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GERENCIAMENTO DA CADEIA DE DISTRIBUIÇÃO Me. Fagner Severo GUIA DA DISCIPLINA 1 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 1. INTRODUÇÃO À DISTRIBUIÇÃO Objetivo: Destacar a relevância da distribuição de mercadorias para o cliente final e a logística. Introdução: A distribuição é uma vertente logística e se caracteriza em atividades como: estocagem e escoamento de mercadorias, enfatizando principalmente os aspectos operacionais e estratégicos de cada operação, objetivando fazer com que o produto chegue ao cliente no local e no prazo correto, ao menor custo possível. Dessa forma, a distribuição é parte essencial das operações logísticas e para que essas ações sejam bem-sucedidas, é preciso que haja engajamento dos profissionais e gestores, diante da necessidade de observação dos objetivos e princípios, como forma de garantir uma boa distribuição dos itens negociados. Assim, torna-se essencial entender como as organizações contemporâneas compreendem e adaptam seus objetivos aos serviços empresariais que oferecem e à relação destes com a logística. Vamos entender o que é distribuição? 1.1 Distribuição Distribuição é o processo de alocar e transportar produtos para vários locais. Também pode ser classificada como a parte da cadeia de abastecimento responsável pela movimentação de produtos entre clientes e fornecedores (SHIGUNOV NETO e GOMES, 2016). Diante das ponderações dos autores, compreende-se que a distribuição assume papel relevante nas operações logísticas, em especial, naquelas que se relacionam com o atendimento ao consumidor, uma vez que se apresenta como a parte da logística que mais se aproxima do cliente. 2 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Essa proximidade das organizações com o cliente se torna essencial no mundo globalizado, uma vez que essa relação auxilia em larga escala, em oportunidade da formação de opinião sobre as prestações de serviços e as decisões comerciais que se atrelam à essas escolhas. Logo, a logística de distribuição exige planejamentos claros, estratégias inteligentes, total atenção aos procedimentos, zelo e constante busca pela satisfação dos clientes. Consequentemente, a logística de distribuição se torna um procedimento singular quando se trata da gestão das mercadorias, enfatizando cada uma das etapas dos processos, que vão desde a saída dos itens das fábricas, passando pelas montagens, até finalmente chegarem aos consumidores finais. Brasil e Pansonato (2018) destacam que a distribuição se responsabiliza pela realização e interligação entre os processos das empresas envolvidas, de forma harmônica, fundamental para atendimento ao cliente final. Esse proceder compreende também atividades como movimentação, transporte e controle e se responsabiliza pela manutenção íntegra das características dos produtos armazenados e distribuídos. 1.2 Objetivos da Distribuição A distribuição é uma atividade logística, dessa forma, seus objetivos também precisam estar em sintonia com o que é promulgado por esse processo de planejamento e execução. Portanto, Brasil e Pansonato (2018) informam quais são os objetivos gerais da distribuição: Atender a necessidade dos clientes Esse atendimento deve contemplar os clientes internos (abastecimento das linhas de produção) e os externos (cliente final, consumidor), relacionando as expectativas desses clientes no que se refere a tempo, custo, local de entrega e manutenção das características dos produtos. Estar presente e disponível aos clientes Estar presente em diferentes áreas relaciona-se com o conceito de Market Share, definido pelo Marketing e 3 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância operacionalizado pela distribuição. Assim, quanto maior for a presença da empresa no mercado em questão, maior valor ela possui em relação aos concorrentes e maior será a probabilidade de ela se tornar líder de mercado. Garantir nível de serviço aos clientes Disponibilizar o produto correto, no local correto, no prazo correto e ao menor custo possível para a empresa são exigências que determinam a eficácia da logística. Quando elas são atendidas, o comprador fica satisfeito e o nível de serviço é atendido. Intensificar potencial de comercialização Essa ação está diretamente ligada com os canais de distribuição. É por meio da boa localização e do abastecimento adequado dos canais de distribuição que se torna possível explorar ao máximo cada ponto de comercialização. Assim, cada um desses pontos deve ser utilizado em sua plenitude de forma a maximizar os resultados. Alimentar o fluxo de informações A rastreabilidade da distribuição é um dos pontos com maior relevância para o cliente final e a empresa. O cliente final passa a ter informações sobre seu produto e a previsão de entrega, enquanto a empresa, em posse dessas informações, acompanha a execução do serviço e pode interferir caso algo fora do previsto aconteça. Para que essa rastreabilidade seja possível, é fundamental que as informações lançadas no sistema sejam confiáveis, precisas e com divulgação em tempo real. Otimizar recursos para redução de custos Para reduzir os custos operacionais é fundamental que o produto (características, vulnerabilidade, fragilidade etc.) e o cliente (suas expectativas) sejam bem conhecidos. Market Share é a fatia de mercado que uma empresa, produto ou serviço possui, dentro de um determinado período de tempo. Ele é calculado a partir do total das vendas daquele segmento (DICIONÁRIO FINANCEIRO, 2021, ON LINE). 4 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 1.3 Princípios da Distribuição Os princípios da distribuição são temáticas que precisam ser abordadas nessa etapa da sua aprendizagem. Nesse contexto, atente para as ponderações de Brasil e Pansonato (2018) quando destacam os seguintes princípios: Princípio norteador e sem ele, as atividades se tornam desordenadas. Divide-se em duas possibilidades, o controle da atividade atual e manutenção do histórico e ambas estão relacionadas ao gerenciamento de informações e precisam ser confiáveis. Podem ser implantadas em dois momentos: no processo e na diferenciação. As melhorias de processos estão diretamente relacionadas à análise do histórico, que identifica os pontos a serem aprimorados. As melhorias de diferenciação estão relacionadas às atividades que podem ser realizadas pela distribuição e que agregam valor ao produto. Planejar, controlar e implantar melhorias são princípios que norteiam a distribuição, logo, precisam ser constantemente observados, buscados e implantados, como forma de assegurar boas operações e a satisfação dos clientes. 1.4 Distribuição e Atividades Logísticas Conforme você já viu, a distribuição é parte integrante das operações logísticas, por intermédio da ação de movimentar um determinado produto para que este chegue ao freguês. Todavia, é preciso destacar que esse cliente nem sempre é o consumidor final, mas em alguns casos, quem assume essa função são os distribuidores, os atacadistas e/ou varejistas que são em sua grande maioria os principais responsáveis por comercializar os produtos. Nesse sentido, a logística de distribuição se apresenta como uma atividade que merece atenção e investimentos por parte da gestão. Essas ações são necessárias para que a logística seja beneficiada por meio de planejamentos e controles operacionais que irão impactar diretamente na rentabilidade da organização. Planejamento: Controle: Melhorias: 5 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília- Educação a Distância Em vista disso, para que a distribuição logística seja um modelo de desenvolvimento nas organizações, algumas ações precisam de atenção dobrada, como é o caso da: gestão das frotas e controle de fretes, checagem das cargas e estoques, roteirizações vantajosas e acompanhamento constantes dos indicadores de desempenho da organização. A logística de distribuição relaciona-se diretamente com a disponibilidade das quantidades corretas de mercadorias, nos locais certos e nos momentos exatos, como forma de promover a satisfação do cliente final. Para que essas ações sejam bem-sucedidas, é preciso que haja a criação de um planejamento detalhado e bem estruturado, capaz de assegurar um bom retorno sobre cada empreitada e investimento. 6 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 2. CADEIA DE SUPRIMENTOS E DISTRIBUIÇÃO Objetivo Definir o Supply Chain Management e destacar como essa ferramenta pode auxiliar na determinação das condições de competitividade e de estratégias empresariais. Introdução Adquirir um produto na atualidade é uma tarefa relativamente simples, pois exige poucos esforços e depende basicamente da participação de alguém que ofereça algo e de outro indivíduo que tenha interesse nessa obtenção. Todavia, o que pouco se põe em consideração são os diferentes agentes, as etapas e os processos necessários para que esse produto chegue ao cliente final. Partindo dessa prerrogativa, muitas etapas são fundamentais desde o momento em que uma matéria-prima é produzida até a ocasião em que esta, se transforma em um bem pronto a ser comercializado. Dessa forma, a gestão dessas etapas, denominada Supply Chain Management, ou gestão da cadeia de suprimentos, se faz necessária para que os objetivos propostos sejam alcançados de forma exitosa. Esse formato de gestão se tornou notório nas últimas décadas e passou a ser destaque nas empresas modernas, que voltaram suas atenções para a eficiência e manutenção das demandas do consumidor e para uma melhor relação entre os diferentes integrantes dessa cadeia, como: indústria, fornecedores, parceiros, varejistas e clientes finais. Nessa perspectiva da aplicabilidade do Supply Chain, convém destacar a necessidade do uso de tecnologias que sejam eficientes no auxílio das muitas operações, que agilizem os processos e que permitam as empresas conhecerem os detalhes de cada etapa operacional. Mediante essas ponderações iniciais e diante da relevância da abordagem dessa temática para o cenário empresarial contemporâneo, em oportunidade da sua aprendizagem, você poderá aprofundar seus conhecimentos e ainda compreender como o Supply Chain Management se relaciona com a logística tradicional. 7 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 2.1. O Supply Chain Management (SCM) O Supply Chain Management, também conhecido como cadeia de suprimentos, engloba todos os estágios envolvidos, direta ou indiretamente, no atendimento dos pedidos de clientes e não inclui apenas fabricantes e fornecedores, mas também, transportadoras, depósitos, varejistas e os próprios clientes (CHOPRA e MEINDL, 2003). Martins (2019) reforça que o Supply Chain compreende a união entre diversos intervenientes em sequência, em um processo de gestão de relacionamentos, de informações e de fluxos de materiais para entregar valor ao cliente final, referindo-se à elaboração e à implementação de práticas gerenciais avançadas e à perseguição ao modelo de gestão integrada nas relações entre funções e empresas. A esse respeito, Campos (2012) chama a atenção para algumas ações que devem ser consideradas pelos envolvidos que buscam uma SCM bem definida, organizada e estruturada, conforme apresenta-se na sequência: Nesse sentido, torna-se relevante observar também as ponderações de Seleme e De Paula (2019) quando asseguram que uma cadeia de suprimentos se constitui numa ferramenta que se estende para além das fronteiras organizacionais, haja vista sua necessidade de vincular-se aos interesses dos clientes e a todas as operações que permitam atendimentos eficazes. ✓ Correto gerenciamento de compras, materiais e logística; ✓ Entendimento sobre atividades de aquisição, armazenagem, processamento e movimentação de materiais; ✓ Conhecimento sobre negócios internacionais e transporte, fornecimento global e localização; ✓ Atendimento às necessidades dos clientes em um ambiente globalizado. 8 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Uma cadeia de suprimentos se revela como um sistema cujo objetivo principal consiste em administrar de forma integrada, o fluxo total dos canais de distribuição, que vai desde o primeiro fornecedor, até o último elemento que compõem essa cadeia (CAMPOS, 2012). Ainda nessa vertente, Chopra e Meindl (2003) reforçam que uma cadeia de suprimentos deve ser dinâmica e precisa constantemente envolver um fluxo de informações, produtos e dinheiro, entre diferentes estágios, ocorrendo de cada um desses estágios executar diferentes processos e interagir com outros estágios dessa cadeia. A esse respeito, Robles (2016) reforça que a administração da cadeia de suprimentos compreende diferentes atividades dentre as quais destacam-se: Assim, é possível compreender que uma cadeia de suprimentos se refere diretamente a uma rede de negócios que se interliga, unificando e abrangendo toda a operação de uma empresa, desde o armazenamento de matérias-primas até a entrega do produto ao consumidor final. 2.2. Origem e Evolução do Supply Chain Management (SCM) O Supply Chain Management surgiu do aperfeiçoamento da logística, que buscando atender fornecedores, empresas e clientes, de maneira sistêmica e integrada, aperfeiçoou a cadeia de suprimentos (BITENCOURT et. al., 2015). ✓ Negociação com fornecedores e compras; ✓ Transporte, recebimento e armazenagem de materiais; ✓ Produção, manutenção, instalações e equipamentos; ✓ Armazenagem, expedição e transporte do produto; ✓ Negociação com clientes, diretrizes de marketing e vendas; ✓ Processamento das compras, vendas e análise de crédito; ✓ Assistência técnica e pós-venda; ✓ Contas a pagar e a receber. 9 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância O conceito de cadeia de suprimentos surgiu com a evolução da logística integrada, concebida em 1960 (PONTES e ALBERTIN, 2017). Entretanto, Carneiro e Araújo (2003) informam que essa definição só passou a ser notória no cenário das negociações, no início dos anos 1990. Paralelo a esse período, alguns fatos marcaram o cenário das negociações. Sobretudo, a abertura da economia e a globalização foram alguns desses muitos acontecimentos, que diretamente passaram a influenciar e impactar as atividades empresariais em diferentes setores, favorecendo, inclusive, as ações de compra e venda em níveis globais, além da distribuição de produtos entre países (ROBLES, 2016). A globalização e seus processos promoveram também o acirramento dos mercados, exigindo das empresas uma postura que se voltasse para a necessidade de diversificar e inovar suas ofertas, em especial, por intermédio de estratégias de marketing, reformulações de processos e qualidade (MARTINS, 2019). Outro fator decisivo para essa evolução é destacado por Szabo (2015) quando informa que em ocasião da abertura dos mercados internacionais, muitos países enxergaram oportunidades únicas de alavancar e tornar conhecidas suas produções, melhorando e consolidando de forma significativa suas economias. 2.3. Elementos do Supply Chain Management (SCM) É fundamentalo estabelecimento de conexões e movimentações que possam caracterizar uma cadeia de suprimentos, por essa razão, Campos (2012) elenca quais são os elementos que compõem o Supply Chain. É a pessoa que decide por adquirir um produto oferecido no mercado, por uma empresa e, que consequentemente, provoca uma cadeia de eventos. Essa personagem é o ponto de partida de todo o processo. Cliente 10 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Mediante a realização de um pedido por um cliente, diferentes áreas de uma empresa passam a atuar para o estabelecimento de um plano capaz de elaborar e executar a produção dos itens solicitados na etapa anterior. Baseando-se numa lista de insumos pré- estabelecida, mediante ao que foi solicitado, o departamento de compras emite autorizações para seleção de fornecedores para os itens que deverão ser entregues no local de manufatura e na data combinada. Quando os materiais são entregues pelos fornecedores, surge a necessidade de verificar: padrões técnicos, quantidades, qualidade, e a tolerância de medidas. Posteriormente esses itens são destinados ao armazém/depósito. Nessa etapa do processo, ocorre o deslocamento dos insumos do estoque para as áreas de produção, objetivando atender às solicitações dos clientes. É importante ressaltar que, após as operações de produção e testes, esses novos itens geralmente são destinados para o estoque de produtos confeccionados, até que sejam destinados aos clientes. Essa é a fase final do processo, em que os lotes de produtos acabados chegam aos armazéns/depósitos para que os responsáveis pelas entregas determinem o método mais eficiente e eficaz para o embarque desses produtos rumo ao cliente. Ao transportador cabe respeitar o que foi estabelecido com o cliente, em relação as datas e horários estabelecidos. Frente ao exposto, Chopra e Meindl (2003) chamam a atenção para o protagonismo do cliente nesse ciclo, quando enfatizam que nessas operações, o consumidor se torna o representante real do fluxo de caixa positivo na operação e o detentor de uma fonte de receita na cadeia de suprimentos. Planejamento Compras Inventário Produção Transporte 11 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 2.4. Estrutura do Supply Chain Management (SCM) Talamini et al., (2005) destacam que a estrutura de uma cadeia de suprimentos é composta por todas as empresas que, de alguma forma, participam do processo produtivo, e a dimensão dessa operação passa a ser definida pela quantidade de membros e pela complexidade que cada processo exige. Nesse contexto, Cooper et al., (1997) informam que uma cadeia de suprimentos é composta por membros que se dividem em duas categorias distintas: Membros Primários: Empresas ou unidades de negócios que agregam valor ao longo da cadeia de determinado produto e/ou serviço; Membros de Apoio: São as empresas que fornecem recursos e conhecimento dando suporte aos membros primários da cadeia de suprimentos, sem, contudo, participar diretamente do processo de agregação de valor. Assim, cada empresa que constitui uma cadeia de suprimentos, além de pertencer a outras, possui sua própria forma de gerenciar essas operações, ocorrendo, inclusive, de cada uma dessas cadeias apresentar uma dimensão estrutural específica (TALAMINI et al., 2005). 2.5. Objetivos do Supply Chain Management (SCM) Cada estágio de uma cadeia de suprimentos está conectado pelo fluxo de produtos, informações e fundos (CHOPRA e MEINDL, 2016). Assim, a função desses sistemas baseia-se na coordenação das funções do gerenciamento do fluxo de materiais e informações, que engloba todas as atividades, desde o recebimento dos pedidos de vendas até a entrega destes, aos clientes (SZABO, 2015). O principal objetivo de uma cadeia de suprimentos deve ser a maximização do valor geral produzido, ao passo em que esse valor deve representar a diferença entre o que o produto final vale para o cliente e os custos que incorrem a ela, ao atender à solicitação dessa clientela (CAMPOS, 2012). 12 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância No que tange aos objetivos da cadeia de suprimentos, é preciso destacar outro ponto cabível de total atenção, a melhoria dos serviços ao consumidor final. Para o alcance desse propósito, é preciso a aplicabilidade de um rigoroso controle que seja capaz de indicar como ocorrem as entregas das mercadorias, eventuais falhas na operação e se as quantidades solicitadas foram entregues. A adoção dessas medidas permite relevante redução de custos na cadeia de abastecimento, em especial, aqueles que se relacionam à aquisição de produtos e matérias-primas, uma vez que, nessas ocasiões, as empresas voltam suas forças para a manutenção de seus estoques, permitindo operações satisfatórias antes, durante e depois da operação. É preciso ressaltar também a fidelização de consumidores, outro objetivo fundamental do Supply Chain. Essa ocorrência além de perpetuar as relações comerciais, também promove melhorias na reputação das empresas perante o mercado e a concorrência. Em contrapartida, existem atividades que não geram benefícios aos clientes e são consideradas perdas, logo, não agregam e geram custos, por isso, devem ser minimizadas ou eliminadas como é o caso de tempo de espera no trânsito, manuseio repetitivo e excessivo de produtos (PONTES E ALBERTIN, 2017). 2.6. Aplicabilidade do Supply Chain Management (SCM) Na perspectiva de aplicabilidade do Supply Chain, é preciso destacar as tecnologias desenvolvidas para auxiliar e agilizar os muitos processos empresariais. Dentre os diferentes recursos disponíveis no mercado, o uso de softwares tornou-se comum, permitindo que as empresas conheçam os detalhes de suas operações. Nessa conjuntura operacional, muitas companhias passaram a adotar os processos de gestão associados às mais diferentes tecnologias disponíveis, objetivando assegurar que a cadeia de suprimentos seja o mais eficiente possível, no sentido de gerar o mais alto 13 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância grau de satisfação para o consumidor ao mesmo tempo em que forneça em um custo mais baixo possível para cada situação (CAMPOS, 2012). Essas tecnologias tão necessárias no mundo dos negócios contemporâneo, oferecem visões amplas dos processos, promovem acompanhamentos em tempo real, possibilitam a identificação de possíveis entraves e reduzem erros que podem resultar em transtornos maiores. Em oportunidade dessa aprendizagem, não foram elencadas as tecnologias adotadas pelas empresas, na relação destas com o Supply Chain Management. Essa escolha deu-se mediante as particularidades que envolvem as atuações de fabricantes, fornecedores, transportadoras, depósitos, varejistas e os próprios clientes em suas diferentes necessidades. 2.7. Vantagens de uma boa Gestão de Supply Chain A gestão de uma cadeia de suprimentos representa uma promissora fronteira para as organizações interessadas na obtenção de vantagens efetivas sobre a concorrência, por isso, esta deve ser levada em consideração, de forma estratégica e integrada (PONTES E ALBERTIN, 2017). Por conseguinte, é preciso compreender o gerenciamento da cadeia de suprimentos como a ponte de controle entre fabricante e distribuidor. Assim, o fabricante se responsabiliza pela gestão do reabastecimento de materiais ao distribuidor, de modo sincronizado, enquanto preocupa-se com a distribuição e envio de dados de demanda e estoque aos fabricantes (SZABO, 2015). A esse respeito, Robles (2016) chama a atenção para a relevância doaprofundamento de estudos sobre a cadeia de suprimentos, que além de serem oportunos, também podem determinar estratégias e condições de competitividade empresarial. 14 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Mediante essas ponderações, Leite et. al., (2017) assegura que a gestão da cadeia de suprimentos se tornou um processo estratégico, pois se relaciona com a previsão da demanda, a seleção dos fornecedores, o fluxo de materiais, os contratos, os levantamentos de informações e movimentações financeiras. Os autores reforçam ainda que esse formato de gestão aborda temáticas que se relacionam com a economia, a sociedade e o meio ambiente e favorece a criação de novas instalações como: fábricas, armazéns e centros de distribuição. Assim, quando uma gestão é sensível às necessidades e preferências dos envolvidos, os gestores não precisarão dispor de tempo, nem investir recursos, preocupando-se com a concorrência. Na verdade, serão esses oponentes que deverão adotar medidas para não saírem no prejuízo (GATTORNA, 2009). 2.8. Cadeias Globais de Suprimento Devido à complexidade e a intensa concorrência dos mercados, as organizações estão tendo que desenvolver atividades cada vez mais globalizadas, além de iniciar e manter relacionamentos de longo prazo com parceiros integrantes da cadeia de suprimentos onde estão inseridas (SOUZA et al., 2017). As atividades comerciais globalizadas se tornaram comuns nos últimos anos e representam uma considerável parcela das negociações internacionais. A esse respeito, Robles (2016) informa que a realidade no mundo atual, em parte promovida pela globalização das economias, corresponde aos intercâmbios cultural e social, às atividades econômicas interdependentes e referentes ao comércio de bens e serviços (compras e vendas), aos fluxos de capitais e aos fluxos de trabalho (correntes migratórias entre países). Em se tratando dessa globalização econômica citada por Robles, é preciso apontar para o atual cenário mundial onde muitas empresas passaram a observar o crescimento populacional e o aumento progressivo de marcas e produtos, que se apresentam como possíveis nichos de mercado e novas oportunidades comerciais. 15 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Esses acontecimentos revelam que diferentes tecnologias deverão ser adotadas como estratégias para assegurar a automação dos processos que ainda são manuais e conectar sistemas entre fábricas e centros de distribuições. A adoção dessas práticas servirá para que a cadeia global de suprimentos esteja cada dia mais presente nos ambientes empresariais e se associe aos interesses dos consumidores. Dentre as estratégias empresariais que se espera receber maior destaque nesse cenário, observa-se o Global Sourcing, uma ferramenta muito utilizada por empresários em ocasião da aquisição de bens e serviços no exterior, especialmente, aquisições em países onde as condições competitivas e comparativas de preços são melhores. O Global Sourcing alterou as formas de suprimentos, uma vez que as empresas passaram a se internacionalizar, seja na venda de produtos e serviços, seja por meio de acordos de participação conjunta, com ou sem participação acionária. Isso ocorre entre empresas localizadas em um só pais ou em mais de um e na relação entre matrizes e subsidiárias (ROBLES, 2016). 2.9. Supply Chain Management e Logística Logística e cadeia de suprimentos são temáticas distintas, muito discutidas no mundo dos negócios e por vezes, geram muitas dúvidas pois se confundem. Logística é o processo de planejar, executar e controlar o fluxo e armazenagem de produtos, com o objetivo de atender aos requisitos do consumidor. Essa ferramenta visa o aproveitamento eficaz e eficiente do tempo e da qualidade, além dos bons custos da matéria-prima. Tal atividade cobre do ponto de origem ao ponto de consumo (SZABO, 2015). Leite et. al., (2017) reforçam que a difusão da palavra logística se deu durante a Segunda Guerra Mundial, quando as ações militares demandavam uma melhor provisão e administração dos materiais bélicos, dos suprimentos pessoais, das instalações temporárias e da obtenção de prestação de serviços de apoio. 16 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância No Brasil a logística de suprimentos é o processo de abastecer a manufatura com matérias-primas e componentes (SHIGUNOV NETO e GOMES, 2016) e essa ferramenta apresenta uma nova dimensão nas organizações e se converte em fonte de diferenciação e de vantagem competitiva (ROBLES, 2016). Em se tratando da logística e sua relação com a cadeia de suprimentos, Szabo (2015) elenca dois tipos diferentes de logística: Logística de Suprimentos Representa o início do ciclo da cadeia logística. Esta é a etapa do processo de suprimento em que são analisadas as demandas informadas pelo cliente para estabelecer o modelo logístico de suprimento de cada item, sendo os seguintes elementos: ✓ Desenvolvimento; ✓ Especificação e projeto do produto; ✓ Previsão de demanda; ✓ Planejamento das necessidades (materiais e recursos); ✓ Desenvolvimento de novas fontes de fornecimento; ✓ Compras e seus controles; Logística de Produção Se inicia com o planejamento, programação e controle de estoque. É um elemento capaz de transformar alguns recursos de entrada em produtos e/ou serviços de saída e o sistema produtivo pode ser uma única pessoa, uma única máquina, um conjunto de máquinas, uma oficina ou um departamento. Nas cadeias de suprimentos, as empresas podem se localizar em uma região de um país, e até mesmo em mais de um país. Em geral elas têm em comum a ação organizadora de uma empresa central ou focal, enquanto as cadeias logísticas representam formas ou processos de movimentação de mercadorias ao longo das cadeias de suprimentos, compreendendo modos de transporte, locais e formas de armazenagem, embalagens e equipamentos de manuseio, dentre outros (ROBLES, 2016). 17 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Dessa forma, torna-se relevante apontar as particularidades de ambas: LOGÍSTICA CADEIA DE SUPRIMENTOS Se responsabiliza pela integração interna das operações da empresa. Cuida da gestão e dos assuntos que se relacionam com as empresas envolvidas na operação. ✓ Função técnica dentro da cadeia de suprimentos; ✓ Processo interno de uma empresa, às vezes terceirizado para uma empresa própria de logística; ✓ Objetiva baixos custos, modelo de distribuição Just in Time de produtos e centros de distribuição. (TRUCKPAD, 2021, ON LINE). ✓ Visão estratégica que abrange logística, aquisição e planejamento; ✓ Trabalha com fornecedores, fabricantes e outros parceiros externos; ✓ Objetiva vantagem competitiva ao trabalhar com parceiros externos para impulsionar a inovação e redução de custos em todas as etapas da produção. (TRUCKPAD, 2021, ON LINE). Assim, a união da logística com a cadeia de suprimentos permite a ocorrência da logística integrada que consiste na otimização dos conceitos logísticos: transporte, armazenagem, embalagem, manuseio de materiais, sistemas de informações, gestão de inventários e questões fiscais e ambientais (ROBLES e NOBRE, 2016). O Supply Chain Management, se refere diretamente a uma rede de negócios que se interliga, unificando e abrangendo toda a operação de uma empresa, desde o armazenamento de matérias-primas até a entrega do produto ao consumidor final. Muitas atividades nessa rede se relacionam com a aquisição, transporte, distribuição física, dentre outras. Assim, essa cadeia possui como base uma abordagem complexa,relativamente recente e cujo desenvolvimento está associado à adoção de práticas revolucionárias de produção. 18 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 3. CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO Objetivo: Apresentar os canais de distribuição e destacar sua relevância para o atendimento e satisfação total do cliente final. Introdução: A qualidade dos produtos sempre foi tema de calorosas discussões empresariais, em especial, quando se trata da boa gestão dos canais de distribuição, que são os meios utilizados para que o produto chegue até o consumidor final. Entretanto, não basta apenas ter argumentos satisfatórios para defender os pontos de vista, é preciso manter o foco na busca pelos corretos meios de facilitar e promover a distribuição ao longo da cadeia logística. Essa descoberta dependerá quase que obrigatoriamente de uma atuação sincronizada entre as partes, bem como, da real descoberta dos melhores tipos de canais de distribuição logística e dos seus efeitos nesses ambientes. Assim, é preciso conhecer os canais de distribuição, seus objetivos e funções, para então compreender como os custos inerentes ao processo serão distribuídos. Portanto, nessa perspectiva dos custos no processo de distribuição, destacam-se os gastos que a organização assumirá ao longo do processo, ou seja, os custos fixos e variáveis os quais determinarão seguridade para o pleno funcionamento dos negócios. Que tal compreender melhor os detalhes dos canais de distribuição e sua relação com os custos empresariais? Vamos lá? 3.1. Canais de Distribuição Os canais de distribuição são os caminhos que o produto percorre para chegar ao consumidor final e essa rota geralmente se define em função de como esse cliente e/ou o consumidor final deseja receber o produto comercializado e, também diz respeito as estratégias utilizadas (BRASIL e PANSONATO, 2018). 19 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Nesse contexto, é preciso a compreensão de que que os canais de distribuição são as etapas intermediárias entre a empresa e o consumidor final e correspondem os veios escolhidos pelos fabricantes para fazer com que seus produtos sejam acessados pelos consumidores. A esse respeito Russo (2013) assegura que os canais de distribuição são constituídos basicamente de: ✓ Centros de distribuição; ✓ Distribuidores; ✓ Atacadistas; ✓ Varejistas; ✓ Representantes; ✓ Mala direta; ✓ Telefone (telemarketing); ✓ Internet. Por conseguinte, esses integrantes oferecem seus serviços, movimentam os mercados, investigam as perspectivas mercadológicas, negociam e promovem os produtos entre clientes, avaliam os interesses comerciais e voltam suas atenções para a precificação, os meios para realização dos projetos de distribuição e a gestão dos seus estoques. Dessa forma, Brasil e Pansonato (2018) defendem que os canais de distribuição além de promoverem o desenvolvimento empresarial em diferentes segmentos, também representam um potencial forte de vantagem competitiva. Sobretudo, a correta escolha de um modelo de distribuição objetiva diretamente a eleição das melhores condições para a entrega dos produtos ao cliente final, sendo necessário responder algumas as seguintes perguntas, conforme apontamentos de Russo (2013). 1 - Onde e quando o produto precisa estar disponível? 2 - O produto pode ser vendido diretamente aos varejistas? 3 - O produto precisa ser distribuído por atacadistas? 4 - Quantos níveis intermediários são necessários no canal de distribuição? 5 - A distribuição será exclusiva, seletiva ou generalista? Integrantes dos canais de Distribuição 20 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 3.2. Tipos de Canais de Distribuição Os tipos de canais de distribuição são três, sendo eles: verticais, híbridos e múltiplos. 3.2.1. Canais Verticais São os canais em que as estruturas de distribuição seguem uma sequência lógica rígida de responsabilidade de um segmento a outro (SHIGUNOV NETO e GOMES, 2016). Assim, ao fim das produções, as empresas carregam os veículos transportadores com os produtos para os direcionar aos armazéns do atacadista, onde esses produtos serão descarregados e vendidos para vários varejistas. Em contrapartida, o varejista estocará esses produtos em suas lojas, para posterior venda ao consumidor final. Para Brasil e Pansonato (2018) esse tipo de canal é o mais utilizado para distribuição de produtos consumidos no cotidiano das pessoas, e tem por característica básica, utilizar um só caminho entre o fabricante e o consumidor final, não importando a quantidade de intermediários que ali atuem. 3.2.2. Canais Múltiplos Para Shigunov Neto e Gomes (2016) esses canais permitem melhorar o gerenciamento da cadeia de distribuição, uma vez que a própria indústria despacha os produtos para o atacadista e para as lojas, permitindo que o consumidor possa os adquirir diretamente destes intermediários. Os fabricantes que optam pela distribuição de seus produtos por intermédio dos canais múltiplos conseguem assegurar maior alcance de clientes e consequentemente aumentam sua competitividade empresarial. 3.2.3. Canais Híbridos Essa modalidade de canal permite que o fabricante possa eventualmente negociar a venda de seus produtos com os setores de compras de grandes empresas. Após o fim da negociação, o fabricante disponibiliza uma lista com seus distribuidores, que, por sua vez, se encarregam da distribuição física dos produtos. Inclui-se também a 21 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância armazenagem, a colocação dos pedidos e a entrega destes, na quantidade certa e no tempo desejado pelo cliente (BRASIL e PANSONATO, 2018). Em outras palavras, um canal de distribuição híbrido é aquele em que a empresa utiliza intermediários, porém, sem deixar de assumir as etapas que incluem o contato direto com os clientes. 3.3. Características dos Canais de Distribuição No contexto dos tipos de canais de distribuição, Pontes e Albertin (2017) apontam para as características e exemplos destes. Tipo de Canal Características Exemplos Verticais - O fabricante e o atacadista não têm contato direto com o consumidor final, sendo o varejista responsável pelo contato com o cliente. - Canal de distribuição de geladeiras Electrolux com varejistas de eletrodomésticos, como Casas Bahia. Múltiplos - Há maior disponibilidade de produto e serviço; - Pode haver perda de mercado de um canal de distribuição pela interferência de um agente com maior competitividade no mesmo canal. - Uma distribuidora vende produto alimentícios para o varejo e ainda, em paralelo, direto para o cliente final. Híbridos - O contato do fabricante é direto com o cliente final; - Clientes que compram grandes volumes obtém maiores descontos e níveis de serviços mais elevados; - Os serviços logísticos tendem a ser mais eficientes e baratos; - A indústria de medicamentos fornece seus produtos para um distribuidor que entrega várias marcas de medicamentos ao mesmo tempo para hospitais e clínicas. 22 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância - Conflitos podem surgir em virtude da duplicidade da ação entre agentes do canal. Essas características são comuns e se relacionam diretamente com os objetivos dos canais de distribuição que você verá na sequência. 3.4. Objetivos dos Canais de Distribuição Pontes e Albertin (2017) informam que os objetivos dos canais de distribuição dependem essencialmente de cada empresa, da forma como cada uma compete no mercadoe da estrutura geral da cadeia de suprimentos. Por conseguinte, os autores apresentam ainda alguns desses objetivos gerais: 1 Garantir a disponibilidade rápida do produto nos seguimentos do mercado identificados como prioritário; 2 Intensificar ao máximo o potencial de vendas do produto em questão; 3 Buscar a cooperação entre participantes da cadeia de suprimento no que se refere a fatores relevantes relacionadas com a distribuição; 4 Garantir um nível de serviço preestabelecido pelos parceiros da cadeia de suprimentos; 5 Garantir um fluxo de informações rápido e preciso entre os elementos participantes; 6 Buscar, de forma integrada e permanente, a redução dos custos. 3.5. Funções dos Canais de Distribuição Pontes e Albertin (2017) asseguram que as funções dos canais de distribuição são quatro, conforme apresenta-se na sequência: 1 - Indução da demanda: inicialmente, as empresas da cadeia de suprimento precisam gerar ou induzir a demanda para seus produtos ou serviços. Exemplo: apresentação e propaganda do produto. 23 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Unificando as ponderações dos autores, compreende-se basicamente que a principal função dos canais de distribuição consiste em fazer com que o produto chegue rapidamente ao local em que os consumidores o esperam. Essa sem dúvida não é uma tarefa simples, pois exige constante atenção e aprimoramento técnico e logístico. 3.6. Custos na Distribuição De acordo com Shigunov Neto e Gomes (2016) os custos relativos à distribuição podem ser definidos como os gastos que a organização terá com o processo de distribuição física e podem ser classificados em: fixos e variáveis. São os gastos que permanecem constantes, independente de aumentos ou diminuições na quantidade produzida e vendida. Esses custos fazem parte da estrutura do negócio, como é o caso de: contas de água, aluguel, material de limpeza, salários, dentre outros (SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE, 2021, ON LINE). São aqueles que variam diretamente com a quantidade produzida ou vendida, na mesma proporção. Por exemplo, em uma indústria de móveis, são produzidas 250 cadeiras por mês. Para a produção, é contratada mão de obra temporária, que varia de acordo com a empreitada. Logo, o pagamento é feito também por 2 - Satisfação da demanda: a segunda função é comercializar e distribuir os produtos e serviços, satisfazendo a demanda. Custos Fixos Custos Variáveis 4 - Troca de informações: o canal permite a troca de informações ao longo da cadeia, o que inclui o feedback fornecido pelos consumidores aos fabricantes, atacadistas e varejistas da cadeia. Exemplo: rastreamento do produto na entrega. 3 - Serviços de pós-venda: são fornecidos após a satisfação da demanda de produtos ou serviços. Exemplo: coleta de resíduos ou atendimento das reclamações. 24 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância trabalho. Como estas produções exigem maior gasto de energia, quando a produção aumenta, a conta de energia sobe 40%. Este percentual é um exemplo de custo variável (SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE, 2021, ON LINE). Por fim, os custos fixos são todos aqueles que se relacionam com um produto ou serviço e que não variam com o nível de produção ou de venda, enquanto os custos variáveis correspondem aos custos de um produto ou serviço que variam com o nível de produção ou de venda. Os canais de distribuição são os meios utilizados para que o produto chegue até o consumidor final. Os tipos são: verticais, híbridos e múltiplos. Seus objetivos dependem essencialmente de cada empresa, da forma como cada uma compete no mercado e da estrutura geral da cadeia de suprimentos. Os custos na distribuição se relacionam diretamente com os gastos que a organização terá com os processos de distribuição física e podem ser classificados em custos fixos e variáveis. 25 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 4. DISTRIBUIÇÃO FÍSICA Objetivo: Conceituar a distribuição física e apresentar particularidades sobre esse tipo de gestão. Introdução: A distribuição física é uma temática, parte integrante da logística empresarial, que corresponde a um conjunto de operações que se associam com a transferência de produtos do seu local de produção, até o local designado no destino, munido de informações desse fluxo. Essas operações são essenciais à logística das organizações. Logo, torna-se relevante conhecer seu conceito, a sistemática por trás dessas operações, os modelos de gestão e a representatividade dos Centros de Distribuição para essas operações. Que tal conhecer os aspectos mais relevantes da distribuição física? Vamos lá? 4.1. Distribuição Física A distribuição física se refere às atividades relacionadas ao fluxo de produtos da conversão ao cliente final. É parte da logística empresarial que corresponde ao conjunto das operações associadas à transferência dos bens objeto de uma transação, desde o local de sua produção até o local designado no destino, e ao fluxo de informações associado (PORTO GENTE, 2021, ON LINE). Assim, compreende-se que, os produtos e os materiais são os principais itens movimentados ao longo da cadeia de abastecimento. Logo, matérias-primas são transportadas para as fábricas e consequentemente se transformam em produtos, os quais serão direcionados aos fornecedores para posterior disponibilidade aos clientes finais. Por conseguinte, uma boa distribuição, associada a um produto de boa qualidade, a uma propaganda eficaz e a um preço justo, faz com que os produtos sejam disponibilizados a seus consumidores, de modo que estes possam fazer a opção pela compra. Estando nas 26 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância prateleiras, o produto passa a fazer parte de uma gama de outros produtos concorrentes, que podem ser comprados ou não (LOGÍSTICA APLICADA, 2021, ON LINE). Essas muitas etapas que englobam o processo de distribuição física são comuns e necessárias, uma vez que sem esses procedimentos, os clientes não teriam acesso aos produtos, desencadeando assim, numa série de necessidades que não seriam supridas. Para Shigunov Neto e Gomes (2016) a distribuição física só começou a ser estudada a partir do final da década de 1970 e na década de 1990 passou a ser mais discutida e a receber destaque social e empresarial. Considerando as ponderações anteriores, Russo (2013) chama a atenção para as principais atribuições da gestão da distribuição física: Deste modo, a logística de distribuição de um produto é a logística de suprimentos do comprador. Assim, ao longo da cadeia de suprimentos, a distribuição física desempenha diversas atividades, como o processamento de pedidos e informações, a gestão dos estoques, o transporte, a expedição, o carregamento e o descarregamento de veículos (PONTES e ALBERTIN, 2017). 4.2. Gestão da Distribuição Física Para Russo (2013) desde a abertura do mercado interno brasileiro aos produtos estrangeiros, a cadeia de suprimentos de bens de consumo passou a experimentar mudanças importantes, aceleradas e contínuas. O autor destaca ainda que a estabilidade da economia, embora vacilante, contribuiu para dar novos contornos ao ambiente competitivo, acirrando mais a disputa pelo mercado. - Negociar fretes; - Selecionar rotas e meios de transporte; - Administrar os relacionamentos com fornecedores e consumidores. 27 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Assim, a gestão da distribuiçãofísica se desenvolve em três níveis diferentes: Nível Questionamento Ação Estratégico: Como deve ser a definição global dos sistemas de distribuição? - Localizando armazéns; - Selecionando os modais de transporte mais adequados; - Gerando informações; Tático Como o sistema de distribuição pode ser utilizado? - Adquirindo recursos de transmissão; - Planejando a ocupação dos armazéns; - Otimizando as operações e transporte. Operacional Tarefas diárias que devem ser desempenhadas. - Providenciar os carregamentos; - Embalar produtos; - Realizar inventário. Fonte da Tabela: https://logisticaeomundo.wordpress.com/2017/07/20/distribuicao-fisica/ (Adaptada) Em resumo, uma boa gestão da distribuição depende diretamente da atuação eficiente de seus representantes, que devem considerar as muitas etapas ao longo da cadeia, como forma de obter bons resultados. 4.3. Centros de Distribuição – CD Centro de distribuição ou CD, é um lugar — não necessariamente próximo ou na sede da empresa — que tem como principal finalidade receber, armazenar e distribuir produtos ou materiais. A proposta de manter uma instalação só para isso está totalmente relacionada a questões logísticas. Geralmente, a localização dos centros de distribuição é estratégica, ou seja, é comum encontrá-los próximos a rodovias importantes, que facilitem a chegada e a saída de mercadorias. A maioria também conta com uma estrutura ampla, que permite o armazenamento das cargas e o estacionamento dos caminhões (BLOG LOGÍSTICA, 2021, ON LINE). 28 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância De acordo com Pontes e Albertin (2017) as principais funções dos centros de distribuição são: 1. - Consolidar as cargas para reduzir os custos de transporte por meio de cargas completas; 2. - Fracionar as cargas para facilitar a transferência em cargas menores; 3. - Melhorar o nível de serviço prestado, ao posicionar o estoque mais próximo dos clientes. Nesse contexto, os autores anteriormente citados destacam também as principais atividades desenvolvidas nesses ambientes: ✓ Recebimento de cargas; ✓ Movimentação no estoque; ✓ Estocagem de produtos; ✓ Separação de pedidos (picking); ✓ Embalagem; ✓ Expedição. Nessa perspectiva é preciso destacar ainda que os centros de distribuição promovem muitos benefícios para as operações logísticas dentre os quais, destacam-se: Benefício Situações Economia - Em fretes; - Em manutenção de veículos; - Com mão de obra; - Em negociações de preços junto à fornecedores; - Oferecendo preços mais acessíveis aos consumidores. Centralização de operações - Organizando e controlando estoques; Melhor atendimento - Agilidade no atendimento; - Satisfação do cliente. 29 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 4.4. Sistemas de Distribuição Para Shigunov Neto e Gomes (2016) os sistemas de distribuição apresentam duas situações na distribuição física de produtos, conforme apresenta-se: Tipo de Distribuição Situação Influências nesse tipo de Distribuição Um para um Há apenas um ponto de destino do produto. - Distância entre o ponto de origem e o ponto de destino; - Velocidade operacional; - Tempo de carga e descarga; - Tempo porta a porta; - Quantidade ou volume do carregamento; - Disponibilidade de carga de retorno; - Densidade da carga; - Dimensões e morfologia das unidades transportadas; - Valor unitário; - Acondicionamento; - Grau de fragilidade e periculosidade; - Compatibilidade entre produtos de natureza diversa; - Custo global. Um para muitos Há vários pontos de destino do produto - Divisão da região a ser atendida em zonas de bolsões de entregas; - Distância entre o centro de distribuição e o bolsão de entrega; - Velocidades operacionais e médias; - Tempo de parada; - Tempo de ciclo; - Frequência das visitas aos clientes; - Quantidade de mercadoria; - Densidade da carga; 30 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância - Dimensões e morfologias das unidades transportadas; - Valor unitário; - Acondicionamento; - Grau de fragilidade e periculosidade; - Compatibilidade entre produtos de natureza diversa; - Custo global; Por conseguinte, Russo (2013) destaca ainda, que nessa realidade, a qualidade dos sistemas de distribuição surge como um objetivo estratégico, um fator que facilita o fechamento de pedidos e conquista o cliente. Portanto, compreende-se que os sistemas de distribuição assumem papel essencial, uma vez que conseguem determinar qual será a melhor alternativa à ser adotada pela organização, frente aos seus interesses e os desejos de seus clientes. A distribuição física é parte da logística empresarial que corresponde ao conjunto das operações associadas à transferência dos bens objeto de uma transação, desde o local de sua produção até o local designado no destino, e ao fluxo de informações associado. Nesse sentido, para uma boa gestão da distribuição física, torna-se necessária uma atuação eficiente de seus representantes, que devem considerar as muitas etapas ao longo da cadeia, como forma de obter bons resultados. 31 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 5. TRANSPORTE NA DISTRIBUIÇÃO FÍSICA Objetivo: Apresentar as modalidades de transporte e destacar a relevância dessas operações para a distribuição física. Introdução: A movimentação de cargas é um dos muitos processos pelos quais passam os produtos, desde suas criações, até o momento em que chegam ao destino. Essas muitas fases exigem estudos profundos da operação, como forma única de definição do modal mais adequado para realização do projeto. Nesse contexto das movimentações de cargas por intermédio dos modais de transporte, serão destacados de agora em diante as modalidades de transporte e as principais particularidades destes, em ocasião das distribuições de produtos. Dessa forma, eu convido você para aprender um pouco mais, especificamente, sobre os modais de transporte. Vamos adiante? 5.1. Distribuição Física e Transporte Os custos de transporte representam, em média, 37% dos custos logísticos nas operações. Isso ajuda a explicar por que, na maioria das empresas, o transporte é considerado a atividade mais importante de um sistema de distribuição (RUSSO, 2013). O autor destaca ainda que o sistema de distribuição depende de pelo menos quatro etapas fundamentais para seu bom desempenho. Estoques de produtos acabados São constituídos dos produtos finais produzidos pela empresa e que serão por ela negociados; Embalagens de proteção Além das embalagens regulares, são usadas, quando necessário, embalagens para proteger os produtos durante o transporte; 32 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 5.2. Subdivisões das Modalidades de Transporte Faro e Faro (2012) asseguram que na classificação dos transportes quanto à sua modalidade, em alguns casos podem ser observadas algumas ramificações. O modal terrestre, por exemplo, subdivide-se em: rodoviário, ferroviário e dutoviário. Por sua vez, o modal aquaviário subdivide-se em: fluvial, lacustre e marítimo. 5.3. Modais de Transporte Toda movimentação de cargas exige um planejamento prévio e a correta escolha do modal de transporte implicará em bons resultados operacionais e satisfação mútua dos envolvidos. Nesse direcionamento, Faro e Faro (2012) afirmam que a escolha do modal deve ser precedida da análise de inúmeras varáveisem que cabe a avaliação não apenas do custo inerente à movimentação da carga, mas também das características da mercadoria Rodoviário, ferroviário e dutoviário. Terrestre Aquaviário Fluvial, lacustre e marítimo. Aéreo M O D A I S Centros de Distribuição Grandes armazéns utilizados pelas empresas para centralizar as entregas e/ou o recebimento de produtos em determinada região e, depois, redistribuí-los para destinos próximos, conforme você já viu. Sistemas de Transporte Um tipo de modal transportador é escolhido para fazer o deslocamento dos produtos até o seu destino final; 33 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância e do mercado que se pretende atingir, além da distância a ser considerada, bem como o tempo exigido para que seja efetuada a entrega do item negociado. De agora em diante, você conhecerá algumas das muitas particularidades dos modais de transporte. Vamos começar pelo mais utilizado nas operações logísticas do Brasil, o rodoviário. 5.3.1. Transporte Rodoviário O transporte rodoviário é um dos mais simples do mercado atual. Possui flexibilidade nas movimentações corriqueiras e é comum em movimentações entre pequenas distâncias, especialmente, quando existe a necessidade de transportar cargas de pequeno porte. Esse modal possui grande aceitação do público brasileiro, em geral nos grandes centros urbanos. Atualmente, é possível encontrar no mercado uma grande variedade de veículos rodoviários destinados ao transporte de cargas. Existem produtos para atender diferentes necessidades, considerando a diversidade de produtos passíveis de serem submetidos à essas operações. Todavia, torna-se relevante destacar que os veículos rodoviários se classificam pela capacidade de carga que cada um pode transportar, bem como, pelos eixos que possuem. Keedi (2008) assegura que o peso do veículo em si, é denominado de tara (tare), enquanto a sua capacidade de carga é a sua lotação (payload), sendo que somados representam o peso bruto (gross weight) total do veículo. Observe na sequência alguns dos principais modelos de veículos rodoviários utilizados no dia a dia operacional. 5.3.2. Transporte Ferroviário As primeiras ferrovias surgiram na Inglaterra, no início do século XIX, com a aplicação do princípio das máquinas a vapor, as locomotivas. Em 1850 já havia ferrovias nas proximidades de Londres, onde as locomotivas se deslocavam a mais de 70km/h, velocidade considerada muito elevada para a época. Rapidamente as ferrovias se espalharam e em 1869, os Estados Unidos inauguraram sua primeira ferrovia transcontinental, a maior do mundo na época (INFOESCOLA, 2021, ON LINE). 34 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Apesar do custo fixo ser elevado para implantação de novas ferrovias, o transporte realizado através deste modal no Brasil, apresenta relevante eficiência energética para os grandes lotes que precisam ser movimentados para longas distâncias. Nessa perspectiva, Schluter (2013) destaca que em função da baixa quantidade de veículos disponíveis para uso e mediante a mínima velocidade de giro nas redes, o transporte ferroviário no Brasil possui baixa disponibilidade (de forma geral). Assim, a maior parte da atual extensão ferroviária brasileira se encontra na Região Sudeste, onde estão os estados de São Paulo e Minas Gerais, sendo que cada um possui cinco mil quilômetros de linhas (INFOESCOLA, 2021, ON LINE). Entretanto, não é comum encontrarmos os equipamentos ferroviários no dia a dia dos grandes centros urbanos, haja vista ser este um dos modais em que as linhas férreas geralmente estão localizadas em áreas portuárias, estações próprias e sobretudo, afastadas dos perímetros urbanos, onde as populações residem. Um diferencial desse modal em relação ao rodoviário, é que as locomotivas possuem um trajeto próprio e as movimentações ocorrem sempre de forma previamente definidas, motivando um conjunto de ações que favorecem as operações de carga e descarga. 5.3.3. Transporte Dutoviário Razzolini Filho (2012) destaca que os dutos são formados pela ligação de vários tubos e que a Petrobrás possui uma malha formada por aproximadamente 12 mil km de oleodutos e gasodutos, alguns trechos chegam a quase 1 mil km de comprimento (ininterruptos) e a diâmetros de mais de 1 m. Paoleschi e Reis Buco (2018) informam que o transporte de cargas nesse modal ocorre no interior de uma linha de tubos ou dutos e o movimento dos produtos ocorre por pressão de arraste desses por meio de um elemento transportador, ou por conta da gravidade. 35 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância O maior duto do Brasil é o gasoduto Bolívia-Brasil, com mais de 7 mil km de extensão, ligando Corumbá/MS (fronteira entre Brasil e Bolívia) e Uruguaiana/RS, sendo considerado o maior da América latina e um dos maiores do mundo. Nos entendimentos de Razzolini Filho (2012) apesar de ser este o modal mais recentemente utilizado para o transporte de produtos economicamente viáveis e com agregação de valor, o modal dutoviário é um instrumento bastante interessante pelo seu baixo custo operacional, apesar de a operação e o controle de um duto serem atividades bastante complexas. Nesse sentido, as dutovias podem ser de transporte ou de transferência, rígidas ou flexíveis, enterradas, flutuantes, aéreas ou submarinas, quando se referem à localização: normais ou aquecidas quanto à temperatura, e dividem-se em aço e materiais não metálicos quanto ao material que as constitui (PAOLESCHI e REIS BUCO, 2018). Assim, RAZZOLINI FILHO (2012) aponta para a caracterização do modal dutoviário, da seguinte forma: 1 Via de transporte - Geralmente dutos feitos de materiais com resistência adequada ao veículo, como concreto, aço, polipropileno; 2 Meio de transporte (veículo) - O próprio material; 3 Força propulsora - Força da gravidade, bombeamento e as bases de distribuição; 4 Instalações - Terminais que fazem a captação, o bombeamento e as bases de distribuição; 5 Sistema de controle - É utilizado, geralmente, o sistema supervisor e de controle do duto, o Supervisory Control and Data Acquisition (Scada) ou Sistema Supervisor de Controle e Aquisição de Dados, como principal ferramenta para o controle de um duto. 36 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Assim, em razão das particularidades de cada produto (densidade, viscosidade, componentes químicos, quantidades etc.) todo o lote passa inicialmente por um processo que o tornará apto para o transporte. Especificamente no caso dos minerodutos, o transporte geralmente ocorre entre produtoras, usinas e portos. Assim, o processo que envolve o transporte dessas mercadorias, ocorre principalmente através da gravidade ou pressão mecânica nas tubulações das dutovias, que consequentemente promovem a movimentação. 5.3.4. Transporte Aéreo Sem dúvidas, esse é o modal mais rápido que existe atualmente. Todavia, o transporte aéreo destaca-se não somente por essa habilidade, mas também por ser o modal que possui os mais elevados custos em se comparando com os demais. Não se pode ignorar que essa modalidade de transporte utiliza tecnologias avançadas e caras, resultando em mais segurança e agilidade para o processo em sua totalidade. Esses diferenciais de mercado têm incentivado o uso do transporte aéreo nas movimentações de cargas, sendo que a busca por esses serviços, aumenta ano após ano. O modal aéreo torna-se adequado quando existe a necessidade de transportar mercadorias de alto valor agregado, pequenos volumes e/ou cargas que exigem urgência na entrega.Exemplos dessas mercadorias são: medicamentos, flores, animais vivos, metais preciosos, equipamentos de telefonia, dentre outros. Assim como no modal ferroviário, que você já viu anteriormente, não é comum as populações terem acesso a aeronaves no dia a dia, exceto quando se trabalha nesse segmento. Entretanto, essas grandes invenções humanas possuem forte influência sobre as necessidades das populações atuais, razão pela qual torna-se quase impossível pensar em ganhar tempo no transporte de mercadorias, sem cogitar o uso desse modal. 37 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Keedi (2008) assegura que o transporte aéreo pode ser feito de maneira regular, tanto através das aeronaves disponíveis, ou mesmo, por intermédio de afretamentos de aeronaves pelos embarcadores. Nessa perspectiva, Razzolini Filho (2012) informa que existem diferentes tipos de aeronaves utilizadas no transporte aéreo, tais quais: 5.3.5. Transporte Aquaviário - Fluvial O transporte fluvial que é aquele que se utiliza dos rios como forma de locomoção. Razzolini Filho (2012) informa que o sistema aquaviário do Brasil é distribuído por oito bacias hidrográficas, num total de 48 mil km de rios navegáveis, ou seja, isso envolve pelo menos, 16 aquavias e 20 portos fluviais. Muitos problemas ambientais, sobretudo a poluição dos rios (excesso de lixo, derramamento de óleo etc.) vêm afetando o curso normal das águas, como é o caso do assoreamento do Rio São Francisco, um dos mais importantes do país. O transporte fluvial é realizado mais ao norte do país. As principais Hidrovias do Brasil são: Hidrovia Tocantins-Araguaia, Hidrovia Solimões- Amazonas, Hidrovia São Francisco, Hidrovia da Madeira, Hidrovia Tietê-Paraná e a Hidrovia Taguari-Guaíba (TODA MATÉRIA, 2021, ON LINE). Full Cargo ou All Cargo – Aeronaves destinadas exclusivamente para transporte de cargas (aviões cargueiros). Full Pax – Aeronaves destinadas ao transporte de passageiros, contando com compartimento de carga. O deck superior destina-se a passageiros, e o inferior, as cargas. Combi – Aeronaves utilizadas tanto para cargas, como transporte de passageiros. As cargas podem ser transportadas tanto no lower deck quanto no upper deck, localizados no fundo da aeronave. 38 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 1.1.1. Transporte Aquaviário - Lacustre O transporte lacustre é aquele realizado em lagos no interior do país. No caso do transporte internacional, existem apenas quatro lagos nas Américas que possibilitam o transporte de cargas fazendo a ligação entre países: o lago Titicaca, que liga a Bolívia ao Peru; os Grandes Lagos, ligando os Estados Unidos ao Canadá; A Lagoa Mirim, que estabelece a ligação entre o Brasil e o Uruguai e o lago artificial da Usina Hidrelétrica de Itaipu, que liga o Brasil ao Paraguai (RAZZOLINI FILHO, 2012). É preciso destacar também outra via lacustre brasileira que merece destaque, a Lagoa dos Patos, em Porto Alegre, que liga as cidades de Rio Grande e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. 1.1.2. Transporte Aquaviário - Marítimo O transporte marítimo representa, quase que a totalidade dos serviços de transporte no comércio exterior. Devido a sua grande utilização no transporte internacional e a seu baixo custo, atualmente é responsável por cerca de 90% das cargas internacionais (PAOLESCHI e REIS BUCO, 2018). Assim, o uso de embarcações marítimas para o transporte internacional de cargas é um dos modos mais utilizado no mundo contemporâneo, principalmente quando o objetivo é alcançar longas distancias. Uma das especificidades do uso desse modal de transporte é que este só é favorável se os portos de origem e destino possuírem condições para enviar e receber mercadorias. Os modais de transporte possuem particularidades que os tornam essenciais em oportunidade da distribuição de produtos. As modalidades aérea, dutoviária e aquaviária, quando unidas à rodoviária e ferroviária, formam um grupo que favorece as movimentações de cargas no Brasil e no mundo. Individualmente possuem suas particularidades e cada um tem seu merecido destaque no cenário das movimentações internacionais. Cada necessidade de movimentação de carga é que indicará o uso correto e a escolha que deve ser adotada em relação ao modal de transporte, razão pela qual, torna-se essencial avaliar os fatores que envolvem as movimentações, para então, definir o melhor modal em cada processo. 39 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 6. COMÉRCIO ELETRÔNICO Objetivo: Demonstrar a representatividade do comércio eletrônico na cadeia de distribuição. Introdução: O comércio eletrônico ou e-commerce caracteriza-se pela comercialização através de canais digitais, ou seja, por intermédio da internet. Uma das maiores vantagens do uso dessa ferramenta é a possibilidade das aquisições de produtos ou serviços de forma rápida, segura e moderna, por parte dos consumidores. Graças à tecnologia que se atrela à essas operações, o cliente não precisa mais se dirigir à uma loja física para realizar suas aquisições. Por intermédio de plataformas tecnológicas, é possível acessar os produtos que as empresas oferecem e assim finalizar o processo de compra. Em se tratando do comércio eletrônico e sua relação com a distribuição física, compreende-se que essa forma de comercializar contribuiu de forma significativa para as estratégias organizacionais, alterou a forma de fazer negócios e melhorou a distribuição dos produtos ao longo das etapas das cadeias logísticas. Vamos compreender melhor essas particularidades? 6.1. Produtos e Serviços Os conceitos de produto e serviço em muitos momentos se confundem, deixando a falsa impressão de tratar-se da mesma coisa. Todavia, são duas temáticas diferenciadas que possuem representatividade direta em suas funções. Nesse contexto Shigunov Neto e Gomes (2016) asseguram que “produto” é o resultado final do processo de fabricação de uma atividade industrial e caracteriza-se principalmente por ser físico e tangível. Fonte da imagem: https://www.lojavirtual.com.br/blog/portfolio- item/tenha-a-possibilidade-de-vender- produtos-ou-servicos/. Acesso em: 24 de março de 2021. 40 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Um produto constitui-se como o resultado das atividades humanas, bem como um elemento, que estará atrelado às diferentes etapas mercadológicas, influenciando a definição de preços, propagandas e a própria distribuição deste. Em outras palavras, os produtos são bens duráveis ou não, sendo inclusive, passíveis de armazenagens e estoques. Em contrapartida do conceito de produto, torna-se relevante compreender também o que são os serviços. Para Shigunov Neto e Gomes (2016) o “serviço” é uma “ação ou efeito de servir” ou “o trabalho ou ação útil para alguém”. Por fim, o serviço constitui-se basicamente em atividades humanas, prestadas por empresas e/ou pessoas físicas, com o objetivo de atender necessidades de consumidores. Essa prestação deve ofertar benefícios e estar acessível financeiramente ao público para o qual se destina. 6.2. Origem do Comércio Muito antes das comercializações correntes existirem, a sobrevivência da espécie humana foi garantida pelas trocas comerciais (escambo) adotadas pelos povos antigos. Na época, peles, fumo, óleo, sal, carnes, conchas, cereais, animais e até ossos eram os tipos mais comuns de mercadorias. Considerando que as moedas não existiam, esses objetos eram a garantia para as trocas necessárias. Ao longo dos séculos seguintes o comércio se atualizou e expandiu, oportunidade emque o dinheiro passou a ser utilizado nas trocas comerciais. Shigunov Neto e Gomes (2016) informam que as origens do comércio moderno remotam ao período denominado Revolução Comercial, que ocorreu a partir do ano 1.400, quando surgiram muitos acontecimentos históricos, tais quais: ✓ Ascensão do Capitalismo; ✓ Introdução de moedas monetárias; ✓ Desenvolvimento do sistema bancário; ✓ Expansão dos instrumentos de crédito; ✓ Declínio das corporações e o aparecimento de novas indústrias. Novidades na Revolução Comercial 41 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância A Revolução Comercial e seus fatos históricos representa um grande período de transformações na Europa, entre os séculos XVI e XVIII. Esse processo se deu porque ao final da Idade Média, novidades tecnológicas começaram a surgir e os costumes restritos de outrora, passaram a se dinamizar, enquanto a busca pelos metais preciosos se tornou cada vez mais intensa (INFOESCOLA, 2021, ON LINE). A Revolução Comercial impulsionou também a era das Grandes Navegações, que culminou no descobrimento das Américas pelos europeus, uma vez que, com a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos, não havia como chegar à Índia pelo caminho tradicional, logo, só nesse país era possível comprar especiarias (temperos), perfumes raros, joias fabulosas etc. (CONHECIMENTO CIENTÍFICO, 2021, ON LINE). Desde então o comércio se aperfeiçoou, atualizou e passou a assegurar desenvolvimento social, comercial e empresarial em diferentes partes do planeta. Nas últimas décadas o mundo experimentou uma nova forma de comercialização, aquela que ocorre por ferramentas eletrônicas. 6.3. O Comércio Eletrônico O comércio eletrônico caracteriza-se pela comercialização de produtos ou serviços por intermédio da internet. Para Shigunov Neto e Gomes (2016) esse tipo de comercialização pode contribuir para a estratégia de negócio nas organizações, porém, demanda atenção, pois, da mesma forma que pode ser uma vantagem competitiva para a organização, também pode trazer problemas se não for bem utilizado. Nessa perspectiva, é preciso destacar ainda, o parecer de Turban e King (2004) quando asseguram que a expressão “comércio eletrônico” é um tanto restrita, motivo pelo qual muitos preferem o termo e-business, uma definição mais ampla e que não inclui apenas as ações de compra e venda de produtos e serviços, mas também a prestação de serviços a clientes, a cooperação com parceiros comerciais e a realização de negócios eletrônicos dentro de uma organização. Dessa forma, o comércio eletrônico se caracteriza basicamente como uma loja on- line própria, que além de negociar diretamente com o consumidor final os produtos exclusivos de uma marca, também se responsabiliza pelos tramites logísticos, desde a compra até a entrega do produto ao cliente final. 42 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância O comércio eletrônico alterou a forma de fazer negócios e a distribuição dos produtos, uma vez que passou a possibilitar que os clientes realizem seus pedidos em qualquer dia e horário e também aumentou a complexidade relativa aos prazos de entrega, exigindo mais flexibilidade das empresas e dos sistemas de distribuição física (PONTES e ALBERTIN, 2017). 6.4. Marketplace O marketplace consiste em um modelo de negócio relativamente novo no Brasil, que surgiu em 2012 e se assemelha a atuação de um shopping center virtual, ou seja, reúne diferentes marcas e lojas em um mesmo lugar, facilitando a procura pelo melhor produto e, consequentemente, o preço mais atraente. Essa ferramenta chegou no mercado digital brasileiro trazendo mudanças significativas, em especial, pela sua capacidade de conectar a oferta e a demanda em uma plataforma online, gerando benefícios tanto aos empreendedores quanto aos clientes. O marketplace se divide em dois níveis de acesso: um para o lojista e um para o cliente. Enquanto o lojista tem a oportunidade de customizar o seu mix de produtos ofertados e lidar com a organização do negócio, para o cliente, a experiência é como acessar uma loja virtual comum, com a diferença de que existem várias opções de lojas. Isso quer dizer que, na hora de fechar uma compra, o procedimento adotado é como em qualquer outro comércio virtual, porém, sem a necessidade de redirecionar o consumidor para o site de cada loja, ou mesmo fazer cobranças separadas (VINDI, 2021, ON LINE). 6.5. Etapas das Vendas em Lojas Virtuais De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE (2021, ON LINE) as etapas das vendas de produtos em lojas virtuais são: Preparação do pedido: O comprador precisa localizar e identificar a mercadoria, obter as informações necessárias para tomar a decisão de compra, autorizar a transação financeira e transmitir o seu pedido para o site. Processamento do pedido: A partir do pedido efetuado pelo cliente, cabe ao site e às entidades envolvidas no processo, como as administradoras 1 2 43 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância de cartão de crédito e empresas antifraude, analisar os dados, processar e validar o pedido. O pedido válido e sem risco de fraude segue para o financeiro. Confirmação do pedido: Implica na confirmação da transação financeira, separação da mercadoria - ou sua encomenda junto ao fornecedor - embalagem, emissão da documentação fiscal e entrega ao transportador. O tempo de entrega é contado a partir desse momento. Entrega: Corresponde ao envio da mercadoria ao destinatário. Pode ser oferecida ao comprador a possibilidade de rastreamento das mercadorias após a entrega delas ao transportador. 6.6. Modalidades de Comércio Eletrônico Shigunov Neto e Gomes (2016) informam que existem inúmeras modalidades de comércio eletrônico, e apontam para as mais comuns: Comércio Eletrônico B2C ou Business to Consumer • É aquele que ocorre diretamente entre a empresa e o consumidor final, sem a necessidade de intermediários. São os varejos virtuais representados por websites denominados lojas virtuais. Comércio Eletrônico B2B ou Business to Business • É aquele que ocorre entre duas empresas, também denominado atacado virtual. Comércio Eletrônico B2G ou Business to Government • Aquele que ocorre com os órgãos governamentais como: prefeituras, universidades públicas e governos estaduais. Comércio Eletrônico C2C ou Consumer to Consumer • Ocorre entre consumidores finais. Como exemplos, sites de compras coletivas e de classificados. Dessa forma, quando se trata das modalidades de comércio eletrônico, torna-se essencial compreender que essas ferramentas existem para que as empresas negociem também entre si e utilizem a internet como estratégia para esse comércio, desconstruindo 3 4 44 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância assim, a ideia de que essas operações constituem apenas uma negociação direta com o consumidor final. 6.7. Distribuição Física no Comércio Eletrônico O sistema de distribuição física mais adotado no comércio eletrônico é o denominado “um para muitos”, onde um veículo é carregado com mercadorias e sai de um Centro de Distribuição – CD, para entregar os itens em diversas lojas, CDs, clientes etc., executando um roteiro previamente estabelecido. A grande maioria das empresas que atuam na comercialização eletrônica possui frotas próprias para a distribuição dos itens, porém, o mercado aponta uma significante quantidade de organizações que passaram a terceirizar esses serviços, contratando outras transportadoras e/ou direcionando suas entregas por remessas postais. Os veículos rodoviáriosassumiram essa liderança na distribuição física de materiais, em função da agilidade nas entregas, bem como pela facilidade de acesso, inclusive nos grandes centros urbanos, permitindo assim, uma entrega porta-a-porta. Contudo, antes do comércio eletrônico assumir as proporções atuais, o canal de distribuição direta entre produtor e consumidor era pouco explorado. Na realidade atual, tornou-se essencial e, para que possa funcionar com sucesso, é necessária a aplicação de estratégias bem definidas de gestão da demanda e de estoques, a fim de se preverem as incertezas e de se atender à diversidade de produtos e aos prazos de entregas (PONTES e ALBERTIN, 2017). Nessa perspectiva do explosivo crescimento do comércio eletrônico e diante das investidas da concorrência que se apresenta cada dia mais acirrada, é preciso estar ciente da necessidade de analisar o que é mais vantajoso para o processo e para a organização, ou seja, escolher entre as ações de distribuição da logística tradicional ou da que permeia a comercialização eletrônica. 45 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância A esse respeito, Pontes e Albertin (2017) apontam as principais diferenças entre a distribuição tradicional e a logística do comércio eletrônico. Critérios Logística Tradicional Logística do Comércio Eletrônico Tipo de carregamento Paletizado Pequenos pacotes Clientes Conhecidos Desconhecidos Tamanho médio do pedido Mais de R$ 1.000,00 Menos de R$ 100,00 Destinos dos pedidos Concentrados Altamente dispersos Demanda Estável e consistente Incerta e fragmentada Assim, compreende-se que o comércio eletrônico se destaca significativamente no país e no mundo e sua tendência é continuar em elevada ascensão, considerando especialmente as inovações tecnológicas que surgirão e a praticidade operacional resultante desse novo processo comercial. Muito antes da comercialização atual existir a sobrevivência da espécie humana foi garantida graças ao escambo. Entretanto, com o passar dos séculos, a forma de comercializar foi sendo atualizada e o dinheiro passou a ser utilizado nas trocas por produtos e serviços. Consequentemente, surgiu o comércio eletrônico que se caracteriza pela comercialização de produtos ou serviços pela internet, revelando também a necessidade de adequação das formas de distribuição dos itens, para fazer frente ao explosivo crescimento dessa forma de comercialização. 46 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 7. NÍVEL DE SERVIÇO AO CONSUMIDOR Objetivo: Conceituar nível de serviço e destacar sua representatividade nas operações comerciais. Introdução: Nível de serviço fundamenta-se na qualidade dos produtos e dos serviços prestados, ou seja, na junção de esforços, no desempenho e no atendimento ao cliente. Essa ferramenta é essencial para que as organizações contemporâneas consigam atender com excelência as necessidades de seus clientes, frente às muitas demandas. O nível de serviço caminha em paralelo aos custos logísticos, uma vez que cada ação demanda uma decisão, que culmina em despesas logísticas, que se voltarão para assegurar a satisfação e a possível fidelização de uma clientela. Logo, para prover esses serviços, os custos são atribuídos em etapas como: o planejamento, a movimentação de produtos e a distribuição destes. Nessa vertente destaca-se ainda o marketing que assume uma posição estratégica nos ambientes empresariais, focando na busca pela otimização de lucros, frente aos interesses dos consumidores espalhados pelo planeta e que se inserem em diferentes culturas. Dessa forma, convido você para conhecer como o nível de serviço pode influenciar na interação entre as partes envolvidas numa negociação. 7.1. Nível de Serviço Brasil e Pansonato (2018) asseguram que nível de serviço ao cliente é uma expressão que pode ser utilizada por qualquer setor da empresa, para mensurar se a expectativa do cliente, interno ou externo, está sendo atendida, ou seja, trata-se do atendimento às necessidades e expectativas daquele que é atendido. O objetivo de um nível de serviço é manter e melhorar a qualidade dos serviços por meio de um ciclo constante de acordos, monitoração, relatórios e melhorias, ou seja, ele 47 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância precisa ser estrategicamente focado no negócio e assegurar o alinhamento entre os interesses dos clientes e o que oferta as organizações (PORTAL EDUCAÇÃO, 2021, ON LINE). As necessidades dos clientes podem ser diversas e possuem forte relação com expectativas, uma vez que, constantemente sofrem alterações em função das modificações ambientais e em tempos específicos, costumam oscilar. Atente para a hierarquia das necessidades, conforme apontamentos na Pirâmide de Maslow. A famosa hierarquia de necessidades de Maslow, proposta pelo psicólogo americano Abraham H. Maslow, baseia-se na ideia de que cada ser humano esforça-se muito para satisfazer suas necessidades pessoais e profissionais. É um esquema que apresenta uma divisão hierárquica em que as necessidades consideradas de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Segundo esta teoria, cada indivíduo tem de realizar uma “escalada” hierárquica de necessidades para atingir a sua plena autorrealização (MINISTÉRIO DA INFRAESTRUTURA, 2021, ON LINE). Pirâmide de Maslow: Fonte da Imagem: http://cubomagicobrasil.com/forum/topic/16285-pir%C3%A2mide-de-necessidades- de-maslow/. Acesso em 29 de abril de 2021. 48 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Em se tratando da satisfação das necessidades humanas proposta por Maslow, frente à prestação de serviços logísticos, compreende-se que para se ter um bom nível de serviço, essa meta deve estar diretamente atrelada à qualidade e ao desempenho que os fornecedores precisarão buscar, como forma de oferecer aos seus clientes excelentes produtos e/ou serviços Por conseguinte, para a logística e, consequentemente, para a distribuição, é possível adaptar o conceito do nível de serviço ao cliente, da seguinte forma: entregar o produto correto, no local esperado, na data e com os preços combinados (BRASIL e PANSONATO, 2018). 7.2. Elementos do Nível de Serviço Três elementos compõem o nível de serviço, de acordo com o momento em que a transação entre empresa e cliente ocorre, sendo estes: elementos de pré-transação, de transação e de pós-transação. Nos entendimentos de Brasil e Pansonato (2018), as principais características desses elementos são: Elementos de Pré-transação Elementos de Transação Elementos de Pós-transação • Política posta por escrito Nível de estoque Instalação, garantias, reparos, reposições • Política nas mãos dos clientes Habilidade no trato de atrasos Rastreamento do produto • Estrutura organizacional Elementos do ciclo de pedido Queixas e reclamações dos clientes • Flexibilidade do sistema Tempo Embalagem • Serviços técnicos Transbordo Reposição temporária do produto durante reparos - Precisão - - Conveniência do pedido - - Substitutibilidade do produto - 49 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Dessa forma, os elementos de pré-transação são aqueles necessários para que o cliente conheça o que realmente lhe é oferecido, ou seja, constitui-se numa descrição das responsabilidades assumidas diante da escolha deste por produtos ou serviços. Por conseguinte, os elementos de transação, são aqueles capazes de efetivar tudo que foi propostoem ocasião da prospecção do cliente e, em geral, estão diretamente ligados à entrega dos produtos ao cliente. Por fim, os elementos de pós-transação constituem-se nas ações que serão necessárias para dar apoio e suporte ao cliente, em relação aos produtos adquiridos. Aqui é preciso destacar ainda que o relacionamento com o cliente não se encerra quando o produto ou o serviço é entregue, haja vista as muitas outras ações que demandam desse pós-serviço. De acordo com Cruz et al. (2017) a partir da verificação da grande amplitude de possibilidades de elementos do serviço logístico desde a pré-transação, a transação e até a pós-transação, conclui-se que a exploração do serviço logístico ultrapassou o ciclo do pedido, abrangendo também questões de preço, qualidade do produto, garantias e suporte à venda e ao pós-venda. 7.3. Nível de Serviço e Custos O nível de serviço possui forte relação com a qualidade dos serviços prestados e a distribuição dos produtos comercializados. Entretanto, sem medir os custos inerentes à essas operações o processo fica inviável, dúvidas e conflitos surgem e os resultados passam a apontar lucros menores. Logo, se faz necessário encontrar o ponto de equilíbrio entre a satisfação do cliente e a redução de custos. Em se tratando da redução de custos, DiAvante (2021, ON LINE) assegura que nesse contexto, compreende-se que, quanto maior for o nível de serviço, maiores também serão os custos logísticos, ou seja, se a empresa trabalhar com veículos mais rápidos, os custos são maiores que veículos mais lentos, por exemplo. Assim, as vendas dos produtos devem ser equilibradas com os custos para que haja mais lucro e menos perdas. 50 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Para auxiliar nesta análise, é possível levantar algumas características de clientes que refletem diretamente sobre os custos, conforme quadro apresentado em Logística na Prática (2021, ON LINE). Clientes que impactam em alto custo Clientes que impactam em baixo custo Produtos personalizados Produtos padronizados Quantidades pequenas Grandes quantidades Imprevisibilidade de pedidos Previsibilidade de pedidos Entrega personalizada Entrega padronizada Alteração constante nas condições de entrega Condições de entrega inalteradas Exigem serviço pós-venda Nenhum serviço pós-venda Exigem que se mantenha estoque Abastecimento contínuo Atrasam pagamentos Pagamento pontual Por fim, compreende-se que os custos farão parte do processo e por isso, precisarão de atenção constante, haja vista seus impactos diretos nos interesses patrimoniais das organizações. 7.4. Marketing e Logística para Satisfação do Cliente O marketing pode ser entendido como um conjunto de ferramentas que tem como objetivo atender necessidades individuais ou organizacionais. Essa estratégia empresarial busca pela otimização de lucros, por intermédio de pesquisas mercadológicas, design, campanhas publicitárias, atendimentos, dentre outros serviços, enfatizando e destacando os interesses dos consumidores. A partir do conceito de marketing, é possível compreender que o objetivo fundamental dessa ferramenta se constitui num processo de trocas, mediante a necessidade das organizações em criar produtos ou oferecer serviços que busquem atender as necessidades de pessoas físicas ou jurídicas. 51 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Em contrapartida, a logística constitui-se em um conjunto de planejamento, operação e controle do fluxo de materiais, mercadorias, serviços e informações de uma empresa, integrando e racionalizando as funções sistêmicas desde a produção até a entrega, assegurando vantagens competitivas na cadeia de abastecimento e a consequente satisfação dos clientes (SUZANO, 2013). Em outras palavras, a logística consiste no planejamento e na execução de operações logísticas que se façam necessárias (SELEME e DE PAULA, 2019). Nessa perspectiva, compreende-se que o marketing e a logística podem ser poderosas ferramentas adotadas pelas organizações, quando houver uma busca por excelentes níveis de serviço, desenvolvimento, sucesso e lucros vantajosos. O nível de serviço constitui-se no atendimento às necessidades e expectativas daquele que é atendido e possui forte relação com a qualidade dos serviços prestados e a distribuição dos produtos comercializados. Três elementos compõem o nível de serviço, sendo estes: elementos de pré-transação, de transação e de pós-transação. Enquanto o marketing busca pela otimização de lucros, enfatizando e destacando os interesses dos consumidores. A integração entre marketing e logística é alcançada quando a equipe incorpora as considerações sobre os consumidores nas etapas estratégicas de obtenção do plano de marketing. Assim, a equipe propõe que a estratégia logística, criada para servir o consumidor, seja estabelecida por meio de análises externas e internas, a fim de conhecer o potencial do serviço e da prestação de serviço, para, por fim, identificar as oportunidades de melhorias (PONTES e ALBERTIN, 2017). 52 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 8. CICLO DO PEDIDO Objetivo: Destacar a objetividade e relevância do ciclo de pedidos entre intervenientes em operações logísticas. Introdução: O ciclo do pedido consiste em um período estabelecido nas negociações entre fornecedores e clientes. Esse ciclo está diretamente ligado ao nível de serviço e possui relevante representatividade nas operações logísticas oferecidas pelas companhias contemporâneas. Sobretudo, esse estágio pode variar de acordo com o produto, com a empresa e até mesmo com o canal de distribuição escolhido e ao final, será responsável por compor um elo entre fornecedores e clientes. Que tal, compreender os conceitos e as etapas de um ciclo de pedido e ainda conhecer as atividades que sequenciam e caracterizam esse procedimento? 8.1. Ciclo do Pedido A movimentada atuação logística constantemente impõe desafios aos profissionais. Um desses desafios consiste em reduzir o ciclo de pedidos, que pode ser compreendido como o tempo total entre a realização de uma solicitação por um cliente, até o momento de sua entrega. Faz-se necessário destacar que diante da globalização e da influência de novas e diferentes tecnologias na sociedade contemporânea, os clientes passaram a exigir rápidas respostas quanto à prestação de serviços das empresas, razão pela qual, o ciclo do pedido assume essa representatividade na relação entre o cliente e as organizações. Inclusive, mesmo esse processo não representando proporções que elevem os custos organizacionais, de forma direta se relaciona com o nível de serviço oferecido, conforme você já viu anteriormente. Logo, sua aplicabilidade se demonstra essencial, quando se objetiva bons resultados. 53 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Nesse sentido, saber administrar o ciclo de pedido é o mesmo que oferecer a oportunidade de olhar a própria empresa através dos olhos dos seus clientes, vendo e experimentando a transação da forma que o consumidor faz. Assim, toda vez que um pedido é manuseado o cliente também é, e cada vez que um pedido não é atendido, o consumidor também não o é (ALCÂNTARA, 1997). 8.2. Etapas do Ciclo do Pedido Brasil e Pansonato (2018) asseguram que o ciclo de pedido precisa de um tempo para acontecer, podendo variar de acordo com o produto, com a empresa e até mesmo com o canal de distribuição escolhido pelo cliente e disponibilizado pela empresa, que pode ter diferentes ciclos de pedido para diferentes canais dedistribuição para um mesmo produto. Os autores apontam também, as etapas que compõem o fluxo do ciclo de um pedido. Recebimento do Pedido: - Dados do pedido; - Confirmação financeira; - Validação. Fabricação: - Processo produtivo (com ou sem personalização); - Presença de estoque. Separação: - Picking; - Embalagem; - Unitização. Entrega: - Roteirização; - Documentação; - Registros; - Identificação; - Relatórios. 54 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Vamos compreender melhor algumas das ações que compõem as etapas do ciclo de pedidos? 8.3. Picking O picking, também denominado order picking, consiste na separação dos pedidos dos clientes. Por intermédio desse procedimento os produtos saem dos estoques e são direcionados à expedição, onde serão conferidos e posteriormente destinados ao transporte. A esse respeito, Luchezzi (2015) assegura que a atividade de picking é o foco principal dos centros de distribuição e surgiu como parte de um processo de reestruturação das operações de armazenagem dentro das empresas, diante das necessidades de adaptação frente mudanças ocorridas nas demandas, tais como: aumento do número de pedidos, ampla variedade de itens e menor tempo de respostas. Brasil e Pansonato (2018) informam a existência de quatro modelos de picking de produtos acabados, sendo estes: Picking Discreto Os pedidos são separados um a um e os itens que compõem o pedido também são escolhidos de forma individual. Assim, o responsável pela separação deverá realizar a coleta de todos os produtos do pedido. Ex: Pessoas em supermercados colocam em prática esse conceito. Picking por Zona Os produtos são separados por zona, a área de picking, e cada operador fica responsável por uma zona. Quando um pedido é registrado, cada operador busca a quantidade determinada em sua zona para compor o pedido. Assim, a empresa ganha tempo de busca e pode trabalhar com mais pedidos no mesmo período de tempo. Ex: lojas de materiais de construção, em que os itens são separados por categorias: elétricos, hidráulico, acabamento etc. Fonte da Imagem: https://br.vexels.com/png- svg/previsualizar/135896/silhueta-de- arquivo-de-picking-executivo. Acesso em 01 de maio de 2021. 55 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Picking por Lote O responsável pelo picking aguarda um determinado número de pedidos, verifica os produtos e as quantidades comuns a todos os pedidos desse grupo formado e realiza a coleta de um lote de produtos para dividir entre todos os pedidos. Nesse caso, se comparar com o picking por zona, haverá mais pedidos sendo atendidos de forma simultânea, gerando vantagens, porém, há também a necessidade de um planejamento mais detalhado para que possa ser colocado em prática. Picking por Onda Seu funcionamento é semelhante ao picking discreto, a única diferença consiste na quantidade de pedidos. No caso do picking por onda, é determinado um número de pedidos a ser separado por turno. No picking discreto não há essa delimitação. Assim, compreende-se que o picking é um dos procedimentos mais relevante quando se objetiva melhorar o ciclo do pedido e alcançar um bom nível de serviço ao consumidor. 8.4. Unitização de Cargas Unitizar cargas consiste em procurar meios de separar e preparar mercadorias, de forma organizada por: tipo, quantidade, pesagem, formato etc., de forma que estes produtos fiquem de forma idêntica e/ou consideravelmente uniformes, ao ponto de facilitar a produtividade operacional. A unitização de cargas tem o objetivo de facilitar a movimentação, armazenagem e o transporte, além, de reduzir os custos de sua movimentação, obtendo maior produtividade operacional e gerando segurança adicional (RODRIGUES, 2007). Por conseguinte, a unitização de cargas contribui nos seguintes aspectos: 56 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância ✓ Reduzindo o esforço físico excessivo; ✓ Auxiliando os controles operacionais; ✓ Permitindo menos movimentações de volumes; ✓ Promovendo a redução de roubos e extravios; ✓ Facilitando a melhor utilização dos espaços; ✓ Facilitando o manuseio dos volumes; ✓ Favorecendo as estocagens. Dessa forma, Campos e Brasil (2013) asseguram que tanto os produtores quanto os envolvidos na movimentação, armazenagem, e transporte devem se preocupar com a melhor forma de unitizar mercadorias. 8.5. Roteirização A roteirização é o processo de definição de trajetos (rotas) para que as entregas ou coletas sejam realizadas e os serviços, prestados. O roteirizador é usado para redução de custos operacionais logísticos ligados à rota, podendo ser atrelados a tempo, distância percorrida ou qualidade das vias (COBLI BLOG, 2021, ON LINE). Nessa perspectiva, Longa (2021, ON LINE) informa que as rotas longas podem prolongar o prazo de entrega e afetar a competitividade da empresa, ao mesmo tempo em que trajetos curtos podem estar repletos de pedágios — que geram mais despesas —, e pegar atalhos pouco conhecidos pode colocar o motorista e a carga em risco de assaltos ou acidentes. Dessa forma, criar rotas se torna um processo necessário para a redução dos custos inerentes às movimentações, rapidez nas entregas, aperfeiçoamento das operações de entrega, segurança operacional e melhor aproveitamento das saídas para a distribuição dos itens. Outra das etapas essenciais para a distribuição é a elaboração de embalagens para o transporte. Essa temática será abordada no último capítulo do seu material. Até breve. 57 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância O ciclo do pedido consiste em um período estabelecido nas negociações entre fornecedores e clientes e sua aplicabilidade se demonstra essencial, quando se objetiva bons resultados. As etapas que compõem o fluxo do ciclo de um pedido são: recebimento do pedido, fabricação, separação e entrega. Inseridos nessas etapas estão alguns procedimentos comuns, relativos à distribuição de produtos, tais como: picking, unitização e roteirização. 58 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 9. EMBALAGENS Objetivo: Conceituar “embalagem”, destacando seus tipos e os principais produtos que as compõem. Introdução: As embalagens compõem parte integral dos produtos e possuem relevância singular quando se trata da acomodação correta de itens, do fornecimento de informações e da promoção de apelos ao consumidor. Nesse contexto, Faro e Faro (2012) indicam que as embalagens se revestem não apenas do conceito de acomodação, proteção e identificação do produto, indo muito mais além do que isso, constituindo-se, em última análise, em uma ferramenta de marketing. Com base nessas informações, eu convido você a conhecer um pouco mais sobre esses produtos tão comuns no dia a dia. Vamos entender um pouco mais sobre esses itens? 9.1 As Embalagens O mercado de embalagens é fundamental para a indústria e o comércio. Esses itens são necessários em ocasião das negociações pois serão os objetos necessários para que os bens comercializados possam ser transportados do local de venda até o local de destino. Todavia, como é possível administrar essas operações no cenário internacional? Como saber o tipo de embalagem ideal para cada produto? Antes de aprofundar seus conhecimentos sobre esse assunto, eu lhe convido para conhecer a origem das embalagens. 9.2 O Surgimento das Embalagens Na atualidade, grande parte dos produtos ofertados ao ser humano exige a participação diretadas embalagens na negociação (MACHADO et al., 2011). Entretanto, 59 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância de acordo com Neis e Santos (2012) apesar do uso constante das embalagens nas operações comerciais contemporâneas, esses produtos já foram historicamente registrados através do uso de objetos semelhantes para beber e estocar alimentos, há mais de dez mil anos. Nesse contexto, Duarte (2013) chama a atenção para o fato de os povos primitivos terem utilizado ossos de animais e conchas marinhas como único recurso para o transporte de água e alimentos. Esse parecer é pactuado também por Coutinho e Lucian (2015) quando relatam que as primeiras embalagens da história foram inspiradas na própria natureza, como, por exemplo, observando-se as cascas das frutas que protegem esses recursos naturais das ações externas. Outro aspecto relevante é apontado também por Albach et al. (2016) ao enfatizar que provavelmente pouco depois de o homem descobrir o fogo, este fenômeno também foi utilizado para endurecer o barro e o transformar em objetos para cultivar a terra e preservar mantimentos. Registros históricos revelam que no passado, as embalagens serviam exclusivamente para proteger e preservar conteúdos, porém, com o passar dos anos, estes utensílios precisaram se adequar às exigências dos consumidores, surgindo então, os primeiros recipientes plásticos que foram confeccionados na década de 1920 (GARCIA et al., 2014). Somente após a Segunda Guerra Mundial, em 1945, o plástico e seus principais componentes passaram a ser largamente utilizados para confeccionar uma afinidade de embalagens em diferentes formatos e tamanhos (INOVA EMBALAGENS, 2021, ON LINE). Por conseguinte, após a década de 1960, houve considerável crescimento nas produções de embalagens plásticas no mundo. Razão pela qual, diversos autores Fonte da Imagem: http://hanne-pout- pourrideideias.blogspot.com.br/. Acesso em 20 de maio de 2021. 60 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância asseguram que esses materiais possuem força na comunicação e valorização de produtos e marcas (MACHADO et al., 2011; NEIS e SANTOS, 2012; NOGUEIRA et al., 2015). 9.3 Tipos de Embalagens Os tipos de embalagens são diversos e possuem particularidades que precisam ser consideradas em ocasião das operações. Veja na sequência quais são os tipos mais comuns. 9.3.1 Embalagem Primária A embalagem primária é um recipiente em formato de caixa, lata ou bisnaga (VITORINO, 2012), ou seja, trata-se das embalagens que terão contato direto com o produto e farão a proteção deste. Exemplo desse tipo de embalagem é o plástico que reveste um sabonete ou um vidro que acondiciona perfume. 9.3.2 Embalagem Secundária A embalagem secundária é geralmente uma embalagem de papelão que contém um número-padrão de embalagens primárias e seu objetivo é facilitar o manuseio e o transporte, afinal, é bem mais prático carregar uma caixa de papelão do que um monte de produtos menores e soltos (VITORINO, 2012). 9.3.3 Embalagem Terciária A embalagem terciária, também denominada “embalagem de transporte”, é aquela que agrupa outras embalagens primárias e secundárias, em ocasião do transporte de um lote de produtos. Exemplos desse tipo de itens são as caixas de papelão com diversos produtos em embalagens secundárias ou sacolas plásticas de mercado, caixas de madeira, papelão ou plástico. 9.3.4 Embalagem Quaternária ou de Quarto Nível Esse tipo de embalagem serve para juntar, movimentar e armazenar produtos, ou seja, são aquelas elaboradas para facilitar o armazenamento e a movimentação contemplando o maior número de unidades em seu interior. Exemplos desse tipo de embalagens são os paletes, que 61 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância acondicionam as embalagens terciárias e facilitam o deslocamento desses itens de um ponto a outro. Taylor (2005) assegura que entregas grandes de um produto são normalmente carregadas em paletes completos, que contêm apenas um tipo de produto. Para entregas menores, os vários produtos com destino único são carregados em paletes mistos. 9.4 Materiais das Embalagens Os materiais utilizados na composição das embalagens podem ser diversos. Na sequência você poderá conhecer os principais materiais utilizados na fabricação de embalagens. 9.4.1 Papelão As embalagens confeccionadas em papelão possuem particularidades que favorecem seu uso no dia a dia do comércio em geral. Algumas das inúmeras vantagens em utilizar papelão como principal matéria-prima para a fabricação de embalagens é que em razão das particularidades do produto, as embalagens podem ser confeccionadas facilmente em diversos tamanhos e formatos. A Associação Brasileira de Papelão Ondulado – ABPO (2021, ON LINE) indica que as inovações em design e sistemas construtivos, impressão e acabamento de alta qualidade das embalagens de papelão passaram a ser notadas nos pontos de venda pelo mundo, como embalagens primárias sustentáveis. Dentre os principais tipos de embalagens que podem ser confeccionadas em papelão, é possível citar: Caixas; Bobinas; Sacos; Fardos; Envelopes; Dentre outros. 62 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância A escolha por esse tipo de matéria-prima ocorre geralmente por se tratar de material consideravelmente leve e prático, pois quase não ocupa espaços em oportunidade de armazenagem, além de ser biodegradável e fácil para reciclar. 9.4.2 Plástico O plástico é uma das matérias-primas mais comuns na fabricação de embalagens no mundo. A escolha desse produto ocorre geralmente pela sua composição, que uma vez constituída por fibras, permite torná-lo flexível, facilitando seus moldes em diferentes tamanhos e formatos. Dentre os principais tipos de embalagens que podem ser confeccionadas em plástico, é possível citar: Existem alguns tipos de plástico, como: ➢ Polipropileno – Utilizado na fabricação de peças estruturais, mesas para laboratórios e aparelhos ortopédicos, dentre outros; ➢ Poliestireno – Utilizado na fabricação de descartáveis, capas para CDs, equipamentos para laboratórios, seringas, dentre outros; ➢ Policloreto de Vinila ou PVC – Utilizado na fabricação de tubos de PVC, brinquedos, mangueiras de jardim, dentre outros; ➢ Polietileno – Utilizado na fabricação de filmes plásticos, sacolas de supermercados, sacos para lixo, dentre outros; Sacos; Sacolas; Tubos; Galões; Frascos; Envelopes; Dentre outros. 63 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 9.4.3 Madeira As embalagens feitas em madeira são muito utilizadas no transporte de cargas e servem para facilitar a distribuição de produtos. É possível afirmar que em razão das suas especificações, são as embalagens mais pesadas e de certa forma são as mais resistentes contra os fortes impactos tão comuns nas movimentações de transporte. Dentre os principais tipos de embalagens que podem ser confeccionados em madeira, é possível citar: Faro e Faro (2012) asseguram que as primeiras embalagens utilizadas para o transporte de mercadorias manufaturadas ou produtos industrializados, eram compostas por madeiras, elemento cujo emprego atualmente tende a ser descontinuado, a não ser em algumas poucas aplicações, como, por exemplo, a guarda, conservação e envelhecimento de bebidas alcoólicas. Dessa forma, independente da principal matéria-prima adotada para confeccionar as embalagens, o que realmente precisa ser levado emconsideração são as necessidades da operação e as particularidades da carga que será transportada por intermédio desses itens. As embalagens são essenciais nas movimentações de cargas pelo mundo. Seus tipos contemplam necessidades específicas, como forma de preservação dos bens em diferentes níveis, assim como as principais matérias-primas utilizadas em suas confecções, sendo cruciais para atender às muitas necessidades mercadológicas. Caixas; Bobinas; Barris; Dentre outros. 64 Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Universidade Santa Cecília - Educação a Distância ALBACH, D. M.; RAZERA, D. L.; ALVES, J. L. Design para a sustentabilidade e a relação histórica das embalagens com questões ambientais. Mix Sustentável Edição Especial ENSUS, v. 2, n. 1, p. 45 - 52, 2016. ALCANTARA, R. L. C. Logística, Nível de Serviço e Ciclo do Pedido: Compreender para Otimizar. In: XVII Encontro Nacional de Engenharia de Produção, 1997, Gramado / RS. Anais do VXII Enegep / CD-Rom, 1997. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PAPELÃO ONDULADO – ABPO. História. 2021. Disponível em: http://www.abpo.org.br/?page_id=1158. Acesso em 03 de maio de 2021. BITENCOURT, N. S. F; AQUINO, H; PAZZINI, G; PETRACA, I. 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