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UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
CURSO DE PSICOLOGIA – 1º PERÍODO
MANOELLA VIEIRA DE MEDEIROS SCOPEL
RAFAEL GALLIANI 
ESTUDO DIRIGIDO EM FARMACOLOGIA
CURITIBA
2019
CASOS CLÍNICOS
1- Paciente de 20 anos, sexo masculino, com quadro de depressão e ansiedade associada a depressão, utiliza fluoxetina por 2 meses, reclama de não conseguir ejacular, boca seca e ainda relata ser muito nervoso, diz já se sentir muito melhor em relação a depressão e pergunta se já pode descontinuar o uso do remédio.
1.1 Indique a melhor maneira de encaminhar esse paciente, e relacione as reclamações do paciente com a fluoxetina, ou se podem relacionar os sintomas com o próprio quadro clínico do mesmo.
	Deve-se informar ao paciente neste caso que as reclamações dele estão diretamente ligadas aos efeitos adversos provocados pela medicação, que varia de acordo com cada organismo, e a concentração do fármaco exposto ao paciente. 
Umas das reações mais comuns nos pacientes que usam a fluoxetina é diminuição ou perda total da libido, podendo a distúrbios associados com a ejaculação com o tempo. O mesmo se dá para a sensação de boca seca e irritabilidade, mas que neste caso a irritabilidade também pode estar associada ao seu quadro clínico base que é a depressão comitantemente a picos de ansiedade que podem estar sendo atenuado com o empreso da medicação, ou seja, a reação adversa.
	A descontinuação do remédio não seria o mais indicado neste caso e sim que o paciente procure terapia alternativa para ajudar a controlar os episódios de nervosismo e a ansiedade uma vez que o tratamento ainda está no inicio e o corpo vai se adaptar aos efeitos do fármaco. 
1.2 Explique como a fluoxetina funciona.
A fluoxetina é um medicamento da classe dos antidepressivos, possui como mecanismo de ação a inibição seletiva da recaptação de serotonina na fenda sináptica, fazendo com que aumente a concentração desse neurotransmissor, ajudando a controlar assim a depressão, permitindo ao paciente um maior bem estar. É bem absorvida após a administração oral, e atinge a concentração plasmática dentro de 6 á 8 horas.
Os efeitos colaterais da fluoxetina são: boca seca, diminuição do apetite, diminuição da libido, sonhos ocasionais, ejaculação retrograda, disfunção erétil, erupção cutânea, hipomania, fotossensibilidade.
2- Paciente do sexo feminino, 40 anos, quadro clínico de depressão e ansiedade, utiliza zolpidem e clomipramina por duas semanas, menciona não conseguir se lembrar de coisas que faz se toma a dose noturna de zolpidem e planeja se manter acordada, diz não sentir fome e possuir muita dificuldade de se manter acordada durante o dia e não se sente muito melhor em relação a depressão.
1) Indique quais fatores podem ser efeitos colaterais de quais fármacos a paciente toma, e se é recomendada a troca do antidepressivo.
	Alguns sintomas que a paciente relata são comuns do uso desses medicamentos que estão sendo administrados para ela. O um dos efeitos colaterais do Zolpidem é justamente a perda de memória, já que é um fármaco hipnótico, de rápida ação e curta meia-vida. Em alguns pacientes pode também apresentar, pesadelos, nervosismos, confusão sensação de vertigens e sonolência durante o dia. O uso prolongado do Zolpidem não é recomendado, e este não deve ultrapassar 4 semanas. Neste caso como a paciente apresentou esses efeitos colaterais, seria interessante fazer sim a troca da medicação antidepressiva, para tentar a supressão dos efeitos colaterais buscando um aumento da resposta positiva em relação ao quadro depressivo, já que a paciente relata pouca melhora neste quadro. 
2) Explique como diazepam e clomipramina funcionam.
O diazepam é um princípio ativo do grupo farmacológico das benzodiapezinas, do qual é o mais representativo, sendo por muitos considerado a molécula modelo deste grupo. É largamente utilizado no tratamento de ansiedades e outros distúrbios físicos e psicológicos associados às mesmas, por suas propriedades ansiolíticas, sedativas, anticonvulsivantes e efeitos amnésicos. Tais ações são devidas ao reforço da ação do ácido gama-aminobutírico (GABA), o mais importante inibidor da neurotransmissão no cérebro. 
O receptor GABA consiste em cinco subunidades organizadas em torno de um canal iônico de cloreto. Numa dessas subunidades existem os locais de ligação das benzodiazepinas. A ativação do receptor pelo GABA abre o canal de cloro, permitindo a entrada dos ions cloreto para dentro da célula, resultando na hiperpolarização (inibição) do neurónio. A ocupação do espaço de ligação das benzodiazepinas pelo diazepam, acompanhando o GABA, potencia a sua ação inibitória (Silva, 2013). É absorvido no trato gastrintestinal após administração oral, atingindo a concentração plasmática máxima após 30 à 90 minutos (Anvisa, 2019 a).
O cloridrato de clomipramina pertence ao grupo de medicamentos conhecidos como antidepressivos tricíclicos. Esse medicamento aumenta a quantidade dos mensageiros químicos no cérebro: noradrenalina e serotonina. Atua na síndrome depressiva como um todo, incluindo especialmente aspectos típicos, tais como retardamento psicomotor, humor deprimido e ansiedade. A resposta clínica inicia-se normalmente após 2-3 semanas de tratamento. 
Acredita-se que a atividade terapêutica deste fármaco esteja baseada em sua capacidade de inibir a recaptação neuronal de noradrenalina (NA) e serotonina (5-HT) liberadas na fenda sináptica, sendo a inibição da recaptação de 5-HT o componente mais importante dessas atividades. O cloridrato de clomipramina tem também um amplo espectro de ação farmacológica que inclui propriedades α1-adrenolítica, anticolinérgica, anti-histamínica e antisserotoninérgica (bloqueador do receptor para 5-HT) (Anvisa, 2019 b).
REFERÊNCIAS
ANVISA. (2019 a) Diazepam. Bula para o profissional da saúde . [online]. Pharlab Indústria Farmacêutica. Disponível em:
<http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmVisualizarBula.asp?pNuTransacao=22182382017&pIdAnexo=10223221>. Acesso: 10/06/2019.
ANVISA. (2019 b) Cloridrato de Clomipramina. Bula para o profissional da saúde.
Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmVisualizarBula.asp?pNuTransacao=9791912015&pIdAnexo=2937987>. FURP. Acesso: 10/06/2019.
 
Katzung. Bertram G. Farmacologia básica e clínica, 8ª edição, Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2003.
Ministério da Saúde/Infarmed. (2011). Prontuário Terapêutico-10º. [Em linha]. Disponível em: < http://www.infarmed.pt/documents/15786/17838/RCM+-+10+mg.doc/baa5962e-a785-4099-91f3-abcf81093961>. Acesso em 10/06/2019.
Silva, S. R. F. Farmacocinética do Diazepam. Monografia apresentada à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para a obtenção do grau de mestre em Ciências Farmacêuticas. 2013. Disponível em: <https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/3978/1/Farmacocin%C3%A9tica%20do%20diazepam%20-%20S%C3%ADlvia%20Silva_06_06.pdf>. Acesso: 10/06/2019.

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