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* METABOLISMO de cálcio e fósforo Centro Biomédico Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes (IBRAG) Departamento de Ciências Fisiológicas (DCF) * Funções Cálcio - Co-fator da cascata de coagulação sanguínea - Excitabilidade de membrana - Contração muscular - Exocitose - Sinalização intracelular (atividade enzimática) Fósforo - Ligações de alta energia (ATP) - Incorporado a proteínas, lipídios e ácidos nucleicos - Regulação da atividade protéica (fosforilação e defosforilação) - Tampão 65% do peso do esqueleto * 99% “pool” ósseo 0,1% Fluido Intracelular (~ 10-7M) 0,9% Fluido Extracelular (~ 10-3M) Fósforo : 85% “pool” ósseo * 46% ionizados (LIVRE) 46% ligados a ptns (albumina) 8% formam complexos com ânions: HCO-3 , citrato e Pi * A homeostase de cálcio é regulada pela transferência de cálcio entre o sangue e os três maiores órgãos alvos * Paratormônio 1,25 (OH)2 calciferol Calcitonina * * PTH Evita a hipocalcemia; é hipercalcemiante! * Sensor de cálcio: ↑ do cálcio sérico inibe a síntese e secreção do PTH As células principais da paratireóide são singulares: * * 99% reabsorvidos pelo nefron por 2 vias transporte: transcelular - ativo paracelular Transporte de cálcio nos túbulos renais * reabsorção de cálcio (via AMPc) no TC distal (hipocalciúrico) reabsorção de fosfato no TC proximal (hiperfosfatúrico) síntese de 1,25 (OH)2 D3 (aumento da 1a-hidroxilase) formação óssea, reabsorção óssea maturação e apoptose de pró-osteoblastos atividade osteoclástica Osteoclastos não apresentam receptor de PTH (PTR-R no osteoblasto)) Osteólise osteocítica (efeito rápido) Osteólise osteoclástica (efeito lento) * Progenitoras da matriz óssea precursor de osteoblastos precursor de osteoclastos Osteoblastos Formação de osso novo Osteócito Osteoclasto Reabsorção óssea Osteoblastos iniciam a formação óssea AS CÉLULAS ENVOLVIDAS NA REMODELAGEM ÓSSEA * Progenitoras da matriz óssea precursor de osteoblastos precursor de osteoclastos Osteócito Osteoclasto osteócitos monitoram estresse mecânico ósseo AS CÉLULAS ENVOLVIDAS NA REMODELAGEM ÓSSEA Reabsorção óssea Osteoblastos Formação de osso novo * Progenitoras da matriz óssea precursor de osteoblastos precursor de osteoclastos Osteoblastos Formação de osso novo Osteócito Osteoclasto osteoclastos reabsorvem osso AS CÉLULAS ENVOLVIDAS NA REMODELAGEM ÓSSEA Reabsorção óssea * Fisiologicamente, o PTH é o hormônio da REMODELAGEM ÓSSEA! Mas em excesso, leva a desmineralização óssea: OSTEOPOROSE * Vitamina D (calcitriol ou calciferol) 25-hidroxilação pelo citocromo P450 Síntese a partir de 7-dehidrocolesterol Absorção da vitamina D da dieta Vitamina DBP / albumina 1-hidroxilação no TC proximal: estimulada por PTH e hipofosfatemia inibida por cálcio e 1,25 (OH)2 D RAIO ULTRAVIOLETA * 1-OH lase * Ca2+ATPase Ca2+ CaBP ~ CaBP = calbindina lúmen MBL Ca2 Ca2 interstício Ap. de golgi retículo endoplasm. Ca2 ~ Ca2 Na+ Trocador de Ca2+/Na + * Absorção de cálcio (via transcelular, transporte vesicular e paracelular) transportadores de cálcio (Ca++Mg++ ATPase, CaT1, EcaC), calmodulina, calbindina, bomba de Ca++ ATP-dependente síntese e secreção de PTH - Fundamental p/ crescimento e mineralização - Regula a função osteoblástica - Estimula a síntese de osteocalcina - Induz a reabsorção óssea (?) - diferenciação de osteoclastos OUTROS EFEITOS: - acumula 7 dehidrocolesterol na pele - inibe 1 OH lase no TC proximal - estimula 24 OH lase * ↑ Atividade da vitamina D ↓ Clearance renal de cálcio ↑ Reabsorção óssea ↓ ↓ ↑ Absorção Intestinal de Ca2 Perda óssea * Calcitonina Células parafoliculares da tireóide (Cél. C) * Calcitonina - É antagonista do PTH no osso - Estimulada pelo aumento de cálcio no FEC - Estimulada por hormônios gastrintestinais: gastrina, glucagon, secretina, CCK, GRP - Regula a calcemia pós-prandial: ↑ Aguda da Ca2+ no plasma → ↑ Calcitonina * Calcitonina Inibe a reabsorção óssea pelos osteoclastos; Estimula a 1-OH lase renal (↑ 1,25-diidroxivitamina D3) * * * * PTH hipercalcemiante e hipofosfatemiante 1,25 (OH)2 calciferol hipercalcemiante e hiperfosfatemiante Calcitonina hipocalcemiante e hipofosfatemiante * Estrógenos Aumentam a formação óssea (ativação de ERs no osteoblasto libera fatores que inibem a reabsorção osteoclástica); Proteção contra osteoporose (menopausa: acelera a perda óssea) Glicocorticóides Em excesso: inibem reabsorção renal de cálcio Uso crônico: reduzem absorção intestinal de cálcio; osteoporose Hormônios tireoideanos Hipotireoidismo: idade óssea retardada Hipertireoidismo: aumenta a taxa de reabsorção óssea * GH Via IGF Acromegalia: FORMAÇÃO e reabsorção ósseas aceleradas Prostaglandinas PGF2 e PGE2 - estimulam reabsorção óssea IL-1, IL-2, TNF TNF - estimulam reabsorção óssea IGFs e TGF - estimulam formação óssea * Doenças do metabolismo ósseo Hiperparatireoidismo Hipoparatireoidismo Pseudo-hipoparatireoidismo Raquitismo Osteomalácia Osteoporose * Hiperparatireoidismo Hiperparatireoidismo primário clássico adenoma de paratireóide (75-80%) hiperplasia difusa (20%) Manifestações clínicas: poliúria, polidipsia nefrolitíase hipertensão, bloqueio cardíaco doença óssea depressão, letargia, apatia, fraqueza, psicose * Hiperparatireoidismo Adenoma Isolado Idade: 55 anos Apenas uma glândula acometida Rara recidiva pós-cirúrgica Hiperplasia difusa Idade: 25 anos Múltiplas glândulas acometidas Freqüente recidiva pós-cirúrgica * Hiperparatireoidismo secundário 1a-hidroxilação 1,25 (OH)2 D absorção intestinal de cálcio Retenção de PO4 Hiperplasia de células principais PTH Osteodistrofia renal * Raquitismo e osteomalácia Deficiência ou resistência a vitamina D Causas: nutricionais: ingestão de vitamina D e cálcio; exposição solar; gastro-intestinais: hipocloridria; síndrome disabsortiva; hepatopatias; uso de drogas metabolizadas pelo citocromo P450; uso de antiácidos contendo alumínio; renais: insuficiência renal crônica; acidose tubular (síndrome de Fanconi); deficiência hereditária de 1a-hidroxilase; * Raquitismo Genu varo Rosário raquítico Deformidades torácicas Escoliose Aumento da cartilagem da placa de crescimento Prejuízo na mineralização Fraqueza muscular * Osteoporose Doença ósteo-metabólica mais comum 50% das mulheres caucasianas e asiáticas menopausadas e 12,5% das mulheres de outras raças vão apresentar fratura osteoporótica; massa óssea com deterioração microarquitetural, levando a fragilidade óssea e risco de fratura * Fatores de risco * Atividades CONTRA-INDICADAS para indivíduos osteoporóticos Aeróbica de alto impacto – risco de fraturas Flexão da coluna – risco de colapso vertebral Step e caminhadas em terrenos irregulares – risco de quedas Movimentos resistidos de adução e abdução do quadril – risco de fraturas proximais do fêmur * Informações Atuais Sobre Vitamina D * * - Deficiência de vitamina D está associada a um maior risco de obesidade e complicações relacionadas com a obesidade - Pessoas com sobrepeso e obesidade com deficiência de vitamina D, a suplmentação auxilia na perda de peso associada a uma dieta reduzida em calorias”. Pessoas com sobrepeso e obesas devem ter seus níveis de vitamina D avaliados. * A carga de vitamina D receitada chega a superar em 35 vezes o limite estipulado pelasentidades médicas de todo o mundo. A vitamina D ajuda a orquestrar a imunidade, cortando processos inflamatórios crônicos, típicos de doenças autoimunes. No caso da esclerose múltipla, os danos acometem as bainhas de mielina, que revestem a cauda dos neurônios. Casos clínicos e relatos de pacientes atestam melhora dos sintomas e da qualidade de vida com o uso de superdoses. * Potencial da vitamina D na recuperação após uma sessão de esforço físico: Uma dose de 6000 UI de vitamina D diariamente durante 12 semanas parece ser suficiente para aumentar o status de vitamina D para um nível ótimo em atletas de cadeiras de rodas. Ainda não está claro, se o desempenho físico ou a força muscular está mais associado ao estado da vitamina D. * É reconhecido que a deficiência de vitamina D é uma questão de saúde pública, e está associada a problemas como osteoporose, raquitismo e, até mesmo doenças autoimunes. No entanto, não há provas categóricas de que uma hipersuplementação com vitamina D seja um tratamento de escolha para doenças como a esclerose múltipla, e até mesmo para o controle da obesidade ou melhora da performance em atletas. A falta de evidências, porém, não significa que elas não existam. * INVERNO: - Pele escura: 30 – 45 min. Pele clara: 5 – 10 min. VERÃO: - Pele escura: 15 – 20 min. Pele clara: 1 – 5 min. A produção de Vitamina D não ocorre antes de 9 AM e cessa após 4 PM, mesmo no verão. * “ Uma criança precisa de 400 UI por dia para que seus ossos sejam formados de uma maneira saudável. Mas não sabemos o quanto precisaria para reduzir o risco de infecções, melhorar o funcionamento do sistema imunológico e para prevenir problemas como câncer e obesidade. Com a divulgação dessas outras vantagens, a venda dessa vitamina aumentou 700% nos últimos anos ” https://www.sbp.com.br/entrevistas-direto-ao-ponto/vitamina-d-em-criancas-e-adolescentes/ 0-1 ano: Tratamento: 50.000 UI uma vez por semana por 6 semanas; Manutenção: 400-1000 UI/dia. 1-18 anos: Tratamento: 50.000 UI uma vez por semana por 6 semanas; Manutenção: 600-1000 UI/dia. * Valores de referência para 25(OH)2D3 Deficiêcia: 20 ng/mL (50 nmol/L) Risco: 21 a 29 ng/mL (52,5-72,5 nmol/L) Suficiente: 30 a 44 ng/mL (75 a 110 nmol/L) Embora haja esforços para aumentar os valores de normalidade, não há atualmente nenhum dado indicando que níveis acima de 50 ng/mL tenha benefícios adicionais do que 30 a 44 ng/mL. O valor de referência 100 ng/mL (250 nmol/L) é considerado o limite de segurança, mas não é o nível desejável. Há intoxicação somente quando seus níveis se encontram superiores a 150 ng/mL. 25(OH)D3: considerado o melhor indicador do status da vitamina D, em concentrações mais elevadas no sangue, meia-vida longa (15 a 20 dias). O 1,25-(OH)2D3 (forma ativa), circula na corrente sanguínea em concentrações 1000 vezes menores que a 25-(OH)D3, com meia-vida de apenas 4 a 6 h. melhor indicador do estado nutricional relativo à vitamina D é a concentração sérica de 25-OH-D, a qual reflete a absorção a partir da dieta e do uso de suplementos e a síntese pela pele. A concentração varia conforme a pigmentação da pele, a região geográfica (latitude e altitude), as estações do ano, o uso de roupas e de protetor solar, a poluição e as fontes alimentares. Outros exames potencialmente úteis incluem as concentrações séricas de cálcio, fósforo e fosfatase alcalina. 1,25-OH2-D, forma ativa, não é indicado para avaliação do estado nutricional relativo à vitamina D, tendo em vista sua meia-vida curta e o fato de não ser regulado pela ingestão desta vitamina, mas, sim, por outros fatores como o paratormônio (PTH). Assim, as concentrações de 1,25-OH2-D podem ser normais ou mesmo elevadas na deficiência de vitamina D, devido a um hiperparatireoidismo secundário Em 2011, o Institute of Medicine aumentou a recomendação de vitamina D, estabelecendo 400 UI/dia até um ano de idade e de 600 UI/dia (RDA) para crianças de 1 a 18 anos de idade. A concentração de vitamina D no leite materno é de aproximadamente 22 UI/litro e nas fórmulas infantis de cerca 10 mg/L (400 UI/litro). SBP: recomenda a suplementação profilática de 400 UI/dia a partir da primeira semana de vida até os 12 meses, e de 600 UI/dia dos 12 aos 24 meses, inclusive para as crianças em aleitamento materno exclusivo, independentemente da região do país. Para os recém-nascidos pré-termo, a suplementação oral de vitamina D (400 UI/dia) deve ser iniciada quando o peso for superior a 1500 g e houver tolerância plena à nutrição enteral. Nos grupos de risco, descritos no tópico avaliação do estado nutricional relativo à vitamina D, recomenda-se a dose mínima diária de 600 UI, monitorando as concentrações séricas de 25-OH-D e, se necessário, reajustando a dose. Crianças e adolescentes devem ser estimulados à prática de atividades ao ar livre e ao consumo regular de alimentos fonte de vitamina D. Com respeito ao horário de exposição ao sol, cabe salientar que, antes das 10 e após as 15 horas, o ângulo de incidência é mais oblíquo, semelhante ao que ocorre no inverno, e, por isso, pouca vitamina D3 é sintetizada pela pele. Por outro lado, a exposição ao sol no período das 10 às 15 horas pode ser associada ao aumento no risco de câncer de pele. Em vista disso, a suplementação de vitamina D é altamente recomendável *