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TECNOLOGIAS E FERRAMENTAS APLICADAS AO PROCESSO PRODUTIVO AULA 1 - AS TECNOLOGIAS E OS SISTEMAS DE PRODUÇÃO - CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA INTRODUÇÃO Prezado aluno, seja bem-vindo à disciplina de Tecnologias e Ferramentas Aplicadas ao Processo Produtivo. Nesta disciplina, iremos estudar a importância das ferramentas tecnológicas aplicadas ao processo de produção. A tecnologia tornou-se cada vez mais importante na gestão de empresas moderna, facilitando o fluxo de informações, capital, talentos e qualquer outro recurso necessário para o processo de tomada de decisão. Devido à concorrência resultante da globalização, a padronização e o desenvolvimento tecnológico são utilizados para aprimorar a capacidade técnica das empresas aplicada em seus sistemas de produção visando à rentabilidade e competitividade de seus negócios. Tecnologias A tecnologia pode ser definida como uma ferramenta que abrange uma série de insumos, tais como máquinas, computadores, robôs, rede de comunicação e softwares desenvolvidos para serem utilizados nas empresas, com a finalidade de resolução de problemas. A palavra tecnologia vem do grego “tekhne” que significa técnica, e o sufixo “logia”, estudo.Para melhor entendimento, temos que a tecnologia é um estudo das técnicas, arte, roteiros aplicados em diversas áreas do conhecimento. A tecnologia está inserida em empresas de manufatura, como o lançamento de um novo produto ou processo, e nas empresas de prestação de serviço. Na busca da resolução de problemas junto às necessidades empresariais, seria muito difícil uma empresa operar em um ambiente globalizado sem o envolvimento de tecnologias modernas (REZENDE; ABREU, 2011). A Evolução das Tecnologias Com o passar dos anos as empresas evoluem para ocuparem um lugar no ambiente de negócios, tornando-as competitivas. Sendo assim, a tecnologia também cumpre seu papel no auxílio nessa jornada. Na busca da modernidade, crescimento, e de atender as complexidades do negócio e, talvez o mais importante, a rentabilidade, diversas tecnologias facilitam as tomadas de decisões de seus gestores (REZENDE; ABREU, 2011). Desde o início, na era primitiva, com as grandes descobertas como, por exemplo, o fogo, a escrita, a roda, as tecnologias foram evoluindo para suprir as necessidades das sociedades da época. Também se destacam as tecnologias medievais com a invenção da prensa, a criação de armamentos para guerras militares, as grandes navegações, e um marco na história com a Revolução Industrial, modificando o processo produtivo. Com o passar do tempo novas tecnologias foram surgindo dando suporte a novas práticas administrativas marcando épocas (REZENDE; ABREU, 2011): Taylor (1890) com administração científica e os processos administrativos; Fayol (1900) com o sistema de centralização; Weber (1910) com o sistema de burocracia empresarial Também se destacam as tecnologias empregadas na indústria automobilística, no cenário de guerra e pós-guerra, com o surgimento de novos produtos e práticas empresariais. Desta forma, a tecnologia e empresa devem operar de forma conjunta, com o objetivo de criarem alternativas para solucionar de problemas. A tecnologia deve ser o procedimento, conhecimento em constante aprendizado desenvolvendo tecnologias de ponta de última geração, proporcionando melhores condições de sucesso empresarial. Sistemas de Produção As empresas operam com objetivo de fornecer produtos para a satisfação do cliente. Na busca incansável de novos clientes, visando à expansão no ambiente de negócios, as empresas planejam seus sistemas de produção, com suporte da alta tecnologia. Sendo assim, sistemas de produção são processos utilizados na manufatura de produtos e também de serviços, sendo a forma de trabalho adotada pelas empresas, considerando variedades e volumes de produtos a serem produzidos. Os sistemas de produção representam as funções de transformação dos inputs que são os insumos de entrada no sistema produtivo, tais como mão de obra, capital, energia e outros insumos essenciais para que ocorra a transformação em outputs, que são as saídas representadas por volume de produtos fabricados e quantidades de serviços prestados. Os sistemas de produção representam o ambiente de manufatura da produção, com base em seus inputs,outputs e funções de transformações. Fonte: MARTINS e LAUGENI. (2016. p.11) Com base na figura, segue definições de produtos e serviços: I. Produtos: é um bem físico, tangível, que dependendo da conveniência pode ser estocado e/ou padronizados. II. Serviços: sua principal característica é a intangibilidade, normalmente é necessário que o cliente ou o seu bem estejam presentes para que seja prestado o serviço. III. O serviço não prestado é serviço perdido pois não existe a possibilidade de estocagem. IV. Toda esta separação entre produtos e serviços é importante para que possamos compreender suas especificidades e, a partir daí, projetarmos o sistema produtivo mais adequado para um produto ou serviço. A EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO Produção e Operações Produção são atividades industriais que se encontram no chão de fábrica, ou planta industrial. São fáceis de serem reconhecidas, pois indica atividade industrial representada por bens físicos como exemplo: automóveis, geladeira, televisão e etc. As operações são atividades desenvolvidas por empresas de serviços, espalhadas pela empresa e difíceis de reconhecimento, pois não apresentam bens físicos. Atividades de serviços são ações necessárias para que ocorra a prestação de serviço como, por exemplo, o hospital necessita de exames e consultas para o diagnóstico do paciente, a universidade necessita do conhecimento de professores para o entendimento do aluno. Cabe ressaltar que é necessária a utilização de meios físicos: máquinas, livros, revistas, etc. para que ocorra a prestação de serviços (MARTINS; LAUGENI, 2016). Evolução da Produção Há muito tempo a produção tem sido utilizada pelo homem. Na era da pedra polida o homem já fabricava seus utensílios domésticos. Essa habilidade pessoal em fabricar utensílio era representada pelos artesãos que, por meio de suas habilidades, tinham pequenas produções organizadas, já com prazos de entrega e valores dados aos seus produtos. FERRAMENTAS Em 1764, James Watt revolucionou a forma de trabalho, substituindo a força humana pela máquina a vapor. O mundo está diante da revolução industrial dando surgimento às primeiras fábricas formadas por grupos de artesãos, sendo necessária uma organização já com pensamento empresarial (MARTINS; LAUGENI, 2016): Padronização dos produtos e serviços Treinamento e mão de obra Criação de gerência Técnicas de controle financeiro e de produção Técnicas de vendas. No fim do século XIX surge o pai da administração científica, Frederick W. Taylor, apresentando ao mundo conceitos de produtividade, com foco nos métodos de trabalho para redução de custos no sistema de produção. Em 1910, Henry Ford, fundador da Ford Motor Company, idealiza a criação da linha de montagem seriada, que resultou no aumento da produtividade nas linhas de montagem de produção em massa (MARTINS; LAUGENI, 2016): Revolução nos métodos e processos (produção em massa); Grandes volumes de produtos padronizados, com baixíssima variação nos tipo de produtos finais; Busca na melhoria da produtividade; Engenharia industrial; Criação da linha de montagem, postos de trabalhos, estoques intermediários; Arranjo físico; Motivação dos funcionários; Sindicatos; Fluxos nos processos; Controle estatístico de qualidade. O conceito de produção em massa nas fábricas predominou até meados de 1960. A partir dessa época, sistemas de produção foram modificados para atender a um sistema mais enxuto, com menos desperdício e utilização de novas técnicas de produção, então denominado Modelo Global de Produção (MARTINS; LAUGENI, 2016). Referências MARTINS, Petrônio, G.; LAUGENI, Fernando P. Administração da produção. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. REZENDE, Denis Alcides; ABREU, Aline França de. Tecnologia da informação aplicada a sistemas de informação empresariais: o papel estratégico da informação e dos sistemas de informação nas empresas. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2011. AULA 2 - EFEITO DAS NOVAS TECNOLOGIAS - TECNOLOGIAS SOCIAIS E MATERIAIS E OS PROCESSOS PRODUTIVOS - LAYOUT INTRODUÇÃO As novas tecnologias criam um impacto empresarial e social, exigindo mudanças nos comportamentos. As tecnologias sociais surgem para promover a ampliação dos mercados do mundo globalizado, que se apresentam altamente competitivos. As empresas, por sua vez, se deparam com novos modelos de gestão, maior velocidade no fluxo de informações no ambiente externo no cenário econômico e interno, conectando o sistema de gestão. Os sistemas produtivos se tornam mais dinâmicos, com o objetivo de atender seus clientes com maior velocidade nas vendas e na produção. EFEITO DAS NOVAS TECNOLOGIAS As empresas buscam melhorar a eficiência de suas operações a cada momento. Para que isso ocorra as empresas têm ao seu alcance diversas tecnologias modernas, no intuito de facilitar o processo de tomada de decisão de seus gestores, mantendo sua permanência no cenário econômico, crescimento, competitividade e rentabilidade (REZENDE; ABREU, 2011). As tecnologias tornam os modelos de gestão dinâmicos e, assim, empresas necessitam de um ou mais recursos tecnológicos aplicados à geração de informações que compreendem a complexidade organizacional. O gerenciamento das diversas áreas da empresa torna essencial o uso de tecnologia, que aponta como efeito excelência operacional como, por exemplo, lançamento de novos produtos, modelos de negócios, ampliação de relacionamento entre clientes e fornecedores, melhor fluxo na tomada de decisão, criando a vantagem competitiva da empresa (LAUDON; LAUDON, 2014). No passado, gestores de empresas atuavam sem poder contar com as informações em tempo real em relação à complexidade da organização.Muitas decisões eram tomadas levando em consideração a intuição do indivíduo que, por diversas vezes, poderia ser a escolha certa, ou errada. A decisão certa fazia com que a empresa desse a continuidade aos seus objetivos organizacionais, mas decisões erradas elevavam os custos, ocorriam perdas com produtos obsoletos, havia má gestão de controle de estoques e, assim, perda de clientes (LAUDON; LAUDON, 2014). As novas tecnologias requerem mudanças no contexto geral da empresa, o que a torna moderna e ágil diante do cenário competitivo empresarial. Não se pode dizer que a implantação de novas tecnologias não ira trazer mudança na empresa, pois são processos produtivos e, assim, pessoas serão afetadas pela novidade tecnológica. Toda nova prática tecnológica requer um aprendizado, uma nova forma de trabalho, que irá proporcionar novas orientações organizacionais facilitando o fluxo de informações acompanhado de benefícios para clientes e empresa (REZENDE; ABREU, 2011). TECNOLOGIAS SOCIAIS E MATERIAIS Atualmente, as empresas lidam com novas formas de trabalho em um ambiente propício a novas ideias, a cada dia novas formas de tecnologias surgem para que as empresas aumentem a participação no mercado. Nos dias de hoje, a corrida contra o tempo se torna essencial para a redução de custos e tomada de decisão, motivos pelos quais as novas tecnologias estão se desenvolvendo para dar suporte às empresas. Empresas de grande porte, com expressiva participação no ambiente de negócios, buscam cada vez mais tecnologias eficientes na busca de informações precisas a serem direcionadas à pesquisa e desenvolvimento de seu negócio (REZENDE; ABREU, 2011). Com base no fluxo de informações, a tecnologia social permite total interação entre máquina e produtos e serviços online, isto é, ocorre troca de informações real entre empresa e sociedade. Porém, essa inovação tende a criar mudanças nas empresas e no comportamento social do indivíduo (REZENDE; ABREU, 2011). A utilização da tecnologia social faz com que o indivíduo tenha a liberdade de acessar toda e qualquer área, promovendo, assim, novas relações em grupos diferentes O mesmo acontece com as empresas que utilizam essas novas práticas sociais como instrumentos para manter sua competitividade, desenvolvendo novos produtos e serviços através de um relacionamento digital (REZENDE; ABREU, 2011). O fluxo de informações é considerado como recurso estratégico e as comunicações entre empresa e cliente fazem com que a tecnologia social torne-se um instrumento de relacionamento, ou seja, é uma forma pela qual as pessoas conseguem se comunicar com diferentes níveis hierárquicos da empresa, criando, assim, maior interação na comunicação e eliminação de barreiras (REZENDE; ABREU, 2011). Nesta era da tecnologia social, as ferramentas sociais estão tendo um grande impacto nas vendas. À medida que mais pessoas usam a web para obter informações sobre produtos e decisões de compra, as empresas precisam recorrer à tecnologia para atender seus clientes. As ferramentas sociais ajudam os clientes a encontrarem o que procuram, criam confiança com sua marca e geram resultados de vendas reais. O fluxo de informações na empresa tem auxiliado gestores da área de produção ao melhor controle de seus materiais, responsáveis pelo bom andamento do sistema produtivo. As atividades ligadas ao sistema de produção fazem parte de estratégias gerenciais abrangendo desde fornecedores a expedição dos materiais (REZENDE; ABREU, 2011): Fornecedores devem ser avaliados baseados no desempenho, cooperação e suporte dado à empresa durante a relação de compras de materiais; As compras devem ser acompanhadas com seus respectivos valores e diferentes orçamentos realizados; As compras devem ser analisadas em relação ao seu lote econômico e participação na curva ABC; Os pedidos e programações de compras devem obedecer ao nível mínimo de seus estoques; O controle de estoque por localidade; grupos são demonstrados pela curva ABC; Transportes, fretes, custos de importação, frotas, combustíveis e ferramentas são informações relevantes aos gestores de produção. PROCESSOS PRODUTIVOS Com o avanço da tecnologia, os controles de recursos dos processos produtivos também evoluíram a partir do modelo global de produção. Desse modo, as empresas dão início a uma nova forma de trabalho, em que novas técnicas de gestão relacionadas à produção enxuta, sem desperdícios, tornam- se essenciais para a sobrevivência da empresa. Boa parte de novas práticas de gestão se deve, também, às tecnologias sociais, pelo fato de que o indivíduo, através de um computador, se encontra conectado com o mundo. A partir desse momento, pessoas de qualquer parte do mundo têm acesso aos mais variadostipos de produtos e serviços, tornando um mercado altamente competitivo, pela concorrência de produtos estrangeiros, clientes mais exigentes e um mercado mais dinâmico (REZENDE; ABREU, 2011). A tecnologia agregou maior rapidez ao fluxo de informações, de certa forma, os processos produtivos devem acompanhar tal desempenho. Para isso, se torna necessário o planejamento global das operações e grande mudança na cultura da empresa (REZENDE; ABREU, 2011). Empresas atuando em um novo modelo de trabalho, com suporte em tecnologia, exigem mudanças em seus processos produtivos, a fim de que a empresa assegure benefícios para a empresa e para sociedade em que está inserida. Tecnologias são inovadoras e exigem que sistemas produtivos criem condições de absorvê-las, gerando informações confiáveis, fazendo parte do processo do contexto empresarial (BATISTA, 2012). ARRANJO FÍSICO - LAYOUT Com o auxílio das tecnologias, empresas definem seus arranjos físicos (layout), para um melhor aproveitamento dos recursos na empresa. Desta forma, arranjo físico é representado por: O arranjo físico de uma operação produtiva preocupa-se com o posicionamento físico dos recursos de transformação; Definir o arranjo físico é decidir onde colocar todas as instalações, máquinas, equipamentos e pessoal da produção. Três motivos que tornam importantes as decisões sobre arranjo físico: 1. Elas afetam a capacidade da instalação e a produtividade das operações: uma mudança adequada no arranjo físico pode muitas vezes aumentar a produção que se processa dentro da instalação, usando os mesmos recursos que antes, exatamente pela racionalização no fluxo de pessoas e/ou materiais. 2. Mudanças no arranjo físico podem implicar no dispêndio de consideráveis somas de dinheiro, dependendo da área afetada e das alterações físicas necessárias nas instalações, entre outros fatores. 3. As mudanças podem representar elevados custos e/ou dificuldades técnicas para futuras reversões; podem ainda causar interrupções indesejáveis no trabalho. Tipos de arranjo físicos: 1. Arranjo físico por processo ou funcional 2. Arranjo físico por produto 3. Arranjo físico celular 4. Arranjo físico posicional fixo ARRANJO FÍSICO POR PROCESSO Características: - As máquinas ficam fixas e o produto se movimenta, - Os produtos e os roteiros de produção são variáveis, - Utilizado em sistemas de produção intermitente, - As máquinas e equipamentos são agrupados por função. Vantagens: - Flexibilidade do sistema em adaptar-se a produtos ou serviços variados, - Falhas localizadas no sistema, não afetam todo o sistema, as operações gozam de certa independência, - Permite a implantação de sistemas de incentivo individual e por desempenho, - É adaptada a demanda intermitente. Desvantagens: - Estoques de material em processo tendem a ser elevados, - Programação e o controle da produção tornam-se complexa, - Manuseio de materiais tende a ser ineficiente, - Obtenção de volumes relativamente modestos de produção. Ex. Marcenaria, Confecções. ARRANJO FÍSICO POR PRODUTO • Localização dos recursos produtivos transformadores segundo a conveniência do recurso que está sendo transformado • Recurso transformado segue seqüência de atividades pré-estabelecida ▫ Montagem de automóveis ▫ Programa de vacinação em massa ▫ Restaurante self-service Vantagens: - Baixo custo unitário do produto, - Manuseio simplificado de materiais, - Baixos custos de treinamento da mão-de-obra, - Alta produtividade, - Baixa quantidade de estoque de produtos em processamento. - Desvantagens: - Trabalho repetitivo, - Falta de flexibilidade, - Máquinas e operários especializados nem sempre são aproveitados em outras tarefas, - Quebra eventual de máquina, afeta todo o sistema. Ex. Linha de Montagem de Automóveis LAYOUT CELULAR • Todo o processo de fabricação do produto se completa na célula. Consiste em arranjar em um só local (a célula) máquinas diferentes que possam fabricar o produto inteiro. • Ideal para famílias de produtos. • Normalmente utiliza pequenos lotes mas existe flexibilidade com relação ao tamanho dos lotes. • Reduzidos estoques intermediários. • Altos índices de qualidade e produtividade. • Baixa monotonia no trabalho. • Alta especialização da mão de obra. • Recursos transformados são selecionados para movimentar-se para uma parte específica da operação com recursos necessários, em meio a um arranjo físico funcional. • Maternidade em hospital Vantagens: 1. Não se perde flexibilidade, pois o mesmo conjunto original de itens continua sendo processado; 2. Ganham-se velocidade e eficiência de fluxo, pois os recursos da particular célula estão próximos numa pequena operação; 3. As distâncias percorridas pelos fluxos dentro das células são muito menores; 4. Simplificam-se os fluxos no restante da operação, que fica “aliviada” das famílias de itens que conseguem ser processadas pelas células estabelecidas; 5. Tempos de preparação dos equipamentos nas células tendem a ser menores, já que processam itens de forma e dimensões similares; 6. Melhora-se a qualidade, já que o grupo de funcionários a cargo de gerencias e operar os recursos das células tende a desenvolver mais a sensação de “propriedade” e “responsabilidade” por uma família inteira de itens e não apenas por uma etapa produtiva; 7. Melhor controle de produção, pois cada célula é focalizada num relativamente pequeno grupo de itens. ARRANJO FÍSICO POSICIONAL FIXO Os recursos transformados não se movem: muito grande e delicado • Construção de rodovia • Cirurgia de coração • Restaurante de alta classe • Manutenção de computador de grande porte • A localização dos recursos vai ser definida segundo a conveniência dos recursos transformadores; • O objetivo do projeto detalhado de arranjo físico posicional é conceber um arranjo que possibilite aos recursos transformadores maximizarem sua contribuição potencial ao processo de transformação, permitindo-lhe prestar um bom serviço aos recursos transformados; • Uma técnica chamada análise de recursos locacionais avalia os efeitos de se localizar os vários recursos de transformação em todas as localizações disponíveis na planta e a forma como esses recursos interagem entre si. • O material permanece fixo em uma determinada posição e as máquinas se deslocam até o local executando as operações necessárias. • Produtos únicos e não repetitivos. Ex. navios, aviões, turbinas e outros produtos de grandes proporções físicas • Baixa produção e padronização. • Características únicas, normalmente uma única unidade do produto. • Exige habilidades variadas dos colaboradores envolvidos. Cabe ressaltar que é comum encontrarmos operações que exigem a aplicação de vários tipos de arranjos físicos, é o que chamamos de arranjos físicos combinados ou mistos REFERÊNCIAS BATISTA, Emerson de Oliveira. Sistemas de Informação: o uso consciente da tecnologia no gerenciamento. 2.ed.São Paulo: Saraiva: 2012. LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price. Sistemas de informações gerenciais. 11. ed. São Paulo: Pearson, 2014. REZENDE, Denis Alcides; ABREU, Aline França de. Tecnologia da informação aplicada a sistemas de informação empresariais: o papel estratégico da informação e dos sistemas de informação nas empresas. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2011. AULA 3 - AS TECNOLOGIAS DE PROCESSAMENTO DE MATERIAIS, INFORMAÇÃO E CONSUMIDORES - PLANEJAMENTODA CAPACIDADE DE PRODUÇÃO - GARGALO INTRODUÇÃO A tecnologia de processo se torna parte essencial nas empresas como estratégia de captação e processamento das informações de consumidores e materiais. Com o ambiente de negócios dinâmico, há necessidade de que empresas busquem novas práticas que caminham com a sociedade. Máquinas, redes digitais, robôs e outros tipos de equipamentos têm auxiliado a produção na transformação de materiais, informações e consumidores a fim de atingir os objetivos estratégicos da empresa. A utilização da internet se tornou a tecnologia emergente, trazendo benefícios e problemas empresariais. Entretanto, as novas práticas de tecnologia de processo devem ser planejadas com o objetivo de reduzir problemas futuros. PROCESSAMENTO DE MATERIAIS O foco dos sistemas de produção com auxílio de tecnologias de controle é o processamento de materiais. Esses, por sua vez, são responsáveis pelas montagens dos produtos finais. Esse processo tem início na aquisição de matéria-prima, passando ao controle de materiais agregados, materiais de manutenção, materiais semi-acabados e materiais acabados. Um fator primordial a fim de que as empresas não invistam parte de seu fluxo de caixa financeiro em estoques desnecessários é o controle permanente de seus estoques. Para tanto, o processamento dessas informações devem ser em tempo real, a fim de que o setor de compras, almoxarifados e gestores acompanhem o andamento de seus materiais no processo produtivo. É importante salientar que processamento de materiais possui algumas atividades (BATISTA, 2012): Planejamento da produção; Sistema produtivo; Atendimento aos setores produtivos; Apoio tecnológico. Dessa forma, são atividades essenciais que devem ser supridas para que ocorra o processamento de materiais, que é a transformação de matéria- prima e produtos agregados resultando em produtos finais como, por exemplo, a montagem de um automóvel, em que são necessários diversos tipos de cortadores, moldadores, robôs, ferramentas de eletroerosão controlados por um sistema de manufatura no chão de fábrica (SLACK et al, 2015). O processamento de materiais opera com atividades específicas e essenciais no processo produtivo. São áreas interligadas que direcionam materiais ao longo do sistema de produção (MARTINS; LAUGENI, 2016). A área de planejamento de produção tem por objetivo traçar os planos de produção, tais como a quantidade e tipos de produtos a serem fabricados, tempo de reposição de material na linha de produção, requisição de materiais, estoques intermediários, materiais de manutenção, alocação de produtos semi- acabados e montagem de produtos finais. Dentre as tecnologias de processamento de materiais estão presentes no sistema de produção (SLACK et al, 2015): Máquinas de controle numérico (CNC): são máquinas com seus próprios computadores controlando os movimentos de suas ferramentas, evitando, assim, possíveis erros e substituindo a mão de obra; Robótica também controlada por computador, com maior grau de aplicação no chão de fábrica, com movimentos de manuseio para carga e descarga, fundição, prensagem, moldagem, forjamento etc. Em processos com vários tipos de operações, tais como corte perfuração, esmerilhamento, soldagem, colagem, rebitagem, pinturas, etc. Em montagem de peças, componentes e produtos complexos; Veículos guiados automaticamente (AGVs - Automated guided vehicles): são veículos independentes que movem materiais no chão de fábrica controlados por um computador, com o objetivo de substituir a mão de obra humana e promover o abastecimento de peças em todas as etapas do processo de produção; Sistemas flexíveis de manufatura (FMS - Flexible manufacturing systems): integram tecnologias aplicadas em microoperações capazes de manufaturar um produto do início ao fim. É composto por máquinas CNC, robôs para carga e descarga de peças em estações de trabalho e veículos AGVs para o transporte de materiais. Manufatura integrada por computador (CIM - Computer integrated manufacturing): é a integração total da manufatura por meio de computador, com filosofias gerenciais como vendas, pedidos de qualidade, formando um banco de dados disponibilizado por uma rede de computadores. Departamento financeiro, da tecnologia, informação, compras e recursos humanos são áreas de apoio ao processamento de materiais; o financeiro é responsável pela disponibilidade de compras ou investimento; já a tecnologia deve cumprir o papel com maior velocidade em relação aos sistemas de informação e produção; a requisição de materiais é representada por compras e os recursos humanos devem ser capacitados para operarem com as novas práticas de produção e novas ferramentas tecnológicas. A engenharia coordena suas atividades na área de produção com foco na manutenção, controle da qualidade, pois se trata de uma atividade que se encontra espalhada por todo chão de fábrica. O objetivo de processar materiais é o fornecimento de produtos com qualidade aos clientes, apoiado pelo departamento de vendas para divulgação pelo marketing. As expedições e entregas devem trabalhar para atender à demanda do mercado. Assim, departamentos promovem um modelo e gestão apoiados por responsabilidades individuais, interligados aos sistemas de informação, provendo trocas, integrando empresa com maior relacionamento entre pessoas (BATISTA, 2012). PROCESSAMENTO DA INFORMAÇÃO Como parte essencial do sucesso empresarial, as informações estão inseridas em todos os setores empresariais, formando uma corrente entre departamentos que fluem informações: externas, internas, produção, serviços, comércio, finanças, materiais, recursos humanos, clientes, concorrentes, jurídicas entre outras (REZENDE; ABREU, 2011). O sucesso da tomada de decisão deve ser baseado na integração do processamento da informação, lembrando que fatores externos, os quais não são controlados pela empresa, podem fazer com que informações sejam interpretadas de forma errada pelos gestores, podendo afetar o bom andamento da empresa (REZENDE; ABREU, 2011). A tecnologia de processamento de informação abrange a coleta, manipulação, armazenagem e distribuição da informação. Essas tecnologias incluem (SLACK et al, 2015): Diversos tipos de computadores; Mídia magnética, impressoras, leitores, etc; Transmissores, receptores, antenas, cabos ópticos, telefones; Programas e sistemas especializados; Intercâmbio eletrônico de dados (EDI - Eletronic data interchange) para colocação de pedidos juntos aos fornecedores, pedidos dos consumidores, pagamentos, através de uma rede de informação, chamadas de rede de valor adicionado (VANs - value added network serviçes), com objetivo de formar a rede de consumidores e fornecedores; Sistemas de informação gerencial (SIG) que gerenciam estoques atividades de trabalho, demandas, pedidos, qualidade e outras atividades para a produção. O processamento da informação deve promover a integração Sistêmica e Contábil, assim formando uma cadeia entre outros tipos de informações (REZENDE; ABREU, 2011): Simbologias para integrar procedimentos operacionais; Reprocessamento de informações, encontrando possíveis erros; Informações ao sistema de planejamento e controle de produção; Informações de engenharia de produtos ou serviços; Informações de qualidade e produtividade da alta direção com chão de fábrica; Custos e produção de serviços; Manutenção de equipamentos; Informações de marketing e clientes; Pedidos, vendas e faturamento de produtos; Informações de distribuição de produtos; Contas a pagar e receber; Fluxos bancários e financeiros; Fornecedores, estoques e suprimentos; Recrutamento e seleção, salários, treinamento, benefícios, segurança e medicina no trabalho; Informações contábeis. PROCESSAMENTO DE CONSUMIDORES Realizar a captação de prováveis consumidores tem sido a busca incansável das empresas. Com o objetivo de expandir mercados, empresas têm batalhas diárias com seus concorrentes, visando à obtenção de novos clientes que, por sua vez, estão conectados através de celulares, computadores. Cada vez mais clientes se conectam com o mundo em suas residências. Apenas ao ligar o computador acessamos mais variados produtos de diversas partes do mundo. Pensando em captação de novos clientes, empresas buscam meios digitais para processar o volume de informações que envolvem produtos, serviços, pesquisa de mercado e satisfação de clientes (BATISTA, 2012). Sem dúvida, a internet é a poderosa ferramenta tecnológica de conexão direta e, como toda tecnologia, é uma ferramenta dinâmica e deve ser compreendida pelas empresas que cada vez mais devem planejar ações para acompanhar o dinamismo de mercado (BATISTA, 2012). Comunicação rápida tem sido o diferencial de empresas. O site para vendas on-line onde a empresa expõe aos futuros clientes sua variedade de produtos e serviços, o e-mail para comunicação direta com a empresa, são utilizados por milhões de pessoas diariamente. Esse grande volume de informações deve ser processado para que as empresas criem ações visando ao futuro consumidor (BATISTA, 2012). Nº de identificação da foto: 740301646 Com a tecnologia na comunicação entre empresa-cliente, são apresentados alguns serviços pela internet (BATISTA, 2012): Facebook; Twitter; Lindekin Google Vídeos on-line Links patrocinadores; Marketing de otimização - (MOB); Mashups. Esses serviços tornaram-se parte do cotidiano da vida das pessoas e as empresas têm utilizado esses canais para captação e processamento de consumidores (BATISTA, 2012): Marketing viral, com campanhas que causam repercussão; Coleta de usuários nas redes sociais; Promoções de alto impacto. As tecnologias de processamento de consumidores também requerem treinamento por parte dos consumidores como, por exemplo, máquinas com atendimento automático. As tecnologias podem ser divididas em categorias (SLACK et al, 2015): Grau de automação substituindo o trabalho humano; Escala de tecnologia; a capacidade da tecnologia; Grau de interação, conexão de diferentes tecnologias. PLANEJAMENTO DA CAPACIDADE DE PRODUÇÃO - GARGALO Definições: Unidade Produtiva: pode ser uma fábrica, um armazém, uma loja, um departamento, um posto de trabalho, uma máquina, um equipamento, etc. Capacidade: é a quantidade máxima de produtos e/ou serviços que podem ser produzidos numa mesma unidade produtiva, num dado intervalo de tempo. Tipos de Capacidade O conceito de capacidade deve ser estratificado em outras definições mais específicas e de maior grau de utilidade para seu planejamento. A denominação utilizada para cada tipo de capacidade definida pode variar de autor para autor, ou de organização para organização. Porém, o significado do conteúdo, independente da terminologia, permanece comum. Capacidade instalada É a capacidade máxima que uma unidade produtora pode fazer se trabalhar ininterruptamente, sem considerar nenhuma perda. Em outras palavras, é a produção que poderia ser obtida em uma unidade fabril trabalhando 24 horas por dia, todos os dias do mês, sem necessidade de parada, de manutenções, sem perdas por dificuldades de programação, falta de material ou outros motivos que são comuns em uma unidade produtiva. Trata-se de uma medida hipotética, pois na prática, é impossível uma empresa funcionar ininterruptamente. Porém, não deixa de ser uma medida importante para tomada de decisão de nível estratégico, com relação à necessidade ou não de ampliação da capacidade, uma vez que se trata de um valor de produção que nunca poderá ser ultrapassado sem ampliação das instalações. Capacidade disponível ou de projeto É a quantidade máxima que uma unidade produtiva pode produzir durante a jornada de trabalho disponível, sem levar em consideração qualquer tipo de perda. A capacidade disponível, via de regra, é considerada em função da jornada de trabalho que a empresa adota. Capacidade efetiva ou carga A capacidade efetiva representa a capacidade disponível subtraindo-se as perdas planejadas desta capacidade. A capacidade efetiva não pode exceder a capacidade disponível, isto seria o mesmo que programar uma carga de máquina por um tempo superior ao disponível. Perdas de capacidade planejadas: são aquelas perdas que se sabe de antemão que irão acontecer, por exemplo: necessidade de set-ups para alterações no mix de produtos; manutenções preventivas periódicas; tempos perdidos em trocas de turnos; amostragens da qualidade etc. Capacidade realizada A capacidade realizada é obtida subtraindo-se as perdas não planejadas da capacidade efetiva, em outras palavras, é a capacidade que realmente aconteceu em determinado período. Perdas de capacidade não planejadas: são perdas que não se consegue antever, como por exemplo: falta de matéria-prima; falta de energia elétrica; falta de funcionários; paradas para manutenção corretiva; investigações de problemas da qualidade etc. Gargalo do Processo A capacidade de cada estágio em um processo com vários estágios pode variar, freqüentemente, por inúmeras razões, incluindo diferentes taxas de saída dos diferentes equipamentos que compõem o processo global. Nestas situações, o estágio do processo com a menor capacidade é denominado gargalo do processo. Consequentemente é a operação que consome o maior tempo. A capacidade a longo prazo das operações com gargalo pode ser ampliada de várias maneiras: Investindo em novos equipamentos Aumentando a jornada de trabalho (turnos ou horas adicionais) REFERÊNCIAS BATISTA, Emerson de Oliveira. Sistemas de Informação: o uso consciente da tecnologia no gerenciamento. 2. ed. São Paulo: Saraiva: 2012. REZENDE, Denis Alcides; ABREU, Aline França de. Tecnologia da informação aplicada a sistemas de informação empresariais: o papel estratégico da informação e dos sistemas de informação nas empresas. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2011. SLACK, Nigel; BRANDON-JONES, Alistair; JHONSTON, Robert. Administração da produção. 4.ed. São Paulo: Atlas, 2015. AULA 4 - FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS E PROCESSOS PRODUTIVOS - MEDIDAS DE DESEMPENHO E PRODUTIVIDADE INTRODUÇÃO As ferramentas tecnológicas estão inseridas nas organizações auxiliando gestores na tomada de decisão. O grande fluxo de dados gerados e pesquisados pelas empresas deve ser armazenado para depois ser transformado em conhecimento a ser aplicado. Para tanto, se faz necessário um suporte tecnológico de ferramentas específicas para trabalhar essas informações. Cada vez mais gestores levam em consideração as informações geradas por essas ferramentas tecnológicas para tomada de decisão. FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS Para contribuir com os objetivos empresariais, as ferramentas tecnológicas estão presentes no processode tomada decisão com o objetivo de abranger os aspectos de rentabilidade, modernidade e crescimento organizacional, tornando a empresa dinâmica aos modelos tradicionais. Com isso, os processos produtivos evoluíram para que a produção consiga cumprir com seu papel de abastecer mercados em que a concorrência globalizada tem sido fator de sobrevivência empresarial. APLICAÇÃO DAS FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS As ferramentas tecnológicas estão inseridas em todos os níveis organizacionais, isto é, fazem parte de todo contexto da empresa, tornando-se peças essenciais para tomadas de decisões. Cada vez mais ferramentas tecnológicas estão envolvidas na geração e manipulação de informações. Desse modo, uma empresa não teria sucesso caso não utilizasse tecnologias modernas em seus processos produtivos. Os processos produtivos necessitam de recursos tecnológicos para o desenvolvimento e utilização das informações (REZENDE; ABREU, 2011). Os sistemas de informações empresariais (EIS - Executive information systems) foram criados na década de 70, nos Estados Unidos da América – EUA. Esse conceito é muito utilizado em softwares em todo mundo. Seu intuito é fornecer, através de uma base de dados, informações relevantes para gestores executivos. Tem sido muito utilizado pelo fato de que suas informações são fornecidas de uma forma simplificada, tornando fácil a tabulação das informações por todas as áreas funcionais da empresa, fornecendo aspectos para uma utilização bem sucedida (REZENDE; ABREU, 2011): Simplicidade de uso relacionando dados de todas as áreas funcionais por meio de recursos multimídia: gráficos, tabelas, quadros, símbolos, permitindo ao gestor trabalhar melhor as informações; Complementação das informações, ao invés de mudanças radicais, eliminando informações existentes na base de dados, o que deve proporcionar um melhor aproveitamento de informações já existentes; Funcionamento deve ser único em toda empresa, isto é, deverá haver somente uma base de dados para toda empresa, evitando, assim, que ocorram atualizações de informações em outras bases de dados e, assim, manter a dinâmica para tomada de decisão. CARACTERÍSTICAS DAS FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS As ferramentas tecnológicas têm como característica prover informações para alta administração de uma forma simples, porém, é necessário que envolva todos os aspectos organizacionais, como dados do ambiente interno e externo da organização, além dos aspectos a seguir (REZENDE; ABREU, 2011): Cultural, filosofia e política da empresa; Modelo de gestão Drill-down, estudar os detalhes de acordo com as necessidades do gestor. Tratando-se de informações relacionadas ao processo produtivo, devem abranger desde a aquisição da matéria-prima e todo mapeamento do processo, até a finalização do produto final. Com recursos tecnológicos aplicados no processo produtivo, gestores têm maior flexibilidade na escolha de fornecedores e maior capacidade de atendimento ao cliente com produtos obedecendo aos padrões de qualidade internacional e pontualidade de entrega. As ferramentas tecnológicas proporcionaram às empresas maiores controle de estoques e menos desperdícios no processo produtivo. Com a aplicação de novas práticas, ocorre bom desempenho na comunicação empresarial entre gestores e colaboradores na busca da competitividade empresarial. Esses sistemas de apoio a decisões (SAD) são utilizados em empresas modernas utilizando informações específicas da atividade da empresa (REZENDE; ABREU, 2011). SISTEMA DE APOIO A DECISÕES (SAD) Ferramentas tecnológicas também evoluem, acompanhando a tendência do mercado. E, dessa forma, ocorre também a evolução na tomada de decisões que ocorre de uma forma involuntária em relação aos desejos organizacionais. Para atender à nova realidade acompanhando as mudanças, são necessárias novas ferramentas com o objetivo de auxiliar o gestor em todas as fases de tomada de decisão, incluindo (REZENDE; ABREU, 2011): Desenvolvimento; Comparação; Classificação dos riscos na tomada de decisões. Cabe salientar que os SAD coordenam e integram os diversos dados, porém, sempre visando ao objetivo comum da empresa, através de diversos bancos de dados gerando informações aos gestores, que podem ser aplicadas em sistemas de informações gerenciais e estratégicos (REZENDE; ABREU, 2011). PLANEJAMENTO DE RECURSOS EMPRESARIAIS (ERP - Enterprise Resource Planning) Planejamento de recursos empresariais - ERP são softwares para gestão empresarial com foco na informatização e automação no apoio às atividades empresariais. O ERP vem sendo utilizado em todo mundo, pois seus módulos que estão juntos em um só software integram toda a empresa (REZENDE; ABREU, 2011). A gestão pelo ERP pode oferecer à empresa: Otimização de atividades; Procedimentos operacionais e gerenciais; Planejamento de investimentos; Análise de retornos financeiros; Crescimento empresarial. Esta ferramenta é utilizada nas empresas utilizando a informática adaptada aos negócios da empresa. O foco é nos processos de automatização e integração dos diversos setores e atividades das unidades de negócio da empresa (REZENDE; ABREU, 2011). BANCO DE DADOS (BD) Essa ferramenta se trata de um arquivo utilizado para guardar e manipular dados para posteriormente serem transformados em informações. Este modelo se aplica a sistemas de informação executivos e são organizados em determinada hierarquia de dados, formando registros arquivados posteriormente (LAUDON; LAUDON, 2014). O banco de dados deve ter a seguinte estrutura (REZENDE; ABREU, 2011): Conteúdo arquivado; Forma de acesso; Estrutura lógica; Organização fiscal e local. Para o gerenciamento do banco de dados é necessário conhecimento de modelagem de dados e também desenvolvimento de um método de sistemas de informação. Esse gerenciamento permite que os dados sejam armazenados em um só local chamado de base de dados única, podendo ser manipulados, em sua diversidade, por diferentes recursos tecnológicos (REZENDE; ABREU, 2011). DATA WAREHOUSE (DW) O DW é um armazenador de dados, o qual tem a capacidade de armazenar as mais diversas fontes de dados, que posteriormente irão gerar informações operacionais da empresa (REZENDE; ABREU, 2011). Os dados são extraídos de diversos sistemas de informação para que possam gerar relatórios e análises combinando todas as informações. Essas informações vão desde estratégias, decisões e procedimentos operacionais. Isso possibilita que os dados sejam analisados para sugerir novas táticas operacionais (LAUDON; LAUDON, 2014). O bom uso da tecnologia DW também traz consigo benefícios aos processos produtivos, eliminando erros como, por exemplo, informações repetidas, informações de fornecedores e clientes e, com os dados operacionais armazenados, ocorre maior velocidade nas tomadas de decisões operacionais. INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (IA) A inteligência artificial utiliza, por meio de recursos como programas de computador, simulação de atividades exercidas pelo ser humano. Geralmente, nas empresas, esses recursos são utilizados para auxiliar os executivos a alcançarem suas metas, tratarem de problemas complexos, com aplicação em abordagens tais como:robótica, lógica difusa, redes neurais e algoritmos. Dessa forma, requer colaboradores com capacitação e conhecimento específico da área do projeto a ser trabalhado (REZENDE; ABREU, 2011). Muitas áreas utilizam a inteligência artificial para simulação de resolução de problemas como, por exemplo, (REZENDE; ABREU, 2011): Medicina para diagnóstico; Planejamento financeiro; Projetos de engenharia; Pesquisas científicas; Mineração e análise de dados; Cabe ressaltar que a inteligência artificial não substitui o ser humano e, sim, é uma ferramenta para auxiliar na tomada de decisão. DATA MINING (DM) A mineração de dados é realizada com o auxílio de ferramentas tecnológicas, pois as empresas possuem grande capacidade de armazenamento de dados que poderão ser utilizados a qualquer momento. Porém, para que ocorra a transformação de um dado em informação, deve ocorrera mineração que poderá ser realizada pela estatística e, assim, esses dados se transformam em conhecimento (REZENDE; ABREU, 2011). Algumas funções do DM são relevantes para as organizações, tais como (REZENDE; ABREU, 2011): Gerar hipóteses; Extrair deduções; Correlacionar dados; Fazer previsões; Fornecer atributos; Gerar cenários; Analisar comportamento e perfil dos clientes; Analisar hábitos de compra; Prever e evitar fraudes Os modelos tradicionais para processamento de informações manipulam dados de forma rápida, porém, são restritos por não utilizarem outras tecnologias para auxiliar os executivos com informações gerenciais e estratégicas. Outras ferramentas tecnológicas também fazem parte e dão suporte a outras tecnologias, como é o caso de (REZENDE; ABREU, 2011): Recursos da internet baseados em redes de computadores; Automação de escritórios para suporte ao pessoal técnico; Tecnologia Olap (On-Line Analytic Processing) para cenários e projeção de negócios; Tecnologia Oltp (On-Line Transaction Processing) para movimentação de dados do negócio da empresa em tempo real; Database marketing, que envolve atividades do marketing armazenando dados de clientes e futuros clientes. Medidas de Capacidade Grau de disponibilidade: a capacidade instalada e a capacidade disponível permitem a formação de um índice, denominado grau de disponibilidade. Que indica, em forma percentual, quanto uma unidade produtiva está disponível, conforme a fórmula 1. F Ó R M U L A 1 - 100 instalada Capacidade disponível Capacidade idadedisponibil deGrau Grau de utilização: a capacidade disponível e a capacidade efetiva permitem a formação de um índice, denominado grau de utilização. Que representa, em forma percentual, quanto uma unidade produtiva está utilizando sua capacidade disponível, conforme a fórmula 2. F Ó R M U L A 2 - 100 disponível Capacidade efetiva Capacidade utilização deGrau Índice de eficiência: a capacidade realizada, quando comparada à capacidade efetiva, fornece a porcentagem de eficiência da unidade produtora em realizar o trabalho programado, conforme a fórmula 3. 100 efetiva Capacidade realizada Capacidade eficiência de Índice Medidas de desempenho Um fator-chave para o sucesso das organizações é sua capacidade de medir seu desempenho. Tal informação, em uma base temporal contínua, fornece aos gerentes dados que irão permitir que se verifique se as metas ou padrões esperados foram alcançados. Como disse Peter Drucker, um guru da Administração: “Se você não pode medir isso, você não pode gerenciá-lo”. Sem os indicadores de desempenho apropriados, os gerentes não podem avaliar o desempenho de sua organização ou comparar sua performance com a de seus competidores. Os gerentes seriam como capitães de navios, a esmo em um oceano sem terra à vista e sem uma bússola ou outros instrumentos de navegação para guiá-los. Entretanto, com um número crescente de indicadores de desempenho disponíveis, os gerentes devem ser seletivos na escolha daqueles que são críticos para o sucesso de sua empresa. Dependendo do setor de atuação da empresa, alguns indicadores de desempenho são mais importantes para o gerenciamento do que outros. Por exemplo, em um restaurante do tipo fast food, um indicador de desempenho crucial é a velocidade com a qual os pedidos são entregues ao cliente. Em um restaurante convencional, ao contrário, um indicador de desempenho pode ser a variedade de itens oferecidos no cardápio ou a qualidade da comida servida. Indicadores de Desempenho: Produtividade A eficiência com a qual as entradas são transformadas em produtos finais é uma medida da produtividade do processo. É o quociente entre uma medida de produção e uma medida de um ou mais insumos utilizados no período. F Ó R M U L A 1 6 - Input Output adeProdutivid TIPOS DE PRODUTIVIDADE: Produtividade parcial considera um só insumo Produtividade global, dois ou mais insumos entram no denominador. BENEFÍCIOS COM O AUMENTO DA PRODUTIVIDADE Aumento do lucro; Melhores condições de investir e aumentar a competitividade; Possibilidade de aumento salarial para trabalhadores; Oferta maior de produtos e serviços, ao lado de uma estabilização ou até queda de preços. Formas básicas de medição da produção produção física – mede melhor o esforço produtivo. produção monetária – é largamente usada. Índices de Produtividade: São medidas relativas. O índice mais utilizado é a produtividade da mão-de-obra. O uso desse índice pode ser enganoso, caso o conjunto de insumos cresça proporcionalmente mais que a mão-de-obra. REFERÊNCIAS LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price. Sistemas de informações gerenciais. 11. ed. São Paulo: Pearson, 2014. REZENDE, Denis Alcides; ABREU, Aline França de. Tecnologia da informação aplicada a sistemas de informação empresariais: o papel estratégico da informação e dos sistemas de informação nas empresas. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2011. AULA 5 - IMPACTOS DA TECNOLOGIA - O PAPEL DA INFORMAÇÃO NOS PROCESSOS DE PRODUÇÃO - COMPETITIVIDADE INTRODUÇÃO Muitos foram os impactos da tecnologia nas empresas. Com o fluxo de informação se tornaram mais ágeis e flexíveis às turbulências da concorrência de mercado. Modelos de produção e adoção de novas tecnologias em processos de produção se tornaram comum entre as empresas. A informação fez com que práticas bem sucedidas em empresas fossem observadas e utilizadas por outras. O papel da tecnologia nos processos de produção reduz tempo nos processos, previne perdas e mantém a qualidade na manufatura. IMPACTOS DA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA A inovação tecnológica está presente por toda empresa, setores nos quais havia muitos colaboradores, deram lugar a máquinas e equipamentos. As máquinas inseridas no processo produtivo fornecem bens e serviços com mais rapidez e qualidade. Assim, a inovação tecnológica fez com que muitos setores utilizassem essa nova ferramenta em seus processos para acompanhar as mudanças que o novo cenário de competitividade apontava. Com a tecnologia aplicada a diversos setores da empresa, o mundo empresarial se reorganizou para enfrentar os novos desafios e impactos no dia a dia. Os impactos da era da informação fizeram com que milhares de negócios fechassem as portas e, por outro lado, milhares de novos negócios surgiam para darem apoio àsnovas ferramentas tecnológicas (LAUDON; LAUDON, 2014). O cenário econômico entra em uma época turbulenta para os negócios, empresas se deparam com grande volume de informações e produtos a ser oferecidos para qualquer cliente em qualquer parte do mundo. Conforme Laudon e Laudon (2014), a era tecnológica traz mudanças bruscas em empresas dos mais variados tipos de produtos e serviços, o comércio eletrônico se torna vantagem competitiva entre as empresas dos ramos de: Livrarias; Telefonia; Música; Imóveis; Hotelaria; Contas a pagar; Pagamentos de faturas; Viagens Vestuário; Móveis; Alimentação; Automóveis e etc. Empresas tiveram que reorganizar seus departamentos de acordo com suas funções específicas, pois agora esses departamentos se tornam ilhas de conhecimento para darem apoio aos gestores a fim de que alcancem as metas organizacionais (BATISTA, 2012). Atividades de processos produtivos, planejamento, atendimento e apoio se tornam atividades principais, apresentando suas características e relacionamentos na empresa. Desenvolver a tecnologia na empresa faz com que ocorra maior integração dos setores, aumentando a produtividade devido à velocidade das informações (BATISTA, 2012). Desenvolver a tecnologia na empresa é fazer parte do mundo digital da internet, redes sociais e modelos de gestão. Os impactos serão observados a cada dia com as possibilidades de resolução de problemas e atendimentos a diferentes tipos de demandas de produtos (BATISTA, 2012). De acordo com Laudon e Laudon (2014), outros impactos também são observados nas empresas, tais como: Possibilidade de redução de custos de produtos e serviços; Aumento da qualidade na empresa; Estratégias focadas ao nicho de mercado; Maior possibilidade de relacionamento entre clientes e fornecedores. Ainda com Laudon e Laudon (2014), com os impactos da tecnologia surgem as forças competitivas, ou seja, maior concorrência no cenário econômico, criando, assim, vantagem competitiva como, por exemplo: Surgimento de novos produtos e serviços; Maior poder de barganha entre clientes e fornecedores; Novos canais de vendas; Maior ampliação de mercado consumidor; Por outro lado, com a tecnologia também irá surgir: Maior concorrência; Produtos similares; Competição por preço e qualidade do produto; Maior dificuldade para manter a vantagem competitiva; Busca da redução de custos nos processos produtivos. O PAPEL DA INFORMAÇÃO NOS PROCESSOS DE PRODUÇÃO Com o advento de novas tecnologias no ambiente mundial de negócios, os processos de produção também foram impactados, empresas também tiveram que se adaptar ao novo modelo de gestão. Agora a velocidade da informação vinda de todas as partes do mundo faz toda a diferença desde a aquisição de peças de fornecedores até a montagem do produto final e à venda para o cliente. Com o volume de informações na empresa as atividades principais, que são atividades básicas, como é o caso dos processos de produção, houve a necessidade de serem supridas por outras áreas. As informações devem ser direcionadas para áreas que mantêm forte relacionamento com a produção. Conforme Batista (2012) as áreas são: Pesquisa e desenvolvimento de produtos; Planejamento estratégico; Compras; Engenharia Manutenção de processos; Controle de qualidade; Planejamento, programação e controle da produção; Recursos humanos e técnicos; Marketing: compras e vendas Logística interna, expedição; Órgãos governamentais Sendo assim, o papel da informação nos processos de produção se tornou uma ferramenta integradora de setores proporcionando um modelo de gestão ágil, facilitador e provedor de trocas das informações e experiências profissionais no dia a dia nas empresas. A informação cumprindo seu papel nos processos de produção, que é a troca de dados, traz para os gestores tomadas de decisões mais promissoras, que vão desde a situação financeira ao posicionamento no mercado da empresa (BATISTA, 2012). Com a informação fluindo nos processos produtivos, modelos de gestão, como é o caso do JIT - Just in time, houve inúmeros benefícios para as empresas. Como informações de vendas não ocorriam em tempo real, seguindo modelos antigos de gestão, as empresas mantinham seus estoques abastecidos mesmo antes da venda seu produto final. Com o auxílio da informação em tempo real, gestores observam as vendas de seus produtos e conseguem se organizar com suas compras na medida certa no tempo certo. Dessa forma, deixou-se de imobilizar o capital da empresa nos almoxarifados, passando a direcioná-lo para outros setores como pesquisa e desenvolvimento de produtos ou tecnologia. Para os gestores de processos de produção, a informação fez com que ferramentas tais como internet, redes sociais, automação, modernos equipamentos para transmissão de dados contribuíssem para a melhoria nos processos de qualidade, pois demandas inesperadas podem ser supridas a qualquer momento, sem prejudicar a qualidade dos produtos. A informação promove um fluxo de matéria-prima e produtos agregados gerenciados por sistemas modernos de controle da produção, estabelecendo relacionamento entre clientes, fornecedores e empresa (BATISTA, 2012). COMPETITIVIDADE Competitividade – Definição É a posição da empresa, no mercado consumidor, relativa a sua concorrência. O desempenho da organização do futuro deverá ser medido pela sua potencialidade de se manter no mercado, de proteger os investimentos feitos, de assegurar dividendos e empregos futuros, mediante a melhoria de produtos e serviços prestados. O ambiente como cenário na projeção de uma estratégia Para uma economia global, o papel da tecnologia e da informação é fundamental na gestão das mudanças. Conseguir se colocar acima das turbulências de curto prazo e enxergar as transformações mais amplas e consistentes que ocorrem no ambiente é algo essencial aos gestores nos dias de hoje. O aumento da concorrência entre as organizações é uma tendência na qual se observam: Mudanças rápidas nas exigências do consumidor em relação a produtos e serviços de qualidade; Demanda crescente do consumidor por produtos e serviços de qualidade; Alteração no poder de compra da população; Escassez de insumos produtivos e recursos críticos; Alterações tecnológicas crescentes; Escassez de determinadas habilidades; Alterações no ritmo e na natureza das mudanças sociais. As estruturas industriais /operacionais não são estáticas, e as empresas, dentro de vários segmentos, defrontam-se com uma incerteza considerável quanto às mudanças para o futuro. A incerteza aumentou, nas últimas décadas, em decorrência de fatores como os preços flutuantes da matéria- prima, oscilações nos mercados financeiros e de moeda, desregulamentação, a revolução eletrônica e globalização. Os macrocenários enfatizam fatores macroeconômicos e macropolíticos, definem o ambiente empresarial, incluindo coisas como o índice de crescimento econômico, inflação, protecionismo, taxas de juros. Complementando os macrocenários, têm-se os microcenários, que envolvem aspectos mais particulares ao setor, comportamento da concorrência, desenvolvimento da tecnologia na área etc. O conjunto concreto de cenários é empregado para projetar uma estratégia competitiva. O cenário vai minimizar o risco e o custo e maximizar o resultado da estratégia, para alcançar uma vantagem competitiva. As forçascompetitivas que atuam no mercado Durante todo ciclo de vida do produto e principalmente a partir da fase de concepção do negócio, deve ser considerado o poder das forças competitivas que atuam no mercado, que são capazes de definir o destino de qualquer negócio. Porter (1986) indica uma técnica para análise da indústria e da concorrência com base em cinco forças: Ameaça de novos entrantes; Poder de negociação dos fornecedores; Rivalidade entre as empresas existentes; Ameaça de produtos ou serviços substitutos; Poder de negociação dos compradores. O conhecimento da fonte de cada força, subjacente da pressão competitiva, põe em destaque os pontos fortes e os pontos fracos críticos da empresa, anima o seu posicionamento em seu setor, esclarece as áreas em que mudanças estratégicas podem resultar no retorno máximo e põe em destaque as áreas em que as tendências do setor são da maior importância, quer como oportunidades, quer como ameaças. Estas cinco forças determinam a rentabilidade da indústria porque influenciam os preços, os custos e o investimento necessário das empresas e os elementos do retorno sobre o investimento. A rentabilidade da indústria é conseqüência da estrutura industrial. Exemplos de mudanças no cenário que podem promover a necessidade de replanejamento: Aquisição ou desenvolvenvolvimento de uma nova tecnologia de processos; Nova legislação; Surgimento de concorrente relevante; Liberação de importação de algum produto ou item, antes protegido; Abertura de nova linha de financiamento com juros subsidiados; Nova ferramenta gerencial. Tipos de planejamento: I. Planejamento estratégico: são as políticas corporativas, grandes decisões como escolha de uma linha de produtos, localização de novas fábricas, são de longo prazo e alto de risco e incerteza. II. Planejamento Tático; envolve a alocação e utilização de recursos, suas decisões estão concentradas a nível gerencial, são de médio prazo e moderado grau de risco e incerteza, o planejamento agregado a produção é um bom exemplo. III. Planejamento operacional: este modelo está focado nas operações produtivas como o planejamento e controle da produção, controle de estoques, são de curto prazo e pequeno grau de risco e incerteza. REFERÊNCIAS BATISTA, Emerson de Oliveira. Sistemas de Informação: o uso consciente da tecnologia no gerenciamento. 2. ed. São Paulo: Saraiva: 2012. LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price. Sistemas de informações gerenciais. 11. ed. São Paulo: Pearson, 2014. AULA 6 - INTEGRAÇÃO DA CADEIA PRODUTIVA E DOS SISTEMAS - LOCALIZAÇÃO DE INSTALAÇÃO INTRODUÇÃO Com a utilização da tecnologia nas empresas, os sistemas de áreas específicas não poderiam mais cumprir seu papel de forma isolada. Surgiram softwares os quais passaram a integrar sistemas de todas as áreas funcionais da empresa e fornecer dados externos e internos para gestores na tomada de decisão. Agora os sistemas integrados operam com base de dados, que podem ser acessados em qualquer parte do mundo, ou seja, as cadeias produtivas das empresas ganham a capacidade de cumprir a demanda sem que seja preciso realizar grandes modificações em sua linha de produção. SISTEMAS INTEGRADOS Em um ambiente globalizado, onde empresas operam conectadas com clientes e fornecedores, capazes de reagir mudanças de mercado superando aumentos na demanda e ou atraso na entrega de matéria pelos fornecedores, requer total conexão interna e externa a partir dos sistemas integrados. Esses sistemas estão presentes em todos os setores da empresa conectando vendas, compras, suprimentos, produção, logística, recursos humanos, tecnologia da informação e finanças contribuindo na gestão empresarial (LAUDON; LAUDON, 2014). Empresas possuem inúmeros fornecedores, os quais contribuem com seus materiais na cadeia de produção, são diversos tipos de matérias-primas, materiais agregados para montagem dos produtos, produtos semi-acabados e produtos acabados prontos para ser entregues aos clientes. Dessa forma, sem a integração de sistemas com a cadeia de produção seria impossível manter a ordem de produção diária. O problema é coordenar e controlar as entradas desses materiais na cadeia de produção estabelecendo prioridades no momento certo e na quantidade certa para que não ocorram gastos desnecessários de materiais, acarretando imobilização financeira do fluxo de caixa da empresa. Muitas empresas apresentam problemas com a cadeia produtiva por não conseguirem organizar vendas com suprimentos e distribuição de produtos. Assim, o controle é imprescindível para uma boa gestão. Portanto, sistemas integrados coordenam ações, conectam a empresa e mantêm os dados atualizados para uma boa gestão. Conforme Laudon e Laudon (2014), sistemas integrados são capazes de: Operar centenas de dados; Integrar banco de dados; Controlar a produção; Manter atualizações constantes; Fornecer informações para tomada de decisão; Integrar dados de pedidos, etc. O funcionamento de um sistema integrado requer informações das melhores práticas, ou seja, modelos de resolução de problemas com sucesso em gestão empresarial. Um sistema integrado é composto por softwares que trabalham em conjunto com funções de um banco de dados central. Cabe ressaltar que o sistema deve operar da forma em que a empresa conduz seu negócio e, para que a empresa tenha maior benefício, deverá se adaptar ao sistema escolhido. Para Laudon e Laudon (2014), os sistemas integrados apresentam módulos interligados a um banco de dados como, por exemplo: Finanças e contabilidade: dinheiro em caixa, contas a receber; clientes e receitas, livros contábeis, previsão de caixa, impostos relatórios; Vendas e marketing: pedidos; previsão de vendas; devoluções e preços, cotações, contratos, produtos, faturamento, créditos, comissões; Produção: matérias-primas, planejamento da produção, expedição, capacidades de produção e compras, fornecedores, estoques, controle de qualidade, transporte de materiais, equipamentos e manutenção de instalações; Recursos humanos: horas trabalhadas, custos de contratação, gestão de pessoas, folha de pagamento, seleção, remuneração e despesas com pessoal. Conforme Laudon e Laudon (2014), existem vários fornecedores de sistemas integrados. Entre eles destacam-se: SAP - Sistemas e aplicativos e produtos para processamento de dados; Oracle- People Soft: Sistemas para aumento de produtividade e desempenho do negócio; SSA Global: Sistemas de planejamento de recursos de empresariais. Uma boa utilização de sistemas integrados é para empresas que estão localizadas em diversas regiões e utilizam o sistema integrado para padronizar as ações do negócio da empresa. Com ferramentas analíticas, dados são capturados pelo sistema e servem para avaliar o desempenho da empresa (LAUDON; LAUDON, 2014). SISTEMAS INTEGRADOS NA CADEIA PRODUTIVA Os sistemas integrados na cadeia produtiva são essenciais para uma boa programação planejamento e controle da produção. O compartilhamento de informações no chão de fábrica auxilia a empresa a realizar uma boa gestão com maior possibilidade de relacionamento entre clientes, fornecedores, compradores, distribuidores, pedidos, níveis de estoques, reposição de materiais, mão de obra e insumos de produção, cumprindo, dessa forma, com os prazos estabelecidos (LAUDON; LAUDON, 2014). Atualmente, empresasreduziram estoques e operam suas cadeias produtivas com o mínimo de estoques, utilizando somente o que for necessário para a produção de determinado produto. Enquanto o modelo antigo de gestão era de abarrotar os estoques, o princípio agora é trabalhar Jit - Just in Time, com a mercadoria certa, no momento certo e na quantidade certa. Os sistemas integrados na cadeia produtiva estabelecem a sequência lógica dos materiais até a finalização do produto final. De acordo com Laudon e Laudon (2014), o gerenciamento dos sistemas na cadeia produtiva promove: A quantidade a ser produzida; Custo de estocagem e transporte de materiais; Verificação e acompanhamento de pedidos; Níveis dos materiais disponíveis em estoques; Controle da expedição; Produção baseada na demanda real; Capacidade de modificações nos produtos São inúmeros os benefícios da utilização de sistema integrados na cadeia produtiva. Antes, as empresas somente compartilhavam dados referentes a vendas, serviços e marketing, não se importando com a gestão da produção. Dados relacionados aos clientes não eram levados em consideração, fazendo com que as empresas não tivessem controle de sua demanda (LAUDON; LAUDON, 2014). A cadeia produtiva pode ser comparada a uma corrente, em que os gestores de produção devem fazer de tudo para que essa corrente permaneça interligada por sistemas de informação desde a captação da matéria-prima ao término do produto acabado. Esse trajeto percorrido pelos materiais na cadeia produtiva é acompanhado por uma rede de fornecedores, varejistas, centros de distribuição e setores industriais dando apoio e suporte à produção (LAUDON; LAUDON, 2014). Segundo Laudon e Laudon (2014), o gerenciamento da cadeia produtiva tem início desde: Escolha de fornecedores e controle de qualidade de matéria- prima; Compras de matéria-prima e produtos agregados ao processo produtivo. Produtos de manutenção de equipamentos utilizados na cadeia produtiva; Produtos intermediários dentro do processo produtivo; Produtos acabados, prontos e embalados para o envio ao cliente. Benefícios da utilização de sistema integrado à cadeia produtiva: Controle de qualidade por lote de compra de matéria-prima; Quantidade de matéria-prima utilizada na produção; Controle de produtos agregados na produção; Medições de controle de qualidade durante a manufatura na produção; Rastreabilidade de problemas na produção; Melhor controle das paradas para manutenção e trocas de ferramentas nos equipamentos; Fornecedores acompanham a utilização de seu material na produção; Melhor integração entre fábrica, fornecedor e cliente; Prevenção de falhas no processo produtivo; Maior integração da logística interna. Cabe ressaltar que incertezas surgem todos os dias nas cadeias produtivas, as quais trariam muitos prejuízos para as empresas. O gerenciamento do sistema integrado na cadeia produtiva deve estar atualizado por informações verídicas que devem ser atualizadas constantemente, lembrando que toda e qualquer informação inserida no sistema integrado irá se propagar ao longo de toda a cadeia produtiva (LAUDON; LAUDON, 2014). LOCALIZAÇÃO DE INSTALAÇÃO A localização da empresa é um fator muito importante, pois será o local onde a empresa irá produzir seus produtos ou prestar serviços. De acordo com Correa (2001), cada empresa tem sua particularidade de escolher sua localização em relação às suas estratégias de negócio. Algumas escolhem se acomodarem pertos dos clientes, outras perto dos fornecedores, perto de rodovias, portos, disponibilidade de pessoal com qualificação, consumidores em potenciais, fornecedores com qualidade, isenção de taxas, serviços de saneamento básico, energia elétrica, escolas técnicas e custo do terreno e da construção. Cluster como fator competitivo O cluster é um agrupamento natural de empresas similares em determinada região com mesmas características econômicas e com objetivo comum de competitividade. As empresas operando dentro do cluster têm suas vantagens, como por exemplo: Instituições de apoio e pesquisa Fornecedores qualificados Cultura local adaptada ao cluster Condomínio industrial No condomínio industrial os fornecedores ficam localizados dentro da planta industrial, esses fornecedores são escolhidos pela própria indústria para que haja uma maior integração na cadeia logística, dessa forma a eficiência produtiva é nítida com o recebimento dos pedidos logo após algumas horas de serem efetuados. Consórcio modular Este conceito é a ampliação do condomínio industrial, só que agora o fornecedor é responsável por todas as etapas de montagem de seus itens no produto final. Assim a empresa fica responsável pela engenharia, qualidade, comercialização e logística do produto. Neste modelo o fornecedor se torna um parceiro fundamental para a empresa, com a redução dos custos de investimentos. Cooperativas São muito comuns em empresas agrícolas, aves ou leite é uma união de diversas propriedades da mesma região geográfica para um objetivo comum, e dessa forma as empresas buscam assegurar um maior poder de negociação. Ponderação Qualitativa Esse é um modelo que busca uma avaliação de fatores qualitativos para sediar uma nova instalação de uma empresa, tais como: Mão de obra Clima Restrições ambientais Qualidade de vida Suprimentos de materiais Isenção de impostos Desenvolvimento regional Transportes Hospitais Água, energia elétrica, etc. Método do Centro da Gravidade Neste modelo procura-se avaliar o local de menor custo para a instalação da empresa, considerando o fornecimento de matérias-primas e um ponto de consumo de produtos acabados. Ponto de equilíbrio: Custo x Volume x Lucro REFERÊNCIAS LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price. Sistemas de informações gerenciais. 11. ed. São Paulo: Pearson, 2014. AULA 7 - CONSEQUÊNCIAS DAS INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS NOS PROCESSOS DE PRODUÇÃO - CURVA DE APRENDIZAGEM Com as mudanças tecnológicas, os processos de produção também tiveram que se adaptar à transição tecnológica, ou seja, houve muitos desafios para as empresas, pois se adaptar ao novo modelo da era digital se tornou questão de sobrevivência empresarial. Como toda e qualquer mudança traz consigo consequências em suas ações, cabe aos gestores transformar essas consequências em vantagens competitivas. TRANSIÇÃO TECNOLÓGICA A revolução nos métodos dos processos de produção surge a partir do conceito de produção em massa, com a preocupação empresarial de produzir grandes volumes de produtos com alto grau de padronização. Com o foco no produto, a produtividade nas empresas cresce de forma espantosa, acompanhada de controle de qualidade, dada a padronização dos produtos. De acordo com Martins e Laugeni (2016), a produção em massa se caracterizava por: Postos de trabalho; Arranjo físico; Estoques; Controle de qualidade; Fluxograma de processos; Motivação dos funcionários; Sindicatos. O modelo de produção em massa com suas técnicas de trabalho deixou de ser utilizado nas empresas, a partir do surgimento de um novo conceito de trabalho com novas técnicas produtivas, denominada produção enxuta. Com novas práticas noprocesso de produção também vieram as inovações tecnológicas dando suporte a esse novo modelo de trabalho. Esse novo modelo agora necessita da integração de todos os setores da empresa. Agora as tomadas de decisões passaram a ser baseadas no fluxo das informações (MARTINS; LAUGENI, 2016). Para se moldarem às novas práticas do novo modelo de produção, as empresas tiveram que se estruturar, tanto quanto na informatização de seus processos, quanto em relação à necessidade de mão de obra para operarem nesse novo modelo produtivo. Daqui em diante as mudanças seriam drásticas, pois a tecnologia traria consigo sistemas integrados com auxílio de computadores e mão de obra especializada. A mão de obra no chão de fábrica daria lugar à robótica comandados por um sistema central de computadores. Seguindo com Martins e Laugeni (2016), seguem alguns conceitos do novo modelo de produção: Just in time (JIT): com auxílio de ferramentas tecnológicas esse conceito opera a produção utilizando o mínimo possível de materiais em estoques e mão de obra, com o foco na reposição de materiais, evitando estoques desnecessários; Engenharia simultânea: ocorre o envolvimento de todas as áreas funcionais da empresa para o desenvolvimento do produto, inclusive a participação do cliente; Tecnologia de grupo: é o agrupamento de atividades com o mesmo roteiro de fabricação, formando, assim, no chão de fábrica, ilhas de conhecimento. Consórcio modular: nesse conceito, os fornecedores são chamados de parceiros e auxiliam na montagem dos materiais no produto da empresa, reduzindo, assim, a probabilidade de defeitos de fabricação; Células de produção: são estações de trabalho no chão de fábrica, para transporte e estoques de materiais, para maior produtividade. Também se destacam: a função da qualidade que se encontra presente por todo processo de produção; comakership indicando o alto relacionamento entre cliente e fornecedor, melhorando contratos de fornecimento; conjunto de máquinas interligadas por um controle central de computador e comparações de produtos de concorrentes para melhorar seu segmento de produtos (MARTINS; LAUGENI, 2016). CONSEQUÊNCIAS DA TECNOLOGIA NOS PROCESSOS DE PRODUÇÃO Fica evidente que tantas inovações tecnológicas trariam mudanças radicais nas empresas, trariam novas oportunidades e desafios. Empresas tiveram que se estruturar diante das novas formas de aquisição de seus produtos por parte dos consumidores. Com a era da informação digital, clientes de qualquer parte do mundo acessam sites de empresas dos mais variados tipos de produtos e serviços. Os produtos quebram barreiras geográficas e a qualidade agora não é mais um modelo de trabalho e, sim, questão de sobrevivência empresarial. A forma dos consumidores realizarem suas compras também mudou. Agora existe o comércio eletrônico, mercados digitais e mercadorias digitais. Com a utilização da internet, transações comerciais ocorrem via Web. Isso significa que os custos para a manutenção de lojas físicas reduziram e milhares de novos negócios surgiram, acompanhando a evolução do mercado digital (LAUDON; LAUDON, 2014). A transformação dos negócios abrange todo e qualquer tipo de produto, o varejo on-line cresce a uma velocidade espantosa alcançando níveis de lucratividade, o que faz com que empresas tradicionais utilizem o comércio eletrônico para se manterem na concorrência do mercado, levando em consideração que a entrada no mercado do comércio eletrônico é uma boa estratégia para a redução de custos (LAUDON; LAUDON, 2014). Com a vinda das inovações tecnológicas, empresas alcançam altos índices de produtividade, manutenção de controle de qualidade, redução de materiais em estoques, atendimento às demandas de mercado, criação de novos produtos, manutenção de empregos, cumprimentos de exigências fiscais e trabalhistas, entre outros. Porém, o fato é que a inovação tecnológica trouxe consigo algo quase irreversível para sociedade como, por exemplo: Substituição da mão de obra humana por máquinas; Desemprego em grandes centros comerciais; Aumento do grau de endividamento das pessoas; Restrições bancárias; Desigualdade social; Alto grau de conhecimento técnico; Aumento de criminalidade; Êxodo urbano. Essa nova realidade de negócio, combinada com novas práticas empresariais, cada vez mais necessitará das inovações tecnológicas em seus processos de produção. Assim, cabe ao ser humano se aperfeiçoar e encarar novos desafios. Curva de Aprendizagem A Curva de Aprendizagem é um registro gráfico da diminuição de custo a medida que os produtores ganham experiência e aumentam o número total de itens produzidos ao mesmo tempo, ou seja, é uma expressão correta de como os funcionários da linha de produção aprendem a fazerem as tarefas. Surgiu em 1936 em construções de aviões diminuindo os custos com o passar do tempo, cada vez que o número de repetições é dobrado, cai o tempo de execução nas tarefas. Aplicações da curva de aprendizagem: Planejamento das necessidades de mão de obra Melhorias com base menos intuitiva Planejamento de custos e negociações Referências LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price. Sistemas de informações gerenciais. 11. ed. São Paulo: Pearson, 2014. MARTINS, Petrônio, G.; LAUGENI, Fernando P. Administração da produção. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. AULA 8 - PPCP - PLANEJAMENTO, PROGRAMAÇÃO E CONTROLE DA PRODUÇÃO - TIPOS DE SISTEMAS DE PRODUÇÃO Com a evolução dos sistemas produtivos, a manufatura tem como apoio em seus processos diferentes ferramentas de trabalho. O PPCP realiza desde o planejamento das compras de materiais até a venda para o consumidor final. Formas de trabalho como armazenagem padronização e encomenda de produtos fazem parte das decisões a serem tomadas pelo PPCP. Num ambiente altamente competitivo, o PPCP concentra seus conceitos no chão de fábrica para que as empresas produzam ao máximo de sua capacidade. MANUFATURA DE PRODUÇÃO A forma com que uma empresa planeja trabalhar sua produção está relacionada a estratégias, compostas por decisões com o objetivo de atingir modelos de competitividade. A partir da introdução das técnicas japonesas em modelos de produção utilizando o computador para simulações e para apoio a tomada de decisões, novos critérios competitivos surgiram no mundo. De acordo com Corrêa, Gianese e Caon (2015), os sistemas de produção têm como base: O que vai produzir Quanto vai produzir Quando vai produzir Quais serão os recursos para produzir. Diversas técnicas surgiram para dar apoio aos sistemas de produção como, por exemplo: MRP II, ERP com ênfase na necessidade dos recursos que serão utilizados na produção. Com novos modelos de apoio à produção, o controle de estoques passa ser o fator principal para que a produção opere sem gerar estoques desnecessários. O sistema Just in Time é a nova forma de trabalho. O objetivo do JIT é fazer com que a produção trabalhe somente com o mínimo de material, na hora certa e na quantidade certa. Com ênfase na redução de estoques, as empresas buscam criar desempenhos competitivosem busca de lucros. Dessa forma, empresas estabelecem estratégias para uma boa gestão da produção. Conforme Corrêa, Gianese e Caon (2015), estratégias de chão de fábrica devem estar alinhadas com a logística dos materiais, como: Planejar capacidade de produção; Planejar as compras; Planejar adequação dos níveis de estoques; Obter e divulgar informações sobre recursos; Reduzir prazos de entregas. A estrutura da manufatura está relacionada a algumas áreas de decisões, conforme Martins e Laugeni (2016): A capacidade produtiva para o PPCP é uma estratégia a longo prazo, pois depende da redução ou aumento das demandas a serem atendidas; Instalações do chão de fábrica com foco na manutenção, layout, tamanho e localização da fábrica; Tecnologia aliada com o grau de automação, dando suporte aos equipamentos na produção. Segundo Martins e Laugeni (2016), a manufatura também conta com o apoio de decisões de infraestrutura para cumprir seu papel. São decisões gerenciais para o desenvolvimento do PPCP. São elas: PPCP: gestão de demanda, capacidades, controle de estoques nos processos; Fluxo de materiais: logística interna e externa; Fornecedores: relacionamento com clientes; Qualidade: melhoria contínua; Organização: comunicação; Mão de obra: treinamento e remuneração. SISTEMA PPCP As decisões da manufatura partem do sistema do PPCP, que tem por objetivo contribuir para o controle de todos os recursos que serão utilizados para a manufatura de bens e serviços (MARTINS e LAUGENI, 2016). Os recursos utilizados na produção englobam os materiais básicos como matéria-prima, materiais agregados durante o processo produtivo, informações de vendas, recursos humanos, mix de produtos a ser fabricados, processos de produção a ser utilizados e capacidades de máquinas e mão de obra no chão de fábrica (MARTINS e LAUGENI, 2016). Programar estrategicamente o sistema PPCP é utilizar ao máximo as instalações na manufatura da produção, minimizando as paradas para realizar a trocas e manutenção de ferramentas (setup). Para Martins e Laugeni (2015), os tipos de programação da produção são: Processos: produção contínua, sequência de produtos como, por exemplo; fabricação de papel; Job-shop: mix de produtos atende a prioridades como, por exemplo, pintura industrial; Projetos: atividades longas, várias atividades como, por exemplo, construção de navios; Linha de montagem: tempo nas operações, postos de trabalho como, por exemplo, produção de automóveis. AS DECISÕES DO PPCP O sistema de PPCP apresenta decisões básicas de controle e planejamento, quais operações farão parte do sistema de PPCP, a manufatura e seu ambiente, questões do dia a dia a ser respondidas e o futuro de como será o planejamento das ações da produção. O processo de decisão também está relacionado à estrutura, fatores, técnicas e às abordagens a ser utilizadas no PPCP (MARTINS e LAUGENI, 2016). AMBIENTES DE MANUFATURA Ambientes da manufatura são modelos de como planejar e controlar o sistema de produção. Esses modelos podem atender à fabricação e montagem, sendo para encomenda ou estoque (MARTINS e LAUGENI, 2016). Conforme Martins e Laugeni (2016), os ambientes podem ser: MTS - make to stock (fabricação para estoque): são manufaturados, obedecendo à padronização de produtos, seguido de suas vendas com rápida entrega ao cliente, porém, gera estoques para a empresa; MTO - make to order (fabricação por projeto): prazos longos de entrega; a produção obedece aos projetos dos clientes; ATO - assemble to order (montagem sob encomenda): empresa fabrica as peças, mas o produto final obedece ao cliente; ETO - engineering to order (engenharia sob encomenda): nessa etapa o cliente participa da produção das peças e do produto final. Os ambientes de manufatura estão presentes no chão de fábrica para dar suporte ao PPCP. Dessa forma, cabe os gestores decidirem por modelos competitivos que farão com que as empresas alcancem seus objetivos organizacionais. TIPOS DE SISTEMAS DE PRODUÇÃO Classificação Tradicional A classificação dos sistemas de produção, principalmente em função do fluxo do produto, reveste-se de grande utilidade na classificação de uma grande variedade de técnicas de planejamento e gestão da produção. Tradicionalmente, os sistemas de produção são agrupados em três grandes categorias: a) Sistemas de produção contínua ou de fluxo em linha; b) Sistemas de produção por lotes ou por encomenda (fluxo intermitente); c) Sistemas de produção de grandes projetos sem repetição. Sistemas de Produção Contínua (fluxo em linha) Os sistemas de produção contínua ou fluxo em linha apresentam uma seqüência linear para se fazer o produto ou serviço. Os produtos são bastante padronizados e fluem de um posto de trabalho para outro numa seqüência prevista. Às vezes, os sistemas de fluxo em linha aparecem subdivididos em dois tipos: A produção em massa, para linhas de montagem de produtos os mais variados possíveis e Produção contínua propriamente dita, nome reservado nessa classificação para as chamadas indústrias de processo, como química, papel, aço, etc. Esses processos contínuos tendem a ser altamente automatizados e a produzir produtos com elevado grau de padronização, sendo qualquer diferenciação pouca ou nada permitida. De uma forma geral, os sistemas de fluxo em linha são também caracterizados por uma alta eficiência e acentuada inflexibilidade. Grandes volumes de produção devem ser mantidos para se recuperar o custo de equipamentos especializados, o que requer um conjunto padrão de produtos estabilizados ao longo do tempo. A produção em massa, nas chamadas linhas de montagem, é caracterizada pela fabricação, em larga escala, de poucos produtos com grau de diferenciação relativamente pequeno: automóveis, geladeiras, fogões, aparelhos de ar condicionado, etc. Finalmente, alguns fatores devem ser cuidadosamente pesados antes da adoção de um sistema de fluxo em linha. Além da competição, pode-se citar o risco de obsolescência do produto, a monotonia dos trabalhos para os empregados e os riscos de mudança tecnológica no processo (que custa a se pagar). Sistemas de Produção Intermitente (fluxo intermitente) Nesse caso, a produção é feita em lotes. Ao término da fabricação do lote de um produto, outros produtos tomam o seu lugar nas máquinas. O produto original só voltará a ser feito depois de algum tempo, caracterizando-se assim uma produção intermitente de cada um dos produtos. Quando os clientes apresentam seus próprios projetos de produto, devendo a empresa fabricá-lo segundo essas especificações, temos a chamada produção intermitente por encomenda. No sistema de produção intermitente, os equipamentos e as habilidades dos trabalhadores são agrupados em conjunto, definindo um tipo de arranjo físico conhecido como funcional ou por processo. O produto flui, de forma irregular, de um centro de trabalho a outro. O equipamento é do tipo genérico, ou seja, equipamentos que permitem adaptações dependendo das particulares características das operações que estejam realizando no produto. A própria adaptabilidade do equipamento exige uma mão-de-obra mais especializada, devido às constantesmudanças em calibragens, ferramentas e acessórios. Embora esses equipamentos permitam uma grande facilidade para mudança no produto ou no volume de produção, o tempo que se perde nos constantes rearranjos de máquina leva a uma relativa ineficiência. Em suma, o que o sistema de produção intermitente ganha em flexibilidade diante da produção contínua, ele perde em volume de produção. Justifica-se, portanto a adoção de um sistema intermitente quando o volume de produção for relativamente baixo. Sistema de Produção para Grandes Projetos O sistema de produção para grandes projetos diferencia-se bastante dos tipos anteriores. Na verdade, cada projeto é um produto único, não havendo, rigorosamente falando, um fluxo do produto. Nesse caso tem-se uma seqüência de tarefas ao longo do tempo, geralmente de grande duração, com pouca ou nenhuma repetição das atividades. Uma das características marcantes dos projetos é o seu alto custo e a dificuldade gerencial no planejamento e controle. Exemplos de projetos incluem a produção de navios, aviões, edifícios, grandes estruturas, etc. Referências CORRÊA, Henrique L; GIANESI, Irineu G. N; CAON, Mauro. Planejamento programação e controle da produção. MRPII / ERP: conceito, uso e implantação. 5 ed. São Paulo, 2015 MARTINS, Petrônio, G.; LAUGENI, Fernando P. Administração da produção. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. AULA 9 - SISTEMAS DE GESTÃO DA PRODUÇÃO - CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA - NECESSIDADE DE EQUIPAMENTOS E MÃO DE OBRA Os sistemas de gestão da produção passaram por várias transformações, desde fábricas com a utilização de mão de obra exclusiva dos artesãos, até o momento em que a revolução industrial substituiu a força humana pela máquina no chão de fábrica. Com o passar do tempo, novos conceitos foram inseridos na gestão da produção. Com o auxílio da tecnologia, empresas se tornaram competitivas no mercado globalizado. CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA DA GESTÃO DA PRODUÇÃO A produção de bens e serviços é uma atividade muito antiga, e ocorre desde quando o homem fabricava seus próprios utensílios domésticos para sobrevivência. A produção se tornou organizada com a mão de obra dos artesãos, os quais possuíam habilidades para produzir um bem e começavam a trabalhar em uma produção organizada para atender seus pedidos (MARTINS e LAUGENI, 2016). O mundo caminhava para novos rumos. A produção de bens não ficaria nas mãos dos artesãos, e a mão de obra possuía suas restrições na capacidade produtiva. A partir de 1764, com a invenção da máquina a vapor por James Watt, a produção artesanal começou a perder espaço para as máquinas, que tinham como objetivos substituir a força humana de trabalho (MARTINS e LAUGENI, 2016). Com a descoberta da máquina a vapor, a produção pelos artesãos se rendeu à revolução industrial. Grupos de artesãos passaram a se agrupar em suas oficinas de trabalho, dando origem às primeiras fábricas. Essas fábricas mudariam o cenário do chão de fábrica, pois a forma de trabalhar a produção começou a ser modificada, e o sistema de produção já apontava mudanças tais como: Produtos padronizados; Novos processos de fabricação; Treinamento da mão de obra; Criação da gerência, supervisores e chefia; Controles contábeis, financeiros e da produção; Métodos de venda. NOVOS CONCEITOS APLICADOS NA PRODUÇÃO As mudanças caminhavam com as novas técnicas de produção. A função de projetar um produto surge com Eli Whitney, em 1790, quando notou que padronizar peça para fabricação de armamento para o exército traria para sua empresa uma vantagem competitiva. Conforme Martins e Laugeni (2016), essa vantagem competitiva abrange: Desenhos de novos produtos; Cálculos de croqui de peças; Novos processos no chão de fábrica; Projetos inovadores; Planejamento de instalações; Desenvolvimento de máquinas e equipamentos. As empresas trabalham seus processos de produção na busca de novos métodos de processos produtivos. Surge nos Estados Unidos o pai da Administração Científica - Frederick W. Taylor, no fim do século XIX. Seu objetivo era fazer com que a produção seja mais produtiva, porém, reduzindo- se os custos. Segundo Martins e Laugeni (2016), assim Taylor introduziu nas fábricas o conceito de produtividade: Produtividade = medida de output / medida de input Output: é dado por medidas quantitativas, como receitas de vendas, quantidade de peças fabricadas, volume produzido, quantidade de serviços prestados; Input: também por medidas quantitativas de matéria-prima, mão de obra, energia, máquinas, instalações, capital, etc. Seguindo os preceitos de Taylor, por volta de 1910, Henry Ford revolucionou a produção de chão de fábrica com a criação da linha de montagem seriada, dando origem à produção em massa, com produtos padronizados e grande volume de produção (MARTINS e LAUGENI, 2016). A engenharia industrial se instalou nas empresas em busca da melhoria contínua, com o auxílio de controles estatístico de processos, qualidade na cadeia produtiva, linha de montagem para mix de produtos, almoxarifados intermediários, postos de trabalho no chão de fábrica, capacidades e balanceamento da linha de produção, prevenção de quebras de máquinas, motivação da mão de obra e sindicatos, segundo (MARTINS e LAUGENI, 2016). Cabe ressaltar que a produção em massa mantém a fantástica capacidade de produção devido à padronização dos produtos e o controle de qualidade no chão de fábrica. O modelo de produção em massa predomina nas fábricas até por volta de 1960, quando o mundo se depara com novas técnicas de gestão da produção, como o novo modelo japonês chamado de produção enxuta, segundo (MARTINS e LAUGENI, 2016). GESTÃO DA PRODUÇÃO NA FÁBRICA DO FUTURO Houve um tempo em que grandes fábricas dominavam o setor industrial, e a transformação de matérias-primas em produtos era a maior participação na produção de um país. Os modelos com novas técnicas de trabalho no chão de fábrica estavam relacionados à Gestão da Produção. Porém, conceitos mudam e, atualmente, temos uma ampliação na gestão de produção, que se tratava somente do chão de fábrica, para Gestão da produção e operações dado o volume de empresas de serviços existentes. Sendo assim, as operações estão relacionadas aos serviços prestados pelas empresas, segundo (MARTINS e LAUGENI, 2016). Com a globalização dos mercados consumidores e o volume de produtos fabricados, cada vez mais empresas necessitam de serviços para que façam com que a mercadoria comprada pelo consumidor chegue até ele. O simples fato de entregar o produto se tornou crucial para os negócios. A agilidade nas entregas, com técnicas de distribuição pelo transporte fez com que a logística empresarial se tornasse fundamental nas operações de serviços (MARTINS; LAUGENI, 2016). O modelo tradicional das fábricas sofreu mudanças, pois a modernidade traz para o chão de fábrica novas técnicas de trabalho, com o auxílio da automação. A tecnologia trouxe consigo softwares, robôs, computadores capazes de realizar a gestão da produção, sem a ajuda do homem. Conforme Martins e Laugeni (2016), o chão de fábrica opera com modernas ferramentas na gestão da produção nas fábricas do futuro, como: CAD: atua no projeto do produto; CAM: controle de máquinas e equipamentos; CIM: manufatura integrada por computador; MRPII:cálculos das necessidades de materiais; ERP: informações integradas para o gerenciamento da empresa; EDI: troca de dados em rede. As fábricas do futuro também se caracterizam pela alta produtividade, conhecimento técnico do trabalhador e redução de atividades que não agregam valor às operações do produto. Para Martins e Laugeni (2016), também se destacam: Produção organizada com prevenção de falhas, baixos níveis de estoques, fábricas limpas, funcionário multifuncional; Engenharia simultânea para projetos de produtos; Layout por célula de produção devido à automação e redução de áreas para estoques; Comunicação visual com informações sobre a produção em quadros por toda fábrica para análise dos colaboradores; Posto de trabalho baseado no conforto e bem estar do colaborador; Meio ambiente inserido no processo de produção com a preocupação de utilizar materiais descartáveis; Gestão do conhecimento descentralizado e compartilhado a todos colaboradores. Planejamento da Necessidade de Equipamentos Moreira (2009) afirma que a estimativa inicial da capacidade leva à especificações mais detalhadas de espaço, equipamentos e mão-de-obra. O espaço deve ser provido para acomodar as máquinas, permitir a movimentação dos equipamentos de manuseio e transporte de materiais, acomodarem os estoques (de produtos, materiais diversos, matérias-primas e material em processamento), para os pátios de carga e descarga, para instalações de utilidade, como restaurantes e lanchonetes, área de lazer, escritórios etc. Cálculo da necessidade de equipamento Para estimar os equipamentos necessários é preciso que se analise cada item que vai ser produzido e as operações envolvidas, ou seja: Estima-se o tempo de processamento “t” (em minutos) para cada operação; Estima-se a eficiência “e” da operação (fração do tempo útil que o equipamento está operando), tendo em vista que os equipamentos não operam todo tempo, pois ficam parados para manutenção e provisões para falhas, preparação para operar; Para o processamento de um produto a operação é repetida “N” vezes por dia, sendo que para tanto o equipamento estará disponível “T” horas (jornada de trabalho); Para calcular o número “n” de equipamentos necessários utilizamos a fórmula: e T 60 N t n Onde: t = tempo em minutos para cada operação; N = número de operações; T = horas de trabalho do equipamento; e = eficiência. Ainda pode-se calcular a ociosidade das máquinas utilizando a fórmula: 100) oarredondad n real n (–1 Ociosidade Planejamento da Necessidade Mão de Obra Cálculo da necessidade de mão-de-obra Moreira (2009) afirma que como as atividades de serviços são normalmente intensivas no uso da mão-de-obra, o planejamento de pessoal acaba sendo um dos principais aspectos do planejamento da capacidade. Vejamos, por exemplo, o planejamento de mão-de-obra para postos de atendimento ao público que possui várias atividades. Considerando todas as atividades, e cada uma das quais pode ser feita por qualquer atendente, o número total de “n” atendentes será obtido através da seguinte fórmula: e T 60 N t n Onde: t = soma do tempo em minutos de todas as atividades; N = número de operações; T = jornada diária de trabalho em horas; e = eficiência. média do pessoal (fração do tempo útil dedicada à atividade); Se cada atividade requerer seu próprio atendente, deve-se fazer o cálculo individualmente para cada uma das atividades. Caso existam múltiplos produtos ou serviços, um tempo adicional é necessário para mudar de um produto ou serviço para o próximo. Esse tempo adicional é conhecido como setup ou tempo de preparação. O tempo de setup é o tempo gasto na nova preparação do equipamento até o instante em que a produção é liberada. Inclui-se neste tempo o que se costuma chamar try-out, que é a produção das primeiras peças para verificar se o equipamento pode ser liberado para a produção normal. No caso de múltiplos produtos ou serviços também será necessário conhecer o número mínimo de unidades produzidas em cada lote. Referências CORRÊA, Henrique L; GIANESI, Irineu G. N; CAON, Mauro. Planejamento programação e controle da produção. MRPII / ERP: conceito, uso e implantação. 5 ed. São Paulo, 2015 MARTINS, Petrônio, G.; LAUGENI, Fernando P. Administração da produção. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. AULA 10 - SISTEMAS DE PLANEJAMENTO E CONTROLE MRP I - (Material Requiriment Planning) INTRODUÇÃO Com o avanço dos sistemas de produção, novos modelos são utilizados para o controle das atividades do chão de fábrica. Com o auxílio de modernos computadores, o sistema MRP tem como objetivo controlar as necessidades de compras de materiais utilizados nas montagens dos produtos finais. Esta técnica merece grande destaque na manufatura de produção, contribuindo com gestores na redução de custos dos insumos produtivos. O SISTEMA MRPI - PLANEJAMENTO DAS NECESSIDADES DE MATERIAIS O sistema MRP, conhecido como planejamento das necessidades de materiais, teve seu início em 1959, na Companhia Americana Bosch, elaborado para as necessidades de materiais em lotes de produtos. A partir dessa época, as empresas desenvolviam seus planos de produção baseados nos pedidos dos clientes. Com o grande volume de pedidos, as empresas se depararam com o problema de não conseguirem cumprir com as ordens de produção devido à falta de previsão das necessidades dos materiais atenderem ao sistema de produção. As empresas buscam, então, elaborar uma forma de previsão dos materiais para linha de produção com o objetivo de atender à demanda. Com essa preocupação de atender aos clientes, elas começam a produzir estoques em suas plantas industriais, passando a possuir vários almoxarifados, porém, gerando custos de estoques. Com a evolução dos sistemas de produção e o novo modelo de produção enxuta, a preocupação das empresas agora é controlar as quantidades de materiais no chão de fábrica. Dessa forma, o MRPI, com auxílio de computador, tem por objetivo realizar o controle dos estoques durante o processo produtivo, evitando, assim, gastos desnecessários com materiais, ou também, realizar os cálculos necessários das necessidades de recursos na manufatura dos materiais para entrega dos pedidos (CORRÊA; GIANESE; CAON, 2015). Conforme Martins e Laugeni (2016), “MRPI é uma técnica para converter a previsão de demanda de um item de demanda independente em uma programação das necessidades das partes componentes do item”. Como o MRPI atua com uma técnica de programação da produção, é também considerado uma ferramenta de controle de itens de estoques. De acordo com Corrêa, Gianese e Caon (2015), os itens podem ser: Demanda independente: quando esses itens dependem exclusivamente das forças do mercado, como preço, concorrência, qualidade, clientes, ou seja, essa demanda independe do comando da empresa; Demanda dependente: é quando um item depende exclusivamente de outro item. A partir do momento em que é determinada a quantidade de produto final, o sistema MRPI auxilia na previsão de quando e quantas quantidades serão necessárias para atender à demanda na fabricação desses itens.A partir dos cálculos das necessidades de materiais, podemos determinar a quantidade de material a ser comprada e, para o MRP, é importante saber: quais serão os itens necessários para cumprir a demanda, qual a quantidade desses itens e qual o momento em que esses itens serão necessários. Porém, essas perguntas podem ser respondidas pelo PMP: plano mestre de produção, determinando quais produtos serão produzidos, lista de materiais que fornece a quantidade necessária para cada produto e relatórios para controle de estoques, com a quantidade dos itens em produtos finais ou em estoques (MARTINS e LAUGENI, 2016). ÁRVORE DE PRODUTO OU ESTRUTURA DO PRODUTO A árvore do produto ou estrutura do produto representa a lógica do MRPI com demandas independentes e demandas dependentes. A figura a seguir representa a estrutura de um carrinho de mão, sendo que o nível zero representa a demanda independente, ou seja, essa quantidade é dada pelas forças do mercado. Já os níveis 1, 2 e 3 são itens de demandas dependentes, ou seja, o nível 1 depende do nível zero, o nível 2 depende do nível 1, e o nível 3 depende do nível 2. VANTAGENS DO MRPI Conforme Martins e Laugeni (2016) a utilização do sistema MRPI pelas as empresas trazem consigo benefícios, podendo destacar: Ferramenta de planejamento: fornece maior controle dos estoques e necessidades de compras, redução e aumento do quadro de funcionários, investimentos futuros e aquisição de maquinários; Simular cenários: facilita estudar vários cenários para tomada de decisões; Custos: maior controle dos custos relacionados aos insumos utilizados no chão de fábrica; Eliminação de controles diversos: com a utilização do MRPI, outros controles utilizados na empresa não serão levados em consideração. Observações do MRP: O MRPI atua com uma técnica de programação da produção, é também considerada uma ferramenta de controle de itens de estoques. II - O sistema MRPI auxilia na previsão de quando e quantas quantidades serão necessárias para atender à demanda na fabricação desses itens. III - Demanda independente é quando esses itens dependem exclusivamente das forças do mercado, como preço, concorrência, qualidade, clientes. IV - Demanda dependente: é quando um item depende exclusivamente de outro item. REFERÊNCIAS CORRÊA, Henrique L; GIANESI, Irineu G. N; CAON, Mauro. Planejamento programação e controle da produção. MRPII / ERP: conceito, uso e implantação. 5 ed. São Paulo, 2015 MARTINS, Petrônio, G.; LAUGENI, Fernando P. Administração da produção. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. AULA 11 - SISTEMAS DE PLANEJAMENTO E CONTROLE MRP II - (Material Requiriment Planning) INTRODUÇÃO A evolução do sistema MRPI para MRPII não é só uma questão de nomenclatura e, sim, de inserção de outros recursos no sistema para o gerenciamento do sistema produtivo. É um sistema integrador com a operacionalização baseada em fluxo de informações e retroalimentação de dados constantes do sistema produtivo, que vai desde a compra de materiais, mão de obra, máquinas a equipamentos no chão de fábrica. A TRANSIÇÃO DE MRPI PARA MRPII Na década de 60, as empresas de manufatura utilizavam em seus processos de produção o MRP, para auxiliar na tomada de decisão na produção de produtos. Seu objetivo era a eliminação de estoques com ênfase nas necessidades de materiais no momento certo. Com a utilização da técnica de cálculos das necessidades de materiais, estudiosos da época perceberam que esse modelo de controle da produção também poderia ser utilizado para outros recursos dentro da empresa, como instalações, mão de obra e equipamentos (SLACK et al, 2015). Com maior abrangência de operação do que o MRPI, o MRPII se estende para outros recursos, porém, a lógica dos cálculos das necessidades permanecia a mesma. Slack et al (2015) definem MRPII como um plano integrador de: Manufatura; Marketing; Finanças; Engenharia. Considerado uma evolução do MRPI, o MRPII, é um sistema integrado com uma base de informações que pode ser utilizada por toda empresa para auxiliar gestores para tomada de decisão (SLACK et al, 2015). Com a evolução do MRPI, são várias as definições e aplicações do MRPII como, por exemplo: Na verdade, o MRPII é mais do que apenas o MRP com cálculo de capacidade, há uma lógica estruturada de planejamento implícita no uso do MRPII, que prevê uma sequência hierárquica de cálculos, verificações e decisões, visando chegar a um plano de produção que seja viável, tanto em termos de disponibilidade de materiais como de capacidade produtiva (CORRÊA et al, 2015, p.139). Assim, com a integração de outras áreas, a partir dos cálculos das necessidades de materiais para manufatura de produtos acabados, pode-se também verificar a necessidade como, por exemplo: mão de obra, novos turnos de trabalho, horas extras e até mesmo programar devido às restrições do chão de fábrica novas ordens de lotes de produtos (CORRÊA; GIANESE; CAON, 2015). Ainda com os autores, cabe ressaltar que, se surgirem muitos problemas durante a execução do plano de produção, o melhor que se tem a fazer é reiniciar todo o processo produtivo com as devidas correções, para não tornar um processo lento, o que afetaria as previsões de demanda e atrasos nas entregas. OPERACIONALIZAÇÃO DOS MÓDULOS DO MRPII Com base nas decisões por hierarquia nos processos produtivos, o MRPII é composto por módulos disponibilizados para as empresas em pacotes para computador, que se aplicam em diferentes funções, porém, com relacionamento entre elas. Segundo Corrêa, Gianese e Caon (2015), destacam-se os módulos do MRPII: Cadastro para base de dados: as informações são cadastradas de modo a integrar toda empresa: os cadastros referentes ao item fabricado, estrutura do produto, locais de armazenagem, locais de produção, roteiros de fabricação e datas durante o ano; MRP: para cálculo das necessidades de materiais; CRP - capacity requirementes planning (planejamento de requisitos de capacidade: para cálculos das necessidades das capacidades ou ociosidades; MPS - master production schedule (plano mestre de produção): para auxiliar nas decisões das quantidades a ser fabricadas; RCCP - rough cut capacityplanning (planejamento grosseiro da capacidade de produção): responsável por elaborar o plano de produção dos produtos acabados; Demanda: controle da demanda em relação às forças de mercado como marketing, preço, vendas, promoções, etc. SFC - shop floor control (controle do chão de fábrica): sistema para controle das ordens de produção do chão de fábrica; S&OP - Sales and operations planning (planejamento de vendas e operações): é talvez o módulo mais importante, porém, é menos utilizado, justamente por apresentar decisões a longo prazo para o negócio. ESTRUTURA DO MRPII Segundo Corrêa, Gianese e Caon (2015), o MRPII é caracterizado em sua estrutura por três dimensões, relacionados ao fluxo de informações e decisões: Comando: responsável por dar direção empresarial para a atuação no mercado, ou seja, a competitividade. Módulos S&OP, Demanda, MPS e RCCP; Motor: módulos MRPI, RCCP decisões de nível mais baixo como compras, quantidadede produção, capacidades; Rodas: compras e SFC: dar apoio às decisões do cumprimento do planejamento. VANTAGENS DO MRPII Como vantagem da utilização do MRPII, tem-se (CORRÊA; GIANESE; CAON, 2015): Que é um sistema dinâmico, que tem a capacidade de reagir muito bem em relação às mudanças de mercado, ainda mais nos dias de hoje, com a concorrência acirrada em um mercado de negócios altamente competitivo, A estrutura do produto também tem como vantagem obter informações sobre os componentes de produção. Sistema integrado de informações a ser utilizado por vários usuários. LIMITAÇÕES DO MRPII Para Corrêa, Gianese e Caon (2015), por um lado, o sistema MRPII auxilia e muito os gestores na tomada de decisões e, por outro lado, possui algumas limitações para sua utilização, tais como: Programa de computador caro; Alto grau de complexidade; Demanda esforços do pessoal envolvido; Alto investimento em computadores; Inserção correta de dados no sistema; Centraliza as tomadas de decisões. APLICAÇÃO DO MRPII Para que ocorra êxito por parte das empresas na implantação do MRPII, cabe ressaltar que algumas condições são de extrema importância, pois, da mesma forma em que há casos de sucesso, também há casos de insucessos. Conforme Corrêa, Gianese e Caon (2015), deve-se considerar alguns aspectos em sua implantação: Treinamento do pessoal; Utilização de software e hardware compatíveis; Envolvimento da alta direção; Acompanhamento da implantação do sistema; Inserção e atualização de informações na base de dados. REFERÊNCIAS CORRÊA, Henrique L; GIANESI, Irineu G. N; CAON, Mauro. Planejamento programação e controle da produção. MRPII / ERP: conceito, uso e implantação. 5 ed. São Paulo, 2015 SLACK, Nigel; BRANDON-JONES, Alistair; JHONSTON, Robert. Administração da produção. 4. ed. São Paulo: Atlas, 201 AULA 12 - SISTEMAS DE PLANEJAMENTO E CONTROLE OPT - OPTIMIZED PRODUCTION TECNOLOGY INTRODUÇÃO O sistema OPT tem como função na empresa, trabalhar os fluxos de materiais para que a produção trabalhe num ritmo de modo a atender à demanda. Para que esse processo tenha sucesso, é necessário o conhecimento dos gargalos e das restrições do sistema. Sem dúvida, é um apoio para o sistema produtivo. Contudo, apenas se for aceito por todos os níveis da empresa. O SISTEMA OPT (Tecnologia de produção otimizada) O sistema OPT é uma ferramenta auxiliada por computadores empregada nos processos produtivos. O foco dessa técnica são os sistemas mais carregados no chão de fábrica, ou seja, os gargalos (SLACK et al, 2015). No sistema produtivo, caso algum componente for produzido em maior volume que do gargalo, certamente não será utilizado, o que trará para a empresa gastos desnecessários de produção, já que o volume produzido pelo gargalo representa a capacidade produtiva da produção. Com foco na lucratividade da empresa, é necessário que a produção aumente sua capacidade em prover produtos, reduzindo estoques e despesas provenientes de operações (CORRÊA; GIANESE; CAON, 2015). Segundo Slack et al (2015),com o objetivo de trabalhar seus conceitos nos gargalos, o OPT apresenta determinados princípios: Balancear o fluxo de materiais, para que não haja necessidade de resolver problemas de capacidade; O gargalo deve ser trabalhado referente a sua restrição de produção e não pelas capacidades; Utilizar um recurso é por em prática seu trabalho; ativar um serviço é fazer trabalhar sua capacidade; Qualquer tempo perdido numa parte do processo produtivo afetará todo processo; Gargalos controlam a produção; Lote processado deve ser variável, e não é um lote transferido; O lead time (tempo de espera) resulta da programação; As restrições do sistema devem ser estudadas em conjunto. FUNCIONAMENTO DO OPT A partir dos princípios apresentados, o sistema OPT programa suas atividades de programação. No ambiente de chão de fábrica, restrições estão espalhadas por todo processo produtivo que, num certo ponto, são conhecidas e podem ser trabalhadas as restrições de mercado imprevisíveis. No OPT se utiliza o termo “bater tambor” para dar ritmo à produção. O estoque de segurança é responsável para que o sistema não fique sem material para processar e a corda representa o sincronismo dos materiais. Esse sistema do OPT é dado por Drum-Buffer-Rope (CORRÊA; GIANESE; CAON, 2015). Segundo Corrêa, Gianese e Caon (2015), OPT é gerenciado por módulos de software: Módulo OPT, que realiza a programação de recursos; Módulo SERVE, programa as necessidades de quantidades, data da chegada de materiais. UTILIZAÇÃO DO OPT De acordo com Corrêa, Gianese e Caon (2015), para a utilização do OPT é necessário: Comprometimento organizacional; Aceitação da alta direção. O nível de aceitação do OPT pela empresa deverá passar por todos os níveis gerenciais e operacionais que deverão ser treinados para adotar novas formas de medir o desempenho sendo pelo fluxo, estoques e despesas operacionais. VANTAGENS DO OPT Como todo processo que auxilia o sistema produtivo, tem suas vantagens e limitações. Para Corrêa, Gianese e Caon (2015), são apontadas as seguintes vantagens: Flexibilidade do sistema para fabricar produtos; Facilitador das ordens no chão de fábrica; Foco nos problemas; Foco nos gargalos; Esforços para resolução de problemas; Simulação no chão de fábrica. LIMITAÇÕES DO OPT O sistema OPT é exclusivamente utilizado com recursos computacionais. Dessa forma, centraliza as tomadas de decisão e, assim, pode desfavorecer o pessoal envolvido. A utilização do OPT nas empresas representa um custo elevado e deixa muito a desejar de um modelo MRP. Outra coisa que também pode dificultar a utilização do OPT é a não identificação dos gargalos, ou um gargalo identificado erroneamente, o que compromete todo o sistema produtivo (CORRÊA; GIANESE; CAON, 2015). Cabe ressaltar que o OPT demonstra bom resultado no chão de fábrica, porém, poucas empresas utilizam-no para auxiliar na administração da produção. REFERÊNCIAS CORRÊA, Henrique L; GIANESI, Irineu G. N; CAON, Mauro. Planejamento programação e controle da produção. MRPII / ERP: conceito, uso e implantação. 5 ed. São Paulo, 2015 SLACK, Nigel; BRANDON-JONES, Alistair; JHONSTON, Robert. Administração da produção. 4. ed. São Paulo AULA 13 - ERP - ENTERPRISE RESOURCE PLANNING INTRODUÇÃO Os sistemas aplicados na produção tinham como foco algumas áreas específicas, como é o caso da manufatura. Geralmente, operavam, por exemplo, em compras de materiais, necessidades de chão de fábrica, estoques. O sistema ERP surge para integrar todos os setores da empresa. É um software integrador com informações centralizadas em uma base de dados comum a todas as áreas. Atualmente, é muito utilizado em todo mundo para apoiar processos decisórios. O SISTEMA ERP O sistema ERP - sistema de gestão empresarial surge com as evoluções do mundo empresarial, tendo como base o sistema de informações. Nesse novo modelo de gestão as empresas tendem a operar com máquinas para auxiliar as tomadas de decisões. No intuito de dar apoio à nova era da informação, num ambiente em que a informação está presente em todos os setoresda empresa, o ERP surge com o objetivo de integrar dados, comunicação, automação, processos e operações (MARTINS; LAUGENI, 2016). O ERP é um modelo de gestão coorporativo que utiliza como base o sistema de informação para prover integração dos setores da empresa para tomada de decisões, desde que as informações sejam processadas em tempo real (MARTINS; LAUGENI, 2016). Surge em meados de 1970, a partir da introdução de outros modelos para dar apoio aos sistemas produtivos: MRP MRPII Sistemas evoluem para dar apoio a outras áreas, como é o caso do ERP, que foi uma nova forma de trabalho do MRPII, só que agora abrangendo outras áreas como, por exemplo, (MARTINS e LAUGENI, 2016): Engenharia; Finanças; Vendas; Suprimentos; Recursos humanos; Empreendimentos; Qualidade; Logística; Compras. Uma excelente ferramenta para dar maior agilidade na comunicação é o EDI - intercâmbio eletrônico de dados, devido às localidades de empresas espalhadas no mundo para suporte ao ERP, facilitando a troca de informações. Informações são colocadas na base dados uma única vez e, dessa forma, são utilizadas por todos em tempo real (MARTINS e LAUGENI, 2016). Uma forma de tornar o ERP bem sucedido em sua aplicação é utilizar uma base de dados única e centralizada. O software ERP é apresentado em vários módulos que são utilizados por funções na empresa. Dessa forma, o programa fica livre para ser utilizado em diversos setores empresariais, como hospitais, órgãos governamentais, serviços, etc. (MARTINS e LAUGENI, 2016). De acordo com Martins e Laugeni (2016), do sistema ERP foram originados outros ERPs, como: SAP R/3; ORACLE; ERP; I2 STARSOFT/SISCORP (ERP brasileiro) DATASUL (ERP brasileiro) MICROSIGA (ERP brasileiro) Os ERPs, independentemente do nome, têm em comum módulos de integração na empresa relacionados a operações, finanças, contábil, fiscal e recursos humanos. Conforme Corrêa, Gianese e Caon (2015), segue: Operações e Supply Chain Previsões e análise de vendas; Lista de materiais; Plano mestre de produção - Master production scheduling - MPS; Planejamento de materiais - Material requirements planning - MRP; Compras - Purchasing; Controle de fabricação - Inventory; Engenharia - Engineering; Distribuição física - Distribution Requirements Planning - DRT; Gerenciamento de transporte - Transport management; Gerenciamento de projeto - Project; Produção repetitivas; Produção em processos; Capacidade finita; Configuração de produtos. Finanças, Contábil e Fiscal Contabilidade geral; Custos; Contas a pagar; Contas a receber; Faturamento; Recebimento fiscal; Contabilidade fiscal; Gestão de caixa; Gestão de ativos; Gestão de pedidos; Gestão de processos de negócios. Recursos humanos Pessoal - Personnel Folha de pagamento - Payroll Observações do ERP: I - O sistema ERP - sistema de gestão empresarial surge com as evoluções do mundo empresarial, tendo como base o sistema de informações. Nesse novo modelo de gestão as empresas tendem a operar com máquinas para auxiliar as tomadas de decisões. II - O ERP é um modelo de gestão coorporativo que utiliza como base o sistema de informação para prover integração dos setores da empresa para tomada de decisões, desde que as informações sejam processadas em tempo real. III - O software ERP é apresentado em vários módulos que são utilizados por funções na empresa. Dessa forma, o programa fica livre para ser utilizado em diversos setores empresariais. IV - No intuito de dar apoio à nova era da informação, num ambiente em que a informação está presente em todos os setores da empresa, o ERP surge com o objetivo de integrar dados, comunicação, automação, processos e operações REFERÊNCIAS CORRÊA, Henrique L; GIANESI, Irineu G. N; CAON, Mauro. Planejamento programação e controle da produção. MRPII / ERP: conceito, uso e implantação. 5 ed. São Paulo, 2015 MARTINS, Petrônio, G.; LAUGENI, Fernando P. Administração da produção. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. AULA 14 - FLEXSIM - SISTEMAS FLEXÍVEIS INTRODUÇÃO Devido ao mix de produtos existentes e aumento dos níveis de exigência por parte dos consumidores, empresas buscam formas diferentes em seus sistemas de produção com o objetivo de atender à diversificação de produtos. Modelos antigos de manufatura migram para sistemas flexíveis, proporcionando aumento da capacidade de manufatura em variedades de produtos e maior velocidade de entrega. Sistemas flexíveis têm como parceiro o computador para dar apoio às diversas funções no chão de fábrica. SISTEMAS FLEXÍVEIS DE MANUFATURA - FMS (FLEXIBLE MANUFACTURING SYSTEM) Em um ambiente dinâmico, as empresas têm realizado simulações em diferentes cenários de produção para o melhor aproveitamento de sua manufatura. Com a integração de tecnologia e máquinas nos sistemas de produção, a participação da automação nos processos industriais tem sido mais frequente, visto que o conceito de automação é a substituição da força de mão de obra por máquinas inteligentes com comandos programáveis. Sem dúvida que a automação é necessária no processo de manufatura, pois atividades com alto grau de periculosidade como prensas, soldagens, pintura, transporte, até então realizadas pelo homem, trouxeram muitos benefícios com auxílio da automação. Com isso, as linhas de montagens ganharam velocidade no processo de fabricação, maior controle de qualidade, redução de custos, maior flexibilidade de produtos. Essa integração entre homem e máquina ganhou espaço nas fábricas, criou vantagens competitivas na condição de atender às novas demandas inesperadas, e linhas de montagens de um único produto ganham condições de flexibilizar sua produção para atender um novo pedido. Esse novo conceito representa os sistemas flexíveis de manufatura (MARTINS e LAUGENI, 2016). Com maior participação da automação no chão de fábrica, processos ganham velocidade de fabricação, reduzem o número de operadores, utilizam menos máquinas, reduzem espaço para armazenagem, menos tempo de montagem dos componentes e ganham competitividade (MARTINS e LAUGENI, 2016). Segundo Slack et al (2015), “sistemas flexíveis é definido por uma configuração controlada por computador de estações de trabalho,semi- independentes, conectados por manuseio de materiais e carregamento de máquinas automatizados” A partir da definição do autor, os sistemas flexíveis se apresentam como: Estações de trabalho, máquinas que apresentam operações mecânicas; Movimentação de carga e descarga de peças por robôs; Transporte e manuseio de peças entre as estações de trabalho; Controle central, por computador, das atividades do chão de fábrica. EVOLUÇÃO DOS SISTEMAS FLEXÍVEIS A mudança de modelos tradicionais da produção para modelos de sistemas flexíveis deve vir acompanhada de um estudo de viabilidade de implantação. Conforme Martins e Laugeni (2016), a empresa deve considerar: Utilização de controles numéricos computadorizados; Fatores econômicos; Relações trabalhistas; Qualidade; Atuação no mercado; Necessidade de capital; Treinamento; Envolvimento pessoal; Conhecimento técnico. NECESSIDADES PARA SISTEMAS FLEXÍVEIS Sistemas flexíveis são caracterizados por conjuntos de máquinas controladas por computador, automatização de transporte e manuseio de materiais. Para Martins e Laugeni (2016), a indicação de sistemas flexíveis é para operar manufatura com variação de produtos, portanto, deve estar atenta para funções executadas por computador: Transporte, controle de manuseio de materiais; Monitoração; Trocas de ferramentas - setup; Inspeção da qualidade; Ajustes; Programação da produção; Expedição. REFERÊNCIAS CORRÊA, Henrique L; GIANESI, Irineu G. N; CAON, Mauro. Planejamento programação e controle da produção. MRPII / ERP: conceito, uso e implantação. 5 ed. São Paulo, 2015 MARTINS, Petrônio, G.; LAUGENI, Fernando P. Administração da produção. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. SLACK, Nigel; BRANDON-JONES, Alistair; JHONSTON, Robert. Administração da produção. 4. ed. São Paulo: Atlas AULA 15 - LEAN BOARD GAME INTRODUÇÃO O sistema Lean manufacturing - produção enxuta é, atualmente, o modelo de sistema produtivo mais utilizado por todo o mundo. Com o surgimento da indústria japonesa, vieram novas práticas de produção, ocorrendo integração total no chão de fábrica entre pessoas, máquinas e equipamentos. LEAN MANUFACTURING - PRODUÇÃO ENXUTA As simulações empresariais têm sido um diferencial para as empresas realizarem um melhor planejamento de suas ações, porém, para que as simulações alcancem seus objetivos, é necessário o conhecimento teórico do assunto em estudo. O Lean board game é uma prática de ensino que ocorre por meio de jogos das ferramentas da produção enxuta. Neste contexto, é essencial o aprendizado deste novo conceito de sistema de produção internacional, divulgado e utilizado pela montadora japonesa de automóvel Toyota. Enquanto montadoras norte-americanas e européias disseminavam conceitos da produção em massa, o novo conceito de sistema de produção enxuta fazia com que a montadora japonesa elevasse sua produção, reduzisse suas perdas e aumentasse sua lucratividade. Atualmente, esse modelo de sistema de produção Toyota é utilizado nos mais diversos setores de produção no mundo (MARTINS e LAUGENI, 2016). APRENDIZADOLEAN MANUFACTURING - PRODUÇÃO ENXUTA No sistema de produção enxuta, outras ferramentas trabalham de forma integrada e, dessa forma, o sistema de produção ganha flexibilidade em relação aos padrões de exigência do produto. Nesse novo modelo, a qualidade é desdobrada para que o produto siga para outro processo já testado e livre de falhas. Segundo Martins e Laugeni (2016), o sistema de produção enxuta (Lean manufacturing) apresenta quatro regras básicas: Especificações do trabalho: tempo, sequência, conteúdo e resultado; Canal direto cliente e fornecedor; Fluxo de trabalho simples e direto; Melhoria contínua supervisionada. No sistema produção enxuta, essas regras seguem trabalhos e processos para que, durante a manufatura, problemas possam ser evidenciados e resolvidos, dando uma característica de flexibilidade às mudanças a ser implantadas. Portanto, identificar problemas e desperdícios durante o processo produtivo é manter a melhoria contínua em todo sistema (MARTINS e LAUGENI, 2016). HOUSEKEEPING - 5S Empresas que operam no sistema de produção enxuta apresentam algumas características em relação às outras empresas como, por exemplo, em relação à organização do chão de fábrica. Esse modelo denominado Housekeeping - limpeza de casa, transforma um ambiente de manufatura em um local limpo e organizado, proporcionando mais conforto aos trabalhadores. Um local de trabalho organizado contribuirá com a qualidade e produtividade (MARTINS e LAUGENI, 2016). De acordo com Martins e Laugeni (2016), o Housekeeping será utilizado por todas as empresas seguindo o foco da limpeza no ambiente de trabalho representado por palavras japonesas: Seiri: liberar áreas, armazenar o necessário e se livrar do desnecessário; Seiton: organização, separar e armazenar materiais; Seiso: limpeza, manter itens e local de trabalho limpos; Seiketsu: padronizar os três itens anteriores; Shitsuke: disciplina, manter a melhoria do local de trabalho. Esse modelo de trabalho pode ser aplicado em qualquer empresa não importando seu porte. O 5S implica pequenas mudanças, porém, de forma contínua. Talvez o problema enfrentado pela empresa não é o modo de utilização do 5S, mas, sim, a conscientização por parte dos funcionários. A cultura dos colaboradores deve estar muito bem alinhada com os objetivos propostos pelo modelo. Caso contrário, será somente uma forma de trabalho a mais (MARTINS e LAUGENI, 2016). KAIZEN - MODIFICAR PARA MELHOR A cultura Kaizen é voltada para a melhoria contínua, ou seja, eliminação de perdas em qualquer setor da organização. Trabalhar Kaizen não é simplesmente fazer mudanças, mas, sim, manter as mudanças permanentes com foco na melhoria do processo, setor, qualquer área da empresa produtividade (MARTINS e LAUGENI, 2016). De acordo com Martins e Laugeni (2016), o Kaizen pode ser aplicado de forma específica: Projeto: novos conceitos para novos produtos; Planejamento: desenvolver planos de áreas diferentes; Produção: eliminação de desperdícios no chão de fábrica. POKA-YOKE - A PROVA DE ERROS Na busca de melhoria contínua, o Poka-Yoke cumpre seu papel nos processos produtivos de manter as coisas de forma correta. Por esse sistema, o objetivo é que se mantenha uma produção com zero defeitos, ou seja, ocorre uma integração entre cliente e fornecedor,na qual os dois trabalham em um projeto, eliminando a possibilidade de erros (MARTINS e LAUGENI, 2016). MANUTENÇÃO PREVENTIVA O sistema de produção operando sem problemas significa trabalhar com máquinas em perfeitas condições de uso. Com maior confiabilidade no sistema, empresas ganham em produtividade, que é alcançada com manutenções programadas em equipamentos-chave do sistema de produção. Levando em consideração que atualmente as empresas apresentam enorme grau de automação, o princípio de manter tudo funcionando em ordem segue dois tipos de manutenção (MARTINS e LAUGENI, 2016): Corretiva: responsável por fazer a manutenção de um equipamento que apresentou quebra; Preventiva: executa uma série de trabalhos nos equipamentos, evitando, assim, as quebras durante o processo produtivo; Preditiva: realizada em equipamentos específicos com alto grau de tecnologia; Produtiva total: nesse modelo, busca-se a melhoria das pessoas envolvidas no processo e de todos os equipamentos que se encontram na empresa. REFERÊNCIAS MARTINS, Petrônio, G.; LAUGENI, Fernando P. Administração da produção. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2016.