, feiras etc.) – Ferramentas à disposição do setor de treinamentos da instituição e dos gestores, em geral, que facilitam o acesso ao conhecimento necessário à instituição. Biblioteca da Instituição – Pode ou não ser subordinada à Diretoria de Treinamento e contém os livros, periódicos e demais materiais necessários à instituição. A seguir, estão listadas algumas das ferramentas(Empresa 2.0) que podem auxiliar as empresas na condução da Gestão do Conhecimento: Ferramentas colaborativas de escritório (office tools) – Já bastante disseminadas, mas ainda com bastante potencial não utilizado: E-mail – A ferramenta mais antiga de colaboração da era digital. Calendário comum – Toda plataforma de automação de escritório tem, contudo, nem todas as instituições utilizam. Reuniões de brainstorm – Trocas de livres de ideias sobre um assunto definido. Ferramentas de criação e edição colaborativa de documentos – Ferramentas do tipo “Office”, mas que permitem o acesso simultâneo de várias partes. Wikis – Ferramentas colaborativas de adição e edição de conteúdo. Blogs de colaboradores e parceiros – Bastante úteis para que conteúdo pertinente à instituição seja compartilhado entre colegas. Ferramentas de mensagem instantânea em dispositivos móveis – Quando utilizadas para fins da Gestão do Conhecimento, e não para fins de entretenimento. Ferramentas de Alerta de conteúdo – Também conhecidas como RSS (Really Simple Syndication), alertam o usuário para conteúdo de seu interesse. Ferramentas de Business Intelligence – Feramentas de apoio à tomada de decisão a partir da análise de dados. Ferramentas de Data Warehouse – Ferramentas de agregação e normatização de dados. Ferramentas de Data Mining – Ferramenta de busca de dados relevantes em grandes massas de dados. Seção 4.2 Nesta seção, vamos entender e aprender como enfrentar os principais desafios ligados a esta questão, o que vai nos ajudar no processo de conhecer e compreender as principais tecnologias relacionadas à informação e à comunicação. O que é Business Intelligence? Luhn (1958) começa a discorrer sobre Business Intelligence (Inteligência de Negócios) pelo básico: apresenta uma definição de “Inteligência” e uma definição de “Negócio”. Inteligência: “a capacidade de apreender as inter-relações dos fatos(dados) apresentados de forma a orientar a ação para um objetivo desejado”. Negócio: “o conjunto de atividades desempenhadas para se atingir objetivos em quaisquer dos campos da ciência, tecnologia, comércio, indústria, legislação, governo, defesa, etc.” Características e desafios da Business Intelligence (BI) Podemos identificar nos estudos de Business Intelligence (BI) as seguintes características: Função – A principal função da BI, como já mencionado, é dar apoio à tomada de decisões dentro da instituição, com base em dados e informações à disposição da instituição. Fundamentação – A BI está fundamentada na constatação de que decisões estratégicas são tomadas, na maioria das vezes, com base em informações empíricas, que podem ser obtidas por meio da análise de dados. Implantação – A BI é implantada por meio de um sistemade informação específico, sistema esse que se assenta sobre a infraestrutura de TI e comunicação digital da instituição. Entrega – A BI deve, sobretudo, ser capaz de entregar as análises necessárias, no tempo adequado, para as pessoas corretas dentro da instituição. Cada uma dessas características traz, em si, uma série de desafios que precisam ser enfrentados pela instituição que deseja implementar a disciplina BI: Desafios de Função – Encontrar uma lógica do negócio que seja bem estruturada e orientada a/por processos. Esse desafio torna-se ainda mais complexo diante da descentralização física e lógica dos dados e informações da instituição. Desafios de Fundamentação – A tomada de decisões com base em informações empíricas fica ainda mais complexa quando adicionamos as informações disponíveis na internet, que devem ser filtradas e estruturadas (uma vez que são a própria definição da desestruturação) para serem de utilidade no processo de tomada de decisões. Desafios de Implantação – A implantação de sistemas de BI deve levar em conta que muitos sistemas — incluindo a própria BI — podem ser implantados não somente sobre a infraestrutura da instituição, mas também sob forma de SaaS (Software as a Service) em algum dos inúmeros serviços de computação na nuvem disponíveis. A integração de sistemas ditos on-site (fundamentados na infraestrutura da instituição e off-site (fundamentados em infraestrutura alheia) é um desafio imenso para a BI. Desafios de Entrega – Os dispositivos móveis apresentam uma nova dimensão aos desafios da BI, pois aumentam em pelo menos uma ordem de grandeza a quantidade dos requisitos por informações para tomada de decisão. Aumentam também a necessidade por informações atualizadas instantaneamente, mantendo, claro, a qualidade destas informações. Contextualizando a Business Intelligence (BI) Uma vez que entendemos o que é BI e para que serve, é hora de analisarmos outra questão de suma importância: em que se aplica a BI dentro de um contexto de negócios? Grossmann e Rinderle-Ma (2015) apresentam quatro cenários que contextualizam a utilização e os benefícios de BI. Vejamos: BI em um contexto tático, separado da gestão estratégica – Nesta situação, as técnicas e ferramentas de BI são utilizadas para atingir resultados localizados em um departamento ou em uma divisão da organização, resultados esses que não precisam ser normatizados nem consistentes com os rumos estratégicos da organização. BI como apoio ao desempenho estratégico – Nesta situação, as ferramentas de BI são utilizadas para coletar dados e gerar informações acerca dos resultados sendo obtidos pela implantação das estratégias adotadas pela organização. Em outras palavras, neste contexto, BI responde às questões: as estratégias estão dando resultados? Quantitativamente, que resultados estão sendo obtidos? BI como ferramenta para refinamento de estratégias – Nesta situação, damos “um passo a diante” com a BI, utilizando as ferramentas não em ações táticas (uma campanha de marketing, por exemplo), mas, sim para mensurar e aferir os resultados de uma estratégia em si. Neste contexto, as respostas obtidas pelas ferramentas de BI ajudam a refinar a estratégia no sentido de obter melhores resultados. BI como recurso estratégico – Nesta situação, que é o patamar mais alto, as ferramentas de BI são utilizadas não apenas para o refinamento das estratégias, mas também para sua construção.