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Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
1
Tecnologia no
Beneficiamento de Farinhas II
Professora Viviane C Lima
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
2
SUMÁRIO
1 - Farelo/ Gérmen/ Farelo humano e Remoídos – SUBPRODUTOS DA MOAGEM 3
1.1 - FARELO DE TRIGO 3
1.2 - GERME DE TRIGO 4
1.3 - FARELO HUMANO 5
1.4 - REMOIDO 7
ANEXO “A” 12
ANEXO “B” 13
ANEXO “C” 14
ANEXO “D” 14
ANEXO “E” 15
ANEXO “F” 16
ANEXO “G” 17
ANEXO “H” 17
ANEXO “I” 18
ANEXO “J” 18
2. Importância do armazenamento sobre as propriedades das farinhas de trigo 19
2.1. ASSOCIAÇÃO ENTRE FUNGOS E INSETOS NO ARMAZENAMENTO DE SEMENTES 
DE TRIGO. 19
2.1.1. Incidência de pragas nas sementes armazenadas 19
2.1.2. Controle químico das pragas no armazenamento das sementes 21
2.1.3 Incidência de fungos nas sementes armazenadas 22
3. BOLORES NO ARMAZEMANTO DA FARINHA DE TRIGO 24
3.1. FATORES IMPORTANTES PARA A MULTIPLICAÇÃO DE FUNGOS E PRODUÇÃO 
DE MICOTOXINAS 25
3.1.1. ATIVIDADE DE ÁGUA 25
3.1.2.TEMPERATURA 26
3.1.3. POTENCIAL HIDROGENIÔNICO 27
3.1.4 POTENCIAL DE OXIRREDUÇÃO 27
3.1.5 COMPOSIÇÃO DO SUBSTRATO 27
3.1.6 ADITIVOS 28
4. Controle de micotoxinas em farinhas 32
4.1. O que são micotoxinas? 32
4.2. Micotoxinas relacionadas com alimentos 33
4.3. Ecologia do fungo e produção de micotoxina no alimento 34
4.4. Prevenção e controle de micotoxinas em grãos e sementes armazenados 36
4.5. Detecção de micotoxlnas 40
4.6. Técnicas para a determinação de Toxinas 40
4.7. SISTEMA DE AMOSTRAGEM 42
4.8. Legislação sobre Micotoxinas 45
5. Mais informações 53
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 53
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
3
1 - FARELO/ GÉRMEN/ FARELO 
HUMANO E REMOÍDOS – 
SUBPRODUTOS DA MOAGEM
Farelo: Produto elaborado com grãos de trigo (Triticum 
aestivum L) ou outras espécies de trigo do gênero Triticum, 
ou combinações por meio de trituração ou moagem e 
outras tecnologias ou processos. O presente Regulamento 
não se aplica às Farinhas elaboradas com grãos de trigo da 
espécie Triticum durum
Germe: Produto elaborado à base de farinha de trigo 
adicionado de outros produtos vegetais.
Farelo Humano: Ou outras espécies de trigo do 
gênero Triticum , ou combinações por meio de trituração 
ou moagem e outras tecnologias ou processos a partir do 
processamento completo do grão limpo, contendo ou não 
o gérmen.
Remoídos: É uma mistura de farelo, gérmen e farinha 
de trigo resultantes do processamento do grão de trigo. 
Um produto que pode conter ingredientes, aditivos 
alimentares e coadjuvantes de tecnologia, apropriados 
para a produção de pães, bolos, tortas, massas, empadas, 
quitutes, pizzas ou outros produtos típicos de confeitaria, 
que com adição de água ou fermento ou ovos ou gordura 
ou outros ingredientes, e preparado segundo as instruções 
presentes na embalagem, deve produzir o produto típico 
designado na rotulagem, sem a necessidade de adição de 
outros aditivos alimentares. 
1.1 - FARELO DE TRIGO 
A fibra ou farelo de trigo é a película externa da parte 
comes tível do grão de trigo, que não é digerida pelo 
organismo humano. Porém, a fibra tem uma função muito 
importante: ela absorve água e forma o bolo alimentar, 
aumentando a ação muscular dos intestinos.
Uma dieta rica em fibras evita, também, altas taxas de 
colesterol e de açúcar no sangue. Desta forma, regulariza 
as funções gastrointestinais, contribuindo para o bem 
estar geral do organismo. Pode ser utilizada no preparo de 
biscoitos, pães, iogurtes, sopas, bolos, tortas, vitaminas, 
sucos, feijão, leite, etc, sem alterações de sabor.
Elimina toxinas do organismo, aumenta o período de 
saciedade e conseqüente controle de peso. 
Na sua composição são encontrados diversos minerais, 
inclusive o cromo, que possue funções na manutenção do 
metabolismo dos carboidratos e gorduras.
Dica: para um melhor aproveitamento nutricional das 
fibras é importante aumentar o consumo de água
Informação nutricional
Por 100g Porção 10g %VD(*)
Valor Energético 180 kcal 20 kcal 1
Carboidratos 64 g 7 g 2
Proteínas 17 g 2 g 3
Gorduras totais 5 g 0,5 g 1
Gorduras saturadas 0 g 0 g 0
Gorduras Trans 0 g 0 g 0
Colesterol 0 mg 0 mg 0
Fibra alimentar 46 g 5 g 20
Cálcio 0 mg 0 mg 0
Ferro 5 mg 0,5 mg 3
Sódio 0 mg 0 mg 0
*Valores diários de referência com base em uma dieta de 2000 kcal. 
O subproduto mais utilizado é o farelo de trigo, 
subproduto do processo de confecção da farinha. Durante 
o beneficiamento, a casca precisa ser separada do albúmen 
e é exatamente essa porção mais externa que forma o 
farelo de trigo. Por conter uma porção muito pequena de 
albúmen, atinge teores de fibra bruta de 10-15% e não 
forma massas pegajosas com tanta facilidade. Porém, 
devido ao aumento da superfície disponível, fixa umidade 
com facilidade e é vulnerável ao crescimento de fungos.
Outro problema é o desequilíbrio de minerais. Enquanto 
a relação cálcio-fósforo, que deveria ser 2:1, não chega 
a 1:1 (podendo causar hiperparatireiodismo nutricional 
secundário), a grande quantidade de magnésio e fósforo 
predispõe à formação de enterólitos. Deve ser dado junto 
com outros alimentos ou molhados, para evitar inchar 
no estômago, não ultrapassando 30% da composição da 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
4
dieta. Embora muitos acreditem que o farelo de trigo atue 
como laxante benéfico, não há comprovação científica.
Fonte: 
http://www.gege.agrarias.ufpr.br/Portugues/equideo/concentrados.html
1.2 - GERME DE TRIGO
O gérmen de trigo ou germe de trigo é a parte 
mais nobre do grão de trigo - é o seu embrião, de onde a 
nova planta começa a brotar.
Na alimentação infantil, pode fazer parte de todas as 
papas. Os gérmens de trigo fazem chegar ao organismo 
em desenvolvimento, elementos nutritivos e vitais, 
protegendo-o contra doenças.
Estudos consideram eficaz o emprego da vitamina B1 
nos diabéticos, por produzir efeitos semelhantes aos da 
insulina. Não pode, decerto, substituir a insulina, mas é 
provável que facilite em alto grau o acesso da insulina às 
células orgânicas. Também a vitamina E exerce o efeito 
de reduzir a quantidade de açúcar no sangue, como se 
demonstrou experimentalmente, embora ainda não esteja 
totalmente explicado o mecanismo de ação.
Como os gérmens de trigo constituem uma 
combinação natural destas matérias ativas, o seu valor 
dietético para a diabetes é extraordinário. Com um 
consumo diário de quatro a cinco colheres cheias de 
gérmens de trigo, reduz-se nitidamente o excesso de 
açúcar presente no sangue e na urina. Por conseguinte, 
o gérmen de trigo atua no diabetes leve e médio 
como complemento medicinal, poupando a insulina e 
normalizando o metabolismo dos diabéticos.
Normalmente encontrado em grãos ou comprimidos de 
óleo, recomenda-se consumir o germe de trigo misturado 
a sucos porque seu gosto é um pouco amargo. Também 
pode ser consumido com sucos verdes, ricos em clorofila, 
altamente oxigenadores, os chamados sucos vivos. 
Pesquisas realizadas na PUC do Rio de Janeiro com a 
“alimentação viva”.
Recentemente, em Campos do Jordão, o Sistema Único 
de Saúde, através do Dr. Alberto Gonzales também vem 
tratando pacientes com resultados impressionantes para 
a população local.
O Dr. Gonzales vem desenvolvendo um projeto chamado 
Oficina da Semente, que divulga as práticas de cultivo 
de grãos e germes e de preparo de alimentos vivos, que 
contêm a totalidade de sua energia natural para benefício 
do ser humano.
O germe de trigo é uma parte muito pequena da 
semente do trigo. A palavra germe não tem relação alguma 
com uma bactéria, simplesmente refere-se a germinação. 
O germe é a parte reprodutiva que germina e forma agrama do trigo.
O germe de trigo é muito rico em proteínas. Ele 
contém cerca de 28% do nutriente, superando a maioria 
dos produtos de carne. O ser humano precisa de proteínas 
para reparar e construir músculos, além de ajudar os 
nutrientes a alcançar as células.
 quantidade de nutrientes contidos no germe de trigo 
parece interminável. Ele contém mais ferro e potássio do 
que qualquer outro tipo de alimento. Outros nutrientes 
encontrados em grandes quantidades são: riboflavina, 
cálcio, zinco, magnésio e vitaminas A, B1 e B3.
Outra importante vitamina encontrada no germe 
de trigo é a vitamina E, que é útil na para combater o 
envelhecimento e prevenir doenças cardíacas. Essa 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
5
vitamina também ajuda a prevenir coágulos sanguíneos e 
fortalece o sistema imunológico.
Germe
Aproximadamente 2,5% do peso do grão de trigo, O 
germe é o embrião da semente, usualmente separado 
devida à quantidade limite de gordura que interfere na 
qualidade de conservação da farinha de trigo.
Dos nutrientes no grão de trigo inteiro, o germe 
contém mínimas quantidades de proteínas, mas grande 
parte das vitaminas e traços de minerais. O germe de 
trigo pode ser obtido separadamente, ou incluída na 
farinha de trigo integral.
1.3 - FARELO HUMANO
As propriedades do ingredientes
1) Fibra de trigo combate a anemia
2) Extrato de soja ameniza os sintomas da menopausa
3) Farelo de aveia ajuda a reduzir o colesterol
4) Cacau em pó dá prazer e tira a contade de comer doce
5) Aveia em flocos ideal para regular o intestino
6) Gergelim com casca reduz efeitos do estresse
7) Gérmen de trigo aumenta a imunidade do corpo
8) Gelatina sem sabor melhora a tonificação muscular e 
combate a flacidez
9) Guaraná em pó aumenta as defesas do sistema nervoso
10) Levedo de cerveja acelera o metabolismo e facilita o 
emagrecimento
11) Linhaça marrom reduz dores reumáticas, musculares 
e articulares
12) Açúcar mascavo dá mais energia para fazer 
exercícios físicos
13) Quinua em flocos serve para aumentar as fibras 
musculares
14) Farinha de maracujá atua no corpo bloqueando a 
absorção de gorduras
Nos últimos dias, os programas na televisão tem falado 
muito da Ração Humana e do bem que ela pode fazer 
ao organismo, principalmente o emagrecimento, mas 
você sabe exatamente o que é a Ração Humana e os 
ingredientes exatos para fazer você mesmo a sua?
Bem, a ração humana é um suplemento à base de 
cereais integrais criada inicialmente pela terapeuta natural 
Liça Takagui Dias e pelo nutricionista Daniel Boarim, a ração 
acelera o metabolismo, estimula a digestão, desintoxica o 
corpo, ajuda no controle do colesterol e do diabetes, sacia 
a fome, nutre, melhora a pele, regula o intestino e inibe a 
absorção de gorduras pelo organismo.
Talvez você já tenha visto a ração humana pronta 
para vender em algum lugar na sua cidade e deve estar 
pensando o motivo de fazer em casa, já que é mais simples 
comprar pronta, o problema é que comprando pronta você 
não sabe quais os ingredientes que estão na mistura e 
nem a quantidade, já que pela internet existem muitas 
receitas diferentes, mudando ingredientes e quantidades, 
além de perder suas propriedades dependendo da forma 
como é armazenado. Vamos então aos ingredientes.
Ingredientes:
 » Linhaça Marrom (50 g)
 » Gérmen de Trigo (250 g)
 » Leite de Soja em Pó sem Açúcar (500 g)
 » Farelo de Trigo (500 g)
 » Flocos de Aveia (250 g)
 » Semente de Gergelim com Casca (100 g)
 » Açúcar Mascavo (100 g) ou Cacau em Pó (50 g)
 » Levedo de Cerveja em Pó (50 g)
 » Guaraná em Pó (50 g)
 » Quinua (100 g)
Modo de Fazer:
Para preparar a ração humana não existe segredo 
algum, basta colocar todos os ingredientes num recipiente 
e misturar, pode ser com as mãos ou com colher. Misture 
bem e quando estiver pronto coloque em potes, lembrando 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
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que os potes devem ser escuros (como aqueles de sorvete) 
e precisam ser guardados na geladeira, para preservar ao 
máximo todos os ingredientes. A Ração Humana dura 
até 2 meses na geladeira.
Modo de Consumo:
Você pode misturar no leite, no suco, colocar no cereal, 
sobre frutas, por cima da comida e de qualquer outra forma 
que você imaginar, só nunca esqueça que o limite diário de 
ingestão é de 2 colheres de sopa e que preferencialmente 
devem ser consumidos no café da manhã ou no lanche da 
tarde, lembre-se também de nunca substituir refeições pela 
ração, ela deve apenas complementar sua alimentação.
Outro detalhe importante é que você deve tomar 
bastante água para ajudar na absorção das fibras, senão 
o efeito pode ser ao contrário e você ficar ainda com o 
intestino preso.
Farelo Humano ( Para aquelas que precisam 
ingerir fibras)
*100gr de aveia
*50gr de farelo de trigo
*50 gr de extrato de soja
*50 gr de linhaça
- Bata tudo no liquidificador e reserve.
Coquitel Laxativo
*01 fatia de mamão
*03 unidades de ameixa sem caroço
*01 copo de 200mg de leite desnatado
* 01 colher de sopa de farelo humano
Adoce a gosto.
Fonte: http://terapeutavdm.blogspot.com.br/2010_03_24_archive.html
Fonte:
http://condicionamentoesaude.blogspot.com.br/2010/10/racao-humana.html
A ração humana contém uma grande quantidade de 
nutrientes em sua fórmula, além disso, estimula a sensação 
de saciedade e ajuda a reduzir a fome. Pode ser consumida 
através de sucos, acrescentando leite-desnatado e frutas.
Além disso, a Ração Humana tem mais uma série de 
benefícios:
 » Auxilia no funcionamento e regularização intestinal.
 » Aumenta o coeficiente metabólico e a eficácia na 
produção de energia
 » Lubrifica e regenera a flora intestinal.
 » Excelente para a redução de peso, dos níveis de 
colesterol (LDL), redução dos níveis de triglicerídeos 
e aumento do colesterol bom (HDL).
 » Ideal para prisão de ventre e acidez estomacal.
 » Diminui os riscos de doenças cardiovasculares e 
arterioesclerose.
 » Seu consumo regular favorece o controle dos níveis 
de açúcar no sangue
Os principais benefícios dos ingredientes são:
Fibra de Trigo: Ajudam a baixar o nível de colesterol 
e açúcar no sangue. Acelera o trânsito gastro-intestinal, 
ajuda a prevenir o câncer de colo, constipação intestinal, 
obesidade e muitos problemas de saúde.
Linhaça: É rica em proteínas e ferro, protege contra 
tumores. Associado com a proteína da soja aumenta a 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
7
atividade do sistema imunológico. Rica em ômega 3, tem 
efeito antiespamódico, analgésico, antiinflamatório do 
aparelho gastro-intestinal.
Leite de Soja: Reduz o colesterol, rica em proteína e 
em sais minerais, é de fácil digestão. Rica em hormônios 
e aumenta os níveis de estrogênio nas mulheres na 
menopausa.
Farelo de Aveia: Contêm uma espécie de goma que 
envolve as moléculas gordurosas dificultando sua absorção 
pelo organismo, assim o seu poder anticolesterol é capaz 
de reduzir a gordura circulante no sangue.
Levedo de Cerveja: Suplemento alimentar muito 
rico, pois nele se encontram cerca de 17 vitaminas, 16 
aminoácidos e 18 minerais. É a maior fonte natural de 
vitaminas do complexo B. É tônico para os nervos, 
aumenta a resistência física, embeleza a pele, tem a ação 
antiinfecciosa e desintoxicante.
Gergelim: É um alimento muito rico. Rico repositor 
de cálcio.
Germem de Trigo: Contêm vitaminas do grupo A, B, 
D, K e principalmente E, que regenera os tecidos, combate 
também doenças dos tipos reumáticas, como a ciática, 
torcicolo, traumatismo muscular e nervoso, doenças 
cardíacas e circulatórias.
Guaraná: Previne a arteriosclerose, favorece a 
intelectualidade. Eficaz no esgotamentofísico e mental.
Gelatina Natural em Pó: Enrijece os tecidos, aumenta 
a elasticidade da pele, combate a flacidez e a celulite, 
previne rugas, fortifica unhas e combate a queda de cabelo.
Açúcar Mascavo: É o açúcar da cana integral, não 
passa pelos processos de refino e industrialização. Rico em 
cálcio, ferro, potássio, e diversas vitaminas que não são 
encontradas no açúcar refinado.
1.4 - REMOIDO
“Mistura à Base de Farelo de Trigo”
 
http://noticias.uol.com.br/saude/album/2012/07/26/veja-os-principais-
alimentos-que-ajudam-a-desintoxicar-o-organismo.htm
Como o remoído nada mais é do que uma mistura 
de farelo, gérmen e farinha de trigo resultantes do 
processamento do grão de trigo. Segue abaixo o 
Regulamento Técnico para fixação de identidade e 
qualidade de mistura a base de farelo de cereais e a 
Portaria nº 19, de 15 de março de 1995 para que sejam 
atendidos os critérios para os produtos fabricados a partir 
dos remoídos.
REGULAMENTO TÉCNICO PARA FIXAÇÃO DE 
IDENTIDADE E QUALIDADE DE MISTURA À BASE 
DE FARELO DE CEREAIS
1. ALCANCE
1.1. Objetivo: fixar a identidade e as características 
mínimas de qualidade a que deve obedecer a Mistura à 
Base de Farelo de Cereais.
1.2. Âmbito de Aplicação: o presente Regulamento 
Técnico aplica-se à Mistura à Base de Farelo de Cereais, 
conforme definida no item 2.1.
2. DESCRIÇÃO
2.1. Definição: Mistura à Base de Farelo de Cereais 
é o produto obtido pela secagem, torragem, moagem e 
mistura de ingredientes de origem vegetal, podendo ser 
adicionada de leite em pó.
2.2. Designação:o produto é designado de Mistura à 
Base de Farelo de Cereais.
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
8
3. REFERÊNCIAS
3.1. BRASIL. Lei no 8.543/92, de 23/12/92. Determina 
a impressão de advertência em rótulos e embalagens de 
alimentos industrializados que contenham glúten. Diário 
Oficial da União, Brasília, 24 de dezembro de 1992. Seção 
1, pt.1.
3.2. BRASIL. Portaria nº1428, de 26/11/93. Aprova 
Regulamento Técnico para Inspeção Sanitária de Alimentos, 
Diretrizes para o Estabelecimento de Boas Práticas de 
Produção e de Prestação de Serviços na Área de Alimentos 
e Regulamento Técnico para o Estabelecimento de Padrão 
de Identidade e Qualidade para Serviços e Produtos na 
Área de Alimentos. Diário Oficial da União, Brasília, 02 de 
dezembro de 1993. Seção 1, pt.1.
3.3. BRASIL. Portaria SVS/MS no 326, de 30/07/1997. 
Regulamento Técnico sobre as condições higiênico-
sanitárias e de boas práticas de fabricação para 
estabelecimentos produtores/industrializadores de 
alimentos. Diário Oficial da União, Brasília, 01 de agosto 
de 1997. Seção 1, pt.1.
3.4. BRASIL. Portaria SVS/MS no 451, de 19/09/97. 
Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e 
Padrões Microbiológicos para Alimentos. Diário Oficial da 
União, Brasília, 02 de julho de 1998. Seção 1, pt.1.
3.5. BRASIL. Portaria SVS/MS no 42/98, de 14/01/98. 
Regulamento Técnico para Rotulagem de Alimentos 
Embalados. Diário Oficial da União, Brasília, 16 de janeiro 
de 1998. Seção 1, pt.1.
3.6. BRASIL. Portaria SVS/MS no 41/98, de 14/01/98. 
Regulamento Técnico para Rotulagem Nutricional de 
Alimentos Embalados. Diário Oficial da União, Brasília, 21 
de janeiro de 1998. Seção 1, pt.1.
3.7. BRASIL. Portaria SVS/MS no 27/98, de 14/01/98. 
Regulamento Técnico referente à Informação Nutricional 
Complementar. Diário Oficial da União, Brasília, 16 de 
janeiro de 1998. Seção 1, pt.1.
3.8. BRASIL. Resolução ANVS/MS nº16, de 30/04/1999. 
Regulamento Técnico de procedimentos para registro de 
alimentos e ou novos ingredientes. Diário Oficial da União, 
Brasília, 03 de maio de 1999. Seção 1, pt.1.
3.9. BRASIL. Resolução ANVS/MS nº17, de 30/04/1999. 
Regulamento Técnico que estabelece as diretrizes básicas 
para avaliação de risco e segurança dos alimentos. Diário 
Oficial da União, Brasília, 03 de maio de 1999. Seção 1, pt.1.
3.10. BRASIL. Resolução ANVS/MS nº18, de 
30/04/1999. Regulamento Técnico que estabelece 
as diretrizes básicas para análise e comprovação de 
propriedades funcionais e ou de saúde alegadas em 
rotulagem de alimento. Diário Oficial da União, Brasília, 03 
de maio de 1999. Seção 1, pt.1.
3.11. BRASIL. Resolução ANVS/MS nº19, de 
30/04/1999. Regulamento de procedimentos para registro 
de alimento com alegação de propriedades funcionais e 
ou de saúde em sua rotulagem. Diário Oficial da União, 
Brasília, 03 de maio de 1999. Seção 1, pt.1.
COMPOSIÇÃO E REQUISITOS
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes obrigatórios: farelos torrados de 
trigo ou de arroz ou de milho e ou aveia, em quantidade 
mínima de 70% (g/100g) e pó de folha de mandioca, batata 
doce, abóbora e ou chuchu. A utilização de outros farelos 
e ou outras folhas de vegetais poderá ser autorizada pela 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária, desde que sejam 
apresentados estudos conclusivos de avaliação de risco e 
segurança de acordo com legislação específica.
4.1.2. Ingredientes opcionais: pó de sementes 
torradas de abóbora, girassol, melão e ou gergelim; 
nozes; castanhas; farinhas e amidos torrados de cereais, 
raízes e ou tubérculos; leite em pó; germe de trigo e 
outros ingredientes que não descaracterizem o produto. A 
utilização de pó de outros sementes, cascas de vegetais, 
cascas de ovos de aves e novos ingredientes poderá ser 
autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 
desde que sejam apresentados estudos conclusivos de 
avaliação de risco e segurança de acordo com Regulamento 
Técnico específico.
4.1.3. Todos os ingredientes utilizados, incluindo os 
farelos, folhas e pós de sementes, devem ser específicos 
para o consumo humano.
4.2. Requisitos
4.2.1. Características sensoriais:
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
9
4.2.1.1. Aspecto: característico
4.2.1.2. Cor: característica
4.2.1.3. Odor: característico
4.2.1.4. Sabor: característico
4.2.2. Características físicas e químicas:
4.2.2.1. Umidade e substâncias voláteis a 105ºC, 
g/100g...........máximo 6,0%
4.2.2.2. Resíduo mineral fixo, g/100........................ 
mínimo 5,5%
4.2.2.3. Fibra bruta, g/100.................................... 
mínimo 8,0%
4.2.2.4. Acidez em solução N, ml/100g.................... 
máximo 5,0%
4.2.2.5. Ácido cianídrico, mg/kg......................... 
máximo 4 ppm
4.2.2.6. Ácido fítico, g/100g ................... máximo 0,1%
4.2.3. Acondicionamento: O produto deve ser 
acondicionado em embalagens adequadas às condições 
previstas de transporte e armazenamento e que confiram 
ao produto a proteção necessária.
5. ADITIVOS INTENCIONAIS E COADJUVANTES DE 
TECNOLOGIA DE FABRICAÇÃO
Não é permitida a utilização de aditivos intencionais e 
coadjuvantes de tecnologia.
6. CONTAMINANTES
Devem estar em consonância com os níveis toleráveis 
na matéria–prima empregada, estabelecidos em 
Regulamento Técnico específico.
7. HIGIENE
7.1. Considerações Gerais: os produtos devem ser 
processados, manipulados, acondicionados, armazenados, 
conservados e transportados conforme as Boas Práticas de 
Fabricação, atendendo à legislação específica.
7.2. Características macroscópicas: devem obedecer à 
legislação específica.
7.3. Características microscópicas: devem obedecer à 
legislação específica.
7.4. Características microbiológicas: devem obedecer à 
legislação específica.
8. PESOS E MEDIDAS
Devem obedecer à legislação específica.
9. ROTULAGEM
9.1. Deve obedecer o Regulamento Técnico sobre 
Rotulagem de Alimentos Embalados, e, obrigatoriamente, 
apresentar:
9.1.1. quantidade recomendada para cada estado 
fisiológico e faixa etária;
9.1.2. as seguintes advertências: “ Este produto não 
poderá ser consumidocomo única fonte de alimento” e 
“Este produto não deve ser utilizado na alimentação de 
crianças nos primeiros doze meses de vida”;
9.1.3. modo de preparo/ uso, armazenamento e 
conservação.
9.2. É vedada na embalagem e ou rótulo a utilização 
de ilustração, fotos ou imagens de bebês ou outras formas 
que possam sugerir a utilização do produto como sendo o 
ideal para alimentação do lactente, bem como utilização da 
frase “ quando não for possível ...” ou similares que possam 
por em dúvida a capacidade das mães de amamentarem 
seus filhos.
9.3. É vedado mencionar na rotulagem a indicação do 
produto para suprir deficiências nutricionais.
9.4. Quando qualquer Informação Nutricional 
Complementar for utilizada, atender ao Regulamento 
Técnico específico.
9.5 Deve constar no rótulo a seguinte informação : 
O Ministério da Saúde adverte: não existem evidências 
científicas comprovadas de que este alimento previna, 
trate ou cure doenças.
10. MÉTODOS DE ANÁLISE/AMOSTRAGEM
A avaliação da identidade e qualidade deverá ser 
realizada de acordo com os planos de amostragem e 
métodos de análise adotados e ou recomendados pela 
Association of Analytical Chemists (AOAC), pela Organização 
Internacional de Normalização (ISO), pelo Instituto Adolfo 
Lutz, pelo Food Chemicals Codex, pela American Public 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
10
Health Association (APHA), pelo Bacteriological Analytical 
Manual (BAM) e pela comissão do Codex Alimentarius e 
seus comitês específicos, até que venham a ser aprovados 
planos de amostragem e métodos de análises pela Agência 
Nacional de Vigilância Sanitária
Portaria nº 19, de 15 de março de 1995
DOU DE 16/03/95
O secretário de vigilância Sanitária do Ministério da 
Saúde, no uso de suas atribuições legais, e:
-Considerando a necessidade de normatizar o uso de 
Complemento Nutricional no País; 
-Considerando a demanda de registro de produtos 
dessa categoria na área de alimentos e a necessidade de 
um controle efetivo para a sua comercialização; 
-Considerando que os nutrientes destinados a 
complementar uma dieta normal devem ser reconhecidos 
como alimento comum, tendo em vista que não são 
destinados a fins dietéticos específicos; 
-Considerando que os complementos nutricionais 
não estão destinados a tratar deficiências nutricionais e 
tampouco modificar funções corporais e/ou mentais; 
-Considerando que os complementos nutricionais não 
podem ter indicações medicamentosas, resolve:
Art 1° - Aprovar a seguinte Norma Técnica para 
Complemento Nutricional.
1- DEFINIÇÃO
Complemento Nutricional é um produto elaborado 
com a finalidade de complementar a dieta cotidiana de 
uma pessoa saudável, que deseja compensar um possível 
déficit de nutrientes, a fim de alcançar os valores da Dose 
Diária Recomendada (DDR).
O Complemento Nutricional não substitui o alimento, 
não podendo ser utilizado como dieta exclusiva. 
Nota: O temo Complemento Nutricional passa a 
substituir os termos Complemento Alimentar, Suplemento 
Alimentar e Suplemento Nutricional.
2- ÂMBITO DE APLICAÇÃO
A presente Norma se aplica aos Complementos 
Nutricionais tais como definidos no item 3. Excluem-se 
desta categoria: 
- alimentos para fins especiais, alimentos enriquecidos 
ou alimentos fortificados;
- produtos de origem animal que sejam fontes de 
hormônios; 
- produtos com teor alcóolico acima de 0,5%;
- produtos que contenham substâncias medicamentosas 
ou indicações terapêuticas;
- aminoácidos de forma isolada ou combinada; 
- produtos fitoterápicos isolados associados de ação 
terapêutica.
3- CLASSIFICAÇÃO
Classificam-se como Complemento Nutricional:
3.1 - Vitaminas de forma isolada ou combinada; 
3.2 - Minerais e oligoelementos de forma isolada ou 
combinada; 
3.3 - Associação de vitaminas e minerais; 
3.4 - Produtos obtidos de fontes naturais de vitaminas 
e/ou minerais. 
3.5 - Óleo de fígado de bacalhau;
3.6 - Óleo de fígado de cação; 
3.7 - Óleo de germe de trigo;
3.8 - Extratos de ácidos graxos polinsaturados (óleo de 
peixe rico em ácido eicosapentanoico e dexahexanoico); 
3.9 - Lecitina de soja;
3.10 - Spirulina; 
3.11 - Levedo ou levedura de cerveja; 
3.12 - Gelatina;
3.13 - Complemento a base de fibras (celulose, 
hemicelulose, lignina, pectina, mucilagens, gomas e 
polissacarídeos das algas); 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
11
3.14 - Outros produtos com peculiaridades nutritivas 
que possam caracterizá-los como complemento nutricional 
desde que venham a ser legalmente regulamentados por 
Padrões de Identidade e Qualidade (PIQ) específicos. 
NOTA: Os Padrões de Identidade e Qualidade dos 
produtos referidos nos itens 3.5 a 3.13 encontram-se na 
forma dos anexos “A”,”B”,”C”,”D”,”E”,”F”,”G”,”H”,e “I”.
4 - FATORES ESSENCIAIS DE COMPOSIÇÃO E 
QUALIDADE
4.1.1 - Os Complementos Nutricionais devem conter 
no mínimo 25% e no máximo 100% das Doses Diárias 
Recomendadas, para cada nutriente, na porção diária 
indicada pelo fabricante. NOTA: As DDR’s das vitaminas e 
minerais que poderão estar contidos nos Complementos 
Nutricionais encontram-se na tabela constante do Anexo “j”. 
4.1.2 - Nas combinações de nutrientes deverão ser 
consideradas as interações negativas (por exemplo: cálcio, 
ferro e zinco) e incompatibilidade tecnológicas.
 
4.1.3 - A combinação de nutrientes deverá levar em 
conta aspectos fisiológicos e as doses destes devem manter 
as percentagens relativas dos valores de referência.
4.2 - Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia 
de Fabricação. Será permitido o uso dos aditivos e 
coadjuvantes de tecnologia de fabricação para alimentos, 
desde que justificadas as necessidades tecnológicas e 
observados os seus limites legais.
4.3 - Contaminantes Resíduos de agrotóxicos e outros 
contaminantes serão tolerados, desde que respeitados 
os seus limites fixados pela legislação vigente para os 
componentes da formulação, observadas suas respectivas 
quantidades.
5 - HIGIENE
O produto deverá ser preparado conforme as Boas 
Práticas de Fabricação, atendendo aos requisitos da 
Portaria MS 1428, de 26 de novembro de 1993, e aos 
padrões sanitários, microbiológicos, microscópicos e físico-
químicos estabelecidos pela legislação vigente.
6 - FORMAS DE APRESENTAÇÃO
O produto poderá ser apresentado em diversas formas, tais 
como: tabletes, drágeas, pós, cápsulas, granulados, pastilhas 
mastigáveis e líquidos. O produto deverá ser acondicionado em 
embalagem adequada à manutenção de suas características 
até o final do prazo de validade. Os Complementos Nutricionais 
somente poderão ser vendidos em unidades pré-embaladas 
não sendo permitida a venda fracionada.
7 - ROTULAGEM
7.1 - Será proibida toda e qualquer expressão de 
natureza medicamentosa. 
7.2 - Os rótulos dos Complementos Nutricionais 
deverão observar a legislação vigente para alimentos, no 
que couber, além dos itens abaixo descriminados: 
Painel Principal Frontal: 
7.2.1 - A designação do produto deve ser Complemento 
Nacional de.......(especificar os nutrientes básicos) ou de 
acordo com o Padrão de Identidade e Qualidade(PIQ)
especifico para o produto.
Painel Principal: 
7.2.2 - Informações e advertências sobre os riscos do 
consumo excessivo, prolongado ou inadequado. 
7.2.3 - Advertência: “Consumir preferencialmente sob 
orientação profissional”.
Painel Secundário: 
7.2.4 - Indicação da porção diária recomendada e 
modo de preparo, quando for o caso. 7.2.5- Composição 
do produto na porção indicada pelo fabricante em 
comparação a dose diária recomendada. 
7.2.6 - Instruções de conservação, armazenamento e 
transporte. 
7.3 - Os rótulos dos ComplementosNutricionais 
deverão ainda conter as seguintes declarações: 
7.3.1 - “Este produto consumido acima da dose 
recomendada traz riscos á saúde”. 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
12
7.3.2 - “Este produto não deve ser consumido por 
gestantes, lactentes e crianças de (zero)(três) anos”.
8 - REGISTRO
8.1 - Os Complementos Nutricionais estarão sujeitos 
aos mesmos procedimentos administrativos de registro de 
alimentos. 
8.2 - Para fins de registro, o interessado deve 
apresentar ao órgão competente do Ministério da Saúde: 
8.2.1 - Documentação técnica cientifica justificando a 
finalidade do produto e seu valor nutricional. 
8.2.2 - Metodologia analítica para identificação, 
quantificação e controle do produto. 
8.2.3 - Documentação que comprove a adequação da 
empresa à Portaria MS 1428/93. 8.2.4- Laudo de Análise 
Prévia expedido por laboratório credenciado.
Art 2° -As empresas terão 180(cento e oitenta)dias 
para se adequarem a esta Norma.
Art 3° -Fica estabelecido o prazo de 30 (trinta)
dias a contar da data da presente Portaria, para a 
apresentação de possíveis questionamentos, os quais 
deverão ser devidamente fundamentados, visando o 
aprimoramento da mesma.
Art 4° -Esta Portaria entra em vigor na data de sua 
publicação, revogadas as disposições em contrário.
ELISALDO DE ARAÚJO CARLINI
ANEXO “A” 
EXTRATO DE ÁCIDOS GRAXOS POLINSATURADOS 
MARINHOS
1. DEFINIÇÃO: É o produto rico em triglicerídeos, obtido 
a partir de óleo de peixe de águas frias cuja finalidade 
nutricional é o suprimento dos ácido graxos polinsaturados; 
ácido eicosapentanóico e ácido decosahexanóico.
2. CATEGORIA: “Complemento Nutricional”
3. CARACTERÍSTICAS GERAIS: o produto deverá ser 
apresentado em forma pura, acondicionado em cápsula 
composta de gelatina de glicerina. É permitido o uso de 
antioxidante tocoferol.
4. ROTULAGEM: Além dos dizeres constantes do item 7 
desta Portaria deverá conter:
4.1. NOME DO PRODUTO: “Extrato de Ácidos Graxos 
Polinsaturados Marinhos”.
4.2. CATEGORIA: “Complemento Nutricional”.
4.3. COMPOSIÇÃO: “Cada cápsula de ...mg de extrato 
de ácidos graxos polinsaturados marinhos contém:Ácido 
eicosapentanóico ...mg Ácido decosahexanóico ...mg
4.4. INGESTÃO DIÁRIA RECOMENDADA: na ausência 
de dados confirmatórios sobre a quantidade mínima e 
máxima de ácidos graxos tipo omega 3 recomendada, 
fica adotada provisoriamente a quantidade mínima de 500 
mg/dia de ácido eicosapentanóico, utilizando expressão do 
seguinte teor: “Sugere-se a ingestão de 1 a 2 cápsulas (de 
1000mg) nas principais refeições do dia”.
4.5. FINALIDADE DE USO: “Complemento Nutricional 
de Ácidos Graxos Polinsaturados tipo omega 3”(opcional).
4.6. PRAZO DE VALIDADE
4.7. LOTE E DATA DE FABRICAÇÃO
4.8. CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO: “Conservar ao 
abrigo da luz, do calor e da umidade”.
4.9. “Contém Antioxidante Tocoferol”, quando for o caso.
4.10. ADVERTÊNCIA: 
“Pessoas com alteração na coagulação sanguínea e 
mulheres grávidas ou em fase de amamentação devem 
consultar seu médico antes de usar o produto”.
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
13
5. OBSERVAÇÕES
5.1. É vedado o emprego de indicações ou textos 
que, direta ou indiretamente, se relacionem aos efeitos 
terapêuticos ou fisiológicos, além daqueles mencionados 
no item 3.1. da Res.12/78 CTA.
5.2. As disposições anteriores se aplicam aos textos e 
materiais de propaganda do produto, qualquer que seja 
o veículo utilizado para sua divulgação (Artigo 23, do 
Decreto-Lei 986/69)
ANEXO “B”
ÓLEO DE FÍGADO DE BACALHAU
1. DEFINIÇÃO: Óleo fixo, parcialmente desestearizado, 
obtido de fígados frescos do Gadus morrhuase, linné; do 
Gadus callarias linné e do Gadus aefléfinus, linné, da família 
Gadidae; refinado, clarificado e filtrado em temperatura 
inferior a 0°C. O óleo de fígado de bacalhau contém em 
cada grama, no mínimo, 255mg (850 U.I.)de Vitamina A e, 
no mínimo, 2,125mcg (85 U.I.)de Vitamina D.
2. CATEGORIA: “Complemento Nutricional”.
3. CARACTERÍSTICAS GERAIS: o produto deverá 
ser apresentado de forma pura, como um óleo límpido, 
amarelo pálido, de cheiro e sabor característicos de peixe, 
não rançoso, nem pútrido; acondicionado em cápsulas 
compostas de gelatina e de glicerina.
4. ESPECIFICAÇÕES
4.1. Solubilidade: praticamente insolúvel em álcool; 
solúvel em clorofórmio; éter, dissulfeto de carbono, acetato 
de etila e éter de petróleo.
4.2. Densidade relativa a 25°C:0,91,8 a 0,927.
4.3. Índice de Refração a 40°C:1,4705 a 1,4745.
4.4. Índice de Saponificação(mg KOH/g):no mínimo 
180 no máximo 192. 
4.5. Índice de lodo (Wijs):no mínimo 145 e no máximo 180.
4.6. Índice de Acidez: máximo de 1,2.
5. ROTULAGEM: Além dos dizeres constantes do item 7 
desta Portaria, deverá conter:
5.1. NOME DO PRODUTO: “Óleo de Fígado de 
Bacalhau”.
5.2. CATEGORIA: “Complemento Nutricional”.
5.3. COMPISIÇÃO: “Cada cápsula gelatinosa contém: 
Óleo de Fígado de Bacalhau...mg”.
5.4. TEOR DE VITAMINA A E D POR CÁPSULA: “Cada 
cápsula contém: Vitamina A......mg 
 Vitamina D......mg
5.5. INGESTÃO DIÁRIA RECOMENDADA: “a ingestão 
diária de ........ cápsulas (correspondente a 1 grama de 
óleo de fígado de bacalhau) fornece...U.I. de Vitamina A e 
...U.I. de Vitamina D, o que atende a......% da dose diária 
recomendada destas vitaminas, em adultos”.
5.6. FINALIDADE DE USO: “Complemento Nutricional 
de Vitamina A e D”.
5.7. PRAZO DE VALIDADE
5.8. LOTE E DATA DE FABRICAÇÃO
5.9. CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO: “Conservar ao 
abrigo da luz, do calor e da umidade”.
6. OBSERVAÇÕES
6.1. É vedado o emprego de indicações ou textos 
que, direta ou indiretamente, se relacionem aos efeitos 
terapêuticos ou fisiológicos, além daqueles mencionados 
no item 3.1 da Res. 12/78 CTA.
6.2. As disposições anteriores se aplicam aos textos e 
materiais de propaganda do produto, qualquer que seja 
o veículo utilizado para sua divulgação (Artigo 23, do 
Decreto-Lei 986/69).
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
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ANEXO “C”
ÓLEO DE FÍGADO DE CAÇÃO
1. DEFINIÇÃO: Óleo fixo, parcialmente desestearizado, 
obtidos de fígados frescos ou convenientemente 
conservados de diferentes espécies de peixe da classe Chon
drichthyes(Elasmobranchii,Selachii) ordem Pleurotremata, 
particularmente das famílias das Lamidae, Galeidae, 
Squalidae, por expressão e aquecimento, filtrado em baixa 
temperatura. Deve conter por grama, no mínimo, 3.000 
U.I. de Vitamina A e 85 U.I. de Vitamina D.
2. CATEGORIA: “Complemento Nutricional”
3. CARACTERÍSTICAS GERAIS: O produto deve ser 
apresentado de forma pura, como um óleo límpido amarelo 
ou amarelo-avermelhado, de odor e sabor característico 
de peixe, não rançoso, nem pútrido; acondicionado em 
cápsulas compostas de gelatina e de glicerina.
4. ESPECIFICAÇÕES:
4.1. Solubilidade: francamente solúvel em álcool; 
solúvel em éter, clorofórmio, sulfeto de carbono, acetato 
de etila, benzeno e dióxido de carbono.
4.2. Densidade Relativa a 25°C: 0,908 a 0,927.
4.3. Índice de Refração a 40°C: 1,4704 a 1,4745.
4.4. Índice de Saponificação (mg KOH/g): 170 a 195.
4.5. Índice de iodo (Hanus): 140 a 205.
4.6. Índice de Acidez: máximo de 2,8.
5. ROTULAGEM: Além dos dizeres constantes do item 7 
desta Portaria deverá conter:
5.1. NOME DO PRODUTO: “Óleo de Fígado de Cação”.
5.2. CATEGORIA: “Complemento Nutricional”.
5.3. COMPOSIÇÃO: “Cada cápsula gelatinosa 
contém: Óleo de Fígado de Cação ....mg
5.4.TEOR DE VITAMINA A E D POR CÁPSULA: “Cada 
cápsula contém: Vitamina A ...mg
 Vitamina D ...mg
5.5. INGESTÃO DIÁRIA RECOMENDADA: “a ingestão 
diária de .......... cápsulas(correspondente a 1 grama de 
óleo de fígado de cação)fornece....U.I.de Vitamina A 
e....U.I. de Vitamina D,o que atende a ...% da Dose Diária 
Recomendada destas vitaminas, em adultos”.
5.6. FINALIDADE DE USO: “Complemento Nutricional 
de Vitamina A e D”.
5.7. PRAZO DE VALIDADE
5.8. LOTE E DATA DE FABRICAÇÃO
5.9. CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO: “Conservar ao 
abrigo da luz, do calor e da umidade”.
6. OBSERVAÇÕES
6.1. É vedado o emprego de indicações ou textos 
que, direta ou indiretamente, se relacionem aos efeitos 
terapêuticos ou fisiológicos, além daqueles mencionados 
no item 3.1. da Res.12/78 CTA.
6.2. As disposições anteriores se aplicam aos textos 
e materiais de propaganda do produto, qualquer que 
seja o veículo utilizado para sua divulgação(Artigo 23, do 
Decreto-Lei 986/69).
ANEXO “D”
COMPLEMENTO À BASE DE FIBRAS ALIMENTARES 
1. DEFINIÇÕES:
1.1. Suplemento á Base de Fibras Alimentares: É o 
produto constituído principalmente por fibras, que se 
destina a suplementar a alimentação.
1.2. Fibra Alimentar ou Fibra Dietética: É a parte 
comestível dos vegetais algas que resiste à hidrólise 
pelas enzimas digestivas humanas. Incluem-se entre 
essas fibras: 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
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Celulose, Hemicelulose, ligninas, pectinas, Mucilagem, 
Gomas e Polissacarídeos das Algas.
1.3. Fibra Bruta ou Fibra Crua: É o resíduo orgânico 
dos alimentos obtidos em certas condições especificas 
de extração com éter, ácidos e álcalis. É constituído em 
grande parte por celulose, que pode ser acompanhada por 
lignina e hemicelulose.
2. CATEGORIA: “Complemento Nutricional”
3. CARACTERÍSTICAS GERAIS: Os produtos devem ser 
elaborados a partir de matérias-primas sãs, limpas, isentas 
de matéria terrosa, de parasitos, de detritos animais, e em 
perfeito estado de conservação.
4. ROTULAGEM: Além dos dizeres constantes do item 7 
desta Portaria deverá conter:
4.1. NOME DO PRODUTO: Ex: “Farelo de Trigo”, 
“Mistura à Base de Farelo de Trigo”, etc.
4.2. CATEGORIA: “Complemento Nutricional”
4.3. A quantidade de energia em 100g, 100ml ou por 
porções do produto pronto para o consumo, expressa em 
calorias (Kcal).
4.4. A quantidade de gramas de proteínas, carboidratos 
e lipídeos em 100g, 100ml ou porção do produto pronto 
para o consumo.
4.5. A quantidade de gramas de fibra dietética e/ou 
bruta em 100g, ou 100ml ou por porção do produto pronto 
para o consumo.
4.6. Origem da fibra utilizada e a porcentagem, no 
caso de mais de uma fonte.
4.7. MODO DE PREPARO OU CONSUMO
4.8. INGESTÃO DIÁRIA RECOMENDADA: “Sugere-se o 
consumo de ........ gramas/ tabletes/ envelopes/ pó, ao 
dia, ás refeições; o consumo de mais de 12g de fibras por 
dia é prejudicial à saúde.
4.9. ESCLARECIMENTO SOBRE O PRODUTO OU 
FINALIDADE DE USO: “A fibra é a parte dos vegetais 
e algas que não é digerida pelas enzimas humanas, 
portanto, não é absorvível constituindo-se ,assim, em 
importante componentes dos alimentos, que colabora 
para a adequada atividade intestinal”.
4.10. PRAZO DE VALIDADE
4.11. LOTE E DATA DE FABRICAÇÃO
4.12. CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO: “Conservar ao 
abrigo da luz, do calor e da umidade”.
5. OBSERVAÇÕES:
5.1. É vedado o emprego de indicações ou textos 
que, direta ou indiretamente, se relacionem aos efeitos 
terapêuticos ou fisiológicos, além daqueles mencionados 
no item 3.1. da Res.12/78 CTA.
5.2. As disposições anteriores se aplicam aos textos e 
materiais de propaganda do produto, qualquer que seja 
o veículo utilizado para sua divulgação (Artigo 23, do 
Decreto-Lei 986/69).
ANEXO “E”
GELATINA
1. DEFINIÇÃO: A gelatina é um produto obtido pela 
hidrólise parcial do colágeno, extraído geralmente da pele e 
dos ossos de certos animais. O produto deverá conter não 
menos que 15% de nitrogênio e não mais que 2% de cinzas.
2. CATEGORIA: “Complemento Nutricional”
3. CARACTERÍSTICAS GERAIS: A gelatina deverá ser 
de qualidade alimentar e apresentada de forma pura, 
sem aditivos, acondicionada em cápsulas compostas de 
gelatina e de glicerina.
4. ROTULAGEM: Além dos dizeres constantes do item 7 
desta Portaria deverá conter:
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
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4.1. NOME DO PRODUTO: “Gelatina”.
4.2. CATEGORIA: “Complemento Nutricional”.
4.3. COMPOSIÇÃO: “Cada cápsula contém ...mg de 
gelatina”
4.4. INGESTÃO DIÁRIA RECOMENDADA: não está 
definida cientificamente, no entanto poderá haver a 
sugestão do uso de ...cápsulas, às refeições.
4.5. ESCLARECIMENTO SOBRE O PRODUTO: “A 
gelatina é o produto obtido a partir dos tecidos animais 
ricos em colágeno, constituído por proteínas do tipo 
incompleto, em cuja composição se destaca a presença 
do aminoácido essencial lisina”.
4.6. PRAZO DE VALIDADE
4.7. LOTE E DATA DE FABRICAÇÃO
4.8. CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO: “Conservar ao 
abrigo da luz, do calor e da umidade.
5. OBSERVAÇÕES:
5.1. É vedado o emprego de indicações ou textos, 
que direta ou indiretamente, se relacionem a efeitos 
terapêuticos ou fisiológicos, além daqueles mencionados 
no item 3.1 da Res. nº 12/78 CTA.
5.2. As disposições anteriores se aplicam aos textos 
de propaganda do produto, qualquer que seja o veículo 
utilizado para sua divulgação (Artigo 23 do Decreto-Lei nº 
986/69).
ANEXO “F” 
ÓLEO DE GERME DE TRIGO
1. DEFINIÇÃO: Óleo amarelo de odor e sabor 
característicos, rico em tocoferóis (1,34 mg de vitamina E 
(alfa tocoferol)por grama de óleo), obtido por expressão 
ou extraído por solvente do embrião do trigo (Triticum 
aestivum (Graminaeae).
2. CATEGORIA: “Complemento Nutricional”
3. CARACTERÍSTICAS GERAIS: O produto deverá ser 
apresentado em forma pura, sem aditivos, acondicionado 
em cápsulas compostas de gelatina e de glicerina.
4. ROTULAGEM: Além dos dizeres constantes do item 7 
desta Portaria deverá conter:
4.1. NOME DO PRODUTO: “Óleo de Germe de Trigo”.
4.2. CATEGORIA: “Complemento Nutricional”
4.3. COMPOSIÇÃO: “Cada cápsula gelatinosa contém: 
Óleo de Germe de Trigo....mg”.
4.4. TEOR DE VITAMINA E POR CÁPSULA OU UNIDADE 
DE APRESENTAÇÃO: “Cada cápsula contém: Vitamina E 
(alfa-tocoferol)....mg”
4.5. INGESTÃO DIÁRIA RECOMENDADA: “A ingestão 
de ...cápsulas fornece ...mg de vitamina E, o que 
atende.......% da dose diária recomendada de Vitamina 
E para adulto”.
4.6. FINALIDADE DE USO: “Complemento Nutricional, 
Fonte Natural de Vitamina E e de ácidos graxos 
polinsaturados essenciais”.
4.7. PRAZO DE VALIDADE
4.8. LOTE E DATA DE FABRICAÇÃO
4.9. CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO: “Conservar ao 
abrigo da luz, do calor e da umidade”.
5. OBSERVAÇÕES:
5.1. É vedado o emprego de indicações ou textos 
que, direta ou indiretamente, se relacionem aos efeitos 
terapêuticos e fisiológicos, além daqueles mencionados no 
item 3.1. da Res. 12/78 CTA.
5.2. As disposições anteriores se aplicam aos textos 
e matérias de propaganda do produto, qualquer que 
seja o veículo utilizado para sua divulgação (Art. 23 do 
Decreto-Lei 986/69).
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
17
ANEXO “G”
LECITINA DE SOJA
1. DEFINIÇÃO: A lecitina de soja é o produto obtido 
do grão de soja, apresentando um alto conteúdo 
de fosfolipídeos; fosfatidilcolina (lecitina), fosfatidil-
etanolamina (cefaína) e fosfatidil-inositol, combinado com 
quantidades variáveis de outras substâncias, tais como: 
triglicerídeos, ácidos graxos e carboidratos. O produto 
contém não menos que 50% de insolúveis em acetona.
2. CATEGORIA: “Complemento Nutricional”
3. CARACTERÍSTICAS GERAIS: O produto deverá ser 
de qualidade alimentar, sem aditivo e acondicionado em 
cápsulas compostas de gelatina e de glicerina. Poderá 
ser utilizado ingrediente com finalidade de coadjuvante 
de tecnologia e fabricação, quando utilizada cápsula 
gelatinosa dura.4. ROTULAGEM: Além dos dizeres constantes do item 7 
desta Portaria deverá conter: 
Lecitina de Soja .....mg”.
4.4. INGESTÃO DIÁRIA RECOMENDADA: Não está 
definida cientificamente portanto, deverá vir somente 
frase do tipo: “Sugere-se o consumo de ...cápsulas ao dia, 
às refeições”.
4.5. FINALIDADES DE USO: “Complemento Nutricional 
de Lecitina de Soja”.
4.6. PRAZO DE VALIDADE
4.7. LOTE E DATA DE FABRICAÇÃO
4.8. CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO: “Conservar ao 
abrigo da luz, do calor e da umidade”.
5. OBSERVAÇÕES:
5.1. É vedado o emprego de indicações ou textos 
que direta ou indiretamente, se relacionem aos efeitos 
terapêuticos ou fisiológicos, além daqueles mencionados 
no item 3.1. da Res. 12/78 CTA.
5.2. As disposições anteriores se aplicam aos textos 
e materiais de propaganda do produto, qualquer que 
seja o veículo utilizado para sua divulgação (Artigo 23 do 
Decreto-Lei 986/69).
ANEXO “H”
LEVEDO OU LEVEDURA DE CERVEJA
1. DEFINIÇÃO: São células inteiras e secas de 
Saccharomices cerevisiae Meyen; Saccharomycetaceae. 
O produto deve conter, no mínimo, 40% de proteínas, e 
em cada grama, o equivalente de, no mínimo, 0,12mg de 
cloridrato de tiamina, 0,04mg de riboflavina e 0,25mg de 
niacina. Deve ser inativo em poder fermentativo.
2. CATEGORIA: “Complemento Nutricional”
3. CARACTERÍSTICAS GERAIS: O produto deverá ser 
apresentado em forma pura, sem a presença de aditivos. 
Quando na forma de comprimidos coadjuvantes de 
tecnologia de fabricação previstos na legislação.
4.ROTULAGEM: Além dos dizeres constantes do item 7 
desta Portaria deverá conter:
4.1. NOME DO PRODUTO: “Levedo ou Levedura 
de Cerveja”.
4.2. CATEGORIA: “Complemento Nutricional”
4.3. COMPOSIÇÃO: “Cada 100g do pó ou cada 
comprimido de ....mg de levedura de cerveja contém: 
Proteínas ...g Vitamina B1 ...mg Vitamina B2 ...mg 
Niacina...mg”.
4.4. INGESTÃO DIÁRIA RECOMENDADA: “Sugere-se o 
uso de 6 a 8g diárias do pó, para adulto ou o equivalente 
em comprimidos”.
4.5. FINALIDADE DE USO: “Complemento Nutricional 
de proteínas e vitaminas do complexo B (B1, B2 e Niacina)”.
4.6. PRAZO DE VALIDADE
4.7. LOTE E DATA DE FABRICAÇÃO
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4.8. CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO: “Conservar ao 
abrigo da luz, do calor e da umidade”.
5. OBSERVAÇÕES:
5.1. É vedado o emprego de indicações ou textos 
que direta, ou indiretamente, se relacionem aos efeitos 
terapêuticos ou fisiológicos, além daqueles mencionados 
no item 3.1. da Res. 12/78 CTA.
5.2. As disposições anteriores se aplicam aos textos 
e matérias de propaganda do produto qualquer que seja 
o veículo utilizado para sua divulgação (Artigo 23 do 
Decreto-Lei nº 986/69).
ANEXO “I”
SPIRULINA
1. DEFINIÇÃO: São microalças do grupo das 
cianosquizofiteas (Algas Azuis) marinhas ou dulcequíolas, 
cujas espécies comestíveis do gênero compreendem: 
platensis e máxima. Apresentam alto conteúdo de proteínas 
combinado com quantidades variáveis de vitaminas do 
complexo B, especialmente B12, pró-vitaminas K,E e PP/A, 
e minerais como o cálcio, fósforo, ferro, sódio, potássio e 
magnésio. O produto deverá conter no mínimo 55% de 
proteínas e não exceder a ingestão diária de 50 gramas (2 
g/dia de ácidos nucleicos)
2. CATEGORIA: “Complemento Nutricional”
3. CARACTERÍSTICAS GERAIS: O produto deverá ser 
apresentado em forma pura, sem a presença de aditivos 
e acondicionado em cápsulas compostas de gelatina e de 
glicerina. Poderá ser utilizado ingrediente com finalidade 
de coadjuvante de tecnologia de fabricação, quando 
utilizada cápsula gelatinosa dura.
4. ROTULAGEM: Além dos dizeres constantes do item 7 
desta Portaria deverá conter:
4.1. NOME DO PRODUTO: “Spirulina”.
4.2. CATEGORIA: “Complemento Nutricional”.
4.3. COMPOSIÇÃO: “Cada cápsula gelatinosa contém: 
Spirulina platensis ou máxima .....mg
 4.4. INGESTÃO DIÁRIA RECOMENDADA: “Sugere-se o 
consumo de ...cápsulas ao dia, às refeições”.
4.5. FINALIDADE DE USO: “Complemento Nutricional 
de proteínas e vitaminas”.
4.6. PRAZO DE VALIDADE
4.7. LOTE E DATA DE FABRICAÇÃO
4.8. CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO: “Conservar ao 
abrigo da luz, do calor e da umidade”.
5. OBSERVAÇÕES
5.1. É vedado o emprego de indicações ou textos 
que, direta ou indiretamente, se relacionem aos efeitos 
terapêuticos ou fisiológicos, além daqueles mencionados 
no item 3.1. da Res. 12/78 CTA.
5.2. Às disposições anteriores se aplicam aos textos e 
matérias de propaganda do produto, qualquer que seja o 
veículo utilizado para a divulgação (Artigo 23 do Decreto-
Lei 986/69).
ANEXO “J”
Doses Diárias Recomendadas (DDR’s) NUTRIENTE DDR 
Vitamina A 2687-3333 
Vitamina D 5 mg 
Vitamina B1 (Tiamina) 1,0-1,5 mg 
Vitamina B2 (Riboflavina) 1,2-1,7 mg 
Niacina 15-19mg NE 
Ácido Pantoténico 4-7 mg 
Vitamina B6(Piridoxina) 1,6-2,0 mg 
Vitamina B12 2 mg Vitamina C 60 mg 
Vitamina E 8-10 mg TE 
Biotina 30-100 mg 
Ácido Fólico 180-200mg 
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Vitamina K 65-80 mg 
Cálcio 800 mg 
Fósforo 800 mg 
Magnésio 280-350mg 
Ferro 10-15mg 
Flúor 1,5-4,0mg 
Zinco 12-15mg 
Cobre 1,5-3,0mg 
Iodo 150mg 
Selênio 55-70mg 
Molibdênio 75-250mg 
Cromo 50-200mg 
Manganês 2,0-5,0mg
*Fonte: 
NATIONAL RESEARSH COUNCIL. Recommended Dietary Allowances. 
Washington DC. 1989.
ÓLEO DE GERME DE TRIGO
O Óleo de Germen de Trigo é uma excelente fonte de 
ácidos gordos essenciais e de Vitamina E natural. Na sua 
composição encontramos os seguintes ácidos gordos:
Ácido Linolénico 56%, Àcido Oleico 17%, Ácido 
Palmítico 16%, Ácido Linoleico 7%.
O óleo de Germen de Trigo considera-se a fonte mais 
natural de Vitamina E. O seu conteúdo em Vitamina E varia 
entre 300-450 mg/100gr. Logicamente o elevado conteúdo 
em Vitamina E fundamenta a maior parte das propriedades 
do óleo.A Vitamina E era considerada a vitamina da 
fertilidade pelo que a sua ausência pode provocar diversas 
perturbações tanto na mulher como no homem.Mesmo 
assim devido às propriedades antioxidantes da vitamina 
E protege a gordura da pele da acção dos radicais livres.
Tem também um conteúdo em provitamina A,Vitamina 
F,Lecitina e Estearina.O seu grande conteúdo em substâncias 
biologicamente activas deve-se à sua origem embrionária.
Devido ao seu alto conteúdo em ácidos gordos 
essenciais e em Vitamina E é um suplemento nutricional, 
muito importante, na sua dieta diária devido à sua marcada 
acção como antioxidante celular com uma acção anti-
radicais livres, que causam envelhecimento prematuro.
O Óleo de Germen de Trigo suvizará a pele hidratando-a 
e dando-lhe maior eleasticidade, fazendo também a 
prevenção da formação de estrias.
É muito recomendável em peles oleosas, com pontos 
negros e cútis, com as chamadas manchas de idade.
Do mesmo modo, pelas suas propriedades humectantes, 
nutre e dá vigor ao cabelo, uma vez que combate a caspa.
MODO DE EMPREGO: 
Guardar num local seco, fresco e ausente de luz. 
Guardar no frigorífico depois de aberto.
INGREDIENTES: 
Óleo de germen de trigo 100% puro.
VALORES NUTRICIONAIS 
Valor energético: 900Kcal/100gr (3762Kj/100gr)
Proteínas: 0%
Glúcidos: 0%
Gorduras: 100%
2. IMPORTÂNCIA DO 
ARMAZENAMENTO SOBRE AS 
PROPRIEDADES DAS FARINHAS 
DE TRIGO
2.1. ASSOCIAÇÃO ENTRE FUNGOS E 
INSETOS NO ARMAZENAMENTO DE 
SEMENTES DE TRIGO.
2.1.1. Incidência de pragas nas sementes 
armazenadas
O armazenamento de sementes de trigo deve ser 
conduzido de maneira extremamente cuidadosa, para 
possibilitar a preservação da qualidade, minimizando o 
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processo de deterioração das sementes, causada pelo 
ataque de insetos.No Brasil, as perdas de grãos podem variar entre 0,2 e 
30 % da produção total, em função das condições precárias 
de armazenamento no meio rural e de condições climáticas 
favoráveis ao crescimento da população de pragas.
As principais pragas de armazenamento de sementes 
e da farinha de trigo, de acordo com PUZZI (1986), são: 
Plodia interpunctella (traça da farinha), Rhyzopertha 
dominica (besouro), Sitophilus granarius (gorgulho do 
trigo), Sitophilus oryzae (gorgulho do trigo), Sitophilus 
spp. (gorgulho), Sitotroga cerealella (traça dos cereais) e 
Tribolium castaneum (besouro castanho).
Nota: As fotos de cada inseto estão no capítulo: 
ESTOCAGEM O TRIGO – no MÓDULO I – pág. 27 e 28.
Estes insetos são vistos como parte de um ecossistema 
único, pois as diferentes espécies estão associadas a nichos 
ecológicos, nos quais, tanto as sementes sadias quanto 
o material quebrado e infectado por fungos podem ser o 
substrato para desenvolvimento e multiplicação dos insetos.
A capacidade de atacar grãos inteiros e sadios 
caracteriza os insetos primários; são considerados 
secundários aqueles que são capazes de infestar apenas 
sementes quebradas e farinha. Dentre os insetos primários, 
destacam-se aqueles da ordem Coleoptera e Lepidoptera, 
sendo a temperatura e a umidade do ar condicionantes da 
severidade dos danos.
Os Sitophilus spp., da Ordem Coleóptera, apresentam 
grande importância econômica devido à alta agressividade; 
porém, também foi observado que estes insetos apresentam 
aparatos bucais especializados em se alimentar de 
sementes inteiras e sadias e não conseguem se multiplicar 
em sementes trituradas ou em farinha.
Estes gorgulhos ovipositam dentro das sementes, onde 
suas larvas ápodes completam o desenvolvimento. A oviposição 
não ocorre em sementes trituradas e mesmo quando os ovos 
são postos, o desenvolvimento da larva é prejudicado.
O S. oryzae é atraído por substâncias voláteis, 
características de grãos frescos de trigo (valeraldeído, 
maltol e vanilina). Este comportamento reflete seu nicho 
ecológico de atuação.
Raramente, insetos como gorgulhos ou traças são ativos em 
sementes com teores de água inferiores a 8% e temperaturas 
entre 18 e 20 ºC. O desenvolvimento e crescimento desses 
insetos são favorecidos em sementes com teores de água 
entre 12 a 15% e temperaturas entre 23 e 35ºC.
No entanto, tais pragas estão adaptadas a uma dieta 
a base de material vegetal seco e muitas delas possuem 
características especiais que lhes permitem a sobrevivência 
em condições de baixa disponibilidade de água. No 
entanto, temperaturas baixas provocam desenvolvimento 
lento após a oviposição e grande redução das taxas de 
desenvolvimento e crescimento dos insetos.
Ao armazenar sementes de trigo com teores de água 
de 11,2 a 13,7% a temperaturas de 15 a 35ºC, durante 
10 meses. Observou-se que o Sitophilus oryzae não 
sobreviveu nas sementes armazenadas a 15°C, sendo 
que a 20°C, sobreviveu apenas nas sementes com teor 
de água de 13,7%. Nas sementes com teor de água de 
11,2%, a progênie foi considerável apenas na temperatura 
de 35ºC e no décimo mês.
A progênie desenvolvida nas sementes que 
apresentavam teor de água de 13,7% foi no mínimo 4 vezes 
maior do que nas sementes com teor de água de 12,1%. 
Nas sementes com teor de água de 13,7%, armazenadas 
a 25, 30 e 35ºC a progênie atingiu os valores máximos 
após o sexto mês, variando entre 430 e 633 insetos nesses 
tratamentos, até o décimo mês.
Estudando o desenvolvimento da progênie de 
Rhizopertha dominica em sementes, com teor de água 
de 13%, também observaramque os fatores ambientais 
influenciaram o desenvolvimento da progênie. Demorou 
17 dias a mais para a emergência de 50% da progênie a 
27ºC em comparação com 34ºC. 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
21
Na Índia, investigaram o efeito de diferentes níveis 
de infestação inicial de Sitophilus oryzae sobre danos em 
grãos de trigo armazenados e constataram que os danos 
causados nos grãos e a perda de viabilidade das sementes 
aumentaram significativamente com o aumento do nível 
de infestação e período de armazenamento.
A dureza do grão pode influenciar fortemente a 
habilidade de Sitophilus oryzae em se reproduzir no trigo 
armazenado. Por isso, sementes de culturas diferentes 
apresentam diferentes níveis de resistência a insetos de 
armazenamento. As culturas mais suscetíveis ao ataque de 
Sitophilus oryzae são os que apresentam menores valores 
para características que indicam dureza da semente.
Também foi observada uma correlação direta entre 
infestação por Sitophilus oryzae e a presença de ácido 
úrico e ácidos graxos livres nas sementes. Por outro lado, 
a dureza da semente não influenciou significativamente a 
taxa de multiplicação de gorgulhos, principalmente a do 
S. granarius. 
2.1.2. Controle químico das pragas no 
armazenamento das sementes
O expurgo é uma prática bastante difundida no Brasil 
para eliminar focos de infestação de pragas já existentes 
em grãos e sementes armazenadas de diversas espécies de 
cereais, leguminosas e gramíneas forrageiras. Atualmente, 
a fosfina (ALPH3), com o nome comercial de Gastoxin, 
é o fumigante mais empregado, devido à sua eficiência, 
facilidade de aplicação e disponibilidade no mercado.
Também já é amplamente conhecido que a fosfina não 
prejudica a germinação das sementes. Já foi constatado 
que três expurgos com fosfina, em intervalos mensais, 
na dosagem de 10 comprimidos de gastoxin por metro 
(o dobro da dosagem recomendada), não prejudicaram 
o poder germinativo de sementes de três cultivares de 
sorgo e duas de milho. O vigor, avaliado pelos testes 
de envelhecimento artificial e índice de velocidade de 
emergência, também não foi prejudicado.
A ação da fosfina pode ser mais efetiva pela elevação 
da dosagem e do período de exposição; porém, a variação 
na eficiência do tratamento está associada ao local de 
origem do foco de infestação, refletindo uma característica 
de resistência da praga, foi necessário aumentar as 
dosagens de fosfina de 1g para 2g/ 20 sacos e o período 
de exposição de 72 horas para 96 horas para controlar o 
gorgulho (Sitophilus ssp.) em sementes de milho, em face 
da eficiência limitada da fosfina no controle das formas 
imaturas do gorgulho.
Devido ao expurgo com fosfina não ser capaz de proteger 
as sementes contra novas infestações, o método mais utilizado 
para o controle de pragas em sementes e grãos armazenados 
é o controle preventivo com inseticidas, por não ser caro, 
possuir ação rápida e apresentar persistência aceitável. 
Diversos inseticidas de contato são empregados na 
proteção de sementes e de grãos armazenados. Os inseticidas, 
que devem atender a critérios de eficiência e segurança, 
são efetivos durante meses ou anos. Entretanto, problemas 
como de população de pragas resistente aos inseticidas e 
a degradação dos mesmos, também devem preocupar 
a pesquisa sobre proteção de sementes armazenadas, 
pois as comunidades de artrópodes podem se estabelecer 
gradativamente nos grãos armazenados, à medida que os 
resíduos decrescem e as pragas invadem os grãos.
Fatores que afetam a degradação do inseticida, após a 
aplicação em sementes de cereais, incluem temperatura, 
conteúdo de água da semente, tipo de inseticida e 
formulação, além de propriedades físicas e fisiológicas das 
sementes e da atividade de fungos.
Em 1988 observou que os inseticidas organofosforados 
clorpirifós metil, pirimifós metil e malathion não sofreram 
degradação durante oito meses, tanto em sementes de 
trigo recém-colhidas quanto em envelhecidas (com 2anos) e armazenadas nas condições do Canadá, em 
temperaturas que flutuaram entre –15ºC e 27ºC.
Apenas após 10 a 12 meses, quando as temperaturas 
do ambiente foram mais elevadas, o decréscimo de 
resíduos dos inseticidas foi refletido pelo decréscimo na 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
22
mortalidade dos insetos Tribolium castaneum. À medida 
que os inseticidas foram perdendo o efeito, a quantidade de 
insetos desorientados passou a ser superior à mortalidade. 
Por outro lado, também pode-se observar que o 
inseticida clorpirifós metil perdeu o poder residual em 
sementes de trigo armazenadas por 10 meses, desde 
os primeiros meses, formando uma curva assintótica. A 
degradação dos resíduos também foi maior à medida que 
se aumentou a temperatura do ar de 15 para 35ºC e o teor 
de água das sementes de 11,2 para 13,7%.
A progênie de S. oryzae e a porcentagem de sementes 
danificadas pelos insetos se correlacionaram positivamente 
com a sobrevivência dos insetos e negativamente com os 
níveis de resíduo.
Em sementes de trigo, com teores de água entre 12,2 
e 15,1%, tratadas com clorpirifós metil e armazenadas por 
18 meses em temperaturas que flutuaram entre –20ºC e 
30ºC, no Canadá. O inseticida se degradou com o tempo, 
mas ofereceu controle efetivo de Tribolium castaneum 
(>90%) por 10 meses, na dosagem de 4,6ppm. A 
germinação das sementes não foi afetada pelo inseticida.
Considerando a qualidade fisiológica das sementes 
de trigo tratadas com diversos inseticidas e estudando 
a eficácia residual de cinco inseticidas: Deltametrina 
(3ppm), Fluvinate (10ppm), Clorpirifós metil (30ppm), 
Etrimfós (10ppm) e Malathion (40ppm), como protetores 
na semente de trigo contra S. oryzae13 e S. granarium, 
constatou-se que nenhum deles afetou a germinação das 
sementes durante o armazenamento.
Porém, ao avaliar os efeitos do período de armazenamento 
e do tratamento de sementes de diferentes cultivares de 
trigo com diferentes inseticidas (Aldrin 30EC, Endosulfan 
35EC, Formothion 20EC e Clorpirifós 20EC) e constatou-se 
que dependendo do cultivar e do inseticida, a viabilidade 
e o vigor das sementes foram afetados. Formothion 20CE 
afetou todos os parâmetros de viabilidade e vigor para a 
maioria dos cultivares e Endosulfan forneceu resultados 
semelhantes à testemunha.
O tratamento com Malathion (8ppm) proporcionou o 
controle efetivo de raças resistentes de T. Castaneum em 
sementes de trigo; porém, favoreceu o crescimento do 
fungo Aspergillus glaucus, que pode ter metabolizado o 
inseticida e o utilizado como fonte de fósforo e carbono. 
Nas sementes não tratadas, a presença de insetos pode 
ter inibido o crescimento dos fungos.
O inseticida fenitrothion (Fenitrothion 500CE) é 
especialmente formulado para o tratamento de sementes. 
Após dois dias do tratamento de sementes de trigo com 
fenitrothion, na concentração de 2ppm, a mortalidade 
Sitophilus oryzae foi completa. Este produto, na 
concentração de 8ppm, permaneceu tóxico aos insetos 
durante 6 meses e não afetou os valores de germinação 
das sementes.
Na dosagem de 15ml/t, o fenitrothion (Fenitrothion 
500CE) também se mostrou eficiente no controle S. oryzae, 
até 60 dias após a aplicação, em trigo acondicionado em 
sacos de ráfia e armazenado à temperatura de 25ºC.
Já a eficiência do tratamento de sementes de trigo, 
que apresentavam teores de água de 10, 12 ou 14%, 
com fenitrothion, no controle de Sitophilus oryzae durante 
quatro meses. Verificaram também que o recipiente (de 
madeira,de cimento, latas ou sacos de juta), em que foram 
acondicionadas as sementes, interferiu na velocidade 
de degradação do inseticida. A degradação foi mais 
rápida nas sementes com teores de água de 12 e 14%, 
acondicionadas em sacos de juta ou em caixas de cimento. 
2.1.3 Incidência de fungos nas sementes 
armazenadas
Vários patógenos podem estar associados às sementes 
de trigo, sendo a maioria deles de origem fúngica, a 
presença de fungos pode reduzir a capacidade germinativa 
de um lote de sementes, além de causar problemas na 
interpretação dos resultados dos testes de germinação, 
conduzidos em condições de laboratório.
Dentre os fungos mais importantes, merecem destaque 
os gêneros Alternaria, Bipolaris, Drechslera, Fusarium, 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
23
Pyricularia, Septoria, Tilletia e Ustilago, que invadem 
as sementes ainda no campo, e necessitam para o seu 
crescimento de umidade relativa em torno de 90 a 95% 
que, representa um teor de água de 25% nas sementes 
amilácias, como as de trigo. Quando há redução neste teor 
de água, ocorre paralisação no desenvolvimento desses 
fungos e não ocorrem novas invasões.
A sobrevivência dos fungos de campo nas sementes 
depende da habilidade em se manterem viáveis nas 
condições de temperatura e umidade relativa do armazém, 
do grau de infecção e do teor de água das sementes. 
Por outro lado, os fungos do gênero Aspergillus e 
Penicillium estão presentes nas sementes recém-colhidas, 
em porcentagens muito baixas e são capazes de sobreviver 
em ambientes com baixa umidade, proliferando-se em 
sucessão aos fungos de campo e causando a deterioração 
das sementes, culminando com a perda da viabilidade e do 
valor comercial das sementes. 
Os fungos de campo predominaram inicialmente em 
13,5 t de sementes de trigo que foram armazenadas por 
cinco anos a granel, com teor de água inicial de 13,5%. A 
temperatura do ambiente variou entre –15ºC e 30ºC, neste 
período. Depois de dois anos, surgiu uma zona quente 
de 49ºC, resultando na redução imediata de Alternaria 
alternata e no aumento dos fungos de armazenamento, 
primeiro Penicillium, seguido por uma sucessão de 
Aspergillus. A incidência desses fungos também declinou, 
de forma que depois de 5 anos o fungo predominante foi 
o saprófito Chaetomim dolichotrichum.
Há uma correlação positiva entre a infecção de A. 
alternata e viabilidade das sementes; porém, durante 4 
anos a incidência deste fungo decresceu de 91 para 1% 
e a germinação continuou elevada na superfície da massa 
de grãos. O decréscimo na germinação ocorreu após cinco 
anos, coincidente com aumento no teor de água para 14,5% 
e acréscimos na incidência de fungos de armazenamento.
Embora os fungos de armazenamento se caracterizem 
por crescerem sem água livre costumam apresentar 
maior incidência em sementes colhidas em anos mais 
úmidos. Além disso, estes fungos não crescem em 
sementes com teores de água em equilíbrio com umidades 
relativas do ar inferiores a 68%; portanto, não podem ser 
responsabilizados pela deterioração.
Penicillium spp. não são tão comuns como as espécies 
de Aspergillus; mas são encontrados às vezes em 
sementes de cereais, particularmente em lotes com teor 
de água superior a 16% e armazenados a temperaturas 
relativamente baixas.
O crescimento de fungos é visível em sementes 
armazenadas com teor de água de 19 % a temperaturas 
entre 20 e 35ºC, apenas após a germinação das sementes 
ter caído abaixo de 90%. Por outro lado, raramente há 
crescimento de fungos em sementes armazenadas a 10 
ou 15ºC, mesmo após a porcentagem de germinação ter 
decrescido para 70 %.
Sob condições favoráveis ao crescimento, estes fungos 
diferem quanto à habilidade de invadir e deteriorar 
sementes. Por exemplo, durante os primeiros dias do 
armazenamento de sementes de trigo com teor de água 
de 19 %, os níveis de infecção de Aspergillus glaucus e A. 
flavus foram elevados a 35 ºC, de A. candidus a 30 e 25ºC 
e de A. candidus e de Penicillium spp a 20ºC. Em períodos 
posteriores do armazenamento, o nível de infecçãode A. 
glaucus permaneceu elevado a 35ºC, de .A. candidus a 30 
e 20ºC e de A. candidus e de A. glaucus a 25ºC.
Na literatura há diversos trabalhos que explicam o 
envolvimento destes fungos no processo de deterioração 
das sementes de trigo. Aspergillus spp. e Penicillium 
spp. ocorrem de forma generalizada em todas as partes 
do mundo, contaminando grãos e sementes, invadindo 
preferencialmente o embrião e, consequentemente, 
reduzindo o potencial de germinação da semente.
Experimentalmente, sementes de trigo inoculadas com 
diferentes isolados de Aspergillus (A. ruber, A. chevaliere 
e A. restrictus) resultaram em altíssima redução de 
germinação, que inicialmente era de 97% de germinação 
foi reduzida em 25% por todos os isolados e 50% dos 
embriões foram invadidos, se tornaram escurecidos e 
adquiriram consistência gelatinosa, 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
24
Além da redução da germinação, estes fungos também 
causaram a redução no crescimento das plântulas, 
provavelmente devido à produção de substâncias tóxicas.
Os fungos testados também foram capazes de produzir 
amilase extracelular, de forma que as sementes perderam 
quantidades consideráveis de carboidratos, que foram 
degradados pela atividade metabólica dos fungos e 
utilizados para crescimento e desenvolvimento destes. O 
aumento de quitina, verificado após 15 dias da incubação, 
revelou invasão e crescimento dos fungos no interior das 
sementes. O fungo que mais cresceu, A flavus, também foi 
o que produziu maior teor de quitina. 
Aspergillus glaucus é capaz de deteriorar o sistema 
de membranas de sementes de trigo, alterando sua 
permeabilidade. Os fosfolipídios são os principais 
constituintes da membrana plasmática e à medida 
que aumenta o nível de infecção pelos fungos de 
armazenamento, aumenta o teor de ácidos graxos livres, 
resultante da degradação de lipídios por estes fungos.
3. BOLORES NO ARMAZEMANTO DA 
FARINHA DE TRIGO
Fonte: Espécies Aspergillus spp., Penicillium spp. e Fusarium spp.
Durante muito tempo os fungos foram considerados 
vegetais. A partir de 1960 passaram a ser classificados 
como reino à parte - Fungi. Os fungos são seres vivos 
eucarióticos unicelulares como as leveduras, ou 
pluricelulares como os fungos filamentosos ou bolores e 
os cogumelos. 
Os fungos não sintetizam clorofila nem qualquer 
pigmento fotossintético. Os esporos dos fungos são 
abundantes e amplamente encontrados na natureza, 
germinam rapidamente no solo, em plantas, em alimentos, 
em papel e até em vidros. Os alimentos armazenados 
representam excelente campo para a proliferação dos 
fungos, principalmente quando os princípios básicos 
de secagem adequada e armazenamento correto são 
desconhecidos ou desprezados.
Aspergillus é um gênero de fungos que apresenta 
coloração branca amarelada com formação de pedúnculos 
e uma ponta colorida.
As substâncias denominadas aflatoxinas são produzidas 
por espécies de fungos, essencialmente por Aspergillus 
flavus e Aspergillus parasiticus.
O gênero Aspergillus pertence ao grupo dos 
Hyphomycetos que se caracteriza pela formação de 
conidióforos, ou seja, hifas especializadas e produtoras de 
conídios com formas e arquitetura variáveis.
A contaminação e a deterioração dos alimentos 
causadas por fungos são mais comuns que as originadas por 
qualquer outro grupo de microrganismos. A contaminação 
por fungos é importante não apenas sob o ponto de vista 
sensorial, mas também pelo perigo que a produção de 
micotoxinas representa para o consumidor.
Os fungos podem promover prejuízos significativos aos 
alimentos. Quando presentes em sementes ocasionam 
perda do poder germinativo. Podem, ainda, alterar as 
condições físicas dos produtos, reduzir o valor nutritivo, 
alterar o aspecto externo, produzir aflatoxinas e favorecer 
a ação de outros agentes de deterioração, como leveduras, 
bactérias e insetos.
Os trópicos estão situados na parte do globo entre as 
latitudes de aproximadamente 23º norte e 23º sul. Nem 
todas as áreas compreendidas nessa faixa são quentes e 
úmidas, mas em sua maioria as condições atmosféricas 
são muito favoráveis (70 a 100% de umidade e mais de 25 
ºC) para rápida proliferação dos fungos.
A pesquisa de aflatoxina teve início em 1960, na Inglaterra, 
quando ocorreu intoxicação de aves tratadas com rações à 
base de amendoim provenientes do Brasil e da África. Tal 
fato ficou conhecido como “Doença X” e, na época, causou 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
25
a morte de milhares de animais. A aflatoxina tem recebido 
grande atenção em comparação com as demais micotoxinas, 
devido aos efeitos carcinogênicos que podem provocar em 
animais e o efeito agudo tóxico em seres humanos. As 
aflatoxinas representam o grupo de micotoxinas com mais 
resultados positivos em alimentos já relatados.
Em termos de maior e menor susceptibilidade, a 
contaminação dos alimentos por fungos, tendo em vista 
sua natureza, composição e uso, ocorre na seguinte ordem: 
cereais, subprodutos de cereais (essencialmente o trigo), 
subprodutos de matadouros de aves, farinhas de alfafa, 
mandioca, soja integral, girassol integral, algodão, farinha 
de soja, farinha de girassol, glúten de arroz e outros, além 
de produtos submetidos a peletização.
O objetivo geral desta revisão consistiu em levantar 
dados sobre as condições de crescimento dos fungos 
toxigênicos A. flavus e A.parasiticus em alimentos e sua 
importância em saúde pública.
3.1. FATORES IMPORTANTES PARA 
A MULTIPLICAÇÃO DE FUNGOS E 
PRODUÇÃO DE MICOTOXINAS
Os principais fatores que determinam a deterioração 
dos alimentos são a atividade de água, a concentração 
hidrogeniônica, a temperatura (processamento e 
estocagem), o potencial de oxirredução, a consistência, os 
nutrientes, o efeito específico do soluto e os preservativos.
3.1.1. ATIVIDADE DE ÁGUA
A produção de aflatoxina resulta da tripla combinação de 
espécie fúngica, do substrato e do meio ambiente. Os fatores 
que afetam a produção de aflatoxina podem ser divididos em 
3 categorias, ou seja, física, nutricional e biológica.
A atividade de água requerida para o crescimento do A. 
flavus é de 0,80 a >0,99 (ótimo 0,98). Para a produção da 
aflatoxina os valores são de 0,82 a >0,99 e a atividade de 
água considerada mais favorável é de 0,95 a 0,99.
A umidade relativa de equilíbrio corresponde à umidade 
de que dispõem os microrganismos, uma vez alcançados 
o equilíbrio entre a umidade livre do produto e o vapor de 
água existente no meio ambiente. A umidade relativa de 
equilíbrio é expressa em porcentagem e varia de alimento 
para alimento, pois depende de sua composição em 
glicídios e gorduras. De forma geral, a umidade relativa 
de equilíbrio refere-se à atmosfera em equilíbrio com o 
produto e a atividade de água do próprio produto.
Foi avaliado o crescimento de A. flavus, A. parasiticus e 
A. nomius, em temperaturas de 25, 30 e 37 ºC e diferentes 
atividades de água (entre 0,75 a 0,996). Foram utilizadas 
glicose e frutose para o controle da atividade de água 
no meio, sendo que a relação atividade de água entre 
as espécies mostrou-se similar. O mínimo de atividade 
de água para germinação e crescimento das espécies 
estudadas foi de 0,82 a 25 ºC, 0,81 a 30 ºC e 0,80 a 37 
ºC. O Aspergillus nomius foi ligeiramente menos xerofílico 
que as demais espécies.
A umidade do substrato e a umidade relativa 
constituem pontos críticos na produção da aflatoxina. A 
produção máxima de aflatoxina, em grão de cereal, ocorre 
em umidade de 25% a 30 ºC. A umidade relativa mínima 
exigida é de 83 a 88%. Tais autores observaram,também, 
aumento na produção de aflatoxina com o acréscimo da 
umidade relativa para 99%.
A influência da atividade de água foi analisada em 
amendoim, variedade ”Tatu vermelho“, quanto ao 
crescimento de fungos e à produção de aflatoxina. 
Observou-se que nos primeiros 15 dias em atividade de 
água de 0,75 a 0,86 o crescimento do fungo foi lento, 
sendo mantido o mesmo nível durante 60 dias, em todas 
as atividades de água testadas (0,75; 0,83; 0,86; 0,93 
e 0,97). A produção ótima de aflatoxina ocorreu em 
atividade de água de 0,93 e, em 0,86 não houve formação 
de aflatoxina por 120 dias.
Amostras de trigo com microbiota fúngica natural ou 
amostra estéril inoculada com uma espécie de fungo ou 
misto de fungos (A. flavus, A. niger, P. purpurogenum e F. 
moniliforme) foram estocadas em diferentes concentrações 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
26
de umidade. O tempo inicial para moldagem da população 
fúngica e a produção de aflatoxina B1 foram avaliados. A 
população fúngica do arroz naturalmente contaminado e 
com umidade de 13% diminuiu significativamente durante 
a estocagem. Com 17 e 20% de umidade ocorreu aumento, 
atingindo o máximo de log107 (UFCg-1).
As amostras com umidade maior ou igual a 20% 
apresentaram níveis elevados (>20 ppb) de aflatoxina B1. 
A síntese de aflatoxina em umidade de 25% aumentou a 
incorporação de maior quantidade de inóculo de A. flavus, 
não ocorrendo o mesmo quando da utilização de miscelânea 
de fungos. O inóculo de A. flavus e P. purpurogenum 
apresentou baixa produção de aflatoxina e a síntese máxima 
ocorreu apenas mediante o inóculo de A. flavus.
3.1.2.TEMPERATURA
Em alimentos refrigerados e não-refrigerados, 
estocados em residências, foi observado que a microbiota 
fúngica era representada por Penicillium (49%) e por 
Aspergillus (38%). Destes, 10,7% foram capazes de 
produzir micotoxinas, incluindo aflatoxinas, ocratoxina A e 
patulina. Verificou-se, ainda, que a produção de aflatoxina 
foi mais comum nos alimentos não-refrigerados.
A temperatura ótima para a produção de aflatoxina 
é influenciada pelo tipo de substrato. No amendoim, em 
solução nutriente, a temperatura ótima para a produção 
de aflatoxina por Aspergillus flavus foi 25 ºC, em período 
de incubação de 7 a 9 dias. Elevados índices de aflatoxina 
foram produzidos em amendoim a 25 e 30 ºC, durante 
7 e 15 dias de incubação, ocorrendo o mesmo no meio 
líquido. A produção de aflatoxina por Aspegillus parasiticus 
atingiu maior nível nas temperaturas de 20, 25 e 30 ºC, 
no período de 5 a 21 dias. Os níveis mais elevados foram 
observados aos 25 e 30 ºC, com 7 e 15 dias de incubação.
A temperatura ótima para a produção de aflatoxina 
em arroz foi de 28 ºC, não sendo detectada a toxina 
em temperatura abaixo de 8 ºC ou a partir de 37 ºC. 
A temperatura ótima para a produção de aflatoxina 
geralmente encontra-se entre 25 a 28 ºC (13).
Ao avaliar o crescimento de uma cepa de Aspergillus 
produtora de aflatoxina, na temperatura de 8 ºC, durante 504 
horas e não observaram crescimento durante este período.
De acordo com o ICMSF os limites de crescimento do 
Aspergillus flavus variam de 10 a 43 ºC e a temperatura 
considerada ótima é de 33 ºC. A temperatura para a 
produção de aflatoxina é de 13 a 37 ºC, tendo como 
ótimo temperaturas entre 16 a 31 ºC. Para o Aspergillus 
parasiticus a temperatura varia de 12 a 42 ºC, tendo 
como temperatura mais favorável 32 ºC. Já a produção 
da aflatoxina ocorre entre 12 a 42 ºC e a temperatura 
considerada ótima é de 25 ºC.
A produção de aflatoxina foi analisada em várias 
temperaturas pelo período de 5 dias em meio Wort. A produção 
máxima de aflatoxina foi observada a 24 ºC e o crescimento 
máximo do A. flavus ocorreu nas temperaturas de 29 e 35 
ºC. Durante 5 dias não houve produção de aflatoxina em 
temperatura abaixo de 18 ºC e acima de 35 ºC (36).
O efeito do congelamento em amostras naturalmente 
contaminadas com AFM1 e armazenadas a -18 ºC 
apresentou baixa degradação e o processo ocorreu 
lentamente. Os resultados demonstraram que aos 53 dias 
não houve redução, sendo verificada pequena variação 
aos 68 dias. Aos 120 dias houve perda de 45% da AFM1.
A influência da temperatura e da atividade de água foi 
avaliada quanto à produção de aflatoxina por A. flavus em 
feijão cowpea, farinha e farinha com cebola. Temperaturas 
de 21 e 30 ºC produziram elevada quantidade de aflatoxina, 
sendo a maior quantidade obtida em farinha contendo 
cebola, com atividade de água de 0,98 e incubação a 21 
ºC, após 20 dias.
Amostras de farinhas de trigo inoculadas com cepas 
de A. flavus toxigênico foram incubadas a 15 ºC, 25 ºC 
e 40 ºC em umidade relativa (UR) entre 61% e 99%, 
pelo período de 10, 20 e 30 dias. A melhor produção de 
aflatoxina foi obtida a 25 ºC, em UR de 85% e 98%, após 
10 dias da incubação.
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
27
Pouca diferença foi encontrada no nível de infecção 
total aos 60 dias de armazenamento, exceto para a espécie 
A. glaucus, a qual predominou em relação às demais. 
Aumento gradual na infecção fúngica ocorreu durante os 
30 dias de estocagem. Houve variação no crescimento dos 
fungos nos diferentes recipientes.
A capacidade dos fungos toxigênicos invadirem as 
sacarias foi determinada usando inóculos, os quais incluíam 
as espécies A. flavus, P. martensi e P. viridicatum. No 
entanto, nenhuma espécie inoculada afetou as amostras 
durante a estocagem.
3.1.3. POTENCIAL HIDROGENIÔNICO
O efeito do pH depende da composição do meio. 
Assim, o pH inicial ótimo para a produção da aflatoxina 
será determinado pelo meio que será empregado para o 
crescimento do fungo.
Ainda em relação ao potencial hidrogeniônico (pH), maior 
produção de aflatoxina foi observada em pH entre 4 e 6 (14). 
Sabe-se que pH menor que 6 favorece a produção da AFB1 e 
AFB2 e pH maior que 6, a produção de AFG1 e AFG2.
O pH ótimo para o desenvolvimento de A. flavus e A. 
parasiticus situa-se entre 5 e 8, mas os mesmos podem 
crescer em ampla faixa de pH (2 a >11). O pH para 
produção de aflatoxina por A. parasiticus varia de 2 a >8, 
sendo 6 o pH mais favorável.
3.1.4 POTENCIAL DE OXIRREDUÇÃO
O grau de oxigenação assume importante papel no 
crescimento dos fungos e na produção da aflatoxina, pois 
ambos são processos aeróbicos. A produção de aflatoxina 
é inibida mediante aumento gradual da concentração de 
dióxido de carbono de 20 para 100%.
O crescimento de fungos e a produção de aflatoxinas 
são inibidos em concentração de CO2 de 40 a 60%, a 
25 ºC e 86% de UR. Em concentração de 20% de CO2 
ocorre o crescimento do fungo, porém não há formação 
da micotoxina.
Em concentrações de 100% de CO2 ocorre total 
inibição do crescimento do fungo, bem como da formação 
da micotoxina.
Amendoim comestível foi submetido a aquecimento de 
210 ºC em fluxo contínuo de N2, CO2 e O2 a 1,3 L/min, 
assim como amostra controle sem aeração, durante 0, 10, 
18 e 25 minutos. Foi observado que significância maior ou 
menor em relação à mudança de cor ocorreu em atmosfera 
de O2 e CO2, respectivamente. Melhor sabor apresentou 
o amendoim assado por 18 minutos em atmosfera de N2 e 
CO2. A redução total dos conteúdos de -amino nitrogênio, 
glicose, sacarose, conarachin e atividade lipoxigenase 
dependeu da extensão do tratamento térmico.
O crescimento de A. flavus, a produção de aflatoxina e 
de ácidos graxos livres foram avaliados pela presença de 
dióxido de carbono em combinação com umidade relativa 
e temperatura. O fungo desenvolveu-se nas seguintes 
condições: umidade 86%, CO2 - 20% e temperatura 27 
ºCe/ou umidade 60%, CO2 - 40% e temperatura de 25 
ºC, mas a produção de aflatoxina e ácidos graxos livres foi 
inibida. Foi observado, ainda, que os níveis de aflatoxinas e 
ácidos graxos livres diminuíram com a redução da umidade 
relativa de 99% para 92% e 86%.
O requerimento de oxigênio e as condições antioxidantes 
de cepas de A. parasiticus toxigênicos e não-toxigênicos 
para a produção de aflatoxinas foram avaliados. As 
exigências de oxigênio das cepas não-toxigênicas 
permaneceram praticamente inalteradas durante as várias 
fases de crescimento. As cepas toxigênicas apresentaram 
acentuada demanda de oxigênio na fase relativa à 
produção de aflatoxina.
3.1.5 COMPOSIÇÃO DO SUBSTRATO
O meio de cultura Aspergillus Diferencial (ADM) para 
rápida detecção das espécies aflatoxigênicas de Aspergillus 
flavus e A. parasiticus foi descrito por BOTHAST e FENNELL. 
O componente essencial deste meio é o citrato férrico, o 
qual promove intensa coloração amarelo-laranja na parte 
inversa da colônia.
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
28
O experimento realizado por PITT et al. demonstrou 
que, no meio ADM, dois compostos foram essenciais para 
produção da cor (importante fator na identificação do 
fungo): nitrogênio orgânico e íons férricos. A fonte de íons 
férricos utilizada foi o citrato férrico amoniacal a 0,05% e 
a de nitrogênio orgânico, o extrato de levedura.
Extrato de levedura usado como fonte de nitrogênio 
orgânico mostrou-se mais efetivo na produção da cor do 
fungo que a triptona. No entanto, a triptona pode substituir 
a peptona bacteriológica, pois apresenta menor custo e 
eficiência idêntica à da peptona.
O teor de proteína e de carboidrato constitui 
importante fator na produção de fungos e micotoxinas. O 
A. parasiticus, mediante elevado teor de proteínas e baixo 
teor de carboidratos, não produz altos níveis de aflatoxina, 
embora possa ocorrer extensiva produção de fungos e 
esporulados. Já o Aspergillus flavus, submetido a baixos 
teores de carboidratos, é capaz de produzir quantidade 
substancial de aflatoxina. Elevado rendimento na produção 
de aflatoxina por A. parasiticus, em meio extrato de 
levedura, aconteceu quando a sacarose foi usada como 
carboidrato. Moderada produção foi verificada diante dos 
carboidratos glicose, maltose e frutose.
No entanto, a lactose foi incapaz de promover a 
formação da aflatoxina (9). A produção máxima de 
aflatoxina ocorreu no meio com 30% de glicose e o 
crescimento máximo em 10% de glicose. Para LUCHESE 
e HARRIGAN glicose e frutose são excelentes fontes de 
crescimento, esporulação e produção de aflatoxina, tanto 
para A. flavus quanto para A. parasiticus.
O catabolismo dos carboidratos mostra-se valioso 
na regulação da síntese de aflatoxina. O Aspergillus no 
meio PMS (peptona, sal mineral) não produz aflatoxina, 
no entanto, pode-se observar síntese de aflatoxina ao 
transferi-lo para o meio GMS (glicose, sal mineral), ou 
ainda se o meio PMS for acrescido de glicose.
A melhor fórmula para a rápida detecção de Aspergillus 
flavus e Aspergillus parasiticus é composta por extrato 
de levedura, 20 g; peptona bacteriológica, 10 g; citrato 
férrico amoniacal, 0,5 g; cloranfenicol, 0,1 g; dicloran - 
solução estoque (0,2% em etanol), 1 mL; ágar, 15 g; e 
água destilada, 1 L. Este meio, denominado Ágar A. flavus 
e parasiticus (AFPA), pode ser autoclavado e a incubação 
deve ocorrer a 30 ºC ± 1 ºC por 42h.
A interação entre microrganismos demonstra que a 
presença de outros microrganismos, seja bactéria ou outro 
fungo, altera o crescimento de fungos e a produção de 
micotoxinas. Os fungos, como as bactérias, competem 
entre si por nutrientes disponíveis, fato que pode influenciar 
a produção de micotoxinas.
Para AHREMED e HOBSON, em condições experimentais, 
os níveis de aflatoxina em extrato dependem da quantidade 
dos carboidratos glicose e frutose em solução. Os mesmos 
testaram extratos de 12 variedades de tamareira (Phoenix 
dactylifera L.) e observaram que todas as variedades 
foram capazes de propiciar o crescimento do micélio e a 
síntese de aflatoxina. Verificaram o crescimento de fungo 
toxigênico como A. parasiticus na superfície de extratos 
de frutas e afirmaram que pode ocorrer também a síntese 
de aflatoxina.
3.1.6 ADITIVOS
Os efeitos de diferentes concentrações de ácido acético 
e propiônico, em meio extrato de levedura-glicose e sal, 
em pH 4,5 e 5,5 foram avaliadosquanto ao crescimento de 
Aspergillus flavus NRRL 2999 e à produção de aflatoxina. 
As concentrações máximas de ácido acético e ácido 
propiônico que permitiram crescimento em pH inicial de 
5,5 foram 1%, após 7 dias de incubação, e 0,25% depois 
de 3 dias de incubação, respectivamente.
No mesmo meio, com pH inicial de 4,5, as 
concentrações máximas de ácido acético ou propiônico 
que permitiram o crescimento do fungo foram 0,25% e 
0,1%, respectivamente. Em relação à quantidade de 
micélio (peso seco) não houve diferença significativa 
(p>0,05) quanto às concentrações de 0,0%, 0,25%, 
0,50% e 0,75% de ácido acético. A produção de aflatoxina 
B1 e G1 diminuiu com o aumento da concentração dos 
ácidos acético e propiônico (34).
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
29
O crescimento de Aspergillus flavus em meio líquido 
SMKY, com diferentes concentrações de cloreto de sódio 
e pH 4,5, mostrou que o aumento da salinidade exerceu 
efeito sobre o crescimento e pronunciado efeito inibitório 
em relação à produção de aflatoxina.
PREVIDI avaliou o crescimento do Aspergillus flavus e 
a síntese de aflatoxina em meio contendo sacarose e meio 
extrato de carne, acrescidos de cloreto de sódio (de 0 a 
12%) e incubação de 5, 15, 25 ºC. No meio de cultura 
com sacarose, a quantidade de aflatoxina produzida a 25 
ºC foi significativa em todas as concentrações de sal. Na 
temperatura de 15 ºC houve crescimento do fungo em 
todas as concentrações de sal.
A produção da aflatoxina ocorreu até 8% de sal, sendo 
a maior produção a 2%. Na temperatura de 5 ºC o fungo 
cresceu, no entanto, não houve produção de aflatoxina. 
No meio extrato de carne, a quantidade de aflatoxina a 
25 ºC foi mil vezes menor que no meio com sacarose. A 
15 ºC, tanto a redução do crescimento do fungo quanto à 
síntese da aflatoxina foram consideráveis. Na temperatura 
de 5 ºC não houve crescimento do fungo em nenhuma 
concentração salina.
A utilização de sulfato de cálcio (CaSO4) em diferentes 
concentrações, como suplemento em uma plantação de 
amendoim foi avaliada. Depois da colheita, os amendoins 
foram inoculados com 1x 107 de A. parasiticus (NRRL5139) 
e as amostras mantidas a 25 ºC por 14 dias. A avaliação da 
biomassa do fungo e a produção da aflatoxina revelaram 
redução em ambas.
É um dos fungos responsáveis pela produção de 
micotoxinas (aflatoxina) em grãos armazenados (grãos 
ardidos). As perdas qualitativas por grãos ardidos são 
motivos de desvalorização do produto e uma ameaça à 
saúde dos rebanhos e humana. Como padrão de qualidade 
tem-se, em algumas agroindústrias, a tolerância máxima 
de 6% para grãos ardidos em lotes comerciais de grãos.
Danos: As micotoxinas em grãos armazenados podem 
ser produzidas a baixas temperaturas, significando que a 
produção de toxinas ocorre mesmo sob o efeito de choque 
térmico, como no caso de alternância das temperaturas, 
principalmente a diurna e a noturna.
Controle: A prevenção contra a infecção dos grãos 
por fungos promotores de grãos ardidos deve levar em 
consideração um conjunto de medidas:
a) utilizar cultivares mais resistentes aos fungos do 
gênero Aspergillus;
b) realizar rotação de culturascom espécies de plantas 
não suscetíveis aos fungos do gênero Aspergillus;
c) interromper o monocultivo;
d) usar sementes de alta qualidade sanitária;
e) evitar altas densidades de plantio;
f) No caso do milho, utilizar cultivares com espigas 
decumbentes;
g) evitar colher espigas atacadas por insetos e pássaros;
h) não colher espigas de plantas acamadas;
i) não retardar a colheita;
j) realizar o enterrio de restos culturais de milho 
infectados com o fungo .
A aplicação de fungicidas para tratamento de grãos 
deve ser realizada conforme orientação técnica.
Penicillium spp - Fungo de armazenamento podridão 
de sementes e a grãos são causadas por patógenos de 
váiros gêneros, incluindo Penicillium. Este patógenos 
podem sobreviver no solo ou no interior das sementes e 
grãos, podendo causar problemas e intoxicações em seres 
humanos e animais.
O gênero Penicillium ataca diversas culturas de 
importância econômica, como algodão, amendoim, arroz, 
café, cebola, cevada, citros, ervilha, feijão, milho, soja, 
sorgo e trigo 
Danos: Estes fungos provocam descolorações nas 
sementes, redução na germinação, perda da matéria seca, 
produção de micotoxinas e alteração do valor nutricional.
Controle: Recomenda-se não deixar passar o prazo de 
colheita, e essa operação deve ser realizada assim que o 
teor de umidade dos grãos permitir. Os equipamentos de 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
30
colheita devem estar regulados de maneira a evitar danos 
mecânicos, e as instalações, silos e graneleiros devem ser 
sempre limpos.
As impurezas, grãos danificados e finos e materiais 
estranhos devem ser removidos, e quando necessário 
submeter o produto à secagem para reduzir o teor de 
umidade a níveis que não permitam o desenvolvimento 
do fungo. A temperatura da massa dos grãos e a aeração 
devem ser monitoradas.
Recomenda-se também a adoção de medidas para o 
controle de insetos e roedores, pois geralmente a proliferação 
dos fungos está associada ao ataque dessas pragas.
Fusarium é um género de fungo que se apresenta 
como uma mancha branca, rente ao substrato, formando 
pontos aglomerados (de reprodução). Segundo Alexopolus 
et al, 1996; fazem parte da clase Pyrenomycetes.
A forma anamórfica de Fusarium sp. pertence ao Reino 
Fungi, Divisão Deuteromycotina, classe dos Hyphomycetes, 
ordem Moniliales, família Tuberculariaceae. O gênero é 
representado por 1414 espécies, 348 variedades e 140 formae 
speciales descritas em literatura. (Index Fungorum, 2010).
Mais de mil espécies foram descritas para o gênero, 
muitas delas indevidamente. Diversos sistemas de 
classificação foram propostos. Os mais usados são o de 
Booth, que reconhece 51 espécies distribuídas em 12 
seções e o proposto por Snyder & Hansen, com 9 amplas 
espécies. Formae speciales constituem grupos dentro 
das espécies distinguíveis apenas pela especificidade de 
hospedeiros. (portal patologia de sementes, 2010).
A identificação de espécies de Fusarium sp. é baseada 
na morfologia dos macro e microconidios, conidióforos, 
clamidosporos e na disposição dos conidios no conidióforo. 
Marcante é o fato das características morfológicas sofrerem 
influência do ambiente e das condições nutricionais do 
substrato. Especialistas no gênero utilizam meios de 
cultura e condições padronizadas para identificação. 
(Portal patologia de sementes, 2010).
Foi relatada a presença das várias espécies de Fusarium 
sp. associadas a várias espécies de plantas, no Brasil, como: 
Abacate (persea sp. mill) , abacaxi (ananas comosus), alface 
(lactuga sativa), algodão (gossypium herbaceum l), alho 
(allium sativum), bananeira (musa paradisiaca l), angico 
(anadenathera peregrina speg), arroz (oryza sativa l), dendê 
(elaeis guineensis), manga (mangifera indica), milho (zea 
mays), quibo (hibiscus esculentus), uva (vitis vinifera l), 
trigo (triticum aestivum), soja (glycine max), ervilha (pisum 
sativum l),.(Mendes & Urben, 2010).
O gênero Fusarium sp. Apresenta como sinonímias 
Fusarium spartinae Ellis & Everh., J. Mycol. 8(1): 14 
(1902), Fusarium speiranthae Henn., Verh. bot. Ver. 
Prov. Brandenb. 40: 174 (1898) [1899], Fusarium 
sporotrichioides var. tricinctum (Corda) Raillo, Fungi of the 
Genus Fusarium: 197 (1950, Fusarium sporotrichiella var. 
tricinctum (Corda) Bilaĭ,: 87 (1953), Fusarium splendens 
Matuo & Takah. Kobay., Trans. Mycol. Soc. Japan 2(4): 13 
(1960). (index fungorum, 2010)
Algumas, mas não todas as espécies de Fusarium sp., 
produzem esporodóquios, são patógenos de humanos, 
insetos, plantas e são abundantes no ar e no solo. É fácil 
identificar os isolados do gênero devido à sua característica. 
No entanto a variabilidade enorme no tamanho dos 
conídios microconídios e macroconídios, torna difícil para 
a especiação. (Barnett & Hunter, 1998).
Espécies de Fusarium sp. incluem importantes 
fitopatógenos, causadores de murchas, podridões, morte 
de plântulas, aborto de flores, podridões de armazenamento 
e outras doenças. De ocorrência cosmopolita, 
freqüentemente estão associados com sementes. Algumas 
espécies são produtoras de importantes micotoxinas 
(Portal patologia de sementes, 2010).
A presença de insetos pode aumentar a infecção dos 
cereais por Fusarium sp. através dos seguintes mecanismos: 
comprometer a proteção externa dos grãos e os tecidos 
da planta, permitindo que as hifas do fungo penetrem e 
tenham acesso aos grãos divulgando os esporos do fungo 
nos grãos (JOUANY, 2007). Como a maioria dos cereais, as 
variedades locais de milho podem ser afetadas por fungos 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
31
e seus metabólitos secundários, as micotoxinas. Fusarium 
sp. é um dos principais fungos que afetam a cultura e 
é responsável pela produção da micotoxina zearalenona. 
(Edwards, 2004).
A contaminação por fungos e suas micotoxinas podem 
causar uma espécie de problemas relacionados com 
a saúde, elas podem causar intoxicação em humanos 
e animais, que vão desde gastrenterite ao câncer,e a 
económia, tais como as perdas de produtos agrícolas, de 
baixa produtividade e morte de animais e à rejeição do 
produto pelo mercado consumidor (Diniz, 2002).
Segundo Murillo Lobo Junior, (2008). Entre as principais 
mudanças tecnológicas que proporcionaram o aumento de 
produtividade do feijoeiro comum estão a disponibilização 
de novas cultivares, a semeadura direta, os plantios em 
safrinha, os novos insumos e os cultivos irrigados. As 
mudanças nos sistemas produtivos são aparentemente 
irreversíveis e, conforme os plantios foram intensificados, 
doenças de importância secundária adquiriram importância 
epidemiológica, como as podridões radiculares (Fusarium 
solani e Rhizoctonia solani) e o mofo branco (Sclerotinia 
sclerotiorum). Este breve relato apresenta o panorama 
atual das doenças do feijoeiro comum causadas por 
patógenos habitantes do solo.
O mal do panamá é a doença mais disseminada em 
todo o mundo e a mais destrutiva da bananeira. Após a 
infecção ela evolui até causar a morte da planta. Esta 
doença é causada pelo fungo Fusarium oxysporum 
Schlet.: Fr. Fusarium sp. cubense Snyder & Hans. 
(Albuquerque et al.,2003)
A murcha ou gomose é causada pelo fungo Fusarium 
moliforme Sheld. var.subglutinans Wr.& Rg.(sinônimo: 
Fusarium subglutinans f. sp. annais) (Ventura et al., 
1993), pertecente á classe dos Deuteromicetos, á 
ordem Moniliales e á familia Tuberculariaceae. A espécie 
apresenta microconideos em polifiálides, e não em 
cadeias. Os macroconídios são menores (Booth,1971). O 
fungo sobrevive no solo por mais de um ano, nos restos da 
cultura, e a forma mais comum dessa disseminação é por 
meio de mudascontaminadas (Kimati, 1980).
A podridão-parda é causada por Penicillium e Fusarium 
sp.(Kimati, 1980)
Segundo Urben, et al.,(2009), a murcha de Fusarium 
sp. ou Fusariose, é causada por: Fusarium oxysporium 
Fusarium sp.vasinfectum, tem o algodão como hospedeiro 
e os príncipais sintomas da doença são: Redução no 
crescimento e desenvolvimento, além da murcha das 
folhas e ramos.
Os membros deste gênero Fusarium sp. Podem incidir 
diversas doenças em plantas, como já se foi citado e 
doenças em seres humanos.
Segundo Vidotto, (2004) micetos do gênero Fusarium 
spp. são agentes comuns de ceratites, bem como possíveis 
agentes de infecção nas unhas (onimicose), das quais 
são isolados com certa frequência. As vezes estes são 
respónsaveis por graves oftalmias supurativas, de decurso 
em boa parte dos casos, dramaticamente rápido, com 
possivel perda de visão, em pouquissimos dias .
As várias espécies de Fusarium sp. são consideradas 
patógenos emergentes na espécie humana. (Vidotto, 2004).
Segundo laboratórios teuto (2010) O fungo Fusarium 
sp. Não é utilizado na indústria farmacêutica.
Recentemente, várias técnicas analíticas envolvendo 
fisiologia e compatibilidade vegetativa têm sido utilizadas 
para estudar a taxonomia, filogenia e as relações 
patogênicas entre espécies de Fusarium sp. (Rosalee et. 
al., 1999). Em genética, os testes de compatibilidade 
vegetativa têm sido úteis para a caracterização da 
diversidade entre isolados, podendo diferenciar populações 
patogênicas e não-patogênicas (Rosalee et. al., 1999).
A obtenção de mutantes que não utilizam nitrato é 
utilizada para demonstrar a formação de heterocariose entre 
isolados compatíveis, sendo utilizada para caracterização 
da diversidade genética entre isolados de Fusarium sp. 
Puhalla (1985) modificou um método desenvolvido por 
Cove (1976) para testar compatibilidade vegetativa em 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
32
Fusarium oxysporum (Schl.) Snyder & Hansen utilizando 
mutantes que não usam nitrato (nit-). Estes estudos 
demonstraram que pode haver uma correlação entre a 
compatibilidade vegetativa (VCG) e as formae speciales. 
Esta compatibilidade vegetativa é mediada por múltiplos 
loci de incompatibilidade denominados de genes vic ou het 
(Leslie, 1993).
Quando dois isolados de um fungo são vegetativamente 
compatíveis, suas hifas podem fazer contato, fusão e 
formação de heterocariose que, em muitos casos, ocorre 
quando alelos idênticos existem em cada locus vic ou 
het (Anagnostakis, 1982). A heterocariose ou sua reação 
contrária de incompatibilidade já foi observada em muitos 
fungos (Puhalla et. al., 1985; Leslie, 1993) incluindo Fusarium 
oxysporum (Puhalla, 1985; Elmer & Stephens, 1986) onde a 
fase sexual não é conhecida e a troca de material genético 
se dá através de mecanismos parassexuais.
Cladosporium é um género de fungo que se 
apresenta como manchas escuras, de cor marrom ou 
preta, tem aspecto aveludado e pode formar ramificações 
semelhantes à “arvorezinhas”.
identificador: Cladosporium
Sinonímia
Mycosphaerella tassiana (de Not.) Johanson [Teleomorfo]
Mycosphaerella tulasnei (Jacz.) Lindau
Mycosphaerella schoenoprasi 
Cladosporium graminum 
Cladosporium cladosporioides (Fresen.) de Vries
Cladosporium herbarum Fr. [Anamorfo]
HOSPEDEIROS
trigo, arroz, soja, algodão, feijão, milho, sorgo, cenoura, 
tomate, girassol, azevém, ervilha e cebola. 
OUTROS HOSPEDEIROS
C. herbarum é considerado como patógeno, 
especialmente em pós-colheita, de Capsicum, Brassica, 
Cajanus, Citrus, Curcuma, Mangifera, Oryza, Persea, 
Phoenix, Prunus, Psidium, Pyrus, Tagetes, Triticum, Vicia, 
Zea, Ziziphus, Coffea, Lycopersicon, Helianthus, Ricinus, 
Taraxacum, Carica, Citrus x paradisi. 
IMPORTÂNCIA
Espécies de Cladosporium ocorrem sobre inúmeras 
espécies vegetais, especialmente como componente da 
micoflora de sementes. Em cereais de grãos pequenos 
é, normalmente um dos componentes do complexo que 
produz descolorações em grãos. Algumas linhagens de C. 
herbarum aparentemente são transmitidas por sementes, 
permanecem sistemicamente no interior de plantas de trigo, 
atuando após a senescência na degradação dos tecidos. 
DETECÇÃO
Substrato papel
CARACTERÍSTICAS
Conidióforos altos, escuros, eretos, ramificados 
irregularmente no ápice, dendróides. Conidios escuros, 0-3 
septos, variável em forma e tamanho, formando cadeias 
freqüentemente ramificadas.
Nota sobre taxonomia: Cerca de 500 espécies foram 
descritas para o gênero Cladosporium, muitas delas 
dubiamente. Cladosporium fulvum Cooke - um patógeno 
de folhas de tomateiro, foi transferido para o gênero 
Fulvia ( F. fulva (Cooke) Cif.) e posteriormente para 
Mycovellosiella fulva (Cooke) Arx, principalmente por 
apresentar coloração marrom amarelada no micélio aéreo, 
enquanto que Cladosporium apresenta colônias, cinza, 
oliva ou café. 
4. CONTROLE DE MICOTOXINAS EM 
FARINHAS
4.1. O que são micotoxinas?
Micotoxinas são compostos químicos venenosos 
produzidos por certos fungos. Há muitos desses compostos, 
mas apenas alguns deles são regularmente encontrados 
em alimentos e rações animais como grãos e sementes.
Entretanto, aqueles que realmente são encontrados em 
alimentos têm grande importância para a saúde do ser 
humano e do gado. Já que são produzidas por fungos, 
as micotoxinas são associadas com sufras mortas ou 
mofadas, embora possa ser superficial a contaminação do 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
33
mofo visível. São graves os efeitos de algumas micotoxinas 
relacionadas c om alimentos, surgindo multo rapidamente 
sintomas de graves doenças. Outras micotoxinas que 
ocorrem em alimentos têm período mais longo de afeito 
crónico ou acumulativo sobre a saúde, incluindo principio 
de cânceres ou deficiência de imunidade.
Informações sobre micotoxinas relacionadas com 
alimentos são ainda multo incompletas, mas há 
conhecimento bastante para identifica-las como um 
problema grave em multas partes do mundo, causador 
inclusive de pardas económicas significativas.
Cabeça de Aspergillus flavus, arma das micotoxinas 
produtoras de fungos mais comuns nos trópicos. 
[Ampliação x300]
Em condições apropriadas, A. flavus que cresce no 
milho, amendoim, e muitos outros produtos de base pode 
produzir aflatoxinas, compostos identificados pela Agencia 
Internacional de Pesquisa do Câncer como poderoso 
carcinógeno humano.
4.2. Micotoxinas relacionadas com 
alimentos
Há cinco micotoxinas, ou grupos de micotoxinas, 
que ocorrem com bastante freqüência em alimentos: 
deoxinivalenol/nivalenol; zearalenona; ocratoxina; 
fumosinas; e aflatoxinas. A tabela 1 resume os produtos 
alimentícios básicos que elas afetam, as espécies de fungos 
que as produzem e os principais efeitos observados no ser 
humano e nos animais. A toxina T-2 encentra-se também 
numa variedade de grãos, mas a sua ocurrencia, até hoja, 
é menos frequente do que as cinco micotoxinas anteriores.
As micotoxinas relacionadas com alimentos que tem a 
probabilidade de ser de grande significado para a saúde 
humana nos países tropicais em desenvolvimento, são as 
fumosinas e atiatoxinas.
As fumosinas foram descobertas recentemente, em 
1988. Por isso ha pouca informação sobre a sua toxicología. 
Atualmente há evidencia suficiente em experiencia com 
animais de carcinogenicidade de culturas de Fusarium 
moniliforme, que contém quantidades significativas de 
fumosinas. Experiencias com animais mostram pouca 
evidencia de carcinogenicidade da fumosina B1.
F. moniliforme que cresce no milho pode produzir fumosina B1, suspeito carcinógeno humano. Igualmente a fumosina 
B1, é tóxica para parcos e aves domésticas,e é causa de leucoencepalomalacia (ELEM), doença fatal em cávalos.
TABELA 1. Micotoxinas em graõs de primeira necessidade e sementes.
Tabela 1. MICOTOXINAS EM GRÃOS DE PRIMEIRA NECESSIDADE E SEMENTES.
Micotoxina Produto Fonte(s) Efeitos da ingestão
deoxinivalenol/
nivalenol.
trigo, milho, cevada Fusarium graminearum
Fusarium culmorum
Fusarium crookwellense
Toxicose humana relatada na Índia, China, Japão, e 
Coréia. Tóxico para animais, especialmente porcos.
zearalenona milho, trigo F. graminearum
F. culmorum
F. crookwellense
Identificada pela Agência Internacional de Pesquisa 
do Câncer (AIPC) como possível cancerígeno 
humano. Afeta sistema reprodutivo em porcas.
ocratoxina A cevada, trigo e muitos 
outros produtos
Aspergillus ochraceus
Penicillium verrocosum
Suspeita pela AIPC como cancerígeno humano. 
Cancerigeno em porcos e animais de laboratório.
fumosina B1 milho Fusarium moniliforme 
em várias espécies 
menos comum
Suspeita pela AIPC como cancerígeno humano. Tóxico para 
porcos e aves domésticas. Causa leucoencepalomalacia 
equina (ELEM), doença fatal em cavalos.
aflatoxina 
B1, B2
milho, amendoim e 
muitos outros produtos
Aspergilus flavus Aflatoxina B1, e misturas de aflatoxinas que ocorrem 
naturalmente, identificadas como cancerígeno pela AIPC. 
Efeitos diversos em vários animais , especialmente galinhas.B1.B2.G1.G2 milho, amendoim Aspergillus parasiticus
 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
34
Fumosinas tem sido encontradas como um contaminante 
multo comum em alimentos e alimentação a base de milho 
e alimentos na África, China, França, Indonesia, Itália, 
Filipinas, América do Sal, Tailandia e Estados Unidos.
Variedades de F. moniliforme de milho proveniente de 
todas as partes do mundo, incluindo a África, Argentina, 
Brasil, França, Indonesia, Itália, Filipinas, Polonia, Tailandia 
e Estados Unidos, produzem fumosinas. Atualmente 
corantes de F. moniliforme extraídos do sorgo são 
considerados fracos produtores de fumosinas.
Fumosina B1
As aflatoxinas. foram descobertas há mais de 30 anos 
e tem sido assunto de multa pesquisa. são poderosos 
cancerígenos humanos e interferem no funcionamento 
do sistema de imunidade. Entre os animais, são 
particularmente tóxicos para as galinhas.
Em 1993 a Agencia Internacional de Pesquisa do 
Câncer (AIPC) avaliou e classificou mistaras de atlatoxinas 
que ocorrem naturalmente como a principal classe de 
carcinógenos humanos.
Descobriu-se que as aflatoxinas. B1, B2, G1 e G2 
ocorrem em produtos de base nas Américas e na África, e 
tem sido detectadas em soros humanos. A AI PC concluiu 
que a afiatoxina B1, é a principal classe de cancerígeno 
humano.
Residuos de aflatoxina B1, e/ou seus metabólitos 
e aflatoxina M1, podem acorrer em produtos animais, 
incluindo leite. A atlatoxina M1 podará encontrar-se 
também no leite humano se a mãe consumir alimentos 
que contên aflatoxina B1, A AIPC atribuiu a aflatoxina M1 
arma taxa de afetação ao cáncer mais baixa do que a da 
aflatoxina B1.
É claro que a exposição as aflatoxinas. é prejudicial a 
saúde humana. Por esta razão, muitos países têm leis que 
controlam as concentrações permissíveis de aflatoxina no 
alimento e na racão animal (veja página 10)
A aflatoxina B1, a mais tóxica das aflatoxinas, causa 
arma variedade de efeitos adversos em diferentes 
animais domésticos.
Efeitos em galinhas incluem doenças do figado, 
produtividade baixa e deficiencia reprodutiva, menor 
produção de ovos, qualidade inferior da casca do ovo, 
qualidade inferior da carcaça e-o mais importante do ponto 
de vista human-aumento da susceptibilidade a doenças.
CH3 [CH2]3 CH CH CH CH2 CH CH2 CH [CH2]4 CH CH2 Ch CH CH3
CH3 CH3
OH OH OH NH2O O
O C C O
CH2 CH2
HOOC CH CH COOH
HOOC CH2 CH2 COOH
4.3. Ecologia do fungo e produção de micotoxina no alimento
Os fungos que produzem micotoxinas dividem-se, de modo geral, em dois grupos: aqueles que atacam antes 
da sufra, comumente chamadas fungos de campo, e aqueles que ocorrem somente após a colheita, chamadas 
fungos de armazenamento.
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
35
Há três tipos de fungos toxicogênicos de campo: 
 » agentes patogénicos de plantas, como F. graminearum (deoxinivalenol, nivalenol) 
 » fungos que crescem em plantas senescentes ou estressadas, como as F. moniliforme (fumosinas) e as vezas A. 
flavus aflatoxina 
 » fungos que inicialmente surgem na planta antes da sufra e predispõem o produto a contaminação de micotoxina 
depois da colheita, como a P. verucossum (ocratoxina) e a A. flavus aflatoxina 
Em todos esses casos há arma associação mais ou menos bem definida entre os fungos e a planta hospedeira.
As espécies Aspergillus e Fusarium são provavelmente os mais significativos fungos de campo, produtores de 
micotoxinas encontradas em países tropicais em desenvolvimento.
http://www.not1.xpg.com.br/bolor-o-que-e-especie-de-fungo-fotos-e-caracteristicas/
presentes em grande número no ar, em qualquer ambiente, 
compondo, com outros tipos de partículas, a poeira.
O apodrecimento da semente, causado pelo 
fusarium, é arma das mais importantes doenças da 
espiga do milho nas plantações de regiões quentes. 
Está associado com o calor, períodos de seca e/ou 
danos causado por insetos.
Há arma forte relação entre danos causado por 
insetos e o apodrecimento da semente causado 
pelo fusarium. Descobriu-se, durante trabalho de 
pesquisa de campo, por exemplo, que a incidencia 
da broca do milho europea aumenta as doenças 
provocadas por F. moniliforme e as concentrações 
de fumosina.
Milho infectado com semente podre de fusarium, uma 
das mais importantes doenças de espiga de milho em 
lavouras de regiões quentes.
Os Bolores são fungos pluricelulares, que crescem 
sobre as mais diversas variadas substâncias, provocando-
lhes a decomposição. As Hifas infiltram-se nas matérias 
orgânicas e suas células eliminam enzimas que as digerem. 
Resultam dessa digestão substâncias mais simples que 
ficam no meio, em solução, e assim podem ser absorvidas 
em toda a superfície das hifas.
O micélio aumenta, crescendo sem orientação e 
em todas as direções. Quando bem desenvolvido, 
algumas hifas formam pequenas esferas geralmente 
escuras, visíveis a olho nu, cada uma com centenas de 
microscópicos esporos.
Rompendo-se a membrana de uma dessas esferas, os 
esporos ficam dispersos no ar e caem em qualquer lugar. 
Onde houver alimento disponível e umidade, os esporos 
germinam e formam novos micélios.
É por isso que se torna muito difícil a eliminação de 
bolores de certos lugares, Seus Esporos estão sempre 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
36
A intensidade da temperatura durante o período de 
crescimento da planta é também importante. Estados 
de ocorrência de fumosina em milho híbrido cultivado 
em toda a zona de plantação deste cereal nos Estados 
Unidos, na Europa e na África, indicam que o milho híbrido 
cultivado fora de sua faixa de adaptação de temperatura 
tem concentrações mais altas de fumosina.
Depois da colheita, guando os grãos ou sementes ficam 
dormentes, como resultado do processo de secagem, 
desaparecem as associações entre os fungos e as plantas, 
e os fatores físicos determinam se membros do outro grupo 
os fungos de armazenamento criarão e/ou produzirão ou 
não micotoxinas.
Os fatores primários que influenciam a criação de 
fungos em produtos alimentícios armazenados são o 
conteúdo de umidade (mais precisamente, a atividade 
da água) e a temperatura do produto. Na prática, nos 
trópicos, a temperatura é quase sempre boa parafungos 
de armazenamento. Por isso é a ação da água que se 
torna o principal determinante de invasão e crescimento 
de fungos.
4.4. Prevenção e controle de micotoxinas 
em grãos e sementes armazenados
Seque o grão
Fungos não podem crescer (ou micotoxinas ser 
produzidas) em alimentos devidamente secos. Por isso a 
secagem eficiente dos produtos e a sua conservação sem 
umidade é arma medida eficaz contra o crescimento de 
fungos e a produção de micotoxinas.
Para reduzir ou prevenir a produção da maioria das 
micotoxinas, o processo de secagem deve ser feito logo 
após a colheita e o mais rápido possível. A quantidade 
critica de água para o armazenamento seguro corresponde 
à atividade da água (aw) de cerca de 0.7.
A manutenção de alimentos abaixo de 0,7 aw é 
uma técnica eficaz usada mundialmente para controlar 
estragos provocados por fungos e produção de 
micotoxinas em alimentos.
Problemas como a manutenção de arma aw 
adequadamente baixa ocorrem frequentemente nos 
trópicos, onde a elevada umidade ambiental dificulta o 
controle da umidade do produto. Onde o grão é guardado 
em sacos, métodos que empregam cuidadoso sistema de 
secagem e, subsequente armazenamento em folhas de 
plástico a prova de umidade poderão superar este problema.
O modo correto de secagem é a melhor maneira de 
evitar crescimento de fungos e produção de micotoxinas 
em grãos após a colheita. Às vezes, quando a secagem 
ao sol não é possível ou viável, é necessário usar alguma 
forma de secagem mecânica.
Secadores mecânicos não precisam ser caros. Este 
secador com capacidade de 1 tonelada, desenvolvido no 
Vietnã, num projeto GTZ-IRRI, custa apenas US$55 e os 
seus custos de funcionamento.
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
37
É possível controlar o crescimento de fungos em 
produtos armazenados através do controle ambiental 
ou uso de preservativos ou inibidores naturais, mas 
essas técnicas são sempre mais caras do que arma 
secagem eficaz, e são, portanto, raramente viáveis em 
países em desenvolvimento.
Evite o estrago do grão 
Grão estragado tem mais tendência para invasão 
de fungos e, consequentemente, para contaminação 
de micotoxinas. Por isso é importante evitar estrago 
antes e durante o processo de secagem, bem como no 
armazenamento. A secagem do milho na espiga, antes de 
descascar, é arma prática multo boa.
Insetos são arma das principais causas de estrago: 
pragas de insetos de campo e algumas espécies de 
armazenamento estragam o grão e estimula»., em 
ambiente úmido, o crescimento de fungos no grão em 
amadurecimento. No armazenamento, multas espécies de 
insetos atacam o grão, e a umidade que pode acumular 
oferece um meio ideal para fungos. E essencial que o 
grão armazenado seja conservado livre de insetos, do 
contrário são inevitáveis os problemas de umidade e mofo. 
Este se forma se faltar ao grão ventilação adequada e, 
particularmente, se forem usados contentares de metal.
Garanta as condições apropriadas de armazenamento
Nas regiões tropicais, pode ser difícil manter secos 
os produtos durante o armazenamento, mas nunca 
é demais enfatizar a importância do armazenamento 
seco. Em pequena escala, embalagens de polietileno 
são eficazes; em larga escala, o armazenamento seguro 
requer estruturas bem desenhadas com pisos e paredes 
impermeáveis contra umidade. A manutenção da umidade 
do armazém abaixo de 70% é crucial.
Nas regiões tropicais, a umidade ao ar livre geralmente 
desce bem abaixo de 70% em dias ensolarados. A 
ventilação durante um período de tempo devidamente 
controlado, preferivelmente com ventilador, ajudará multo 
a manter baixa a umidade. O ideal seria que as áreas de 
armazenamento de grande escala fossem equipadas com 
instrumentos de controle de umidade.
O armazenamento vedado em ambientes modificados 
para controle de insetos é também multo efetivo para 
controle do crescimento de fungos, desde que o grão seja 
devidamente seco antes do armazenamento e desde que 
sejam minimizadas as flutuações da temperatura diurna.
Se for necessário armazenar os produtos antes da 
adequada secagem, isto deve ser feito por um período 
curto de no máximo, digamos, três dias. O uso de armazém 
vedado ou ambientes modificados prolongará este período 
de segurança, mas esses procedimentos são relativamente 
caros e em condições estanques.
Torna-se necessário um sistema comprovado de gestão 
de stock, que leve em consideração as micotoxinas como 
parte integral desse sistema. Já existe arma variedade 
de sistemas de apoio para a tomada de decisões, que 
abrangem vários níveis de sofisticação e escala.
No Brasil, a produção de cereais e oleaginosas 
representa uma das bases da economia. No entanto, 
30 % da produção agrícola nacional são perdidos na 
lavoura, durante a colheita, transporte e armazenamento 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
38
inadequados. O excesso de umidade nos grãos 
representa um dos fatores que resultam na perda 
do produto, devido à sua associação a outros, como 
temperatura e o próprio grão, proporcionando substrato 
ideal à proliferação microbiana. 
Os macro e micro nutrientes, que compõem os produtos 
destinados à alimentação humana e animal, dependem da 
presença de água, que confere textura, disponibilidade 
orgânica, palatabilidade, estabilidade e maior peso. 
Entretanto, esta água pode ser o principal fator intrínseco 
na decomposição do produto. 
A melhor medida da concentração de água, em termos 
de propriedades físico-químicas, nos produtos, refere-se 
à medição de sua atividade (aw), ou seja, medição do 
teor de água livre no produto. A água pode ocorrer como 
água ligada e água livre, resultando em conteúdo total de 
água (umidade).
Podendo-se apresentar-se intimamente ligada às 
moléculas constituintes do produto, não podendo ser 
removida ou utilizada para qualquer tipo de reação, 
onde o metabolismo dos microrganismos é paralisado, 
não havendo desenvolvimento ou reprodução; ou 
pode encontrar-se livre, estando disponível para as 
reações físicas (evaporação), químicas (escurecimento) 
e microbiológicas, tornando-se a principal responsável 
pela deterioração do produto. A velocidade das reações 
químicas, desejáveis ou não, depende da mobilidade e 
concentração dos compostos e enzimas envolvidos, que 
são conferidas pela quantidade de água livre. 
A determinação da atividade de água permite a inibição 
da reprodução microbiana, reações enzimáticas, oxidativas 
e hidrolíticas do produto, assegurando embalagem e 
condições de armazenamento adequado, valorizando 
o produto, economicamente. O produto com atividade 
de água estabelecida pode apresentar maior qualidade 
e rendimento, melhor preservação e tempo de vida 
determinado com maior rigor.
A diferença entre umidade e presença de atividade 
de água num produto pode ser evidenciada através de 
uma força motriz, presente no produto, que proporciona o 
transporte da água livre de um ponto de atividade de água 
mais intensa, para outro ponto em que a atividade de 
água seja reduzida, embora, ambos os pontos encontrem-
se com igual teor de umidade (que representa a água total 
= água combinada + água livre).
Quando não existe água livre, a medida de atividade 
de água será igual à aw = 0,000, porém, se a amostra é 
constituída em sua totalidade por água pura, então aw = 
1,000. Portanto, as medições de aw dos produtos estão 
compreendidas entre 0,000 e 1,000. 
O comportamento microbiano frente à aw é 
extremamente variável, sendo que as bactérias são mais 
exigentes, quanto à disponibilidade de água livre, em 
relação aos fungos e leveduras.Os substratos com aw 
inferior a 0,600 estão assegurados quanto à contaminação 
microbiana. Alimentos com alto teor de lipídeos, que 
apresentam atividade de água na faixa de 0,300 a 0,400 
são mais estáveis à oxidação química e microbiana.
A partir de aw 0,650 começa a ocorrer à proliferação 
de microrganismos específicos, sendo que, até aw 0,750, 
somente algumas bactérias halofílicas (de desenvolvimento 
em terrenos salgados), leveduras osmofílicas e fungos 
xerofílicos (de desenvolvimento em ambientes secos) 
podem se desenvolver. Na Tabela 1 é demonstrado o limite 
mínimo de aw para alguns fungos toxigênicos.
TABELA 1 - Limite mínimo de aw para fungos toxigênicos. 
FUNGOS aw para CRESCIMENTO
aw para 
PRODUÇÃO DE 
TOXINAS
Aspergillus 
clavatus 0,85 0,99 (patulina)
A. flavus 0,78 - 0,80 0,83 – 0,87 (aflatoxina)
A. ochraceus 0,77 – 0,83 0,83 –0,87 (ocratoxina A)
A. ochraceus 0,76 – 0,81 0,80 – 0,88 (ácido penicílico)
A. parasiticus 0,82 0,87 (aflatoxina)
Penicilliumm 
cyclopium 0,82 – 0,87 0,97 (ácido penicílico)
P. cyclopium 0,81 – 0,85 0,87 – 0,90 (ocratoxina)
P. expansum 0,83 – 0,85 0,99 (patulina)
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
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FUNGOS aw para CRESCIMENTO
aw para 
PRODUÇÃO DE 
TOXINAS
P. isladicum 0,83 -
P. martensii 0,79 – 0,83 0,99 (ácido penicílico)
P. patulum 0,81 – 0,85 0,85 – 0,95 (patulina)
P. veridicatum 0,83 0,83 – 0,86 (ocratoxina A)
Trichotecium 
roseum 0,90 -
Fonte: Adaptado de Boletim Técnico Informativo Braseq. BRASEQ 
(Brasileira de Equipamentos Ltda.), Campo Belo, São Paulo, SP. Brasil. 1998 
O acondicionamento de um líquido em ambiente 
fechado permite a evaporação deste até determinado 
ponto de equilíbrio, onde, a partir de então, passa a 
ocorrer o fenômeno de compensação, ou seja, para cada 
molécula de água que evapora há uma que se condensa, 
sendo denominado, este fenômeno, de pressão de vapor. 
A pressão de vapor de água do produto sobre a pressão de 
vapor da água pura, usualmente 1, determina a aw. 
aw = pressão de vapor da água no produto/
pressão de vapor da água pura 
Atualmente, a tecnologia permite o processamento de 
alimentos de forma a reduzir a aw aos níveis inferiores aos 
permissíveis para a proliferação microbiana, evitando-se 
sua biodegradação. 
Buscando proporcionar maior qualidade aos resultados 
das análises realizadas, o Laboratório de Análises 
Micotoxicológicas - LAMIC oferece mais este serviço, 
evidentemente, sem acréscimo de custos aos nossos clientes.
Este Laboratório dispõe de um analisador de Atividade 
de Água, com capacidade de quantificar a água livre 
disponível ao metabolismo dos microrganismos. Este 
equipamento aplica o princípio do ponto de orvalho; 
em que a água é condensada em superfície espelhada 
e fria, e detectada por sensor infravermelho. Analisa 
em 5 minutos, após confirmar reprodutibilidade em três 
medições consecutivas.
Risco Micotoxinas
A avaliação dos resultados no processo de monitoramento 
de micotoxinas compreende, inicialmente, uma criteriosa 
observação de sua consistência epidemiológica. Além 
disso, torna-se muito importante comparar os resultados 
das avaliações realizadas no processo de monitoramento 
com os obtidos de bancos de dados externos existentes, 
ou da própria empresa. Com a adoção de uma amostragem 
adequada, observa-se a ocorrência de tendências de 
contaminação.
Isso é relacionado ao fato de que os resultados 
normalmente assumem um padrão de apresentação 
como, por exemplo, a sazonalidade histórica de maior 
contaminação por aflatoxinas no primeiro semestre, 
observada nos 20 últimos anos.
A avaliação dos resultados das análises de micotoxinas 
deverá ser conduzida com o intuito de interpretar a 
intensidade de ocorrência da contaminação em função 
da frequência com que o fenômeno ocorre. Os dados 
são organizados em um gráfico, em que na abscissa é 
representada a unidade de tempo (meses), enquanto na 
coordenada são colocados à positividade média (%), a 
concentração média (em ppb ou ppm) e o Risco Micotoxinas 
(RM), ou index (ver gráfico abaixo), que é calculado pela 
fórmula Index= (% x média) /10, para toxinas derivadas 
de fungos do gênero Fusarium divide-se por 1000.
A interpretação necessita de um determinado tempo 
de ajuste dos índices obtidos para que se possam tomar 
as decisões com alto grau de certeza (ou com menor 
incerteza). O cruzamento dos dados de desempenho 
de campo com o período de produção/ingestão de 
alimento é de fundamental importância, auxiliando na 
retroalimentação e ajuste do sistema de monitoramento.
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
40
Cada unidade de produção de alimento deverá 
ser avaliada individualmente. Somente assim pode-
se determinar o real impacto da contaminação sobre o 
desempenho da produção animal. Esta “sintonia fina” 
precisa de um período de adaptação variável, dependendo 
de alguns fatores como, por exemplo:
— Seguimento do plano amostral;
— Uniformidade relativa do fornecimento de matérias-
primas;
— Quantidade adequada de amostras analisadas;
— Fluxo ininterrupto de amostras no período (para 
maiores informações sobre amostragem, acesse ao lado).
As amostras enviadas ao LAMIC são automaticamente 
inseridas em um modelo de análise para o cálculo do 
coeficiente de risco. Para obter estas informações para sua 
empresa, basta acessar a área restrita no site do LAMIC, 
com seu login e senha. Caso não possua acesso, entre em 
contato conosco para obter essas informações.
4.5. Detecção de micotoxlnas
As micotoxinas ocorrem e exercem seus efeitos tóxicos 
em quantidades extremamente pequenas nos alimentos. 
Por isso, a sua identificação e avaliação quantitativa 
geralmente requerem amostragem sofisticada, preparação 
de amostras, extração e técnicas de análise.
Em condições práticas de armazenamento o objetivo 
seria a monitoração da ocorrência de fungos. Se não se 
podem detectar fungos, então é possível que não haja 
nenhuma contaminação de micotoxinas. A presença de 
fungos indica a possibilidade de produção de micotoxinas, 
e a necessidade de considerar o destino do lote de 
produtos afetados. Existem meios de descontaminar 
produtos afetados, mas são todos relativamente caros, e 
sua eficiência está ainda em discussão.
Reconhece a necessidade de métodos de análise 
simples, rápidos e eficientes, de manuseio relativamente 
fácil por parte de trabalhadores não especializados. Já há 
algum progresso nesse sentido.
O Serviço Federal de Inspeção de Grãos dos Estados 
Unidos (“U.S. Federal Grain Inspection Service - FGIS”) 
avaliou oito testes rápidos de aflatoxina em milho, 
disponiveis comercialmente. Os conjuntos de equipamentos 
(kits) aprovados pelo “FGIS” incluem “ELISA” rápido, 
cartucho de imuncafinidade, “ELISA” de fase sólida, e 
procedimentos seletivos adsorventes de coluna mínima.
Permanece ainda a necessidade de métodos de 
amostragem e análise eficientes e de custos reais, que 
possam ser utilizados em laboratórios de países em 
desenvolvimento. Vários governos já estabeleceram limites 
regulamentares para micotoxina em alimentos e rações 
animais, para venda ou importação. Para aflatoxina as 
diretrizes estabelecem arma faixa de 4 a 50 µg/kg (partes 
por bilhões). Os limites regulamentares para fumosina 
estão sendo considerados. Para micotoxinas é provável 
que, à medida que avancem as técnicas de análise e o 
conhecimento das toxinas, baixem os limites permissíveis.
A presença de micotoxinas em grãos e outros 
gêneros alimentícios de primeira necessidade têm sérias 
implicações para a saúde humana e animal. Muitos países 
já passaram leis estipulandoas quantidades máximas de 
micotoxinas permissíveis em alimentos e rações. A maioria 
dos países desenvolvidos não autorizarão importações de 
produtos contando quantidades de micotoxinas acima dos 
limites especificados. Por isso as micotoxinas têm também 
implicações para o comercio internacional.
A prevenção da invasão de fungos nos produtos de base 
é de longa, o mais eficaz método para evitar problemas de 
micotoxinas. Considerações sobre micotoxinas deveriam 
ser parte essencial de um programa integrado de gestão 
de produtos de base, colocando em foco a manutenção da 
qualidade do produto, do campo ao consumidor.
4.6. Técnicas para a determinação de 
Toxinas
Preparação das Amostras 
Devido à distribuição heterogênea das micotoxinas em 
produtos agrícolas granulados, há uma grande variabilidade 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
41
de procedimentos para amostragem. Estes procedimentos 
são regulamentados pela AOAC International (Associação 
Internacional Oficial de Química Analítica).
A amostra deve ser representativa quanto ao lote a 
ser analisado. Usualmente na avaliação utiliza-se de 50 a 
1000 gramas. Sugere-se que a amostragem seja feita, por 
exemplo, partindo-se de 20 toneladas: 
Quadro 1 – Tamanho da Amostra
Amostragem Preparo de Amostra
Lote Amostra Sub-amostra Amostra p/ Análise
20 ton 20 kg 1 kg 50 g
 
Os parâmetros que devem orientar o tamanho 
da amostra ou seu peso dependem do:
 » Objetivo do estudo (pesquisa ou rotina)
 » Tamanho do lote
 » Natureza ou tipo do alimento
 » Custo 
 » Natureza da embalagem
 » Condições de transporte até o laboratório
Quadro 2 – Classificação dos alimentos quanto à 
distribuição de toxinas
Tipo Descrição
Tipo I
Alimento onde se espera alto grau de 
heterogeneidade de Contaminação (grãos, 
sementes, nozes, frutas secas, grãos triturados).
Tipo II Alimento onde é esperado exibir contaminação homogênea (líquidos pós).
Tipo III
Alimento que exibe heterogeneidade 
intermediária (farinhas, pastas, tortas 
de oleaginosas, cereal seco).
Quando o material for granulado, é requerido 
determinado número de partículas para que a amostra 
se torne representativa. O tamanho da amostra deve 
aumentar com o tamanho da partícula, p.ex., trigo < milho 
< amendoim < castanha do Pará.
Cada lote de 50 toneladas deve ser subdivido ao menos 
em 100 sub-amostras.
Quadro 3 – Correlação entre tipo e tamanho da amostra
Classe de 
Alimentos Tamanho Mínimo da Amostra (Kg).
Tipo I – Grãos
Grãos pequenos: trigo, 
cevada, arroz, soja - 5.
Grãos intermediários: milho, 
semente de algodão - 10
Grãos grandes: amendoim, nozes - 20.
Tipo II – 
Líquidos 0,5
Tipo III - 
Intermediários 3
Extração
A etapa de extração é de relevante importância.
Tem sido demonstrado que são necessários 16 minutos 
de agitação com uma mistura de acetonitrila-água (21:4) 
para extrair deoxinivalenol completamente de uma amostra 
de alimento naturalmente contaminado, comparado com 3 
minutos de um alimento em espiga.
Foi estabelecido como tempo de agitação 1 hora 
para extração de fumonisinas em alimentos de milho 
naturalmente contaminados, usando-se uma mistura de 
acetonitrila-água (1:1). Tem sido recomendado para a 
extração de aflatoxinas de amendoim e seus derivados 
uma mistura de metanol-água (55:45).
Limpeza
Os procedimentos principais empregados para a limpeza 
dos extratos das amostras são a partição líquido-líquido, 
a adição de sais de metais, a extração de fase sólida, a 
cromatografia de coluna, a cromatografia por permeação 
a gel, a coluna cromatográfica de imunoafinidade, e o uso 
de colunas de limpeza e purificação multifuncionais.
Determinação – Métodos Cromatográficos
Estes métodos são de grande utilidade dentre as 
técnicas anlíticas para a determinação de micotoxinas.
 Inúmeras variações das técnicas cromatográficas 
estão descritas na literatura, envolvendo uma larga gama 
de equipamentos e procedimentos, que variam em grau 
de complexidade e aplicabilidade.
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
42
TLC (Cromatografia em camada delgada)
Este método continua a ser usado extensivamente 
na rotina da determinação preliminar das micotoxinas. 
TLC de alta resolução (HPTLC) com desenvolvimento 
bidirecional é um acurado e preciso procedimento para a 
determinação de aflatoxinas. A combinação de TLC com 
a espectrometria de massa (MS) é outra ferramenta útil a 
avaliação das micotoxinas.
HPLC (Cromatografia líquida de alta eficiência)
A cromatografia líquida de alta eficiência é o mais novo 
e mais importante método de determinação e quantificação 
de substâncias. É um tipo de cromatografia líquida que 
emprega pequenas colunas, recheadas de materiais 
especialmente preparados e uma fase móvel que é eluída 
sob alta pressão.
Há cinco tipos diferentes de fases estacionárias, que 
implicam em cinco mecanismos diferentes de realizar a 
cromatografia em HPLC, que são os seguintes:
 » cromatografia líquido-sólido ou por adsorção, 
 » cromatografia líquido-líquido ou por partição, 
 » cromatografia líquida com fase ligada,
 » cromatografia por exclusão e cromatografia por 
troca iônica. 
A escolha adequada da técnica cromatográfica para a 
separação dos componentes de uma determinada amostra 
deve-se considerar as propriedades tais como massa 
molecular, solubilidade, estrutura etc.
GC (Cromatografia gasosa)
A separação por cromatografia gasosa baseia-se na 
diferente distribuição das substâncias da amostra entre 
uma fase estacionária, podendo ser sólida ou líquida, e 
uma fase móvel que é gasosa.
A cromatografia gasosa é uma técnica com um poder 
de resolução excelente, tornando possível, muitas vezes a 
análise de dezenas de substâncias de uma mesma amostra. 
Apresenta um elevado grau de sensibilidade, chegando a 
detectar cerca de 10-12g. 
Pequena amostra do material a ser pesquisado torna-se 
suficiente para o emprego desta técnica. A cromatografia 
gasosa é uma técnica quantitativa excelente, sendo possível 
à obtenção de resultados quantitativos em concentrações 
que variam de picogramas a miligramas.
A técnica de desenvolvimento mais usada em 
cromatografia gasosa é a eluição. Uma corrente de gás 
passa continuamente através da coluna e quando a 
amostra vaporizada é introduzida rapidamente nesta 
corrente de gás, ela é arrastada através da coluna. As 
substâncias presentes na amostra, depois de separadas, 
chegam ao detector, que gera um sinal para o registrador.
Durante análise, a temperatura da coluna pode 
permanecer constante, denominado-se cromatografia 
gasosa isotérmica, ou sofrer uma variação linear ou 
não, chamada então de cromatografia gasosa com 
temperatura programada. A programação de temperatura 
é significativamente importante já que melhora a separação 
diminuindo o tempo de análise. Sendo de extrema utilidade 
quando a amostra é composta de substâncias com uma 
grande diferença em seus pontos de ebulição.
A cromatografia gasosa é uma das técnicas mais 
utilizadas na identificação e quantificação de diversos 
produtos e substâncias. Tem sido uma ferramenta nas 
áreas de análise ambiental, nas indústrias químicas e 
farmacêuticas, na análise e controle de alimentos, na 
medicina, na toxicologia e na indústria petroquímica 
dentre outros. 
4.7. SISTEMA DE AMOSTRAGEM
Importância do Programa Amostral 
Diversos programas amostrais são empregados no 
processo de análise de micotoxinas. Todos possuem 
vantagens e desvantagens determinadas pela distribuição 
heterogênea dos grãos contaminados com micotoxinas 
na massa de cereais. Assim esta variável leva a inúmeras 
dificuldadesde interpretação das análises. Com anos de 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
43
experiência na implantação destes modelos em diversas 
empresas agropecuárias, nos levaram a optamos pelo 
sistema amostral adotado na União Européia. Assim, este 
programa que já foi experimentado e aperfeiçoado em 
diversas indústrias brasileiras, apresenta boa aplicabilidade, 
desde que seguido e controlado adequadamente.
Qual a quantidade a ser retirada? 
Para calcular a quantidade que deve ser amostrada, basta 
saber o volume de produção da fábrica de ração durante um 
dia de produção, ou o tamanho do lote a ser amostrado.
Acesse o site do LAMIC - LABORATÓRIO DE ANÁLISES 
MICOTOXICOLOGICAS no link:
 http://www.lamic.ufsm.br/web/?q=lamic_sistema_amostragem
Como realizar a amostragem? 
Lote: é uma quantidade de matéria-prima ou 
alimento, do qual, pode ser aceito que possua as mesmas 
características quanto a homogeneidade, ou a produção 
diária de uma unidade de produção em um determinado 
tempo (Turno de produção).
Incremento: sendo a quantidade retirada de uma 
localização do lote (normalmente 10 amostras de 100g 
para cada kg de amostra coletiva). 
Amostra Coletiva: resultado da soma dos incrementos. 
Amostra Coletiva Reduzida: é parte representativa 
da amostra coletiva, após redução da quantidade. 
Amostra Final: como resultado parcial da amostra 
coletiva reduzida ou da homogeneização da amostra coletiva. 
A quantidade calculada acima deve ser dividida durante 
um turno de trabalho. Por exemplo: caso a fábrica produza 
45 toneladas de ração/turno (lote), deve ser coletado, ao 
final deste turno (8 horas de produção) 30 kg de ração 
(amostra coletiva). Deve ser coletado 3,75 kg de ração por 
hora (incrementos). Caso a empresa utilize o sistema “Furo 
na Rosca” LAMIC para amostragem, este sistema deve ser 
regulado para que a quantidade de ração coletada ao final 
do turno seja em torno de 30 kg.
A amostragem é automática é muito prática e eficiente. 
Por isso, seu emprego esta amplamente difundido em 
diversas empresas. O uso de amostradores automáticos 
e outros sistemas muito mais simples, como a coleta 
de frações trituradas por intermédio de perfurações 
efetuadas nas tubulações (furo na rosca) de transporte 
do alimento, especialmente depois de ser moído, facilita 
significativamente o procedimento de amostragem.
Sistema “Furo na Rosca” - LAMIC
O fluxo da matéria-prima (ou ração) se dá de A para B 
em uma rosca sem-fim. A amostra é transportada por um 
tubo de PVC com diâmetro de 1 polegada ou mais (C), 
acoplado à rosca num ângulo de 45º (E) e armazenada em 
um container (D) de dimensões suficientes para recolher a 
quantidade de incrementos resultantes da fórmula. O furo 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
44
(E) onde é acoplado o tubo deve ter um diâmetro entre 5 e 15 mm, conforme a quantidade a ser coletada. A coleta 
da amostra é contínua, enquanto houver fluxo de matéria-prima ou ração através da rosca. O recipiente D deve ser 
esvaziado em outro recipiente maior para evitar parada do fluxo no tubo coletor C. Ao final do dia, toda matéria-prima 
ou ração coletada neste sistema deve ser homogeneizada e dela será extraída uma amostra para ser enviada ao LAMIC. 
 
Dependendo da quantidade de ração produzida pela fábrica, pode ser coletada uma amostra semanal. Neste 
caso, o procedimento para coleta da amostra é muito semelhante: toda matéria-prima ou ração coletada durante 
a semana deve ser homogeneizada e daí coletada a amostra. 
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
45
4.8. Legislação sobre Micotoxinas
Limites máximos (ppb) de MICOTOXINAS recomendados pelo LAMIC para animais de produção:
AFLA FUMO OCRA A DON HT 2 T 2 ZEA DAS
AVES
Frangos Inicial 0 100 0 200 0 0 10 0
Frangos Crescim. 2 500 2 500 10 50 20 200
Frangos Final 5 500 5 1000 10 50 20 200
Poedeiras 10 1000 5 1000 20 100 50 500
Matrizes 10 1000 5 1000 20 100 50 500
SUÍNOS
Inicial 0 100 0 0 0 0 5 0
Crescim. 1 100 2 100 5 20 5 100
Termin. 3 500 3 200 10 50 0 200
Matrizes 5 1000 5 200 10 50 0 200
BOVINOS
Terneiros 20 300 1000 400 400 250 400
Machos Adultos 20 300 1000 400 400 250 400
Lactação 0 500 2000 800 800 250 800
EQÜINOS 20 1000
PERUS
até 21 dias 0 100
mais de 21 dias 5 500
AFLA FUMO OCRA A DON HT 2 T 2 ZEA DAS
Níveis máximos de fusariotoxinas em produtos 
alimentícios aceitáveis na Comunidade Européia
A legislação de níveis de micotoxinas da Comunidade 
Européia. 
Alimentos para consumo humano (BRASIL): 
Ministério da Saúde: Resolução RDC no 274, da 
ANVISA, de 15 de outubro de 2002, publicada no 
Diário Oficial da União, de 16/10/2002:
-- Amendoim (com casca, descascado, crú ou 
tostado) pasta de amendoim (pasta de amendoim 
ou manteiga de amendoim):
Aflatoxinas B1+B2+G1+G2 = 20 µg/kg (ppb)
-- Milho em grão (inteiro, partido, amassado, 
moído, fariinhas e sêmolas):
Aflatoxinas B1+B2+G1+G2 = 20 µg/kg (ppb)
-- Leite flúido: Aflatoxina M1 = 0,5 µg/L (ppb)
-- Leite em pó: Aflatoxina M1 = 5,0 µg/L (ppb)
Ministério da Agricultura. Portaria MAARA 
No.183 de 21 de março de 1996, publicada no Diário 
Oficial da União de 25 de março de 1996, Seção I, 
página 4929: 
Aflatoxinas B1+B2+G1+G2 = 20 µg/kg µg/kg
Obs: Esta Portaria internalizou as normas do MERCOSUL 
GMC/RES. No. 56/94
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
46
Alimentos para consumo animal: matérias 
primas e rações (BRASIL):
Ministério da Agricultura. Portaria MA/SNAD/
SFA No. 07, de 09/11/88 - publicada no Diário 
Oficial da União de 09 de novembro de 1988 - Seção 
I, página 21.968, 1988:
-- Para qualquer matéria prima a ser utilizada 
diretamente ou como ingrediente para raçãoes 
destinadas ao consumo animal:
Aflatoxinas (máximo) = 50 µg/kg
Obs: O MA não especifica quais metabólitos mas, 
depreende-se que seja a somatória de B1+B2+G1+G2. O 
limite é valido para toda e qualquer produto, seja para 
alimentação direta ou como ingrediente para rações. 
A Portaria citada especifica quais os produtos nela 
enquadrados.
MERCOSUL:
Abaixo, legislaçao comum para todos os membros.
GMC / RES. No.56/94
-- Leite fluido: AFM1 = 0,5 µg/L (ppb)
-- Leite em pó: AFM1 = 5,0 µg/kg (ppb)
-- Milho em grão: AFs B1,B2,G1,G2 = 20 µg/kg 
-- Farelo de milho: AFs B1,B2,G1,G2 = 20 µg/kg 
-- Amendoim em casca e descascado, cru ou 
torrado: AFs B1,B2,G1,G2 = 20 µg/kg 
-- Pastas, cremes e manteiga de amendoim: AFs 
B1,B2,G1,G2 = 20 µg/kg
AMÉRICAS:
Abaixo, legislação adicional de cada país.
ARGENTINA:
-- Alimentos infantís: AFB1 = zero
-- Amendoim, milho e subprodutos: B1 = 5 ppb; 
B1B2G1G2 = 20 µg/kg
-- Farelo de soja = B1 = 30 µg/kg
-- Leite flúido e em pó: M1 = 0,05 µg/kg
-- Produtos lácteos: M1 = 0,5 µg/kg
URUGUAI:
Aflatoxinas B1,B2,G1,G2:
-- Alimentos e especiarias = 20 µg/kg
-- Produtos de soja, amendoim, frutas secas = 
30 µg/kg
-- Cacau em grão = 10 µg/kg;
-- Alimentos infantís, industrializados = 3 µg/kg
-- Leite e produtos lácteos: Aflatoxina 
M1 = 0,5 µg/kg
-- Zearalenona: milho e cevada = 200 µg/kg
-- Patulina: sucos de frutas = 50 µg/kg
-- Ocratoxina A = arroz, cevada, porotos, café e 
milho = 50 µg/kg
Toda a legislação, citada a seguir, foi compilada da 
publicação da FAO:
WORLDWIDE REGULATIONS FOR MYCOTOXINS 1995 
- A Compendium FAO Food and Nutrition Paper, No. 64, 
Roma, 1997.
BAHAMAS:
-- Todos alimentos e todos os grãos: B1,B2,G1,G2 
= 20 µg/kg
BARBADOS:
-- Todos alimentos: B1,B2,G1,G2 = 20 µg/kg
-- Leite flúido: M1 = 0,05 µg/kg
-- Rações: B1,B2,G1,G2 = 50 µg/kg
BELIZE:
-- Milho, amendoim: B1,B2,G1,G2 = 20 µg/kg
CANADÁ:
-- Nozes e produtos: B1,B2,G1,G2 = 15 µg/kg 
-- Trigo mole: Deoxinivalenol= 2000 µg/kg
-- Rações: B1,B2,G1,G2 = 20 µg/kg
-- Rações para gado e aves: Deoxinivalenol = 5000 
ppb; Toxina HT-2 = 100 µg/kg
-- Rações para porcos, novilhas e animais em 
lactação: Deoxinivalenol = 1000 ppb; Toxina HT-2 = 25 µg/kg
CHILE:
-- Rações: B1 = 20 ppb; B1,B2,G1,G2 = 50 µg/kg
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
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COLÔMBIA:
-- Alimentos: B1,B2,G1,G2 = 20 µg/kg
-- Cereais (sorgo, milheto): B1,B2,G1,G2 = 30 µg/kg
-- Sementes oleaginosas: B1,B2,G1,G2 = 10 µg/kg
-- Rações para gado: B1,B2,G1,G2 = 50 µg/kg
-- Sementes de gergelim: B1,B2,G1,G2 = 20 µg/kg
-- Alimentos para aves: B1,B2,G1,G2 = 20 µg/kg
COSTA RICA (1991):
-- Milho, para alimentação humana: B1,B2,G1,G2 = 
35 µg/kg
-- Milho, para alimentação animal: B1,B2,G1,G2 = 
50 µg/kg
CUBA (1991):
-- Alimentos em geral, cereais, amendoim: 
B1,B2,G1,G2 = 5 µg/kg
-- Rações e ingredientes para rações: B1,B2,G1,G2 
= 5 µg/kg
EL SALVADOR (1991):
-- Alimentos: B1,B2,G1,G2 = 20 µg/kg
-- Rações em geral: B1 = 10 µg/kg
-- Suplementos alimentares para porcos, gado leiteiro; 
rações para bovinos, caprinos, ovinos: B1 = 20 µg/kg
ESTADOS UNIDOS:
-- Alimentos: B1,B2,G1,G2 = 20 µg/kg 
-- Alimentos prontos de trigo: Deoxinivalenol = 
1000 µg/kg 
-- Laticínios: M1 = 0,5 µg/kg
GUATEMALA (1991):
-- Milho, feijão, arroz, sorgo, amendoim, 
manteiga de amendoim: B1,B2,G1,G2 = 20 µg/kg
-- Concentrados: para rações: B1,B2,G1,G2 = 20 µg/kg
HONDURAS:
-- Todos alimentos: B2,G1,G2 = 1 µg/kg
-- Milho (grão inteiro ou triturado): B1 = 1 µg/kg
-- Alimentos infantís: B1,B2,G1,G2 = 0, 01 ppb; M1 
= 0,02 µg/kg
-- Leite e laticínios: M1 = 0,05 µg/kg
-- Queijos = M1 = 0,25 µg/kg
JAMAICA (1991):
-- Alimentos e grãos: B1,B2,G1,G2 = 20 µg/kg
MÉXICO:
-- Farinhas: B1,B2,G1,G2 = 20 µg/kg
-- Cereais para bovinos e rações de engorda para 
suínos: B1,B2,G1,G2 = 200 µg/kg
-- Raçoes para vacas leiteiras e aves: B1,B2,G1,G2 
= 0 µg/kg
PANAMÁ:
Sem regulamentação
PERU:
-- Todos alimentos: B1,B2,G1,G2 = 10 µg/kg
REPÚBLICA DOMINICANA (1991):
-- Milho, e produtos, amendoim, soja, tomate e 
produtos: B1,G1 = 0 µg/kg
-- Milho importado: B1,B2,G1,G2 = 20 µg/kg
SURINAME (1991):
-- Milho: B1,B2,G1,G2 = 30 µg/kg
-- Amendoim e produtos, legumes: B1 = 5 µg/kg
-- Rações: B1,B2,G1,G2 = 30 µg/kg
VENEZUELA:
-- Farinha de arroz: B1,B2,G1,G2 = 5 µg/kg
-- Rações: B1,B2,G1,G2 = 20 µg/kg
UNIÃO EUROPÉIA:
Abaixo, legislaçao comum para todos os membros.
-- Amendoim, nozes em geral e frutas sêcas para 
consumo direto ou como ingrediente de alimentos:
Aflatoxina B1= 2 µg/kg; Totais (B1+B2+G1+G2) = 4 µg/kg
Amendoim a ser submetido à seleção ou outro 
tratamento físico: B1=8 ppb; AFTotais=15 µg/kg
-- Nozes e frutas sêcas a serem submetido à 
seleção ou outro tratamento físico:
B1=5 ppb; AFTotais=10 µg/kg
-- Cereais e produtos processados para consumo 
direto ou como ingrediente para alimentos:
B1=2 µg/kg; AFTotais= 4 µg/kg
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
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-- Leite in natura ou destinado para eleboração de 
produtos à base de leite, e leite tratado termicamente:
Aflatoxina M1= 0,05 ng/L
-- Especiarias e temperos: 
Aflatoxina B1 = 5 µg/kg; AFTotais = 10 µg/kg
-- Cereais crús: Ocratoxina A = 5 µg/kg
-- Produtos derivados de cereais para consumo 
direto: Ocratoxina A = 3 µg/kg
-- Frutas secas: 
Ocratoxina A = 10 µg/kg
-- Castanha-do-Brasil: 
Aflatoxinas = 4 µg/kg
-- Alimentos infantís: 
Patulina = 10 µg/kg
-- Matéria prima para rações: 
Aflatoxina B1 = 50 µg/kg
-- Produtos de amendoim, copra, palma, algodão, 
babassu, milho: 20 µg/kg
-- Ração pronta: 
Aflatoxina B1 = 10 µg/kg
-- Rações completas para suínos e aves, exceto 
animais jovens: B1 = 20 µg/kg
-- Rações completas para gado de engorda, ovinos, 
caprinos, exceto animais jovens: B1 = 50 µg/kg
-- Rações completas para novilhos e cordeiros: 
B1 = 10 µg/kg
-- Complementos de rações: B1 = 5 µg/kg
-- Complementos de rações para porcos e aves: 
B1 = 30 µg/kg
-- Complementos de rações para gado, ovinos 
e caprinos, exceto animais em lactação, novilhos, 
cordeiros, cabritinhos: B1 = 50 µg/kg
-- Matérias primas - Produtos de amendoim, 
copra, palma, algodão, babassu, milho: B1 = µg/kg
Legislação recente da Comunidade Européia (28 
de Janeiro de 2003)
Abaixo, legislação adicional de cada país:
ALEMANHA:
-- Alimentos: B1 = 2 ppb; B1,B2,G1,G2 = 4 µg/kg
-- Preparações de enzimas para produção de 
alimentos: B1,B2,G1,G2 = 0,05 µg/kg
-- Alimentos para crianças e jovens: B1,B2,G1,G2 
= 0,05 µg/kg
-- Leite: M1 = 0,05 µg/kg
-- Alimentos para crianças e jovens: M1 = 0,01 µg/kg
ÁUSTRIA:
-- Desoxinivalenol em rações para porcos = 500 µg/kg
-- Desoxinivalenol em rações para gado de corte, 
poedeiras e matrizes = 1000 µg/kg
-- Aves para corte = 1500 µg/kg
-- Rações para porcas matrizes = Zearalenona: 50 
µg/kg 
BÉLGICA:
-- Amendoim: B1 = 5 µg/kg
-- Leite: M1 = 0,05 µg/kg
DINAMARCA:
-- Amendoim e produtos: Aflatoxina B1 = 2 µg/kg; 
B1,B2,G1,G2 = 4 µg/kg
-- Castanha do Brasil, figo sêco: B1 = 2 µg/kg; 
B1,B2,G1,G2 = 4 µg/kg
-- Rins de suínos: Ocratoxina A = 25 µg/kg
-- Cereais e produtos: Ocratoxina A = 5 µg/kg
ESPANHA:
-- Todos alimentos: B1,B2,G1,G2 = 10 µg/kg; 
B1 = 5 µg/kg
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
49
FRANÇA:
-- Todos alimentos: Aflatoxina B1 = 10 µg/kg
-- Amendoim, pistache, amêndoas, oleaginosas, 
alimentos infantís: B1 = 1 µg/kg
-- Farelo de trigo: B1 = 10 µg/kg
-- Óleos vegetais, cereais: B1 = 5 µg/kg
-- Suco de maçã (produtos): Patulina = 50 µg/kg
-- Cereais, óleos vegetais: Zearalenona = 200 µg/kg
-- Cereais: Ocratoxina A = 5 µg/kg
-- Leite, leite em pó (calculado no produto 
reconstituído): Aflatoxina M1 = 0,05 µg/kg
-- Leite, leite em pó, (crianças menores que 3 
anos calc. no produto reconstituído): M1 = 0,03 µg/kg
GRÉCIA:
-- Amendoim, avalãs, nozes, castanha de caju, pistache, 
amêndoas, sementes de abóbora, sementes de girassol, 
sementes de pinus, sementes de damasco, milho, figo 
seco, damasco seco, ameixa seca, tâmaras, uva passas: 
B1,B2,G1,G2 = 10 µg/kg; B1 = 5 µg/kg
-- Café cru, suco de maçã, produtos de maçã: 
Ocratoxina A = 20 µg/kg; Patulina = 50 µg/kg
IRLANDA:
-- Todos os alimentos: B1,B2,G1,G2 = 30 ppb; B1 
= 5 µg/kg
ITÁLIA:
-- Alimentos: Aflatoxina B1 = 5 ppb; B1+B2+G1+G2 
= 10 µg/kg
-- Figos secos: Aflatoxina B1 = 5 ppb; B1+B2+G1+G2 
= 10 µg/kg
-- Especiarias: Aflatoxina B1 = 10 ppb; B1+B2+G1+G2 
= 20 µg/kg
-- Ervas para chás: Aflatoxina B1 = 5 ppb; 
B1+B2+G1+G2 = 10 µg/kg
-- Alimentos para crianças (Baby foods): 0,1 ppb; 
Aflatoxina M1 = 0,01 ppb; Zearalenona = 20 µg/kg
-- Café crú: Ocratoxina A = 8 ppb
-- Café torrado e solúvel = 4 µg/kg
-- Cacau e produtos derivados: Ocratoxina A = 
0,5 µg/kg
-- Carne de porco e derivados: Ocratoxina A = 
1 µg/kg
-- Cereais e produtos: Ocratoxina A = 3 ppb; 
Zearalenona = 100 µg/kg
-- Cerveja: Ocratoxina A = 0,2 µg/kg
-- Sucos de frutas: Patulina = 50 µg/kg
LUXEMBURGO:
-- Amendoim e seus produtos: B1 = 5 µg/kg
NORUEGA:
-- Todos alimentos: B1,B2,G1,G2 = 5 µg/kg
-- Suco de maçã concentrado: Patulina = 50 µg/kg
PORTUGAL:
-- Todos alimentos: B1 = 20 µg/kg
-- Amendoim: B1 = 25 µg/kg
-- Alimentos infantis: B1 = 5 µg/kg
SUÉCIA:
-- Todos alimentos: B1,B2,G1,G2 = 5 µg/kg
-- Bagas, frutas, sucos: Patulina = 50 µg/kg
-- Produtos de leite líquidos: M1 = 0,05 µg/kg
-- Ingredientes para ração: B1 = 50 µg/kg
-- Ingredientes para ração para gado leiteiro: M1 
= 10 µg/kg
-- Grãos de cereais e forragens como ingrediente 
para ração de gado leiteiro: B1 = 1 µg/kg
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
50
-- Rações misturadas (exceto forragens) para 
gado leiteiro: B1 = 3 µg/kg
-- Rações completas: B1 = 10 µg/kg-- Rações completas para gado de engorda, 
ovinos, caprinos, exceto gado leiteiro e animais 
jovens: B1 = 50 µg/kg
-- Rações completas para porcos e aves, execto 
animais jovens: B1 = 20 µg/kg
-- Rações completas para gado leiteiro, incluindo 
forragens: B1 = 1,5 µg/kg
-- Rações completas para aves: Ocratoxina 
A = 200 µg/kg
-- Rações completas para porcos: Ocratoxina 
A = 100 µg/kg
 
EUROPA: Demais países
BÓSNIA E HERZEGOVINA:
-- Trigo, milho, arroz e cereais: B1,G1 = 1 µg/kg
-- Feijões: B1,G1 = 5 µg/kg
BULGÁRIA:
-- Amendoim e produtos, amêndoas de 
cacau, manteiga de cacau, pó de cacau: 
B1,B2,G1,G2 = 5 µg/kg
-- Grãos e seus produtos, cereais e seus produtos: 
B1,B2,G1,G2 = 2,5 µg/kg
-- AFM1: Produtos de leite flúido = 0,5 µg/kg; Leite 
em pó = 0,1 ppb; Leite em pó para dietas e alimentos 
infantís = 0 µg/kg
-- Queijo e produtos similares = 0,5 µg/kg
FINLÂNDIA:
-- Todos os alimentos: B1,B2,G1,G2 = 5 µg/kg
-- Todos os alimentos: Patulina = 50 µg/kg
HUNGRIA:
-- Todos os alimentos: B1 = 5 µg/kg
-- Amendoim (amêndoas): B1 = 30 µg/kg
-- Alimentos preservados: Todas as micotoxinas: 0 
µg/kg
-- Amendoim (sic): B1,B2,G1,G2 = 5 µg/kg
MACEDÔNIA (1981):
-- Trigo, milho, cereais, arroz: B1,G1 = 1 µg/kg
-- Feijão: B1,G1 = 5 µg/kg
POLÔNIA:
-- Todos os alimentos: B1 = 0 µg/kg
-- Rações, ingredientes para rações, rações 
completas para gado, ovinos e caprinos: B1 = 50 µg/kg
REPÚBLICA TCHECA:
-- Todos os alimentos: B1 = 5 ppb; B2,G1,G2 
= 10 µg/kg
-- Alimentos infantís: B1 = 1 ppb; B2,G1,G2 = 2 µg/kg
-- Todos os alimentos: Patulina = 50 ppb; Ocratoxina 
A = 20 µg/kg
-- Alimentos para crianças: Patulina = 30 ppb; 
Ocratoxina A = 5 µg/kg
-- Alimentos infantís: Patulina = 20 ppb; Ocratoxina 
A = 1 µg/kg
-- Leite: M1 = 0,5 µg/kg
-- Qualquer outro produto: M1 = 5 µg/kg
-- Alimentos para crianças e infantís: M1 = 1 µg/kg
-- Alimentos infantís na base de leite: M1 = 0,1 
ppb; B1 = 0,1; B2,G1,G2 = 0,2 µg/kg
ROMÊNIA (1987):
-- Todos os alimentos: B1 = 0 µg/kg; Patulina = 50 
µg/kg; Ocratoxina A = 5 µg/kg; Zearalenona = 30 µg/kg
-- Leite e laticínios: M1 = 0 µg/kg
-- Rações em geral: Patulina = 30 µg/kg; Ocratoxina 
A = 5 ppb; Deoxinivalenol = 5 µg/kg; Estaquibotriotoxina 
= 0 µg/kg; Quetomina = 0 µg/kg
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
51
RÚSSIA:
-- Cereais, farinhas e farelos: B1 = 5 µg/kg
-- Café: B1 = 5 µg/kg; Zearalenona = 1000 µg/kg; 
Toxina T2 = 100 µg/kg;
Deoxinivalenol = 1000 µg/kg
Outros alimentos: B1 = 5 µg/kg
SÉRVIA (1981):
-- Trigo, milho,arroz, cereais: B1,G1 = 1 µg/kg
-- Feijões: B1, G1 = 5 µg/kg
SUIÇA:
-- Todos alimentos (exceto milho, cereais, 
ervas): B1 = 1 µg/kg; B2,G1,G2 = 5 µg/kg
-- Milho, cereais: B1 = 2 ppb; B2,G1,G2 = 5 µg/kg
-- Ervas: B1 = 5 ppb; B2,G1,G2 = 5 µg/kg
-- Alimentos infantís: B1,B2,G1,G2 = 0,01 µg/kg
-- Cereais: Ocratoxina = 2 µg/kg
-- Café torrado/moído e solúvel: Ocratoxina A = 
5 µg/kg
-- Milho e produtos: Fumonisinas B1+B2 = 1000 µg/kg
-- Suco de frutas: Patulina = 50 µg/kg
-- Leite e produtos: M1 = 0,05 µg/kg
-- Soro de leite e produtos: M1 = 0,025 µg/kg
-- Queijos: M1 = 0,25 µg/kg
-- Manteiga, alimentos infantís: M1 = 0,02 µg/kg
OUTROS PAÍSES:
ÁFRICA DO SUL:
-- Todos os alimentos: B1 = 5 µg/kg; B1,B2,G1,G2 = 
10 µg/kg
AUSTRÁLIA:
-- Todos alimentos: B1,B2,G1,G2 = 5 µg/kg; 
Fomopsina = 5 µg/kg
-- Manteiga de amendoim, nozes em geral = 15 µg/kg
-- Castanha-do-Brasil: aflatoxinas = 15 µg/kg
CHINA:
-- Arroz, óleos comestíveis: B1 = 10 µg/kg
-- Trigo, cevada, aveia, feijão, sorgo, outros 
frãos e alimentos fermentados: B1 = 20 µg/kg
-- Leite flúido e produtos lácteos (calculados na 
base de leite flúido): B1 = 0,5 µg/kg
-- Ração para frangos: B1 = 10 µg/kg
-- Ração para poedeiras e suínos de engorda: B1 
= 20 µg/kg
-- Milho, farelo de amendoim e outros resíduos 
de amendoim (para ração): B1 = 50 µg/kg
CHIPRE (1992):
-- Cereais, legumes,frutas secas, gergelim e 
alimentos produzidos exclusivamente com estes, 
sementes diversas, sementes de papoula, sementes 
usadas em produtos de panários e confeitos:
B1,B2,G1,G2 = 5 µg/kg
-- Leite e laticínios: todas micotoxinas: 0,5 µg/kg
COSTA DO MARFIM (1997):
-- Ingredientes para ração: B1,B2,G1,G2 = 
100 µg/kg
-- Rações prontas: B1,B2,G1,G2 = 10 µg/kg
-- Rações prontas para porcos, aves (exceto 
animais jovens e marrecos): B1,B2,G1,G2 = 38 µg/kg
-- Rações completas para gado, ovinos e 
caprinos: B1,B2,G1,G2 = 75 µg/kg
-- Rações completas para gado leiteiro: 
B1,B2,G1,G2 = 50 µg/kg
EGITO:
-- Amendoim e produtos, sementes de 
oleaginosas e produtos: 
B1,B2,G1,G2 = 10 µg/kg
-- Cereais e produtos: B1 = 5 µg/kg
-- Milho: B1,B2,G1,G2 = 20 ppb; B1 = 10 µg/kg
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
52
 -- Amido e derivados: B1,B2,G1,G2 = 0 µg/kg
-- Leite e laticínios: G1,G2,M1,M2 = 0 µg/kg
-- Alimentos para animais e aves: B1,B2,G1,G2 = 
20 µg/kg; B1 = 10 µg/kg
FILIPINAS:
-- Nozes e seus produtos: B1,B2,G1,G2 = 20 µg/kg
-- Rações para aves: B1,B2,G1,G2 = 20 µg/kg
-- Rações para gado de engorda: B1,B2,G1,G2 = 
50 µg/kg
HONG KONG:
-- Alimentos em geral: B1,B2,G1,G2,M1,M2, 
Aflatoxina P1, Aflatoxicol = 15 µg/kg
-- Amendoim e produtos: B1,B2,G1,G2,M1,M2, 
Aflatoxina P1, Aflatoxicol = 20 µg/kg
ÍNDIA (1987):
-- Todos os alimentos: B1 = 30 µg/kg
-- Farelo de amendoim (para exportação): B1 = 120 
µg/kg
INDONÉSIA:
-- Copra em ração para vacas, porcos, marrecos, 
ovinos: B1,B2,G1,G2 = 1000 µg/kg
-- Farelos de amemdoim, de gergelim e de colza: 
B1,B2,G1,G2 = 200 µg/kg
-- Mandioca em ração de frangos: B1,B2,G1,G2 = 
200 µg/kg
ISRAEL:
-- Nozes, amendoim, farelo de milho, figos e 
seus produtos: 
B1,B2,G1,G2 = 15 ppb; B1 = 5 µg/kg
-- Suco de maçã: Patulina = 50 µg/kg
-- Cereais e legumes e seus produtos: Ocratoxina 
A = 50 µg/kg
-- Grãos para rações: B1 = 20 µg/kg; Ocratoxina A 
= 300 µg/kg; Toxina T-2 = 100 µg/kg; Diacetoxiscirpenol 
= 1000 µg/kg
JAPÃO:
-- Alimentos: Aflatoxina B1 = 10 µg/kg
-- Rações: Aflatoxina B1 = 1000 µg/kg
JORDÂNIA (1991):
-- Amêndoas, cereais, milho, amendoim, 
pistache, nozes de pinheiros, arroz e rações: 
B1,B2,G1,G2 = 30 µg/kg; B1 = 15 µg/kg
MALAWI (1987):
-- Amendoim (para exportação): B1 = 5 µg/kg
MALÁSIA (1987):
-- Todos os alimentos: B1,B2,G1,G2 = 35 µg/kg
MAURITIUS (1987):
-- Todos os alimentos: B1,B2,G1,G2,M1,M2 = 10 
µg/kg; B1 = 5 µg/kg
-- Amendoim: B1,B2,G1,G2 = 15 µg/kg; B1 = 5 µg/kg
NIGÉRIA (1987):
-- Todos os alimentos: B1 = 5 µg/kg
-- Alimentos infantís: B1 = 0 µg/kg
-- Leite flúido: M1 = 1 µg/kg
-- Rações: B1 = 50 µg/kg
NOVA ZELÂNDIA (1987):
-- Todos os alimentos: B1,B2,G1,G2 = 5 µg/kg
-- Manteiga de amendoim, amendoim em grão, 
nozes: B1,B2,G1,G2 = 15 µg/kg
OMÃ (1987):
-- Rações completas: B1 = 10 µg/kg
-- Rações completas para aves: B1 = 20 µg/kg
QUÊNIA (1981):
-- Amendoim e seus produtos; óleos vegetais: 
B1,B2,G1,G2 = 20 µg/kg
SENEGAL (1987):
- Produtos de amendoim como ração: B1 = 50 µg/kg
- Produtos de amendoim como ingrediente para 
ração: 300 µg/kg
Tecnologia no Beneficiamento de Farinhas II
53
SINGAPURA (1987):
-- Todos os alimentos: B1,B2,G1,G2 = 0 µg/kg
SRI LANKA:
-- Alimentos em geral: todas as aflatoxinas = 30 µg/kg
-- Alimentos para crianças de até 3 anos de 
idade: todas as aflatoxinas = 1 µg/kg
ZIMBABWE:
-- Farinha de arroz: B1 = 5 µg/kg; G1 = 4 µg/kg
-- Amendoim, milho, sorgo: B1 = 5 µg/kg G1 = 
4 µg/kg
-- Rações para aves: B1,G1 = 10 µg/kg
5. MAIS INFORMAÇÕES
Mais informações e orientação sobre a detecção e 
controle de micotoxinas em grãos podem ser obtidas nas 
agência associadas da GASGA:
- ACIAR-Australian Centre for Intemational Agricultural 
Research 
GPO Box 1571,Canherra, ACT, 2601, Australia. Fax: 
+61 6 217 0501
- CIRAD-Centre de Coopération Internationale en 
Recherche Agronomique pour le Développment
Laboratoire de Technologie, CIRA-CA,BP 5035, 34032 
Montpellier Cedex 1, France, Fax: +33 (0)4 67 61 44 44
- FAO-Food and Agriculture Organization of the United 
Nations 
Prevention of Post-Harvest Food Losses, Agricultural 
Services Division Room B-661, FAO, Via dalle Terme di 
Caracalla - 00100, Rome. Fax: +39 6 52 25 68 50
- GTZ - Deutsche Geselischaft für Technische 
Zusammenarbeit GmbH 
Postfach 5180, 65726 Eschborn, Germany. Fax: +49 61 
96797173
- NRI - Natural Resources Institute, Uníversity of 
Greenwich 
NRI Food Storage Group, Central Avenue, Chatham 
Maritime, Chatham, Kent ME4 4TB, U.K. Fax: +44 1634 
880 066
O boletim semestral da GASGA relata ocasionalmente 
sobre o progresso, temas de pesquisa e técnicas 
desenvolvidas para combater o problema de micotoxina. 
A lista de correspondências é grátis. Para filiar-se, envíe 
detalhes para um dos três membros do Secretariado 
Conjunto da GASGA: GTZ, NRI (veja endereços acima), 
e Mission de Coopération Phytosanitaire ZAC d’Alco, BP 
7309, 34184 Montpellier Cedex 4, France (Fax: +33 (0)4 
67 03 10 21).
ACIAR publica um boletim trimestral, Australian 
Mycotoxin Newsletter (Boletim Australiano de Micotoxina), 
que contém comentario informativo e extratos dos últimos 
artigas da literatura mundial sobre fungos e micotoxinas 
em alimentos e rações. A ACIAR
Postharvest Newsletter (Boletim Pós-Colheita da 
ACIAR), também publicado trimestralmente, relata os 
resultados de projetos sobre micotoxina, bem como 
as actas e resultados de conferências nesta área, e dá 
noticias antecipadas dos próximos e relevantes encontros. 
As listas de correspondêcia para esses boletins são grátis. 
Envíe detalhes para a ACIAR
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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extracts to support the production of aflatoxins. Food 
Chemistry, v. 66, p. 307-312, 1999.
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humidity in the production of aflatoxins in samples of stored 
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BUCHANAN, R. L.; LEWIS, D. F. Regulation of 
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