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ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO
LIMA, Silmara Peres de [2: Silmara Peres de Lima. Aluna do Curso de Pedagogia-Centro Universitário Internacional UNINTER.2Professor Orientador, Centro Universitário UNINTER.]
2
RESUMO
Abordou-se nesta pesquisa o tema Acessibilidade e inclusão onde trouxe como objetivo geral compreender as ações educacionais emergentes a inclusão e acessibilidade no contexto educacional. Na prática educacional as escolas ainda estão em processos de adaptação ao físico e ao currículo em questão. Uma escola em processo de inclusão é aquela que adota medidas concretas de acessibilidade. Esta deve começar pelos professores, alunos, familiares, técnicos, funcionários e outros. Escola e comunidade necessitam andarem em parceria para que defato aconteça acessibilidade escolar e educação para todos. Além das barreiras arquitônicas é necessario instrumentos adaptandoscomo na forma que alguns alunos poderão usar o lápis, a caneta, a régua etodos os demais instrumentos de escrita, normalmente com um pouco de acessibilidade. Acessibilidade nos computadores e objetos de pesquisas como livros, tabletes e software.O presente artigo trata da relevância da acessibilidade, enquanto meio necessário à concretização da promoção da inclusão escolar e social.
Palavras-chave: Acessibilidade. Inclusão. Prática educacional. Realidade local.
INTRODUÇÃO
O presente artigo objetiva compreender as ações educacionais emergentes a inclusão e acessibilidade no contexto educacional. Trouxe em sua problemática como acontece na prática acessibilidade nas escolas publicas e privadas do distrito de Castelo de Sonhos/Altamira-Pará. 
Durante muito tempo as pessoas com alguma limitação, seja ela física ou mental, foram colocadas à margem da educação. Nas últimas décadas do século XX essa situação vem mudando, pois as demandas sociais passam a fazer com que a população busque de forma contínua por ações governamentais que tentem acabar com qualquer forma de discriminação (DUTRA; SANTOS, 2010). 
	Falar em acessibilidade sem falar em inclusão é apenas inserção, pois incluir e dar acima de tudo oportunidade de desenvolvimento e crescimento seja social ou profissional, e para que aconteça o desenvolvimento necessita-se de adaptações, sobretudo esta acessível não só nas barreiras arquitetônicas, físicas, metodológica ou comunicativa. 
Desta forma, reconhecendo como essencial a educação, que exerce papel fundamental na sua função social transformadora, e de acolhimento à diversidade humana e a valorização das diferenças, o foco principal do presente trabalho será o de analisar se o exercício dos direitos fundamentais das pessoas com deficiência física está sendo exercido no cenário educacional analisado, principalmente no que se refere à liberdade de locomoção e sobre a inclusão num ambiente educacional. 
Um atendimento de qualidade as pessoas com deficiência física depende de adequações das condições de estruturação do meio escolar e, é nesse sentido que se faz necessária a efetiva concretização das políticas governamentais de integração de pessoas com deficiência. Sendo assim, cada dia mais se percebe esforços para uma política de inclusão social voltada a combater o problema de discriminação e exclusão educacional, onde cresce e aprimora-se o número de ações afirmativas de acesso e permanência de pessoas com qualquer tipo de deficiência no âmbito escolar, da pré-escola à pós-graduação (DUTRA; SANTOS, 2010). 
	Primeiro está acessível humanamente, sem barreiras embutidas em políticas públicas, sem preconceitos, para com qualquer pessoa. Esta pesquisa trouxe como tema Acessibilidade e Inclusão.
Segundo Stainback e Stainback, (1999, p. 26 – 27);
A razão mais importante para o ensino inclusivo é o valor social da igualdade. Assim ensinaremos aos nossos alunos que todos têm direitos iguais ainda com algumas diferenças especificas, todos nós temos direitos iguais.
	
	Acessibilidade e Inclusão no contexto escolar é pauta obrigatória na educação brasileira uma vez que se tem o tema “Educação para todos”. Diante disto se fez necessário o melhor conhecimento do que de fato acontece na realidade escolar deste distrito referente à acessibilidade e a inclusão. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015; Do direito à educação:
Art. 27.  A educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem.
	Além de propor conhecimento desta realidade enfatizo a necessidade de análises e buscas por uma educação inclusiva de qualidade. Fazendo direito de oportunidades e igualdades. Este veio contribuir para análise e reflexão do referido tema. A metodologia utilizada para esta será a pesquisa de campo e cunho bibliográfico e quantitativo, nas escolas públicas de ensino básico no distrito de Castelo de Sonhos/Altamira-PA.
INCLUSÃO ESCOLAR 
	A inclusão da pessoa com deficiência no âmbito escolar é um debate atual que demanda a organização de várias propostas de trabalho, pelas especificidades inerentes à pessoa humana e pelas diversas barreiras existentes no contexto escolar. 
	De acordo com Sassaki (2006), a integração propõe a inserção parcial do sujeito, enquanto que a inclusão propõe a inserção total.
	 Para isso, a escola, como instituição que autentica a prática pedagógica e a formação de seus educandos, precisa romper com a perspectiva homogenizadora e adotar estratégias para assegurar os direitos de aprendizagem de todos.
	 No entanto, essas estratégias dependem das especificidades de cada pessoa, da experiência, e da criatividade e observação do professor com sensibilidade e acuidade, além de uma formação inicial e continuada que o encaminhe para isso. 	
	A Declaração de Salamanca (1994) defendem que o princípio norteador da escola deve ser o de propiciar a mesma educação a todas as crianças, atendendo às demandas delas.
	 Nessa direção, a inclusão traz como eixo norteador a legitimação da diferença (diferentes práticas pedagógicas) em uma mesma sala de aula para que o aluno com deficiência possa acessar o objeto de conhecimento. 
	Isso poderá ocorrer por meio de alternativas diversas (jogos, brincadeiras e experimentação de diferentes estratégias) que o professor precisará buscar para tratar dos conhecimentos em sala de aula, decorrer, portanto, como se disse anteriormente, pela sensibilização, criatividade e formação necessárias para esta prática.
	Portanto, (VYGOTSKY, 2004) diz; dentro da perspectiva social de deficiência podemos afirmar que a pessoa com deficiência procura outro percurso de desenvolvimento distinto daquele que está impedido biologicamente.
A opção pela escola inclusiva foi oficialmente assumida por diversos países, através da Declaração de Salamanca (ONU/UNESCO, 1994).
O documento final da Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais, ocorrida na Espanha, propõe programar, nos sistemas educacionais, programas que levem em conta as características individuais e as necessidades de cada aluno, de modo a garantir educação de boa qualidade para todos. Salienta também o mérito da escola inclusiva de tentar mudar as atitudes de discriminação, criando comunidades mais acolhedoras.
Esta proposta vem sendo gradativamente em muitos países como Espanha (Cool,Palacios e Marchesi,1995), EUA, Canadá, Austrália, Itália, Inglaterra (Stainback e Stainback, 1999), Chile, Moçambique e Angola (Crochík, 2002).
	O movimento pela inclusão está visivelmente na legislação brasileira, que se posiciona pelo atendimento dos alunos com necessidades educacionais especiais preferencialmente em classes comuns das escolas, em todos os níveis, etapas e modalidade de educação e ensino (Brasil, 1999). E ainda traz alguns equívocos, a nova versão da Lei de Diretrizes e Bases (1996).
	Mais recentemente,outro documento internacional de peso foi incorporado a nossa legislação, com equivalência de uma emenda constitucional (2008): a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU, 2007). Com ele, o governo brasileiro ratifica seu compromisso com os princípios da autonomia e independência da pessoa, do respeito pela diferença, da não discriminação e acessibilidade,comprometendo-se a promover e assegurar à plena e efetiva participação de todos, embora se saiba que boa parte da inclusão faz se utopia até mesmo pela aceitação daqueles que deveriam melhor acolher os “professores”, pois muitos dizem não estarem preparados, porém também não demonstram busca, vontade.
	A parte da educação inclusiva a onde é mais desejada e visada pelos mesmos e a sala de atendimento educacional especializado; pois o governo oferece 50% a mais do salário mensal para estes profissionais, sendo assim torna-se atrativa e cobiçada por muitos, embora nem todos sejam profissionais ou tenham habilidade para atuarem. 
Então “ainda há muito para rever, muito para retificar para se tornar” inclusão “igualdade de todos.” Um mundo inclusivo é, portanto, um mundo no qual todas as pessoas têm acesso às oportunidades de ser e estar na sociedade. A escola tem um papel significativo, não só para o desenvolvimento cognitivo e social das crianças, mas também para sua saúde psíquica, pois ela é o primeiro espaço social promotor de separação entre a criança e a família, estabelecendo um importante elo com a cultura. 
	Para que se coloque em prática o princípio democrático da educação para todos. È necessário priorizar uma educação de qualidade precisa ser assumido principalmente pelos educadores e nas praticas pedagógicas diárias.
2.1- ACESSIBILIDADE ESCOLAR
Uma escola em processo de inclusão é, então, aquela que adota medidas concretas de acessibilidade. Esta deve começar pelos professores, alunos, familiares, técnicos, funcionários e outros. Cada uma destas pessoas tem a responsabilidade de contribuir com a sua parte, por menor que seja na construção da inclusividade em suas escolas. 
 Arquitetura. Ajudando a remover barreiras físicas ao redor e dentro da escola, tais como: degraus, buracos e desníveis no chão, pisos escorregadios, portas estreitas, sanitários minúsculos, má iluminação, má ventilação, má localização de móveis e equipamentos etc. Comunicação. 
Aprendendo o básico da língua de sinais brasileira (Libras) para se comunicar com alunos surdos; entendendo braile e sorobã para facilitar o aprendizado de alunos cegos; usando letras em tamanho ampliado para facilitar a leitura para alunos com baixa visão; permitindo o uso de computadores de mesa e/ou notebooks para alunos com restrições motoras nas mãos; utilizando desenhos, fotos e figuras para facilitar a comunicação para alunos que tenham estilo visual de aprendizagem etc.
 SASSAKI, Romeu Kazumi, nos diz que:
Ao longo dos últimos 12 anos, escrevi para esta revista vários artigos versando a acessibilidade é uma qualidade, uma facilidade que desejamos ver e ter em todos os contextos e aspectos da atividade humana. Se a acessibilidade for (ou tiver sido) projetada sob os princípios do desenho universal, ela beneficia todas as pessoas, tenham ou não qualquer tipo de deficiência.(SASSAKI,Romeu Kazumi mar./abr. 2009, p. 10-16,)
Instrumentos. Adaptando a forma como alguns alunos poderão usar o lápis, a caneta, a régua e todos os demais instrumentos de escrita, normalmente utilizados em sala de aula, na biblioteca, na secretaria administrativa, no serviço de reprografia, na lanchonete etc., na quadra de esportes etc.
Mantoan (2006, p.47), defende que:
A inclusão não prevê a utilização de práticas de ensino escolar específicas para esta ou aquela deficiência e/ou dificuldade de aprender. Os alunos aprendem nos seus limites e se o ensino for, de fato, de boa qualidade, o professor levará em conta esses limites e explorará convenientemente as possibilidades de cada um. Mantoan (2006, p.47)
Revendo atentamente todos os programas, regulamentos, portarias e normas da escola, a fim de garantir a exclusão de barreiras invisíveis neles contidas que possam impedir ou dificultar a participação plena de todos os alunos, com ou sem deficiência, na vida escolar. 
Atitudes. Participando de atividades de sensibilização e conscientização, promovidas dentro e fora da escola a fim de eliminar preconceitos, estigmas e estereótipos, e estimular a convivência com alunos que tenham as mais diversas características atípicas (deficiência, síndrome, etnia, condição social etc.) para que todos aprendam a evitar comportamentos discriminatórios. 
2.2-BREVE HISTÓRIA DA ACESSIBILIDADE
	Segundo: Romeu Kazumi Sassaki em seu artigo Inclusão: Acessibilidade no lazer, trabalho e educação-2009. 
	Anos 50: Profissionais de reabilitação denunciam a existência de barreiras físicas nos espaços urbanos, edifícios e meios de transporte coletivo que impediam ou dificultavam a locomoção de pessoas com deficiência.
	Anos 60: Universidades americanas iniciaram a eliminação das barreiras arquitetônicas existentes em seus recintos: áreas externas, estacionamentos, salas de aula, laboratórios, bibliotecas, lanchonetes etc.
	Anos 70: Surgimento do primeiro centro de vida independente (CVI) do mundo em Berkeley, Califórnia, EUA, e de centenas de CVIs impulsionou o exercício da independência (tomada de decisões) e da autonomia (funcionalidade) de pessoas com deficiência. Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes: “As pessoas deficientes, qualquer que seja a origem, natureza e gravidade de suas deficiências, têm os mesmos direitos fundamentais que seus concidadãos da mesma idade” (ONU, 1975).
	Anos 80: Lema “Participação Plena e Igualdade” do Ano Internacional das Pessoas Deficientes (1981) levou pessoas com deficiência a desencadearem campanhas mundiais para alertar a sociedade a respeito das barreiras arquitetônicas e exigir não apenas a eliminação delas (através do desenho adaptável) como também a não-inserção de barreiras já nos projetos arquitetônicos(através do desenho acessível). Declaração de Cave Hill: “Todas as barreiras que impeçam a igualdade de oportunidades devem ser removidas.” (Disabled Peoples’International, 1983). Programa Mundial de Ação relativo às Pessoas com Deficiência: “Os Países-Membros devem trabalhar em prol de um ambiente físico acessível para todos, abrangendo as pessoas com vários tipos de deficiência.” (ONU, 1983).
	Anos 90: Surgimento do conceito de desenho universal (ambientes, meios de transporte e utensílios devem ser projetados para todos), do paradigma da inclusão e da visão de diversidade humana – ampliando o conceito de acessibilidade para abranger dimensões arquitetônicas, comunicacionais, atitudinais etc. 
Normas sobre a Equiparação de Oportunidades para Pessoas com Deficiência: “Os Países Membros devem iniciar medidas que removam os obstáculos à participação no ambiente físico. Tais medidas devem desenvolver padrões e diretrizes e considerar a promulgação de leis para garantir a acessibilidade a várias áreas da sociedade, tais como moradia, edifícios, serviços de transportes públicos e outros meios de transporte, ruas e outros ambientes externos.” (ONU, 1993). Carta para o Terceiro Milênio:
	 “O século 20 demonstrou que, com inventividade e engenhosidade, é possível estender o acesso a todos os recursos da comunidade - ambientes físicos,sociais e culturais. No século 21, nós precisamos estender este acesso - que poucos têm - para muitos, eliminando todas as barreiras ambientais que se interponham à plena inclusão deles na vida comunitária.” (Rehabilitation International, 1999).
	Século 21: Longa luta pelo direito de ir-e-vir se incorpora à defesa de todos os direitos humanos. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: Do tema “acessibilidade” se ocupa todo o Artigo 9, mas ele aparece também em diversas outras partes (ONU, 2006).	
Os documentos como a Declaração Mundial de Educação para Todos (1990) e a Declaração de Salamanca(1994) passaram a influenciar a formulação das políticas públicas da educação inclusiva.
	Para Vygotsky o processo de formação do pensamento é, portanto despertado e acentuado pela vida social e pela constante comunicação que se estabelece entre crianças e adultos, a qual permite a assimilação da experiência de muitas gerações.
	Diante disto o convívio das crianças com necessidades especiais com as demais crianças e o meio contribui para seu processo de conhecimento continuo e desenvolvimento intelectual. O que faz deste processo inclusivo lago tão especial para aqueles que a aceitam e vivem a inclusão.
	Segundo o autor a educação inclusiva constitui um paradigma educacional fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis, e que avança dentro e fora da escola.	Pensando nisto a escola deve está acessível em todos os sentidos para que de fato esta criança se sinta incluída e não apenas inserida no contexto escolar.
	A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU/2006), por meio do Decreto nº 6949/2009, assumiu o compromisso de assegurar o acesso de todas as pessoas com deficiências, o direito educacional inclusivo dentre todos os níveis e de proporcionar à educação todas as medidas necessárias que garantam as condições para sua efetiva participação, dentro das escolas.
	Para que de fato ocorra na prática percebe-se que vai muito além de um decreto, a educação precisa urgentemente ser revista com olhos de quem almeja mudança principalmente no que se refere à inclusão. Pois depende plenamente de compromisso governamental, políticas municipais e estaduais; assim como piso salarial dos professores que ainda existem municípios no Brasil que não repassa para os mesmos, também a inclusão entra nessa necessidade, nem todos os profissionais do atendimento educacional especializado recebem 50% de gratificação especial. 
Verbas governamentais para acessibilidade disponível do governo vêm para algumas escolas uma vez a cada quatro anos, e não é suficiente para organizar todas as barreiras de acessibilidade como pede o governo. Ressalto que a inclusão educacional é um direito do aluno e requer mudanças na concepção e nas práticas de gestão, de sala de aula e de formação de professores, para a efetivação do direito de todos à escolarização.
	Mantoan, 2003 nos diz;
Além de fazer adaptações físicas, a escola precisa oferecer atendimento educacional especializado paralelamente às aulas regulares, de preferência no mesmo local. Assim, uma criança cega, por exemplo, assiste às aulas com os colegas que enxergam e, no contraturno, treina mobilidade, locomoção, uso da linguagem braile e de instrumentos como o soroban, para fazer contas. Tudo isso ajuda na sua integração dentro e fora da escola. Mantoan, (2003)
	De acordo com Mantoan, este atendimento se faz necessário alem das adaptações físicas, pois a mobilidade, a locomoção, a linguagem, faz com que a integração neste no dentro da escola e na sociedade torne-se acessível em todos os âmbitos.
	
De acordo com Rubem Alves em 2004;
A primeira tarefa da educação é ensinar a ver, pois é através dos olhos que as crianças conseguem perceber as belezas que existem no mundo. Ver ao redor, enxergar as diferenças existentes entre as coisas e pessoas e perceber a beleza das diferenças.
 	De acordo com Revista Pós - graduação: Desafios Contemporâneos nas palavras do mesmo autor. Diferenças estas que estão cada vez mais presentes em nosso dia a dia através da inclusão de alunos com deficiência em nossas escolas regulares. 
	É chegado o momento de revisão, é hora de “olhar” para a escola e permitir que ela seja para todos, verdadeiramente. É necessário transformar as escolas em espaços capazes de receber todos os tipos de crianças, e garantir a todos a permanência e o sucesso da mesma. 
	Deve-se no papel de professor, reconhecer a importância da inclusão e seus benefícios. Buscar formação para trabalhar com as diversidades, reorganizar as escolas, com estrutura física e material pedagógico que auxiliarão o trabalho diário. Precisa-se do apoio das secretarias de educação no oferecimento de cursos e capacitações, e a realização de um trabalho em parceria com a área da saúde e serviço social, visando uma equipe multidisciplinar. 
	Falar em inclusão implica em pensar numa escola na qual os alunos recebam oportunidades educacionais adequadas às suas habilidades e necessidades; em pensar numa escola para todos os sujeitos, em que todos são aceitos, em que todos ajudam e são ajudados pelos professores e pelos colegas, independentemente do seu talento ou deficiência. 
	Uma escola inclusiva só existe na medida em que se aceita que é preciso tirar proveito das diferenças. O posicionamento a favor da inclusão vem de dentro de cada pessoa, mas na escola pode e deve incentivar a comunidade escolar a aceitar e a enfrentar o medo da inclusão. Assim poderão entender que todos só têm a ganhar e jamais perder ao conviver com alguém com alguma deficiência.
2.3-BREVE ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS
	
	Esta propõe analise das condições de acessibilidade na escola, bem como a descrição das condições de acessibilidade da escola: arquitetônica (banheiros e via de acesso, sinalização táctil, sonora e visual); pedagógica (livros e textos em formatos acessíveis e outros recursos de disponibilizados na escola); nas comunicações e informações (tradutor/intérprete de Libras, guia intérprete e outros recursos e serviços); nos mobiliários (classe escolar acessível, cadeira de rodas e outros); e no transporte escolar (veículo rebaixado para acesso aos usuários de cadeira de rodas, de muletas, andadores e outros).
	Para enriquecer a reflexão sobre a Acessibilidade e Inclusão trago algumas contribuições de gestores educadores que participaram ao longo da tarefa de análise dos dados.
	Fiz a referida pesquisa em quatro escolas de níveis diferentes uma de educação infantil de 01 á 06 anos, duas do ensino fundamental I e II de 09 anos, e uma do maternal ao ensino médio, sendo esta de ensino particular.
 Na primeira questão diz a seguinte pergunta: 
Você considera que esta instituição pesquisada é acessível para todas as crianças com deficiências dentro das barreiras arquitetônicas de médio porte? 
Duas responderam que sim, e uma disse que não.
Perguntei sobre se a escola recebia fundos do governo para acessibilidade é três disseram que sim e uma que não. Pedi que se sim quantas vezes isso ocorresse ao ano? 
Falaram-me que uma vez ao ano, porém receberam este beneficio somente uma vez em cinco anos. Prossegui falando dos programas ou software de acessibilidade que são utilizados na escola para atender as necessidades específicas dos alunos. Dos programas pesquisados apenas uma escola trabalha com os mesmos, duas responderas outros e uma respondeu nenhum.
	Das barreiras arquitetônicas pedi se nas escolas havia banheiros de acessibilidades, todas as escolas pesquisadas, responderam que sim. A falta de informação referente à acessibilidade é visível. 
4. METODOLOGIA
Esta pesquisa efetuou-se por meio da pesquisa de campo e cunho bibliográfico e quantitativo, nas escolas públicas de ensino básico no distrito de Castelo de Sonhos/Altamira-PA. 
Como afirma Ludke e André (1986, p.48): 
O primeiro passo nessa análise é a construção de um conjunto de categoria descritiva. O referencial teórico do estudo fornece geralmente a base inicial de conceitos a partir dos quais é feita a primeira classificação dos dados. (Ludke e André 1986).
O presente estudo ocorreu por meio das analises de dados, gráficos e questionários, realizado nas escolas deste distrito, com visitas aos espaços escolares visando um olhar sobre analise para aquilo que queremos. Acessibilidade e inclusão de qualidade.
 Com base nos autores, Sassaki, Mantoan, Rubens Alves, Stainback, VYGOTSKY e outros.
Para Vygotsky, 1997.
Aplicar a defectologia no cotidiano escolar significa, portanto, “… fundar a pedagogia no principio da compensação, isto é,de um desenvolvimento criativo…” Além do mais: “Cabe à escola não só adaptar-se às insuficiências dessa criança, mas também lutar contra elas, superá-las” Vygotsky, (1997, p.35; 36).
	De acordo com autor analisar e olhar não deficiência, mas a proficiência um olhar diferente faz toda a diferença na inclusão e acessibilidade. Para Mantoan inclusão é:
É a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós. A educação inclusiva acolhe todas as pessoas, sem exceção. É para o estudante com deficiência física, para os que têm comprometimento mental, para os superdotados, para todas as minorias e para a criança que é discriminada por qualquer outro motivo. Costumo dizer que estar junto é se aglomerar no cinema, no ônibus e até na sala de aula com pessoas que não conhecemos. Já inclusão é estar com, é interagir com o outro. 
··.
	De acordo com a autora acima, entender outro se faz necessário, respeitar as diferenças, interagir com outro é deixar-se acessível para o outro. Acessibilidade não apenas nos espaços, mas dentro de si mesmo, como educador, pais, amigo ou quem sabe somente um conhecido, mas que a presença humana passe força, vontade, fé acima de tudo de que é possível quando se tem vontade e acredita.
3.CONSIDERAÇÕES FINAIS
	
	Ao termino desta pesquisa, percebi que a inclusão e acessibilidade são eixos que necessitam de novos paradigmas e formas de olhar, os mesmos são palco de muitas discussões e estudos. A acessibilidade nas escolas pesquisadas e em termo geral ainda anda em passos lentos. Ressalto a dificuldade para encontrar referenciais teóricos para o desenvolvimento do mesmo dentro da realidade local.
	A inclusão escolar para ser realizada com sucesso necessita atender as necessidades físicas, materiais, humana, social, emocional, afetiva, e social daqueles que necessitam, sem apenas inseri-los.
Mantoan, 2004;
Define inclusão como sendo a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós.
	
	Portanto, a partir do momento em que a acessibilidade passar a ser vista como um direito realmente de todos, interesse da coletividade, promovendo assim o respeito à diversidade, principalmente, às pessoas com deficiência, ai de fato a inclusão e acessibilidade passe acontecer de verdade. Por enquanto ainda e caminho de muita utopia e vontade de poucos.
Por fim mesmo com toda evolução no conceito de deficiência, com a produção de várias legislações a âmbito federal, estadual e municipal, referente Acessibilidade, ainda se constituem um grande desafio a vencer as barreiras sociais que os coloca em posição de desvantagem na relação com os demais.
REFERENCIAS
ALVES, Rubem. O desejo de ensinar e a arte de aprender. Campinas: Educar, 2004.
BEYER, H. O. A educação inclusiva: incompletudes escolares e perspectivas de ação. Cadernos de Educação Especial. Santa Maria, n. 22, 2003. Disponível em: http://www.ufsm.br/ce/revista/ceesp/2003/02/a3.htm Acesso em: 10/07/2016 as 20h00min horas.
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BRASIL. Ministério da Educação. Direito à educação: subsídios para a gestão dos sistemas educacionais. Orientações gerais e marcos legais. MEC/SEESP, 2004. Documento norteador para a elaboração do Plano Municipal de Educação. SEB/MEC, 2005.
GLATE, R. & OLIVEIRA, E.S.G. Adaptação Curricular. Disponível em: www.acessibilidade.net/at/kit2004/Programas%20CD/ATs/cnotinfor/Relatorio_Inclusiva/report_adaptacao_curricular_pt.html. Acesso em: 02-08-2016
LUDKE, Menga e ANDRE, Marli. E. D. A – Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.
MANTOAN, M.T.E. Inclusão escolar: o que é? Por quê? como fazer? São Paulo: Moderna, 2003 Coleção cotidiano escolar.
Minetto, Maria de Fátima/Currículo na educação inclusiva: entendendo esse desafio-Curitiba:Ibpex, 2008.
NOVA ESCOLA Edição 279, Fevereiro 2015. Título: Artigo Maria da Paz Castro-Reflexões sobre o ensino para todos e o respeito à diversidade.
Revista Pós-graduação: Desafios Contemporâneoshttp://ojs.cesuca.edu.br/index.php/revposgraduacao,junho 2014. Acessada em 12/08/2016
SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: acessibilidade no lazer, trabalho e educação. Revista Nacional de Reabilitação (Reação), São Paulo, Ano XII, mar./abr. 2009,p. 10-16.
Silva, Aline Maira da / Educação Especial e Inclusão escolar – Curitiba: Ibepex, 2010. 
STAINBACK, S.B. Inclusão de pessoas com necessidades especiais na escola. Revista Pedagógica Pátio. Porto Alegre: Artmed. nov /Jan. 2005.
VYGOTSKY, L. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1987.
_______VYGOTSKY, L.S. Fundamentos de Defectologia: obras completas: tomo cinco. Cuba: Pueblo y Educacion, 1983.

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