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UNILAVRAS 
Centro Universitário de Lavras 
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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE LAVRAS 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO 
 
 
 
 
 
PORTFÓLIO ACADÊMICO 
COMPLEXO ESPORTIVO, CULTURAL E DE LAZER PARA A CIDADE 
DE LAVRAS-MG 
 
 
 
 
 
 
ANA CAROLINA PEREIRA GOTTGTROY 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LAVRAS-MG 
2018 
 
UNILAVRAS 
Centro Universitário de Lavras 
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ANA CAROLINA PEREIRA GOTTGTROY 
 
 
 
 
 
COMPLETO ESPORTIVO, CULTURAL E DE LAZER PARA A CIDADE 
DE LAVRAS-MG 
 
 
Portfólio Acadêmico apresentado ao 
Centro Universitário de Lavras, como 
parte das exigências da disciplina 
Metodologia da Pesquisa II, curso de 
graduação em Arquitetura e 
Urbanismo. 
 
 
 
 
 
PROFESSORA 
Profª. Drª. Luciana Aparecida Gonçalves Oliveira 
 
ORIENTADOR 
Prof. Esp. Rodolfo Rosa Alvarenga 
 
 
 
 
 
 
LAVRAS-MG 
2018 
UNILAVRAS 
Centro Universitário de Lavras 
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ANA CAROLINA PEREIRA GOTTGTROY 
 
 
 
 
 
 COMPLEXO ESPORTIVO, CULTURAL E DE LAZER PARA A 
CIDADE DE LAVRAS-MG 
 
 
Portfólio Acadêmico apresentado ao 
Centro Universitário de Lavras, como 
parte das exigências da disciplina 
Metodologia da Pesquisa II, curso de 
graduação em Arquitetura e 
Urbanismo. 
 
 
Aprovado em ___/___/___ 
 
 
PROFESSORA 
Profª. Drª. Luciana Aparecida Gonçalves Oliveira 
 
ORIENTADOR 
Prof. Esp. Rodolfo Rosa Alvarenga 
 
 
 
 
 
 
 
LAVRAS-MG 
2018 
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À minha preciosa filha Laura e à minha 
mamãe Nazaré. Por vocês, todo o meu 
amor na construção de um mundo 
melhor para acolher passado, presente 
e futuro. 
DEDICO. 
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AGRADECIMENTOS 
 
 Na felicidade por findar este trabalho, encerro um ciclo de intensa resistência 
e luta, fortalecimento de um senso crítico e um olhar mais humilde e amoroso sobre 
o mundo e sobre mim mesma. O sentimento que paira sobre esse momento é o de 
imensa gratidão, que torna os agradecimentos um fato singular à cada valioso 
acréscimo na construção desta pesquisa. 
 Em primeiro lugar, agradeço à Deus pela graça da vida, pelas oportunidades, 
coragem e resiliência desde o primeiro dia de escola. 
 Á minha preciosa filha Laura, por ser a principal motivação para que meu 
trabalho sempre vise a melhora do mundo e da vida. Você é a minha vida! 
 À minha mamãe, Nazaré, pelo amor desmedido e apoio incondicional, por me 
proporcionar uma vida tão amável, feliz e me dar todos os dias a certeza de que dias 
maravilhosos sempre virão, minha gratidão será sempre imensa! 
 Ao meu papai, Adilson, por ser o grande incentivador da insistência na vida 
acadêmica, pelo também imenso apoio e amor, a mais sincera gratidão. 
 À UNILAVRAS, pelos anos de excelente suporte pedagógico, aos 
funcionários da Instituição, em especial aos porteiros e ao Ademir, por compartilhar 
tantos ensinamentos ao longo da graduação. 
 Aos professores do curso de Arquitetura & Urbanismo e Engenharia Civil, em 
especial Tatiana Leal, grande inspiração profissional e humana, e Luciana Oliveira, 
pela oportunidade de amadurecimento ímpar e ajuda na construção de uma análise 
impecável. 
 Ao meu orientador e professor Rodolfo Alvarenga, cuja paciência, amizade e 
discussões ricas foram essenciais para o sucesso deste trabalho. 
 Ao meu marido Bruno, por me proporcionar dias felizes e divertidos, por dividir 
uma família maravilhosa comigo, ser meu companheiro, parte do meu crescimento e 
do êxito desta pesquisa. Pelas longas conversas enriquecedoras e um abraço que 
acalma tempestades. 
 Aos amigos da Engenharia Florestal e Ciências Biológicas da Universidade 
Federal de Lavras pelas contribuições tão ricas e relevantes às soluções propostas. 
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 Ao meu tio Ubiratan dos Montes por acreditar que eu chegaria até aqui e 
posso ir mais além. 
 À família Pereira, por toda uma vida de muito amor e muitos bons exemplos. 
 Ao senhor Décio Fernandes, pelo incentivo nos primeiros passos. 
 Aos amigos conquistados ao longo do curso, de todos os períodos, em 
especial às turmas de 2017 e 2018. Juliana Sartori, Caique Borges e Gabrielle Pires, 
obrigada por me proporcionarem anos sensacionais de felicidade, conhecimento e 
parceria, vocês estão no meu coração. 
 À família Taj Mahal, moradores e agregados, pelo companheirismo sem 
tamanho e pelo imenso prazer de conviver com pessoas tão sensacionais. 
 À todos que colaboraram direta ou indiretamente com este trabalho, minha 
eterna gratidão. Sem vocês, nada disso seria possível. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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‘Se vi mais longe, foi por estar de pé 
sobre os ombros de gigantes.’ 
 
 (Isaac Newton, 1975) 
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RESUMO 
 
 A carência de áreas públicas arborizadas, principalmente suportadas por 
equipamentos esportivos é uma falha grave na gestão do espaço urbano cujos 
reflexos são facilmente observáveis, como a degradação da paisagem e da 
qualidade de vida da população. O presente trabalho tem por objetivo propor uma 
nova concepção e reconstrução de um espaço degradado e mal suportado de 
equipamentos, trazendo identidade, qualidade da paisagem e vida para o local. 
 
Palavras-chave: Áreas-Verdes - Esporte - Paisagem - Urbanismo - Identidade; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ABSTRACT 
 
 The lack of wooded public areas, mainly supported by sports equipment, is a 
serious fault in the management of the urban space whose reflections are easily 
observable, such as the degradation of the landscape and the quality of life of the 
population. The present work aims to propose a new conception and reconstruction 
of a degraded and poorly supported space of equipment, bringing identity, landscape 
quality and life to the place. 
 
Keywords: Green Areas - Sport - Landscape - Urbanism - Identity; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LISTA DE IMAGENS 
 
IMAGEM 1: Parque do Ibirapuera, São Paulo/SP - Brasil 
IMAGEM 2: Praça do Japão, Curitiba/Paraná - Brasil 
IMAGEM 3: Avenida Presidente Getúlio Vargas, Curitiba/Paraná - Brasil 
IMAGEM 4: Fluxograma de classificação do verde urbano 
IMAGEM 5: Praça do Campidoglio, Roma - Michelângelo 
IMAGEM 6: Piazza San Pietro, Roma - Bernini 
IMAGEM 7: Localização de Lavras no estado de Minas Gerais 
IMAGEM 8: Município de Lavras em 1927 
IMAGEM 9: Vista aérea de Lavras em 1950 
IMAGEM 10: Vista panorâmicade Lavras 
IMAGEM 11: Limites urbanos da cidade de Lavras-MG, suas áreas verdes públicas e 
seus respectivos raios de influência 
IMAGEM 12: Praça Dr. Augusto Silva 
IMAGEM 13: Vista aérea do Parque Ecológico Quedas do Rio Bonito 
IMAGEM 14: Vista aérea do Campus da Universidade Federal de Lavras 
IMAGEM 15: Praça Monsenhor Domingos Pinheiros 
IMAGEM 16: Praça Doutor Jorge 
IMAGEM 17: Praça Doutor José Esteves e a locomotiva Baldwin 
IMAGEM 18: Vista aérea da SELT 
IMAGEM 19: Entrada da SELT 
IMAGEM 20: Time do Hymalaia em 1915 
IMAGEM 21: Time do Fabril Esporte Clube em 1932 
IMAGEM 22: Time da Associação Olímpica de Lavras em 1940 
IMAGEM 23: Pista de atletismo da UFLA 
IMAGEM 24: Projeto de Parque Municipal na Várzea do Ibirapuera 
IMAGEM 25: Revisão do Projeto do Parque do Ibirapuera 
IMAGEM 26: Proposta de Werner Hecker para o Parque Ibirapuera 
IMAGEM 27: Proposta de Christiano Stockler para o Parque Ibirapuera 
IMAGEM 28: Plano de Conjunto 
IMAGEM 29: Maquete do primeiro projeto para o Parque do Ibirapuera 
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IMAGEM 30: Mapa atual do Parque do Ibirapuera 
IMAGEM 31: Implantação atual do Parque do Ibirapuera 
IMAGEM 32: Implantação do Complexo Penitenciário do Carandiru 
IMAGEM 33: Parque Central e Parque Esportivo em construção 
IMAGEM 34: Parque da Juventude em implantação atual 
IMAGEM 35: Setorização do Parque da Juventude 
IMAGEM 36: Vista noturna do Complexo Esportivo de Wroclaw 
IMAGEM 37: Detalhe externo do Complexo Esportivo de Wroclaw 
IMAGEM 38: Plantas baixas e fachada principal do Complexo Esportivo de Wroclaw 
IMAGEM 39: Buraco no chão da SELT devido à falta de manutenção na manilha 
IMAGEM 40: Reforma não isolada na SELT 
IMAGEM 41: Falta de manutenção no Jardim Sensorial 
IMAGEM 42: Entulhos na SELT 
IMAGEM 43: Quadra poliesportiva da SELT 
IMAGEM 44: Espaço livre, equipamentos e arborização carentes 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LISTA DE TABELAS 
 
TABELA 1: Influência positiva das áreas verdes no meio urbano 
TABELA 2: Classificação das áreas de lazer 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LISTA DE SIGLAS 
 
IAV - Índice de Área Verde 
SELT - Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo 
UFLA - Universidade Federal de Lavras 
FAU - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo 
OMS - Organização Mundial da Saúde 
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
UFOM - Estrada de Ferro Oeste de Minas 
SAL - Sociedade Amigos de Lavras 
ESAL - Escola Superior de Agricultura de Lavras 
CENAV - Centro de Apoio às Necessidades Áudio Visuais 
APAE - Associação de Pais e Amigos de Excepcionais 
ETEC - Escola Técnica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
INTRODUÇÃO...........................................................................................................15 
CAPÍTULO I - REVISÃO DE LITERATURA..............................................................18 
1.1 Áreas verdes públicas........................................................................................18 
1.1.1 Definições e breve histórico........................................................................18 
1.1.2 Funções e tipologias...................................................................................25 
1.2 Parques Urbanos................................................................................................27 
1.2.1 Aspectos legislativos e sociais do lazer......................................................27 
1.2.2 Urbanismo do esporte.................................................................................28 
1.3 A cidade..............................................................................................................28 
1.3.1 Lavras..........................................................................................................28 
1.3.2 Principais áreas verdes da cidade de Lavras..............................................33 
1.3.3 Lavras e o esporte.......................................................................................41 
CAPÍTULO II - ESTUDOS DE CASO........................................................................45 
2.1 Parque do Ibirapuera.........................................................................................45 
2.2 Parque da Juventude........................................................................................51 
2.3 Complexo Esportivo em Wroclaw......................................................................56 
CAPÍTULO III - PROBLEMÁTICA.............................................................................60 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................66 
 
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INTRODUÇÃO 
 
 A cidade de Lavras sofreu uma transição urbano-rural muito expressiva nos 
últimos anos, marcada por uma intensa expansão em suas áreas edificadas em 
detrimento das áreas verdes. Segundo Furtini et al (2010), ‘existem em Lavras 3,54 
ha de áreas consideradas ‘áreas verdes’ ou com potencial para tal.’ 
 Em conformidade a esse dado, de acordo com a Sociedade Brasileira de 
Arborização Urbana (SBAU, 1996), o IAV sugerido é de 15 m²/hab. Em 2010, Lavras 
apresenta um IAV de 0,38 m²/hab., o que, segundo Furtini (2010), ‘está muito aquém 
do valor ideal.’ 
 Como pontuam Bezerra et al. (2016), ‘o meio ambiente nessa visão é 
valorado para se chegar ao melhor padrão para o ser humano e não pelo 
entendimento de que se vive em um sistema único e interdependente.’ 
 A paisagem cultural substituiu a paisagem natural. O crescimento urbano, sob 
a égide da economia capitalista, significou uma instituição publica a serviço do 
interesse particular, com a destruição de todas as características naturais. 
(SANTOS, 1998). 
 Para Niemeyer (2000), ‘discussões acerca da melhoria dos espaços livres 
voltados ao lazer das massas se darão sobre um cenário de críticas à urbanização 
moderna decorrente do industrialismo e do progressismo dos anos 20 e 30.’ 
 A região em que a cidade está inserida é fortemente conhecida por seus 
atrativos naturais diretamente ligados à identidade cultural da população e pela 
disseminação do turismo natural e esportivo. 
 Análises da malha urbana revelaram carências relativas à oferta desses 
espaços, de acordo com Sarmiento e Morato (2010), ‘a distribuição da vegetação no 
referido município não ocorre de maneira homogênea, abrangendo apenas algumas 
áreas e/ou regiões.’ 
 Dentre os locais levantados, apenas três oferecem suporte ao livre contato 
com a natureza, a práticas de atividades físicas e promoção de bem-estar social, 
sendo eles o Parque Ecológico Quedas do Rio Bonito, a SELT e o Campus da 
UFLA, sendo o último considerado impróprio por não ser equipado para tal fim. 
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 O Parque Ecológico também não foi considerado um local adequado para 
atender à demanda em questão devido à sua localização, distante do meio urbano, 
então inacessível à boa parte da população. Por ser parte de uma iniciativa privada,também restringe seu público alvo em mais esse aspecto. Finalmente a SELT, tema 
desde trabalho, é o único local avaliado como próprio para atender às expectativas 
já citadas, possuindo equipamentos esportivos e arborização não muito adequados, 
mal distribuídos e administrados. Nela são ofertadas diversas oficinas e atividades 
voltadas para os mais diferentes públicos e faixas etárias, porém suas instalações 
não oferecem o suporte necessário para o bom desenvolvimento destas atividades. 
 A unidade leva o nome da secretaria de política pública que a administra e 
suas limitadas fronteiras são resultado do equivocado estudo de parcelamento do 
solo que privilegiou a expansão demográfica em detrimento da conservação e 
manutenção das áreas verdes. Essa leviandade causou e ainda causa impactos 
negativos muito fortes tanto no cotidiano dos indivíduos quanto nos ciclos biológicos 
que garantem qualidade de vida dos mesmos. Colaborando com essa constatação, 
 Coelho (2001) menciona que não há como fazer uma separação entre 
impacto bio-físico e impacto social, pois os dois se entrelaçam na qualificação da 
vida na cidade.’ 
 Privilegiada por sua localização no mapa, incluída em bairro residencial em 
crescente valorização, próxima ao centro da cidade, de universidades, escolas e via 
coletora importante para a mobilidade da mesma, a SELT encontra-se cada vez 
mais degradada e afetada pelo excesso de uso aliado à falta de manutenção. A 
mesma apresenta grande potencial para tornar-se referência em lazer e saúde, 
devolver a identidade natural e esportiva da cidade e ser respiro para o organismo 
ofegante que Lavras se tornou. 
 A viabilidade da reconstrução da unidade dá-se de forma em que se deseja 
oferecer uma solução para as problemáticas expostas melhorando também a 
paisagem urbana local, utilizando-se de meios para melhor aproveitar a captação de 
água, além de criar espaços propícios e planejados para a prática de diversas 
atividades físicas com qualidade, conforto e segurança, a mesma garantida por 
iluminação e posicionamento de equipamentos projetados de forma adequada à 
garantir aproveitamento e contemplação do espaço à qualquer momento. 
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 O primeiro capítulo tratará de revisar a literatura sobre o tema, esclarecendo 
sobre os aspectos que permeiam o conceito dos parques e sua importância, além de 
situar e informar sobre a cidade em que se pretende implantar o projeto e também 
sobre o objeto de estudo em si, analisando a área à ser manipulada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CAPÍTULO I - REVISÃO DE LITERATURA 
 
1.1 Áreas verdes públicas 
1.1.1 Definições e breve histórico 
 
 Há de se considerar, primeiramente, a distinção conceitual entre áreas verdes 
e espaços livres. Lima et al (1994) define as seguintes expressões para simplificar o 
entendimento da dicotomia: 
 Espaço livre: É o conceito mais abrangente, que integra os demais, 
contrapondo-se dos espaços construídos em áreas urbanas. 
 Área verde: Área onde há a predominância de vegetação arbórea, que 
englobam as praças, os jardins públicos e os parques urbanos. 
 
 Lllardent (1982) aprofunda os conceitos com as seguintes definições: 
 Sistemas de espaços livres: Conjunto de espaços urbanos ao ar livre 
destinados ao pedestre para o descanso, o passeio, a prática esportiva 
e, em geral, o recreio e entretenimento em sua hora de ócio. 
 Espaço livre: Quaisquer das distintas áreas verdes que formam o 
sistema de espaços livres. 
 Zonas verdes, espaços verdes, áreas verdes, equipamento verde: 
Qualquer espaço livre no qual predominam as áreas plantadas de 
vegetação, correspondendo, em geral, o que se conhece como parques, 
jardins ou praças. 
 
 Lima et al (1994), após tratadas as definições, exemplifica os tipos de áreas 
verdes: 
 Parque urbano: Enquadra-se como uma área verde, com função 
ecológica, estética e de lazer, no entanto com uma extensão maior que 
as praças e jardins públicos. 
 Praça: Enquadra-se como um espaço livre público cuja principal função 
é o lazer. Quando não existe a vegetação e a mesma se encontra 
impermeabilizada não é considerada uma área verde. 
 Arborização urbana: Representa elementos vegetais de porte arbóreo 
dentro da cidade. Nesse enfoque, as árvores plantadas em calçadas 
fazem parte da arborização urbana, porém não integram o sistema de 
áreas verdes. 
 
 Neste enfoque, segundo as árvores plantadas em calçadas fazem parte da 
arborização urbana, porém não integram o sistema de áreas verdes. 
 As imagens a seguir ilustram perfeitamente os exemplos acima descritos, e o 
Parque do Ibirapuera, ilustrado pela imagem 1 é o primeiro espaço que vem à mente 
quando se trata de Parque Urbano: 
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IMAGEM 1: Parque do Ibirapuera, São Paulo/SP - Brasil 
Fonte: Catraca Livre, 2015 
 
 Segundo Christiano Stockler (1951), arquiteto, político paulista e fundador da 
FAU Mackenzie, o Parque do Ibirapuera deveria prestar-se, além de seu sentido 
simbólico para a cidade de São Paulo, como espaço de recreação belo e agradável 
à contemplação humana, como arte urbana. Coloca-se contra a inserção de um 
centro de esportes e de um parque de diversões. (NEVES, 1951). 
 A praça faz parte do desenho e da elaboração teórica da nova cidade, mas 
desempenha um papel, sobretudo de lugar de passagem, voltado para o 
embelezamento e o ordenamento urbano. (CALDEIRA, 2007). 
 A respeito do exemplo de praças, tem-se a Praça do Japão, em Curitiba, 
como espaço destinado à passagem, descanso e contemplação da paisagem. 
 
 
 
 
 
 
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 Logo, a imagem 2 ilustra bem a definição de praça: 
 
 
 
IMAGEM 2: Praça do Japão, Curitiba/Paraná - Brasil 
Fonte: Tribuna PR, 2018 
 
 Finalmente, a respeito de arborização urbana, a cidade de Curitiba, no 
Paraná, é referência no assunto e a imagem 3 a seguir é exemplo claro: 
 
 
IMAGEM 3: Avenida Presidente Getúlio Vargas, Curitiba/Paraná - Brasil 
Fonte: Prefeitura de Curitiba, 2018 
 
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 O verde urbano reflete um alto grau cultural da sociedade quando esta 
entende que a vegetação, assim como o solo, o ar e a água, é uma necessidade do 
cenário urbano. (BONAMETTI, 2001). 
 Bargos e Matias (2011) propõem, adaptando Cavalheiro et al. (1999), o 
seguinte organograma, representado pela imagem 4, traz entendimento da 
classificação do verde urbano: 
 
 IMAGEM 4: Fluxograma de classificação do verde urbano 
 Fonte: Bargos e Matias, 2011. Adaptado de Cavalheiro et al, 1999 
 
 Acerca dessas conceituações, Bargos e Matias (2011) consideram que as 
áreas verdes urbanas devem apresentar-se basicamente compostas por vegetação 
arbórea e arbustiva, com solo livre de edificações ou coberturas impermeabilizantes 
em, pelo menos, 70% das áreas. Devem também ser de acesso público ou não e 
exercer minimamente funções ecológicas (como reguladoras térmicas, controladoras 
da qualidade do ar e do som, captadoras de águas pluviais e mantenedoras da 
fauna e da flora), estéticas (como valorizadoras e diversificadoras da paisagem), e 
de lazer (destinadas à recreação). 
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 Osjardins não devem ser considerados como áreas verdes pois, devido ao 
fato de suas áreas serem reduzidas, as funções ecológico-ambiental, de lazer e 
estético ficam comprometidas. (CARVALHO, 2001). 
 Lima e Amorim (2007) consideram o ambiente urbano formado pelo sistema 
natural, que correspondem aos meios físicos e biológicos, e pelo sistema antrópico, 
que diz respeito à sociedade e suas atividades. No entanto, como reforça Bezerra et 
al. (2016), o mesmo não funciona como um ambiente fechado, mas estabelece forte 
inter-relações com o meio ambiente. Segundo os primeiros autores, a ocupação e 
utilização de forma não planejada e principalmente a retirada de cobertura verde 
para construção de estradas e edificações sem o cuidado com os bens naturais 
(corpos d’água, revelo e nascentes) causam alterações no meio natural que podem 
ocasionar enchentes, deslizamentos e diversos danos que prejudicam os residentes 
locais. Ainda sobre a má administração do espaço natural, outro fator que acentuam 
essas alterações é a falta de infraestrutura básica como galerias para escoamento 
de águas pluviais, falta de rede coletora de esgoto e tratamento de resíduos, que 
finalmente são lançados indevidamente nos corpos d’água da cidade. Somado a 
esses fatores, a falta de áreas verdes arborizadas e espaços públicos destinados ao 
lazer e à recreação da população também interferem na qualidade do ambiente nos 
meios urbanos e na qualidade de vida da população. 
 Dentre as diversas transformações ocorridas no espaço urbano, a supressão 
da cobertura vegetal é uma das que contribui para alterar o clima da cidade, através 
de mudanças nos seus elementos meteorológicos (FEITOSA et al., 2011). Em 
concordância, Sorre (2006) ao discorrer sobre as mudanças climáticas causadas 
pela urbanização, atribui à cidade a responsabilidade pelo seu próprio aquecimento 
devido à supressão da cobertura verde para dar espaço às edificações, o que causa 
diminuição da umidade relativa do ar causada pela drenagem e impermeabilização 
das áreas úmidas. 
Como precursora das praças em sua representação física mais conhecida e 
reproduzida atualmente, Mumford (1982) descreve a Ágora, espaço concebido pelos 
romanos como área de uso comum com função de aglomeração, manifestações 
políticas e comerciais. Na Idade Média, com a diminuição de intensidade da vida 
urbana, as praças passariam a acumular funções urbanas específicas: praça 
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religiosa, praça cívica, praças de mercado etc. (FERREIRA, 2007). Segundo o 
mesmo autor, assim surgiram os espaços de uso alternado, utilizados tanto como 
ponto de encontro, local de celebrações e atividades coletivas. A Praça do 
Campidoglio, em Roma, representada pela imagem 5, exemplifica sobre a ágora 
romana: 
 
IMAGEM 5: Praça do Campidoglio, Roma - Michelângelo 
Fonte: Wikiarchitectura.com, 2018 
 
 Ainda segundo Ferreira (2007), nas cidades hispânicas e hispânico-
americanas, a praça maior é tida como elemento central, que funcionava como 
organizadora do traçado das vias e abrigava as grandes reuniões, os jogos, os 
mercados e os teatros. Dando seguimento, Giedion (1961) afirma que o 
Renascimento agregou função estética a esses espaços, já que as técnicas de 
perspectivas viriam a influencias a concepção dos projetos dos mesmos, que ainda 
incorporavam elementos definidores como obeliscos, fontes e pórticos. 
Posteriormente, a praça barroca viria a assumir por si só um papel 
monumental, geralmente compondo o 'cenário barroco' e dando destaque a palácios, 
igrejas, habitações. (Ferreira, 2007). A Piazza San Pietro, ilustrada pela imagem 6, 
também em Roma, é exemplo claro de praça barroca: 
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IMAGEM 6: Piazza San Pietro, Roma - Bernini 
Fonte: http://artedadrikkinha.blogspot.com.br 
 
 Ferreira (2007) ainda pontua que nessa visão as praças passar a servir como 
palco da vida social aristocrática nos centros urbanos. A Revolução Industrial, a 
consequente explosão demográfica e as políticas higienistas, os espaços livres 
ganham importância, incorporando sistemas de áreas livres destinados à recreação 
e ao ócio das classes mais abastadas. O mesmo autor esclarece que surgem na 
Inglaterra, no século XIXI os primeiros grandes parques públicos destinados ao lazer 
das massas, cuja influência reflete os parques criados no Brasil no século seguinte. 
Por fim, Elias e Pequeno (2007) afirmam que o processo de urbanização no 
Brasil se intensificou a partir dos anos 1950, caracterizando-se pela crescente 
concentração da população e das atividades econômicas em poucas cidades que se 
tornaram metrópoles com a chegada das novas formas de produção e consumo, 
aliadas aos novos padrões econômicos e culturais. 
 
 
 
 
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1.1.2 Funções e tipologias 
 
 A área verde destina-se ao convívio social e manutenção da qualidade da 
paisagem biológica e urbana, e segundo Balza (1998), estabelece oito funções, 
sendo elas estética, contemplativa, planejadora de opiniões, social, cultural, além de 
uso orgânico, ecológico e estruturante. Ainda considerando as funções do espaço 
verde público, Guzzo (1999) ‘considera três principais: ecológica, estética e de 
lazer.’. Diz Loboda e Angelis (2005) que ‘a função social está diretamente 
relacionada à oferta de espaços para o lazer da população.’. Os mesmos autores 
ainda explicitam que as áreas verdes são de extrema importância para a 
manutenção da qualidade de vida urbana, agindo diretamente sobre os aspectos 
físicos e mentais humanos, ao passo em que absorvem ruídos, atenuam o calor e o 
sentimento de opressão, contribuem para o melhoramento do senso estético, entre 
tantos outros benefícios. 
 A tabela 1 demonstra a influência positiva das áreas verdes no ambiente 
urbano: 
 
TABELA 1: Influência positiva das áreas verdes no ambiente urbano. 
Fonte: Adaptado de Carvalho, 2001 
 
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 As vantagens de um bom planejamento das áreas verdes urbanas e rurais 
baseiam-se nas contribuições para a melhoria dos aspectos estético e ambiental do 
ambiente urbano, atenuando os impactos ocasionados a população e ao meio 
ambiente, em decorrência desse desenvolvimento. (MARTINS et al., 2014). Para os 
mesmos autores, as áreas verdes possuem grande importância para o ambiente 
urbano, já que possuem como principal objetivo a preservação do meio ambiente. 
 Segundo Loboda e Angelis (2005) a princípio as áreas verdes tinham a 
função de dar prazer à vista e ao olfato. Somente no século XIX é que assumem 
uma função utilitária, sobretudo nas zonas urbanas densamente povoadas. Os 
autores ainda acrescentam que certos conhecimentos desenvolvidos e aprimorados 
na Idade Média quando surgiram os jardins botânicos, os quais davam ênfase ao 
cultivo e manutenção de espécies medicinais. Com o advento do Renascimento, o 
homem passou a cultivar uma grande variedade de espécies vegetais de diferentes 
regiões, que eram colecionadas e expostas em jardins botânicos do Velho Mundo. 
 Na tabela 2, Magnoli e Kliass (1993) classificam os espaços de lazer da 
seguinte forma: 
 
TABELA 2: Classificação dos espaços de lazer. 
Fonte: Adaptado de Magnoli e Kliass, 1993 
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1.2 Parques Urbanos 
1.2.1 Aspectos legislativos e sociais do lazer 
 
 O lazer é um dos direitos sociais (ConstituiçãoFederal - art.6º, 1988). Refere-
se às atividades exercidas no tempo que sobra após o cumprimento das obrigações, 
sendo as mesmas prazerosas tanto para o corpo quanto para a mente. Como direito 
fundamental, é dever do Poder Público propiciar e facilitar o acesso da população a 
esse bem. A OMS estabelece um índice de 12 m² de área verde por habitante. 
(HARDER et al., 2005). 
O direito ao lazer garante, desde sempre, manutenção do bom 
desenvolvimento do meio urbano, seja melhorando a paisagem ou a qualidade de 
vida dos moradores, e, segundo afirma Parker (1978) apud Câmara (2015), o lazer 
surge pela necessidade de descanso, já que as classes operárias nas sociedades 
industriais se encontravam em estado de exploração e consequente esgotamento do 
trabalho. Com isso, se fazia necessário um tempo de folga após períodos de 
trabalho. O lazer passa, nesse sentido à ser considerado e exigido pelos 
trabalhadores como um direito básico. A respeito do processo de industrialização 
urbana, Marcellino et al (2007) aponta que o processo de urbanização influencia na 
democratização ou na carência/ausência de espaços e equipamentos de lazer nas 
cidades. Segundo o mesmo autor, (2002), ‘o espaço para o lazer é o espaço 
urbano’. 
 Le Corbusier (1989) na Carta de Atenas reflete que ‘ao longo dos séculos 
foram sendo acrescentados anéis urbanos, substituindo a vegetação pela pedra e 
destruindo as superfícies verdes, pulmões da cidade. Nessas condições, as altas 
densidades significam o mal-estar e a doença em estado permanente.’ 
 Já segundo Loboda e Angelis (2005), a qualidade de vida urbana está 
diretamente atrelada a vários fatores que estão reunidos na infraestrutura, no 
desenvolvimento econômico-social e àqueles ligados à questão ambiental.’ Também 
pontua que ‘no caso do ambiente, as áreas verdes públicas constituem-se 
elementos imprescindíveis para o bem estar da população, pois influencia 
diretamente a saúde física e mental da população.’ Henke-Oliveira (1996) afirma que 
‘o estilo de vida urbano e a estrutura cultural das cidades são elementos associados 
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à tendência ao sedentarismo, aumentando a demanda por áreas verdes e espaços 
para recreação. ’ 
 
1.2.2 Urbanismo do esporte 
 
 Para Garcia (1997), independentemente do tipo ou modelo de espaço público 
adotado pelas cidades, o projeto de modernização do espaço urbano quase sempre 
incorpora como valor a ética e a estética do lazer. 
 Atualmente, as praças ou áreas verdes, têm fundamental importância em uma 
cidade, sendo utilizadas por pessoas de todas as idades e classes sociais, com a 
função de promover uma qualidade de vida melhor para população, fornecendo aos 
seus usuários recreação, lazer e uma vida mais saudável. (SILVA et al., 2008) 
 Para uma atividade física ser classificada como esporte, ela deve ocorrer sob 
um conjunto particular de circunstâncias. (BARBANTI, 2006). 
 
1.3 A cidade 
1.3.1 Lavras 
 
 A cidade de Lavras localiza-se na mesorregião do Campo das Vertentes, no 
estado de Minas Gerais, há cerca de 247km de Belo Horizonte, capital do estado, 
segundo o IBGE. O município de Lavras, após as separações político-
administrativos de 1938, 1943, 1948 e início dos anos 1960, foi perdendo seus 
distritos para municípios vizinhos recém-criados, sendo atualmente composto por 
distrito único, contando apenas com a aglomeração urbana da sede. (PREFEITURA 
MUNICIPAL DE LAVRAS, 2017, apud IBGE, 2017) 
 Segundo Garcia (2017), Lavras tem uma extensão territorial total de 564,7 
km², sendo que destes 54,6 km² são considerados território urbano. Para o mesmo 
autor, a cidade possui uma área total somente urbana de 41 km². A Prefeitura de 
Lavras (2017) estipula que sua população conforme o censo de 2010 era de 92.200 
habitantes, e na estimativa de 2017 era de 102.124 habitantes. 
 
 
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 A imagem 7 a seguir mostra a localização geográfica da cidade no território 
nacional: 
 
IMAGEM 7: Localização de Lavras no estado de Minas Gerais 
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lavras 
 
 O estabelecimento oficial de Lavras dá-se com a emissão da Carta de 
Sesmaria, enviada do governador da capitania de Minas Gerais aos primeiros 
colonizadores e expedida em 15 de janeiro de 1737. As sesmarias eram 
instrumentos jurídicos portugueses que normatizavam a distribuição de terras 
destinadas à produção agrícola. Ao receber o direito de explorar as novas terras, os 
sesmeiros tinham, em contrapartida, de fazê-lo dentro de determinado prazo, além 
de pagar os impostos devidos. (PREFEITURA MUNICIPAL DE LAVRAS, 2017). Na 
Carta, os sesmeiros afirmavam ‘ter posses e benfeitorias há mais de sete anos no 
Funil do Rio, que somente começou a crescer alguns anos depois, quando se 
instalaram as primeiras famílias. 
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 O ‘funil’ deve-se ao fato de existir uma garganta no Rio Grande, onde existia a 
Ponte do Funil. (SILVA, 2013). 
 Németh-Torres (2011) afirma que um decreto de 13 de outubro de 1831 
elevou a povoação do arraial à condição de vila e este fato representou a 
emancipação política através da criação de uma Câmara Municipal própria. Em 20 
de julho de 1868, através de uma lei provincial, a vila foi elevada à categoria de 
cidade e passou a se chamar apenas Lavras. O mesmo autor ainda pontua que 
Maurício Pádua, prefeito da cidade à época, nos preparativos para as 
comemorações do Sesquicentenário de Lavras, definiu o 13 de outubro como 
aniversário da mesma. 
 Segundo o mesmo autor, o primeiro núcleo habitacional da microrregião de 
Lavras surgira em Carrancas por volta de 1715, quando sua extensão total 
englobava diversas regiões que hoje são cidades independentes, como Carrancas e 
Luminárias. O primeiro arraial a ocupar a zona urbana de Lavras surgiu, segundo 
Németh-Torres (2010), e algum momento entre 1729 e 1751, quando o bispado local 
recebera um pedido dos moradores para construir a capela de Sant’Ana, hoje Igreja 
de Nossa Senhora do Rosário, e por volta de 1754, segundo Costa (1911), o mesmo 
já possuía 43 casas. 
 Os primeiros moradores do núcleo urbano Lavrense foram bandeirantes 
paulistas que vieram de Santana do Parnaíba, município de São Paulo, e fundariam 
anos depois o Arraial dos Campos de Sant’Ana das Lavras do Funil. (COSTA, 1911). 
Segundo Németh-Torres (2012), figura ilustre à cidade é Francisco Bueno da 
Fonseca, líder de uma revolta com um desembargador português em São Paulo, por 
volta de 1912. Para o mesmo autor, o revolucionário estabeleceu-se na região entre 
os anos de 1920 e 1921. 
 
 
 
 
 
 
 
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 A imagem 8 ilustra a altimetria da cidade no final dos anos 20: 
 
IMAGEM 8: Município de Lavras em 1927 
Fonte: Acervo pessoal - Renato Libeck, 2017 
 
 Lavras possui uma estreita relação com a valorização do espaço urbano 
muito mais dedicado a priorizar a circulação de veículos e o adensamento 
construtivo. Para levar seus passageiros através da longa subida para a cidade, a 
EFOM construiu uma linha de bonde elétrico em 1910 e adquiriu dois carros de 11 
bancadas de 2 eixos da Waggonfabrik Falkenried, de Hamburgo, Alemanha. 
(PREFEITURA DE LAVRAS, 2017). 
 De acordo com Vilela (2007), a cidade passou por expoente crescimento 
demográfico e populacional com ênfase nos anos 50, muito ricos em cultura, arte e 
esporte, valorizados pela formação de umabiblioteca pública e de um museu 
municipal. Segundo a Pró-Reitora de Extensão e Cultura da Universidade Federal de 
Lavras (PROEC/UFLA, 2018), O Museu Bi Moreira, começou a tomar forma em 
1949 por iniciativa da SAL e foi oficialmente inaugurado em 1980 durante as 
celebrações de 75º aniversário da ESAL. 
 A imagem 9 mostra a cidade nos anos de 1980: 
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IMAGEM 9: Vista aérea de Lavras em 1950 
Fonte: Acervo pessoal - Renato Libeck, 2017 
 
 A cidade é regionalmente conhecida como ‘Terra dos Ipês e das Escolas’, 
devido à grande concentração e variedade da árvore no meio urbano e nas 
imediações, e também à vasta oferta de instituições de ensino públicas e privadas 
nos mais diversos graus e modalidades. A imagem 10 a seguir mostra uma vista 
aérea panorâmica de parte do meio urbano Lavrense: 
 
 
IMAGEM 10: Vista panorâmica de Lavras 
Fonte: Lavras 24 Horas, 2017 
 
 Lavras possui grande potencial turístico, ambiental e educacional, atraindo 
principalmente estudantes e jovens que buscam desfrutar de suas potencialidades. 
A cidade é provida de grande beleza natural e também cercada de pequenas outras 
cidades cujos movimentos culturais influenciam a população local. 
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1.3.2 Principais áreas verdes da cidade de Lavras 
 
 Lavras possui diversas áreas verdes nas mais diversas tipologias, como 
praças de bairros, grandes áreas loteadas e não edificadas, grandes glebas de 
terras particulares com alto valor agregado, áreas institucionais, alguns pequenos 
clubes e jardins residenciais. 
 A cidade de Lavras, assim como muitas outras cidades brasileiras necessitam 
de uma reestruturação em suas secretarias municipais. (GARCIA, 2017). A imagem 
12 a seguir mostra a distribuição e área de abrangência das áreas verdes 
disponíveis dentro dos limites urbanos de Lavras: 
 
IMAGEM 11: Limites urbanos da cidade de Lavras-MG, suas áreas verdes públicas e seus 
respectivos raios de influência. 
Fonte: Retirado de Garcia, 2017 
 
 Observa-se que apesar de haver uma quantidade significativa de áreas 
verdes espalhadas pela malha urbana da cidade, a mesma não é suficiente para 
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atender a população de forma uniforme. Considerando-se todas as áreas verdes 
públicas da cidade, ou seja, 45 praças, tem-se um total de 75.534 m². Porém, 
apenas 30 praças apresentaram características que permitem ser consideradas 
áreas verdes públicas, totalizando então 59.363 m². (GARCIA, 2017). 
 A cidade conta com algumas áreas verdes muito frequentemente usadas com 
ponto de referência, sejam como ponto de encontro ou marcos histórico-ambientais. 
 Como foco da vida pública Lavrense, a Praça Dr. Augusto Silva é a maior 
praça da cidade e localiza-se na região central da cidade. Além de concentrar o 
comércio e ser agradável local de descanso, contemplação e manifestações 
populares, também serve como divisora do fluxo de trânsito do bairro e ainda é 
pontuada com diversas pequenas homenagens às personalidades célebres da 
cidade. Foi palco de muitos encontros políticos e celebrações relevantes na década 
de 40, e continua contribuindo de maneira fundamental para o embelezamento e 
melhor qualidade de vida dos seus usuários, promovendo encontros, feira de 
artesanato aos domingos, área de reflexão e contato com a natureza, além de outros 
eventos sociais. (SILVA. et al, 2008). Ainda citando Silva (2008), a mesma já possuiu 
outros nomes, como Largo da Matriz e Jardim Municipal, está situada na parte 
central da cidade e possui uma área total de 9.594,37 m2, incluindo a Praça 
Leonardo Venerando Pereira, segundo levantamento planimétrico realizado. 
 Silva et al. (2008) afirma que a mesma foi inaugurada em 29 de novembro de 
1908, 277 anos após a fundação da cidade e que o nome é uma homenagem ao 
médico Lavrense Dr. Augusto José da Silva. 
 Atualmente a Praça é suportada de bancos e lixeiras, além de iluminação 
bem situada por toda sua extensão. Abriga diversas espécies arbóreas tradicionais 
da cidade, como a Tipuana, o Ipê e o Pau Ferro, dois pontos de taxi e recebe 
dominicalmente a feira de artesanato e um pequeno playground móvel para 
crianças, além de feiras de livros e apresentações culturais diversas. 
 A imagem 13 mostra o busto do Doutor Augusto José da Silva e, ao fundo, a 
fonte que compõe o jardim central: 
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IMAGEM 12: Praça Dr. Augusto Silva 
Fonte: Rádio Cultura de Lavras, 2017 
 
 Nota-se a abundância e variedade de vegetação, além do cuidado com o 
jardim e o conforto que as áreas sombreadas trazem. 
 Também possui um Parque, o Parque Ecológico Quedas do Rio Bonito 
localizado a 9 km da cidade, não havendo parques públicos urbanos. (BOLDRIN et 
al., 2016). 
 O Parque, oficialmente denominado Parque Municipal Florestal Abraham 
Kasinski, é uma propriedade particular aberta ao público localizada no município 
de Lavras, estado de Minas Gerais, no Brasil. (Site Oficial do Parque, 2018). Foi 
criado em 1976 através da aplicação da Lei Municipal nº 1042 e possui uma área de 
235.000m² com remanescentes da Mata Atlântica da serra da Bocaina. Constitui a 
maior área verde pertencente à Lavras e abriga grande variedade de fauna e flora 
importantes à pesquisa científica e que funcionam como suporte para esportes como 
arvorismo e trilhas. Também possui infraestrutura voltada ao lazer, como piscinas, 
cachoeira, restaurante, mirante, playground e lago com pedalinhos. Encontra-se 
distante cerca de 16km do centro urbano da cidade e como já dito, por ser de 
iniciativa privada, torna o acesso restrito à parcela da população que pode pagar 
para frequentar. A seguir, a imagem 14 mostra uma vista aérea da área do Parque: 
 
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IMAGEM 13: Vista aérea do Parque Ecológico Quedas do Rio Bonito 
Fonte: Acervo pessoal - Flávio Vilela, 2010 
 
 Já a UFLA com seus 6.000.000m² de área total e 250.000m² de campus 
construído, é outro forte ponto de referência para a cidade de Lavras, devido à 
qualidade dos cursos oferecidos e à deslumbrante área verde em que está inserida. 
Fundada em 1908 sob o lema do Instituto Gammon ‘Dedicado à glória de Deus e ao 
Progresso Humano’, a Escola Agrícola de Lavras passou a ser chamada Escola 
Superior de Agricultura de Lavras, em 1938. (UFLA, 2018). As imediações da 
Instituição são comumente usadas pela população da cidade para a prática de 
diversas atividades físicas e culturais, visto que a mesma possui um Centro 
Esportivo e uma pista de atletismo. O intenso fluxo de praticantes em conflito com o 
fluxo de estudantes que utilizam o mesmo espaço para ambas atividades reflete num 
trânsito de veículos muitas vezes congestionado, divido por ônibus, carros e 
bicicletas de discentes e praticantes. A imagem 15 a seguir mostra uma vista aérea 
da UFLA: 
 
 
 
 
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IMAGEM 14: Vista aérea do Campus da Universidade Federal de Lavras 
Fonte: TVU Lavras, 2017 
 
 A Praça Monsenhor Domingos Pinheiros, também conhecida como Praça das 
Mercês, foi construída em 1819 por um grupo de moradores da vila de Lavras. A 
Igreja das Mercês foi consagrada em 1849 e, posteriormente teve seu nome mudado 
para o atual à fim de homenagear o fundador da consagração das Irmãs de NossaSenhora da Piedade. A imagem 16 a seguir mostra a Igreja das Mercês e parte do 
paisagismo da Praça: 
 
IMAGEM 15: Praça Monsenhor Domingos Pinheiros 
Fonte: Mapio.net, 2010 
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 No mesmo sentido do fluxo urbano do centro da cidade, a Praça Dr. Jorge é 
de suma importância por se relacionar com as origens históricas e paisagísticas de 
Lavras e por contribuir com o equilíbrio do conforto ambiental. Mantém o mesmo 
traçado original de formas rígidas retilíneas. Divide-se em dois momentos, sendo o 
primeiro a praça propriamente dita e o segundo, um pequeno adendo em forma de 
rotatória. 
 Para Silva et al. (2016): 
 
A Praça Dr. Jorge é um dos marcos mais antigos da cidade de Lavras, 
assim denominada em homenagem à memória do notável mineiro Dr. José 
Jorge da Silva (nasceu em 1810 e faleceu em 1880), residiu em Lavras por 
muitos anos e também foi deputado provincial de 1835 a 1837, sendo 
reeleito em 1838 a 1839. Registros da década de 1920 relatam que a praça 
teve seu início em 1899, pois nesta época o espaço já fazia parte do 
povoado. 
 
 Ainda segundo Silva (2016), atualmente a praça ocupa uma área de 
2.347,82m² na região central da cidade, fazendo a divisão entre as vias que ligam a 
zona norte à zona sul. Abriga espécies frondosas como Ipê Roxo e Alfeneiro do 
Japão, uma banca de jornal, um ponto de taxi e é palco da feira livre semanal. A 
imagem 17 a seguir mostra a beleza do Ipê Rosa num entardecer na Praça Dr. 
Jorge: 
 
IMAGEM 16: Praça Doutor Jorge 
Fonte: Lavras 24 Horas, 2016 
 
 Marco da zona norte e parte da história ferroviária da cidade, a Praça Doutor 
José Esteves, popularmente conhecida como Praça da Estação foi construída à 
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frente do primeiro prédio da Estação Ferroviária de Lavras, projetada para receber e 
despachar passageiros. Abriga uma locomotiva modelo Baldwin que ‘operou de 
1929 até 1969 e com o passar do tempo foi abandonada e destruída por vândalos.’ 
(ESTADO DE MINAS, 2013). 
 O prédio era formado por uma única edificação com diversos adornos que 
marcaram a história do século XIX. A praça recebeu sua denominação através do 
decreto de 10 de dezembro de 1939. Sobre o Dr. José Esteves de Andrade Botelho, 
este nasceu em Lavras no dia 18 de abril de 1855 e formou-se em medicina no ano 
de 1879. (PREFEITURA DE LAVRAS, 2018). A imagem 18 mostra parte da Praça 
Dr. José Esteves e a da locomotiva: 
 
IMAGEM 17: Praça Doutor José Esteves e a locomotiva Baldwin 
Fonte: Prefeitura Municipal de Lavras, 2017 
 
 Garcia (2017) ainda aponta que das áreas públicas existentes em Lavras, 
apenas 30 possuem características aceitáveis para serem consideradas áreas 
verdes públicas e conclui que distribuição das áreas verdes públicas na malha 
urbana se dá de forma heterogênica, a maioria das regiões e bairros de Lavras não 
possuem praças como também nenhum acesso a uma próxima. 
 Finalmente, a Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo (SELT), espaço verde 
público destinado ao lazer e ao esporte que leva o nome da repartição pública que o 
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40 
 
administra, carece de referências bibliográficas, mas apresenta-se como área 
destinada à prática de atividades físicas dentro do centro urbano da cidade. É usado 
pela população de diversas faixas etárias e para diversos fins, desde descanso à 
encontros, reuniões, oficinas e demais atividades coletivas. A SELT recebe 
semanalmente diversos grupos que desenvolvem atividades importantes junto à 
sociedade, sendo eles o Projeto Conquista, voltado para pessoas portadoras de 
necessidades especiais, o CENAV, o Grupo Alegria de Viver, voltado para o público 
da 3ª idade e atividades juntamente com a APAE. A imagem 19 a seguir mostra uma 
vista da SELT, destacada pela área colorida: 
 
IMAGEM 18: Vista aérea da SELT 
Fonte: Google Earth, 2018 
 
 O local encontra-se, por observação, ligeiramente malcuidado, carente de 
iluminação adequada e diversos equipamentos e mobiliários urbanos como mostra a 
imagem 20: 
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IMAGEM 19: Entrada da SELT 
Fonte: André Luis Fontes, 2016 
 
 O espaço é muito utilizado por toda a população da cidade, principalmente do 
entorno que é mais constituído por residências e instituições de ensino. 
 
1.3.3 Lavras e o esporte 
 
 Em Lavras, o futebol foi introduzido no Ginásio de Lavras (atual Instituto 
Presbiteriano Gammon) em 1905 pelo Dr. Knight, que trouxera a primeira bola de 
couro e uma luva de baseball de seu país natal, os Estados Unidos. (TORRES, 
2011). O mesmo autor ainda lembra que um dos primeiros futebolistas da cidade foi 
Getúlio de Oliveira, e junto à Jonas Soeiro fundaram o Lavras Sport Clube em 1913. 
Ainda na década de 10 nasceu também o primeiro clássico futebolístico local, o 
Lavras versus Sport Club Hymalaia. 
 Segundo dados da Prefeitura Municipal de Lavras (2017), a Liga Esportiva de 
Desportos de Lavras (LEDL), fundada em 1943 deu início à uma organização no 
futebol, auxiliada pela Associação Olímpica de Lavras, fundada em 1937, pela 
Associação Atlética Ferroviária, fundada em 1944 e pelo Ferroviário Esporte Clube 
Ribeirense. Juntos fundaram o primeiro Campeonato Municipal de Lavras, em 1945, 
como mostra a imagem 21 a seguir: 
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42 
 
 
IMAGEM 20: Time do Hymalaia em 1915 
Fonte: Németh Torres, 2011 
 
 Em 1953, o Fabril Esporte Clube, fundada em 1932, juntou-se à Liga, e a 
imagem 22 mostra os jogadores nos anos 30: 
 
IMAGEM 21: Time do Fabril Esporte Clube em 1932 
Fonte: História do Futebol, 2018 
 
 A seguir, a imagem 23 retrata o time da Associação Olímpica de Lavras, em 
1940: 
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43 
 
 
IMAGEM 22: Time da Associação Olímpica de Lavras em 1940 
Fonte: Acervo pessoal - Renato Libeck, 2018 
 
 A cidade possui também dois antigos clubes advindos de sociedades 
desportivas, o Lavras Tênis Club, fundado em 1933, e o Clube Campestre Celso 
Baptista Dias, fundado em 1973. Também possui diversas equipes desportivas em 
colégios e na Universidade Federal de Lavras, com disputas no vôlei, handball, 
basquete, natação, rugby e atletismo, como mostra a imagem 24: 
 
 
IMAGEM 23: Pista de atletismo da UFLA 
Fonte: Eventos UFLA, 2017 
 
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 Torres (2011) acrescenta que a cidade tem importantes marcos competitivos 
contra times de São João Del Rey, em 1914 e contra o famoso Clube Atlético 
Mineiro, em 1929. Sendo assim, Lavras mostra uma brilhante trajetória no cenário 
esportivo, sendo até hoje palco para diversas atividades como vôlei, basquete, 
escalada, ciclismo, corrida e muitos outros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CAPÍTULO II - ESTUDOS DE CASO 
 
2.1 Parque do Ibirapuera 
 
 Ficha Técnica 
 
 Arquitetura: Oscar Niemeyer, Hélio Uchoa, Zenon Lotufo, Eduardo Kneese 
 de Melo, Ícaro de Castro Melo 
 Colaboradores: Gauss Estelita e Carlos Lemos 
 Paisagismo: Otávio Augusto Teixeira Mendes 
 Localização: São Paulo, Brasil 
 Área: 1.584.000m² ou 158ha 
 Ano do projeto: 1954Segundo Barone e Sampaio (2007), o Ibirapuera é o primeiro parque urbano 
de São Paulo. Sua idealização deu-se a partir da necessidade da criação de um 
parque que atendesse à toda a população de São Paulo na década de 20. Projeto 
de Oscar Niemeyer e colaboradores, conta com 1.584.000m² de área verde pública 
e foi concebido para ser palco da comemoração do IV Centenário da Fundação de 
São Paulo, em 1954, momento de grande crescimento urbano em que a cidade se 
elevava à condição de ‘metrópole moderna’. O espaço fora também projetado para 
abrigar edificações destinadas a exposições comemorativas, muitas delas dos 
famosos arquitetos Oscar Niemeyer e Rosa Kliass. 
 Advindas de terras devolutas (que passam ao poder da Prefeitura local em 
caso de morte do proprietário e ausência de herdeiros), no final do século XIX, por 
volta de 1890, e situada numa área de várzea muito preservada e que correspondia 
à um gigantesco vazio urbano, foi aos poucos viabilizada para a execução do 
Parque. 
 Foi na gestão de José Pires do Rio na Prefeitura de São Paulo que se pensa 
pela primeira vez na construção de um grande parque público ‘útil à higiene da 
população urbana (ANDRADE, 2004). Para o mesmo autor, Pires do Rio foi o 
responsável pela ampliação das áreas do parque através da incorporação de terras 
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ao poder público. Uma das ações mais importantes de uma permuta em 1927, que, 
transferência do viveiro de plantas municipais localizado do terreno permutado para 
o terreno do Parque, que resultou no início do mesmo. O viveiro ainda cuida da 
drenagem do Parque desde 1928. A imagem 25 ilusta a primeira proposta paisagista 
para o Parque, de autoria de Reinaldo Dierberger, de 1929, que se preocupava com 
o embelezamento da cidade e manutenção da saúde pública da cidade: 
 
IMAGEM 24: Projeto de Parque Municipal na Várzea do Ibirapuera 
Fonte: Reinaldo Dierberger - 1929 
 
 O projeto concentra-se na disposição de atividades de esporte, diversão e 
cultura, dentro do conjunto de logradouros, bosque, passeios, ruas, caminhos, lagos 
e avenidas, deixando clara a instalação do Hipódromo da Moóca. (ANDRADE, 
2004). 
 Ainda na gestão de Pires do Rio, o engenheiro Prestes Maia, então Secretário 
de Viação e Obras Públicas, apresentou seu Plano de Avenidas e nele inseriu uma 
proposta para o futuro parque. (ANDRADE, 2004) 
 Ainda citando Andrade, em maio de 1933 a Repartição de Águas e Esgoto de 
São Paulo não havia concordado com o projeto de Dierberger pelo mesmo 
dispensar previsões sobre esgoto e águas pluviais. Esse fato levou à elaboração de 
um novo projeto para o Parque intitulado Revisão do Projeto do Parque do 
Ibirapuera cujo memorial foi assinado pelo engenheiro Marcial Fleury de Oliveira, 
como ilustra a imagem 26: 
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47 
 
 
IMAGEM 25: Revisão do Projeto do Parque do Ibirapuera 
Fonte: Marcial Fleury de Oliveira - 1933 
 
 Devido à intenção de incorporar a área do Parque à área do Hipódromo da 
Mooca, o engenheiro Werner Hecker, em 1935 elabora a seguinte proposta, que 
representada pela imagem 27, acrescenta uma ‘alça’ à praça circular e direciona à 
uma nova concepção do espaço: 
 
IMAGEM 26: Proposta de Werner Hecker para o Parque Ibirapuera 
Fonte: Werner Hecker - 1948 
 
 Em 1948, membros internos da Prefeitura em 1951, o arquiteto engenheiro 
Christiano Stockler das Neves propõe nova implantação para a área do Parque, de 
acordo com a imagem 28: 
 
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IMAGEM 27: Proposta de Christiano Stockler para o Parque Ibirapuera 
Fonte: Christiano Stockler das Neves - 1951 
 
 Em 1951, Cicillo Matarazzo, atual presidente da Comissão do IV Centenário 
da cidade de São Paulo convoca diversos colaboradores, inclusive o arquiteto Oscar 
Niemeyer e os mesmos propõem um projeto completamente contrário às suposições 
de Stockler que direcionam à um novo olhar do urbanismo para o local, como ilustra 
a imagem 29 abaixo: 
 
IMAGEM 28: Plano de Conjunto 
Fonte: Oscar Niemeyer e colaboradores, 1951 
 
 A equipe do arquiteto Oscar Niemeyer era composta por Zenon Lotufo, 
Eduardo Kneese de Mello e Hélio Cavalcanti, com colaboração de Gauss Estelita e 
Carlos Lemos (ANDRADE, 2004). A maquete da proposta da equipe é ilustrada 
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através do rompimento com as propostas anteriores através da elaboração de 
diversas marquises que ligariam os completos entre si, através de um traçado 
orgânico e delicado que conversa com a vegetação do entorno. A proposta mostra-
se posteriormente inviável pela dúvida gerada em torno do destino das marquises 
após o término das comemorações do Centenário e do alto custo de uma possível 
demolição. 
 A imagem 30 mostra a situação anteriormente descrita: 
 
IMAGEM 29: Maquete do primeiro projeto para o Parque do Ibirapuera 
Fonte: Oscar Niemeyer e colaboradores - 1952 
 
 Desta maneira, finalmente o projeto foi aprovado com a restrição do excesso 
de marquises, restringindo-as à singelas passarelas entre o Pavilhão da Agricultura, 
o Pavilhão das Indústrias, o Pavilhão das Nações, o Pavilhão dos Estados e o 
Pavilhão de Exposição. Andrade (2004) ainda conclui que o Parque foi oficialmente 
inaugurado, em 21 de agosto de 1954, e concebido como um projeto de espaço de 
arte e cultura, de recreação e esportes. 
 Segundo Barone (2007), a criação de um Parque suportado de edificações 
para exposições de bens culturais, industriais e científicos estava muito atrelada à 
uma dimensão de ‘missão civilizatória.’ 
 A plástica adotada por Oscar Niemeyer completava assim um percurso no 
qual a cidade podia enxergar-se como a imagem do próprio país – capitaneando-o 
no presente, no futuro, e integrando-o a uma esfera global. (MARINS, 1999). 
 
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 A imagem 31 abaixo ilustra o mapa atual das instalações do Parque: 
 
IMAGEM 30: Mapa atual do Parque do Ibirapuera 
Fonte: Parque Ibirapuera Conservação, 2018 
 
 Analisando o mapa, é possível observar que o Parque se divide em dois 
momentos através do lago que separa as áreas edificadas das áreas verdes livres. 
 O Ibirapuera representa para a cidade de São Paulo a expressão urbanística 
da contra-mão. Ao passo em que a cidade caminha para um modelo de urbanização 
que prioriza a densidade construtiva, o Parque contrapõe-se como local de respiro e 
oferece conforto térmico, lazer, cultura e educação para a população. 
 Já a imagem 32 a seguir mostra a atual implantação do Parque no meio 
urbano paulista: 
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IMAGEM 31: Implantação atual do Parque do Ibirapuera 
Fonte: The Urban Earth, 2010 
 
 Observa-se facilmente que o Parque atende a população numa grande área 
de abrangência muito adensada. Tem ação térmica, regulando a temperatura e 
melhorando o clima local, terapêutica enquanto serve de respiro e local de lazer e 
contemplação, e de valorizador da paisagem urbana. 
 
2.2 Parque da Juventude 
 
 Ficha Técnica 
 
 Arquitetura: Aflalo & Gasperini Arquitetos 
 Localização: São Paulo, Brasil 
 Área do terreno: 240.000m² ou 24ha 
 Área construída: 34.360m² ou 
 Ano do projeto: 2007 
 
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 O Parque da Juventudemudou a paisagem da zona norte da cidade de São 
Paulo ao substituir o Complexo Penitenciário Carandiru por uma área de lazer e 
entretenimento ao ar livre. (Governo de São Paulo, 2018). Como afirma Torres (1982 
apud Bianchini, 2018), o bairro o qual está inserido o Parque pertence à prefeitura 
regional de Santana e o mesmo é fruto de uma ocupação tardia ao norte do Rio 
Tietê e intensificou-se com a implantação da mini-estrada de ferro Tramway 
Cantareira. 
 O presídio, que chegou a ser o maior da América Latina nos anos 90, após 
ser palco do massacre de 111 presos, hoje dá lugar a um complexo esportivo de 24 
hectares. Com projeto aprovado em 1999 através de um concurso público do 
Governo de São Paulo, foi concluído em 2007 e é referência histórica na zona norte 
de São Paulo. 
 É um complexo cultural que abriga atividades voltadas à saúde, educação, 
lazer, esporte, cultura e turismo. Presta grande serviço à sociedade e ao meio 
ambiente ao ser transformador do meio em que está inserido, antes degradado e 
marcado pela morte - do espaço e das pessoas -, ao passo em que se apresenta 
como uma manobra no passado, rumo à construção de uma sociedade menos 
marcada pela violência. Faz parte de um plano de despoluição e renaturalização do 
Córrego Carajás que, canalizado, corta a área do Parque e desagua no Rio Tietê. 
 Para Martignoni (2006, apud Hannes, 2014), o Parque da Juventude reciclou 
esse espaço e o reintegrou a cidade, fez a população local ‘respirar aliviada’, 
trazendo de volta ao bairro de Santana um pouco do clima bucólico e tranquilidade. 
A imagem 33 mostra a região do Complexo Penitenciário antes de sua demolição. 
Nota-se uma edificação rígida e intimidadora que não dialoga com o entorno, o 
adoece e desvaloriza. 
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IMAGEM 32: Implantação do Complexo Penitenciário do Carandiru 
Disponível em: http://aflalogasperini.com.br/blog/project/parque-da-juventude/ 
 
 A partir da execução dos primeiros projetos pós demolição, o entorno já 
demonstra vitalidade e cor ao passo em que chama os moradores e transeuntes à 
utilizar o local. A edificações do antigo Complexo são gradativamente substituídas 
pelo verde, como mostra a imagem 34: 
 
IMAGEM 33: Parque Central e Parque Esportivo em construção 
Disponível em: http://aflalogasperini.com.br/blog/project/parque-da-juventude/ 
 
 
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54 
 
 É suporte para o bom desenvolvimento da vida de jovens e crianças, que, 
dispondo de um local saudável onde praticar atividades que tragam felicidade e bom 
convívio social, tem a oportunidade de participar e modificar positivamente o espaço 
em que vivem. As edificações que antes transmitiam medo e repulsa, hoje compõem 
uma área cheia de vida e oportunidades, conforme ilustra a imagem 35: 
 
IMAGEM 34: Parque da Juventude em implantação atual 
Disponível em: http://aflalogasperini.com.br/blog/project/parque-da-juventude/ 
 
 O projeto manteve a maioria das edificações existentes e setorizou-se em três 
momentos: o Parque Institucional, com os edifícios da antiga da detenção, o Parque 
Central, que concentra toda a área verde e o Parque Esportivo que possui pista de 
skate, dez quadras poliesportivas e circuito de arvorismo. O mesmo conta com 
projeto paisagístico coordenado pelo escritório de Rosa Grena Kliass. 
 Pereira (2017) explica esses três momentos: O primeiro, Parque Esportivo, 
inaugurado em 2003, conta com 35 mil metros quadrados de área destinada ao 
lazer, com quadras poliesportivas e pistas de skate. O paisagismo de Kliass 
valorizou o desenho usando planos de tetos e piso tornando o espaço agradável a 
trilhas sombreadas. O segundo momento definido como Parque Central, dispondo 
de 90 mil metros quadrados e inaugurado em 2004 foi pensado como área de 
contemplação e para isso dispõe apenas de bancos ao longo de seu trajeto. E num 
terceiro momento, o Parque Institucional concluindo a obra em 2007 é brindado com 
edificações dos arquitetos do escritório Aflalo e Gasperini, onde funcionam a 
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Biblioteca e ETEC. A ligação do Parque com a linha de metrô torna o espaço 
acessível aos moradores locais e de outras regiões. 
 Para Hannes (2014, p. 46): 
É indiscutível o ganho obtido com a implantação do Parque da Juventude. A 
paisagem é outra, o clima é outro, as vibrações são outras. O projeto do 
parque transforma e revitaliza a paisagem e a qualidade urbana do bairro, 
restaurando não só a dignidade da vizinhança como lhe devolvendo a 
qualidade de vida que já não se via desde o início do século passado. 
 
 Rodrigues (2008) ressalta, sobre a modificação urbana e histórica do Parque, 
que o mesmo enquadra-se na concepção de Quatremère de Quincy sobre as obras 
arquitetônicas: ‘designa um edifício construído para eternizar a lembrança de coisas 
memoráveis, ou concebido, erguido ou disposto de modo que se torne um fator de 
embelezamento e de magnificência nas cidades. ’ 
 A imagem 36 a seguir ilustra o modo com que o Parque está implantado na 
malha urbana paulista atualmente: 
 
IMAGEM 35: Setorização do Parque da Juventude 
Disponível em: http://aflalogasperini.com.br/blog/project/parque-da-juventude/ 
 
 Bianchini (2018) conclui que a sensação de tristeza e vergonha que o local 
passava à população deu lugar à uma área para diversão, bons momentos e 
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aprendizado, onde os antigos muros do complexo penitenciário dão hoje espaço a 
grandes gramados com vegetação densa. O projeto permite ao usuário diversas 
experiências sensoriais, transforma e recria os espaços auxiliando no apagamento 
das memórias negativas. O autor ainda pontua que a intervenção urbanística gerada 
pela implantação do Parque cria um ambiente de integração e substitui o espaço 
que antes dedicava-se à exclusão, deixando cair no esquecimento o triste massacre 
ocorrido no início dos anos 90. 
 
2.3 Complexo Esportivo de Wroclaw 
 
 Ficha Técnica 
 
 Arquitetura: Major Architekci e Colaboradores 
 Localização: Polônia 
 Área construída: 2.800m² ou 0,28ha 
 Ano do projeto: 2010 
 
 O projeto que ganhou o primeiro prêmio em um concurso internacional, 
concebido pela Major Architekci e localizado no centro da cidade de Wroclaw, 
também conhecida como Breslávia, na Polônia, tem por objetivo unir duas 
edificações escolares do século 19. Espaços multifuncionais e alto padrão de 
materiais foram as principais premissas do projeto. A imagem 37 a seguir mostra a 
fachada leste da edificação: 
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IMAGEM 36: Vista noturna do Complexo Esportivo de Wroclaw 
Fonte: ArchDaily, 2011 
 
 Unindo os halls de ambas edificações e considerando o esporte o lazer como 
funções naturais do espaço, foi sugerido uma parede translúcida e perfurada que 
unifica as mesmas. Essa parede é confeccionada em aço corten, material 
comumente utilizado em estruturas e composições exteriores devido à sua grande 
resistência à intempéries e corrosões e pelo seu alto apelo estético, variando sua 
tonalidade com o passar do tempo, que combina com a parede de tijolos da escola 
ao lado. A imagem 38 a seguir ilustra os detalhes anteriormente citados: 
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IMAGEM 37: Detalhe externo do Complexo Esportivo de Wroclaw 
Fonte: ArchDaily, 2011Essa técnica construtiva permite que a insolação seja filtrada e chegue na 
medida certa dentro da quadra externa, proporcionando conforto e certa privacidade 
para seus usuários. A imagem 39 a seguir ilustra as plantas baixas que detalham 
como a edificação se comporta: 
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IMAGEM 38: Plantas baixas e fachada principal do Complexo Esportivo de Wroclaw 
Fonte: ArchDaily, 2011 
 
 O desenho estilo industrial reforça essas características e, com discrição 
dialoga com as edificações já existentes. 
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60 
 
CAPÍTULO III - PROBLEMÁTICA 
 
 Considerando-se todas as áreas verdes públicas da cidade, ou seja, 45 
praças, tem-se um total de 75.534m². Porém, apenas 30 praças apresentaram 
características que permitem ser consideradas áreas verdes públicas, totalizando 
então 59.363m² (GARCIA, 2017). 
 Ainda para Garcia (2017), a falta de áreas verdes públicas suficientes na 
cidade de Lavras faz com que a população busque alternativas e com isso, as áreas 
da Universidade Federal estão sendo utilizadas pela população da cidade, passando 
assim a assumir o papel de um parque municipal. Esse fato deve ser analisado com 
cuidado, visto que o local não é próprio para atividades normalmente desenvolvidas 
num parque. Os usuários habituais da Universidade, discentes e docentes dividem 
espaço com pessoas que buscam local para práticas esportivas e contemplativas. 
 Como já mencionado, o Parque Ecológico Quedas do Rio Bonito localiza-se 
há cerca de 9km do centro da cidade, e, o fato do mesmo ser administrado por 
iniciativa privada também é um limitador de uma maior frequência de acesso da 
população. As demais áreas verdes da cidade são praças 
 Após releitura do histórico da relação entre Lavras, suas áreas verdes e o 
esporte, percebe-se facilmente que, ao longo do rápido desenvolvimento urbano da 
cidade poucas glebas se destinaram ao lazer e à recreação no parcelamento do 
solo, fruto de um planejamento que não considerou uma ocupação ordenada e uma 
divisão justa dos espaços. As poucas áreas disponíveis a atividades recreativas 
apresentam sérias restrições e, a única realmente planejada para tal fim, a SELT, 
encontra-se negligenciada e mal suportada de equipamentos urbanos e esportivos. 
 Por localizar-se num fundo de vale, sob a SELT corre um pequeno braço de 
um ribeirão que corta o meio urbano de Lavras. Esse braço encontra-se canalizado, 
mas quando o limite pluviométrico da cidade extrapola a capacidade da manilha, a 
mesma costuma romper em seu ponto mais frágil. O ponto, dentro dos limites da 
SELT oferece grande risco quando se dá seu desabamento que inunda todo o 
espaço. Na imagem 39 pode-se observar um momento em que a manilha rompeu-se 
após um dia de intensa chuva na cidade no ano de 2016: 
 
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IMAGEM 39: Buraco no chão da SELT devido à falta de manutenção na manilha 
Fonte: Jornal de Lavras, 2016 
 
 Embora esteja em fase de reforma, conforme mostra a imagem 40, o espaço 
ainda carece de cuidados e espaços melhores dimensionados e projetados para fins 
e públicos específicos. A obra não encontra-se devidamente isolada, oferecendo 
risco à crianças e pessoas que utilizam o espaço. 
 
IMAGEM 40: Reforma não isolada na SELT 
Fonte: Acervo pessoal - Autora, 2018 
 
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 O Jardim Sensorial, muito útil para os grupos que necessitam de um melhor 
desenvolvimento motor encontra-se desativado e cada vez mais degradado, 
conforme a figura 41: 
 
IMAGEM 41: Jardim Sensorial desativado 
Fonte: Acervo pessoal - Autora, 2018 
 
 Observa-se facilmente que o Jardim carece de manutenção e cuidados. Muito 
lixo, pintura desgastada e canteiros subutilizados são alguns dos problemas do local, 
conforme mostra a figura 41: 
 
IMAGEM 41: Falta de manutenção no Jardim Sensorial 
Fonte: Acervo pessoal - Autora, 201 
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 Há também a presença de muitos entulhos que podem ser foco de animais 
peçonhentos e doenças, conforme mostra a imagem 42: 
 
IMAGEM 42: Entulhos na SELT 
Fonte: Acervo pessoal - Autora, 2018 
 
 A quadra poliesportiva, conforme mostra a imagem 43, apesar de conservada, 
tem potencial para se tornar um espaço mais arejado e amplo para receber disputas 
e um público mais generoso de maneira mais confortável e acessível. 
 
IMAGEM 43: Quadra poliesportiva da SELT 
Fonte: Acervo pessoal - Autora, 2018 
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 Através de entrevistas feitas com usuários do local, foi possível identificar as 
carências e também as potencialidades do mesmo. As reformas recentes 
melhoraram as instalações, mas não resolveram o problema do mau 
dimensionamento dos espaços. A falta de iluminação do entorno e cuidados 
adequados torna o local soturno e deserto à noite, o que traz sensação de 
insegurança. Também carece de arborização e equipamentos públicos adequados, 
como bebedouros e bancos melhores dimensionados, conforme mostra a imagem 
44: 
 
IMAGEM 44: Espaço livre, equipamentos e arborização carentes 
Fonte: Acervo pessoal - Autora, 2018 
 
 Diversos grupos voltados ao desenvolvimento de atividades que beneficiam 
várias faixas etárias e utilizam-se da área da SELT, mas não dispõem de locais 
específicos para o bom andamento de seus projetos. Idosos, crianças e pessoas 
excepcionais necessitam de acomodações diferenciadas para prática de suas 
atividades e a área analisada sofre um déficit de adaptações para atender melhor 
esse público. 
 Diante disso, faz-se necessária a análise e questionamentos destes pontos à 
fim de inferir propostas para sanar tanto a questão da falta de oferta de locais 
apropriados a práticas esportiva, quanto a questão do mau planejamento e 
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gerenciamento do espaço. Dada a importância e o potencial da SELT para a cidade 
de Lavras, é possível transformar um espaço reduzido e mal dimensionado em uma 
área multifuncional e acessível? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ANDRADE, M. M.; O processo de formação do Parque do Ibirapuera. In: Revista do 
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