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Lajes Conceitos – apoios- engastes Introdução • A norma NBR6118 (item 14.4.2.1) define placas como sendo elementos de superfície plana sujeitos a principalmente a ações normais a seu plano. Ações normais ao Ações normais ao plano da laje Introdução • As placas de concreto são usualmente denominadas lajes • e as normas indicam que lajes com espessuras maiores que 1/3 do vão devem ser estudadas como maiores que 1/3 do vão devem ser estudadas como placas espessas. h L h > L/3 placa espessa Introdução • A laje recebe as cargas transversais ao plano da laje e as transmite aos apoios periféricos, • que podem ser vigas ou paredes estruturais. • Os apoios podem ser também pontuais (pilares). Viga periférica Plares Classificação das lajes • As lajes podem ser: • Lajes maciças; Seção de laje maciça • Lajes nervuradas; Seção de laje nervurada Lajes maciças • As lajes podem ser: • Lajes isoladas ; • Lajes continuas; • Lajes em balanço; • Lajes cogumelo ou lisas• Lajes cogumelo ou lisas Lajes cogumelo(Laje Isolada) (Laje contínua) (Laje em Balanço) Lajes isoladas L1L1 Lajes continuas; L1 L2 L3 Lajes em balanço; Balanço de lajeL1 de laje L2 L3 L4 Lajes cogumelo, laje lisa, laje plana laje sem vigas Funcionamento unidirecional e bidirecionnal • Considera-se a laje : • Laje bidirecional ou em cruz se a/b ≤ 2 • Laje unidirecional ou corredor se a/b > 2 • Onde: a é o maior vão e b o menor vão da laje a b L1 Funcionamento bidirecional ou em cruz a b ≤ 2 �Direção das armaduras principais 1m Faixas centrais b ≤ 2 a b Armaduras principais nas duas direções 1m Eixos das faixas centrais Funcionamento bidirecional ou em cruz a b ≤ 2 Funcionamento birecional = grelha nas duas direções principais a Eixo de faixa paralela Eixo da faixa central Funcionamento bidirecional ou em cruz a b ≤ 2 Funcionamento birecional = funcionamento de grelha nas duas direções principais a As faixas paralelas tem deformações menores que a deformação da faixa central ( deformação não cilindrica) � Direção da armadura principal b Faixa central Funcionamento unidirecional (laje corredor) 1m a b > 2 a b Armadura principal em uma só direção ( vão menor) Armadura secundaria ou de distribuição na outra direção de acordo com a NBR6118 b 1m Eixo da faixa central Funcionamento unidirecional (laje corredor) a b > 2 Funcionamento unidirecional = viga na direção principal a 1m Funcionamento unidirecional (laje corredor) a b > 2 Funcionamento unidirecional = viga na direção principal a Deformações das faixas paralelas iguais à deformação da faixa central ( deformação cilíndrica) Armaduras em laje bidirecional ou em cruz • Nas laje bidirecional ou em cruz, as duas armaduras são principais, calculadas para resistir os momentos fletores nessas direções. Mx M y Armaduras em laje unidirecional ou corredor • Na laje unidirecional ou corredor , temos também armaduras nas duas direções. • Entretanto a armadura principal será colocada na direção do menor vão na laje .na direção do menor vão na laje . Armadura principal e de distribuição • Como a armadura principal é calculada para resistir à totalidade dos esforços, • a armadura de distribuição tem o objetivo de solidarizar as faixas de laje da direção solidarizar as faixas de laje da direção principal, prevendo-se, por exemplo, uma eventual concentração de esforços. Vão livre • O vão livre, Lo, é a distância livre entre as faces dos apoios. • No caso de balanços, Lo é a distância da extremidade livre até a face do apoio. Balançoextremidade livre até a face do apoio. LoLo L o Vão teórico • O vão teórico, L , de acordo com a NBr6118/2003, refere-se à distância entre os centros de apoios, não sendo necessário adotar valores maiores que: L = L + a + aL = Lo + a1 + a2 • Sendo a1 = t1/2 ou 0,3h e a2= t1/2 ou 0,3h • Onde t1 e t2 representa a largura do apoios e h a espessura d laje t2t1 L0 h Laje Viga estreita L= L + t + t Espessura da laje t1/2 t2/2 Vão teórico das lajes no caso de viga de pequena largura t1, t2 L Em edifícios, as vigas são de pequena largura t1 e t2 , neste caso, pode-se adotar sempre como vãos teóricos das lajes à distância de eixo a eixo das vigas de apoio, L= Lo + t1/2 + t2/2 Exemplo Lo = 400cm ; t1 = t2 =14cm ; h=10cm L= 400 + 14/2 +14/2 = 414cm (distancia de eixo a eixo) L= 400 + 0,3x10 + 0,3x10 = 406cm Como se pode ver a diferença de entre os valores de L é bem pequena L= L0 + t1 + t2 0,3h 0,3h L0 h Laje Viga larga L= L0 + 0,3h + 0,3h Espessura da laje L Vão teórico das lajes no caso de viga de grande largura t1, t2 t2t1 Quando as vigas tiverem uma largura grande ,por exemplo t1 >40cm, neste caso o vão teórico L será igual ao vão livre , Lo, acrescido de 0,3h de cada lado, sendo h a espessura da laje Exemplo Lo =400cm; h=10cm; t1=t2=40cm L= Lo + 0,3h+0,3h = 400 + 0,3x10 + 0,3x10 = 406cm ADOTA-SE L= 406cm Considerando L a distancia de eixo a eixo L= 400 + 40/2 +40/2= 440cm L= L0 + 0,3h + 0,3h Condições de contorno ou condições de bordo • Faz-se necessário a análise das condições de contorno de cada laje do painel. • Ou seja deve-se identificar os tipos de vínculo ( apoio, engaste ou livre) no contorno das ( apoio, engaste ou livre) no contorno das lajes. Condições de contorno e sua representação • Representação dos três tipos de vínculos: • Bordo livre• Bordo livre • Bordo simplesmente apoiado • Bordo engastado. Lajes com bordo livre • As lajes com bordo livre caracteriza-se pela ausência de apoio em até três bordos onde apresentam deslocamentos verticais. • Exemplo: laje em balanço L1 A A Faixa da laje de 1m 1 Corte AA Pq y Lajes com bordo apoiado • Quando há restrição dos deslocamentos verticais sem impedir a rotação das lajes nos apoios Exemplo: laje isolada apoiada em vigas onde se possa desprezar a rigidez à torção.se possa desprezar a rigidez à torção. L1 Vigas periféricas com rigidez à torção desprezáveis A A 1 y Corte AA q Faixa central com 1m Lajes com bordo engastado • Quando há impedimento do deslocamento vertical e rotação da laje neste apoio Exemplo 1: lajes vinculadas à vigas de grande rigidez a torção. • Exemplo 2- lajes continuas onde neste caso o engastamento é promovido pela laje adjacente. Exemplo 2 A A Corte AA L1 L2 1 L2L1 Corte AA Exemplo 2 Faixa central de 1m q Painéis de Lajes • Para os painéis de lajes de edifícios, • quando houver lajes contínuas no mesmo • nível, com a mesma espessura, • o bordo poderá ser considerado • o bordo poderá ser considerado perfeitamente engastado para o cálculo da laje. Lajes Contínuas L1 L2 L1 L2 L1 L2 A laje L1 é engastada na laje L2 Casos Particulares (1) Desníveis • Nas lajes contínuas, em níveis diferentes, o bordo rebaixado é considerado apoiado para o cálculo da laje. lajes contínuas em níveis diferentes perdem o engaste L2 L1 L1 L2 Casos Particulares (2) Lajes contínuas com inércias muito diferentes • a laje de maior espessura h1 não engasta na de menor espessura h2 • porém a de menor espessura h2 se engasta na de maior espessura h1de maior espessura h1 L1 L1L2 L2 Exemplo: uma laje de 20cm não se engasta numa laje de 12cmCasos Particulares (3) Lajes contínuas com vãos muito diferentes • A laje de vão maior não se engasta na laje de vão menor, porém a de menor vão se engasta . L1L1 L2 L2 Exemplo: Uma laje 6m de vão não se engasta numa outra de 2m de vão L2 Casos Particulares (4) Engaste parcial • As lajes de edifícios com apoio parcial (mesma espessura), o bordo poderá ser considerado totalmente engastado se 2/3 do vão tiver continuidade.continuidade. • A seguir veja mais a regra dos 2/3 mais detalhada Caso Particular (4) : lajes contínuas com engastes parciais L1 L2 L2 L1 L X x/L ≥2/3 x/L <2/3 L1 L2L2 Caso Particular (4) : Regra dos 2/3 se x/L for maior que 2/3 considera-se o lado L todo engastado Resumo� x/L ≥ 2/3 � engaste x/L < 2/3 � apoio Caso Particular (5: Lajes vizinhas de um balanço L1 L2 Neste caso o balanço é sempre engastado a laje vizinha é calculada como apoio no bordo junto ao balanço L1 L2 L1 L2 Exercício proposto 1 Estabelecer para as lajes L1, L2 e L3 as condições de apoio e engaste 6 4 L1 L2 L3 4 4 4 2 22