Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

ESTADO DE ALAGOAS
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE ALAGOAS- UNEAL
CAMPUS II SANTANA DO IPANEMA- AL
DISCENTE: LÍLIA LILIAN ALCANTARA DE LIMA
Autorizado pelo decreto Federal DE 26/04/95- Publicado no D.O.U. de 27/04/95-Criado pela Lei Estadual Nº 5600 de 10/01/94
CNPJ: 02.436.870/0001-33 – End.: BR 316 km 87,5 – Bebedouro- CEP: 57500-000- Santana do Ipanema – AL- Telefax: (82) 3621-3749
Linha do tempo: Educação de Jovens e Adultos no Brasil: Considerações Históricas e Legislativas.
1920- Conferencia Interestadual de 1921, criação das escolas noturnas; O Decreto n. 16.782/A de 13/1/1925, conhecido como Lei Rocha Vaz ou Reforma João Alves, diz, sobre a criação de escolas noturnas em seu Artigo 27, o seguinte: "Poderão ser criadas escolas noturnas, do mesmo caráter, para adultos, obedecendo às mesmas condições do art. 25" (PARECER 11/2000). Este Decreto era o eco dos muitos movimentos sociais e até civis da década de 20 do século passado que estavam empenhados na erradicação do analfabetismo, anomalia social denominada de "mal nacional" e de "uma chaga social" (idem)
1824 - Primeira Constituição Brasileira, ano em que foram encontramos registros sobre a instrução primária gratuita para todos os cidadãos, no entanto, sabe-se que, durante um longo período da história do Brasil, essa educação foi destinada somente às elites, uma pequena parcela da população;
1930- Criação do Magistério da Educação e Saúde Pública- Constituição de 1931.
1934- A constituição de 34 em seu Artigo 150, alínea a, garante o "ensino primário integral, gratuito e de frequência obrigatória extensiva aos adultos." Além dessa garantia constitucional, alguns cursos de continuidade e aperfeiçoamento foram criados para aos jovens e adultos
1937- Estado Novo
1947 -Campanha de Educação de Adolescentes e Adultos (CEAA). Essa Campanha tomou forma de Campanha Nacional de massa, porém recebeu diversas críticas, divido às suas deficiências administrativas, financeiras, de orientação pedagógica e do conteúdo do material pedagógico, essas políticas foram criadas pela UNESCO. 
 Essa Campanha atende ao estímulo à criação de programas nacionais de educação desses sujeitos, incursão capitaneada, internacionalmente, a ideia de tal difusão correspondia aos anseios do desenvolvimento econômico, fato que agradou em cheio à elite brasileira. É nesse mesmo ano que acontece o I Congresso Nacional de Educação de Adultos que trouxe em seu bojo o slogan "ser brasileiro é ser alfabetizado".
1950 - Curso para professores -MES- CEAA Coordenada por Lourenço Filho, curso para professores realizado pelo Ministério da Educação e Saúde, coordenada por Lourenço Filho.
1952- Atividades da "Missões Rurais", dentro da CEAA, possuía ligações com as autoridades locais, igrejas, associações, escolas, etc. Tinha o objetivo de formar lideranças para atuar como instrumento de melhorias das condições de vida nas localidades onde se instalava. Outras Campanhas aconteceram neste mesmo período.
1958- MEC lança Campanha Nacional de Erradicação do Analfabetismo, o trabalho realizado na Campanha anterior recebeu muitas críticas e o MEC cria a CNEA para criar novas orientações que iriam modificar os trabalhos desenvolvidos na década de 60.
1960- O pensamento de Paulo Freire destaca-se juntamente com a sua proposta para a alfabetização de adultos inspirando os mais notáveis programas de alfabetização do Brasil. Em 1963, Freire é encarregado de organizar e desenvolver um Programa Nacional de Alfabetização de Adultos (PNAA). O convite foi feito pelo Presidente João Goulart e pelo Ministro da Educação Paulo de Tarso Santos. Eugênio diz sobre o PNAA o seguinte: "Aprovado pelo Decreto 53.465, de 21 de janeiro de 1964, o Plano Nacional de Alfabetização de Adultos orientados pela proposta de Freire previa a instalação de 20 mil círculos de cultura, que alfabetizaria 2 (dois) milhões de pessoas" (2004, p. 42-43). 
 Porém, devido ao Golpe Militar, esse trabalho de alfabetização experimentou uma ruptura porque o pensamento Freiriano era encarado como uma ameaça à ordem instalada. Seguido pela extinção do Programa via Portaria 237 de 14 de abril de 1964, deu-se o exílio de Paulo Freire e a instauração de programas assistencialistas e conservadores para alfabetização de adultos.
1961- Campanha De Pé No Chão Também se Aprende a Ler, aconteceu no município de Natal, que através do convênio feito pelo governo da União e a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), foi iniciado o Movimento de Educação de Base (MEB).
1961-Movimentos de Educação Popular (CPCs Início da utilização do método Paulo Freire nos CPCs (Centros Populares de Cultura), dirigidos pela União Nacional de Estudantes (UNE).
1961 a 1963 foram marcados pelo período de efervescência política e cultural e por um ambiente de reformas de base preconizadas pelo governo e pela organização e mobilização popular na vida política nacional. Em 1962, surge o primeiro Plano Nacional de Educação, organizado quando já estava vigente a primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 4.024, de 1961. Em 1966, foi feita uma nova revisão do PNE "que se chamou Plano Complementar de Educação, (que) introduziu importantes alterações na distribuição dos recursos federais" (PNE, 2000, p. 6).
1967- Preparativos para o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL). O governo assume o controle dos Programas de Alfabetização de Adolescentes e Adultos, agora com formato conservador e assistencialista. Começam os preparativos para o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL), Lei 5.379. Fiel ao seu assistencialismo e conservadorismo, o Governo, com o MOBRAL, assume o controle da alfabetização de adultos. Atendendo um público entre 15 a 30 anos, é oferecida uma alfabetização funcional, apropriação de técnicas básicas de leitura, escrita e cálculo. Esse Movimento "não demonstrava nenhuma preocupação com a formação integral do homem. O MOBRAL assume a educação como investimento, qualificação de mão-de-obra para o desenvolvimento econômico.
Durante sua existência reduziu as taxas de analfabetismo, mas em nada contribuiu para melhorar as condições de vida das classes menos favorecidas, que embora estivessem vivenciando o auge do crescimento da indústria nacional, não conseguiram sair de sua condição de miserabilidade. (DIVANIR LIMA,2011. pág. 19).
1970- O MOBRAL é instituído, com recursos obtidos através da loteria esportiva e em opções voluntárias de pagamento de 1% de impostos de renda oriundos de empresas, em pouco tempo o movimento obteve independência institucional e financeira. O mesmo teve seus trabalhos encerrados o governo Collor em 1990.
Mesmo com a expansão das atividades do MOBRAL, alguns grupos que trabalhavam com educação popular primavam por uma educação mais criativa e menos anti-dialógica como se caracterizava a proposta do Movimento.
 Com a Lei de Diretrizes e Base da Educação (LDB) 5692/71, que implantou o Ensino Supletivo, a educação de adultos recebe, pela primeira vez, a atenção governamental como uma tarefa contínua do sistema de ensino. O Artigo 24, alínea a diz: "suprir a escolarização regular para os adolescentes e adultos que não tenham seguido ou concluído na idade própria.
1988- A nova Constituição Federal determinou a inclusão dos jovens e adultos pouco escolarizados nas garantias de obrigatoriedade, o que antes era somente destinado às crianças em idade escolar.
1991- O MEC declarou a "separação" da EJA. O MEC (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA), declarou a intenção de não mais atuar na Educação de Jovens e Adultos, favorecendo o analfabetismo entre os adultos.
1995- É lançada a Campanha Alfabetização Solidária em moldes tradicionais, primeiramente através da Presidência da República, depois em conjunto com a organização não- governamental. A primeira-dama, Ruth Cardoso era a coordenadora da Campanha.
1996- Diretrizes e Bases da Educação - Lei n. 9394/96 a Emenda Constitucional 14/96 suspendeu o compromisso de erradicar o analfabetismo em dez anos, bem como aobrigatoriedade da expansão da oferta do Ensino Médio, assegurado pela Constituição de 1988. 1996, o Presidente Fernando Henrique Cardoso e o Ministro da Educação Paulo Renato sancionam a atual Lei de Diretrizes e Bases (LDB) 9394/96. Em seu conteúdo, a LDB dedica dois Artigos, no Capítulo II, Seção V, que reafirmam a gratuidade e obrigatoriedade da oferta de educação para todos os que não tiveram acesso à educação na idade própria.
2000- As Diretrizes Curriculares para a Educação de Jovens e Adultos, as Diretrizes Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos, através do Parecer CNE/CEB 11/2000, passa a ser o documento normativo mais importante para a Educação de Jovens e Adultos, buscando propor através de algumas funções, uma educação reparadora, equalizadora e qualificadora.
2003- A SECAD (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade) é criada as responsabilidades da União na Educação de Jovens e Adultos, são reassumidas pelo MEC, que compreendeu que a sua atuação na EJA é fundamental, no sentido de obrigar e auxiliar os governos locais a buscar soluções para atenderem as atribuições educacionais.
2003- É criado o Programa Brasil Alfabetizado (PBA) voltado para a alfabetização de jovens, adultos e idosos.
2006- O PROEJA (Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos). O PROJOVEM é lançado pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, para jovens maiores de 18 anos.
Entre 2001 e 2007, 10,9 milhões de pessoas fizeram parte de turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Parece muito, mas representa apenas um terço dos mais de 29 milhões de pessoas que não chegaram à 4ª série e seriam o público-alvo dessa faixa de ensino. 
A inclusão da EJA no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) representou uma fonte de recursos para ampliar a oferta, mas não atacou a evasão, hoje em alarmantes 43%. De fato, a evasão é um grande desafio para o futuro da Educação de Jovens e Adultos no Brasil. Talvez, não se pensar nas demandas de aprendizagem desses sujeitos seja o fator preponderante que leva a modalidade a experimentar esses índices elevados de evasão.
 Numa perspectiva de conciliar a educação profissional com o ensino médio ou fundamental, o Governo Federal cria programas como o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (PROJOVEM) e o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA). 
 O primeiro programa foi instituído pelo Decreto Lei nº 11.129, de 30 de junho, de 2005. Pareceres e Resolução sobre o PROJOVEM são os seguintes: Parecer CNE/CEB nº 2/2005, aprovado em 16 de março de 2005; Parecer CNE/CEB nº 37/2006, aprovado em 7 de julho de 2006; Resolução CNE/CEB nº 3, de 15 de agosto de 2006 e Parecer CNE/CEB nº 18/2008, aprovado em 6 de agosto de 2008.
4 de dezembro de 2009, o Brasil sediou a VI CONFINTEA. A Conferência aconteceu na cidade de Belém, estado do Pará. Foi um momento importante para a modalidade no Brasil, pois em um evento de amplitude internacional, a própria Educação de Jovens e Adultos nesse país foi repensada. 
2011- É criado o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego. O governo Federal lança o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego.
Referências:
BRASIL. Lei nº 5.692 de 11 de agosto de 1971. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
BRASIL. Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
BRASIL. Parecer CNE n º 11/2000 CEB. Estabelece Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos.
BRASIL. Plano Nacional de Educação (PNE), Lei nº 10.172 de 09 de janeiro de 2001.
CONFINTEA VI. Vivir y aprender para um futuro viable: el poder Del aprendizaje de los adultos. Sexta Conferência Internacional de Educación de Adultos. Belém, Brasil, 1 - 4 de diciembre de 2009. 
CUNHA, Conceição Maria da. Introdução discutindo conceitos básicos. In: SEED-MEC Salto para o futuro . Educação de jovens e adultos. Brasília, 1999.
DECLARAÇÃO DE HAMBURGO SOBRE EDUCAÇÃO DE ADULTOS. V Conferência Internacional sobre Educação de Adultos (V CONFINTEA), Julho 1997.
VENTURA, Jaqueline P. Educação de Jovens e Adultos Trabalhadores no Brasil: revendo alguns marcos históricos. Disponível Acesso em 17 de agosto, 2007.

Mais conteúdos dessa disciplina