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A Jurisprudência dos Interesses Após a unificação da Alemanha, o positivismo cientifico da pandectística foi gradualmente cedendo espaço a um positivismo legalista Philipp Heck Consolidou-se na teoria germânica na primeira metade do Século XX Críticas sobre a teoria Na jurisprudência dos interesses, interpreta-se a norma, basicamente, tendo em vista as finalidades às quais essa se destina. Esse legalismo (que embora se oponha ao romanismo dos pedetistas, na prática faz pouco mais que aplicar a metodologia da jurisprudência dos conceitos ao direito legislado) Caracteriza-se esta escola pela ideia de obediência à lei e subsunção como conflito de interesses em concreto e em abstrato, devendo prevalecer os interesses necessários Segundo o próprio Heck, “o escopo da Jurisprudência e, em particular, da decisão judicial dos casos concretos, é a satisfação de necessidades da vida, de desejo e aspirações, tanto de ordem material como ideal Inspirado pelo finalismo das últimas obras de Jhering, sustentou que a função da atividade judicial era possibilitar a satisfação das necessidades da vida presente em uma comunidade jurídica. Sob influência dessas críticas, parte relevante da Jurisprudência alemã tentou encontrar um equilíbrio razoável entre as tendências formalistas tradicionais e as ideias sociológicas então renovadoras Surge sob profundas críticas, já que as teorias de viés teleológico e sociológico promoveram nessa época uma profunda revisão acerca do sentido do direito e do papel dos juristas Sendo que essa busca de adaptar o normativíssimo dominante a algumas ideias de cunho teleológico deu origem à Jurisprudência dos interesses