Prévia do material em texto
PEDIATRIA - PALS SEMANA 1 LARA BASTOS MASCARENHAS INTRODUÇÃO PRINCIPAL CAUSA DE PCR: HIPÓXIA. PCR NA PEDIATRIA É RARAMENTE SÚBITA. CONSEQUÊNCIA DE PIORA PROGRESSIVA RESPIRATÓRIA OU CARDIOCIRCULATÓRIO. · CAUSAS MAIS COMUNS DE PCR NO AMBIENTE HOSPITALAR: SEPSE, IR, TOXICIDADE POR DROGAS, DOENÇAS METABÓLICAS E ARRITMIAS. · CRIANÇAS PARAM POR HIPÓXIA LEMBRE DISSO!!! SEQUÊNCIA DE ATENDIMENTO C-A-B. COMPRESSÕES TORÁCICAS. ABERTURA DA VIA AÉREA. BOA RESPIRAÇÃO. RITMOS MAIS FREQUENTES BRADICARDIA E ASSISTOLIA. LACTENTES OU BEBÊS: < 1 ANO. CRIANÇAS: MAIORES DE 1 ANO ATÉ SINAIS DE PUBERDADE. SUPORTE BÁSICO DE VIDA EM PEDIATRIA COLAPSO SÚBITO FV OU TV SEM PULSO (RITMOS CHOCÁVEIS) PCR IMEDIATA E CHOQUE PRECOCE. TV COM PULSO – NECESSITA DE CARDIOVERSÃO SINCRONIZADA A RCP DEVE SER INICIADA IMEDIATAMENTE APÓS O CHOQUE. - A FAIXA ETÁRIA NEONATAL É A ÚNICA EM QUE O DEA NÃO DEVE SER USADO. SUPORTE AVANÇADO DE VIDA Adrenalina – manutenção das funções respiratória e circulatória durante a PCR e no pós ressuscitação (0,01 mg/kg 0,1 ml/kg da solução de 1:10.000). 1) SUPORTE VENTILATÓRIO: permeabilização da VA, oferta de O2, ventilação adequada máscara laríngea (alternativa para VA avançada na PCR). Tubos traqueais com (mais seguros) ou sem cuff. Capnografia: medida do CO2 ao final da expiração, avalia a qualidade da compressão, reconhecimento do retorno da circulação. · EPINEFRINA É A DROGA DA PCR: vasoconstrição alfa-adrenérgica, aumenta a pressão diastólica da aorta, melhora a perfusão coronariana. 1 ml epinefrina + 9 ml de SF 0,9%, endovenoso ou intraósseo, pode ser repetida a cada 3-5 minutos. Epinefrina + compressões torácicas: · ALERTAR PARA OS ELETRÓLITOS: Hipocalemia, hiperpotassemia, hipermagnesemia e intoxicação por BCC dose 5 a 7 mg/kg (reposição de cálcio). · HIPOMAGNESEMIA E TV TORSADES DE POINTES (TV POLIMÓRFICA COM QT LONGO): MAGNÉSIO 25-50 MG/KG. · BICARBONATO (NAHCO3) QUANDO: · AMIODARONA: Paradas com ritmos chocáveis, TV ou FV não responsivas à cardioversão, 5mg/kg (até 3x). · RCP DE ALTA QUALIDADE: · MONITORIZAÇÃO CARDÍACA PRECOCE: direciona as condutas determinar prognóstico mais favorável. · CAUSAS REVERSÍVEIS DE PCR: H’S E T’S’. QUAIS SÃO OS RITMOS NÃO CHOCÁVEIS? AESP e ASSISTOLIA. · AESP: ATIVIDADE ELÉTRICA SEM PULSO. Ritmo lento, QRS alargado, sem pulso. · ASSISTOLIA: Linha reta no monitor. Checar cabos, ganhos e derivações. Sem pulso. Ritmo não chocável rcp de alta qualidade. Acesso vascular para adm epinefrina. Após obter a VA avançada, não tem necessidade de coordenar as compressões com as ventilações. Um ressuscitador faz compressões e o outro realiza uma ventilação a cada 2-3 segundos (20-30 ventilações/minuto). A CADA 2 MINUTOS DE RCP OS RESSUSCITADORES DEVEM RODIZIAR AS FUNÇÕES E CHECAR O RITMO. RITMO ORGANIZADO: VERIFICAR SE TEM PULSO (RCE – RETORNO DA CIRCULAÇÃO ESPONTÂNEA), SEM RCE A RCP DEVE SER REINICIADA. RITMOS CHOCÁVEIS FV e TV. SEM PULSOS. Administrar choque inicial – 2j/kg. ARRITMIAS NA PEDIATRIA TAQUI E BRADICARDIA. Alterações do sistema de condução do coração. Lesões do próprio tecido cardíaco. História clínica, presença de eventos prévios, história de cardiopatias congênitas. · Como proceder na emergência? FC NORMAL NA PEDIATRIA: 1) TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR: Causa mais comum de taquiarritmias que necessita de tto precoce no paciente pediatrico. FC muito aumentada. Bebês FC > 220 e crianças > 180. Ritmo regular com QRS estreito (menor ou igual a 0,09). Ondas p não conseguem ser discerníveis – mal conseguimos ver. Letargia, irritabilidade, baixa ingesta e sudorese. Desmaio, síncope e palpitações. MOVE – MONITOR, O2 E VEIA. APÓS O MOVE SE PERGUNTAR SE PACIENTE ESTÁVEL HEMODINAMICAMENTE OU NÃO. Manobra vagal na criança é diferente dos adultos. · PACIENTE INSTÁVEL OU NÃO CONSIGO FAZER MANOBRAS VAGAIS: SE REFRATARIEDADE POSSO FAZER SEGUNDA DOSE DOBRADA DE ADENOSINA. Sensação de quase morte alertar. 2) BRADICARDIAS Ritmo terminal que pode evoluir para PCR na pediatria. FC < 60 bpm com sinais de hipoperfusão. Tratamento imediato. Abertura de VA, ventilação e O2 se mesmo assim persistir iniciar RCP e adrenalina. Atividade elétrica organizada. Redução da demanda metabólica (repouso, sono e hipotermia). Aumento do volume sistólico. 1) BLOQUEIO DO NÓ AV – 1,2 OU 3 GRAU. - BAV 1: Lentidão da condução atrves do NAV. PR prolongado. Não costumam ter sintomas. - BAV 2 Apenas alguns impulsos atriais são conduzidos para os ventrículos MOBITZ 1 – FENOMENO DE WENKEBACH Prolongamento do PR ate onda P bloqueada e o ciclo se repetir. MOBITZ 2 Algumas ondas Ps não são seguidas por QRS (2 ondas Ps para 1 QRS). - BAVT ou 3 GRAU Nenhum impulso atrial é conduzido para o ventrículo. Não há nenhuma relação entre P e QRS. Fadiga, tontura e sincope. · Se bradicardia persistir apesar da permeabilização da VA, ventilação e O2: RCP DE ALTA QUALIDADE. SE AUSENCIA DE MELHORA ADRENALINA.