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Literatura Comparada
Aula 1
1a Questão
Marque, entre as alternativas, abaixo aquela que não corresponde à compreensão de Literatura Comparada.
O conceito de Literatura Comparada está exposto ao tempo, ou seja, muda com o tempo, seguindo os rumos da História.
Dialoga com a Linguística, a Semiótica, a História, a Sociologia, a Psicanálise, a Filosofia etc.
Na Literatura Comparada, a comparação nunca é um fim em si, mas um meio que visa a uma melhor compreensão de nosso objeto de estudo.
É um campo de estudo bem mais do que uma disciplina.
Seu objeto de estudo é o texto, isolado de todos os outros saberes.
2a Questão
O objetivo central da Literatura Comparada é:
Todas as opções acima se combinam para compor o amplo espectro de objetivos da disciplina.
Nenhuma das opções acima.
Analisar comparativamente textos de autores de diferentes nacionalidades.
Analisar comparativamente textos de autores da mesma nacionalidade, mas de diferentes épocas.
Analisar comparativamente textos de autores de diferentes épocas e nacionalidades, tendo em vista não somente o universo do livro, mas também o de outras mídias.
3a Questão
O ato de comparar é importante para o ser humano em seu processo de compreensão do mundo ao redor. No caso de comparar textos literários, podemos afirmar que:
Comparar é uma ferramenta importante, na medida em que nos leva a perceber o quanto os textos literários se repetem, e pouco acrescentam de novo ao que já foi dito antes.
Comparar é totalmente dispensável, mas pode ser um exercício saudável de compreensão de nossos objetos de estudo
Comparar tem o único propósito de verificarmos o nível de qualidade de nossos objetos de estudo
Comparar é uma ferramenta importante, ainda que não seja a única, a ser usada na compreensão de nosso objeto de estudo.
Comparar é indispensável, única forma adequada de conhecer nossos objetos de estudo.
4a Questão
O termo complexidade em Literatura Comparada pode ser definido como:
O que reside na riqueza de detalhes, no emaranhado de diferentes informações a serem processadas por nosso cérebro.
Nenhuma das respostas.
O interesse pelo estudo diacrônico
É a dificuldade de se fazer entender por seus ouvintes ou leitores.
Pode ser explicada de modo claro e acessível.
5a Questão
Dos exemplos que demos em nossa aula 1, de leituras em paralelo, a saber Caetano Veloso e Fernando Pessoa. Machado de Assis e William Shakespeare, podemos inferir que:
Os autores mais recentes, Machado e Caetano passam também a fazer parte da tradição, ao acrescentar modos peculiares aos temas que recebem da tradição.
Os autores mais recentes, Machado e Caetano pouco acrescentam ao modo como os temas já foram trabalhados pela tradição.
Não se pode comparar a obra de Machado ou de Shakespeare com autores contemporâneos.
Os autores mais recentes, Machado e Caetano abandonam a tradição, pelo modo bem diferentes como trabalham os temas.
Os autores mais recentes, Machado e Caetano se afastam por completo do modo como os temas já foram trabalhados pela tradição.
6a Questão
A respeito dos possíveis contatos entre Literatura Comparada e Teoria da Literatura NÃO é possível afirmar que:
A Literatura Comparada sempre se enriquece nos momentos em que busca se atualizar com as conquistas mais recentes dos debates teóricos.
A Literatura Comparada se alimenta da Teoria, da mesma forma como apresenta novos dilemas que passam a ser debatidos pelos teóricos, de forma que o diálogo entre os dois campos de estudo é uma via de mão dupla.
O comparatismo necessita constantemente de se enriquecer das contribuições metodológicas dos estudos teóricos.
A Literatura Comparada sempre mantém uma perspectiva historicista, ao passo que nas correntes teóricas do século XX predomina um interesse por análises de viés linguístico e psicológico.
Nenhuma das respostas acima.
7a Questão
Conforme abordado na aula 1, que entre outros temas abordou o caráter múltiplo e transdisciplinar da Literatura Comparada, podemos afirmar que a Literatura Comparada, hoje em dia, é:
Assinale a alternativa correta.
Disciplina
Método
Campo de estudos
Método Comparativo
História da literatura
8a Questão
A frase navegar é preciso, viver não é preciso é encontrada tanto na canção de Caetano como em texto mais antigo de Fernando Pessoa. Além disso, o próprio poeta português atribui a frase a marinheiros antigos... De tudo isso, podemos deduzir que:
A canção de Caetano pode ser considerada um tributo à valentia dos marinheiros portugueses, que realizaram a aventura das grandes navegações.
A canção de Caetano representa uma tentativa frustrada de recontar as aventuras dos marinheiros portugueses que colonizaram o Brasil.
A canção de Caetano diz respeito, indiferentemente, aos mais variados tipos de pessoas que buscam enriquecer suas vidas com aventuras no mar.
A canção de Caetano visa sobretudo homenagear Fernando Pessoa e, por consequência, os marinheiros portugueses.
A canção de Caetano apenas se aproveita de um tema trabalhado por Pessoa, sem possuir vínculo de espécie alguma com a obra do poeta português.
Aula 2
1a Questão
Uma das características marcantes dos Lusíadas, de Camões, é o fato de trabalhar o heroísmo numa perspectiva coletiva, fugindo ao padrão da antiguidade clássica de individualizar os heróis épicos. Por este motivo:
Nenhuma das opções acima.
Não é possível realizar uma análise comparatista, tendo em vista que a obra de Camões não é propriamente um épico, uma vez que não destaca os feitos heroicos de personagens individualizados.
É possível realizar uma análise comparativa entre a obra camoniana e os épicos da antiguidade, desde que se leve em conta que Portugal era uma nação secundária, do ponto de vista da produção literária,
Não é possível realizar uma análise comparativa entre a obra camoniana e os épicos da antiguidade, mesmo que se tome os devidos cuidados.
É possível realizar uma análise comparativa entre a obra camoniana e os épicos da antiguidade, desde que se leve em conta as diferenças de contexto que faziam a Europa renascentista ser diferente das antigas Grécia e Roma.
2a Questão
Até o começo do século XX, a Literatura Comparada se norteou por uma visão evolucionista, segundo a qual:
Nenhuma das respostas acima.
A conquista de novos territórios pelos europeus deixava clara a superioridade deste continente, de tal modo que passaram a ser modelos de civilização.
O ideal cosmopolita se estendeu a todos os lugares do planeta, contribuindo cada vez mais para erradicar preconceitos e particularismos nacionalistas.
Uma visão etnocêntrica, segundo a qual seria destino dos demais povos do mundo imitar os europeus, para fazer jus ao status de povos civilizados.
Os países novos tinham um destino a cumprir, aproveitando as lições aprendidas com os europeus e desenvolvendo-as, buscando evoluir sempre mais.
3a Questão
Nos primeiros tempos,a disciplina foi dominada por pesquisas que punham em diálogo autores de nacionalidades diferentes. O objetivo era traçar paralelos, em busca de um saber capaz de ultrapassar fronteiras. A Literatura Comparada funcionaria, então, como uma instância intermediária entre cada literatura nacional, estudada em separado, e a literatura geral, objeto de estudo bem mais ambicioso, no qual poucos se aventuravam.
Com base no texto acima, da nossa aula 2, marque a assertiva que é uma das limitações do comparativismo naquele período.
Uma delas era a tendência a hierarquizar as literaturas, tendo como ponto de honra a superioridade das literaturas europeias sobre as demais e da francesa, em particular, sobre as outras do continente.
Uma delas era a tendência a priorizar as literaturas do seu país que não poderiam dialogar com a literatura matriz.
Uma delas era a tendência a priorizar as literaturas de outros países que poderiam dialogar com a literatura matriz.
Uma delas era a tendência a priorizar as literaturas de outros países que não poderiam dialogar com a literatura matriz.
Uma delas era priorizar, mas não hierarquizar as literaturas, tendo como ponto de honra a não superioridade das literaturas europeias sobre as demais e da francesa, em particular, sobre as outras do continente.
4a Questão
Em nossa segunda aula, vimos que um autor mais recente pode ter como modelo mestres da tradição, sem que se configure seu trabalho como mera cópia. Diante deste fato, os dois últimos versos da citada estrofe,
Cesse tudo o que a Musa antiga canta / Que outro valor mais alto se alevanta podem ser interpretados da seguinte maneira:
Ainda que livre da necessidade de escrever em latim ou grego, pois o idioma nacional lusitano estava se afirmando, Camões não consegue fugir a uma submissão aos procedimentos mais comuns dos poemas épicos antigos
Ainda que livre da necessidade de escrever em latim ou grego, Camões precisa se ater aos conceitos mais gerais da épica clássica, a fim de que o povo português pudesse ter o seu heroísmo reconhecido.
Ainda que inspirado em modelos da tradição antiga, Camões se propõe a afirmar um novo valor, fazendo questão de deixar claro que é preciso esquecer tudo o que escreveram os antigos, como fica claro em Cesse tudo o que a Musa antiga canta.
Ainda que consciente da importância da tradição épica da antiguidade, o poema de Camões se propõe a afirmar novos valores, o que deixa claro que seu texto vai muito além da mera cópia dos padrões consagrados.
Ainda que inspirado em modelos da tradição antiga, Camões se propõe a afirmar um novo valor, que seria justamente a excelência de seu próprio idioma natal.
5a Questão
Os estudos comparados oitocentistas se revestiam de uma dimensão política na medida em que:
Colocavam em debate a necessidade de se lutar por um modo de vida mais adequado aos novos valores, oriundos da consolidação da mentalidade burguesa e do processo de industrialização.
Colocavam em debate a necessidade de se revalorizar o modo de vida dos homens antigos, pela via da afirmação dos textos literários clássicos, que passavam a ser vistos como modelares.
Colocavam em debate a necessidade de se superar as contradições do capitalismo, rumo a novos modelos de organização social, capazes de livrar os homens das injustiças.
Colocavam em debate a necessidade de se contrapor aos valores burgueses uma nova ótica, que libertasse os homens das injustiças sociais.
Colocavam em debate a necessidade de se aderir a uma visão transnacional, capaz de superar as barreiras impostas pela ótica dos nacionalismos extremados.
6a Questão
Para atender ao que se pede nesta questão, leve em consideração a terceira estrofe do Canto I de Os Lusíadas, de Luís de Camões:
Cessem do sábio grego e do troiano.
As navegações grandes que fizeram;
Em seu longo poema épico, o poeta português demonstra claramente ter recebido influência direta da épica grega (a Ilíada e a Odisseia, de Homero) e da romana (a Eneida, de Virgílio). Isto fica demarcado no texto pela citação dos sábios grego e troiano, que são respectivamente Ulisses, herói central da Odisseia e um dos personagens principais da Ilíada, e Enéias, protagonista da Eneida. Apesar de ser visível tal influência, podemos afirmar que...
Seu texto se constrói exclusivamente em cima de fatos históricos, as grandes navegações, enquanto a epopeia antiga se construía sobre as tradições mitológicas dos povos grego e romano.
seu texto apresenta características próprias, uma vez que a língua portuguesa de seu tempo não possuía suficientes recursos para se colocar no mesmo nível de qualidade da epopeia antiga.
Seu texto se propõe a destacar o heroísmo de todo um povo (¿o peito ilustre lusitano¿), o que se revela uma estratégia mal sucedida, pois os navegadores portugueses não reuniam as características necessárias para se tornarem heróis épicos.
seu texto apresenta características próprias, uma vez que a língua portuguesa de seu tempo já possuía suficientes recursos para se colocar no mesmo nível de qualidade, ou mesmo superar a epopeia antiga.
Seu texto destaca o heroísmo de todo um povo (¿o peito ilustre lusitano¿), ao passo que na epopeia antiga se destacam as façanhas de heróis individuais, como os já referidos sábios grego e troiano.
7a Questão
Segundo Tânia Carvalhal, o interesse da Europa renascentista pelas obras poética da Poética Clássica se revela
Um projeto que não foi adiante justamente pela falta de um lastro teórico mais consistente, já que a Literatura Comparada, como disciplina acadêmica, ainda não existia.
Um projeto que possui evidente cunho comparatista, ainda que a disciplina ainda não tivesse se desenvolvido como um campo de estudos.
Um projeto bastante avançado para sua época, por já ter adiantado conquistas realizadas pelos estudos comparados nos séculos XIX e XX.
Um projeto que nada tem a ver com a Literatura Comparada, tendo em vista que a disciplina ainda não existia nos séculos XV e XVI.
Nenhuma das opções acima.
8a Questão
Por ter exercitado seus primeiros passos no período de vigência da estética romântica, a Literatura Comparada adquiriu certo interesse em:
Romper com as tradições culturais, recusando-se a dar leitura aos textos da época do classicismo.
A necessidade de corresponder aos ditames da lógica ideológica burguesa, com a máxima valorização do herói nas narrativas de ficção.
A necessidade imperiosa de romper com os ditames da lógica ideológica burguesa, com a busca de novas maneiras de investigar as obras literárias, dando início a uma visão que traz a linguística para o centro das atenções.
Nenhuma das opções acima.
Um certo sabor pelo exótico, experimentado nas pesquisas que buscavam as contribuições literárias de povos diferentes.
Aula 3
1a Questão
Quem foi o discípulo brasileiro de Paul Van Tieghem na Literatura Comparada?
Tasso da Silveira
René Wellek
Tobias Barreto
Antonio Cândido
João Ribeiro
Explicação: Paul Van Tieghem teve seguidores. No brasil, seu discípulo mais fiel foi Tasso da Silveira que é autor de um manual brasileiro. Seguindo as lições do ¿mestre¿
2a Questão
A influência das ideologias na construção dos discursos literários é um aspecto estudado com mais atenção pelos pesquisadores ligados:A somente alguns representantes de cada escola.
À escola norte-americana é à marxista
À escola francesa e à marxista.
À escola norte-americana.
À escola marxista.
3a Questão
As análises comparatistas de cunho determinista e positivista foram dominantes entre os adeptos da escola:
Todas elas, já que o estudo da história sempre é fundamental para uma conveniente apreciação dos fatos literários.
¿Norte-americana¿, uma vez que os teóricos desta escola se debruçavam em pesquisas para conhecer a história de todos os povos do mundo.
¿Francesa¿, ainda sob a égide de uma mentalidade forjada no século XIX e que ainda vigorou entre os comparatistas nas primeiras décadas do século XX.
¿Soviética¿, tendo em vista que o marxismo punha a história no centro das atenções de todo e qualquer estudo dos fatos estéticos e sociais.
Nenhuma das opções acima.
4a Questão
Seguindo a caracterização proposta por Tânia Carvalhal, a Literatura Comparada se consolidou num processo de debates que envolviam três escolas de pensamento, a saber:
A francesa, que se propunha a ultrapassar os fundamentos historicistas e deterministas dos estudos literários do século XIX; a norte-americana, que buscava atualizar as pesquisas com base na afirmação dos conceitos de progresso e evolução,; e a soviética, formada por pesquisadores de orientação marxista, que buscavam reatar o diálogo dos estudos literários com os estudos históricos.
A francesa, que se propunha a ultrapassar os fundamentos historicistas e deterministas dos estudos literários do século XIX; a norte-americana, que buscava atualizar as pesquisas com base na contribuição das correntes teóricas do começo do século XX, como o formalismo russo e os estruturalismos; e a soviética, formada por pesquisadores de orientação marxista, que buscavam reatar o diálogo dos estudos literários com os estudos históricos.
A francesa, que seguia os fundamentos historicistas e deterministas dos estudos literários do século XIX, a norte-americana, que buscava atualizar as pesquisas com base na contribuição das correntes teóricas do começo do século XX, como o formalismo russo e os estruturalismos, e a soviética, formada por pesquisadores de orientação marxista, que buscavam reatar o diálogo dos estudos literários com os estudos históricos, ultrapassando as limitações do antigo determinismo.
A francesa, que teve como ponto de partida os fundamentos historicistas e não deterministas dos estudos literários do século XIX; a norte-americana, que buscava atualizar as pesquisas com base na contribuição das correntes teóricas do começo do século XX, como o formalismo russo e os estruturalismos; e a soviética, formada por pesquisadores de orientação marxista, que buscavam reatar o diálogo dos estudos literários com os estudos históricos.
A francesa, que seguia os fundamentos historicistas e deterministas dos estudos literários do século XIX; a norte-americana, que buscava atualizar as pesquisas com base na contribuição das correntes teóricas do começo do século XX, como o formalismo russo e os estruturalismos; e a soviética, formada por pesquisadores de orientação marxista, que buscavam reatar o diálogo dos estudos literários com os estudos históricos, ainda fiéis aos contornos do antigo determinismo.
5a Questão
Por escola norte-americana do comparatismo entende-se:
Um grupo de teóricos de várias nacionalidades que buscavam testar seus argumentos com exemplos tirados de preferência da literatura norte-americana.
Um grupo bem restrito de teóricos, comandados por René Wellek, que buscavam revitalizar o interesse dos norte-americanos pelo formalismo russo em plena era da guerra fria, que opunha os governos dos EUA e da Rússia.
Um conjunto de teóricos, de diversas nacionalidades, mas atuando em universidades dos EUA, que buscaram atualizar os estudos de Literatura Comparada tendo em vista as conquistas de algumas das principais correntes teóricas do século XX, como o formalismo russo e o neocriticismo.
Nenhuma das opções acima.
Um conjunto de teóricos norte-americanos, que se espalharam por universidades de todo o mundo, buscando atualizar os estudos de Literatura Comparada tendo em vista as conquistas de algumas das principais correntes teóricas do século XX, como o formalismo russo e o neocriticismo.
6a Questão
Tomando como ponto de partida o conceito de influência do modo como é retrabalhado pelo pesquisador russo Zhirmunsky, o que é acertado dizer acerca da análise comparativa do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis com a peça teatral Otelo, de Shakespeare?
Tendo em vista a capacidade de Machado de Assis de retrabalhar o tema do ciúme, o que não demonstraria a capacidade de a literatura brasileira encontrar uma formulação própria para o tema, pode-se falar em influência propriamente dita.
A influência teria ficado notória, a partir do momento em que o próprio Machado citou Shakespeare, de modo que não devemos nos deixar levar pelos argumentos de Zhirmunsky.
Tendo em vista a pobreza do meio cultural brasileiro no século XIX, teriam faltado a Machado condições de trabalhar a problemática do ciúme de modo peculiar. Desta forma, é adequado propor que houve influência.
Tendo em vista a capacidade de Machado de Assis de retrabalhar o tema do ciúme, o que demonstraria a capacidade de a literatura brasileira encontrar uma formulação própria para o tema, não se pode falar em influência propriamente dita.
Mesmo considerando a capacidade de Machado de Assis de retrabalhar o tema do ciúme, ainda se pode falar em influência
7a Questão
O esforço de crítica às limitações teóricas da escola francesa, levou René Wellek, articulador central da escola ¿norte-americana¿ a combater, entre outros aspectos, o determinismo, segundo o qual:
As condições de meio social, clima, bem como aspectos da vida pessoal do autor marcavam decisivamente a obra literária.
As condições de meio social, clima, bem como aspectos da vida pessoal do autor marcavam de modo importante, porém não decisivo, a obra literária.
Nenhuma das opções acima.
As condições de meio social, clima e considerações de ordem linguística marcavam de modo importante, porém não decisivo, a obra literária
As condições de meio social, clima e considerações de ordem linguística marcavam decisivamente, a obra literária.
8a Questão
Se um comparatista analisa um romance de Graciliano Ramos, buscando enxergar nesta autor traços da influência de Eça de Queirós, então ele pertencerá a qual escola:
A francesa, uma vez que os estudos sobre as influências preocupavam estes pesquisadores, que podem ser considerados os pioneiros do comparatismo.
A japonesa, uma vez que estes pesquisadores desenvolveram métodos inovadores sobre como sua própria cultura poderia se relacionar com o Ocidente.
A italiana, uma vez que o estudo de sobre as influências já se fazia presente nas análises dos teóricos renascentistas, preocupados em saber como dialogar com a tradição da antiguidade clássica.
A soviética, uma vez que o marxismo toma como tarefa uma revisão crítica e dialética da tradição cultural do Ocidente.
A norte-americana, uma vez que estes buscavam manter as conquistas civilizatórias da Europa no contexto de um novo continente.
Aula 4
1a Questão
Pertencente ao Círculo Linguístico de Moscou, ele trouxe para movimento que veio a serconhecido como Formalismo Russo, o destaque para questões como a dos gêneros literários, da tradição e da história e, principalmente, a relação entre séries literárias e não literárias, com os clássicos estudos "Da evolução literária". Assinale o nome do formalista que fez estas contribuições e os estudos.
Vladimir Propp
Bóris Eikhembaum
Roman Jakobson
Iuri Tynianov
Mikhail Bakhtin
2a Questão
Vimos em nossa aula que Chaplin, após estabelecer uma relação entre a arte e o cinema, libertou o artístico da diversão mágica que predominava no cinema. Na ciência, Einstein mudaria para sempre a forma de pensar do mundo científico com a sua teoria da Relatividade. Ocorreu a Revolução Russa e a queda do czar, fato que fez surgir uma Rússia diferente em vários setores, principalmente no que concerne ao social e aos meios acadêmicos, culturais e artísticos; neste contexto desta nova Rússia, surgiu uma corrente crítica da literatura, muito importante. Qual das assertivas abaixo é a única que pode atender a afirmativa acima?
Comparatismo
Formalismo Russo
Nova Crítica
Estudos Culturais
New Criticism
3a Questão
Mikhail Bakhtin resgata a perspectiva diacrônica do texto literário, relegada pelos primeiros formalistas, anti-historicistas, reatando com a história. Bakhtin identifica os traços fundamentais da organização do romance, não só interpretando-o como uma construção polifônica, onde várias vozes se cruzam, num jogo dialógico, mas também considerando essa polifonia romanesca como um cruzamento de várias ideologias.
Sobre essa contribuição de Bakhtin, seria incorreto afirmar:
O conceito de intertextualidade, cunhado a partir da tese de Bakthin, em nada alterou os conceitos de fontes e influências do texto literário, uma vez que a dívida do texto influenciado sempre haverá em relação ao texto que o influenciou.
A contribuição de Bakhtin nos ajudou a perceber alguns pontos básicos que agiram sobre a atuação comparativista, minando em suas bases as visões mecanicistas do processo de evolução literária.
O texto literário escuta vozes da história e não mais as representa como uma unidade, mas como jogo de confrontações.
A compreensão de Bakhtin do texto literário como um mosaico, construção caleidoscópica e polifônica, estimulou a reflexão sobre a produção do texto.
Esse pensamento de Bakthin deu margem à elaboração do conceito de intertextualidade, por Julia Kristèva, cujo fundamento é que todo texto é absorção e transformação de outro.
4a Questão
O dialogismo, marca central da contribuição teórica de Mikhail Bakhtin, se faz presente a partir do momento em que?
b) Somente em textos literários de qualidade e valor duvidosos se percebe as marcas do diálogo com outros textos.
Nenhum das opções acima.
a) Somente os textos literários mais bem elaborados guardam as marcas do diálogo com outros textos.
d) Somente os textos literários desprovidos de originalidade deixam transparecer as marcas do diálogo com outros textos.
c) Em todo e qualquer texto literário se fazem presentes as marcas do diálogo com outros textos.
5a Questão
A contribuição da Teoria Literária para as pesquisas comparatistas é de um enorme significado. Um dos conceitos centrais usados pela Literatura Comparada, hoje em dia, é o de intertextualidade. A respeito deste conceito, não podemos afirmar que:
Intimamente ligada a este processo da intertextualidade está a interferência das ideologias, os discursos hegemônicos de cada momento histórico.
O teórico russo, Tynianov, contribuiu para a formulação desse conceito, ao afirmar que o estudo isolado de uma obra literária não fornece elementos suficientes para a compreensão plena de sua construção, pois um mesmo elemento tem funções diferentes em sistemas diferentes.
A contribuição de Bakhtin parte da própria experiência humana, à medida que afirma que não somos resultados dos conceitos que nós mesmos formulamos sobre nossa identidade, mas de um diálogo que mantemos com os que estão ao nosso redor.
Outro teórico que muito contribui para a elaboração do conceito de intertextualidade foi Bakhtin, afirmando que todo discurso é um campo que se abre ao debate, em que, muitas vozes diferentes se manifestam e se interpenetram.
Embora os textos literários estejam em constante diálogo, a Literatura Comparada considera a possibilidade da originalidade de um texto literário, pois nisso estaria a capacidade artística do autor.
6a Questão
Acerca do conceito de intertextualidade, podemos afirmar que:
Esteja presente em qualquer tipo de texto literário, uma vez que todos eles nascem de um diálogo com a tradição.
Esteja presente em todos os textos literários, uma vez que todos eles nascem de um diálogo com outros textos, mais nos de sua mesma época, do que nos da tradição.
Esteja presente em qualquer tipo de texto, ainda que seja um objetivo difícil de alcançar.
Esteja presente apenas em obras literárias de autores consagrados, visto ser um objetivo difícil de alcançar.
Esteja presente em todos os textos literários, uma vez que todos eles nascem de um diálogo com outros textos, tanto os que de sua mesma época, como os da tradição.
7a Questão
Fiz uma casinha branca
Lá no pé da serra
Pra nós dois morar
Fica perto da barranca
Do Rio Paraná
o lugar é uma beleza
Eu tenho certeza
Você vai gostar
Fiz uma capela
Bem do lado da janela
Pra nós dois rezar
Quando for dia de festa
Você veste o seu vestido de algodão
Quebro meu chapéu na testa
Para arrematar as coisas do leilão
Satisfeito eu vou levar
Você de braço dado
Atrás da procissão
Vou com meu terno riscado
Uma flor do lado e meu chapéu na mão
Vou com meu terno riscado
Uma flor do lado e meu chapéu na mão.
Eu, Marília, não fui nenhum Vaqueiro,
Fui honrado Pastor da tua aldeia;
(...)
Fiadas comprarei as ovelhinhas,
Que pagarei dos poucos do meu ganho;
E dentro em pouco tempo nos veremos
Senhores outra vez de um bom rebanho.
(...)
Senão tivermos lãs, e peles finas,
Podem mui bem cobrir as carnes nossas
As peles dos cordeiros mal curtidas,
E os panos feitos com as lãs mais grossas.
Mas ao menos será o teu vestido
Por mãos de amor, por minhas mão cosido.
Nós iremos pescar na quente sesta
Com canas, e com cestos os peixinhos:
Nós iremos caçar nas manhãs frias
Com a vara envisgada os passarinhos.
Para nos divertir faremos quanto
Reputa o varão sábio, honesto e santo.
(...)
Comparando a música e o poema, analise as afirmações abaixo e, depois, assinale a alternativa correta:
Ambos apresentam ausência de figuras de linguagem: no árcade predomina o racionalismo e a ruptura com os exageros barrocos; no pós moderno, verifica-se o uso simples da linguagem e sem ambiguidades para despistar a censura.
A música apresenta o mesmo ideal árcade: o fugere urbem (fuga da cidade), a fim de buscar um um locus amoenus (lugar ameno) para viver com simplicidade e equilíbrio na relação com a natureza.
A vida calma e tranquila no campo, diferentemente dos centros urbanos, não tem sentido algum se a mulher amada não estiver nesse cenário.
Embora a vida simples seja exaltada, implicitamente o desejo de viver confortavelmente é notável nas duas obras, oriundo de sociedades industrializadas, que visavam o progresso.
A diversão é tema recorrente nas duas composições, crítica ao trabalho exaustivo e ao individualismo, próprios das sociedades em questão.
Todas estão corretas.Somente II está correta.
Somente II, III, IV e V estão corretas.
Somente I, IV e V estão corretas.
Somente III, IV e V estão corretas.
8a Questão
Assinale a alternativa INCORRETA:
Julia Kristeva, a partir dos estudos teóricos bakthinianos, elaborou o conceito de intertextualidade, cujo princípio baseia-se na ideia de que todo texto é a absorção e transformação de outro, sincrônica e diacronicamente.
Na visão bakhtiniana, não se deve relegar a história conforme fizeram os formalistas, mas antes entendê-la como uma fonte de onde provém a intertextualidade, e não o conceito de dívida.
Mikhail Bakhtin reconhece que o texto literário é uma construção polifônica: nele, várias vozes se cruzam, num jogo dialógico.
Ao comparar textos de épocas diferentes, não se pode mais pensar na questão da fonte, mas antes no confronto ideológico que esta comparação traz à tona.
O conceito de superioridade literária permanece nos estudos comparados até os dias atuais, uma vez que todos os textos literários "bebem de alguma fonte" para que sejam criados.
Aula 5
1a Questão
Leia o poema de Cláudio Manuel da Costa e a música de Peninha:
Quem deixa o trato pastoril, amado (Cláudio Manuel da Costa), séc. XVIII
Quem deixa o trato pastoril, amado Pela ingrata, civil correspondência, Ou desconhece o rosto da violência, Ou do retiro a paz não tem provado. Que bem é ver nos campos transladado No gênio do pastor, o da inocência! E que mal é no trato, e na aparência Ver sempre o cortesão dissimulado!
Casinha Branca (Peninha), séc. XX (...)
Eu queria ter na vida/ Simplesmente/ Um lugar de mato verde/ Pra plantar e pra colher/ Ter uma casinha branca/ De varanda/ Um quintal e uma janela/ Para ver o sol nascer/ Às vezes saio a caminhar/ Pela cidade/ À procura de amizades/ Vou seguindo a multidão/ Mas eu me retraio olhando/ Em cada rosto/ Cada um tem seu mistério/ Seu sofrer, sua ilusão (...)
Embora pertençam a épocas distintas, ambas as obras apresentam um ideal bucólico. Assinale a alternativa incorreta quanto à escolha dos artistas pós modernos por essa temática:
Como a censura não permitia que os artistas se manifestassem contra o governo, esses procuravam expressar sua insatisfação metaforizando o centro urbano como um lugar ruim para se viver, em detrimento ao campo, onde se encontra a paz e a liberdade.
A vida no campo representa a liberdade e é a metáfora da fuga à repressão oriunda do sistema ditatorial.
O contexto histórico do Arcadismo e do Pós Modernismo se assemelham, daí a arte de ambas sofrerem uma mimese no campo ideológico.
"Viver no campo" metaforiza a tranquilidade não encontrada nos centros urbanos. Deste modo, os artistas não denotavam a vontade de se afastar da cidade, mas o desejo de que ela fosse diferente.
Os artistas pós modernos acreditavam na felicidade através de uma vida simples e calma, assim como os poetas arcadistas, e por esta razão compunham obras exaltando a vida no campo, onde moravam.
2a Questão
Em terra de cego, quem tem um olho é estrangeiro (Millôr Fernandes).
A frase de Millôr Fernandes pertence a que modalidade discursiva?
Estilização
Alusão
Citação
Paródia
Plágio
3a Questão
(ENADE- 2005)
Atente para os textos I e II, abaixo:
I
O universo (que outros chamam a Biblioteca) compõe-se de um número indefinido, e talvez infinito, de galerias hexagonais, com vastos poços de ventilação no centro, cercados por balaustradas baixíssimas. (...) A Biblioteca existe ab aeterno. Dessa verdade, cujo corolário imediato é a eternidade futura do mundo, nenhuma mente razoável pode duvidar. (...) Em alguma estante de algum hexágono (raciocinaram os homens) deve existir um livro que seja a cifra e o compêndio perfeito de todos os demais:
algum bibliotecário o consultou e é análogo a um deus.
(Jorge Luís Borges, A biblioteca de Babel, Ficções)
II
Sertão velho de idades. Porque serra pede serra e dessas, altas, é que o senhor vê bem: como é que o sertão vem e volta.Não adianta de dar as costas. Ele beira aqui, e vai beirar outros lugares, tão distantes. Rumor dele se escuta. Sertão sendo do sol e os pássaros: urubu, gavião que sempre voam, às imensidões, por sobre... Travessia perigosa, mas é a da vida. Sertão que se alteia e se abaixa. Mas que as curvas dos campos estendem sempre para mais longe. Ali envelhece vento. E os brabos
bichos, do fundo dele...
(João Guimarães Rosa, Grande sertão: veredas)
Encontram-se, nesses textos, dois espaços ficcionais bastante representativos, respectivamente, das obras de Borges e de Guimarães Rosa. Apesar das fortes diferenças entre esses espaços, eles apresentam uma característica essencial em comum.
Qual é ela?
O sentido de uma insuficiência: o espaço explorado não estimula o pensamento metafísico.
O sentimento de auto-suficiência do indivíduo, confiante na razão
O sentido de um anacronismo: a biblioteca e o sertão expressam valores ultrapassados.
O sentido de uma totalização: a biblioteca e o sertão são apresentados como universos de máxima abrangência.
O sentimento de superioridade do homem em relação à natureza.
4a Questão
1. O filme A vida de Pi é uma adaptação de um livro canadense, de Yann Martel. No entanto, esse autor está sendo acusado de ter plagiado a obra Max e os Felinos, do brasileiro Moacyr Scliar, lançado em 1980 e traduzido na Inglaterra em 1990. A questão do plágio é muito séria e é considerada crime. Caso fôssemos convidados a examinar as duas obras, que aspecto deveríamos considerar como plágio:
Se fragmentos de um texto são copiados pura e simplesmente, sem nenhuma transformação ou acréscimo.
Se o autor se apropriou de um trecho de outro do passado, fazendo-se passar por ele, como forma de homenagem.
Se o escritor se vale de um tema já trabalhado por um autor consagrado pela tradição, mas não altera o sentido do que se pretendia comunicar no texto original.
Se o novo autor subverte o sentido geral do que se pretendia a princípio.
Se o texto que não é fiel ao original, mas modifica as noções nele expostas, a mensagem transmitida.
5a Questão
Sabe-se que um texto literário se enriquece no contato com o conjunto dos textos que formam a tradição literária, não somente de seu povo, como de toda a humanidade. Tal diálogo pode se realizar de maneiras diversas: alusão, citação, paráfrase, estilização, paródia e o pastiche, como vimos em nossas aulas. Quando, num texto, o autor dar a entender que está falando de alguém, sem a necessidade de citar o nome desta pessoa, ele está utilizando:
Da paródia
Da alusão
Da estilização
Do pastiche
Do plágio
6a Questão
(ENADE- 2011)
Leia o fragmento da canção abaixo:
Iracema voou
Iracema voou
Para a América
Leva roupa de lã
E anda lépida
Vê um filme de quando em vez
Não domina o idioma inglês
Lava chão numa casa de chá
Tem saído ao luar
Com um mímico
Ambiciona estudar
Canto lírico
Não dá mole pra polícia
Se puder, vai ficando por lá
Tem saudade do Ceará
Mas não muita
Uns dias, afoita
Me liga a cobrar:
É Iracema da América
BUARQUE, C. 1998. Disponível em: <www.chicobuarque.com.br/construcao/
mestre.asp?pg=iracema_98.htm>. Acesso em: 11 ago. 2011.
A canção de Chico Buarque reproduzida acima mostra que personagens e temas da literatura permanecem presentes em formas e suportes diversos. Nessa perspectiva, como se estabelece a relação entre essa canção e o romance Iracema,de José de Alencar?
Embora a canção reaproveite da obra de Alencar a figura do indígena, exílio e busca pela modernidade, ela o faz em uma perspectiva de desconstrução desses elementos caracterizadores do período.
A relação de intertextualidade que se estabelece entre o texto contemporâneo e o romântico confirma a predominância da cultura colonizada em relação ao
colonizador português na América.
Os temas viagens, natureza e novo mundo, bem como a linguagem, convergentes tanto na canção quanto na obra de Alencar, retratam anseios nacionalistas em criar uma literatura portadora da identidade brasileira.
Ampliado pelo gênero musical, o texto de Chico Buarque apresenta aspectos culturais semelhantes aos da obra alencariana, relacionados ao projeto de construção da identidade nacional, sob a influência do movimento emancipatório iniciado no século XIX.
A (re)valorização e a fixação da identidade nacional constituem a antítese que fundamenta a escrita da canção, o que explica a negação do passado nacional
e artístico revelada por Chico Buarque.
7a Questão
Canção do exílio ¿ Gonçalves Dias
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Jogos Florais ¿ Antonio Carlos de Brito (Cacaso)
Minha terra tem palmeiras
onde canta o tico-tico.
Enquanto isso o sabiá
vive comendo o meu fubá.
Dentre os poemas de nossa tradição literária, talvez seja a ¿Canção do Exílio¿, a que sofreu mais releituras. Acerca do poema de Cacaso, é possível afirmar que:
Trata-se de uma paráfrase, por não se afastar dos fundamentos propostos na obra de Gonçalves Dias.
Trata-se de uma parródia de Gonçalves Dias, uma vez que oferece um releitura crítica de elementos básicos da obra romântica, em especial a imagem simbólica do sabiá.
Trata-se de uma paráfrase de Gonçalves Dias, uma vez que oferece um releitura crítica de elementos básicos da obra romântica, em especial a imagem simbólica do sabiá.
Trata-se de uma paródia do texto de Gonçalves Dias, uma vez que rompe por completo com os pressupostos do autor romântico.
Nenhuma das respostas anteriores.
8a Questão
É possível dizer que há paráfrase quando:
Algumas ideias de uma obra original são retomadas, mas sofrem visíveis modificações, devido a um impulso de releitura crítica.
Algumas ideias de uma obra original são retomadas, de tal modo que o novo texto consiga manter-se fiel ao que há de essencial nelas.
Nenhuma das opções acima.
Algumas ideias de uma obra original são retomadas, mas recontadas de tal modo que fiquem irreconhecíveis aos olhos do leitor.
Algumas ideias de uma obra original são retomadas, mas sofrem profundas alterações, de tal modo que fiquem quase irreconhecíveis.
Aula 6
1a Questão
A respeito da contribuição pioneira de Tobias Barreto, podemos afirmar que:
Nenhuma das respostas acima.
Embora tenha sido o primeiro a usar a expressão ¿Literatura Comparada¿ no Brasil, o autor se contradisse ao se filiar a modelos filosóficos em moda em outro continente, o que não era regra entre os intelectuais brasileiros.
Por ter sido o primeiro a usar a expressão ¿Literatura Comparada¿ no Brasil, o autor vai além de uma visão de mundo importada da Europa.
Mesmo tendo sido o primeiro a usar a expressão ¿Literatura Comparada¿ no Brasil, o autor se mantém preso a uma visão de mundo importada da Europa.
Além de ter sido o primeiro a usar a expressão ¿Literatura Comparada¿ no Brasil, o autor consegue estabelecer um espaço de autonomia, para além da visão de mundo importada da Europa.
2a Questão
"O período colonial é o período entre a chegada dos primeiros portugueses ao Brasil, em 1500, e a Independência, no ano de 1822. Nos primeiros trinta anos de descobrimento, os portugueses não fizeram nada pelas terras conquistadas, pois estavam mais interessados pelas colônias situadas nas Índias. Esse período é denominado Pré-Colonial, pois apenas foram encaminhados para o país pessoas que pudessem reconhecer suas regiões e territórios." http://brasil-colonia.info/
O fato de o Brasil ser uma nação colonial deixou marcas profundas, pois as produções literária e cultural acontecem em debate com as obras vindas de outras terras e que foram lidas por nossos autores. Assinale a única alternativa que contém uma destas marcas.
A prática constante até a independência no que se refere à conquista de uma identidade, uma das preocupações centrais de nossos intelectuais em várias etapas da história cultural do país.
Isso trouxe muitos problemas no que se refere à conquista de uma identidade, uma das preocupações centrais de nossos intelectuais em várias etapas da história cultural do país.
A prática constante até a independência de se mirar em exemplos externos para dimensionar a qualidade do que era feito.
Um processo constante que se perpetuou até o Romantismo de releitura do material importado.
Um processo constante que se perpetuou até o Romantismo de se mirar em exemplos externos para dimensionar a qualidade do que era feito.
3a Questão
Em Formação da Literatura Brasileira ¿ Momentos decisivos, cuja primeira edição é de 1957, Antonio Candido não faz uma referência direta à Literatura Comparada, mas assume uma postura de comparatista, porque...
Afirma ser possível conhecer profundamente nossa própria Literatura sem considerar seu diálogo com as Literaturas de outras nações, a despeito de nosso caráter de nação de longo passado colonial.
Nenhuma das respostas acima.
Afirma que o destino de uma nação colonizada, como o Brasil, seria ter que conviver sempre com a dificuldade em criar seus próprios rumos.
Considera difícil a criação de uma Literatura genuinamente brasileira, tendo em vista nosso caráter de nação de longo passado colonial.
Afirma ser impossível conhecer profundamente nossa própria Literatura sem considerar seu diálogo com as Literaturas de outras nações, tendo em vista nosso caráter de nação de longo passado colonial.
4a Questão
A obra de João Ribeiro, Páginas de Estética (1905), representa um passo no desenvolvimento de nosso comparatismo porque
O autor faz um estudo crítico que busca se afastar dessa perspectiva tradicional, eurocêntrica, mas se mostra incapaz de propor que a literatura comparada se constitua como uma atividade de "crítica histórica". Além disso, ignora por completo a produção literária do povo.
O autor faz um estudo crítico que busca se afastar dessa perspectiva tradicional, eurocêntrica, quando propõe que a literatura comparada se constitua como uma atividade de "crítica histórica", embora permaneça mais atento às manifestações literárias cultas, oriundas das camadas letradas da população.
Além de o autor fazer um estudo crítico que busca se afastar da perspectiva mais tradicional, eurocêntrica, propondo que a literatura comparada se constitua como uma atividade de "crítica histórica", ele também apresenta a original proposta de se estudar a produção cultural nas suas relações entre dois polos: o "culto" (a literatura erudita) e o "espontâneo" (a literatura popular).
Nenhuma das respostas acima.
O autor faz um estudo crítico incapaz de se afastar da perspectiva tradicional, eurocêntrica, e postula que a literatura comparada se constitua como uma atividade de "crítica histórica", ao mesmo tempo em que concebe a produção cultural nas suas relações entre dois polos: o "culto" (a literatura erudita) e o "espontâneo" (a literatura popular).5a Questão
No início do século XX, os estudos comparatistas dispersos nas obras de críticos brasileiros adquirem uma feição ligeiramente diferenciada, no que tange às orientações da chamada "Escola Francesa". http://artculturalbrasil.blogspot.com.br/2009/06/pagina-de-teste.html.
Em "Páginas de Estética" (1905), este autor é o primeiro a se afastar desta perspectiva tradicional, eurocêntrica. Assinale o nome deste autor.
Augusto Meyer
Otto Maria Carpeaux
Tasso Silveira
João Ribeiro
Tobias Barreto
6a Questão
Em que se fundamenta o conceito de ¿transcriação¿, proposto pelos irmãos Haroldo e Augusto de Campos ?
Uma visão nova acerca da tradução, como algo mais do que a mera transposição de uma mensagem original em outro idioma, particularmente no terreno da poesia.
Uma visão nova acerca da tradução, como algo mais do que a mera transposição de uma mensagem original em outro idioma, exceto no terreno da poesia.
Uma visão nova acerca da criação literária que se vale de influências externas, transpondo as fronteiras da expressão em Língua Portuguesa.
Uma visão nova acerca da criação literária que se vale de influências externas, transpondo as fronteiras da expressão nas modalidades locais de Língua Portuguesa.
Nenhuma das respostas anteriores
7a Questão
Tendo conhecido profundamente as tendências principais da Literatura Comparada no mundo, Antonio Candido assume a postura de:
Nenhuma das respostas acima.
Não se filiar a nenhuma destas duas escolas, uma vez que concebe o estudo da Literatura em seu diálogo com uma análise dos contextos históricos, o que o aproxima mais de uma perspectiva marxista.
Filiar-se à escola norte-americana, uma vez que se mantém atualizado quando à contribuição das mais recentes correntes da Teoria da Literatura.
Não se filiar a nenhuma destas duas escolas, uma vez que a Literatura Brasileira, para ele, estava a exigir instrumentos de análise que fossem especificamente nossos.
Filiar-se à escola francesa, tendo em vista a importância do diálogo com a cultura europeia para a melhor compreensão e análise de nossas próprias letras.
8a Questão
A respeito da relação entre o texto literário e o contexto social, um novo parâmetro de análise se verifica na proposição de certos autores, entre os quais um dos pioneiros do comparatismo no Brasil, o professor Antonio Candido. Para eles...
Separar o texto do contexto social é impossível, tanto que de uma forma ou de outra o meio social sempre se transforma num dos elementos internos do texto, para não falar da problemática das ideologias, os discursos que refletem os modos de agir e pensar dominantes em cada época.
A separação entre texto e contexto não somente é possível como desejável, a firm de que o pesquisador mantenha uma saudável neutralidade diante dos debates sociais.
Separar o texto do contexto social nem sempre é possível, uma vez que o contexto pode ser aproveitado como um elemento interno do texto, para não falar da problemática das ideologias, os discursos por meio dos quais cada autor diz o que pensa.
Separar o texto do contexto social é possível, apesar de que o meio social pode se transformar num dos elementos internos do texto, para não falar da problemática das ideologias, os discursos que refletem os modos de agir e pensar dominantes em cada época.
Separar o texto do contexto social é impossível pelo simples fato de que a artista está inserido num meio social e não tem como fugir ao determinismo social.
Aula 7
1a Questão
Considere a afirmativa: A Literatura Comparada nasceu etnocêntrica, ou seja, foi concebida dentro de uma visão que tinha o Ocidente como centro do mundo, habituando-se a enxergar tudo o que acontecia nos demais continentes dentro de um ponto de vista europeu. Marque entre as alternativas abaixo a afirmação que não se relaciona com a citada acima:
Por terem iniciado seu processo de descolonização bem antes, ainda no século XIX, os países da América Latina não tiveram um papel irrelevante neste debate.
Do ponto de vista do problema de como a Literatura Brasileira deveria se comportar diante das novidades importadas do estrangeiro, o Movimento Modernista foi importante, por se colocar de maneira critica e aberta diante do problema.
Silviano Santiago busca desenvolver uma reflexão que ponha em destaque o que fazemos de diferente, em vez de privilegiar o que temos em comum com os europeus.
No caso do Brasil, o teórico Antônio Cândido, desde a sua obra sobre a Formação da Literatura Brasileira, já argumentava que o contato com a produção literária de outros povos é uma constante em nossa história.
A produção literária desses países ex-colônias, em grande parte produzida em idiomas europeus, passa a chamar a atenção de estudiosos de todo o mundo, após a Segunda Guerra Mundial.
2a Questão
Em seu interessante ensaio ¿O entrelugar no discurso latino-americano¿, Silviano Santiago argumenta que os escritores deste continente possuem, como uma de suas características mais marcante, a capacidade de:
Reescrever os textos alheios, retomando os temas e procedimentos criados em outros continentes e dando-lhes novas leituras e novas escrituras.
Nenhuma das opções acima.
Reescrever os textos alheios tendo por base as proposições contidas no Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade.
Copiar e também contestar os modelos padronizados pelos centros de produção cultural mais prestigiados.
Copiar os modelos padronizados pelos centros de produção cultural mais prestigiados, a Europa e os Estados Unidos.
3a Questão
Em ¿Literatura e Subdesenvolvimento¿, Antonio Cândido defende que:
Nenhuma das opções acima.
A consciência de nosso atraso em relação aos países centrais remonta aos primeiros tempos da colonização, pois os intelectuais brasileiros trabalham a problemática de como resolver este problema desde os primeiros tempos.
A consciência de nosso atraso em relação aos países centrais ainda não existe, ainda que alguns intelectuais brasileiros trabalhem a problemática de como resolver este problema desde os primeiros tempos.
Ainda que o debate sobre a nacionalidade datasse do período árcade, a consciência de nosso atraso, importante para a compreensão de quem somos, data do período modernista, mais precisamente na década de 1930, com o florescimento de uma literatura de crítica social.
Ainda que o debate sobre a nacionalidade datasse do período romântico, a consciência de nosso atraso, importante para a compreensão de quem somos, data do período modernista, mais precisamente na década de 1930, com o florescimento de uma literatura de crítica social.
4a Questão
Para atender ao que se pede, considere o texto dos dois poemas abaixo:
Texto 1 - Canção do exílio- Gonçalves Dias :
Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer eu encontro lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar ¿sozinho, à noite¿ Mais prazer eu encontro lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que disfrute os primores Que nãoencontro por cá; Sem qu'inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá.
Texto 2 - Canto de regresso à pátria - Oswald de Andrade:
Minha terra tem palmares Onde gorjeia o mar Os passarinhos daqui Não cantam como os de lá Minha terra tem mais rosas E quase que mais amores Minha terra tem mais ouro Minha terra tem mais terra Ouro terra amor e rosas Eu quero tudo de lá Não permita Deus que eu morra Sem que volte para lá Não permita Deus que eu morra Sem que volte pra São Paulo Sem que veja a Rua 15 E o progresso de São Paulo.
Uma leitura comparativa dos dois poemas, com suporte nas proposições de Antonio Candido, em Literatura e Subdesenvolvimento, nos leva a reconhecer que:
O texto de Gonçalves Dias não poderia escapar à verve crítica dos modernistas, que a ele nada acrescentam além da visão regionalista, uma vez que o segundo poema se reporta apenas a São Paulo como sendo a terra do sujeito lírico.
O texto de Gonçalves Dias não escapa à verve crítica dos modernistas, que a ele a consciência do subdesenvolvimento e a vontade de transformação, que se manifesta na troca do substantivo ¿palmeiras¿ por ¿palmares¿, clara alusão a uma das mais antigas revoltas populares de nosso país.
O texto de Gonçalves Dias não poderia escapar à verve crítica dos modernistas, que a ele acrescentam não somente a visão regionalista como a proposta concreta de se lutar pelo progresso industrial.
O texto de Gonçalves Dias não poderia escapar à verve crítica dos modernistas, que a ele nada acrescentam, a não ser o livre jogo da ironia.
Nenhuma das respostas anteriores.
5a Questão
O processo de descolonização literária se tornou uma tendência global a partir...
Do final da 2ª guerra mundial, que provocou a retomada do diálogo entre as diferentes nações do mundo, após o trauma do conflito internacional.
Do final da revolução industrial, que completa seu ciclo no final do século XIX, tornando todas as nações do mundo igualmente livres do jugo do poder feudal.
Do final da 2ª guerra mundial, que provocou o esfacelamento dos antigos impérios coloniais e precipitou a independência das antigas colônias da África e da Ásia.
Nenhuma das respostas anteriores.
Do final da guerra fria, na década de 80 do século XX, que acarretou a retomada do diálogo entre as diferentes nações do mundo.
6a Questão
No que diz respeito aos debates sobre a descolonização cultural, é preciso considerar que a América Latina
Por ter se antecipado no processo de alcançar sua independência, passou a servir como modelo de referência para as novas nações da África e da Ásia.
Ainda que tenha conseguido a independência mais cedo, guardava profundas marcas do período colonial, o que não a deixava em grande vantagem em relação às novas nações dos outros continentes.
Nenhuma das respostas acima.
Por ter se antecipado no processo de alcançar sua independência, não se viu capaz de servir como modelo de referência para as novas nações da África e da Ásia.
Mesmo tendo vivas recordações do período colonial, oferece uma grande vantagem por acumular um rico passado de lutas e conquistas,sendo capaz de criar, ainda no século XIX, uma literatura rica e autônoma.
7a Questão
De todos os acontecimentos decorrentes do fim da 2ª Guerra Mundial, o que provocou maior impacto nos estudos comparatistas foi:
O desmantelamento da supremacia dos franceses, o que facilitou o florescimento da escola teórica norte-americana.
O esfacelamento dos impérios coloniais, que colocou em questão a supremacia cultural da Europa.
Nenhuma das opções acima.
A desestruturação das correntes teóricas dominantes até então, que trabalhavam com o dado de que a Europa era o centro da produção cultural do mundo.
O esfriamento das relações entre os povos de diferentes regiões do mundo, o que dificultou as pesquisas dos comparatistas.
8a Questão
Os irmãos Haroldo e Augusto de Campos dão o nome de ¿transcriação¿ a:
Um método de tradução que parte do pressuposto de que a melhor forma de transpor um texto de um idioma para outro é seguir uma lógica racional.
Um método de análise literária que se fundamenta numa leitura de diferentes textos segundo procedimentos similares de transposição.
a) Um método de análise literária que consiste em submeter os textos importados a uma análise criativa.
Nenhuma das opções acima.
b) Um método de tradução, mais importante em poesia, que consiste em assumir o fato de que a transposição de uma obra de um idioma para outro pressupõe uma dose substancial de criação.
Aula 8
1a Questão
Já no período romântico, os contatos entre escritores africanos e a literatura brasileira começaram de modo incipiente, por iniciativa de
Jorge Barbosa, poeta caboverdiano, autor do poema ¿Você, Brasil¿, que manteve proveitoso contato com a obra não somente de Gonçalves Dias, mas também de Álvares de Azevedo e Castro Alves.
Nenhuma das respostas acima.
O moçambicano Mia Couto, autor de Espontaneidade da minha alma: às senhoras africanas, que manteve proveitoso contato com a obra de Gonçalves Dias.
O angolano, José da Silva Maia Ferreira, autor de Espontaneidade da minha alma: às senhoras africanas, que manteve proveitoso contato com a obra de Gonçalves Dias
Jorge Barbosa, poeta caboverdiano, autor do poema ¿Você, Brasil¿, que manteve proveitoso contato com a obra de Gonçalves Dias
2a Questão
4. O escritor moçambicano Mia Couto tem forte ligação com o Brasil. Segundo o autor, a literatura brasileira influenciou um momento de ruptura na literatura de Moçambique, principalmente por intermédio da obra de Jorge Amado. A relação entre as literaturas africanas de língua portuguesa e a literatura brasileira se se evidencia de várias formas, EXCETO por:
A realização do Movimento Novos Intelectuais de Angola, inspirados no Modernismo brasileiro.
O Movimento de Passargadismo cabo-verdiano aponta a releitura da obra de Manuel Bandeira, por uma perspectiva que busca driblar a censura.
A presença de um autor angolano em nossas terras, no período do Romantismo brasileiro, colocou-o em contato com a nossa poesia.
O Tarzanismo, ou seja, o olhar do estrangeiro sobre a África, nela enxergando o estereótipo etnocêntrico.
O fato de ser um país autônomo fez do Brasil uma referência para os países africanos lusófonos.
3a Questão
Desde o século XIX, a literatura brasileira desperta grande interesse em intelectuais e escritores da África lusófona. O contato entre essas duas regiões colonizadas hoje se faz sem a intermediação direta das antigas metrópoles. Sobre os diálogos culturais entre Brasil e a África de língua portuguesa, é correto afirmar que:
Segundo Tânia Carvalhal, a leitura de autores do Modernismo brasileiro foi catalizador importante para a literatura angolana, afirmado no movimento dos Novos Intelectuais de Angola.
De toda África lusófona, os escritores de Cabo Verde foram os que menos se aproximaram dos poetas brasileiros.
Esse diálogo se inicia antes da Independência do Brasil que, embora ainda colônia, já era visto como referência importante entre os autores africanos.
Os movimentos de luta anticolonial na África, recebeu apoio limitado dos escritores brasileiros, visto que essa luta se dava na mesma época em que se lutava, no Brasil, contra a ditadura militar.
A prática do tarzanismo é comum entre os escritores brasileiros românticos, quando se iniciou o referido diálogo.4a Questão
No conhecido poema ¿Você, Brasil¿, podemos destacar a busca de elementos que reforçam a identidade entre o Brasil e a África portuguesa nos seguintes elementos:
As semelhanças no que diz respeito às condições climáticas e às dimensões do território.
As semelhanças que estão assinaladas unicamente no que diz respeito ao registro coloquial do idioma, com destaque para o problema da colocação dos pronomes pessoais oblíquos no começo das frases.
As semelhanças no que diz respeito à busca de uma modernidade contida nas grandes cidades.
As semelhanças no que diz respeito ao registro coloquial do idioma usado nos dois lados do Atlântico, bem como das festas e da música.
Nenhuma das respostas acima.
5a Questão
Dentre os múltiplos recursos expressivos utilizados pelos autores da África de língua portuguesa para transgredir as regras de um contexto desfavorável, pode-se destacar...
A necessidade de buscar uma expressão literária genuinamente africana, o que resultaria na completa exclusão de diálogos com literaturas de outros continentes.
A iniciativa de dialogar com comunidades resultantes da diáspora, ou seja, da imigração forçada dos africanos para a América, mais precisamente o Brasil.
A iniciativa de evitar o diálogo com comunidades resultantes da diáspora, ou seja, da imigração forçada dos africanos para a América, mais precisamente o Brasil.
Nenhuma das respostas anteriores.
A necessidade de buscar uma expressão literária genuinamente africana, o que resultaria numa relativa exclusão de diálogos com literaturas de outros continentes.
6a Questão
O que vem a ser ¿tarzanismo¿, na concepção do escritor português Manuel Ferreira?
Uma interpretação da realidade que deprecia as contribuições culturais deixadas pelos europeus que colonizaram a África.
Uma interpretação da realidade segundo a qual a presença de brancos na África representa sério perigo para a autonomia das novas nações do continente.
Nenhuma das respostas acima.
Uma interpretação da realidade que valoriza as contribuições culturais deixada pelos europeus que colonizaram a África.
Uma interpretação da realidade que olha para o africano sob uma visão estereotipada, obra de colonizadores que levam ao continente as luzes do progresso.
7a Questão
O movimento dos Novos Escritores de Angola inspiraram-se em que movimento literário brasileiro?
Naturalismo
Realismo
Modernismo
Romantismo
Regionalismo
8a Questão
Fado Tropical ¿ Chico Buarque e Ruy Guerra Oh, musa do meu fado Oh, minha mãe gentil Te deixo consternado No primeiro abril Mas não sê tão ingrata Não esquece quem te amou E em tua densa mata Se perdeu e se encontrou Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal Ainda vai tornar-se um imenso Portugal A canção acima, do repertório da peça teatral Calabar nos remete a pensar sobre o novo papel do Brasil no cenário mundial neste início de século. A respeito disso, é possível afirmar que:
Nenhuma das respostas acima.
O texto na verdade nos remete a aceitar o fato de que estamos preparados para exercer um novo papel no cenário internacional.
O texto da canção afirma de modo incontestável que nossa condição atual de potência emergente nos transforma de influenciados a influenciadores, vindo a se tornar num centro de difusão de cultura, como foi Portugal, no passado.
O texto na verdade nos remete a questionar se estamos preparados para exercer um novo papel no cenário internacional, na medida em que o texto da canção, antes de falar em nos tornarmos ¿um imenso Portugal¿, destaca as incertezas do processo, no momento em fala que o país ¿se perdeu e se encontrou¿.
O texto da canção afirma de modo incontestável que nossa condição atual de potência emergente nos transforma de colonizados em colonizadores, vindo a se transformar no centro de um império, como foi Portugal, no passado.
Aula 9
1a Questão
Os Estudos Culturais possibilitaram à Literatura Comparada um trânsito maior entre disciplinas, linguagens e áreas do saber, o que propicia, ao ato comparatista nos estudos literários, a condição de arriscar-se por terrenos até então desconhecidos ou desconsiderados, revelando situações que de outra forma não seriam contempladas.
Sobre essa assertiva, não se pode afirmar:
Este perfil da ação comparatista, diferente de sua posição clássica, resulta das transformações que a Literatura Comparada sofreu, desde meados da década de 70, em grande parte em decorrência da importância que adquirem os Estudos Culturais e Pós-Coloniais.
A Literatura Comparada passa de um discurso coeso e unânime, com forte propensão universalizante, para outro plural e descentrado, situado historicamente, e consciente das diferenças que identificam cada obra envolvido no processo da comparação, diz Eduardo Coutinho.
A dimensão política dos Estudos Culturais, ou seja, a análise das inter-relações entre discurso e poder, em nada ameaça a postura de neutralidade sedimentada nos estudos das Letras.
Um dos resultados mais significativos das transformações sofridas pela Literatura Comparada é o deslocamento do foco de ação da disciplina para regiões até então consideradas marginais, como Ásia, África e América Latina e para os grupos minoritários (étnicos e sexuais).
A literatura comparada que se mantivera até então fiel a dois alicerces inabaláveis (a pretensão universalizante e o discurso apolítico) passa a assumir como uma de suas preocupações, justamente, a indagação destas posturas.
2a Questão
Leia o texto abaixo e assinale a única alternativa que atende ao que está contido no campo de atuação acadêmica que vem sendo chamado de "Estudos Culturais".
"Os estudos culturais são a tendência mais forte da crítica literária contemporânea, questionando os critérios unívocos de abordagem do artefato "literário" em nome de uma multiplicidade de paradigmas críticos, caracterizados pelo diálogo com diversas áreas das ciências humanas e pela valorização da voz dos excluídos e das minorias políticas." - Sérgio Medeiros - http://revistacult.uol.com.br/home/2010/03/politeismo-critico/
O advento das políticas das minorias, voltadas para a luta pelos direitos de segmentos desfavorecidos da sociedade, como os negros, índios e homossexuais, entre outros.
Somente o que merece destaque é o crescente questionamento das fronteiras entre a cultura erudita e a popular.
O advento das políticas das minorias específicas e com representação, voltadas, somente, para a luta pelos direitos de segmentos desfavorecidos da sociedade, como os negros e homossexuais.
O avanço da participação das mulheres na vida social é o único fato marcante com importantes consequências para os Estudos Culturais.
A evolução da participação das mulheres e homossexuais na vida social é o único e importante fato marcante com significativas consequências para os Estudos Culturais.
3a Questão
A canção popular, ainda que tenha um valor todo especial no Brasil, passa a ser um campo de diálogo entre a literatura e a música em todo o mundo. Neste tipo de obra artística, é indispensável considerar:
Nenhuma das opções acima.
que o texto da canção, ainda que se enriqueça em contato com a música, presta-se a um trabalho de análise literária em separado.
que o texto da canção, de tal modo é enriquecido em contato com a música e potencializado pelaatuação do intérprete, que torna-se inviável qualquer tentativa de análise em separado.
que o texto da canção, ainda que enriquecido em contato com a música e potencializado pela atuação do intérprete, presta-se a um trabalho de análise em separado.
que o texto da canção nem sempre aw articula com a música para formar um todo, de forma que se torna difícil qualquer tentativa de analisar o texto, a letra da canção, em separado.
4a Questão
No campo dos Estudos Culturais, a palavra usada para designar a categoria que se contrapõe ao conceito de ¿hegemonia¿ é:
Marginal
Minoritário
Emergente
Subdesenvolvido
Sublaterno
5a Questão
Segundo Nestor Canclini, o hibridismo cultural vem a ser:
Nenhuma das respostas anteriores.
A mistura de elementos que caracteriza a produção literária e cultural de um modo geral os países latino-americanos, onde é marcante a presença de sangue indígena e negro.
A mistura de elementos que caracteriza a produção literária e cultural de certos países latino-americanos, onde é marcante a presença de sangue indígena e negro.
A mistura de elementos que caracteriza a produção literária e cultural de vários países espalhados pelo mundo, marcados pela forte presença do sangue negro.
A mistura de elementos que caracteriza a produção literária e cultural de certos países do Terceiro Mundo, onde é marcante a presença de sangue indígena e negro.
6a Questão
Uma história em quadrinhos em que se exploram recursos poéticos coloca em debate a relação da Literatura com as novas mídias, uma tendência marcante da segunda metade do século XX e que se mantém, com todo o vigor no novo século. Qual corrente teórica, dentro dos estudos comparatistas, tem uma atenção toda especial voltada para semelhantes manifestações?
O formalismo russo
Nenhuma das respostas acima
Os estudos culturais
O neocriticismo
O estruturalismo
7a Questão
Sobre a relação entre Literatura Comparada e os Estudos Culturais, não é válido afirmar que:
Os Estudos Culturais permitiram, à Literatura Comparada, um diálogo mais abrangente com a história, com a antropologia e com outras linguagens artísticas como a canção, o cinema, a história em quadrinhos, sem levar ao abandono de sua perspectiva central, a produção literária contemporânea.
a) O mundo pós-Segunda Guerra trouxe transformações decisivas, como, por exemplo, o crescente questionamento das fronteiras entre o popular e o erudito, como consequência da aceitação de produtos culturais de povos como dignos de estudos, do ponto de vista estético; assim, os Estudos Culturais abrem um novo campo de atuação acadêmica para a Literatura Comparada.
No nascimento dos Estudos Culturais, tem destaque o leavisismo, que defendia a proposta de fazer com que todos os produtos culturais, inclusive a literatura, se restringissem apenas à elite, visto que se tratava da grande tradição.
Com o passar do tempo, os Estudos Culturais passam dos estudos das comunidade para os estudos dos grupos étnicos, de mulheres, raciais, tornando-se a voz do outro na academia e, ao mesmo tempo, afetando a produção literária que se volta a transformar a preocupação que envolve esses estudos em literatura.
Essa relação deu à Literatura Comparada a oportunidade para abordar uma criação literária mais complexa, que convive com outras linguagens, entre elas a que chamamos de multimidiática.
8a Questão
Após as mudanças ocorridas no mundo depois da 2ª Guerra Mundial, abre-se um campo de atuação acadêmica novo, quase inexplorado antes por estudiosos de Literatura. Entre os quais merece destaque:
A divisão entre alta cultura e baixa cultura.
A divisão entre cultura popular e baixa cultura.
A união entre alta cultura popular e erudita.
O questionamento entre as fronteiras da cultura popular e erudita.
O questionamento entre alta cultura e baixa cultura.
Aula 10
1a Questão
Assinale a alternativa correta sobre a origem do termo hipertexto:
O hipertexto surgiu no inicio de 2010 ,em virtude do advento e popularização da internet juntamente com a ciência e tecnologia
A ideia do hipertexto digital surgiu nos anos 60, nos Estados Unidos. Ele seria possível através da exposição de textos em meios eletrônicos que possibilitariam maior interação entre o leitor e o conhecimento.
Não é possível precisar a origem do termo hipertexto, elemento amplamente difundido em livros, sobretudo em notas de rodapé e verbetes de enciclopédias e dicionários.
O hipertexto foi criado na primeira década dos anos 2000 por um grupo de cientistas da informação que vislumbrou no conceito a possibilidade de propagação de conhecimento e informação de maneira dinâmica e interativa.
A ideia de hipertexto surgiu no final dos anos 90 em virtude do advento e popularização da internet.
Explicação: RESPOSTA "A" A noção de hipertexto digital surgiu há cinquenta anos, na década de 60. Seu inventor foi Ted Nelson, filósofo e sociólogo americano que foi pioneiro da Tecnologia da Informação.
2a Questão
Um dos aspectos mais importantes no que diz ao diálogo entre a literatura e as novas artes que emergem do universo do audiovisual é a questão das adaptações de obras literárias, principalmente de romances, para outras linguagens. Isto pode se dar quando se transpõe uma narrativa ficcional para vários meios, como o rádio, a TV, as histórias em quadrinhos.
Considerando a afirmativa acima, não se pode dizer que:
Desde as primeiras décadas do século XX, a adaptação de obras literárias para o cinema já ocupava um lugar importante no conjunto da produção cinematográfica.
Um roteiro de cinema adaptado de uma obra literária não é obrigado a manter uma relação de estrita fidelidade ao texto literário.
Obras literárias sem grande expressão sempre darão origem a filmes medíocres.
O tempo e a natureza da linguagem do cinema são impeditivos de uma fidelidade rigorosa do filme, em relação à obra literária adaptada para o cinema.
A despeito do diálogo da literatura com o cinema, este tem uma linguagem própria, na qual os enquadramentos de câmeras são fundamentais.
3a Questão
A presença da tela dos computadores e da internet como realidades no mundo atual faz surgir o conceito de hipertexto, que pode ser conceituado como:
Nenhuma das opções acima.
Uma forma de escrita não seqüencial ¿ um texto que se espalha em ramificações, mesmo que não tenha como permitir ao leitor escolher caminhos,
Uma forma de escrita seqüencial ¿ um texto que não se espalha em ramificações, mas permite ao leitor escolher caminhos, preferencialmente lido em uma tela interativa.
Uma forma de escrita não seqüencial ¿ um texto que se espalha em ramificações e permite ao leitor escolher caminhos, preferencialmente lido em uma tela interativa.
Uma forma de escrita seqüencial ¿ um texto que se espalha em ramificações e permite ao leitor escolher caminhos, preferencialmente lido em uma tela interativa.
4a Questão
Podemos apontar como um dos aspectos mais importantes no diálogo que ocorre entre a Literatura e as novas Artes que surgem do mundo audiovisual:
O uso exclusivo dos romances pelo cinema.
As adaptações de obras literárias, principalmente de romances, para outras linguagens.
O seu uso pela internetque propaga de forma democrática as obras.
A revelação de textos que não eram conhecidos do grande público.
O uso das adaptações feitas pelas histórias em quadrinhos.
5a Questão
A literatura gerada por computador ou ciberliteratura diferencia-se da literatura tradicional, impressa na forma de livros, principalmente por:
utilizar signos sonoros e visuais.
impedir o recorte de passagens que mais interessem ao leitor.
utilizar uma linguagem que ficou conhecida como internetês.
não possuir prefácio.
apresentar um resumo que estimula o leitor a não se dedicar à leitura integral da obra.
6a Questão
No contexto que envolve a produção literária e a era da cultura digital, a Literatura Comparada vê ampliada as suas possibilidades de análise, pois, no ambiente virtual, o texto impresso sofre uma transformação a qual influencia na forma como a leitura é feita, visto que o referido texto faz do leitor um coautor que interage com esse texto por meio de escolhas. Esse tipo de texto é denominado:
Hipertexto
Supertexto
Digitalização
Imprensa de tipos móveis
Intertexto
7a Questão
Um dos aspectos mais gerais no que diz respeito ao diálogo entre literatura e as artes visuais são as adaptações de obras literárias para outras linguagens. Sobre isso é incorreto afirmar que:
Em suas primeiras tentativas de contar histórias por imagens, o cinema foi se abrindo a experiências de expressão estéticas novas, que tinham relação com outras linguagens, como a do teatro.
Muitas vezes, obras literárias sem grande expressão podem originar filmes bem elaborados.
Um primeiro contato que surge entre o cinema e a literatura é a manipulação de cenas, feitas pela montagem, à propósito de um universo ficcional.
O diálogo pode se dar quando se transpõe uma narrativa ficcional para vários meios como o rádio, a TV, as histórias em quadrinhos.
O roteiro adaptado de cinema é obrigado a manter uma relação de fidelidade ao texto literário.
8a Questão
Sobre o diálogo entre literatura e cinema, é incorreto afirmar que:
Um filme pode ser avaliado pela crítica positivamente, mesmo sem manter a fidelidade ao texto adaptado.
O cinema deve ser subserviente à literatura.
Um filme que é uma adaptação de uma obra literária, à luz do conceito de intertextualidade, é outro texto.
Se o filme capta a essência da mensagem contida no texto literário, isso já pode ser considerado como um dado positivo.
O ideal de um roteiro adaptado para o cinema é que não se faça uma transposição para as telas da narrativa literária, com vistas a se realizar plenamente em sua realidade de obra cinematográfica.
Avaliação Parcial
1a Questão (Ref.:201502097787)
Acerto: 1,0 / 1,0
Marque, entre as alternativas, abaixo aquela que não corresponde à compreensão de Literatura Comparada.
Seu objeto de estudo é o texto, isolado de todos os outros saberes.
Dialoga com a Linguística, a Semiótica, a História, a Sociologia, a Psicanálise, a Filosofia etc.
É um campo de estudo bem mais do que uma disciplina.
Na Literatura Comparada, a comparação nunca é um fim em si, mas um meio que visa a uma melhor compreensão de nosso objeto de estudo.
O conceito de Literatura Comparada está exposto ao tempo, ou seja, muda com o tempo, seguindo os rumos da História.
2a Questão (Ref.:201501992318)
Acerto: 1,0 / 1,0
O objetivo central da Literatura Comparada é:
Analisar comparativamente textos de autores de diferentes nacionalidades.
Nenhuma das opções acima.
Analisar comparativamente textos de autores da mesma nacionalidade, mas de diferentes épocas.
Todas as opções acima se combinam para compor o amplo espectro de objetivos da disciplina.
Analisar comparativamente textos de autores de diferentes épocas e nacionalidades, tendo em vista não somente o universo do livro, mas também o de outras mídias.
3a Questão (Ref.:201501972713)
Acerto: 1,0 / 1,0
Pelo que estudamos em nossa segunda aula, as manifestações ancestrais da Literatura Comparada se caracterizavam por:
Não possuírem ainda os instrumentos de análise trazidos pelos avanços da Teoria da Literatura no século XX, limitando-se a uma visão centrada na análise dos textos em diálogo com o determinismo do século XIX.
Não se preocuparem, nem com o estudo da obra dos grandes autores da tradição literária, nem com a produção mais recente.
Apesar de já estarem estabelecidos nas principais universidades europeias, eram ainda incapazes de um trabalho mais profundo de análise comparativa dos textos literários.
Apesar de ainda não estarem estabelecidas nas principais universidades europeias, já demonstravam uma capacidade de análise comparativa considerável.
Não possuírem qualquer tipo de projeto de comparatismo que se sustentasse num método capaz de ir além da observação empírica.
4a Questão (Ref.:201501972722)
Acerto: 1,0 / 1,0
Para atender ao que se pede nesta questão, leve em consideração a terceira estrofe do Canto I de Os Lusíadas, de Luís de Camões:
Cessem do sábio grego e do troiano.
As navegações grandes que fizeram;
Em seu longo poema épico, o poeta português demonstra claramente ter recebido influência direta da épica grega (a Ilíada e a Odisseia, de Homero) e da romana (a Eneida, de Virgílio). Isto fica demarcado no texto pela citação dos sábios grego e troiano, que são respectivamente Ulisses, herói central da Odisseia e um dos personagens principais da Ilíada, e Enéias, protagonista da Eneida. Apesar de ser visível tal influência, podemos afirmar que...
seu texto apresenta características próprias, uma vez que a língua portuguesa de seu tempo já possuía suficientes recursos para se colocar no mesmo nível de qualidade, ou mesmo superar a epopeia antiga.
Seu texto se constrói exclusivamente em cima de fatos históricos, as grandes navegações, enquanto a epopeia antiga se construía sobre as tradições mitológicas dos povos grego e romano.
Seu texto destaca o heroísmo de todo um povo (¿o peito ilustre lusitano¿), ao passo que na epopeia antiga se destacam as façanhas de heróis individuais, como os já referidos sábios grego e troiano.
seu texto apresenta características próprias, uma vez que a língua portuguesa de seu tempo não possuía suficientes recursos para se colocar no mesmo nível de qualidade da epopeia antiga.
Seu texto se propõe a destacar o heroísmo de todo um povo (¿o peito ilustre lusitano¿), o que se revela uma estratégia mal sucedida, pois os navegadores portugueses não reuniam as características necessárias para se tornarem heróis épicos.
5a Questão (Ref.:201502976011)
Acerto: 1,0 / 1,0
A obra "Madame Bovary", de Flaubert, trata:
de uma obra naturalista que discute o adultério
de uma obra nacionalista
de uma obra realista que discute o adultério
de um a obra do simbolismo
de uma história romântica e idealizada
6a Questão (Ref.:201501972800)
Acerto: 1,0 / 1,0
Tomando como ponto de partida o conceito de influência do modo como é retrabalhado pelo pesquisador russo Zhirmunsky, o que é acertado dizer acerca da análise comparativa do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis com a peça teatral Otelo, de Shakespeare?
Tendo em vista a capacidade de Machado de Assis de retrabalharo tema do ciúme, o que não demonstraria a capacidade de a literatura brasileira encontrar uma formulação própria para o tema, pode-se falar em influência propriamente dita.
A influência teria ficado notória, a partir do momento em que o próprio Machado citou Shakespeare, de modo que não devemos nos deixar levar pelos argumentos de Zhirmunsky.
Tendo em vista a capacidade de Machado de Assis de retrabalhar o tema do ciúme, o que demonstraria a capacidade de a literatura brasileira encontrar uma formulação própria para o tema, não se pode falar em influência propriamente dita.
Mesmo considerando a capacidade de Machado de Assis de retrabalhar o tema do ciúme, ainda se pode falar em influência
Tendo em vista a pobreza do meio cultural brasileiro no século XIX, teriam faltado a Machado condições de trabalhar a problemática do ciúme de modo peculiar. Desta forma, é adequado propor que houve influência.
7a Questão (Ref.:201502134940)
Acerto: 1,0 / 1,0
Como você pode notar, é possível preparar um texto novo a partir de um texto já existente. É deste modo que os textos "conversam" entre si. Tomando como base esta afirmação, os textos abaixo são exemplos de:
Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e
Lili casou-se com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.
(Carlos Drummond de Andrade)
Quadrilha da sujeira
João joga um palitinho de sorvete na
rua de Teresa que joga uma latinha de
refrigerante na rua de Raimundo que
joga um saquinho plástico na rua de Joaquim que joga uma garrafinha velha na rua de Lili.
Lili joga um pedacinho de isopor na
rua de João que joga uma embalagenzinha
de não sei o quê na rua de Teresa que
joga um lencinho de papel na rua de
Raimundo que joga uma tampinha de
refrigerante na rua de Joaquim que joga
um papelzinho de bala na rua de J.Pinto
Fernandes que ainda nem tinha entrado na história.
Ricardo Azevedo ("Você Diz Que Sabe Muito, Borboleta Sabe Mais¿, Fundação Cargill)
Estranhamento
Texto Literário
Intertextualidade
Evolução literária
Literariedade
8a Questão (Ref.:201502865640)
Acerto: 1,0 / 1,0
Assinale a alternativa INCORRETA:
Na visão bakhtiniana, não se deve relegar a história conforme fizeram os formalistas, mas antes entendê-la como uma fonte de onde provém a intertextualidade, e não o conceito de dívida.
Ao comparar textos de épocas diferentes, não se pode mais pensar na questão da fonte, mas antes no confronto ideológico que esta comparação traz à tona.
O conceito de superioridade literária permanece nos estudos comparados até os dias atuais, uma vez que todos os textos literários "bebem de alguma fonte" para que sejam criados.
Mikhail Bakhtin reconhece que o texto literário é uma construção polifônica: nele, várias vozes se cruzam, num jogo dialógico.
Julia Kristeva, a partir dos estudos teóricos bakthinianos, elaborou o conceito de intertextualidade, cujo princípio baseia-se na ideia de que todo texto é a absorção e transformação de outro, sincrônica e diacronicamente.
9a Questão (Ref.:201501972817)
Acerto: 1,0 / 1,0
(ENADE-2008)
TEXTO 1
Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas
uma infinidade de portas e janelas alinhadas. (...) Sentia-se naquela fermentação
sanguínea, naquela gula viçosa de plantas rasteiras que mergulham o pé na lama
preta e nutriente da vida, o prazer animal de existir, a triunfante sensação de respirar sobre a terra. Da porta da venda que dava para o cortiço iam e vinham como formigas, fazendo compras.
Aluísio Azevedo. O cortiço. (São Paulo: Ática, 1989, p. 28-9).
TEXTO 2
Aliás, o cortiço andava no ar, excitado pela festa, alvoroçado pelo jantar, que
eles apressavam para se dirigirem a Montsou. Grupos de crianças corriam, homens
em mangas de camisa arrastavam chinelos com o gingar dos dias de repouso. As
janelas e as portas escancaradas por causa do tempo quente deixavam ver a
correnteza das salas, transbordando em gesticulações e em gritos o formigueiro das famílias.
Émile Zola. Germinal.( São Paulo: Nova Cultural, 1996, p. 136.)
TEXTO 3
Aluísio Azevedo certamente se inspirou em L¿Assommoir (A Taberna), de
Émile Zola, para escrever O Cortiço (1890), e por muitos aspectos seu texto é um
texto segundo, que tomou de empréstimo não apenas a idéia de descrever a vida do
trabalhador pobre no quadro de um cortiço, mas um bom número de pormenores,
mais ou menos importantes. Mas, ao mesmo tempo, Aluísio quis reproduzir e
interpretar a realidade que o cercava e sob esse aspecto elaborou um texto primeiro.
Texto primeiro na medida em que filtra o meio; texto segundo na medida em que vê
o meio com lentes de empréstimo. Se pudermos marcar alguns aspectos dessa
interação, talvez possamos esclarecer como, em um país subdesenvolvido, a
elaboração de um mundo ficcional coerente sofre de maneira acentuada o impacto
dos textos feitos nos países centrais e, ao mesmo tempo, a solicitação imperiosa da
realidade natural e social imediata.
Antonio Candido. De cortiço a cortiço. In: O discurso e a cidade. São Paulo / Rio de
Janeiro: Ouro sobre Azul, 2004, p.106-7/128-9 (com adaptações)
Assinale a opção em que a relação intertextual entre O Cortiço e Germinal é
interpretada pelos parâmetros críticos apresentados no texto de Antonio Candido
acerca da relação entre a obra de Aluísio Azevedo e a de Émile Zola.
O Cortiço é um texto segundo em relação ao texto de Zola porque é,
sobretudo, a duplicação do modelo literário francês e da realidade social das
classes operárias européias.
O texto de Aluísio Azevedo, por suas condições de produção, está submetido
ao modelo naturalista europeu, ao mesmo tempo em que atende a demandas
da realidade nacional.
A relação de proximidade entre o texto de Azevedo e o de Zola evidencia que o
diálogo entre os textos desassocia-os da realidade social em que foram
produzidos.
O texto de Aluísio Azevedo é um texto primeiro em relação ao de Zola porque
foi escrito anteriormente e influenciou a produção naturalista do escritor
francês.
A presença de elementos do naturalismo francês em O Cortiço é indicativo da
troca cultural que ocorre no espaço do intertexto, independentemente das
realidades locais de produção.
10a Questão (Ref.:201501992352)
Acerto: 1,0 / 1,0
A alusão e a citação direta se diferenciam pelo fato de que...
Nenhuma das respostas acima.
Na citação direta, o autor retomado fala diretamente, uma vez que ele se torna coautor da nova obra, enquanto que na alusão, a retomada de trechos do texto original é insignificante.
Tanto na alusão como na citação direta, temos o emprego de recursos sutis de retomada do texto anterior pelo mais recente. A diferença está no fato de que somente na citação direta dizemos de quem se trata.
Na alusão, o autor retomado se faz presente de modo mais claro, por se tratar de alguém de amplo conhecimento do público, enquanto na citação direta a presença do autor retomado é mais sutil.
Na citação direta, é indispensável que o novo texto retome o anterior, estabelecendo um diálogo explícito com a tradição; enquanto na alusão a retomada é indireta, vaga e imprecisa.
1a Questão (Ref.:201501972679)
Acerto: 1,0 / 1,0
Sobre o conceito de Literatura Comparada podemos afirmar que:
Pode ser formulado em definitivo, mas não com clareza, pois trata-se de uma disciplina que lida com a complexidade, o que torna inviávelqualquer tentativa de explicação clara.
Pode ser formulado com clareza, mas não em definitivo, uma vez que está sujeito à ação do tempo, do processo histórico, e pode vir a ser reformulado no futuro.
Pode ser formulado com clareza e em definitivo, a despeito de sua complexidade, uma vez que os estudiosos já acumularam um vasto saber a respeito.
Não pode ser formulado com clareza e em definitivo, uma vez que envolve múltiplos aspectos e seria impossível dar conta de tal riqueza numa explicação clara e precisa.
Não pode ser formulado com clareza e em definitivo, tendo em vista que está sujeito à ação do tempo e à incapacidade de os teóricos chegarem a um acordo.
2a Questão (Ref.:201501972705)
Acerto: 1,0 / 1,0
Dos exemplos que demos em nossa aula 1, de leituras em paralelo, a saber Caetano Veloso e Fernando Pessoa. Machado de Assis e William Shakespeare, podemos inferir que:
Não se pode comparar a obra de Machado ou de Shakespeare com autores contemporâneos.
Os autores mais recentes, Machado e Caetano se afastam por completo do modo como os temas já foram trabalhados pela tradição.
Os autores mais recentes, Machado e Caetano abandonam a tradição, pelo modo bem diferentes como trabalham os temas.
Os autores mais recentes, Machado e Caetano pouco acrescentam ao modo como os temas já foram trabalhados pela tradição.
Os autores mais recentes, Machado e Caetano passam também a fazer parte da tradição, ao acrescentar modos peculiares aos temas que recebem da tradição.
3a Questão (Ref.:201501992358)
Acerto: 1,0 / 1,0
Até o começo do século XX, a Literatura Comparada se norteou por uma visão evolucionista, segundo a qual:
Os países novos tinham um destino a cumprir, aproveitando as lições aprendidas com os europeus e desenvolvendo-as, buscando evoluir sempre mais.
Nenhuma das respostas acima.
A conquista de novos territórios pelos europeus deixava clara a superioridade deste continente, de tal modo que passaram a ser modelos de civilização.
Uma visão etnocêntrica, segundo a qual seria destino dos demais povos do mundo imitar os europeus, para fazer jus ao status de povos civilizados.
O ideal cosmopolita se estendeu a todos os lugares do planeta, contribuindo cada vez mais para erradicar preconceitos e particularismos nacionalistas.
4a Questão (Ref.:201501972745)
Acerto: 1,0 / 1,0
Em nossa segunda aula, vimos que um autor mais recente pode ter como modelo mestres da tradição, sem que se configure seu trabalho como mera cópia. Diante deste fato, os dois últimos versos da citada estrofe,
Cesse tudo o que a Musa antiga canta / Que outro valor mais alto se alevanta podem ser interpretados da seguinte maneira:
Ainda que consciente da importância da tradição épica da antiguidade, o poema de Camões se propõe a afirmar novos valores, o que deixa claro que seu texto vai muito além da mera cópia dos padrões consagrados.
Ainda que inspirado em modelos da tradição antiga, Camões se propõe a afirmar um novo valor, que seria justamente a excelência de seu próprio idioma natal.
Ainda que livre da necessidade de escrever em latim ou grego, pois o idioma nacional lusitano estava se afirmando, Camões não consegue fugir a uma submissão aos procedimentos mais comuns dos poemas épicos antigos
Ainda que inspirado em modelos da tradição antiga, Camões se propõe a afirmar um novo valor, fazendo questão de deixar claro que é preciso esquecer tudo o que escreveram os antigos, como fica claro em Cesse tudo o que a Musa antiga canta.
Ainda que livre da necessidade de escrever em latim ou grego, Camões precisa se ater aos conceitos mais gerais da épica clássica, a fim de que o povo português pudesse ter o seu heroísmo reconhecido.
5a Questão (Ref.:201502775009)
Acerto: 1,0 / 1,0
Quem foi o discípulo brasileiro de Paul Van Tieghem na Literatura Comparada?
Tobias Barreto
Antonio Cândido
Tasso da Silveira
João Ribeiro
René Wellek
6a Questão (Ref.:201502865637)
Acerto: 1,0 / 1,0
Leia as afirmações a seguir:
I. A Escola Francesa, no século XIX, tinha por objetivo o estudo das influências que cada autor ou nação teria recebido ao longo de sua formação.
II. Os Franceses, nos estudos comparatistas, seguiam a doutrina clássica, que consiste no historicismo, ou seja, na concepção de "empréstimo", dívida com os textos "originais".
III. A Escola Comparatista Norte-Americana privilegiava a análise do texto literário em detrimento das relações entre autores ou obras, aceitando os estudos comparados dentro das fronteiras de uma única literatura.
IV. A paródia tem um caráter contestador: é uma disputa aberta do sentido, uma luta, um choque de interpretação.
V. A paráfrase é um discurso sem voz, pois quem está falando está falando o que o outro já disse. É uma máscara que se identifica totalmente com a voz que fala atrás de si.
Assinale a alternativa correta:
Somente II, III e IV são verdadeiras.
Somente I, III, IV e V são verdadeiras.
Somente I, II, IV e V são verdadeiras.
Todas as alternativas são verdadeiras.
Somente II, III e V são verdadeiras.
7a Questão (Ref.:201502436121)
Acerto: 1,0 / 1,0
Falar de Intertexto e de literatura comparada nos exige inicialmente perceber que ao lermos um texto (A) estamos lendo também um texto (B), e que este entrecruzamento de vozes percebidas ou levemente transparentes é algo que perpassa a escrita, e em especial a literatura, ao longo de todos os tempos.
Assinale a alternativa que não se articula com o texto acima:
Escrever é sempre rescrever, não difere de citar. Ler ou escrever é realizar um ato de citação.
Somente o texto literário se constrói como um mosaico de citações e é absorção e transformação de outro texto.
O dialogismo é um princípio constitutivo da linguagem e a condição de sentido do discurso.
A intertextualidade se dá tanto na produção como na recepção da grande rede cultural, de que todos participam.
A palavra literária não é um ponto, um sentido fixo, mas um cruzamento de superfícies textuais.
8a Questão (Ref.:201502431605)
Acerto: 1,0 / 1,0
"Ignorar a natureza do enunciado e as particularidades de gênero que assinalam a variedade do discurso em qualquer área do estudo linguístico leva ao formalismo e à abstração, desvirtua a historicidade do estudo, enfraquece o vínculo existente entre a língua e a vida. A língua penetra na vida através dos enunciados concretos que a realizam, e é também através dos enunciados concretos que a vida penetra na língua. O enunciado situa-se no cruzamento excepcionalmente importante de uma problemática."(Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN. M. Estética da criação verbal. Tradução: Maria Ermantina Galvão Gomes Pereira. São Paulo: Martins Fontes, 1992.)
Mikhail Bakhtin não fez parte do movimento e não integrou os Círculos Linguísticos nascidos na Rússia, no século XX, mas seu legado é rico e variado. Assinale a única assertiva que contém uma das contribuições deste filósofo da linguagem aos estudos da Literatura Comparada.
Deve se perder o diálogo da literatura com o momento histórico em que a obra é produzida.
Foge às concepções formalistas, fechadas na análise do texto.
Não separar a análise dos textos literários do estudo de outros fatos sociais;
Não perder de vista o que é próprio e único na literatura;
Não resgata o estudo das relações do Texto Literário com a História
9a Questão (Ref.:201502867555)
Acerto: 1,0 / 1,0Leia o poema de Cláudio Manuel da Costa e a música de Peninha:
Quem deixa o trato pastoril, amado (Cláudio Manuel da Costa), séc. XVIII
Quem deixa o trato pastoril, amado Pela ingrata, civil correspondência, Ou desconhece o rosto da violência, Ou do retiro a paz não tem provado. Que bem é ver nos campos transladado No gênio do pastor, o da inocência! E que mal é no trato, e na aparência Ver sempre o cortesão dissimulado!
Casinha Branca (Peninha), séc. XX (...)
Eu queria ter na vida/ Simplesmente/ Um lugar de mato verde/ Pra plantar e pra colher/ Ter uma casinha branca/ De varanda/ Um quintal e uma janela/ Para ver o sol nascer/ Às vezes saio a caminhar/ Pela cidade/ À procura de amizades/ Vou seguindo a multidão/ Mas eu me retraio olhando/ Em cada rosto/ Cada um tem seu mistério/ Seu sofrer, sua ilusão (...)
Embora pertençam a épocas distintas, ambas as obras apresentam um ideal bucólico. Assinale a alternativa incorreta quanto à escolha dos artistas pós modernos por essa temática:
O contexto histórico do Arcadismo e do Pós Modernismo se assemelham, daí a arte de ambas sofrerem uma mimese no campo ideológico.
A vida no campo representa a liberdade e é a metáfora da fuga à repressão oriunda do sistema ditatorial.
Como a censura não permitia que os artistas se manifestassem contra o governo, esses procuravam expressar sua insatisfação metaforizando o centro urbano como um lugar ruim para se viver, em detrimento ao campo, onde se encontra a paz e a liberdade.
Os artistas pós modernos acreditavam na felicidade através de uma vida simples e calma, assim como os poetas arcadistas, e por esta razão compunham obras exaltando a vida no campo, onde moravam.
"Viver no campo" metaforiza a tranquilidade não encontrada nos centros urbanos. Deste modo, os artistas não denotavam a vontade de se afastar da cidade, mas o desejo de que ela fosse diferente.
10a Questão (Ref.:201501972741)
Acerto: 1,0 / 1,0
Em terra de cego, quem tem um olho é estrangeiro (Millôr Fernandes).
A frase de Millôr Fernandes pertence a que modalidade discursiva?
Alusão
Estilização
Plágio
Paródia
Citação
1a Questão (Ref.:201501972725)
Acerto: 1,0 / 1,0
O termo complexidade em Literatura Comparada pode ser definido como:
O interesse pelo estudo diacrônico
Nenhuma das respostas.
Pode ser explicada de modo claro e acessível.
É a dificuldade de se fazer entender por seus ouvintes ou leitores.
O que reside na riqueza de detalhes, no emaranhado de diferentes informações a serem processadas por nosso cérebro.
2a Questão (Ref.:201501992326)
Acerto: 1,0 / 1,0
A respeito dos possíveis contatos entre Literatura Comparada e Teoria da Literatura NÃO é possível afirmar que:
O comparatismo necessita constantemente de se enriquecer das contribuições metodológicas dos estudos teóricos.
A Literatura Comparada se alimenta da Teoria, da mesma forma como apresenta novos dilemas que passam a ser debatidos pelos teóricos, de forma que o diálogo entre os dois campos de estudo é uma via de mão dupla.
A Literatura Comparada sempre se enriquece nos momentos em que busca se atualizar com as conquistas mais recentes dos debates teóricos.
Nenhuma das respostas acima.
A Literatura Comparada sempre mantém uma perspectiva historicista, ao passo que nas correntes teóricas do século XX predomina um interesse por análises de viés linguístico e psicológico.
3a Questão (Ref.:201501992330)
Acerto: 1,0 / 1,0
Uma das características marcantes dos Lusíadas, de Camões, é o fato de trabalhar o heroísmo numa perspectiva coletiva, fugindo ao padrão da antiguidade clássica de individualizar os heróis épicos. Por este motivo:
É possível realizar uma análise comparativa entre a obra camoniana e os épicos da antiguidade, desde que se leve em conta as diferenças de contexto que faziam a Europa renascentista ser diferente das antigas Grécia e Roma.
Não é possível realizar uma análise comparatista, tendo em vista que a obra de Camões não é propriamente um épico, uma vez que não destaca os feitos heroicos de personagens individualizados.
É possível realizar uma análise comparativa entre a obra camoniana e os épicos da antiguidade, desde que se leve em conta que Portugal era uma nação secundária, do ponto de vista da produção literária,
Não é possível realizar uma análise comparativa entre a obra camoniana e os épicos da antiguidade, mesmo que se tome os devidos cuidados.
Nenhuma das opções acima.
4a Questão (Ref.:201501972716)
Acerto: 1,0 / 1,0
De acordo com o que estudamos em nossa segunda aula, a respeito do nascimento da Literatura Comparada, podemos afirmar que:
A emergência de um período de importantes transições históricas, no começo do século XIX, como as revoluções burguesas e o processo de afirmação do nacionalismo permitiam um vivo interesse pelo novo campo de estudos, que ainda lutava por afirmar-se.
O surgimento da nova disciplina, no começo do século XIX, se ligou à tentativa de afirmar um espírito cosmopolita, capaz de se opor aos nacionalismos que emergiam na Europa daquele período.
O surgimento da nova disciplina, no começo do século XX, se ligou à tentativa de afirmar um espírito cosmopolita, capaz de se opor aos nacionalismos que emergiam na Europa daquele período.
O processo de afirmação da nova disciplina se realizou a despeito dos acontecimentos históricos do período, tais como o avanço da industrialização e o processo de afirmação dos nacionalismos.
A emergência de um período de importantes transições históricas, no começo do século XIX, como o avanço da industrialização e o processo de afirmação do nacionalismo permitiam um vivo interesse pelo novo campo de estudos, que ainda lutava por afirmar-se.
5a Questão (Ref.:201501972748)
Acerto: 1,0 / 1,0
Pelo que estudamos em nossa terceira aula, os estudiosos que seguiam as orientações da escola francesa se preocupavam sobretudo com:
A formulação de conceitos capazes de ultrapassar as noções de fonte e influência, por eles consideradas um entrave ao estudo comparatista mais sério.
Uma leitura pormenorizada de cada obra, de modo a destacar elementos que fossem além das considerações puramente textuais.
O conceito influência, por ele considerado um dos mais importantes fundamentos da disciplina.
Uma leitura pormenorizada de cada obra, de modo a destacar os aspectos propriamente textuais, afastando as considerações de ordem contextual.
A busca de novos conceitos teóricos que permitissem uma atualização dos procedimentos de análise comparatista.
6a Questão (Ref.:201501972804)
Acerto: 1,0 / 1,0
A busca de uma perspectiva crítica mais voltada para análise literária em diálogo com as contribuições da Linguística predomina:
Em qualquer uma das três escolas.
Em nenhuma das escolas
Somente na escola francesa.
Somente na escola marxista.
Somente na escola norte-americana.
7a Questão (Ref.:201502867544)
Acerto: 1,0 / 1,0
Fiz uma casinha branca
Lá no pé da serra
Pra nós dois morar
Fica perto da barranca
Do Rio Paraná
o lugar é uma beleza
Eu tenho certeza
Você vai gostar
Fiz uma capela
Bem do lado da janela
Pra nós dois rezar
Quando for dia de festa
Você veste o seu vestido de algodão
Quebro meu chapéu na testa
Para arrematar as coisas do leilão
Satisfeito eu vou levar
Você de braço dado
Atrás da procissão
Vou com meu terno riscado
Uma flor do lado e meuchapéu na mão
Vou com meu terno riscado
Uma flor do lado e meu chapéu na mão.
Eu, Marília, não fui nenhum Vaqueiro,
Fui honrado Pastor da tua aldeia;
(...)
Fiadas comprarei as ovelhinhas,
Que pagarei dos poucos do meu ganho;
E dentro em pouco tempo nos veremos
Senhores outra vez de um bom rebanho.
(...)
Senão tivermos lãs, e peles finas,
Podem mui bem cobrir as carnes nossas
As peles dos cordeiros mal curtidas,
E os panos feitos com as lãs mais grossas.
Mas ao menos será o teu vestido
Por mãos de amor, por minhas mão cosido.
Nós iremos pescar na quente sesta
Com canas, e com cestos os peixinhos:
Nós iremos caçar nas manhãs frias
Com a vara envisgada os passarinhos.
Para nos divertir faremos quanto
Reputa o varão sábio, honesto e santo.
(...)
Comparando a música e o poema, analise as afirmações abaixo e, depois, assinale a alternativa correta:
Ambos apresentam ausência de figuras de linguagem: no árcade predomina o racionalismo e a ruptura com os exageros barrocos; no pós moderno, verifica-se o uso simples da linguagem e sem ambiguidades para despistar a censura.
A música apresenta o mesmo ideal árcade: o fugere urbem (fuga da cidade), a fim de buscar um um locus amoenus (lugar ameno) para viver com simplicidade e equilíbrio na relação com a natureza.
A vida calma e tranquila no campo, diferentemente dos centros urbanos, não tem sentido algum se a mulher amada não estiver nesse cenário.
Embora a vida simples seja exaltada, implicitamente o desejo de viver confortavelmente é notável nas duas obras, oriundo de sociedades industrializadas, que visavam o progresso.
A diversão é tema recorrente nas duas composições, crítica ao trabalho exaustivo e ao individualismo, próprios das sociedades em questão.
Somente II está correta.
Todas estão corretas.
Somente III, IV e V estão corretas.
Somente I, IV e V estão corretas.
Somente II, III, IV e V estão corretas.
8a Questão (Ref.:201501992351)
Acerto: 1,0 / 1,0
Acerca do conceito de intertextualidade, podemos afirmar que:
Esteja presente em todos os textos literários, uma vez que todos eles nascem de um diálogo com outros textos, tanto os que de sua mesma época, como os da tradição.
Esteja presente em todos os textos literários, uma vez que todos eles nascem de um diálogo com outros textos, mais nos de sua mesma época, do que nos da tradição.
Esteja presente em qualquer tipo de texto, ainda que seja um objetivo difícil de alcançar.
Esteja presente apenas em obras literárias de autores consagrados, visto ser um objetivo difícil de alcançar.
Esteja presente em qualquer tipo de texto literário, uma vez que todos eles nascem de um diálogo com a tradição.
9a Questão (Ref.:201501972836)
Acerto: 1,0 / 1,0
(ENADE- 2005)
Atente para os textos I e II, abaixo:
I
O universo (que outros chamam a Biblioteca) compõe-se de um número indefinido, e talvez infinito, de galerias hexagonais, com vastos poços de ventilação no centro, cercados por balaustradas baixíssimas. (...) A Biblioteca existe ab aeterno. Dessa verdade, cujo corolário imediato é a eternidade futura do mundo, nenhuma mente razoável pode duvidar. (...) Em alguma estante de algum hexágono (raciocinaram os homens) deve existir um livro que seja a cifra e o compêndio perfeito de todos os demais:
algum bibliotecário o consultou e é análogo a um deus.
(Jorge Luís Borges, A biblioteca de Babel, Ficções)
II
Sertão velho de idades. Porque serra pede serra e dessas, altas, é que o senhor vê bem: como é que o sertão vem e volta.Não adianta de dar as costas. Ele beira aqui, e vai beirar outros lugares, tão distantes. Rumor dele se escuta. Sertão sendo do sol e os pássaros: urubu, gavião que sempre voam, às imensidões, por sobre... Travessia perigosa, mas é a da vida. Sertão que se alteia e se abaixa. Mas que as curvas dos campos estendem sempre para mais longe. Ali envelhece vento. E os brabos
bichos, do fundo dele...
(João Guimarães Rosa, Grande sertão: veredas)
Encontram-se, nesses textos, dois espaços ficcionais bastante representativos, respectivamente, das obras de Borges e de Guimarães Rosa. Apesar das fortes diferenças entre esses espaços, eles apresentam uma característica essencial em comum.
Qual é ela?
O sentido de uma totalização: a biblioteca e o sertão são apresentados como universos de máxima abrangência.
O sentimento de auto-suficiência do indivíduo, confiante na razão
O sentido de uma insuficiência: o espaço explorado não estimula o pensamento metafísico.
O sentido de um anacronismo: a biblioteca e o sertão expressam valores ultrapassados.
O sentimento de superioridade do homem em relação à natureza.
10a Questão (Ref.:201501992354)
Acerto: 1,0 / 1,0
É possível dizer que há paráfrase quando:
Nenhuma das opções acima.
Algumas ideias de uma obra original são retomadas, mas sofrem profundas alterações, de tal modo que fiquem quase irreconhecíveis.
Algumas ideias de uma obra original são retomadas, mas sofrem visíveis modificações, devido a um impulso de releitura crítica.
Algumas ideias de uma obra original são retomadas, mas recontadas de tal modo que fiquem irreconhecíveis aos olhos do leitor.
Algumas ideias de uma obra original são retomadas, de tal modo que o novo texto consiga manter-se fiel ao que há de essencial nelas.