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MORFOLOGIA I – MARCO AZIZI – 17/03/2017
VÍSCERAS CÉRVICO-CEFÁLICAS
Vísceras Cérvico-Cefálicas é tudo o que for víscera dentro da região cervical e dentro da
região da cabeça.
Há uma delimitação da região do crânio e uma delimitação da região da face.
FOSSA NASAL E BOCA
FOSSA NASAL
Fossa Nasal: Cavidade localizada no víscero-crânio com abertura anterior na face,
relaciona-se ao sistema respiratório com comunicação com a faringe, seio paranasal e
com a tuba auditiva.
É dividida em Vestíbulo Nasal e Cavidade Nasal.
Tem comunicação com 3 estruturas básicas: faringe, seio paranasal e tuba auditiva.
Todo mamífero que tem fossa nasal tem o vestíbulo nasal cartilaginoso.
Vestíbulo Nasal: Abertura anterior da face, faz comunicação com o exterior e com a parte
interna do organismo, aonde há o sistema respiratório. Na prática, é “até onde vai o
dedo”, é a parte que se movimenta do nariz, formada apenas por cartilagem, até chegar
no osso nasal. Constitui-se da asa do nariz e da parte septal.
Cavidade Nasal: Parte que “não movimenta”, do nariz, ou seja, à partir do osso nasal.
Tem como limite posterior a Nasofaringe e inferior o Palato Duro e o Palato Mole.
O Septo Nasal é formado pelo vômer
embaixo, a lamina perpendicular do
etmóide em cima e a cartilagem septal na
frente. É a parte óssea.
Os espaços chamam-se Seios Paranasais.
Na região frontal há o Seio Paranasal
Frontal. Há também o Seio Paranasal
Esfenoidal e o Seio Paranasal Etmoidal.
Quando se retira o septo nasal, encontra-se
as elevações e entre elas os espaços. As
elevações chamam-se Conchas Nasais ou
Cornetos Nasais e os espaços chamam-se
Meatos.
Os Meatos e as Conchas sempre são
contados de baixo para cima, à partir do
osso maxilar (palato duro):
Meato Inferior, Concha Nasal Inferior,
Meato Médio, Concha Nasal Média,
Meato Superior e Concha Nasal
Superior.
No Meato Inferior desemboca o canal
lacrimo-nasal, no Meato Médio desemboca
o seio frontal e o maxilar, enquanto no Meato Superior são os seios esfenoidal e etmoidal.
Nunca se deve contar de cima para baixo, porque pode aparecer um 4º meato e um 4º
corneto, que são chamados de Supremos, sendo Meato Supremo e Concha Nasal
Suprema.
Óstio Faríngeo da Tuba Auditiva: também pode ser chamado de Orifício Interno da Tuba
Auditiva. É o orifício de comunicação com a Trompa de Eustáquio.
Funções da Fossa Nasal:
1 – Purificar o Ar → Vibrícias (pêlos do nariz): O ar que entra tem que estar limpo,
porque se houver alguma alteração de gases inaláveis ou substâncias tóxicas, isso chega
no pulmão e dá alteração pulmonar. É importante na anamnese saber a profissão do
paciente e se ele fica ou já ficou exposto à poluição ou gases tóxicos, porque isso afeta o
trato respiratório. Em algumas regiões do mundo, como na China por exemplo, em
determinadas épocas eles proíbem o trânsito de veículos, pois a poluição está tão grande
que a inalação dos gases tóxicos leva a doenças respiratórias. As pessoas também usam
máscaras para filtrar um pouco dessa poluição. Em Brasília, por exemplo, em
determinadas épocas não há atividade após o meio dia, pois o clima fica muito seco e faz
um ressecamento na mucosa.
2 – Aquecer o Ar → Meatos e Cornetos: Os Meatos e os Cornetos (Conchas)
estão ali para aquecer o ar que entra, porém quando o indivíduo troca de ambiente com
temperaturas diferentes, isso acaba prejudicando o sistema respiratório, pois não dá
tempo suficiente para os meatos e conchas fazerem a regulação da temperatura. Por
exemplo andar na rua no calor e entrar no banco com ar condicionado, brincar na rua e
logo em seguida abrir a porta da geladeira. Isso pode ocasionar até mesmo uma paralisia
facial de um dos lados, devido ao choque térmico. Também pode acontecer do indivíduo
ficar com pneumonia, levando em conta que não deu tempo do ar aquecer para entrar no
pulmão e isso gera lesões na mucosa de todo o trato respiratório (fossa nasal, faringe,
laringe, traquéia, brônquio e pulmão).
3 – Umedecer o Ar – Muscosa: Quando o indivíduo dorme no ar condicionado, ele
acorda com o nariz entupido e escorrendo e a garganta seca por causa do ressecamento
no ar causado pelo aparelho. Para ajudar nisso, pode-se usar um umidificador de
ambiente, que ajuda a mucosa na sua função.
4 – Condução do Ar e Fonação: Se o indivíduo está com o nariz entupido, e falar,
a voz sai fanha. Isso acontece porque o ar que está saindo produz um som que veio da
laringe, pois essa formação tem relação direta com a fossa nasal.
Videolaringoscopia: aparelho que tem uma luz (pois a fossa nasal é escura) e uma
câmera na ponta e é conectado a uma tela de computador. Começa-se fazendo uma
Rinoscopia, faz uma faringoscopia e uma laringoscopia para ver como está o trajeto do ar
no corpo do indivíduo. Muitas da vezes, quando o indivíduo é fumante, ou vive em um
local contaminado, é possível encontrar secreções presas nas paredes dessas regiões.
Seios Paranasais: Estão nos ossos pneumáticos (que possuem ar dentro): frontal,
esfenoidal, etmoidal e maxilar (além desses, o temporal também é pneumático). “Para”
quer dizer “ao redor de”, então isso quer dizer que os seios paranasais ficam ao redor da
região nasal. Eles têm comunicação com a região da fossa nasal.
Por definição: Cavidades localizadas no neuro e víscero-crânio, com desembocadura na
fossa nasal, apresentando localização nos ossos pneumáticos.
Não se sabe exatamente para que servem,
mas quando os seios paranasais acumulam
secreção e fazem infecção é chamado de
Sinusite. A sinusite apresenta sintomas
como febre, calafrios, dor de cabeça,
prostração, mal estar, cabeça pesada, etc.
Secreção inativa todos têm, a questão é
inflamar. Quando o indivíduo fica só com
secreção, é uma Rinite, que é a inflamação
da mucosa nasal que gera a secreção.
Há pessoas que pingam frequentemente o descongestionante nasal e isso acaba
“viciando” pois ele faz vasoconstrição (a mucosa está inchada, faz vasoconstrição e
aumenta o espaço para respirar), mas quando o efeito acaba, a mucosa dilata e entope o
nariz novamente e o indivíduo pinga o descongestionante novamente. O ideal é diluí-lo,
sendo 50% do produto e 50% soro fisiológico.
Pelo Raio-X do indivíduo não dá pra ver se está inflamado, então observa-se a clínica do
paciente. Se houver um nível hidro aéreo no seio paranasal e o indivíduo não estiver
sentindo nada, faz-se um descongestionante nasal sistêmico (oral), faz também um local
e manda o paciente beber bastante água pra secreção começar a sair para o nariz e ser
eliminado. Por outro lado, se a secreção ficar ali por muito tempo, pode gerar uma
infecção que vai levar a toda essa clínica de sinusite e ainda pior, pode levar a uma
pneumonia, pois a secreção cai no nariz e o indivíduo inspira e em seguida tosse para
tentar tirar a secreção da laringe. O problema é que às vezes ele não sente e a secreção
vai parar dentro do pulmão.
Divisões: Seio frontal – desemboca no meato médio
Seio esfenoidal – desemboca no meato superior
Seio etmoidal – desemboca no meato superior
Seio maxilar – desemboca no meato médio
Raio X por subtração: inverte-se as cores, o que é preto
fica branco e o que é branco fica preto. A importância dele
no caso de sinusite é que a secreção aparece em branco
e o contraste fica melhor pra vê-la.
Raio X AP – Antero posterior, Raio X PA – Póstero anterior.
Isso quer dizer a direção em que o raio entrou e projetou.
Raio X Fronto Naso – Entra de cima para baixo.
Raio X Mento Naso – Entra pela região mentual da
mandíbula, como na imagem ao lado. A vantagem é que
dá pra ver todo o seio maxilar. Também dá pra observar
bem o dente do Áxis e se ele está intacto. Raio X MN
BOCA
Definição: Cavidade localizada no víscero-crânio, com aberturaanterior na face,
relacionada ao sistema digestivo, com comunicação com a faringe, tonsila, língua e
dentes.
É dividida em Vestíbulo Oral e Cavidade Oral.
Vestíbulo Oral: Espaço entre os lábios, a bochecha e a arcada dentária. É a “entrada” da
boca. Próximo a ele estão os alvéolos dentários (espaço ao redor e entre os dentes).
A estrutura que prende o lábio à gengiva chama-se Freno (ou freio).
Cavidade Oral: Espaço por dentro dos dentes cerrados.
Possui um Palato Duro (onde chamam de “Céu da Boca”), um Palato Mole, que fica
posterior ao palato duro, língua, etc
Limites: Superior....... Palato duro
Inferior..........Língua e região sublingual
Posterior.......Há 3 teorias, alguns dizem ser a faringe, outros o palato mole,
e outros ainda consideram a úvula.
Lateral..........Arcada dentária (alvéolos dentários e dentes)
Língua: Órgão muscular na região inferior da boca, com função de deglutição e fonação,
e inserida no hióide. É composta por 17 músculos, sendo 8 pares e 1 ímpar. O ímpar é o
músculo Transverso da Língua, que prende a língua, pois ela era pra ser dividida em
duas, mas tornou-se uma só. É inclusive ele quem faz o movimento de “fechar a língua”
(dobrar em direção ao meio) quando é contraído.
Ela é inervada pelo Nervo Glossofaríngeo, que também inerva a Faringe.
Toda vez que houver a palavra “glosso”, a estrutura tem a ver com a língua.
Quando a pessoa engole, a língua é empurrada para trás e empurra a epiglote, que fecha
a entrada da laringe e empurra também o palato mole, que fecha a entrada para a
nasofaringe, impedindo que a comida suba.
Quando a pessoa vomita e o vômito sai pelo nariz, é porque tanto a epiglote quanto o
palato mole estão abertos. O problema do vômito é entrar pela traquéia, gerando uma
pneumonia por klebsiela, que é quase fatal. Nesse caso, o ideal é colocar a pessoa
deitada de lado para que escorra o vômito.
Músculos da Língua (citados pelo Azizi): Hioglosso, Estiloglosso, Palatoglosso (prende no
palato e vai para a língua), Amidaloglosso (prende na amídala e vai para a língua),
Faringoglosso (prende na faringe e vai para a língua), etc.
Porém, didaticamente foi encontrada a seguinte divisão:
Músculos Extrínsecos: Genioglosso, Hioglosso, Condroglosso, Estiloglosso e 
Palatoglosso.
Músculos Intrínsecos: Longitudinal Superior, Longitudinal Inferior, Transverso e 
Vertical.
Características da língua:
1 – Inervação Motora – Nervo Hipoglosso (XII) – faz a língua mexer.
2 – Inervação Sensitiva – Nervo Mandibular (V3), Nervo Facial (VII) e Nervo
Glossofaríngeo (IX).
3 – Irrigação – Artéria Lingual (ramo anterior da carótida externa).
4 – Drenagem – Tronco Tireolinguofacial (drena o sangue da tireóide, da língua e
da face.
Papilas linguais: em algumas pessoas, principalmente fumantes, ela pode virar um câncer
e o indivíduo perde a língua, uma vez que o tratamento do câncer é retirar a região
afetada.
Dentes: Estrutura óssea presa na gengiva e fundamental para a mastigação. São ao todo
20 na dentição temporária (crianças) e de 28 a 32 na dentição permanente (adultos). O
número total sempre tem que ser divisível por 4, uma vez que são 4 quadrantes (superior
esquerdo, superior direito, inferior esquerdo e inferior direito). Os nomes dos dentes do
meio em direção ao fundo da boca são: Incisivo Central, Incisivo Lateral, Canino, 2
Pré-Molares e 3 Molares, sendo o último molar chamado Siso.
Função: Incisivos – Cortar
Caninos – Furar, prender (a tendência é que se torne bem pequeno com o
tempo, uma vez que humanos não praticam mais a caça e não precisam prender suas
presas com os dentes. Além disso, já partem as carnes antes de comê-las).
Pré-Molares – Triturar, esmagar.
Molares – Triturar, esmagar.
É preciso ter muito cuidado com as raízes dos dentes, especialmente a arcada superior. É
muito comum as pessoas sofrerem acidentes, sejam automobilísticos ou não, e baterem
com essa região. A raiz dos dentes (principalmente os pré-molares) pode perfurar o seio
paranasal maxilar (que possui secreção, a qual começa a destruir a raiz dentária) e a
princípio não se percebe isso, apenas 48 a 72 horas depois, quando a pessoa começa a
ter febre, que melhora com qualquer antitérmico (novalgina, paracetamol), mas isso vai
evoluindo até começar a ter dor nessa região. Nem sempre o indivíduo relaciona essa dor
ao trauma e acaba indo no dentista, que nem sempre consegue fazer o diagnóstico certo
pois a fissura pode ser muito pequena. ***QUESTÃO MUITO COBRADA EM PROVA***
Faringe: Tem comunicação com a Fossa Nasal, Boca e Laringe, ou seja, com o sistema
digestivo e respiratório. Se torna esôfago e vai para o estômago, fazendo alimentação
preferenciada. É inervada pelo Nervo Glossofaríngeo, que também inerva a língua.
A parte entre a base do crânio e a Úvula chama-se Nasofaringe. É ligada somente ao
sistema respiratório.
O espaço entre a úvula e a epiglote chama-se Orofaringe. É ligada ao sistema
respiratório e ao digestório.
A Epiglote é a cartilagem que liga a faringe à laringe, essa região (abaixo da epiglote
fechada) é chamada de Laringofaringe. Está ligada somente ao sistema digestório.
Abaixo dela a laringe vira traquéia e a faringe vira esôfago (na altura da 6ª vértebra
cervical – C6 e da cartilagem cricóide).
Coana é o espaço quando passa de fossa nasal para nasofaringe.
Quando a pessoa engasga: No ato de engolir pode acontecer da epiglote não fechar
totalmente e passar algo por ela. A mucosa da traquéia foi feita para receber ar, então
quando entra algo sólido, a reação do organismo é expulsar a partícula, através da tosse.
Para desengasgar uma pessoa, o ideal é bater nas costas na altura da base do pulmão,
que é próxima à base da escápula, com movimentos de baixo para cima. Outra solução é
levantar os dois braços, pois isso levanta o diafragma e diminui o espaço da região
torácica, diminuindo o pulmão, que empurra o ar pra fora em maior velocidade. Da mesma
forma se a pessoa tiver com falta de ar, ela deve abaixar os braços para aumentar o
espaço do pulmão.
No caso da fumaça, ela congestiona o pulmão e mesmo tenta expulsá-la também através
da tosse.
A causa da morte por enforcamento podia ocorrer por secção da medula, fratura do hióide
ou estiramento da medula, sem fratura, com lesão no nervo frênico, que paralisa a
respiração.
Laringe: Tem comunicação apenas com o sistema respiratório. Se torna traqueia e vai
para o pulmão.
Traquéia: Divide-se nos brônquios. Até o nível de T3 a traquéia chama-se cervical, daí
para baixo é torácica e a bifurcação (T4 ou T5) chama-se Carina.
O brônquio direito é mais vertical e o brônquio direito é mais horizontal por causa do
coração.
Lábio Leporino e Fenda Palatina: É a má união do sulco nasolabial. O indivíduo se
forma de fora para dentro, então às vezes esse encontro não acontece de forma ideal.
Pode ser para um lado só ou para os dois. Pode acontecer só o Lábio Leporino ou só a
Fenda Palatina ou ainda os dois ao mesmo tempo. 
O diagnóstico da fenda palatina é feito quando a criança nasce, o médico deve colocar o
dedo no céu da boca da criança e perceber se há um buraco ali.
Hemangiomas: Tumores nos lábios, melhoram sozinhos.
OBS:
Agenesia: Ausência de determinada estrutura.
Hipoplasia: Estrutura menor que o normal.
Hiperplasia: Estrutura maior que o normal.

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