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Disfunções Urinárias FISIOTERAPIA NA SAÚDE DA MULHER E DO HOMEM. Victoria Almeida RGM: 31440878 Introdução • Incontinência urinária é a perda involuntária da urina pela uretra. •Perda de controle da bexiga, variando de uma ligeira perda de urina após espirrar, tossir ou rir até a total incapacidade de controlar a micção. •As disfunções urinárias são um problema comum que afetam milhões de pessoas em todo o mundo. •Estima-se que 5% da população mundial sofra do problema. No Brasil, seriam 10 milhões de pessoas, segundo as estimativas. •Essas condições podem ter um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes, resultando em constrangimento, isolamento social e até mesmo depressão. ÓRGÃOS E ESTRUTURAS DO SISTEMA URINÁRIO Foto: https://www.anatomiadocorpo.com/sistema-urinario/rins/ O que é a urina? É um composto formado principalmente de água (95%, em média), mas contém também ureia, ácido úrico, sal e outras substâncias, sendo expelida durante o ato de urinar (micção). A urina é o produto final, resultante da excreção renal. O volume, a acidez e a concentração de sais na urina são regulados pelo ADH e pela ALD atuam nos rins para garantir que a água, os sais e o equilíbrio ácido-base do organismo se mantenham dentro de estreitos limites. Em condições normais há a produção diária de 1,5 a 2,0 L de urina. Qual é a função dos rins? Filtração do sangue para eliminar substâncias em excesso e produtos finais do metabolismo celular formando a urina. Regulação do equilíbrio hidroeletrolítico do LEC • Regulação da osmolaridade • pressão sanguínea • equilíbrio ácido-base Produção e liberação de hormônios • Renina • Prostaglandinas renais • Eritropoietina • Vitamina D 08/02/2024 MICÇÃO ➢URINA é o filtrado que deixa os ductos coletores. ➢Via ureteres (D e E), a urina chega na bexiga urinária. ➢Bexiga urinária pode conter até 500 mL de urina. ➢Órgão oco com músculo liso bem desenvolvido. ➢Colo da bexiga se liga a uretra. ➢Abertura entre bexiga e uretra é controlada por dois esfíncteres. ➢Esfínter interno da uretra é constituído de músculo liso ➢Esfínter externo da uretra é constituído de músculo esquelético Anatomia e fisiologia do Sistema Urinário Inferior •O sistema urinário inferior é composto pela bexiga, uretra e esfíncter urinário. •A bexiga é um órgão muscular que armazena a urina produzida pelos rins até que seja eliminada. •A uretra é um canal que transporta a urina da bexiga para o exterior do corpo. •O esfíncter urinário é um músculo que controla a saída da urina da bexiga. •A incontinência urinária pode ocorrer quando algum desses componentes não funciona corretamente. O que é a Incontinência Urinária • Existem três tipos principais de incontinência urinária: incontinência urinária de esforço e incontinência urinária de urgência e a mista. • Incontinência Urinária de Esforço: ocorre quando a pressão abdominal aumenta, como ao tossir ou levantar um objeto pesado, e o músculo do esfíncter urinário não consegue manter a urina na bexiga. • Incontinência Urinária de Urgência: ocorre quando há uma súbita vontade de urinar e a pessoa não consegue chegar ao banheiro a tempo. • Incontinência Urinária Mista: caracteriza-se pela existência, de forma simultânea, de sintomas da incontinência urinária de esforço e de urgência. Tipos de Incontinência Urinária A incontinência urinária é a perda involuntária de urina que pode ocorrer durante atividades cotidianas, como tossir, espirrar, rir ou exercitar-se. CAUSAS DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA •Comprometimento da musculatura dos esfíncteres ou do assoalho pélvico. •Tumores malignos e benignos. •Doenças que comprimem a bexiga. • Obesidade. •Obstipação crônica. •Doenças neurológicas. •Diabetes. •Tabagismo. •Tosse crônica dos fumantes. •Quadros pulmonares obstrutivos que geram pressão abdominal. •Bexigas hiperativas que contraem independentemente da vontade do portador. •Exercícios físicos intensos ou sem orientação adequada. PRINCIPAIS CAUSAS DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM MULHERES •Idade avançada. •Fatores genéticos e/ou hormonais. •Múltiplas gestações. •Partos vaginais complicados. •Menopausa. •Histerectomia. •Infecção urinária • Prolapso de órgão pélvico PRINCIPAIS CAUSAS DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM HOMENS •Idade avançada. •Prostatectomia radical ou Radioterapia. •Hiperplasia prostática benigna. •Câncer de próstata. •Prostatite. •Cistectomia. •Infecções urinárias. Prevenção de Disfunções Urinárias Hábitos Saudáveis Manter hábitos saudáveis pode prevenir disfunções urinárias. Beber água suficiente, fazer exercícios físicos regularmente e manter uma dieta balanceada são algumas das medidas que podem ser tomadas para prevenir problemas no sistema urinário. 08/02/2024 Treinamento da Musculatura do Assoalho Pélvico O treinamento da musculatura do assoalho pélvico pode ser uma medida preventiva para disfunções urinárias. Exercícios específicos podem ajudar a fortalecer a musculatura e prevenir problemas como incontinência urinária. Higiene Adequada Manter uma higiene adequada na região genital pode prevenir infecções urinárias e outras disfunções urinárias. É importante limpar a região corretamente e evitar o uso de produtos que possam irritar a pele ou causar alergias. Fisioterapia Aplicada às Disfunções Urinárias: Avaliação A avaliação fisioterapêutica para as disfunções urinárias inclui a análise da função do assoalho pélvico, da musculatura abdominal, da musculatura lombar e dos músculos do quadril. A avaliação pode ser feita através de exames físicos, anamnese, escala ICIQ-SF, diário miccional, testes específicos e aparelhos. Avaliação dos músculos do assoalho pélvico através de toque manual bidigital (Etienne, Waitman, 2006). Fisioterapia Aplicada às Disfunções Urinárias: Avaliação Inspeção. Palpação. Consciência perineal. Contração dos parasitas. Tônus dos parasitas. Tônus do corpo perineal. Postura. Encurtamentos. Aspecto da pele. Sensibilidade. EXAME FÍSICO Fisioterapia Aplicada às Disfunções Urinárias: Avaliação O que é diário miccional?O que é escala ICIQ-SF? O ICIQ-SF é um questionário simples, breve, traduzido e adaptado para nossa cultura, serve para avaliar rapidamente o impacto da Incontinência Urinária na qualidade de vida e qualificar a perda urinária de pacientes de ambos os sexos. É um método investigativo simples e de extrema importância para caracterizar o hábito miccional do paciente, permitindo ao Fisioterapeuta estabelecer a terapia mais adequada em relação ao tipo de bexiga e às necessidades de cada indivíduo. Fisioterapia Aplicada às Disfunções Urinárias: Avaliação Teste do cotonete – Q-tip test: Consiste na introdução de um cotonete estéril lubrificado com gel anestésico na uretra. Durante a manobra de Valsalva, afere-se a medida do ângulo formado pelo cotonete e o eixo horizontal. Alteração acima de 30º indica hipermobilidade do colo vesical. Teste de esforço: O propósito desse teste é documentar qualquer perda urinária associada com essas manobras provocativas como tossir, manobra de esforço ou qualquer evento que aumente a pressão intra-abdominal. EXEMPLOS DE TESTES UTILIZADOS NA AVALIAÇÃO. Pad Test: Consiste em apurar, através de pesagem, a quantidade de urina retida em um absorvente após o paciente cumprir um conjunto de exercícios padrão, distribuídos ao longo de uma hora. Fisioterapia Aplicada às Disfunções Urinárias: Avaliação O reflexo bulbocavernoso ocorre a partir do toque no clitóris que estimula a contração dos músculos isquio e bulbocavernoso; massagem sutil no clitóris. O reflexo anocutâneo é avaliado através do estímulo da pele perianal com desencadeamento de contração do esfíncter externo; pinçada na pele, lateral ao ânus. TESTESNEUROLÓGICOS (REFLEXOS) O reflexo da tosse produz uma contração do assoalho pélvico em resposta a respiração profunda e tosse. Fisioterapia Aplicada às Disfunções Urinárias: Tratamento Os tratamentos fisioterapêuticos para as disfunções urinárias incluem: •Exercícios de fortalecimento muscular. •Técnicas de biofeedback. •Eletroestimulação. •Terapia comportamental. Os exercícios de fortalecimento muscular são realizados para fortalecer a musculatura do assoalho pélvico e podem ser feitos em conjunto com outras técnicas para obter melhores resultados. Fisioterapia Aplicada às Disfunções Urinárias: Tratamento Terapia Comportamental A terapia comportamental é uma opção de tratamento não farmacológico para a incontinência urinária de urgência. As técnicas incluem exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico, treinamento da bexiga e biofeedback. Essas técnicas ajudam a melhorar o controle da bexiga e reduzir a sensação de urgência. Fisioterapia Pélvica Exercícios de fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico, que podem ser feitos em casa ou com um fisioterapeuta especializado. Biofeedback, que ajuda a identificar e controlar os músculos do assoalho pélvico. Estimulação Elétrica Estimulação elétrica dos músculos do assoalho pélvico, que pode ser feita com o dispositivo FES ou TENS, de forma intra-vaginal ou percutânea no nervo tibial posterior. Fisioterapia Aplicada às Disfunções Urinárias: Tratamento Biofeedback O biofeedback pode ser utilizado para ajudar a identificar e fortalecer os músculos do assoalho pélvico. O dispositivo de biofeedback é colocado na vagina ou no ânus e mede a atividade muscular. O paciente pode ver a atividade muscular em um monitor e aprender a contrair e relaxar os músculos corretamente. Exercícios de Kegel e Fortalecimento do Assoalho Pélvico Os exercícios de Kegel e o fortalecimento do assoalho pélvico são geralmente a primeira linha de tratamento para a incontinência urinária de esforço. Esses exercícios podem ajudar a fortalecer os músculos do assoalho pélvico, melhorando o suporte da bexiga e uretra. Fisioterapia Aplicada às Disfunções Urinárias: PREVENÇÃO PARA GESTANTES • No pré e pós-parto, a fisioterapia pélvica prepara o corpo da mulher para todas as alterações que possam ocorrer durante a gestação. • Além de preparar o corpo para o nascimento com a saúdo bebê, a fisioterapia pélvica é como um cuidado de de ambos, mãe e filho. Então, todos os exercícios para o assoalho pélvico são indispensáveis. Entre os principais benefícios para realizar a fisioterapia pélvica na gravidez, estão: • Diminuição de risco de lesão durante o parto; • Recuperação mais rápida e eficiente; • Evita dores nas costas e no assoalho pélvico; • Previne disfunções pós-parto. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVES, B. / O. / O.-M. Incontinência urinária | Biblioteca Virtual em Saúde MS. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/incontinencia-urinaria/>. Acesso em: 18 out. 2023. Incontinência urinária masculina pode ter várias origens | Pfizer Brasil. Disponível em: <https://www.pfizer.com.br/noticias/ultimas-noticias/incontinencia-urinaria-masculina-pode-ter-varias- origens#:~:text=Mas%2C%20o%20envelhecimento%20n%C3%A3o%20%C3%A9>. Acesso em: 18 out. 2023. Fisiologia Os sistemas Respiratório e Excretor 3 Iniciando a conversa. [s.l: s.n.]. Disponível em: <https://midia.atp.usp.br/impressos/redefor/EnsinoBiologia/Fisio_2011_2012/Fisiologia_v2_semana03.pdf>. Acesso em: 18 out. 2023. Principais Questões sobre Incontinência e Urgência Urinária. Disponível em: <https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-mulher/principais-questoes-sobre-incontinencia-e-urgencia- urinaria/>. Acesso em: 18 out. 2023. SANCHOTENE, D. E. O que é incontinência urinária mista e como tratá-la? Disponível em: <https://urologistasanchotene.com.br/o-que-e-incontinencia-urinaria-mista-e-como-trata-la/>. Acesso em: 18 out. 2023. TENA. INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM NÚMEROS. Disponível em: <https://www.tena.com.br/cuidadores/incontinencia-urinaria-em-numeros/>. Acesso em: 18 out. 2023. IMAGENS DISPONÍVEIS NO GOOGLE IMAGENS. Slide 1: Disfunções Urinárias Slide 2: Introdução Slide 3: ÓRGÃOS E ESTRUTURAS DO SISTEMA URINÁRIO Slide 4: O que é a urina? Slide 5: Qual é a função dos rins? Slide 6: MICÇÃO Slide 7: Anatomia e fisiologia do Sistema Urinário Inferior Slide 8: O que é a Incontinência Urinária Slide 9: CAUSAS DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA Slide 10: PRINCIPAIS CAUSAS DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM MULHERES Slide 11: PRINCIPAIS CAUSAS DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM HOMENS Slide 12: Prevenção de Disfunções Urinárias Slide 13: Fisioterapia Aplicada às Disfunções Urinárias: Avaliação Slide 14: Fisioterapia Aplicada às Disfunções Urinárias: Avaliação Slide 15: Fisioterapia Aplicada às Disfunções Urinárias: Avaliação Slide 16: Fisioterapia Aplicada às Disfunções Urinárias: Avaliação Slide 17: Fisioterapia Aplicada às Disfunções Urinárias: Avaliação Slide 18: Fisioterapia Aplicada às Disfunções Urinárias: Tratamento Slide 19: Fisioterapia Aplicada às Disfunções Urinárias: Tratamento Slide 20: Fisioterapia Aplicada às Disfunções Urinárias: Tratamento Slide 21: Fisioterapia Aplicada às Disfunções Urinárias: PREVENÇÃO PARA GESTANTES Slide 22