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MEDICINA LEGAL
TRAUMATOLOGIA 
TRAUMA é uma energia que pode ser 
FÍSICA
QUÍMICA 
BIOLÓGICA
MISTA
Quando essa energia é transferida para o corpo causa uma alteração fisiológica ou orgânica em seu funcionamento 
LESÃO – alteração morfológica, fisiológica ou mista, que ocorre no organismo, causada pela ação de uma certa quantidade de energia de ordem física, química, biológica ou mista, chamada genericamente de trauma. 
O trauma é a causa da lesão (consequência)
Energia vulnerandi – energias que causam lesão. 
PELE é o maior órgão do corpo humano, é a primeira barreira contra o trauma/agressões.
Duas camadas: Epiderme e derme
1) Epiderme – camada mais externa, em contato com o ambiente, composta por células mortas, a camada está queratinizada - impermeável, não tem vasos sanguíneos, não sangra, não dói, não tem filetes nervosos.
5 camadas da epiderme - CLUGREB
Camada córnea – composta por células mortas e sem núcleo (21 a 28 dias essa camada é renovada). Células completamente achatadas em forma de lâminas. Estas lâminas se sobrepõem formando uma estrutura rígida e hidrófila exercendo as funções de proteção contra agentes físicos, químicos e biológicos, além de impedir a evaporação de água. Nesta camada ocorre o desprendimento constante dos queratinócitos e consequentemente uma renovação constante da epiderme. 
Camada lúcida
Camada granulosa
Camada espinhosa
Camada basal (germinativa ou Malpighi ou geradora) – células vivas. A camada basal é a camada mais profunda da epiderme que faz contato direto com a derme. É formada por uma única fileira de células prismáticas. É a camada onde ocorre intensa divisão celular, responsável pela renovação da epiderme, fornecendo células para substituir as que são perdidas na camada córnea. Nesse processo as células partem da camada basal e vão sendo deslocadas para a periferia até a camada córnea, num período de 21 a 28 dias nesse deslocamento elas vão sendo queratinizadas e morrem. 
Não é possível pesquisa de DNA paterno na camada córnea por não haver núcleo. É possível o exame de DNA materno pois possui mitocôndria 
 
 mitocôndria
	dna
 citoplasma núcleo
No citoplasma ficam as organelas celulares – uma das organelas é a mitocôndria 
Mitocôndria é onde ocorrem as queimas que produzem energia química para a vida é como se fosse os fornos das células, tem apenas o DNA da mãe. 
Sangue:
Parte sólida e parte líquida 
55% líquido – plasma (plasma – fibrinogênio = soro)
45% sólidas – hemácias (células vermelhas), leucócitos (células brancas – defesa) e plaquetas (fragmentos de células que atuam na coagulação do sangue)
Eritrócitos (hemácias) – não dá para fazer DNA paterno 
Devido ao mecanismo de fecundação, as mitocôndrias e o DNA mitocondrial são herdados via materna, porque só o núcleo do espermatozoide (sem mitocôndria) penetra no óvulo para a formação do zigoto. 
 Flagelo óvulo APÓS, FORMA-SE o ZIGOTO
Espermatozoide núcleo do espermat.
Apenas penetra no ovulo o núcleo do espermatozoide ficando o flagelo para trás/expulso. No flagelo está o citoplasma com as mitocôndrias paternas, como as mitocôndrias paternas não entram no óvulo, pelo fato de o flagelo, local onde elas estão, não entrar, elas não são encontradas nas mitocôndrias no filho.
Não dá para fazer DNA paterno 
Células na camada córnea; 
Células da Unha e fio de cabelo – camadas mortas (sabugo da unha e raiz (folículo piloso) do cabelo – camadas vivas – dá para fazer DNA paterno)
Eritrócitos adultos – hemácias – células bicôncavas e a anucleadas, não tem núcleo nem citoplasma – precisam de mais espaço dentro da célula para transportar o oxigênio – molécula de oxigênio se liga a proteína hemoglobina formando a oxihemoglobina.
Nos eritrócitos jovens tem núcleo e citoplasma nos jovens é possível encontrar DNA paterno e materno. 
É na epiderme que se encontram as papilas dérmicas que formam o desenho digital. Não há pessoas no mundo que possuam o mesmo desenho digital nem mesmo gêmeos idênticos. O desenho digital começa a se formar a partir do 6º mês de gestação. Molda o desenho digital a partir do toque no saco amniótico. 
 Papilas dérmicas
Identificação é o método utilizado para se chegar/revelar a identidade de alguém. Identidade é a capacidade de ser uma pessoa e não outra. 
Desenho digital – é o desenho, marca, sinais feitos pelas reentrâncias e saliências da derme na epiderme, surge aos 6 meses de gestação e fica presente até o início da putrefação. 
Impressão digital – é a impressão deixada pelo desenho digital. 
2) Derme – Parte mais profunda pós epiderme, composta por células vivas	
TRAUMA – ENERGIA FÍSICA
a) MECÂNICA – Para ser transferida para o corpo depende de movimento
Energia que coloca os corpos em movimento é a energia cinética.
Energia cinética = Massa do objeto x a velocidade ao quadrado dividida por 2.
Ec = M. V2
 -----------
 2
Massa é diferente de peso
Massa é o conjunto de átomos que formam o objeto. 
Peso = Massa x força da gravidade. 
PRESSÃO = A FORÇA SOBRE A SUPERFÍCIE
P = F
 -----
 S. 
b) NÃO MECÂNICA – Para ser transferida para o corpo não depende de movimento	
Energia térmica – Energia transferida por ondas de calor - queimaduras, geladuras.
Energia barométrica – Energia transferida por onda de pressão.
Energia elétrica – Energia transferida pelo movimento dos elétrons. 
Energia nuclear – também chamada atômica, é obtida a partir da fissão do núcleo do átomo de urânio enriquecido, liberando uma grande quantidade de energia. A energia nuclear mantém unidas as partículas do núcleo de um átomo. A divisão desse núcleo em duas partes provoca a liberação de grande quantidade de energia.
	
QUIMICA
	
SUBSTANCIAS CAUSTICAS E VENENOS 
	
ÁCIDOS E NITRATO DE PRATA
	
BIOLOGICAS
	
BACTÉRIAS E VÍRUS
	
	
FÍSICO-QUÍMICAS
	
ASFIXIAS
	
CLASSIFICAÇÃO DOS INSTRUMENTOS VULNERANDIS 
Instrumento vulnerandi é um instrumento que causa LESÃO
LESÃO é uma alteração morfológica, fisiológica do corpo causada por uma energia, que altera seu funcionamento, essa energia é chamada de trauma e pode ser física, química ou biológica ou mista. 
a) PERFURANTES – É o instrumento que só perfura. Ele tem ponta, não tem gume e tem uma massa que, em tese, não é capaz de causar uma contusão. Ele é subclassificado em:
Perfurante de Pequeno calibre – Prego, tachinha, alfinete, espinho de rosa, agulha. Causam uma lesão em ponto ou lesão punctórias ou puntiforme. 
OBS: Não confunda a classificação do instrumento com a classificação da lesão. Cespe gosta desse tipo de pegadinha. Perfurante não é a lesão é a classificação do instrumento ou da ação. A lesão é punctórias ou puntiforme.
Perfurante de Médio calibre – Picador de gelo, chave de fenda. 
OBS: Há controvérsia sobre a classificação do STOCK – instrumento feito pelos presos, eles pegam parte da grade da cela, fazem uma ponta enrolam um pedação de pano e forma-se um instrumento perfurante, parte da doutrina diz que é perfurante de médio calibre outra parte diz que é perfuro contundente. 
Não existe instrumento perfurante de GRANDE CALIBRE, pois se ele é de grande calibre ele tem grande massa, se ele tem grande massa, ele perfura e contunde (perfurocontundente).
Lesões punctórias 
Rompimento da pele por pressão
Afastamento das fibras
Instrumento de diminuto calibre
Hemorragia praticamente ausente
Mais profundas do que compridas ou largas
Diâmetro menor que o do instrumento.
LEI DE FILHÓS E LANGER	
A) Lei de filhós
Lei do paralelismo - As fibras elásticas da pele possuem determinada direção e sentido. Por isso as lesões causadas por instrumento perfurante de médio calibre fazem uma lesão em casa de botão ou lesão em botoeira. A lesãoterá 2 ângulos agudos. Na mesma região lesões produzidas por instrumento perfurante de médio calibre serão paralelas entre si pois acompanham as fibras elásticas da pele. Isso só ocorre se a lesão for na mesma região. 
Lei da semelhança – As lesões produzidas por instrumentos perfurantes de médio calibre, serão semelhantes as lesões causadas por instrumentos perfurocortantes de dois gumes.
B) LEI DE LANGER OU LEI DO POLIMORFISMO
Existem locais do corpo que as fibras elásticas da pele se entrecruzam. A lesão nessa área será polimorfa, bizarra, estrelada ou anômala. As lesões produzidas por instrumentos perfurantes de médio calibre, quando produzidas em uma região de entrecruzamento e superposição de fibras elásticas, mostram aspecto estrelado, bizarro, anômalo ou seja, polimorfo.
	
Lesão em casa de botão – Lesão fusiforme 
Dois ângulos agudos. 
b) CORTANTES – É o instrumento que só corta por lâmina afiada. 
Lesão INCISA – instrumento CORTANTE. 
OBS: EXCEÇÃO - DPC-MG – Genival Veloso de França chama a lesão no geral de cortante e a incisa ele considera a que é feita por médicos durante procedimento cirúrgico e irá causar uma ferida iatrogênica (ferida de origem médica) planos paralelos e fundo regular.
Características da lesão incisa feitas por instrumento cortante
Sangramento abundante 
Vasos seccionados
Bordas regulares e lisas não apresenta trave de tecidos 
Cauda de escoriação ou cauda de rato ou cauda de romanesse
Cauda de escoriação ajuda a determinar a direção em que o golpe foi realizado (ex: da esquerda para a direita). 
Outros nomes:
Lesão em linha 
Lesão em arco de violino – ação por deslizamento 
OBS: Apesar da classificação dos instrumentos apontar para instrumentos perfurantes, contundentes ou cortantes no laudo pericial o perito não irá descrever o instrumento e sim a lesão que foi produzida por uma ação que a gerou. 
c) CONTUNDENETES – Instrumento que só contunde. Ação se dá pro pressão. Não tem ponta – não perfura e não tem gume – não corta. Ele tem massa considerável e por isso causa uma LESÃO CONTUSA. Ex: soco – punho fechado; chão; taco de beisebol; cassetete. 
Características da lesão contusa feitas por instrumento contundente
Vasos esmagados 
Sangram pouco
Presença de equimose – bordas equimosadas
INSTRUMENTOS MISTOS 
A) PERFURO-CONTUNDENTES 
Perfura, porque tem ponta e contunde porque tem massa. Ex: PAF – projétil de arma de fogo. Apesar da massa do PAF ser pequena ele contunde pois carrega grande energia cinética isso porque sua velocidade é altíssima. Lesão é perfuro-contusa
B) PERFURO-CORTANTE
Perfura e corta – tem ponta e gume. A lesão é PERFURO-INCISA
Pode ser de 01 gume - Ex: Faca – ou de 02 gumes – Ex: punhal, ou de 03 gumes – Ex: Lima de serralheiro. 04 gumes – Ex: estrela shuriken ou estrela ninja. 
 1 ângulo agudo e um rombo (arredondado) – instrumento perfuro cortante de um gume
 Ângulo agudo – o gume; angulo rombo – as costas da faca. 
 
 2 ângulos agudos – possivelmente instrumento perfuro cortante de 2 gumes. Ex: punhal. 
OBS: em regra instrumento perfurocortante de 1 gume vai gerar um ângulo agudo e um ângulo rombo, isso partindo do pressuposto que o instrumento entrou perpendicularmente no corpo. Se na hora da facada ela não tenha sido dada de frente, mas sim de lado, o instrumento entrou no corpo obliquamente e essa inclinação da faca pode fazer surgir um ângulo agudo. 
 3 ângulos agudos – possivelmente uma lima de serralheiro 
 Para cada ângulo agudo - um gume a mais no instrumento
 
 ENTALHE O entalhe pode ser sugestivo do dolo do agente. Girou a faca; 
O perito legista não analisa dolo, ele descreve a lesão, quem analisa o dolo é operador do Direito.
No inquérito – Delegado, na Ação penal o MP, na sentença o Juiz.
O laudo do exame de corpo de delito tem 07 partes, uma das 07 etapas é a etapa da descrição e nela o perito descreve visualizando e fazendo referências (visum et repertum), critério puramente objetivo. 
O entalhe pode significar também que a vítima se mexeu/mexeu com o instrumento ou que o instrumento pegou em algum órgão que tenha movimentos próprios como é o caso do coração pulsando (sístole e diástole)
C) CORTOCONTUDENTE
Lesão é cortocontusa. 
Corta e contunde – lâmina e massa – Ex: Guilhotina, arcada dentária. 
 
QUANTO À AÇÃO
INSTRUMENTOS DE AÇÃO ATIVA - Instrumento em movimento, alvo parado
INSTRUMENTOS DE AÇÃO PASSIVA – instrumento parado, alvo em movimento 
INSTRUMENTOS DE AÇÃO MISTA - instrumento e alvo em movimento 
AUTOLESÃO não constitui crime por si só devido ao princípio da alteridade
Exceções
Art. 171 §2º do CP - Fraude para recebimento de seguro
184 do CPM – Criação ou simulação de incapacidade física para se esquivar do serviço militar. 
LESÃO CONSOLIDADA – lesão que parou de evoluir, consolidou, não ficou melhor nem pior. Pode ser consolidação com cura ou sem cura. 
CLASSIFICAÇÃO E ANÁLISE DAS LESÕES CORPORAIS. 
A) RUBEFAÇÃO – Vem de rubor – é uma vermelhidão vista na pele, é a mais simples das lesões corporais, se dá a partir de uma vermelhidão da pele. Ocorre uma vasodilatação periférica e em virtude disso a hiperemia que é o aumento do fluxo de sangue em determinada região. O sangue está dentro dos vasos. É uma lesão fechada. É uma lesão fugaz, passageira, temporária. O organismo percebendo que seu corpo está sendo agredido ele vai liberar um mediador químico chamado histamina que faz ocorrer a vasodilatação e a partir dessa ocorre a hiperemia e a vermelhidão; Só ocorre em vivos
Sangue elementos figurados – parte sólida
Eritrócitos (hemácias) – dentro da hemácia há a hemoglobina e dentro da hemoglobina um componente chamado ferro +2 que dá a coloração vermelha ao sangue. 
Leucócitos 
Plaquetas
OBS: Qual valor médico legal de uma rubefação – é a comprovação de que houve uma lesão corporal. Exame deve ser feito rapidamente. 
Se a rubefação tiver desaparecido (laudo de exame de corpo de delito negativo) ainda há que se utilizar da prova testemunhal. 
Não havendo prova testemunhal e o laudo do exame de corpo de delito dando negativo ainda pode-se fazer o APF com base no crime de vias de fato. 
B) EQUIMOSES – É a infiltração do sangue nas malhas dos tecidos. Lesão normalmente fechada; sangue está fora dos vasos, se dá por um extravasamento de sangue e esse sangue extravasado se infiltra nas malhas dos tecidos adjacentes à lesão. Esta infiltração é vista por transparência na membrana, como por exemplo a pele, trata-se da mancha que recebe o nome de equimose. 
Espécies de equimose 
Petéquias – equimose em forma de ponto, cabeça de alfinete – um ponto
Sugilação – várias Petéquias (confluência) aglomerado de Petéquias em uma área aglomerada
Sufusão ou Equimoma– Grande extravasamento de sangue – lençol hemorrágico
Víbices – Equimoses em faixas duplas alongadas, em regra, paralelas entre si. Equimoses com assinatura
Obs: Higino Carvalho Hércules (DPC RJ) diz no seu livro que essas faixas são quase paralelas. Seriam divergentes na ponta e convergentes no punho. 
OBS: diferença de Equimose para Enquimose para Equimoma
Equimose (definição acima dada) geralmente de origem traumática, mas também existem as equimoses espontâneas, podem também se dar em virtude de doenças como a púrpura. Essa equimose pode ter ainda origem emocional (enquimose). Equimoma é sinônimo de Sufusão (explicação acima).
Manchas de Paltauf – Alvéolo pulmonar cercado de capilares/vasos sanguíneos recebe agua e se rompe e por isso extravasa sangue dentro do pulmão, esse sangue infiltra-se nas malhas dos tecidos - Equimose intrapulmonar – sinal Patognômico de afogamento 
Equimose periorbital ou equimose a distância - Não necessariamente a lesão foi no olho (figura a baixo). A energia vulnerandi foi feita em um lugar a equimoseapareceu em outro local. 
Sinal do Zorro ou Sinal do Guaxinim - Equimoses periorbitais
Petéquia subconjuntival 
LESÕES DE DEFESA. 
É uma lesão que demonstra que a pessoa atingida 
Tentou se defender de um ataque – lesão comum de ser encontrada na região ulnar do antebraço, na palma das mãos (tênar e hipotênar das mãos) etc. 
VARIAÇÃO CROMÁTICA DA EQUIMOSE – ESPECTRO EQUIMÓTICO DE LEGRAND DU SAULLE
Sangue parte líquida – plasma sanguíneo (plasma – fibrinogênio = soro)
Sangue parte sólida ou figurada – Leucócito, eritrócito e plaquetas. 
Eritrócito são as hemácias que são células bicôncavas e quando adultas são anucleadas, não tem núcleo pois precisam de mais espaço intranuclear na medida que elas são as células que vão transportar o oxigênio e o oxigênio vai ter papel fundamental na oxidação da molécula de glicose lá na respiração celular que irá ocorrer no hialoplasma que é parte do citoplasma da célula e onde fica a mitocôndria, a mitocôndria é uma organela celular na qual haverá produção de energia para que nos mantenhamos vivos. 
Ar ambiental se ligou a hemoglobina dentro do eritrócito formando a oxihemoglobina. 
Hemoglobina tem um composto chamado ferro +2 ( FE++) que se liga ao oxigênio (O2--) que tem duas cargas negativas formando a oxihemoglobina que tem a cor vermelho vivo. Quando essa célula morre ela vai se decompondo. A decomposição/degradação da molécula de hemoglobina faz com que ela se transforme em outros compostos químicos – hematoidina, hemociderina, bilirrubina, biliverdina. 
ESPECTRO EQUIMÓTICO DE LEGRAND DU SAULLE
1º dia – vermelho vivo
2º ao 3º dia – violácea ou arroxeada
4º ao 6º dia – azul 
7º ao 10º dia – esverdeada
10º ao 12º dia – amarela esverdeada
12º ao 17º - amarela
15º ao 20º - desaparece
A importância da variação cromática é para se estabelecer a cronologia da lesão/ estabelecer o nexo temporal da lesão. 
Essa variação não serve para a equimose subconjuntival pois ela não passa por essa variação cromática. A explicação é de que a equimose subconjuntival fica em região muito oxigenada por isso não varia. Higino concorda que a subconjuntival não passa pela variação mas alega que a medicina ainda não conseguiu explicar não aceitando o argumento da oxigenação. 
Máscara equimótica de Morestin
Milhares de Petéquias na região da face e do pescoço. A presença da máscara equimótica de Morestin sugere morte por asfixia por compressão do tórax - modalidade de sufocação indireta. Compressão do tórax, comprimindo o coração contra a coluna vertebral, os movimentos cardíacos de expulsão do sangue vão ser prejudicados, a circulação de retorno do sangue para o coração é prejudicada o sangue vai se acumulando nos vasos sanguíneos na cabeça e no pescoço aumentando a pressão interna dentro dos vasos o sangue vai se extravasando – extravasamento de sangue se infiltrando nas malhas dos tecidos – Petéquias. 
Rubefação X Eritema 
Rubefação energia física mecânica ação contundente 
Eritema energia física não mecânica, natureza térmica – queimaduras de 1º grau. 
Eritema e rubefação ambas têm vermelhidão. 
C) ESCORIAÇÕES (abrasão epidérmica; erosão epidérmica, esfoladura ou arranhadura)
Arrancamento traumático da epiderme com exposição da derme sem, contudo, ultrapassa-la (sendo ultrapassada a derme tem-se a ferida)
Diferença entre escoriação e ferida – Ambas são lesões – escoriação não ultrapassa a derme, ferida ultrapassa a derme atingindo planos mais profundos. A mais profunda das escoriações é mais superficial do que a mais superficial das feridas. 
A escoriação é uma lesão que consolida com cura – regeneração
A consolidação de uma ferida para a maioria da doutrina é sem cura pois a ferida não regenera, ela cicatriza. 
Crosta serosa – formada apenas por linfa
Crosta serosanguinolenta - formada de linfa mais sangue
Crosta hemática – formada só de sangue 
 
	 Derme papilar – derme mais superficial (papilas dérmicas)
Derme reticular – derme mais profunda
Crosta serosa – mais superficial – só extravasou o plasma. Atingindo a derme reticular a crosta será serosanguinolenta. 
OBS: Higino Carvalho classifica como cicatrização com cura e sem cura. Quando não há limitação no corpo pela cicatriz trata-se de cicatriz com cura. Se a cicatriz causa limitação será cicatriz sem cura. 
Nada impede que ocorra uma escoriação em um cadáver, no entanto, ela não irá causar extravasamento de líquido e não forma crosta. No cadáver a escoriação é apergaminhada (placa dura amarelada)
Escoriação no pescoço em formato de meia lua – sugere uma esganadura – formato de lua – estigma ungueais (unhas). 
Valor médico legal da crosta – Confirma a existência de reação vital; 
PRECIPITAÇÃO E DEFENESTRAÇÃO 
Ambas são quedas de lugar alto 
Defenestração – passou pela janela 
Precipitação – Caiu de um lugar alto qualquer sem ter passado por janela
DIFERENÇA DE EQUIMOSE E LIVOR DE HIPOSTASE (CADÁVER)
	EQUIMOSE
	LIVOR DE HIPOSTASE 
	
Infiltração hemorrágica
	
Ausência
	
Qualquer lugar do corpo
	
Presença apenas em locais de declive
	
Sangue fora dos vasos
	
Vasos íntegros. Sangue dentro dos vasos
	
Hemoglobina transformada 
Ausência de metaemoglobina
	
Ausência
Presença de metaemoglobina
	
Sangue coagulado/Malhas de fibrina
	
Ausência
 
HEMATOMA
É uma coleção hemática produzida pelo sangue extravasado dos vasos mais calibrosos, que desloca a pele e afasta a trama dos tecidos formando uma cavidade circunscrita, onde se aninha – cavidade neoformada. 
Crânio - osso do crânio - dentro do crânio temos o encéfalo que é subdivido em 4 órgãos – 
Cérebro – Responsável por consciência e vontade
Cerebelo – Responsável pelo equilíbrio, coordenação motora, movimentos finos. 
Ponte e bulbo – Centros cardiorrespiratórios de origem central. Os dois juntos formam o tronco cerebral. 
O sistema nervoso central é constituído pelo encéfalo e pela medula espinhal. Todas essas estruturas estão envoltas por três membranas, que são conhecidas como meninges (dura-máter, aracnoide e pia-máter). Elas possuem a função de proteger esse sistema tão importante
O Encéfalo é protegido por 3 membranas
Dura-máter: Membrana que fica colada no osso. Meninge mais externa, é formada de tecido conjuntivo denso. Ela é constituída por duas porções, uma mais externa que está em contato com os ossos e uma mais interna. 
Aracnoide: Membrana do meio. Membrana serosa e está em posição mediana, entre a dura-máter e a pia-máter. Ela recebe esse nome em razão de sua estrutura assemelhar-se a uma teia de aranha. Entre a aracnoide e a pia-máter existe um líquido, conhecido como cefalorraquidiano ou cerebrospinal. 
Pia-máter: Membrana colada no encéfalo – mais fina das três. Membrana vascularizada localizada internamente. Ela esta em contato direto com o sistema nervoso central, sendo que a porção da medula é mais espessa e menos vascularizada quando comparada com a que reveste a região do cérebro. 
Hematoma extradural – entre a dura-máter e o osso do crânio
Hematoma Subdural – entre a dura-máter e a aracnoide
Hematoma subaracnóideo Abaixo da aracnoide – entre a aracnoide e a pia-máter
Hematoma parenctomatoso – Hematoma no parênquima cerebral – dentro do encéfalo – abaixo da pia-máter. 
Esquila-óssea: É um fragmento de osso. 
Fratura cominutiva: Fratura na qual o osso é dividido em vários pedaços/partes, cada parte é uma esquila-óssea. 
Diferentemente da equimose nos hematomas não há infiltração de sangue nas malhas dos tecidos. Nos hematomas a hemorragia afasta e comprime os tecidos formando uma cavidade nova-neoformada
BOSSA SANGUÍNEA (GALO)
É o hematoma em que o derrame sanguíneo ocorre em uma região na qual há plano ósseo por baixo, impedindo a difusão do sangue nas malhas dos tecidos formando verdadeiras bolsas pronunciadamente salientes na superfície cutânea. 
Bossa de sangue- Hemática
Bossa De Linfa ou serosa - derrames subcutâneos de serosidade de Morrel-LavalléeBossa, equimose e hematoma
Nos três há extravasamento de sangue. Na equimose o sangue se infiltra nas malhas dos tecidos. No hematoma o sangue afasta os tecidos gerando nova cavidade. Na bossa o hematoma ocorre com plano ósseo por baixo.
OBS: Para alguns autores (Genival França e Delton Croce). Não existem lesões dilacerantes, contusodilacerantes, perfurodilacerantes e cortodilacerantes. 
DIFERENÇA DE ENTORSE PARA LUXAÇÃO
Entorse – Ligamentos esticados, não há perda de conexão entre os ossos. Caracterizada pela ruptura parcial ou completa dos ligamentos que envolvem uma articulação.
Luxação – Ligamentos rompidos, perda de contato entre os ossos. É caracterizada pelo impacto violento em uma articulação que faz com que ocorra a perda completa de contato entre duas extremidades ósseas. 
Fraturas – Soluções de continuidade do osso, podem se dar por compressão, flexão ou torção. Podem ser:
Diretas: Ocorrem no local onde incidiu a energia vulnerante
Indiretas: Em local diverso, queda em pé de certa altura com fratura no crânio por contragolpe. 
Fechada:
Aberta:
Cominutiva ou em mapa mundi – ossos despedaçados 
Galho verde – Comum em crianças – Ossos mais maleáveis “enverga mas não quebra” 
Completas:
Incompletas:
Exposta:
DIFERENÇA DE ENCRAVAMENTO PARA EMPALHAMENTO
Encravamento – Lesão perfurocontusa causada por instrumento perfurocontudente de haste que entra pelo corpo por qualquer lugar que não seja o períneo 
Empalamento - Lesão perfurocontusa causada por instrumento perfurocontudente de haste que entra pelo corpo pelo períneo 
FERIDA IATROGÊNICA – Ferida feita por intervenção médica
Características:
Bordas paralelas
Fundo regular e linear
SINAL DE CHAVIGNY – Duas lesões cortantes uma por cima da outra. Quando o 2º golpe é dado a pele já estava aberta pelo 1º golpe
LESÃO EM SANFONA OU EM ACORDEOM – Existem determinadas áreas do corpo que são depressíveis. E essa depressibilidade pode fazer com que uma lamina menor atinja uma região maior que sua extensão.
LESÕES DE HESITAÇÃO – Sugerem suicídio. 	
FERIDA CONTUSA – INSTRUMENTO VULNERANTE CONTUNDENTE 
Bordas irregulares
Pouco sangramento
Traves de tecido ligando duas bordas da ferida
FERIDA PERFUROCONTUSA - INSTRUMENTO VULNERANTE PERFURO-CONTUNDENTE
OBS: PAF geralmente causa uma ferida perfurocontusa, mas pode também causar uma escoriação como é o caso de um tiro de raspão; ou uma LESÃO EM SEDENHO – entra na pele e sai pela pele como uma costura – ferida superficial, não é ferida cavitária, não atinge cavidade do corpo. 
Esquartejamento – Cortar o corpo em partes articuladas
Espostejamento – Cortar o corpo em postas
Esmagamento – Compressão dos tecidos por ação contundente. 	
AÇÃO CORTO-CONTUNDENTE 
Corta e contunde – Corta porque tem lamina contunde porque tem massa – exemplo: guilhotina, machado, espada, arcada dentária. 
DIFERENÇA DE AMPUTAÇÃO PARA MUTILAÇÃO 
Amputação – origem intervenção cirúrgica
Mutilação – origem traumática, acidental. 
Retração da pele – Sinal vital, quando a lesão foi feita a vítima estava viva. 
AÇÕES CORTANTES OU CORTOCONTUDENTES NO PESCOÇO
Esgorjamento – colocar a garganta para fora – cortar a região anterior do pescoço
Degolamento – lesão incisa na região posterior do pescoço 
Decapitação – segmentar a cabeça do pescoço. 
Sinal de Bonnet no espelho – sangue borrifado no espelho
	
PAF – PROJETIL DE ARMA DE FOGO
CLASSIFICAÇÃO DOS PAF
ALTA VELOCIDADE = x > 680 m/s (fuzil)
MÉDIA VELOCIODADE = 340 < x < 680
BAIXA VELOCIDADE = X < 340m/s (velocidade do som no ar)
Velocidade do som no líquido – 1.500 m/s	
Velocidade do som no sólido – 5.000 m/s
Velocidade do som no ar – 340 m/s
Ee = m v2
 --------
 2
Projetil penetrante – Só tem lesão de entrada (exauriu toda a energia cinética no corpo)
Projetil transfixante – Lesão de entrada e Lesão de saída (não exauriu a energia cinética, prossegue seu percurso após sair do corpo).
Trajeto – percurso percorrido pelo projetil dentro do corpo
Trajetória – percurso percorrido pelo projetil da boca da arma até o corpo.
OBS: Projetil e cartucho são coisa diferentes 
 Projetil
 Estojo CARTUCHO
 Propelente (pólvora)
Cápsula de espoletamento (primer – mistura iniciadora)
Dentro da arma tem uma peça (longa, fina de haste pontiaguda) chamada percutor que é envolto por uma mola (mola do percutor) essa mola é comprimida e tem um retém. O gatilho da arma, ao ser apertado, solta o retém do percutor. O retém do percutor estava segurando a mola comprimida, quando a mola vai a frente ela leva com ela o percutor e o percutor bate na cápsula de espoletamento do cartucho (através do primer) gerando uma faísca que incendeia o propelente que é a pólvora e ocorre uma combustão (a pólvora passa do estado sólido para o estado gasoso muito rápido). Esse gás não tem para onde expandir então ele empurra o projetil para a frente e o disparo acontece.
Dentro da cápsula de espoletamento tem uma mistura iniciadora chamada Primer (faz com que seja gerada uma fagulha/faísca).
 
 
 Cone de 
 Dispersão 
 
Cone de dispersão
Pólvora combusta e 
Pólvora incombusta
Micropartículas de metal do cano da arma 
Gases superaquecidos oriundos da combustão
Língua de fogo
Fumaça 
Ele tem um alcance de 10 a 20 cm. 
O que é um tiro a distância (ou tiro a longa distância)
É o tiro no qual a vítima é atingida apenas pelo projetil. Os elementos do cone de dispersão não a atingem. 
Tiro a curta distância ou tiro a queima-roupa. 
Vítima é atingida pelo projetil e pelos elementos do cone de dispersão
LESÕES CAUSADA POR PROJETIL 
Projetil quando entra no corpo vem sujo de fuligem, óleo, pólvora, quando ele atravessa a pele ele se “limpa” ao passar pela epiderme e derme, esse fenômeno se chama ORLA DE ALIMPADURA ou ORLA DE ENXUGO ou SINAL DE CHAVIGNY. 
OBS: A orla de enxugo ou alimpadura só existe nas lesões de entrada.
A ausência da orla de enxugo não significa que a lesão é de saída pois pode-se estar diante de um tiro dado com anteparo (travesseiro entre o cano da arma e o corpo da vítima) ou ter ocorrido uma segunda entrada (vítima colocou o braço na frente, teve uma entrada pelo braço e um a segunda entrada pelo antebraço). 2ª entrada não tem orla de enxugo nem sinal de Chavigny. 
ORLA DE ESCORIAÇÃO – Escoriação na borda da lesão causada na passagem do projetil
ORLA EQUIMÓTICA ou ORLA DE CONTUSÃO - Equimose na borda da lesão causada na passagem do projetil ao romper os vasos sanguíneos que se infiltram nas malhas dos tecidos 
ORLA EQUIMÓTICA + ORLA DE ENXUGO = ANEL DE FISCH (contusão + alimpadura)
Valor médico legal do anel de fisch – estabelecer a incidência do disparo através da “pedra” do anel de fisch.
Pedra do anel de fisch
OBS: Essas três orlas (enxugo, escoriação e equimótica) estarão presentes em tiros a curta distância e em tiros a distância nas lesões de entrada. 
É possível orla de escoriação na lesão da saída desde que na saída haja um anteparo dificultando a saída do projetil (chão, parede, carteira) 
Lesões de tiro a curta distância APENAS A CURTA DISTÂNCIA ou QUEIMA-ROUPA. 
ORLA DE TATUAGEM – Tiro a curta distância/queima-roupa. Cone de dispersão atinge a vítima – A tatuagem é formada por micropartículas de metal do cano da arma, pedaços de pólvora incombusta junto com pedaços de chumbo do projetil que ficam impregnados na derme. 
ORLA DE QUEIMADURA ou CHAMUSCAMENTO – Tiro a curta distância/queima-roupa. Feito pelos gases superaquecidos que saem da boca da arma.
ORLA DE ESFUMAÇAMENTO ou TISNADO - Tiro a curta distância/queima-roupa. Pólvora que sai da boca da arma. 
ORIFÍCIO DE ENTRADA 
Bordas da lesãode entrada normalmente são mais regulares. Bordas da lesão de saída normalmente são irregulares. 
Orifício de entrada – diâmetro menor do que o calibre da arma, devido à elasticidade da pele. 
OBS: A exuberância/gravidade da lesão não se relacionam ao tamanho do calibre da arma. Diversos fatores devem ser analisados. Ex: densidade do órgão atingido (osso, fígado e pulmão); estabilidade do projetil. 
TIRO COM CANO ENCOSTADO
Com plano ósseo por baixo 
Sinal de boca de mina de Hoffman – Cano encostado com plano ósseo por baixo. Gases batem na pele não ultrapassam o osso e voltam na direção contraria explodindo a pele para fora. Sinal que ocorre na pele. Bordas evertidas impregnadas de pólvora como se fosse uma mina de carvão. 
Sinal de Benassi – Sinal no osso. Fuligem do disparo suja o osso. Esfumaçamento no osso. 
Sem plano ósseo por baixo 
Sinal de Puppe Werkgartner – Cano da arma encostado em local sem plano ósseo, boca da arma tatua na pele, decalca o formato do cano na pele da vítima. 
TRONCO DE CONE DE BONNET
Projetil	Crânio possui duas tábuas ósseas
Projetil bate no 1º osso gera um orifício, ele gasta uma certa energia cinética para passar essa primeira tábua óssea, quando ele bate na 2ª tabua óssea ele está mais desestabilizado e gasta mais energia cinética pra passar, logo o orifício formando na 2ª tabua óssea será maior que o da 1ª tabua óssea.
Lesão de entrada – Base menor
Lesão de saída – Base maior 
Valor médico legal do tronco de cone de Bonnet – Dá a incidência do disparo. Se a lesão é entrada ou saída, de onde veio. 
 LONGA DISTÂNCIA:
BORDAS INVERTIDAS;
ORLA DE ESCORIAÇÃO;
ORLA DE ENXUGO (ZONA DE ALIMPADURA);
ORLA EQUIMÓTICA (ZONA DE CONTUSÃO).
CURTA DISTÂNCIA:
ZONA DE CHAMUSCAMENTO;
ZONA DE TATUAGEM;
ZONA DE ESFUMAÇAMENTO.
 
ENCOSTADOS:
CÂMARA (BOCA) DE MINA DE HOFMANN;
SINAL DO FUNIL DE BONNET;
SINAL DE BENASSI;
SINAL DE PUPPE-WEKGARTNER.
ORLA DE ESCORIAÇÃO: delicada área em torno do ferimento de entrada, em que a pele foi arrancada pelo atrito do projétil (é a própria borda da ferida)
ORLA DE CONTUSÃO (OU ORLA DE EQUIMOSE): produzida pelo impacto do projétil sobre o corpo, deixando uma AUREOLA EQUIMÓTICA ou ORLA EQUIMÓTICA (é o "roxinho" ao redor do buraco da bala.).
Parte superior do formulário
A aréola equimótica é representada por uma zona superficial e relativamente difusa, decorrente da sufusão hemorrágica oriunda da ruptura de pequenos vasos localizados nas vizinhanças do ferimento."  (DE FRANÇA, Genival Veloso. Medicina Legal. 10ª ed.)
SINAL DE SCHUSSKANOL - representado pelo esfumaçamento das paredes do conduto produzido pelos projétil entres as lâminas interna e externa de um osso chato, a exemplo dos ossos do crânio
 
Zona de Tatuagem: Ocorre por tiro próximo ao corpo - É formada por grânulos de pólvora incombusta que grudam na pele ao redor do orifício. Tal zona de tatuagem é fixa, ou seja, não é possível de ser removida (“tatuagem verdadeira”) - não é tiro encostado.
 
Zona de esfumaçamento: Tiro ainda mais próximo do corpo (quando comparada à zona de tatuagem), sendo que tal zona será formada pela fumaça (de pólvora) expelida pela arma de fogo quando do disparo. Tal zona de esfumaçamento é removível (“tatuagem falsa”) - não é tiro encostado.
 
Chamuscamento: Será formado pelos grânulos de pólvora + fumaça expelida pela arma.
 
Atenção: Tais marcas supradescritas podem não surgir mesmo em casos de tiros próximos, não são obrigatoriamente constatadas no corpo, isso porque pode haver um anteparo antes dele. Ou seja, a ausência da zona de tatuagem ou esfumaçamento não permite concluir que o tiro foi dado a longa distância, isso em razão da possibilidade de ter havido anteparos.
 
Sinal de Benassi: Zona de tatuagem ou zona de esfumaçamento presente em Tiros encostados sobre superfícies ósseas - os sinais ficarão marcados ao redor do próprio osso (orifício de entrada).
 
Câmara de mina de Hoffmann: Em tiros encostados sobre a superfície óssea. O gás expelido pelo tiro bate no osso e volta, formando uma cavidade sobre a pele. As bordas do orifício de entrada serão evertidas (assim com as do orifício de saída), sendo que, para distingui-los basta verificar a presença do sinal de benassi, que indicará o orifício de entrada. A câmara de mina de Hoffmann é produzida pelos gases, não pelo PAF.
 
Sinal de Werkgaertner: Somente em tiros encostados, porém pode surgir em qualquer lugar do corpo. Basicamente é o desenho da boca do cano da arma sobre a superfície (por fuligem) quando o tiro é encostado.
 
Buraco de Fechadura: Em tiros oblíquos no crânio pode apresentar uma forma de “fechadura”.
 
Sinal de (funil) Bonnet: É visualizado na superfície óssea do crânio - ajuda a determinar o orifício de saída no crânio (fragmentos ósseos).
CUIDADO: Não confundir zona de chamuscamento com a de esfumaçamento. Tanto nas zonas de chamuscamento e na de esfumaçamento existem a ocorrência de queimaduras, as duas em razão de tiro a queima roupa, mas a de chamuscamento em razão dos gases (MACETE:CHAMA produz GÁS – queimadura pelos gases); a de esfumaçamento pelo feixe de fogo da arma (MACETE: FUMAÇA vem do FOGO – queimadura pelo feixe de fogo da arma); ZONA DE ENXUGO – MACETE: Enxugo, vem enxugando toda sujeira da arma para pele); quanto às zonas de tatuagem e de escoriação ou contusão, os próprios nomes já dizem o que são.
ORIFÍCIO DE ENTRADA NOS TIROS À DISTÂNCIA
Apresentam margem invertida, orifício regular. Os efeitos primários do tiro compreendem:
a) ferida pérfuro-contusa ou lácero-contusa,
b) as orlas, a saber:
1-Orla de enxugo ou orla de limpadura é produzida pela limpeza dos resíduos existentes no cano da arma (pólvora, ferrugem, partículas etc.) que o projétil transporta e que este deixa ao atravessar a pele ou as vestes, ficando sob a forma de uma auréola escura em volta do orifício de entrada.
2-Orla de escoriação corresponde a uma delicada área, localizada em torno do ferimento pérfuro-contuso de entrada, em que a epiderme é arrancada pelo projétil quando penetra deixando exposto o córion: vermelho e brilhante, quando recente, e mate e escuro, após algumas horas.
3-Orla equimótica ou orla de contusão é produzida pelo projétil quando impacta sobre o corpo, quando se comporta apenas como um instrumento contundente (inclusive ao longo do túnel de trajeto). Evidencia-se como uma equimose, cuja extensão e intensidade está em relação, não apenas com o impacto do projétil como, também, com a textura dos tecidos da região: mais ampla, quando mais estreita e menos evidente quando mais firmes ou consistentes.
a.       orla de enxugo: o projétil passa sujo de substâncias da arma e decorrentes do disparo, se limpa na pele, deixando esta marca. Não é permanente.
b.       zona de chamuscamento: produzida pelos gases superaquecidos resultantes da combustão, é uma zona característica do orifício de entrada do projétil e é verificada pela ocorrência de queimaduras dos pelos e da pele da vítima (bem como de tecidos, podendo-se dar a combustão das vestes quando estas se interpõem no local atingido e mais comum se forem de fios sintéticos). Característico de tiro a queima-roupa.
c.       orla de escoriação ou contusão: é o local por onde o projétil passa e arranca a epiderme.
d.       zona de esfumaçamento: é a queimadura causada pelo feixe de fogo que sai da arma no momento do disparo. Característico do tiro a queima-roupa.
e.       zona de tatuagem: o projétil insere partículas de chumbo e pólvora na derme, causando marca permanente. 
Sinais presentes nos disparos com arma de fogo encostada:
> Câmara de mina de Hoffman 
> Sinais de Benassi
> Sinais de Werkgaertner
Região COM osso: Câmara de Mina/ Boca de mina de Hoffman.
Região SEM osso: Sinal de Werkgarther.
Segundo a doutrina majoritária, as equimoses nas regiões conjuntival, unhas e da bolsa escrotal, por serem estas regiões densamente vascularizadas, não passam pelo espectro equimóticoEspectro equimótico de Legrand du Saulle: Normalmente encontrado em de feridas contusas.
Vermelho – 1º dia
Violáceo - 2º e 3º
Azul – 4º a 6º
Esverdeado – 7º a 10º 
Amarelado – 11º a 17º
TIRO ENCOSTADO: Todos os elementos do disparo alcançam o alvo. O orifício de entrada tem a forma irregular, denteada ou com entalhes, pela ação resultante dos gases que descolam e dilaceram os tecidos. As bordas são evertidas, em geral não há sinais de outros elementos do disparo na pele, pois penetram na ferida juntamente com o projétil a este fenômeno chamamos Câmara de Mina de Hoffmann, sendo mais comum nos tiros encostados na fronte. Nos tiros encostados no crânio, nas costelas e escápulas, podemos encontrar um halo fuliginoso na lâmina externa do osso referente ao orifício de entrada chamado de Sinal de Benassi. Ainda na entrada podemos observar o Sinal de Werkgartner, que representa o desenho da boca e da alça de mira da arma (pela zona de tatuagem esfumaçamento).
Não é tão raro encontrar situações em que um único projétil é capaz de transfixar vários segmentos ou partes do corpo, com orifícios de entrada e saída, constituindo o que se poderia chamar de “trajeto em chuleio” ou “trajeto em alinhavo”.
CAVIDADES 
Permanentes: Cavidade causada pelo projetil ao passar pelo corpo. Túnel criado pelo projetil. Permanente. 
Temporárias: Ao longo do trajeto do projetil ele deixa uma onda de pressão em virtude de sua passagem, essa onda de pressão forma as cavidades temporárias do tiro. Desaparecem. 
Características da cavidade temporária
Pulsátil
Fugaz – passageira
Depende da velocidade do projetil
Depende do calibre da arma 
Depende da densidade do órgão – osso > fígado > pulmão – Quando mais denso mais exuberante a lesão. 
Presentes em todos os tiros
Amplitudes variáveis
Dependem da onda de pressão do PAF
Dependem da estabilidade do PAF
Dependem do tamanho do trajeto
Projetil nas armas de cano raiado – colocam as raias para o projetil rodar e ter mais estabilidade
Quando ele bate no corpo ele perde a estabilidade e vai variando sua posição. 
 
ENERGIAS VULNERANTES DE NATUREZA FÍSICA NÃO MECÂNICA 
Termonoses – Doença advinda da variação de temperatura. Ocorre em virtude de energia física não mecânica. Termonose é gênero e se divide em insolação e intermação. 
OBS: A maioria da doutrina diz que (não vale para o RJ) a insolação é uma Termonose oriunda da variação de temperatura cuja fonte do calor é o sol. 
OBS: A intermação é uma Termonose oriunda da variação de temperatura cuja fonte de calor é qualquer uma que não seja o sol. 
No Rio de Janeiro – Higino Carvalho diz que insolação é uma Termonose oriunda de um mal funcionamento do hipotálamo. 
Nós somos animais homeotérmicos – nossa temperatura interna não varia de acordo com a temperatura externa. O jacaré é um animal pecilotérmico sua temperatura interna varia de acordo com a temperatura do ambiente. 
Para a manutenção da homeotermia precisamos de mecanismos internos de controle da temperatura. O órgão responsável por isso é o hipotálamo que fica na base do cérebro e é nele que ficam os centros termorreguladores do corpo. A sudorese, quando está muito calor, é um mecanismo que o corpo utiliza para regular possíveis variações de temperatura. 
O sangue é um tecido formado por elementos figurados do sangue que formam a parte sólida do sangue – hemácias ou eritrócitos (células vermelhas – transportar oxigênio no interior das células), leucócitos (células brancas – de defesa) e plaquetas (fragmentos de células utilizadas no processo de coagulação do sangue). Parte liquida do sangue – plasma (55% da sua estrutura). Temos em torno de 6 a 7 litros de sangue no corpo, mais da metade, é plasma e a grande composição do plasma é agua. 
Hipotálamo percebe que a temperatura do corpo está querendo aumentar e é necessário se manter em 36,5 graus, então dá o comando de vaso dilatação periférica, para que na pele, os vasos sanguíneos da pele, fiquem com uma quantidade de sangue circulante maior e permite que essa agua que compõe o plasma do sangue molhe a superfície da pele e transforma –se em evaporação e leva o calor embora. 
Para o Higino a intermação o hipotálamo está OK mas o sistema cardiovascular está prejudicado, o coração está sem força para bombear sangue ou a pessoa está desidratada. 
Térmica – é aquela cuja propagação vai depender da variação de calor – quente ou frio. 
Obs Para Higino uma Termonose oriunda de uma intermação acabará em última instância em uma insolação. 
QUEIMADURAS e TERMONOSE 
Termonose a fonte de calor não encosta no corpo. O calor é transmitido por irradiação; insolação e intermação; Ação do calor é difusa.
Queimadura a fonte de calor encosta no corpo. O calor é transmitido por condução; Classificação de Hoffman e Krisek. Ação é no local do contato – ação concentrada. 
MECANISMOS DE TRANSMISSÃO DE CALOR 
Irradiação – Ondas de calor – Sol aquece a terra emitindo raios solares por irradiação 
Condução – Calor transmitido pelo contato (mão na chapa)
Convexão – Ondas sucessivas de calor 
Evaporação – Agua passa do líquido para o gasoso 
Queimadura – Classificações 
Hoffman 
1º grau – Eritemas (vermelhidão da pele)
2º grau – Flictenas – Bolhas integras ou bolhas rotas
3º grau - Escarificação da derme
4º grau - Carbonização
 Eritema e rubefação. Vermelhidão da pele em virtude da histamina 
Rubefação energia físico mecânica – ação contundente. Sangue dentro dos vasos, vermelhidão da pele. Vermelhidão da pele em virtude do mediador químico – histamina. Percebendo isso o corpo faz com que haja uma vaso dilatação. Ocorrendo hiperemia/aumento do fluxo de sangue isso para buscar os leucócitos. 
Eritema energia físico não mecânica – térmica. Hipotálamo determina a vaso dilatação para aumentar a sudorese para que resfrie essa região. 
Locais de ação do hipotálamo
Diâmetro vascular
Posição dos pelos
Estimulo a sudorese
Estímulos musculares (tremores)
Estimulo à tireoide (Metabolismo)
Altera o ritmo respiratório
Altera o ritmo cardíaco
Flictenas – Sinal de Chambert
Bolha feita em vida ou bolha derivada da putrefação?
Perito examina o conteúdo da bolha se tem proteína o sinal de Chambert é positivo bolha feita em vida = queimadura de 2º grau. Sinal de Chambert negativa = fenômeno cadavérico destrutivo da fase putrefativa provavelmente da fase gasosa ou enfisematosa.
Queimadura de 3º grau
Escarificação da derme.
Queimadura de 4º grau
Carbonização – queimadura se transforma em carvão – a carbonização é um excelente isolante térmico e elétrico. Não raro os órgãos internos permanecem íntegros mesmo em cadáveres carbonizados. 
Energia elétrica pode ser transformada em energia térmica se chama efeito joule 
Classificação de Krisek
Queimaduras superficiais = Eritema 
Queimaduras parciais
Parcial superficial = Flictenas superficiais
Parcial profunda = Flictenas profundas
Queimaduras totais = Escarificação da derme.
Obs: Não há correspondência às queimaduras de 4º grau. 
Sinal de Montalti – Fuligem/fumaça anegrada que se agarra ao muco na traqueia formando um sinal negro. Se há sinal de Montalti é porque a pessoa estava viva durante o incêndio. 
Sinal de lutador, boxer, esgrimista, saltimbanco, Devergi - Com o aumento da temperatura a musculatura do cadáver sofre contração post-mortem. Membros superiores e inferiores sofrem acentuada flexão e podem mostrar fraturas diversas. Aspecto de boxeador, lutador. 
Agentes vulnerantes 
Fogo – Gera lesões em todos os graus. 1º, 2º, 3º e 4º grau; tem a capacidade de carbonizar. Lesões mais gerais que locais, fogo se espalha. Lesões em mapa geográfico – áreas do corpo muito queimadas ao lado de áreas pouco queimadas ou integras. Cresta pelos.
Sólido incandescente – Carboniza, Gera lesão em todos os graus, crosta pelos, mais local que geral. Normalmente patognomônica. Geralmente criminosa
Liquido fervente - Não cresta pelos; não carboniza; lesões mais gerais que locais; são lesões em graus decrescentesde gravidade. Ao mudar de estado poderá deixar vestígios. 
Vapor superaquecidos – Não carboniza; não crosta pelos; mais geral que localizada; mais acidental que criminosa.
ENERGIA FÍSICA NÃO MECÂNICA 
ENERGIA ELÉTRICA
Vibração dos elétrons – cargas negativas dos átomos – transferidas por um fio condutor.
GERANDO ENERGIA ELÉTRICA 
Da agua em movimento
Do ar em movimento
Dos elétrons em movimento
Do calor em movimento
Das ondas em movimento
Geradores elétricos transformam alguma forma de energia em energia elétrica. 
Corrente elétrica não entra em qualquer corpo se ela não tiver como sair 
A corrente elétrica não gosta de OHM (resistência)
A corrente elétrica procura o deslocamento mais curto para sua passagem 
Metalização - Corrente elétrica passa e muda o estado do metal. Decalque do objeto metalizado pode ficar na pele 
Imantação metálica no local após a passagem de um raio;
W= R.i
Eletrofulguração – Energia elétrica de origem natural ou cósmica. Obs: Alguns autores (HCH) chamam de Eletrofulguração as complicações médico-legais causadas por energia natural ou cósmica que não tenham causado a morte, não tenham sido letais. Se tiver sido mortal é eletrofulminação. 
Eletroplessão – (plessing – ferir) – Lesão pela eletricidade industrial produzida através do atrito entre duas substancias. 
Eletrofulminação – Se houver a morte por energia natural cósmica.
Eletroperfuração – 
	Membrana plasmática da célula. Essa membrana é porosa, esses poros tem a função de selecionar aquilo que entra e aquilo que sai (seletividade). Controle de entrada e saída de substâncias químicas das células (ex: sódio e potássio). Esse potássio que fica na célula é altamente tóxico para o corpo se o potássio cai na corrente sanguínea ele pode ir no coração e gerar fibrilação ventricular. Essa fibrilação impede que ele tenha força suficiente para circular o sangue, falta sangue no cérebro e a morte vem. 
A passagem da corrente elétrica aumenta o diâmetro dos poros e com o diâmetro ampliado nem tudo que podia entrar, entra, nem tudo que podia sair, sai, porque os poros da célula estão com os poros dilatados em virtude da passagem da corrente elétrica pela célula – Esse é o fenômeno da Eletroperfuração.
Efeito Joule – É a transformação da energia elétrica em energia térmica (em calor). Pode causar queimaduras
Eletrofulguração ou fulguração 
Energia elétrica natural ou cósmica
Vestígio de fulguração
No exame de local atingido por um raio pode-se perceber que os metais da região permanecem imantados por algum tempo.
Pode-se encontrar:
Objetos de metal fundidos Total ou parcialmente. Em razão do efeito Joule = transformação da energia elétrica em calor
Sinal de Lichtenberg – produzido por energia cósmica/natural (raio). Quando alguém é atingido por um raio essa pessoa pode ser marcada pelo sinal de Lichtenberg que é visto na pele, mas ele não é na pele ele é nos vasos sanguíneos e ocorre em virtude de uma vasculite elétrica. Desenho arboriforme, ramificado. Lesão temporária/passageira/fugaz. 
Eletroplessão - Energia elétrica industrial 
Sinal de Jelinek – É na pele, marca de entrada da corrente elétrica na pele, vai gerar uma determinada lesão. Dura, seca, indolor, bordas elevadas e centro escavado
No RJ chegam a perguntar quais características histopatológicas da lesão de Jelinek (se levar a lesão a microscópio como estarão as células)? Estarão com o núcleo e o citoplasma alongados, células empaliçadas. Não é obrigatório. 
O corpo humano é um excelente condutor elétrico - agua sais minerais...
Causa de morte na Eletroplessão de baixa amperagem – Causas de morte que não passou pelo encéfalo, passando pelo coração, é a fibrilação ventricular. Passando pelo encéfalo, a corrente elétrica, sempre terá o risco de atingir o nervo vago e gerar uma parada cardiorrespiratória de origem central (bulbo) Baixa amperagem: só causa a morte se ela passar pelo coração = FIBRILAÇÃO VENTRICULAR
Causa de morte na Eletroplessão de alta amperagem - Passando pelo encéfalo pode afetar o tronco encefálico e causar parada cardiorrespiratória central além de causar hiperemia. Passando pelo coração causa parada cardíaca periférica em assistolia. Pode causar parada respiratória periférica por espasmo muscular. 
Causa da morte na Eletroplessão de média amperagem – Passando pelo encéfalo pode afetar o tronco encefálico e causar parada cardiorrespiratória central. Além de causar hipertermia. Passando pelo coração pode causar parada cardíaca periférica em assistolia pode causar parada respiratória periférica por espasmo muscular. 
Se a corrente passa pelo TRONCO ENCEFÁLICO a pessoa morre por parada respiratória CENTRAL 
Se a corrente passa pelo TROCO a pessoa morre por parada respiratória PERIFÉRICA (asfixia)
Quando a eletricidade não atinge o sistema nervoso ou o coração, conforme o tempo de contato, pode ocorrer asfixia por espasmo prolongado da musculatura respiratória.
NATURAL (fufu)
Fulminação - Letal (só lembrar de fuminante)
Fulguração - Sinal de Lichtenberg não letal)
ARTIFICIAL (ee)
Eletrocussão - Letal (só lembrar de eletrocutado)
Eletroplessão - Sinal de Jellinek	(não letal)
Fibrilação ventricular 
Cada célula cardíaca recebe impulsos elétricos fisiológicos. O sistema de condução elétrica do coração parte no nódulo sinoatrial, passa pelo atrioventricular e alcança as células ventriculares. Ritmo sincronizado e adaptável, assim é o ciclo normal. Quando uma corrente elétrica de baixa amperagem (10 a 50 mA) atinge o coração há desorganização do ritmo cardíaco e surge um batimento cárdico generalizadamente ineficiente: O coração assim não consegue bombear o fluxo de sangue, com oxigênio, aos tecidos.
Energia elétrica de média amperagem que não passa no encéfalo e não passa no coração mas passa na musculatura intercostal fique atento para o espasmo muscular e morte por asfixia.
Se for de pequena amperagem que não passou no encéfalo e nem no pulmão terá pouca capacidade de causar danos, mas se passar no coração causara uma fibrilação ventricular e a morte será por ausência de oxigenação no cérebro
Passou no encéfalo – parada cardiorrespiratória de origem central passando por atingir bulbo e no nervo vago podendo causar na média e na alta amperagem hiperemia 
Choque cardiogênico
Sem o bombeamento cardíaco eficiente a pressão arterial não se mantem e pode atingir níveis mínimos ocorrendo o estado de choque cardiogênico. Não há pulsos arteriais periféricos ou centrais 
BAROPATIAS
São doenças oriundas da variação da pressão atmosférica. 
1) Introdução
1 A.T.M = 760mm de Hg – nível do mar.
O Ar ambiental (ar que nós respiramos) é composto por gases e 78% dele nitrogênio; 21% de oxigênio e 1% de outros gases (Em qualquer altura). A quantidade em percentual de gases no nível do mar e no topo do Everest é a mesma, no entanto a pessoa pode morrer pois a quantidade de ar disponível muda. O que muda não é a quantidade de oxigênio percentualmente disponível é a quantidade de ar. 
OBS: Quem mora nessas regiões mais altas produzem um hormônio chamado E.P.O – eritropoietina – ela vai na medula e aumenta a produção de células vermelhas no sangue– hematopoiese - o que aumenta a capacidade de capturar oxigênio. Então a pessoa que mora lá em cima vai ter mais hemácias por m3 no sangue – o nome disse é a poliglobulia compensadora. No livro do Delton Croce ele usa a expressão azoto (sinônimo de nitrogênio). 
No mergulho a cada 10m = 1 A.T.M
MAL DAS MONTANHAS – MAL DOS AVIADORES
Acima de 3000 m. Ar rarefeito 
21% de O2 
Hipóxia relativa
Quadro agudo
Edema cerebral e pulmonar 
Fortes dores de cabeça
Náusea, tonteira, dispneia
Tendência a reter líquidos
Espessamento preri-alveolar
Melhora após alguns dias 
Ou coma ou morte
DOENÇA DE MONGE 
Forma crônica do mal das montanhas. 
Hematopoiese – sangue mais denso – risco maior de trombose
Atividade de eritropoietina (EPO)
Aumento da Hematopoiese
Poliglobulia compensadora
Maior risco de tromboseDedos em Baqueta de tambor (dedos finos com pontas grossas) 
As pessoas que vivem em grandes altitudes, por causa de um processo adaptativo, têm maior quantidade de hemácias por conta da hematopoiese, esse processo deixa o sangue mais denso aumentando o risco de trombose que a depender do local pode causar a morte. 
Hemácias de uma pessoa numa altitude normal (5.000.000). Na hematopoiese (6.000.000 a 7.000.000) 
 
DE BOYLE E MARIOTE – lei que correlaciona volume e pressão, existe uma relação entre volume e pressão inversamente proporcionais (diminui pressão aumenta volume, vice e versa) 
APAGAMENTO – Mergulhador em apneia 
Uma determinada quantidade de gás
Exercer uma certa pressão em um recipiente
Se o volume do recipiente aumentar
A pressão parcial do gás diminuirá proporcionalmente 
 Imagine um pneu com a câmara de ar furada colocada sob a agua produz bolhas de ar. Com a perda do ar, as bolhas vão diminuindo. Se apertar a câmara de ar, reduzindo o volume disponível, mesmo com pouco ar, o número de bolhar aumenta: Aumentou a pressão parcial. Se afrouxar a câmara de ar, aumentando o volume disponível, o número de bolhas diminui. É o que ocorre quando o mergulhador volta à superfície da água: Expansão dos pulmões. 
O problema ocorre na subida do mergulhador em apneia não esta na descida o que explica isso é a lei de Boyle e Mariote, isso porque ele apaga ao subir, voltar para a superfície, em virtude do aumento do volume e diminuição da pressão, o sangue não recebe mais oxigênio que não chega ao encéfalo e ele apaga e pode morrer por afogamento.
Quando o mergulhador mergulha com scuba – tanque de oxigênio – conforme se desce em grandes profundidades, a cada 10m aumenta 1ATM na pressão atmosférica - é necessário se exercer uma pressão de dentro para fora do corpo do mergulhador para que se compense a de fora pra dentro e elas se anulem e possa se atingir profundidades maiores. 
O cilindro de ar comprimido nas costas do mergulhador joga ar comprimido em alta pressão dentro do corpo do mergulhador na mesma pressão dá que está sendo exercida de fora para dentro para que elas se anulem. Esse ar comprimido fica diluído na massa liquida do sangue, se o mergulhador volta para a superfície muito rapidamente, sem fazer a descompressão, o gás forma milhões de bolhas na corrente sanguínea gerando entupimento de vasos, rotura dos alvéolos, rotura dos pulmões (embolia traumática pelo ar). O mergulhador precisa voltar aos poucos para superfície fazendo a descompressão soltando o ar comprimido. 
Embolia traumática pelo ar – causada em mergulhos por scuba, doença aguda.
LEI DE HENRI – Lei que explica gás dissolvido em massa líquida, quanto maior a pressão que se coloca no gás, maior a quantidade de gás que se conseguirá dissolver na massa líquida. 
LEI DE DALTON - Ar ambiental formado por 3 gases, Nitrogênio, oxigênio e outros gases – Lei de Dalton diz que a pressão total é o somatório da pressão parcial de cada gás que compõe aquela mistura.
DOENÇA DA DESCOMPRESSÃO
Mergulhador fez o retorno à superfície seguindo a técnica da descompressão e chegou a superfície – ele vai pra casa, no entanto ainda ficou ar e ele começa a se descomprimir formando bolhas, principalmente nas articulações, causando dores e ele vai se curvando, esse curvamento devido as dores, por causa das bolhas nas articulações, recebe o nome de BEND, essa curvatura vai receber o nome da doença da descompressão. Ele precisa ser colocado numa cama hiperbárica para se descomprimir. 
MAL DOS CAIXÕES – Nome geral dado à embolia traumática pelo ar; apagamento e Bend. 
Agudo – Acontece rápido imediatamente um pico do fenômeno
Crônico – Algo que acontece com o tempo, continuamente, permanente. 
NITROX – Mistura do oxigênio e nitrogênio – mistura dos gases na scuba que é jogado no corpo do mergulhador. O oxigênio normalmente é consumido e o nitrogênio resta e dependendo da quantidade ele pode ser entorpecente e causar entorpecimento no mergulhador. Resolveram trocar o nitrogênio por outro gás que não fizesse mal ao organismo e colocaram o gás hélio – HELIOX. Em alguns casos podem haver a mistura de nitrogênio, oxigênio e hélio – NITRIX
Quando se tem o mergulho em apneia – quando a pressão aumenta, uma membrana que separa o ouvido externo do ouvido médio a pressão aumentando ocorre uma compressão no tímpano, e 
Manobra de valsalva – tampa o nariz e assopra para fora para equilibrar as pressões. Se o mergulhador vai gripado ele não consegue jogar o ar causando o barotrauma de ouvido. Quando entra agua pode-se causar problema equilíbrio e localização que são regulados pelo ouvido. 
ASFIXIAS 
Asfixia não é uma energia é um quadro que se instala no organismo.
A asfixia significa falta de pulso. 
A energia vulnerante da asfixia é uma energia físico-química, tem componente mecânico e componente químico. 
Esse quadro pode ser formado por uma série de razões, existem várias modalidades de asfixias
Conceitos importantes 
Hipoxia - Baixa quantidade de oxigênio circulante no sangue arterial 
Anoxia – sem oxigênio 
Hipercabinia – Grande quantidade de gás carbônico circulante. 
Existe uma correlação entre traumatologia e asfixia pois a asfixia não deixa de ser um trauma decorrente de uma energia físico-química. 
Alimentos nos fornecem um açúcar de 06 carbonos – Hexose/Glicose.
O açúcar de 06 carbonos – molécula de glicose - vai para dentro da mitocôndria e dentro da mitocôndria ela é quebrada e se produz energia química. Essa energia química é armazenada no corpúsculo chamado ATP (adenosina tri fosfato). 
Na mitocôndria ocorre a oxidação da molécula de glicose – queima da molécula. 
Essa reação pode ocorrer na presença de oxigênio (aeróbia) ou na ausência de oxigênio (anaeróbia).
Não é possível produzir energia por muito tempo sem a presença de oxigênio pois o organismo não suporta. 
A quantidade de ATP produzida sem oxigênio é muito pequena – 4 ATP
Na presença de Oxigênio é 38 ATP. 
Numa respiração anaeróbia a quantidade de energia produzida é muito pequena. 
Quando se queima a molécula de glicose na ausência de oxigênio... essa reação química, tem um substrato e produz uma grande quantidade de hidrogênio positivo – cátion que é altamente ácido para a célula, então quando se quebra essas ligações químicas se produz ATP e também os cátions e o corpo não funciona com PH ácido (neutro = 7, abaixo de 7 de básico ou alcalino, acima de 7 ácido);
Para que isso não ocorra pega-se o oxigênio que está no ar e ele se liga ao hidrogênio e forma H20, a agua não é toxica. Quando respiramos queremos captar o oxigênio que está no ar, ele entra nos pulmões vai alvéolo passa para o sangue é capturado pela hemácia que se liga a hemoglobina formando a oxihemoglobina e a hemácia transporta o o2 para as células do corpo a célula leva o oxigênio para mitocôndria que se liga ao oxigênio e forma agua. 
Na respiração anaeróbia o oxigênio não consegue chegar na mitocôndria e a queima é feita de forma anaeróbia produzindo pequena quantidade de ATP e ácido lático e a célula torna-se acida. O oxigênio não apareceu para formar agua então forma-se o ácido lático. 
Se há oxigênio disponível haverá produção de 38 moleculas de ATP e 06 moleculas de gás carbônico e 06 moléculas de H2O. Esse gás carbônico também é toxico para o organismo e por isso precisamos expeli-lo (inspira oxigênio e expira gás carbônico). 
Asfixiar é impedir que o oxigênio chegue ao seu destino final. 
Monóxido de carbono está presente na fumaça do incêndio aí a pessoa está no incêndio e esse gás fica no ar e a pessoa começa a inalar, esse monóxido também se liga a hemoglobina e a hemoglobina tem afinidade 250 vezes maior pelo monóxido de carbono (CO) do que pelo oxigênio. Então a pessoa quando esta intoxicada de monóxido de carbono ainda que tenha oxigênio disponível ela não consegue respirar... o monóxido de carbono se junta a hemoglobina e forma a carboxihemoglobina e ao invés de formar a oxihemoglobina forma a carboxihemoglobina e a morte se da por asfixia pormonóxido de carbono; a morte em incêndio se dá muito mais por asfixia por monóxido de carbono do que pela queimadura. 
Para que a ligação química O + H (H2O) ocorra precisa-se de uma enzima chama-se citocromooxidase. Sem essa enzima essa ligação não acontece o nitrogênio fica livre a célula fica ácida e a pessoa morre. Tem um gás que anula a atuação dessa enzima que é o cianeto – gás cianídrico – gás da câmara de gás – ele vai na mitocôndria e anula a citocromooxidase 
Oxidação anaeróbia: 4 ATP e 2 ácidos lático
Oxidação aeróbia: 38 ATP, 6 CO2 e 6 H2O
Hemoglobina – formas
HB+O2= OXIEMOGLOBINA (vermelho vivo)
HB+CO2= CARBAMINOEMOGLOBINA (arroxeada)
HB+H+= HEMOGLOBINA REDUZIDA (azulada)
HB+CO= CARBOXIEMOGLOBINA (Cereja, Carmin)
HB+H2S= SULFOXIEMOGLOBINA (Esverdeada)
Carboxiemoglobina: 250 mais estável que as demais. 
MODALIDADES DE ASFIXIA 
A) POR OBSTRUÇÃO DAS VIAS AEREAS E DOS ORIFICIOS NATURAIS 
1) SUFOCAÇÃO
DIRETA: 
Por obstrução dos orifícios respiratórios naturais – narinas e boca
Por obstrução das vias aéreas superiores – laringe, faringe, traqueia e brônquios
O perito irá procurar por estigmas digitais (equimose) e ungueais (escoriação semilunar).
INDIRETA: crucificação, compressão do tórax, fratura do gradil costal.
Na sufocação Indireta as narinas e boca estão desobstruídos.
Compressão do tórax – máscara equimótica de Morestin ou equimose cérvico-facial de Le Dendut. 
Crucificação – exaustão da musculatura intercostal que impede a respiração
Fratura gradil costal – Não consegue fazer os movimentos da respiração
Paralisia da musculatura respiratória – curare – substancia química encontrada nas plantas utilizada pelos índios para a caça. Paralisia da musculatura respiratória por ela ficar completamente relaxada. 
B) POR CONSTRICÇÃO DO PESCOÇO
ESTRANGULAMENTO – Com laço/corda. Qualquer força que não seja o peso do corpo da vítima.
ENFORCAMENTO – Com laço/corda. Peso do corpo que traciona o laço
ESGANADURA – Com as mãos – sem corda.
Sinais externos: Estigmas ungueais (escoriação) e digitais no pescoço (equimose)
Sinais Internos: Fratura do osso hioide da cartilagem da laringe, da cartilagem cricóide, e Equimose retrofaringeana de Bourdel. 
Mata-leão é Estrangulamento não é feito com as mãos. Os braços ou pernas fazem o papel do laço
Sinal de Bonnet no pescoço – Decalque do material que forma o laço decalcado no fundo do sulco. Ex: corda trançada que fica o trançado desenhado no fundo do sulco. Não tem sinal de Bonnet na esganadura só no estrangulamento e no enforcamento porque só neles tem laço e sinal de Bonnet é o decalque d material que forma o laço no sulco do pescoço
	ESTRANGULAMENTO
	ENFORCAMENTO
	Sulco horizontal 
Sulco baixo – Abaixo do osso hioide e da laringe
Sulco completo
Continuo no nó 
Sulco de profundidade homogênea 
Pode revelar o decalque do laço - Bonnet
	Sulco ascendente/Oblíquo
Sulco alto – Acima do osso hioide e da laringe
Sulco incompleto
Sulco descontinuo no nó
Sulco de profundidade heterogênea 
Pode revelar o decalque do laço - Bonnet
C) POR MODIFICAÇÃO DO AR AMBIENTAL 
CONFINAMENTO - 
AFOGAMENTO - 
SOTERRAMENTO - 
D) OUTRAS FORMAS DE ASFIXIA
PELO GÁS CIANIDRICO - 
PELO MONOXIDO DE CARBONO - 
TRÍADE ASFIXICA 
1) Sangue fluido e escuro – O sangue é escuro porque há grande quantidade de hemoglobina ligada ao íon H+ formando a hemoglobina reduzida que tem cor vermelha escura, há um quebramento de um sistema fibrinolítico e com isso o sangue não coagula fica fluido; Ação de um sistema fibrinolítico – A fibrinosina destrói a fibrina (proteína responsável pela coagulação do sangue). Quando a morte é rápida não ocorre a coagulação do sangue pois a fibrinosina não entra em ação logo o sangue é fluido. Quando a vítima morre asfixiada ela não está respirando, não está entrando oxigênio, logo a hemoglobina não se liga ao oxigênio formando a oxihemoglobina então ela se liga ao íon H+ formando a hemoglobina reduzida que faz com que o sangue tenha cor escura – vermelho escuro. 
2) Congestão polivisceral – As vísceras (intestino, fígado estomago) ficam congestas (repletas de sangue). Asfixia marcada pela Hipoxia (baixa quantidade de O2) hipercarpnia (alta quantidade de CO2) que gera uma vasodilatação e as vísceras ficam repletas de sangue. O Hipotálamo percebe que o organismo está com muito CO2 e dá uma ordem para que os vasos se dilatem e as vísceras que são compostas por vasos sanguíneos ficam repletas de sangue. Com a progressiva falta de oxigênio (hipoxia) e o excesso de gás carbônico (hipercarpnia) o organismo provoca uma vasodilatação generalizada e, com isso, as vísceras, muito vascularizadas, ficam repletas de sangue que está contido nos vasos que as constituem. Com a vasodilatação, eles ficam repletos de sangue, a pressão aumenta e com isso haverá a tendência do sangue extravasar e ele se embrenhando nas malhas dos tecidos formam as Petéquias e em consequência as manchas de Tardieu.
3) Manchas de Tardieu – Petéquias generalizadas por todo o corpo – não são sinais patognomônicos de asfixia. 
CUIDADO BONNET
Sinal de Bonnet no pescoço
Tronco de cone de Bonnet - PAF
Sinal de Bonnet no espelho – Sangue no espelho no Esgorjamento
Sinal de Bonnet no coração ou pulmão - Halo de equimose no coração ou pulmão
SINAIS ESPECIAIS NO PESCOÇO – principais 
Linha argentina – Quando um laço muito fino aperta o pescoço causando uma escoriação arranca a epiderme e expõe a derme que tem coloração brancassenta olhando o sulco no pescoço fica uma linha prateada no fundo do sulco – linha argentina
Sinal de doto – lesão que ocorre pela constrição do pescoço na bainha de mielina que protege o nervo vago.
Sinal de Amussat – Rotura na túnica interna da carótida. (Quando se vai almoçar coloca a comida para dentro – interna)
Sinal de Friedberg - Equimose na túnica externa da carótida – A carótida tem 3 túnicas – túnica externa, túnica média e interna. (F de Friedberg – F de fezes - saí para fora – externa)
Sinal de França – Marca de unha na parte interna da carótida.
Outros
Sinal de Ponsold: Livores cadavéricos, em placas por cima e por baixo das bordas do sulco
Sinal de Thoinot: Zona violácea ao nível das bordas sulco
Sinal de Azevedo Neves: Livores punctiformes por cima e por baixa das bordas do sulco
Sinal de Neyding: Infiltrações hemorrágicas punctiformes de fundo do sulco
Sinal de Ambroise Paré: Pele enrugada e escoriada no fundo do sulco
Sinal de Lesser: Vesículas sanguinolentas no fundo do sulco
Sinal de Bonnet: Marca de trama no laço
Sinal de Schulz: Borda superior do sulco saliente e violácea. 
Causa jurídica da morte é diferente de causa médica da morte 
Causa jurídica da morte – suicídio, acidente ou crime (SAC) – determinada pelo delegado de policia
Causa medica da morte – determinada pelo médico legista – trombose, AVC, infarto agudo do miocárdio etc...
Médico legista não examina dolo. 
Enforcamento incompleto – tem um apoio em baixo
Enforcamento completo – corpo completamente içado 
Enforcamento típico – nó atrás do pescoço
Enforcamento atípico – nó em qualquer outro lugar. 
Asfixia autoerótica
Asfixia (hipoxia e hipercarpnia) provoca uma vasodilatação generalizada que poderia afetar os vasos das áreas genitais e causar estímulos sexuais; FBI mais de 500 mortes por ano.
Asfixia por modificação do ar ambiental 
Soterramento: Tira o ar ambiental e entra sólido pulverulento. Pode ser sólido ou granular
Confinamento: tira o ar ambiental e coloca outro gás não respirável e não tóxico (se o ar for tóxico será intoxicação). Pode ser aberto ou fechado.
Afogamento: tira o ar ambiental e coloca líquido. Pode ser real e falso
Asfixia 
Tem que ser primária quanto ao tempo, violenta quanto ao modo e mecânica quanto ao meio. 
SOTERRAMENTO EM SENTIDO AMPLO – Tem uma construção desmoronada em cima da pessoa/ está sob escombros, mas não tem sólido nas vias aéreas. Basta que o cadáver esteja externamente coberto de agente pulverulentosólido
SOTERRAMENTO EM SENTIDO ESTRITO – Tem uma construção desmoronada em cima da pessoa/está sob escombros e tem sólido na porção interna da árvore respiratória.
Cogumelo de espuma – alterações cardiorrespiratórias misturam o ar com a água, e essa espuma é expelida por narinas e boca pode ocorrer no soterramento. 
CONFINAMENTO – Substitui o ar ambiental por outros ares não respiráveis e atóxicos. 
Confinamento em locais abertos sem circulação de ar e sem renovação do ar, como um poço artesiano muito profundo; pequena quantidade de O2
Confinamento: teoria física
O corpo humano normalmente é mais quente que o ambiente. Sem renovação do ar aumenta a temperatura ambiental. O suor evapora e aumenta a umidade do ar ambiental. A umidade do ambiente retarda a evaporação do suor. A temperatura corporal aumenta. Morre por hipertermia
Confinamento: teoria química
Sem renovação do ar ambiental os níveis de gás carbônico aumentam. O centro respiratório bulbar, estimulado pelo CO2 acelera o ritmo respiratório. O consumo de oxigênio aumenta. Surgem os sinais de hipoxia e hipercarpnia - morte
AFOGAMENTO 
Verdadeiro – Azul (cianótico): começa a faltar o2 no sangue (a quebra da molécula de glicose, no processo da formação de energia, gera um íon H+, que é ácido, ele se liga ao o2 para formar h2o) o organismo sem o O2, para anular o hidrogênio +, faz ele se ligar a hemoglobina formando a hemoglobina reduzida que tem cor reduzida. 
Falso – Branco de Parrot: Alguém é encontrado morto dentro de uma massa líquida, mas não estão presentes os sinais patognômicos de asfixia. Pode ser asfixia por espasmo de glote (a pessoa ao pular na agua um respingo entrou na glote o que gerou o espasmo de glote e causou asfixia) ou parada cardíaca por reflexo vagal (entrou numa água muito fria, teve um choque que fez com que houvesse uma vasoconstricção abrupta que joga uma grande quantidade de sangue para o coração e para os órgãos internos). 
Circulação entre o coração e o pulmão – Pequena circulação
Circulação entre o coração e o resto do corpo – Grande circulação
Artéria pulmonar	(hematose)
 PULMÃO
 VEIA PULMONAR– Transporta sangue rico em O2 (Pul-Coração)
 AD AE
 
 VD VE ARTERIA AORTA – Transporta sangue rico em O2 (vent.esq-cor)
Veia cava
CORAÇÃO lado esquerdo do coração – sangue rico em O2 – vermelho
 Vivo, sangue rico em oxihemoglobina. 
 CORPO
Sangue vem do pulmão rico em O2, entra no átrio esquerdo, passa para o ventrículo esquerdo e o ventrículo esquerdo impulsiona para o corpo. O corpo consome o O2 e libera gás carbônico que entra no átrio direito através da veia cava. A veia cava transporta sangue rico em CO2, esse sangue entra no átrio direito vai para o ventrículo direito que manda esse sangue rico em CO2 para o pulmão para que seja oxigenado. 
Veia cava – Transporta sangue rico em gás carbônico. 
Artéria – vaso sanguíneo que se afasta do coração
Veia - vaso sanguíneo que se aproxima do coração
Em regra, veias transportam sangue rico em CO2 e as artérias sangue rico em O2. 
Exceção artéria pulmonar leva sangue rico em CO2 e veia pulmonar transporta sangue rico em O2. 
03 recipientes – A, B, C 
A – Agua salgada - Mais sal
B – Agua do sangue – Menos sal que a agua salgada mais sal do que a agua doce
C – Agua doce – Menos sal das duas acima	
AFOGAMENTO VERDADEIRO EM ÁGUA DOCE 
Agua está entrando nos alvéolos (afogamento) tem menos sal do que a água da corrente sanguínea (agua doce). O certo seria passar sal do sangue para dentro do alvéolo para equilibrar (ficar igual ao sal que tem no sangue) mas o sal que tem no sangue não consegue passar pela membrana, então passa agua do alvéolo (agua doce) para o sangue e o sangue fica mais diluído. Ai o sangue que está vindo do pulmão, mais diluído, vai para o átrio esquerdo. A perícia pega o sangue do átrio esquerdo e compara com o sangue do átrio direito. O sangue do átrio esquerdo logo está mais diluído do que o sangue do átrio direito. 
O Sangue mais diluído vai para dentro dos eritrócitos e faz com que os eritrócitos aumente muito de tamanho, até que ela explode – hemólise – quebra da hemácia – dentro da hemácia tem potássio, esse potássio que está na hemácia que explodiu cai dentro da corrente sanguínea e vai no coração e gera morte por fibrilação ventricular. 
AFOGAMENTO VERDADEIRO EM ÁGUA SALGADA
Agua que está entrando nos alvéolos (afogamento) tem mais sal do que a água da corrente sanguínea (agua salgada). O certo seria passar sal da agua salgada para o sangue (ficar equilibrado o sal no corpo – o corpo tende a procurar o equilíbrio) mas o sal não consegue passar pela membrana, então passa agua sangue para os pulmões que já está recebendo agua, então vem agua de fora e agua de dentro porque o sal está puxando a agua do sangue, então o sangue vai ficar mais concentrado porque está perdendo agua e o sangue mais concentrado vai para o átrio esquerdo logo o a densidade do sangue do átrio esquerdo estará mais concentrada do que a densidade do sangue do átrio direito. 
O pulmão fica inundado de agua e essa mistura de agua com ar faz surgir o cogumelo de espuma – característica dos afogamentos em agua salgada. 
ATENÇÃO
Em agua salgada a morte se dá por asfixia mecânica típica 
Morte em agua doce se dá por fibrilação ventricular 
O afogamento em agua doce o átrio esquerdo está mais diluído que o direito
O afogamento em agua salgada o átrio esquerdo está mais denso que o direito
Se não há diferença nas densidades ele não morreu afogado é o afogado branco de Parrot. 
SINAIS PATOGNOMÔNICOS DE ASFIXIA 
Diferença de densidade do sangue nos átrios. 
Átrio esquerdo mais denso que o direito – agua salgada - morte por asfixia mecânica.
Átrio esquerdo mais diluído que o direito/menos denso – agua doce – morte por fibrilação ventricular.
Presença de mancha de Pautalf – equimose 
Agua vai para dentro do alvéolo – sacos pneumáticos que ficam na ramificação dos brônquios, estão preparados para receber ar mas recebe liquido no afogamento e explode o alvéolo é circundado por vasos sanguíneos e quando ele arrebenta acontece uma hemorragia no pulmão o sangue extravasado forma uma equimose que tem o nome de mancha de Pautalf.
Presença do cogumelo de espuma – normal no afogamento em agua salgada
Algas diatomáceas na medula óssea dos ossos longos (afogamento em putrefação)
Na coleção de agua existe algas muitas vezes imperceptíveis a olho no nu essa alga vai para os pulmões e passa para o sangue e depois para dentro dos ossos e polpa dos dentes (tecidos vivos vascularizados)
Diferença entre os pontos de congelamento do sangue no átrio esquerdo comparado com o átrio direito – Ponto de congelamento de Carrara – Crioscopia de Carrara
Sal abaixo o ponto de congelamento da agua (agua congela a 0 graus célsius se jogar sal agua congela a temperatura menor). Agua doce faz com que o sangue do átrio esquerdo seja mais diluído menos sal o ponto de congelamento esta mais próximo de 0 que do átrio direito. Da agua salgada o sangue tem mais sal o ponto de congelamento é mais afastado de 0. 
SINAIS DE CERTEZA DE AFOGAMENTO 
Alteração na densidade dos átrios
Alteração no ponto de congelamento
Algas diatomáceas
Enfisema hidroaéreo – Cogumelo de espuma. 
Mancha de Paltauf. 
TANATOLOGIA FORENSE 
Estudo da morte – dos sinais que se relacionam com a morte. 
Outras denominações
Tanotopsia/Autopsia/necropsia – Exame do cadáver
Morte causa jurídica – Se dá por suicídio, acidente ou crime (SAC) – Quem determina é o delegado de polícia. 
Morte causa médica – Se dá por trombose, AVC etc.. Quem determina é o médico
Morte encefálica – Adota pela lei 9.434/97 –Morte que autoriza o transplante de órgãos e tecidos. Encéfalo – cérebro + cerebelo + ponte e bulbo – ponte e bulbo formamo tronco cerebral. Morte encefálica a ponte e o bulbo têm que morrer (morte do cérebro = coma, cuidado: feto anencéfalo – nasce sem cérebro)
Morte violenta – Originada por fatores externos (através de suicido, acidente ou crime). Obrigatoriamente tem que ser feita a perícia, exame em volta do cadáver: perinecroscopia – exame de corpo de delito encaminhado para o IML –: exame dos indícios perceptíveis pelos órgãos dos sentidos (visão, audição, olfato, paladar, tato) – Exame de corpo de deleito tem a finalidade de perpetuar a materialidade do delito
Morte natural – Originada por fatores internos (através de mal funcionamento do organismo/dos órgãos). Médico assistente é o responsável por emitir o atestado de óbito. Assistente é no sentido de dar auxilio e não no sentido de ter “assistido a morte”. Se for algum caso de morte natural sem assistência (o morto não tinha médico) quem dá o atestado de óbito é o SVO – Serviço de verificação de óbito se não houver o SVO aí será o Médico legista. 
Morte suspeita – Aquela na qual eu não sei se houve uma morte por causas internas ou externas. (morreu por um tiro + infarto do miocárdio não se sabe qual dos dois matou se foi interno (infarto) ou externo (tiro). 
Comoriência e Primoriência – art. 11 do Código Civil
Estabelecer quem morreu primeiro – primoriência 
Se não for possível se estabelecer a primoriência o CC estabelece que deve se presumir a comoriência (ambos morreram simultaneamente). No brasil se presume a comoriência. O perito tenta estabelecer a primoriência. 
SINAIS DE MORTE
Sinais imediatos – Sinais de mera probabilidade
Ausência de tônus muscular ou flacidez muscular generalizada.
Ausência de batimentos cardíacos e movimentos respiratórios
Ausência de resposta a estímulos 
Inexcitabilidade elétrica. (Não responde a estímulos elétricos)
Face hipocrática (face cadavérica - ausência de expressão facial - a face do cadáver é flácida e serena.)
Sinais mediatos (tardios, longínquos ou consecutivos) 
Sinais abióticos negativos - Sinais de certeza de morte
Evaporação tegumentar– natureza física
Resfriamento cadavérico– natureza física (algor morte)
Rigidez cadavérica – natureza química. (Rigor morte)
Livores hipostáticos – natureza física (livor morte)
Período de incerteza de Tourdes – período entre o aparecimento dos sinais imediatos e dos sinais mediatos. 
Período de incerteza de Tourdes 
Sinais imediatos de morte
Abióticos – vitais negativos
Sinais de probabilidade 
Imobilidade, insensibilidade
Inexcitabilidade elétrica
Parada cardíaca e parada respiratória irreversíveis. 
Cérebro – Consciência e vontade
Cerebelo - Controla o equilíbrio e a coordenação motora
Ponte ou protuberância - Possui importantes centros nervosos
Bulbo – Contem centros cardiorrespiratórios
Diagnóstico de morte na rua 
Ausência de sinais de circulação e respiração, ou seja, morte cardíaca, por meio de verificação dos pulsos arteriais e dos movimentos respiratórios.
Exame de corpo de delito – é a única diligencia que a autoridade policial não pode negar. Nos crimes de MPO o exame de corpo de delito pode ser substituído pelo BAM – boletim de atendimento médico (art. 77 §1º da 9099)
EVAPORAÇÃO TEGUMENTAR (produzindo fenômenos oculares)
Corpo é formado por líquidos, alguns desses líquidos evaporam e um dos fenômenos que ocorrem derivado da evaporação é a Mancha regra esclerótica de Lacher Sommer. A parte branca do olho é a esclerótica a parte colorida é a íris o orifício por onde entra a luz é a pupila e a esclerótica é coberta por uma membrana chamada de conjuntiva. Abaixo da parte branca há um tecido anegrado chamado de coroide. Em virtude da evaporação e da desidratação ocular, a parte branca começa a se desfazer/desaparecer e começa-se a aparecer a parte anegrada. Essa mancha aparece com 3 a 5 horas de morte. 
Tela albuminoide ou viscosa Stenon-Louis – Proteínas e restos celulares, proteínas e resíduos que se depositam na superfície ocular tornando a córnea menos transparente. Depósito de proteínas que se acumulam na superfície ocular devido ao fato de que a pessoa para de piscar e lacrimejar. 
RESFRIAMENTO CADAVÉRICO
Nosso corpo tem uma temperatura, 36,5º graus célsius. Quando se morre o corpo deixa de estar aquecido quimicamente, porque estar vivo significa produzir calor, produzir energia, quando se morre esses processos químicos que produzem calor e energia desaparecem. O corpo perde calor para o meio ambiente (entre equilíbrio com o ambiente) – Algor mortis. O normal é ocorrer o resfriamento porque em geral o ambiente está mais quente que o corpo. Se a pessoa estiver num ambiente mais quente que o corpo o resfriamento obviamente não irá ocorrer. 
A camada de gordura subcutânea ira retardar o início da percepção do resfriamento cadavérico. Ou seja, o resfriamento pode ser retardado em indivíduos mais obesos pois a camada adiposa é um isolante térmico. 
Forma de Dissipação do calor
Condução
Convecção
Evaporação
Irradiação
ESPASMO CADAVÉRICO
Rigidez muscular instantânea assim que ocorre a morte, mantendo a última posição até o início da putrefação. (p.exemplo morreu tomando um café e fica naquela posição segurando a xícara). O normal é a flacidez muscular generalizada, no espasmo cadavérico é exceção é diferente, a rigidez é instantânea. 
.
RIGIDEZ CADAVÉRICA – RIGOR MORTIS
Fenômeno químico decorre da reação química entre proteínas musculares e os líquidos cadavéricos. 
02 proteínas importantes para que ocorra a distensão e contração dos músculos – actínia e miosina. 
Com a morte não há mais ação dessas proteínas então a musculatura contrai não fica relaxada. Essa contração vai surgindo com o tempo, não é imediatamente, é conforme o corpo vai acidificando.
Com a morte o cadáver fica todo flácido, com o passar do tempo o cadáver vai enrijecendo – ele enrijece no sentido dos cabeça para os pés (céfalo-caudal; crânio-podálico) – Lei de Nysten Sommer Lacher – Essa lei fala do sentido da rigidez cadavérica 
- Menores massas Musculares (mmm) para as Maiores Massas Musculares (MMM)
Primeiro musculo a enrijecer é o masseter (responsável por abrir e fechar a boca)
RIGIDES CADAVÉRICA PRECOCE – Mortes violentas acompanhadas de intensa luta ou casos de mortes causadas por asfixia mecânica, podem acelerar o curso de rigidez cadavérica; Houve um grande gasto de energia, logo faltará energia para manter os tecidos flácidos.
Cadáver flácido – morte há menos de 2 horas 
Cadáver masseter e nuca enrijecidos – mais de 2 horas de morte
Cadáver membros inferiores flácidos e superiores enrijecidos – mais de 2 horas e menos de 6/8 horas 
Cadáver todo enrijecido – Mais de 6/8 horas de morte menos de 24 horas
De 24 a 36 horas – início da putrefação e desfazimento da rigidez 
CRONOTANATOGNOSE – Conhecimento do Tempo da morte	
INÍCIO DA PUTREFAÇÃO – 24h a 36h da morte
Desfaz a rigidez cadavérica
Desenrijece no sentido da cabeça aos pés (crânio-podálico)
OBS: Chegou no local do crime – membros superiores rijos, membros inferiores moles. Estime a hora da morte. 
1ª hipótese – tem mais de 2 horas menos de 8 horas de morte 
2ª hipótese – alteração na cena do crime – mexeram no cadáver. A rigidez se instala e se desfaz pelo início da putrefação, mas seu desfazimento pode ocorrer também por força externa (força externa (alguém) força o membro e “quebra” a rigidez).
OBS: Mole em cima duro em baixo – estime a hora de morte. 
1ª hipótese - Mais de 24 ou 36 horas 
2ª hipótese – Mais de 8/12 e menos de 24. A parte de cima ficou mole porque alguém mexeu no cadáver. 
Não esquecer que uma força externa pode atuar no desfazimento da rigidez cadavérica. 
LIVORES CADAVÉRICOS
São sinais tardios ou reais de morte, formados pelo depósito de sangue nas regiões de maior declive do corpo. 
Sangue circula por todo o corpo impulsionado por movimentos do coração. Quando se instala o óbito o coração para e a única força qie passa a incidir sobre o sangue é a gravidade (puxa tudo para o centro da terra). O sanguepor isso fica depositado nas regiões de maior declive do corpo. O sangue depositado irá causar manchas na pele que são chamados livores de hipóstase – livores hipostáticos
Decúbito dorsal – costas para baixo
Decúbito ventral – ventre para baixo
Sinal de Devergie - É o sinal de boxer, lutador, esgrimista, saltimbanco. 
Não é rigidez cadavérica é contração da musculatura causada pelo calor do fogo.
Livores começam a surgir com 30 minutos – em forma de pontilhados nas regiões de maior declive
30 minutos a 2 horas livores foram manchas esparsas 
2 horas a 6 horas – formam manchas maiores 
6 horas - generalizados, exceto nas áreas de pressão do corpo ou de vestes, são móveis, clareiam com a pressão digital 
8 a 12 horas – livores generalizados e fixados podem aparecer em outro local, mas não se deslocam dos locais anteriores. Não clareiam com a pressão no local (se mudar o cadáver de posição os livores não se alteram mais).
Livores fixados – mancha a pele e não desloca mais de lugar
LIVOR OU EQUIMOSE?
Técnica de Bonnet: Incisão na pele. Observar os tecidos subjacentes. Pontilhado sanguinolento saindo dos vasos é livor. Há infiltração hemorrágica é equimose
Cianeto - Não se liga à hemoglobina mas age dentro da célula impedindo que o O2 se ligue ao H++ em consequência anula uma enzima chamada citocromooxidase, não há formação de água e a célula acidificada e a pessoa vai a óbito porque a célula passa por um processo de acidose. 
FENOMENOS CADAVÉRICOS 
CONSERVADORES 
TRANSFORMATIVOS DESTRUTIVOS 
CONSERVADORES
Adipocera ou saponificação - É processo conservador que caracteriza pela transformação do cadáver em substância de consistência untosa, mole e quebradiça, de tonalidade amarela escura, dando uma aparência de cera ou sabão. Muito comum em cadáveres obesos. percebe-se sua presença em covas coletivas.
Mumificação - é um processo transformativo conservador do cadáver, podendo ser produzido por meio natural, artificial, natural e misto. Na mumificação por processo natural, são necessárias condições ambientais que garantam a desidratação rápida, de modo a impedir a ação microbiana responsável pela putrefação. O cadáver, ficando exposto ao ar, em regiões de clima quente e seco, perde água rapidamente, sofrendo acentuado dessecamento. Portanto, em locais onde o ar é seco, o cadáver pode ser conservado pela mumificação e, nos lugares úmidos, marcham para a saponificação ou maceração.
 São conhecidos outros fenômenos conservativos como:
Refrigeração: em ambientes muito frios.
Corificação: desidratação tegumentar com aspecto de couro submetido a tratamento industrial.
Fossilização: fenômeno conservativo de longa duração.
· Petrificação: substituição progressiva das estruturas biológicas por minerais, dando um aspecto de pedra com manutenção da morfologia dos restos mortais.
DESTRUTIVOS
Putrefação – Destruição do cadáver pela ação das bactérias – Dividida em 04 fases:
Fase da Coloração/cromática – inicia-se com a modificação da cor do cadáver em decorrência da junção da hemoglobina mais gás sulfídrico = Sulfoxiemoglobina que tem coloração esverdeada. Gás sulfídrico formado pelas bactérias. Inicia-se em 24 a 36 horas da morte. O cadáver começa a ficar verde na fossa ilíaca direita (próximo ao intestino, perto das fezes) – Mancha verde abdominal de Bordeau (marca o início da putrefação). O abdome é o local mais comum de se encontrar a Mancha verde abdominal de Bordeau, mas existem 02 exceções: Nos afogados a mancha se inicia na cabeça - Cabeça de negro dos afogados. Nos fetos que morreram e ficaram retidos por um tempo. O feto fica em um líquido amniótico que é asséptico, ou seja sem bactérias, quando ele é expelido as bactérias entram no natimorto pelos anus, vagina, nariz e boca. Então mancha verde vai se dar nos orifícios naturais
Fase gasosa enfisematosa – Com a ação das bactérias forma o gás sulfídrico que faz com que o cadáver aumente seu volume, essa expansão de gases faz com que a língua fica procedente, os olhos ficam arregalados, ressaltados, ereção do pênis, saco escrotal fica agigantado, pode ocorrer o Parto póstumo de Bordeau (natimorto é expulso pelo corpo devido aos gases). O sangue volta a circular devido aos gases - Circulação Póstuma de Bordeau. 
Trama vascular visível. 
Exoftalmia – projeção dos olhos e da língua. Pode ocorrer formação de bolhas no cadáver. 
Como saber se as bolhas são flictenas ou bolhas de putrefação? Através da Reação de Chambert. Se a reação for positiva é porque encontraram proteínas nos líquidos da bolha. Quando der negativa é porque tem pouca proteína no liquido da bolha. Se for bolhas post mortem dará negativa (sem proteína). 
Fase coliquativa ou da coliquação ou redutora – Se dá através da destruição das partes moles. Em torno de - 02 a 03 meses de morte.
Fase da esqueletização – Destruição das partes moles e exposição dos ossos por completo – Em torno de 02 a 03 anos se estiver sepultado.
Maceração – Destruição do cadáver pela água. Agua é solvente universal destrói tudo que fica dentro dela. O cadáver dentro da agua é macerado – destruído pela água. Diferença da Maceração séptica da asséptica. Asséptica significa sem bactérias. Séptica é com bactérias. 
Maceração Séptica – Ocorre nos afogados, a agua é repleta de bactérias. Quem destrói o cadáver do afogado é a agua. 
Maceração Asséptica - Aborto. Morte do feto sem que ele seja expelido, o feto começa a ser destruído pelo líquido amniótico, gerando uma maceração – feto macerado. Características do feto macerado: Descamação da epiderme com exposição da derme, Epiderme banhada de hemoglobina, amplitude dos membros superiores e inferiores, Cavalgamento dos ossos do crânio (sinal de spalding – feto morto há pelo menos 07 dias). Se não tem o sinal de spalding e o feto esta macerado, significa que o feto morreu há pelo menos 24 horas.
	
Autólise – Própria célula se destrói. Dentro da célula temos o núcleo celular e o citoplasma, neste último temos as organelas celulares, uma delas é os lisossomos (organelas celulares com várias enzimas – como se fosse o estomago da célula). Quando a célula percebe que já cumpriu a função para qual ela foi criada ela rompe o lisossomo e as enzimas vão destruí-la. Esse é o processo de autólise. Célula morta é fagocitada (processo de destruição das células mortas) pelos macrófagos
IDENTIDADE E IDENTIFICAÇÃO
Necropapiloscopia – coleta de impressão digital do cadáver. 
Identidade - é a capacidade de ser uma coisa ou pessoa e não outra.
Identificação - método objetivo para se estabelecer a identidade.
Reconhecimento – método subjetivo para se estabelecer a identidade.
Desluvamento (atrelada a Necropapiloscopia) – O perito destaca a epiderme das mãos do cadáver através de uma solução, e como se fosse uma luva coloca no dedo dele e coleta a impressão do cadáver.
EXUMAÇÃO 
Exumação administrativa – Feita pelo cemitério, 03 anos depois da morte, para que se possa enterrar outra pessoa, decorrido o prazo de aluguel da sepultura. 
Exumação judicial – A qualquer tempo destinada a esclarecer dúvida jurídica na área criminal civil trabalhista. Quem assina o auto de exumação é o delegado de polícia. 
O delegado lavrará o auto de exumação todos os presentes assinam.
O perito lavrará o laudo de exumação só o perito assina.
Morte Natural Assistida – Médico assistente fornece a Declaração de Óbito
Morte Natural não assistida – Serviço de verificação de óbito SVO
Morte violenta SAC - (suicídio, acidente ou crime) – Instituto Médico Legal 
Morte súbita - Morte inesperada, são quatro requisitos:
Não pode ser violenta – Não pode ser SAC
Tem que ser uma morte natural e inesperada
Pode ser agônica ou fulminante 
MORTES FETAIS 
Em uma morte fetal o médico é obrigado a emitir uma declaração de óbito ou ele pode ser sepultado apenas com o ofício da delegacia?
Morte fetal prematura – feto com menos de 500g menos de 25 cm e menos de 05 meses – Sepultamento com mero ofício da delegacia
Morte fetal intermediária– Menos de 1.000 gramas menos de 35 cm e menos de 06 meses
Morte fetal tardia – mais de 1.000 gramais ou mais de 35 cm ou mais de 6 meses. – 
Mais de cinco meses mais de 500 gramas mais de 25 cm – obrigado a emitir a declaração de óbito. 
Idade gestacional = raiz quadrada da estatura 
Feto de 16 cm - Raiz quadrada de 16 = 4 meses
Feto de 25 cm – raiz de 25 = 5 meses
Acima de 5 meses a formula é estatura divido por 5,6. 
Menina de 14 anos e 2 meses está grávida e dá luz a feto recém-nascido de 25 cm – Deve ser instaurado um inquérito de oficio por estupro, pois 25 cm = 5 meses, na época do ato sexual ela estava com 13 anos. 
SEXOLOGIA FORENSE 
Menarca – primeira menstruação
Catamenil = eliminação da parede interna do útero endométrio (menstruação). 
Fecundação, concepção e fertilização 
SPTZ (espermatozoide) fecunda o ovócito secundário (óvulo) formando uma célula chamada ovo ou zigoto que irá migrar da trompa uterina para a intimidade da matriz da mulher e se desenvolverá no útero. 
Matar ovo ou zigoto depois da nidacão = Aborto. 
Teoria concepcionista – o início da vida se dá com a concepção. Se matar o concepto na trompa uterina já se teria o crime de aborto para essa teoria. 
A teoria concepcionista não foi adotada pelo direito penal. O direito penal adotou a teoria da nidacão. A gravidez não se inicia com a concepção a gravidez se inicia com a nidação. Se a gravidez se iniciasse com a concepção não teríamos como explicar a pílula do dia seguinte. A mulher teve conjunção carnal o homem ejaculou houve a fecundação no terço médio da trompa uterina, e demora de 5 a 7 dias para descer até o útero, se matar o concepto nesse caminho ainda não se tem o crime de aborto pois não nidou ainda, não se acoplou a parede do útero. A pílula do dia seguinte gera um ambiente hostil no endométrio para evitar a nidação, ai o ovo ou zigoto morre e é expelido na menstruação. 
No direito civil adota-se a teoria concepcionista, o direito penal adota a teoria da nidação. O CC no art. 2º o início da personalidade se dá com o nascimento com vida, mas se assegura os direitos do nascituro desde a concepção
No início do canal vaginal existe uma membrana chamada hímen tudo que estiver antes do hímen chama-se vestíbulo
Cópula vestibular é uma cópula na qual o pênis não ultrapassou a membrana.
Pênis antes do hímen – copula vestibular
Pênis ultrapassa o hímen – conjunção carnal
Para haver conjunção carnal, para a medicina legal, o pênis precisa ultrapassar o hímen. 
A partir de certa idade a mulher começa a produzir o Folículo de Graaf, nele contém o óvulo (gônada) que é a célula reprodutora feminina. Esse folículo é envolto de células foliculares que protegem o ovócito primário. O folículo vai crescendo, fica maduro até que ele expulsa o óvulo, expulsando o óvulo esse folículo passa a se chamar corpo amarelo ou corpo lúteo. O ovócito primário vai se desenvolvendo até que se transforma em ovócito secundário, aí o folículo se rompe expulsa o ovócito secundário que é capturado pela trompa uterina. O ovócito secundário vai subir pela trompa, o espermatozoide vai subir pelo canal vaginal, vai passar pelo útero e encontrar o ovócito secundário no terço médio superior da trompa uterina ocorrendo a fecundação ali se transforma em ovo ou zigoto, desce pela trompa até que cai no útero (endométrio) e ela ele se acopla a parede do útero (nidação) e ocorre a gravidez, e a partir daqui é o início da gravidez;
Fica dentro do ovário, depois de expulso o ovócito secundário, as células foliculares que se transformaram em corpo lúteo ou corpo amarelo. Sobrou no ovário o corpo Lutero ou corpo amarelo que produz a progesterona, que é um hormônio que mantem o endométrio hígido, para que o ovo possa se acoplar. A partir daí o ovo ou zigoto produz um hormônio chamado Beta HCG, que é um hormônio que vai no corpo amarelo/corpo lúteo e diz assim: Não regride, não se desfaz, continua ai produzindo progesterona para que mantenha o endométrio hígido para que eu possa me desenvolver e me transformar de embrião em feto, de feto em feto nascente, até que possa ser expelido no parto. 
Células trofoblásticas: São células do revestimento mais externo do embrião, vão iniciar a nidação e secretar o B-HCG, vão formar a placenta, podem cair na corrente sanguínea da mãe, após o parto.
O próprio embrião produz o B-HCG, que atuará sobre o corpo amarelo, mantendo níveis de progesterona evitando assim a descamação do endométrio. FINAL DO PARTO – Ocorre com a dequitação ou secundamento – Expulsão da placenta. 
NIDAÇÃO – acoplamento do Ovo/Zigoto no endométrio – Inicio da gravidez 
Mulher ovulando normalmente 
 0 1 2 3 4 5
INÍCIO DO PUERPÉRIO – Expulsão da placenta.
FIM DO PUERPÉRIO - Quando a mulher volta a ter a ovulação normal que ela tinha antes de ficar grávida 
Final da gravidez e início do parto – se dá com a dilatação do colo do útero ou com o rompimento da bolsa/saco amniótico. 
INICIO DO PARTO 
SPTZ + Ovócito secundário
FECUNDAÇÃO no terço médio superior da trompa uterina
 Placenta é um órgão que pertence à criança e não à mãe por isso tem que ser expelido.
 
Para a medicina legal puerpério é o período que vai do final do parto até o momento que a mulher retoma suas condições normais de ovulação. (+ou- 40 dias)
Lóquios – O feto estava no útero ligado pelo cordão umbilical a placenta a placenta esta alojada a parede do útero. Quando a mulher pare a criança sai o feto e a placenta, a placenta é arrancada do colo do útero deixando ali uma ferida, essa ferida sangra e esse sangramento é chamado de lóquios.
Puerpério recente – lóquios avermelhados em grande quantidade
Puerpério intermediário – sangramento diminui fica menos avermelhado
Puerpério tardio – já não há quase sangramento a mulher passa a expelir uma substancia mais brancacenta. 
CUIDADO: Psicose puerperal é diferente de estado puerperal. Psicose puerperal – inimputável, doença mental; Estado puerperal – infanticídio.
OBS: Estado puerperal não existe para medicina legal é uma criação do Direito Penal não reconhecido pela medicina legal, a medicina legal reconhece puerpério ela não reconhece estado puerperal. 
TUMOR NO PARTO OU BOSSA OCIPTAL – Compressão do útero na cabeça da criança - A presença mostra que o feto nasceu com vida. Tem que ser em parto vaginal. Apresentação tem que ser encefálica e ela é primípara (primeiro parto)
Nulípara – Não teve filho parto vaginal
Multípara - Teve mais de um filho por parto vaginal 
Focinho de tenca – análise do colo do útero de frente 
Carúnculas mirtiformes – fragmentos de hímen na parede da vagina. A presença de carúnculas mirtiformes dá indícios de que a mulher passou por um parto vaginal, essa é a regra. Segundo a doutrina mulheres com muita atividade sexual, com diversos parceiros em posições diversas também pode apresentar as carúnculas mitriformes em forma de exceção.
Mulher ovula o ovulo e capturado pela trompa uterina no terço médio superior o espermatozoide fecunda o ovulo e vira o ovo ou zigoto (46 cromossomos). Esse ovo ou zigoto vai se desenvolver e vai descer pela trompa (5 a 6 dias) e cai no colo do útero e se aninha no endométrio. Esse zigoto que é uma célula, começa a se desenvolver e criar um grupo de células trofoblásticas essas células formam a placenta que fica enraizada no endométrio e o feto começa a se desenvolver. O feto fica ligado a mãe pelo cordão umbilical. Quando o feto nasce e a placenta sai, ela é arrancada do endométrio e esse local que estava a placenta vira uma ferida e fica sanguinolenta e esse sangue que escorre pelo arrancamento da placenta se chama lóquios. Inicialmente os lóquios são vermelhos, depois acastanhados, depois brancacentos até que o sangramento é estancado. A análise dos lóquios indica se o puerpério é recente, intermediário ou tardio. 
Conceitode recém-nascido para a medicina legal – o recém-nascido é aquele que acabou de ser expulso pelo canal vaginal, a placenta acabou de ser expelida, está ligado ao cordão umbilical, seu corpo está recoberto de sangue e gordura que recobre o corpo do recém-nascido (gordura é chamada de indulto-sebáceo, vernix-caseosa). Se recebeu qualquer tratamento mínimo pela mãe, médico ou enfermeira, cortou o cordão, para a medicina legal não e mais recém-nascido. 
Estupro 
Conjunção carnal para a medicina legal – Penetração do pênis no canal vaginal. O Canal vaginal tem seu início marcado por uma membrana (hímen). Se o pênis é colocado antes do hímen é cópula vestibular e não conjunção carnal para a medicina legal. Cópula vestibular é colocar apenas na região que antecede o hímen. O STJ já admitiu o estupro através do beijo lascivo. Esse conceito é para a medicina legal. 
SINAIS DE CONJUNÇAO CANRAL
Carúnculas mirtiformes;
Parto vaginal – focinho de tenca demonstra o aspecto anatômico do colo do útero. 
Himenologia - Análise do hímen 
Himeneologia – estuda questões medico legais do casamento.
Hímen – membrana que delimita a entrada do canal vaginal. Deriva de pregas formadas a partir do epitélio vaginal. 
Hímen tem uma borda fixa que fica agarra a vagina e uma borda livre que fica ligada ao óstio
Entre a borda fixa e a livre tem a orla 
 ORLA
 BORDA LIVRE (dentro da borda tem o óstio)
 BORDA FIXA	
 ÓSTIO - orifício
Hímen não complacente – óstio pequeno e orla alta. 
 Não tem como o pênis passar sem romper o hímen
Hímen complacente – óstio largo e orla baixa
	 O pênis passa sem romper a orla/o hímen 
	O perito não tem como atestar se houve conjunção carnal pois não há rotura do hímen.
Hímen comissurado – é aquele em que o óstio forma ângulos 
Hímen acomissurado 
	
Hímen cribiforme – contém vários óstio com pequenos diâmetros
 Hímen cribiforme – paciente virgem não tem como praticar conjunção carnal e o hímen continuar inteiro e cribiforme
Agenesia de hímen – ausência de hímen
 
Rotura do hímen é diferente de entalhe que é diferente de chanfradura. 
Relógio de Lacassagne – rotura às 3 h rotura as 12 horas etc.
Rotura é lesão (adquirida). Cicatriza. Coapta é possível de ser fechada. Assimétrica. Chega até o final da borda fixa.
Entalhe – invaginação da borda livre – alteração congênita. Não cicatriza. Não coapta, medico não consegue fechar. Simétrico. Não chega ao fim da borda fixa.
	
Chanfradura – borda livre com vários entalhes consecutivos. 
Carúnculas mirtiformes – Pedaços do hímen acoplados a parede da vagina em virtude da destruição do hímen. Geralmente atribuídas a parto vaginal.
Hímen imperfurado – Sem óstio. Quando a moça menstrua o fluxo de sangue não sai. Precisa passar por procedimento médico para abrir passagem.
Hímen septado 
Quadrantes de Oscar freire 
	
SINAIS DE CERTEZA DE CONJUNÇÃO CARNAL
Gravidez
Rotura do hímen
Esperma no canal vaginal (esperma contem espermatozoide + proteína P30 + PSA) 
Espermatozoide – SPTZ
P30
PSA
REAÇÕES QUÍMICAS QUE COMPROVAM A PRESENÇA DE SPTZ
Reação de Corin-Stockis – reação de certeza de espermatozoide. 
Reação de cristais de Florence, Baechi, Barberio e Bokharius - reações de probabilidade para espermatozoide
Fosfatasse ácida no canal vaginal – precisa ser em grande quantidade – acima de 300 unidades de medida. A mulher na secreção vaginal também produz fosfatasse ácida, mas em pouca quantidade. 
ABORTO
Morte do concepto durante a gravidez. 
Crime de aborto – morte dolosa do concepto
GRAVIDEZ ECTÓPICA ou TUBÁRIA – Gravidez fora do local. Há necessidade de aborto – aborto necessário 128 CP.
FÓRMULA DE HAASE
Idade gestacional = raiz quadrada da estatura 
25 cm = 5 meses
16 cm = 4 meses 
9 cm = 3 meses 
Ponto de ossificação de Beclard
Médico examina a epífise distal do fêmur. 
Núcleo de ossificação da epífise distal do fêmur que aparece nas duas últimas semanas da gestação. Aparece normalmente la pelo oitavo mês de gestação, as impressões digitais aparecem normalmente pelo 6 mês. 
O fêmur tem duas extremidades são as duas epífises distal é a que está próxima ao joelho. Quando a epífise distal esta ossificada é porque está por volta de 8 meses. 
6 meses – surge o desenho digital 
DOCIMASIAS – Prova de nascimento com vida. 
Respiratórias
Pulmonares
Extrapulmonares
Circulatórias
Batimentos cardíacos
Pulsos arteriais
DOCIMASIA PULMONAR HIDROSTATICA DE GALENO
Coloca-se a língua, laringe, tranqueia, timo, pulmão e coração na agua.
Se flutuar – positivo (respirou)
Se não flutuar – negativo (não respirou – natimorto – não nasceu com vida)
DOCIMASIA GASTRO-INTESTINAL DE BRESLAU
Pega-se o estomago, o intestino grosso e coloca na agua, quando o recém-nascido respira qualquer dessas partes flutua. Lembre-se dos gases de putrefação que podem fazer um falso positivo
DOCIMASIA MICROSCOPICA DA BALTHAZARD-LEBRUNN
O perito corta um pedaço do pulmão e analisa no microscópio os alvéolos. Os alvéolos de pulmão que respirou estarão abertos se não respirou estarão fechados. 
DOCIMASIA VISUAL DE BOUCHOUT
Aspecto visual de pulmão que não respirou é diferente do que respirou. O pulmão com bordas finas como se fossem laminas, tem uma consistência firme, como se fosse um fígado, aspecto de maior densidade, são características de um pulmão que nunca respirou. Um pulmão que respirou é arredondado e com desenho em mosaico
DOCIMASIA CIRCULATORIA 
Em virtude do tumor do parto (caput sucedaneum) o feto vem de cabeça e a musculatura do colo do útero das mulheres primíparas comprime a cabeça do feto e o sangue acumula. A presença desse tumor demonstras que houve nascimento com vida
GRAVIDEZ MOLAR OU MOLA HIDATIFORME – é uma complicação rara da gravidez que leva ao aborto espontâneo e que pode ser classificada em completa ou parcial.
Na gravidez em mola completa o feto recebe apenas as células do pai duplicadas e na parcial o feto recebe as células duplicadas do pai mais as células da mãe. Estas alterações formam um emaranhado de células semelhantes a cachos de uvas no útero da mulher, causando a malformação d placenta e do feto, não havendo a possibilidade deste se tornar um bebê. 
FETO LITOPÉDIO – Criança de pedra 
Há um aborto que fica retido e os sais minerais do corpo da mãe começam a impregnar no feto que vai mumificar – Aborto retido.
FETO PAPIRACEO – Gravidez de gêmeos um deles começa a se desenvolver e o outro sofre aborto, o que está se desenvolvendo vai esmagando o irmão que não se desenvolve/que faleceu. 
FETO MACERADO – Ocorre o aborto e o feto vai sendo destruído pelo líquido amniótico. Algumas características são típicas de feto macerado – cavalgamento dos ossos do crânio (maceração ocorrendo há pelo menos 7 dias - sinal de spalding) e se o feto esta macerado é porque ele já está ali há pelo menos 24 horas. 
PERÍCIA E PERITOS 
CORPO DE DELITO – Única diligencia que o delegado não pode negar conceder. Perpetuar a materialidade do delito. Quando o crime deixar vestígios é indispensável o corpo delito. O exame de corpo de delito pode ser substituído pelo BAM (boletim de atendimento médico) no caso de crime MPO. 
Delicta factis permanentes – deixa vestígios 
Delicta factis transeuntes – não deixa vestígios
O exame de corpo delito pode ser feito qualquer hora 
A autopsia pode ser feita 6 horas se não houver certeza da morte. Salvo se as circunstâncias demonstrarem a certeza da morte.
Não sendo possível o corpo delito a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta
Magistrado julga com base no livre convencimento ele não está obrigado a ficar adstrito ao laudo pericial. 
Número de peritos 
01 perito oficial
02 peritos “ad doc” preferencialmente formado na área a qual será feita a perícia. 
Art.50 da 11.343/06
Laudo prévio – 1 perito só ou ad hoc ou oficial
Laudo definitivo – 2 peritos 
Julgado STJ para lavratura do APF basta laudo prévio para condenação precisa-se do laudo definitivo e esse laudo definitivo 02 peritos. 
PERINECROCOSPIA - 
 
EXAME DE CORPO DELITO DIRETO – Quando o exame recai sobre o objeto resultante da infração penal. Ex: Exame feito em uma mancha de sangue na cena do crime. 
EXAME DE CORPO DELITO INDIRETO – Substituição do exame objetivo pela prova testemunhal, subjetiva.
Função do perito limita-se a verificar o fato, indicando a causa que o motivou
Qualquer que seja a posição em que esteja o perito, oficial ou não, seu compromisso com a verdade constitui-se em dever ético e obrigação legal. 
A declaração falsa ou a ocultação da verdade constitui o delito previsto no art. 342 do CP (falsa perícia) e é fato punível segundo o processo civil (Art. 147 CPC).
DOCUMENTOS MÉDICO-LEGAIS
RELATORIO MÉDICO LEGAL – Gênero 
Tem duas espécies:
Laudo – Quando o médico legista ele mesmo redige o documento médico legal.
Auto – Quando o médico legista ditar para o escrivão reduzir a termo o documento
Relatório médico legal divide-se em 07 partes. 
POXA QUE HISTÓRIA DUDU CARAMBA (MNEMONICO)
PREAMBULO – É uma espécie de introdução na qual constam: a qualidade da autoridade solicitante, a do perito e do examinado, o local onde é feito o exame, a data e a hora bem como o tipo de perícia a ser feita. 
QUESITOS – Perguntas cuja finalidade é caracterização de fatos relevantes que deram origem ao processo. No foro penal, são padronizados e têm o fim de caracterizar os elementos de um fato típico.
HISTORICO OU COMEMORATIVOS – Narrativa do fato pela vítima. Dados referentes aos antecedentes obtidos pelo próprio examinando, exceto no caso de autopsia nos quais precisam ser transcritos, não endossados, da guia de remoção que acompanha o corpo. 
DESCRIÇÃO – É a parte mais importante do relatório. Uma vez que não pode ser refeita com a mesma riqueza de detalhes em um exame ulterior, por isso deve ser minuciosa, correspondendo ao visum et repertum.
DISCUSSÃO – Peritos se reúnem para discutir os achados. Se não houver contradições aparentes, pode não ser necessária. Contudo, quando surge alguma discrepância entre a descrição e o histórico, torna-se imperiosa. Nesses casos, os achados tem que ser analisados sob novos ângulos, tentando encontrar uma explicação para as diferenças. 
CONCLUSÃO - Concluir a forma da morte/das lesões. Terminadas a descrição e a discussão, se houver, o perito assume uma posição quanto a ocorrência ou não do fato com base nas informações do histórico nos achados do exame objetivo e no seu confronto.
RESPOSTA AOS QUESITOS – Responde às perguntas feitas nos quesitos. 
Relatório médico-legal é a narração escrita e minuciosa de todas as operações de uma perícia médica determinada por autoridade policial ou judiciária. Quando ditado a um escrivão durante o exame, chama-se auto. Se redigido depois de terminada a perícia, deve ser chamado laudo. Pode ser dividido em 07 partes. 
Dessas 07 partes a mais importante é a DESCRIÇÃO, na descrição o perito trabalha com a técnica do “VISUM ET REPERTUM” (ver e repetir, ver e fazer referência – análise objetiva)
Perito legista não faz laudo de estupro perito legista faz análise de conjunção carnal. 
Sanidade mental do indiciado – só quem pode determinar o laudo/auto é a autoridade judiciária. Se for laudo/auto de sanidade mental da vítima o delegado, promotor, defensor também pode requerer. 
CONSULTA MÉDICO LEGAL
É um documento que exprime dúvida sobre um relatório médico-legal e no qual a autoridade, ou mesmo um outro perito, solicita esclarecimento sobre pontos controvertidos constantes no mesmo, em geral formulando quesitos complementares. Decorre da não compreensão de algum aspecto do relatório ou pela superveniência de um fato novo no decorrer do processo.
PARECER MÉDICO LEGAL – Documento muito semelhante a um laudo pericial. Entretanto não tem descrição ou visum et repertum. Etapa mais importante: discussão que pode levar a conclusões diferentes. Não há exame direto do corpo de delito. No parecer responde-se aos quesitos formulados pelas partes (penal) e pelo juiz (civil). O parecer pode ser feito por peritos ou por assistentes técnicos no parecer surgem as respostas as consultas formuladas. Quando uma consulta médico legal envolve divergências importantes quanto a interpretação dos achados de uma perícia de modo a impedir uma orientação correta dos julgadores, estes, ou qualquer das partes interessadas, podem solicitar esclarecimentos a uma instituição ou a um perito. É o documento elaborado por uma instituição cujo corpo técnico tem competência inquestionável ou a um perito ou professor cuja autoridade na matéria seja reconhecida acerca de divergências importantes constantes na consulta médico-legal. Um parecer tem preâmbulo, exposição, discussão e conclusão. Não existe descrição
ATESTADO MÉDICO – Enunciando uma situação de fato ou de direito. É a afirmação simples por escrito de um fato médico e suas consequências 
Atestados Oficiosos – São atestados solicitados por quaisquer pessoas e cujo interesse atendem, visando unicamente ao interesse privado (atestado médico para justificar falta ao trabalho etc.)
Atestados administrativos – são exigidos pelas autoridades administrativas (atestados que os servidores públicos são obrigados a apresentar quando solicitam licença ou requerem aposentadoria). 
Atestados judiciários – São os atestados requisitados por juiz (aqueles com que os jurados justificam suas faltas ao tribunal do júri. Só os atestados que interessam a justiça constituem documentos médico-legais.
Atestado gracioso – Aquele que a pessoa que pede é do círculo de amizade, mas não esteve sob os cuidados do profissional. O ato de dar atestado médico falso constitui ilícito penal (art. 302 CP)
DECLARAÇÃO DE ÓBITO
Morte violenta – médico legista
Morte natural – medico assistente
Não tem medico assistente – SVO
Não tem SVO – Médico legal
Certidão de óbito é documento lavrado pelo cartório com base na declaração de óbito.
Mortes fetais - CFM 1779/06
Prematuras – feto com menos de 500g, menos de 5 meses e menos de 25 cm – Apenas oficio da delegacia não precisa de declaração de óbito. 
Intermediárias – feto com menos de 1000g, menos de 6 meses e menos de 35 cm – precisa de declaração de óbito. 
Tardias – feto com mais de 1000g mais de 6 meses e mais de 35 cm– precisa de declaração de óbito. 
NOTIFICAÇÕES/COMUNICAÇÕES COMPULSÓRIAS – são comunicações compulsórias feitas pelos médicos a respeito de determinadas doenças ou fatos, desde que não exponham o paciente a procedimento criminal. Ver art. 269 CP, art. 66 LCP e art. 13 ECA.
Art. 149 do CPP – Sanidade mental do indiciado – Só pelo Juiz. 
IDENTIFICAÇÃO CRIMINAL 
Identidade – Capacidade ser uma coisa ou pessoa e não outra. 
Identificação – Processo objetivo cientifico para estabelecer a identidade
Reconhecimento - Processo subjetivo para estabelecer a identidade
Identificação policial
Retrato falado
Papiloscopia
Bertilhonagem 
Identificação médico legal
DNA
Antropologia
Exame de sangue
Desenho digital surge aos 6 meses e dura até após a morte. 
Juan Vucetich
Pai da Papiloscopia – desenhos diferentes até mesmo em gêmeos univitelinos. 
Marca utilizada para estabelecer individualização
Desenhos digitais
Perenidade – não desaparecem
Imutabilidade – não mudam
Classificabilidade – podem ser classificados 
Praticidade – é prático 
Unicidade – são únicos de cada pessoa
ARCO – Ausência de delta;
PRESILHA INTERNA – Delta do lado direito do observador
PRESILHA EXTERNA – Delta do lado esquerdo do observador
VERTICILO – Delta dos dois lados 
Polegares – Representados por letras
Demais dedos – representados por números 
VEIA
Verticilo - 4
Externa - 3
Interna - 2
Arco - 1	
0 – Amputado
X – Defeituoso/Dificuldade de classificar.Na questão de prova a fórmula vem em formato de fração sendo:
Numerador – mão direita
Denominador – Mao esquerda
Ex: V2313	mão direita
 -----------
 A4432 mão esquerda
ferimento de saída dos PAFs possui formato irregular, com bordos evertidos, sangramento mais abundante e sem orla de escoriação, halo de enxugo (impurezas ficam retidas nos tecidos) ou presença de elementos decorrentes da decomposição da pólvora. O diâmetro é maior que o de entrada. Pode ser encontrada a aréola equimótica ao redor do ferimento de saída.Se for encontrado halo de fuligem no osso subjacente ao orifício de entrada e uma câmara de mina por ação de gases, isso significa que é caso de tiro encostado
Se forem encontradas zona de esfumaçamento, zona de chamuscamento ou queimadura, auréola equimótica, orla de enxugo e orla de contusão ou escoriação concêntrica ao orifício, então o disparo foi efetuado com o cano da arma a curta distância
O ferimento de entrada dos tiros encostados não costuma apresentar zona de tatuagem nem de esfumaçamento, porque os elementos da carga penetram todos no orifício causado pelo projétil
A orla de esfumaçamento é causada pelo depósito de fuligem ao
redor do ferimento de entrada dos PAFs. Geralmente encontra-se ausente
nos tiros encostados e presente nos tiros a curta distância, devido à
ocorrência, neste último, de efeitos primários e secundários dos tiros.
As fraturas são soluções de continuidade dos ossos, e não de
qualquer estrutura corporal. A "solução de continuidade" de outras
estruturas corporais pode adotar várias denominações, como roturas,
lises, lacerações, etc.
- sugilação, se confluentes e em forma de pequenos grãos;
- sufusão, quando a hemorragia é maior, difusa ou espalhada no
interstício;
- petéquias, se são pequenas equimoses, agrupadas na forma de um
pontilhado hemorrágico;
- víbice, quando em forma de estrias;
- equimona, se de grandes proporções
O Sinal de Werkgaertner refere-se ao desenho da boca e da massa de
mira do cano da arma na pele, que ocorre nos tiros encostados.
O Sinal de Benassi representa um halo de fuligem (esfumaçamento) na
lâmina externa do crânio, costelas ou escápulas, presente nos tiros
encostados.
O sinal chamado "câmara de mina de Hoffmann" ou "golpe de mina"
refere-se ao ferimento de entrada dos tiros encostados, principalmente
em planos ósseos, como o crânio. Possui formato irregular, denteado ou
com entalhes (pela ação dos gases da explosão nos tecidos) e vertentes
enegrecidas (escuras) e desgarradas.
O Sinal de Schusskanol é o esfumaçamento das paredes do conduto
produzido pelo projétil entre as lâminas interna e externa de um osso
chato (ex: crânio).
Soterramento:. Poderia ser DIRETO – quando é interrompida a respiração da vítima por obstrução das vias aéreas, ou INDIRETO – quanto à vítima tem o peito pressionado sendo impedida de fazer o movimento respiratório de encher os pulmões - INCORRETO; 
Enforcamento: A vítima tem o pescoço preso por um laço que é acionado pelo seu próprio peso 
Esganadura: Lembrar-se da sua mãe, quando era pequeno que falava que “ia te esganar”, ou seja, com as mãos apertando o pescoço 
Estrangulamento: difere do enforcamento porque a tração do laço não ocorre pelo peso da vítima, mas sim, por terceiro - 
Maceração: Lembrar-se da vítima que morre em meio liquido, podendo esta característica se apresentar nos afogados ou nos feto que morre em meio ao liquido amniótico, a pele começa a se destacar 
Saponificação: É um fenômeno transformativo conservador, que ocorre normalmente com vítimas que morrem em local argiloso com pouca ventilação, o corpo vira uma espécie de “sabão”, gorduroso 
Eletroplessão: É causada por descarga elétrica de alta tenção, muitas vezes provocadas pelo contato da vítima com a eletricidade e água. Sinal de Jellineck
 Carbonização: Ocorrem nas queimaduras de 4° grau, atingem planos anatômicos abaixo da pela, apresentando carbonização do plano ósseo Parte superior do formulário
Orla de enxugo ou alimpadura ou sinal de Chavigny. Aparece só a alimpadura ou o enxugo. É uma lesão decorrente da entrada do projétil de arma de fogo, que deixa uma sujeira na pele decorrente do resíduo deixado pelo projétil.
Orla de escoriação ou contusão ou desepitalização. É a derme exposta em razão da ferida produzida pela entrada do projétil. Quando o projétil entra ele empurra as fibras da pele, porém, ao penetrar no corpo, como a pele é elástica, ela volta. Ocorre que a derme volta mais do que a epiderme, assim, fica aparecendo a derme fechada, já que há um arrancamento da epiderme.
Anel de Fisch. Fisch chamou o somatório da orla de escoriação e da orla de enxugo de anel de Fisch, que nada mais é do que a característica de uma entrada de projétil formada pela orla de escoriação e orla de enxugo. Quanto menor o círculo do anel, mais próximo o tiro, quando maior o anel, mais distante foi o tiro.
Zona de chamuscamento ou orla de queimadura. Essa queimadura é provocada pela chama que sai do cone. O projétil em si não queima, o que queima são os gases incandescentes que saem da boca da arma. Ocorre nos tiros disparados de perto, produzem a orla de queimadura ou chamuscamento.
Zona de esfumaçamento ou tisnado. Junto com a nuvem do cone vem uma fumaça que suja o alvo.
Zona de tatuagem. Junto com a fumaça vem conjunto de pólvora que não queimou (incombusta), metal do cano e resíduos sólidos. Esses resíduos entram na pele, atravessam a epiderme e vão impregnar na derme, forma-se uma tatuagem, as quais não saem nem com limpeza, ficando impresso.
Ler os arts. 155 a 184 do CPP
Ler Art. 129 do CP
ETIMOLOGIA – Estudo da origem da palavra 
ETIOLOGIA - ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno.
TRAUMATOLOGIA FORENSE
 
É o estudo dos traumas e das lesões resultantes desta transferência de energia. Também estuda os agentes físicos, químicos, biológicos e mistos que transmitem essa energia, assim são denominados, agentes vulnerantes, transmissores de energia vulnerante. 
	
Trauma é uma determinada quantidade de energia, física, química, biológica ou mista que, transferida para o organismo é capaz de produzir lesão.
Lesão é uma alteração morfológica, fisiológica ou mista, prejudicial, que ocorre no organismo, provocada pela ação de uma determinada quantidade de energia física, química, biológica ou mista chamada, genericamente de trauma.
Trauma é a causa, lesão o efeito
Agente vulnerante – é aquele que, transferindo energia para o corpo, fere, causa lesão. 
AGENTES VULNERANTES OU ENERGIAS VULNERANTES 
FÍSICOS 
MECÂNICOS 
NÃO MECÂNICOS
QUÍMICOS 
ÁCIDOS 
ALCALINOS
BIOLÓIGICOS 
VÍRUS 
BACTÉRIAS 
PROTOZOÁRIOS
MISTOS 
FISIOQUIMICOS 
BIOQUÍMICOS 
BIOFÍSICOS 
BIODINÂMICOS
CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES VULNERANTES 
São classificados conforme a maneira habitual de agir 
Muito importante entender que um determinado tipo de agente vulnerante pode, conforme as circunstâncias, agir de maneira totalmente diferente do modo habitual. Ex: Uma faca (perfurocortante) pode atingir a vítima com o cabo (contundente).
DIFERENÇA ENTRE AÇÃO E INSTRUMENTO 
Não raro, as lesões são atípicas. Torna-se muito difícil definir, com exatidão, qual foi o agente vulnerante que produziu tal lesão. O perito, nestes casos, define a ação vulnerante. 
Ex: Ação contundente, ao invés de instrumento contundente. Ação cortante, ao invés de instrumento cortante.
LESÕES PATOGNOMÔNICAS 
Pathos – Doença, lesão
Gnomônico – que sabe, que conhece. 
São lesões tão características que permitem deduzir qual o tipo de agente que a produziu. Também chamadas: Lesões Típicas ou Lesões com assinatura.
Tiro à curta distância ou a queima roupa é lesão patognomônica 
Tiro fora dessas hipóteses não é lesão patognomônica
ENERGIAS/AGENTES VULNERANTES – FÍSICOS MECÂNICOSCONTUNDENTES
NÃO CORTA NÃO PERFURA: CASSETETE, MARTELO
CORTANTE 
SÓ CORTA: NAVALHA; LÂMINA DE BARBEAR
PERFURANTE
SÓ PERFURA: AGULHA, ALFINETE, PICADOR DE GELO
MISTOS
PÉRFURO-CORTANTE: FACA, PUNHAL, LIMA DE SERRALHEIRO
PÉRFURO-CONTUNDENTE: PROJÉTIL DE ARMA DE FOGO
CORTO-CONTUDENTE: MACHADO, ARCADA DENTÁRIA 
	 	
LESÕES COM NOMES ESPECIAIS 
COM ESCALPE
EM SEDENHO – por dentro da pele sem atravessar cavidades
DE DEFESA
DE HESITAÇÃO
EM SAFONA
EM ARCO DE VIOLINO – desliza o agente cortante como se fosse um arco de violino. Instrumento cortante. Mais extensa que profunda
TRANFIXANTE
PENETRANTE (CEGA)
ENCRAVAMENTO
ESGORJAMENTO
ESQUARTEJAMENTO
ESPOSTEJAMENTO
F. LÁCERO-CONTUSA
FERIDA INCISA – Instrumento cortante 
FERIDA CONTUSA
F. CORTO-CONTUSSA
F. PÉRFURO-CONTUSA
F. PÉRFURO – INCISA
F. PUNTIFORME
F. EM BOTOEIRA
EMPALAMENTO
COM ASSINATURA
FERIDA CAVITÁRIA
EM SACA-BOCADO
CAVITÁRIA
ESTIGMATIZANTE
MUTILANTE
VITRIOLAGEM
FUSIFORME
EVISCERAÇÃO
Epiderme – parte exterior da pele (superfície impermeável)
Camada basal (vivas - nucleadas) 
Camada córnea (mortas – anucleadas)
Substancia impermeabilizante – Queratina
Derme – parte interior da pele 
Digital é desenhada pelas papilas dérmicas
O dedo tem desenho digital
Impressão digital é o que fica marcado nos lugares
LESÕES FECHADAS 
RUBEFAÇÃO – lesão em que a região fica avermelhada. Some rápido. Pequena pancada, tapa etc. Vasos dilatam, ficam vermelhos e depois voltam ao normal. Única lesão que só pode ser feita em vivo. Lesão mais leve da traumatologia. (Sangue dentro do vaso)
EQUIMOSES: Vaso rompe e o sangue extravasa. O vaso rompido chama vaso capilar. Normalmente a quantidade de sangue que vasa não é grande. A mancha vista na pele pelo vazamento é a equimose. Mancha arroxeada, avermelhada na superfície da pele. (Sangue fora do vaso). A demora em desaparecer a equimose depende da quantidade de sangue que foi extravasado.
Petéquias – Equimoses em forma de pontos - pontilhados – Manchas de Tardieu. Pode significar asfixia e pode indicar também morte normal. 
Sugilação – Aglomerado de Petéquias em forma de pequenos grãos. Ex: Chupão.
Víbices – Cabo de vassoura, cassetete, mangueira, cinto. O sangue vai para os lados, Petéquias aglomeradas em colunas. Sugilação em forma de barra. Forma de estrias
Sufusões – Derramamento grande de sangue, lençol hemorrágico
Máscara equimótica de Morestin
Manchas de Paltauf – equimose que só aparece no pulmão, nos casos de afogamento. A agua entra no pulmão arrebenta o alvéolo e causa sangramento no pulmão com consequência as mancas de Paltauf.
Equimose retrofaringeana de Brouardel
Sinal de Friedberg
Sinal do zorro ou guaxinim – equimose na região das pálpebras (Pode surgir tanto de pancadas na própria região como de pancadas no couro cabeludo/crânio, o sangramento desce para os olhos/pálpebra e forma uma máscara)
Equimoses a distância – Bate no ombro e aparece a equimose no cotovelo. Lesão no crânio e aparece a equimose no olho etc. A equimose aparece em lugar diverso da lesão
Equimoses tardias
Aréola equimótica de Bonnet
Equimona – equimoses de grande proporções
BOSSA “ vulgo galo” Pode ser bossa sanguínea (extravasa sague- vermelha ou roxa) ou linfática (extravasa linfa- incolor).
HEMATOMA
ENTORSE - As articulações são amarradas pelos ligamentos. (Entorse de 1º grau - estiramento, Entorse de 2º grau – rompe parcialmente e Entorse de 3º grau – rompe totalmente).
SUBLUXAÇÃO – Osso sai parcialmente articulação
LUXAÇÃO – Osso sai totalmente da articulação.
FRATURA – Osso quebra 
FRATURA FECHADA – Osso não rompe a pele
FRATURA EXPOSTA – Osso rompe a pele
FRATURA EM GALHO VERDE – Comum em crianças, o osso costuma rachar e não quebrar.
FRATURA COMINUTIVA – Osso quebra em vários pedaços - ESQUIROLA (cada pedacinho do osso quebrado).
FRATURA EM MAPA MUNDI – Várias fraturas no crânio
ESMAGAMENTO FECHADO 
LESÕES ABERTAS
ESCORIAÇÃO – Arranca a epiderme, mas não atravessa a derme. Normalmente regenera.
FERIDAS – Atravessa a epiderme e a derme. Normalmente deixa cicatriz. 
ESPOSTEJAMENTO – Cortar em postas 
ESQUARTEJAMENTO – Cortar em 4 partes 
ESMAGAMENTO ABERTO
FERIDAS
CONTUSA
INCISA
PUNTIFORME
EM BOTOEIRA OU FUSO
PERFUROCONTUSAS
CORTOCONTUSAS
PERFUROINCISAS
ESGORJAMENTO – Corte na parte da frente do pescoço, garganta fica exposta
DEGOLAMENTO – Corta na parte de trás (nuca)
DECAPITAÇÃO – Cortar a cabeça fora do corpo – separa do tronco
EMPALAMENTO
ENCRAVAMENTO
DE DEFESA
DE HESITAÇÃO
EM ACORDEON
EM ARCO DE VIOLINO
COM CAUDA DE ESCORIAÇÃO OU DE RATO
EM CHULEIO
EM SEDENHO – Instrumento vulnerante passa por baixo da pele mas não penetra. Sob a pele sem entrar na cavidade. 
EM SACA BOCADO
PATOGNOMÔNICA 
COM ASSINSATURA
Onde o corte está mais profundo – entrada. 
Onde está mais superficial – saída. 
Cauda de Escoriação – Escoriação de Saída
Estigma ungueal – Marca de unha
Estigma digital – Marca de dedo
Esganadura – apertar o pescoço de alguém com as mãos (marcas de unha e de dedo)
MUDANÇA NA COR DA EQUIMOSE – Espectro equimótico de Legrand du Saulle
Determinar o lapso temporal da equimose – Ordem temporal:
Vermelha – 1º dia
Roxa – 2º e 3º dia
Azul – 4º ao 6º dia
Verde - 7º ao 10º dia
Amarela - 12º dia 
Some – 15º ao 20º dia
Até o 6 mês a idade do feto é a raiz quadrada do comprimento
4 cm – 2 meses
9cm – 3 meses
16 – 4 meses
25 – 5 meses
36 – 6 meses
ELETRECIDADE 
NATURAL (iceberg)
Fulminação - Letal (só lembrar de fulminante)
Fulguração - Sinal de Lichtenberg
 
ARTIFICIAL (longneck)
Eletrocussão - Letal (só lembrar de eletrocutado)
Eletroplessão - Sinal de Jelinek
FERIDA CORTOCONTUSA - ferida, produzida por um instrumento que tem, pelo menos, um gume e que age tanto por deslizamento e percussão quanto por pressão, é influenciada pela ação contundente do peso do instrumento e pela força ativa de quem o maneja, mas não apresenta cauda de escoriação nem pontes de tecidos íntegros entre suas vertentes.
TIRO A CURTA DISTÂNCIA forma arredondada ou ovalar, orla de
escoriação, bordas invertidas, halo de enxugo, halo de tatuagem, orla de esfumaçamento ALÉM DISSO, França diz q a zona de esfumaçamento é até 30 cm e a de tatuagem 70 cm
Orifício de entrada do projétil tinha forma arredondada:  pode ser a curta ou longa distancia
Orla de escoriação: caracteriza orifício de entrada
Bordas invertidas, halo de enxugo: invertidas são feridas de entrada. Bordar evertidas ferida de saída
Halo de tatuagem, orla de esfumaçamento: sinal que o tiro foi a curta distancia
Zona de queimadura: a queima roupa
Aréola equimótica: teve lesão
Zona de compressão de gases: a queima roupa 
Os ângulos de Jacquart, Cloquet e Curvier são verificados no crânio
ÂNGULO FACIAL DE CLOQUET – Constituído pela linha aurículo-alveolar e a linha facial.
ÂNGULO FACIAL DE JACQUART – Constituído pela linha horizontal aurículo-espinhal e a linha facial que passa pela parte mais saliente do centro da fronte e vem cruza linha AS na base da espinha nasal anterior.
ÂNGULO FACIAL DE CUVIER – Constituído pela linha aurículo-dental e a linha facial.
Asfixia pura : sufocação e submersão (sem constrição do pescoço)
Asfixia Complexa: Enforcamento e estrangulamento
Asfixia Mista: Esganadura
SINAIS 
Sinal de Montalti: fuligem na árvore respiratória, quer dizer que a pessoa estava viva na hora do incêndio.
Sinal de Jelinek - Trata-se de ferida provocada por energia elétrica industrial. Não é queimadura, ainda que seja semelhante. Não define a causa da morte. 
Sinal de Lichtenberg - Trata-se de ferida provocada por raios (fulguração). Visível na pele, mas a lesão é nos vasos.
Puppe-Werkgaertner Werkgaertner - O desenho impresso na pele pela boca do cano e massa de mira do cano de uma arma de fogo.
DOCIMASIAS 
(Pulmonares)
Docimásia Hidrostática pulmonar de Galeno 
Docimásia Diafragmática de Ploquet
DocimásiaÓptica ou Visual de Bouchut
Docimásia Táctil De Nerio Rojas
Docimásia Óptica De Icard
Docimásias Hidrostáticas De Icard
Docimásia Química De Icard
Docimásia Radiológica De Bordas
Docimásia Histológica De Balthazard
Docimásia Epimicrocópica Pneumo-Arquitetônica De Hilário Veiga De Carvalho
(Extrapulmonares)
Respiratórias:
Docimásia Gastrintestinal De Breslau
Docimásia Auricular De Vreden, Wendt e Gelé
Docimásia Hematopneumo-Hepática De Severi
Docimásia Plêurica De Placzek
Docimásia Traqueal De Martin
Docimásia Hematopulmonar De Zalesk
Docimásia Ponderal De Pulcquet
Docimásia Do Volume D’Água Deslocado De Bernt
 
Não respiratórias:
Docimásia Siálica De Souza-Dinitz
Docimásia Alimentar De Beoth
Docimásia Bacteriana De Malvoz
Docimásia Úrica De Budin-Ziegler
Docimásia Do Nervo Óptico De Mirto
LEIS DE FILHÓS - instrumentos de médio calibre por ação perfurante:
 
Primeira Lei de Filhos — As soluções de continuidade são feridas que se assemelham às produzidas por instrumentos perfurocortantes de dois gumes e de lâmina achatada (casa de botão).
Segunda Lei de Filhos — Quando as feridas se apresentam numa mesma região, onde as linhas de força tenham um só sentido, elas se apresentarão sempre na mesma direção, num só sentido.
 
Lei de Langer ou Polimorfismo — Feridas ocasionadas por instrumentos perfurantes de médio calibre, quando produzidas em região de entrecruzamento e superposição de fibras elásticas, acarretam aspecto estrelado, bizarro, anômalo ou polimorfo.
Fenômenos abióticos imediatos
1.           perda da consciência; 
2.           abolição do tônus muscular com imobilidade; 
3.           perda da sensibilidade; 
4.           relaxamento dos esfíncteres; 
5.           cessação da respiração; 
6.           cessação dos batimentos cardíacos; 
7.           ausência de pulso; 
8.           fácies hipocrática; 
9.           pálpebras parcialmente cerradas. 
 
Fenômenos abióticos mediatos ou consecutivos 
 
1.           resfriamento paulatino do corpo; 
2.           rigidez cadavérica; 
3.           espasmo cadavérico; 
4.           manchas de hipóstase e livores cadavéricos; 
5.           dessecamento
Enforcamento - acima da tireóide. 
Estrangulamento - abaixo da tireóide.
Enforcamento - Oblíquoa/diagonal ; acima da tireóide. 
Estrangulamento - Horizontal; abaixo da tireóide.
Entorse: é a torção da articulação com ruptura total ou parcial dos ligamentos
Luxação é quando a extremidade de um osso é deslocada de seu lugar.  A dor e inchaço acontecem imediatamente após a lesão. Normalmente é impossível realizar algum movimento.
Fratura: é a quebra do osso. Pode ser aberta ou fechada; pode ser em vários fragmentos ou não.
Eletroperfuração – poros nem tudo entra nem tudo sai, existe uma seletividade , a corrente elétrica altera o diâmetro dos poros e eles ficam aumentados o que não devia entrar entra e o que não devia sair sai. Essa saída descompassada é chamada de eletroperfuração (corrente elétrica aumenta exageradamente a perfuração dos poros)
Batimento anômalo – fibrilação ventricular – é o que mata quando a pessoa é atingida por corrente elétrica de baixa amperagem o coração perde a força para bombear o sangue. Corrente elétrica de baixa amperagem só mata (fibrilação ventricular) se passar pelo coração que fica sem forças para bater. 
TERMONOSE X QUEIMADURA 
QUEIMADURA – Ação local - contato de uma coisa quente com algo frio – calor é conduzido. 
TERMONOSE – Ação difusa – A distancia – o calor é irradiado – chega sem encostar na coisa. Sol, fogão.
INSOLAÇÃO E INTERMAÇÃO – São Termonoses. 
Insolação – ação do sol (lesão no hipotálamo);
Intermação – ação de qualquer outra coisa que não o sol (alteração no sistema cardiovascular).
CONDUÇÃO – Contato íntimo.
IRRADIAÇÃO – emissão de calor.
CONVEXÃO – trocas em ondas.
EVAPORAÇÃO – transpiração.
SÍNDROME TÉRMICA – conjunto de sintomas causados por variação térmica. Comum em crianças e idosos e em pessoas que realizar atividades físicas intensas. 
Câimbra térmica - uma das causas é a sudorese intensa - sua muito perde agua e sais minerais, a falta de sódio e potássio causa os espasmos musculares.
Câimbra não térmica - Acumula ácido láctico em determinado local – deficiência da circulação – mesma posição muito tempo. 
Sincope térmica – progressão da hipertermia, sudorese intensa e contínua. Aumento das perdas hídricas e de sais minerais. Hipotensão, vertigens, náuseas e vômitos. Perda momentânea da consciência. Efeito domino nas formaturas
Exaustão pelo calor – Intensa prostração, vertigens, vômitos e sincopes que comprometem principalmente pessoas idosas e crianças: pessoas não adaptadas as ondas periódicas de calor. Hidratação, reposição de sais minerais e atenuação do calor ambiental podem evitar o quadro térmico.
LUSSENA – HOFFMAN E RISEK 
Queimaduras de 1º grau - Eritema
Queimadura de 2º grau – flictena (bolha)
Queimadura de 3º grau – escarificação da derme 
Queimadura de 4º grau – carbonização local ou total
PARAFILIAS
Tribadismo. Atrito vaginal de mulher com mulher.
Topoinversão: Prática sexual de maneira diversa da tradicional conjunção carnal, como a cunilinguae (boca na vagina), anilinguae(boca no ânus) e falatio (boca no pênis).
Anafrodisia. Diminuição do instinto sexual do homem.
Frigidez. Diminuição do instinto sexual da mulher.
Anorgasmia. Quando o homem não consegue chegar ao orgasmo.
Erotismo ou afrodisia (gênero). Grande desejo sexual. No homem é satiríase e na mulher ninfomania ou uteromania.
Priapismo. Ereção sem desejo.
Lubricidade senil. Caso de idosos que têm muito desejo.
Gerontofilia ou Cronoinversão. A atração por pessoas de idade avançada.
Autoerotismo. Coito sem parceiro, como na masturbação.
Erotomania. Forma mórbida de erotismo, de modo que tudo gira em torno do sexo. Desejo exaltado sem ereção, com ideia fixa no sexo.
Erotofobia. Temor mórbido em realizar o ato sexual.
Andromimetofilia ou Ginemimetofilia. A primeira é a atração que um homem sente quando vê uma mulher vestida com roupas de homem. A ginemimetofilia é oposto.
Cromoinversão. Pessoa de uma cor com atração por pessoa de outra cor.
Etnoinversão. O indivíduo que só tem desejo com determinada etnia.
Masoquismo ou Algolagnia passiva. Gosta de sentir dor, tem desejo por ser humilhado.
Sadismo ou Algolagnia ativa. Gosta de promover dor, tem desejo pelo sofrimento do outro.
Necrofilia. Desejo pela prática sexual com cadáver.
Vampirismo. Desejo por sangue ou pela mordedura na lateral do pescoço.
Bestialismo ou Zoofilia. Prazer com animais.
Fetichismo. Prazer por partes inanimadas, como um sapato, roupa, cabelo etc.
Frotismo ou Frotteurismo. É o prazer de encostar, se esfregar, relar na pessoa, como o tarado do metrô.
Exibicionismo. Prazer por exibir o próprio corpo, especialmente sua genitália.
Narcisismo. Pessoa que gosta de se ver.
Pluralismo ou Troilismo ou Swapping ou Triolismo. Relação com três ou mais pessoas. Conhecido como swinging, que é a prática heterossexual entre dois ou mais casais.
Riparofilia. Desejo por pessoas sujas e desasseada.
 Penculofilia. Desejo por locais perigosos ou situações tensas.
Voyeurismo ou Mixoscopia ou Escopofilia. Pessoa que gosta de contemplar a atividade sexual de outros.
Dolismo ou Pigmalionismo ou Iconolagnia ou Iconomania. Atração por estátuas, bonecos ou manequins.
Travestismo. Prazer por usar roupa de pessoas de outro sexo.
Transexualismo ou Síndrome de Disforia Sexual. É a inversão psicossocial, com negação do próprio sexo.
Urolagnia. Prazer propiciado pela urina, ou seja, mela micção.
Coprofilia. Prazer intermediado por fezes.
Clismafilia. Prazer pela inserção de algum líquido pelo reto.
Coprolalia (musa latrinalis). Prazer em ouvir palavras “sujas” ou obscenas.
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TRIPLA REAÇÃO DE LEWIS: é um processo fisiológico relacionado ao edema traumático (quando a lesão apresentaelevação e palidez da pele na área de impacto). SURGE APÓS 1 A 3 MINUTOS. Apresenta a tríplice reação de Lewis:
1) hiperemia no ponto de impacto (congestão sanguínea);
2) extensão da hiperemia para a área ao redor;
3) palidez da zona central do edema.
Fases enforcamento
 1ª fase: constrição do feixe vásculo-nervoso do pescoço à zumbidos, calor, perda rápida de consciência;
* 2ª fase: respiratório, obstrução das vias aéreas à convulsões, paralisia do pneumogástrico;
* 3ª fase: apneia, parda cardíaca, morte.
Cronologia do afogamento
É muito importante também saber-se o tempo de permanência do cadáver dentro da água e sua 
transformação após a morte, mesmo tendo-se em conta sua complexidade. Pesa muito a temperatura 
da água. Isso é feito, analisando-se o estado de maceração e do estágio da putrefação cadavérica, 
levando-se em conta que nos afogados esses processos são sempre mais rápidos. Deve-se ter em 
mente, ainda, que a cabeça, o pescoço e o tórax serão as partes do corpo que inicialmente sofrem a  ação da transformação putrefativa, nas mesmas modalidades já conhecidas.
Com aproximadamente 1 mês após a morte, o cadáver começa a apresentar a pele pardacenta ou amarelada, apergaminhada, 
rugosa e friável.
Em torno do terceiro mês, podem ser encontradas sobre a pele pequenas crostas  arredondadas de sais calcários. 
Fixação: é a etapa do envenenamento em que a substância tóxica se localiza em certos órgãos de acordo com o seu grau de afinidade.
Sinergismo: é a ação potencializadora dos efeitos tóxicos decorrentes da ingestão simultânea de várias substâncias venenosas.
Toxicidade: a propriedade que tem determinada substância de causar internamente, por efeito químico, um dano a um organismo vivo.
Transformação: é processo pelo qual o organismo tenta se defender da ação tóxica do veneno.
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ATESTADO – também são entendidos como CERTIFICADOS, tem por OBJETIVO firmar a VERACIDADE DE UM FATO ou a EXISTENCIA DE DETERMINADO ESTADO, ocorrência ou obrigação.
 
NOTIFICAÇÃO PERICIAL – é *comunicação compulsória* feita pelos médicos as autoridades competentes a cerca de um fato profissional, seja por necessidade social, sanitária, doenças contagiosas e etc.
 
PRONTUÁRIO- é o registro de anamnese  do paciente, bem como o acervo documental padronizado, organizado referente ao registro dos cuidados médicos prestados.  Constitui-se de um exame clinico do paciente, com as ocorrências, os relatórios de enfermagem etc.
 
IMPORTANTE: O INTERESSE MEDICO LEGAL DO PRONTUÁRIO: Serve para RESGUARDAR como para FORNECER ELEMENTOS que possam apontar a RESPONSABILIDADE JURIDICO- PENAL
 
RELATÓRIO - Documento que relata a perícia. É descrição minuciosa de fato médico requisitado por autoridade competente. É narração detalhada da perícia com emissão de juízo valorativo. Divide-se em 8 partes: 1) PREâmbulo, 2) QUEsitos; 3) HIStórico; 4) DEScrição; 5) *DIScussão* e 6) CONclusão, 7) REspostas aos Quesitos e 8) ASsinatura
 
MNEMÔNICO *PRE QUE HIS DES DIS CO RE AS*
 
OBS: O relatório pode ser ditado ao escrivão (AUTO) ou redigido pelo próprio perito (LAUDO)
A presença de coágulos brancos (fibrinosos) nos vasos da base do coração, em um exame de autópsia, denota uma morteParte superior do formulário : agônica.
MORTE AGÔNICA: Logo após, passa-se ao exame do coração, abrindo-se de início o pericárdio, analisando sua consistência e conteúdo. Normalmente, existe a presença de pouco liquido citrino-amarelado, seroso, que pode encontrar-se em quantidade maior no hidropericárdio ou na agonia demorada. Cortam-se os vasos da base do coração e examina-se o sangue de seu interior, observando-se a presença de liquido escuro, como nas mortes por asfixia, ou a presença de coágulos negros (cruóricos) ou brancos (fibrinosos). Estes coágulos fibrinosos são decorrentes da fibrina do sérum e denunciam a morte por agonia prolongada, e os coágulos negros ou vermelho-escuros são resultantes do componente sólido do sangue, principalmente as hemácias.
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OBS: Estudar os sinais das mortes: refexa. súbita. violenta.
FETO: Quanto aos pontos radiológicos de ossificação, os mais importantes são:
Clavícula— meados do 2° mês;
Rádio — começo do 2°mês;
Ulna — começo do 2°mês;
Úmero — final do 2° mês;
Fêmur— meados do 2° mês;
Falanges das mãos — final do 3° mês;
Temporal — meados do 4° mês;
Púbis — começo do 5°mês;
Calcâneo— começo do 6°mês;
Tálua — meados do 7° mês;
Cuboide — feto a termo;
Epífise distal do fêmur (ponto de Béclard) — feto a termo
Maceração: fenômeno transformativo destrutivo. Processo de putrefação que ocorre nos corpos submersos, chamado maceração séptica, isto é, com germes, e nos fetos mortos retidos dentro do útero materno a partir do quinto mês, denominado maceração asséptica, sem a presença de germes. A pele perde aderência e descola, após a formação de bolhas que se rompem.
Putrefação: fenômeno transformativo destrutivo. É a decomposição do corpo pela ação das bactérias, gerando grande quantidade de gases. Inicia-se ao redor de 24 horas da morte.
Saponificação ou adipocera: fenômeno transformativo conservativo. É a formação de material esbranquiçado, mole, friável, com cheiro de ranço, nas partes gordurosas do cadáver.
Mumificação:
A mumificação também é um fenômeno natural, sendo o resultado de cadáveres que são enterrados em terreno seco, quente e arejado. O cadáver sofre uma desidratação rápida e intensa, e o corpo não entra em decomposição, pois a fauna cadavérica não resiste e a pele do cadáver fica com aspectos de couro. Um cadáver de homem adulto, exumado apresentava redução do peso, pele dura, seca, enrugada e de tonalidade enegrecida; A sua face conservava, de maneira vaga, os traços fsionômicos mostrados em vida;
Docimasia Hepática de Lacassegne e Martin - Consiste em verificar a presença de glicogênio e glicose no fígado. A presença de glicogênio caracteriza a morte instantânea; ao revés, a sua ausênica configura morte agônica.
Docimasia Suprarrenal de Cevidalli - O valor médio da adrenalida nas suprarrenais é de 4mg. Nas mortes agônicas estes valores estarão abaixo do valor médio; já nas mortes súbitas, os valores estarão normais.
O método da albumina reacção ou processo de UHLENHUTH é um processo para identificação de sangue. Este método consiste em colocar o sangue a ser pesquisado em contacto com o soro preparado de diversos animais.
A procura dos cristais de Teichmann é uma técnica utilizada para saber se determinado material enviado para exame é sangue. 
A fórmula de Retzius é descrita como a largura do crânio multiplicada pelo número 100, dividida pelo comprimento do crânio. 
Microscopicamente, a distinção entre os ossos de animais e do homem é dada pela análise da disposição do tamanho dos canais de Havers.
A pelve apresenta os caracteres mais palpáveis da diferenciação sexual. Sexo médico-legal:  - É a bacia (pelve),contudo, que fornece os caracteres diferenciais mais importantes. Integrante do nobre mister da maternidade, a bacia feminina tem constituição mais frágil que a do homem e maiores os diâmetros transversais; a grande e a pequena bacia,mais largas, o sacro mais baixo e côncavo somente na sua metade inferior(...) As dimensões verticais da bacia masculina sobrepujam as correspondentes da bacia feminina.
O tórax na mulher tende à forma ovóide, mais achatado no sentido ântero-posterior, e no homem, à forma conóide.
O elemento mais significativo no estudo externo do globo ocular, referente à idade, é o arco senil. Sobre a determinação de idade: As rugas, flacidez, a secura e a pigmentação da pele e nos olhos, o círculo colesterínico (arco senil) são sinais de velhice.
o fêmur e a tíbia, respectivamente, são os ossos mais importantes para o estabelecimento da estatura. perônio, úmero, rádio e cúbito também são importantes. Elas são usadas para definir estatura geral em duas importantes tabelas: a osteométrica de Broca e ade Étienne-Rollet, que pelo tamanho destesossos específicos conseguem determinar o tamanho da pessoa.
O método de Piacentino, que consiste em identifacação por superposição de negativos de imagens fotográficas do indivíduo, tiradas em vida, sobre as do esqueleto do crÂnio (CERTO não é um metódo de grande segurança, porém é usado quando falharem os mais significativos. 
O  palato, ou face superior da abóbada bucal, é revestido por uma mucosa muito delicada, que produz rugosidades em face do relevo da superfície é dado pelos ossos do maxilares superiores.
Qualquer que seja a forma apresentada por um arco dentário, sua curva representativa é sempre de elipse.
O sistema odontológico de Amoedo tem como estratégia o levantamento completo do arco dentário e dos assinalamentos de cada peça dentária, formando um conjunto individualizador.
Para França a asfixia por monóxido de carbono é mais frequente em suicídio. Segundo ele, os sinais são: 
putrefação tardia, 
rigidez cadavérica pouca intensa e de menor duração e mais tardia, 
tonalidade rósea da face, 
hipóstases claras, 
pulmões e outros órgãos de cor carmim, 
sangue fluido e róseo.
Em virtude das várias tipicidades de sevícias (mecânica, bioquímica ou biodinâmica), mais próprio é vê-las no âmbito das energias de ordem mista. 
Os maus-tratos físicos ao ancião são sempre caracterizados por ferimentos repetidos e pouco justificáveis, queimaduras, fraturas, escoriações e equimoses. 
Chama-se síndrome de Munchausen é um transtorno factício, ou seja, os indivíduos fingem ou causam a si mesmo doenças ou traumas psicológicos para chamar atenção ou simpatia a eles.
A síndrome da alienação parental se caracteriza por alterações e perturbações que podem ocorrer nas crian- ças quando o pai ou a mãe guardião, por motivos injustificáveis, tenta isolá-las gradativamente do outro genitor.
Os ferimentos penetrantes do abdome podem ter um trajeto maior ou menor que o comprimento do instrumento. 
gume As lesões produzidas por instrumentos  perfurocortantes de um só gume resultam em ferimentos em forma de botoeira com uma fenda regular, e quase sempre linear, com ângulo agudo e outro arredondado. EX. faca-peixeira,, canivete espada.
As armas de três gumes originam feridas de forma triangular ou estrelada.
A largura do ferimento é notadamente maior que a espessura da lâmina da arma usada e o seu comprimento, menor que a largura da folha, se o trajeto da arma foi perpendicular ao plano do corpo
Zona de Hoffman: Tiro encostado no osso, borda evertida e tecidos dilacerados
 
Zona de Werkgaertner: Queimadura do cano do revólver quente
 
Sinal de Schusskanol: Queimadura e pólvora no túnel do tiro
 
Sinal de Benassi: Fuligem no osso indicando entrada
EQUIMOSE - trata-se de lesões que traduzem por infiltração hemorrágica nas malhas dos tecidos. para que ela se verifique, é necessário a presença de um plano mais resistente abaixo da região traumatizada e de rotura capilar, permitindo assim, o extravasamento sanguíneo.
Quando apresenta em forma de pequenos grãos, recebe o nome de sugilaçao.
Quando apresenta em forma de estrias, recebe o nome de víbice.
Petéquias - pequenas equimoses, quase sempre agrupadas e caracterizadas por um pontilhado hemorrágico.
Equimona - sinônimo de equimose de grande proporção, é expressão pouco usado na medicina legal
Deformidade permanente é o dano estético visível, duradouro e que causa constrangimento à vitima.
A deformidade permanente sempre pressupõe um dano estético
Apenas acrescentando, as energias de ordem biodinâmica tem como fim o estudo dos choques ( "alteração do funcionamento dos órgãos vitais"), o que pode levar a morte. Lembre-se, na maioria das vezes este assunto estará ligado a uma situação em que o indivíduo possa morrer! Não é o caso da fadiga. Parte superior do formulário
Dolismo – esta expressão é oriunda do anglicismo (doll) e caracteriza-se pela atração que o indivíduo tem por bonecas e manequins, mirando-as ou exibindo-as, ou atém mesmo chegando a relação sexual com elas. 
Fetichismo – este transtorno se apresenta como uma absorção completa de amor por uma determinada parte do corpo ou por objetos pertencentes à pessoa amada. É próprio desta perturbação o apego aos olho, mãos, mamas, cabelos, lenços, luvas ou qualquer outro objeto pertencente ao ente querido. Esse objeto deixa de ser uma lembrança para personificar-se e tornar-se elemento primordial na excitação do sexo. 
Travestismo – é um transtorno de identidade sexual. Pode ocorrer entre os indivíduos heterossexuais,que se sentem impelidos a vestir-se com roupas de pessoas do sexo oposto, fato este que lhes rende satisfação sexual. Em geral, neste tipo de erotopatia, o indivíduo é reservado e comedido e se traveste de maneira discreta e quase furtiva: muito deles no recanto de seus lares e para satisfação apenas sua. 
Andromimetofilia e ginemimetofilia – é uma forma de parafilia que se caracteriza pela atração que tem determinado indivíduo do sexo masculino só por mulheres vestidas de homem, as quais agem e se representam sexualmente como homem, adotando ele o comportamento de mulher.Quando ocorre o inverso, chama-se ginemimetofilia.
a) O agente passivo do estupro pode ser tanto o homem quanto a mulher(Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso)
c) O hímen é uma estrutura mucosa que separa a vulva da vagina e tem duas faces: uma, vaginal e profunda, e outra, vestibular ou superficial.(corretíssima a descrição do hímen)
 d) Em presença de hímen complacente, a constatação da presença de fosfatase ácida ou de glicoproteína P 30 em resíduo vaginal pode contribuir no diagnóstico de conjunção carnal.(como o hímen complacente é o que não se rompe, é mais fácil encontra material espermático nos arredores da vagina)
SOBRE O PUERPERIO
a) Dura, em média, de seis a oito semanas. 
 b) Seu diagnóstico é muito importante nas questões médico-legais, principalmente na hipótese de aborto ou infanticídio. 
 c) É o espaço de tempo que vai do desprendimento da placenta até a volta do organismo materno às suas condições anteriores ao processo gestacional. 
 d) No pós-parto imediato (um a dez dias), o fundo uterino acha-se um pouco acima da cicatriz umbilical e a medição do rebordo do púbis ao fundo do útero é de 12 centímetros.
1) Necessário ou terapêutico = se não tirar a mãe morre.
2) Sentimental ou piedoso ou moral= mulher vitima de estupro.
3) Aborto Eugênico= criança com má formação (não é permitido no Brasil, é criminoso)
4) aborto social é o realizado sob o argumento da falta de recursos financeiros para sustento do nascituro. 
Morte súbita: Ocorre em pessoas aparentemente sadias, no desempenho de suas atividades ou na vigência de doenças que não faziam supor a existência de qualquer perigo de vida.
Morte fulminante: Quando uma doença surge subitamente e com muita gravidade.
b) A morte é considerada suspeita sempre que houver a possibilidade de não ter sido de causa natural. 
c) A mancha negra da esclerótica é uma modificação da cor que se observa pela fenda palpebral, quando os olhos permanecem entreabertos após a morte. 
d) Se dois indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos comorientes prece- deu ao outro, presumir-se-ão simultaneamente mortos.
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ESTADO DE NUTRIÇÃO refere-se o que o indivíduo comeu nas horas antecedentes do crime. Isso tmb ajuda a saber o tempo médio que foi cometido o crime.
Os livores hipostáticos costumam ser fracos ou inexistentes nas cicatrizes, em função de sua pouca vascularização. 
A curva de resfriamento do corpo humano apresenta um pequeno platô antes de entrar na fase de resfriamento rápido. 
Os livores hipostáticos são sinal tardio da realidade da morte, mas há referências a seu aparecimento um pouco antes da morte, nos casos de agonia.
Putrefação é a decomposição do corpo pela ação de bactérias saprófitas. 
A causa da morte influencia tanto na intensidadequanto na duração da rigidez cadavérica. 
Quanto maior a massa muscular, maior será o tempo para que se perceba a rigidez cadavérica.
O choque hipovolêmico, também conhecido como choque hemorrágico, acontece quando se perde cerca de 1 litro de sangue, o que faz com que o coração deixe de ser capaz de bombear o sangue necessário para todo o corpo, levando a problemas graves em vários órgãos do corpo e colocando a vida em risco.
Abaixo de 32°C, o coração fica mais propenso à fibrilação ventricular. 
O uso do reaquecimento passivo na hipotermia moderada pode levar o paciente à morte. 
Quando o reaquecimento externo se concentra no tronco, a magnitude do afterdrop é maior.
FENÔMENO AFTER DROP. trata-se de uma grave queda da. temperatura interna que ocorre. quando o paciente de hipotermia. recomeça a recuperar a. temperatura normal. deve ser evitada a todo custo.
A ação térmica da eletricidade se faz sentir pelo efeito Joule. 
Assistolia ausência de ritmo cardíaco, nesse ritmo há interrupção da atividade elétrica do músculo cardíaco. 
Dá-se o nome de eletroplessão às lesões causadas pela energia elétrica produzida em usinas. 
Ação elétrica, ação térmica e ação luminosa são três formas pelas quais a energia elétrica pode agir sobre os seres vivos.
baixa voltagem - morte por fibrilação 
media e alta voltagem - morte por parada cardíaca
Nos afogados brancos de Parrot, o indivíduo morre por inibição ao tocar na água. Os afogados brancos de Parrot ou afogados secos, morrem ao tocar na água, necessitando, para isso, de uma predisposição constitucional, lesões cardiovasculares agravadas pela ação térmica ou nos estados tímico-linfáticos. Nessa modalidade de afogamento, não se encontra nenhum sinal de asfixia.
Algumas vítimas de afogamento e enforcamento podem apresentar o fenômeno denominado dentes róseos post mortem. Pode ser atribuído pela dissociação da hemoglobina que invade os canalículos dentinários, dando assim o aspecto róseo ao dente, por isso é mais comum em pessoas jovens quando as cavidades pulpares são mais amplas. Podem aparecer apenas em algumas peças dentárias e variar de forma, cor e tamanho.
Os livores hipostáticos do cadáver afogado tomam tonalidade mais clara que nas demais formas de asfixias mecânicas, devido às modificações hemáticas dessas síndrome, em face de hemodiluição e pela permanência do corpo em ambiente de temperatura baixa.
Nos afogados em água doce, a água é absorvida rapidamente nos alvéolos, passando para a circulação pul- monar e provocando hemodiluição e hipervolemia
As radiodermites de 3º grau (forma ulcerosa) estão representadas por zonas de necrose, de aspecto grosseiro e grave
SOBRE DNA
A prova obtida por meios ilícitos ou ilegais pode comprometer o princípio da privacidade constitucional. 
A possibilidade de se encontrarem duas pessoas iguais pelo método de DNA é de uma em 10 trilhões. 
Um problema de bancos de dados genéticos é a dificuldade de se manter a confidencialidade das redes informáticas. 
Sob o ponto de vista operacional, a dificuldade de tal metodologia nas questões criminais  não está apenas na ampliação dos exames, mas na padronização e no eventual encontro  de dados que venha facilitar uma imediata confrontação."
Pericia percipiendi é aquela em que o perito é chamado para conferir, técnica e cientificamente, um fato sob a ótica quantitativa e qualitativa. 
Pericia deducendi é a análise feita sobre fatos pretéritos com relação àqueles sobre os quais possa existir contestação ou discordância das partes ou do julgador. 
Define-se perícia médico-legal como um conjunto de procedimentos médicos e técnicos que tem como finalidade o esclarecimento de um fato de interesse da justiça.
Perícia “percipiendi” ocorre quando o perito se limita a apontar as percepções colhidas, apenas descrevendo de forma técnica o objeto examinado, sem proceder a uma análise valorativa ou conclusiva.
Perícia “deducendi” verifica-se na situação em que o perito é chamado para interpretar ou apreciar cientificamente um fato, onde já ouve uma pericia realizada.
Perícia Intrínseca: Assim será toda vez que tiver por objeto a materialidade da infração penal, um objeto sólido para analisar. Exemplo: Necropsia
Perícia Extrínseca: Quando tem por objeto elementos externo ao crime, que não compõem a sua materialidade, mas que servem como meio de prova. Por exemplo: Exame dos móveis destruídos pelo agente, antes de matar a vítima.
Perícia Vinculatória: Verifica-se nos casos em que o juiz fica adstrito à conclusão do perito, sem poder efetuar qualquer juízo de valor sobre aquilo que foi examinado. 
Perícia Liberatória: Despoja o magistrado nesses casos de maior liberdade quanto à opinião exarada pelo Perito, ou seja, poderá aceitar ou não a avaliação do perito. O juiz tem liberdade de aceitar ou não o laudo. É o sistema decorrente do princípio do livre convencimento, sendo o adotado pelo Código de processo Penal, art. 182. A perícia somente poderá ser rejeitada pelo juiz nos casos provados de erro ou dolo.
Merla é obtida a partir da pasta de coca. 
A cola é constituída de hidrocarbonetos de efeitos muito rápidos sobre o sistema nervoso, embora de pouca duração. 
Ópio – é extraído das cápsulas de papoula Papaver somniferum. Como o tóxico é consumido em forma de cigarros. Seu processo de obtenção e industrialização é muito difícil, por isso é um tóxico pouquíssimo usado no Brasil. 
O crack tem um efeito muito semelhante ao da cocaína, entretanto percebido mais rapidamente e com maior poder de viciar e produzir danos.
Cola pode levar à euforia e a alucinações. 
Anfetaminas são usadas para evitar a sonolência, para desinibir, para euforizar. 
Oxi é consumida pela queima das pedras em cachimbos ou cigarros, bem como aspirada em pó
Cola é constituída de hidrocarbonetos de efeitos muito rápidos sobre o sistema nervoso, embora de pouca duração. Pode levar à euforia e a alucinação. Numa fase mais avançada a cola pode causar lesões graves na medula, rins, fígado e nervos periféricos.
Anfetaminas – o consumo abusivo de anfetaminas – bolinhas – constitui, no momento, o maior problema médico e social no que se refere a tóxicos no país. Têm sido usadas essas drogas por todos os viciados que não dispõem do seu tipo de tóxico. Usam para evitar a sonolência, para desinibir, para euforizar. A intoxicação aguda pelas anfetaminas caracteriza-se pela inquietação psicomotora, incapacidade de atenção, obnubilação da consciência, estado de confusão com manifestações delirantes.
Oxi – nova droga produzida a partir de restos do refino das folhas de coca, com adição de querosene ou gasolina, cal e ácido sulfúrico.Tal denominação é derivada do termo oxidado. Tem cor amarelada e é em forma de pedra. Conhecida como a droga da morte, o oxi é mais letal e mais barato do que o crack, por isso,torna-se mais perigoso pela fácil aquisição e gravíssimos efeitos que produz. Essa droga agride severamente o sistema nervoso central, emagrece rapidamente, traz muitos problemas para o fígado e o estômago, pode ainda causar convulsões, arritmias cardíacas, enfarte agudo do miocárdio e morte. É consumida pela queima das pedras em cachimbos ou aspirada em pó.
A absorção do álcool etílico é ordinariamente processada pela via digestiva; começa no estômago e continua pelo intestino delgado. 
O organismo humano realiza o processo de desintoxicação do álcool por fases continuadas de oxidações, transformando-o em aldeído, ácido acético, gás carbônico e água.
Pequeníssimas quantidades de etanol são eliminadas sem se oxidar.
Dosagem de álcool:
Líquor: não se usa.
Urina: subjetiva, varia de acordo com o nº de micções e tamanho da bexiga
Saliva: se aproxima da concentração no sangue, porém podem induzir a falso-positivos.
Sangue: comumente utilizada, método da cromatina gasosa
FRANCA da 2 tipos de classificações pra disparo de arma de fogo
encostado, queima -roupa ou curta distância , a distancia
encostado , queima roupa ( tem as 3 zonas ) , curta distância (não tem chamuscamento ) , mediadistancia( só tem a tatuagem ) e a distância ( só tem as orlas )
Na regra dos 9 (nove) de Pulaski e Tennisson (Wallace) cada segmento representa um múltiplo de 9% da superfície corporal total.
Dessa forma, conseguiremos responder questões do tema proposto desde que entendamos que cada parte corresponderá a uma porcentagem. Assim, é apenas somar os valores correspondentes as partes dadas na questão que obteremos a resposta.
Veja a regra:
- Cabeça e Pescoço: 9%
- Face anterior do tronco: 18%
- Face posterior do tronco: 18%
- Cada membro inferior: 18%
- Cada membro superior: 9%
- Períneo e Genitália: 1%
Portanto, conforme foi proposto na questão, uma queimadura comprometendo todo o membro inferior direito (18%) e a genitália externa (1%), em uma mulher adulta, corresponde a 19%.
Circulação Póstuma de Brouardel –Caracteriza a fase de gasificação – Os vários gases de putrefação, progressivamente aumentados, empurram o sangue que desceu para as regiões demaior declive, de volta às porções mais elevadas do corpo. Surge o desenho dasveias novamente contendo sangue, agora putrefeito. É a circulação póstuma de Brouardel.Indica a fase de gaseificação em ação. De 48 a 72 horas.
Esganadura, é utilizado parte do corpo ocorrendo a obliteração da traquéia impedindo a passagem do ar;
Esgorjamento: lesão na região anterior do pescoço, conhecido na linguagem popular por "gogó". é provocador ou por um agente mecânico cortante ou perfurocortante. Geralmente a lesão é incisa;
Enforcamento: nesse tem que ser utilizado algum instrumento (corda, fio, cipó, gravata...etc) e é necessário do peso da vítima para produzir a pressão na região da traquéia.
Estrangulamento: nesse tem que ser utilizado algum instrumento (corda, fio, cipó, gravata...etc) sem a utilização do peso da vítima, o agente faz a pressão.
Vermelho: 1º dia
Roxo: 2º e 3º dia
Azul: do 4º ao 6º dia
Verde: do 7º ao 10º dia
Amarelado-esverdiado: do 10º ao 12º dia
Amarelada: do 12º ao 17º dia
Considerando a presença de uma equimose, de tonalidade vermelha, localizada na conjuntiva ocular, permanece de colorido vermelho até sua total reabsorção
As equimoses da conjuntiva ocular não sofrem a sucessão de tonalidades em virtude de ser a conjuntiva muito porosa e de oxigenação fácil, não permitindo que a oxi-hemoglobina se transforme e se decomponha. Esta se mantém de colorido vermelho até sua total reabsorção
Mankof: contagem prévia do pulso radial, compressão do ponto doloroso e nova contagem do pulso;
Levi: percebido atavés das contrações e dilatações da pupila, quando se comprime o ponto doloroso;
Mulher: delimitado o ponto doloroso dentro de um círculo táctil, sem que o examinado olhe, cumprime-se com o dedo um local que não seja doloroso dentro do mesmo círculo e, imediatamente, passa-se a comprimir o ponto doloroso.
Imbert: quando a região dolorosa é um braço ou uma perna, coloca-se o paciente em repouso, contam-se as pulsaçoes radiais e, em seguida, manda-se que ele se apoie na perna dolorosa ou segure um peso com o braço ofendido. O aumento da pulsação leva a concluir pela existência da dor.
Docimásias pulmonares:
Docimásia Hidrostática pulmonar de Galeno
Docimásia Diafragmática de Ploquet: 
Docimásia Óptica ou Visual de Bouchut
Docimásia Táctil De Nerio Rojas
Docimásia Óptica De Icard
Docimásia Radiológica De Bordas
Docimásias Hidrostáticas De Icard
Docimásia Histológica De Balthazard
Docimásia Epimicrocópica Pneumo-Arquitetônica De Hilário Veiga De Carvalho
Docimásia Química De Icard
Docimásias extrapulmonares:
Docimásia Gastrintestinal De Breslau
Docimásia Auricular De Vreden, Wendt e Gelé
Docimásia Hematopneumo-Hepática De Severi 
Docimásia Siálica De Souza-Dinitz 
Docimásia Plêurica De Placzek
Docimásia Traqueal De Martin
Docimásia Hematopulmonar De Zalesk
Docimásia Ponderal De Pulcquet
Docimásia Do Volume D’Água Deslocado De Bernt
Docimásia Alimentar De Beoth
Docimásia Bacteriana De Malvoz
Docimásia Úrica De Budin-Ziegler
Docimásia Do Nervo Óptico De Mirto
Maceração: Processo especial de trasnformação que sofre o cadáver do feto no útero materno do sexto ao nono mês de gravidez.
Os fetos retirados post mortem dos corpos das mães sofrem maceração asséptica. Os cadáveres mantidos em meio líquido sob ação de germes, como os afogados, marcham para maceração séptica.
Radiologicamente apresentam algun sinais interessantes:
Sinal de Spalding: cavalgamento dos ossos da abóbada craniana.
Sinal de Hartley: Perda da configuração da coluna vertebral
Sinal de Spangler: achatamento da abóboda craniana.
Sinal de Damel: halo pericraniano translúcido.
Sinal de Brakeman: Queda do maxilar inferior- sinal da boca aberta.
Corificação: É um sinal transformativo conservador muito raro, presente geralmente em cadáveres colhidos em urnas metálicas, principalmente de zinco, por isso o corpo é preservado da decomposição.
Mumificação: É um processo transformativo conservador do cadáver, podendo ser produzido por meio natural , artificial ou misto.
Saponificação ou adipocera: É processo conservador que caracteriza pela transformação do cadáver em substância de consistência untosa, mole e quebradiça, de tonalidade amarela escura, dando uma aparência de cera ou sabão. Muito comum em cadáveres obesos. percebe-se sua presença em covas coletivas.
CLASSIFICAÇÂO ASFIXIAS
a) PURAS– nas quais não existe a constricção do pescoço; encontramos anoxemia e hipercapnéia:
1 – confinamento
2 – monóxido de carbono
3 – outros gases irrespiráveis (de iluminação, de esgoto e fossas, de pântano ou qualquer outro gás puro ou em alta concentração)
4 – sufocação (obstrução das vias respiratórias)
 4.1 – direta – obstrução da boca, das narinas ou da parte condutora por corpo estranho;
 4.2 – indireta – çompressão do tórax ou do abdome
5 – afogamento – transformação do meio gasoso em líquido
6 – soterramento – transformação do meio gasoso em sólido pulverulento
 b) COMPLEXAS – existe constricção do pescoço em uma linha, ocorrendo anoxemia, excesso de gás carbônico, interrupção da circulação cerebral e inibição nervosa, que podem ser distinguidos no estudo em profundidade das estruturas do pescoço:
1 – enforcamento – constricção passiva
2 – estrangulamento – constricção ativa
 c) MISTAS– constricção do pescoço em uma área, na qual se confundem os fenômenos circulatórios, respiratórios e nervosos:
1 – esganadura
Asfixias Puras:
1. Asfixias em ambinetes por gases irrespiráveis
- confinamento
2. Obstáculo a penetração do ar nas vias respiratórias
- sufocação direta e sufocação indireta.
3. Transformação do meio gasoso em meio liquido
- afogamento
4. Transformação do meio gasoso em meio sólido
- soterramento
Queimaduras - classificação:
Primeiro grau - São as queimaduras menos problemáticas. Os vasos sangüíneos que irrigam a superfície se dilatam, deixando a pele vermelha
Segundo grau - Com a dilatação das veias, uma parte de líquido transparente do plasma sangüíneo transborda, formando bolhas
Terceiro grau - Lesão grave, que provoca a destruição de parte da pele e de sua camada inferior - a hipoderme - atingindo o tecido adiposo (a gordura)
Quarto grau - Lesão gravíssima: destrói quase toda a pele, deixando-a carbonizada. Danifica até os ossos, podendo causar a morte
Constitui um fenômeno transformativo destrutivo observado nos cadáveres:
Autólise.
Fenômenos transformativos destrutivos
Grave "MAP": 
Maceração
Autólise
Putrefação
Autólise: desintegração tissular acompanhada pela ação dos fermentos de acidificação, desorganizando as diversas estruturas. É o início da decomposição.
Retalhos de hímen roto pelo parto vaginal, os quais se retraem constituindo verdadeiros tubérculos em sua implantação, correspondem a
carúnculas mirtiformes.
Carúnculas mirtiformes ou himenais: são retalhos do hímen roto pelo coito habitual ou produzidas pelo parto vaginal (“calos de orifício”)
PESQUISAR:
a) entalhes himenais.
b) hímens cribriformes.
c) carúnculas mirtiformes.d) chanfraduras vulvo-himenais.
A) Calcificação: é um fenômeno transformativo conservador que se caracteriza pela petrificação ou calcificação do corpo.
B) Corificação : é um fenômeno transformativo conservador muito raro, sendo encontrado em cadáveres que foram acolhidos em urnas matálicas fechadas hermeticamente, principalmente de zinco.
C) Adipocera: conhecido também como saponificação, é um processo conservador que se caracteriza pela transformação do cadáver em substância de consistência untuosa, mole e quebradiça, dando uma aparência de cera ou sabão.
D) Autólise: é o processo de destruição celular, caracterizado por uma série de fenômenos fermentativos anaeróbicos que se verifica na intimidade das células e que levam à destruição do corpo humano logo após a morte.
A eletricidade natural ou cósmica, reportando ao capítulo das energias lesivas de ordem física, agindo letalmente sobre o homem, denomina-se: Fulminação.
Eletricidade natural ou cósmica:
Fulminação:ação letal
Fulguração:ação não letal
Sinal de Licthemberg: lesões arboriformes
Eletricidade industrial ou artificial
Eletroplessão ( Letal ou não letal).
Sinal de Jellinek: bordas elavadas, contéudo amarelado ao redor da ferida, formato circular ou elíptico.
Estudando a evolução temporal da putrefação cadavérica, denominamos o seu primeiro sinal externo visível de: mancha verde abdominal.
Períodos da putrefação:
1º : Período da Coloração 
2º : Período Gasoso 
3º : Período Coliquativo
4º : Período de Esqueletização 
- Período da coloração > Incia-se pela mancha verde abdominal, geralmente localizada na fossa ilíaca direita. Difunde por todo o abdome, tórax, cabeça e membros. A tonalidade esverdeada vai escurecendo até chegar ao verde-enegrecido, dando ao cadáver um tom bastante escuro. Essa tonalidade ocorre devido a sulfometahemoglobina e aparece entre 18 a 24 horas após a morte em nosso clima. Em 7 a 12 dias recobre totalmente o cadáver.
Lesões produzidas por ação de cortante:
1. regularidade das bordas
2. regularidade do fundo da lesão
3. ausência de vestigios traumáticos em torno da ferida
4. hemorragia quase sempre abundante
5. predominância do comprimento sobre a profundidade
6. afastamento das bordas da ferida
7. presença de cauda de escoriação voltada para o lado onde terminou a ação do instrumento
8. vertentes cortadas obliquamente
9. centro da ferida mais profunda que as extremidades
10. perfil de corte de aspecto angular, quando o instrumento atua de forma perpendicular, ou em forma de bisel, quando o intrumento atua em sentido oblíquo.
A putrefação possui 4 fases:
1- Fase da coloração ou fase cromática: ocorre após 24 horas da morte e se inicia com uma mancha verde abdominal, principalmente pela ação das bactérias presentes no intestino grosso. Ocorre na região do ceco , na fossa iliaca direita. Nos afogados o inicio da putrefação ocorre nas porçoes superiores do corpo ( tórax , face e pulmões).
2- Fase gasosa ou enfisematosa : vao surgindo gases do interior do corpo. Posteriormente, esses gases se transformam em bolhas com conteúdo podre.
3- Fase coliquativa: período de dissolução pútrida do cadáver. 
4-  Fase de esqueletização: vai perdendo os tecidos moles.
OBS Quando a morte é causada por sepse, a instalação e a evolução da putrefação tendem a ser muito mais rápidas do que o habitual.
A) O normal é arroxeada.
Outras cores indicam mortes específicas:
- Róseo carmim > monóxido de carbono.
- Róseo claro > afogamento.
- Vermelho > ácido cianídrico.
- Escuro > asfixias em geral.
- Azul ardósia > intoxicação por produtos metahemoglobinizantes. 
Os sintomas de intoxicação por estricnina iniciam-se quinze a trinta minutos após a ingestão e compreendem:
 
Sintomas não específicos: inquietação, movimentos bruscos, apreensão, elevada sensibilidade a estímulos externos (audição, visão, sentimentos), hiperreflexia, rigidez muscular (principalmente no rosto e nas pernas). A ocorrência de vómito é rara. A estricnina e seus análogos causam uma antecipação da rigidez muscular.
Segundo protocolo internacional da Interpol existem 3 Métodos Primários de Identificação Humana:
Papiloscopia (impressão digital);
Odonto legal (arcada dentária);
Genética Forense (DNA).
O apagamento ou fechamento das Suturas Cranianas são meio utilizado no estudo de esqueletos, para averiguar a idade do morto
a eburnação é prova da senilidade, porém, quando localizadas refletem traumas decorrentes de lesões, em geral por instrumentos contundentes
A expansão da cavidade medular além de ótimo objeto para análise da espécie, serve também para averiguar a idade, mormente,aumenta nas proximidades da clavícula, do úmero e do fêmur, que são indicativos de selinidade.
o sistema dactiloscópico, quando procedido na forma decadactilar, especialmente para fins de investigação criminal, apresenta maior precisão.
B) São partes integrantes de um laudo: preâmbulo, histórico, descrição, relatório, discussão, conclusão e resposta aos quesitos. Divisão do Relatótio (Laudo): Preâmbulo, quesitos, Histórico ou comemorativo, descrição (parte mais importante do laudo), discursão, conclusão, respostas aos quesitos.
Documentos médico-judiciários
 Relatório médico-legal
É o registro escriturado minudente de todos os fatos de natureza específica e caráter permanente pertinentes a uma perícia médica, requisitada por autoridade competente a peritos oficiais ou, onde não os houver, a expertus não
ofi​ciais portadores de diploma de curso superior, compromissados moralmente. Se o relatório é ditado diretamente ao escrivão, na presença de testemunhas, chamar-se-á auto, e, se redigido posteriormente pelos peritos, ou seja, após suas investigações e consultas ou não a tratados especializados, recebe o nome de laudo. A parte objetiva do auto de exame cadavérico (necroscopia) é chamada protocolo. O relatório médico-legal consta de sete partes: preâmbulo, quesitos, comemorativo ou histórico, descrição, discussão, conclusões e respostas aos quesitos.
Notificações
As notificações são comunicações compulsórias às autoridades competentes de um fato médico sobre moléstias infectocontagiosas e doenças do trabalho. Embora se impute a todo ser humano, por dever de solidariedade, a notificação de doenças infectocontagiosas de que tenha conhecimento, e assim impedir o evento, só o médico que se omite, não havendo participação criminosa, comete o crime tipificado no art. 269 do Código Penal: “Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja notificação é compulsória”.
Atestados
Denominados, também, certificados médicos, são a afirmação simples e redigida de um fato médico e de suas possíveis consequências.
Classificam-se os atestados em oficiosos, administrativos e judiciários.
Os primeiros são solicitados pelos pacientes para justificar ausência ao trabalho, às aulas etc. Os atestados administrativos são os reclamados pelo serviço público para efeito de licenças, de aposentadorias ou abono de faltas, vacinações etc. E, finalmente, judiciários são os atestados que interessam à Justiça, requisitados sempre pelos juízes.
Atestado de óbito
O Conselho Federal de Medicina, no dia 11 de novembro de 2005, aprovou a Resolução n. 1.779/2005, que disciplina o fornecimento de atestados de óbito.
Parecer médico-legal
Um relatório médico-legal que suscite dúvidas enseja, das partes, solicitação de esclarecimento a perito oficial e mesmo a médico que não tenha participado da perícia, objetivando dirimi-las. Para isso, consultam, escrita ou verbalmente, um ou vários especialistas, sobre o valor científico do laudo em questão, buscando elucidar dúvidas; a resposta à consulta é o parecer médico-legal, laudo extrapericial ou, ainda, perícia extrajudicial. O parecer é, então, a resposta da questão referente a assunto médico-forense, suscitadora de dúvidas em relatório pertinente ao mesmo, feita por uma das ou pelas partes a profissional de Medicina ou a uma comissãocientífica.
Delton Croce e Delton C. Júnior:"Se o relatório é ditado diretamente ao escrivão, na presença de testemunhas, chamar-se-á de auto, e, se redigido posteriormente pelos peritos, ou seja, após suas investigações e consultas ou não a tratados especializados, recebe o nome de laudo (...) O relatório médico-legal consta de sete partes: preâmbulo, quesitos, comemorativo ou histórico, descrição, discussão, conclusões e respostas aos quesitos." (Manual de Medicina Legal, 2014, p.59). 
O erro da C é dizer que o laudo ditado denomina-se auto. Na verdade é o relatório, que é gênero, quando ditado a um escrivão será denominado de auto.
Relatório é gênero que comporta duas espécies: laudo e auto.
MEDICINA LEGAL
Enforcamento
1ª fase: constrição do feixe vásculo-nervoso do pescoço à zumbidos, calor, perda rápida de consciência;
2ª fase: respiratório, obstrução das vias aéreas à convulsões, paralisia do pneumogástrico;
3ª fase: apneia, parda cardíaca, morte.
É muito importante também saber-se o tempo de permanência do cadáver dentro da água e sua transformação após a morte, mesmo tendo-se em conta sua complexidade. Pesa muito a temperatura  da água. Isso é feito, analisando-se o estado de maceração e do estágio da putrefação cadavérica,  levando-se em conta que nos afogados esses processos são sempre mais rápidos. Deve-se ter em  mente, ainda, que a cabeça, o pescoço e o tórax serão as partes do corpo que inicialmente sofrem a da transformação putrefativa, nas mesmas modalidades já conhecidas. Com aproximadamente 1 mês após a morte, o cadáver começa a apresentar a pele pardacenta ou amarelada, apergaminhada, rugosa e friável.
Em torno do terceiro mês, podem ser encontradas sobre a pele pequenas crostas arredondadas de sais calcários. ""
 
Considerando as lesões produzidas por projéteis de arma de fogo, não é raro encontrar eventos em que um único projétil é capaz de transfxar várias partes do corpo, determinando vários orifícios de entrada e saída. Essa condição é denominada trajeto em Chuleio
Venenos:
 Mitridatização: elevada resistencia orgânica
Sinergismo: pontecializador de efeito tóxico- várias substancias
Tolerancia: alta sensibilidade a venenos por pequenas dosagens
 Fixação: é a etapa do envenenamento em que a substância tóxica se localiza em certos órgãos de acordo com o seu grau de afinidade.
Sinergismo: é a ação potencializadora dos efeitos tóxicos decorrentes da ingestão simultânea de várias substâncias venenosas.
Toxicidade: a propriedade que tem determinada substância de causar internamente, por efeito químico, um dano a um organismo vivo.
Transformação: é processo pelo qual o organismo tenta se defender da ação tóxica do veneno.
Morte agônica :
“Logo após, passa-se ao exame do coração, abrindo-se de início o pericárdio, analisando sua consistência e conteúdo. Normalmente, existe a presença de pouco liquido citrino-amarelado, seroso, que pode encontrar-se em quantidade maior no hidropericárdio ou na agonia demorada. Cortam-se os vasos da base do coração e examina-se o sangue de seu interior, observando-se a presença de liquido escuro, como nas mortes por asfixia, ou a presença de coágulos negros (cruóricos) ou brancos (fibrinosos). Estes coágulos fibrinosos são decorrentes da fibrina do sérum e denunciam a morte por agonia prolongada, e os coágulos negros ou vermelho-escuros são resultantes do componente sólido do sangue, principalmente as hemácias.” 
Parte superior do formulário
Parte inferior do formulário
Quanto aos pontos radiológicos de ossificação, os mais importantes são:
Clavícula— meados do 2° mês;
Rádio — começo do 2°mês;
Ulna — começo do 2°mês;
Úmero — final do 2° mês;
Fêmur— meados do 2° mês;
Falanges das mãos — final do 3° mês;
Temporal — meados do 4° mês;
Púbis — começo do 5°mês;
Calcâneo— começo do 6°mês;
Tálua — meados do 7° mês;
Cuboide — feto a termo;
Epífise distal do fêmur (ponto de Béclard) — feto a termo.”
Maceração: fenômeno transformativo destrutivo. Processo de putrefação que ocorre nos corpos submersos, chamado maceração séptica, isto é, com germes, e nos fetos mortos retidos dentro do útero materno a partir do quinto mês, denominado maceração asséptica, sem a presença de germes. A pele perde aderência e descola, após a formação de bolhas que se rompem.
 Putrefação: fenômeno transformativo destrutivo. É a decomposição do corpo pela ação das bactérias, gerando grande quantidade de gases. Inicia-se ao redor de 24 horas da morte.
Saponificação ou adipocera: fenômeno transformativo conservativo. É a formação de material esbranquiçado, mole, friável, com cheiro de ranço, nas partes gordurosas do cadáver.
mumificação é um processo transformativo conservador do cadáver, podendo ser produzido por meio natural, artificial, natural e misto. Na mumificação por processo natural, são necessárias condições ambientais que garantam a desidratação rápida, de modo a impedir a ação microbiana responsável pela putrefação. O cadáver, ficando exposto ao ar, em regiões de clima quente e seco, perde água rapidamente, sofrendo acentuado dessecamento. Portanto, em locais onde o ar é seco, o cadáver pode ser conservado pela mumificação e, nos lugares úmidos, marcham para a saponificação ou maceração.
Docimásia Hepática Quimica de Lacassegne e Martin: Refere-se à pesquisa do glicogênio e da glicose, onde uma pessoa que morreu com o figado funcionalmente espoliado esteve sob o efeito da morte agônica (devido a ausência de glicogênio), já um figado com reserva de glicogênio (presença de glicogênio) teve a morte instantânea.
Lesão de Entrada por PAF (instrumento: perfurocontudente, lesão perfurocontusa)
 
A) Disparo à longa distancia
-diametro de entrada é menor que o o projétil;
-forma arrendondada/elíptica
-orla de escoriação/orla de enxugo/orla de equimose
-bordas viradas para dentro (invertidas)
 
B)Disparo à Curta Distancia (Queima Roupa - até 10cm)
-orla de enxugo/orla de escoriação/orla de equimose
-orka de esfuçamento/tisnado (falsa tatuagem)
-zona de tatuagem
-orla de queimadura/chamuscamento
 
C)Tiro Encostado/Apoiado
-Sinal de Hoffman (boca de mina): forma estrelada, fica entre a pele e osso
-Sinal de Benassi: tiros dado no cranio. É constituido de fuligem, tende a desaparecer c/ a lavagem ou c/ a putrefação
-Sinal de Puppe-Wekgartener: desenho da boca da massa da mira do cano
-Rosa de Tiro de Cevidalli: disparo de projéteis múltiplos
-Sinal de Schuskanoll: esfumaçamento das paredes do conduto produzido pelo projétil entre laminas internase externas de um osso chato. Ex: cranio
-Sinal de Richter: fragmentos próximos ao orífico de passagem
-Sinal de Tovo e Lattes: presença de pele no interior do corpo
-Sinal calcado de Boneet: disparo à queima roupa imprime o desenho das vestes
Sinal de Rasgão de Nerio Rojas: as roupas, nos tiros à curta distância, rasgam-se
 
Lesao de Saída:
-Forma irregular
-Bordas para fora
-Maior sangramento
-Não tem orla de escoriação/enxugo
midríase paralítica bilateral é sinal de morte cerebral. Trata-se de fenômeno que retrata a ausência de função cerebral 
– TIPOS DE ASFIXIAS
– ESGANADURA:
– Apertar o pescoço com as mãos.
– Não se aplica quando ocorre o “mata-leão”, pois o antebraço funciona como laço.
– Portanto é estrangulamento.
– ESTRANGULAMENTO:
– Apertar o pescoço através de um laço.
– OBS: pode ser com um braço (mata leão)
– ENFORCAMENTO:
– O laço aperta o pescoço em virtude do peso do corpo da vítima.
– Pode ser:
– TÍPICO – nó situação a trás do pescoço
– ATÍPICO – nó ao lado ou à frente do pescoço.
– AFOGAMENTO:
– A troca do meio gasoso por meio líquido durante a respiração.
– SOTERRAMENTO:
– A troca do meio gasoso por meio sólido (poeira) durante a respiração.
– CONFINAMENTO:
– É a troca de um ambiente gasoso respirável por outro, porém não respirável.
Transtorno de Personalidade Histriônica (Dramático) a pessoa tem sua autoestima dependente de outras pessoas, possui emoções intensas e instáveis no Transtornode Dependência a pessoa depende realmente da aprovação das outras, vivendo em constante espírito de inferioridade.
Os critérios diagnósticos de Transtorno de Personalidade Borderline segundo o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª Ed. 2013) compreendem um padrão de instabilidade das relações interpessoais, da autoimagem e dos afetos e de impulsividade acentuada que surge no começo da vida adulta e está presente em vários contextos.
O humor da pessoa com Bipolaridade oscila entre depressão e euforia. Nos quadros depressivos a maior propensão é para o suicídio. Nos quadros de euforia, quando a pessoa tende a menosprezar riscos, o maior perigo é para sua própria segurança e integridade física. PORTANTO NÃO HÁ A PREDISPOSIÇÃO A CRIMES!
	
SÃO DIFERENTES, A diferença entre elas é que a psicopatia é genética, enquanto que a sociopatia possui como causa não só a predisposição hereditária, como a influência do ambiente.
AUTÓLISE - processo de destruição das células caracterizado pela ação de suas próprias enzimas.
 
b) SAPONIFICAÇÃO (= ADIPOCERA) - fenômeno que transforma o tecido do corpo em sustância amarelo-acinzentada, untuosa, mole e quebradiça. Há necessidade de um meio quente, úmido e pouco arejado (Blanco). Marcado por um odor de quijo rançoso (Hygino). 
c) MACERAÇÃO - há destruição dos tecidos moles do cadáver pela ação prolongada de líquidos.
 
d) MUMIFICAÇÃO - tem origem química. Pode ser provocado ou artificial (embalsamento), geral ou local, espontâneo ou natural, superficial ou profunda. Condição essencial é a falta de umidade.
 
e) PUTREFAÇÃO - decomposição da matéria orgânica por ação de diversos micro-organismos. Depende de fatores extrínsecos e intrínsecos ao corpo. Fases: 1- coloração (= cromática); 2- gasosa (= enfisematosa); 3- coliquativa; 4- esqueletização.
a Saponificação/adipocera ocorre quando o cadáver adquire consistência untuosa e mole. Normalmente esse fenômeno atinge somente partes do cadáver, mas, excepcionalmente, pode afetar o corpo todo. Este processo se inicia em estado avançado de putrefação. É facilitado por solos argilosos, com pouca aeração. São os agentes externos que facilitam a putrefação do corpo. Quando o corpo é colocado em local que estes agentes tenham dificuldade de sobreviver, o corpo se preserva por mais tempo. A argila é um dos locais onde há pouco oxigênio o que dificulta a vida dos agentes externos, promovendo o processo de saponificação. Também chamado de fenômeno da múmia do pântano.
Quando o tiro é oblíquo, a ferida é sensivelmente elíptica 
 Nos tiros perpendiculares ao corpo, a orla de escoriação é concêntrica
quando inclinados, tem a forma oblíqua."
Forma arredondada ou elíptica é a apresentada por tiros a curta distância. 
Em tiros encostados, o ferimento tem  forma irregular, denteada ou com entalhes
Ferimentos com entalhes, com ação resultante dos gases que descolam e dilaceram os tecidos, com vertentes enegrecidas e desgarradas, tendo aspecto de cratera de mina, são os causados por tiros encostados
A algidez cadavérica corresponde ao resfriamento do corpo, fenômeno cadavérico abiótico consecutivo.
Na classificação de Delton Croce, o corpo resfria 0,5ºC nas primeiras 3 horas, e em seguida 1ºC por hora, até encontrar o equilíbrio termico com o meio.
Já para Flamínio Fávero o corpo resfria 1,5ºC por hora.
 rigidez cadavérica inicia-se de 3 a 5 horas após o óbito, instala-se completamente entre 8 e 12 horas e permanece por um período de 12 a 24 horas, quando a musculatura retorna a um estado de flacidez. 
Já a putrefação inicia-se, geralmente, após 24 horas da morte, período em que o corpo já se encontra em estado de flacidez.
As mortes decorrentes por asfixía, geralmente, apresentam uma tríade asfíxica; sinais estes presentes em quase todas as moalidade de asfixia: 1) Sangue fluido escuro (exceção: afogamento - o sangue é claro); 2) Congestão poli-visceral; 3) Equimose ou mancha de Tardieu que encontramos nas regiões sub-conjuntival, sub-pleural e sub-epicardica. Errado, pois as manchas vermelhas não se encaixam naquelas decorrentes de morte por asfixia.
As manchas na parte posterior do cadáver, provavelmente, são decorrentes de livores cadavéricos. Isto, a rigor, quando o coração para de bater, o sangue deixa de estar sob a ação da força do mesmo e passa a estar apenas sob a ação da gravidade. Este fenômeno é utilizado para determinar se o cadáver foi ou não movido após a sua morte. A pressão que o corpo exerce sobre a superfície em que está apoiado, ou mesmo nas zonas onde a roupa se encontra mais justa vai impedir que o sangue se fixe nessas áreas e, como tal, essas áreas não apresentaram alterações.
 A arma cuja munição é colocada pela parte anterior (FRENTE) do cano é a arma de antecarga. Vejamos, quanto ao modo de carregar, as armas podem ser de: antecarga ou de retrocarga. Arma de antecarga- são as armas que recebem a munição pela boca, isto é, pela parte anterior do cano. Pertencem a este tipo, algumas espingardas de caça.    Arma de retrocarga– são as armas que possuem compartimentos para munição, como tambor e pente. São armas como revólveres, pistolas etc.
arma portátil: arma cujo peso e cujas dimensões permitem que seja transportada por um único homem, mas não conduzida em um coldre, exigindo, em situações normais, ambas as mãos para a realização eficiente do disparo;
arma não-portátil: arma que, devido às suas dimensões ou ao seu peso, não pode ser transportada por um único homem;
 
arma automática: arma em que o carregamento, o disparo e todas as operações de funcionamento ocorrem continuamente enquanto o gatilho estiver sendo acionado (é aquela que dá rajadas);
arma semi-automática: arma que realiza, automaticamente, todas as operações de funcionamento com exceção do disparo, o qual, para ocorrer, requer, a cada disparo, um novo acionamento do gatilho;
 
 
Um cartucho é composto por estojo, propelente, projétil e espoleta
Projétil:  transfixa o alvo, é a “ponta” móvel (no caso de cartuchos de revólveres e pistolas) que se desprende do cartucho quando a arma de fogo é disparada. 
Estojo:  é o que vulgarmente se chama de “casca” do cartucho. É o compartimento onde a pólvora – propelente – é armazenada, e é ejetado das armas semi-automáticas quando o disparo é efetuado (pistolas), ou, no caso do revólver, a parte que fica no “tambor”.
Espoleta: é a capsula responsável pela chama inicial no interior do estojo, fazendo com que ocorra a queima do propelente (pólvora) e o desprendimento do projétil ao estojo. Geralmente, em estojos dourados, a espoleta é cromada, ficando na parte anterior do cartucho.
 
Espectro equimótico de Le Grand du Saulle:
 
1°- Avermelhada
2° ao 3°- Violácea
4° ao 6°- Azulada
7° ao 10°- Esverdeada
12°- Amarelada
15°- a 20°- Desaparece
Hipotermia: baixa temperatura corproal
Hipertermia: aumento da temperatura corporal
I. Temperatura: o resfriamento de em 0,5ºC nas três primeiras horas. Depois o decréscimo é de 1ºC a cada hora. Se o cadáver já perdeu 2,5ºC, supõe-se que já se passaram aproximadamente 5h. correto, mas podemos já descartar a letra e.
II. Livores: surgem de 2-3h, ficam móveis até fixarem-se, o que ocorre entre 8-12h. 
III. A rigidez cavavérica dos mebros superiores ocorre de 4-6h.
IV. gases de putrefação só surgem 9-12h, e a mancha verde abdominal de Brouardel entre 18-24h, 
O diagnóstico de morte encefálica, não pode ser feito em casos:
Menores de 2anos
Hipotermia
Drogas depressoras do SNC
benzodiazepínicos.
neurolépticos.
barbitúricos.
Encefalites
Distúrbios metabólicos ou endócrinos.
Existem casos em que o diagnóstico da morte encefálica não pode ser feito de imediato. Exemplos: Hipotermia, intoxicação por drogas, choque, disturbios metabólicos ou endócrinos, encefalites e outros.
OBS: condição que permite o diagnóstico de morte encefálica
Lesão axonal difusa pós traumática.
a) dipsomania: é o impulso ininterrupto e irresistível de ingerir bebidas alcoólicas.
b) riparofilia: atração sexualpor pessoas com péssimos hábitos de higiene, de baixa condição social.
c) cibomania: Compulsão para o jogo
d) amusia: perda da capacidade de reconhecer ou evocar elementos musicais.
e) oniomania: compulsão para comprar tudo que vê. 
A) Síndrome da Abstinência: devido a dependência da droga, a pessoa sem o uso da substância entorpecente passa a ver, ouvir, sentir coisas que lher causam medo, nojo, pânico. Os delírios ocorrem pela falta da droga.
B) Psicossíndrome  orgânica: é uma alteração da personalidade e do comportamento que se constitui em um transtorno residual ou concomitante de uma doença, uma lesão, ou uma disfunção cerebral. Além disso não é codificado, descrito por outros tipos de patologias no CID. Como é uma doença de exclusão você tem que descartar todo o resto. O diagnóstico é clínico (uma alteração comportamental após uma doença cerebral) e por exames para entender e descartar o que causou. Não tem tratamento, só manejo medicamentoso e psicoterápico, terapia cognitiva comportamental.
C) Síndrome amnésica: Síndrome dominada pela presença de transtornos crônicos importantes da memória (fatos recentes e antigos). A memória imediata está habitualmente preservada e a memória dos fatos recentes está tipicamente mais perturbada que a memória remota. Habitualmente existem perturbações manifestas da orientação temporal e da cronologia dos acontecimentos, assim como ocorrem dificuldades de aprender informações novas. A síndrome pode apresentar confabulação intensa, mas esta pode não estar presente em todos os casos. As outras funções cognitivas estão em geral relativamente bem preservadas e os déficits amnésicos são desproporcionais a outros distúrbios. (http://www.sosp.med.br/doencas/cid10.html#)
D) Síndrome de Korsakoff: segundo prof. Roberto Blanco, se dá na embriaguez habitual (alcoolismo), tem a localização o sistema nervoso central e causa perda de memória, delírios, disturbíos psíquicos e neurológicos.
E) Intoxicação patológica: trata-se de intoxicação aguda, estado de transe e de possessão na intoxicação por substância psicoativa 
Os fenômenos abióticos ou vitais negativos podem ser de duas naturezas: imediatos e consecutivos. Em relação aos fenômenos abióticos imediatos, prof. França considera que: “alguns desses sinais isoladamente não têm valor absoluto” (página 427, 9ª edição). Delton Croce cita que os fenômenos imediatos “apenas insinuam a morte” (página 466, 8ª edição).
Os fenômenos abióticos consecutivos e os fenômenos transformativos são considerados sim, sinais de certeza da morte.
FENOMENOS ABIOTICOS 
IMEDIATOS 
Perda de consciência
Insensibilidade
Insensibilidade
Imobilidade
Abolição do tônus muscular
Fácies hipocrática (ou cadavérica)
Relaxamento dos esfíncteres
Inexcitabilidade elétrica
Cessação da respiração
Cessação da circulação
CONSECUTIVOS
Evaporação tegumentar (físico)                       
Resfriamento cadavérico (físico)                      
Livores cadavéricos (físico)                             
Rigidez cadavérica (químico)   
FENOMENOS TRANSFORMATIVOS 
DIAGNÓSTICO DA REALIDADE DE MORTE 
A morte é uma realidade complexa, ligada a um dos mistérios do homem e que determina o fim da sua unidade biológica. Conceitua-se, dentro dos padrões tradicionais, como a cessação dos fenômenos vitais, pela parada das funções cerebral, respiratória e circulatória. No entanto, estas funções não cessam todas de uma vez, resultando daí uma certa dificuldade para se determinar com precisão o exato momento da morte. Não há um sinal de certeza até surgirem os fenômenos transformativos no cadáver, porque, na realidade, a morte não é um momento ou um instante, mas um processo gradativo que não se sabe quando se inicia ou quando termina. Quanto mais distante for admitida a morte, é claro, mais fácil é o seu diagnóstico. 
Alguns autores consideram que nesta evolução para a morte definitiva há algumas fases assim consideradas: 
 morte aparente – caracterizada pela suspensão aparente de algumas funções vitais; 
 (b) morte relativa – assinalada pela abolição efetiva e duradoura de algumas funções vitais, sendo possível a recuperação de algumas delas; 
 (c) morte intermediária – apontada pela suspensão de algumas atividades vitais, não sendo possível recuperá-las; 
 (d) morte absoluta – caracterizada pela suspensão total e definitiva de todas as atividades vitais. Para se constatar a certeza da morte, é necessária a observação cuidadosa dos fenômenos que surgem no corpo humano a partir do momento da morte, representados por mudanças física, química ou estrutural, de origem natural ou artificial. Borri divide esses fenômenos em: abióticos, avitais ou vitais negativos e transformativos. 
FENÔMENOS ABIÓTICOS, AVITAIS OU VITAIS NEGATIVOS Os fenômenos abióticos, também chamados de avitais ou vitais negativos, se dividem em: 
 imediatos (devidos à cessação das funções vitais) 
 consecutivos (devidos à instalação dos fenômenos cadavéricos, de ordem química, física e estrutural)
Fenômenos abióticos imediatos 
Alguns desses sinais isoladamente não têm valor absoluto, tais como os descritos a seguir. 
Perda da consciência. Embora tal situação seja encontrada em certas entidades mórbidas, a condição de não se atender às solicitações do meio ambiente somada a outros fenômenos deve ser tomada em consideração no estudo da morte, principalmente quando se dispõe de um eletroencefalograma no ponto isoelétrico. 
Perda da sensibilidade. Com a morte, surge a cessação da sensibilidade geral e especial. Estão abolidas as sensações táteis, térmicas e dolorosas. Uma das manobras apontadas para pesquisar a sensação dolorosa é o pinçamento do mamelão, constituindo-se no sinal de Josat. A sensibilidade especial poderá ser observada nas mucosas com o uso de amoníaco ou excitação da mucosa nasal. 
Abolição da motilidade e do tônus muscular. Este fenômeno poderá ser comprovado pelo sinal de Rebouillat, que consiste em injetar 1 ml de éter na face externa da coxa, e, para melhor apreciação, junta-se a esta substância um pouco de ácido pícrico. Quando estamos diante de um caso de morte real, o éter é expelido pelo orifício produzido pela agulha, e, caso contrário, será absorvido pelo tecido. Outra finalidade dessa prova é o estímulo doloroso gerado pelo éter, produzindo reação no indivíduo aparentemente morto. Pode-se também testar este fenômeno através da aplicação de choques elétricos de corrente contínua, sendo que a ausência da contração muscular indica morte real (sinal de Roger e Beis). A face hipocrática é observada também pela abolição da motilidade e do tônus muscular. Preferimos chamar máscara da morte. A ausência da motilidade e do tônus muscular leva o cadáver à imobilidade, embora alguns feixes musculares possam oferecer certos movimentos pela influência da gravidade ou pela progressão da rigidez cadavérica. Com a morte, surge o relaxamento muscular, dando, em consequência, a dilatação pupilar (MIDRÍASE), a abertura das pálpebras, a dilatação do ânus, abertura da boca e presença de esperma no canal uretral. No momento da morte, as pupilas se dilatam para se contraírem depois. Esta dilatação é progressiva, demorando-se apenas alguns minutos. O esfíncter anal, na morte, se relaxa, dando saída, em alguns casos, a substâncias fecais. Pela contratura das vesículas seminais, surge, em certos casos, a presença de esperma na uretra. 
Cessação da respiração. A abolição da respiração pode ser evidenciada pela ausculta pulmonar com ausência dos murmúrios vesiculares. Uma prática antiga consistia em colocar um espelho de cristal diante da boca e do nariz e, em caso de embaciamento, admitia-se o sinal de vida. Era uso também a aproximação de uma vela acesa, cuja chama permanecia imóvel nos casos de morte ou se agitava, pela presença da respiração, na morte aparente (prova de Winslow). São processos de pouco valor no diagnóstico de certeza da morte. 
Cessação da circulação. Na prática, é sinal fácil e de grande valor. A ausculta do coração (sinal de Bouchut),a radioscopia do coração (sinal de Piga Pascual) e a eletrocardiografia com ou sem ativação adrenalínica (prova de Guérin e Frache), a fonocardiografia e a ecocardiografia são elementos da mais alta consideração no diagnóstico da realidade da morte. Surgem no globo ocular várias modificações determinadas pela parada da circulação, como o esvaziamento da artéria central da retina, a interrupção da coluna sanguínea das veias retinianas, o descoramento da coroide e, finalmente, a oftalmoscopia, denunciando a parada da circulação da rede superficial da retina. 
Cessação de atividade cerebral. Hoje, devido à aceitação do conceito de morte encefálica, o registro da atividade encefálica tem uma certa importância na conclusão do diagnóstico de morte. No entanto, o eletroencefalograma não deve ser o único meio capaz de definir esse diagnóstico. 
Fenômenos abióticos consecutivos 
Os fenômenos abióticos consecutivos ou mediatos são: 
Desidratação cadavérica. O cadáver sujeito às leis físicas sofre evaporação tegumentar, variando de acordo com a temperatura ambiente, com a circulação do ar, com a umidade local e com a causa da morte. A desidratação se traduz por: 
■ Decréscimo de peso. A evaporação da água dos tecidos orgânicos após a morte leva, consequentemente, à diminuição de peso. É mais acentuada nos fetos e recém-nascidos, chegando a até 8 g por quilograma de peso em um dia, alcançando, segundo Dupont, nas primeiras horas até 18 g/kg de peso. Deve-se levar em conta que este fenômeno varia de indivíduo para indivíduo, de acordo com o tipo de morte e condições ambientais. Para utilização dessa prática, faz-se mister o conhecimento do peso da pessoa ante mortem. 
■ Pergaminhamento da pele. Por efeito da evaporação tegumentar, a pele se desseca, endurece e torna-se sonora à percussão, tomando um aspecto de pergaminho. Apresenta-se de tonalidade pardacenta ou pardo-amarelada e com estrias decorrentes de arborizações vasculares que se desenham na derme. Esse processo começa onde a pele é mais delgada, como no saco escrotal. 
■ Dessecamento das mucosas dos lábios. Principalmente nos cadáveres de recém-nascidos e de crianças, a mucosa dos lábios sofre desidratação, tomando uma consistência dura e tonalidade pardacenta. É mais comum na porção mais externa da mucosa labial. Seu conhecimento é fundamental para não se atribuir a lesões traumáticas ou ação de substâncias cáusticas. 
■ Modificação dos globos oculares. A desidratação manifesta nos olhos certos fenômenos que devem ser conhecidos, como, por exemplo, a formação da tela viscosa, a perda da tensão do globo ocular, o enrugamento da córnea, a mancha negra da esclerótica e a turvação da córnea transparente. A tela viscosa é constituída pela mistura do líquido transudato do globo ocular, o qual se evapora na superfície dos detritos do epitélio que se destacam da córnea e dos corpúsculos de poeira depositados, formando um fino véu que recobre a superfície da córnea. Este fenômeno também pode ser observado no vivo, nos doentes em estado agônico demorado (sinal de Stenon-Louis). O enrugamento da córnea, conhecido também como sinal de Bouchut, é outro fenômeno ainda decorrente da desidratação cadavérica. A mancha da esclerótica ou livor sclerotinae nigrencens, igualmente conhecida por sinal de Sommer e Larcher, é explicada pela dessecação da esclerótica, mostrando, no quadrante externo ou interno do olho, uma mancha de cor enegrecida pela transparência do pigmento coroidiano. Assume forma circular ou oval e, mais raramente, triangular com a base voltada para a córnea. Sua tendência é ampliar-se, formando uma elipse de concavidade inferior. A córnea, algumas horas depois da morte, perde sua transparência e se torna turva. Este fenômeno, no entanto, poderá ser observado no vivo, quando em estados agônicos prolongados. Após 8 h da morte, exercendo-se a pressão digital literalmente no globo ocular, pode ocorrer a deformação da íris e da pupila (sinal de Ripault).
Esfriamento cadavérico (algor mortis). Com a morte e a consequente falência do sistema termorregulador, a tendência do corpo é equilibrar sua temperatura com o meio ambiente. Embora esse esfriamento seja progressivo, não se observa sempre uma uniformidade rigorosamente precisa. Ele começa pelos pés, mãos e face. Os órgãos internos mantêm-se aquecidos por 24 h em média. Quanto maior for o panículo adiposo apresentado pelo indivíduo, mais resistência oferece à baixa de temperatura. Hoffmann descreve um caso de uma mulher de 150 kg que, após 12 h de morte, ainda dava a impressão de calor como se estivesse viva. As crianças e os velhos esfriam mais facilmente que os adultos. O corpo, quando envolvido em roupas ou mantido em ambiente fechado, sofre um processo de esfriamento bem mais lento do que em outras circunstâncias. Por outro lado, os que morrem de doenças crônicas, de traumas cranianos com lesões hipotalâmicas, hipotermia, desidratação e grandes hemorragias têm um esfriamento do corpo mais rápido. E os que padeceram de insolação, intermação, intoxicação por venenos e doenças infecciosas agudas apresentam um esfriamento mais lento. Parte superior do formulárioTodavia, está provado que, quanto maior for a diferença entre a temperatura do ambiente e a do corpo na hora da morte, mais rápido será o seu esfriamento. O estudo do esfriamento cadavérico é de grande importância na determinação do tempo aproximado de morte, mesmo não se tendo nele um parâmetro de absoluta precisão. 
Manchas de hipóstase cutâneas (livor mortis). Também chamadas de manchas de posição ou livores cadavéricos, são fenômenos constantes, inexistindo apenas, e bem assim de modo irregular, em casos excepcionais de mortes por grandes hemorragias. Caracterizam-se pela tonalidade azul púrpura, de certa intensidade e percebidas na superfície corporal. São encontradas, de preferência, na parte de declive dos cadáveres e por isso chamadas de manchas de hipóstase, variando, logicamente, com a posição do corpo. Apresentam-se em forma de placas, embora possam surgir as chamadas púrpuras hipostáticas, que assim designou Lacassagne, por se apresentarem como ponteado da escarlatina. As manchas hipostáticas cutâneas permanecem até o surgimento dos fenômenos putrefativos, quando elas são invadidas pela tonalidade verde-enegrecida que aparece no cadáver devido à formação do hidrogênio sulfurado combinado com a hemoglobina. Essas manchas, portanto, são importantes para o diagnóstico da realidade da morte, para o diagnóstico da causa da morte, para a estimativa do tempo de morte e para o estudo da posição em que permaneceu o cadáver depois da morte. Em geral, começam a aparecer em torno de 2 a 3 h após a morte. Sua distribuição varia de acordo com a posição do cadáver. Tourdes, em suas observações, acentuou que, durante as primeiras 12 h após a morte, estas manchas podem mudar de posição conforme a situação do cadáver, para, depois, se fixarem definitivamente. Parte superior do formulário
Rigidez cadavérica. Nysten considerava a rigidez cadavérica (rigor mortis) como o último esforço da vida contra a ação dos fenômenos químicos. Sommer afirmava ser um fenômeno de origem física. Brown Séquard, um ato vital aproximado de uma contratura ou do exagero do tônus muscular. Schiff dizia ser a rigidez não o primeiro sinal de morte, mas o último sinal de vida. E Lacassagne como “um estado de dureza, de retração e de tensão que sobrevém nos músculos após a morte”. Atualmente, acredita-se que a rigidez cadavérica é resultante de muitos fatores, todos eles decorrentes da supressão de oxigênio celular, indo impedir a formação de ATP (ácido adenosínicotrifosfórico) das modificações da permeabilidade das membranas das células, da formação de actomiosina e da ação da glicólise anaeróbica, com o inevitável acúmulo de ácido láctico. A rigidez é, portanto, um fenômeno físico-químico em um estado de contratura muscular, devido à ação dos produtos catabólicos do metabolismo, correspondente a uma situação de vida residual do tecido muscular. A rigidez cadavéricavaria de acordo com a idade, a constituição individual e a causa da morte. Pela lei de Nysten, a rigidez se manifesta em primeiro lugar na face, na mandíbula e no pescoço, seguindo-se dos membros superiores, do tronco e, finalmente, dos membros inferiores, indo desaparecer pela mesma ordem, principalmente nos cadáveres colocados em decúbito dorsal. A rigidez cadavérica desaparece quando se inicia a putrefação. Nossa observação mostra que a rigidez começa entre 1 e 2 h depois da morte, chegando ao máximo após 8 h e desaparecendo com o início da putrefação depois de 24 h, 
Espasmo cadavérico. Caracteriza-se pela rigidez abrupta, generalizada e violenta, SEM o relaxamento muscular que precede a rigidez comum. É também chamada de rigidez cadavérica cataléptica, estatuária ou plástica. Difere da rigidez cadavérica comum, pois esta se instala progressivamente. Os cadáveres guardam a posição com que foram surpreendidos pela morte em uma atitude especial fixada da vida para a morte (sinal de Kossu)
FENÔMENOS TRANSFORMATIVOS 
Entre os mais influentes fatores que interferem na decomposição cadavérica destacam-se a temperatura, a aeração, a higroscopia do ar, o peso do corpo, as condições físicas, a idade do morto e a causa da morte. Além disso, devem ser consideradas a ação bacteriana e a atividade de insetos necrófagos. Também pode interferir na aceleração da decomposição de partes do cadáver a presença de uma ferida ou lesão na pele, servindo assim de porta de entrada às larvas. Os fenômenos transformativos podem ser de duas ordens: destrutivos (autólise, putrefação e maceração) e conservadores (mumificação, saponificação, calcificação, corificação, congelação e fossilização). 
FENÔMENOS TRANSFORMATIVOS DESTRUTIVOS 
Autólise Chama-se de autólise o processo de destruição celular, caracterizado por uma série de fenômenos fermentativos anaeróbicos que se verifica na intimidade da célula, motivados pelas próprias enzimas celulares e que levam à destruição do corpo humano logo após a morte. Sem nenhuma interferência bacteriana, como se a célula estivesse programada para agir desta forma em determinado momento e de forma rápida e intensa. É o mais precoce dos fenômenos cadavéricos. A córnea, por não dispor de vasos, não sofre a ação inicial da autólise e por isso pode ser usada para transplante até algumas horas após a morte. 
Putrefação A putrefação cadavérica consiste na decomposição fermentativa da matéria orgânica por ação de diversos germes e alguns fenômenos daí decorrentes. Depois da autólise, começa a se verificar a desorganização do corpo provocada por germes aeróbios, anaeróbios e facultativos, os quais produzem certos fenômenos físicos e bioquímicos que vão decompondo o corpo em substâncias mais simples. É o intestino o ponto de partida da putrefação, com exceção dos recém-nascidos e dos fetos. O aparecimento dos primeiros sinais de putrefação se dá no abdome, correspondendo a mancha verde abdominal. Nos recém-nascidos, a putrefação invade o cadáver por todas as cavidades do corpo por via externa, principalmente pelas vias respiratórias. A putrefação é mais rápida nos recém-nascidos e nas crianças do que nos adultos. Quanto mais obeso é o indivíduo, mais rapidamente progride a putrefação. A causa mortis tem notável influência na marcha deste processo transformativo. As vítimas de graves infecções e grandes mutilações putrefam-se mais rapidamente. O arsênico, os antibióticos e certos medicamentos retardam a putrefação. A temperatura muito alta ou muito baixa retarda ou para a marcha da putrefação. Em locais onde o ar é seco, o cadáver pode ser conservado pela mumificação e, nos lugares úmidos, marcham para a saponificação ou maceração. Os ambientes de fortes ventilações podem também mumificar, por processo natural, o cadáver. As condições do solo têm importância na progressão deste fenômeno. Uns são destruídos celeremente, outros se conservam por fenômenos transformativos como a mumificação e a saponificação
Marcha da putrefação. Embora não haja uma rigorosa precisão, a putrefação segue uma determinada evolução, passando por quatro períodos: 
■ Período cromático ou de coloração. Inicia-se, em geral, pela mancha verde abdominal, localizada, de preferência, na fossa ilíaca direita. Daí, vai-se difundindo por todo o abdome, pelo tórax, cabeça e pelos membros. A tonalidade azul-esverdeada vai escurecendo até atingir o verde-enegrecido, dando ao cadáver um tom bastante escuro. Nos afogados, o período de coloração começa pela cabeça e pela parte superior do tórax, devido à posição assumida pelo cadáver quando submerso e o início da putrefação pelas vias respiratórias. Nos fetos, devido o conteúdo estéril intestinal, começa pela parte superior do tórax, pescoço e face, pois a putrefação se dá por meio de bactérias que penetram as vias respiratórias inferiores. A localização da mancha verde na fossa ilíaca direita é explicada devido ao fato de o ceco ser a parte mais dilatada e mais livre do intestino grosso e ainda por ser o segmento no qual se acumula maior quantidade de gases e, finalmente, porque é a parte que fica mais próxima à parede abdominal. O aparecimento dessa mancha, em nosso meio, surge entre 20 e 24 h depois da morte
Período gasoso ou enfisematoso. Do interior do corpo, vão surgindo os gases de putrefação (enfisema putrefativo), com bolhas na epiderme, de conteúdo líquido hemoglobínico. O cadáver toma um aspecto gigantesco, principalmente na face, no abdome e nos órgãos genitais masculinos, dandolhe a posição de lutador. Nota-se a projeção dos olhos e da língua e a distensão do abdome, o qual permite um som timpânico pela percussão. Esses gases fazem pressão sobre o sangue que foge para a periferia e, pelo destacamento da epiderme, esboça na derme o desenho vascular conhecido como circulação póstuma de Brouardel. Esses gases também podem fazer pressão sobre os órgãos abdominais, produzindo prolapsos intestinais e genital, e às vezes, quando em presença de uma gravidez, a expulsão do feto no chamado “parto postmortem”
■ Período coliquativo ou de liquefação. Progressivamente o cadáver alcança a fase de dissolução pútrida, cujas partes moles vão pouco a pouco reduzindo-se de volume pela desintegração progressiva dos tecidos. O corpo perde sua forma, a epiderme se desprega da derme, o esqueleto fica recoberto por uma massa de putrilagem, os gases se evolam e surge um grande número de larvas de insetos. Esse período varia de acordo com as condições do corpo e do terreno, podendo ir de um a vários meses. Nesta fase podem-se ainda evidenciar alguns sinais provenientes de uma ação violenta
■ Período de esqueletização. A atuação do meio ambiente e dos elementos que surgem no trabalho da desintegração do corpo faz com que o cadáver se apresente com os ossos quase livres, presos apenas por alguns ligamentos articulares. Este período vai de 3 a 5 anos. Os ossos resistem por muito tempo, porém vão perdendo, pouco a pouco, sua estrutura habitual, tornando-se cada vez mais frágeis e mais leves.A decomposição quando se verifica em locais de grande acidez pode fazer desaparecer o corpo por completo. Nesses casos pode-se estudar microscopicamente o local em busca de fragmentos das vestes ou de outras evidências, além da presença de uma mancha que se encontra no terreno contornando o corpo chamada de “sombra cadavérica”.
Química da putrefação. Sob o ponto de vista bioquímico, a putrefação consiste na decomposição fermentativa da matéria orgânica do cadáver por ação de diversos germes. Ocorrem, nesse processo, a desintegração e a destruição das diversas estruturas orgânicas, que vão gradativamente se decompondo em substâncias mais simples, inclusive minerais, através dos processos de redução e de oxidação. Sua importância reside principalmente no estudo da estimativa do tempo de morte. O processo de redução é responsável pela produção de grande quantidade de gases fétidos. E o processo de oxidação desprende gases que são mais ou menos fugazes de acordo com a reação dos germes anaeróbios. 
MaceraçãoA maceração é um processo especial de transformação que sofre o cadáver do feto no útero materno, do sexto ao nono mês de gravidez. Esse fenômeno pode ser séptico, de acordo com as condições do meio onde o corpo permanece. Os fetos retirados do útero post mortem sofrem a maceração asséptica. Os cadáveres mantidos em meio líquido sob a ação de germes, como os afogados, marcham para a maceração séptica.
Como característica, observa-se, no cadáver, o destacamento de amplos retalhos de tegumentos cutâneos que se assemelham a luvas. Nas mãos, estes retalhos apresentam as cristas papilares, conservando as impressões digitais por algum tempo e ainda a permanência das unhas. Esse fenômeno é mais bem observado na maceração fetal, na qual a epiderme se destaca facilmente e os tegumentos apresentam uma tonalidade avermelhada, devido ao fenômeno da embebição da hemoglobina. O corpo perde a consistência inicial, o ventre se achata e os ossos se livram dos tecidos, ficando como se estivessem soltos . A maceração pode se apresentar com a seguinte classificação: Primeiro grau: presença de flictenas na epiderme contendo líquido serossanguinolento (primeira semana de morte fetal). Segundo grau: ruptura das flictenas, líquido amniótico sanguinolento e epiderme arroxeada (segunda semana de morte). Terceiro grau: deformação craniana, infiltração hemoglobínica das vísceras e córion friável e de tonalidade marrom-escura (terceira semana).
FENÔMENOS TRANSFORMATIVOS CONSERVADORES 
Mumificação A mumificação é um processo transformativo conservador do cadáver, podendo ser produzido por meio natural, artificial, natural e misto. Nas mumificações artificiais, os corpos são submetidos a processos especiais de conservação, e tais artifícios datam da mais remota época, através dos embalsamamentos há muito praticados pelos egípcios, pelos nativos das Ilhas Canárias e pelos incas no Peru. Os processos artificiais conservadores do cadáver, pelos métodos de embalsamamento provisórios, são realizados sempre a pedido dos familiares, por motivações piedosas, mas seguem as orientações normativas ditadas pela legislação sanitária. Ou são em processos artificiais utilizados no sentido de conservação do cadáver para fins didáticos, os quais também estão disciplinados por uma legislação específica. Na mumificação por processo natural, são necessárias condições ambientais que garantam a desidratação rápida, de modo a impedir a ação microbiana responsável pela putrefação. O cadáver, ficando exposto ao ar, em regiões de clima quente e seco, perde água rapidamente, sofrendo acentuado dessecamento. Há também alguns fatores individuais que podem condicionar o aparecimento da mumificação dita natural, como idade (mais comum entre os recém-nascidos), sexo (mais frequente entre as mulheres), causa da morte (grandes hemorragias, desidratação, tratamentos prolongados com antibióticos, algumas formas de envenenamento como por arsênico e cianureto de potássio, embora alguns apontem o meio ambiente como responsável por este fenômeno). A mumificação acidental seria aquela que se verifica por meio de substâncias com outras finalidades, como as de efeito desodorante ou de maquiagem e que produzem efeitos conservadores. A mumificação seria mista se ela resultasse da combinação de um processo artificial favorecido por fatores ambientais na conservação do corpo. O cadáver mumificado apresenta-se reduzido em peso, pele dura, seca, enrugada e de tonalidade enegrecida, cabeça diminuída de volume, a face conserva vagamente os traços fisionômicos; os músculos, tendões e vísceras destroem-se pela pressão leve, transformando-se em pó, e os dentes e as unhas permanecem bem conservados. A importância médico-legal de tal processo conservador está no fato de se poder, mais facilmente que nos outros processos, contar com a possibilidade do diagnóstico da causa da morte e com a identificação do cadáver, embora não se possa dizer o mesmo quanto à data da morte. 
Saponificação ou adipocera A saponificação ou adipocera é um processo conservador que se caracteriza pela transformação do cadáver em substância de consistência untuosa, mole e quebradiça, de tonalidade amarelo-escura, dando uma aparência de cera ou sabão. Não é um processo inicial. Surge depois de um estágio mais ou menos avançado de putrefação quando certas enzimas bacterianas hidrolisam as gorduras neutras, dando origem aos ácidos graxos, os quais em contato com elementos minerais da argila se transformam em ésteres. É raro encontrar um cadáver totalmente transformado por esse fenômeno especial. Mais comum é encontrar um cadáver com pequenas partes ou segmentos limitados, constituídos em adipocera. Inicia-se esse processo pelas partes do corpo que contêm mais gordura. Esse fenômeno pode surgir espontaneamente, em geral após a sexta semana depois da morte, sendo, porém, a água e o solo os responsáveis. A água estagnada e pouco corrente concorre para tal efeito. O solo argiloso, úmido e de difícil acesso ao ar atmosférico facilita tal processo especial de transformação cadavérica. Este processo está sujeito também a certas condições individuais, como a idade (mais freqüente entre as crianças), o sexo (um pouco mais comum nas mulheres), a obesidade (rarissimamente entre magros e caquéticos) e as doenças que originam degeneração gordurosa. O interesse médico-legal na saponificação reside no fato de, diferentemente de outras formas de fenômenos transformativos, se permitir realizar uma série de exames algum tempo depois da morte. Assim, será possível estudar melhor certas lesões pela conservação maior do tecido celular subcutâneo, como nas feridas produzidas por ação de projéteis de arma de fogo ou de arma branca. O mesmo se diga da possibilidade de se estudarem as lesões do pescoço quando produzidas por laços nos estrangulamentos e enforcamentos. E, por fim, levando em conta a razoável conservação das vísceras, podem-se ter contribuições valiosas através de exames toxicológicos e histopatológicos
Calcificação A calcificação é um fenômeno transformativo conservador que se caracteriza pela petrificação ou calcificação do corpo. Ocorre mais frequentemente nos fetos mortos e retidos na cavidade uterina, constituindo-se nos chamados litopédios (criança de pedra. Nos cadáveres de menores ou adultos, esse fenômeno é mais raro, surgindo quando as partes moles do cadáver desintegram-se pela putrefação rápida, e o esqueleto começa a assimilar uma grande quantidade de sais calcários, tomando essa parte do corpo uma aparência pétrea.
Corificação A corificação é um fenômeno transformativo conservador muito raro, descrito por Della Volta em 1985, sendo encontrado em cadáveres que foram acolhidos em urnas metálicas fechadas hermeticamente, principalmente de zinco. Por isso, o corpo é preservado da decomposição, em face da inibição dos fatores transformativos. O cadáver submetido a tal fenômeno apresenta a pele de cor e aspecto do couro curtido recentemente. Acredita-se que nesse fenômeno o cadáver passa por um processo inicial de putrefação, mas que por motivos ainda não bem explicados seria interrompido, dando origem em seguida a um processo de mumificação natural, sendo responsável por isso certos ácidos graxos oriundos da decomposição da gordura e o ambiente fechado onde o cadáver se encontra. O cadáver submetido a este tipo de fenômeno pode apresentar certo interesse médico-legal, a exemplo da mumificação, pois em face do grau de conservação em que se encontre o corpo facilitará muitos dos propósitos ligados à causa mortis e à identificação, dificultando, por outro lado, o estudo do tempo aproximado de morte
Congelação Um cadáver submetido à baixíssima temperatura e por tempo prolongado vai se conservar integralmente por muito tempo. Há relatos de que foram encontrados corpos de animais pré-históricos com milhões de anos e que se mostravam de aparência e de conservação preservadas. Sob o ponto de vista médico-legal, tal fato é de grande significação por se ter a oportunidade de se fazerem diagnósticos mais precisosem virtude do estado de perfeita conservação do cadáver. Além disso, a identificação do indivíduo pode ser feita com mais facilidade. Fossilização Tafonomia é um termo usado entre arqueólogos e paleontólogos para designar o estudo da transição dos restos biológicos a partir da morte até a fossilização. Agora é usado entre paleontologistas e antropologistas forenses para tratar da evolução dos restos humanos depois da morte. Assim a tafonomia forense seria o estudo de todas as fases por que passa o ser humano após sua morte até a fossilização, no interesse forense ou médico-legal.
A fossilização é um fenômeno transformativo conservador extremamente raro e se caracteriza pelo fato de o corpo apenas manter sua forma, mas não conservar qualquer componente de sua estrutura orgânica. Este processo exige períodos muito longos para sua ocorrência. 
Cabeça reduzida O fenômeno das cabeças reduzidas (tzantzas) constituía-se em uma forma especial de conservação cadavérica utilizada por aborígines do Equador, Colômbia e Peru, com a finalidade de manter as cabeças de seus inimigos como troféu de guerra ou talismã. Essas cabeças, além de conservadas, apresentavam-se com acentuada diminuição do seu volume. Muitos pensavam que esse processo era devido a uma prática capaz de reduzir o tamanho da cabeça. Na verdade tal redução se devia à retirada de todos os ossos do crânio e da face, com o cuidado de manter a pele íntegra. Através de um corte na parte posterior do pescoço retiravam esses ossos e a bolsa de pele da cabeça era colocada em água fervente com ervas por 15 a 20 min, o que diminuía em cerca da metade o seu volume. Em seguida, por meio da ação do calor conseguiam encolher e endurecer (corificar) a pele da face e da cabeça, colocando nessa espécie de saco de pele humana uma pedra quente e recheio de areia que lhe servia de molde, o que diminuía pouco a pouco seu tamanho. A isso, juntavam-se ainda certas ervas aromáticas e ricas em tanino, o que evitava o mau cheiro e a putrefação. Depois, quando a areia e a pedra começavam a esfriar, reiniciava-se o mesmo processo e com isso a cabeça ia encolhendo ainda mais. Durante esse procedimento, a cabeça ia sofrendo a ação da fumaça de carvão vegetal ou negro de fumo e por isso tinha sempre a tonalidade enegrecida. Assim, a cabeça sem os ossos do crânio e da face ia encolhendo até adquirir o tamanho de um punho. Enquanto durava essa operação, o corte da nuca continuava aberto, e quando a bolsa de pele chegava a uma forma e tamanho desejados faziam a sutura da incisão da nuca, costuravam os olhos (“para que eles não vejam”) e os lábios (“para que não maldigam”), passavam azeite nos cabelos, penteavam-nos e faziam um orifício na parte superior da cabeça por onde colocavam um cordão para suspendê-la ou pendurála.
13. Com relação aos fenômenos transformativos conservadores, são elementos que contribuem para a saponificação ou adipocera corpos de indivíduos obesos, ambientes úmidos e pouco aerados.
são estes os sinais de morte por asfixia:
1) SINAIS EXTERNOS:
A) Cianose da face.
b) Espuma.
c) Procidência da língua.
d) Equimoses externas.
e) Livor cadavérico.
2) SINAIS INTERNOS:
a) Os caracteres do sangue (cor e fluidez).
b) Equimoses viscerais ou petéquias (também chamadas de manchas de tardieu).
c) Congestão polivesceral.
Denomina-se tríade asfíxica os sinais comuns a todas as modalidades de asfixia, além de outros elementos:
a). sangue fluido escuro, exceto no afogamento (sangue claro);
b). congestão polivisceral;
c). equimose de Tardieu ou Mancha de Tardieu, ocorrentes nas regiões subpleural, subepicardia e subconjuntival.
Para a verificação do tempo aproximado demorte em um cadáver parcialmente esqueletizado, torna-se dispensável: a dosagemde carbono 14 nos despojos.
Parte superior do formulário
sinal de Werkgaertner é:  desenho da boca e da alça de mira da arma sobre a pele.

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