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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM RELACONADA À ELIMINAÇÃO URINÁRIA Recordando... Sistema Urinário FUNÇÕES: ✓Remoção dos restos metabólicos do sangue na forma de urina - filtração sanguínea. ✓Absorção de metabólitos úteis. ✓Excreção ✓ Síntese de hormônios ( renina – controle da pressão arterial e eritropoetina – produção de eritrócitos) ✓Regulação de volume do líquido corporal ✓Regulação do equilíbrio acidobásico Componentes do Sistema Urinário -2 rins -2 ureteres -1 bexiga urinária -1 uretra Eliminação de resíduos pela urina Rins Ureteres Bexiga Uretra ELIMINAÇÃO URINÁRIA Filtram os produtos residuais do metabolismo que são coletados no sangue e foram a urina Eliminação de resíduos pela urina Rins Ureteres Bexiga Uretra ELIMINAÇÃO URINÁRIA Estruturas tubulares que realizam a drenagem da urina dos rins à bexiga Eliminação de resíduos pela urina Rins Ureteres Bexiga Uretra ELIMINAÇÃO URINÁRIA Órgão muscular e oco, o qual armazena e excreta a urina Capacidade – 700-800 ml Esvaziar com 200 ml Eliminação de resíduos pela urina Rins Ureteres Bexiga Uretra ELIMINAÇÃO URINÁRIA Realiza a drenagem da urina da bexiga ao meio externo Princípios relativos a eliminação urinária ❖ O adulto mediano elimina 1.000 a 1.500 ml de urina em 24 horas. ❖ Um débito urinário inferior a 25 ml/h (600 ml/24 h) é considerado insatisfatório. ❖ A consciência da necessidade de urinar, normalmente ocorre, no adulto, quando a bexiga contém 300 a 500 ml de urina. ❖ A localização do meato urinário em íntima proximidade do ânus e órgãos genitais externos, faz o trato urinário vulnerável à infecção oriundas destas fontes. ❖ As estruturas neuromusculares necessárias para o controle voluntário da micção não estão ainda desenvolvidas, em geral, até a idade de 2 a 3 anos. Alterações miccionais Anúria – débito urinário inferior ao volume de 50ml/24hs Oligúria - redução importante do volume urinário, com valores de 400 mililitros ao dia ou 30 ml/h Poliúria - débito urinário maior que 1.800 ml/dia Disúria - sensação de dor, ardor, ou desconforto ao urinar Polaciúria - aumento do número de micções com diminuição do volume da urina, 1.000 – 1.500 ml/24h 40-60 ml/h Alterações miccionais Hematúria – urina avermelhada presença de sangue Enures - eliminação involuntária de urina durante o sono Nictúria – necessidade de esvaziamento da bexiga durante a noite 2 ou mais vezes Piúria – presença de leucócitos na urina, aspecto turvo com sedimento – pus 1.000 – 1.500 ml/24h 40-60 ml/h 1 4 3 6 5 2 7 1 – Aumento do número de micções com diminuição do volume urinário. 2 - Presença de sangue na urina. 3 - O volume urinário, com valores de 400 mililitros ao dia ou 30 ml/h. 4 - Sensação de dor, ardor, ou desconforto ao urinar. 5 - Ausência de volume urinário. 6 - Débito urinário maior que 3L /dia. 7 - Presença de pus na urina. Fatores que influenciam a micção Condições patológicas: ✓ Infecção urinária: dor ao urinar e aumento da frequência ✓ Bexiga neurogênica: não há o estímulo para micção ✓ Hiperplasia prostática benigna (HPB): retenção urinária ✓ Alzheimer: perda da capacidade de sentir a bexiga cheia ✓ Doença renal: perda da capacidade de filtrar o sangue ELIMINAÇÃO URINÁRIA Fatores que influenciam a micção Condições socioculturais: ✓ Isolamento de pacientes incontinentes ✓ Pessoas que não usam o banheiro na rua ELIMINAÇÃO URINÁRIA Fatores que influenciam a micção Condições psicológicas: ✓ Ansiedade e estresse emocional: causam um senso de urgência e frequência aumentado de micção. ✓ Não permitem o completo esvaziamento da bexiga ELIMINAÇÃO URINÁRIA Fatores que influenciam a micção Procedimentos cirúrgicos: Anestésicos e analgésicos podem impedir os impulsos sensoriais, gerando uma incapacidade no paciente em perceber a bexiga cheia ou uma incapacidade de resposta do músculo detrusor ELIMINAÇÃO URINÁRIA Fatores que influenciam a micção Medicações: de água e eletrólitos, paraDiuréticos: previnem a reabsorção aumentar o débito urinário ELIMINAÇÃO URINÁRIA Alterações na eliminação Retenção urinária: acúmulo de urina resultante de uma incapacidade da bexiga em esvaziar adequadamente A bexiga é incapaz de responder ao estímulo da micção• • Quando excede se torna cheia em excesso, a pressão da bexiga a pressão do esfíncter, podendo ocorrer escape • (bexigoma), desconforto, sensação de involuntário da urina Distensão da bexiga pressão, sudorese ELIMINAÇÃO URINÁRIA Alterações na eliminação Infecção do trato urinário (ITU): entrada de microorganismo por meio da uretra até o trato urinário ✓ Escherichia coli: patógeno mais comum (75 a 95%) ✓ Higiene prejudicada, retenção urinária, manipulação do trato urinário (SVD ou SVA) ✓ Trato urinário inferior: cistite ✓ Trato urinário superior: pielonefrite ELIMINAÇÃO URINÁRIA Alterações na eliminação Incontinência urinária: perda involuntária de urina ✓ Mais comum em idosos ✓ Acarreta problemas sociais ✓ Incontinência por esforço: tossir, pular, rir, espirrar ✓ Bexiga hiperativa: contrações frequentes da bexiga ELIMINAÇÃO URINÁRIA Medidas para evitar a cateterização Destacar a importância da micção voluntária, promovendo por todos os meios possíveis ao nosso alcance para evitar o cateterismo. Meios de estimulação. Abrir torneira próximo ao paciente; Despejar água morna na região perineal; Colocar bolsa de água quente na região abdominal; Medidas para evitar a cateterização Destacar a importância da micção voluntária, promovendo por todos os meios possíveis ao nosso alcance para evitar o cateterismo. Meios de estimulação. Promover privacidade do paciente; Drenagem com dispositivo urinário; Deambulação precoce no pós-operatório; e Ensinar a micção em decúbito dorsal (com a comadre ou o patinho) Cateterismos vesical Cateterismos vesical Definição É a introdução de um cateter estéril através da uretra até a bexiga, com o objetivo de drenar a urina. Deve-se utilizar técnica asséptica no procedimento a fim de evitar uma infecção urinária no paciente. No âmbito da equipe de Enfermagem, a inserção de cateter vesical é privativa do Enfermeiro. RESOLUÇÃO COFEN Nº 0450/2013 Cateterismo Vesical Finalidades ✓ Esvaziar a bexiga em caso de retenção urinária. ✓ Prevenir complicações da retenção de urina (bexigoma). ✓ Preparo para algumas intervenções cirúrgicas. ✓ Colher urina asséptica para exames. ✓ Observar os aspectos da urina em paciente traumatizado (hematúria). ✓ Evitar a presença de urina em lesões perineais e genitais; ✓ Preparo pré-parto, pré-operatório e exames pélvicos (quando indicados); ✓ Evitar as complicações da incontinência urinária; ✓ Controlar hemodinamicamente o paciente crítico Cateterismo Vesical Contra-indicação ✓ Traumatismo de períneo, com ou sem fraturas de ossos da pelve e uretrorragia. ✓ Dificuldade na introdução da sonda. ✓ Processos infecciosos graves na região. ✓ História de cirurgia na uretra. Optar pela cistostomia. ✓ Falta de cateteres apropriados. Tipos de cateterismo ✓ Alívio – quando há a retirada do cateter após a drenagem vesical. Para colher amostra estéril de urina, para esvaziar a bexiga em retenção urinária. ✓ Demora – quando o cateter deve permanecer por mais tempo para drenagem contínua ou intermitente. ✓ Para irrigação da bexiga – passagem de sanda vesical irrigação vesical.Tipos de cateteres Alívio Cateter de Nelaton Demora Cateter de Folley. https://image.slidesharecdn.com/sondaurinaria-141001140737-phpapp01/95/colocacin-de-sonda-foley-en-hombre-y- mujer-sondaje-vesical-3-638.jpg?cb=1439413282 https://image.slidesharecdn.com/sondaurinaria-141001140737-phpapp01/95/colocacin-de-sonda-foley-en- hombre-y-mujer-sondaje-vesical-3-638.jpg?cb=1439413282 Micropore Luva de procedimento Luvas estéreis Material Água destilada lidocaina PVPI tópico Saco de lixo 2 - Seringas de 20 ml material SOLUÇÃO DEGERMANTE material Material Campo estéril; cuba redonda ou cúpula; 5 bolas de algodão ou gaze; Pinças; Cuba rim; Recipiente para coleta de urina (cálice graduado); Recipiente estéril para coleta de amostra de urina; Biombo s/n. Pacote de sondagem Diferenciais durante a técnica Homem Mulher Técnica de limpeza e assepsia Lubrificação e anestesia Mensuração do cumprimento a ser introduzido Fixação do cateter Posicionamento do cateter Fixação da Sonda Posicionamento do prepúcio Cateterismo complicações ✓ Infecção do trato urinário ✓ Lesão uretral e bexiga ✓ Obstrução do cateter ✓ Infecção periurinária localizada (fístula uretral, abscesso escrotal, IRA, cálculo renal ) Cuidados... ✓ Obter consentimento e respeitar a privacidade ✓ Verificar condições da uretra antes de iniciar o procedimento ✓ Lavar as mãos antes e após manipular a sonda ✓ Utilizar sempre sistema de drenagem fechado estéril; ✓ Manter a bolsa coletora em nível inferior à bexiga sem encostá-la no chão; ✓ Clampear a extensão do sistema de drenagem, quando for necessário elevar a bolsa acima do nível da bexiga Cuidados... Para coletar urina , realizá-la no local indicado fazendo desinfecção com álcool à 70%; ..\..\MATERIAL\CATETERISMO VESICAL\Coleta de Urina em Pacientes Sondados.mp4 Desprezar conteúdo da bolsa quando atingir 2/3 da capacidade da bolsa; NÃO DESCONECTAR O SISTEMA DE DRENAGEM DA SONDA; Cuidados... Utilizar luvas de procedimento quando for esvaziar a bolsa; Observar presença de bexigoma; Realizar higienização de meato urinário com água e sabão; e Trocar fixação da sonda a cada 24 hs s/n Caso a técnica asséptica seja quebrada, por desconexão ou ruptura, substituir todo o sistema . Referências SANTOS, A.E.; SIQUEIRA, I.L.C.P.; SILVA, S.C. Procedimentos especializados. Hospital Sírio Libanês. São Paulo: Atheneu, 2009. 175p. ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE ESTUDOS E CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR. Prevenção de infecção do trato urinário relacionado à assistência a saúde. 2 ed. São Paulo, 2008. TAYLOR, C.; LILLIS, C.; LEMONE, P. Fundamentos de enfermagem: a arte e a ciência do cuidado de enfermagem. 5ed. Porto Alegre: Artmed, 2007. 1592p. CROUZET, X.; BERTRAND, A; VENIER, M et al. Control of the duration of urinary catheterization: impact in catheter-associated urinary tract infection. Journal of Hospital Infection, v.67, n.3, p.253-57, 2007. Sondagem Vesical Masculina e Feminina. Lima. ACC. http://slideplayer.com.br/slide/398325/# acessado em 18/10/2015http://slideplayer.com.br/slide/398325/# Semiologia e Semiotécnica de Enfermagem/Maria Belén Salazar Posso.-São Paulo:Editora Atheneu ,2006.