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Os memes são por natureza intertextuais, ele dialoga com outros memes, já que são 
construídos em resposta/diálogo a algum outro texto que o precedeu, podendo essa relação 
intertextual ser explícita ou não, mas obrigando o leitor a compreender os sentidos 
produzidos. Além disso, uma vez que a apreciação do humor está atrelada à cultura, buscar 
compreender os sentidos e o consequente efeito de humor em um meme é também uma 
forma de se estudar a cultura e os valores de um país ou de um grupo. Partimos do 
pressuposto de que a intertextualidade ocorre quando um texto remete a outro 
anteriormente proferido, seja de forma implícita, explícita, estrita ou ampla, conforme 
Cavalcante (2007). A intertextualidade pode ser dividida em diferentes formas: Explícita: 
acontece quando há menção direta ao texto-fonte do intertexto produzido, está bem marcada, 
por exemplo, entre aspas. 
Implícita: ocorre quando não há menção direta do texto-fonte, precisa mais de cálculos 
mentais, para se entender a mensagem. 
Estrita: dialoga com a explicita 
Ampla: se refere aos textos que compartilham a mesma temática ou que estão produzidos 
dentro de uma mesma área do conhecimento ou corrente de pensamento, entre um texto e 
vários outros textos (um conjunto de textos) 
Compreendemos também que os memes são formas discursivas (SOUZA, 2013), produzidas 
em contexto virtual sobre um determinado fato ocorrido que se propaga exponencialmente 
pelos ambientes virtuais, principalmente nas redes sociais (Facebook, twitter, instagram...). 
No Brasil, usa-se muito os memes, pois o brasileiro gosta de fazer piadas com tudo. Entender 
um meme, precisa ter conhecimentos para compreender qual a mensagem que ele quer 
passar dentro de um determinado grupo na sociedade. Por exemplo, o meme da Nazaré 
Tedesco (novela) tem a ver com a nossa identificação, próprio do brasileiro. 
Os processos intertextuais vão além do texto verbal, no caso dos memes, é necessário que o 
leitor compreenda a relação deste com as imagens que o formulam para que consiga 
compreender os sentidos produzidos. Ele pode der verbal ou não verbal, entender a imagem e 
quais são os sentidos que ela carrega. E os memes vão ter sempre um diálogo entre uma 
imagem e um texto, e exige muitos cálculos mentais para ser compreendido. Precisa ter um 
conhecimento prévio da mensagem passada para entender. 
Conclusão: O que essa palestra aprimora na minha formação? Entender a intertextualidade de 
um determinado meme, exige muitos cálculos mentais e conhecimento prévio sobre o 
assunto. Nos faz, analisar tudo antes de sair postando nas redes sociais, sem ao menos 
entender a mensagem. É fundamental para que o leitor acesse os sentidos construídos, 
garimpando seus conhecimentos enciclopédicos. Com isso, gradativamente a leitura vai sendo 
enriquecida. O trabalho voltado para a intertextualidade em sala de aula deve ir além da 
identificação do intertexto com foco nos conteúdos, mas torna-se necessário atentar para os 
recursos linguísticos utilizados por seu criador na elaboração da intertextualidade. É preciso 
que o aluno/leitor perceba que essas pistas lhe darão oportunidades de recriá-lo a partir de 
suas experiências, de seu conhecimento e de sua visão de mundo. Comprovamos que o 
processo de intertextualidade é um recurso que enriquece, pois, o mesmo abre um leque de 
possibilidades e abertura de sentidos em sua interpretação.

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