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APRESENTAÇÃO 
Neste curso, você vai conhecer o que é Blockchain, seu funcionamento e as 
possibilidades que esta tecnologia traz para o mundo dos negócios. 
Você verá: 
 o que é Blockchain; 
 o que são criptomoedas; 
 os componentes e os atores da Blockchain; 
 o funcionamento da Blockchain; 
 as aplicações da Blockchain, e 
 as profissões que têm surgido devido a esta tecnologia. 
 
CONTEXTO DA BLOCKCHAIN 
Como você viu, a Blockchain está atraindo a atenção de grandes empresas, 
bancos e governos. Isso porque essa tecnologia proporciona benefícios como 
rastreabilidade, transparência e segurança nas negociações, além de redução 
de custos e prazos. 
São justamente esses fatores que as instituições precisam para responder às 
demandas do mercado, pois o consumidor, cada vez mais consciente de seu 
papel como agente de mudanças, busca produtos e serviços com valor 
agregado. 
Em outras palavras, além de custos e prazos reduzidos, o consumidor valoriza 
a ética nas relações. Nesse sentido, a transparência permite rastrear um 
produto em toda a cadeia de suprimentos, e o consumidor tende a optar por 
empresas que conciliam desenvolvimento econômico e responsabilidade 
ambiental e social. 
Para os governos, a transparência também é fator primordial, tanto para as 
relações com fornecedores como com contribuintes, o que implica credibilidade. 
Esta tecnologia permite que os governos promovam sua eficiência e eliminem 
desperdícios e corrupção. 
E para os bancos, a rapidez, a transparência e a segurança proporcionadas 
pela Blockchain correspondem à redução de custos nas transações. 
 
 
VOCÊ NA BLOCKCHAIN 
E você? Você compraria um veículo pela internet? E um imóvel? 
 
Imagine adquirir um apartamento, em cerca de 10 minutos, sem a 
intermediação de imobiliária, banco e cartório. 
Considere que por meio da internet, navegando em uma rede de dados, você 
possa escolher o modelo e o valor de um imóvel, e enviar a solicitação de 
compra diretamente ao proprietário. 
Em seguida, você realiza o pagamento, transferindo o valor diretamente ao 
vendedor. Pronto! O apartamento passa a ser seu. 
Impossível? 
 
Você deve estar pensando que jamais faria uma transação como essa pela 
internet, principalmente considerando os altos índices de fraudes que ocorrem 
todos os dias na rede. Isso nos leva a outro ponto: a segurança da informação. 
Nessa rede, todas as informações referentes ao imóvel, ao vendedor e a você 
(se possui saldo, por exemplo) são validadas e confirmadas por vários usuários 
(também conhecidos por mineradores), de maneira a assegurar a 
autenticidade das informações. 
Um registro digital permanente de compra e venda é gerado, distribuído para 
toda a rede e a transação é arquivada em todos os computadores da rede. 
Saiba mais! 
A Ucrânia foi o primeiro país a usar a tecnologia Blockchain na 
comercialização de imóveis. As negociações são feitas por meio de 
contratos inteligentes (smart contracts) da rede Ethereum. 
Fonte: Medium.com 
 
CRIPTOMOEDAS 
Mas, saiba que este tipo de transação é uma tendência não só para registros 
de imóveis e veículos, mas também para produtos da indústria. Aliás, esse tipo 
de transação já ocorre há algum tempo com segurança na comercialização de 
criptomoedas. 
É o caso dos Bitcoins. Você sabe o que são? 
O Bitcoin é uma moeda digital, ou criptomoeda, que utiliza a criptografia como 
elemento de segurança. 
As transações com criptomoedas têm como características principais 
o anonimato entre as partes que negociam e a descentralização de registros. 
Garante o anonimato pois, apesar de haver histórico de transações, a troca de 
bitcoins é similar a uma transação com dinheiro em espécie, ou seja, é 
anônima. O conceito de anonimato se aproxima das transações feitas em uma 
feira livre, por exemplo. Para que a transação seja feita, o comprador não 
precisa saber o nome do feirante e vice-versa. O foco recai sobre o produto e o 
dinheiro. 
É processo descentralizado porque não há uma instituição financeira entre os 
envolvidos, a troca de moedas acontece sem intermediários. 
A tecnologia que está por trás das transações de criptomoedas como o Bitcoin 
é a Blockchain. 
O Bitcoin foi a primeira moeda digital, porém não é a única. Assim como 
existem outras blockchains, há outras moedas como a ETH (Ether) da 
Ethereum, o LTC do Litecoin, a XRP da Ripple e a Nano. 
 
Saiba mais! 
Para acompanhar os impactos que as criptos, blockchain e suas tecnologias 
causam ao redor do mundo, visite o canal Cripto Nação que apresenta 
resumos semanais sobre o tema 
 
REDE DISTRIBUÍDA 
Embora a tecnologia que suporta a Blockchain seja complexa, o seu conceito é 
bastante simples. Ela trabalha com o registro de dados criptografados em um 
sistema distribuído. 
Mas, antes de saber como essa tecnologia funciona, é importante que você 
entenda a diferença entre sistema de rede centralizado e sistema de 
rede distribuído. 
Clique nas imagens para saber mais. 
 
 
 REGISTRO DA TRANSAÇÃO 
A rede distribuída da Blockchain compartilha o ledger, um tipo de livro-
razão público, onde são feitos os registros de transações. Esse livro também 
pode ser chamado de livro contábil imutável (do inglês immutable digital ledger). 
Os usuários da rede são responsáveis por manter a base de dados, que tem 
como características principais a segurança, a distribuição, 
a integridade dos dados e o histórico das transações registradas no bloco, 
que permanecem inalteradas após inseridas no ledger (por isso a expressão 
“livro contábil imutável”). 
Cada transação registrada na Blockchain envolve um ou mais endereços (no 
caso de criptomoeda, a origem e o destino) e o registro de um evento, que 
é digitalmente assinadopara garantir a autenticidade da transação. 
Cada transação, ou conjunto de transações, forma um bloco que é adicionado 
a outros blocos. Esses blocos formam uma cadeia (por isso o nome Blockchain 
- chain, em inglês, significa cadeia). O termo cadeia refere-se ao 
encadeamento existente na Blockchain, uma vez que um bloco aponta para o 
bloco anterior. 
Observe a imagem para entender melhor o conceito de registro de transação, 
bloco e cadeia. 
 
 
FLUXO DA INFORMAÇÃO NA 
BLOCKCHAIN 
Para compreender o processo de registro, acompanhe o fluxo da informação 
na Blockchain: 
01 - Solicitação 
 
Você solicita a compra daquele imóvel (ou uma transação com criptomoedas, 
contratos, bens etc.) 
02 - Transmissão Rede Distribuída 
 
A solicitação é transmitida para nós chamados mineradores, os quais irão 
buscar validá-la e incluí-la na Blockchain. 
03 - Mineração de Dados 
 
Os nós “mineram os dados” da transação para verificar se as suas 
informações, do imóvel e do vendedor estão corretas, a fim de validar a 
negociação. 
 
Competição 
Como essas informações são protegidas por chaves criptográficas, os 
mineradores competem para decodificá-las e disponibilizá-las na rede 
primeiro. 
 
Super computadores 
Para isso, é necessário investir em computadores com alto poder de 
processamento de cálculos, com rapidez e eficiência. 
 
Recompensa 
O trabalho da mineração é remunerado com criptomoedas. 
04 - Solução 
 
O primeiro computador que resolver o cálculo, disponibiliza o bloco de 
informações com a solução na rede, para os demais nós checarem se a 
solução é válida. 
 
Alguns nós da rede possuem o histórico ou cópia completa de todas as 
transações da Blockchain. 
Eles são chamados fullnodes (ou nós completos). 
 
Os demais nós se conectam aos fullnodes para obter as informações 
necessárias para que as transações sejamprocessadas. 
05 - Validação 
 
Após validado pela maioria da rede, o novo bloco de dados é adicionado 
à cadeia de blocos, de modo permanente e inalterável. 
 
Cada novo bloco contém 2 códigos chamados hash: um que traz 
informações referentes ao bloco anterior e outro que representa a sua 
identificação, que será utilizada pelo próximo bloco. 
 
Os hashes trazem segurança às informações, pois sempre que uma 
solução é encontrada e validada, confirma, ao mesmo tempo, o novo 
bloco e todos os anteriores. 
Quanto mais antigo for o bloco, mais seguro ele será, pois teve mais 
validações. 
 
É muito difícil fraudar a rede Blockchain e adulterar um bloco de 
informações. Para isso, seria necessário que um hacker adulterasse as 
cópias de todos os blocos em toda a rede, para que o bloco falso fosse 
validado pela maioria dos nós. 
06 - Conclusão 
 
A transação é concluída. O imóvel passa a ser seu. 
Este bloco de informações fica registrado e armazenado na rede 
Blockchain, funcionando como um “livro-razão digital”, tornando-se um 
histórico para a próxima negociação. 
 
FUNCIONAMENTO DA BLOCKCHAIN 
Portanto, pode-se definir Blockchain como um registro de informações em um 
livro-razão público composto por uma rede P2P (peer-to-peer ou ponto a ponto) 
e um banco de dados distribuído e descentralizado. 
Em uma rede P2P, todos compartilham dados e podem assumir funções 
diferentes. Alguns computadores ou usuários são chamados de nó. Toda 
informação lançada em um sistema que utiliza a tecnologia Blockchain é 
difundida entre todos os nós da rede de forma criptografada. 
O banco de dados é constituído por blocos que, juntos, formam uma cadeia. 
Cada bloco possui informações ou transações e cada modificação ou nova 
informação inserida é registrada em um dos blocos da cadeia. Esse histórico 
de informação cria o livro-razão. 
Os blocos são formados por hashs que são ligados ao bloco anterior, 
funcionando como links com os blocos anteriores até o bloco inicial, também 
conhecido como bloco gênesis (o bloco que deu origem à cadeia). A hash é 
formada como uma chave criptografada, o que confere ao sistema segurança 
quanto à informação registrada. 
Observe a representação do registro da informação nos blocos: 
 
COMPONENTES DA BLOCKCHAIN 
Os itens que compõem e permitem o funcionamento da Blockchain são 
a transação, o bloco, o hash e o livro-razão (ledger). Todos eles estão 
relacionados. 
Clique em cada componente para saber mais: 
 
Transação é um registro digital. Tomando como base as transações com as criptomoedas, podemos dizer que uma 
transação é a solicitação de transferência de moedas entre partes. 
Um bloco pode ser entendido como um conjunto de transações ou informações validadas. 
O conjunto de transações dos blocos é registrado no livro-razão (ledger), como um livro contábil. 
A função de hash (em português, funções de dispersão) tem como principal objetivo compilar dados de qualquer tamanho 
para um tamanho fixo. 
 
 
 CHAVE PÚBLICA E CHAVE PRIVADA 
A segurança e o anonimato das transações são garantidos pelas assinaturas 
digitais dos negociadores. Essas assinaturas são realizadas a partir das chaves 
pública e privada. Para entender como essas chaves funcionam, você vai 
conhecer o conceito de criptografia de chaves assimétricas ou criptografia 
de chave pública. 
A criptografia de chave pública faz uso de um par de chaves 
matematicamente conectadas: 
 
Computacionalmente, a geração dessas chaves é uma tarefa muito simples. A 
chave pública é gerada a partir da chave privada. Mas, não é possível gerar a 
chave privada a partir da chave pública. 
Dessa forma, podemos publicar a nossa chave pública em uma rede sem 
temer que a nossa chave privada seja descoberta. 
Tudo bem, temos um par de chaves, mas como esse par é utilizado na 
Blockchain? 
Para produzir um endereço válido na rede, inicialmente geramos a chave 
privada de um usuário. A partir da chave privada, diversos algoritmos podem 
ser utilizados para derivar a chave pública. 
Uma vez que geramos a nossa chave pública, submetemos tal chave ao 
algoritmo de hash SHA-256, obtendo nosso endereço. 
Na rede bitcoin, por exemplo, esse endereço ainda é submetido a um outro 
algoritmo (RIPEMD-160), que irá produzir o endereço bitcoin. 
Todo esse processo de codificação garante o anonimato nas transações em 
rede. 
 
 
 COMO GERAR AS CHAVES 
A criptografia assimétrica é baseada em duas chaves: a chave privada e a 
chave pública. Imagine que você deseja transmitir um arquivo em uma rede, e 
busca garantir que apenas o destinatário possa ler seu conteúdo. Para isso, 
você pode fazer uso da chave pública desse destinatário para cifrar o 
documento, criptografando-o. Somente com a chave privada (que fica em 
posse do destinatário) será possível decifrar o texto. Observe a imagem abaixo: 
 
A geração dessas chaves se dá a partir de números aleatórios, normalmente 
números primos. Podemos resumir esse processo como segue, simulando o 
algoritmo RSA, um dos mais aplicados: 
 Escolha dois números primos distintos, p e q; 
 Calcule n 𝑛=𝑝∙𝑞 
 Calcule z 𝑧=(𝑝−1)∙(𝑞−1) 
 Obtenha um número 𝑒 (𝑒 :𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑝𝑟𝑖𝑚𝑜 𝑞𝑢𝑎𝑙𝑞𝑢𝑒𝑟, então, escolha 
um número) 
 Calcule 𝑒∙𝑑(𝑚𝑜𝑑 𝑧)=1 
 O par (e,n) é a chave pública, e o par (d,n) é a chave privada. 
Acompanhe um exemplo prático: 
Suponha dois números primos: p = 29 e q = 37 
Resolvendo: 
 
 
Adotando: 𝑒=71 
 
Então, agora podemos montar o par de chaves: 
Chave pública = (e,n) = (71,1073) 
Chave privada = (d,n) = (1079,1073) 
 
 
 BLOCO 
Um bloco pode ser entendido como um conjunto de transações ou informações 
validadas. 
Uma vez que a transação é recebida, ela pode ser transmitida aos outros nós, 
para que possa ser incluída na Blockchain. As transações são incluídas na 
Blockchain pelos nós mineradores (miners). 
Além da lista de transações, um bloco possui as seguintes partes: 
Clique na área em destaque na imagem para ver os detalhes. 
 
BLOCO GÊNESIS 
Na Blockchain, a hash de cada bloco aponta para o bloco anterior. Todas as 
transações que um bloco possui são identificadas criptograficamente por 
uma hash. No cabeçalho do bloco, as transações são identificadas por 
uma hash única denominada Merkle Root Hash, que representa a raiz de uma 
árvore de transações conhecida como Markle Tree. 
O bloco inicial, conhecido como bloco gênesis, não possui registro de 
transações de outros blocos; por isso, o campo de hash do bloco anterior 
normalmente apresenta valor 0 nesse campo. 
Outros campos são a marcação de tempo, mais conhecida como timestamp, 
que proporciona a ordenação temporal contínua dos blocos e eventos na 
cadeia, e um valor denominado nonce. 
 
Imagine, por exemplo, que para alterar uma informação no Bloco 1, teríamos 
que alterar o Bloco 2, que teria sua Hash alterada e impactaria o Bloco 3, e 
assim por diante. Ou seja, algo impraticável. 
Você pode estar pensando: mas, com o poder computacional existente, essa 
tarefa não seria fácil? 
Alterar valores e recalcular hashes é fácil computacionalmente; por isso, para 
evitar fraudes, a Blockchain exige um trabalho adicional para inclusão de novos 
blocos, denominado PoW-Proof of Work (em português, Prova de Trabalho). 
Você conhecerá mais sobre este conceito, as funções do nonce e do difficulty 
target mais adiante, quando abordaremos o trabalho dos mineradores para 
incluir um novo bloco na Blockchain. 
 
 HASH 
As funções de hash (em português, funções de dispersão) são essenciais na 
Blockchain, pois têm como principal objetivo compilar dados de qualquertamanho para um tamanho fixo. Os valores retornados por uma função 
de hash são chamados de valores ou códigos hash (em inglês, digest). 
Qualquer modificação dos dados submetidos a uma função de hash irá 
modificar a hash gerada. 
Dessa forma, na tecnologia da Blockchain, os dados de um bloco são 
vinculados a uma função de hash, gerando a hash do bloco, que será utilizada 
pelo bloco seguinte, formando o encadeamento dos blocos. Portanto, qualquer 
modificação no bloco irá modificar a hash que o representa e resultará numa 
bifurcação do encadeamento dos blocos, evidenciando uma alteração na 
cadeia. 
Observe a representação do trabalho das funções: 
 
Saiba mais 
Quer testar como funciona essa transformação de mensagem em hash? 
Acesse o site https://passwordsgenerator.net/sha256-hash-generator/, 
insira algumas mensagens e verifique as hashesgeradas. Faça 
modificações no texto e observe que mesmo uma vírgula, um ponto final 
ou um acento causa modificação na hash. 
Os algoritmos de hash são conhecidos por serem unidirecionais (em 
inglês, one-way). Ou seja, não é possível descobrir os dados originais a partir 
de uma hash. Por isso, as hashes na Blockchain garantem a confidencialidade 
dos dados originais, além do fato de o cálculo da hash de um bloco ser uma 
tarefa computacionalmente barata e rápida. 
Um algoritmo de hash muito utilizado nas implementações de Blockchains é 
o SHA-256 (Secure Hash Algorithm), que produz uma saída de 256 bits para 
qualquer dado de origem. 
A saída desse algoritmo é um conjunto de 32 caracteres, isto é: 
Cada caractere possui o tamanho de 8 bits, logo, 8 bits x 32 caracteres 
= 256 bits 
Você pode estar pensando: O que significa a saída do algoritmo de 256 bits? 
Isto significa que há 2256 possíveis valores de saída, o que equivale a: 
115.792.089.237.316.195.423.570.985.008.687.907.853.269.984.665.64
0.564.039.457.584.007.913.129.639.936 
possíveis valores 
Portanto, é muito difícil dois dados de entrada diferentes apresentarem a 
mesma hash. 
Na verdade, mesmo que haja a possibilidade, os algoritmos de hash modernos 
possuem formas de tratar tais questões e evitar essa coincidência. 
LIVRO-RAZÃO (LEDGER) 
O conjunto de transações dos blocos é registrado no livro-razão (ledger), 
como um livro contábil. 
Essa, aliás, é uma das grandes inovações da tecnologia Blockchain, muito 
utilizada nas criptomoedas. O controle das transações não é centralizado, ou 
seja, não há uma instituição bancária ou qualquer outra instituição que organize 
o registro de todas as informações de transações. 
O uso de um livro-razão distribuído se destaca em relação ao controle 
centralizado, uma vez que centralização apresenta as seguintes desvantagens 
(NISTIR, 2018): 
 
REGISTRO NO LIVRO-RAZÃO 
Não se pode afirmar que o controle centralizado é ruim ou que sempre tem o 
objetivo de alterar transações passadas. Atualmente, grande parte do mercado 
financeiro mundial possui tal controle, cujo interesse é manter as transações 
íntegras e sob seu monitoramento. 
Diferentemente dos sistemas centralizados, na Blockchain cada nó da rede 
distribuída possui uma cópia do livro-razão. Dessa forma, qualquer modificação 
do livro-razão seria facilmente reconhecida pelos demais nós, já que que cada 
nó possui uma cópia local e pode comparar e identificar alterações indevidas. 
Por isso, uma das características principais da tecnologia Blockchain é 
a segurança, o que minimiza o risco de fraudes. 
Veja um exemplo de um conjunto de transações registradas em um livro-razão. 
Para conhecer os detalhes, clique em cada uma das transações. 
 
 CONSENSO 
Em um livro-razão distribuído, as atualizações são construídas e registradas 
por cada nó da rede. 
Os nós votam nessas atualizações, garantindo que a maioria concorde com o 
novo registro. Essa votação, que visa obter um acordo sobre a nova situação 
do livro-razão, é denominada consenso. Uma vez que o consenso é alcançado, 
o livro-razão distribuído é atualizado e todos os nós da rede irão armazenar sua 
última versão. 
Para melhor compreender o consenso, imagine que uma transação, que 
chamaremos de número 4, necessita ser incluída no livro-razão. Cada nó da 
rede possui uma lista de transações pendentes. Como se trata de uma rede 
distribuída, uma vez recebida a transação, um nó irá transmiti-la para toda a 
rede para ser aceita, validada pela maioria dos nós (consenso, que será 
detalhado posteriormente) e, então, passará a integrar o livro-razão. 
Veja um exemplo: 
1. Entrada da transação 
 
 
 
2. Transmissão nó a nó 
 
 
3. Registro no livro-razão 
 
 
 MINERADORES 
Os usuários podem submeter transações para inclusão na Blockchain por meio 
de algum nó da rede. Os nós que realizam essa inclusão são 
denominados mineradores (miners). 
Eles são um grupo de nós da rede Blockchain que mantém a estrutura da 
cadeia de blocos, adicionando novos blocos com transações que estavam 
pendentes de validação ou informações recém-validadas. 
No próximo módulo, você vai entender o papel dos mineradores. 
 
 
 
 
BLOCKCHAIN NA PRÁTICA 
Blockchain humanitária 
No campo de refugiados na Jordânia, fronteira com a Síria, o supermercado 
Tazweed não aceita dinheiro nem cartões de crédito ou débito. Os refugiados 
pagam suas compras por meio da leitura da íris ocular. 
Trata-se do sistema “Eye-Pay” do “World Food Programme Building Blocks“, 
uma das primeiras iniciativas no uso da Blockchain para ajuda humanitária. 
O programa da WFP-World Food Programme, uma adaptação da Blockchain 
Ethereum com a base da dados da ONU, é usado para distribuir ajuda em 
dinheiro para alimentos a mais de 100.000 refugiados sírios na Jordânia. Até o 
final de 2018, o programa cobrirá todos os 500 mil refugiados no país. Se o 
projeto for bem-sucedido, poderá acelerar a adoção de tecnologias blockchain 
nas agências da ONU e em outras instituições. 
Com o uso da Blockchain, a WFP, que antes via cerca de US$ 1,3 bilhões 
serem consumidos anualmente por taxas bancárias, conseguiu reduzir esse 
gasto em aproximadamente 98%, pois agora não utiliza dinheiro em espécie. 
Nesta mesma linha, a ONU, com o apoio da Microsoft e da Accenture, planeja 
usar a Blockchain para fornecer identidade aos 22,5 milhões de refugiados no 
mundo, a fim de que cada pessoa possa ter acesso ao seu histórico onde e 
quando quiser. Esse uso da Blockchain também irá auxiliar as instituições de 
ajuda a compartilhar dados com segurança. 
Normalmente, ao chegar a um campo de refugiados, as pessoas não têm como 
comprovar sua identidade, o que é essencial para acesso aos serviços de 
saúde, financeiros e educacionais. 
Com a identidade digital, ID2020, quando um refugiado chegar a um 
acampamento, seu rosto, íris e impressões digitais poderão ser escaneados e 
os seus dados biométricos armazenados, com seu nome, em um dos 
servidores da instituição de ajuda. 
A rede de identificação digital blockchain criará um “selo”, um identificador 
único entre o refugiado e os dados nos servidores, que prova que eles foram 
autenticados para cada serviço que recebem, de alimentos a vacinas. 
Em outras palavras, para obter acesso à plataforma, o refugiado deve permitir 
que seus olhos sejam escaneados e que suas impressões digitais sejam 
colhidas, formando assim sua identificação digital que lhe permite comprar 
itens em estabelecimentos que possuem equipamentos do EyePay. 
As transações realizadas são armazenadas na blockchain, consolidadas em 
um livro-razão digital. Ao invés das chaves privadas para comprovar a 
propriedades dos recursos financeiros, os olhos dos refugiados atuam na 
verificação da autenticidade.Adaptado de: BBC News e MIT Technology Review, 2018 
 
RECAPITULANDO 
Módulo 1 
Neste módulo, você conheceu o conceito da tecnologia Blockchain, sua 
estrutura e funcionamento. 
Você viu que cada transação (criptomoedas, contratos, compra e venda) 
é realizada diretamente entre as partes (peer-to-peer), validada por todos 
nós (nodes) e incluída na Blockchain pelos mineradores (miners), 
formando uma cadeia de blocos com informações criptografadas (hash) 
que ficam registradas e armazenadas em toda a rede, funcionando como 
uma “livro-caixa digital” (ledger), tornando-se um histórico para a próxima 
vez que houver negociação. 
Essa estrutura de compartilhamento de informações criptografadas por 
meio de uma rede de dados distribuída permite mais segurança nas 
transações, uma vez que não há um controle central. Como todos os 
usuários integram o processo e são responsáveis pela autenticidade das 
informações, a Blockchain torna-se uma rede protegida contra fraudes 
que ocorrem em ambientes digitais. Por isso, tem despertado o interesse 
de governos, bancos e empresas. 
No próximo módulo, você vai conhecer mais detalhes sobre o trabalho de 
mineração para inclusão de novos blocos na cadeia. 
Avance para continuar seus estudos. 
 
 
FUNCIONAMENTO DA BLOCKCHAIN 
Conforme você viu no primeiro módulo, uma solicitação de transação é 
transmitida a todos os nós mineradores da rede para ser processada, validada 
e armazenada na rede. 
Observe o infográfico para compreender melhor o funcionamento da 
Blockchain: 
Transações 
 
Quando uma transação é solicitada, os mineradores a recebem e 
competem para resolver a equação. 
Mineradores 
 
Cada minerador terá um grupo de transações pendentes a serem 
incluídas. Eles selecionam o bloco e tentam resolver o desafio. 
Bloco Candidato 
 
Para resolver o desafio, os mineradores realizam uma prova de trabalho. 
O desafio consiste em incrementar o valor de NONCE do bloco, até que 
a hash do bloco apresente um determinado número de zeros iniciais. 
Conforme a Blockchain aumenta, o número de zeros aumenta, 
aumentando, assim, a dificuldade. 
Mineração 
 
O minerador que consegue resolver o desafio transmite a solução (prova 
de trabalho) para a rede, a fim de que os demais mineradores a validem. 
 
 
Prova de trabalho concluída 
Validação e Consenso 
Os demais mineradores verificam a prova de trabalho, validando ou não o 
bloco. 
O processo se reinicia. As transações remanescentes entram em uma nova 
rodada de competição pelo novo bloco. Isso se faz dessa maneira porque a 
prova de trabalho foi criada para que o processo de mineração fique em torno 
de um bloco a cada 10 minutos. 
 
Os mineradores vão buscar formar um novo bloco sempre que houver 
transações pendentes. Logo, a busca por um novo bloco se inicia quando 
transações são submetidas à rede. 
O processo da transação, desde a sua solicitação até sua validação 
(identificação das partes envolvidas, análise das chaves públicas, dentre outros 
fatores), dura em torno de 10 minutos. 
A transação requer que um bloco seja criado e, para isso, o minerador deverá 
resolver um enigma através da prova de trabalho (proof of work). 
Através da prova de trabalho é que se garante a validade da transação. 
Uma vez recebidas, tais transações são inseridas através da estrutura de 
dados da merkle tree e armazenadas no bloco que será minerado para ser 
inserido na rede Blockchain. Tal bloco é denominado bloco candidato. 
Nas próximas telas, você vai conhecer mais detalhes sobre o processo de 
mineração de dados, prova de trabalho e validação (consenso). 
 
MINERAÇÃO DE DADOS 
O termo minerar é uma referência ao processo de mineração de metais. Assim 
como encontrar uma metal precioso, como ouro, por exemplo, é uma tarefa 
trabalhosa, o processo de mineração envolve a resolução de cálculos 
complexos. Por isso, exige computadores com alto poder de processamento. 
Para adquirirem capacidade suficiente para realizarem a mineração de blocos, 
as diversas placas de vídeo dessas máquinas (computadores) são otimizadas 
a fim de executar as mesmas tarefas repetidas vezes. 
Além disso, somado ao hardware 
, é necessário ter um software (programa) específico para realizar a mineração. 
Os equipamentos destinados às operações de mineração estão se tornando 
cada vez mais sofisticados, sendo utilizados desde CPUs convencionais a 
modernos data centers profissionais. 
Veja um exemplo: 
 
CUSTO DA MINERAÇÃO DE DADOS 
A atividade de mineração consome muita energia elétrica. Consequentemente, 
a rotina para incluir um novo bloco tem um custo elevado. 
Ela é custosa pelos seguintes motivos: 
 
 Alto custo das máquinas (hardware). 
 Necessidade de instalação de sistemas de refrigeração devido o 
calor gerado pelos processadores e a necessidade de temperatura 
controlada para otimizar o poder de processamento. 
 Necessidade de um cluster (grupo) de máquinas para aumentar 
poder de processamento e velocidade para obtenção da solução do 
bloco. 
 Necessidade de um espaço físico exclusivo para as máquinas 
devido o calor e o barulho gerado pelas várias ventoinhas das 
máquinas. 
Segurança 
Como os blocos estão em uma cadeia, alterar um bloco requer alterar 
todos os demais. Como a mineração é custosa e leva tempo, 
provavelmente novos blocos serão adicionados antes que um nó mal 
intencionado consiga alterar toda a cadeia, minimizando, assim, a 
probabilidade de fraudes. 
Mas, então, você pode estar se perguntando: E o que o nó minerador ganha? 
Similar à vida real, eles ganham uma parte do tesouro que encontram. No 
mundo das moedas virtuais, eles ganham uma quantia de criptomoedas em 
recompensa ao trabalho de mineração. Na prática, é criada uma transação 
(denominada coinbase) que registra a recompensa a ser paga ao minerador 
quando ele conseguir incluir um bloco na cadeia. 
Mas, de forma geral, incluir a transação em uma rede Blockchain tem um preço, 
denominado custo da transação, que constitui as taxas pagas pelos usuários 
que estão solicitando transações. 
Controle de emissão de moedas 
No Bitcoin, a cada 210.000 blocos, a recompensa em bitcoin é reduzida 
em 50%. Este processo é chamado Halving ou Halvening e ocorre em 
cerca de 04 anos. Por exemplo, em 2009, a cada novo bloco adicionado, 
o minerador recebia recompensa de 50 bitcoins. Em 2016, a recompensa 
já estava em 12,5 bitcoins a cada novo bloco. O limite de moedas na 
rede é de 21 milhões, de modo que após atingir esse numero, não 
haverá recompensa e os mineradores serão remunerados pelas taxas 
cobradas no processamento das transações. 
O gráfico abaixo demonstra esse efeito. 
 
IMPORTANTE! 
As taxas e as recompensas em bitcoin (por exemplo) pagam o trabalho do 
minerador. Mas quando o limite da moeda for atingido, a remuneração se dará 
pela taxa da transação 
PROOF OF WORK (POW) 
Proof of work ou prova de trabalho é a rotina computacional que está por 
trás da mineração. De uma maneira simplificada, a prova de trabalho mais 
conhecida para um novo minerador consiste em obter, do bloco candidato, 
uma hash que apresente um certo número de zeros iniciais. 
Por exemplo, um novo bloco só pode ser aceito quando sua hash contiver 5 
zeros. Este é o requisito mínimo para a hash ser válida. É a dificuldade alvo. 
Veja: 
00000E6CC2661A6E263A391D88530B72C4491E43A0567BE6C5C5E5
E0CF67A10D 
O número de zeros, normalmente, está indicado no campo difficult target (ou 
dificuldade alvo) de um bloco. 
Você pode estar se perguntando: como um minerador faz para que a hash do 
bloco candidato vá sendo modificada, de modo a cumprir o desafio?Bom, é aí 
que entra o campo Nonce. 
Imagine, por exemplo, que desejamos minerar um bloco fictício cujo conteúdo 
se resume na frase: “BlockChain - SENAI-SP”. Suponha que a dificuldade 
(target value) seja 2, ou seja, a hash deve apresentar 2 zeros iniciais. Ao 
aplicarmos a Hash SHA256 à frase, obtemos o seguinte resultado: 
2b8b6ecf60104d0f58f9c2e6b38fffaff917880ea5fe9aa256139ee13ad2f39
1 
Observe que essa hash não atende à solicitação (target value 2) porque não se 
inicia com dois zeros. 
Dessa forma, vamos incrementar o Nonce para 1, de modo que a frase 
será “BlockChain - SENAI-SP1”. Vamos obter: 
7e0330e92fab6f01d68db5fd4c6b795af062e5afa638d2548e7305b415b0a
3ef. 
Como você pode observar, ainda não temos os 2 zeros iniciais. 
Em uma simulação computacional, para obter 2 zeros iniciais para a frase de 
nosso exemplo, o nonce foi de 1398. Ou seja, o computador 
executou 1398 tentativas para obter uma hash válida para o desafio. 
Se o desafio for de 3 zeros, o computador executa 1546 operações. Para 4 
zeros, são 42447 operações. Para 5 zeros, são necessárias 752877 tentativas. 
Ou seja, apenas 1 hash em mais de 750 mil tentativas conseguiu atender ao 
requisito de possuir 5 zeros iniciais. 
Portanto, quanto maior o valor do desafio, mais tempo o minerador levará para 
conseguir obter uma hash válida. 
IMPORTANTE! 
As redes Blockchain aumentam o grau de dificuldade com o objetivo de 
aumentar a proteção. No caso de comercialização de criptomoedas, 
como a Bitcoin, por exemplo, aumentar o grau de dificuldade também 
serve para equilibrar a oferta de moedas. 
FUNCIONAMENTO DA POW 
Observe o processo para entender o passo a passo: 
A imagem abaixo representa um bloco gênesis, que não possui registro de 
transações anteriores: 
Clique na imagem para saber mais: 
 
Dica! 
Na verdade, o timestamp não é registrado como “Qua, 8, Ago, 2018” e sim na 
marcação temporal UNIX, que é um calendário utilizado amplamente por 
computadores, no qual uma data é representada pela contagem de segundos 
decorridos desde a meia-noite de 01 de janeiro de 1970, UTC. 
Por exemplo, “Qua 8 Ago, 2018, 14:40:00” é representada na marcação UNIX 
como: 1533750000 
Fonte: WebAnalisys,2018. 
 
OMPOSIÇÃO DA HASH 
Em síntese, cada hash é composta por: número de bloco, hash anterior, 
marcação de tempo, dados e nonce, submetidos ao algoritmo de 
criptografia Hash SHA256, gerando, assim, a hash do bloco. 
O grau de dificuldade é definido conforme a blockchain cresce. Por exemplo, 
na mineração do Bitcoin, a dificuldade é ajustada a cada 2016 blocos. Dessa 
forma, a dificuldade cresce proporcionalmente ao aumento a cadeia de blocos. 
 
 
No link http://www.blockchain-basics.com/HashPuzzle.html, você encontra um simulador para compreender o conceito de 
NONCE. 
CONSENSO 
Como você viu no primeiro módulo, a Blockchain é um registro distribuído de 
informações, por isso não existe um controle ou autoridade central que garanta 
que as operações foram realizadas. 
Em decorrência, a fim de garantir a veracidade e segurança de cada transação, 
o minerador que consegue resolver o desafio insere o bloco na sua cadeia local 
e o transmite para outros mineradores (que até então estavam competindo na 
resolução de seus desafios) para que eles validem e aceitem essa solução. 
O bloco de informações somente será gravado na rede se houver a aprovação 
de 51% de mineradores. Este é o mecanismo de prova de trabalho mais 
comum utilizado em redes Blockchain, o chamado consenso. 
Após esse bloco entrar na cadeia, o trabalho é reiniciado. Um novo conjunto de 
transações é montado e, consequentemente, inicia-se a mineração de um novo 
bloco candidato. 
Importante! 
Há tecnologias de Blockchain que remuneram também alguns dos 
mineradores que se aproximaram da resolução do desafio para criar um 
novo bloco, a fim de compensar o esforço do minerador. 
 CONFLITO 
Você pode estar pensando: 
O que impede que dois nós (mineradores) consigam resolver o desafio do 
bloco candidato no mesmo instante de tempo? 
A resposta é: nada impede. 
Nessa situação, dois blocos válidos são transmitidos à rede e vão atingir nós 
mais próximos do nó vencedor do desafio. 
Imagine a situação em que dois nós A e B resolvem o desafio e divulgam seus 
blocos na rede. 
 
Por questões de latência 
 
 e conectividade 
 
 da rede, parte dos nós irá receber o bloco do nó A e a outra parte o bloco 
do nó B. 
A Blockchain está estruturada para atuar nessas situações de conflito por uma 
regra muito simples: a cadeia mais longa vence, ou seja, a rede irá esperar 
um novo bloco. 
 
Com o principio chamado “a cadeia mais longa vence”, quando há um conflito na rede (duas cadeias possíveis), a versão a ser 
considerada válida será aquela que tiver o maior numero de blocos. 
 RESOLUÇÃO DE CONFLITO 
Observe a imagem abaixo. Em algum momento, a Blockchain apresentou dois 
possíveis caminhos: - o azul ou o vermelho (observe que ambos os caminhos 
têm os blocos 50, 51 e 52). Quando o caminho azul ganhou o bloco 53, ele 
ficou maior que o vermelho, de modo que passou a ser a cadeia mais longa e, 
então, o consenso foi estabelecido na rede, passando a ser essa a cadeia 
válida. 
Eventuais transações que estavam no caminho que deixou de ser válido voltam 
para o estado pendente e passarão por um novo processo de mineração. 
 
Observe como esse mecanismo é simples e robusto. Em uma eventual 
alteração de um bloco da cadeia, a prova de trabalho é um elemento que irá 
dificultar a mudança de todos os nós subsequentes. Mas a regra da cadeia 
mais longa vence também é um excelente mecanismo de segurança. Uma 
vez que novos nós estão sendo criados, a cadeia ficará maior e a versão 
adulterada da cadeia será descartada pelos nós da rede. 
Dica! 
Este processo de bifurcação também é considerado, na Blockchain, um 
“fork” (do inglês, garfo). Neste curso, não vamos nos aprofundar neste 
conceito. 
 
 
 
 BLOCKCHAIN NA PRÁTICA 
Blockchain no comércio global 
Em 2016, a IBM e a Maersk anunciaram a intenção de construir uma 
plataforma de logística baseada na tecnologia Blockchain para otimizar o 
comércio global, reduzir o custo das exportações em aproximadamente 10% 
(dez por cento) e aumentar o volume de negociação em até 15% (quinze por 
cento). Com a eliminação de documentos físicos, além de garantir acesso à 
informação em tempo real, a plataforma digital TradeLens imprime 
transparência e eficiência aos processos. 
Com o objetivo de conectar, em uma rede global, toda a cadeia de suprimentos, 
além das empresas diretamente envolvidas no processo de compra e venda, 
atores como portos e terminais, alfândegas e transportadoras, desde a sua 
criação a plataforma tem hospedado mais de 163 milhões de negociações. 
O acesso à informação em tempo real beneficia todos os atores do processo. 
Acompanhe: 
Utilize a barra de rolagem horizontal para visualizar a imagem completa e logo 
em seguida clique nos bullets para avançar ou retornar. 
 
 
 
 
 
 RECAPITULANDO 
Módulo 2 
Neste módulo, você conheceu mais detalhes sobre como novos blocos 
são validados e adicionados na Blockchain. 
Você viu que o trabalho de mineração é essencial para esse processo, 
pois o minerador que primeiro resolver o desafio (encontrar 
uma hash válida, composta por número de bloco, hash anterior, 
marcação de tempo, dados e nonce que transcreve os dados da 
transação), transmite a prova de seu trabalho (proof of work) para os 
demais nós mineradores validarem a solução encontrada. Somente após 
o consenso de 51% da rede, a transação é validada e o bloco incluído na 
cadeia.Além disso, você viu que o trabalho de mineração requer alto 
investimento em energia e equipamentos com alto poder de 
processamento. 
Todos esses elementos (desafio, prova de trabalho, consenso, alto custo 
computacional) visam inviabilizar a alteração indevida de blocos e 
garantir mais segurança nas transações. 
No próximo módulo, você vai conhecer como a tecnologia Blockchain 
pode ser aplicada em outras situações. 
Avance para continuar seus estudos. 
 
 
CONTRATOS INTELIGENTES 
 
Para aquisição de alguns bens, como um automóvel, por exemplo, 
normalmente, precisamos da intermediação de um banco para transferência de 
valores entre as partes, de um cartório e do Departamento Estadual de Trânsito 
– DETRAN para reconhecer a transação e emitir o documento de transferência. 
Por meio da rede Blockchain, esse processo torna-se muito mais fácil, rápido e 
econômico, uma vez que será realizado diretamente entre as partes 
interessadas (vendedor e comprador) sem nenhuma intermediação. 
Portanto, contrato inteligente (do inglês, smart contract) é qualquer acordo 
elaborado a fim de ser executado por si só, ou seja, sem a necessidade 
da intervenção de terceiros, porém com a mesma formalização do negócio 
entre as partes. 
A diferença é que um contrato inteligente é totalmente digital e escrito em 
linguagem de programação inalterável, mas estabelece as obrigações e 
consequências da mesma forma que o documento físico usual. Podemos dizer 
que é um código de programação que define as regras, obrigações, benefícios, 
penalidades e consequências tal como qualquer documento legal tradicional. 
Saiba mais 
Conheça a plataforma My Wish (https://mywish.io/), que foi criada com o 
objetivo de facilitar o acesso aos contratos inteligentes e resolver problemas na 
economia digital. 
Essa plataforma também desmitifica a ideia de que o uso de contratos 
inteligentes é complexo e acessível somente àqueles que detêm certo 
conhecimento em tecnologia da informação. 
Fonte: BTCSoul.com 
 
 VANTAGENS DOS CONTRATOS 
INTELIGENTES 
O contrato inteligente é firmado entre as partes interessadas, por exemplo, 
vendedor e comprador. A partir desse acordo, o contrato recebe e distribui 
ativos de forma automatizada. Isto é, o contrato verifica se uma situação 
programada foi atingida na rede e, quando verdadeiro, realiza uma série de 
ações. 
Esses contratos podem ser usados em diversas áreas, com bens e serviços. 
Clique nos ícones para ver as principais vantagens de se utilizar os contratos 
inteligentes : 
 
 
 
 
 
 
 
DESVANTAGENS DOS CONTRATOS 
INTELIGENTES 
Os contratos inteligentes também apresentam algumas desvantagens: 
 
Observe no quadro abaixo um resumo das principais diferenças entre os contratos tradicionais e os contratos inteligentes: 
 
 
 DOCUMENTOS DE PESSOAS FÍSICAS 
Outra possibilidade de aplicação da tecnologia Blockchain está relacionada à 
identificação e ao registro das pessoas. 
Atualmente os dados de identificação de uma pessoa são fragmentados, ou 
seja, estão organizados em diferentes meios, centralizados em instituições 
públicas ou privadas. 
São exemplos, o CPF (emitido pela Secretaria da Receita Federal), o título de 
eleitor (emitido pelos Tribunais Regionais Eleitorais de cada estado), 
o RG (emitido pela Secretaria de Segurança pública de cada Estado), 
a carteira de motorista (CNH - emitida pelo DETRAN de cada Estado), 
a certidão de nascimento (emitida pelos cartórios civis de cada munícipio), 
além de outras informações sobre escolaridade (informações centralizadas 
nas instituições de ensino) e sobre registro de doenças (centralizado em 
consultórios médicos, postos de saúde e hospitais.). As informações existem, 
porém não há sistema único que as gerencie. 
Você consegue imaginar como essas informações poderiam ser organizadas 
na Blockchain? 
Com a tecnologia de uma rede distribuída, todas as informações referentes a 
cada pessoa estariam em um sistema unificado, o que possibilitaria o acesso 
digital em tempo real. 
Observe, no infográfico abaixo, a diferença entre um registro tradicional de 
informações de uma pessoa da forma tradicional e na Blockchain: 
 
 
aiba mais! 
Você sabia que já há brasileiros com registro de nascimento e de casamento 
na Blockchain? 
Clique aqui e https://www.criptofacil.com/brasileiro-realiza-primeiro-registro-de-
nascimento-na-blockchain-da-decred/ saiba de quem foi o primeiro registro de 
nascimento. 
E para saber de quem foi o primeiro registro de 
casamento, https://blog.originalmy.com/clipping-1a-casamento-brasileiro-registrado-
em-blockchain-na-campus-party-2017/ clique aqui. 
 
 REGISTRO DE IMÓVEIS 
A Blockchain também pode ser usada para realizar registro, compra e venda 
de propriedades. 
Com essa tecnologia, a divisão de propriedades, construção em lote 
desmembrado e a compra e venda de imóveis podem ser realizadas sem erros, 
evitando, por exemplo, que o mesmo terreno seja vendido mais de uma vez 
para proprietários diferentes ou que a demarcação incorreta seja realizada na 
hora da venda. 
O uso da Blockchain pode eliminar os problemas de registro e atualização de 
informações nos órgãos públicos. 
O processo de registro de propriedade na Blockchain é similar ao de identidade 
de pessoas. 
Veja o infográfico: 
 
 RASTREABILIDADE NA INDÚSTRIA 
Na indústria, o processo de produção envolve o registro ou documentos 
de vários setores. Por exemplo, o setor de engenharia elabora o projeto 
de um produto, mas a sua produção só será iniciada após a venda. 
Quando um pedido de venda é encaminhado ao setor de planejamento e 
controle de produção, ele é analisado a fim de que os recursos sejam 
alocados (matéria-prima, equipamentos, recursos humanos). Essa 
análise envolve outros setores, como estoque, logística e compras. Após 
a fabricação, o produto é encaminhado para aprovação pelo controle de 
qualidade e, então, será encaminhado ao cliente. Caso ocorra algum 
problema ou reclamação que implique a mudança no design do produto, 
será necessário, primeiramente, a aprovação pelo setor de engenharia 
para que a alteração seja aplicada no processo de produção. 
Observe, na imagem ao lado, o fluxograma de produção no modelo 
tradicional: 
 
BLOCKCHAIN NA INDÚSTRIA 
Com a blockchain, os processos de produção e de vendas são interligados e 
todas as informações são constantemente validadas por cada setor, 
possibilitando a precisão da informação. 
Além disso, a rede permite rastrear e controlar o percurso dos produtos até 
consumidor, ou até a assistência técnica, o que torna o processo muito mais 
ágil. A transmissão dessas informações para a Blockchain ocorre por meio da 
IoT (internet das coisas). 
Para compreender melhor, veja este exemplo: 
A engenharia desenvolve o projeto de design de uma bicicleta. A partir 
dele, faz-se o planejamento dos materiais e processos necessários para 
iniciar a produção. Após a fabricação e aprovação pelo controle de 
qualidade, a bicicleta é disponibilizada para venda. 
Caso ocorra alguma mudança no decorrer do projeto, como, por exemplo, 
a alteração de algum material ou peça, ou ainda, a criação de um novo 
modelo de produto, cria-se rapidamente um novo registro de informações 
pela Blockchain que será transmitido a todos os setores. 
Em relação ao consumidor final, caso a bicicleta apresente algum defeito, 
assim que o consumidor acionar a assistência técnica, um novo bloco de 
informações será gerado e transmitido diretamente ao setor de 
engenharia, que estudará o defeito e fará as alterações necessárias no 
produto, bem como no processo de produção.Observe na imagem a seguir a comparação entre um ciclo industrial realizado 
no modelo tradicional e um realizado por meio da Blockchain: 
 
 
 
APLICAÇÕES DA BLOCKCHAIN 
Além da identificação de pessoas, do registro de propriedades e das rotinas da 
indústria, a Blockchain tem sido utilizada por diversas áreas. Conheça alguns 
exemplos. 
Clique nas abas para conhecer como a Blockchain tem sido usada: 
 
Jurídica 
Na Consensus 2018 (Summit anual da tecnologia Blockchain), a Deloitte 
demonstrou a aplicação da Blockchain na área jurídica. Por meio de um 
software de automação de contratos, carregado em Blockchain, 
proprietário e inquilino de um imóvel firmaram um contrato de aluguel. O 
nome do inquilino, endereço atual e datas de entrada e saída foram 
preenchidas automaticamente pela ferramenta de contratos do software 
e, a partir daí, tanto o proprietário como o locatário puderam assinar 
digitalmente o documento. Caso alguma das partes quisesse acessar o 
documento novamente, poderia fazê-lo por meio de uma senha pessoal 
única para aquele contrato. 
Fonte: Thomson Reuters 
 
 
Logística 
Grandes empresas varejistas, em parceria com a IBM, estão utilizando a 
Blockchain para rastrear alimentos, do produtor ao consumidor, 
considerando origem, segurança e autenticidade do alimento. Com o uso 
da Blockchain, a rede Walmart, por exemplo, conseguiu reduzir o tempo 
de rastreamento de produtos de seis dias para dois segundos, o que 
reduz também o tempo de investigação de doenças causadas por 
alimentos de baixa qualidade. 
Fonte: BTCSoul.com 
 
Governos 
O governo da Estônia oferece uma gama de serviços por meios 
eletrônicos, e o mais famoso deles é o Estonian e-Residency: um 
sistema de residência eletrônica acessível por qualquer pessoa do 
mundo. Baseado na Blockchain, o sistema permite a criação de uma 
identidade digital única. Não-residentes do país podem requerer 
um smart card emitido pelo Estado que lhes dá acesso a diversos 
serviços públicos Estonianos. 
Fonte: Instituto de Referência em Internet e Sociedade 
 
Energia 
A Grid Plus, startup da ConsenSys, está desenvolvendo uma aplicação 
com a infraestrutura da Blockchain, para otimizar o uso e reduzir o custo 
da eletricidade. Por meio de um dispositivo conectado à internet, o 
usuário poderá gerenciar o consumo de energia em sua residência, 
comprar e vender eletricidade. Todo o faturamento poderá ser 
acompanhado em tempo real. 
Fonte: Geração Smart Grid 
 
Saúde 
Os históricos de saúde das pessoas estão descentralizados, arquivados 
tanto nas instituições de serviços de saúde públicas como nas 
instituições privadas. A Blockchain permite que os registros sejam 
centralizados, de maneira segura e acessível. Isto representa redução de 
tempo no diagnóstico de doenças, no tratamento do paciente e no custo 
dos processos. Os dados do paciente, combinados aos históricos de 
tratamentos de doenças podem, inclusive, reduzir erros médicos. 
Fonte: Medium 
 
Educação 
O Massachusetts Institute of Technology - MIT recentemente concedeu 
certificados ou diplomas digitais a mais de 100 graduados por meio de 
um projeto piloto envolvendo a Blockchain. Com o aplicativo Blockcerts 
Wallet, os alunos podem obter, em tempo real, uma versão digital de seu 
diploma e compartilhá-lo com empregadores, outras instituições de 
ensino etc., evidenciando a integridade e autenticidade das informações 
em seus currículos. 
Fonte: MIT 
 
Turismo 
O grupo alemão TUI, a maior empresa de turismo do mundo, com 20 
milhões de clientes, está desenvolvendo um projeto denominado 
BedSwap, que usa a tecnologia Blockchain como parte de um sistema 
para manter registros em tempo real em hotéis, resorts e cruzeiros. 
Fonte: Guia do Bitcoin 
 
Segurança Nacional 
O Departamento de Segurança Nacional dos EUA anunciou o uso da 
Blockchain para garantir a segurança dos dados coletados por câmeras 
de segurança, equipamentos e sensores instalados em aeroportos, 
portos e nos centros de imigração nas fronteiras com o Canadá e o 
México. O uso da tecnologia também pretende imprimir mais 
transparência aos processos de imigração e de visto. 
Fonte: CoinTelegraph 
 
Saiba Mais! 
Para saber mais sobre essas e outras possibilidades, leia a reportagem da 
Forbes Brasil sobre 35 exemplos práticos de aplicação da tecnologia 
Blockchain no site: 
https://forbes.uol.com.br/negocios/2018/05/30-exemplos-praticos-da-aplicacao-
de-Blockchain/ 
Para conhecer uma iniciativa brasileira, leia a matéria da InfoMoney em: 
https://www.infomoney.com.br/mercados/bitcoin/noticia/7282975/bndes-tera-
moeda-virtual-propria-com-Blockchain-diz-jornal 
Fonte: CoinTelegraph 
PROFISSIONAIS NA BLOCKCHAIN 
O desenvolvimento da indústria 4.0 e da tecnologia Blockchain está mudando o 
mercado de trabalho, o que vem exigindo profissionais com competências 
diferentes daquelas conhecidas até então. 
O estudo realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI, 
publicado em Julho/2018, prevê o surgimento de 30 novas profissões na área 
da Tecnologia da Informação – TI. O mercado necessitará de profissionais que 
integrem o mundo físico ao virtual por meio de tecnologias digitais como 
Internet das Coisas (IoT), Big data e Inteligência Artificial. 
Clique nas áreas IoT, IA e Big Data, na imagem abaixo, para saber mais. 
 
 
 
PROFISSIONAIS DE TI 
Conheça as 10 tendências mais promissoras para a área da Tecnologia da 
Informação: 
 
 
 
 
 
Saiba Mais 
Para saber mais, leia a pesquisa do Serviço Nacional de Aprendizagem 
Industrial (SENAI) na íntegra no site: 
https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/educacao/conheca-30-novas-
profissoes-que-vao-surgir-com-a-industria-40/ 
 
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NOTÍCIAS 
 Educação 
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05/07/2018 
Conheça 30 novas profissões que vão surgir com a Indústria 4.0 
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Analista de Internet das Coisas, engenheiro de cibersegurança, mecânico de veículos híbridos são algumas 
das ocupações que devem ser criadas em um prazo de cinco a dez anos, segundo projeção do SENAI 
O mercado de trabalho vai se transformar diante da 4ª Revolução Industrial. 
Novas profissões como engenheiro de cibersegurança, técnico em informação 
e automação, mecânico de veículos híbridos e projetista para tecnologias 3D 
devem surgir e se consolidar no mercado nos próximos cinco a dez anos, de 
acordo com trabalho realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem 
Industrial (SENAI). 
 
A previsão é que surjam 30 novas ocupações em oito áreas que devem sofrer 
o maior impacto da chamada Indústria 4.0, termo utilizado para a integração do 
mundo físico e virtual por meio de tecnologias digitais, como Internet das 
Coisas, big data e inteligência artificial. 
 
O levantamento aponta as profissões, de nível médio e superior, que devem 
ganhar relevância e se transformar nos segmentos automotivo; alimentos e 
bebidas; máquinas e ferramentas; petróleo e gás; têxtil e vestuário; química e 
petroquímica; tecnologias da informação e comunicação, e construção civil. 
Essas áreas estão entre as que mais devem ter seus processos transformados 
e que apostam na dominância das tecnologias digitais para a competitividade 
dos seus negócios na próxima década. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O trabalho foi feito a partir do Modelo SENAI de Prospecção, metodologia que 
permite prever quais serão as tecnologias utilizadas no ambiente de trabalho 
em um horizonte de cinco a dezanos. A previsão é feita a partir do debate 
entre cerca de 20 especialistas – representantes de empresas, de sindicatos de 
trabalhadores, de universidades – por setor estudado. Em seguida, as 
informações do Modelo SENAI de Prospecção são enviadas para os Comitês 
Técnicos Setoriais, que apontam quais serão os perfis e as competências 
exigidas dos profissionais de cada segmento industrial. 
 
O método, utilizado para embasar as decisões do SENAI sobre a oferta de 
cursos e seus currículos, já foi implementado em instituições de mais de 20 
países na América do Sul e no Caribe. A metodologia foi apontada pela 
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pela 
Organização Internacional do Trabalho (OIT) como exemplo de experiência 
bem sucedida na identificação da formação profissional alinhada às 
necessidades futuras das empresas. 
 
De acordo com o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, o material produzido 
pela instituição também é uma boa referência para os jovens que buscam uma 
profissão e os profissionais que desejam se atualizar. “As tecnologias digitais 
vão criar uma miríade de novos negócios e transformar o mercado de trabalho. 
As pessoas terão um processo contínuo de aprendizado ao longo de vida. Vão 
precisar se requalificar permanentemente para adquirir novas competências”, 
explica ele. “As pessoas que compreenderem melhor as tendências e se 
qualificarem para esse novo mundo profissional vão ser mais bem sucedidas”, 
complementa. 
 
ROBÓTICA COLABORATIVA – A área automotiva está entre os segmentos 
líderes da corrida tecnológica no Brasil. Seus representantes estão entre os 
que mais preveem impactos da 4ª Revolução Industrial em seu mercado de 
trabalho. O estudo do SENAI prevê que tecnologias como robótica colaborativa 
e comunicação entre máquinas por meio da Internet das Coisas vão impactar 
fortemente as etapas de concepção e produção da área. 
 
Nos próximos cinco anos, devem ganhar relevância profissões já existentes 
como eletromecânico de automóveis e mecânico de manutenção automotiva, 
que terão de dominar novos conhecimentos e habilidades, entre as quais 
programação, aplicativos de software e matemática voltada à metrologia. 
 
A previsão é que as profissões do segmento automotivo se transformem e 
quatro novas ocupações sejam criadas: mecânico de veículos híbridos, 
mecânico especialista em telemetria, programador de unidades de controles 
eletrônicos e técnico em informática veicular. A projeção é que, nos próximos 
dez anos, 31% a 50% das empresas do segmento demandem esses 
profissionais. 
 
Ocupações que ganham relevância hoje 
Ocupação Atividades Remuneração 
média atual 
Eletromecânico 
de automóveis 
Realizar 
manutenção e 
instalação de 
sistema 
multimídia e de 
conectividade; 
calibrar sensores 
do sistema de 
segurança e 
mecanismo de 
mudança e 
embreagem 
automatizadas. 
R$ 3.098,53 
Mecânico de 
automóveis 
leves 
Inspecionar e 
reparar veículos 
híbridos, elétricos 
e direção elétrica. 
R$ 5.183,64 
Mecânico de 
manutenção 
automotiva 
Inspecionar e 
reparar sistemas 
de 
reaproveitamento 
de energia, de 
telemetria 
aplicada a 
mobilidade, 
utilizar 
tecnologias da 
informação mais 
complexas no 
diagnóstico e 
reparação de 
automóveis. 
R$ 2.996,51 
Técnico em 
manutenção 
Programar 
centrais (chaves, 
alarme, 
R$ 5.049,20 
 
Ocupações que 
devem surgir 
 
TECNOLOGIAS DA 
INFORMAÇÃO – Outro 
segmento avaliado que está 
entre os mais otimistas com 
a inserção do Brasil na 4ª 
Revolução Industrial é o de 
tecnologias da informação e 
comunicação (TIC). Afinal, a 
Indústria 4.0 dependerá 
fortemente do 
desenvolvimento de 
softwares e hardwares 
customizados às 
necessidades de cada 
empresa. Profissionais com 
essa formação deverão 
trabalhar em todos os 
setores econômicos, 
independentemente da 
especialidade. 
 
A previsão do estudo do 
SENAI é que devem ganhar 
maior relevância no 
mercado ocupações que já 
existem hoje, como técnico 
programador de games 
digitais, programador 
multimídia, o técnico em 
desenvolvimento de 
sistemas e o técnico em 
redes de 
computadores. Novas 
profissões também devem 
aparecer nesse mercado: 
analista de Internet das 
Coisas (IoT), engenheiro de 
software e o especialista em 
Big Data. 
 
No mundo digital, a segurança das informações – especialmente diante do 
automotiva multimídia de 
navegação, 
injeção 
eletrônica, via 
scanner e ou 
computador); 
leitura, 
interpretação e 
comunicação em 
linguagem 
internacional. 
Ocupação Atividades 
Mecânico de 
veículos híbridos 
Realizar diagnósticos de motores a 
combustão interna e/ou elétricos e 
todas as atividades de manutenções 
preditiva e preventiva de veículos 
híbridos. 
Mecânico 
especialista em 
telemetria 
Programar computadores e realizar 
diagnóstico e reparo em redes 
eletrônicas 
Programador de 
unidades de 
controles 
eletrônicos 
Acessar e reprogramar unidades de 
controle eletrônico por meio de 
protocolos de comunicação via 
scanner ou interfaces; diagnosticar e 
analisar dados de testes para 
sistemas automotivos, subsistemas 
ou componentes. 
Técnico em 
informática 
veicular 
Inspecionar ou testar partes para 
determinar a natureza ou a causa de 
defeitos ou avarias; instalar 
equipamentos para testes, motores 
ou acessório; customizar 
funcionalidades do veículo, corrigir 
problemas. 
armazenamento de informações estratégicas em nuvem – é uma das maiores 
preocupações dos empresários. Por isso, devem nascer também profissões 
diretamente ligadas a essa temática: engenheiro de cibersegurança e analista 
de segurança e defesa digital. 
 
A projeção é que, nos próximos dez anos, 11% a 30% das empresas do 
segmento demandem analista de Internet das Coisas (IoT), engenheiro de 
cibersegurança, analista de segurança e defesa digital e especialista em Big 
Data. Já para engenheiro de softwares, a expectativa é de que 31% a 50% das 
empresas busquem por esse profissional na próxima década. 
 
Ocupações que ganham relevância hoje 
Ocupação Atividades Remuneração 
média atual 
Técnico 
programador de 
jogos digitais 
Testar e corrigir 
erros em 
programas de 
jogos de 
computadores; 
modificar código 
de jogos para 
aprimorar suas 
funcionalidades; 
realizar 
manutenções 
para corrigir 
pequenos erros 
ou habilitá-los 
para execução 
em novos 
hardwares ou 
sistemas 
operacionais. 
R$ 4.294,31 
Programador 
multimídia 
Projetar e 
implementar 
medidas para a 
segurança de 
R$ 4.294,31 
websites; sugerir 
linguagens de 
programação, 
ferramentas de 
projeto ou 
aplicativos para 
desenvolvimento 
de software. 
Técnico em 
desenvolvimento 
de sistemas 
Avaliar 
interfaces entre 
hardware e 
software, 
desenvolver 
especificações e 
requisitos de 
desempenho ou 
resolver os 
problemas; 
avaliar e 
recomendar 
ferramentas de 
desenvolvimento 
de software. 
R$ 4.294,31 
Técnico em 
redes de 
computadores 
Diagnosticar e 
solucionar 
problemas de 
hardware, 
software, ou 
outros de rede e 
de sistema e 
substituir 
componentes 
defeituosos; 
planejar, 
coordenar e 
implementar 
medidas de 
segurança de 
rede para 
proteger os 
dados, software 
R$ 3.120,25 
 
Ocupações que devem surgir 
 
A incorporação de 
tecnologias digitais na 
concepção e fabricação de 
novas peças também deve 
transformar a indústria têxtil 
e de vestuário. O SENAI 
Cetiqt,centro de referência 
na área, já possui, por 
exemplo, uma planta modelo 
de confecção 4.0, com 
máquinas inteligentes e 
robôs colaborativos, que 
demonstra como serão as 
fábricas nesse segmento. 
Outra tendência é o uso de 
roupas inteligentes, que 
emitem informações a partir 
do tecido ou de 
equipamentos como led e 
sensores. 
 
A previsão do estudo do 
SENAI é que ganhem 
relevância na área têxtil 
profissões como o 
desenhista de moda, que 
utiliza sistemas 
informatizados para 
desenhar peças de vestuário 
e acessórios; o técnico em 
vestuário, o técnico têxtil e o 
técnico em produção de 
moda. Os especialistas 
preveem também que o 
técnico de projetos de 
produtos de moda será uma 
das novas ocupações do 
segmento. Esse profissional 
será responsável por reestruturar as áreas de criação e produção e utilizar 
tecnologias para desenvolver novos produtos customizados. 
 
e hardware. 
Ocupação Atividades 
Analista de 
Internet das 
Coisas (IoT) 
Desenvolver soluções de sistemas 
embarcados para sensoriamento; 
integrar hardware e software por 
meio da internet. 
Engenheiro de 
cibersegurança 
Realizar testes e outras 
ferramentas de cibersegurança 
para manter a empresa segura 
contra ameaças internas e 
externas. 
Analista de 
segurança e 
defesa digital 
Identificar riscos existentes ou em 
potencial que impactam a 
segurança de informações; 
desenvolver controles ou ações 
para mitigar riscos de segurança de 
informações. 
Especialista 
em Big Data 
Analisar grande quantidade de 
dados produzidos por 
equipamentos como sensores para 
analisar o processo produtivo e 
orientar tomadas de decisão 
estratégicas. 
Engenheiro de 
softwares 
Profissionais capazes de 
automatizar, centralizar e otimizar 
todos os processos de uma fábrica 
e de sua matriz recorrendo a 
softwares feitos sob medida 
(customizados). 
COMPETÊNCIAS – A prospectiva do SENAI aponta ainda quais são as 
competências e habilidades que serão requeridas de cada um dos profissionais 
listados. Independentemente do segmento, devem ganhar cada vez mais 
importância competências socioemocionais, ou softskills, como capacidade de 
trabalhar em equipe, criatividade e empreendedorismo. 
 
O técnico em química, por exemplo, terá de adquirir conhecimentos básicos em 
nanotecnologia e em sistemas digitais, assim como ter pensamento crítico, 
adaptabilidade, flexibilidade e atenção a detalhes. Já o operador de 
processamento de grãos, na área de alimentos e bebidas, precisará ter noções 
de automação de controle e processos, de aplicativos de software, ter boa 
comunicação, gestão de tempo e aprendizagem ativa. 
 
“Essas competências socioemocionais são ainda mais importantes no mercado 
de trabalho porque existe uma evolução constante da sociedade do 
conhecimento”, explica Rafael Lucchesi. “As estruturas empresariais hoje são 
menos verticalizadas, são mais horizontais e flexíveis. Equipes que trabalham 
de forma colaborativa são essenciais para se obter ganhos de produtividade e 
eficiência”, complementa. 
 
OLIMPÍADA DO CONHECIMENTO – O impacto das tecnologias da Indústria 
4.0 no dia a dia das pessoas será demonstrado na 10ª edição da Olimpíada do 
Conhecimento. O evento, realizado pelo SENAI e pelo Serviço Social da 
Indústria (SESI), mostrará, de 5 a 8 julho, em Brasília, inovações que 
prometem melhorar a qualidade de vida nos centros urbanos e revolucionar a 
educação. 
 
A Olimpíada terá dois ambientes: a Cidade Inteligente, que demonstrará 
tecnologias que promovem o uso eficiente de recursos, a redução dos impactos 
ambientais e a melhoria da qualidade de vida das pessoas; e a Escola do 
Futuro, que tem o objetivo de desenvolver nos alunos competências e 
habilidades para lidar com a Indústria 4.0. No evento, haverá atores fazendo 
performances em diversos espaços para demonstrar o impacto das novas 
tecnologias na rotina das pessoas. 
 
Metodologia 
 
Como funciona o Modelo de Prospecção do SENAI: 
 
1. Prospecções Tecnológica e Organizacional: A prospecção tecnológica identifica as tecnologias 
emergentes específicas (TEEs) que terão um grau de difusão de até 70% do mercado em um 
horizonte de cinco a dez anos. A prospecção organizacional, por sua vez, identifica as possíveis 
mudanças na estrutura organizacional do setor analisado, no mesmo horizonte temporal. 
 
2. Análises de Impactos e de Tendências Ocupacionais: A análise de impacto identifica e avalia 
as mudanças prováveis nos perfis profissionais decorrentes da introdução das tecnologias 
emergentes. A análise de tendências, por sua vez, busca projetar a demanda por mão de obra, por 
setor e ocupação. 
 
3. Antena Temática: É a etapa final do Modelo SENAI de Prospecção. Nela são discutidos todos os 
resultados obtidos nas etapas anteriores. A análise desses resultados permite a geração de 
recomendações para os tomadores de decisão do SENAI, para o desenvolvimento de ações futuras 
de educação profissional, de serviços técnicos e tecnológicos e atualização de recursos humanos. 
 
Editorias: 
• Educação • Inovação e tecnologia 
Tags: 
#educação #inovação #profissão #oc2018 
Por: Helayne Boaventura 
Da Agência CNI de Notícias 
 
 
 
 
 BLOCKCHAIN NA PRÁTICA 
Blockchain na área da Saúde 
A Fundação Solve.Care, sediada na Estônia, criou uma plataforma baseada na 
tecnologia Blockchain com o objetivo de simplificar processos administrativos, 
facilitar o atendimento ao paciente, e otimizar o investimento público na área da 
Saúde. Mas, não é só isso. A plataforma conecta todos os atores: pacientes, 
médicos, hospitais, clínicas, seguradoras, farmácias, laboratórios etc. em uma 
rede de dados imutável, transparente, segura e acessível em tempo real. 
Por exemplo, a seguradora, ou assistência médica, tem segurança no serviço 
que o hospital prestou ao segurado (paciente), incluindo consultas, internação, 
medicamentos e intervenções. O acerto será feito por meio de contrato 
inteligente. 
O paciente tem seu histórico médico acessível, com o registro de vacinas, 
doenças, tratamentos, alergias, enfim, tudo o que diz respeito à sua saúde. 
Inclusive, tem controle sobre o que deve ser inserido em seu histórico e quem 
poderá acessá-lo. 
O governo, dentre outras coisas, consegue rastrear medicamentos, evitando 
desvios e fraudes no sistema de saúde. 
 
 
Baseada na tecnologia Blockchain, a plataforma tem sua própria criptomeda, a 
Care.Coin, uma carteira, a Care.Wallet, assim como chaves pública e privada. 
Nos EUA, onde o sistema começou a ser usado, o custo com serviços 
administrativos na área da saúde consome cerca de 30% (trinta por cento) de 
todo o investimento. Com a plataforma, esse custo pode ser reduzido a cerca 
de 3% (três por cento) do total investido. Além de aumentar a segurança dos 
dados, o sistema evita desperdícios, fraudes e erros. 
Adaptado de: Solve Care Foundation e Medium 
 
 RECAPITULANDO 
Módulo 3 
Neste módulo, você conheceu como a tecnologia Blockchain pode ser 
aplicada na formalização de contratos inteligentes para qualquer tipo de 
transação, na criação de um sistema unificado para identificação de 
pessoas, nos registros e atualizações de informações sobre qualquer 
negociação envolvendo imóveis, bem como nos processos da indústria. 
Você viu que a rede distribuída de dados, por não haver a intervenção de 
terceiros (instituições privada e/ou públicas), traz autonomia, facilidade, 
rapidez, economia e transparência às transações. Por isso, tem atraído o 
interesse de várias áreas e segmentos, como jurídica, logística, 
governamental, energia, alimentícia, varejista, saúde, segurança e 
educação. 
Além disso, em decorrência do crescimentoe implantação da tecnologia 
Blockchain em diversos setores e do desenvolvimento da indústria 4.0, 
novas possibilidades profissionais têm surgido na área da Tecnologia da 
Informação. 
ENCERRAMENTO 
O Bitcoin foi criado há 10 anos, como uma moeda alternativa de troca. 
Acredita-se que o sucesso das criptomoedas se deva à confiança em 
cada transação realizada, o que também desperta o interesse de setores 
públicos e privados. 
Tal confiança se constrói por meio da autonomia, da autenticidade e 
da segurançaque a tecnologia descentralizada da Blockchain traz. 
A autonomia permite conexão direta entre as pessoas, sem a 
dependência de intermediários e sem burocracia. 
A autenticidade e a segurança são garantidas pelo trabalho de 
mineração que envolve cálculos complexos, o que faz com que cada 
bloco seja, ao mesmo tempo, único e sequencial. 
Tudo isso se realiza de forma ágil e econômica. 
Até o momento, o impacto dessa nova tecnologia é quase imperceptível 
para a maioria das pessoas, mas, assim como a Revolução Industrial 
causou profundas mudanças econômicas e sociais e a internet alterou 
permanentemente o modo como nos relacionamos com o mundo, a 
Blockchain mudará o mundo dos negócios. 
Isso tende a ocorrer porque a ascensão da Blockchain está relacionada, 
sobretudo, ao fato de oferecer uma solução para problemas como 
corrupção, fraudes e burocracia, implementando, além de uma 
alternativa econômica, valores públicos compartilhados, como ética, 
integridade e cooperação. 
 
 ATÉ BREVE 
Neste curso você conheceu: 
 O conceito da tecnologia Blockchain, sua estrutura e funcionamento. 
 Como a tecnologia Blockchain pode ser aplicada no dia a dia em 
diferentes tipos de áreas e negócios, bem como quais profissões 
surgirão em decorrência de sua utilização. 
Além disso, você viu que, por ser ágil, econômica e segura, a tecnologia da 
Blockchain já está sendo adotada por empresas públicas e privadas, causando 
mudanças econômicas e sociais. Como já detém esses conhecimentos iniciais, 
não deixe que o seu aprendizado pare por aqui, adote o hábito de pesquisar e 
estudar mais sobre essa tecnologia, suas possibilidades e aplicações. 
Parabéns! Você chegou ao final do curso Desvendando a Blockchain. 
 
REFERÊNCIAS 
CROSBY, Michael et al. Blockchain technology: Beyond bitcoin. Applied 
Innovation, v. 2, p. 6-10, 2016. 
EXAME.ABRIL. Entenda o que é bitcoin. Disponível em: 
<https://exame.abril.com.br/mercados/entenda-o-que-e-bitcoin/>. Acesso em: 
02 ago. 2018. 
FINANCEONE. O que é criptomoeda, para que serve e como investir. 
Disponível em: <https://financeone.com.br/o-que-e-criptomoeda-e-como-
investir/>. Acesso em: 01 ago. 2018. 
GLOBO.COM. Entenda o que é blockchain, a tecnologia por trás do bitcoin. 
Disponível em: <https://g1.globo.com/economia/noticia/entenda-o-que-e-
blockchain-a-tecnologia-por-tras-do-bitcoin.ghtml>. Acesso em: 01 ago. 2018. 
INFOMONEY. que o Bitcoin e o mercado de imóveis têm em comum?. 
Disponível em: <https://www.infomoney.com.br/blogs/cambio/moeda-na-era-
digital/post/4153780/que-bitcoin-mercado-imoveis-tem-comum>. Acesso em: 03 
ago. 2018. 
INSTITUTO DE REGISTRO IMOBILIáRIO DO BRASIL. Blockchain e o Futuro 
do Registro de Imóveis Eletrônico – Palestra I. Disponível em: 
<http://www.irib.org.br/noticias/detalhes/blockchain-e-o-futuro-do-registro-de-
imoveis-eletronico-undefined-palestra-i>. Acesso em: 04 ago. 2018. 
JUS. Blockchain e os Cartórios. Disponível em: 
<https://jus.com.br/artigos/58855/blockchain-e-os-cartorios>. Acesso em: 02 
ago. 2018. 
OFICINA DA NET. O que é P2P e como ela funciona?. Disponível em: 
<https://www.oficinadanet.com.br/post/14046-o-que-e-p2p-e-como-ela-
funciona>. Acesso em: 02 ago. 2018. 
SLATER, W. F. Introduction to Blockchain and Blockchain development. 
Forensecure 2018. Disponível em: < 
http://billslater.com/forensecure/blockchain_2018_slater.pdf>. Acesso em: 26 
ago. 2018. 
TECMUNDO. Tecmundo explica: como funcionam as bitcoins?. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=T38mpPBBqv8>. Acesso em: 02 ago. 
2018. 
TECHTUDO. O que é blockchain?. Disponível em: 
<https://www.techtudo.com.br/noticias/2017/11/o-que-e-blockchain.ghtml>. 
Acesso em: 03 ago. 2018. 
YAGA, Dylan et al. Blockchain technology overview. Draft NISTIR, v. 8202, 
2018. Disponível em: http://img1.wsimg.com/blobby/go/60231649-12ce-4835-
96f0-945ea7f2116c/downloads/1cb8a20ea_182905.pdf. Acesso em: 26 ago. 
2018. 
 
CRÉDITOS 
SENAI - Departamento Regional DE SÃO PAULO 
Airton Almeida de Moraes 
Supervisor do Centro SENAI de Educação a Distância 
Elda Nemer 
Coordenação do Desenvolvimento do Curso 
Adilson Moreira Damasceno 
Coordenação da Produção do Curso 
Adriane Treiteiro Cônsolo 
Elda Nemer 
Leonardo de Sousa Ribeiro 
Adaptação de conteúdo 
André Filipe de Moraes Batista 
Dagoberto Gregório 
Elaboração de conteúdo 
Carl Amorim 
Revisão Técnica 
Cláudia Baroni Savini Ferreira 
Design Educacional 
Inês Achcar 
Revisão ortográfica e gramatical 
Fabiano Moura 
Cleriston Ribeiro de Azevedo 
Ilustrações 
Kenny Robert Macea Meira 
Web Design 
Elda Nemer 
Roberto Damião Silveira 
Roteiro de vídeo 
Rafael Apolinário 
Programação

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