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Bianca Riva, Brenda Souza e Éden Rockenbach
PECTIZAÇÃO E PEPTIZAÇÃO
Processo Sol-gel ou pectização refere-se a síntese de materiais a partir de uma suspensão coloidal de partículas sólidas em um líquido, sol, e subsequentemente a formação de um material de fase dupla de um corpo sólido ocupado com um solvente, gel úmido. Este gel é uma rede sólida ocupada com uma segunda fase de dimensões coloidais, ou líquidos ou gás que também forma uma rede tridimensional interconectada. Quando o solvente é removido, o gel úmido converte para um xerogel através de secagem a pressão ambiente ou um aerogel por uma secagem acima de uma pressão crítica e uma temperatura crítica.
A química do processo sol-gel é baseada em reações de polimerização inorgânica. Os percursores, compostos iniciadores que consistem de um metal ou um elemento metaloide rodeado por várias ligações, incluindo sais inorgânicos ou compostos orgânicos, passam por duas reações químicas na preparação sol: hidrólise e condensação, tipicamente com um ácido ou uma base como catalizadores, para formar pequenas partículas sólidas em um liquido (ou orgânico ou solvente aquoso), e posteriormente formar a rede tridimensional (Gel). Dependendo das características físico-químicas do sol pode-se obter géis com os mais diversos tipos de estruturação.
A transição sol gel consiste em um processo no qual o sol, ou uma solução coloidal se transforma em gel através das ligações estabelecidas entre as partículas. Os principais aspectos envolvidos nesta transição podem ser descritos a partir da termodinâmica dos fenômenos críticos e dos modelos cinéticos de crescimento e agregação. As modificações estruturais que ocorrem durante esta transição podem ser explicadas pela abordagem fenomenológica de Iler, e com as condições do meio as partículas podem se ligar, culminando na formação de uma rede continua por todo o sistema.
Dentro da transição sol-gel se encontra a termodinâmica dos fenômenos críticos, onde se situa a teoria de Flory-Stomayer, que permite descrever a transição sol-gel como um fenômeno que ocorre em condições críticas, podendo tratar a mesma como uma transformação de fases, além disso existe a abordagem a partir de teorias de percolação de sítios ou ligações, onde descreve que a formação de uma ligação ou ocupação de um sitio, é feita de maneira aleatória, por último tem-se a gelatinização de sistemas coloidais aquosos que envolve as forças atrativas de Van der Waals e as forças repulsivas devido as cargas elétricas.
A Peptização é a operação inversa à pectização. Trata-se da dispersão espontânea de uma substância sólida num líquido, quando se adiciona uma pequena quantidade de uma terceira substância, o agente peptizante. A passagem do estado sol para o estado gel ocorre com a retirada do dispersante, pela precipitação do disperso, ou pela variação na temperatura. Os peptizantes podem ser divididos em: químicos: reduzem a viscosidade do polímero por quebra de ligações químicas da cadeia. E físicos: também conhecidos por auxiliares de processos que reduzem a viscosidade do polímero por lubrificação interna. São muito utilizados com borracha natural (NR).

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