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VÍRUS PATOGÊNICOS AO HOMEM PROFª. Kirley MM da Silva, D.Sc. UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICA DEPARTAMENTO DE PARASITOLOGIA LABORATÓRIO DE MICROBIOLOGIA CURSO: MEDICINA DOENÇAS VIRAIS 1. VIROSES ENTÉRICAS Rotavírus, Adenovírus, Calicivírus e Astrovírus 2. VIROSES DERMOTRÓPICAS Herpesvírus, Varicela-zoster, Molusco contagioso 3. VIROSES CONGÊNITAS Vírus da rubéola, Citomegalovírus humano, Parvovírus 4. VIROSES RESPIRATÓRIA Influenza, Parainfluenza, Rinovírus, Reovírus e RSV DOENÇAS VIRAIS 5. VIROSES MULTISSISTÊMICA Vírus do Sarampo ,Vírus da Caxumba, Chikungunya 6. HEPATITES VIRAIS Vírus da hepatite A, Vírus da hepatite B e C 7.VIROSES DO SNC Vírus da Raiva, Poliomielite, Henipavírus, Vírus do Oeste do Nilo, Vírus Chandipura 8. FEBRE AMARELA E DENGUE YFV e DEN DOENÇAS VIRAIS 9. SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA HIV 10. VIROSES ONCOGÊNICAS Vírus Linfotróficos para céls T de humano, Vírus Papiloma Humano, Herpesvírus humano 8 (SK), Vírus Epstein-Barr 11. FEBRES HEMORRÁGICAS VIRAIS Ebola, Marburgvírus 12. VIROSES OCULARES Adenovírus e Enterovírus HERPESVÍRUS Família: Herpesviridae HHV (1 e 2); Varicela- zóster; Citomegalovírus, Vírus Epstein-Barr e HHV-8 ESTRUTURA DOS HERPESVÍRUS: • Vírus grande e envelopados • HHV 1 e HHV 2 • DNA fita dupla Linear • Capsídeo icosaédrico (162 capsômeros) Estrutura do Herpesvírus GLICOPROTEÍNAS CAPSÍDEOS ENVELOPE DNA TEGUMENTO REPLICAÇÃO VIRAL Início Interação de glicoproteínas virais com receptores da superfície celular Vírus Fusão envelope com a membrana plasmática Nucleocapsídeo Ligação com a MN Genoma liberado no núcleo • Proteínas Precoces Imediatas (α) • Proteínas Precoces (β) • Proteínas Tardias (γ) Síndromes das Doenças por Herpes Vírus ACHADOS CLÍNICOS HHV-1 Gengivoestomatite Herpes Labial ACHADOS CLÍNICOS Ceratoconjuntivite ACHADOS CLÍNICOS Encefalite ACHADOS CLÍNICOS Panarício ACHADOS CLÍNICOS ACHADOS CLÍNICOS HHV-2 Herpes Genital Herpes Neonatal ACHADOS CLÍNICOS Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) ACHADOS CLÍNICOS Mecanismo de Latência *Transcritos Associados à Latência Tratamento, Prevenção e Controle ESCOLHA ACICLOVIR VALACICLOVIR, PENCICLOVIR, FANCICLOVIR Evitar contato direto lesões/Camisinha/ Parto cesárea HEPATITES • Hepatite Vírus (tipos A, B, C, D, E, F, G). • Transmissão: Contagio direto, Água, Alimentos e utensílios contaminados, Sangue contaminado e Contato sexual (DST). • Sintomas: Mal-estar, Fraqueza, Falta de apetite, Náuseas, Dores abdominais, Icterícia, Cirrose hepática; • Prevenção: Vacinas, Medidas de higiene, Uso de preservativos, Controle dos bancos de sangue. HEPATITES • Hepatite A (HAV) Enterovírus Família Picornaviridae Gênero Hepatovirus. • Hepatite B (HBV) Família Hepadnaviridae Gênero Orthohepadnavirus. • Hepatite C (HCV) Família Flaviviridae Gênero Hepacivirus. • Hepatite D (HDV) Não tem família Gênero Deltavirus • Hepatite E (HEV) Família Hepeviridae Gênero Hepevirus Hepatite A Transmitida normalmente através de alimentos ou contato pessoal. Dura aproximadamente 1 mês. É uma infecção leve e cura sozinha. Existe vacina! -Hepatite B Transmitida principalmente através de relações sexuais e contato sanguíneo. Existe vacina. Age surdamente no fígado por 20 a 30 anos. Leva à cirrose, ao câncer de fígado e à morte. Há tratamento. As curas totais são raras, mas é possível conviver com a doença, tratando-a por períodos de tempo variáveis. - Hepatite C A maior epidemia da humanidade hoje, superior à AIDS/HIV em 5 vezes. A transmissão é por contato sanguíneo, transfusões, trat. dentário, seringas compartilhadas, etc. Apesar de ser pouco comum, a transmissão sexual pode ocorrer. Não tem vacina. Existem subdivisões de seu vírus (o genótipo 1, 2 e 3 e os raros 4, 5 e 6). Existem, no mundo cerca de 200 milhões de pessoas que carregam o vírus da hepatite C. A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado, respondendo por 40% dos casos. Pode causar cirrose, câncer de fígado e morte. Resumos das Hepatites Hepatite D A infecção causada pelo vírus da hepatite D (VHD) ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B.Em pacientes cronicamente infectados pelo vírus da hepatite B, a infecção concomitante com o VHD acelera a progressão da doença crônica. A vacinação contra a hepatite B também protege de uma infecção com a hepatite D. Hepatite E É causada pelo vírus da hepatite E (VHE) e transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral), provocando grandes epidemias em certas regiões. A hepatite E não se torna crônica. Porém, mulheres grávidas que foram infectadas pelo vírus da hepatite E podem apresentar formas mais graves da doença. Felizmente, hábitos de higiene adequados e um melhor controle da qualidade da água utilizada pelas pessoas podem evitar o contato com esse vírus. Resumos das Hepatites HEPATITE B (HBV) - Virion envelopado, com um cerne de capsídeo icosaédrico contendo um DNA circular de fita parcialmente dupla Partícula de DANE; - O envelope contém uma proteína chamada de antígeno de superfície (HBsAg) Importante para o diagnóstico laboratorial e imunização; - Além do HBsAg, há dois outros importantes antígenos: o antígeno do cerne (HBcAg) e o antígeno e (HBeAg) - As partículas contendo HBsAg são liberadas no soro dos indivíduos infectados e superam o número total de virions. -Essas partículas podem ser esféricas (menores que as partículas DANE) ou filamentosas São imunogênicas e foram incluídas na primeira vacina comercial contra o HBV; - HBsAg inclui 3 glicoproteínas; L, M, S (vírion) Glicoproteína S faz parte da partículas esférica - As partículas filamentosas do HBsAg Glicoproteína S + pequenas quantidades de M e L, além de outras proteínas e lipídios HEPATITE B (HBV) Partícula da Hepatite B Partícula da Hepatite B Tratamento, Prevenção e Controle Modo de transmissão - O VHB é altamente infectivo e facilmente transmitido através da via sexual; transfusões de sangue, procedimentos médicos e odontológicos e hemodiálises sem as adequadas normas de biossegurança; transmissão vertical (mãe-filho), contatos íntimos domiciliares (compartilhamento de escova dental e lâminas de barbear), através de acidentes pérfuro-cortantes, compartilhamento de seringas e de material para a realização de tatuagens e piercings". Período de incubação - De 30 a 180 dias (média em torno de 60 a 90 dias). Período de transmissibilidade - Duas a três semanas antes dos primeiros sintomas e mantém-se durante a evolução clínica da doença. O portador crônico pode transmitir por vários anos. Complicações - Cronificação da infecção, cirrose hepática e suas complicações (ascite, hemorragias digestivas, peritonite bacteriana espontânea, encefalopatia hepática) e carcinoma hepato-celular. Tratamento, Prevenção e Controle HIV- Vírus da Imunodeficiência Humana -Família Retroviridae Subfamília Orthoretrovirinae Gênero Lentivirus -Reações sorológicas 2 tipos antigênicos HIV-1 e HIV-2 - Presença de Transcriptase Reversa, Integrases, Proteases e dois RNA’s de transferênciacelular; - RNA de fita simples de polaridade +; -TR 3 funções: Sintetizar o DNAc, Ribonuclease e Síntese da complementar; -TR susceptível a erros HIV- Vírus da Imunodeficiência Humana Estrutura do HIV Replicação do HIV Replicação do HIV FORMAS DE TRANSMISSÃO Sexual • Anal • Vaginal • Oral Sanguínea • Transfusão Sanguínea e de Hemoderivados • Compartilhamento de seringas Vertical (materno-infantil) • Placentária • Aleitamento CICLO REPLICATIVO DO HIV E LOCAIS DE AÇÃO DOS ARV ATUAIS E FUTUROS ARBOVIROSES Introdução TOGAVIRIDAE e FLAVIVIRIDAE •Vírus de RNA ss (+) Envelopado •Togaviridae Alphavirus, Rubivirus e Arterivirus •Flaviviridae Flavivirus, Pestivirus e Hepacivirus PARTÍCULA VIRAL CHIKUNGUNYA (CHIKV) • É um vírus de RNA fita simples (P+), membro da família Togaviridae Alphavirus; • A partícula viral possui envelope lipoprotéico contendo espículas (E1 e E2) de glicoproteínas virais, capsídeo de simetria icosaédrica; • Transmitida por ampla variedade de vetores: Ae; A. albopictus, Culex annulirostris, Mansonia uniformis e anofelinos. • Análise filogenética da proteína E1 3 linhagens genéticas distintas Características ecológicas distintas: África Ocidental (WA), África Oriental/Central/Sul (ESCA) e Ásia CHIKUNGUNYA (CHIKV) • Palavra Chinkungunya “Andar encurvado” nos dialetos africanos Efeito da artralgia incapacitante que caracteriza a doença; •Doença dengue-like; • NIAID/NIH dos EUA, classificou o CHIKV como agente biológico crítico, categoria C; PARTÍCULA VIRAL SINTOMAS • Fase prodrômica não existe! • Febre, cafaleia, dor nas costas, poliartralgia e fadiga; • A poliartralgia é observada em 87 a 98% dos casos e representa o sintoma mais característico; • Ocorre principalmente nas articulações periféricas (tornozelo, punhos e falange) e algumas das grandes articulações (joelhos e cotovelos) • Dores nos ligamentos, nas articulações temporomandibular e esternocostoclavicular • Prurido, exantema macular ou maculopapular, hipermelanose, dermatite esfoliativa Tratamento, Prevenção e Controle • Não há vacinas disponíveis contra CHIKV • Não há antiviral eficiente • Tratamento é sintomático, baseado em analgésicos não salicilados e drogas antinflamatórias não esteroidais • Controle do vetor Modelo da dengue e outras arboviroses FEBRE AMARELA - Doença infecciosa aguda – Flavivirus (YFV) - Transmitida por mosquitos - Ocorrência: Américas Central e do Sul, África - Mantida da natureza em ciclos silvestres - Eventualmente transmitida a humanos - Infecção humana: acidental, ligada a exposição em florestas, fronteiras agrícolas, construção de estradas, barragens; camping, caça. Ciclo silvestre - Hospedeiros: primatas - Vetores: mosquitos do gênero Haemagogus - Transmissão transovariana no vetor - Ocasionalmente transmitido a pessoas Ciclo urbano - Quando pessoas virêmicas voltam à cidade - Hospedeiros: humanos - Transmissão: mosquitos do gênero Aedes sp - Transmissão direta entre pessoas não ocorre FEBRE AMARELA Estrutura do Flavivirus PROTEÍNA E PROTEÍNA M PROTEÍNA CAPSIDIAL RNA s+ ACHADOS CLÍNICOS Sintomas : • Uma fase de 3 dias: febre calafrios, dor de cabeça, naúseas, vômitos e dores musculares (Período prodrômico) • Melhora: 1 a 2 dias • Fase com sitomas graves: Insuficiência renal e hepática, hemorragias do trato gastrointestinal com hematêmese e redução da frequência dos batimentos cardíacos Pode levar à morte!!!!!! Tratamento, Prevenção e Controle • A prevenção da febre amarela envolve o controle dos mosquitos e a imunização com a VACINA contendo o vírus vivos atenuados da FA. • A proteção dura 10 anos, e reforços são necessários a cada 10 anos para viajantes que entram em certos países • Por tratar-se de uma vacina viva, não deve ser administrada a indivíduos imunocomprometidos nem em mulheres grávidas - Vírus RNA, com envelope, Flaviviridae Flavivirus -Transmitido primariamente por mosquitos - Possui 4 sorotipos (tipos antigênicos) - DEN 1 - DEN 2 Prevalência e distribuição - DEN 3 geográfica diferentes - DEN 4 - Sem diferenças marcantes de virulência -Imunidade tipo-específica é longa DENGUE • Febre • Dor de cabeça • Dor nos músculos e juntas • Náusea/vômito • Exantema • Manifestações hemorrágicas Características Clínicas do Dengue • Hemorragias na pele: petéquias, púrpuras, equimoses • Sangramento gengival • Sangramento nasal • Sangramento gastrointestinal: hematêmese, melena, hematoquezia • Hematúria • Metrorragia em mulheres Manifestações Hemorrágicas do Dengue Quando o Paciente Desenvolve SCD: • de 3 a 6 dias após o início dos sintomas Primeiros Sinais de Alerta: • Desaparecimento da febre • Queda em plaquetas • Aumento no hematócrito Quatro Critérios para a FHD: • Febre • Manifestações hemorrágicas • Permeabilidade vaso capilar excessiva • Plaquetas <100.000/mm3 Sinais de Alarme: • Dor abdominal severa • Vômito prolongado • Mudanças súbitas de febre para hipotermia • Mudança no Grau de consciência (irritabilidade ou sonolência) Sinais de Alarme de Choque do Dengue Tratamento, Prevenção e Controle • A prevenção do dengue segue as mesmas recomendações da febre amarela envolve para o controle dos mosquitos. •TRATAMENTO: O tratamento indicado para dengue é exatamente o mesmo indicado para a doença causada pelo Zika vírus e para a Febre chikungunya • Medicamentos com ácido acetil salicílico não podem ser utilizados em caso de dengue, Zika vírus ou febre chikungunya porque aumentam o risco de hemorragias. •Além disso, para o tratamento da dengue é indicado beber muitos líquidos como água, chá ou suco e descansar, para o corpo combater o vírus de forma eficiente. Tratamento, Prevenção e Controle ZIKA (ZIKV) • É um vírus de RNA, membro da família Flaviviridae Flavivirus; • Nos humanos provoca uma doença conhecida como FEBRE ZIKA; • Já relatada na Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Ceará, Pará, Roraima, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná; • Período de incubação no mosquito: ≈ 10 dias No homem de 3 a 6 dias Hospedeiro vertebrado: macacos (Rhesus) e ser humano ZIKA (ZIKV) • Em 2009, provou-se que o ZIKV pode ser transmitido sexuadamente entre os seres humanos e ainda por transfusão de sangue; • ZIKV é inativo por permanganato de potássio, éter e temperaturas >60oC, mas não é eficazmente neutralizado em 10% de etanol. • Dor de cabeça constante; • Manchas vermelhas em outros locais do corpo, como braços, abdômen e pernas; • Vermelhidão e hipersensibilidade nos olhos; • Dor nas articulações, especialmente nas mãos e pés;• Dor nos músculos; • Cansaço excessivo; • Dor na barriga e náuseas; • Diarreia ou prisão de ventre. SINTOMAS ACHADOS CLÍNICOS Tratamento, Prevenção e Controle • Tratamento seguindo o da dengue: Antiflamatório não esteróides, ou analgésico não salicílico conforme necessidade individual; Não há vacinas! • Prevenção: Controle do vetor • A Polinésia Francesa informou aumento significativo de síndromes neurológicas e doenças autoimunes após surto de 2014 BRASIL Síndrome de Guillain-Barré.