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SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA - AM OHSAS 18001 MANAUS - AM 2019 INTRODUÇÃO Neste trabalho será abordado sobre a OHSAS 18001. É uma norma que tem por objetivo prover às organizações os elementos de um Sistema de Gestão da SST eficiente, passível de integração com outros requisitos de gestão, de forma a auxiliá- las a atingir seus objetivos de segurança e saúde ocupacional. A OHSAS 18001 também pode ser adaptada a todos os tipos de organização para ajudá-las a eliminar ou minimizar riscos e perigos ocupacional. Ela define os requisitos de um Sistema de Gestão da SST, tendo sido redigida de forma a aplicar-se a todos os tipos e portes de empresas, e para adequar-se a diferentes condições geográficas, culturais e sociais. O sucesso do sistema depende do comprometimento de todos os níveis e funções, especialmente da alta administração. Um sistema desse tipo permite a uma organização estabelecer e avaliar a eficácia dos procedimentos destinados a definir uma política e objetivos de SST, atingir a conformidade com eles e demonstrá-la a terceiros. JUSTIFICATIVA As normas OHSAS associadas à gestão da SST destinam-se a proporcionar às empresas os requisitos de um sistema de gestão de segurança e saúde do trabalho funcionais, que possam ser integrados com outros aspectos de gestão a fim de ajudar essas empresas a atingirem os objetivos de SST e econômicos. Estas normas, tal como outras normas internacionais, não visam criar barreiras não tarifárias ao comercio nem aumentar ou alterar as obrigações jurídicas de uma organização. A norma apresenta uma abordagem sistemática para a identificação dos perigos assim como eliminação ou minimização dos riscos associados aos perigos encontrados. Muitas são as vantagens de implementação da OHSAS 18001 (Occupational Health and Safety Assessment Series) como, por exemplo, reduzir os riscos – pode contribuir para um ambiente de trabalho com menos acidentes e riscos. Melhorar o moral dos colaboradores – pode proporcionar melhorias no moral dos colaboradores fazendo, assim, a diminuição no número de reclamações. Credibilidade – a organização pode ser beneficiada com aumento da credibilidade em função de ter o Sistema de Gestão implementado. Fornecedor de preferência – permite a empresa trabalhar em parcerias com fornecedores que têm como pré-requisito a OSHAS 18001. OBJETIVOS Dada a importância da integração dos Sistemas de Gestão nas organizações, o objetivo principal desse trabalho é apresentar de forma objetiva as principais características e vantagens apresentadas na norma OHSAS 18001, para permitir que a organização controle seus riscos para a SST e melhore seu desempenho da SST. ESPECIFICOS Apresentar os benefícios da implantação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), Programa de Controle Médico de saúde Ocupacional (PCMS), Análise Preliminar de Risco(APR), Riscos Ambientais, Prevenção de Acidentes na construção civil. PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS (PPRA) Os ricos ambientais são aqueles que existem no ambiente de trabalho, causados por agentes químicos, físicos ou biológicos que possam causar danos à saúde e bem estar do trabalhador. De acordo com a NR 9 as ações do PPRA devem ser desenvolvidas no âmbito de cada empresa, sob a supervisão do empregador, com a participação dos trabalhadores, sendo sua abrangência variada, dependendo das necessidades da empresa. O PPRA tem por objetivo estabelecer medidas que visem a eliminação, redução ou controle desses riscos, visando sempre a integridade física do trabalhador. A NR 9 determina a obrigação de elaboração assim como implementação do PPRA por todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. A NR 9 cita que o PPRA deve conter a seguinte estrutura: a) planejamento anual com estabelecimento de metas, prioridades e cronogramas; b) estratégia e metodologia de ação; c) forma do registro, manutenção e divulgação dos dados; d) periocidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA. São considerados agentes físicos de acordo com a NR 9: Ruídos; Vibrações; Pressões anormais; Temperaturas extremas; Radiações ionizantes; Infra-som e o ultra-som. São considerados agentes químicos de acordo com a NR 9: Agentes que possam penetrar no organismo por meio da via respiratória; Poeiras; Fumos; Gases e vapores Neblina. São considerados agentes biológicos de acordo com a NR 9: Fungos; Bactérias; Bacilos; Parasitas; Protozoários; Vírus. Para os fins da NR 9, nível de ação é o valor acima do qual devem ser iniciadas as ações preventivas de forma a minimizar a probabilidade de que a exposição a gentes ambientais ultrapassem o limite de exposição. As ações devem incluir o monitoramento periódico da exposição, a informação aos trabalhadores e controle médico. O empregador deve garantir, que no caso da existência de riscos ambientais que ponham em risco grave um ou mais trabalhadores, haja interrupção imediata de suas atividades, e comunicação ao seu superior hierárquico direto, para que as devidas providências sejam tomadas. PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL (PCMSO) O PCMSO é um programa que especifica procedimentos e condutas a serem adotados pelas empresas em função dos riscos aos quais os empregados se expõem no ambiente de trabalho. Trata-se do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, previsto pela Norma Regulamentadora 07(NR 07) - Portaria do Ministério do Trabalho número 3214 de 08/06/78, que determina que todos os empregadores ou instituições que admitam trabalhadores como empregados regidos pela CLT, elaborem e implementem tal programa. O PCMSO irá estabelecer o controle de saúde físico e mental do trabalhador, em função de suas atividades, e obriga a realização de exames médicos admissionais, de mudança de função e de retorno ao trabalho, estabelecendo ainda a obrigatoriedade de um exame médico periódico. As empresas ou condomínios com até 25 empregados, não estão obrigadas a manter um médico coordenador do PCMSO, estando ainda desobrigadas de elaborar o relatório anual. Porém, como essas empresas estão obrigadas à realização dos exames médicos acima mencionados, a obrigação poderá ser cumprida mediante convênio com empresas especializadas/credenciadas em medicina do trabalho. Seu objetivo é prevenir, detectar precocemente, monitorar e controlar possíveis danos à saúde do empregado. Implementar o PCMSO é importante sobretudo para cumprir a legislação em vigor. Além disso, você pode estar prevenindo possíveis consequências jurídicas decorrentes do aparecimento de doenças ocupacionais, como processos civis, criminais e previdenciários. O médico do trabalho fará o reconhecimento prévio dos riscos ocupacionais existentes na empresa em função das atividades desenvolvidas. O PCMSO deve estar articulado com todas as normas regulamentadoras, principalmente a NR-9 (PPRA). Todas as empresas que possuam empregados, independentemente do tamanho e grau de risco, desde que regidos pela CLT são obrigadas a implantar o PCMSO. Excluem-se desta obrigatoriedade de indicar médico coordenador deste Programa as Empresas: - Grau de Risco 1 e 2 (conforme NR-04) que possuam até 25 (vinte e cinco) funcionários.- Grau de Risco 3 e 4 com até 10 funcionários. - Empresas de Grau de Risco 1 e 2 que possuam 25 (vinte e cinco) a 50 (cinquenta) funcionários, poderão estar desobrigadas de indicar Médico Coordenador, desde que essa deliberação seja concedida por meio de negociação coletiva. - Empresas de Grau de Risco 3 e 4 que possuam 10 (dez) a 20 (vinte) funcionários poderão estar desobrigados de indicar médico coordenador, desde que essa deliberação seja concedida por meio de negociação coletiva. O Ministério do Trabalho por meio da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho entende que "todos os trabalhadores devem ter o controle de sua saúde de acordo com os riscos a que estão expostos. Além de ser uma exigência legal prevista no artigo 168 da CLT, está respaldada na convenção 161 da Organização Internacional do Trabalho - OIT, respeitando princípios éticos morais e técnicos". A responsabilidade pela implementação desse Programa é única e total do Empregador, devendo ainda zelar pela sua eficácia e custear despesas, além de indicar médico do trabalho para coordenar a execução do mesmo. ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO (APR) O que é Análise Preliminar de Risco – APR? A Análise Preliminar de Risco – APR consiste em um estudo antecipado e detalhado de todas as fases do trabalho a fim de detectar os possíveis problemas que poderão acontecer durante a execução. Principais objetivos da APR O âmbito da Análise Preliminar de Risco é bastante amplo, mas dentre as principais metas estão: Identificação aprofundada dos riscos no ambiente de trabalho; Orientação clara e objetiva da equipe de colaboradores; Estabelecimento de procedimentos que visem a segurança; Organização e sistematização das tarefas desenvolvidas no processo; Planejamento amplo de cada etapa e de cada tarefa; Orientação e capacitação da equipe quanto aos riscos da atividade laboral; Prevenção de acidentes, causados por falha mecânica ou humana. Muito embora a APR só apareça de forma mais clara nas NRs que serão mencionadas, isso não quer dizer que outros segmentos de trabalho não precisem ter. A APR sempre deve ser implementada sempre que necessário, a critério do profissional de segurança do trabalho ou da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) para que haja identificação prévia do risco de determinada atividade, e assim, após tomar ciência do risco, a empresa promova melhorias no ambiente a fim de garantir mais segurança para a execução dos trabalhos. A APR (Análise Preliminar de Riscos) é uma avaliação de riscos obrigatória nas seguintes NRs: NR 20 (Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis) segundo o item 20.10. NR 33 (Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados) segundo o item 33.4 letra “a”, e vários outros itens. NR 34 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval) segundo o item 34.2 letra “d”, e vários outros itens. NR 35 (Trabalho em Altura) segundo o item 35.4.5, e vários outros itens. NR 36 (Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e Derivados) segundo o item 36.9.3.3. NR 18 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção) segundo o item 18.37.7.4 Elaboração da Análise Preliminar de Risco - APR Para elaborar uma APR eficiente devem ser observados e relatados todos os riscos do ambiente. Para descobrir os riscos podemos usar como base o PPRA, check lists, ou outros formulários elaborados para tal. Campos que não que não podem faltar na APR: Responsáveis: Responsáveis pela aplicação da APR. Data: Deve ser a data de aplicação da APR. Nome da empresa: Tarefa a ser executada: Riscos do trabalho: Devem ser listado com riqueza de detalhes, afinal a APR (Análise Preliminar de Risco) existe justamente para listar os riscos e a partir dos riscos começamos a processo de neutralização, eliminação ou atenuação. EPI’s: Descrição dos EPI’s de uso obrigatório durante a realização dos trabalhos. Equipamentos usados durante o trabalho: Cada equipamento gera um risco específico, e por menor que pareça, merece atenção e deve ser listado. Quanto mais detalhes, mais eficiente será a APR. Normas de segurança a serem observadas: É importante relatar, tanto para ciência do funcionário quanto para efeito de documentação. Etapas de trabalho: Cada etapa te seu risco específico e deve ser observado e listado. Neste campo cada etapa precisa conter etapa, risco, medidas preventivas a serem observadas, e nível de risco. Revisão: A cada revisão deve ser alterada a ordem numérica da APR. Responsáveis pela APR: A equipe de trabalho deve ser envolvida na APR. Normalmente os integrantes do SESMT são os responsáveis pela implantação e gerenciamento da APR. Isso não impede que outros funcionários como os chefes de setores sejam incluídos. RISCOS AMBIENTAIS Para efeito da NR 9, consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho. Que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador. Existem cinco riscos ambientais: Riscos Físicos – São diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores, tais como: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não ionizantes, bem como o infrassom e o ultrassom; Riscos Químicos – São as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão; Riscos Biológicos – São as bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros; Riscos Biológicos – São riscos oferecidos por diversos tipos de micro- organismos que possam infectar o indivíduo por vias respiratórias, contato com a pele ou ingestão. Riscos Acidentes – Arranjo físico inadequado, Máquinas e equipamentos sem proteção, Ferramentas inadequadas ou defeituosas, Iluminação inadequada, Eletricidade, Probabilidade de incêndio ou explosão, Armazenamento inadequado, Animais peçonhentos, Outras situações de risco que poderão contribuir para a ocorrência de acidentes; Riscos Ergonômicos – Esforço físico intenso, Levantamento e transporte manual de peso, Exigência de postura inadequada, Controle rígido de produtividade, Imposição de ritmos excessivos, Trabalho em turno e noturno, Jornadas de trabalho prolongadas, Monotonia e repetitividade, Outras situações causadoras de stress físico e/ou psíquico. Na existência de algumas situações previstas na NR-9, no item 9.3.5.1, deverão ser adotadas medidas de controle necessárias e suficientes para a eliminação, minimização ou controle dos riscos ambientais. Para os fins da NR-9, nível de ação é o valor acima do qual devem ser iniciadas ações preventivas de forma a minimizar a probabilidade de que as exposições a agentes ambienteis ultrapassem os limites de exposição. As ações devem incluir o monitoramento periódico da exposição, a informação aos trabalhadores e o controle médico. A instituição ou empregador deverá manter um registro de dados que constituirão um histórico técnico e administrativo do desenvolvimento do PPRA. Esses dados deverão ser mantidos por no mínimo 20 anos e estarem sempre disponíveis para os trabalhadores interessados, seus representantes ou autoridades competentes. PREVENÇÃO DE ACIDENTES NA CONSTRUÇÃO CIVIL Legislação sobre acidentes de trabalho O trabalho seguro e salubreé um dos direitos sociais fundamentais garantidos pela Constituição Federal de 1988, artigo 7º, alínea XXII, que requer a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança. A preocupação com a segurança e saúde constitui-se um dos temas da mais alta relevância social, que interessa aos trabalhadores, assim como ao Governo, para tanto tomam-se como base dez Decretos Lei que determinam as questões a serem consideradas, como base de estudo. Acidentes (Acidentes e Quase-acidentes) O primeiro termo a ser definido e discutido é “acidente”, visto que um dos principais objetivos dos SGSSTs é a eliminação ou redução de sua ocorrência. O termo “acidente” naturalmente sugere a visão de um evento repentino, que ocorre por acaso e que resulta em danos pessoais. No entanto, essa visão é inadequada e acaba por gerar dificuldades no campo da prevenção dos acidentes, pois favorece a concepção de ideias incorretas como as constantes afirmações que acidentes ocorrem por acaso; as consequências ocorrem imediatamente após o evento; os acidentes necessariamente resultam em danos pessoais. Planejamento para identificação de perigos e avaliação e controle de riscos A organização deve estabelecer e manter procedimentos para a identificação contínua de perigos, a avaliação de riscos e a implementação das medidas de controle necessárias. Tais procedimentos devem incluir: atividades de rotina e não-rotineiras; atividades de todo o pessoal que tem acesso aos locais de trabalho (incluindo sub/contratados e visitantes); instalações nos locais de trabalho, tanto as fornecidas pela organização como por outros. A organização deve assegurar que os resultados dessas avaliações e os efeitos desses controles sejam considerados quando da definição de seus objetivos de SSO. A organização deve documentar e manter tais informações atualizadas e a metodologia da organização para a identificação de perigos e avaliação de possíveis riscos. Treinamento, conscientização e competência As pessoas devem ser competentes para desempenhar as tarefas que possam ter impacto sobre a SSO, no local de trabalho. A competência deve ser definida em termos de educação apropriada, treinamento e/ou experiência. A organização deve estabelecer e manter procedimentos para assegurar que seus funcionários, trabalhando em cada nível e função pertinentes, estejam conscientes: da importância da conformidade com a política e procedimentos de SSO, e com os requisitos do Sistema de Gestão da Segurança e Saúde Ocupacional; das consequências de SSO, reais ou potenciais, de suas atividades de trabalho, e dos beneficies para sua segurança e saúde resultantes da melhoria do seu desempenho pessoal; de suas funções e responsabilidades em atingir a conformidade com a política e procedimentos de SSO, e com os requisitos do Sistema de Gestão da SSO, inclusive os requisitos de preparação e atendimento a emergências; das potenciais consequências da Inobservância dos procedimentos operacionais especificados Documentação A organização deve estabelecer e manter procedimentos para o controle de todos os documentos e dados exigidos por esta especificação OHSAS, para assegurar que: possam ser localizados; sejam periodicamente analisados, revisados quando necessário e aprovados, quanto à sua adequação, por pessoal autorizado; as versões atualizadas dos documentos e dados pertinentes estejam disponíveis em todos os locais onde são executadas operações essenciais ao efetivo funcionamento do Sistema de Gestão da SSO; documentos e dados obsoletos sejam prontamente removidos de todos os pontos de emissão e uso. Preparação e atendimento a emergências A organização deve estabelecer e manter planos e procedimentos para identificar o potencial e atender a incidentes e situações de emergência, bem como para prevenir e reduzir as possíveis doenças e lesões que possam estar associadas a eles. A organização deve analisar criticamente seus planos e procedimentos de preparação e atendimento a emergências, em particular após a ocorrência de incidentes ou situações de emergência. A organização deve também testar periodicamente tais procedimentos, onde for exequível. Acidentes, incidentes, não-conformidades e ações corretivas e preventivas A organização deve estabelecer e manter procedimentos para definir responsabilidade e autoridade para tratar e investigar, acidentes, incidentes e não- conformidades; adotar medidas para reduzir quaisquer consequências oriundas de acidentes, incidentes ou não conformidades; iniciar e concluir ações corretivas e preventivas e confirmar a eficácia das ações corretivas e preventivas adotadas. Esses procedimentos devem requerer que todas as ações corretivas e preventivas propostas devem ser analisadas criticamente durante o processo de avaliação de riscos, antes da implementação. A organização deve implementar e registrar quaisquer mudanças nos procedimentos documentados, resultantes de ações corretivas e preventivas. A orientação aos colaboradores na elaboração e preenchimento dos relatórios de não conformidade, ação corretiva e preventiva é um fator importante no desempenho da gestão de SSO. Dados e informações erradas influenciam diretamente nas ações tomadas pelo SESMT. Para a elaboração de um procedimento como boas práticas recomenda-se: adoção de medidas para a gestão de ocorrências (acidentes, incidentes e não-conformidades) que podem ser acessíveis pelas diversas unidades da organização; a análise da abrangência das ocorrências; tratamento das ações corretivas e preventivas de acordo com o potencial ou gravidade das ocorrências; treinamentos especializados em técnicas de investigação e análise de acidentes e não-conformidades; monitoramento das ações corretivas e preventivas. CONCLUSÃO OHSAS 18001 baseia-se na premissa de que a organização irá, periodicamente, analisar criticamente e avaliar o seu Sistema de Gestão da SST, de forma a identificar oportunidades de melhoria e a implementação das ações necessárias. Convém observar que a mesma não estabelece requisitos absolutos para o desempenho da Segurança e Saúde no Trabalho, além do comprometimento, expresso na política, de atender à legislação e regulamentos aplicáveis, e o comprometimento com a melhoria contínua REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Análise Preliminar de Risco. Disponível em: <https://segurancadotrabalhonwn.com/analise-preliminar-de-risco-apr/>. Acesso em 21 de março de 2019. APR – Análise Preliminar de Risco. Disponível em:< https://areasst.com/apr- analise-preliminar-de-risco/>. Acesso em: 21 de março de 2019. BRASIL. Portaria nº 3.214 de 08 de junho de 1978 Aprova as normas regulamentadoras que consolidam as leis do trabalho, relativas à segurança e medicina do trabalho. NR - 9. Riscos Ambientais. In: SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO. 29. ed. São Paulo: Atlas, 1995. 489 p. (Manuais de legislação, 16). Diretrizes para implementação de sistemas de gestão de saúde e segurança no trabalho na indústria da construção civil. 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