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Medicamentos - AAS, Dipirona

Resumo farmacológico do diazepam: descrição como benzodiazepínico protótipo, fórmula e aparência, mecanismo (ligação alostérica aos receptores GABAA e aumento da entrada de Cl-), indicações (ansiedade, relaxante muscular, anticonvulsivante) e dados de absorção/uso IV, oral, retal, IM.

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DIAZEPAM 
O diazepam é um princípio ativo do grupo farmacológico das benzodiapezinas, do qual é o mais 
representativo, sendo por muitos considerado o protótipo deste grupo. Esta substância ativa 
possui uma especificidade de ação ansiolítica e uma curva doseresposta muito achatada, daí que 
a designação de tranquilizante seja muito apropriada. 
No ramo da neuropsicofarmacologia, existem dois grandes grupos de fármacos que devem ser 
diferenciados – os barbitúricos e as benzodiazepinas. Embora tendo-se presente a possibilidade 
de uma significativa sobreposição dos respectivos perfis farmacológicos em algumas áreas de 
atuação, consoante a dose e a via de administração, os fármacos benzodiazepínicos diferem dos 
primeiros no facto de possuírem seletividade na ação ―calmante‖, ansiolítica e corretora da 
tensão emocional, com menor capacidade de provocar sonolência. As benzodiazepinas não 
provocam anestesia geral, depressão respiratória ou paralisia bulbar fatal, mesmo quando usadas 
em doses múltiplas das terapêuticas, ao contrário do que acontece com os sedativos barbitúricos. 
Os barbitúricos exibem uma inclinação linear, típica de agentes sedativo-hipnóticos. 
Os desvios de uma relação dose-resposta linear que ocorrem nas benzodiazepinas, exigem 
incrementos proporcionalmente maiores da dose para obter-se uma depressão do Sistema 
Nervoso Central (SNC) mais profunda do que a hipnose, resultando assim, numa superior 
margem de segurança que, por conseguinte, fornece uma importante razão para o seu uso clínico 
extenso no tratamento dos estados de ansiedade e distúrbios do sono. As benzodiazepinas 
afiguram-se, portanto, como fármacos muito eficazes, que têm uma menor probabilidade de 
interagir com outros medicamentos, de provocar overdose e menor potencial de provocar 
dependência quando comparados com os barbitúricos. 
Classificação química: 
 O diazepam (C16H13ClN2O ou 7-cloro-1,3-dihidro-1-metil-5- fenil-2H-1,4-benzodiazepina-2-ona) 
existe nas condições ambientais sob a forma um pó cristalino branco ou quase branco, muito 
pouco solúvel na água e solúvel em etanol. Apresenta um pKa de 3,4. A sua estrutura consiste 
num núcleo 1,4-benzodiazepínico, que possui um grupo carboxamida no anel heterocíclico com 
sete membros. É necessário um átomo de cloro na posição 7 para conferir atividade sedativo-
hipnótica. 
Mecanismo de ação: 
O ácido gama-aminobutírico (GABA) é o principal neurotransmissor inibitório do SNC. Os 
benzodiazepínicos atuam seletivamente como agonistas nos receptores GABA, mais 
especificamente na subunidade GABAA, que medeia a transmissão sináptica inibitória em todo o 
SNC. 
Os benzodiazepínicos intensificam a ação do GABA ao facilitar a abertura dos canais de cloreto, 
promovendo a hiperpolarização das células onde atuam. Daqui resulta um aumento da frequência 
de eventos de abertura destes canais, tal como, demonstram estudos electrofisiológicos. Estes 
fármacos, do qual faz parte o diazepam, ligam-se especificamente a um local deste receptor, 
distinto de onde se liga o GABA, e atuam alostericamente, aumentando a afinidade do GABA pelo 
receptor. Os benzodiazepínicos são mais seletivos (do que os barbitúricos por não envolverem 
mais sítios de ligação), resultando portanto numa margem de segurança maior como já se referiu 
atrás. 
Indicações terapêuticas: 
 No Prontuário Terapêutico Nacional (2011) o diazepam encaixa no grupo de fármacos indicados 
na terapêutica de estados ansiedade e sintomas ansiosos, relaxante muscular e 
anticonvulsivante. O diazepam está indicado no tratamento sintomático da ansiedade, tensão e 
outros distúrbios físicos ou psicológicos associados à ansiedade (por exemplo, alterações de 
comportamento ou esquizofrenia). 
Existem situações para as quais a prescrição de diazepam se torna questionável. O recurso a 
este fármaco é desnecessário e até de eficácia discutível no tratamento de uma pequena ou 
média ansiedade ou insónia, podendo mesmo acarretar efeitos nefastos. Prescrevê-lo para 
tratamento de ansiedade em situações que exijam concentração, como acontece em exames de 
condução ou uma apresentação em público, pode resultar no resultado oposto ao desejado. 
 
Farmacocinética – as etapas de transformação do diazepam no organismo: 
1. Absorção: 
 Em administração oral, a absorção do diazepam é rápida, obtendo-se concentrações plasmáticas 
máximas entre os 30 e 90 minutos após a administração (Roche, 2010). O diazepam é bem 
absorvido pelo que tem uma biodisponibilidade sistémica de 70-100%. 
O diazepam pode ser também administrado por via intravenosa em epiléticos quando não é 
possível administrar oralmente; ou no tratamento agudo da febre convulsa, como solução retal. 
Após uma injeção intramuscular de diazepam em pessoas saudáveis, alcoólicos crónicos ou em 
abstinência, a absorção é lenta (o pico de concentração plasmática ocorre após 10-12h do início 
da infusão) e errática, mas completa. Como consequência os efeitos clínicos são atrasados e 
imprevisíveis, pelo que não deve ser administrado por esta via. A absorção a partir de 
supositórios segue o mesmo perfil. 
2. Distribuição: 
 O diazepam tal como outras benzodiazepinas é largamente distribuído pelo organismo. Esta 
substância ativa é das mais lipofílicas do seu grupo farmacológico, e apresenta um volume de 
distribuição aumentado nos indivíduos do sexo feminino e indivíduos com mais de 70 anos de 
idade. Este volume de distribuição em estado de equilíbrio poderá ser devido, em parte, ao 
prolongado tempo de semi-vida (3 horas). 
O diazepam e seus metabolitos unem-se extensamente às proteínas plasmáticas, estimando-se 
que a fracção ligada atinja os 98%. 
Devido ainda à sua lipofília, o diazepam atravessa a placenta e aparece em quantidades residuais 
no leite de amamentação (a sua concentração no leite materno é cerca de 1/10 da concentração 
no plasma materno). A sua concentração no cérebro, fígado e baço ultrapassa a quantidade não 
ligada no plasma 
3. Biotransformação (metabolização): 
 O diazepam é submetido à biotransformação a nível hepático, sofrendo um metabolismo 
oxidativo mediado pelas isoenzimas CYP2C19 e CYP3A do citocromo P450, dando origem a 
metabolitos com atividade farmacológica como N-desmetildiazepam (ou nordazepam), 
temazepam (ou 3-hidroxiazepam) e oxazepam. 
4. Eliminação: 
 A concentração plasmática de diazepam decai de forma bifásica ao longo do tempo. Numa fase 
inicial, verifica-se a distribuição rápida e extensa, e seguindo-se a fase de eliminação terminal 
prolongada. O diazepam e seus metabolitos são excretados principalmente na urina 
predominantemente na forma conjugada, sendo, no entanto, o oxazepam conjugado com ácido 
glucorónico o produto urinário encontrado em maior quantidade. 
 
ÁCIDO ACETILSALICÍLICO (AAS) 
O ácido acetilsalicílico é utilizado há mais de 100 anos por seus efeitos analgésico, antipirético e 
antiinflamatório e somente em 1960 foi descrito seu efeito antiagregante plaquetário. Em 1971, foi 
descoberta a acetilação irreversível da cicloxigenase, o que explica seu efeito antiagregante. 
Mecanismo de ação: 
 A atividade dos AINE como antiagregantes plaquetários e sua capacidade de prolongar o tempo 
de sangramento devem-se ao efeito inibidor da síntese de prostaglandinas, mediante a inativação 
da cicloxigenase – enzima que catalisa a síntese de prostaglandinas a partir do ácido 
araquidônico. Consequentemente, produz-se, nas plaquetas, uma redução da formação e da 
liberação de tromboxano A2 , que é um potente vasoconstritor e estimulador da agregação 
plaquetária. Diferentemente de outros AINE, o ácido acetilsalicílico inibe a agregação plaquetária 
de forma irreversível. Por isso, a recuperação da hemostasia normal,após a interrupção do 
tratamento, depende da produção de novas plaquetas funcionantes (7 a 10 dias). Por outro lado, 
o efeito antiagregante de outros AINE é mantido somente enquanto permanecem no plasma. 
Doses recomendadas: 
 O ácido acetilsalicílico é absorvido parcialmente no estômago e rapidamente no jejuno. 
Concentrações plasmáticas eficazes são alcançadas vinte a trinta minutos após uma dose de 75 
a 325 mg; o pico de concentração é atingido uma a duas horas após sua administração.2 A dose 
ótima de ácido acetilsalicílico como profilático antitrombótico ainda é debatida. As doses 
superiores a 325 mg/ dia estão associadas a uma maior freqüência de reações adversas; por 
outro lado, as doses inferiores a 75 mg/dia não foram suficientemente estudadas e não há 
evidências de sua eficácia. A inibição da cicloxigenase é teoricamente completa após alguns dias 
de tratamento com doses de 75 mg/dia de ácido acetilsalicílico. Doses maiores não melhoram 
substancialmente o efeito antiagregante, mas aceleram o alcance do efeito máximo, que é quase 
imediato após a administração de doses de 160 a 325 mg de ácido acetilsalicílico. Pelo contrário, 
as doses superiores a 325 mg inibem também, no endotélio, a síntese de prostaciclinas – com 
capacidade antiagregante –, produzindose um efeito contrário ao pretendido. Nas situações 
agudas, considerando-se a importância do tratamento de emergência com ácido acetilsalicílico, 
recomenda-se uma dose inicial de 160 a 325 mg, que proporciona um efeito antiagregante rápido 
e completo. A dose de manutenção é de 75 a 325 mg/dia (conforme o caso), no mínimo por dois 
anos. Recomenda-se manter o tratamento por tempo indefinido – especialmente em idosos e em 
pacientes de “alto risco” – sempre que não surgirem efeitos adversos ou exista contra-indicação 
para seu uso. O tratamento preventivo com ácido acetilsalicílico não deve substituir outros 
tratamentos medicamentosos cardiovasculares ou medidas como abandono do tabagismo, 
prática de exercício físico, dieta adequada, etc. 
Segurança do uso de ácido acetilsalicílico: 
 Os principais efeitos adversos do ácido acetilsalicílico são os gastrintestinais. Podem ocorrer 
erosões e úlceras gástricas, com apresentação de anemia e (ou) hemorragia. Estes efeitos são 
de caráter dose-dependente e ocorrem em 25 a 30% dos pacientes tratados com doses de 75 a 
325 mg/dia. Muitos dos pacientes permanecem assintomáticos (cerca de 60%). Estudos 
longitudinais mostram que uma dose diária de 75 mg causa um leve, porém significativo, 
sangramento gastrintestinal; este efeito dobra com 300 mg/dia e quintuplica com 1,8 a 2,4 g/dia. 
Sugere-se que doses inferiores a 30 mg/dia provavelmente não apresentem problemas 
gastrintestinais, porém, não há evidências de sua eficácia na tromboprofilaxia.1,5,6, 9 Apesar de 
ser bem conhecido o efeito gastroerosivo, habitualmente não se preconiza a utilização de 
medidas farmacológicas gastroprotetoras, exceto naqueles pacientes com antecedentes de 
enfermidade gastroduodenal ou história de sangramento prévio, em especial nos primeiros meses 
de tratamento. Em princípio, poderia se supor que as formulações de liberação entérica ou de 
liberação prolongada apresentassem menor risco de produzir efeitos adversos gastrintestinais do 
que as formulações normais de ácido acetilsalicílico. As evidências disponíveis demonstram que 
a utilização dessas formulações especiais pode reduzir a possibilidade das lesões gástricas por 
ação do contato direto de ácido acetilsalicílico com as mucosas. Porém, isso não evita as lesões 
relacionadas ao efeito inibidor sistêmico sobre a síntese de prostaglandinas – independente da 
via de administração e da forma farmacêutica empregada.1 Outro importante efeito adverso, 
embora incomum, é o acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico, não dose-dependente. Sua 
incidência foi estimada em 0,7 por 1000 pacientes tratados, em um subgrupo de estudo que 
apresentou redução em AVC isquêmico de 10 por 1000 pacientes tratados. Não obstante o risco 
de sangramento gastrintestinal, não seria esperada a diminuição do risco de AVC hemorrágico, a 
menos que doses muito baixas de ácido acetilsalicílico fossem empregadas; neste caso, as doses 
seriam insuficientes para atingir o nível máximo de inibição da função plaquetária, 
comprometendo o efeito protetor cardiovascular pretendido. Outros efeitos como broncoespasmo 
(em pacientes com a tríade de asma, alergia e pólipos nasais induzidos por ácido acetilsalicílico), 
angioedema, urticária ou reação anafilática são menos freqüentes. 
Evidências sobre a eficácia: 
 O uso do ácido acetilsalicílico, em doses baixas (75 a 325 mg/dia), pode reduzir em 25 a 50% o 
risco de recidivas e de surgimento de novos eventos vasculares oclusivos. A ticlopidina e o 
clopidogrel são modesta, mas significativamente mais efetivos do que o ácido acetilsalicílico na 
prevenção de eventos vasculares graves em pacientes de alto risco. Contudo, a dimensão desta 
vantagem não está bem estabelecida. O tratamento antiagregante com ácido acetilsalicílico foi o 
mais amplamente estudado, sendo o mais econômico e melhor tolerado; por isso, a maioria dos 
especialistas o propõe como antiagregante de eleição. Como tratamento alternativo – em casos 
de intolerância, contra-indicação ou ineficácia – recomenda-se a ticlopidina. Alguns especialistas 
propõem a associação de algum outro antiagregante plaquetário ao ácido acetilsalicílico com o 
objetivo de melhorar sua eficácia. Contudo, há controvérsias sobre a utilidade clínica dessas 
associações; além disso, esta prática provavelmente aumenta o risco de hemorragias.1 A eficácia 
do ácido acetilsalicílico é independente de sexo, idade ou da presença de outras doenças 
associadas – como diabetes ou hipertensão. No entanto, é mais eficaz no período de maior risco 
de eventos vasculares graves como, por exemplo, nas semanas posteriores à ocorrência de um 
infarto do miocárdio.1 As evidências dos ensaios clínicos mostra que todas as doses que inibem 
completamente a função plaquetária são eficazes na prevenção de tromboembolismo. O grupo 
“Antiplatelet Trialists’ Collaboration” (ATC) publicou uma metanálise de 145 ensaios clínicos 
randomizados de tratamento antiplaquetário. Quarenta e seis ensaios (alguns ensaios 
contribuíram para mais que uma comparação) com o uso isolado do ácido acetilsalicílico, foram 
analisados para comparar três regimes de dose: 
 <160 mg (principalmente 75 a 150mg) (7 ensaios) 
 160 a 325 mg (12 ensaios) 
 500 a 1500 mg/dia (30 ensaios) 
As reduções de risco para infarto do miocárdio, AVC ou morte vascular para estes três regimes 
foram de 26%, 28% e 21%, respectivamente, não sendo significativamente diferentes.3 Em três 
ensaios clínicos foram comparadas doses elevadas de ácido acetilsalicílico (500 a 1500 mg/dia) 
com doses mais baixas (75 a 325 mg/dia). Não houve diferença significativa em eficácia entre 
estes regimes. Estes ensaios forneceram evidência substancial de que as doses diárias de 75 
mg/dia são efetivas. 
 
A inibição da agregação plaquetária é uma medida com eficácia demonstrada na prevenção de 
trombose arterial na enfermidade vascular. O ácido acetilsalicílico, em doses diárias de 75 a 325 
mg, é o fármaco de eleição em doença coronariana aguda ou crônica (exceto prevenção primária 
em paciente com risco estimado de doença coronariana abaixo de 15% e cuja pressão arterial 
não esteja controlada), pacientes portadores de pontes coronárias, doença vascular cerebral e 
alguns casos de fibrilação auricular crônica. A ticlopidina demonstrou igual eficácia, porém, a 
maior freqüência de efeitos colaterais e seu custo elevado limitam sua indicação aos casos em 
que esteja indicada a antiagregação e o ácidoacetilsalicílico não seja tolerado. É razoável usar 
doses de ácido acetilsalicílico que sejam baixas a ponto de minimizar os riscos e garantir 
suficientemente o efeito inibitório máximo sobre a função plaquetária. Atualmente, não há 
evidências suficientes para afirmar que doses inferiores a 75 mg/dia sejam adequadas para prevenir 
tromboses. 
 
ANTIBIÓTICOS/ANTIMICROBIANOS 
Os antimicrobianos correspondem a uma classe de fármacos que é consumida frequentemente 
em hospitais e na comunidade. Entretanto, são os únicos agentes farmacológicos que não afetam 
somente aos pacientes que os utilizam, mas também interferem de forma significativa no 
ambiente hospitalar por alteração da ecologia microbiana. 
O conhecimento dos princípios gerais que norteiam o uso de antimicrobianos, assim como das 
propriedades e características básicas dos antimicrobianos disponíveis, são essenciais para uma 
escolha terapêutica adequada. 
Na prática clínica o uso de antimicrobianos tem duas finalidades: 
 profilática; 
 terapêutica. 
Os fatores que influenciam a escolha dos antimicrobianos são: 
1. As características do paciente como: idade, função renal e hepática, estado imunológico, 
localização do processo infeccioso, terapia prévia com antimicrobianos, gravidez/lactação e 
sensibilidade do paciente; 
2. Os agentes etiológicos que envolvem a análise do antibiograma e os prováveis mecanismos 
de resistência; 
3. As propriedades dos antimicrobianos como a farmacocinética e a farmacodinâmica, 
mecanismo de ação, sinergismo ou antagonismo, toxicidade, interação medicamentosa e custos. 
Propriedades farmacológicas dos antimicrobianos (farmacocinética e farmacodinâmica) 
 
Para que o antimicrobiano exerça sua atividade, primeiramente deverá atingir concentração ideal 
no local da infecção, ser capaz de atravessar, de forma passiva ou ativa, a parede celular, 
apresentar afinidade pelo sítio de ligação no interior da bactéria e permanecer tempo suficiente 
para exercer seu efeito inibitório. 
 
 
 
 
Farmacocinética 
 
O que é? 
A farmacocinética estuda a atuação do antimicrobiano no interior do organismo a partir dos 
parâmetros de velocidade de absorção, distribuição e eliminação da droga e de seus metabólitos. 
Através dos conhecimentos de farmacocinética e das características do microrganismo frente ao 
antimicrobiano, é possível adequar posologia, via de administração e intervalo entre cada dose, 
visando melhorar o resultado terapêutico e, ao mesmo tempo, reduzir a probabilidade de 
desenvolver efeitos tóxicos potenciais. 
Concentração sérica 
Após a administração de dose padronizada de um antimicrobiano, sua concentração plasmática 
aumenta rapidamente, até atingir a concentração sérica máxima; depois disso, na medida em 
que se distribui entre os tecidos e é eliminado ou metabolizado, sua concentração no sangue vai 
diminuindo progressivamente até se tornar nula. A concentração do antimicrobiano detectada no 
sangue antes da administração da dose seguinte (respeitando o intervalo padronizado) 
corresponde à concentração sérica mínima. 
Representação gráfica 
A representação gráfica da relação concentração sérica do fármaco com o tempo (horas) é 
dada pela curva de concentração sérica-tempo de antimicrobiano 
 
 
É importante saber que: 
 após alcançarem a corrente sanguínea, os antimicrobianos estabelecem ligações protéicas 
em proporção variável (índice de ligação protéica), mas sabe-se que só a fração livre do 
antimicrobiano é dotada de atividade anti-bacteriana; 
 a ligação dos antimicrobianos com as proteínas plasmáticas exerce influência sobre várias 
outras características farmacocinéticas, como sua difusão nos tecidos e líquidos orgânicos, 
a rapidez com que ultrapassa as membranas celulares, a intensidade de seu efeito 
antimicrobiano e sua velocidade de eliminação. 
Outro conceito importante é a meia-vida do antimicrobiano, que corresponde 
ao tempo necessário para que a concentração sérica máxima, alcançada com a 
administração de uma dose padrão, se reduza à metade. 
 
Este índice independe da intensidade ou pico da concentração sérica máxima e 
é determinado pelo grau de excreção ou metabolização e pela rapidez de 
difusão tecidual do antimicrobiano. 
 
Excreção 
A eliminação (excreção) das drogas no organismo é realizada, principalmente, através dos rins e 
do fígado, embora algumas possam ser eliminadas pelo pulmão, trato gastrintestinal ou pele. 
 As substâncias eliminadas nas fezes são geralmente aquelas ingeridas por via oral e não 
absorvidas ou metabólitos eliminados pela bile e não reabsorvidos. 
 Pode haver eliminação pelo leite, pouco importante como via de eliminação, mas de 
interesse pela possibilidade de causar efeitos no lactante. 
 Pequenas quantidades do medicamento podem ser eliminadas pelo suor ou pela saliva. 
Farmacodinâmica 
 
Conceito 
A farmacodinâmica relaciona as concentrações do fármaco com sua atividade antimicrobiana. 
A sensibilidade dos microrganismos aos antimicrobianos é representada pela concentração 
inibitória mínima (CIM ou MIC) de cada microrganismo para cada antimicrobiano, que 
corresponde à menor concentração do antimicrobiano capaz de inibir o desenvolvimento visível 
do microrganismo. 
 
Classificação 
A partir dos estudos farmacodinâmicos os antimicrobianos podem ser classificados em: 
 tempo-dependentes; 
 concentração-dependentes. 
Antimicrobianos tempo-dependentes: 
São aqueles que têm sua ação regida pelo tempo de exposição das bactérias às suas 
concentrações séricas e teciduais. A ação destes antimicrobianos independe dos níveis séricos 
que atingem, mas dependem do tempo que permanecem acima da concentração inibitória 
mínima para esse microrganismo. 
Importante: 
Na prática, quando utilizamos um antimicrobiano tempo-dependente devemos 
procurar maximizar a duração da exposição do patógeno ao fármaco. 
 
Neste grupo encontram-se: 
 vancomicina; 
 antimicrobianos β-lactâmicos; 
Atenção: 
Os antimicrobianos β-lactâmicos apresentam melhor atividade quando suas concentrações 
permanecem, constantemente, acima da CIM dos microrganismos. 
 
Exemplo de maximização de exposição: 
 O aumento do tempo de infusão destes fármacos, associados ou não a doses mais elevadas, 
particularmente em infecções causadas por bactérias com CIMs mais elevadas, 
como Pseudomona aeruginosa e Acinetobacter baumannii. 
Antimicrobianos concentração ou dose-dependentes 
Por outro lado, os antimicrobianos concentração ou dose-dependentes (aminoglicosídeos e 
fluoroquinolonas) são aqueles que exibem propriedades de destruição de bactérias em função da 
concentração, isto é: 
Quanto maior a concentração da droga, mais rápida a erradicação 
do patógeno. 
 
Parâmetro indicador 
No caso das drogas dependentes da concentração, o melhor parâmetro indicador é o pico de 
concentração da droga em relação à CIM, ou o índice da área abaixo da curva (AAC ou AUC) 
dividido pela CIM (Figura 2). 
Efeito pós-antimicrobiano 
O efeito pós-antimicrobiano reflete a manutenção da supressão de crescimento bacteriano 
mesmo quando as concentrações séricas do fármaco já são inferiores à CIM. 
Exemplo: microrganismos gram-negativos expostos aos 
aminoglicosídeos. 
Esta é uma razão a mais para o uso desses antimicrobianos 
em dose única. 
Lembre-se: 
A maioria dos β-lactâmicos não apresenta efeito pós-
antimicrobiano. 
O intervalo de administração será dependente da meia-vida 
de cada droga. 
 
 
Resistência bacteriana 
Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da resistência bacteriana aos 
antimicrobianos. 
Um dos fatores de risco mais importante é a exposição repetida a 
concentrações de antimicrobianos abaixo do adequado!!! 
 
 
 
Por que isso ocorre? 
Concentrações subletais de um antimicrobiano exercempressão seletiva sobre a população de 
bactérias, sem erradicá-las. Assim, cepas mutantes que possuem certo grau de resistência à 
droga são favorecidas e tendem a dominar a população. 
1. ß-Lactâmicos 
O grupo de antimicrobianos classificados como ß-lactâmicos possui em comum no seu núcleo 
estrutural o anel ß-lactâmico, o qual confere atividade bactericida. 
 
Conforme a característica da cadeia lateral definem-se seu espectro de ação e suas propriedades 
farmacológicas. 
 
Pertencem a este grupo: 
 penicilinas 
 cefalosporinas 
 carbapenens 
 monobactans 
Os mecanismos de ação e de resistência são comuns a todos! 
Algumas particularidades como farmacocinética, uso clínico e efeitos colaterais de cada classe, 
serão descritas separadamente. 
Mecanismo de ação dos ß-lactâmicos 
 
O mecanismo de ação dos antimicrobianos ß-lactâmicos resulta em 
parte da sua habilidade de interferir com a síntese do 
peptideoglicano (responsável pela integridade da parede 
bacteriana). 
 
Para que isto ocorra: 
1. devem penetrar na bactéria através das porinas presentes na membrana externa da parede 
celular bacteriana; 
 
2. não devem ser destruídos pelas ß-lactamases produzidas pelas bactérias; 
 
3. devem ligar-se e inibir as proteínas ligadoras de penicilina (PLP) responsáveis pelo passo final 
da síntese da parede bacteriana. 
Mecanismo de resistência aos ß-lactâmicos 
São descritas três formas principas pelas quais as bactérias 
apresentam resistência aos antimicrobianos ß–lactâmicos: 
A. Produção de ß–lactamases: é o meio mais eficiente e comum 
das bactérias se tornarem resistentes aos antimicrobianos ß–
lactâmicos; 
 
B. Modificações estruturais das proteínas ligadoras de penicilina 
(PLP) codificadas pelo gene mecA; 
 
C. Diminuição da permeabilidade bacteriana ao antimicrobiano através de mutações e 
modificações nas porinas, proteínas que permitem a entrada de nutrientes e outros elementos 
para o interior da célula. 
1.1 PENICILINAS 
Descobertas em 1928, por Fleming, permanecem até hoje como uma excelente classe de 
antimicrobianos. São divididas em: 
 penicilinas naturais ou benzilpenicilinas; 
 aminopenicilinas; 
 penicilinas resistentes às penicilinases; 
 penicilinas de amplo espectro, as quais foram desenvolvidas na tentativa de evitar a 
aquisição de resistência das bactérias. 
 
Em relação à farmacocinética, as penicilinas apresentam várias diferenças, as quais 
definem seu uso clínico: 
 A. Benzilpenicilinas ou penicilinas naturais; 
B. Aminopenicilinas; 
C. Penicilinas resistentes às penicilinases; 
D. Penicilinas de amplo espectro, obtidas por associação com inibidores de ß-
lactamase. 
A. Benzilpenicilinas ou penicilinas naturais 
Entre as benzilpenicilinas, a associação da penicilina com determinadas substâncias determina 
sua farmacocinética e farmacodinâmica. 
 Penicilina cristalina ou aquosa: restrita ao uso endovenoso. Apresenta meia-vida curta 
(30 a 40 minutos), é eliminada do organismo rapidamente (cerca de 4 horas). Distribuí-se 
amplamente pelo organismo, alcançando concentrações terapêuticas em praticamente 
todos os tecidos. É a única benzilpenicilina que ultrapassa a barreira hemato-encefálica em 
concentrações terapêuticas, e mesmo assim, somente quando há inflamação. 
 Penicilina G procaína: apenas para uso intramuscular. A associação com procaína 
retarda o pico máximo e aumenta os níveis séricos e teciduais por um período de 12 
horas. 
 Penicilina G benzatina: é uma penicilina de depósito, pouco hidrossolúvel, e seu uso é 
exclusivamente intramuscular. Os níveis séricos permanecem por 15 a 30 dias, 
dependentes da dose utilizada. 
 Penicilina V: apenas para uso oral. Os níveis séricos atingidos por esta preparação são 2 
a 5 vezes maiores do que os obtidos com as penicilinas G administradas por via 
intramuscular e com distribuição tecidual similar a esta. Pode ser utilizada como 
terapêutica seqüencial oral na substituição das penicilinas parenterais, exceto 
contra Neisseria spp e Haemophilus spp.. 
B. Aminopenicilinas 
As aminopenicilinas são penicilinas semi-sintéticas, disponíveis desde 1960, após a adição de 
um grupo amino na cadeia lateral, e de espectro de ação mais amplo, em relação às 
benzilpenicilinas. Apresentam boa absorção, tanto oral como parenteral. 
As aminopenicilinas disponíveis para uso clínico no Brasil são: Ampicilina e Amoxacilina. 
C. Penicilinas resistentes às penicilinases 
Após o advento da penicilina G, houve uma rápida disseminação de resistência a esta droga, por 
produção de ß-lactamases, pelos estafilococos. Assim, foram desenvolvidas as penicilinas 
resistentes às penicilinases. 
No Brasil, atualmente, o único representante disponível é a oxacilina. 
D. Penicilinas de amplo espectro, obtidas por associação com inibidores de ß-lactamase 
Apesar do desenvolvimento de toda essa variedade de penicilinas, a produção das ß-lactamases 
continuou sendo o meio mais eficiente e comum das bactérias se tornarem resistentes aos 
antimicrobianos ß–lactâmicos. 
Novas estratégias foram desenvolvidas para recuperar o espectro destes antimicrobianos. 
Os inibidores de ß–lactamases, quando em associação com antimicrobianos ß-lactâmicos, ligam-
se às ß-lactamases. Dessa forma, evitam a hidrólise do anel ß–lactâmico e potencializam sua 
atividade. 
Indicações clínicas das penicilinas 
 A. Pneumonias 
B. Otites e sinusites 
C. Faringites e epiglotites 
D. Infecções cutâneas 
E. Meningites bacterianas 
F. Infecções do aparelho reprodutor 
G. Endocardites bacterianas 
H. Profilaxia 
Efeitos Colaterais 
A. Reações de hipersensibilidade; 
B. Manifestações cutâneas; 
C. Toxicidade renal; 
D. Toxicidade hematológica; 
E. Neurotoxidade 
 
2. QUINOLONAS 
As primeiras quinolonas foram utilizadas no início dos anos 60, com a introdução do ácido 
nalidíxico na prática clínica. No início dos anos 80, com o acréscimo de um átomo de flúor na 
posição 6 do anel quinolônico, surgiram as fluorquinolonas (principal representante: 
ciprofloxacina), com aumento do espectro, para os bacilos gram-negativos e boa atividade contra 
alguns cocos gram-positivos, porém, pouca ou nenhuma ação 
sobre Streptococcus spp., Enterococus spp. e anaeróbios. 
Este foi um dos principais motivos para o desenvolvimento das novas quinolonas: levofloxacina, 
gatifloxacina, moxifloxacina e gemifloxacina. Recentemente, foram descritas alterações nos níveis 
de glicemia com o uso dessas quinolonas mais associadas com a gatifloxacina, sobretudo em 
pacientes idosos e diabéticos, motivo pelo qual essa quinolona foi retirada de mercado. 
Mecanismo de ação: 
Inibem a atividade da DNA girase ou topoisomerase II, enzima essencial à sobrevivência 
bacteriana. A DNA girase torna a molécula de DNA compacta e biologicamente ativa. Ao inibir 
essa enzima, a molécula de DNA passa a ocupar grande espaço no interior da bactéria e suas 
extremidades livres determinam síntese descontrolada de RNA mensageiro e de proteínas, 
determinando a morte das bactérias. Também inibem, in vitro, a topoisomerase IV, porém não é 
conhecido se este fato contribui para a ação antibacteriana. 
Mecanismo de resistência: 
A resistência ocorre, principalmente, por alteração na enzima DNA girase, que passa a não sofrer 
ação do antimicrobiano. Pode ocorrer por mutação cromossômica nos genes que são 
responsáveis pelas enzimas alvo (DNA girase e topoisomerase IV) ou por alteração da 
permeabilidade à droga pela membrana celular bacteriana (porinas). É possível a existência de 
um mecanismo que aumente a retirada da droga do interior da célula (bomba de efluxo). 
Propriedades farmacológicas 
São bem absorvidas pelo trato gastrintestinal superior. A biodisponibilidade é superior a 50% e o 
pico sérico é atingido em 1 a 3 horas após a administração.Os alimentos não reduzem 
substancialmente a absorção, mas retardam o pico da concentração sérica. A ligação protéica 
está normalmente entre 15 e 30%. 
O volume de distribuição geralmente é alto. As concentrações na próstata, fezes, bile, pulmão, 
neutrófilos e macrófagos excedem as concentrações séricas. Já as concentrações na saliva, 
ossos, e líquido cérebro espinhal são menores que as plasmáticas. 
As novas quinolonas como a levofloxacina, atingem altas concentrações séricas, concentração 
máxima de 4mg/L, após 500mg por via oral. A área sob a curva é elevada. Possui meia-vida de 7 
a 8 horas, podendo ser administrada tanto por via endovenosa, como oral, uma única vez ao dia. 
A ligação protéica é de 20 a 30%, sendo a eliminação predominantemente renal, 80 a 90%. 
Indicações clínicas 
A seguir serão descritas as principais indicações clínicas das quinolonas. 
 
A. Trato genito-urinário 
B. Trato gastrintestinal 
C. Trato respiratório 
D. Osteomielites 
E. Partes moles 
F. Ação contra micobactérias 
 
3. AMINOGLICOSÍDEOS 
A estreptomicina foi o primeiro aminoglicosídeo obtido a partir do fungo Streptomyces griseus em 
1944. As principais drogas utilizadas atualmente em nosso meio, além da estreptomicina, são: 
GENTAMICINA, tobramicina, amicacina, netilmicina, paramomicina e espectinomicina. 
Mecanismo de ação 
 
 
 
 Ligam-se à fração 30S dos ribossomos inibindo a síntese protéica ou 
produzindo proteínas defeituosas. Para atuar, o aminoglicosídeo deve 
primeiramente ligar-se à superfície da célula bacteriana e posteriormente deve 
ser transportado através da parede por um processo dependente de energia 
oxidativa. 
 
Mecanismos de resistência 
Existem três mecanismos reconhecidos de resistência bacteriana aos aminoglicosídeos: 
1. alteração dos sítios de ligação no ribossomo; 
2. alteração na permeabilidade; 
3. modificação enzimática da droga. 
Os genes que conferem resistência podem estar associados a plasmídeos conjugativos e não 
conjugativos e em transposons, e parecem ser constitutivos, não sendo induzidos pela presença 
do antimicrobiano. 
O desenvolvimento da resistência durante o tratamento é raro. 
Propriedades famacológicas 
 
 
 Pouco absorvíveis por via oral, sendo utilizados por esta via somente para a descontaminação da 
flora intestinal (neomicina). Os níveis séricos máximos são obtidos após 60 a 90 minutos, por via 
intramuscular, e em infusões intravenosas por 30 minutos. Sua atividade bactericida está 
relacionada ao seu pico sérico, ou seja, quanto maior a concentração da droga mais rápida e 
maior o efeito bactericida, mostrando ainda importante atividade bacteriostática residual, 
principalmente quando do uso concomitante com antimicrobianos ß-lactâmicos. 
 
Distribuem-se bem no líquido extracelular, porém a concentração intracelular é pequena, por 
necessitarem de transporte ativo para sua absorção. Exceção são as células tubulares renais 
proximais onde fazem com que a urina atinja concentrações 25 a 100 vezes a sérica. 
A penetração nas secreções pulmonares alcança 20% da concentração sérica, também é baixa a 
penetração em liquor, exceto em recém-nascidos. São eliminados quase que inalterados por 
filtração glomerular. 
Indicações clínicas 
 
Os principais usos dos aminoglicosídeos são: septicemias, infecções do trato urinário, 
endocardites, infecções respiratórias, infecções intra-abdominais, meningites em recém-
nascidos, infecções oculares, osteomielites e infecções de articulações. têm grande atividade 
contra bacilos e cocos gram-negativos aeróbios, entre 
eles, Klebsiella spp., Serratia spp., Enterobacter spp., Citrobacter spp., Haemophilusspp., Acineto
bacter spp. e cepas de Pseudomonas aeruginosa. Apresentam também atividade contra 
bactérias gram-positivas, entre elas: Staphylococcus aureus, S. epidermidis, Listeria 
monocytogenes,Enterococcus faecalis e Nocardia asteroides, além de serem ativas contra 
micobactérias. 
Gentamicina 
Utilizada no tratamento de infecções por bacilos gram-negativos, com ação contra P. 
aeruginosa ou S. marcescens. Também usada em esquemas combinados com ß-lactâmicos para 
infecções mais graves por enterococos.

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