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UNIDEZ FACULDADE ITANHAÉM - FAITA A LOGÍSTICA REVERSA: Como é aplicada a logística reversa nas agências dos Correios Itanhaém 2016 UNIDEZ FACULDADE ITANHAÉM - FAITA A LOGÍSTICA REVERSA: Como é aplicada a logística reversa nas agências dos Correios Trabalho apresentado no curso de tecnólogo em logística, como requisito parcial para atribuição de média na disciplina de Projeto Integrador I, ministrado pelo professor Jeorge Karwaski. Larissa Fresnedas Espírito Santo Michele Augusta Souza Thomaz Róger de Jesus Santana Itanhaém 2016 RESUMO A logística reversa é uma ferramenta estratégica de apoio que tende a diminuir os desperdícios, garantindo lucratividade seja a curto, médio ou longo prazo. O trabalho tem como objetivo apresentar a junção de conteúdos relacionados entre si de acordo com as matérias que foram estudadas no curso de tecnólogo em logística. Seu objetivo é estudar e apresentar o método reverso dos correios dentro da agência. Inicia-se por uma revisão bibliográfica da logística, aprofundando nos serviços dos correios. Palavras-chave: Logística reversa; Lucratividade; Correios. Metodologia Para a elaboração deste estudo, foi utilizado o método de pesquisa qualitativa, realizado por meio de livros e sítios eletrônicos. Segundo Kauark, Manhães e Medeiros (2010), a pesquisa qualitativa considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números. A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa qualitativa. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AC – Agência Própria AGF – Agência Fraqueada CC – Código Civil CDRs – Canais de Distribuição Reversos ECT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos IHP – Instrumento de Habilitação de Postagem SCM – Supply Chain Management INTRODUÇÃO A logística reversa é um assunto que está em alta e é cativante, devido à preocupação com os meios alternativos que podem ser empregados. Nos dias de hoje, as empresas fabricam produtos que ao serem descartados de maneira incorreta podem trazer sérios riscos ao meio ambiente. As empresas precisam ter responsabilidade do ciclo de vida dos seus produtos, para ter o melhor aproveitamento dos seus meios, evitando desperdícios e consequentemente agredindo menos o ambiente. A logística reversa tem contribuído para a construção do marketing verde, que conseguintemente tem fortalecido e valorizado a imagem institucional das empresas que a praticam. O mercado globalizado e altamente competitivo exige das empresas comportamento dinâmico, diante da grande competitividade, cooperação e inovação dentro do mercado. Em processo contínuo de mudanças exige maior flexibilidade operacional pela grande variedade de produtos fabricados e comercializados, sendo, desta forma, exigido alto desempenho de planejamento, operação e controle das cadeias de suprimentos para que produtos cheguem eficientemente ao mercado. O desenvolvimento sustentável é uma interessante ferramenta, desde que o mesmo seja usado sabiamente, acredita-se que devemos procurar entender as necessidades atuais sem comprometer as futuras, assim evitando comprometer as próximas gerações. Neste mesmo contexto, no trabalho é apresentado os serviços reversos dos correios na qual pode ser bem proveitosa nas agências. 1. LOGÍSTICA Segundo FILHO (2011, P.20) – “A logística pode ser definida como parte do processo de gestão da cadeia de suprimentos que objetiva planejar, implementar e controlar, de maneira eficiente e eficaz, o fluxo bidirecional físico e de informações, bem como o armazenamento de bens e serviços, da origem ao ponto de consumo sempre tendo em mente os objetivos da empresa e dos clientes”. O objetivo da logística é dispor do produto ou serviços corretamente, na quantidade certa, no lugar certo, no tempo certo, de acordo com as condições escolhidas pelo cliente ao menor custo possível. A cadeia de Suprimentos ou Supply Chain Management (SCM) é uma área importante na logística, que de modo geral busca integrar todo o sistema. Podendo ser definida como: “Um conjunto de atividades funcionais (transportes, controle de estoque, etc.) que se repetem inúmeras vezes ao longo do canal pelo qual matérias-primas vão sendo convertidas em produtos acabados, aos quais se agrega valor ao consumidor”. (BALLOU, 2006) “Uma rede de organizações conectadas e interdependentes, trabalhando conjuntamente, em regime de cooperação mútua, para controlar, gerenciar e aperfeiçoar o fluxo de matérias-primas e informações dos fornecedores para os clientes finais”. (Christopher, 2007, p.5) As atividades logísticas são divididas em duas partes sendo as atividades primárias e de apoio. As atividades primárias são essenciais na coordenação de funções logísticas, pois contribuem de forma significativa nos custos logísticos. Entre elas: Transporte – referem-se aos diversos métodos para movimentar produtos aos clientes, utilizando-se do modal rodoviário, ferroviário, dutoviário, aeroviário ou marítimo, de acordo com a necessidade do cliente, visando o perfil da empresa. Manutenção de estoques – envolve manter os níveis de estoque o mais baixo possível, dispondo de um controle eficiente sobre a previsão de vendas, dessa forma disponibilizando a quantidade desejada pelos clientes. Processamento de pedidos – movimentação de produtos e entrega de bens e serviços aos clientes. Apesar desse conjunto de atividades contribuírem em grande parte na disponibilidade e condição física de bens e serviços, é necessário que se tenha atividades adicionais para maior apoio: Armazenagem – administração do espaço, necessário para que os estoques se encontrem de forma organizada. Envolvem problemas a serem analisados como: localização, dimensão da área, arranjos físicos, configurações do armazém, sistema de gerenciamento e controle de estoque efetivo. Manuseio de Materiais – movimentação do produto no local de estocagem. Envolvendo inúmeros processos do sistema produtivo da cadeia de suprimentos, e precisa ser desenvolvida de maneira eficiente evitando gargalos entre os processos. Embalagens de proteção – seu objetivo é movimentar bens sem danificá-los; o tipo de transporte escolhido vai interferir no tipo de embalagem considerando suas características. Obtenção – é a atividade que disponibiliza o produto para o sistema logístico. Trata-se da seleção das fontes de suprimento, das quantidades a serem adquiridas, da programação das compras e da forma pela qual o produto é comprado. Programação de produtos – lida com a distribuição, bem como os fluxos de saída. Diz respeito às quantidades agregadas que devem ser produzidas e quando e onde devem ser fabricadas. Manutenção de Informação – um sistema de comunicação adequado é essencial para se ter um planejamento e controle logístico eficiente. 1.1. Logística Reversa A logística reversa é a área dentro da logística empresarial que trata dos aspectos de retorno ao ciclo produtivo de produtos, embalagens ou materiais, através dos canais de distribuição reversos. Ela é utilizada para atender às exigências comerciais, juntamente com as necessidades do mercado, apresentando questões ambientais, bem como também relacionadas à retirada de produtos defeituosos e/ou obsoletos do mercado. Rogers, Dale S. e Tibben-Lembke, Ronald S., apud RODRIGUES, Norberto et al. (1998), definem a logística reversa como: ”O processo de planejamento, implementação e controle do fluxo de matérias primas, estoque em processo e produtos acabados, e seu fluxo de informação, do ponto de consumo ao ponto de origem, com o objetivo de recapturar valor ou realizar um descarte adequado”. Suas atividades reversas são: coleta, acondicionamento, expedição de materiais ou produtos já utilizados, para que estes voltem para os fornecedores iniciais para quepossam ser reaproveitados em novas matérias-primas, ou produtos secundários, para que o mesmo possa ser revendido, reciclado, e quando não tendo mais utilidade, seja descartado corretamente. 2. MODAIS E TRANSPORTES Segundo BALLOU (2001): Mesmo com os avanços da tecnologia, o transporte é fundamental para que o processo logístico seja concluído. Os modais de transportes classificados no Brasil são três: o aquático, o aéreo e o terrestre. Esses três se dividem em cinco, sendo eles: o rodoviário, ferroviário, marítimo, aéreo e o dutoviário. A escolha do modal de transporte é determinada, através do seu destino final, onde podemos usar um ou mais modais. Os modais de transporte no Brasil podem ser feitos para transportar cargas ou pessoas, sedo que o único modal que só consegue transportar cargas é o dutoviário. Sabe-se que os modais servem para transporte nacional ou internacional. A escolha do modal pode influenciar muito para o cliente e para a empresa, pois seu custo pode ser alto ou baixo. Para melhor satisfação tanto do cliente quanto da empresa o modal de escolha da empresa deve ser de valor mais baixo e com curto prazo de entrega. O modal rodoviário no Brasil é o mais usado pelas empresas, pois com esse modal as empresas brasileiras conseguem transportar tanto dentro quanto fora do país. O modal rodoviário tem início com a necessidade de o homem transportar seus bens de um lugar para o outro, porém o transporte era feito através de animais tais como, cavalos, bois e até cachorros. O modal ferroviário no país é usado para o transporte de grandes quantidades de cargas e longa distância com um menor custo, e menor índice de roubo comparado ao modal rodoviário. O marítimo pode ser feito por mar, rios e lagos, este último não é muito utilizado no país devido a não existência de lagos navegáveis do mesmo. O aéreo é o mais rápido dos cinco modais existentes e é utilizado para o transporte de cargas que precisam ser entregues de forma rápida, que tenham um alto valor agregado e que sejam acondicionados em pequenos volumes. Este modal pode utilizar aeroportos de outros países, transporte internacional, ou do mesmo país sendo feito de forma nacional. O dutoviário é constituído por terminais, tubos, estações e juntas para a união deste. As mercadorias transportadas neste modal são: petróleo e seus derivados, álcool, gás natural, produtos químicos, minério de ferro, dióxido de carbono entre outros. O modal dutoviário também pode ser dividido em oleoduto (petróleo), minério duto (minério de ferro), gasoduto (gás natural), poli duto (dois minérios). As atividades entre modais são três: o transbordo, a intermodalidade e a multimodalidade. Quando essas atividades são usadas corretamente proporcionam a empresa uma melhor economia de dinheiro, um melhor atendimento ao seu cliente e assim uma nova compra. 2.1. Modais e a logística reversa Ballou (1993), define que o transporte é o elemento mais importante na atividade logística das empresas, pois ela absorve uma média de um a dois terços dos custos logísticos, sendo vital o planejamento para providenciar a movimentação e o modal mais adequado para transportar o produto ao cliente final. O transporte e a logística reversa estão associados na área da logística empresarial que planeja, opera e controla o fluxo e as informações logísticas relativas ao retorno dos bens de pós-venda e de pós-consumo ao ciclo de negócios ou ao ciclo produtivo, por meio dos canais de distribuição reversos, agregando-lhes valor de diversas naturezas: econômico, ecológico, de imagem corporativa. (LEITE, 2009) 3. CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO STERN et. Al. (1996, p.1) descreve que os canais de distribuição, “são o conjunto de organizações interdependentes envolvidas no processo de tornar o produto ou serviço disponível para uso ou consumo.” Bem, um canal de distribuição nada mais é que um ou mais indivíduos e/ou empresas que fazem parte dos fluxos de serviços ou de produtos desde o remetente até o usuário ou cliente final. O canal de distribuição está ligado diretamente com as entregas ou transferências de serviços ou produtos. Durante o processo de distribuição de mercadorias, desde o remetente (fabricante) até o cliente final na cadeia de suprimentos pode acontecer diversas situações, onde serão formados canais típicos de comercialização. Entre elas as principais situações são: Quando o próprio fabricante é quem leva as mercadorias até as lojas varejistas; Quando o fabricante estoca mercadorias em seus próprios depósitos ou CDs, e a partir dai levando as mercadorias até as lojas varejistas; Quando o fabricante estoca mercadorias no CD do próprio varejista, a partir dai abastecendo as lojas; Quando o fabricante estoca mercadorias no deposito dos atacadistas ou distribuidores, sendo que a partir dai abastecendo as lojas; Quando o fabricante distribui suas mercadorias em CD de um operador logístico, que futuramente serão entregues a lojas varejistas; Quando o próprio fabricante é quem entrega a mercadoria diretamente ao cliente final. 3.1. Formas de Canais de Distribuição Segundo o site Academia, existem duas principais formas de canais de distribuição: Diretamente – ocorre quando a entrega do produto ou serviço é feito pela empresa (remetente) até o usuário ou cliente final, ou seja, não se tem a utilização de um intermediário. Sendo assim, a responsabilidade fica toda por conta da empresa, diminuindo os custos. Indiretamente – ocorre quando a empresa tem um contrato com um intermediário (varejista, atacadista, distribuidor, entre outros), onde este tem a responsabilidade de fazer a entrega do produto ao cliente final. 3.2. Vantagens e Desvantagens “A vantagem competitiva de uma empresa pode estar na forma de distribuir, na maneira com que faz o produto chegar rapidamente à gôndola, na qualidade do seu transporte e na eficiência de entrega de um material a um fabricante” (BERTAGLIA, 2010). A utilização do canal de distribuição direto tem como algumas vantagens: Ter uma maior aproximação com cliente, assim sabendo se ele está satisfeito com os seus serviços ou não; A diminuição de valores a serem agregados durante o processo de distribuição, com isso o preço fica mais acessível para o cliente final; É uma forma de saber exatamente tudo o que está ocorrendo durante o processo de distribuição. E algumas desvantagens de se utilizar o canal de distribuição direta: É necessário um grande investimento com a instalação do canal; Por esse tipo de canal o número de clientes é pequeno; Exige uma maior atenção da empresa, sendo melhor vender em poucas quantias de mercadoria, mas para um número maior de clientes. A utilização do canal de distribuição indireto tem como algumas vantagens: Consegue atingir um número maior de clientes; Os intermediários são necessários para estocar mercadorias; Se vende para um menor número de clientes, só que em maior quantidade de mercadoria. E algumas desvantagens de se utilizar o canal de distribuição indireta: A empresa não tem um controle do que se passa no processo de distribuição da sua mercadoria; Nesse processo de distribuição os intermediários agregam ao preço final do produto sua margem de lucro, fazendo com que o preço não fique muito acessível a determinados clientes; O dono da empresa não uma certa aproximação do cliente, sendo assim muitas das vezes não chega a ele a opinião do cliente final sobre o seu produto. 3.3. Canais de distribuição e a logística reversa “CDRs são as etapas, formas e meios em que uma parcela dos produtos comercializados, com pouco uso após a venda, com ciclo de vida ampliado ou depois de extinta a sua vida útil, retorna ao ciclo produtivo ou de negócios, podendo assim agregar valor através de seu reaproveitamento” (Leite, 2003). Os CDRs (canais de distribuição reversos) resume-se em todas as etapas ou um meio de retorno de uma parte das mercadorias (seja por defeitos de fabricação; o vencimento do prazo de validade; o encerramento da vida útil; e areciclagem das embalagens) ou correspondências; aos processos produtivos da empresa. A implantação desse canais trazem uma series de vantagens competitiva para as empresas, pois elas passarão a imagem de que se preocupam com a sustentabilidade e com o bem estar de seus clientes. Os CDRs são classificadas em dois tipos: CDR no Pós-Consumo: ocorre quando os produtos já foram obtidos e descartados pelo consumidor final, seja porque a vida útil da mercadoria chegou ao fim, quando o valor a ser pago pelo conserto não compensa, ou também quando o produto não é mais adequado para os serviços do consumidor. E nesses canais o produto pode ser tanto reciclagem quanto de reuso. CDR no Pós-Venda: ocorre quando há o retorno das mercadorias aos centros de negócios e produtivos. Sendo que pode ser devolvido pelo cliente final ou até mesmo pela própria rede de distribuição. Esses produtos normalmente tem pouco tempo de uso ou nem chegam a ser usados. E retornam normalmente através de acordos comercias, seja por erros de pedidos; por um mau funcionamento; quando tem defeitos de fabricação; por meio da garantia; ou também por causa de problemas que pode ter ocorrido na hora do transporte. E o principal objetivo da Logística Reversa de pós-venda é colocar novamente a mercadoria na cadeia produtiva. 4. MATEMÁTICA APLICADA A matemática pode ser considerada como uma ciência do raciocínio abstrato e lógico. Podendo também ser considerada como uma ciência formal que consiste em: axiomas (verdades inquestionáveis/princípios); teoremas; corolário (ideia resultante de uma verdade); postulado (sentença que não é demonstrada/ provada); entre outros, tendo como finalidade chegar a conclusões práticas e teóricas. A matemática pode ser dividida como pura e aplicada. Onde segundo o professor Marco Aurélio Cabral, do Instituto de Matemática da UFRJ: “Na matemática pura a motivação principal é estética. Quando se desenvolve uma teoria o foco é em se obter definições e teoremas simples, que englobem casos gerais." "Já a matemática aplicada foca nas aplicações. Além das tradicionais em física e engenharia, hoje em dia, tem sido cada vez mais importante as aplicações em economia, incluindo finanças, e biologia, incluindo bioinformática.” Sendo assim, a matemática pura é a parte mais teórica e a matemática aplicada a parte mais prática. 4.1. Para que serve? A matemática serve como um meio de resolver diversos problemas em várias áreas da Ciência. E também faz com que estudantes e matemáticos adquirem uma maior capacidade intelectual, ou seja, adquire um melhor desenvolvimento de certas habilidades. 4.1.1. Onde a matemática está presente? “O cotidiano está impregnado dos saberes e fazeres próprios da cultura. A todo instante, os indivíduos estão comparando, classificando, quantificando, medindo, explicando, generalizando, inferindo e, de algum modo, avaliando, usando os instrumentos materiais e intelectuais que são próprios à sua cultura”. (D’Ambrósio, 2002, p.22) Ou seja, a matemática está presente em diversas atividades feitas em nosso dia a dia, mas muitas vezes não percebemos simplesmente porque não a associamos a algo que estamos fazendo. Exemplo: O simples ato de ir a um mercado fazer uma compra você já está utilizando a matemática, pois será necessário saber a quantidade de uma certa mercadoria que irá ser levada e quanto irá custar. 4.2. Matemática Aplicada a Logística Reversa Bem, ultimamente são estudados na literatura com a dedicação da Pesquisa Operacional à Logística Reversa com intuito de desenvolver modelos matemáticos que melhore os processos logísticos quando se usar a Logística Reversa nos canais específicos. Sendo que esses modelos matemáticos são um meio de expressar as relações entre entidades e/ou variáveis ou operações; predições e parâmetros. Onde são utilizados para observar o comportamento dos processos complexos. E na matemática propriamente dita, se considera como um modelo matemático um conjunto onde se tem relações unárias, binárias e ternárias, e onde se permite executar afirmações vindas de um conjunto de princípios (axiomas) da teoria. A logística reversa pode ser vista como uma gestão estratégica de uma certa empresa onde se apresenta estratégias para realizar programas e também para agregá-la em certas cadeias de suprimentos. Um modelo conceitual (um sistema de gerenciamento genérico por indicadores utilizado na logística reversa) pode ser aplicado a empresas podendo ser de qualquer ramo, sendo assim necessários alguns investimentos com adaptações para as especialidades de cada empresa. 5. CONTABILIDADE APLICADA A contabilidade teve sua origem por meio do comercio e da necessidade de negociar. A ação de troca e venda dos bens necessitavam de um acompanhamento por conta das suas variedades, além de servir como uma ferramenta de analise a partir do momento em que a transação era realizada. As trocas e venda de bens e/ou serviços eram seguidos de simples relatórios sobre o fato em si. Segundo a CVM (1986): “A Contabilidade é uma ciência nitidamente social quanto às suas finalidades (...), pois, em última análise, através de suas avaliações do progresso das entidades, propicia um melhor conhecimento das configurações de rentabilidade e financeiras, e, indiretamente, auxilia os acionistas, os tomadores de decisões, os investidores a aumentar a riqueza da entidade”. “A contabilidade, além de gerar informações, permite explicar os fenômenos patrimoniais, construir modelos de prosperidade, efetuar análises, controlar e também serve para prever e projetar exercícios seguintes, entre tantas outras funções”. (OLIVEIRA, MÜLLER e NAKAMURA, 2000). 5.1. Contabilidade Aplicada a Logística Reversa Contabilidade aplicada à logística é algo bem relativo, mesmo porque a logística abrange varias áreas, no entanto é preciso que se tenha uma atenção especial, para que se possa identificar todos os custos envolvidos diretamente ou não a cadeia de suprimentos a fim de reduzi-los de forma que não comprometa a qualidade dos produtos ou serviços. A contabilidade nesses últimos tempos tem deixado de ser uma obrigatoriedade e vem se tornando uma necessidade, pois o bom uso desse meio sem sombra de dúvidas, proporcionará um sucesso maior ao gestor. Assim como a logística reversa necessita de um bom planejamento e gerenciamento, com a contabilidade não é diferente. Essa ciência contábil tem como objeto o patrimônio, logo não se pode exercer suas devidas atividades ligadas ao gerenciamento, sem que o indivíduo tenha algum conhecimento ou domínio da contabilidade. Além disso se o gestor não tiver conhecimento do patrimônio que compõe a empresa, o processo de tomada de decisão pode ser bem arriscado, uma vez que existe uma ciência que evitaria esse risco. 6. DIREITO Segundo FIUZA (1999): “A palavra direito vem do latim directum, que significa aquilo que é reto. Directum, por sua vez, vem do particípio passado do verbo dirigere que significa dirigir, alinhar”. [...] “A semântica procura definir direito por seus vários sentidos. Assim, primeiramente, a palavra significa aquilo que é reto; em segundo lugar, aquilo que é conforme às leis; em terceiro lugar, conjunto de leis; em quarto, a ciência que estuda as leis; em quinto, a faculdade, o poder de cada indivíduo de exigir o que é seu”. O direito de modo geral é classificado como um conjunto de normas obrigatórias, necessárias á vida em sociedade, devido a imposisão de limites estabelecidos a conduta de cada um de seus membros. Essa ciência jurídica encontra-se presente perante a vida civil, estando ligada diretamento na economia e nas atividades logística. 6.1. O Direito e a Logística O gestor logístico pode usar o direito como uma ferramenta de apoio nas tomadas de decisões, respeitando suas limitações. Um exemplo comum disso são os contratos de parcerias e interesses. 6.1.1. Direito Contratual Segundo o professor Eduardo Hoffmann: “O contrato como instrumento de circulação de riquezas é o acordo de duasou mais vontades, na conformidade da ordem jurídica, destinado a estabelecer uma regulamentação de interesses entre as partes, com o escopo de adquirir, modificar ou extinguir relações de natureza patrimonial”. De acordo com o artigo 104 do Código Civil de 2002, o contrato de um negócio jurídico requer: agente capaz, objetivo lícito possível, determinado ou determinável, e forma prescrita ou não defesa em lei. 6.1.2. Proposta A proposta é uma declaração unilateral de vontade, dirigida de uma pessoa à outra (com quem pretende fechar contrato), possuindo força vinculada, quando o mesmo propõe seus interesses e a outra parte aceita. (CC, Arts.427 e 428) A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores. (CC, Art.31) As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor. (CC, Art.47) 6.1.3. Aceitação Trata-se da manifestação da vontade, expressa ou tácita, da parte do destinatário de uma proposta, feita dentro do prazo, aderindo a esta em todos os seus termos, tornando o contrato definitivamente concluído, desde que chegue oportunamente ao conhecimento do ofertante. (HOFFMANN) 6.1.4.Tipos de contratos Existem vários tipos de contratos, entre eles: Contratos unilaterais: só uma das partes assume as obrigações, como no caso do contrato gratuito, é feito uma doação sem exigir nada em troca. Contratos bilaterais: é quando ambos possuem direitos e obrigações. Exemplo: compra e venda – onde o comprador tem direito do bem, desde que pague por ele; o vendedor tem o direito de receber por isso, desde que cumpra sua parte, entregando o bem. Contratos onerosos: vantagens para ambas partes. Contratos gratuitos: sobrecarrega somente uma das partes, enquanto a outra tem uma certa vantagem, sem qualquer bijuja. Contratos comutativos: são aqueles contratos, cujos contratantes além de receber as prestações apresentam uma relativa equivalência; qualquer dos contratantes podem rever suas ofertas.(RODRIGUES, Silvio; 2003). Exemplo: compra e venda – o objeto equivale ao preço pago. Contratos aleatórios: quando a prestação de uma ou das duas partes incidi em uma incerteza. Exemplo: cartelas de loteria (mega-sena, quina). Contratos paritários: igualdade perante os interesses de ambos os lados. Contratos por adesão: a vontade de uma das partes, resultado na aceitação da proposta. Exemplo: fornecimento de água (SABESP), a pessoa é obrigada a pagar todo mês pelo consumo do mesmo. 6.2. O Direito e a Logítica Reversa Diante do mundo competitivo e das crescentes exigências no mercado, as empresas buscam se diferenciar de seus concorrentes, pois por menor que seja essa diferença, ela alcança um diferente grau que pode ser essencial para o seu crescimento. PORTER apud RODRIGUES et al. (1989, p.31), afirma que: “A vantagem competitiva não pode ser compreendida observando-se a empresa como um todo. Ela tem sua origem nas inúmeras atividades distintas que uma empresa executa no projeto, na produção, no marketing, na entrega e no suporte ao seu produto. Cada uma destas atividades pode contribuir para a posição dos custos relativos de uma empresa, além de criar uma base para diferenciação.” “Assim sendo, se a logística tradicional está relacionada a fazer com que os produtos cheguem ao consumidor com o máximo de eficiência e ao menor custo possível, por sua vez a logística reversa tem como objetivo principal fazer com que as devoluções (tanto do processo de fabricação quanto do cliente) e os resíduos reaproveitáveis e recicláveis retornem à sua origem de modo eficiente e com baixo custo, de forma a serem reindustrializados, remanufaturados ou reciclados sob as mais diversas formas. Portanto, quanto mais as empresas investirem em logística reversa, mais o processo de reciclagem se tornará viável economicamente e agregando valor ao negócio principal da empresa”. (RODRIGUES, Norberto et al.) Ganhos financeiros são apenas um dos benefícios que a logística reversa pode proporcionar. Contam-se também os ganhos à imagem institucional da empresa por adotar uma postura ecologicamente correta, atraindo a atenção e preferência não só de clientes, mas dos consumidores finais. 7. CORREIOS ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) ou somente correios, nada mais é que uma empresa pública federal na qual fica responsável pelo andamento dos processos de envio e de entrega de correspondências por todo o Brasil. Tem sua origem no Brasil em 1663, e a partir daí vem se modernizando, disponibilizando e criando serviços novos para um melhor atendimento aos seus clientes, por exemplo, os serviços prestados pelo SEDEX (serviço de encomendas expressas), sendo ele quem lidera a área de encomendas expressas no Brasil sendo assim um dos principais produtos da empresa. 7.1. A Logística Reversa aplicada aos correios "O desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que encontra as necessidades atuais sem comprometer a habilidade das futuras gerações de atender suas próprias necessidades." (Trecho do relatório Nosso Futuro Comum, da Organização das Nações Unidas – ONU). Os correios têm uma grande preocupação com o futuro e por esse motivo já realizam grandes esforços se baseando no tripé da sustentabilidade, ou seja, a sustentabilidade se divide em três ramos, sendo eles: econômico, social e ambiental. A logística reversa nas agências dos correios é aplicada no serviço de entrega de documentos e mercadorias em devolução, sem peso ao remetente, para serem entregues exclusivamente no endereço indicado pelo cliente, podendo ser uma localidade diferente do endereço de onde se situa. 7.1.1. Procedimento de contratação Segundo o site dos correios, o serviço de logística reversa pode ser solicitado pelo próprio site, desde que a pessoa tenha uma conta, mediante login e senha o indivíduo poderá ter acesso exclusivo. Quando solicitado, no ato deve ser selecionado a opção desejada, estando disponíveis os serviços SEDEX, PAC e e-SEDEX, desde que os pontos de localidade de origem e destino estejam habilitadas. O cliente poderá também autorizar ou não a utilização de serviços e produtos adicionais como, por exemplo, o uso de embalagens pelo remetente. Nesse mesmo ambiente, o cliente pode acompanhar as informações de forma detalhada das coletas e postagens, por meio de relatórios. O mesmo permiti a postagem em agência. 7.1.2. Preço O custo a ser pago pelo serviço prestado será de acordo com a soma dos seguintes itens: Serviço reverso; Serviços e/ou produtos adicionais, quando solicitados. 7.1.3. Entrega O prazo de entrega vai variar de acordo com a localização da remessa, podendo ser consultado no próprio site dos correios, pelo rastreamento de encomenda através de um código que é fornecido após a realização da contratação. 7.1.4. Modalidades Deverão ser observadas e escolhidas com calma e atenção todas as condições de aceitação dos objetos constantes no site dos Correios, referente ao peso, dimensões, formato, natureza do conteúdo, acondicionamento, embalagem, endereçamento e franqueamento. São disponíveis as seguintes modalidades reversa: Logística Reversa Domiciliar – É a coleta domiciliar do produto retorno, realizado no endereço do consumidor final. Logística Reversa Simultânea Domiciliar – Consiste na coleta domiciliar, dispondo um produto substituto enquanto o outro é levado para troca ou concerto, aguardando retorno, realizada no endereço do consumidor final. Logística Reversa em Agência (e-ticket) – Essa modalidade pode ser realizada em AC ou AGF dos Correios, estando disponível em todo o estado Brasileiro, consiste na postagem do produto de retorno, mediante apresentação de um código de Autorização de Postagem (e-ticket) ou do Instrumento de Habilitaçãode Postagem (IHP). Logística Reversa Simultânea em Agência – Realizado em AC, consiste na postagem do produto de retorno simultaneamente à entrega do produto substituto. A ECT efetua somente a conferência do objeto de retorno quando da contratação do serviço adicional de Preenchimento de Checklist, atualmente disponível para os segmentos de telefonia móvel e de eletrônicos. Quanto à contratação do serviço adicional de Preenchimento de Checklist, é obrigatória a apresentação da cópia da nota ou cupom fiscal por parte do remetente, o documento acompanhará o objeto de retorno. 8. CONCLUSÃO Em virtude do que foi apresentado entende-se que a logística reversa ainda não é muito utilizada como uma ferramenta estratégica no mercado. No entanto, nos últimos anos percebe-se que as empresas tem se preocupado mais com os meios alternativos. Conclui-se que a logística reversa é um método eficiente quando o objetivo é diminuir os desperdícios, aumentando sua lucratividade de modo que o mesmo agregue valor ao produto, adquirindo uma postura ecologicamente correta a imagem da empresa, oferecendo aos clientes tranquilidade diante de um processo reverso organizado. REFERÊNCIAS BALLOU, Ronald H. Logística Empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física.1º ed.São Paulo: Atlas, 1993. FIUZA, César. Direito Civil: curso completo. 2º ed. Belo Horizonte: Revista, atualizada e ampliada;1999. SLIDESHARE. Introdução Logística. 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