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LIBRAS NP1 - Copia

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Lucas Gomes

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Questões resolvidas

A soletração em língua de sinais (chamada de “datilologia”) serve para:
I - Fazer referência a nomes próprios de pessoas ou lugares.
II - Fazer referência a elementos que não possuem um sinal ainda.
III - Fazer referência a elementos linguísticos que a Libras não compreende, como preposições, artigos etc.
a. I, II e III estão corretas.
b. I está correta.
c. I e II estão corretas.
d. Todas as alternativas estão corretas.
e. I e III estão corretas.

Assinale verdadeiro (V) ou falso (F):
I - O surdo tem uma identidade e uma cultura próprias.
II - Todos os surdos fazem leitura labial e utilizam a Língua de Sinais.
III - O surdo precisa ser oralizado para se integrar na sociedade ouvinte.
IV - O uso da Língua de Sinais atrapalha a aprendizagem da língua oral.
a. Nenhuma é correta.
b. I, II e III.
c. Somente a I.
d. I e IV.
e. Todas estão corretas.

Com relação à Língua Brasileira de Sinais, assinale verdadeiro (V) ou falso (F):
I - É uma língua universal, usada por todas as pessoas surdas.
II - Tem vários gestos iguais, que são utilizados dependendo do contexto.
III - É uma forma reduzida da Língua Portuguesa.
IV - A lei que a oficializou no Brasil foi a Lei 10.436/2002.
a. Nenhuma é correta.
b. I, II e III.
c. II e IV.
d. Somente a IV.
e. Todas estão corretas.

Das letras a seguir, quais possuem a mesma configuração das mãos?


a. F e T.
b. A e S.
c. U e V.
d. G e Q.
e. M e N.

Relacione as palavras soletradas com o sinal correspondente em Libras.


a) VER.
b) CÉU.
c) MÊS.
d) BEM.
e) DIA.

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Questões resolvidas

A soletração em língua de sinais (chamada de “datilologia”) serve para:
I - Fazer referência a nomes próprios de pessoas ou lugares.
II - Fazer referência a elementos que não possuem um sinal ainda.
III - Fazer referência a elementos linguísticos que a Libras não compreende, como preposições, artigos etc.
a. I, II e III estão corretas.
b. I está correta.
c. I e II estão corretas.
d. Todas as alternativas estão corretas.
e. I e III estão corretas.

Assinale verdadeiro (V) ou falso (F):
I - O surdo tem uma identidade e uma cultura próprias.
II - Todos os surdos fazem leitura labial e utilizam a Língua de Sinais.
III - O surdo precisa ser oralizado para se integrar na sociedade ouvinte.
IV - O uso da Língua de Sinais atrapalha a aprendizagem da língua oral.
a. Nenhuma é correta.
b. I, II e III.
c. Somente a I.
d. I e IV.
e. Todas estão corretas.

Com relação à Língua Brasileira de Sinais, assinale verdadeiro (V) ou falso (F):
I - É uma língua universal, usada por todas as pessoas surdas.
II - Tem vários gestos iguais, que são utilizados dependendo do contexto.
III - É uma forma reduzida da Língua Portuguesa.
IV - A lei que a oficializou no Brasil foi a Lei 10.436/2002.
a. Nenhuma é correta.
b. I, II e III.
c. II e IV.
d. Somente a IV.
e. Todas estão corretas.

Das letras a seguir, quais possuem a mesma configuração das mãos?


a. F e T.
b. A e S.
c. U e V.
d. G e Q.
e. M e N.

Relacione as palavras soletradas com o sinal correspondente em Libras.


a) VER.
b) CÉU.
c) MÊS.
d) BEM.
e) DIA.

Prévia do material em texto

A soletração em língua de sinais (chamada de “datilologia”) serve para: 
I- Fazer referência a nomes próprios de pessoas ou lugares. 
II- Fazer referência a elementos que não possuem um sinal ainda. 
III- Fazer referência a elementos linguísticos que a libras não compreende, como preposições, artigos etc. 
Assinale a alternativa correta:
a.	I, II e III estão corretas.
b.	I está correta.
c.	I e II estão corretas.
d.	Todas as alternativas estão corretas.
e.	I e III estão corretas.
R: c. - I e II estão corretas. A datilologia ou soletração (uso do alfabeto manual) ocorre quando: Nas referências para nomes próprios de pessoas ou lugares, nas referências a elementos que não possuem um sinal ainda e nas referências a nomes estrangeiros. 
As frases na Libras possuem uma estrutura diferente da ordem de frase no Português. Assinale a alternativa correta em relação à ordem de frase na Libras.
a.	Verbo – objeto – sujeito.
b.	Sujeito – objeto – verbo.
c.	Verbo – sujeito – objeto.
d.	Objeto – verbo – sujeito.
e.	Objeto – sujeito – verbo.
R: e. - Objeto – sujeito – verbo. As Libras têm como característica a comunicação por meio de gestos, sendo que a mesma foi baseada na língua de sinais francesa. Na Língua Brasileira de Sinais são seguidas a ordem de objeto, sujeito e verbo, o que é denominado de topicalização, uma vez que o objeto aparece primeiro. Na Língua Portuguesa a ordem é: sujeito, verbo objeto.
As letras P, K e H se diferenciam por qual parâmetro?
a.	Expressões não manuais e configuração das mãos.
b.	Configuração das mãos e orientação da palma da mão.
c.	Movimento e ponto de articulação.
d.	Configuração das mãos e movimento.
e.	Orientação da palma da mão e movimento.
R: e. Orientação da palma da mão e movimento. Pois elas diferenciam-se somente por esses parâmetros.
Assinale a alternativa que indica a data correta:
 a.	7/ julho/2012.
b.	2/setembro/2017.
c.	1/julho/2015.
d.	7/junho/2015.
e.	2/setembro/2012.
R: d.	7/junho/2015. Conforme os sinais na figura, indicam a data da letra D.
Assinale verdadeiro (V) ou falso (F): 
I- O surdo tem uma identidade e uma cultura próprias. 
II- Todos os surdos fazem leitura labial e utilizam a Língua de Sinais. 
III- O surdo precisa ser oralizado para se integrar na sociedade ouvinte. 
IV- O uso da Língua de Sinais atrapalha a aprendizagem da língua oral. 
Qual alternativa indica somente as frases corretas?
a.	Nenhuma é correta.
b.	I, II e III.
c.	Somente a I.
d.	I e IV.
e.	Todas estão corretas.
R: c. - Somente a I. Cada um tem sua cultura, os surdos tem a sua maneira de se comunicar diferenciada, tais como gírias, expressões, etc.
Com relação à Língua Brasileira de Sinais, assinale verdadeiro (V) ou falso (F): 
I- É uma língua universal, usada por todas as pessoas surdas. 
II- Tem vários gestos iguais, que são utilizados dependendo do contexto. 
III- É uma forma reduzida da Língua Portuguesa. 
IV- A lei que a oficializou no Brasil foi a Lei 10.436/2002. 
Qual alternativa indica somente as frases corretas?
a.	Nenhuma é correta.
b.	I, II e III.
c.	II e IV.
d.	Somente a IV.
e.	Todas estão corretas.
R: d. - Somente a IV. Conforme aprovação, a lei foi oficializou foi conforme a letra IV
Das letras a seguir, quais possuem a mesma configuração das mãos?
a.	F e T.
b.	A e S.
c.	U e V.
d.	G e Q.
e.	M e N.
R: d. - G e Q. São as únicas letras no alfabeto em libras que possuem a mesma configuração.
Observe os sinais e assinale a alternativa que contempla o parâmetro que os diferem. 
a.	Configuração das mãos.
b.	Ponto de articulação.
c.	Movimento.
d.	Orientação da palma da mão.
e.	Expressões não manuais.
R: b. - Ponto de articulação. Conforme podemos ver na imagem, a articulação vai mudando conforme a necessidade da letra. 
Quem é o profissional que garante a acessibilidade comunicativa para os alunos surdos usuários de Língua de Sinais que estão incluídos no Ensino Regular?
a.	O professor surdo.
b.	O professor regente.
c.	O tradutor e intérprete de Libras.
d.	O fonoaudiólogo.
e.	Instrutor de Libras.
R: c. - O tradutor e intérprete de Libras. É o profissional adequado e renomado para ensino da Língua. 
Relacione as palavras soletradas com o sinal correspondente em Libras. 
 
a.	VER.
b.	CÉU.
c.	MÊS.
d.	BEM.
e.	DIA.
R: c. – MÊS. Conforme vemos na imagens, a formação e posição da mão e dos dedos, corresponde a Mês.
NP2 -Resumo
A visão clínico-patológica ressalta no indivíduo sua condição biológica através de uma comparação com a maioria, ou seja, a maioria da sociedade ouve ou possui condições plenas de audição, portanto, uma pessoa que não ouve é diferente da maioria. Sendo assim, o ocorre a classificação de uma condição normal de ser humano e uma condição de anormal, categorizando o indivíduo por uma não funcionalidade de seu ser biológico. Contrária à visão clínico-terapêutica, a visão socio antropológica utiliza o termo “surdo” para se referir a qualquer pessoa que não escute, independentemente do grau da perda (no melhor ouvido). Nessa visão, a surdez é concebida como diferença e os surdos, como membros de uma comunidade linguística minoritária. Assume-se, nessa perspectiva, como direito das crianças surdas, o acesso à língua de sinais o mais cedo possível. Considerar a surdez uma diferença implica, entre outras coisas, respeitar a língua de sinais como tal e aceitá-la como forma legítima de aquisição de conhecimento pela pessoa surda.
A palavra “surdo” pode ser interpretada por muitos como algo ofensivo ou mesmo pejorativo, mas é algo identitário, reconhecendo o indivíduo como é: usuário de uma outra língua. Isso revela uma visão socio antropológica da surdez. O termo “deficiente auditivo” pode ser modificado para “pessoa com deficiência auditiva”, pois a partir da Convenção da ONU estabeleceu-se um novo paradigma com o termo “pessoa com deficiência” e não mais “portadores de necessidades especiais”, “deficientes” ou “pessoa com necessidades especiais”. Com isso, reconheceu-se que a deficiência é um conceito em evolução, não incorporado de forma pejorativa, pois vem associado à palavra “pessoa”, valorizando-o como indivíduo.
 A Libras, é uma linguagem ou uma língua? A sigla “Libras” significa língua brasileira de sinais, pois a palavra linguagem tem outro significado dentro do campo linguístico. Assim como o português, o inglês e o espanhol são línguas, a Libras também é, a grande diferença é que as primeiras citadas são línguas orais-auditivas e as línguas de sinais são viso-espaciais. Isso significa que línguas orais são faladas com a boca e ouvidas com os ouvidos, já as línguas de sinais são faladas com as mãos dentro de um espaço e percebidas com os olhos.
A luta das pessoas surdas pela regulamentação da língua de sinais tem sido árdua e constante. Muitos podem se perguntar sobre a importância do reconhecimento dessa língua e o que muda na vida das pessoas surdas o seu reconhecimento. Ao reconhecer a Libras como a língua natural das pessoas surdas e o direito delas de se comunicarem em todos os espaços sociais com a sua própria língua, o Brasil avança para construir uma sociedade de fato inclusiva que respeita as diferenças.
No Brasil, temos normas legais e acordos internacionais que se referem às pessoas com deficiência, essas leis proíbem a discriminação e garantem reserva de vagas em empresas de médio a grande porte; um salário mínimo mensal no caso de carência; tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos; regulamentação da acessibilidade e declarações sobre inclusão. Com relação à pessoa surda, temos a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, regulamentada pelo Decreto nº 5.260, de 22 de dezembro de 2005, que reconhece a língua brasileira de sinais (Libras) de comunicação e expressão, inclui a Libras como disciplina curricular nos cursos de graduação em: Pedagogia, Licenciaturas e Fonoaudiologia e estabelece normas para a formação do professor e do intérprete de Libras,garantindo saúde e a educação dos surdos e das pessoas com deficiência auditiva.
O objetivo da educação bilíngue é que a criança surda possa se desenvolver cognitivamente e linguisticamente, como a criança ouvinte e que possa desenvolver uma relação harmoniosa também com ouvintes, tendo acesso às duas línguas: a língua de sinais e a língua majoritária, escrita e falada. A abordagem educacional bilíngue acredita também que a criança surda, em contato com um adulto surdo, constrói uma autoimagem positiva como sujeito surdo, além se integrar na comunidade ouvinte. Para garantir a qualidade em um projeto educacional para surdos, é primordial que a língua de sinais seja ensinada na infância, como primeira língua, e a língua majoritária do país, como segunda língua. A língua de sinais deve ser a primeira língua (ou uma das primeiras) adquirida pelas crianças com uma perda auditiva severa. A língua de sinais é uma língua natural, plenamente desenvolvida, que assegura uma comunicação completa e integral. Diferentemente da língua oral, a língua de sinais permite às crianças surdas em idade precoce de comunicar com os pais plenamente, desde que ambos adquiram-na rapidamente. A língua de sinais tem papel importante no desenvolvimento cognitivo e social da criança e permite a aquisição de conhecimentos sobre o mundo circundante.
A língua de sinas é de extrema importância para o processo de aprendizagem, bem como a língua portuguesa, sendo que a primeira língua servirá de mediadora para a segunda, e a alfabetização se dará da forma mais natural possível, primeiro a compreensão do conteúdo em Libras e, em seguida, de forma gradativa, associa-se ao português. É de grande importância que os alunos se tornem leitores e escritores que possuam o conhecimento da língua portuguesa, resultando em surdos alfabetizados em ambas as línguas (a língua de sinais e a língua portuguesa). Assim, tornamse conhecedores de sua cultura, além de terem acesso ao desenvolvimento total e à participação na sociedade, exercendo sua plena cidadania.
A Libras é dotada de uma gramática composta de itens lexicais, que se estruturam a partir de mecanismos morfológicos, sintáticos e semânticos, os quais, embora apresentem especificidade, seguem também princípios básicos gerais. Esses são usados na geração de estruturas linguísticas de forma produtiva, possibilitando um número infinito de construções, a partir de um número finito de regras. Há, também, componentes pragmáticos convencionais, codificados no léxico e na estrutura da Libras, que permitem a geração de implícitos, sentidos metafóricos, ironias e outros significados não literais. Em LIBRAS, encontramos categorias gramaticais que também estão presentes nas línguas orais. 
Sendo assim, na língua dos sinais, encontraremos itens lexicais que podem ser classificados 
como verbo, advérbio, adjetivo e pronome. A categoria artigo, no entanto, recorrente em 
inúmeras línguas orais, não existe em LIBRAS. 
Embora o conceito atribuído às categorias gramaticais de LIBRAS seja semelhante ao das 
línguas orais, suas formas de classificação e de funcionamento são diferentes. Portanto, a 
LIBRAS não pode ser estudada tendo como base a Língua Portuguesa, já que sua gramática é 
independente da língua oral. 
A ordem dos sinais na construção de uma frase em LIBRAS obedece a regras próprias, que 
refletem a forma de o surdo processar suas ideias tendo como parâmetro a sua percepção visual -
espacial da realidade.

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