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Direito Constitucional Poder Judiciário Orgãos do Poder Judiciário conforme o artigo 92 da CF Supremo Tribunal Federal – STF Conselho Nacional de Justiça – CNJ Supremo Tribunal de Justiça – STJ Tribunais Regionais Federais – TRF e juízes federais. Tribunais e juízes do trabalho Tribunais e juízes eleitorais Tribunais e juízes milatres Tribunais e juízes dos Estados e do DF e Territórios. OBSERVAÇÕES: STF e STJ têm sede na capital federal e jurisdição em todo o território nacional. O CNJ também tem sua sede em Brasilia. Funções Típica: exercer a jurisdição ou seja julgar. Atípica: legislar e administrar. Garantias do Poder Judiciário Institucionais São inerentes ao Poder Judiciário como um todo, sendo que estas garantem a independência deste poder em relação aos demais. Portanto, são garantidas com base no principio da soberania do povo e na forma republicana de governo com a finalidade de coibir os excessos e abusos de outros poderes em detrim.ento do interesse geral e beneficio da justiça da Nação. É garantia do PJ a autonomia funcional, administrativa e financeira de acordo com o artigo 99 da CF e também a garantia de organização conforme o artigo 96. Garantias aos membros – artigo 95 CF Vitaliciedade Só perde o cargo por decisão transitada em julgado. É adiquirida após o estágio probatório de dois anos. Quem ingressa pelo quinto constitucional ou magistrados do tribunal superior e os ministros do STF a adiquirem no momento da posse. Inamovibilidade Sendo titular, só pode ser removido ou promovido por iniciativa da parte. Exceção: motivo de interesse público ou voto da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do CNJ. Irreduditibilidade de subsidios Garantias de imparcialidade – artigo 95 § único, incisos. GARANTIAS INSTITUCIONAIS Autonomia administrativa; Autonomia financeira Autonomia de organizarem-se conforme desejem. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA – CNJ A função do CNJ é administrava, haja vista, que apesar de ser um orgão eminentemente do poder judiciário não pode exercer a jurisdição, ou seja, não tem competência para julgar litigios. Composição – artigo 103B Total de 15 membros, sendo que 9 deles são do Poder Judiciário, 4 membros das funções essenciais a justiça e 2 membros da sociedade. Membros do Poder Judiciário O presidente do STF 1 ministro do STJ indicado pelo STJ 1 ministro do TST indicado pelo TST 1 desembargador do TJ indicado pelo STF 1 juiz estadual indicado pelo STF 1 juiz do TRF indicado pelo STJ 1 juiz federal indicado pelo STJ 1 juiz do TRT indicado pelo TST 1 juiz do trabalho indicado pelo TST Membros das funções essenciais a justiça 2 membros do Ministério Público, sendo que um membro será do Ministério Público da União indicado pelo Procurador Geral da República e um membro será do Ministério Público Estadual, escolhido pelo Procurador Geral da República dentre os nomes indicados pelo orgão competente de cada instituição. 2 advogados indicados pelo Conselho Federal da OAB. Membros da Sociedade 2 cidadãos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, um indicado pela Câmara dos Deputados eo outro indicado pelo Senado Federal. Observações quanto ao CNJ Aceitação: com excessão do presidente e do vice presidente do STF, os demais membros deverão ser aprovados por maioria absoluta dos votos no Senado. Mandato: dois anos, permitido apenas uma recondução sucessiva. Presidente do CNJ será o presidente do STF Ministro Corregedor será o ministro indicado pelo STJ. Nos crimes de responsabilidade, os membros do CNJ serão julgados pelo Senado Federal. Nos crimes comuns, serão julgados pela justiça competente. O rol de competências do CNJ que está definido no artigo 103B §4º é exemplificativo, uma vez que outras atribuições podem ser atribuidas pelo Estatuto da Magistratura. Ressalta-se que essas atribuições devem ser administrativas ou financeiras e a atuação funcional dos juízes. O CNJ não tem competencia para fiscalizar a atuação JURISDICIONAL dos juízes, sendo que é vetado a este órgão qualquer decisão relacionada a interferencia, fiscalização, reexame ou efeito suspensivo de qualquer ato de conteúdo jurisdicional. É um órgão de controle INTERNO. Suas decisões podem ser impugnadas pelo STF; O serviço de fiscalização do CNJ alcança não somente os juízes como também os serviços auxiliares e até serviços notariais e de registro; Todas as decisões do CNJ são passíveis de controle de constitucionalidade pelo STF. A atuaçao do CNJ pode ser originária ou concorrente, não dependento este órgão que o processo seja previamente instaurado pelas corregedorias do tribunal. Destaca-se também que o CNJ não precisa motivar a sua decisão para iniciar as investigações. O CNJ não tem nenhuma competência sobre o STF, sendo o CNJ hierarquicamente sujeito ao STF. Três fatos afastam a inconstitucionalidade do CNJ, sendo eles: ser órgão integrante do Poder Judiciário, sua composição apresentar maioria absoluta de membros do Poder Judiciário e a possibilidade de controle de suas decisões pelo STF. SÚMULA VINCULANTE: são enunciados editados UNICAMENTE pelo STF após reiteiradas decisões julgados por este tribunal que VINCULAM todos os órgãos do PODER JUDICIÁRIO, os atos normativos da administração pública direta e indireta, sendo que para estas súmulas serem invocados é necessário que haja a indentidade entre os casos. NÃO VINCULA O STF E e nem O PODER LEGISLATIVO. NÃO CABE CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE EM SÚMULAS VINCULANTES. SÚMULA DO STJ: não vinculam nenhum órgão do Poder Judiciário, servindo apenas para ORIENTAR os órgãos do Poder Judiciário quanto ao seu enunciado. Neste caso, a decisão do juíz não precisa obedecer a súmula, diferentemente das súmulas do STF. NORMAS LEGAIS: São editadas pelo PODER LEGISLATIVO e são caracterizadas por serem gerais e abstratas e vinculam todos os poderes, se sobressaindo a súmula. LEGITIMIDADE PARA PRÔPOR EDIÇÃO, REVISÃO E CANCELAMENTO DE SÚMULAS VINCULANTES: Lei número 11417/2006 – Artigo 3º