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Diagrama de Ishikawa, Causa e Efeito ou Espinha de Peixe O diagrama de ishikawa, também conhecido como diagrama de causa e efeito ou espinha de peixe é uma ferramenta utilizada para a análise de dispersões no processo. O nome Ishikawa tem origem no seu criador, Kaoru Ishikawa que desenvolveu a ferramenta através de uma ideia básica: Fazer as pessoas pensarem sobre causas e razões possíveis que fazem com que um problema ocorra. Os diagramas Espinhas de Peixe têm também um papel decisivo na identificação de possíveis novos gargalos com os quais o bom funcionamento das engrenagens e os consequentes tempos de prosperidade para toda a organização. No entanto, uma implementação bem-sucedida do diagrama Espinha de Peixe requer a adoção de alguns procedimentos, dos quais a empresa não deve abrir mão. Para montar o diagrama de ishikawa, faz parte do procedimento reunir as pessoas em time para realizar um brainstorming (tempestade de ideias) de forma a levantar as causas raízes que originam um problema. Em virtude desta função, o diagrama de ishikawa também pode ser denominado como diagrama de causa e efeito. O diagrama, quando elaborado, assemelha-se a uma espinha-de-peixe, motivo pelo qual ele também é conhecido por este nome. O diagrama de ishikawa é uma das ferramentas da qualidade utilizada para o gerenciamento do controle de qualidade e sua composição leva em consideração de que as causas dos problemas podem ser classificadas em 6 tipos diferentes de causas principais que afetam os processos (Método, Máquina, Medida, Meio Ambiente, Mão-de-Obra, Material). Justamente pelo motivo da denominação das 6 causas principais iniciarem com a letra M, também pode ser chamado de 6M’s. Podemos visualizar isto na Figura abaixo: Fonte: https://www.citisystems.com.br/diagrama-de-causa-e-efeito-ishikawa-espinha-peixe/ Vejamos então o significado de cada M: Método – É método utilizado para executar o trabalho ou um procedimento, incluí todos os procedimentos, rotinas e técnicas utilizadas, que podem interferir no processo e, consequentemente, no seu resultado; Matéria-prima – inclui todos os aspectos relativos a materiais como insumos, matérias-primas, sobressalentes, peças etc., que podem interferir no processo e, consequentemente, no seu resultado; A matéria prima utilizada no trabalho que pode ser a causa de problemas. Mão de Obra – inclui todos os aspectos relativos à pessoal que, no processo, podem influenciar o efeito desejado; A pressa, imprudência ou mesmo a falta de qualificação da mão de obra podem ser a causa de muitos problemas. Máquinas – inclui todos os aspectos relativos a máquinas, equipamentos e instalações, que podem afetar o efeito do processo. Isto pode ser causado por falta de manutenção regular ou mesmo se for operacionalizada de forma inadequada. Medida – inclui a adequação e a confiança nas medidas que afetam o processo como aferição e calibração dos instrumentos de medida; qualquer decisão tomada anteriormente pode alterar o processo e ser a causa do problema. Meio Ambiente – inclui as condições ou aspectos ambientais que podem afetar o processo, além disso, sob um aspecto mais amplo, inclui a preservação do meio ambiente que pode favorecer a ocorrências de problemas, está relacionada neste contexto a poluição, poeira, calor, falta de espaço, etc. Existe ainda um sétimo M que tem a origem na palavra em inglês Management que por sua vez está relacionado à gestão. Importante ressaltar que nem todos os M’s necessariamente devem ser utilizados, pois em alguns casos, certos Ms podem não ser aplicáveis. A ideia de tentar “encaixar” todos os M’s seria permitir à equipe pensar em todas as possibilidades e visualizar outros fatores que podem impactar no problema. Isto evita com que o time fique focado somente em uma causa principal. Como exemplo, seria a situação em que um brainstorming é executado somente por pessoas com experiência em manutenção de máquinas, que naturalmente tenderia a fazer com que a equipe pensasse somente em causas relacionadas a máquina, se não utilizado o diagrama de ishikawa. Como se faz um Diagrama de Ishikawa 1. Definir o problema O primeiro passo é definir um problema. Para tanto, evite ser genérico na definição do problema, prefira definir o problema de forma objetiva e em termos de qualidade que possa ser mensurável. 2. Criar a espinha de peixe e marcar o problema que será analisado; Faça um traço na horizontal e marque a direita deste traço o problema que foi definido, em perpendicular a este traço, aplique os 6Ms. 3. Reúna a equipe Este é o momento de gerar um brainstorm sobre o problema levando em consideração a estrutura dos 6Ms. É interessante participar deste brainstorming pessoas que estão relacionadas com o problema e de outras áreas, com diferentes perspectivas que agregam valor neste momento. 4. Analise as causas e fatores atrelados a estas e planeje ações Faça uma análise das causas de forma a detectar causas que impactam mais no problema e quais seriam as soluções propostas. Após isto, planeje um plano de ações definindo os responsáveis e o prazo para cada ação. Utilizando um exemplo prático, vamos analisar o caso de uma pessoa que chega atrasada no trabalho. Sendo assim, traçamos a linha central apontando para o problema (Atraso no Trabalho). Depois levantamos as causas principais e em torno das causas principais, fazemos o levantamento das sub-causas. Veja na Figura 2 abaixo como ficaram as causas e sub-causas mapeadas: Fonte: https://www.citisystems.com.br/diagrama-de-causa-e-efeito-ishikawa-espinha-peixe/ Benefícios do Diagrama de Ishikawa O Diagrama de Ishikawa apresenta visualmente e graficamente as causas potenciais dos problemas ocorridos e seus efeitos que impactam diretamente na qualidade do que é produzido. Esta praticidade na leitura facilita o entendimento do processo do ponto de vista do trabalhador da empresa. Além disto, o diagrama de ishikawa é uma ferramenta que contribui para o aperfeiçoamento do processo, reunindo a equipe e promovendo uma bateria de discussões em torno dela. O digrama de Ishikawa é uma ferramenta que pode ser adotada para elevar o nível de compreensão das pessoas que afetarão nas decisões tomadas para as soluções de problemas, visto que através dela é possível detalhar as causas das causas dos problemas até chegar numa causa raiz. Alguns outros benefícios que podemos citar utilizando esta ferramenta são: Obtenção de diferentes opiniões a partir de um time de trabalho; Fácil de aplicar; Pouco esforço na prática; Melhor entendimento das causas e efeitos Folhas de Verificação As chamadas Folhas de verificação seriam simplesmente planilhas, devidamente organizadas, onde é possível realizar anotações de um determinado levantamento de dados. Sua principal proposta é organizar a maneira como os dados serão observados pelo colaborador que realizar tal atividade e sua periodicidade, de forma que independente do colaborador, sempre seja possível observar os mesmos pontos de controle. Mas algumas observações são necessárias, como: Determinação EXATA do que deve ser observado: A folha deve conter informações como Tipo, Modelo, Características Padrão, Codificação, etc., que podem estar expressos de maneira numérica, gráfica ou visual, com fotos ou desenhos; Deve-se ter clareza quanto ao Período em que os dados devem ser coletados: A determinação da periodicidade entre as coletas de informação. E, para padronizar a ação dos colaboradores, determinar o Tempo para a coleta dos dados, ou seja, limitar o tempo que se deve dedicar às observações apontadas na Folha de Verificação. Claro que este ponto é peculiar a cada atividade, podendo ou não ser adotado. Fonte: https://www.gestaodesegurancaprivada.com.br/folha-de-verificacao-qualidade/