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ANALISE DO DISCURSO CRITICA E SEMIOTICA FLUÊNCIA E COMPREENSÃO EM LEITURA_ UMA PROPOSTA PARA AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

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NIA SILVA

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Versão On-line ISBN 978-85-8015-075-9
Cadernos PDE
OS DESAFIOS DA ESCOLA PÚBLICA PARANAENSE
NA PERSPECTIVA DO PROFESSOR PDE
Produções Didático-Pedagógicas
Título: FLUÊNCIA E COMPREENSÃO EM LEITURA: UMA PROPOSTA PARA 
AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA 
Autora Marilene Francisca da Silva 
Disciplina/Área Pedagogia 
Escola de 
Implementação 
Colégio Estadual Duque de Caxias Ensino 
Fundamental e Médio -Tuneiras do Oeste – PR 
 
Município da Escola Tuneiras do Oeste 
Núcleo Regional 
de Educação 
Cianorte 
Professora 
Orientadora 
Dra. Ruth Izumi Setoguti 
Instituição de 
Ensino Superior 
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ – UEM 
Resumo 
A presente Unidade Didática é parte dos requisitos do Programa 
de Desenvolvimento Educacional – PDE. A pesquisa tem como 
objetivo oferecer subsídios para aplicação da proposta de 
Intervenção Pedagógica em sala de aula junto aos alunos do 6º 
ano do Ensino Fundamental no Colégio Estadual Duque de 
Caxias Ensino Fundamental e Médio – Tuneiras do Oeste – PR. 
A produção está fundamentada na área da Psicologia Cognitiva 
da Leitura, com sugestões de textos para avaliar a fluência e 
compreensão em leitura, a serem aplicadas em sala de aula, 
como estratégias de ação organizadas em torno de 08 
encontros de quatro horas, perfazendo um total de 32 horas. As 
orientações pedagógicas e as intervenções propostas 
encaminham diversas atividades extraídas dos livros da Agenda 
do Professor, Manual do Professor, Aprender a Ler, Para Ler 
com Fluência: Jogos, Atividades e Desafios, Coleção ABCD e 
Para Ler com Fluência: Atividades Orais para a sala de aula 
publicada pelo Instituto Alfa e Beto. As atividades propostas 
visam contribuir com o seu desenvolvimento cognitivo e com o 
processo de ensino aprendizagem da leitura na sala de aula, e 
em outros contextos envolvendo diferentes áreas do 
conhecimento. 
Palavras-chave Leitura, fluência, compreensão. 
Formato do Material 
Didático 
Unidade Didática 
Público Alvo Alunos do 6º Ano do Ensino Fundamental. 
1 APRESENTAÇÃO 
 
 
A produção didático-pedagógica ora apresentada é parte dos requisitos do 
Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE. A pesquisa realizada para a 
organização e desenvolvimento do trabalho tem como objetivo oferecer subsídios 
para aplicação da proposta de Intervenção Pedagógica em sala de aula com alunos 
do 6º ano do Ensino Fundamental no Colégio Estadual Duque de Caxias Ensino 
Fundamental e Médio – Tuneiras do Oeste – PR. 
A produção contém textos fundamentados na Psicologia Cognitiva da 
Leitura, com sugestões para avaliar a fluência e compreensão em leitura, a serem 
aplicadas em sala de aula, como estratégias de ação. 
A Unidade Didática está organizada em torno de 08 encontros de quatro 
horas, envolvendo conteúdo de Literatura e estratégias para avaliação e intervenção 
da fluência e compreensão em leitura, para recuperar o aluno com dificuldades, 
perfazendo um total de 32 horas. 
 As orientações pedagógicas e as intervenções propostas encaminham 
diversas atividades extraídas dos livros da Agenda do Professor, Manual do 
Professor, Aprender a Ler, Para Ler com Fluência: Jogos, Atividades e Desafios, 
Coleção ABCD e Para Ler com Fluência: Atividades Orais para a sala de aula, 
publicadas pelo Instituto Alfa e Beto. 
Os resultados do IDEB do Colégio Duque de Caxias de Tuneiras do Oeste-
Paraná mostram a necessidade de intervir no processo da leitura, pois conforme os 
indicadores da Prova Brasil em Leitura, no ano 2005, os alunos obtiveram (3.8); em 
2007 (3.9); 2009 (3.9); 2011(3.7), sendo, portanto, abaixo das metas previstas para 
os respectivos anos. 
Assim sendo, na Unidade I realizaremos um Diagnóstico de Leitura 
utilizando os textos para avaliação de fluência de leitura 5º ano (adaptando para o 6º 
ano) do Manual do Professor Para Ler com Fluência para os alunos do 6º ano do 
Ensino Fundamental. 
Na Unidade II discutiremos 1- as práticas eficazes; 2- os tipos de erros mais 
comuns na fluência da leitura; 3- estratégias para recuperação dos alunos; 4- 
coletânea de atividades para a turma e, principalmente, para os alunos que 
apresentam dificuldades na fluência de leitura retirada do Livro do Aluno da Unidade 
II e do Manual do Professor Para ler com Fluência. 
Na Unidade III aplicaremos as estratégias com base no diagnóstico da turma 
para recuperação dos alunos extraídos dos livros e do Manual do Professor. 
Na Unidade IV será realizada a correção das atividades aplicadas; 
discutiremos os acertos e erros por aluno e por turma, e decidiremos quais 
atividades deverão ser aplicadas na turma, salientando sempre os avanços de cada 
aluno e da turma. 
 
 
2 CONSIDERAÇÕES SOBRE A LEITURA 
 
O domínio da linguagem oral e escrita apresenta-se como fator 
indispensável para a verdadeira inserção do homem no meio social. Dessa forma, a 
escola precisa encontrar caminhos para ensinar o estudante a ler, escrever e 
expressar-se oralmente em todas as situações que se fizerem necessárias. 
O ato da leitura, principalmente, no contexto escolar, não deve ser realizado 
apenas diante de uma necessidade, mas sim de forma habitual, ou seja, deve ser 
uma atividade constante tanto para os profissionais da educação como para os 
estudantes, com vistas a estarem em permanente aprimoramento e antenados às 
mudanças e acontecimentos da sociedade mundial. 
No momento da leitura, o leitor interage com o texto lido ou ouvido de forma 
ativa, estabelecendo-se um processo de construção e reconstrução de 
conhecimentos, a partir de seus conhecimentos prévios. Nessa dinâmica, acontece 
a formação de leitores competentes e, consequentemente, de escritores. Trata-se de 
processos interligados. Segundo Goodman (1987), para que o ato de ler tenha 
significado é preciso considerar o conhecimento de mundo do leitor, em consonância 
com seus propósitos e objetivos, haja vista que o êxito na leitura depende da junção 
desses fatores. 
A palavra leitura deriva do latim – lectura – (‘lição’) e consiste na ação de 
decifrar o que está escrito, o que está representado por signos gráficos [...] 
ato de apreender o conteúdo de uma mensagem escrita [...] maneira como 
cada pessoa compreende, interpreta um texto, uma obra, um 
acontecimento, em função de determinados códigos, princípios, teorias, 
ideologias [...] ação de decifrar quaisquer sinais que foram traçados com a 
intenção de representar alguma coisa ou aos quais se atribui alguma 
significação (CASTELEIRO, 2001, p. 2245). 
 
 Assim, a leitura é uma temática que merece ser posta em discussão no 
espaço escolar, considerando a complexa tarefa docente, em contribuir para a 
formação de leitores. Nesse sentido, o foco deste estudo é abordar a aprendizagem 
da leitura na perspectiva da teoria cognitiva. 
 De acordo com Morais (1996, p. 17-18), “[...] o sistema cognitivo é um 
complexo de tratamento da informação, compreendendo conhecimentos 
(representações) e meios de operar sobre esses conhecimentos (processos)”. Para 
este autor, o processo de aprendizagem da leitura insere-se no conjunto das 
capacidades cognitivas que, por sua vez, são capacidades estruturadas e 
organizadas em um sistema cognitivo, que sustenta o processo de aprendizagem 
dessas habilidades. 
 A leitura não envolve apenas o reconhecimento de palavras isoladas, pois o 
objetivo primordial é a compreensão do material lido. Nesse sentido, a identificação 
de palavras é condição básica, embora não seja suficiente (OLIVEIRA, 2008). A 
compreensão da leitura implica em processos cognitivos para realizar inferências, 
habilidades linguísticas gerais, habilidades de memória e conhecimentos de mundo, 
que articulados auxiliam na construção darepresentação macroestrutural do texto. 
 Morais e Chadwick (1995, p. 38) descrevem que muitos são os estudos 
científicos que tratam da maneira como o sistema cognitivo atua na percepção, no 
reconhecimento, na linguagem, na aquisição e na memorização de informação, na 
organização e na planificação da ação, na avaliação e atribuição de conhecimentos, 
no raciocínio e na tomada de decisões. 
 A capacidade de leitura é necessária aos indivíduos em sociedade. Por meio 
dela, é possível obter informações, a partir da representação física do sinal gráfico 
(grafema), tendo em vista a compreensão da mensagem escrita. Para Morais (1995, 
p. 114), “[...] o objetivo da leitura é compreender o sentido de um material escrito. 
Lê-se para compreender, todavia, os processos específicos da leitura não são 
processos de compreensão, mas que levam à compreensão.” 
 O processo da leitura implica uma resposta do leitor em relação àquilo que lê. 
Morais (2013, p. 130) evidencia que: 
 
[...] aprender a ler não é fácil e dificilmente se dá de forma espontânea. 
Caso assim fosse, ainda não teríamos tantos analfabetos e, o que é mais 
grave, não teríamos um índice tão elevado de analfabetos funcionais, isto é, 
de indivíduos que frequentaram a escola por anos a fio e não conseguem 
entender o que leem, uma vez que estamos cercados pela escrita. 
 
Na sala de aula, o professor é o articulador do trabalho com a leitura, 
cabendo-lhe a função de utilizar recursos didático-pedagógicos para auxiliar os 
alunos a lerem com fluência (condição indispensável à compreensão). Para que o 
aluno seja bem alfabetizado, segundo Morais (2013, p. 13) é preciso seguir passos: 
acreditando “[...] que não é possível começar por um texto enorme”. Complementa o 
autor, que a didática deve pautar-se no pressuposto de que a criança automatiza 
pouco a pouco os princípios do sistema alfabético. Logo, o ensino da leitura deve 
iniciar no mínimo, por dois grafemas, uma consoante e uma vogal, para que possa 
formar uma sílaba e então palavras. 
No processo de aprendizagem da leitura é indispensável que, inicialmente, 
o aluno conheça e saiba utilizar o código alfabético, reconheça os sinais gráficos, e 
seja capaz de estabelecer relação com os sons da fala. Morais (2013) considera a 
hipótese da existência de relação entre a aprendizagem da leitura e a capacidade de 
o indivíduo identificar os componentes fonológicos das unidades linguísticas e 
manipulá-los de forma intencional. 
A habilidade de fazer uso dos elementos sonoros da língua (processo 
fonológico está ligado, essencialmente, ao desenvolvimento inicial da leitura e da 
escrita). Para desvendar como as palavras escritas representam a palavra falada, a 
pessoa em fase inicial do processo, deve descobrir/discriminar os fonemas (sons), 
ou seja, analisar as palavras em fonemas (MORAIS; KOLINSK, 2004). 
Contudo, para Morais (1996, p. 91), “[...] a consciência fonológica vai além 
da discriminabilidade perceptiva, resultando de uma reflexão sobre as propriedades 
fonológicas das expressões, mais exatamente ela é essa reflexão.” O autor 
considera que apenas o desenvolvimento da consciência fonológica não é suficiente 
para garantir o avanço na aprendizagem da escrita. Assim como na leitura, a escrita 
implica na descoberta e utilização do código alfabético. Nesse sentido, é necessário 
o conhecimento das letras e da relação básica entre os sons da fala e as letras do 
alfabeto. 
Assim, ao definirem a leitura como uma atividade na qual intervém um 
conjunto de processos cognitivos, Oliveira e Castro (2008) apontam que a primeira 
limitação enfrentada pelas crianças na etapa inicial da leitura é a identificação das 
letras que compõem o alfabeto, e a aprendizagem do som que corresponde a cada 
uma delas, pois para alcançar o significado, é indispensável o domínio do código 
escrito. 
Para decodificar informações gráficas, a pessoa precisa compreender que, 
além dos sinais gráficos (letras), cada letra ou combinações de letras representam 
os sons da fala. Aprender a ler implica na competência para decodificar. A criança 
nem sempre compreende o que lê, porque não ainda não tem informações e/ou 
habilidades que lhe permita decodificar a informação codificada. Por isso, observa-
se a necessidade de conhecer e manipular o código alfabético (MORAIS, 1996). 
 Para Oliveira e Chadwick (2008) é preciso distinguir as competências de ler e 
aprender a ler e a relação entre elas. Para este autor, os mais importantes são 
aprender a decodificar, identificar palavras automaticamente e ler com fluência. 
Desta forma, no período inicial da escolarização, o aluno está aprendendo a ler. Por 
isso, num primeiro momento, a atenção deve se concentrar na decifração do código 
alfabético, no significado dos sinais (letra impressa). O segundo passo acontece ao 
mesmo tempo em que aprende a decodificar as palavras. A seguir, o aluno deverá 
ser de capaz de ler as palavras com fluência. 
 A fluência é a ponte que liga a leitura à compreensão dos textos, sendo 
avaliada por três indicadores: “a velocidade de leitura palavras por minuto; o número 
de erros (que deve ser inferior a 5% das palavras lidas); a prosódia, que se refere à 
entonação e ritmo da leitura” (OLIVEIRA; CHADWICK, 2008, p. 13). 
Morais (2013) afirma que ao avaliar a leitura, o professor deve tomar nota 
dos aspectos da decodificação que o aluno ainda não domina, com a intenção de 
apontar a eles em outra ocasião. Além disso, o autor sugere a importância de 
solicitar que o aluno leia textos em voz alta, não com o objetivo da compreensão, 
mas explicitamente com o propósito de fazê-lo treinar a fluência da leitura. O autor 
recomenda que as palavras sejam lidas corretamente não apenas em termos de sua 
pronúncia intrínseca, mas também, que sejam lidas no quadro de frases, segundo o 
ritimo e a entonação (prosódia) apropriados. 
A leitura é pensada por Morais (1996), numa relação que sugere precisão e 
rapidez no reconhecimento de palavras e compreensão de leitura. O autor pontua 
ainda que, quanto mais rápida for a identificação de cada palavra, maior será a 
capacidade da memória ligada às operações de análise sintática, integração 
semântica dos constituintes da frase e integração das frases na organização textual, 
processos importantes para a compreensão da leitura. 
A identificação das letras, que supõe a atenção aos traços visuais que as 
distinguem uma das outras; o conhecimento da maneira de pronunciá-las e a 
consciência dos fonemas, que se concretiza em habilidades de manipulação dessas 
unidades, são competências que, pela sua importância para a aprendizagem da 
leitura, devem ser adquiridas e ensinadas no início do processo, constituindo-se em 
uma tarefa da escola e pais bem informados e instruídos (MORAIS, 2013). 
De acordo com Morais (1996, p. 271), “a aprendizagem da leitura é uma 
peça representada por três atores. O ator principal é sem dúvida o aprendiz e os 
outros dois a família e a escola”. 
Complementa Morais (2013, p. 11) que: 
 
[...] o fonema é essa entidade abstrata que serve para distinguir o 
significado entre as palavras, e que, por ser abstrata está na mente de 
todas as pessoas pertencentes à mesma comunidade linguística, enquanto 
o som tem realidade física, é como esse fonema se realiza quando falamos 
e varia conforme o dialeto que falamos (em que lugar adquirimos o nível 
sociocultural, a idade, a posição na palavra, etc). O mesmo ocorre com o 
grafema e com a representação ortográfica de uma palavra: são formas 
abstratas em nossa mente que permitem reconhecê-los, sejam quais forem 
suas realizações gráficas. 
 
 Nessa perspectiva, a identificação das palavras é condição necessária para alibertação da memória de trabalho, com vista a ocupar-se de outros processos, 
envolvidos, também, na compreensão, análise sintática e integração semântica dos 
constituintes das frases na organização do texto (MORAIS, 1995). 
 Conforme Oliveira e Chadwick (2008, p. 11), no aprendizado da leitura o 
esforço cognitivo maior deve se concentrar “[...] na aquisição de competências da 
leitura, e não de compreensão. De outra forma, sua atenção se divide, cria-se uma 
sobrecarga cognitiva e o aluno acaba por não aprender a ler de forma adequada”. 
 
A fluência de leitura exige que o leitor descodifique automaticamente, de tal 
modo que possa canalizar a capacidade de atenção para a compreensão 
do texto. A consequência pedagógica decorrente é a necessidade de treino 
sistematizado de técnicas de automatização que permitam ultrapassar o 
processo moroso de tradução letra-som, conduzindo ao imediato 
reconhecimento visual de palavras e possibilitando o rápido acesso à 
compreensão do texto. Velocidade e profundidade de compreensão são os 
dois grandes pilares que suportam a eficácia desta competência, que se 
traduz em fluência. Assim, na perspectiva da educação básica, é função da 
escola fazer de cada aluno um leitor fluente e crítico, capaz de usar as 
competências de leitura para obter informação, organizar o conhecimento e 
usufruir o prazer recreativo que a mesma pode proporcionar. Se nos 
primeiros anos de escolaridade uma atenção particular é devida aos 
processos de descodificação e automatização, há que desenvolver, nos 
anos subsequentes técnicas, de consulta e estratégias de estudo, 
proporcionando, ao longo de todo o percurso escolar, situações que 
fomentem o gosto pela leitura e que sedimentem os hábitos que 
caracterizam os leitores fluentes. É importante que o aluno aprenda a ler 
fluentemente, isto é, a extrair o significado do material escrito de forma 
precisa, rápida e sem esforço (POCINHO, 2007, p. 08). 
 
 Diante da importância da fluência na leitura há preocupação com relação às 
estratégias de leitura capazes de despertar o interesse dos alunos pela mesma. 
Oliveira e Chadwick (2008) consideram que o aluno que tem uma leitura fluente e 
crítica apresenta também, um melhor desempenho das demais atividades 
desenvolvidas na escola 
 Faz-se necessário estabelecer uma distinção clara entre a descodificação e o 
reconhecimento de palavras, e, mais especificamente, entre a identificação e o 
reconhecimento de cada palavra, a qual deve ser percebida no quadro do processo 
inicial de aquisição da leitura. O leitor competente reconhece a maioria das palavras 
que encontra. Já os leitores menos hábeis ou que se encontram numa fase inicial de 
aprendizagem da leitura, não são capazes de efetuar esse reconhecimento, pelo 
que tem que "identificar" a maior parte das palavras. 
 Por meio de estratégias diferenciadas de aprendizagem de leitura, o aluno 
poderá ampliar o seu repertório de palavras conhecidas. Caso esta mudança não 
ocorra, pode-se estar diante de um leitor com dificuldades na leitura. A identificação 
das palavras deve ser sempre considerada uma etapa transitória do reconhecimento 
imediato que se constitui em uma habilidade importante do processo de 
aprendizagem da leitura (MORAIS, 2013). 
 O êxito da criança na experiência em aprender a ler, determinará o nível de 
seu aprendizado futuro. Oliveira e Chadwick (2008) relatam que a escola deve 
entender o sujeito tendo em vista as suas variáveis afetivas e socioeconômicas para 
que o processo de aprendizagem se estruture de forma a considerar os aspectos 
cognitivos internos do indivíduo. Nesse sentido, os autores entendem que a 
motivação é o elemento decisivo no processo de aprendizagem. Portanto, a 
capacidade de ler está intimamente ligada à motivação. Quando o interesse do 
aluno é despertado, o seu nível de participação nas atividades escolares aumenta, e 
torna-se peça indispensável para o sucesso ensino/aprendizagem. Assim, cabe ao 
professor tornar a sala de aula um ambiente estimulador de leitura de gêneros 
textuais diversos, selecionando e analisando-os criticamente, observando os 
conteúdos e os valores neles veiculados. 
 A perspectiva de uma relação recíproca entre a consciência fonológica e a 
aprendizagem da leitura tem, assim, subjacente a ideia de que é necessário um 
mínimo de capacidades de reflexão sobre a oralidade, para que a criança tenha 
sucesso no processo de alfabetização, e que a aquisição da leitura, permite o 
desenvolvimento de competências fonológicas mais sofisticadas. 
 Daí a importância de a escola criar condições favoráveis, não apenas em 
relação aos recursos materiais disponíveis, mas principalmente, em relação ao uso 
que se faz deles nas práticas de leitura na escola. 
 Conforme Oliveira e Chadwick (2008), o interesse é uma variável de muita 
importância nas tarefas escolares e na aprendizagem em geral. Quando as pessoas 
se interessam por um assunto, tendem a aprendê-lo mais rapidamente e com maior 
profundidade. Esse fator ocorre por que focaliza melhor a atenção, contribuído para 
o desenvolvimento de vários elementos nas estruturas mentais existentes no 
cérebro, com as quais se relacionam as novas informações. 
 
 
UNIDADE I 
 
 DIAGNÓSTICO DE LEITURA: ALUNO 
 
 
Fluência de Leitura 1 a 10 (Testes Orais) 
 
Atividades: Coletânea de textos para Avaliar a Fluência da Leitura 
 
 
Texto 1/10 
 
 
Chapeuzinho Vermelho 
 
Versão Irmãos Grimm 
Era uma vez uma meninazinha mimosa, que todo o mundo amava assim que a via, 
mas mais que todos a amava a sua avó. Ela não sabia mais o que dar a essa criança. Certa 
vez, ela deu-lhe de presente um capuzinho de veludo vermelho, e porque este lhe ficava tão 
bem, e a menina não queria mais usar outra coisa, ficou se chamando Chapeuzinho 
Vermelho. 
Certo dia, sua mãe lhe disse: 
___ Vem cá, Chapeuzinho Vermelho; aqui tens um pedaço de bolo e uma garrafa de 
vinho, leva isto para a vovó; ela está doente e fraca e se fortificará com isto. Sai antes que 
comece a esquentar, e quando saíres, anda direitinha e comportada e não saias do 
caminho, senão podes cair e quebrar o vidro e a vovó ficará sem nada. E quando chegares 
lá, não esqueças de dizer bom-dia, e não fiques espiando por todos os cantos. 
___ Vou fazer tudo como se deve – disse Chapeuzinho Vermelho à mãe, dando-lhe 
a mão como promessa. 
A avó, porém, morava lá fora na floresta, a meia hora da aldeia. E quando 
Chapeuzinho Vermelho entrou na floresta, encontrou-se com o lobo. Mas Chapeuzinho 
Vermelho não sabia que fera malvada era aquela, e não teve medo dele. 
___ Bom-dia, Chapeuzinho Vermelho – disse ele. 
___ Muito obrigada, lobo. 
___ Para onde vai tão cedo, Chapeuzinho Vermelho? 
___ Para a casa da vovó. 
___ E o que trazes aí debaixo do avental? 
___ Bolo e vinho. Foi assado ontem, e a vovó fraca e doente vai saboreá-lo e se 
fortificar com o vinho. 
___ Chapeuzinho Vermelho, onde mora a tua avó? 
___ Mais um bom quarto de hora adiante no mato, debaixo dos três grandes 
carvalhos, lá fica a sua casa; embaixo ficam as moitas de avelã, decerto já sabes isso – 
disse Chapeuzinho Vermelho. 
O lobo pensou consigo mesmo: “Esta coisinha nova e tenra, ela é um bom bocado 
que será ainda mais saboroso do que a velha. Tenho de ser muito esperto, para apanhar as 
duas”. 
Então ele ficou andando ao lado de Chapeuzinho Vermelho e logo falou: 
___ Chapeuzinho Vermelho, olha só para as lindas flores que crescem aqui em volta! 
Por que não olhas para os lados? Acho que nem ouves o mavioso canto dos passarinhos! 
Andas em frente como se fosses para a escola, e no entanto, é tão alegre lá no meio do 
mato. 
Chapeuzinho Vermelho arregalou os olhos, e quando viu os raios de sol dançando 
de lá para cá por entreas árvores, e como tudo estava tão cheio de flores, pensou: “Se eu 
levar um raminho de flores frescas para a vovó, ela ficará contente; ainda é tão cedo, que 
chegarei lá no tempo certo”. Então ela saiu do caminho e correu para o mato, à procura de 
flores. E quando apanhava uma, parecia-lhe que mais adiante havia outra mais bonita, e ela 
corria para colhê-la e se embrenhava cada vez mais pela floresta adentro. O lobo, porém, foi 
direto para a casa da avó e bateu na porta. 
___ Quem está aí fora? 
___ É Chapeuzinho Vermelho, que te traz bolo e vinho, abre! 
___ Aperta a maçaneta – disse a vovó –, eu estou muito fraca e não posso me 
levantar. 
O lobo apertou a maçaneta, a porta se abriu, ele foi, sem dizer uma palavra, direto 
para a cama da vovó e engoliu-a. Depois, ele se vestiu com a roupa dela, pôs a sua touca 
na cabeça, deitou-se na cama e puxou o cortinado. Chapeuzinho Vermelho, porém, correu 
atrás das flores, e quando juntou tantas que não podia carregar mais, lembrou-se da vovó e 
se pôs a caminho da sua casa. Admirou-se ao encontrar a porta aberta, e quando entrou, 
percebeu alguma coisa tão estranha lá dentro, que pensou: “Ai, meu Deus, sinto-me tão 
assustada, eu que sempre gosto tanto de visitar a vovó!”. 
E ela gritou: 
___ Bom-dia! 
Mas não recebeu resposta. Então ela se aproximou da cama e abriu as cortinas. Lá 
estava a vovó deitada, com a touca bem afundada na cabeça, e um aspecto muito esquisito. 
___ Ai, vovó, que orelhas grandes que você tem! 
___ É para te ouvir melhor! 
___ Ai, vovó, que olhos grandes que você tem! 
___ É para te enxergar melhor. 
___ Ai, vovó, que mãos grandes você tem! 
___ É para te agarrar melhor. 
___ Ai, vovó, que bocarra enorme que você tem! 
___ É para te devorar melhor. 
E nem bem o lobo disse isso, deu um pulo da cama e engoliu a pobre Chapeuzinho 
Vermelho. 
Quando o lobo satisfez a sua vontade, deitou-se de novo na cama, adormeceu e 
começou a roncar muito alto. O caçador passou perto da casa e pensou: “Como a velha 
está roncando hoje! Preciso ver se não lhe falta alguma coisa”. Então ele entrou na casa, e 
quando olhou para a cama, viu que o lobo dormia nela. 
___ É aqui que eu te encontro, velho malfeitor – disse ele –, há muito tempo que 
estou à tua procura. 
Aí ele quis apontar a espingarda, mas lembrou-se de que o lobo podia ter devorado a 
vovó, e que ela ainda poderia ser salva. Por isso, ele não atirou, mas pegou uma tesoura e 
começou a abrir a barriga do lobo adormecido. E quando deu algumas tesouradas, viu logo 
o vermelho do chapeuzinho, e mais um par de tesouradas, e a menina saltou para fora e 
gritou: 
 ___ Ai, como eu fiquei assustada, como estava escuro lá dentro da barriga do lobo! 
E aí também a velha avó saiu para fora ainda viva, mal conseguindo respirar. Mas 
Chapeuzinho Vermelho trouxe depressa umas grandes pedras, com as quais encheu a 
barriga do lobo. Quando ele acordou, quis fugir correndo, mas as pedras eram tão pesadas, 
que ele não pôde se levantar e caiu morto. 
Então os três ficaram contentíssimos. O caçador arrancou a pele do lobo e levou-a 
para casa, a vovó comeu o bolo e bebeu o vinho que Chapeuzinho Vermelho trouxera, e 
logo melhorou, mas Chapeuzinho Vermelho pensou: “Nunca mais eu sairei do caminho 
sozinha, para correr dentro do mato, quando a mamãe me proibir fazer isso”. 
Extraído do Manual do Professor Para Ler com Fluência (2013, p.62) 
 
 
 
Texto 2/10 
 
Fábula: A Assembleia dos Ratos de Monteiro Lobato 
 
Um gato de nome Faro-Fino deu de fazer tal destroço na rataria duma casa velha 
que os sobreviventes, sem ânimo de sair das tocas, estavam a ponto de morrer de fome. 
Tornando-se muito sério o caso, resolveram reunir-se em assembléia para o estudo 
da questão. Aguardaram para isso certa noite em que Faro-Fino andava aos mios pelo 
telhado, fazendo sonetos à lua. 
___ Acho — disse um deles — que o meio de nos defendermos de Faro-Fino é lhe 
atarmos um guizo ao pescoço. Assim que ele se aproxime, o guizo o denuncia e pomo-nos 
ao fresco a tempo. 
Palmas e bravos saudaram a luminosa idéia. O projeto foi aprovado com delírio. Só 
votou contra, um rato casmurro, que pediu a palavra e disse — Está tudo muito direito. Mas 
quem vai amarrar o guizo no pescoço de Faro-Fino? 
Silêncio geral. Um desculpou-se por não saber dar nó. Outro, porque não era 
tolo. Todos, porque não tinham coragem. E a assembléia dissolveu-se no meio de geral 
consternação. 
___ Dizer é fácil; fazer é que são elas! 
 
Extraído do Manual do Professor Para Ler com Fluência (2013, p.62) 
 
 
 
 
 
 
 
Texto 3/10 
 
 
Brincadeiras de Folclore 
 As brincadeiras folclóricas são aquelas que passam de geração para geração. 
Costumam sofrer modificações de acordo com a região e a época, porém, a essência das 
brincadeiras continua a mesma da origem. Muitas envolvem competições e disputas 
individuais ou em grupos. Possibilitam também a integração e o desenvolvimento social e 
motor das crianças. 
 Soltar pipa: as pipas, também conhecidas como papagaios, são feitas de varetas de 
madeira e papel. Coloridas, são empinadas (soltadas) pelos meninos em dias de vento. 
Com uma linha, os garotos conseguem direcionar e fazer malabarismos no céu. 
 Estilingue: também conhecidos como bodoques, são feitos de galhos de madeira e 
borracha. Os meninos usam pedras para acertar alvos (latas, garrafas e outros objetos). 
 Pega-pega: esta brincadeira envolve muita atividade física. Uma criança deve correr 
e tocar outra. A criança tocada passa ter que fazer o mesmo. 
 Esconde-esconde: o objetivo é se esconder e não ser encontrado pela criança que 
está procurando. A criança que deverá procurar deve ficar de olhos tapados e contar até 
certo número enquanto as outras se escondem. Para ganhar, a criança que está procurando 
deve encontrar todos os escondidos e correr para a base. 
 Bola de gude: coloridas e feitas de vidro, são jogadas no chão de terra pelos 
meninos. O objetivo é bater na bolinha do adversário para ganhar pontos ou a própria bola 
do colega. 
 Boneca de pano: feitas pelas mães e avós, são usadas em brincadeiras pelas 
meninas para simular crianças integrantes de uma família imaginária. 
 Pião: a brincadeira de pião ainda faz muito sucesso, principalmente, nas regiões do 
interior do Brasil. Feitos de madeira, os piões são rodados no chão através de um barbante 
que é enrolado e puxado com força. Muitas crianças pintam seus piões. Para deixar mais 
emocionante a brincadeira, muitos meninos fazem malabarismo com os piões enquanto eles 
rodam. O mais conhecido é pegar o pião com a palma da mão enquanto ele está rodando. 
Extraído do Manual do Professor Para Ler com Fluência (2013, p.62) 
 
Texto 4/10 
 
Esportes a Cavalo 
A equitação é a arte de cavalgar! Cavalos são criaturas fortes, bonitas, inteligentes 
e amigas. Se forem bem treinados e não sofreram com a maldade e a ignorância de 
humanos quando mais novos, certamente serão bons animais e lhe trarão muitas alegrias. 
Corridas: as corridas de cavalos são realizadas nos hipódromos. Acontecem no 
mundo todo e, em alguns lugares, as provas incluem salto em altura. Os animais correm na 
areia ou na grama, e a distância que eles têm que percorrer varia de acordo com o tipo de 
prova. 
Enduro: o enduro é um esporte que se importa com o cavalo. Há pontos de 
descanso durante o trajeto e se o cavalo apresentar sinais de estar cansado demais, ele 
será impedido de continuar a prova! As provas de enduro podem percorrer quase 50 km.. 
Hipismo: as provas de salto tradicionais acontecem nos haras e nos clubes de 
equitação, em picadeiros de areia. Um percurso é criado por juízes e o conjunto de cavaleiro 
deve saltar todos os obstáculos sem derrubar nem deixar de saltar nenhum obstáculo – no 
menor tempo possível. 
Pólo: o pólo é um esporte bastante violentopara o cavalo. Joga – se pólo com uma 
bola, um taco comprido e dois times. Montados a cavalo, os jogadores devem levar à baliza 
do adversário. 
 
Extraído do Manual do Professor Para Ler com Fluência (2013, p.53) 
 
Texto 5/10 
 
A Bolsa Amarela 
Era amarela. Achei isso genial: para mim amarelo é a cor mais bonita que existe. 
Mas não era um amarelo sempre igual: às vezes era forte, mas depois ficava fraco; não sei 
se por que já tinha desbotado um pouco,ou porque já nasceu assim mesmo,resolvendo que 
ser sempre igual era muito chato. 
Ele era grande; tinha até mais tamanho de sacola do que de bolsa. Mas vai ver ela 
era que nem eu: achava que ser pequena não dá pé. 
A bolsa não era sozinha: tinha uma alça também. Foi só pendurar a alça no ombro 
que a bolsa arrastou no chão. Eu então dei um nó bem no meio da alça. Resolveu o 
problema. E ficou com mais bossa também. 
Não sei o nome da fazenda que fez a bolsa amarela. Mas era uma fazenda grossa, 
e se a gente passava a mão arranhava um pouco.Olhei bem de perto e vi os fios da fazenda 
passando um por cima do outro;mas direitinho;sem fazer bagunça nem nada.Achei legal. 
Mas o que eu achei ainda mais legal foi ver que a fazenda esticava: ”vai dar pra guardar um 
bocado de coisa ai dentro” 
Extraído do Manual do Professor Para Ler com Fluência (2013, p.63) 
 
 
Texto 6 /10 
 
A Colcha de Retalhos 
Conceli Corrêa da Silva 
Nye Ribeiro Silva 
Nos finais de semana Felipe vai para a casa da vovó. É uma delícia! 
Vovó sabe fazer bolo de chocolate, brigadeiro, bala de coco, pão de queijo... enfim, sabe 
fazer tudo que Felipe gosta. E lá não tem esse negócio de “hora de comer isso, hora de 
comer aquilo... hora de brincar, hora de dormir...” 
Vovó sabe contar histórias como ninguém. 
- Conta mais uma vovó. Só mais uma! 
Vovó coloca os óculos bem na ponta do nariz, faz uma cara engraçada e fala bem 
fininho e fraquinho, imitando a voz da Chapeuzinho Vermelho, e bem grosso e forte, 
imitando a voz do lobo mau. Ah! Quem é que não gosta de uma vovozinha assim? 
Um dia, quando Felipe chegou à casa da vovó, encontrou uma porção de pedaços 
de tecidos espalhados pelo chão, perto da máquina de costura onde ela estava trabalhando. 
- O que é isso, vovó? 
- São retalhos, Felipe. Fui juntando os pedaços de pano que sobravam das minhas 
costuras e, agora, já dá para fazer uma colcha de retalhos. Vou começar a emendá-los hoje 
mesmo. 
- Posso ajudar, vovó? 
- Está bem. Então vá separando os retalhos para mim. Primeiro só os de bolinha, 
depois os de listrinhas... 
Felipe esparramou tudo pelo chão e foi separando-os um a um. Tinha pano de 
florzinha, de lua e estrela, de bolinha grande e bolinha pequena, listrado, xadrez... 
- Olha esse pano listrado, é daquele pijama que você fez para mim quando a gente 
passou aqueles dias no sítio, lembra? 
- É mesmo Felipe, estou me lembrando. Que férias gostosas! Andamos a cavalo, 
chupamos jabuticaba... As jabuticabeiras estavam carregadinhas! 
- E olhe esse pano xadrez, que bonito vovó! 
- É daquela camisa que eu fiz para você dar ao seu pai, no dia do aniversário dele. 
Sua mãe fez um jantar gostoso e convidou todo mundo. 
- Ah! Eu me lembro! Veio o tio Paulo, o tio João, a tia Josefina, veio a Cecília e até o 
Rex, para brincar com o meu cachorro, Apolo. Parece que um deles fez xixi na cozinha e o 
outro fez cocô no quintal, né? 
- Seu pai ficou tão bonito! E assoprou as velinhas, todo vaidoso, de camisa nova. 
- É mesmo! Mas ficou bravo com os cachorros. 
- Olha, Felipe esse retalho aqui. Não é daquele vestido que eu fiz para a sua mãe ir a 
uma festa de casamento? Sabe, quando a sua mãe era pequena eu fazia uma porção de 
vestidos para ela. E gostava também de bordá-los. Uma vez fiz um vestido cor-de-rosa, 
inteirinho bordado com a branca de neve e os sete anões. Quando o vestido ficou pronto, 
ela falou assim: 
- Ué, mamãe, está faltando a bruxa! 
- Vovó, esse pano azul-marinho está com a cara da Vó Maria. 
- Era dela mesmo! 
- Vovó Maria mora lá no céu, né? Junto com o vovô Luiz e o meu cachorrinho 
Apolo... Ué, vovó, você está chorando? O que aconteceu? 
- Não, - disse a vovó fungando e limpando o nariz com o lenço – não estou chorando, 
não. 
- Ah! Vovó! Vice não disse que nós somos amigos? Então, me conta o que está 
acontecendo. Você está triste? 
- É saudade, Felipe! É a saudade... 
- Saudade dói, vovó? 
- às vezes dói. Quando a saudade é de alguém que já foi embora para nunca mais 
voltar... 
- Ah! 
- Mas existem outras saudades: de um passeio gostoso, de uma viagem, de uma 
festa, de um amigo, de uma amiga, de um parente que mora longe... 
-Vovó, acho que eu ainda não entendo nada de saudade. 
- Eu sei. A gente só entende bem das coisas que já experimentou. Talvez ainda seja 
muito cedo para você entender dessas coisas...Felipe, me ajuda aqui. Vamos ver como é 
que está ficando a nossa colcha de retalhos! 
- Que bonita, vovó! Um dia você faz uma para mim também? 
Depois de algum tempo, Felipe nem se lembrava mais da colcha de retalhos. Um dia, 
ao voltar da escola... 
- Felipe! A vovó mandou uma surpresa para você! 
- Uma surpresa para mim? Onde? 
- Está lá em cima da sua cama. 
Felipe entrou no quarto correndo. A colcha estava sobre a sua cama. Que linda! Mas 
não era uma colcha como essas que se vende, nas lojas. Cada retalhinho tinha uma 
história. 
Ali, deitado sobre a colcha, Felipe passou algum tempo lembrando-se de uma porção 
de histórias. Observou um retalho de brim azul... 
- Foi quando o papai e a mamãe viajaram de férias e eu fiquei lá na casa da vovó. 
Um dia, fui subir na jabuticabeira e levei o maior tombo. Ralei o joelho, fiquei com o bumbum 
dolorido e o short rasgado... que vergonha! Vovó veio correndo lá de dentro. Me pegou no 
colo com carinho e, depois, nesse mesmo dia, resolveu fazer um short novo para mim. E 
fez um short deste pano aqui, de brim azul. 
De repente, Felipe começou a sentir uma coisa estranha dentro do peito. E aquilo foi 
aumentando, aumentando... Felipe foi atrás de sua mãe: 
- Me leva na casa da vovó? 
Não demorou nada e os dois estavam chegando lá na casa da vovó. Tocaram a 
campainha e ela veio lá de dentro. 
- Parece que eu estava adivinhando que você vinha. Fiz um bolo de chocolate, do 
jeito que você gosta! 
- Vovó, vem aqui pertinho. Agora me dá um abraço bem gostoso! 
- Aconteceu alguma coisa, Felipe? 
- Sabe vovó... – cochichou Felipe, bem baixinho, no seu ouvido – preciso te contar 
um segredo: eu acho que já entendi... agora já sei o que é saudade! 
 
Extraído do Manual do Professor Para Ler com Fluência (2013, p.33) 
 
 
 
Texto 7 /10 
 
 
Farinha de Mandioca 
Que comida eu mais gosto... Que comida eu mais gosto? 
Fiquei com a pergunta na cabeça por uns dois meses. Qual a preferida, qual a mais 
digna de merecer a palavra saudade. 
Dos índios, a farinha. Assim, curto e grosso. A mandioca ralada, espremida, 
trabalhada, transformada. Há pra todo gosto. 
Na Bahia conheço uma, macia como veludo e que escorre dos dedos como pó, 
massa saborosa que solta o sabor quando apertada contra o céu da boca com língua. Tem 
um gosto decidido de mandioca. 
Em Paraty a granulada já se faz mais evidente, é comprada em casas de farinha 
pelos caboclos e trazida para casa em lombo de burro ou nas costas, mesmo, em sacos de 
aniagem alvejados, brancos, limpíssimos. Fazem isso uma vez por mês, num ritual, 
escolhem o produto,provam,compram com o anterior, sentem pequenas diferenças de 
sabor, de ponto,de cor. 
Gosto de farofa e em pirão. Farofa mineira pura, sem ovo, sem bacon. Só a 
manteiga na frigideira ou o óleo. Passa – se rapidamente na gordura quente sem deixar 
queimar o fundo,o que seria um desastre. Vai se mexendo, mexendo, até que se tenha 
chegado na perfeição. 
Farofa, farinha, efes fricativos, tem que fecharos lábios senão pula fora, farofa, 
farinha, frigideira, frisada, frita, fritada, frugal, fúlvida, fundamental, fundadora. 
 
 
Extraído do Manual do Professor Para Ler com Fluência (2013, p.71) 
 
Texto 8/10 
 
Danças Brasileiras 
 
 Dança de Roda: É uma variante mais tradicional do samba. Os dançarinos dançam 
numa roda ao som de músicas acompanhadas por palmas e cantos. Chocalho, pandeiro, 
viola, atabaque e berimbau são os instrumentos musicais mais utilizados. 
 Maracatu: O maracatu é um ritmo musical com dança típico da região 
pernambucana. Possui uma forte característica religiosa. Os dançarinos representam 
personagens históricos (duques, duquesas, embaixadores, rei e rainha). O cortejo é 
acompanhado por uma banda com instrumentos de percussão (tambores, caixas, taróis e 
ganzás) 
 Frevo: É uma espécie de marchinha muito acelerada, que, ao contrário de outras 
músicas de carnaval, não possui letra, sendo simplesmente tocada por uma banda que 
segue os blocos carnavalescos enquanto os dançarinos se divertem dançando 
 Baião: Ritmo musical, com dança, típico da região nordeste do Brasil. Os 
instrumentos usados nas músicas de baião são: triângulo, viola, acordeom e flauta doce. 
 Catira: Ligada à cultura caipira é caracterizada pelos passos, batidas de pés e 
palmas dos dançarinos. O instrumento utilizado é a viola, tocada, geralmente, por um par de 
músicos. 
 Quadrilha: É uma dança típica da época de festa junina. Há um animador que vai 
anunciando frases e marcando os momentos da dança. 
 
 
Extraído do Manual do Professor Para Ler com Fluência (2013, p.66) 
 
 
Texto 9/10 
 
 
O trem 
Graziela chegou quase sem fôlego a estação. Rapidamente foi comprar o bilhete e, 
nesse momento, o controlador estava recebendo um telegrama muito urgente: um povoado 
onde havia uma parada do trem que estava a ponto de partir havia sido inundado por fortes 
chuvas. A população precisava de ajuda. 
“Passageiros ao trem” ouviu – se dizer enquanto tocava uma campainha. Era o 
último aviso para que os viajantes subissem no trem chamado. O aventureiro. De repente, 
ouviu – se um chiado agudo e o trem parou bruscamente. Graziela se aproximou da janela e 
viu que estavam a beira de um precipício, a ponto de descarrilar. Então, o trem deu marcha 
ré para pegar impulso e, com velocidade, conseguiu atravessar a enorme cratera. 
O trem parecia enfeitiçado, seguindo o seu caminho sem parar. Todos estavam 
emocionados com a sua audácia. Mas quando chegaram às águas do rio que transbordou, a 
locomotiva parou com medo de ser inundada. Então, o maquinista teve uma brilhante idéia e 
disse: 
___ Construiremos uma enorme balsa e o trem passará flutuando. E assim foi. 
Dos telhados das casas inundadas, saudavam o seu salvador. E foi assim que o trem 
resgatou todos os habitantes. 
O aventureiro seguiu seu caminho percorrendo lugares bonitos e encantadores. 
 
Extraído do Manual do Professor Para Ler com Fluência (2013, p.70) 
 
Texto 10 /10 
 
A Longa Viagem do Alfabeto 
 
Você sabe o que é o alfabeto? 
Você conhece a historia do alfabeto? 
O alfabeto é uma forma de escrita. 
O alfabeto é uma forma de escrita que usa letras. 
As letras são símbolos escritos que apresentam os sons da língua falada. 
 
O alfabeto brasileiro tem 23 letras*. 
O alfabeto da língua inglesa tem 26 letras. 
Um alfabeto permite escrever em quase todas as línguas. 
O alfabeto é uma forma de escrita. 
Antes do alfabeto havia outras formas de escrita. 
Os hieróglifos eram uma forma de escrita. 
Os hieróglifos eram uma forma de escrita que usava símbolos. 
Os hieróglifos eram usados no Egito. 
Os hieróglifos representavam idéias e sons. 
 
Os fenícios inventaram o primeiro alfabeto. 
Os fenícios inventaram o primeiro alfabeto há mais de 3.500 anos. 
O alfabeto que os fenícios inventaram tinha 22 letras. 
As letras do alfabeto fenício representam os sons da língua dos fenícios. 
 
Os gregos usaram a idéia dos fenícios. 
Os gregos foram os primeiros a usar a palavra alfabeto. 
A palavra alfabeto vem das duas primeiras letras do alfabeto grego. 
As duas primeiras letras do alfabeto grego são alfa e beta. 
Extraído do Manual do Professor Para Ler com Fluência (2013, p.148) 
 
 
Modelo da Ficha de Avaliação para diagnóstico de leitura. 
 
 
Diagnóstico de Leitura, Compreensão e Expressão Oral. 
 
Nº Aluno Fluência na 
Leitura 
Decodificação Compreensão e 
expressão oral 
01 
02 
03 
04 
05 
06 
 
 
UNIDADE II 
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE LEITURA 
 
 
a) Práticas pedagógicas eficazes 
 
Ensino didático, ou ensino estruturado. Em que consiste um bom ensino: 
 Revisão diária do material aprendido: 
o Deveres de casa com correção na sala de aula. 
o Rever o que já foi aprendido ao apresentar novo conteúdo. 
 Apresentação de matéria nova: 
o Explicitar os objetivos. 
o Resumir o que será dito. 
o Explicar o assunto, apresentando o conteúdo em pequenos passos e 
partindo do simples para o complexo. 
o Demonstrar os procedimentos, pensar em voz alta. 
o Avaliar os alunos com freqüência, por meio de perguntas. 
o Evitar digressões, focar no essencial. 
 Prática guiada: 
o Depois de explicar e demonstrar, dar atividades para os alunos 
fazerem e supervisioná-los de perto. 
o Percorrer as carteiras para ajudar os alunos em dificuldade. 
o Explicar novamente ou de forma diferente, se as dificuldades forem 
comuns a vários alunos 
o Repetir exercícios com prática guiada até que os alunos atinjam pelo 
menos 80% de sucesso na realização da tarefa. 
 Feedback: 
o Dar feedback constante, freqüente. 
o Dar feedback específico, salientando os progressos do aluno, 
identificando as dificuldades, gargalos e sugerindo caminhos para superar. Isso pode 
envolver nova explicação. 
o Apresentar listas para auto-avaliação. 
 Prática independente: 
o Propor tarefas, exercícios e atividades bem orientadas, para observar 
se o aluno consegue resolver as questões, sem internalizar erros. 
o Fazer o aluno praticar de forma independente até ele demonstrar ser 
capaz de realizar as tarefas previstas com um índice de acertos de 95% ou mais. 
o Corrigir os exercícios e atividades para assegurar que o aluno 
efetivamente aprendeu. 
 Revisões semanais e mensais. 
o Começar a revisão pelo reensino do que já foi aprendido e do que 
ainda não foi inteiramente assimilado. 
o Assegurar que o aluno aprendeu bem o conteúdo, de forma que ele 
seja capaz de transferir o que foi aprendido, ou seja, usar o conhecimento adquirido 
em novos contextos. 
o Além de aprender, o aluno precisa reter o que foi aprendido. Reter 
significa ser capaz de acessar rapidamente o que já foi aprendido. 
o Usar a revisão sistemática e avaliações freqüentes, pois elas facilitam 
aquisição e retenção dos conhecimentos, e, dessa forma, tornam possível a 
transferência da aprendizagem. 
 
 
b) Práticas pedagógicas eficazes para alfabetizar 
 
 Ajudar a criança a adquirir o princípio alfabético. Isso se faz, sobretudo: 
o Promovendo o conhecimento das letras, seus nomes e formas; 
o Promovendo a associação entre fonemas e grafemas; 
 Ajudar a criança a adquirir o decodificar as palavras. Isso se faz, 
sobretudo: 
o Usando técnicas de análise e síntese de fonemas; 
o Usando palavras simples e conhecidas, de preferência fora de 
contexto; 
o Testando o aluno por meio de pseudo-palavras; 
o Usando palavras repetidamente, para promover a identificação 
automática das mesmas; 
 Ajudar a criança a adquirir fluência de leitura. Isso se faz, sobretudo: 
o Usando textos com estruturas morfossintáticas adequadas; 
o Usando textos com vocabulário conhecido e estruturas repetitivas e 
previsíveis; 
 Ajudar a criançaa adquirir o princípio ortográfico. Isso se faz, 
sobretudo: 
o Promovendo a leitura; 
o Promovendo o domínio das situações mais regulares, e depois, das 
menos regulares em situações de ditado e outras que permitam a análise da relação 
entre fonemas e grafemas; 
 Usar testes para avaliar as competências específicas e próprias da 
alfabetização, e não apenas testes voltados para medir processos mais complexos 
como o da compreensão e produção de textos. 
 
c) Práticas pedagógicas eficazes para o ensino da língua 
 
 Leitura compartilhada. Professores e alunos compartilham a leitura de 
um texto. Nas séries iniciais, é necessário utilizar livros de formato grande, para 
permitir a intimidade característica da leitura feita em casa pelos pais; 
 Leitura guiada. Leitura feita em pequenos grupos com nível 
semelhante de fluência e compreensão. Por meio de diálogo, o professor orienta os 
alunos para aspectos importantes da leitura; 
 Escrita compartilhada. O texto é escrito conjuntamente pelos alunos, 
com apoio do professor. O objetivo é permitir aos alunos tomar consciência de todos 
os aspectos envolvidos no processo de escrita. O professor ajuda organizando a 
tarefa, decompondo a tarefa em passos discretos (por exemplo, fazer uma lista de 
idéias, redigindo a última frase), modelando o processo de escrita e "pensando alto"; 
 Escrita guiada. O objetivo é orientar os alunos de forma mais específica 
no processo de escrita. O professor parte de um texto, por exemplo, identifica 
características salientes do mesmo e orienta os alunos para aplicar esse 
conhecimento para redigir um texto, parágrafo ou frase. 
Disponível em: <link:www.alfaebeto.org.br/128> 
 
 
UNIDADE III 
 
 AVALIAÇÃO E RECUPERAÇÃO DE ALUNOS 
 
 
Estratégias de Recuperação 
 
 
Tipos de erros na fluência da leitura mais comuns e estratégias para recuperação 
dos alunos. 
 
1)Lê decodificando ou silabando 
 
Diagnóstico 
 
Intervenções Exercícios 
Aluno não foi 
alfabetizado 
devidamente 
As intervenções visam alfabetizar o 
aluno, dar a este o domínio das 
habilidades de decodificação e um 
mínimo de fluência de leitura de textos 
simples. 
 Exercícios de análise e 
síntese de fonemas. 
 
 
 Leitura de palavras 
conhecidas, desconhecidas e 
pseudopalavras com dificuldade 
crescente. 
 
 Leitura de textos decodificáveis 
e estruturados, com dificuldade 
crescente. 
 
 
Onde encontrar 
Livro Atividade 
 
Aprender a Ler 
 Leia emendando 
 Já sei ler 
Minilivros  Leitura 
Livro A  Leia depressa 
Para Ler e Reler  Leitura 
Para ler com fluência: Jogos, atividades e 
desafios. 
 Formar palavras 
 Anagramas 
 O intrometido 
 Pseudopalavras e cidades brasileiras 
 Cruzadinhas 
 Aumentar frases 
 
 
2) Lê soletrando palavras 
 
Diagnóstico 
 
Intervenções Exercícios 
O aluno não 
automatizou as 
palavras mais 
usuais do 
Português, ou lê 
sem prestar 
atenção, com 
pressa, além de sua 
capacidade 
As intervenções visam ajudar o aluno, 
a ler cada palavra de um texto 
conectado. Para isso, precisa prestar 
atenção a cada palavra e modular a 
velocidade da leitura à sua efetiva 
capacidade. 
 Leitura de palavras conhecidas, 
desconhecidas e 
pseudopalavras com 
dificuldade crescente. 
 Leitura de textos decodificáveis e 
estruturados, com dificuldade 
crescente. 
 Exercícios de formar palavras. 
 
Onde encontrar 
Livro Atividade 
 
Aprender a Ler 
 Leia emendando 
 
Livro A  Leia depressa 
Para Ler com Fluência: atividades orais para 
sala de aula 
 Pula palavras 
 Ler como robô 
 Categorias gramaticais 
 Golpe de vista 
Para ler com fluência: Jogos, atividades e 
desafios 
 Ordem de tamanho 
 Formar palavras 
 O intrometido 
 Cruzadinha 
 Verbos 
 
 
 
 
 
 
3) Lê trocando palavras 
 
Diagnóstico 
 
Intervenções Exercícios 
O aluno lê 
prestando atenção 
no contexto, e não 
no texto. 
As intervenções devem levar o 
aluno a prestar atenção a cada 
palavra tal como está escrita, ou 
seja, identificar de maneira 
automática e rápida a palavra 
escrita. 
. 
 Leitura de palavras conhecidas, 
desconhecidas e pseudopalavras 
com dificuldade crescente. 
 Leitura de textos decodificáveis e 
estruturados, com dificuldade 
crescente. 
 Ler frases cada vez mais extensas. 
 Exercícios de formar palavras. 
 
Onde encontrar 
Livro Atividade 
 
Aprender a Ler 
 Leia emendando 
 
Livro A  Leia depressa 
Para Ler com Fluência: atividades orais para 
sala de aula (só para quem usa o Livro D) 
 Pula palavras 
 Ler como robô 
 Categorias gramaticais 
 Golpe de vista 
Para ler com fluência: Jogos, atividades e 
desafios 
 Ordem de tamanho 
 Formar palavras 
 Anagrama 
 O intrometido 
 Caça palavras 
 Cruzadinha 
 Verbos 
 
4) Lê aos arrancos, sem emendar as palavras. 
 
Diagnóstico 
 
Intervenções Exercícios 
O aluno não 
automatizou as 
estruturas 
sintáticas mais 
comuns do 
Português. 
 
Em algum caso 
pode não conhecer 
as regras de elisão 
A modelagem pelo professor é 
essencial: modelar velocidade, ritmo, 
entonação. Enfatizar as regras de 
elisão. 
 
O professor deve reduzir 
progressivamente a sua intervenção 
(alternar a leitura, frases mais longas, 
etc.). 
 
 Leitura de textos em ordem 
crescente de dificuldade, sempre 
a partir da modelagem do 
professor, e com retirada 
progressiva da modelagem. 
(as asas). Durante a leitura pelo aluno, chamar a 
atenção para o certo, e não para o 
erro. Se o aluno errar, emendar e 
mostrar o certo, sem salientar o erro. 
 
 
Onde encontrar 
Livro Atividade 
 
Aprender a Ler 
 Já sei Ler 
 
Minilivros  Leitura 
Livro A  Leia depressa 
Para Ler e Reler  Leitura 
Para Ler com Fluência: atividades orais 
para sala de aula 
 Revezamento – Golpe de Vista 
Para ler com fluência: Jogos, atividades e 
desafios 
 Formar palavras 
 Anagramas 
 O intrometido 
 Pseudopalavras e cidades brasileiras 
 Cruzadinhas 
 Aumentar frases 
 Trava- língua 
 
5) Lê com prosódia deficiente (sem entonação, ritmo, etc.) 
 
Diagnóstico 
 
Intervenções Exercícios 
O aluno não lê com 
compreensão. 
 
Ele pode ler 
palavras, ler 
depressa, mas não 
reflete 
entendimento da 
sintaxe, sinais de 
pontuação, etc. 
 
A modelagem pelo professor é 
essencial: modelar velocidade, ritmo, 
entonação 
 
A modelagem deve usar textos de 
dificuldade progressiva. Começar 
variando pontuação (interrogativas, 
afirmativas, negação direta e indireta, 
posição das vírgulas, voz ativa e 
passiva).Continuar com textos de 
diálogos, imitação de 
noticiário,locução de esportes,etc. 
 
Durante a leitura pelo aluno chamar a 
atenção para o certo, e não para o 
erro. Se o aluno errar, emendar e 
mostrar o certo, sem salientar o erro. 
 Ler mesma frase com 
diferente pontuação 
 Ler a mesma frase com 
diferente entonação. 
 Leitura de diálogos 
modificando a entonação de 
leitura. 
 Mudar a posição dos 
elementos nas frases, mudando 
ritmo e entonação de leitura. 
 
Onde encontrar 
Livro Atividade 
 
Aprender a Ler 
 Já sei Ler 
 
Minilivros  Leitura 
Coleção ABCD  Atividades para mudar a pontuação das 
frases. 
 Atividades para mudar a posição dos 
elementos nas frases 
Para Ler e Reler  Leitura 
Para Ler com Fluência: atividades orais para 
sala de aula 
 
 Revezamento 
 Categorias gramaticais 
 Golpe de vista 
Para ler com fluência: Jogos, atividades e 
desafios 
 Verbos 
 Aumentar frases 
 Trava- língua 
 
MODELO DE FICHA INDIVIDUALDE AVALIAÇÃO 
 
 
 
 AVALIAÇÃO DA FLUÊNCIA DA LEITURA 
 
ALUNO: 
 
TURMA: 
TESTE 
 
DATA VELOCIDADE PRECISÃO PROSODIA TIPO DE ERRO 
1 2 3 4 5 
1 
 
 
 
2 
 
 
 
3 
 
 
 
4 
 
 
 
5 
 
 
 
6 
 
 
 
7 
 
 
 
8 
 
 
 
9 
 
 
 
10 
 
 
 
11 
 
 
 
12 
 
 
 
 
 
 
 
Tipos de erros: Marcar um x nos tipos de erros cometidos pelos alunos, de acordo com a 
lista abaixo. 
1. Lê decodificando ou silabando. 
2.Lê saltando palavras. 
3.Lê trocando palavras. 
4. Lê aos arrancos, sem emendar as palavras. 
5. Lê com prosódia deficiente (sem entonação, ritmo,etc.). 
 
Extraído da Coleção IAB Fluência de Leitura. Para Ler com Fluência: Atividades Orais para a Sala de Aula (2013, p. 90-91). 
 
 
Observação 
 Para verificar o progresso da fluência da leitura do aluno nas três dimensões da 
fluência de leitura: velocidade, precisão e prosódia, sugerem-se 10 Textos de Leitura para 
testes com 200 palavras cada um, sendo um teste diagnóstico; nove testes para serem 
aplicados ao longo do ano letivo (a cada 4 semanas). 
 O teste avalia a leitura do aluno em quatro aspectos: Precisão; Velocidade; 
 Prosódia e Tipos de erros Tendo como parâmetro o Diagnóstico, o professor 
desenvolverá atividades especificas para que o aluno possa superar suas dificuldades ao 
longo do ano letivo. 
 Fluência de Leitura 1 a 10 (Testes Orais) 
 Aplicar Mensalmente em todos os alunos. 
 
 
Teste 1/10 – Diagnóstico 
 
Acrobacia 
 
Acrobacias são performances de destreza corporal comuns em circos. Quem 
executa a acrobacia é o acrobata. Elementos como trapézio, pêndulos, e outros tipos de 
balanços com alta altitude são utilizados para transformar a Acrobacia em um número de 
circo mais emocionante. 
A ginástica acrobática é um esporte relativamente recente, em que se realizam 
séries coreográficas acompanhadas de música, em pares ou em grupos. Existem as 
modalidades masculinas (com duplas ou quartetos), femininas ( duplas ou trios) e a 
modalidade mista (dupla). 
A harmonia, a estética e a seqüência dos movimentos assumiu a principal 
importância nos dias de hoje, especialmente em competições acrobáticas. Há dois 
elementos principais na acrobacia esportiva: o equilíbrio e o tempo. Os acrobatas executam 
esses elementos – juntamente com a coreografia. 
As acrobacias e os elementos de ginástica são realizadas em uma área de piso 
elástico. Uma pessoa – conhecida como a base – assume uma posição (pode ser qualquer 
posição ou uma na qual ela é segura pelas outras) e outra pessoa – conhecida como o 
volante – mantém uma posição de equilíbrio sobre a base. Essa posição de equilíbrio pode 
ser uma posição de parada sobre os ombros, as mãos ou os braços da base. 
 
Extraído da Coleção IAB Fluência de Leitura 
Para Ler com Fluência: Atividades Orais para a Sala de Aula (2013, p.94). 
 
 
Teste 2/ 10 
 
Em meio a jovens, veteranos enfrentam dificuldades no Palmeiras 
 
Renan Cacioli 
 
Mesclar experientes jogadores ao renovado elenco palmeirense não tem 
funcionado como o esperado. Por contusões ou problemas técnicos, os veteranos do grupo 
têm patinado entre os novatos. 
A começar pelo goleiro Marcos, 35, que voltou a enfrentar dificuldades com 
contusões. 
Após ter realizado um trabalho físico específico durante a pré – temporada que o 
impediu de jogar as duas primeiras partidas do ano, o campeão mundial de 2002 voltou 
contra o Marília. 
Dois dias depois, nos 5 a 1 sobre o Real Potosi, da Bolívia, ele sentiu uma lesão no 
músculo adutor da coxa direita que tirou de combate. 
Marcos conseguiu, então, engatar quatro jogos seguidos até sentir, no dia 28, 
contra o Guarani, uma nova lesão muscular. Ele só deverá voltar a treinar com bola na outra 
semana. 
O zagueiro Edmilson, 32, trazido para auxiliar Maurício Ramos, 23, e Danilo, 24, na 
defesa, tem alternado boas apresentações com falhas. 
Outro experiente atleta que ainda não engrenou é Marcão, que tem 33 anos, vindo 
com o rótulo de “jogador de Libertadores”. Em sua estréia no torneio continental, acabou 
substituto no intervalo da derrota (3 a 1) para o Colo Colo. 
 
 
Extraído da Coleção IAB Fluência de Leitura 
Para Ler com Fluência: Atividades Orais para a Sala de Aula (2013, p.94). 
 
 
Teste 3 / 10 
 
Prevenção no mundo virtual 
Mara Figueira 
 Você sabia que, a cada ano, acontecem mais de 80 mil casos de intoxicação no 
Brasil afora? São milhares de pessoas que ingerem produtos químicos, como detergentes 
ou mesmo remédios sem prescrição médica, o que provoca danos à saúde. Pior: a cada 100 
vitimas de acidentes desse tipo, 25 são crianças com até cinco anos de idade, como revela 
um levantamento coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz. 
 Existe, porém, uma boa notícia. Casos de intoxicação podem ser evitados. Para 
tento, basta saber como guardar, usar e descartar os produtos químicos, além de aprender 
a identificar locais de risco dentro de nossa própria casa para acidentes desse tipo. Mas se 
você não sabe nada a respeito desse assunto, fique atento: há um curso virtual pronto a lhe 
ensinar. Disponível no endereço WWW.agro.basf.com.br, ele é baseado em desenhos 
animados e traz também um jogo de perguntas e respostas. Quem segui-lo até o final 
recebe até um certificado para pendurar na parede do quarto, além de ganhar muito 
conhecimento para evitar casos de intoxicação. Então, não perca tempo: providencie logo o 
seu diploma e ajude já a diminuir o número de casos de intoxicação no nosso país! 
Extraído da Coleção IAB Fluência de Leitura 
Para Ler com Fluência: Atividades Orais para a Sala de Aula (2013, p.94). 
 
 
 
 
Teste 4 / 10 
 
Capoeira 
 
 A capoeira é uma expressão cultural brasileira que mistura luta, dança cultura 
popular, música. Desenvolvida no Brasil por escravos africanos e seus descendentes, é 
caracterizada por golpes e movimentos ágeis e complexos, utilizando os pés, as mãos, a 
cabeça, os joelhos, cotovelos, elementos ginástico – acrobáticos, e golpes desferidos com 
bastões e facões, estes últimos provenientes do Maculelê. 
 Uma das características que a distingue da maioria das outras artes marciais é o 
fato de ser acompanhada por música. A ginga é o movimento básico da capoeira, é um 
movimento de pernas no ritmo do toque que lembra uma dança, porém capoeiristas 
experientes raramente ficam gingando, pois estão constantemente atacando,defendendo, e 
“floreando” (movimentos acrobáticos). 
 Além da ginga são muito comuns os chutes em rotação, rasteiras, golpes com as 
mãos, cabeçadas, esquivas, saltos, mortais, giros apoiados nas mãos e na cabeça, 
movimentos acrobáticos e de grande elasticidade e movimentos próximos ao solo. Existem 
muitos tipos de capoeira. Os dois principais são a Capoeira Angola e a Capoeira Regional. 
 O sistema de graduação varia de grupo para grupo. Nos grupos de capoeira regional 
ou de capoeira angola e regional, a graduação é normalmente representada pelas cores de 
cordas ou cordéis amarrados na cintura do jogador. 
 
Extraído da Coleção IAB Fluência de Leitura 
Para Ler com Fluência: Atividades Orais para a Sala de Aula (2013, p.94). 
 
 
 
Teste 5 / 10 
 
Por que meu pé fede muito? 
 
Quase todos os pés tem cheiros geralmente .... tenebrosos! Por que essa desgraça 
acontece? 
O mau cheiro dos pés acontece quando seres microscópicos crescem na pele de 
uma infeliz criatura: você, por exemplo! Esses seres são os “micróbios”. Você não pode se 
livrar dos micróbios: eles são bilhões e bilhões, e vivem em todo o lugar, inclusive dentro de 
você. Alguns tipos de micróbios podem causar doenças e infecções nas pessoas. 
Há maneirasde se esterilizar (ou seja, livrar de micróbios) os ambientes e as coisas 
– é o que acontece nos hospitais, por exemplo. Mas os micróbios sempre voltam depois de 
algum tempo, por isso as enfermeiras têm que estar esterilizando tudo, o tempo todo. 
Você não pode esterilizar o seu pé, mas pode tomar algumas providencias para que 
ele não cheire muito mal: 
- lave bem os pés quando for tomar banho ou voltar de alguma atividade violenta, 
como um jogo de futebol ou uma escalada ao Himalaia; 
- mantenha as unhas dos pés bem aparadas e sem sujeira; 
- use meias 100% de algodão; 
- se nada adiantar, procure se aconselhar com o seu médico, ele pode receitar 
produtos anti-fedor como talcos. 
Extraído da Coleção IAB Fluência de Leitura 
Para Ler com Fluência: Atividades Orais para a Sala de Aula (2013, p.94). 
 
 
 
 
 
Teste 6 / 10 
 
 
Trans... o que? 
 
Marina Verjovsky 
Entenda o que é a gordura de nome estranho que aparece nos rótulos das 
gostosuras! 
Você ganha um pacote de deliciosos biscoitos recheados com muito chocolate. 
Antes de devorá-los, examina a embalagem. Nela vem uma tabela dizendo que a gostosura 
tem um montão de calorias, vitaminas, proteínas e uns três tipos de gordura... Uê, gordura 
não é tudo a mesma coisa? Não. È justamente por serem muito diferentes que, a partir de 
agosto, tornou-se obrigatório vir escrito no rotulo de todos os produtos a quantidade de cada 
uma delas. 
A gordura chamada trans é a principal vilã, apesar de ser a mais eficiente em deixar 
os alimentos mais crocantes, sequinhos, duráveis e apetitosos. É justamente por isso que as 
indústrias gostam tanto de usá-la em seus produtos... Portanto, é bem comum encontrá-la 
em grande quantidade nas delícias industrializadas, como sorvetes, batatas-fritas, pipocas, 
salgadinhos, biscoitos, bolos e principalmente na margarina. Mas ela pode estar presente 
em certos alimentos como a carne e o leite de vaca, por exemplo. 
Toda gordura engorda, mas a trans é distinta das outras, pois era liquida e foi 
transformada em solida e essa transformação é que a torna tão maléfica. 
 
Extraído da Coleção IAB Fluência de Leitura 
Para Ler com Fluência: Atividades Orais para a Sala de Aula (2013, p.94). 
 
 
 
Teste 7 / 10 
 
Zootecnia 
 
A Zootecnia é a ciência que estuda a criação e o aperfeiçoamento das raças de 
animais. Ela também trata da produção e do aprimoramento genético, para que os rebanhos 
fiquem cada vez melhores. Além disso, a zootecnia se ocupa de produzir rações de 
qualidade, de criar maneiras melhores e mais justas de abater os animais e de como 
preservar as espécies, evitando as doenças etc. 
O profissional que estudou zootecnia chama – se zootecnista. Entre outras 
matérias, ele tem que estudar Biologia, Matemática, Física, Química, Zoologia, Genética, 
Estatística e Experimentação, durante um curso que duram cinco anos. Para seguir nessa 
profissão, a pessoa deve gostar muito de trabalhar com animais e ter interesse na evolução 
genética das espécies. Deve também gostar de matemática e ser muito meticuloso (veja o 
que isso quer dizer consultando um dicionário). 
O zootecnista trabalha nas fazendas, indústrias de rações para animais, 
cooperativas agropecuárias, secretarias de agricultura, órgãos do Governo voltados para a 
pesquisa e a extensão rural, centro de inseminação artificial, zoológicos, hipódromos e 
indústrias de abate. Alem de rebanhos de porcos, carneiros, bois, cabras e cavalos, um 
zootecnista pode trabalhar com animais silvestres, como avestruz, jacaré, capivara, javali, 
macaco, lobo, codornas, águias, falcões, mutuns, jacutingas... 
 
Extraído da Coleção IAB Fluência de Leitura 
Para Ler com Fluência: Atividades Orais para a Sala de Aula (2013, p.94). 
 
 
 
 
Teste 8 / 10 
 
 
Abelhas invadem apartamento na Zona sul na capital do Rio de Janeiro 
 
Proprietária teve que contratar apicultor para retira – lãs. 
Imóvel fica no Jardim Botânico. 
 
Uma família que mora no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio, teve muito trabalho 
para se ver livre de “vizinhas indesejáveis”; um enxame de abelhas. 
A Proprietária do local, Roberta Pezoli, contou que ligou para a patrulha ambiental, 
Defesa Civil e bombeiros, mas estes informaram que não podem fazer nada e deram 
telefones de apicultores para retirar as abelhas. “Ou você paga uma pessoa para tirar ou 
você vive com as abelhas”, contou ela. 
O apicultor foi ao local e conseguiu tirá-las. Ele alerta que ninguém deve tentar tirar 
sozinho o enxame. Ele dá dicas para aqueles que também são vitimas das abelhas. 
“ Não jogar água e nenhum tipo de substancia. E esperar. Provavelmente, depois 
que elas descansarem, elas vão seguir viagem,se não seguir viagem, procure uma pessoa 
especializada para retirar o enxame e transportá-lo para um local de produção. Tem 
técnicas”, João Carlos Souza, apicultor. 
Os bombeiros informaram que a retirada de abelhas não é feita pelas autoridades, e 
sim por apicultores, que tem roupas próprias e técnicas para chegar perto das colméias. 
Extraído da Coleção IAB Fluência de Leitura 
Para Ler com Fluência: Atividades Orais para a Sala de Aula (2013, p.101). 
 
 
Teste 9 / 10 
 
Porque no interior de SP recria Patagônia com pinguins-de-magalhães 
 
O Parque Ecológico Dr. Antônio Teixeira Vianna, de São Carlos (231 km de SP), 
recebeu anteontem 12 pinguins-de-magalhães, animais que habitam o externo sul do 
continente americano. Os exemplares farão parte de um projeto que cria um pedaço da 
Patagônia no interior paulista. 
As 12 aves marinhas foram transferidas do aquário de Guarujá, no litoral paulista, 
que estava superlotado de pingüins. 
Segundo o diretor do zoológico, Fernando Magnani, 41, os pinguins-de-magalhães, 
em sua maioria, chegam ao Brasil arrastados pelas correntes marítimas, por estarem 
debilitados ou por serem ainda muito novos. 
“As aves trazidas aqui para o parque são jovens, com um ou dois anos de vida. 
Provavelmente, deve ter sido a primeira navegação delas.” 
O pinguim-de-magalhães atinge até 20 anos de vida, 60 cm de altura e pode ser 
facilmente encontrado no sul do continente e até mesmo no Rio Grande do Sul. 
São mais comuns que o pingüim-imperador, alçado à fama em recentes 
documentários e animações. O imperador é uma espécie que habita a Antártida e que 
chega a 1,10 m. Além dos pingüins, o zoo já abriga duas espécies originarias da região da 
Patagônia: a lhama e a alpaca. 
 
 
Extraído da Coleção IAB Fluência de Leitura 
Para Ler com Fluência: Atividades Orais para a Sala de Aula (2013, p.102). 
 
 
 
 
Teste 10 / 10 
 
O Menino e o Padre 
 
Um padre andava pelo sertão, com muita sede, aproximou-se duma cabana, e 
chamou por alguém. 
Veio então lhe atender, um menino muito mirrado. 
_ Bom dia meu filho, você não tem uma aguinha aqui pro padre? 
_ Água tem não senhor, aqui só tem um pote cheio de garapa de açúcar, se o 
senhor quiser... – disse o menino. 
_ Serve, vá buscar. – pediu-lhe o padre. 
E o menino trouxe uma cabaça cheia de garapa. O padre bebeu e o menino 
ofereceu mais. Meio desconfiado, mas como estava com muita sede, aceitou. 
Depois o padre curioso perguntou ao menino: 
_ Me diga uma coisa, sua mãe não vai brigar com você por causa dessa garapa? 
_ Briga não. Ela não quer mais essa garapa, porque tinha uma barata dentro do 
pote. 
Surpreso e revoltado, o padre atirou a cabaça no chão e esta quebrou-se em mil 
pedaços, e exclamou: 
_ Moleque danado, por que não me avisou antes? 
O menino olhou desesperado para o padre, e então disse em tom de lamento: 
_ Agora sim eu vou levar uma surra das grandes, o senhor acaba de quebrar a 
cabacinha de vovó fazer xixi dentro. 
 
Extraído da Coleção IAB Fluência de Leitura 
Para Ler com Fluência: Atividades Orais para a Sala de Aula (2013, p.103).UNIDADE IV 
 
COMO LIDAR COM ALUNOS COM DIFICULDADES 
 
 
Dificuldades típicas e como superá-las 
 
Tipo de dificuldade O que fazer 
O aluno não sabe ler, não identifica 
palavras. 
Nesse caso o aluno precisa ser 
alfabetizado, pois de outra forma terá 
muito dificuldade em acompanhar as 
demais atividades do programa de 
ensino. 
O aluno identifica palavras, mas 
decodifica, sílaba ou gagueja. 
Listar as palavras do texto. Ajudar o 
aluno a ler e reler as palavras várias 
vezes, até que seja capaz de identificá-
las automaticamente no texto. 
O aluno identifica palavras 
automaticamente, mas não lê com 
fluência. 
Separar as frases do texto. Ajudar o 
aluno a ler uma frase de cada vez, 
repetindo para adquirir maior segurança. 
 
 
 
Superação das dificuldades de leitura 
 
 Quando um aluno estiver lendo com muita dificuldade o professor deverá: 
 
– ajudá-lo com dicas, ou mesmo lendo o trecho mais difícil junto com o 
aluno, mas encorajando-o a ler por conta própria. Ou pode pedir a um colega para 
ler junto com ele; 
– dar ao aluno segurança para ler em público e ir ficando mais 
desembaraçado. Para tanto o professor deve assegurar um clima de respeito e 
ajuda, e inibir qualquer tentativa de criar um clima de vexame. 
 
Após a leitura, o professor deverá: 
 
– chamá-lo em outro momento para fazer uma leitura individual, quando o 
professor terá oportunidade de diagnosticar melhor suas dificuldades; 
 
– fazer uma lista das palavras do texto, para o aluno ler antes de ler o texto; 
 
– separar as frases do texto e pedir para o aluno ler cada frase; 
 
– só depois pedir ao aluno para ler o texto em voz alta para a turma. 
 
Se a dificuldade persistir, o professor deve usar os textos anteriores mais 
simples. 
 
Se o aluno não estiver alfabetizado, caberá ao professor se orientar para 
alfabetizar o aluno. 
 
 
AVALIAÇÃO 
 
 
 O Professor deve planejar o tempo que sua turma necessita para que o 
mesmo possa “medir” o tempo de leitura individual e coletiva dos alunos, com 
posterior registro na Ficha de Acompanhamento “Fluência de Leitura” observando os 
avanços individuais e coletivos. Estabelecer metas para a turma para atingir até o 
final do ano letivo. 
 
Série 
(Ensino Fundamental de 9 anos) 
Número de palavras por minuto 
2ª 80 a 100 
3ª 90 a 110 
4ª 110 a 130 
5ª 120 a 140 
 
 
 
 
Essa leitura deve ser feita: 
 
 com um máximo de 5 erros a cada 100 palavras (5%); 
 com prosódia adequada, demonstrando compreensão. 
 
 
O professor deverá tomar cuidado para que a medida do tempo não 
encoraje os alunos a ler de maneira atropelada, sem entonação, saltando 
palavras ou cometendo muitos erros. 
 
 
 Sugestões: Testes 
 
 O objetivo dos testes é avaliar individualmente o aluno em três competências: 
decodificação, fluência em leitura e compreensão e expressão oral. Os testes devem 
ser aplicados separadamente a cada estudante para que seja feito um diagnóstico 
individual, indicando as habilidades específicas onde cada um tem dificuldades. 
Dessa forma, professor e escola podem desenvolver atividades personalizadas de 
recuperação voltadas para as lacunas do aluno. 
 
a) Teste individual 
 
Fazer a medição individual de leitura dos alunos. Isso deve ser feito pelo 
menos uma vez por mês, para cada aluno. Dar um texto de 60 ou 120 palavras e 
pedir para o aluno ler. A avaliação só tem utilidade se o texto for desconhecido. 
Você deve procurar tomar a leitura sem que o aluno perceba que você está 
cronometrando, ou, pelo menos, o aluno não deve sentir pressão para ler mais 
depressa do que conseguiria normalmente. 
 
b) Teste coletivo 
 
Dar um texto igual para todos os alunos. Combinar o que dizer: 
 
– para virar o papel (onde está o texto) e começar a ler; 
– para terminar. Na hora que você disser “pare” os alunos devem marcar 
com lápis a última palavra lida. Depois disso você ensina a contar quantas palavras 
os alunos leram num minuto. 
Extraído do Manual Para ler e Reler 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 
 A Produção Didático Pedagógica intitulada “Fluência e Compreensão em 
Leitura: uma proposta para avaliação e intervenção pedagógica”, a ser aplicada em 
sala de aula do ensino regular com alunos do 6º ano do Ensino Fundamental, 
constitui-se numa estratégia de ação para enfrentamento de “problemas” na rotina 
escolar da escola pública, frente à falta de hábito de leitura dos alunos, dos mais 
variados tipos de textos, os quais caracterizam como objeto de estudo teórico e 
prático embasado na teoria cognitiva de leitura dessa proposta,a qual aplica uma 
metodologia de trabalho reconhecida cientificamente. 
 As atividades propostas visam contribuir com o seu desenvolvimento cognitivo 
e com o processo de ensino aprendizagem da leitura na sala de aula, e em outros 
contextos envolvendo diferentes áreas do conhecimento. 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
 
CASTELEIRO, J. M. Dicionário da língua portuguesa contemporânea. Lisboa: 
Academia das Ciências de Lisboa e Editorial Verb, 2001 
 
CASTRO, J. C. J. de; OLIVEIRA, J. B. A. Usando textos na sala de aula: tipos e 
gêneros textuais. 3 ªed. Brasília: Instituto Alfa e Beto, 2008. 
 
GOODMAN. O processo de leitura: considerações a respeito das línguas e do 
desenvolvimento. In: FERREIRO, E.; PALACIO, M. G. (Org.). Os processos de 
leitura e escrita: novas perspectivas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987.p.11-22. 
 
MORAIS, J. A arte de ler-psicologia cognitiva da leitura. Edições Cosmos, 1996. 
 
_____. Criar leitores: para professores e educadores. Barueri, SP: Minha Editora, 
2013. 
 
MORAIS, J.; KOLINSKY, R. A ciência cognitiva da leitura e a alfabetização. Pátio – 
Revista Pedagógica, nº 29. Porto Alegre: Artmed, 2004, p. 7-13. 
 
OLIVEIRA, J. B. A. CHADWICK, C. Aprender e ensinar. 9ª ed. Belo Horizonte. 
Instituto Alfa e Beta, 2008. 
 
OLIVEIRA, J. B. A. Para ler com fluência: atividades orais para a sala de aula: 
2ªed. Brasília: Instituto Alfa e Beto, 2010. – (Coleção LAB fluência de leitura). 
 
POCINHO, M. M. F. D. D. Prevenção da iliteracia: processos cognitivos implicados 
na lectura. Revista Iberoamericana de Educación. n.º 44/3 – 25 de octubre de 
2007. Disponível em: < http://www.rieoei.org/deloslectores/1895Pocinho.pdf> Acesso 
em: 23 de dez. de 2012.

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