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PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO ESTADO DE SÃO PAULO ConCurso PúbliCo 001. Prova objetiva Professor de eduCação básiCa i (oPção 001) � Você recebeu sua folha de respostas, este caderno, contendo 50 questões objetivas, e o caderno de prova prático- pedagógica. � Confira seus dados impressos na capa deste caderno e na folha de respostas. � Quando for permitido abrir o caderno, verifique se está completo ou se apresenta imperfeições. 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Vou começar este artigo com uma pergunta que, acredito, todos deveriam fazer-se: o que eu quero que esteja escrito na minha lápide? Para quem crê em Deus, na alma e acredita que o que fazemos nesta vida é o que determinará como será a próxima, essa pergunta é fundamental. Mas, mesmo para quem não é crente, ela é muito importante, pois fala de qual marca queremos deixar nesta vida e de como queremos ser lembrados. Muitas pessoas acham que basta não fazer o mal que sua missão está cumprida. Não há como acreditar nisso. Não estamos todos juntos neste planeta simplesmente para não fazer mal uns aos outros (isso já seria algo muito bom, é cla- ro), mas para fazermos o bem uns aos outros. Todos temos essa obrigação, mas com certeza as condições e a capacida- de para isso mudam. Por exemplo, quem tem muito dinheiro, muito mais do que o suficiente para viver bem, o que faz? Guarda? Poupar é importante, para garantir um futuro mais tranquilo, mas será que é mesmo necessário deixar grandes somas aos herdeiros? Há problemas tão graves no mundo, tanta gente precisando de socorro, e um monte de dinheiro, que poderia ajudar tanta gente, guardado… Outra coisa que as pessoas pensam é que, quando doa- mos, estamos fazendo bem aos outros. É verdade, mas esta- mos, mais que tudo, fazendo bem a nós mesmos. Se acredita- mos que há vida depois da morte, sabemos que, praticando o bem, vamos ter uma vida boa lá do outro lado. Se não acredita- mos em outra vida, vale a mesma afirmação, porque, quando fazemos bem aos outros aqui, tornamos este mundo um lugar melhor para nós, nossos filhos e netos. Quando fazemos da doação uma prática e damos esse exemplo a nossos filhos (que certamente farão o mesmo), ajudamos a circular uma energia melhor no mundo, uma energia de amor e de solidariedade. (Elie Horn. Veja, 22.08.2018) 01. Segundo o texto, a prática da doação (A) dificilmente é mantida pelos herdeiros. (B) reverte em benefício do próprio doador. (C) é um modo de criar patrimônio para os herdeiros. (D) resolve os graves problemas do mundo. (E) não interfere nas condições de vida no mundo. 02. De acordo com as ideias defendidas no texto, a frase que responde adequadamente à pergunta – o que eu quero que esteja escrito na minha lápide? – é: (A) Aqui jaz um poupador, que deixou dinheiro para seus herdeiros. (B) Aqui jaz um defensor da paz, que teve uma vida longa. (C) Aqui jaz uma pessoa que acreditou na vida após a morte. (D) Aqui jaz uma pessoa de bem, praticante de doação ao próximo. (E) Aqui jaz um homem que deixou uma grande família. 03. A relação de sentido de antonímia que há entre as pala- vras destacadas nas passagens – fazer o mal e fazermos o bem – está presente também entre as destacadas em: (A) energia de solidariedade / energia de bondade. (B) todos temos essa obrigação / todos temos esse compromisso. (C) quem não é crente / quem não é incrédulo. (D) essa pergunta é fundamental / essa pergunta é consensual. (E) um futuro mais tranquilo / um futuro mais acessível. 04. Na passagem – Mas, mesmo para quem não é crente, ela é muito importante... –, a palavra destacada tem o sentido de (A) até. (B) de fato. (C) próprio. (D) antes. (E) exceto. 4PMRP1801/001-PEB-I-Manhã 08. Assinale a alternativa que tem o enunciado redigido segundo a norma-padrão de concordância verbal. (A) Entre as práticas que existe, a doação contribui para reduzir desigualdades. (B) Algumas pessoas tem mais dinheiro do que precisa para viver. (C) Todos eles tinha feito doações a instituições que cuida de idoso. (D) As doações encontra-se num depósito para ser enca- minhadas às famílias. (E) Há pessoas que acham que ações sem intenção maldosa já bastam. 09. A alternativa que segue a norma-padrão de emprego e colocação de pronomes é: (A) Quanto às contribuições, alguns sempre as fazem anonimamente. (B) Penso no futuro e, para garantir ele, faço poupança. (C) Nos empenhamos em dar bons exemplos a nossos filhos. (D) É um amigo de infância e não vejo-o faz muito tempo. (E) Meus pais sempre dizem que é para mim ser honesto. Leia a tira, para responder às questões de números 10 e 11. (Charles M. Schulz, Snoopy – Feliz dia dos namorados) 10. É correto afirmar que a declaração da garota, no último quadrinho, indica que ela (A) não acredita no resultado de suas orações porque reza sem objetivo certo. (B) reza para obter o que pede, embora sem acreditar em seu merecimento. (C) prefere continuar sendo uma pessoa pouco paciente e pouco compreensiva. (D) está convencida de que a paciência e a compreen- são são virtudes inatingíveis. (E) teme ser castigada porque desistiu de continuar rezando com convicção. Para responder às questões de números 05 e 06, considere a seguinte passagem: Não estamos todos juntos neste planeta simplesmente para não fazer mal uns aos outros (isso já seria algo muito bom, é claro), mas para fazermos o bem uns aos outros. Todos temos essa obrigação, mas com certeza as condições e a capacidade para isso mudam. 05. Assinale a alternativa em que a palavra mal está empre- gada como substantivo, tal qual ocorre na passagem. (A) O dinheiro é mal aplicado quando o objetivo não é nobre. (B) Mal comecei a falar, ele me interrompeu com gritos. (C) Os ladrões fugiram com o dinheiro, mal os policiais chegaram. (D) Não é correto tratar mal os clientes da empresa. (E) Dizem que não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe. 06. O advérbio muito expressa, no contexto, a noção de (A) modo. (B) intensidade. (C) quantidade. (D) tempo. (E) causa. 07. Assinale a alternativa em que o trecho entre colchetes substitui o trecho original de acordo com a norma-padrão de regência verbal. (A) ... necessário deixar grandes somas aos herdeiros [transferir a grandes somas aos herdeiros] (B) ... quem tem muito dinheiro [quem dispõe de muito dinheiro] (C) ... praticando o bem [exercitando ao bem] (D) ... gente precisando de socorro [gente carecendo no socorro] (E) ... garantir um futuromais tranquilo [assegurar a um futuro mais tranquilo] 5 PMRP1801/001-PEB-I-Manhã 12. Segundo o texto, a autossabotagem (A) decorre de avaliação restritiva que a pessoa faz de si mesma. (B) é resultado de opiniões externas negativas impostas à pessoa. (C) sustenta-se em experiências passadas que trazem boas lembranças. (D) pode levar a pessoa a ultrapassar seus limites e a superar medos. (E) permite à pessoa fazer melhores escolhas das atitudes a tomar. 13. A chamada “síndrome do impostor” está associada, segun- do o texto, à ideia de não aceitação das próprias conquis- tas por (A) excesso de confiança. (B) medo de errar. (C) descrença em seu merecimento. (D) receio da solidão. (E) falta de confiança no futuro. 14. É correto afirmar que, nas expressões “pulou fora” e “sín- drome do impostor”, as aspas sinalizam que se trata, res- pectivamente, de (A) expressão imprópria para o contexto; expressão criada pela própria autora. (B) expressão de origem estrangeira; expressão impró- pria para o contexto. (C) expressão de gíria; expressão que a autora julga inadequada para o leitor. (D) expressão imprópria para o contexto; expressão traduzida de outra língua. (E) expressão de gíria; expressão alheia citada pela autora. 15. Na passagem – Muitas vezes, esse comportamento está tão enraizado que a pessoa nem nota que está se autossa- botando. –, o trecho iniciado pela conjunção “que” expres- sa, em relação ao anterior, a ideia de (A) modo. (B) condição. (C) tempo. (D) consequência. (E) adição. 11. Assinale a alternativa que reescreve a fala da personagem no terceiro quadrinho, de acordo com a norma-padrão e preservando o sentido original. (A) Eu rezei para ter mais paciência e compreensão, senão desisti. (B) Eu ia rezando para ter mais paciência e compreen- são, logo desisti. (C) Eu rezava para ter mais paciência e compreensão, todavia desisti. (D) Eu rezaria para ter mais paciência e compreensão, assim desisti. (E) Eu havia rezado para ter mais paciência e compreen- são, portanto desisti. Leia o texto, para responder às questões de números 12 a 15. Autossabotagem – quando o inimigo está dentro de você Quem nunca teve um sentimento negativo, aquele pen- samento de não ser capaz de realizar algo, aquele medo de arriscar ou a sensação de que só aparecem problemas? Isso pode acontecer em alguns momentos, mas, quando ocorre com certa frequência, pode ser o sinal da “autossabotagem”. Ou seja, o processo sustentado em crenças limitadoras que fazem com que a pessoa tenha comportamentos repetitivos que a prejudicam. Muitas vezes, esse comportamento está tão enraizado que a pessoa nem nota que está se autossabotando. Mas é possível identificar se você está agindo dessa forma ao observar seus pensamentos, se na maioria das vezes são negativos e se, aos poucos, você está deixando de fazer tarefas do cotidiano ou, principalmente, de conquistar objetivos. Por exemplo: quantas vezes você deixou de fazer algo importante? Quando percebeu que seus relacionamentos iam ficar sérios, você “pulou fora”? Você tem a “síndrome do impostor”? Essa síndrome ocorre quando a pessoa não aceita ou não admite suas conquistas, pois não acredita que as mere- ce; tem a fantasia, somada à autossabotagem, de ser uma fraude, segundo a psicóloga clínica Roberta Grangel da Silva Romero. (Tatiana Pires, Revista Be bem-estar, 19.08.2018. Adaptado) 6PMRP1801/001-PEB-I-Manhã r a s c u n h oraciocínio Lógico 16. No universo dos números inteiros, os elementos do con- junto dos números pares menores que 10 estão correta- mente discriminados na alternativa: (A) 0, 2, 4, 6, 8. (B) –8, –6, –4, –2, 2, 4, 6, 8. (C) –8, –6, –4, –2, 0, 2, 4, 6, 8. (D) …, –8, –6, –4, –2, 2, 4, 6, 8. (E) …,–8, –6, –4, –2, 0, 2, 4, 6, 8. 17. Na sequência numérica – 12, – 9, – 6, –3, 0, 3, 6, 9, 12, 15, …, o décimo termo positivo é (A) 33. (B) 30. (C) 27. (D) 24. (E) 21. 18. Na quarta-feira passada, Andreia corrigiu um quarto do total de provas que tinha para corrigir. Na sexta-feira seguinte, ela corrigiu um terço do total de provas que ainda não tinham sido corrigidas. Sabendo que, no total, Andreia tinha 240 provas para corrigir, o número de pro- vas que ainda não foram corrigidas é (A) 110. (B) 115. (C) 120. (D) 125. (E) 130. 19. Sabendo-se que três dúzias e meia de determinada fru- ta custam R$ 24,50, então é verdade que, proporcional- mente, duas dúzias e meia dessa mesma fruta custam (A) R$ 17,50. (B) R$ 17,60. (C) R$ 17,70. (D) R$ 17,80. (E) R$ 17,90. 7 PMRP1801/001-PEB-I-Manhã r a s c u n h o20. Sabendo-se que a razão entre o número de alunos da turma A e o número de alunos da turma B, de um 3o ano, é igual a , e que essas turmas têm, juntas, 44 alunos, é correto afirmar que o número de alunos da turma A exce- de o número de alunos da turma B em (A) 1 criança. (B) 2 crianças. (C) 3 crianças. (D) 4 crianças. (E) 5 crianças. 21. O gráfico a seguir apresenta o número de pessoas aten- didas, de segunda a quinta-feira de determinada sema- na, na secretaria de uma escola. Sabendo-se que, na sexta-feira, o número de pes soas atendidas nessa secretaria correspondeu a 1,25 do n úmero de pessoas atendidas na quarta-feira, pode-se afirmar cor- retamente que o número total de pes soas atendidas na secretaria, de segunda a sexta-feira d aquela s emana, foi (A) 260. (B) 250. (C) 240. (D) 230. (E) 220. 22. Deseja-se dividir 1 000 litros de água, sem desperdiçá-la, em duas caixas d’água: uma com capacidade total de 2 000 litros e outra com capacidade total de 3 000 litros. Se essa divisão ocorrer de forma diretamente proporcional às capacidades dessas duas caixas d’água, aquela que tem a maior capacidade deverá receber um número de litros d’água, dessa divisão, igual a (A) 300. (B) 400. (C) 500. (D) 600. (E) 700. 8PMRP1801/001-PEB-I-Manhã r a s c u n h o23. O resultado da operação é: (A) (B) (C) (D) (E) 24. Em uma promoção, um produto era vendido, com 10% de desconto sobre o preço da etiqueta, a R$ 108,00. O preço da etiqueta, ou seja, o valor do produto, sem o desconto, era de (A) R$ 121,00. (B) R$ 120,00. (C) R$ 119,00. (D) R$ 118,00. (E) R$ 117,00. 25. A figura representa um trecho da reta numérica: Considerando que o ponto que representa o zero dos números reais divide ao meio os segmentos de reta CD e BE, e que o comprimento do segmento de reta CD é metade do comprimento do segmento de reta BE, a d iferença entre os números representados por B e C, ou seja, B – C, é igual a (A) 0,5. (B) 0,25. (C) – 0,25. (D) – 0,5. (E) – 0,75. 9 PMRP1801/001-PEB-I-Manhã r a s c u n h o26. Considere a seguinte sequência numérica, em que o pri- meiro termo é igual a zero: 0, 1, 3, 7, 15, 31, … Mantida a regularidade, o próximo elemento dessa sequên- cia será (A) 61. (B) 63. (C) 65. (D) 67. (E) 69. 27. O gráfico a seguir representa uma pesquisa realizada com os alunos de uma escola, que identificou o número de irmãos de cada um deles. Sabendo-se que 95 crianças responderam ter 1 irmão, o número dos que responderam ter 2 irmãos foi (A) 114. (B) 110. (C) 107. (D) 104. (E) 100. 28. A tabela apresenta informações sobre o número de vezes que os alunos de um 4o ano, turmas A e B, foram ao den- tista no ano passado. Número de vezes que foi ao dentista Turma A Turma B Menino Menina Menino Menina 0 2 3 1 1 1 5 6 4 4 2 6 4 6 5 3 1 0 2 3 4 ou mais 0 2 2 1 Com base nas informações da tabela, é correto afirmar que, na turma B, com relação aos que foram 2 vezes ou mais ao dentista no ano passado, o número de meninos é (A) maior que o número de meninasem 2 unidades. (B) menor que o número de meninas em 2 unidades. (C) igual ao número de meninas. (D) menor que o número de meninas em 1 unidade. (E) maior que o número de meninas em 1 unidade. 10PMRP1801/001-PEB-I-Manhã conhecimentos esPecíficos 31. De acordo com Paulo Freire (2009) não há docência sem discência, as duas se explicam e seus sujeitos apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem à condi- ção de objeto, um do outro. É nesse sentido que ensinar, para Freire (2009), (A) exige do professor a compreensão de que o educa- dor é detentor dos saberes necessários à libertação dos educandos. (B) significa a reflexão sobre a melhor ideologia a ser discutida em sala de aula com alunos provenientes das classes populares. (C) não é transferir conhecimento, mas criar as possibi- lidades para a sua produção ou a sua construção. (D) existe, independentemente do aprender e vice-versa, pois foi aprendendo socialmente que os homens per- ceberam que era possível ensinar. (E) é perceber o aluno como um paciente que recebe os conhecimentos acumulados pelo sujeito que sabe, o educador. 32. Susan (13 meses), sentada junto a uma lata grande, apa- nhou o pedaço de uma corrente fina, agitou no ar, obser- vando o movimento, segurou-a até que quase parasse de se mover, e colocou-a com movimentos precisos dentro da lata. Então, ela virou a lata tirando a corrente de den- tro dela. Ela repetiu a sequência de ações três vezes, completamente concentrada. (Goldschmied; Jackson, 2006, cap.8). A partir de experiências como a descrita, as autoras defen- dem que o brincar heurístico com objetos consiste em (A) um sistema de educação no qual a criança é esti- mulada a descobrir as coisas com a intervenção do adulto/educador. (B) propiciar que as crianças brinquem com objetos e jogos, sem que haja controle de tempo e ambiente pelo educador. (C) um sistema prescricional sobre como ensinar a crian- ça a brincar sozinha sem intervenção de adultos. (D) oferecer à criança uma grande quantidade de tipos diferentes de objetos com as quais elas brincam l ivremente, sem intervenção de adultos. (E) impedir que as crianças brinquem sozinhas, sem inte- ração com outra criança ou mesmo com um adulto. 29. Com relação a cinco alunos, sabe-se que Laura é mais alta que Daniel, que Marcelo é mais baixo que André e mais alto que Raquel, e que Daniel é mais alto que André. Colocando-se esses cinco alunos enfileirados, por ordem de altura, a posição central da fila, ou seja, a 3a posição, será ocupada por (A) André. (B) Raquel. (C) Marcelo. (D) Laura. (E) Daniel. 30. O dia 14.10.2018 é um domingo. Sabendo-se que o mês de outubro tem 31 dias, e o mês de novembro, 30 dias, o dia 05.12.2018 será uma (A) segunda-feira. (B) terça-feira. (C) quarta-feira. (D) quinta-feira. (E) sexta-feira. r a s c u n h o 11 PMRP1801/001-PEB-I-Manhã 36. Benjamin (2002) afirma que o brinquedo e o brincar pos- sibilitam à criança reinventar o mundo, sendo um diálo- go simbólico entre a vida autônoma e o povo. Todavia, o a utor denuncia (A) o cuidado que se deve ter para a criança não con- fundir o real e sua representação. (B) a passagem do brinquedo artesanal à sua crescente industrialização, provocando o afastamento da crian- ça da sua família. (C) a ausência de brinquedos e brincadeiras nas escolas infantis contemporânea. (D) o brinquedo permite à criança viver o mágico e o l údico, mas não o social e o político. (E) os educadores e os pais não têm sensibilidade para perceber a importância dos brinquedos e das brinca- deiras na infância. 37. Mirela Fabiana tem 6 anos e já consegue, sozinha, amarrar o cadarço do tênis e vestir-se. Acerca do desenvolvimento e da aprendizagem Vygotsky (2007) afirma que o nível de desenvolvimento real revela a solução de problemas pela criança de forma mais independente. Já a zona de desen- volvimento proximal, de acordo com o autor, (A) caracteriza o desenvolvimento mental, retrospecti- vamente. (B) diz respeito a ciclos de desenvolvimento já com- pletados. (C) define aquelas funções que estão em processo de maturação. (D) refere-se às atividades que as crianças não realizam com ajuda. (E) diz respeito aos produtos finais do desenvolvimento. 38. Segundo Behrens (In: Moran; Mosetto; Behrens, 2000), a era digital exige uma aprendizagem colaborativa. Os projetos de aprendizagem colaborativa partem do levan- tamento das aptidões e competências que o professor pretende desenvolver com seus alunos. Para o autor, a aprendizagem baseada em projetos demanda um ensino que provoque ações colaborativas num paradigma (A) alternativo. (B) digital. (C) tecnológico. (D) pedagógico. (E) emergente. 33. Segundo Chrispino (2011), com a massificação da e scola trouxemos para o mesmo espaço alunos com d iferentes vivências, com diferentes expectativas, com diferentes sonhos, com diferentes valores, com diferen- tes culturas e com diferentes hábitos […], mas a escola permaneceu a mesma! Parece óbvio que esse conjunto de diferenças é causador de conflitos que, quando não trabalhados, provocam uma manifestação violenta. Com isso, Chrispino (2011) defende a tese de que o conflito no espaço escolar é (A) em si, uma manifestação de violência. (B) parte integrante da vida e da atividade social. (C) oriundo de pontos de vista equivocados diante de uma situação. (D) consequência da violência no ambiente escolar. (E) deve ser extinto a fim de diminuir a violência escolar. 34. Cesar Coll e Carles Manereo (In: Coll, 2010), ao tratar de Educação e aprendizagem no século XXI, compreendem que há três competências que, no novo cenário da socie- dade da informação, precisam adquirir e desenvolver as pessoas para enfrentar com garantias de êxito os proces- sos de mudança e transformação que estão ocorrendo. Tais competências são ser capaz de atuar com autono- mia; ser capaz de interagir com grupos socialmente hete- rogêneos; e ser capaz de utilizar recursos e instrumentos de maneira interativa. Para os autores, essa última com- petência está estritamente relacionada com (A) as economias globais. (B) as políticas de apoio social. (C) o teletrabalho. (D) a teleaprendizagem. (E) a alfabetização digital. 35. Agora nos obrigam a debater-nos contra a asfixia contro- ladora que vem da mídia, de gestores e das avaliações, dos currículos por competências, do controle repressor dos docentes e de suas organizações profissionais, da imposição do currículo único, do material didático único, do padrão mínimo, único de qualidade. (Arroyo, 2013). Com essa afirmação, o autor defende a necessidade de (A) repolitizar as disputas no território dos currículos. (B) abolir as avaliações na educação básica. (C) politizar às organizações profissionais docentes. (D) anular o uso do livro didático em sala de aula. (E) criticar o papel nefasto da mídia na educação. 12PMRP1801/001-PEB-I-Manhã 39. Os professores do ensino regular consideram-se incom- petentes para lidar com as diferenças nas salas de aula, especialmente em atender os alunos com deficiência, pois seus colegas especializados sempre se distingui- ram por realizar unicamente esse atendimento e exa- geraram essa capacidade de fazê-lo aos olhos de todo (Mantoan, 2013). De acordo com a autora, os movimentos em favor da inte- gração de crianças com deficiência surgiram nos Países Nórdicos, em 1969, quando se questionaram as práticas sociais e escolares de segregação. Acerca da integração e da inclusão escolar, é correto afirmar que, segundo a perspectiva de Mantoan (2013), (A) a integração implica uma mudança de perspectiva educacional, pois não atinge apenas alunos com d eficiência e os que apresentam dificuldades de aprender, mas todos osdemais. (B) na perspectiva da inclusão, a escola não muda como um todo, mas os alunos têm de mudar para se adapta- rem às suas exigências, havendo uma justapo sição do ensino especial ao regular. (C) a integração prevê a inserção escolar de forma radi- cal, completa e sistemática, pois todos os alunos d evem frequentar as salas de aula do ensino regular. (D) a inclusão questiona não somente as políticas e a organização da educação especial e da regular, mas também o próprio conceito de integração. (E) na perspectiva da integração, suprime-se a subdivisão dos sistemas escolares em modalidades de e nsino especial e de ensino regular, já que as necessidades educacionais podem ser de vários tipos. 40. Solé (1998) trata de estratégias de leitura que devem ser trabalhadas com os alunos a fim de aprimorar a compreensão leitora. Uma das estratégias consiste em caracte rizar ou identificar diferentes tipos de textos. Entre as classificações existentes, a autora destaca os textos narrativo, descritivo, expositivo, instrutivo-indutivo. Para Solé, trabalhar com a tipologia textual é importante para que o leitor (A) perceba que pode usar as mesmas chaves que o autor usou para interpretar e compreender um texto. (B) desenvolva técnicas precisas, receitas infalíveis ou habilidades específicas para compreender um texto. (C) não perca tempo com o planejamento de ações e faça uma leitura mais rápida do texto. (D) desenvolva habilidade de leitura dos textos mais pró- prios para uso na escola como os textos descritivos e expositivos. (E) aprenda a diferenciar os textos acadêmicos que d evem ser usados na escola dos textos apropriados para uso social. 41. Flora Felícia é Professora de Educação Básica I (PEB I). Ao participar de uma reunião de formação continuada na escola em que trabalha, discutia com suas colegas a dificul- dade que alguns alunos apresentavam na aprendizagem da matemática. A partir da discussão, ela despertou o interesse em trabalhar com cálculo mental. Para saber mais sobre o assunto, ela leu a obra de Cecilia Parra e Irma Saiz (1996), Didática da matemática: reflexões psicopedagógicas. E ssas autoras afirmam que “o cálculo mental é uma via de acesso para a compreensão e construção de algoritmos. Assim, alunos de 2a série do Ensino Fundamental, antes de aprender o algoritmo da soma, podem resolver 28 + 23 de diferentes maneiras, por exemplo:” (Parra; Saiz, 1996) Conforme a autora, é correto afirmar que a memorização de fatos numéricos (A) é uma prática contraditória com a concepção cons- trutivista de aprendizagem. (B) não favorece o raciocínio lógico-matemático e, por isso, sua prática deve ser desestimulada nas aulas de matemática. (C) é um produto necessário, pois libera espaço mental para que o aluno se concentre nos aspectos mais complexos do problema. (D) constitui a via de acesso a uma operação e sem ela não é possível operar com cálculo mental ou reso- lução de problemas matemáticos. (E) constitui o objetivo central do trabalho com cálculo mental, pois favorece a automatização dos algoritmos. 42. Na obra Tecnologias que educam – Ensinar e Aprender com as Tecnologias de Informação e Comunicação, Car- valho e Ivanoff (2009) apresentam modelo de práticas de ensino e aprendizagem com tecnologias de informação e de comunicação (TIC’s). Para eles, são práticas específi- cas de ensinar e aprender com as TIC’s: (A) práticas de navegação, bibliotecas virtuais e utiliza- ção de bases de dados e informações. (B) utilização de bases de dados e informações, comuni- cação e interação, construção de conteúdo. (C) dicionários e tradutores virtuais, programas educa- cionais estruturados, construção colaborativa. (D) imagens e mapas virtuais, acesso a livros online, j ogos e simuladores virtuais. (E) laboratórios de informática, comunicação e intera- ção, programas educacionais estruturados. 13 PMRP1801/001-PEB-I-Manhã 46. Conforme o art. 208 da Constituição Federal de 1988, o dever do Estado com a educação será efetivado mediante, dentre outras, a garantia de (A) oferta de ensino noturno regular, adequado às con- dições do educando. (B) liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento. (C) gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais. (D) gestão democrática do ensino público, na forma da lei. (E) piso salarial profissional nacional para os profissio- nais da educação. 47. São programas suplementares, definidos no art. 4o, inc. VIII, da LDBEN/1996, e no art. 208, inc. VII, da Constituição Federal de 1988, (A) subvenção a instituições culturais; alimentação e i ncentivo à pesquisa. (B) incentivo à pesquisa, manutenção de tecnologia e assistência psicológica. (C) assistência à saúde, bolsas de estudo e material d idático escolar. (D) transporte, obras de infraestrutura escolar e aquisi- ção de tecnologias. (E) material didático escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. 48. Os Conselhos Escolares na educação básica, concebi- dos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacio- nal (LDBEN/96) como uma das estratégias de gestão democrática da escola pública, conforme a obra do MEC – Conselhos Escolares: uma estratégia de gestão democrática da educação pública (Brasil, 2004), têm como pressuposto (A) retirar o poder de decisão da direção da escola e devolvê-lo à comunidade escolar. (B) o exercício de poder pela participação das comuni- dades escolar e local. (C) falar pelos dirigentes, governo e gestão escolar, à comunidade escolar sobre as necessidades da insti- tuição de ensino. (D) a legitimação da voz da direção para dirimir as resis- tência da comunidade em relação à escola. (E) o patrimonialismo na gestão do espaço público a fim de fomentar a participação da comunidade na gestão dos recursos da escola. 43. Segundo Hoffmann (2001), a maioria das escolas e uni- versidades inicia processos de mudanças alterando nor- mas e práticas avaliativas, ao invés de delinear com os professores, princípios norteadores de suas práticas. De acordo com a autora, são, respectivamente, práticas classificatórias e mediadoras em avaliação: (A) o julgamento de resultados e a ação pedagógica r eflexiva. (B) a intersubjetividade e a arbitrariedade das relações. (C) os projetos coletivos e a competição. (D) o diálogo entre os envolvidos no processo e a indivi- dualização. (E) a reflexão sobre o processo e a fixação de conceitos. 44. A Indicação no 02/2001 do Conselho Municipal de Educa- ção de São José do Rio Preto (SP) estabelece diretrizes sobre a construção da Proposta Pedagógica das Esco- las Públicas do Sistema Municipal de Ensino. Conforme esse documento, o projeto pedagógico resultará (A) do trabalho dos coordenadores pedagógicos. (B) do trabalho conjunto dos professores. (C) de determinação do diretor da escola. (D) de ação coletiva planejada. (E) de modelos indicados pelo Conselho Municipal de Educação. 45. A Resolução CNE/CP no 2, de 22 de dezembro de 2017, institui e orienta a implantação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a ser respeitada obrigatoriamente ao longo das etapas e respectivas modalidades no âmbito da Educação Básica. Conforme esse documento, em relação ao currículo e à proposta pedagógica da escola, é correto afirmar que (A) as propostas pedagógicas das instituições de ensino devem ser elaboradas pelos coordenadores pedagó- gicos com a efetiva participação dos docentes. (B) as propostas pedagógicas e os currículos devem considerar as múltiplas dimensões dos estudantes, visando ao seu pleno desenvolvimento, na pers- pectiva de uma educação regional. (C) os currículos da Educação Básica devem ter uma base comum a ser complementados por uma par- te diversificada, as quais devem ser consideradas comodois blocos distintos e justapostos. (D) os currículos escolares devem incluir uma parte d iversificada, definida pelos sistemas de ensino, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da educação nacional. (E) os currículos escolares relativos a todas as etapas e modalidades da Educação Básica devem ter a Base Nacional Comum Curricular como referência obrigatória. 14PMRP1801/001-PEB-I-Manhã 49. O Decreto no 6.949, de 25 de agosto de 2009, promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de 2007. O propósito da Convenção é promover, proteger e assegurar o exercício pleno e equitativo de todos os direitos humanos e liberda- des fundamentais por todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua dignidade inerente (In: BRASIL. Marcos Político-Legais da Educação Espe- cial na Perspectiva da Educação Inclusiva, 2010). De acordo com o referido documento, pessoas com deficiência são aquelas que (A) nascem com qualquer debilidade física, mesmo aquelas que não obstruem a participação plena na sociedade. (B) têm como marca principal ser portador de alguma necessidade educacional especial. (C) claramente são identificadas pela sociedade como portadora de alguma deficiência mental ou intelectual. (D) têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial. (E) apresentam qualquer dificuldade de aprendizagem ou de adaptação ao contexto escolar. 50. Conforme o documento: Práticas cotidianas na educação infantil – Bases para a reflexão sobre as orientações curriculares (Brasil, 2009), duas características definem a educação infantil ao longo da sua história. Primeiro, a necessidade imprescindível de articular a educação e o cuidado das crianças pequenas com diferentes setores […]. Em segundo lugar, a multiplicidade de configurações institucionais que oferecem alternativas educacionais adequadas às demandas das crianças e das suas famí- lias. Ainda, de acordo com o referido documento, as con- cepções de criança e infância foram mudando ao long o da história de modo que, nos últimos anos, (A) com os estudos de Piaget, se sabe que as crianças são universalmente idênticas na forma de aprender e se desenvolver. (B) a partir dos estudos de Vygotsky, compreendemos que mesmo em diferentes culturas a infância tem c aracterísticas similares. (C) se fala em infâncias no plural, pois elas são vividas de modo muito diverso. (D) infância e criança são conceitos semelhantes, pois dizem respeito à faixa etária de pessoas com pouca idade. (E) devido ao excessivo contato das crianças com as tecnologias, como na Idade Média, elas voltaram a ser tratadas como adultos em miniatura. 15 PMRP1801/001-PEB-I-Manhã