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Universidade Luterana do Brasil – ULBRA/ Gravataí 
Curso de Psicologia 
Disciplina de Teorias Psicoterápicas II 
 
Docente: Mariana Benchaya 
 
Modelo cognitivo 
 
Conceituação cognitiva 
1. Nossas cognições exercem influência nas nossas emoções 
e comportamento 
2. O modo como agimos ou nos comportamos pode afetar 
profundamente nossos padrões de pensamento e nossas 
emoções. 
Princípios básicos da TCC 
O modelo Cognitivo-Comportamental 
Wright, 2008 
1. Pensamentos automáticos 
2. Crenças (nucleares ou intermediárias - regras e 
pressupostos subjacentes) 
 
 
 
Níveis das cognições 
Nível consciente, de fácil acesso 
Normalmente são privativos e não-declarados, associados a 
ocorrência de acontecimentos em nossas vidas. 
Ocorrem concomitantemente associados a emoções fortes. 
 
Ex.: Fiz besteira de novo! Não tem jeito, nunca vou conseguir 
agradá-la. 
 
 
 
Pensamentos automáticos 
 São ideias ou entendimento mais profundos, 
frequentemente desarticulados, que os pacientes têm sobre 
si mesmos, os outros e seus mundos. 
 Essas ideias não são, em geral, expressadas antes da 
terapia, mas podem facilmente ser extraídas do paciente e 
testadas. 
Crenças 
 A crenças podem ser classificadas em: 
 crenças intermediárias (compostas por regras, atitudes, e 
suposições). 
 crenças centrais (ideias absolutistas, rígidas e globais sobre si 
próprio e o outro). 
 As crenças intermediárias, embora não sejam tão facilmente 
modificáveis quanto os pensamentos automáticos, são ainda mais 
maleáveis do que as crenças centrais. 
Regras condicionais como afirmações tipo se-então, que 
influenciam a auto estima e a regulação emocional. 
 
Ex.: Tenho de ser perfeito para ser aceito. 
Se eu não agradar aos outros o tempo todo, então eles me 
rejeitarão. 
 
 
Regras e pressupostos subjacentes 
 Geralmente, o terapeuta e o paciente começam trabalhando 
os pensamentos automáticos antes de abordarem as crenças. 
 
 No entanto, desde o início o terapeuta começa formulando 
uma conceituação que conecta logicamente os pensamentos 
automáticos às crenças de níveis mais profundo. 
Conceituação cognitiva 
O terapeuta deve começar preenchendo um Diagrama de 
conceituação cognitiva assim que tiver reunido dados sobre os 
pensamentos automáticos, emoções, comportamentos e/ou 
crenças típicas do paciente. Este diagrama retrata, entre outras 
coisas, o relacionamento entre as crenças centrais, 
intermediárias e os pensamentos automáticos atuais. 
Conceituação cognitiva 
Para completar as estratégias compensatórias, o terapeuta se 
pergunta: 
 Que estratégias comportamentais o paciente 
desenvolveu para enfrentar a aflitiva crença central? 
As amplas suposições do paciente com frequência ligam as 
estratégias compensatórias à crença central: 
“Se eu (me engajo na estratégia compensatória), então 
(minha crença central pode não tornar-se verdadeira). No 
entanto, se eu (não me engajo na minha estratégia 
compensatória), então (minha crença pode se tornar 
verdadeira). 
Conceituação cognitiva 
As estratégias compensatórias são comportamentos normais nos 
quais todos, às vezes, engajam-se. A dificuldade dos pacientes em 
estado de aflição reside no excesso dessas estratégias às custas de 
estratégias mais funcionais. 
Conceituação cognitiva 
O diagrama deve ser continuamente reavaliado e refinado, à medida 
que dados são colhidos. O terapeuta de início pode apresentar a 
metade inferior do quadro, deixando a parte superior para um 
momento que o terapeuta julgar que o paciente se beneficiará mais. 
Conceituação cognitiva 
É necessário enfatizar aos pacientes que as crenças não são inatas e 
sim aprendidas, podendo, então, ser revisada. 
Psicoeducação sobre as crenças 
Vantagens e desvantagens das 
modificação de crenças 
Afim de decidir que estratégias usar para modificar uma 
determinada crença, o terapeuta formula claramente para si, 
qual seria uma crença mais adaptativa. (Que crença seria mais 
funcional para o paciente?) 
Novas crenças 
 Durante grande parte de suas vidas, a maioria das pessoas pode manter crenças 
centrais relativamente positivas: 
 
 "Tenho algum controle sobre os meus atos" 
 “Sou competente em algumas coisas" 
 "Sou um ser humano funcional" 
 "Sou amável" 
 "Sou digno" 
Os terapeutas ensinam aos pacientes as ferramentas para que 
possam identificar, avaliar e adaptativamente responder aos 
PA’s e crenças intermediárias. 
 
 Estas mesmas ferramentas são utilizadas para corrigir as 
crenças centrais. 
Possíveis mudanças nas crenças 
CATEGORIZAÇÃO DAS 
CRENÇAS CENTRAIS 
DISFUNCIONAIS 
CRENÇAS CENTRAIS DE 
DESAMPARO 
Incompetente Frágil 
Vulnerável 
Carente Desamparado 
Inadequado 
Indesejável 
 
 
Incapaz de ser 
amado 
 
 
Sou mau 
CRENÇAS CENTRAIS DE DESAMOR 
 
Abandonado 
 Rejeitado 
Sozinho 
CRENÇAS CENTRAIS DESVALOR 
Incapaz 
Enganador 
Inadequado 
Sem Valor 
Incompetente 
Fracassado 
Como educar o paciente sobre 
suas crenças centrais 
Raiz na 
infância 
-hipótese 
Ativado 
por situações 
específicas 
É uma idéia, 
não uma 
verdade 
Mesmo ele 
sentindo 
como 
“verdade” 
pode não 
ser. 
Referências 
 Beck, J. (1997). Terapia Cognitiva – Teoria e Prática (S. Costa, trad.), 
Porto Alegre: Artmed, 1997. 
 
 Wright, J. H. Aprendendo a Terapia Cognitivo-Comportamental: 
um guia ilustrado. Porto Alegre: Artmed, 2008.

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