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TECNOLOGIAS 
 
E 
FERRAMENTAS 
 
APLICADAS 
AO 
PROCESSO PRODUTIVO 
 
 
AULA 1 - AS TECNOLOGIAS E OS SISTEMAS DE 
PRODUÇÃO - CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA 
 
INTRODUÇÃO 
 
Prezado aluno, seja bem-vindo à disciplina de Tecnologias e 
Ferramentas Aplicadas ao Processo Produtivo. Nesta disciplina, iremos estudar 
a importância das ferramentas tecnológicas aplicadas ao processo de 
produção. A tecnologia tornou-se cada vez mais importante na gestão de 
empresas moderna, facilitando o fluxo de informações, capital, talentos e 
qualquer outro recurso necessário para o processo de tomada de decisão. 
Devido à concorrência resultante da globalização, a padronização e o 
desenvolvimento tecnológico são utilizados para aprimorar a capacidade 
técnica das empresas aplicada em seus sistemas de produção visando à 
rentabilidade e competitividade de seus negócios. 
 
Tecnologias 
 
A tecnologia pode ser definida como uma ferramenta que abrange uma 
série de insumos, tais como máquinas, computadores, robôs, rede de 
comunicação e softwares desenvolvidos para serem utilizados nas empresas, 
com a finalidade de resolução de problemas. 
A palavra tecnologia vem do grego “tekhne” que significa técnica, e o 
sufixo “logia”, estudo.Para melhor entendimento, temos que a tecnologia é um 
estudo das técnicas, arte, roteiros aplicados em diversas áreas do 
conhecimento. A tecnologia está inserida em empresas de manufatura, como o 
lançamento de um novo produto ou processo, e nas empresas de prestação de 
serviço. Na busca da resolução de problemas junto às necessidades 
empresariais, seria muito difícil uma empresa operar em um ambiente 
globalizado sem o envolvimento de tecnologias modernas (REZENDE; ABREU, 
2011). 
A Evolução das Tecnologias 
Com o passar dos anos as empresas evoluem para ocuparem um lugar 
no ambiente de negócios, tornando-as competitivas. Sendo assim, a tecnologia 
também cumpre seu papel no auxílio nessa jornada. Na busca da 
modernidade, crescimento, e de atender as complexidades do negócio e, talvez 
o mais importante, a rentabilidade, diversas tecnologias facilitam as tomadas 
de decisões de seus gestores (REZENDE; ABREU, 2011). 
Desde o início, na era primitiva, com as grandes descobertas como, por 
exemplo, o fogo, a escrita, a roda, as tecnologias foram evoluindo para suprir 
as necessidades das sociedades da época. 
Também se destacam as tecnologias medievais com a invenção da 
prensa, a criação de armamentos para guerras militares, as grandes 
navegações, e um marco na história com a Revolução Industrial, modificando o 
processo produtivo. Com o passar do tempo novas tecnologias foram surgindo 
dando suporte a novas práticas administrativas marcando épocas (REZENDE; 
ABREU, 2011): 
 Taylor (1890) com administração científica e os processos 
administrativos; 
 Fayol (1900) com o sistema de centralização; 
 Weber (1910) com o sistema de burocracia empresarial 
 
Também se destacam as tecnologias empregadas na indústria 
automobilística, no cenário de guerra e pós-guerra, com o surgimento de novos 
produtos e práticas empresariais. 
Desta forma, a tecnologia e empresa devem operar de forma conjunta, 
com o objetivo de criarem alternativas para solucionar de problemas. A 
tecnologia deve ser o procedimento, conhecimento em constante aprendizado 
desenvolvendo tecnologias de ponta de última geração, proporcionando 
melhores condições de sucesso empresarial. 
 
Sistemas de Produção 
 
As empresas operam com objetivo de fornecer produtos para a 
satisfação do cliente. Na busca incansável de novos clientes, visando à 
expansão no ambiente de negócios, as empresas planejam seus sistemas de 
produção, com suporte da alta tecnologia. Sendo assim, sistemas de produção 
são processos utilizados na manufatura de produtos e também de serviços, 
sendo a forma de trabalho adotada pelas empresas, considerando variedades 
e volumes de produtos a serem produzidos. 
Os sistemas de produção representam as funções de transformação dos 
inputs que são os insumos de entrada no sistema produtivo, tais como mão de 
obra, capital, energia e outros insumos essenciais para que ocorra a 
transformação em outputs, que são as saídas representadas por volume de 
produtos fabricados e quantidades de serviços prestados. Os sistemas de 
produção representam o ambiente de manufatura da produção, com base em 
seus inputs,outputs e funções de transformações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: MARTINS e LAUGENI. (2016. p.11) 
 
Com base na figura, segue definições de produtos e serviços: 
 
I. Produtos: é um bem físico, tangível, que dependendo da conveniência pode 
ser estocado e/ou padronizados. 
II. Serviços: sua principal característica é a intangibilidade, normalmente é 
necessário que o cliente ou o seu bem estejam presentes para que seja 
prestado o serviço. 
III. O serviço não prestado é serviço perdido pois não existe a possibilidade de 
estocagem. 
IV. Toda esta separação entre produtos e serviços é importante para que 
possamos compreender suas especificidades e, a partir daí, projetarmos o 
sistema produtivo mais adequado para um produto ou serviço. 
 
A EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO 
Produção e Operações 
Produção são atividades industriais que se encontram no chão de 
fábrica, ou planta industrial. São fáceis de serem reconhecidas, pois indica 
atividade industrial representada por bens físicos como exemplo: automóveis, 
geladeira, televisão e etc. 
As operações são atividades desenvolvidas por empresas de serviços, 
espalhadas pela empresa e difíceis de reconhecimento, pois não apresentam 
bens físicos. Atividades de serviços são ações necessárias para que ocorra a 
prestação de serviço como, por exemplo, o hospital necessita de exames e 
consultas para o diagnóstico do paciente, a universidade necessita do 
conhecimento de professores para o entendimento do aluno. Cabe ressaltar 
que é necessária a utilização de meios físicos: máquinas, livros, revistas, etc. 
para que ocorra a prestação de serviços (MARTINS; LAUGENI, 2016). 
 
Evolução da Produção 
Há muito tempo a produção tem sido utilizada pelo homem. Na era da 
pedra polida o homem já fabricava seus utensílios domésticos. Essa habilidade 
pessoal em fabricar utensílio era representada pelos artesãos que, por meio de 
suas habilidades, tinham pequenas produções organizadas, já com prazos de 
entrega e valores dados aos seus produtos. 
FERRAMENTAS 
 
 
 
 
 
Em 1764, James Watt revolucionou a forma de trabalho, substituindo a 
força humana pela máquina a vapor. O mundo está diante da revolução 
industrial dando surgimento às primeiras fábricas formadas por grupos de 
artesãos, sendo necessária uma organização já com pensamento empresarial 
(MARTINS; LAUGENI, 2016): 
 Padronização dos produtos e serviços 
 Treinamento e mão de obra 
 Criação de gerência 
 Técnicas de controle financeiro e de produção 
 Técnicas de vendas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No fim do século XIX surge o pai da administração científica, Frederick 
W. Taylor, apresentando ao mundo conceitos de produtividade, com foco nos 
métodos de trabalho para redução de custos no sistema de produção. Em 
1910, Henry Ford, fundador da Ford Motor Company, idealiza a criação da 
linha de montagem seriada, que resultou no aumento da produtividade nas 
linhas de montagem de produção em massa (MARTINS; LAUGENI, 2016): 
 Revolução nos métodos e processos (produção em massa); 
 Grandes volumes de produtos padronizados, com baixíssima 
variação nos tipo de produtos finais; 
 Busca na melhoria da produtividade; Engenharia industrial; 
 Criação da linha de montagem, postos de trabalhos, estoques 
intermediários; 
 Arranjo físico; 
 Motivação dos funcionários; 
 Sindicatos; 
 Fluxos nos processos; 
 Controle estatístico de qualidade. 
 
O conceito de produção em massa nas fábricas predominou até meados 
de 1960. A partir dessa época, sistemas de produção foram modificados para 
atender a um sistema mais enxuto, com menos desperdício e utilização de 
novas técnicas de produção, então denominado Modelo Global de Produção 
(MARTINS; LAUGENI, 2016). 
 
 
Referências 
MARTINS, Petrônio, G.; LAUGENI, Fernando P. Administração da 
produção. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. 
REZENDE, Denis Alcides; ABREU, Aline França de. Tecnologia da 
informação aplicada a sistemas de informação empresariais: o papel 
estratégico da informação e dos sistemas de informação nas empresas. 8. ed. 
São Paulo: Atlas, 2011. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 2 - EFEITO DAS NOVAS TECNOLOGIAS - 
TECNOLOGIAS SOCIAIS E MATERIAIS E OS PROCESSOS 
PRODUTIVOS - LAYOUT 
 
INTRODUÇÃO 
 
As novas tecnologias criam um impacto empresarial e social, exigindo 
mudanças nos comportamentos. As tecnologias sociais surgem para promover 
a ampliação dos mercados do mundo globalizado, que se apresentam 
altamente competitivos. As empresas, por sua vez, se deparam com novos 
modelos de gestão, maior velocidade no fluxo de informações no ambiente 
externo no cenário econômico e interno, conectando o sistema de gestão. Os 
sistemas produtivos se tornam mais dinâmicos, com o objetivo de atender seus 
clientes com maior velocidade nas vendas e na produção. 
 
 
EFEITO DAS NOVAS TECNOLOGIAS 
 
As empresas buscam melhorar a eficiência de suas operações a cada 
momento. Para que isso ocorra as empresas têm ao seu alcance diversas 
tecnologias modernas, no intuito de facilitar o processo de tomada de decisão 
de seus gestores, mantendo sua permanência no cenário econômico, 
crescimento, competitividade e rentabilidade (REZENDE; ABREU, 2011). 
As tecnologias tornam os modelos de gestão dinâmicos e, assim, 
empresas necessitam de um ou mais recursos tecnológicos aplicados à 
geração de informações que compreendem a complexidade organizacional. 
O gerenciamento das diversas áreas da empresa torna essencial o uso 
de tecnologia, que aponta como efeito excelência operacional como, por 
exemplo, lançamento de novos produtos, modelos de negócios, ampliação de 
relacionamento entre clientes e fornecedores, melhor fluxo na tomada de 
decisão, criando a vantagem competitiva da empresa (LAUDON; LAUDON, 
2014). 
No passado, gestores de empresas atuavam sem poder contar com as 
informações em tempo real em relação à complexidade da organização.Muitas 
decisões eram tomadas levando em consideração a intuição do indivíduo que, 
por diversas vezes, poderia ser a escolha certa, ou errada. A decisão certa 
fazia com que a empresa desse a continuidade aos seus objetivos 
organizacionais, mas decisões erradas elevavam os custos, ocorriam perdas 
com produtos obsoletos, havia má gestão de controle de estoques e, assim, 
perda de clientes (LAUDON; LAUDON, 2014). 
 
 
 
 
 
 
 
As novas tecnologias requerem mudanças no contexto geral da 
empresa, o que a torna moderna e ágil diante do cenário competitivo 
empresarial. Não se pode dizer que a implantação de novas tecnologias não ira 
trazer mudança na empresa, pois são processos produtivos e, assim, pessoas 
serão afetadas pela novidade tecnológica. Toda nova prática tecnológica 
requer um aprendizado, uma nova forma de trabalho, que irá proporcionar 
novas orientações organizacionais facilitando o fluxo de informações 
acompanhado de benefícios para clientes e empresa (REZENDE; ABREU, 
2011). 
 
TECNOLOGIAS SOCIAIS E MATERIAIS 
 
Atualmente, as empresas lidam com novas formas de trabalho em um 
ambiente propício a novas ideias, a cada dia novas formas de tecnologias 
surgem para que as empresas aumentem a participação no mercado. Nos dias 
de hoje, a corrida contra o tempo se torna essencial para a redução de custos e 
tomada de decisão, motivos pelos quais as novas tecnologias estão se 
desenvolvendo para dar suporte às empresas. 
Empresas de grande porte, com expressiva participação no ambiente de 
negócios, buscam cada vez mais tecnologias eficientes na busca de 
informações precisas a serem direcionadas à pesquisa e desenvolvimento de 
seu negócio (REZENDE; ABREU, 2011). 
Com base no fluxo de informações, a tecnologia social permite total 
interação entre máquina e produtos e serviços online, isto é, ocorre troca de 
informações real entre empresa e sociedade. Porém, essa inovação tende a 
criar mudanças nas empresas e no comportamento social do indivíduo 
(REZENDE; ABREU, 2011). 
 
 
A utilização da tecnologia social faz com que o indivíduo tenha a 
liberdade de acessar toda e qualquer área, promovendo, assim, novas relações 
em grupos diferentes O mesmo acontece com as empresas que utilizam essas 
novas práticas sociais como instrumentos para manter sua competitividade, 
desenvolvendo novos produtos e serviços através de um relacionamento digital 
(REZENDE; ABREU, 2011). 
O fluxo de informações é considerado como recurso estratégico e as 
comunicações entre empresa e cliente fazem com que a tecnologia social 
torne-se um instrumento de relacionamento, ou seja, é uma forma pela qual as 
pessoas conseguem se comunicar com diferentes níveis hierárquicos da 
empresa, criando, assim, maior interação na comunicação e eliminação de 
barreiras (REZENDE; ABREU, 2011). 
Nesta era da tecnologia social, as ferramentas sociais estão tendo um 
grande impacto nas vendas. À medida que mais pessoas usam a web para 
obter informações sobre produtos e decisões de compra, as empresas 
precisam recorrer à tecnologia para atender seus clientes. As ferramentas 
sociais ajudam os clientes a encontrarem o que procuram, criam confiança com 
sua marca e geram resultados de vendas reais. 
O fluxo de informações na empresa tem auxiliado gestores da área de 
produção ao melhor controle de seus materiais, responsáveis pelo bom 
andamento do sistema produtivo. As atividades ligadas ao sistema de produção 
fazem parte de estratégias gerenciais abrangendo desde fornecedores a 
expedição dos materiais (REZENDE; ABREU, 2011): 
 Fornecedores devem ser avaliados baseados no desempenho, 
cooperação e suporte dado à empresa durante a relação de 
compras de materiais; 
 As compras devem ser acompanhadas com seus respectivos 
valores e diferentes orçamentos realizados; 
 As compras devem ser analisadas em relação ao seu lote 
econômico e participação na curva ABC; 
 Os pedidos e programações de compras devem obedecer ao 
nível mínimo de seus estoques; 
 O controle de estoque por localidade; grupos são demonstrados 
pela curva ABC; 
 Transportes, fretes, custos de importação, frotas, combustíveis e 
ferramentas são informações relevantes aos gestores de 
produção. 
 
 
PROCESSOS PRODUTIVOS 
 
Com o avanço da tecnologia, os controles de recursos dos processos 
produtivos também evoluíram a partir do modelo global de produção. Desse 
modo, as empresas dão início a uma nova forma de trabalho, em que novas 
técnicas de gestão relacionadas à produção enxuta, sem desperdícios, tornam-
se essenciais para a sobrevivência da empresa. 
Boa parte de novas práticas de gestão se deve, também, às tecnologias 
sociais, pelo fato de que o indivíduo, através de um computador, se encontra 
conectado com o mundo. A partir desse momento, pessoas de qualquer parte 
do mundo têm acesso aos mais variadostipos de produtos e serviços, tornando 
um mercado altamente competitivo, pela concorrência de produtos 
estrangeiros, clientes mais exigentes e um mercado mais dinâmico (REZENDE; 
ABREU, 2011). 
A tecnologia agregou maior rapidez ao fluxo de informações, de certa 
forma, os processos produtivos devem acompanhar tal desempenho. Para isso, 
se torna necessário o planejamento global das operações e grande mudança 
na cultura da empresa (REZENDE; ABREU, 2011). 
Empresas atuando em um novo modelo de trabalho, com suporte em 
tecnologia, exigem mudanças em seus processos produtivos, a fim de que a 
empresa assegure benefícios para a empresa e para sociedade em que está 
inserida. Tecnologias são inovadoras e exigem que sistemas produtivos criem 
condições de absorvê-las, gerando informações confiáveis, fazendo parte do 
processo do contexto empresarial (BATISTA, 2012). 
 
ARRANJO FÍSICO - LAYOUT 
 
Com o auxílio das tecnologias, empresas definem seus arranjos físicos 
(layout), para um melhor aproveitamento dos recursos na empresa. Desta 
forma, arranjo físico é representado por: 
 O arranjo físico de uma operação produtiva preocupa-se com o 
posicionamento físico dos recursos de transformação; 
 Definir o arranjo físico é decidir onde colocar todas as instalações, 
máquinas, equipamentos e pessoal da produção. 
 
Três motivos que tornam importantes as decisões sobre arranjo físico: 
1. Elas afetam a capacidade da instalação e a produtividade das 
operações: uma mudança adequada no arranjo físico pode muitas 
vezes aumentar a produção que se processa dentro da instalação, 
usando os mesmos recursos que antes, exatamente pela 
racionalização no fluxo de pessoas e/ou materiais. 
 
2. Mudanças no arranjo físico podem implicar no dispêndio de 
consideráveis somas de dinheiro, dependendo da área afetada e das 
alterações físicas necessárias nas instalações, entre outros fatores. 
 
3. As mudanças podem representar elevados custos e/ou dificuldades 
técnicas para futuras reversões; podem ainda causar interrupções 
indesejáveis no trabalho. 
 
 
Tipos de arranjo físicos: 
1. Arranjo físico por processo ou funcional 
2. Arranjo físico por produto 
3. Arranjo físico celular 
4. Arranjo físico posicional fixo 
ARRANJO FÍSICO POR PROCESSO 
Características: 
- As máquinas ficam fixas e o produto se movimenta, 
- Os produtos e os roteiros de produção são variáveis, 
- Utilizado em sistemas de produção intermitente, 
- As máquinas e equipamentos são agrupados por função. 
Vantagens: 
 - Flexibilidade do sistema em adaptar-se a produtos ou serviços 
variados, 
 - Falhas localizadas no sistema, não afetam todo o sistema, as 
operações gozam de certa independência, 
 - Permite a implantação de sistemas de incentivo individual e por 
desempenho, 
 - É adaptada a demanda intermitente. 
Desvantagens: 
- Estoques de material em processo tendem a ser elevados, 
- Programação e o controle da produção tornam-se complexa, 
- Manuseio de materiais tende a ser ineficiente, 
- Obtenção de volumes relativamente modestos de produção. 
 Ex. Marcenaria, Confecções. 
ARRANJO FÍSICO POR PRODUTO 
 
• Localização dos recursos produtivos transformadores segundo a 
conveniência do recurso que está sendo transformado 
• Recurso transformado segue seqüência de atividades pré-estabelecida 
▫ Montagem de automóveis 
▫ Programa de vacinação em massa 
▫ Restaurante self-service 
 
Vantagens: 
- Baixo custo unitário do produto, 
- Manuseio simplificado de materiais, 
- Baixos custos de treinamento da mão-de-obra, 
- Alta produtividade, 
- Baixa quantidade de estoque de produtos em processamento. 
- Desvantagens: 
- Trabalho repetitivo, 
- Falta de flexibilidade, 
- Máquinas e operários especializados nem sempre são aproveitados em 
outras tarefas, 
- Quebra eventual de máquina, afeta todo o sistema. 
Ex. Linha de Montagem de Automóveis 
 
LAYOUT CELULAR 
• Todo o processo de fabricação do produto se completa na célula. 
Consiste em arranjar em um só local (a célula) máquinas diferentes que 
possam fabricar o produto inteiro. 
• Ideal para famílias de produtos. 
• Normalmente utiliza pequenos lotes mas existe flexibilidade com relação 
ao tamanho dos lotes. 
• Reduzidos estoques intermediários. 
• Altos índices de qualidade e produtividade. 
• Baixa monotonia no trabalho. 
• Alta especialização da mão de obra. 
• Recursos transformados são selecionados para movimentar-se para 
uma parte específica da operação com recursos necessários, em meio a 
um arranjo físico funcional. 
• Maternidade em hospital 
 
Vantagens: 
 
1. Não se perde flexibilidade, pois o mesmo conjunto original de itens 
continua sendo processado; 
2. Ganham-se velocidade e eficiência de fluxo, pois os recursos da 
particular célula estão próximos numa pequena operação; 
3. As distâncias percorridas pelos fluxos dentro das células são muito 
menores; 
4. Simplificam-se os fluxos no restante da operação, que fica “aliviada” das 
famílias de itens que conseguem ser processadas pelas células 
estabelecidas; 
5. Tempos de preparação dos equipamentos nas células tendem a ser 
menores, já que processam itens de forma e dimensões similares; 
6. Melhora-se a qualidade, já que o grupo de funcionários a cargo de 
gerencias e operar os recursos das células tende a desenvolver mais a 
sensação de “propriedade” e “responsabilidade” por uma família inteira 
de itens e não apenas por uma etapa produtiva; 
7. Melhor controle de produção, pois cada célula é focalizada num 
relativamente pequeno grupo de itens. 
 
 
ARRANJO FÍSICO POSICIONAL FIXO 
 
Os recursos transformados não se movem: muito grande e delicado 
• Construção de rodovia 
• Cirurgia de coração 
• Restaurante de alta classe 
• Manutenção de computador de grande porte 
• A localização dos recursos vai ser definida segundo a conveniência dos 
recursos transformadores; 
• O objetivo do projeto detalhado de arranjo físico posicional é conceber 
um arranjo que possibilite aos recursos transformadores maximizarem 
sua contribuição potencial ao processo de transformação, permitindo-lhe 
prestar um bom serviço aos recursos transformados; 
• Uma técnica chamada análise de recursos locacionais avalia os efeitos 
de se localizar os vários recursos de transformação em todas as 
localizações disponíveis na planta e a forma como esses recursos 
interagem entre si. 
• O material permanece fixo em uma determinada posição e as máquinas 
se deslocam até o local executando as operações necessárias. 
• Produtos únicos e não repetitivos. 
Ex. navios, aviões, turbinas e outros produtos de grandes proporções físicas 
• Baixa produção e padronização. 
• Características únicas, normalmente uma única unidade do produto. 
• Exige habilidades variadas dos colaboradores envolvidos. 
Cabe ressaltar que é comum encontrarmos operações que exigem a aplicação 
de vários tipos de arranjos físicos, é o que chamamos de arranjos físicos 
combinados ou mistos 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
BATISTA, Emerson de Oliveira. Sistemas de Informação: o uso consciente da 
tecnologia no gerenciamento. 2.ed.São Paulo: Saraiva: 2012. 
LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price. Sistemas de informações 
gerenciais. 11. ed. São Paulo: Pearson, 2014. 
REZENDE, Denis Alcides; ABREU, Aline França de. Tecnologia da 
informação aplicada a sistemas de informação empresariais: o papel 
estratégico da informação e dos sistemas de informação nas empresas. 8. ed. 
São Paulo: Atlas, 2011. 
AULA 3 - AS TECNOLOGIAS DE PROCESSAMENTO 
DE MATERIAIS, INFORMAÇÃO E CONSUMIDORES - 
PLANEJAMENTODA CAPACIDADE DE PRODUÇÃO - 
GARGALO 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
A tecnologia de processo se torna parte essencial nas empresas como 
estratégia de captação e processamento das informações de consumidores e 
materiais. Com o ambiente de negócios dinâmico, há necessidade de que 
empresas busquem novas práticas que caminham com a sociedade. 
Máquinas, redes digitais, robôs e outros tipos de equipamentos têm 
auxiliado a produção na transformação de materiais, informações e 
consumidores a fim de atingir os objetivos estratégicos da empresa. A 
utilização da internet se tornou a tecnologia emergente, trazendo benefícios e 
problemas empresariais. Entretanto, as novas práticas de tecnologia de 
processo devem ser planejadas com o objetivo de reduzir problemas futuros. 
 
PROCESSAMENTO DE MATERIAIS 
 
O foco dos sistemas de produção com auxílio de tecnologias de controle 
é o processamento de materiais. Esses, por sua vez, são responsáveis pelas 
montagens dos produtos finais. Esse processo tem início na aquisição de 
matéria-prima, passando ao controle de materiais agregados, materiais de 
manutenção, materiais semi-acabados e materiais acabados. Um fator 
primordial a fim de que as empresas não invistam parte de seu fluxo de caixa 
financeiro em estoques desnecessários é o controle permanente de seus 
estoques. 
Para tanto, o processamento dessas informações devem ser em tempo 
real, a fim de que o setor de compras, almoxarifados e gestores acompanhem 
o andamento de seus materiais no processo produtivo. 
É importante salientar que processamento de materiais possui algumas 
atividades (BATISTA, 2012): 
 Planejamento da produção; 
 Sistema produtivo; 
 Atendimento aos setores produtivos; 
 Apoio tecnológico. 
Dessa forma, são atividades essenciais que devem ser supridas para 
que ocorra o processamento de materiais, que é a transformação de matéria-
prima e produtos agregados resultando em produtos finais como, por exemplo, 
a montagem de um automóvel, em que são necessários diversos tipos de 
cortadores, moldadores, robôs, ferramentas de eletroerosão controlados por 
um sistema de manufatura no chão de fábrica (SLACK et al, 2015). 
 
 
 
 
O processamento de materiais opera com atividades específicas e 
essenciais no processo produtivo. São áreas interligadas que direcionam 
materiais ao longo do sistema de produção (MARTINS; LAUGENI, 2016). 
A área de planejamento de produção tem por objetivo traçar os planos 
de produção, tais como a quantidade e tipos de produtos a serem fabricados, 
tempo de reposição de material na linha de produção, requisição de materiais, 
estoques intermediários, materiais de manutenção, alocação de produtos semi-
acabados e montagem de produtos finais. 
 
 
Dentre as tecnologias de processamento de materiais estão presentes 
no sistema de produção (SLACK et al, 2015): 
 Máquinas de controle numérico (CNC): são máquinas com seus 
próprios computadores controlando os movimentos de suas 
ferramentas, evitando, assim, possíveis erros e substituindo a 
mão de obra; 
 Robótica também controlada por computador, com maior grau de 
aplicação no chão de fábrica, com movimentos de manuseio para 
carga e descarga, fundição, prensagem, moldagem, forjamento 
etc. Em processos com vários tipos de operações, tais como corte 
perfuração, esmerilhamento, soldagem, colagem, rebitagem, 
pinturas, etc. Em montagem de peças, componentes e produtos 
complexos; 
 Veículos guiados automaticamente (AGVs - Automated guided 
vehicles): são veículos independentes que movem materiais no 
chão de fábrica controlados por um computador, com o objetivo 
de substituir a mão de obra humana e promover o abastecimento 
de peças em todas as etapas do processo de produção; 
 Sistemas flexíveis de manufatura (FMS - Flexible manufacturing 
systems): integram tecnologias aplicadas em microoperações 
capazes de manufaturar um produto do início ao fim. É composto 
por máquinas CNC, robôs para carga e descarga de peças em 
estações de trabalho e veículos AGVs para o transporte de 
materiais. 
 Manufatura integrada por computador (CIM - Computer integrated 
manufacturing): é a integração total da manufatura por meio de 
computador, com filosofias gerenciais como vendas, pedidos de 
qualidade, formando um banco de dados disponibilizado por uma 
rede de computadores. 
 
Departamento financeiro, da tecnologia, informação, compras e recursos 
humanos são áreas de apoio ao processamento de materiais; o financeiro é 
responsável pela disponibilidade de compras ou investimento; já a tecnologia 
deve cumprir o papel com maior velocidade em relação aos sistemas de 
informação e produção; a requisição de materiais é representada por compras 
e os recursos humanos devem ser capacitados para operarem com as novas 
práticas de produção e novas ferramentas tecnológicas. 
A engenharia coordena suas atividades na área de produção com foco 
na manutenção, controle da qualidade, pois se trata de uma atividade que se 
encontra espalhada por todo chão de fábrica. 
O objetivo de processar materiais é o fornecimento de produtos com 
qualidade aos clientes, apoiado pelo departamento de vendas para divulgação 
pelo marketing. As expedições e entregas devem trabalhar para atender à 
demanda do mercado. 
Assim, departamentos promovem um modelo e gestão apoiados por 
responsabilidades individuais, interligados aos sistemas de informação, 
provendo trocas, integrando empresa com maior relacionamento entre pessoas 
(BATISTA, 2012). 
 
PROCESSAMENTO DA INFORMAÇÃO 
Como parte essencial do sucesso empresarial, as informações estão 
inseridas em todos os setores empresariais, formando uma corrente entre 
departamentos que fluem informações: externas, internas, produção, serviços, 
comércio, finanças, materiais, recursos humanos, clientes, concorrentes, 
jurídicas entre outras (REZENDE; ABREU, 2011). 
O sucesso da tomada de decisão deve ser baseado na integração do 
processamento da informação, lembrando que fatores externos, os quais não 
são controlados pela empresa, podem fazer com que informações sejam 
interpretadas de forma errada pelos gestores, podendo afetar o bom 
andamento da empresa (REZENDE; ABREU, 2011). 
A tecnologia de processamento de informação abrange a coleta, 
manipulação, armazenagem e distribuição da informação. Essas tecnologias 
incluem (SLACK et al, 2015): 
 Diversos tipos de computadores; 
 Mídia magnética, impressoras, leitores, etc; 
 Transmissores, receptores, antenas, cabos ópticos, telefones; 
 Programas e sistemas especializados; 
 Intercâmbio eletrônico de dados (EDI - Eletronic data interchange) 
para colocação de pedidos juntos aos fornecedores, pedidos dos 
consumidores, pagamentos, através de uma rede de informação, 
chamadas de rede de valor adicionado (VANs - value added 
network serviçes), com objetivo de formar a rede de 
consumidores e fornecedores; 
 Sistemas de informação gerencial (SIG) que gerenciam estoques 
atividades de trabalho, demandas, pedidos, qualidade e outras 
atividades para a produção. 
 
 
 
O processamento da informação deve promover a integração Sistêmica 
e Contábil, assim formando uma cadeia entre outros tipos de informações 
(REZENDE; ABREU, 2011): 
 Simbologias para integrar procedimentos operacionais; 
 Reprocessamento de informações, encontrando possíveis erros; 
 Informações ao sistema de planejamento e controle de produção; 
 Informações de engenharia de produtos ou serviços; 
 Informações de qualidade e produtividade da alta direção com 
chão de fábrica; 
 Custos e produção de serviços; 
 Manutenção de equipamentos; Informações de marketing e clientes; 
 Pedidos, vendas e faturamento de produtos; 
 Informações de distribuição de produtos; 
 Contas a pagar e receber; 
 Fluxos bancários e financeiros; 
 Fornecedores, estoques e suprimentos; 
 Recrutamento e seleção, salários, treinamento, benefícios, 
segurança e medicina no trabalho; 
 Informações contábeis. 
 
PROCESSAMENTO DE CONSUMIDORES 
 
Realizar a captação de prováveis consumidores tem sido a busca 
incansável das empresas. Com o objetivo de expandir mercados, empresas 
têm batalhas diárias com seus concorrentes, visando à obtenção de novos 
clientes que, por sua vez, estão conectados através de celulares, 
computadores. 
Cada vez mais clientes se conectam com o mundo em suas residências. 
Apenas ao ligar o computador acessamos mais variados produtos de diversas 
partes do mundo. Pensando em captação de novos clientes, empresas buscam 
meios digitais para processar o volume de informações que envolvem produtos, 
serviços, pesquisa de mercado e satisfação de clientes (BATISTA, 2012). 
Sem dúvida, a internet é a poderosa ferramenta tecnológica de conexão 
direta e, como toda tecnologia, é uma ferramenta dinâmica e deve ser 
compreendida pelas empresas que cada vez mais devem planejar ações para 
acompanhar o dinamismo de mercado (BATISTA, 2012). 
Comunicação rápida tem sido o diferencial de empresas. O site para 
vendas on-line onde a empresa expõe aos futuros clientes sua variedade de 
produtos e serviços, o e-mail para comunicação direta com a empresa, são 
utilizados por milhões de pessoas diariamente. Esse grande volume de 
informações deve ser processado para que as empresas criem ações visando 
ao futuro consumidor (BATISTA, 2012). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nº de identificação da foto: 740301646 
 
Com a tecnologia na comunicação entre empresa-cliente, são 
apresentados alguns serviços pela internet (BATISTA, 2012): 
 Facebook; 
 Twitter; 
 Lindekin 
 Google 
 Vídeos on-line 
 Links patrocinadores; 
 Marketing de otimização - (MOB); 
 Mashups. 
 
Esses serviços tornaram-se parte do cotidiano da vida das pessoas e as 
empresas têm utilizado esses canais para captação e processamento de 
consumidores (BATISTA, 2012): 
 Marketing viral, com campanhas que causam repercussão; 
 Coleta de usuários nas redes sociais; 
 Promoções de alto impacto. 
As tecnologias de processamento de consumidores também requerem 
treinamento por parte dos consumidores como, por exemplo, máquinas com 
atendimento automático. As tecnologias podem ser divididas em categorias 
(SLACK et al, 2015): 
 Grau de automação substituindo o trabalho humano; 
 Escala de tecnologia; a capacidade da tecnologia; 
 Grau de interação, conexão de diferentes tecnologias. 
 
 
PLANEJAMENTO DA CAPACIDADE DE PRODUÇÃO - 
GARGALO 
 
Definições: 
 
Unidade Produtiva: pode ser uma fábrica, um armazém, uma loja, um 
departamento, um posto de trabalho, uma máquina, um equipamento, etc. 
Capacidade: é a quantidade máxima de produtos e/ou serviços que podem ser 
produzidos numa mesma unidade produtiva, num dado intervalo de tempo. 
 
 
 
Tipos de Capacidade 
 
O conceito de capacidade deve ser estratificado em outras definições mais 
específicas e de maior grau de utilidade para seu planejamento. A 
denominação utilizada para cada tipo de capacidade definida pode variar de 
autor para autor, ou de organização para organização. Porém, o significado do 
conteúdo, independente da terminologia, permanece comum. 
Capacidade instalada 
É a capacidade máxima que uma unidade produtora pode fazer se trabalhar 
ininterruptamente, sem considerar nenhuma perda. Em outras palavras, é a 
produção que poderia ser obtida em uma unidade fabril trabalhando 24 horas por 
dia, todos os dias do mês, sem necessidade de parada, de manutenções, sem 
perdas por dificuldades de programação, falta de material ou outros motivos que 
são comuns em uma unidade produtiva. Trata-se de uma medida hipotética, pois 
na prática, é impossível uma empresa funcionar ininterruptamente. Porém, não 
deixa de ser uma medida importante para tomada de decisão de nível estratégico, 
com relação à necessidade ou não de ampliação da capacidade, uma vez que se 
trata de um valor de produção que nunca poderá ser ultrapassado sem ampliação 
das instalações. 
Capacidade disponível ou de projeto 
É a quantidade máxima que uma unidade produtiva pode produzir durante a 
jornada de trabalho disponível, sem levar em consideração qualquer tipo de 
perda. A capacidade disponível, via de regra, é considerada em função da 
jornada de trabalho que a empresa adota. 
Capacidade efetiva ou carga 
A capacidade efetiva representa a capacidade disponível subtraindo-se as 
perdas planejadas desta capacidade. A capacidade efetiva não pode exceder a 
capacidade disponível, isto seria o mesmo que programar uma carga de 
máquina por um tempo superior ao disponível. 
Perdas de capacidade planejadas: são aquelas perdas que se sabe de antemão 
que irão acontecer, por exemplo: 
 necessidade de set-ups para alterações no mix de produtos; 
 manutenções preventivas periódicas; 
 tempos perdidos em trocas de turnos; 
 amostragens da qualidade etc. 
 
Capacidade realizada 
A capacidade realizada é obtida subtraindo-se as perdas não planejadas da 
capacidade efetiva, em outras palavras, é a capacidade que realmente 
aconteceu em determinado período. 
Perdas de capacidade não planejadas: são perdas que não se consegue antever, 
como por exemplo: 
 falta de matéria-prima; 
 falta de energia elétrica; 
 falta de funcionários; 
 paradas para manutenção corretiva; 
 investigações de problemas da qualidade etc. 
 
 
 
Gargalo do Processo 
 
A capacidade de cada estágio em um processo com vários estágios pode 
variar, freqüentemente, por inúmeras razões, incluindo diferentes taxas de 
saída dos diferentes equipamentos que compõem o processo global. Nestas 
situações, o estágio do processo com a menor capacidade é denominado 
gargalo do processo. Consequentemente é a operação que consome o maior 
tempo. 
 
A capacidade a longo prazo das operações com gargalo pode ser ampliada de 
várias maneiras: 
 Investindo em novos equipamentos 
 Aumentando a jornada de trabalho (turnos ou horas adicionais) 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
BATISTA, Emerson de Oliveira. Sistemas de Informação: o uso consciente da 
tecnologia no gerenciamento. 2. ed. São Paulo: Saraiva: 2012. 
REZENDE, Denis Alcides; ABREU, Aline França de. Tecnologia da 
informação aplicada a sistemas de informação empresariais: o papel 
estratégico da informação e dos sistemas de informação nas empresas. 8. ed. 
São Paulo: Atlas, 2011. 
SLACK, Nigel; BRANDON-JONES, Alistair; JHONSTON, Robert. 
Administração da produção. 4.ed. São Paulo: Atlas, 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 4 - FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS E 
PROCESSOS PRODUTIVOS - MEDIDAS DE DESEMPENHO E 
PRODUTIVIDADE 
 
INTRODUÇÃO 
As ferramentas tecnológicas estão inseridas nas organizações 
auxiliando gestores na tomada de decisão. O grande fluxo de dados gerados e 
pesquisados pelas empresas deve ser armazenado para depois ser 
transformado em conhecimento a ser aplicado. Para tanto, se faz necessário 
um suporte tecnológico de ferramentas específicas para trabalhar essas 
informações. Cada vez mais gestores levam em consideração as informações 
geradas por essas ferramentas tecnológicas para tomada de decisão. 
 
FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS 
 
Para contribuir com os objetivos empresariais, as ferramentas 
tecnológicas estão presentes no processode tomada decisão com o objetivo 
de abranger os aspectos de rentabilidade, modernidade e crescimento 
organizacional, tornando a empresa dinâmica aos modelos tradicionais. Com 
isso, os processos produtivos evoluíram para que a produção consiga cumprir 
com seu papel de abastecer mercados em que a concorrência globalizada tem 
sido fator de sobrevivência empresarial. 
 
APLICAÇÃO DAS FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS 
 
As ferramentas tecnológicas estão inseridas em todos os níveis 
organizacionais, isto é, fazem parte de todo contexto da empresa, tornando-se 
peças essenciais para tomadas de decisões. Cada vez mais ferramentas 
tecnológicas estão envolvidas na geração e manipulação de informações. 
Desse modo, uma empresa não teria sucesso caso não utilizasse tecnologias 
modernas em seus processos produtivos. Os processos produtivos necessitam 
de recursos tecnológicos para o desenvolvimento e utilização das informações 
(REZENDE; ABREU, 2011). 
Os sistemas de informações empresariais (EIS - Executive information 
systems) foram criados na década de 70, nos Estados Unidos da América – 
EUA. Esse conceito é muito utilizado em softwares em todo mundo. Seu intuito 
é fornecer, através de uma base de dados, informações relevantes para 
gestores executivos. Tem sido muito utilizado pelo fato de que suas 
informações são fornecidas de uma forma simplificada, tornando fácil a 
tabulação das informações por todas as áreas funcionais da empresa, 
fornecendo aspectos para uma utilização bem sucedida (REZENDE; ABREU, 
2011): 
 Simplicidade de uso relacionando dados de todas as áreas 
funcionais por meio de recursos multimídia: gráficos, tabelas, 
quadros, símbolos, permitindo ao gestor trabalhar melhor as 
informações; 
 Complementação das informações, ao invés de mudanças 
radicais, eliminando informações existentes na base de dados, o 
que deve proporcionar um melhor aproveitamento de informações 
já existentes; 
 Funcionamento deve ser único em toda empresa, isto é, deverá 
haver somente uma base de dados para toda empresa, evitando, 
assim, que ocorram atualizações de informações em outras bases 
de dados e, assim, manter a dinâmica para tomada de decisão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CARACTERÍSTICAS DAS FERRAMENTAS 
TECNOLÓGICAS 
 
As ferramentas tecnológicas têm como característica prover informações 
para alta administração de uma forma simples, porém, é necessário que 
envolva todos os aspectos organizacionais, como dados do ambiente interno e 
externo da organização, além dos aspectos a seguir (REZENDE; ABREU, 
2011): 
 Cultural, filosofia e política da empresa; 
 Modelo de gestão 
 Drill-down, estudar os detalhes de acordo com as necessidades 
do gestor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratando-se de informações relacionadas ao processo produtivo, devem 
abranger desde a aquisição da matéria-prima e todo mapeamento do processo, 
até a finalização do produto final. Com recursos tecnológicos aplicados no 
processo produtivo, gestores têm maior flexibilidade na escolha de 
fornecedores e maior capacidade de atendimento ao cliente com produtos 
obedecendo aos padrões de qualidade internacional e pontualidade de entrega. 
As ferramentas tecnológicas proporcionaram às empresas maiores 
controle de estoques e menos desperdícios no processo produtivo. Com a 
aplicação de novas práticas, ocorre bom desempenho na comunicação 
empresarial entre gestores e colaboradores na busca da competitividade 
empresarial. Esses sistemas de apoio a decisões (SAD) são utilizados em 
empresas modernas utilizando informações específicas da atividade da 
empresa (REZENDE; ABREU, 2011). 
 
 
SISTEMA DE APOIO A DECISÕES (SAD) 
 
Ferramentas tecnológicas também evoluem, acompanhando a tendência 
do mercado. E, dessa forma, ocorre também a evolução na tomada de 
decisões que ocorre de uma forma involuntária em relação aos desejos 
organizacionais. Para atender à nova realidade acompanhando as mudanças, 
são necessárias novas ferramentas com o objetivo de auxiliar o gestor em 
todas as fases de tomada de decisão, incluindo (REZENDE; ABREU, 2011): 
 Desenvolvimento; 
 Comparação; 
 Classificação dos riscos na tomada de decisões. 
Cabe salientar que os SAD coordenam e integram os diversos dados, 
porém, sempre visando ao objetivo comum da empresa, através de diversos 
bancos de dados gerando informações aos gestores, que podem ser aplicadas 
em sistemas de informações gerenciais e estratégicos (REZENDE; ABREU, 
2011). 
 
 
PLANEJAMENTO DE RECURSOS EMPRESARIAIS (ERP - 
Enterprise Resource Planning) 
 
Planejamento de recursos empresariais - ERP são softwares para 
gestão empresarial com foco na informatização e automação no apoio às 
atividades empresariais. O ERP vem sendo utilizado em todo mundo, pois seus 
módulos que estão juntos em um só software integram toda a empresa 
(REZENDE; ABREU, 2011). 
A gestão pelo ERP pode oferecer à empresa: 
 Otimização de atividades; 
 Procedimentos operacionais e gerenciais; 
 Planejamento de investimentos; 
 Análise de retornos financeiros; 
 Crescimento empresarial. 
 
Esta ferramenta é utilizada nas empresas utilizando a informática 
adaptada aos negócios da empresa. O foco é nos processos de automatização 
e integração dos diversos setores e atividades das unidades de negócio da 
empresa (REZENDE; ABREU, 2011). 
 
BANCO DE DADOS (BD) 
 
Essa ferramenta se trata de um arquivo utilizado para guardar e 
manipular dados para posteriormente serem transformados em informações. 
Este modelo se aplica a sistemas de informação executivos e são organizados 
em determinada hierarquia de dados, formando registros arquivados 
posteriormente (LAUDON; LAUDON, 2014). 
O banco de dados deve ter a seguinte estrutura (REZENDE; ABREU, 
2011): 
 Conteúdo arquivado; 
 Forma de acesso; 
 Estrutura lógica; 
 Organização fiscal e local. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para o gerenciamento do banco de dados é necessário conhecimento de 
modelagem de dados e também desenvolvimento de um método de sistemas 
de informação. Esse gerenciamento permite que os dados sejam armazenados 
em um só local chamado de base de dados única, podendo ser manipulados, 
em sua diversidade, por diferentes recursos tecnológicos (REZENDE; ABREU, 
2011). 
 
DATA WAREHOUSE (DW) 
 
O DW é um armazenador de dados, o qual tem a capacidade de 
armazenar as mais diversas fontes de dados, que posteriormente irão gerar 
informações operacionais da empresa (REZENDE; ABREU, 2011). 
Os dados são extraídos de diversos sistemas de informação para que 
possam gerar relatórios e análises combinando todas as informações. Essas 
informações vão desde estratégias, decisões e procedimentos operacionais. 
Isso possibilita que os dados sejam analisados para sugerir novas táticas 
operacionais (LAUDON; LAUDON, 2014). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O bom uso da tecnologia DW também traz consigo benefícios aos 
processos produtivos, eliminando erros como, por exemplo, informações 
repetidas, informações de fornecedores e clientes e, com os dados 
operacionais armazenados, ocorre maior velocidade nas tomadas de decisões 
operacionais. 
 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (IA) 
 
A inteligência artificial utiliza, por meio de recursos como programas de 
computador, simulação de atividades exercidas pelo ser humano. Geralmente, 
nas empresas, esses recursos são utilizados para auxiliar os executivos a 
alcançarem suas metas, tratarem de problemas complexos, com aplicação em 
abordagens tais como:robótica, lógica difusa, redes neurais e algoritmos. 
Dessa forma, requer colaboradores com capacitação e conhecimento 
específico da área do projeto a ser trabalhado (REZENDE; ABREU, 2011). 
Muitas áreas utilizam a inteligência artificial para simulação de resolução 
de problemas como, por exemplo, (REZENDE; ABREU, 2011): 
 Medicina para diagnóstico; 
 Planejamento financeiro; 
 Projetos de engenharia; 
 Pesquisas científicas; 
 Mineração e análise de dados; 
 
Cabe ressaltar que a inteligência artificial não substitui o ser humano e, 
sim, é uma ferramenta para auxiliar na tomada de decisão. 
 
DATA MINING (DM) 
A mineração de dados é realizada com o auxílio de ferramentas 
tecnológicas, pois as empresas possuem grande capacidade de 
armazenamento de dados que poderão ser utilizados a qualquer momento. 
Porém, para que ocorra a transformação de um dado em informação, deve 
ocorrera mineração que poderá ser realizada pela estatística e, assim, esses 
dados se transformam em conhecimento (REZENDE; ABREU, 2011). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Algumas funções do DM são relevantes para as organizações, tais como 
(REZENDE; ABREU, 2011): 
 Gerar hipóteses; 
 Extrair deduções; 
 Correlacionar dados; 
 Fazer previsões; 
 Fornecer atributos; 
 Gerar cenários; 
 Analisar comportamento e perfil dos clientes; 
 Analisar hábitos de compra; 
 Prever e evitar fraudes 
Os modelos tradicionais para processamento de informações manipulam 
dados de forma rápida, porém, são restritos por não utilizarem outras 
tecnologias para auxiliar os executivos com informações gerenciais e 
estratégicas. 
Outras ferramentas tecnológicas também fazem parte e dão suporte a 
outras tecnologias, como é o caso de (REZENDE; ABREU, 2011): 
 Recursos da internet baseados em redes de computadores; 
 Automação de escritórios para suporte ao pessoal técnico; 
 Tecnologia Olap (On-Line Analytic Processing) para cenários e 
projeção de negócios; 
 Tecnologia Oltp (On-Line Transaction Processing) para 
movimentação de dados do negócio da empresa em tempo real; 
 Database marketing, que envolve atividades do marketing 
armazenando dados de clientes e futuros clientes. 
 
Medidas de Capacidade 
 
Grau de disponibilidade: a capacidade instalada e a capacidade disponível 
permitem a formação de um índice, denominado grau de disponibilidade. Que 
indica, em forma percentual, quanto uma unidade produtiva está disponível, 
conforme a fórmula 1. 
 
F Ó R M U L A 1 - 
100
instalada Capacidade
disponível Capacidade
 idadedisponibil deGrau 
 
Grau de utilização: a capacidade disponível e a capacidade efetiva permitem a 
formação de um índice, denominado grau de utilização. Que representa, em 
forma percentual, quanto uma unidade produtiva está utilizando sua 
capacidade disponível, conforme a fórmula 2. 
 
F Ó R M U L A 2 - 
100
disponível Capacidade
efetiva Capacidade
 utilização deGrau 
 
Índice de eficiência: a capacidade realizada, quando comparada à capacidade 
efetiva, fornece a porcentagem de eficiência da unidade produtora em realizar 
o trabalho programado, conforme a fórmula 3. 
 
 
100
efetiva Capacidade
realizada Capacidade
 eficiência de Índice 
 
 
 
Medidas de desempenho 
 
Um fator-chave para o sucesso das organizações é sua capacidade de 
medir seu desempenho. Tal informação, em uma base temporal contínua, 
fornece aos gerentes dados que irão permitir que se verifique se as metas ou 
padrões esperados foram alcançados. Como disse Peter Drucker, um guru da 
Administração: “Se você não pode medir isso, você não pode gerenciá-lo”. Sem 
os indicadores de desempenho apropriados, os gerentes não podem avaliar o 
desempenho de sua organização ou comparar sua performance com a de seus 
competidores. Os gerentes seriam como capitães de navios, a esmo em um 
oceano sem terra à vista e sem uma bússola ou outros instrumentos de 
navegação para guiá-los. 
Entretanto, com um número crescente de indicadores de desempenho 
disponíveis, os gerentes devem ser seletivos na escolha daqueles que são 
críticos para o sucesso de sua empresa. Dependendo do setor de atuação da 
empresa, alguns indicadores de desempenho são mais importantes para o 
gerenciamento do que outros. Por exemplo, em um restaurante do tipo fast 
food, um indicador de desempenho crucial é a velocidade com a qual os 
pedidos são entregues ao cliente. Em um restaurante convencional, ao 
contrário, um indicador de desempenho pode ser a variedade de itens 
oferecidos no cardápio ou a qualidade da comida servida. 
 
Indicadores de Desempenho: Produtividade 
 
A eficiência com a qual as entradas são transformadas em produtos finais é 
uma medida da produtividade do processo. É o quociente entre uma medida de 
produção e uma medida de um ou mais insumos utilizados no período. 
F Ó R M U L A 1 6 -
Input
Output
 adeProdutivid 
 
 
TIPOS DE PRODUTIVIDADE: 
Produtividade parcial considera um só insumo 
Produtividade global, dois ou mais insumos entram no denominador. 
 
BENEFÍCIOS COM O AUMENTO DA PRODUTIVIDADE 
Aumento do lucro; 
Melhores condições de investir e aumentar a competitividade; 
Possibilidade de aumento salarial para trabalhadores; 
Oferta maior de produtos e serviços, ao lado de uma estabilização ou até 
queda de preços. 
Formas básicas de medição da produção 
produção física – mede melhor o esforço produtivo. 
produção monetária – é largamente usada. 
 
Índices de Produtividade: 
São medidas relativas. 
O índice mais utilizado é a produtividade da mão-de-obra. 
O uso desse índice pode ser enganoso, caso o conjunto de insumos cresça 
proporcionalmente mais que a mão-de-obra. 
 
REFERÊNCIAS 
LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price. Sistemas de informações 
gerenciais. 11. ed. São Paulo: Pearson, 2014. 
REZENDE, Denis Alcides; ABREU, Aline França de. Tecnologia da 
informação aplicada a sistemas de informação empresariais: o papel 
estratégico da informação e dos sistemas de informação nas empresas. 8. ed. 
São Paulo: Atlas, 2011. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 5 - IMPACTOS DA TECNOLOGIA - O PAPEL DA 
INFORMAÇÃO NOS PROCESSOS DE PRODUÇÃO - 
COMPETITIVIDADE 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Muitos foram os impactos da tecnologia nas empresas. Com o fluxo de 
informação se tornaram mais ágeis e flexíveis às turbulências da concorrência 
de mercado. Modelos de produção e adoção de novas tecnologias em 
processos de produção se tornaram comum entre as empresas. A informação 
fez com que práticas bem sucedidas em empresas fossem observadas e 
utilizadas por outras. O papel da tecnologia nos processos de produção reduz 
tempo nos processos, previne perdas e mantém a qualidade na manufatura. 
 
 
IMPACTOS DA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA 
 
A inovação tecnológica está presente por toda empresa, setores nos 
quais havia muitos colaboradores, deram lugar a máquinas e equipamentos. As 
máquinas inseridas no processo produtivo fornecem bens e serviços com mais 
rapidez e qualidade. Assim, a inovação tecnológica fez com que muitos setores 
utilizassem essa nova ferramenta em seus processos para acompanhar as 
mudanças que o novo cenário de competitividade apontava. 
Com a tecnologia aplicada a diversos setores da empresa, o mundo 
empresarial se reorganizou para enfrentar os novos desafios e impactos no dia 
a dia. Os impactos da era da informação fizeram com que milhares de negócios 
fechassem as portas e, por outro lado, milhares de novos negócios surgiam 
para darem apoio àsnovas ferramentas tecnológicas (LAUDON; LAUDON, 
2014). 
O cenário econômico entra em uma época turbulenta para os negócios, 
empresas se deparam com grande volume de informações e produtos a ser 
oferecidos para qualquer cliente em qualquer parte do mundo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conforme Laudon e Laudon (2014), a era tecnológica traz mudanças 
bruscas em empresas dos mais variados tipos de produtos e serviços, o 
comércio eletrônico se torna vantagem competitiva entre as empresas dos 
ramos de: 
 Livrarias; 
 Telefonia; 
 Música; 
 Imóveis; 
 Hotelaria; 
 Contas a pagar; 
 Pagamentos de faturas; 
 Viagens 
 Vestuário; 
 Móveis; 
 Alimentação; 
 Automóveis e etc. 
 
Empresas tiveram que reorganizar seus departamentos de acordo com 
suas funções específicas, pois agora esses departamentos se tornam ilhas de 
conhecimento para darem apoio aos gestores a fim de que alcancem as metas 
organizacionais (BATISTA, 2012). 
Atividades de processos produtivos, planejamento, atendimento e apoio 
se tornam atividades principais, apresentando suas características e 
relacionamentos na empresa. Desenvolver a tecnologia na empresa faz com 
que ocorra maior integração dos setores, aumentando a produtividade devido à 
velocidade das informações (BATISTA, 2012). 
Desenvolver a tecnologia na empresa é fazer parte do mundo digital da 
internet, redes sociais e modelos de gestão. Os impactos serão observados a 
cada dia com as possibilidades de resolução de problemas e atendimentos a 
diferentes tipos de demandas de produtos (BATISTA, 2012). 
De acordo com Laudon e Laudon (2014), outros impactos também são 
observados nas empresas, tais como: 
 Possibilidade de redução de custos de produtos e serviços; 
 Aumento da qualidade na empresa; 
 Estratégias focadas ao nicho de mercado; 
 Maior possibilidade de relacionamento entre clientes e 
fornecedores. 
Ainda com Laudon e Laudon (2014), com os impactos da tecnologia 
surgem as forças competitivas, ou seja, maior concorrência no cenário 
econômico, criando, assim, vantagem competitiva como, por exemplo: 
 Surgimento de novos produtos e serviços; 
 Maior poder de barganha entre clientes e fornecedores; 
 Novos canais de vendas; 
 Maior ampliação de mercado consumidor; 
Por outro lado, com a tecnologia também irá surgir: 
 Maior concorrência; 
 Produtos similares; 
 Competição por preço e qualidade do produto; 
 Maior dificuldade para manter a vantagem competitiva; 
 Busca da redução de custos nos processos produtivos. 
 
O PAPEL DA INFORMAÇÃO NOS PROCESSOS DE 
PRODUÇÃO 
 
Com o advento de novas tecnologias no ambiente mundial de negócios, 
os processos de produção também foram impactados, empresas também 
tiveram que se adaptar ao novo modelo de gestão. Agora a velocidade da 
informação vinda de todas as partes do mundo faz toda a diferença desde a 
aquisição de peças de fornecedores até a montagem do produto final e à venda 
para o cliente. 
Com o volume de informações na empresa as atividades principais, que 
são atividades básicas, como é o caso dos processos de produção, houve a 
necessidade de serem supridas por outras áreas. As informações devem ser 
direcionadas para áreas que mantêm forte relacionamento com a produção. 
Conforme Batista (2012) as áreas são: 
 Pesquisa e desenvolvimento de produtos; 
 Planejamento estratégico; 
 Compras; 
 Engenharia 
 Manutenção de processos; 
 Controle de qualidade; 
 Planejamento, programação e controle da produção; 
 Recursos humanos e técnicos; 
 Marketing: compras e vendas 
 Logística interna, expedição; 
 Órgãos governamentais 
 
Sendo assim, o papel da informação nos processos de produção se 
tornou uma ferramenta integradora de setores proporcionando um modelo de 
gestão ágil, facilitador e provedor de trocas das informações e experiências 
profissionais no dia a dia nas empresas. A informação cumprindo seu papel 
nos processos de produção, que é a troca de dados, traz para os gestores 
tomadas de decisões mais promissoras, que vão desde a situação financeira 
ao posicionamento no mercado da empresa (BATISTA, 2012). 
 
 
 
 
 
 
 
Com a informação fluindo nos processos produtivos, modelos de gestão, 
como é o caso do JIT - Just in time, houve inúmeros benefícios para as 
empresas. Como informações de vendas não ocorriam em tempo real, 
seguindo modelos antigos de gestão, as empresas mantinham seus estoques 
abastecidos mesmo antes da venda seu produto final. Com o auxílio da 
informação em tempo real, gestores observam as vendas de seus produtos e 
conseguem se organizar com suas compras na medida certa no tempo certo. 
Dessa forma, deixou-se de imobilizar o capital da empresa nos almoxarifados, 
passando a direcioná-lo para outros setores como pesquisa e desenvolvimento 
de produtos ou tecnologia. 
Para os gestores de processos de produção, a informação fez com que 
ferramentas tais como internet, redes sociais, automação, modernos 
equipamentos para transmissão de dados contribuíssem para a melhoria nos 
processos de qualidade, pois demandas inesperadas podem ser supridas a 
qualquer momento, sem prejudicar a qualidade dos produtos. A informação 
promove um fluxo de matéria-prima e produtos agregados gerenciados por 
sistemas modernos de controle da produção, estabelecendo relacionamento 
entre clientes, fornecedores e empresa (BATISTA, 2012). 
 
COMPETITIVIDADE 
 
Competitividade – Definição 
 
É a posição da empresa, no mercado consumidor, relativa a sua concorrência. 
O desempenho da organização do futuro deverá ser medido pela sua 
potencialidade de se manter no mercado, de proteger os investimentos feitos, 
de assegurar dividendos e empregos futuros, mediante a melhoria de produtos 
e serviços prestados. 
 
O ambiente como cenário na projeção de uma estratégia 
 
Para uma economia global, o papel da tecnologia e da informação é 
fundamental na gestão das mudanças. Conseguir se colocar acima das 
turbulências de curto prazo e enxergar as transformações mais amplas e 
consistentes que ocorrem no ambiente é algo essencial aos gestores nos dias 
de hoje. O aumento da concorrência entre as organizações é uma tendência na 
qual se observam: 
 
 Mudanças rápidas nas exigências do consumidor em relação a produtos e 
serviços de qualidade; 
 Demanda crescente do consumidor por produtos e serviços de qualidade; 
 Alteração no poder de compra da população; 
 Escassez de insumos produtivos e recursos críticos; 
 Alterações tecnológicas crescentes; 
 Escassez de determinadas habilidades; 
 Alterações no ritmo e na natureza das mudanças sociais. 
 
As estruturas industriais /operacionais não são estáticas, e as empresas, 
dentro de vários segmentos, defrontam-se com uma incerteza considerável 
quanto às mudanças para o futuro. A incerteza aumentou, nas últimas 
décadas, em decorrência de fatores como os preços flutuantes da matéria-
prima, oscilações nos mercados financeiros e de moeda, desregulamentação, a 
revolução eletrônica e globalização. 
 
Os macrocenários enfatizam fatores macroeconômicos e 
macropolíticos, definem o ambiente empresarial, incluindo coisas como o índice 
de crescimento econômico, inflação, protecionismo, taxas de juros. 
Complementando os macrocenários, têm-se os microcenários, que envolvem 
aspectos mais particulares ao setor, comportamento da concorrência, 
desenvolvimento da tecnologia na área etc. 
O conjunto concreto de cenários é empregado para projetar uma 
estratégia competitiva. O cenário vai minimizar o risco e o custo e maximizar o 
resultado da estratégia, para alcançar uma vantagem competitiva. 
 
 As forçascompetitivas que atuam no mercado 
 
Durante todo ciclo de vida do produto e principalmente a partir da fase de 
concepção do negócio, deve ser considerado o poder das forças competitivas 
que atuam no mercado, que são capazes de definir o destino de qualquer 
negócio. 
Porter (1986) indica uma técnica para análise da indústria e da 
concorrência com base em cinco forças: 
 Ameaça de novos entrantes; 
 Poder de negociação dos fornecedores; 
 Rivalidade entre as empresas existentes; 
 Ameaça de produtos ou serviços substitutos; 
 Poder de negociação dos compradores. 
 
O conhecimento da fonte de cada força, subjacente da pressão 
competitiva, põe em destaque os pontos fortes e os pontos fracos críticos da 
empresa, anima o seu posicionamento em seu setor, esclarece as áreas em 
que mudanças estratégicas podem resultar no retorno máximo e põe em 
destaque as áreas em que as tendências do setor são da maior importância, 
quer como oportunidades, quer como ameaças. Estas cinco forças determinam 
a rentabilidade da indústria porque influenciam os preços, os custos e o 
investimento necessário das empresas e os elementos do retorno sobre o 
investimento. A rentabilidade da indústria é conseqüência da estrutura 
industrial. 
Exemplos de mudanças no cenário que podem promover a necessidade 
de replanejamento: 
 Aquisição ou desenvolvenvolvimento de uma nova tecnologia de 
processos; 
 Nova legislação; 
 Surgimento de concorrente relevante; 
 Liberação de importação de algum produto ou item, antes protegido; 
 Abertura de nova linha de financiamento com juros subsidiados; 
Nova ferramenta gerencial. 
Tipos de planejamento: 
 
I. Planejamento estratégico: são as políticas corporativas, grandes decisões 
como escolha de uma linha de produtos, localização de novas fábricas, são de 
longo prazo e alto de risco e incerteza. 
II. Planejamento Tático; envolve a alocação e utilização de recursos, suas 
decisões estão concentradas a nível gerencial, são de médio prazo e 
moderado grau de risco e incerteza, o planejamento agregado a produção é um 
bom exemplo. 
III. Planejamento operacional: este modelo está focado nas operações 
produtivas como o planejamento e controle da produção, controle de estoques, 
são de curto prazo e pequeno grau de risco e incerteza. 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
BATISTA, Emerson de Oliveira. Sistemas de Informação: o uso consciente da 
tecnologia no gerenciamento. 2. ed. São Paulo: Saraiva: 2012. 
LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price. Sistemas de informações 
gerenciais. 11. ed. São Paulo: Pearson, 2014. 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 6 - INTEGRAÇÃO DA CADEIA PRODUTIVA E 
DOS SISTEMAS - LOCALIZAÇÃO DE INSTALAÇÃO 
 
INTRODUÇÃO 
 
Com a utilização da tecnologia nas empresas, os sistemas de áreas 
específicas não poderiam mais cumprir seu papel de forma isolada. Surgiram 
softwares os quais passaram a integrar sistemas de todas as áreas funcionais 
da empresa e fornecer dados externos e internos para gestores na tomada de 
decisão. Agora os sistemas integrados operam com base de dados, que podem 
ser acessados em qualquer parte do mundo, ou seja, as cadeias produtivas 
das empresas ganham a capacidade de cumprir a demanda sem que seja 
preciso realizar grandes modificações em sua linha de produção. 
 
 
SISTEMAS INTEGRADOS 
 
Em um ambiente globalizado, onde empresas operam conectadas com 
clientes e fornecedores, capazes de reagir mudanças de mercado superando 
aumentos na demanda e ou atraso na entrega de matéria pelos fornecedores, 
requer total conexão interna e externa a partir dos sistemas integrados. Esses 
sistemas estão presentes em todos os setores da empresa conectando vendas, 
compras, suprimentos, produção, logística, recursos humanos, tecnologia da 
informação e finanças contribuindo na gestão empresarial (LAUDON; 
LAUDON, 2014). 
Empresas possuem inúmeros fornecedores, os quais contribuem com 
seus materiais na cadeia de produção, são diversos tipos de matérias-primas, 
materiais agregados para montagem dos produtos, produtos semi-acabados e 
produtos acabados prontos para ser entregues aos clientes. Dessa forma, sem 
a integração de sistemas com a cadeia de produção seria impossível manter a 
ordem de produção diária. O problema é coordenar e controlar as entradas 
desses materiais na cadeia de produção estabelecendo prioridades no 
momento certo e na quantidade certa para que não ocorram gastos 
desnecessários de materiais, acarretando imobilização financeira do fluxo de 
caixa da empresa. 
Muitas empresas apresentam problemas com a cadeia produtiva por não 
conseguirem organizar vendas com suprimentos e distribuição de produtos. 
Assim, o controle é imprescindível para uma boa gestão. Portanto, sistemas 
integrados coordenam ações, conectam a empresa e mantêm os dados 
atualizados para uma boa gestão. Conforme Laudon e Laudon (2014), 
sistemas integrados são capazes de: 
 Operar centenas de dados; 
 Integrar banco de dados; 
 Controlar a produção; 
 Manter atualizações constantes; 
 Fornecer informações para tomada de decisão; 
 Integrar dados de pedidos, etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O funcionamento de um sistema integrado requer informações das 
melhores práticas, ou seja, modelos de resolução de problemas com sucesso 
em gestão empresarial. Um sistema integrado é composto por softwares que 
trabalham em conjunto com funções de um banco de dados central. Cabe 
ressaltar que o sistema deve operar da forma em que a empresa conduz seu 
negócio e, para que a empresa tenha maior benefício, deverá se adaptar ao 
sistema escolhido. Para Laudon e Laudon (2014), os sistemas integrados 
apresentam módulos interligados a um banco de dados como, por exemplo: 
 Finanças e contabilidade: dinheiro em caixa, contas a receber; 
clientes e receitas, livros contábeis, previsão de caixa, impostos 
relatórios; 
 Vendas e marketing: pedidos; previsão de vendas; devoluções e 
preços, cotações, contratos, produtos, faturamento, créditos, 
comissões; 
 Produção: matérias-primas, planejamento da produção, 
expedição, capacidades de produção e compras, fornecedores, 
estoques, controle de qualidade, transporte de materiais, 
equipamentos e manutenção de instalações; 
 Recursos humanos: horas trabalhadas, custos de contratação, 
gestão de pessoas, folha de pagamento, seleção, remuneração e 
despesas com pessoal. 
 
Conforme Laudon e Laudon (2014), existem vários fornecedores de 
sistemas integrados. Entre eles destacam-se: 
 SAP - Sistemas e aplicativos e produtos para processamento de 
dados; 
 Oracle- People Soft: Sistemas para aumento de produtividade e 
desempenho do negócio; 
 SSA Global: Sistemas de planejamento de recursos de 
empresariais. 
 
Uma boa utilização de sistemas integrados é para empresas que estão 
localizadas em diversas regiões e utilizam o sistema integrado para padronizar 
as ações do negócio da empresa. Com ferramentas analíticas, dados são 
capturados pelo sistema e servem para avaliar o desempenho da empresa 
(LAUDON; LAUDON, 2014). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SISTEMAS INTEGRADOS NA CADEIA PRODUTIVA 
 
Os sistemas integrados na cadeia produtiva são essenciais para uma 
boa programação planejamento e controle da produção. O compartilhamento 
de informações no chão de fábrica auxilia a empresa a realizar uma boa gestão 
com maior possibilidade de relacionamento entre clientes, fornecedores, 
compradores, distribuidores, pedidos, níveis de estoques, reposição de 
materiais, mão de obra e insumos de produção, cumprindo, dessa forma, com 
os prazos estabelecidos (LAUDON; LAUDON, 2014). 
Atualmente, empresasreduziram estoques e operam suas cadeias 
produtivas com o mínimo de estoques, utilizando somente o que for necessário 
para a produção de determinado produto. Enquanto o modelo antigo de gestão 
era de abarrotar os estoques, o princípio agora é trabalhar Jit - Just in Time, 
com a mercadoria certa, no momento certo e na quantidade certa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os sistemas integrados na cadeia produtiva estabelecem a sequência 
lógica dos materiais até a finalização do produto final. De acordo com Laudon e 
Laudon (2014), o gerenciamento dos sistemas na cadeia produtiva promove: 
 A quantidade a ser produzida; 
 Custo de estocagem e transporte de materiais; 
 Verificação e acompanhamento de pedidos; 
 Níveis dos materiais disponíveis em estoques; 
 Controle da expedição; 
 Produção baseada na demanda real; 
 Capacidade de modificações nos produtos 
 
São inúmeros os benefícios da utilização de sistema integrados na 
cadeia produtiva. Antes, as empresas somente compartilhavam dados 
referentes a vendas, serviços e marketing, não se importando com a gestão da 
produção. Dados relacionados aos clientes não eram levados em 
consideração, fazendo com que as empresas não tivessem controle de sua 
demanda (LAUDON; LAUDON, 2014). 
A cadeia produtiva pode ser comparada a uma corrente, em que os 
gestores de produção devem fazer de tudo para que essa corrente permaneça 
interligada por sistemas de informação desde a captação da matéria-prima ao 
término do produto acabado. Esse trajeto percorrido pelos materiais na cadeia 
produtiva é acompanhado por uma rede de fornecedores, varejistas, centros de 
distribuição e setores industriais dando apoio e suporte à produção (LAUDON; 
LAUDON, 2014). 
Segundo Laudon e Laudon (2014), o gerenciamento da cadeia produtiva 
tem início desde: 
 Escolha de fornecedores e controle de qualidade de matéria-
prima; 
 Compras de matéria-prima e produtos agregados ao processo 
produtivo. 
 
 Produtos de manutenção de equipamentos utilizados na cadeia 
produtiva; 
 Produtos intermediários dentro do processo produtivo; 
 Produtos acabados, prontos e embalados para o envio ao cliente. 
 
 
 
 
 
Benefícios da utilização de sistema integrado à cadeia produtiva: 
 Controle de qualidade por lote de compra de matéria-prima; 
 Quantidade de matéria-prima utilizada na produção; 
 Controle de produtos agregados na produção; 
 Medições de controle de qualidade durante a manufatura na 
produção; 
 Rastreabilidade de problemas na produção; 
 Melhor controle das paradas para manutenção e trocas de 
ferramentas nos equipamentos; 
 Fornecedores acompanham a utilização de seu material na 
produção; 
 Melhor integração entre fábrica, fornecedor e cliente; 
 Prevenção de falhas no processo produtivo; 
 Maior integração da logística interna. 
 
Cabe ressaltar que incertezas surgem todos os dias nas cadeias 
produtivas, as quais trariam muitos prejuízos para as empresas. O 
gerenciamento do sistema integrado na cadeia produtiva deve estar atualizado 
por informações verídicas que devem ser atualizadas constantemente, 
lembrando que toda e qualquer informação inserida no sistema integrado irá se 
propagar ao longo de toda a cadeia produtiva (LAUDON; LAUDON, 2014). 
 
LOCALIZAÇÃO DE INSTALAÇÃO 
A localização da empresa é um fator muito importante, pois será o local onde a 
empresa irá produzir seus produtos ou prestar serviços. 
De acordo com Correa (2001), cada empresa tem sua particularidade de 
escolher sua localização em relação às suas estratégias de negócio. Algumas 
escolhem se acomodarem pertos dos clientes, outras perto dos fornecedores, 
perto de rodovias, portos, disponibilidade de pessoal com qualificação, 
consumidores em potenciais, fornecedores com qualidade, isenção de taxas, 
serviços de saneamento básico, energia elétrica, escolas técnicas e custo do 
terreno e da construção. 
Cluster como fator competitivo 
 O cluster é um agrupamento natural de empresas similares em determinada 
região com mesmas características econômicas e com objetivo comum de 
competitividade. 
As empresas operando dentro do cluster têm suas vantagens, como por 
exemplo: 
 Instituições de apoio e pesquisa 
 Fornecedores qualificados 
 Cultura local adaptada ao cluster 
 
Condomínio industrial 
 
No condomínio industrial os fornecedores ficam localizados dentro da planta 
industrial, esses fornecedores são escolhidos pela própria indústria para que 
haja uma maior integração na cadeia logística, dessa forma a eficiência 
produtiva é nítida com o recebimento dos pedidos logo após algumas horas de 
serem efetuados. 
 
Consórcio modular 
 
Este conceito é a ampliação do condomínio industrial, só que agora o 
fornecedor é responsável por todas as etapas de montagem de seus itens no 
produto final. Assim a empresa fica responsável pela engenharia, qualidade, 
comercialização e logística do produto. Neste modelo o fornecedor se torna um 
parceiro fundamental para a empresa, com a redução dos custos de 
investimentos. 
 
Cooperativas 
São muito comuns em empresas agrícolas, aves ou leite é uma união de 
diversas propriedades da mesma região geográfica para um objetivo comum, e 
dessa forma as empresas buscam assegurar um maior poder de negociação. 
Ponderação Qualitativa 
Esse é um modelo que busca uma avaliação de fatores qualitativos para sediar 
uma nova instalação de uma empresa, tais como: 
 Mão de obra 
 Clima 
 Restrições ambientais 
 Qualidade de vida 
 Suprimentos de materiais 
 Isenção de impostos 
 Desenvolvimento regional 
 Transportes 
 Hospitais 
 Água, energia elétrica, etc. 
 
Método do Centro da Gravidade 
Neste modelo procura-se avaliar o local de menor custo para a instalação da 
empresa, considerando o fornecimento de matérias-primas e um ponto de 
consumo de produtos acabados. 
Ponto de equilíbrio: Custo x Volume x Lucro 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price. Sistemas de informações 
gerenciais. 11. ed. São Paulo: Pearson, 2014. 
 
 
AULA 7 - CONSEQUÊNCIAS DAS INOVAÇÕES 
TECNOLÓGICAS NOS PROCESSOS DE PRODUÇÃO - CURVA 
DE APRENDIZAGEM 
 
Com as mudanças tecnológicas, os processos de produção também 
tiveram que se adaptar à transição tecnológica, ou seja, houve muitos desafios 
para as empresas, pois se adaptar ao novo modelo da era digital se tornou 
questão de sobrevivência empresarial. Como toda e qualquer mudança traz 
consigo consequências em suas ações, cabe aos gestores transformar essas 
consequências em vantagens competitivas. 
 
TRANSIÇÃO TECNOLÓGICA 
 
A revolução nos métodos dos processos de produção surge a partir do 
conceito de produção em massa, com a preocupação empresarial de produzir 
grandes volumes de produtos com alto grau de padronização. Com o foco no 
produto, a produtividade nas empresas cresce de forma espantosa, 
acompanhada de controle de qualidade, dada a padronização dos produtos. 
De acordo com Martins e Laugeni (2016), a produção em massa se 
caracterizava por: 
 Postos de trabalho; 
 Arranjo físico; 
 Estoques; 
 Controle de qualidade; 
 Fluxograma de processos; 
 Motivação dos funcionários; 
 Sindicatos. 
 
O modelo de produção em massa com suas técnicas de trabalho deixou 
de ser utilizado nas empresas, a partir do surgimento de um novo conceito de 
trabalho com novas técnicas produtivas, denominada produção enxuta. Com 
novas práticas noprocesso de produção também vieram as inovações 
tecnológicas dando suporte a esse novo modelo de trabalho. Esse novo 
modelo agora necessita da integração de todos os setores da empresa. Agora 
as tomadas de decisões passaram a ser baseadas no fluxo das informações 
(MARTINS; LAUGENI, 2016). 
Para se moldarem às novas práticas do novo modelo de produção, as 
empresas tiveram que se estruturar, tanto quanto na informatização de seus 
processos, quanto em relação à necessidade de mão de obra para operarem 
nesse novo modelo produtivo. Daqui em diante as mudanças seriam drásticas, 
pois a tecnologia traria consigo sistemas integrados com auxílio de 
computadores e mão de obra especializada. A mão de obra no chão de fábrica 
daria lugar à robótica comandados por um sistema central de computadores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Seguindo com Martins e Laugeni (2016), seguem alguns conceitos do 
novo modelo de produção: 
 Just in time (JIT): com auxílio de ferramentas tecnológicas esse 
conceito opera a produção utilizando o mínimo possível de 
materiais em estoques e mão de obra, com o foco na reposição 
de materiais, evitando estoques desnecessários; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Engenharia simultânea: ocorre o envolvimento de todas as áreas 
funcionais da empresa para o desenvolvimento do produto, 
inclusive a participação do cliente; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Tecnologia de grupo: é o agrupamento de atividades com o 
mesmo roteiro de fabricação, formando, assim, no chão de 
fábrica, ilhas de conhecimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Consórcio modular: nesse conceito, os fornecedores são 
chamados de parceiros e auxiliam na montagem dos materiais no 
produto da empresa, reduzindo, assim, a probabilidade de 
defeitos de fabricação; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Células de produção: são estações de trabalho no chão de 
fábrica, para transporte e estoques de materiais, para maior 
produtividade. 
 
 
 
 
 
 
 
Também se destacam: a função da qualidade que se encontra presente 
por todo processo de produção; comakership indicando o alto relacionamento 
entre cliente e fornecedor, melhorando contratos de fornecimento; conjunto de 
máquinas interligadas por um controle central de computador e comparações 
de produtos de concorrentes para melhorar seu segmento de produtos 
(MARTINS; LAUGENI, 2016). 
 
CONSEQUÊNCIAS DA TECNOLOGIA NOS PROCESSOS 
DE PRODUÇÃO 
 
Fica evidente que tantas inovações tecnológicas trariam mudanças 
radicais nas empresas, trariam novas oportunidades e desafios. Empresas 
tiveram que se estruturar diante das novas formas de aquisição de seus 
produtos por parte dos consumidores. Com a era da informação digital, clientes 
de qualquer parte do mundo acessam sites de empresas dos mais variados 
tipos de produtos e serviços. Os produtos quebram barreiras geográficas e a 
qualidade agora não é mais um modelo de trabalho e, sim, questão de 
sobrevivência empresarial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A forma dos consumidores realizarem suas compras também mudou. 
Agora existe o comércio eletrônico, mercados digitais e mercadorias digitais. 
Com a utilização da internet, transações comerciais ocorrem via Web. Isso 
significa que os custos para a manutenção de lojas físicas reduziram e milhares 
de novos negócios surgiram, acompanhando a evolução do mercado digital 
(LAUDON; LAUDON, 2014). 
A transformação dos negócios abrange todo e qualquer tipo de produto, 
o varejo on-line cresce a uma velocidade espantosa alcançando níveis de 
lucratividade, o que faz com que empresas tradicionais utilizem o comércio 
eletrônico para se manterem na concorrência do mercado, levando em 
consideração que a entrada no mercado do comércio eletrônico é uma boa 
estratégia para a redução de custos (LAUDON; LAUDON, 2014). 
Com a vinda das inovações tecnológicas, empresas alcançam altos 
índices de produtividade, manutenção de controle de qualidade, redução de 
materiais em estoques, atendimento às demandas de mercado, criação de 
novos produtos, manutenção de empregos, cumprimentos de exigências fiscais 
e trabalhistas, entre outros. Porém, o fato é que a inovação tecnológica trouxe 
consigo algo quase irreversível para sociedade como, por exemplo: 
 Substituição da mão de obra humana por máquinas; 
 Desemprego em grandes centros comerciais; 
 Aumento do grau de endividamento das pessoas; 
 Restrições bancárias; 
 Desigualdade social; 
 Alto grau de conhecimento técnico; 
 Aumento de criminalidade; 
 Êxodo urbano. 
 
Essa nova realidade de negócio, combinada com novas práticas 
empresariais, cada vez mais necessitará das inovações tecnológicas em seus 
processos de produção. Assim, cabe ao ser humano se aperfeiçoar e encarar 
novos desafios. 
 
Curva de Aprendizagem 
 
A Curva de Aprendizagem é um registro gráfico da diminuição de custo a 
medida que os produtores ganham experiência e aumentam o número total de 
itens produzidos ao mesmo tempo, ou seja, é uma expressão correta de como 
os funcionários da linha de produção aprendem a fazerem as tarefas. 
Surgiu em 1936 em construções de aviões diminuindo os custos com o passar 
do tempo, cada vez que o número de repetições é dobrado, cai o tempo de 
execução nas tarefas. 
Aplicações da curva de aprendizagem: 
 Planejamento das necessidades de mão de obra 
 Melhorias com base menos intuitiva 
 Planejamento de custos e negociações 
 
Referências 
 
LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price. Sistemas de informações 
gerenciais. 11. ed. São Paulo: Pearson, 2014. 
MARTINS, Petrônio, G.; LAUGENI, Fernando P. Administração da produção. 
3. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. 
AULA 8 - PPCP - PLANEJAMENTO, PROGRAMAÇÃO 
E CONTROLE DA PRODUÇÃO - TIPOS DE SISTEMAS DE 
PRODUÇÃO 
 
Com a evolução dos sistemas produtivos, a manufatura tem como apoio 
em seus processos diferentes ferramentas de trabalho. O PPCP realiza desde 
o planejamento das compras de materiais até a venda para o consumidor final. 
Formas de trabalho como armazenagem padronização e encomenda de 
produtos fazem parte das decisões a serem tomadas pelo PPCP. Num 
ambiente altamente competitivo, o PPCP concentra seus conceitos no chão de 
fábrica para que as empresas produzam ao máximo de sua capacidade. 
 
 MANUFATURA DE PRODUÇÃO 
 
A forma com que uma empresa planeja trabalhar sua produção está 
relacionada a estratégias, compostas por decisões com o objetivo de atingir 
modelos de competitividade. A partir da introdução das técnicas japonesas em 
modelos de produção utilizando o computador para simulações e para apoio a 
tomada de decisões, novos critérios competitivos surgiram no mundo. De 
acordo com Corrêa, Gianese e Caon (2015), os sistemas de produção têm 
como base: 
 O que vai produzir 
 Quanto vai produzir 
 Quando vai produzir 
 Quais serão os recursos para produzir. 
 
Diversas técnicas surgiram para dar apoio aos sistemas de produção 
como, por exemplo: MRP II, ERP com ênfase na necessidade dos recursos que 
serão utilizados na produção. Com novos modelos de apoio à produção, o 
controle de estoques passa ser o fator principal para que a produção opere 
sem gerar estoques desnecessários. O sistema Just in Time é a nova forma de 
trabalho. O objetivo do JIT é fazer com que a produção trabalhe somente com 
o mínimo de material, na hora certa e na quantidade certa. 
Com ênfase na redução de estoques, as empresas buscam criar 
desempenhos competitivosem busca de lucros. Dessa forma, empresas 
estabelecem estratégias para uma boa gestão da produção. Conforme Corrêa, 
Gianese e Caon (2015), estratégias de chão de fábrica devem estar alinhadas 
com a logística dos materiais, como: 
 Planejar capacidade de produção; 
 Planejar as compras; 
 Planejar adequação dos níveis de estoques; 
 Obter e divulgar informações sobre recursos; 
 Reduzir prazos de entregas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A estrutura da manufatura está relacionada a algumas áreas de 
decisões, conforme Martins e Laugeni (2016): 
 A capacidade produtiva para o PPCP é uma estratégia a longo 
prazo, pois depende da redução ou aumento das demandas a 
serem atendidas; 
 Instalações do chão de fábrica com foco na manutenção, layout, 
tamanho e localização da fábrica; 
 Tecnologia aliada com o grau de automação, dando suporte aos 
equipamentos na produção. 
Segundo Martins e Laugeni (2016), a manufatura também conta com o 
apoio de decisões de infraestrutura para cumprir seu papel. São decisões 
gerenciais para o desenvolvimento do PPCP. São elas: 
 PPCP: gestão de demanda, capacidades, controle de estoques 
nos processos; 
 Fluxo de materiais: logística interna e externa; 
 Fornecedores: relacionamento com clientes; 
 Qualidade: melhoria contínua; 
 Organização: comunicação; 
 Mão de obra: treinamento e remuneração. 
 
SISTEMA PPCP 
As decisões da manufatura partem do sistema do PPCP, que tem por 
objetivo contribuir para o controle de todos os recursos que serão utilizados 
para a manufatura de bens e serviços (MARTINS e LAUGENI, 2016). 
Os recursos utilizados na produção englobam os materiais básicos como 
matéria-prima, materiais agregados durante o processo produtivo, informações 
de vendas, recursos humanos, mix de produtos a ser fabricados, processos de 
produção a ser utilizados e capacidades de máquinas e mão de obra no chão 
de fábrica (MARTINS e LAUGENI, 2016). 
Programar estrategicamente o sistema PPCP é utilizar ao máximo as 
instalações na manufatura da produção, minimizando as paradas para realizar 
a trocas e manutenção de ferramentas (setup). Para Martins e Laugeni (2015), 
os tipos de programação da produção são: 
 Processos: produção contínua, sequência de produtos como, por 
exemplo; fabricação de papel; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Job-shop: mix de produtos atende a prioridades como, por 
exemplo, pintura industrial; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Projetos: atividades longas, várias atividades como, por exemplo, 
construção de navios; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Linha de montagem: tempo nas operações, postos de trabalho 
como, por exemplo, produção de automóveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AS DECISÕES DO PPCP 
 
O sistema de PPCP apresenta decisões básicas de controle e 
planejamento, quais operações farão parte do sistema de PPCP, a manufatura 
e seu ambiente, questões do dia a dia a ser respondidas e o futuro de como 
será o planejamento das ações da produção. O processo de decisão também 
está relacionado à estrutura, fatores, técnicas e às abordagens a ser utilizadas 
no PPCP (MARTINS e LAUGENI, 2016). 
 
AMBIENTES DE MANUFATURA 
 
Ambientes da manufatura são modelos de como planejar e controlar o 
sistema de produção. Esses modelos podem atender à fabricação e 
montagem, sendo para encomenda ou estoque (MARTINS e LAUGENI, 2016). 
Conforme Martins e Laugeni (2016), os ambientes podem ser: 
 MTS - make to stock (fabricação para estoque): são 
manufaturados, obedecendo à padronização de produtos, seguido 
de suas vendas com rápida entrega ao cliente, porém, gera 
estoques para a empresa; 
 MTO - make to order (fabricação por projeto): prazos longos de 
entrega; a produção obedece aos projetos dos clientes; 
 ATO - assemble to order (montagem sob encomenda): empresa 
fabrica as peças, mas o produto final obedece ao cliente; 
 ETO - engineering to order (engenharia sob encomenda): nessa 
etapa o cliente participa da produção das peças e do produto 
final. 
Os ambientes de manufatura estão presentes no chão de fábrica para 
dar suporte ao PPCP. Dessa forma, cabe os gestores decidirem por modelos 
competitivos que farão com que as empresas alcancem seus objetivos 
organizacionais. 
 
TIPOS DE SISTEMAS DE PRODUÇÃO 
 
 
Classificação Tradicional 
 
A classificação dos sistemas de produção, principalmente em função do 
fluxo do produto, reveste-se de grande utilidade na classificação de uma 
grande variedade de técnicas de planejamento e gestão da produção. 
Tradicionalmente, os sistemas de produção são agrupados em três grandes 
categorias: 
 
a) Sistemas de produção contínua ou de fluxo em linha; 
b) Sistemas de produção por lotes ou por encomenda (fluxo 
intermitente); 
c) Sistemas de produção de grandes projetos sem repetição. 
 
 
Sistemas de Produção Contínua (fluxo em linha) 
 
Os sistemas de produção contínua ou fluxo em linha apresentam uma 
seqüência linear para se fazer o produto ou serviço. Os produtos são bastante 
padronizados e fluem de um posto de trabalho para outro numa seqüência 
prevista. Às vezes, os sistemas de fluxo em linha aparecem subdivididos em 
dois tipos: 
 A produção em massa, para linhas de montagem de 
produtos os mais variados possíveis e 
 Produção contínua propriamente dita, nome reservado 
nessa classificação para as chamadas indústrias de 
processo, como química, papel, aço, etc. Esses processos 
contínuos tendem a ser altamente automatizados e a 
produzir produtos com elevado grau de padronização, 
sendo qualquer diferenciação pouca ou nada permitida. 
 
De uma forma geral, os sistemas de fluxo em linha são também 
caracterizados por uma alta eficiência e acentuada inflexibilidade. Grandes 
volumes de produção devem ser mantidos para se recuperar o custo de 
equipamentos especializados, o que requer um conjunto padrão de produtos 
estabilizados ao longo do tempo. 
A produção em massa, nas chamadas linhas de montagem, é 
caracterizada pela fabricação, em larga escala, de poucos produtos com grau 
de diferenciação relativamente pequeno: automóveis, geladeiras, fogões, 
aparelhos de ar condicionado, etc. 
Finalmente, alguns fatores devem ser cuidadosamente pesados antes 
da adoção de um sistema de fluxo em linha. Além da competição, pode-se citar 
o risco de obsolescência do produto, a monotonia dos trabalhos para os 
empregados e os riscos de mudança tecnológica no processo (que custa a se 
pagar). 
 
 
Sistemas de Produção Intermitente (fluxo intermitente) 
 
Nesse caso, a produção é feita em lotes. Ao término da fabricação do 
lote de um produto, outros produtos tomam o seu lugar nas máquinas. O 
produto original só voltará a ser feito depois de algum tempo, caracterizando-se 
assim uma produção intermitente de cada um dos produtos. Quando os 
clientes apresentam seus próprios projetos de produto, devendo a empresa 
fabricá-lo segundo essas especificações, temos a chamada produção 
intermitente por encomenda. 
No sistema de produção intermitente, os equipamentos e as habilidades 
dos trabalhadores são agrupados em conjunto, definindo um tipo de arranjo 
físico conhecido como funcional ou por processo. O produto flui, de forma 
irregular, de um centro de trabalho a outro. O equipamento é do tipo genérico, 
ou seja, equipamentos que permitem adaptações dependendo das particulares 
características das operações que estejam realizando no produto. A própria 
adaptabilidade do equipamento exige uma mão-de-obra mais especializada, 
devido às constantesmudanças em calibragens, ferramentas e acessórios. 
 
 
Embora esses equipamentos permitam uma grande facilidade para 
mudança no produto ou no volume de produção, o tempo que se perde nos 
constantes rearranjos de máquina leva a uma relativa ineficiência. 
Em suma, o que o sistema de produção intermitente ganha em 
flexibilidade diante da produção contínua, ele perde em volume de produção. 
Justifica-se, portanto a adoção de um sistema intermitente quando o volume de 
produção for relativamente baixo. 
 
Sistema de Produção para Grandes Projetos 
 
O sistema de produção para grandes projetos diferencia-se bastante dos 
tipos anteriores. Na verdade, cada projeto é um produto único, não havendo, 
rigorosamente falando, um fluxo do produto. Nesse caso tem-se uma 
seqüência de tarefas ao longo do tempo, geralmente de grande duração, com 
pouca ou nenhuma repetição das atividades. Uma das características 
marcantes dos projetos é o seu alto custo e a dificuldade gerencial no 
planejamento e controle. Exemplos de projetos incluem a produção de navios, 
aviões, edifícios, grandes estruturas, etc. 
 
Referências 
 
CORRÊA, Henrique L; GIANESI, Irineu G. N; CAON, Mauro. Planejamento 
programação e controle da produção. MRPII / ERP: conceito, uso e 
implantação. 5 ed. São Paulo, 2015 
 
MARTINS, Petrônio, G.; LAUGENI, Fernando P. Administração da produção. 
3. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. 
AULA 9 - SISTEMAS DE GESTÃO DA PRODUÇÃO - 
CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA - NECESSIDADE DE 
EQUIPAMENTOS E MÃO DE OBRA 
 
Os sistemas de gestão da produção passaram por várias 
transformações, desde fábricas com a utilização de mão de obra exclusiva dos 
artesãos, até o momento em que a revolução industrial substituiu a força 
humana pela máquina no chão de fábrica. Com o passar do tempo, novos 
conceitos foram inseridos na gestão da produção. Com o auxílio da tecnologia, 
empresas se tornaram competitivas no mercado globalizado. 
 
CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA DA GESTÃO DA 
PRODUÇÃO 
 
A produção de bens e serviços é uma atividade muito antiga, e ocorre 
desde quando o homem fabricava seus próprios utensílios domésticos para 
sobrevivência. A produção se tornou organizada com a mão de obra dos 
artesãos, os quais possuíam habilidades para produzir um bem e começavam 
a trabalhar em uma produção organizada para atender seus pedidos 
(MARTINS e LAUGENI, 2016). 
O mundo caminhava para novos rumos. A produção de bens não ficaria 
nas mãos dos artesãos, e a mão de obra possuía suas restrições na 
capacidade produtiva. A partir de 1764, com a invenção da máquina a vapor 
por James Watt, a produção artesanal começou a perder espaço para as 
máquinas, que tinham como objetivos substituir a força humana de trabalho 
(MARTINS e LAUGENI, 2016). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Com a descoberta da máquina a vapor, a produção pelos artesãos se 
rendeu à revolução industrial. Grupos de artesãos passaram a se agrupar em 
suas oficinas de trabalho, dando origem às primeiras fábricas. Essas fábricas 
mudariam o cenário do chão de fábrica, pois a forma de trabalhar a produção 
começou a ser modificada, e o sistema de produção já apontava mudanças tais 
como: 
 Produtos padronizados; 
 Novos processos de fabricação; 
 Treinamento da mão de obra; 
 Criação da gerência, supervisores e chefia; 
 Controles contábeis, financeiros e da produção; 
 Métodos de venda. 
 
NOVOS CONCEITOS APLICADOS NA PRODUÇÃO 
 
As mudanças caminhavam com as novas técnicas de produção. A 
função de projetar um produto surge com Eli Whitney, em 1790, quando notou 
que padronizar peça para fabricação de armamento para o exército traria para 
sua empresa uma vantagem competitiva. Conforme Martins e Laugeni (2016), 
essa vantagem competitiva abrange: 
 Desenhos de novos produtos; 
 Cálculos de croqui de peças; 
 Novos processos no chão de fábrica; 
 Projetos inovadores; 
 Planejamento de instalações; 
 Desenvolvimento de máquinas e equipamentos. 
 
As empresas trabalham seus processos de produção na busca de novos 
métodos de processos produtivos. Surge nos Estados Unidos o pai da 
Administração Científica - Frederick W. Taylor, no fim do século XIX. Seu 
objetivo era fazer com que a produção seja mais produtiva, porém, reduzindo-
se os custos. Segundo Martins e Laugeni (2016), assim Taylor introduziu nas 
fábricas o conceito de produtividade: 
 
Produtividade = medida de output / medida de input 
 
 Output: é dado por medidas quantitativas, como receitas de 
vendas, quantidade de peças fabricadas, volume produzido, 
quantidade de serviços prestados; 
 Input: também por medidas quantitativas de matéria-prima, mão 
de obra, energia, máquinas, instalações, capital, etc. 
Seguindo os preceitos de Taylor, por volta de 1910, Henry Ford 
revolucionou a produção de chão de fábrica com a criação da linha de 
montagem seriada, dando origem à produção em massa, com produtos 
padronizados e grande volume de produção (MARTINS e LAUGENI, 2016). 
A engenharia industrial se instalou nas empresas em busca da melhoria 
contínua, com o auxílio de controles estatístico de processos, qualidade na 
cadeia produtiva, linha de montagem para mix de produtos, almoxarifados 
intermediários, postos de trabalho no chão de fábrica, capacidades e 
balanceamento da linha de produção, prevenção de quebras de máquinas, 
motivação da mão de obra e sindicatos, segundo (MARTINS e LAUGENI, 
2016). 
Cabe ressaltar que a produção em massa mantém a fantástica 
capacidade de produção devido à padronização dos produtos e o controle de 
qualidade no chão de fábrica. O modelo de produção em massa predomina nas 
fábricas até por volta de 1960, quando o mundo se depara com novas técnicas 
de gestão da produção, como o novo modelo japonês chamado de produção 
enxuta, segundo (MARTINS e LAUGENI, 2016). 
 
GESTÃO DA PRODUÇÃO NA FÁBRICA DO FUTURO 
 
Houve um tempo em que grandes fábricas dominavam o setor industrial, 
e a transformação de matérias-primas em produtos era a maior participação na 
produção de um país. Os modelos com novas técnicas de trabalho no chão de 
fábrica estavam relacionados à Gestão da Produção. Porém, conceitos mudam 
e, atualmente, temos uma ampliação na gestão de produção, que se tratava 
somente do chão de fábrica, para Gestão da produção e operações dado o 
volume de empresas de serviços existentes. Sendo assim, as operações estão 
relacionadas aos serviços prestados pelas empresas, segundo (MARTINS e 
LAUGENI, 2016). 
Com a globalização dos mercados consumidores e o volume de 
produtos fabricados, cada vez mais empresas necessitam de serviços para que 
façam com que a mercadoria comprada pelo consumidor chegue até ele. O 
simples fato de entregar o produto se tornou crucial para os negócios. A 
agilidade nas entregas, com técnicas de distribuição pelo transporte fez com 
que a logística empresarial se tornasse fundamental nas operações de serviços 
(MARTINS; LAUGENI, 2016). 
 
 
 
 
 
 
 
O modelo tradicional das fábricas sofreu mudanças, pois a modernidade 
traz para o chão de fábrica novas técnicas de trabalho, com o auxílio da 
automação. A tecnologia trouxe consigo softwares, robôs, computadores 
capazes de realizar a gestão da produção, sem a ajuda do homem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conforme Martins e Laugeni (2016), o chão de fábrica opera com 
modernas ferramentas na gestão da produção nas fábricas do futuro, como: 
 CAD: atua no projeto do produto; 
 CAM: controle de máquinas e equipamentos; 
 CIM: manufatura integrada por computador; 
 MRPII:cálculos das necessidades de materiais; 
 ERP: informações integradas para o gerenciamento da empresa; 
 EDI: troca de dados em rede. 
 
As fábricas do futuro também se caracterizam pela alta produtividade, 
conhecimento técnico do trabalhador e redução de atividades que não agregam 
valor às operações do produto. Para Martins e Laugeni (2016), também se 
destacam: 
 Produção organizada com prevenção de falhas, baixos níveis de 
estoques, fábricas limpas, funcionário multifuncional; 
 Engenharia simultânea para projetos de produtos; 
 Layout por célula de produção devido à automação e redução de 
áreas para estoques; 
 Comunicação visual com informações sobre a produção em 
quadros por toda fábrica para análise dos colaboradores; 
 Posto de trabalho baseado no conforto e bem estar do 
colaborador; 
 Meio ambiente inserido no processo de produção com a 
preocupação de utilizar materiais descartáveis; 
 Gestão do conhecimento descentralizado e compartilhado a todos 
colaboradores. 
 
 
Planejamento da Necessidade de Equipamentos 
 
 
Moreira (2009) afirma que a estimativa inicial da capacidade leva à 
especificações mais detalhadas de espaço, equipamentos e mão-de-obra. O 
espaço deve ser provido para acomodar as máquinas, permitir a movimentação 
dos equipamentos de manuseio e transporte de materiais, acomodarem os 
estoques (de produtos, materiais diversos, matérias-primas e material em 
processamento), para os pátios de carga e descarga, para instalações de 
utilidade, como restaurantes e lanchonetes, área de lazer, escritórios etc. 
 
Cálculo da necessidade de equipamento 
 
Para estimar os equipamentos necessários é preciso que se analise cada item que 
vai ser produzido e as operações envolvidas, ou seja: 
 
 Estima-se o tempo de processamento “t” (em minutos) para cada 
operação; 
 Estima-se a eficiência “e” da operação (fração do tempo útil que o 
equipamento está operando), tendo em vista que os equipamentos 
não operam todo tempo, pois ficam parados para manutenção e 
provisões para falhas, preparação para operar; 
 Para o processamento de um produto a operação é repetida “N” 
vezes por dia, sendo que para tanto o equipamento estará disponível 
“T” horas (jornada de trabalho); 
 
Para calcular o número “n” de equipamentos necessários utilizamos a fórmula: 
e T 60
N t 
n 



 Onde: t = tempo em minutos para cada operação; 
N = número de operações; 
T = horas de trabalho do equipamento; 
e = eficiência. 
Ainda pode-se calcular a ociosidade das máquinas utilizando a fórmula: 
 
100)
oarredondad n
real n
(–1 Ociosidade 



 
 
 
Planejamento da Necessidade Mão de Obra 
 
 
Cálculo da necessidade de mão-de-obra 
Moreira (2009) afirma que como as atividades de serviços são normalmente 
intensivas no uso da mão-de-obra, o planejamento de pessoal acaba sendo um 
dos principais aspectos do planejamento da capacidade. 
Vejamos, por exemplo, o planejamento de mão-de-obra para postos de 
atendimento ao público que possui várias atividades. Considerando todas as 
atividades, e cada uma das quais pode ser feita por qualquer atendente, o 
número total de “n” atendentes será obtido através da seguinte fórmula: 
e T 60
N t 
n 



 Onde: t = soma do tempo em minutos de todas as 
atividades; 
 N = número de operações; 
 T = jornada diária de trabalho em horas; 
e = eficiência. média do pessoal (fração do tempo útil dedicada à 
atividade); 
Se cada atividade requerer seu próprio atendente, deve-se fazer o cálculo 
individualmente para cada uma das atividades. 
Caso existam múltiplos produtos ou serviços, um tempo adicional é necessário 
para mudar de um produto ou serviço para o próximo. Esse tempo adicional é 
conhecido como setup ou tempo de preparação. O tempo de setup é o tempo 
gasto na nova preparação do equipamento até o instante em que a produção é 
liberada. Inclui-se neste tempo o que se costuma chamar try-out, que é a 
produção das primeiras peças para verificar se o equipamento pode ser 
liberado para a produção normal. No caso de múltiplos produtos ou serviços 
também será necessário conhecer o número mínimo de unidades produzidas 
em cada lote. 
 
Referências 
 
CORRÊA, Henrique L; GIANESI, Irineu G. N; CAON, Mauro. Planejamento 
programação e controle da produção. MRPII / ERP: conceito, uso e 
implantação. 5 ed. São Paulo, 2015 
 
MARTINS, Petrônio, G.; LAUGENI, Fernando P. Administração da produção. 
3. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 10 - SISTEMAS DE PLANEJAMENTO E 
CONTROLE MRP I - (Material Requiriment Planning) 
 
INTRODUÇÃO 
 
Com o avanço dos sistemas de produção, novos modelos são utilizados 
para o controle das atividades do chão de fábrica. Com o auxílio de modernos 
computadores, o sistema MRP tem como objetivo controlar as necessidades de 
compras de materiais utilizados nas montagens dos produtos finais. Esta 
técnica merece grande destaque na manufatura de produção, contribuindo com 
gestores na redução de custos dos insumos produtivos. 
 
O SISTEMA MRPI - PLANEJAMENTO DAS 
NECESSIDADES DE MATERIAIS 
 
O sistema MRP, conhecido como planejamento das necessidades de 
materiais, teve seu início em 1959, na Companhia Americana Bosch, elaborado 
para as necessidades de materiais em lotes de produtos. A partir dessa época, 
as empresas desenvolviam seus planos de produção baseados nos pedidos 
dos clientes. Com o grande volume de pedidos, as empresas se depararam 
com o problema de não conseguirem cumprir com as ordens de produção 
devido à falta de previsão das necessidades dos materiais atenderem ao 
sistema de produção. 
As empresas buscam, então, elaborar uma forma de previsão dos 
materiais para linha de produção com o objetivo de atender à demanda. Com 
essa preocupação de atender aos clientes, elas começam a produzir estoques 
em suas plantas industriais, passando a possuir vários almoxarifados, porém, 
gerando custos de estoques. 
 
 
 
 
Com a evolução dos sistemas de produção e o novo modelo de 
produção enxuta, a preocupação das empresas agora é controlar as 
quantidades de materiais no chão de fábrica. Dessa forma, o MRPI, com auxílio 
de computador, tem por objetivo realizar o controle dos estoques durante o 
processo produtivo, evitando, assim, gastos desnecessários com materiais, ou 
também, realizar os cálculos necessários das necessidades de recursos na 
manufatura dos materiais para entrega dos pedidos (CORRÊA; GIANESE; 
CAON, 2015). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conforme Martins e Laugeni (2016), “MRPI é uma técnica para converter 
a previsão de demanda de um item de demanda independente em uma 
programação das necessidades das partes componentes do item”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como o MRPI atua com uma técnica de programação da produção, é 
também considerado uma ferramenta de controle de itens de estoques. De 
acordo com Corrêa, Gianese e Caon (2015), os itens podem ser: 
 Demanda independente: quando esses itens dependem 
exclusivamente das forças do mercado, como preço, 
concorrência, qualidade, clientes, ou seja, essa demanda 
independe do comando da empresa; 
 Demanda dependente: é quando um item depende 
exclusivamente de outro item. 
 
A partir do momento em que é determinada a quantidade de produto 
final, o sistema MRPI auxilia na previsão de quando e quantas quantidades 
serão necessárias para atender à demanda na fabricação desses itens.A partir dos cálculos das necessidades de materiais, podemos 
determinar a quantidade de material a ser comprada e, para o MRP, é 
importante saber: quais serão os itens necessários para cumprir a demanda, 
qual a quantidade desses itens e qual o momento em que esses itens serão 
necessários. Porém, essas perguntas podem ser respondidas pelo PMP: plano 
mestre de produção, determinando quais produtos serão produzidos, lista de 
materiais que fornece a quantidade necessária para cada produto e relatórios 
para controle de estoques, com a quantidade dos itens em produtos finais ou 
em estoques (MARTINS e LAUGENI, 2016). 
 
ÁRVORE DE PRODUTO OU ESTRUTURA DO PRODUTO 
A árvore do produto ou estrutura do produto representa a lógica do MRPI 
com demandas independentes e demandas dependentes. A figura a seguir 
representa a estrutura de um carrinho de mão, sendo que o nível zero 
representa a demanda independente, ou seja, essa quantidade é dada pelas 
forças do mercado. Já os níveis 1, 2 e 3 são itens de demandas dependentes, 
ou seja, o nível 1 depende do nível zero, o nível 2 depende do nível 1, e o nível 
3 depende do nível 2. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VANTAGENS DO MRPI 
 
Conforme Martins e Laugeni (2016) a utilização do sistema MRPI pelas 
as empresas trazem consigo benefícios, podendo destacar: 
 Ferramenta de planejamento: fornece maior controle dos 
estoques e necessidades de compras, redução e aumento do 
quadro de funcionários, investimentos futuros e aquisição de 
maquinários; 
 Simular cenários: facilita estudar vários cenários para tomada de 
decisões; 
 Custos: maior controle dos custos relacionados aos insumos 
utilizados no chão de fábrica; 
 Eliminação de controles diversos: com a utilização do MRPI, 
outros controles utilizados na empresa não serão levados em 
consideração. 
 
 
Observações do MRP: 
 
 O MRPI atua com uma técnica de programação da produção, é 
também considerada uma ferramenta de controle de itens de 
estoques. 
 
 II - O sistema MRPI auxilia na previsão de quando e quantas 
quantidades serão necessárias para atender à demanda na 
fabricação desses itens. 
 
 III - Demanda independente é quando esses itens dependem 
exclusivamente das forças do mercado, como preço, 
concorrência, qualidade, clientes. 
 
 IV - Demanda dependente: é quando um item depende 
exclusivamente de outro item. 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
CORRÊA, Henrique L; GIANESI, Irineu G. N; CAON, Mauro. Planejamento 
programação e controle da produção. MRPII / ERP: conceito, uso e 
implantação. 5 ed. São Paulo, 2015 
 
MARTINS, Petrônio, G.; LAUGENI, Fernando P. Administração da produção. 
3. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 11 - SISTEMAS DE PLANEJAMENTO E 
CONTROLE MRP II - (Material Requiriment Planning) 
 
INTRODUÇÃO 
 
A evolução do sistema MRPI para MRPII não é só uma questão de 
nomenclatura e, sim, de inserção de outros recursos no sistema para o 
gerenciamento do sistema produtivo. É um sistema integrador com a 
operacionalização baseada em fluxo de informações e retroalimentação de 
dados constantes do sistema produtivo, que vai desde a compra de materiais, 
mão de obra, máquinas a equipamentos no chão de fábrica. 
 
A TRANSIÇÃO DE MRPI PARA MRPII 
 
Na década de 60, as empresas de manufatura utilizavam em seus 
processos de produção o MRP, para auxiliar na tomada de decisão na 
produção de produtos. Seu objetivo era a eliminação de estoques com ênfase 
nas necessidades de materiais no momento certo. Com a utilização da técnica 
de cálculos das necessidades de materiais, estudiosos da época perceberam 
que esse modelo de controle da produção também poderia ser utilizado para 
outros recursos dentro da empresa, como instalações, mão de obra e 
equipamentos (SLACK et al, 2015). 
Com maior abrangência de operação do que o MRPI, o MRPII se 
estende para outros recursos, porém, a lógica dos cálculos das necessidades 
permanecia a mesma. Slack et al (2015) definem MRPII como um plano 
integrador de: 
 Manufatura; 
 Marketing; 
 Finanças; 
 Engenharia. 
 
Considerado uma evolução do MRPI, o MRPII, é um sistema integrado 
com uma base de informações que pode ser utilizada por toda empresa para 
auxiliar gestores para tomada de decisão (SLACK et al, 2015). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Com a evolução do MRPI, são várias as definições e aplicações do 
MRPII como, por exemplo: 
Na verdade, o MRPII é mais do que apenas o MRP com 
cálculo de capacidade, há uma lógica estruturada de planejamento 
implícita no uso do MRPII, que prevê uma sequência hierárquica de 
cálculos, verificações e decisões, visando chegar a um plano de 
produção que seja viável, tanto em termos de disponibilidade de 
materiais como de capacidade produtiva (CORRÊA et al, 2015, 
p.139). 
 
Assim, com a integração de outras áreas, a partir dos cálculos das 
necessidades de materiais para manufatura de produtos acabados, pode-se 
também verificar a necessidade como, por exemplo: mão de obra, novos turnos 
de trabalho, horas extras e até mesmo programar devido às restrições do chão 
de fábrica novas ordens de lotes de produtos (CORRÊA; GIANESE; CAON, 
2015). 
Ainda com os autores, cabe ressaltar que, se surgirem muitos problemas 
durante a execução do plano de produção, o melhor que se tem a fazer é 
reiniciar todo o processo produtivo com as devidas correções, para não tornar 
um processo lento, o que afetaria as previsões de demanda e atrasos nas 
entregas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OPERACIONALIZAÇÃO DOS MÓDULOS DO MRPII 
 
Com base nas decisões por hierarquia nos processos produtivos, o 
MRPII é composto por módulos disponibilizados para as empresas em pacotes 
para computador, que se aplicam em diferentes funções, porém, com 
relacionamento entre elas. Segundo Corrêa, Gianese e Caon (2015), 
destacam-se os módulos do MRPII: 
 Cadastro para base de dados: as informações são cadastradas 
de modo a integrar toda empresa: os cadastros referentes ao item 
fabricado, estrutura do produto, locais de armazenagem, locais de 
produção, roteiros de fabricação e datas durante o ano; 
 MRP: para cálculo das necessidades de materiais; 
 CRP - capacity requirementes planning (planejamento de 
requisitos de capacidade: para cálculos das necessidades das 
capacidades ou ociosidades; 
 MPS - master production schedule (plano mestre de produção): 
para auxiliar nas decisões das quantidades a ser fabricadas; 
 RCCP - rough cut capacityplanning (planejamento grosseiro da 
capacidade de produção): responsável por elaborar o plano de 
produção dos produtos acabados; 
 Demanda: controle da demanda em relação às forças de mercado 
como marketing, preço, vendas, promoções, etc. 
 SFC - shop floor control (controle do chão de fábrica): sistema 
para controle das ordens de produção do chão de fábrica; 
 S&OP - Sales and operations planning (planejamento de vendas e 
operações): é talvez o módulo mais importante, porém, é menos 
utilizado, justamente por apresentar decisões a longo prazo para 
o negócio. 
 
ESTRUTURA DO MRPII 
Segundo Corrêa, Gianese e Caon (2015), o MRPII é caracterizado em 
sua estrutura por três dimensões, relacionados ao fluxo de informações e 
decisões: 
 Comando: responsável por dar direção empresarial para a 
atuação no mercado, ou seja, a competitividade. Módulos S&OP, 
Demanda, MPS e RCCP; 
 Motor: módulos MRPI, RCCP decisões de nível mais baixo como 
compras, quantidadede produção, capacidades; 
 Rodas: compras e SFC: dar apoio às decisões do cumprimento 
do planejamento. 
 
VANTAGENS DO MRPII 
 
Como vantagem da utilização do MRPII, tem-se (CORRÊA; GIANESE; 
CAON, 2015): 
 Que é um sistema dinâmico, que tem a capacidade de reagir 
muito bem em relação às mudanças de mercado, ainda mais nos 
dias de hoje, com a concorrência acirrada em um mercado de 
negócios altamente competitivo, 
 
 A estrutura do produto também tem como vantagem obter 
informações sobre os componentes de produção. 
 
 Sistema integrado de informações a ser utilizado por vários 
usuários. 
 
LIMITAÇÕES DO MRPII 
 
Para Corrêa, Gianese e Caon (2015), por um lado, o sistema MRPII 
auxilia e muito os gestores na tomada de decisões e, por outro lado, possui 
algumas limitações para sua utilização, tais como: 
 Programa de computador caro; 
 Alto grau de complexidade; 
 Demanda esforços do pessoal envolvido; 
 Alto investimento em computadores; 
 Inserção correta de dados no sistema; 
 Centraliza as tomadas de decisões. 
 
APLICAÇÃO DO MRPII 
 
Para que ocorra êxito por parte das empresas na implantação do MRPII, 
cabe ressaltar que algumas condições são de extrema importância, pois, da 
mesma forma em que há casos de sucesso, também há casos de insucessos. 
Conforme Corrêa, Gianese e Caon (2015), deve-se considerar alguns aspectos 
em sua implantação: 
 
 Treinamento do pessoal; 
 Utilização de software e hardware compatíveis; 
 Envolvimento da alta direção; 
 Acompanhamento da implantação do sistema; 
 Inserção e atualização de informações na base de dados. 
 
REFERÊNCIAS 
 
CORRÊA, Henrique L; GIANESI, Irineu G. N; CAON, Mauro. Planejamento 
programação e controle da produção. MRPII / ERP: conceito, uso e 
implantação. 5 ed. São Paulo, 2015 
 
SLACK, Nigel; BRANDON-JONES, Alistair; JHONSTON, Robert. 
Administração da produção. 4. ed. São Paulo: Atlas, 201 
AULA 12 - SISTEMAS DE PLANEJAMENTO E 
CONTROLE OPT - OPTIMIZED PRODUCTION TECNOLOGY 
 
INTRODUÇÃO 
 
O sistema OPT tem como função na empresa, trabalhar os fluxos de 
materiais para que a produção trabalhe num ritmo de modo a atender à 
demanda. Para que esse processo tenha sucesso, é necessário o 
conhecimento dos gargalos e das restrições do sistema. Sem dúvida, é um 
apoio para o sistema produtivo. Contudo, apenas se for aceito por todos os 
níveis da empresa. 
 
O SISTEMA OPT (Tecnologia de produção otimizada) 
O sistema OPT é uma ferramenta auxiliada por computadores 
empregada nos processos produtivos. O foco dessa técnica são os sistemas 
mais carregados no chão de fábrica, ou seja, os gargalos (SLACK et al, 2015). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No sistema produtivo, caso algum componente for produzido em maior 
volume que do gargalo, certamente não será utilizado, o que trará para a 
empresa gastos desnecessários de produção, já que o volume produzido pelo 
gargalo representa a capacidade produtiva da produção. 
Com foco na lucratividade da empresa, é necessário que a produção 
aumente sua capacidade em prover produtos, reduzindo estoques e despesas 
provenientes de operações (CORRÊA; GIANESE; CAON, 2015). 
Segundo Slack et al (2015),com o objetivo de trabalhar seus conceitos 
nos gargalos, o OPT apresenta determinados princípios: 
 Balancear o fluxo de materiais, para que não haja necessidade de 
resolver problemas de capacidade; 
 O gargalo deve ser trabalhado referente a sua restrição de 
produção e não pelas capacidades; 
 Utilizar um recurso é por em prática seu trabalho; ativar um 
serviço é fazer trabalhar sua capacidade; 
 Qualquer tempo perdido numa parte do processo produtivo 
afetará todo processo; 
 Gargalos controlam a produção; 
 Lote processado deve ser variável, e não é um lote transferido; 
 O lead time (tempo de espera) resulta da programação; 
 As restrições do sistema devem ser estudadas em conjunto. 
 
FUNCIONAMENTO DO OPT 
A partir dos princípios apresentados, o sistema OPT programa suas 
atividades de programação. No ambiente de chão de fábrica, restrições estão 
espalhadas por todo processo produtivo que, num certo ponto, são conhecidas 
e podem ser trabalhadas as restrições de mercado imprevisíveis. No OPT se 
utiliza o termo “bater tambor” para dar ritmo à produção. O estoque de 
segurança é responsável para que o sistema não fique sem material para 
processar e a corda representa o sincronismo dos materiais. Esse sistema do 
OPT é dado por Drum-Buffer-Rope (CORRÊA; GIANESE; CAON, 2015). 
Segundo Corrêa, Gianese e Caon (2015), OPT é gerenciado por 
módulos de software: 
 Módulo OPT, que realiza a programação de recursos; 
 Módulo SERVE, programa as necessidades de quantidades, data 
da chegada de materiais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UTILIZAÇÃO DO OPT 
 
De acordo com Corrêa, Gianese e Caon (2015), para a utilização do 
OPT é necessário: 
 Comprometimento organizacional; 
 Aceitação da alta direção. 
 
O nível de aceitação do OPT pela empresa deverá passar por todos os 
níveis gerenciais e operacionais que deverão ser treinados para adotar novas 
formas de medir o desempenho sendo pelo fluxo, estoques e despesas 
operacionais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VANTAGENS DO OPT 
 
Como todo processo que auxilia o sistema produtivo, tem suas 
vantagens e limitações. Para Corrêa, Gianese e Caon (2015), são apontadas 
as seguintes vantagens: 
 Flexibilidade do sistema para fabricar produtos; 
 Facilitador das ordens no chão de fábrica; 
 Foco nos problemas; 
 Foco nos gargalos; 
 Esforços para resolução de problemas; 
 Simulação no chão de fábrica. 
 
 
LIMITAÇÕES DO OPT 
 
O sistema OPT é exclusivamente utilizado com recursos 
computacionais. Dessa forma, centraliza as tomadas de decisão e, assim, pode 
desfavorecer o pessoal envolvido. A utilização do OPT nas empresas 
representa um custo elevado e deixa muito a desejar de um modelo MRP. 
Outra coisa que também pode dificultar a utilização do OPT é a não 
identificação dos gargalos, ou um gargalo identificado erroneamente, o que 
compromete todo o sistema produtivo (CORRÊA; GIANESE; CAON, 2015). 
Cabe ressaltar que o OPT demonstra bom resultado no chão de fábrica, 
porém, poucas empresas utilizam-no para auxiliar na administração da 
produção. 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
CORRÊA, Henrique L; GIANESI, Irineu G. N; CAON, Mauro. Planejamento 
programação e controle da produção. MRPII / ERP: conceito, uso e 
implantação. 5 ed. São Paulo, 2015 
 
SLACK, Nigel; BRANDON-JONES, Alistair; JHONSTON, Robert. 
Administração da produção. 4. ed. São Paulo 
 
 
AULA 13 - ERP - ENTERPRISE RESOURCE 
PLANNING 
 
INTRODUÇÃO 
 
Os sistemas aplicados na produção tinham como foco algumas áreas 
específicas, como é o caso da manufatura. Geralmente, operavam, por 
exemplo, em compras de materiais, necessidades de chão de fábrica, 
estoques. O sistema ERP surge para integrar todos os setores da empresa. É 
um software integrador com informações centralizadas em uma base de dados 
comum a todas as áreas. Atualmente, é muito utilizado em todo mundo para 
apoiar processos decisórios. 
 
O SISTEMA ERP 
 
O sistema ERP - sistema de gestão empresarial surge com as evoluções 
do mundo empresarial, tendo como base o sistema de informações. Nesse 
novo modelo de gestão as empresas tendem a operar com máquinas para 
auxiliar as tomadas de decisões. 
No intuito de dar apoio à nova era da informação, num ambiente em que 
a informação está presente em todos os setoresda empresa, o ERP surge com 
o objetivo de integrar dados, comunicação, automação, processos e operações 
(MARTINS; LAUGENI, 2016). 
O ERP é um modelo de gestão coorporativo que utiliza como base o 
sistema de informação para prover integração dos setores da empresa para 
tomada de decisões, desde que as informações sejam processadas em tempo 
real (MARTINS; LAUGENI, 2016). 
 
 
 
 
 
 
Surge em meados de 1970, a partir da introdução de outros modelos 
para dar apoio aos sistemas produtivos: 
 MRP 
 MRPII 
 
Sistemas evoluem para dar apoio a outras áreas, como é o caso do 
ERP, que foi uma nova forma de trabalho do MRPII, só que agora abrangendo 
outras áreas como, por exemplo, (MARTINS e LAUGENI, 2016): 
 Engenharia; 
 Finanças; 
 Vendas; 
 Suprimentos; 
 Recursos humanos; 
 Empreendimentos; 
 Qualidade; 
 Logística; 
 Compras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Uma excelente ferramenta para dar maior agilidade na comunicação é o 
EDI - intercâmbio eletrônico de dados, devido às localidades de empresas 
espalhadas no mundo para suporte ao ERP, facilitando a troca de informações. 
Informações são colocadas na base dados uma única vez e, dessa forma, são 
utilizadas por todos em tempo real (MARTINS e LAUGENI, 2016). 
Uma forma de tornar o ERP bem sucedido em sua aplicação é utilizar 
uma base de dados única e centralizada. O software ERP é apresentado em 
vários módulos que são utilizados por funções na empresa. Dessa forma, o 
programa fica livre para ser utilizado em diversos setores empresariais, como 
hospitais, órgãos governamentais, serviços, etc. (MARTINS e LAUGENI, 2016). 
De acordo com Martins e Laugeni (2016), do sistema ERP foram 
originados outros ERPs, como: 
 
 SAP R/3; 
 ORACLE; 
 ERP; 
 I2 
 STARSOFT/SISCORP (ERP brasileiro) 
 DATASUL (ERP brasileiro) 
 MICROSIGA (ERP brasileiro) 
 
Os ERPs, independentemente do nome, têm em comum módulos de 
integração na empresa relacionados a operações, finanças, contábil, fiscal e 
recursos humanos. Conforme Corrêa, Gianese e Caon (2015), segue: 
 
Operações e Supply Chain 
 
 Previsões e análise de vendas; 
 Lista de materiais; 
 Plano mestre de produção - Master production scheduling - 
MPS; 
 Planejamento de materiais - Material requirements planning 
- MRP; 
 Compras - Purchasing; 
 Controle de fabricação - Inventory; 
 Engenharia - Engineering; 
 Distribuição física - Distribution Requirements Planning - 
DRT; 
 Gerenciamento de transporte - Transport management; 
 Gerenciamento de projeto - Project; 
 Produção repetitivas; 
 Produção em processos; 
 Capacidade finita; 
 Configuração de produtos. 
 
Finanças, Contábil e Fiscal 
 
 Contabilidade geral; 
 Custos; 
 Contas a pagar; 
 Contas a receber; 
 Faturamento; 
 Recebimento fiscal; 
 Contabilidade fiscal; 
 Gestão de caixa; 
 Gestão de ativos; 
 Gestão de pedidos; 
 Gestão de processos de negócios. 
 
Recursos humanos 
 Pessoal - Personnel 
 Folha de pagamento - Payroll 
 
Observações do ERP: 
I - O sistema ERP - sistema de gestão empresarial surge com as evoluções do 
mundo empresarial, tendo como base o sistema de informações. Nesse novo 
modelo de gestão as empresas tendem a operar com máquinas para auxiliar as 
tomadas de decisões. 
 
II - O ERP é um modelo de gestão coorporativo que utiliza como base o 
sistema de informação para prover integração dos setores da empresa para 
tomada de decisões, desde que as informações sejam processadas em tempo 
real. 
 
III - O software ERP é apresentado em vários módulos que são utilizados por 
funções na empresa. Dessa forma, o programa fica livre para ser utilizado em 
diversos setores empresariais. 
 
IV - No intuito de dar apoio à nova era da informação, num ambiente em 
que a informação está presente em todos os setores da empresa, o ERP surge 
com o objetivo de integrar dados, comunicação, automação, processos e 
operações 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
CORRÊA, Henrique L; GIANESI, Irineu G. N; CAON, Mauro. Planejamento 
programação e controle da produção. MRPII / ERP: conceito, uso e 
implantação. 5 ed. São Paulo, 2015 
MARTINS, Petrônio, G.; LAUGENI, Fernando P. Administração da produção. 
3. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 14 - FLEXSIM - SISTEMAS FLEXÍVEIS 
 
INTRODUÇÃO 
 
Devido ao mix de produtos existentes e aumento dos níveis de exigência 
por parte dos consumidores, empresas buscam formas diferentes em seus 
sistemas de produção com o objetivo de atender à diversificação de produtos. 
Modelos antigos de manufatura migram para sistemas flexíveis, 
proporcionando aumento da capacidade de manufatura em variedades de 
produtos e maior velocidade de entrega. Sistemas flexíveis têm como parceiro 
o computador para dar apoio às diversas funções no chão de fábrica. 
 
 
SISTEMAS FLEXÍVEIS DE MANUFATURA - FMS 
(FLEXIBLE MANUFACTURING SYSTEM) 
 
Em um ambiente dinâmico, as empresas têm realizado simulações em 
diferentes cenários de produção para o melhor aproveitamento de sua 
manufatura. Com a integração de tecnologia e máquinas nos sistemas de 
produção, a participação da automação nos processos industriais tem sido 
mais frequente, visto que o conceito de automação é a substituição da força de 
mão de obra por máquinas inteligentes com comandos programáveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sem dúvida que a automação é necessária no processo de manufatura, 
pois atividades com alto grau de periculosidade como prensas, soldagens, 
pintura, transporte, até então realizadas pelo homem, trouxeram muitos 
benefícios com auxílio da automação. Com isso, as linhas de montagens 
ganharam velocidade no processo de fabricação, maior controle de qualidade, 
redução de custos, maior flexibilidade de produtos. Essa integração entre 
homem e máquina ganhou espaço nas fábricas, criou vantagens competitivas 
na condição de atender às novas demandas inesperadas, e linhas de 
montagens de um único produto ganham condições de flexibilizar sua produção 
para atender um novo pedido. Esse novo conceito representa os sistemas 
flexíveis de manufatura (MARTINS e LAUGENI, 2016). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Com maior participação da automação no chão de fábrica, processos 
ganham velocidade de fabricação, reduzem o número de operadores, utilizam 
menos máquinas, reduzem espaço para armazenagem, menos tempo de 
montagem dos componentes e ganham competitividade (MARTINS e 
LAUGENI, 2016). Segundo Slack et al (2015), 
“sistemas flexíveis é definido por uma configuração 
controlada por computador de estações de trabalho,semi-
independentes, conectados por manuseio de materiais e 
carregamento de máquinas automatizados” 
 
A partir da definição do autor, os sistemas flexíveis se apresentam como: 
 
 Estações de trabalho, máquinas que apresentam operações 
mecânicas; 
 Movimentação de carga e descarga de peças por robôs; 
 Transporte e manuseio de peças entre as estações de trabalho; 
 Controle central, por computador, das atividades do chão de 
fábrica. 
 
EVOLUÇÃO DOS SISTEMAS FLEXÍVEIS 
 
A mudança de modelos tradicionais da produção para modelos de 
sistemas flexíveis deve vir acompanhada de um estudo de viabilidade de 
implantação. Conforme Martins e Laugeni (2016), a empresa deve considerar: 
 Utilização de controles numéricos computadorizados; 
 Fatores econômicos; 
 Relações trabalhistas; 
 Qualidade; 
 Atuação no mercado; 
Necessidade de capital; 
 Treinamento; 
 Envolvimento pessoal; 
 Conhecimento técnico. 
 
 
NECESSIDADES PARA SISTEMAS FLEXÍVEIS 
 
Sistemas flexíveis são caracterizados por conjuntos de máquinas 
controladas por computador, automatização de transporte e manuseio de 
materiais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para Martins e Laugeni (2016), a indicação de sistemas flexíveis é para 
operar manufatura com variação de produtos, portanto, deve estar atenta para 
funções executadas por computador: 
 Transporte, controle de manuseio de materiais; 
 Monitoração; 
 Trocas de ferramentas - setup; 
 Inspeção da qualidade; 
 Ajustes; 
 Programação da produção; 
 Expedição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
CORRÊA, Henrique L; GIANESI, Irineu G. N; CAON, Mauro. Planejamento 
programação e controle da produção. MRPII / ERP: conceito, uso e 
implantação. 5 ed. São Paulo, 2015 
 
MARTINS, Petrônio, G.; LAUGENI, Fernando P. Administração da produção. 
3. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. 
 
SLACK, Nigel; BRANDON-JONES, Alistair; JHONSTON, Robert. 
Administração da produção. 4. ed. São Paulo: Atlas 
 
AULA 15 - LEAN BOARD GAME 
 
INTRODUÇÃO 
 
O sistema Lean manufacturing - produção enxuta é, atualmente, o 
modelo de sistema produtivo mais utilizado por todo o mundo. Com o 
surgimento da indústria japonesa, vieram novas práticas de produção, 
ocorrendo integração total no chão de fábrica entre pessoas, máquinas e 
equipamentos. 
 
LEAN MANUFACTURING - PRODUÇÃO ENXUTA 
 
As simulações empresariais têm sido um diferencial para as empresas 
realizarem um melhor planejamento de suas ações, porém, para que as 
simulações alcancem seus objetivos, é necessário o conhecimento teórico do 
assunto em estudo. O Lean board game é uma prática de ensino que ocorre 
por meio de jogos das ferramentas da produção enxuta. Neste contexto, é 
essencial o aprendizado deste novo conceito de sistema de produção 
internacional, divulgado e utilizado pela montadora japonesa de automóvel 
Toyota. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Enquanto montadoras norte-americanas e européias disseminavam 
conceitos da produção em massa, o novo conceito de sistema de produção 
enxuta fazia com que a montadora japonesa elevasse sua produção, reduzisse 
suas perdas e aumentasse sua lucratividade. Atualmente, esse modelo de 
sistema de produção Toyota é utilizado nos mais diversos setores de produção 
no mundo (MARTINS e LAUGENI, 2016). 
 
APRENDIZADOLEAN MANUFACTURING - PRODUÇÃO 
ENXUTA 
 
No sistema de produção enxuta, outras ferramentas trabalham de forma 
integrada e, dessa forma, o sistema de produção ganha flexibilidade em 
relação aos padrões de exigência do produto. Nesse novo modelo, a qualidade 
é desdobrada para que o produto siga para outro processo já testado e livre de 
falhas. Segundo Martins e Laugeni (2016), o sistema de produção enxuta (Lean 
manufacturing) apresenta quatro regras básicas: 
 Especificações do trabalho: tempo, sequência, conteúdo e 
resultado; 
 Canal direto cliente e fornecedor; 
 Fluxo de trabalho simples e direto; 
 Melhoria contínua supervisionada. 
 
No sistema produção enxuta, essas regras seguem trabalhos e 
processos para que, durante a manufatura, problemas possam ser 
evidenciados e resolvidos, dando uma característica de flexibilidade às 
mudanças a ser implantadas. Portanto, identificar problemas e desperdícios 
durante o processo produtivo é manter a melhoria contínua em todo sistema 
(MARTINS e LAUGENI, 2016). 
 
HOUSEKEEPING - 5S 
 
Empresas que operam no sistema de produção enxuta apresentam 
algumas características em relação às outras empresas como, por exemplo, 
em relação à organização do chão de fábrica. Esse modelo denominado 
Housekeeping - limpeza de casa, transforma um ambiente de manufatura em 
um local limpo e organizado, proporcionando mais conforto aos trabalhadores. 
Um local de trabalho organizado contribuirá com a qualidade e produtividade 
(MARTINS e LAUGENI, 2016). 
De acordo com Martins e Laugeni (2016), o Housekeeping será utilizado 
por todas as empresas seguindo o foco da limpeza no ambiente de trabalho 
representado por palavras japonesas: 
 Seiri: liberar áreas, armazenar o necessário e se livrar do 
desnecessário; 
 Seiton: organização, separar e armazenar materiais; 
 Seiso: limpeza, manter itens e local de trabalho limpos; 
 Seiketsu: padronizar os três itens anteriores; 
 Shitsuke: disciplina, manter a melhoria do local de trabalho. 
 
Esse modelo de trabalho pode ser aplicado em qualquer empresa não 
importando seu porte. O 5S implica pequenas mudanças, porém, de forma 
contínua. Talvez o problema enfrentado pela empresa não é o modo de 
utilização do 5S, mas, sim, a conscientização por parte dos funcionários. A 
cultura dos colaboradores deve estar muito bem alinhada com os objetivos 
propostos pelo modelo. Caso contrário, será somente uma forma de trabalho a 
mais (MARTINS e LAUGENI, 2016). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
KAIZEN - MODIFICAR PARA MELHOR 
 
A cultura Kaizen é voltada para a melhoria contínua, ou seja, eliminação 
de perdas em qualquer setor da organização. Trabalhar Kaizen não é 
simplesmente fazer mudanças, mas, sim, manter as mudanças permanentes 
com foco na melhoria do processo, setor, qualquer área da empresa 
produtividade (MARTINS e LAUGENI, 2016). 
De acordo com Martins e Laugeni (2016), o Kaizen pode ser aplicado de 
forma específica: 
 Projeto: novos conceitos para novos produtos; 
 Planejamento: desenvolver planos de áreas diferentes; 
 Produção: eliminação de desperdícios no chão de fábrica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
POKA-YOKE - A PROVA DE ERROS 
Na busca de melhoria contínua, o Poka-Yoke cumpre seu papel nos 
processos produtivos de manter as coisas de forma correta. Por esse sistema, 
o objetivo é que se mantenha uma produção com zero defeitos, ou seja, ocorre 
uma integração entre cliente e fornecedor,na qual os dois trabalham em um 
projeto, eliminando a possibilidade de erros (MARTINS e LAUGENI, 2016). 
 
 
MANUTENÇÃO PREVENTIVA 
 
O sistema de produção operando sem problemas significa trabalhar com 
máquinas em perfeitas condições de uso. Com maior confiabilidade no sistema, 
empresas ganham em produtividade, que é alcançada com manutenções 
programadas em equipamentos-chave do sistema de produção. Levando em 
consideração que atualmente as empresas apresentam enorme grau de 
automação, o princípio de manter tudo funcionando em ordem segue dois tipos 
de manutenção (MARTINS e LAUGENI, 2016): 
 Corretiva: responsável por fazer a manutenção de um 
equipamento que apresentou quebra; 
 Preventiva: executa uma série de trabalhos nos equipamentos, 
evitando, assim, as quebras durante o processo produtivo; 
 Preditiva: realizada em equipamentos específicos com alto grau 
de tecnologia; 
 Produtiva total: nesse modelo, busca-se a melhoria das pessoas 
envolvidas no processo e de todos os equipamentos que se 
encontram na empresa. 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
MARTINS, Petrônio, G.; LAUGENI, Fernando P. Administração da produção. 
3. ed. São Paulo: Saraiva, 2016.

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