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Síndrome de Down
Disciplina de Pediatria 1
Prof. Marta Maciel Lyra
DEFINIÇÃO:
É a combinação de diferenças maiores e
menores na estrutura corporal.
Está associada a:
• dificuldades de habilidade cognitiva;
• desenvolvimento físico e
• de aparência facial.
Síndrome de Down
DEFINIÇÃO:
É uma cromossomopatia, ou seja, uma doença cujo
quadro clínico global é explicado por um
desequilíbrio na constituição cromossômica (no caso,
a presença de um cromossomo 21 extra),
caracterizando, assim, uma trissomia simples.
Esta síndrome também pode ser caracterizada por
uma translocação ou um mosaico.
Síndrome de Down
Cariótipo da Síndrome de Down ou
Trissomia 21
Síndrome de Down
Cariótipo da Síndrome de Down ou Trissomia 21
Síndrome de Down
Trissomia 21 simples
a pessoa possui 47
cromossomos em todas
as células (+ 95% dos
casos).
Trissomia 21
Mosaico
a alteração genética
compromete apenas
parte das células, ou
seja, algumas células
têm 47 e outras 46
cromossomos (+2%
dos casos).
Translocação
o cromossomo extra
do par 21 fica
"grudado" em outro
cromossomo. Embora
indivíduo tenha 46
cromossomos tem SD
(+3% dos casos).
Par de cromossomos 21
e um cromossomo 21
extra ligado no braço q
do cromossomo 14.
Síndrome de Down
HISTÓRICO:
Crianças com SD foram retratadas por pintores:
Andrea Mantegna (1431-1506) e
Jacobs Jordaens (1539-1678).
Síndrome de Down
HISTÓRICO:
Esquirol, 1838, fez referência à síndrome em um dicionário
Médico;
Chambers, 1844, “idiotia do tipo mongolóide”;
Edouard Seguin (entre 1846 e 1866) SD um subtipo de
cretinismo classificado como “cretinismo furfuráceo”;
Fraser e Michell (1876), o de Ireland (1877), que distinguiu a
“idiotia mongolóide” da “idiotia cretinóide”.
Primeira descrição clínica - 1866 por Langdon Down (médico
inglês) graças inferiores;
Causa a trissomia 21 - identificada pela primeira vez pelo
geneticista francês Jérôme Lejeune em 1958.
Síndrome de Down
INCIDÊNCIA:
• Fatores endógenos (p. ex. idade materna);
• Fatores exógenos (p. ex. radiação)
• É a síndrome genética melhor conhecida.
• É responsável por 15% dos portadores de atraso mental que
frequentam instituições próprias para crianças especiais.
Síndrome de Down
INCIDÊNCIA:
• Relação - idade materna a concepção de crianças com a SD
• Na população geral a 1:800 nascidos vivos.
• > 35 anos a 1:370 nascidos vivos.
• 20 anos a 1:1600 nascidos vivos.
• Não há diferença entre raças.
Síndrome de Down
• SOBREVIDA:
• Melhor sobrevida g avanços alcançados/propiciados (p. ex.
nas cardiopatias congênitas, infecções respiratórias e outras
malformações congênitas e até a leucemia, em grau menor).
• Grande maioria boa saúde g problemas de pele, epilepsia
(em menos de 15% das pessoas) e desordens cardíacas (de
20% a 40% das pessoas).
• A incidência de câncer = população geral (exceto leucemia na
infância).
• Associação entre a doença de Alzheimer e a SD em menor
idade.
Síndrome de Down
DIAGNÓSTICO:
Pré-natal:
Marcador ultrassonográfico: Medida 12ª semana
gestacional. da translucência nucal - Valores acima de 3 mm
sugerem problemas congênitos, p.ex. SD.
Amniocentese, coleta de vilo corial, exame de sangue.
Síndrome de Down
DIAGNÓSTICO:
Características dismórficas g fenótipo distinto:
1. Diagnóstico já pode ser suspeitado na
maternidade;
2. Hipotonia, sonolentas:
3. Baixa estatura;
4. Crânio braquicefalia (diâmetro fronto-occipital
muito pequeno);
5. Pescoço curto. Pavilhão auricular pequeno e
dismórfico; base nasal achatada e hipoplasia da
região mediana da face.
Síndrome de Down
DIAGNÓSTICO:
6. Face achatada e arredondada;
7. Olhos mostram fendas palpebrais com inclinação
superior, pregas epicânticas, e exibem manchas
de brushfield ao redor da margem da íris;
8. Boca aberta - mostrando a língua sulcada, saliente
e hipotônica;
Síndrome de Down
DIAGNÓSTICO:
8. As mãos são curtas e largas, frequentemente com uma
única prega palmar transversa ("prega simiesca") e com
encurvamento do 5º dedo (clinodactilia);
9. Os pés mostram um amplo espaço entre o primeiro e o
segundo dedos.
Síndrome de Down
DIAGNÓSTICO:
10. Dificuldades para a sucção e deglutição;
11. Atraso no desenvolvimento de alguns reflexos
12. Comprometimento na postura de semiflexão dos
quadris, que pode não ser evidente ou, até mesmo, estar
ausente;
13. Linguagem bastante comprometida (instabilidade na
produção vocal, organização gramatical pobre, fala
funcional quando adquirida na maioria dos casos);
14. Deficiência mental é uma das características mais
presentes devido (atraso global no desenvolvimento,
que varia de criança para criança (QI dessas abaixo da
média);
Síndrome de Down
OUTRAS CARACTERÍSTICAS:
• 1/3 a 2/3 tornam-se independentes na idade adulta;
• características comportamentais e de temperamento +
distúrbio que seus irmãos estereótipo de obstinadas,
mas também são afetivas e de temperamento fácil;
• Poucos estudos em relação ao
comportamento/relacionamento sexual;
Síndrome de Down
Síndrome de Down
Tratamento:
A qualidade de vida dos afetados depende, principalmente, dos
cuidados da família. A estimulação precoce melhora o desempenho
neuromotor, a hipotonia muscular e a linguagem.
• Ambiente (macro, exo, meso e microssistema,
e cada um influencia e é influenciado pelo outro)
g Família (equilíbrio, reestruturação,
estímulo, sobrecarga, ajuste psicológico);
g Escola (A criança com SD têm idade cronológica
≠ de idade funcional c resposta diferente daqueles sem alterações de
aprendizagem.
A criança com SD têm possibilidades de se desenvolver e
executar atividades diárias e ate mesmo adquirir formação
profissional e no enfoque evolutivo, a linguagem e as
atividades como leitura e escrita podem ser desenvolvidas a
partir das experiências da própria criança).
Síndrome de Down
Tratamento:
g Cidade/Estado (Programa de Estimulação Precoce, p.ex.
atendimentos planejados pelo MEC, para crianças de 0 a 3
anos de idade com atraso no desenvolvimento ou com algum
tipo de deficiência - física, mental, visual, auditiva ou múltipla.
Esse programa tem, em sua essência, um papel preventivo,
buscando intervir nas diversas áreas do desenvolvimento
infantil: motora, cognitiva, sensório-perceptiva, socioafetiva e
da linguagem).
Síndrome de Down
Tratamento:
gMundo
(é essencial preparar o portador de SD para realizar as atividades
diárias, desenvolver habilidades profissionais e assim
desempenhar seu papel na sociedade e a sociedade tem que se
desvestir dos preconceitos para recebê-lo).
Síndrome de Down
Tratamento:
• Profissionais de saúde
g Interdisciplinaridade – Médico (pediatra, neurologista e outras
especialidades);
- Fonaudiologista
- Fisioterapêuta (respeitando os níveis de
rendimento da criança, possibilitando:
• melhor postura,
• melhor tonicidade e
• melhor equilíbrio.
Dependendo das deficiências específicas,
técnicas de fisioterapia são aplicadas
para inibição de reflexos patológicos).
Síndrome de Down Tratamento:
• Profissionais de saúde
g Interdisciplinaridade – Terapêuta ocupacional (objetivos gerais da
terapia ocupacional é de proporcionar funcionalidade e o máximo de
independência possível no ambiente escolar, familiar, social,de trabalho, de lazer e
outros espaços de vivencia do educando. De acordo com a faixa etária e com as
reais necessidades de cada criança é que vão ser determinados os objetivos
específicos:
> Planejar atividades para estimular o desenvolvimento neuropsicomotor;
> Propiciar posturas adequadas para tais atividades;
> Orientar a família quanto às atividades da vida autônoma e social;
>Trabalhar aspectos cognitivos (atenção/concentração), perceptivos, coordenação
motora global e fina).
- Psicólogo (trabalhar de forma integrada
com a família e a escola)