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O que é uma PCR? É uma situação caracterizada pela perda da capacidade de batimento cardíaco eficaz e pela descontinuidade do fluxo sanguíneo no coração e no corpo. Pode ser de origem primaria ou secundaria. Primária: Pensa em algum defeito no coração, alguma falência no sistema de condução até mesmo de um problema na musculatura cardíaca, que pode estar isquemiada. Secundária: Alguma outra patologia já existente, exemple de TPE ou pct intoxicado que pode gerar a PCR. Nenhuma situação clinica supera a prioridade de uma PCR. Prognostico está diretamente ligado a uma intervenção precoce e eficaz. PCR descrita em 3 fases: ELÉTRICA: Primeiros 5 min da PCR (Importante para abordagem no PCR) Reorganização do ritmo elétrico que é determinante para o RCE (Retorno da Circulação Espontânea) Tx: Desfibrilação HEMODINÂMICA: Comprometimento metabólico por debilidade miocárdica Tratamento: Realizar RCP por 2 min, pra reperfusão miocárdica antes da desfibrilação em ritmos chocáveis. (Recomendação 2b) METABÓLICA: Miocárdico inviável (Isquemia) Taxas de alta hospitalar com pct nesse nível são mínimas. Acidose metabólica lática. Características do ECG normal: É composto basicamente por: Onda P Complexo QRS Onda T RITMOS DE PARADA RITMOS CHOCÁVEIS: Imprescindível o uso do DEA. Fibrilação Ventricular (FV) Taquicardia Ventricular Sem Pulso (TVsp) RITMOS NÃO CHOCAVEIS Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) Assistolia FIBRILAÇÃO VENTRICULAR (FV) Ritmo mais grave e frequente; Caracterizado por contração e bombeamento ineficaz; Potencialmente reversível; Tratamento: Desfibrilação. Fenômeno de reentrada: Não acontece o período refratário, assim acontecendo a fibrilação. Possíveis causas: Choques elétricos no coração; Isquemia do musculo cardíaco ou do sistema de condução especializado, ICC, Choque Hipovolêmico (; Commotio Cordis: Tratando-se de uma morte súbita por arritmia cardíaca provocada pelo impacto de um objeto contra o lado esquerdo do tórax. Obrigatoriamente deve ocorrer na região da silhueta cardíaca. A velocidade do impacto também possui uma relação. Impactos acima de 40 mph possuem mais de 70% da chance de ocorrer. O mais importante fator é o momento do impacto. É necessário que ocorra nos primeiros 20 a 40 milésimos de segundo na fase de repolarização cardíaca (fase inicial da onda T no eletrocardiograma). Possível perceber pelo ECG se faz tempo que o pct esta fibrilando ou não, através da análise da amplitude do QRS. Quanto maior o tempo menor a amplitude por conta da diminuição da concentração dos eletrólitos. TAQUICARDIA VENTRICULAR SEM PULSO (TVsp) Ritmo elétrico organizado Complexo QRS presentes com frequência elevada Ausência de pulso “Coração cansa”, bate muito rápido não sendo efetiva as fases de sístole e diástole, evoluindo para uma fibrilação. ATIVIDADE ELÉTRICA SEM PULSO (AESP) Ritmo sinusal brade cárdico que progride para ritmo juncional com ausência de pulso central Função contrátil adequada, pré-carga inadequada. ASSISTOLIA Ritmo associado a nenhuma atividade elétrica discernível Pior prognostico, apensa 7% dos pacientes tem alta Ritmo final: Todas as outras evoluem para assistolia A PCR é desencadeada na maioria dos casos por fibrilação ventricular (FV) associada a evento isquêmico miocárdico ou distúrbio elétrico primário. PCR: FV/TV sem pulso: CHOQUE IMEDIATO FV: Atividade elétrica caótica, contração do coração ineficaz TV: Ritmo elétrico organizado, QRS largos > 0,12m. Sem ondas P identificáveis (na ausência de pulso é tratado com FV) Após 1º choque, manter o PCR, deve-se proceder a aplicação de monitor, oxigênio e acesso venoso (MOV) Drogas: IO (Cânula traqueal): Atropina, naloxona (antagonista opioide), Epinefrina e Lidocaína (Para a lidocaína surtir o mesmo efeito que IV, deve-se administrar 2-2,5 x a dose IV) Edovenosas: Epinefrina: Primeira escolha vasopressor 1mg EV de 3-5 min Amidarona: Se refrataria Medicamento antiarrítmico 300mg IV em BOLUS AESP ou ASSITOLICA Ritmo não passível de choque, pois o choque ira desorganizar RCP -> MONITOR -> INTUBAÇÃO -> ACESSO VENOSO Checar o ritmo em 2 derivações Cuidados pós RCP: Medida mais efetiva: Hipotermia induzida Controlar hemodinâmica: Volume, drogas vasoativas, antiarrítmicas e corrigir hipotensão Causas reversíveis: 5H: Hipóxia Hipovolemia Hidrogênio (Acidose) Hiper/Hipocalemia Hipotermia 5T: Toxinas Tamponamento cardíaco Trombose coronariana Tromboembolismo Pulmonar Tensão do tórax (Pneumotórax Hipertensivo)