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StuDocu is not sponsored or endorsed by any college or university Aula 6 Derrame Pleural - Anotações de aula Cirurgia Torácica (Universidade do Oeste Paulista) StuDocu is not sponsored or endorsed by any college or university Aula 6 Derrame Pleural - Anotações de aula Cirurgia Torácica (Universidade do Oeste Paulista) Downloaded by Luana Morais (luanaultralinda@gmail.com) lOMoARcPSD|3909208 1 SBCMC III- Cirurgia Torácica Professor: Dr. Fábio Nishida Hasimoto Aluno: Déborah C.A.Neves PLEURA PARIETAL -Aderida à parede torácica; reveste internamente a cavidade torácica -1 camada de células mesoteliais -Abaixo da camada de células mesoteliaisTecido conjuntivo frouxo (capilares e linfáticos) PLEURA VISCERAL -Aderida firmemente ao pulmão; reveste o parênquima pulmonar -Não possui vasos linfáticos: o líquido não é reabsorvido na pleura visceral -Não há estomas * HISTOLOGIA PLEURAL: As pleuras visceral e parietal são formadas por uma camada de células mesoteliais; a diferença é que pleura parietal é mais espessa e também possui tecido conjuntivo frouxo, onde se localizam os vasos sanguíneos e linfáticos. O líquido pleural normal é produzido pelos capilares e é reabsorvido pelos vasos linfáticos; o desequilíbrio desse mecanismo ocasiona um derrame pleural. CAVIDADE PLEURAL: Espaço entre as pleuras Imagem à dir.: parênquima pulmonar- pleura visceral- espaço pleural- pleura parietal- costelas e músculos- tecido subcutâneo- pele Downloaded by Luana Morais (luanaultralinda@gmail.com) lOMoARcPSD|3909208 2 *Imagem acima: mostra as camadas da pleura parietal. NÃO PRECISA SABER *Microscopia eletrônica mostrando os estomas, as aberturas dos vasos linfáticos. Através desses orifícios o líquido pleural é absorvido, assim como as proteínas e células que caem na cavidade. LÍQUIDO PLEURAL PRODUÇÃO: liquido que extravasa dos capilares próximos à pleura parietal REABSORÇÃO: Linfáticos (através dos estomas) FUNÇÃO: reduzir o atrito entre as pleuras durante os movimentos respiratórios COMPOSIÇÃO: similar ao líquido intersticial VOLUME ESTIMADO • 0,1 – 0,2 mL/kg Downloaded by Luana Morais (luanaultralinda@gmail.com) lOMoARcPSD|3909208 3 O QUE É DERRAME PLEURAL? Excesso de líquido na cavidade pleural. CAUSAS de derrame pleural • Excesso de produção (transudato e exsudato) • Redução da drenagem/ absorção DERRAME PLEURAL TIPO TRANSUDATO • Muito fluído sai dos capilares CAUSAS • ↑ pressão hidrostática • ↓ pressão oncótica *A imagem mostra o capilar pleural; as bolinhas amarelas representam os solutos no interior dos capilares. A principal proteína responsável pela pressão coloidosmótica (setas verdes) do plasma é a ALBUMINA. A pressão hidrostática (setas azuis) é a “força” que o sangue exerce sobre as paredes dos capilares causando o extravasamento de líquido para o espaço intersticial. Em condições normais, existe um equilíbrio entre as pressões coloidosmóticas e hidrostáticas; no TRANSUDATO ocorre uma redução das proteínas do plasma (albumina, principalmente) e consequentemente diminuição da pressão coloidosmótica do plasma OU aumento da pressão hidrostática do capilar. CAUSAS DE REDUÇÃO DA PRESSAO ONCÓTICA cursam com redução da ALBUMINA • Cirrose hepática A imagem mostra a produção de líquido pleural pela pleura parietal. A reabsorção ocorre preferencialmente na região “caudal”, próxima ao diafragma, à pleura mediastinal e pleura costal inferior. Downloaded by Luana Morais (luanaultralinda@gmail.com) lOMoARcPSD|3909208 4 • Síndrome nefrótica CAUSAS DE AUMENTO DA PRESSÃO HIDROSTÁTICA • Insuficiência cardíaca DERRAME PLEURAL TIPO EXSUDATO • Inflamação dos capilares pulmonares Aumento do espaço entre as células dos capilares, causando extravasamento de: • Fluído • Células inflamatórias • Proteínas grandes (DHL) *A imagem mostra um capilar pleural em um processo INFLAMATÓRIO: ocorre um aumento dos espaços entre as células dos capilares, causando extravasamento de líquido, proteínas e células. CAUSAS cursam com inflamação dos capilares. 1. Infecção (ex: pneumonia, tuberculose, infecções fúngicas ou virais) 2. Doenças inflamatórias (ex: LES e Atrite Reumatoide) OUTRAS CAUSAS (Além dos exsudatos e transudatos): 1-BLOQUEIO DA DRENAGEM LINFÁTICA impedem a drenagem do líquido pleural • Tumores pleurais ou pulmonares • Fibrose 2-MOVIMENTO DO FLUÍDO DO ESPAÇO PERITONEAL passagem de líquido do abdome para o espaço pleural, através dos pequenos orifícios presentes no diafragma • Ascite • Urinotórax (urina na cavidade pleural) 3-QUILOTÓRAX Acúmulo de linfa na cavidade pleural devido a uma lesão do ducto torácico. Causas: • Lesão durante procedimentos cirúrgicos. Ex.: esofagectomia, pois o ducto quiloso é próximo ao esôfago. • Tumores *OBS: o ducto quiloso/torácico é originado no abdome (cisterna do quilo), ascende no tórax pelo lado direito e a nível de T5/T4 passa para o lado esquerdo; desemboca entre a junção da veia jugular interna com a veia subclávia. A função do ducto quiloso é drenar a linfa rica em lipídeos (originados da absorção intestinal) e proteínas. Possui aspecto “leitoso”. Downloaded by Luana Morais (luanaultralinda@gmail.com) lOMoARcPSD|3909208 5 QUADRO CLÍNICO SINTOMAS • Assintomático • Dor localizada (+ comum) • Dispneia -dependendo da etiologia pode apresentar também: febre, tosse etc. EXAME FÍSICO • Ausculta com redução do MV (murmúrio vesicular) • Macicez/submacicez à percussão • Redução do frêmito toraco-vocal (o líquido forma uma barreira ao som) • Redução da expansibilidade • Abaulamento expiratório dos últimos espaços intercostais (Sinal de Lemos Torres) DIAGNÓSTICO • Rx tórax (exame inicial) • USG tórax • Tomografia se houver suspeita de derrame septado, por exemplo EXAMES RADIOLÓGICOS RADIOGRAFIA DE TÓRAX • Evitar radiografia em decúbito dorsal o liquido “escorre” e a visualização será dificultada. Se o paciente estiver em leito de UTI, intubado, elevar a cabeceira para fazer o exame. • Ortostático • AP / PA e Perfil • Se houver dúvida: incidência de Laurel Velamento dos seios costofrênicos D e E volume estimado de 200-300 ml. Derrame pleural bilateral. Sinal do Chifre de novilho à DIREITA volume estimado de 2 litros. Downloaded by Luana Morais (luanaultralinda@gmail.com) lOMoARcPSD|3909208 6 Velamento de todo hemitórax direito aproximadamente 5 litros. Desvio da traqueia para contralateral o contrário do que ocorre na ATELECTASIA (desvio traqueal ipsilateral). Incidência de Laurel decúbito lateral com raios horizontais. Mostra a distância entre o pulmão e a parede. Derrames acima de 1cm PUNÇÃO. TC de tórax em janela de mediastino (o ar aparece preto na imagem): derrame pleural no lado direito (imagem cinza). Câmara cardíaca espessada: ventrículo esquerdo. Downloaded by Luana Morais (luanaultralinda@gmail.com) lOMoARcPSD|3909208 7 TC de tórax: derrame pleural em hemitórax direito. A faixa mais “clara” é o pulmão direito colapsado. TC de tórax: derrame pleural em hemitórax esquerdo. TC de tórax: derrame pleural bilateral, sendo o lado esquerdo o mais acometido. Observa-se também um derrame pericárdico. US de tórax seu uso vemaumentando, principalmente na UTI. A imagem corresponde a um vídeo que mostra um derrame pleural moderado Downloaded by Luana Morais (luanaultralinda@gmail.com) lOMoARcPSD|3909208 8 CONDUTA TORACOCENTESE/PUNÇÃO PLEURAL: 6°/7° espaço intercostal na linha axilar posterior, paciente em posição sentada; sempre puncionar na borda superior da costela para não lesionar o feixe vasculo nervoso. A punção serve para: • Diagnóstico (descobrir a causa) • Remoção do líquido (alívio dos sintomas) CONTRA-INDICAÇÕES • Derrames pleurais muito pequenos • Alterações da coagulação • Uso de anticoagulantes (clopidogrel, marevan) • Derrame multi-loculado COMPLICAÇÕES • Pneumotórax • Hemotórax • Hemoptise • Infecção de parede torácica • Hematoma hepático / esplênico •Edema pulmonar de reexpansão (puncionar no MÁXIMO 1,5 litros) • Síncope vasovagal Downloaded by Luana Morais (luanaultralinda@gmail.com) lOMoARcPSD|3909208 9 INSPEÇÃO do líquido Puncionado *OBS: Neoplasias originam DERRAMES HEMORRÁGICOS, porém, em fases iniciais o derrame pode ter coloração amarelo citrino. *Também causam DERRAME HEMORRÁGICO: TEP e Síndrome pós pericardiectomia (3 semanas a 6 meses após a cirurgia cardíaca, o paciente evolui com derrame pleural hemorrágico; ocorre em aproximadamente 50% dos pacientes). Na internet está descrita como Síndrome pós-pericardiotomia (SPP) *Colagenoses/doenças inflamatórias e empiemas não-complicados (derrame para-pneumônico) causam derrames pleurais com coloração AMARELO CITRINO. Coloração amarelo-esverdeada: EMPIEMA Downloaded by Luana Morais (luanaultralinda@gmail.com) lOMoARcPSD|3909208 10 ODOR do líquido Puncionado PÚTRIDO • Empiema por anaeróbios AMONIACAL • Urinotórax (obstrução de via urinária) Como saber se o derrame pleural é um TRANSUDATO ou um EXSUDATO? Através dos CRITÉRIOS DE LIGHT PRINCIPAIS CAUSAS DE TRANSUDATO • Insuficiência cardíaca • Pericardite constrictiva • Síndrome nefrótica • Cirrose • Diálise peritoneal • Urinotórax • Atelectasia (DIMINUI a pressão intrapleural, o que acaba puxando o líquido dos capilares) CRITÉRIOS DE LIGHT PROTEÍNA PLEURAL / PROTEÍNA SÉRICA > 0,5 ou DHL pleural / DHL sérico > 0,6 ou DHL PLEURAL > 2/3 do limite superior normal sérico É um EXSUDATO se um desses critérios estiverem presentes Downloaded by Luana Morais (luanaultralinda@gmail.com) lOMoARcPSD|3909208 11 OUTROS EXAMES do líquido pleural ❖ GLICOSE -Concentração próxima ao do plasma em condições normais -Baixo se menor que 60mg/dL -A diminuição da glicose no líquido pleural decorre do AUMENTO DO CONSUMO ou DIMINUIÇÃO DO SEU TRANSPORTE PARA O ESPAÇO PLEURAL. Doenças que causam REDUÇÃO DO TRANSPORTE de glicose para o espaço pleural: -Pleurisia reumatoide (Artrite Reumatoide a glicose do líquido pleural é tão baixa que pode chegar a ZERO!) -Derrames malignos- Neoplasias Doenças que causam AUMENTO DO CONSUMO de glicose: -Empiema (Polimorfonucleares, bactérias) -Células neoplásicas -Tuberculose -Ruptura esofágica- pois geralmente o paciente tem infecção associada ❖ pH -Em condições normais o pH do líquido pleural é pouco maior que o do plasma devido ao transporte ativo de bicarbonato -Transudato (7,4 – 7,55) -Exsudato (7,3 – 7,45) ph < 7,3 -Consumo de glicose = empiema, rotura de esôfago e malignidade -↓eliminação de ácido = inflamação, tumor ou fibrose pleural (malignidade, tuberculose, pleurisia reumatoide) pH ≈ 6 -Lesão esofágica ❖ LEUCÓCITOS CONTAGEM > 10.000 = inflamação pleural > 50.000 = empiema DIFERENCIAL (mais importante do que a contagem dos leucócitos) -Linfócitos > 85% = neoplásico, tuberculose, linfoma, sarcoidose, pleurisia reumatóide, quilotórax. -Eosinófilos > 10% = sangue, infarto pulmonar, pneumotórax, doenças parasitárias, fungos, drogas. -Basófilos > 10% = leucemia ❖ AMILASE Quando está alterado? Valor MAIOR QUE O PLASMÁTICO ou ACIMA DO LIMITE SUPERIOR PLASMÁTICO CAUSAS -Pancreatite / pseudocisto de pâncreas -Ruptura esofágica (a amilase salivar passa para o tórax) ❖ CREATININA -Solicitado se houver suspeita de URINOTÓRAX -Alterado se o valor for MAIOR QUE A CREATININA SÉRICA Downloaded by Luana Morais (luanaultralinda@gmail.com) lOMoARcPSD|3909208 12 ❖ TRIGLICÉRIDES -Valor maior que 110mg/dL = QUILOTÓRAX ❖ CITOLOGIA ONCÓTICA suspeita de derrame neoplásico -Sensibilidade 62-90% Positividade fácil - Adenocarcinoma Positividade difícil -CEC (Carcinoma espinocelular) -Linfoma -Mesotelioma ❖ BACTERIOSCOPIA -solicitada se houver suspeita de EMPIEMA -Se positiva drenagem ❖ CULTURA Geralmente negativa (uso de antibióticos) TUBERCULOSE: exames solicitados 1-ADA (ADENOSINA DEAMINASE) Enzima presente em linfócitos T; aumenta na tuberculose pleural, normalmente os valores são > 40UI/L Sensibilidade de 87-100% Falso negativo: HIV Falso positivo: Empiema, linfoma, neoplasias, artrite reumatóide 2-PCR (GENEXPERT): Detecta o DNA da micobactéria. Sensibilidade de 70-80% ❖ BIÓPSIA PLEURAL INDICAÇÃO da biópsia pleural: Exsudatos (linfocíticos) não diagnosticados pela citologia CONTRA-INDICAÇÕES da biópsia pleural: Coagulopatias Infecção de pele no local Empiema (pode causar abscesso de partes moles) Agulha de COPE: realiza biópsia pleural Downloaded by Luana Morais (luanaultralinda@gmail.com) lOMoARcPSD|3909208 13 TRATAMENTO depende da etiologia DERRAME NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA Transudato + comum 46% dos pacientes com IC desenvolvem derrame pleural Bilateral ou unilateral (direita) TORACOCENTESE SE: Desconforto respiratório Febre (suspeita de empiema) Dor pleural Dúvida da etiologia TRATAMENTO Tratar a ICC Pleurodese se falha no tratamento clínico e se houver recidivas DERRAME NA TUBERCULOSE Infecção paucibacilar (geralmente) por micobactérias na pleura TRATAMENTO -Igual da forma pulmonar -Reabsorção do líquido em 6 semanas -Quando existem muitos bacilos na cavidade pleural EMPIEMA TUBERCULOSO = drenagem e decorticação pulmonar se necessário QUILOTÓRAX CAUSAS: Neoplasia; Iatrogênica (cirurgia); Trauma TRATAMENTO -Drenagem de tórax -Dieta com triglicérides de cadeia média (absorvidos diretamente pelo sangue, não passam pelo ducto quiloso) ou Jejum + NTP (nutrição parenteral total) -Realizar os tratamentos citados acima por até 14 DIAS; se após esse período não houver resolução do quadro: TRATAMENTO CIRÚRGICO Imagem: A- Líquido quiloso B- Líquido após 14 dias de tratamento clínico Downloaded by Luana Morais (luanaultralinda@gmail.com) lOMoARcPSD|3909208 14 DERRAME PLEURAL NEOPLÁSICO TRATAMENTO SE EXPANSIBILIDADE PULMONAR COMPLETA -Pleurodese química com talco estéril -Dreno de tórax ou toracoscopia SE EXPANSIBILIDADE PULMONAR INCOMPLETA -Cateter pleural de longa permanência o paciente pode ir pra casa utilizando esse dispositivo -Shunt pleuroperitoneal Múltiplos implantes na pleura parietal. 1ª opção: pleurodese química com talco estéril. A função do talco é fazer com que a pleura visceral fique aderida com a pleura parietal, impedindo o acúmulo de líquido. Cateter pleural de longa permanência: o Sistema de Drenagem PleurX® permite controlar e diminuir os sintomas incômodos e dolorosos nos derrames pleurais. Esse dispositivoajuda a controlar o acúmulo de líquido pleural, fazendo a sua evacuação para um reservatório próprio, em intervalos regulares, pelo próprio paciente em seu domicílio. Shunt/Derivação pleuroperitoneal é colocado um cateter entre a cavidade pleural e o peritônio. O líquido em excesso é drenado para o abdome. Downloaded by Luana Morais (luanaultralinda@gmail.com) lOMoARcPSD|3909208 15 TRATAMENTO DO EMPIEMA Depende da fase em que se encontra: FASE I EXSUDATIVA FASE II FIBRINOPURULENTA FASE III CRÔNICA LÍQUIDO LIVRE LÍQUIDO SEPTADO PUS + ENCARCERAMENTO -pH >7,2 -Glicose > 60 -DHL< 1000 -pH < 7,2 -Glicose < 60 -DHL > 1000 -pH < 7,2 -Glicose < 60 -DHL > 1000 -Ausência de bactérias -Líquido turvo -Bactérias presentes -Pus franco -Encarceramento pulmonar NÃO-COMPLICADO COMPLICADO QUESTÕES UFG 2010 QUESTÃO 39 A paciente E.M.S., 23 anos, apresenta história sugestiva de tuberculose pleural, líquido pleural exsudativo de médio volume, citometria com predomínio de linfócitos, ausência de células neoplásicas e adenosina deaminase (ADA) de 55 U/L. A conduta, para esse caso, é: (A) drenagem torácica e biópsia pleural concomitantes. (B) iniciar tratamento antituberculose com o esquema I. (C) realizar bacterioscopia e cultura do líquido pleural. (D) realizar toracocentese com completo esvaziamento da cavidade e repetir exames Downloaded by Luana Morais (luanaultralinda@gmail.com) lOMoARcPSD|3909208 16 UNIFESP 2015 Você é chamado para avaliar uma paciente de 55 anos com antecedente de neoplasia de mama, já submetida a mastectomia há 5 anos, atualmente em seguimento com oncologista. A paciente apresenta derrame pleural sem outros sintomas. Qual a sua conduta? (A) Drenagem pleural pois trata-se de derrame de origem neoplásica (B) Toracocentese de alívio (C) Toracocentese e biópsia de pleura para confirmar ou afastar metástases pleurais (D) Drenagem pleural e pleurodese sem necessidade de confirmação diagnóstica de metástases (E) Iniciar antibioticoterapia com suspeita diagnóstica de derrame pleural parapneumônico UFF 2007 Criança de sete anos, com febre há cinco dias, chega ao hospital com exame físico e radiológico sugestivo de pneumonia e derrame pleural. Realizada a toracocentese, que evidencia líquido pleural seroso e fluido com pH ácido. Bacterioscopia e cultura em andamento. Diante desses dados, o diagnóstico provável e o procedimento a ser adotado são: (A) transudato / indicação de drenagem pleural. (B) exsudato / não-indicação drenagem pleural. (C) exsudato / indicação de drenagem pleural. (D) transudato / não-indicação de drenagem pleural. (E) derrame parapneumônico / não-indicação de drenagem pleural *É um exsudato pois o pH está baixo. Qual é a conduta? Drenagem pleural, pois trata-se de um EMPIEMA. AMRIGS 2016 QUESTÃO 02 – Um paciente com história de neoplasia de cólon há 6 anos foi tratado com ressecção e quimioterapia adjuvante. Vinha em acompanhamento anual até 2 meses atrás, quando iniciou com tosse seca. Veio à consulta na emergência, por dispneia. Fez um RX que revelou derrame pleural unilateral. Qual a conduta correta nesse caso? A) Toracocentese de alívio com pedido de pH no líquido. B) Toracocentese diagnóstica com biopsia de pleura pois o diagnóstico ainda é incerto. C) Drenagem pleural simples. D) Toracotomia diagnóstica. E) Fibrobroncoscopia diagnóstica. AMRIGS 2016 Paciente de 77 anos, com história de pneumonia adquirida na comunidade. Foi tratado com antibiótico por 7 dias com importante melhora. Há 2 dias, reiniciou com febre, dor ventilatório-dependente e astenia. Ao exame, descorado, com 37,5 graus de temperatura. O RX demonstrou derrame pleural. Qual a conduta correta nesse caso? A) Antibiótico de amplo espectro endovenoso por mais 7 dias. B) Drenagem pleural. C) Toracocentese com biopsia de pleura. D) Toracocentese diagnóstica com solicitação de perfil bioquímico (pH, glicose, DHL, proteínas, Gram e cultural) antes de drenar, realizar punção diagnóstica e solicitar perfil bioquímico para avaliar a fase do empiema e depois dar seguimento ao tratamento mais adequado. E) Fisioterapia respiratória e revisão em 7 dias. AMRIGS 2016 QUESTÃO 31 – Na apresentação de um derrame pleural volumoso recidivante, qual dos seguintes fatores deve aumentar a suspeita de etiologia neoplásica? Downloaded by Luana Morais (luanaultralinda@gmail.com) lOMoARcPSD|3909208 17 A) Derrame à direita. B) Derrame bilateral. C) Ausência de febre. D) Dispneia. E) Edema de membros inferiores. *Derrame pleural neoplásico não possui lado de preferência UFRJ 2012 21) No derrame pleural da artrite reumatoide, a característica bem sugestiva é a seguinte: a) A dosagem da glicose no líquido pleural estar baixa (< 50 mg/dL) por bloqueio à sua passagem nos folhetos pleurais. b) O líquido costuma ser serosanguinolento. c) Costuma ser de grande volume. d) Frequentemente é empiemático. e) Costuma ter o líquido pleural com pH elevado. Downloaded by Luana Morais (luanaultralinda@gmail.com) lOMoARcPSD|3909208