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Resumo Psicologia Comunitária
Conceitos de exclusão
A desqualificação: processo relacionado a fracassos e sucessos da integração, a partir da obra de Paugam, o qual considera a pobreza como sendo de uma parte, “produto de uma construção social” e de outra, “problema de integração normativa e funcional” de indivíduos, que passa essencialmente pelo emprego. A desqualificação social aparece como o inverso da integração social. O Estado é então convocado a criar políticas indispensáveis à regulação do vínculo social, como garantia da coesão social (Paugam,1991, 1993).
A “desinserção”: algo que questiona a própria existência das pessoas enquanto indivíduos sociais, como um processo que é o inverso da integração. Não há uma relação imediata entre desinserção e situações sociais desfavoráveis, logo, não há relação imediata entre desinserção e pobreza. Estes autores buscam demonstrar o papel essencial da dimensão simbólica nos fenômenos de exclusão. Eles analisam os acontecimentos objetivos na esfera do emprego e do vínculo social, mas ressaltam os fatores e ordem simbólica, pois “é o sistema de valores de uma sociedade que define os “fora de norma” como não tendo valor ou utilidade social”, o que conduz a tomar a desinserção como fenômeno identitário na “articulação de elementos objetivos e elementos subjetivos”. 
A “desafiliação”: analisando as metamorfoses a questão social Robert Castel cunha este conceito, significando uma ruptura de pertencimento, de nível societal. “Efetivamente, desafiliado é aquele que cuja trajetória é feita de uma série de rupturas com relação a estados de equilíbrio anteriores, mais ou menos estáveis, ou instáveis”. Estão aqui consideradas as populações com insuficiência de recursos materiais e também aquelas fragilizadas pela instabilidade do tecido relacional, não somente em vias de pauperização, mas de desafiliação, ou seja, perca de vínculo societal. “O que chamei de desafiliação não é o equivalente necessariamente a uma ausência completa de vínculos, mas à ausência de inscrição do sujeito em estruturas que têm um sentido” 
O presente artigo aborda as multirealidades do conceito de desfiliação social, encarado como processo extremo de exclusão social no seio das ambiguidades presentes nas sociedades contemporâneas. Tem por objetivo ser um contributo para que os estudantes e profissionais de Serviço Social possam refletir sobre o fenômeno das desigualdades sociais produzidas pelo processo de globalização, sobretudo, no que diz respeito aos fenômenos da pobreza e da exclusão social. Fenômenos que colocam desafios ao Serviço Social, na tripla perspectiva da sua atuação: interventiva, política e científica, para que, como ciência social aplicada, a disciplina possa melhor contribuir na resolução destes graves problemas sociais e na promoção de sociedades inclusivas e solidarias.
2) Qual é o problema central da Psicologia Comunitária? 
O problema central é a conscientização do sujeito á sua realidade, o individuo que se descobre responsável por sua história e pela história da comunidade e que as constrói mediante sua atividade prática e coletiva no mesmo lugar em que vive e faz história de sofrimento, luta, encontro, esperança e realização.
A psicologia social comunitária se propõe a investigar as formas do ser humano em sociedade e as formas que esta integração tem se alterado ou podem se alterar. As formas de integração do ser humano em sociedade não devem ser entendidas como unicamente individuais. A integração deve ocorrer coletivamente em grupos.
Sobre relações de dominação, discorra sobre: 
A) Poder: Capacidade individual ou grupal para realizar algo. Tem-se poder na medida em que se pode fazer algo. 
b) Dominação: Relação entre grupos de pessoas onde um individuo ou uma minoria se apropria do poder (capacidade) dos outros. Se constituindo assim em uma relação assimétrica e desigual. 
c) Ideologia: Valor significativo que pode ser usado para sustentar relações simétricas ou assimétricas, justas ou injustas (relações de dominação). Usa de recursos simbólicos com conotação de valor que poderá ser positivo ou negativo. 
d) Estereótipos negativos: Ferramenta que sustenta relações de dominação. 
e) Dominação cultural: Sendo um conjunto de hábitos e comportamentos de grupos humanos que foram cristalizados até se tornarem algo visto como parte da natureza ou das pessoas. Possui varias formas, porem em sua maioria sustentam relações assimétricas, desiguais e injustas. 
f) Patriarcalismo: Resultado de relações humanas estabelecidas entre diferentes gêneros. Faz distinção entre dimensão biológica (por sexo) e dimensão cultural (gênero). Promove assimetria. 
g) Institucionalismo: Coloca uma instituição (igreja) como única e verdadeira tendo o poder de legitimar ações injustas e bárbaras contra pertencentes de outras instituições. 
h) Dominação econômica: Forma mais geral de dominação e se dá quando alguém rouba, expropria, a capacidade de trabalho das outras pessoas. Sendo o trabalho humano a única fonte de riqueza das nações. Apenas o trabalho pode ser explorado. 
i) Dominação Política: Sendo um conjunto de relações que se estabelecem entre pessoas e grupos. Na sociedade em geral são as relações que se dão entre o Estado, Governo e Cidadãos. Todas as ações humanas são políticas e há existência de uma dominação política se dá quando há presença de assimetria entre essas relações e decisões não democráticas que desrespeitem os direitos dos sujeitos. 
j) Outras formas de dominação: Religiosa, profissional etc. 
Quais são as diretrizes básicas do trabalho comunitário? 
Respeito pelo saber dos outros, darem atenção ao que o grupo diz ou faz, buscar aceitação e permissão para conviver e compartilhar com as pessoas. Seu projeto deverá incluir, além do dialogo e a partilha dos saberes, a garantia de autonomia e autogestão das próprias comunidades como ápice das relações genuinamente democráticas.
Além de um papel técnico, o CREPOP tem um importante papel ético e político. Ético no que tange a qualificação profissional, orientando um fazer alinhado com a garantia de direitos e a transformação de vidas. Político por se tratar de um espaço que demarca as contribuições da Psicologia para o campo das políticas públicas, voltadas para transformação social.
A criação do CREPOP é um desdobramento de reflexões sobre a prática profissional das/os psicólogas/os no Brasil iniciadas ainda nos anos de 1970. Tais reflexões se ampliaram em paralelo com a progressiva inserção dos psicólogos no campo social durante as décadas de 1980 e 1990, o que tornou urgente a necessidade de aprofundar e embasar melhor os conhecimentos sobre a relação entre Psicologia e Políticas Públicas.
Nessa perspectiva, algumas iniciativas foram desenvolvidas pelo Conselho Federal de Psicologia. No campo do debate interno à categoria, destacam-se os Seminários Nacionais de Psicologia e Políticas Públicas. Já na relação entre o fazer psicológico e o Estado, destaca-se a experiência do Banco Social de Serviços, cujo objetivo era apresentar a Ministérios e Secretarias Estaduais as possíveis contribuições da Psicologia, ofertando projetos de intervenção em áreas nas quais não havia psicólogos atuando e/ou nas quais se colocava a necessidade de alguma intervenção urgente.
O Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas deve fazer, permanentemente, um esforço de identificar as práticas dos psicólogos no interior das políticas públicas, práticas estas que estão dispersas, desorganizadas ou são eventuais e convocar os seus protagonistas, ou seja, aqueles psicólogos que são pioneiros ou que estão respondendo por essa prática, no sentido de que eles se organizem para produzir referências sobre essa atuação, para que depois possam ser documentadas e possam ser colocadas à disposição daqueles que as necessitam. Essas referências devem estar à disposição dos psicólogos que desejam trabalhar nessa esfera de políticas públicas, dos contratantes dos psicólogos, no sentidoque eles possam ter clareza da contribuição específica e das expectativas legítimas que podem ser cultivadas acerca da participação da psicologia nessas políticas públicas, e das universidades e centros de formação, no sentido de que o conhecimento dessas práticas possa orientar o preparo dos futuros psicólogos já sintonizados com a realidade do mercado profissional (Conselho Federal de Psicologia, p. 95).
O CREPOP tem como principal objetivo sistematizar e difundir o conhecimento sobre a interface entre Psicologia e políticas públicas. Através das Referências Técnicas é possível demonstrar a contribuição da Psicologia na elaboração e implementação de políticas públicas mais humanizadas a partir da compreensão da dimensão subjetiva dessas políticas. Desse modo, é possível promover a interlocução da Psicologia com espaços de formulação, gestão e execução de políticas públicas.
O CREPOP, Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas do Sistema Conselhos de Psicologia, surgiu em 2006, como desdobramento do Banco Social de Psicologia com objetivo de consolidar a produção de referências para atuação dos psicólogos em Políticas Públicas, por meio de pesquisas coordenadas em âmbito local e nacional.
PRINCÍPIOS E ESTRUTURA
O Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas, CREPOP, é um órgão operacional do Sistema Conselhos de Psicologia, que tem como objetivo a formulação de referências para atuação profissional no campo das políticas públicas.
O CREPOP representa a concretização do compromisso com um eixo político central no trabalho dos Conselhos - a defesa da garantia dos Direitos Sociais, por meio da implementação de políticas públicas, sob responsabilidade do Estado, bem como a defesa da presença da psicologia nessas políticas.
O Centro está estruturado em Rede, com uma instância de Coordenação Nacional, sediada no Conselho Federal de Psicologia, e com unidades locais, sediadas nos Conselhos Regionais, por meio dos quais se encontra presente em todos os Estados da Federação.
OBJETIVOS
Objetivo Geral
Ampliar a atuação do psicólogo na esfera pública, colaborando para a expansão da Psicologia na sociedade e para a promoção dos Direitos Humanos.
Objetivos específicos:
Promover a interlocução da Psicologia com espaços de formulação, gestão e execução em políticas públicas;
Publicação de referências para a atuação do psicólogo no campo das políticas públicas.
Dentre as muitas as atividades desenvolvidas por psicólogos, a atuação no Sistema Único de Assistência Social (SUAS) se destaca pela tentativa de empoderar os indivíduos envolvidos, de alguma forma, em situações de vulnerabilidade social. O objetivo é dar a eles suporte para superar essas fragilidades por meio de doações sociais e em ações desenvolvidas em equipamentos socioassistenciais como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e os Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)
 Trabalho do Psicólogo no CRAS e no CREAS
Orientações sobre a Política Nacional de Assistência Social (PNAS) publicadas pelo Conselho Federal de Psicologia na cartilha intitulada “Referências técnicas para a atuação do psicólogo (a) no CRAS/SUAS”. Dentro desse conteúdo, pode ser encontrado a contribuição desse profissional para a efetivação desta política, através de um guia com diretrizes norteadoras do trabalho na esfera social. Como citado abaixo:
Na última década, diferentes experiências possibilitaram a divulgação de um conjunto de práticas direcionadas aos problemas sociais brasileiros, práticas que apontavam alternativas para o fortalecimento de populações em situação de vulnerabilidade social, assim como para o fortalecimento dos recursos subjetivos para o enfrentamento das situações de vulnerabilidade. Como resultado dessas experiências houve uma ampliação da concepção social e governamental acerca das contribuições da Psicologia para as políticas públicas, além da geração de novas referências para o exercício da profissão de Psicologia no interior da sociedade (CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, 2007, p.06).
Importantes princípios:
Atuar em consonância com as diretrizes e objetivos da PNAS (Política Nacional de Assistência Social) e da Proteção Social Básica (PSB), cooperando para a efetivação das políticas públicas de desenvolvimento social e para a construção de sujeitos cidadãos;
Trabalhar de modo integrado à perspectiva interdisciplinar, em especial nas interfaces entre a Psicologia e o Serviço Social, buscando a interação de saberes e a complementação de ações, com vistas à maior resolutividade dos serviços oferecidos;
Intervir de forma integrada com o contexto local, com a realidade municipal e territorial, fundamentada em seus aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais;
Agir baseado na leitura e inserção no tecido comunitário, para melhor compreendê-lo, e intervir junto aos seus moradores;
Identificar e potencializar os recursos psicossociais, tanto individuais como coletivos, realizando intervenções nos âmbitos individual, familiar, grupal e comunitário;
Atuar a partir do diálogo entre o saber popular e o saber científico da Psicologia, valorizando as expectativas, experiências e conhecimentos na proposição de ações;
Favorecer processos e espaços de participação social, mobilização social e organização comunitária, contribuindo para o exercício da cidadania ativa, autonomia e controle social, evitando a cronificação da situação de vulnerabilidade;
Manter-se em permanente processo de formação profissional, buscando a construção de práticas contextualizadas e coletivas;
Priorizar atendimento em casos e situações de maior vulnerabilidade e risco psicossocial;
Atuar para além dos settings convencionais, em espaços adequados e viáveis ao desenvolvimento das ações, nas instalações do CRAS, da rede socioassistencial e da comunidade em geral.
Mas de que forma esse trabalho pode ser desenvolvido?
O Psicólogo no CRAS
O trabalho do profissional da Psicologia dentro do CRAS transita em:
Acolher famílias, participar de visitar domiciliares com o objetivo de colaborar com o monitoramento destas;
Desenvolver e coordenar oficinas de diferentes (artesanato, capoeira e etc.);
Realizar atendimentos individuais de caráter emergencial, com o objetivo de direcionar o indivíduo à algum tipo de ação social;
Coordenar e direcionar à equipe para o cumprimento das premissas da assistência social;
Estimular a escuta e a comunicação entre a equipe;
Desenvolver projetos e, juntamente com a equipe da rede socioassistencial, buscar medidas que estimulem a autonomia e a consciência cidadã da comunidade.
O Psicólogo no CREAS
Como destacado anteriormente, as demandas do CREAS são mais emergenciais e são desenvolvidas na tentativa de se evitar a recorrência de, seja ela qual for, negligência, violência e etc.
Portanto, o psicólogo no CREAS pode e deve
Ouvir;
Acompanhar;
Orientar indivíduos e famílias em situações já comprovadas de risco, como descritas e exemplificadas anteriormente;
Promover grupos de apoio entre, por exemplo, mulheres que sofreram algum tipo de violência, com o objetivo de acolher essas pessoas, de modo que elas consigam retomar seus hábitos e colaborar com outras pessoas que, por ventura, possam passar por situações parecidas.
Principais desafios
Diante do que foi descrito, quais seriam, assim, os principais desafios encontrados hoje pelos psicólogos na Assistência Social, mais propriamente dito nos equipamentos citados?
Refletindo Sobre a Noção de Exclusão
A autora mostra em primeiro lugar, como e por que a relação de exclusão è central para a compreensão da sociedade atual. Salientando que a relação de exclusão substitui as antigas relações de dominação e exploração, pois as novas relações de trabalho, devido às modernas tecnologias, sofrem profunda transformação. Em segundo lugar vai discutir as diversas relações e estratégias que servem para legitimar, sacralizar e reproduzir a relaçao de exclusão; refletindo sobre o que está implícito na relaçãode competitividade. Ao terceiro ponto mostrara que existe uma relação entre exclusão e conhecimento, ou seja, a exclusão de determinados conhecimentos que possam questionar os saberes institucionais estabelecidos, para que nao ocasionem mudanças ou perda de privilegios e poderes. Enfim, fará uma reflexão critica, mostrando as estratégias ideológicas utilizadas pelos dominantes para reproduzir relaçoes de dominaçao, isto è, relaçoes assimétricas desiguais, injustas.
Objetivo: Refletir sobre o uso da identidade na modernidade contemporânea, confrontando os dois paradoxos inclusão/exclusão através das características a seguir:
1) Perspectiva analítica, que já vem traçada como o modelo hegemônico, igual, sem possibilidades de traço diferente;
2) Se o modelo é democrático, é portanto um modelo que defende a alteridade, com possibilidades de permissão de traço diferente.
Na perspectiva analítica, podemos perceber que a globalização tem alterado os grupos, os indivíduos, que buscando fazer parte de um todo e estar em evidência, permite-se distanciar de sua representação e construção do eu, como também da felicidade, liberdade e cidadania que almeja. Essas relações, evidentemente, interferem nas bases interpessoais, intergrupais e internacionais em uma dinâmica acelerada. Ao assentar suas estruturas psicológicas em bases utópicas, o indivíduo começa a assistir sua derrocada no enfrentamento desigual diante do processo econômico-técnico-científico do progresso que o capitalismo imprime ao mundo. Esquecendo de suas origens, como a religião, raça, etnia e do bom uso que poderia fazer do progresso, da globalização, para recriar e fortalecer-se nelas, com certeza não permitiria a fuga de sua identidade pelos peitoris da homogeneização.
Ao outorgar à identidade a incumbência pela multiplicidade das individualidades, para mirar a alteridade, poderemos ter de outro lado o enfrentamento pelo indivíduo ou pelo coletivo, o medo do estranho e da relatividade das coisas das quais não podem aferir e nem determinar.
Todo cuidado é preciso ter nessas ações e diretrizes do direito à diferença. Apesar de buscarmos o modelo democrático, ainda o que assistimos é o modelo do individualismo em alta e em sua companhia o descompromisso com o outro, com o ambiente, com o social.
Por não refletir sobre o que é não ser um indivíduo padronizado, pois ainda não se conhece e nem tampouco suas tendências e metas para sua emancipação enquanto ser humano, em pouco tempo depara-se envolvido no enfraquecimento de sua autonomia, de suas escolhas. Como consequência, o início de distúrbios de variadas ordens, bem como instrumentos rígidos e fixos de identidade, que causarão dor em si mesmo e no seu próximo, aquele ao qual julga ser diferente dele e/ou do grupo a que pertence.
Ainda como fonte desses paradoxos, duas fontes antagônicas de identidade surgem:
Transformação/multiplicidade
Permanência/unicidade
A primeira apresenta uma concepção de normalidade, enquanto a segunda de patologia. Em verdade, uma não anula a outra e nem torna-se uma melhor que a outra. O que de fato apresentam são transformações para discriminar, excluir e dominar, nas relações de poder. Acontecendo tal fato, segundo Ciampa (1987), outros dois fatores ocorrem, a esquizofrenia da identidade volátil, cuja característica é de impedir relações, e a cristalização da identidade clichê que, unida ao fomento da diferença, chancela a diferença e a separação.
Os conflitos não surgem exclusivamente pelo direito à diferença, sejam de etnias, de raças ou de regionalismo e da globalização, mas pela ideia do rótulo - “identidade etiqueta”.
Melucci (1992:41) fala em identidade fundamentalista ou “identità segregata” para se referir a esta qualidade discriminadora da referencia identitária, que transforma a luta pelo direito à diferença em condenação ou obsessão pela diferença, tanto coletiva quanto individual.
Assim o que vemos nessa relação entre a alteridade e a defesa do direito à diferença é a luta contra o outro. Esses movimentos, apresentaram avanços em termos de conquistas sociais e também comunidades defensivas ou agressivas, inclusive fratricidas, interna e externamente.
Vários são os conceitos para o termo “identidade”, pelos pensadores. Elias (1993:219), sugere a expressão “identidade do nós”, para marcarem uma concepção de identidade, não como substância que se mantém ao longo da existência, imutável e idêntica a si mesma, que separa e aprisiona o indivíduo na sua interioridade, mas como processo de construção de um modo de ser e estar no devir do confronto entre igualdade e diferença, que nega o individualismo, abrindo o sujeito ao coletivo (Ciampa, 1987).
Contraditório é o nosso discurso, quando de posse de conceituação de identidade e alteridade, ainda utilizamos de pesquisas para sabermos sobre a identidade alheia, até mesmo disfarçada como pesquisas de intenções para quaisquer esquisitices.
No período de nossa colonização, por exemplo, os europeus tomando posse de nossas terras e de nossa gente – os índios – buscam evangelizá-los, incluindo-os no seio da religião católica e excluindo-os aos poucos do seu modus vivendi, de sua cultura, religião, folclore. Dessa forma, como não podemos escravizar os nossos iguais – católicos – vamos escravizar aqueles que são diferentes, que não são de nossa religião – os negros. Os navios negreiros ainda navegam em nosso país, fazendo outros tantos excluídos do direito à vida – social individual.
“A experiência da dialética entre globalização e localização e os movimentos separatistas são vistos como ameaçadores sensação de fracasso e despersonalização, pelo medo de perder o poder e as vantagens no confronto com o estranho e no rompimento das fronteiras clássicas geradoras de confiança”. (Sawaia, 1995).
“O uno e o múltiplo não se excluem, constituem-se um na relação com o outro e um contém o outro, ao mesmo tempo em que se superam (Sawaia, 1995). É necessário apresentar-se e ser representado como igual a si mesmo (Ciampa, 1987) para garantir relações, intrapessoal, interpessoal, intergrupal e internacional.”
Estudos apontam que o indivíduo ao guardar suas origens favorece a criação de redes de solidariedade. Nelas podem transformar o que era segregado em movimentos de resistência e de calor, conforme afirma Sawaia, 1997, o “antídoto ao desprezo da sociedade”.
Países que são considerados excluídos da globalização econômica, unem-se em resistência estratégica para não formar mais um bloco macdonaldizado.
Portanto, fazer parte do mundo e não se corromper com ele e ao contrário imprimindo nele suas próprias características, permitirá ao indivíduo uma renovação constante daquilo que é, como também ser coadjuvante do processo do mundo globalizado, que permitirá uma nova representação democrática das necessidades humanas, restaurando o homem em suas necessidades, ampliando suas potencialidades de ação e emoção dos descalabros que ainda estão em voga na atual sociedade.
Tornar-se consciencioso, é buscar lugares onde o homem pode usar sua identidade e lá, ela deixa de ser destino e consciência em si e tornar-se-á consciência para si e para o outro, sem perder o sentimento de ser único.
O sentido ético da identidade faz o indivíduo ser sujeito em completo processo de mudança de significados; ele age como elemento ordenador em relação aos valores, afetos e motivações.
Nesta perspectiva, identidade/alteridade, o indivíduo gera prazer em preservar sua identidade, mesma na multiplicidade, e na diversidade, comprovando o modelo de intersubjetividade que o homem deve buscar todos os dias de não destruição da vida em comum. Manter acesa a possibilidade de encontros, mesmo com os desencontros, é o caminho para assegurar a solidariedade através de “encontros crioulos”. 
A psicologia comunitária apresenta duas vertentes:
A primeira tem foco no assistencialismo a populações carentes, e a segunda na transformação social.
Identifique, dentre as opções abaixo, a definição corrente de dominação econômica. 
Expropriação da capacidade,poder, de trabalho de outras pessoas.
Identifique a contribuição das abordagens sócio-interacionistas, como a desenvolvida por Vigotsky, por exemplo, à psicologia comunitária.
O conhecimento se constrói na interação social.
Dominação Política
Conjunto de relações injustas e não democráticas que se estabelecem entre pessoas e grupos, na sociedade em geral, desrespeitando os direitos dos diversos sujeitos 
As áreas de atuação/intervenção de um psicólogo social comunitário são
Medicina psiquiátrica comunitária
RELAÇÕES COMUNITÁRIAS RELAÇÕES DE DOMINAÇÃO 
•O que constitui um grupo é a existência ou não de relações. 
•Se não há relações entre as pessoas não se pode falar de grupo.
•Elas tem de ter algo em comum (relação que perpassa todas as pessoas) 
•Relações de vários tipos: - Fluidas (baseadas apenas em um aspecto) – ser brasileiro, ser homem...
DISTINÇÃO ENTRE PODER E DOMINAÇÃO 
•Poder – capacidade de uma pessoa, de um grupo, para executar uma ação qualquer ou para desempenhar qualquer prática. Todas as pessoas têm poder . •Dominação – é definida como uma relação entre as pessoas, entre grupos, ou entre pessoas e grupos, onde uma parte se apropriado poder (capacidade) dos outros. 
DOMINAÇÃO •É uma relação onde alguém, com o pretexto do outro possuir alguma qualidade ou característica se apropria de seus poderes e passa a tratá-lo de maneira desigual.
•É uma relação assimétrica, desigual e injusta. •Todos tem poder até mesmo os que não exercem ou não ocupam posições de pode.
FORMAS DE DOMINAÇÃO 
•Econômica – é a forma mais geral, acontece quando alguém rouba, expropria a capacidade de trabalho de outra pessoa. •Política – é o conjunto de relações que são estabelecidas entre o Estado, o governo e os cidadãos. Existe dominação política quando as relações entre pessoas e grupos, entre grupos ou entre pessoas, grupos, governo e Estado não forem
•Cultural – mais difícil de detectar – conjunto de relações entre pessoas ou grupos que se sedimentaram, se cristalizaram e passam a ser pensadas e tratadas como se fizessem parte da natureza das pessoas e das coisas. Muitas vezes, as relações são assimétricas e desiguais. Exemplos: 
RELAÇÕES COMUNITÁRIAS RELAÇÕES DE DOMINAÇÃO FORMAS DE DOMINAÇÃO
 •Cultural - Racismo – criação de estereótipos e discriminação em relação a um grupo racial. - Patriarcalismo – relações de assimetria nas relações de gênero. -Institucionalismo – colocar uma instituição como única verdadeira ou mais importante do que as outras, por exemplo, determinada religião
O QUE É COMUNIDADE? 
•Tönies (sociólogo alemão) -Comunidade – é uma associação ligada ao ser; participação dos membros no grupo , onde são colocadas em comum relações primárias como : o próprio ser, a vida, o conhecimento mútuo, a amizade, os sentimentos. Participação pelo que são. -Sociedade – é uma associação ligada ao dever; os membros da sociedade colocam em comum algo de seu, do que possuem, como dinheiro, capacidade técnica. Participação pelo que tem.
O QUE É COMUNIDADE? 
•Karl Marx - Comunidade é um tipo de vida em sociedade onde todos s ão chamados pelo nome. A pessoa além de possuir um nome pr óprio, manter sua identidade e singularidade, tem possibilidade de participar, dizer sua opini ão, manifestar seu pensamento, ser alguém. 
RELAÇÕES COMUNITÁRIAS RELAÇÕES DE DOMINAÇÃO VIVER EM COMUNIDADE 
•As pessoas têm condições de superar o individualismo grosseiro de que o ser humano é isolado e autossuficiente, sempre em competição e o pressuposto de que o ser humano é uma peça de uma máquina a serviço do Estado, com sua subjetividade anulada. 
•Na comunidade as pessoas tem voz, colocam em ação as suas iniciativas, desenvolvem a criatividade, elas se completam. 
RELAÇÕES COMUNITÁRIAS 
•São relações igualitárias que se dão entre pessoas que possuem iguais deveres e direitas 
•Todos são reconhecidos em suas singularidades e as diferenças são respeitadas. 
•Apresentam uma dimensão afetiva, implica que as pessoas sejam amadas, estimadas e valorizadas. 
ORIGEM DA DOMINAÇÃO 
•Ideologia – cria significados, sentidos e definições de realidades que podem ter valor positivo ou negativo. 
•Vão sendo cria dos juízos de valor, discriminações, estereótipos e preconceitos. 
•Estereótipos negativos criam e sustentam relações de dominação. 
Psicologia Comunitária: O que é o que estuda e o que faz
Psicologia comunitária está preocupada com a forma como os indivíduos se relacionam com a sociedade
Você já se perguntou como as pessoas podem se tornar contribuidores mais ativos em suas comunidades? Ou você já pensou sobre como as questões da comunidade podem afetar a saúde e bem-estar dos indivíduos? Estes são os dois principais temas de interesse dentro do campo da psicologia comunitária.
Este é um assunto bastante amplo e de longo alcance dentro da psicologia, sintetizando elementos de outras disciplinas , incluindo sociologia , ciência política, saúde pública, psicologia transcultural e psicologia social .
Psicólogos que trabalham neste campo estudam a forma como cultura, economia, o social, a política e ambiente podem influenciar a vida de pessoas em todo o globo.
O foco da psicologia da comunidade pode ser aplicado e teórico, mas é, muitas vezes, uma mistura de ambos. Enquanto alguns psicólogos comunitários realizam pesquisas sobre questões teóricas, outros levam essa informação e colocam em uso imediato para identificar problemas e desenvolver soluções dentro das comunidades.
História da Psicologia Comunitária
Psicologia comunitária começou a surgir na década de 1960 quando um grupo crescente de psicólogos ficou insatisfeito com a capacidade de psicologia clínica para tratar de questões sociais mais amplas. Hoje, muitos reconhecem a reunião de psicólogos na Conferência Swampscott em 1965 como o início oficial da psicologia comunitária contemporânea. Nesta reunião, os presentes concluíram que a psicologia precisava dar um maior enfoque na comunidade e mudança social, a fim de abordar a saúde mental e o bem-estar.
O que um psicólogo comunitário faz?
Algumas coisas que um psicólogo comunitário pode fazer incluem:
Encontrar maneiras de ajudar os indivíduos desfavorecidos ou marginalizados a se sentirem mais conectados com as suas comunidades locais
O entendimento de questões sociais entre grupos minoritários
Desenvolvimento, implementação e avaliação de programas baseados na comunidade orientadas para a ação
Construir relacionamentos entre indivíduos e grupos comunitários
Avaliar organizações, governos e comunidades, a fim de promover a participação e diversidade
Psicólogos comunitários podem ser empregados em uma série de áreas, incluindo educação, governo, grupos sem fins lucrativos, organizações comunitárias e consultoria privada. Dentro do sistema educacional, psicólogos comunitários muitas vezes trabalham em faculdades e universidades para ministrar cursos e conduzir pesquisas. Em um ambiente governamental, eles podem trabalhar na área da saúde e serviços humanos para os governos locais, estaduais e federais.
Psicologia Comunitária e áreas afins
As pessoas às vezes confundem psicologia comunitária com áreas afins, como serviço social , psicologia transcultural e psicologia social.
Enquanto a psicologia comunitária tem muitas semelhanças com áreas afins e muitas vezes recorre a estas disciplinas, é importante mostrar algumas das principais distinções. Por exemplo, a psicologia comunitária está centrada na ação e resolução de problemas tanto como a psicologia clínica. No entanto, psicologia clínica tende a ter um maior foco na resolução de problemas individuais, enquanto a psicologia da comunidade é dedicada à compreensão das questões sociais subjacentes que contribuem para esses problemas.
Psicologia comunitária também tem uma abordagem holística, baseada em sistemas para a compreensão do comportamento e como as pessoas se encaixam na sociedade, bem como áreas afins, como sociologia e psicologia social. Psicologia da comunidadetende a ser mais centrada na aplicação dos conhecimentos psicológicos e sociais para resolver problemas, criar soluções no mundo real e tomar medidas imediatas.
Como a saúde pública e aconselhamento de saúde mental, psicologia comunitária também está focada na prevenção de problemas e na promoção da saúde e bem-estar. Ela também tem um componente de pesquisa orientada muito forte. Psicólogos comunitários, muitas vezes realizam pesquisas originais, desenvolvem quadros teóricos e, em seguida, aplicam esse conhecimento diretamente dentro das comunidades públicas e privadas.
Como você pode ver, a psicologia comunitária sobrepõe-se a uma série de outras disciplinas. No entanto, ela tem suas próprias contribuições únicas e importantes para fazer. Os principais objetivos da psicologia comunitária são para criar novas maneiras de capacitar as pessoas dentro de suas comunidades, promover a mudança social e diversidade, promover o bem-estar individual e comunitário e evitar a desordem.
Requisitos de treinamento e educacionais
Algumas das disciplinas relevantes a um aspirante a psicólogo comunitário são:
Comportamento social
Métodos de pesquisa
Estatística
Saúde pública
Desenvolvimento organizacional
Desenvolvimento de programas de prevenção
Psicologia do desenvolvimento
Sociologia
Problemas sociais
Desenvolvimento comunitário
Treinamento e educação em psicologia comunitária centram-se na pesquisa e aplicação. Os estudantes graduados recebem treinamento extensivo em métodos de pesquisa e estatísticas sociais, bem como a forma de colocar estas informações em prática através do desenvolvimento de programas comunitários orientados para a ação.
A psicologia social ao qualificar-se de comunitária, hoje, explicita o objetivo de colaborar com a criação desses espaços relacionais, que vinculam os indivíduos a territórios físicos ou simbólicos e a temporalidades partilhadas num mundo assolado pela ética do “levar vantagem em tudo” e do “é dando que se recebe”. Esses espaços comunitários se alimentam de fontes que lançam a outras comunidades e buscam na interlocução da fronteira o sentido mais profundo da dignidade humana. Enfim ela delimita seu campo de competência na luta contra a exclusão de qualquer espécie. (SAWAIA,1994).
A psicologia social comunitária utiliza-se do enquadre teórico da psicologia social, privilegiando o trabalho com os grupos, colaborando para a formação da consciência crítica e para a construção de uma identidade social e individual orientadas por preceitos eticamente humanos. (FREITAS, 1987).
Sintetizando, o psicólogo na comunidade trabalha fundamentalmente com a linguagem e representações, com relações grupais – vínculo essencial entre o indivíduo e a sociedade – e com as emoções e afetos próprios da subjetividade, para exercer sua ação a nível de consciência, da atividade e da intensidade dos indivíduos que irão, algum dia, viver em verdadeira comunidade. (LANE, 1991).
Considerações Finais
Conclui-se através dessa literatura que a psicologia social comunitária teve sua construção a partir de um desejo de proporcionar autonomia para uma sociedade, e foi realizada a partir de movimentos políticos e sociais que foram desenvolvidos ao longo de quatro décadas. Desse modo, fica claro a expressão “conscientização” como mola propulsora do movimento na comunidade, visto que essa motivação é diretamente relacionada com a formação da individualidade crítica, da consciência de si e de uma nova realidade social que é esperada que o sujeito alcance em seu grupo social.

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