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PROCESSOS DECISÓRIOS Professora Aline Oliveira Parte 3 e 4 3. QUEM DECIDE? - Níveis hierárquicos de decisão; Centralização versus descentralização • Os níveis ou tipos da informação e de decisão organizacional obedecem à hierarquia padrão existente na maioria das organizações. Também é chamada pirâmide organizacional, onde os níveis são conhecidos como estratégico, tático ou gerencial e operacional. • Decisões Estratégicas relacionam-se com objetivos de longo prazo, com maneiras e ações que afetam toda a empresa. • Decisões Táticas relacionam-se com objetivos de mais curto prazo e com maneiras e ações que, geralmente afetam somente parte da empresa. • Decisões Operacionais relacionam-se com as rotinas operacionais da empresa e afetam somente as unidades setoriais. O Planejamento Estratégico se refere: • às decisões e ações que os dirigentes da empresa (Presidente, diretores e ou executivos) tomam para o desenvolvimento e direcionamento da empresa, sempre antevendo o futuro, estando relacionado com a adaptação da organização a um ambiente mutável; • O planejamento serve, antes de mais nada, para nortear decisões. • Exemplo de decisões tomadas em nível estratégico: • Novo produto; • Ampliação da empresa; • Novas estratégias de marketing; • Ampliação do mix de produtos; • Exportação; • Parcerias empresariais; • Atuação no comércio eletrônico (WWW); • Redução do tamanho da empresa; • Mudança no nome; • Fusão com outra organização; • Outras. Ao Planejamento Tático cabe • Acatar as decisões do planejamento estratégico • Planejar e controlar as decisões administrativas e operacionais, procurando obter sempre a eficiência ( ou seja, fazer bem aquilo que nos dispusemos a fazer) Exemplos de decisões a serem tomadas em nível Tático: • Planos de produção: quais os métodos e tecnologias serão utilizadas para as pessoas em seu trabalho, qual arranjo físico do trabalho e equipamentos como suportes para as atividades e tarefas; • Planos financeiros: envolvendo captação e aplicação do dinheiro necessário para suportaras várias operações da organização; • Planos de marketing: Quais os requisitos para vender e distribuir bens e serviços no mercado e atender bem o cliente; • Planos de recursos humanos: envolve o recrutamento, seleção e treinamento das pessoas nas várias atividades dentro da organização. Quando nos referimos à Planejamento Operacional estamos nos referindo à decisões rotineiras, que englobam: • Os recursos necessários para seu desenvolvimento e implantação; • Os procedimentos a serem adotados; • Os produtos ou resultados finais esperados; • Os prazos estabelecidos; • Os responsáveis pela sua execução e implantação. . A decisão que é tomada em cada nível requer diferentes tipos de informação • Vale salientar que os três níveis hierárquicos de decisão apresentados, devam atuar de maneira integrada. • As decisões estratégicas lidam, antes de mais nada, com o ambiente, ou seja, com a incerteza. Esse tipo de informação é abastecido por um Sistema de Informações Gerenciais (SIG)*. Já as decisões tática e operacional lidam,, com os objetivos determinados pela estratégia, bem como com os recursos da organização, isto é, com elementos conhecidos e previsíveis. • A informação é necessária para a moderna organização porque oferece significativa vantagem competitiva. Esse conceito de informação estratégica é conhecido como IPVC (Informações para Uma Vantagem Competitiva). Sistemas de informação precisam ser flexíveis para adaptar as circunstâncias do ambiente externo, em constante transformação, às necessidades estratégicas da administração da empresa. Nível estratégico informação institucional Nível tático informação intermediária Nível operacional informação operacional voltada à direção da empresa, necessitam de informações internas e externas que forneçam material necessário para análise que auxilie nas decisões que serão tomadas de longo prazo. As informações devem possibilitar observar as variáveis presentes nos ambientes externo e interno, com a finalidade de monitorar e avaliar o desempenho, o planejamento e as decisões de alto nível. voltada ao corpo gerencial, informação requerida é em grupos (agrupada ou sintetizada), visualizando e agrupando determinadas informações de uma unidade departamental, de um negócio ou atividade da organização. E assim permite observar as variáveis presentes nos ambientes externo e interno, monitorar e avaliar seus processos, o planejamento e a tomada de decisão de característica gerencial. voltada à chefia de setores e seções a informação requerida de ver detalhada, mostrando pormenores específicos de um dado, de uma tarefa ou atividade da organização para possibilitar a execução das suas atividades e tarefas, monitorar o espaço geográfico sob sua responsabilidade, o planejamento e a tomada de decisão de seu nível. O nível operacional executa os projetos e, não está acostumado e a lidar com INCERTEZAS. Sistema de Informações Gerenciais (SIG) • O SIG é a integração de todas as funções, procedimentos, dados e equipamentos da corporação em um sistema abrangente que produz as informações necessárias para todos os níveis dentro da organização. Esse sistema tem foco tanto interno quanto externo, já que fornece informações de dentro da organização (por exemplo, totais semanais de produção, vendas e relatórios financeiros, entre outros) ou de fora (mudanças no Índice de Preços ao Consumidor – IPC–, taxa de juros, câmbio, concorrentes, etc.). Todas estas informações são indispensáveis para o sucesso de uma boa gestão. • Na medida em que a informação é uma ferramenta gerencial usada por todos os níveis dentro de uma organização, é preciso que ela satisfaça certos requisitos. Como qualquer ferramenta, ela deve ser apropriada para a tarefa. Além disso, ela necessita ser completa e precisa e deve ser trabalhada com pontualidade para ser útil. Já que a qualidade da mesma influencia muito a tomada de decisão, a não satisfação desse requisito pode levar a um possível desequilíbrio organizacional. • Vale lembrar que a informação, também, custa dinheiro e adquirir e manter elementos desnecessários vai onerar mais os recursos organizacionais. Os gerentes precisam estar conscientes do seu custo ao designarem suas necessidades: informações de menos ou de má qualidade não ajudarão na tomada de decisão, enquanto informações demais certamente gastarão mais recursos e poderão prejudicar dados bons e úteis. . Herbert Simon (1963), considerado o “pai” do Processo Decisório, para ele a decisão é um processo de análise e escolha entre várias alternativas disponíveis do curso de ação que a pessoa deverá seguir. Ele aponta seis elementos clássicos na tomada de decisão: • o tomador de decisão – é a pessoa que faz uma escolha ou opção entre várias alternativas de ação; • os objetivos – que o tomador de decisão pretende alcançar com suas ações; • as preferências – critérios que o tomador de decisão usa para fazer sua escolha; • a estratégia – o curso da ação que o tomador de decisão escolhe para atingir os objetivos, dependendo dos recursos que venha a dispor; • a situação – aspectos do ambiente que envolvem o tomador de decisão, muitos dos quais se encontram fora do seu controle, conhecimento ou compreensão e que afetam sua escolha; • o resultado – é a consequência ou resultante de uma dada estratégia de decisão. Delegação, Descentralização e Centralização O termo delegar refere-se à transferência de tarefa ou autoridade de um chefe para seu subordinado. Transferindo-se essa autoridade, cria-se também uma responsabilidade ao indivíduo para a execução do que foi delegado, porém o gestor continuatendo responsabilidade sobre o que delegou e a quem delegou a tarefa e seus consequentes resultados, pois tal responsabilidade é indelegável. Aspectos importantes: • Aumenta a produtividade da equipe. • Aumento considerável da motivação nas pessoas envolvidas. • Diminuição da burocracia na tomada de decisões. • Melhoria do desempenho e o desenvolvimento do time. • Gestor coordena projetos mais complexos e de maior abrangência. • Aumento da amplitude de controle. Regras Básicas para a delegação eficaz • Selecionar o subordinado adequado que seja comprometido e competente para a tarefa.; • Proporcione um nível de autoridade compatível com as atividades exercidas pelo subordinado; • Comunicar com clareza e com precisão as atividades e os resultados esperados para aquela tarefa ou projeto; • Mantenha sua equipe motivada através de recompensas, pelos resultados apresentados; • Estabeleça controles adequados para as tarefas para monitorar adequadamente os resultados. Estes controles devem estar claros e devem ser divulgados e aceitos. • Treinar e desenvolver seus subordinados, bem como ajudá-los de maneira adequada (sem mostrar algum tipo de necessidade de centralização) em suas atividades; • Quando delegar evitar perda excessiva de poder, mas estar disposto a “abrir mão” de determinadas atividades estratégicas que possam promover uma situação adequada de motivação nos subordinados; • Tenha canais de comunicação adequados; • Tenha disposição para aceitar erros dos outros; • Perceber que os subordinados têm muito a contribuir no processo decisório na área de sua especialização. • Crie condições para incentivar os subordinados a tomarem decisões, dando-lhes o apoio que se fizer necessário; • Não criticar excessivamente quando os subordinados cometem erros; • Promover incentivos adequados para que os subordinados se sintam seguros, dispostos e capazes de a aceitar maior delegação. Centralização • É a maior concentração do poder decisório na Alta Administração de uma empresa. O estilo da empresa pode ser influenciado por: • pelas condições internas encontradas • pelos fatores do ambiente da empresa • pela maneira de ser do executivo/dono Situações Básicas Vantagens • para manter nível de maior integração na empresa • para manter a uniformidade de ações e decisões ; • para administrar com mais eficiência as urgências; • quando o empresário não quer um segundo homem que lhe faça sombra; • quando a estrutura organizacional da empresa não possibilita a descentralização; ou •para aumentar o nível de controle das atividades da empresa. • menor número de níveis hierárquicos; • melhor uso dos recursos humanos, materiais, equipamentos e financeiros; • melhor possibilidade de interação no processo de planejamento, controle e avaliação; • maior uniformidade em termos de processos técnicos e administrativos; • decisões estratégicas mais rápidas; • maior segurança nas informações. Descentralização • É a menor concentração do poder decisório na Alta Administração da empresa, mais distribuído pelos seus diversos níveis hierárquicos. Ocorre quando Vantagens • a carga de trabalho da Alta Administração está volumosa e/ou complexa • a situação anterior provoca morosidade no processo decisório • encorajar o desenvolvimento gerencial de seus executivos da média/baixa adm. • para proporcionar maior participação e motivação • possibilidade de gerar maior especialização nas diversas unidades organizacionais; • menor exigência de tempo nas informações e decisões; • possibilidade de gerar efeito competitivo; • maior facilidade de definição de objetivos e metas para as unidades e para as pessoas; • possibilidade de maior desenvolvimento das pessoas no aspecto administrativo e gerencial; • possibilidade de maior motivação e participação; • possibilidade de atendimento mais rápido às necessidades da empresa e das unidades organizacionais; • melhor desenvolvimento da capacitação gerencial e profissional; • tomadas de decisão mais próximas da ocorrência dos fatos; • diminuição dos conflitos entre os níveis organiz.; • tendência a aumentar as ideias inovadoras. Desvantagens - maior necessidade de controle e coordenação; - maior dificuldade de normalização e de padronização; - maior dificuldade de coordenação de atividades que envolvem alto nível de interdependência Diferenças Básicas Critérios de Avaliação • quanto maior o número de decisões a serem tomadas nos escalões mais baixos, maior o grau de descentralização; • quanto mais importantes as decisões a serem tomadas nos escalões mais baixos, maior o grau de descentralização; • há maior descentralização onde há maior número de funções afetadas por decisões tomadas em níveis mais baixos; • quanto menos verificações se exigir nas decisões, maior é a descentralização; • quanto menor o número de pessoas a ser consultado e quanto mais baixo estiverem na hierarquia, tanto maior o grau de descentralização. O empowerment De acordo com Lima (2011), o termo empowerment , cada vez mais aplicado nas organizações, diz respeito a uma situação de descentralização de poderes nos vários níveis hierárquicos de uma organização. Ou seja, trabalha o aumento de autoridade e, consequentemente, de responsabilidade por parte do subordinado, porém o acompanhamento e apoio de seus superiores continuam a ser necessários. Com isso, o indivíduo passa a ter maior controle sobre suas próprias tarefas, podendo controlar seu próprio trabalho, aumentando sua motivação e possibilitando que melhore sua criatividade e iniciativas próprias. A partir disso, todos ganham: indivíduo e empresa. • O conceito de empowerment apresenta-se como um fator crítico de sucesso para aumentar a competitividade das organizações. Objetivos do Empowerment nas empresas: • Descentralizar o poder. • Facilitar o alcance das estratégias. • Desenvolver novos líderes. • Possibilita ao gestor se empenhar em outras responsabilidades. • Aumentar a quantidade de decisões tomadas pelos níveis mais baixos. • Liberar o espírito empreendedor e a criatividade dos colaboradores. • Obter maior velocidade de resposta para os clientes. • Criar um ambiente proativo. 3.1 Modelos no Processo Decisório • Modelo Clássico ou Burocrático: regras, meios, fins e objetivos dominam sua posição dos procedimentos lógico-formais do Processo Decisório são enfatizados, corroborando que quem toma as decisões examina primeiro os fins e só depois estuda os meios para alcançá-los, subordinando a eficácia da decisão à escolha da melhor decisão; • Modelo Comportamental: o comportamento dos indivíduos na organização é muito acentuado e abrangente; em consequência, os gestores procuram prevê-lo para evitar situações desagradáveis no contexto das decisões. Afinal, a Teoria Comportamental concebe a organização como um sistema de decisões; • Modelo Normativo: o que deve ser feito é a preocupação central. É o modelo dos grupos técnico-profissionais; e • Modelo Racional: o Processo Decisório tem como intuito maximizar os objetivos da alta administração e de seus acionistas. Baseado exclusivamente na lógica e na razão. • Modelo Racionalidade limitada: desenvolvida por Herbert Simon há aspectos que influenciam a tomada de decisão do indivíduo baseada em sua limitação de informação, a limitação cognitiva da mente individual e o tempo disponível para a tomada de decisão. “As pessoas são racionais até certo ponto”. Modelos: Racional X Racionalidade limitada • Herbert Simon foi o responsável pela ideia da racionalidade limitada, pois parra ele a racionalidade é sempre relativa ao sujeito que decide. “Para Herbert Simon, o homem é um ator que sempre está lidando com escolhas e decisões e que possui um número restrito.”Existe frequentemente uma relação entre os vários modelos e o contexto – estrutura, cultura e ambiente organizacional – em que a decisão é tomada. Os principais fatores contextuais são: • ambiente – apresenta complexidade, é dinâmico e hostil; • organização – distribuição de poder (nível e posição), tipo de organização (autocracia, burocracia e adocracia*) e tipo de cultura (de poder, de papéis, de pessoas e de tarefas); • característica do decisor – proativo, intuitivo, reativo, analítico, autônomo, inovador e disposto a correr riscos; e • tipos de assunto – complexos, urgentes, simples, abrangentes e dinâmicos. *ou adhocracia sistema temporário, variável e adaptativo de organização do trabalho, usado em projetos não-permanentes, onde acredita-se que um grupo de pessoas com pensamentos, formações, habilidades, profissões e conhecimentos diferentes são mais efetivas na resolução de problemas e desafios do que no sistema tradicional de departamentalização., sendo assim proporciona pouca formalização dos processos e maior liberdade de trabalho, ou seja possui um elevado grau de descentralização. Pensamento Linear X Pensamento Sistêmico Existe uma abordagem mais simplista para a solução de problemas, chamada de pensamento linear, supõe que cada problema tem uma solução única, uma solução que afetará apenas a área do problema e não o restante da organização e que, uma vez descoberta a solução, esta permanecerá constantemente válida. Os problemas são visto como discretos, singulares e únicos. Nos ambientes de negócios modernos, que sofrem constantes transformações, há várias dificuldades que levaram muitos teóricos e administradores a abordarem essa tomada de decisão de forma diferente. Essa nova abordagem é chamada de pensamento sistêmico. O pensamento sistêmico é uma abordagem mais contemporânea à solução de problemas. Ele supõe serem estes complexos e relacionados a uma situação, e que as soluções não apenas os resolvem, mas também terão um impacto no restante da organização. Por consequência, devem ser avaliados em termos de qual a melhor forma de serem resolvidos (resultados intencionais) e como afetam a organização como um todo (resultados involuntários). Uma das faces do pensamento sistêmico não vê os problemas como sendo singulares, os problemas são complexos, têm mais de uma causa e mais de uma solução, estão inter-relacionados e qualquer mudança em um dos aspectos organizacionais afetará todos os outros. Portanto, um pensador sistêmico deve considerar o inter-relacionamento entre os sistemas e os processos de uma organização antes de programar uma solução. Estilos de tomada de decisão • indivíduo avesso a problemas (AP) – procura preservar o status quo e age para evitar mudanças. Esse gestor trabalha para manter as condições atuais já que, mesmo não sendo o resultado ideal de um processo de decisão gerencial, são mais práticas para ele. Quando enfrenta dificuldades, ele busca minimizar os conflitos ou simplesmente ignora-os; assim, é frequentemente conhecido por encobrir as coisas. Esse gerente pode não reconhecer problemas no ambiente de negócios, se “fazer de cego” diante das dificuldades e possivelmente será a pessoa que mais resistirá às mudanças, mesmo que elas ocorram no melhor interesse da empresa. Os avessos a problemas são pessoas boas para manter uma organização em curso calmo e estável, e esse pode ser o estilo de tomada de decisão mais eficaz em ambientes nos quais existem poucas necessidades de mudanças; Estilos de tomada de decisão indivíduo solucionador de problemas (SP) – é o de estilo mais comum. A maioria dos gestores espera ser confrontada com problemas e solucioná-los no curso normal de suas atividades. O SP reconhece que mudanças desnecessárias são infundadas, servem tão somente para gastar recursos organizacionais e para fomentar uma ilusão de progresso, confundindo a todos. Ele entende e aceita que a empresa, no mundo moderno dos negócios, opere sob condições de risco e de incerteza. Isso significa que a gestão da empresa estará frequentemente em um ambiente muito agitado e competitivo, com o imperativo de se adaptar às circunstâncias em transformação. Os gestores (e as empresas) que falham em se adaptar comprometem o lucro e, eventualmente, podem colocar a organização em risco. A crítica que podemos fazer ao solucionador de problemas é que esse tipo de gerente se preocupa com os problemas atuais. No geral, essa pessoa está sempre reagindo aos problemas à medida que vão surgindo. O gestor solucionador raramente prevê os problemas, mas é muito eficaz em lidar com eles quando se tornam conhecidos; Estilos de tomada de decisão • indivíduo previsor de problemas (PP) – como o próprio nome sugere, busca ativamente antecipar os problemas e tenta lidar com eles antes que se transformem em uma dificuldade maior para a empresa. Esse gestor está entusiasmado e envolvido com o planejamento futuro e a criação de alternativas. Ele não apenas reconhece a necessidade de mudanças, mas acredita que a melhor maneira de se lidar com elas é prevendo-as, e não meramente reagindo às necessidades atuais. Esse tipo de tomador de decisões faz uso de análise de dados, não simplesmente para compreender o presente, mas também para prospectar o futuro. Questão Analisando as atividades relacionadas ao nível de decisão estratégica, encontra-se: a) Decisões rotineiras relacionadas à execução das atividades. b) Definição e acompanhamento dos procedimentos. c) Os recursos necessários para desenvolvimentos e implantação. d) Antevê o futuro, estando relacionado com a adaptação da organização ao ambiente externo. e) Todas as alternativas estão corretas. Resposta Analisando as atividades relacionadas ao nível de decisão estratégica, encontra-se: a) Decisões rotineiras relacionadas à execução das atividades. b) Definição e acompanhamento dos procedimentos. c) Os recursos necessários para desenvolvimentos e implantação. d) Antevê o futuro, estando relacionado com a adaptação da organização ao ambiente externo. e) Todas as alternativas estão corretas. Racionalidade e intuição na tomada de decisão • Modelo Racional de Tomada de Decisões: decisões ótimas que maximizam os resultados da organização, através das seguintes premissas: • A situação (oportunidade ou problema) é bem definida e está completamente formulada a partir dos 6 Passos do Processo Decisório. • As metas e objetivos a alcançar são claros e conhecidos. • Não há restrições de tempo ou de recursos. • Existe informação precisa, mensurável e confiável sobre todas as alternativas e os resultados potenciais de cada uma. • Todos os critérios e preferências para avaliar as alternativas são perfeitamente identificados, permanecendo estáveis e constantes no tempo. • O tomador de decisão é racional, utilizando-se de lógica para avaliar e ordenar as alternativas, escolhendo aquela que maximiza o alcance dos objetivos estabelecidos. Racionalidade e intuição na tomada de decisão Mas estas premissas raramente se verificam no mundo dos negócios. Mesmo assim, o modelo racional de tomada de decisões é normativo (ajuda os administradores a estruturas e modelar o processo de tomada de decisão, tornando-o mais racional). Seguem as limitações: • Complexidade da situação • Informações inadequadas • Limitação de tempo e de recursos • Armazenamento, processamento e percepção da informação disponível • Soluções aceitáveis e satisfatórias, sem utilizar as alternativas disponíveis • Uso de princípios heurísticos (conjunto de regras criadas a partir da experiência e observação) para simplificar o processo da tomada de decisão (basear-se em eventos recentes disponíveis na memória, ou quetenham causado impacto emocional, ou em estereótipos criados a partir da comparação com algo conhecido). Armadilhas psicológicas na tomada de decisão: ANCORAGEM: tendência de atribuir um peso desproporcional à primeira informação que se recebe. Impressões iniciais, estimativas ou estatísticas atuam como âncora no julgamento do tomador de decisões, mesmo que sejam irrelevantes para a decisão (Exemplo: para projetar as vendas de um produto para o ano seguinte, basear-se somente nas vendas registradas em anos anteriores) PERPETUAÇÃO DO STATUS QUO (estado atual): são favorecidas alternativas que não promovam mudanças na situação vigente, no que está dando certo (por medo de punição). Deixa-se de explorar novas opções ou informações (Exemplo: jornais eletrônicos muito parecidos com os jornais em papel, empresa adquirente evitar tomar medidas rápidas para impor uma estrutura de gestão mais apropriada à empresa adquirida). Tendência a dar peso demais para a primeira informação que surge. Ancoragem Armadilhas psicológicas na tomada de decisão: ❖ CUSTO IRRECUPERÁVEL: escolhas que justificam decisões do passado, mesmo que erradas, para corrigir o passado (Exemplo: continuar dando crédito a empresas inadimplentes para recuperação os empréstimos iniciais) Ao Administrador cabe ter a capacidade de aprender com os erros. ❖ EVIDÊNCIA CONFIRMADORA: buscar informações que corroborem o instinto ou ponto de vista e evitar informações que o contradigam (Exemplo: aconselhamento com colegas que, sabidamente, vão concordar com o tomador da decisão e apoiar sua decisão). Quando evitamos aceitar que tomamos decisões erradas em um primeiro momento. Tendência em buscar informações que confirmem nossas ideias iniciais. Armadilhas psicológicas na tomada de decisão: • FORMULAÇÃO DO PROBLEMA: no primeiro passo de identificação do problema ou oportunidade, formular a situação de modo a influenciar uma solução específica (SER TENDENCIOSO DESDE O INÍCIO DO PROCESSO DECISÓRIO) PLANO A SALVAR UMA DAS BARCAS, RECUPERANDO UMA CARGA NO VALOR DE 200 MIL PLANO B TENTAR SALVAR AS 3 BARCAS, NO VALOR DE 600 MIL, SABENDO QE HAVERÁ UMA PROBABILIDADE DE 33% DE SUCESSO NA OPERAÇÃO Dificuldades em formular o real problema. Armadilhas psicológicas na tomada de decisão: ❖ EXCESSO DE CONFIANÇA: confiar demais na precisão das próprias previsões, podendo levar a falhas no julgamento e na avaliação de decisões (Exemplo: subestimar o valor máximo ou superestimar o valor mínimo de alguma variável crucial, podendo perder oportunidades atraentes ou se expor a muito mais riscos) ❖ PRUDÊNCIA: excesso de cautela, exigindo projeções bastante seguras e conservadoras (Exemplo: análise do pior dos casos, mesmo sabendo que a probabilidade de ocorrer é ínfima). Pode gerar custos mais altos e nenhum benefício prático. Armadilhas psicológicas na tomada de decisão: Armadilhas psicológicas na tomada de decisão: ❖ LEMBRANÇA: ao prever o futuro, as pessoas tendem a valorizar acontecimentos que estão presentes em sua memória. Risco de influência por eventos dramáticos ou recentes (Exemplo: advogados, ao deparar-se com um acordo ou aguardar a sentença do juiz, tendem a ser influenciados por casos midiáticos, sendo irracionais) Quando damos valor em excesso para fatos recentes esquecendo do que ocorreu no passado. O papel da intuição na tomada de decisão: INTUIÇÃO É O PROCESSO DE INTERPRETAR E CHEGAR A CONCLUSÕES SOBRE UMA SITUAÇÃO, SEM RECORRER A UM PESAMENTO CONSCIENTE ❖ A intuição desempenha papel importante na tomada de decisão, mas pode ser perigoso confiar cegamente. ❖ É baseada em experiências passadas, permitindo reconhecer os aspectos críticos de uma situação e chegar a uma solução sem passar por uma análise demorada e trabalhosa. E também em hábitos e reflexões. Questões 1 - Ano: 2018 - Banca: CESPE - Órgão: STM - Prova: Técnico Judiciário - Área Administrativa Julgue os próximo item, relativo ao processo racional de solução de problemas e a tipos de decisões. • Processos de tomada de decisão racional são sempre limitados, entre outros fatores, pela capacidade cognitiva do tomador de decisão em questão. CERTO ( ) ERRADO ( ) 2 - Ano: 2015 - Banca: CESPE - Órgão: STJ - Prova: Técnico Judiciário – Administrativa Julgue o item subsequente, acerca do processo racional de solução de problemas. • O sucesso na tomada de decisão depende dos fatores associados a conhecimentos teóricos e à experiência dos tomadores de decisão; depende, ainda, da comunicação de diretrizes e das especificações que devem ser cumpridas, bem como da determinação de prazos, que, se forem exíguos, podem aumentar o risco de uma decisão abreviada. CERTO ( ) ERRADO ( ) 3 - Ano: 2015 - Banca: CESPE - Órgão: STJ - Prova: Analista Judiciário – Administrativa Julgue o item subsequente, a respeito do processo racional de solução de problemas. No modelo de racionalidade limitada, propõe-se que a racionalidade é sempre relativa ao sujeito que decide, não existindo uma única racionalidade tida como superior. CERTO () ERRADO ( ) 4 - Ano: 2012 - Banca: CESPE - Órgão: ANAC - Prova: Analista Administrativo - Área 1 Disponibilidade de informações, conhecimento do assunto, tempo existente e conflito de interesses são fatores que afetam a decisão. CERTO ( ) ERRADO ( )