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Instituto de Física -UFRJ 1 o Q 2 o Q 3 o Q 4 o Q 5 a Q Nota Avaliação Presencial de Fisica IA – 1 o Semestre de 2010 19 de Setembro de 2010 Caro aluno, você lembra que solicitamos na AD e enfatizamos no cronograma da disciplina para que você estudasse pelo módulo e resolvesse os problemas lá disponíveis? As questões abaixo foram retiradas integralmente dos módulos 1 e 2 de Fisica 1 A. Lembre-se que todas as respostas devem ser justificadas 1- (2,5) Responda: a- (0,7) Considere a situação discutida no exemplo 19.8, no qual uma partícula de massa m, que só pode se movimentar no plano OXY, está sujeita a uma força F = -kr. Descreva, qualitativamente, qual o movimento dessa partícula, caso ela seja abandonada em repouso de um ponto qualquer do plano OXY, não necessariamente pertencente a um dos eixos cartesianos. (obs. Você não precisa lembrar qual é o exemplo 19.8. Apenas reproduzimos aqui o enunciado do módulo) Resposta: Como a força é restauradora, ou seja, aponta para a origem, o movimento da partícula será o de um oscilador harmônico simples. A equação de Newton fica: F=-kr = ma= md2r/dt2, cuja solução é r(t) =rosen(ωt+φ), onde ro e φ são determinados pelas condições iniciais e ω = (k/m)1/2 b- (0,6) Defina movimento de translação de um corpo rígido? Resposta: Dizemos que um sistema de partículas está em movimento de translação se, a cada instante, as velocidades de todas as suas partículas são iguais. c- (0,6) A posição do centro de massa de um sistema deve coincidir obrigatoriamente com a posição de alguma partícula do sistema? Ilustre sua resposta com alguns exemplos; Resposta: Não. Por exemplo, em um círculo, o centro de massa está situado no centro. Outro exemplo é uma ferradura de cavalo. d- (0,6) O quê é um movimento harmônico simples? O que é a amplitude desse movimento? Resposta: É um tipo particular de movimento periódico descrito pela equação a(t) = -ω2r(t), onde a(t) é a aceleração e r(t) é a função posição, cuja solução é dada por r(t) =A cos(ωt+φ), onde A é a amplitude do movimento. 2- (2,5) Um avião sai da cidade A, vai até a cidade B e, por não ser possível pousar nessa cidade devido ao mau tempo, retorna imediatamente à cidade A. Por simplicidade, despreze o tempo gasto pelo avião para fazer a volta sobre a cidade B e retornar para a cidade A e suponha que ele se movimente em linha reta tanto de A para B quanto de B para A. Seja l a distância entre A e B e u o módulo da velocidade do avião em relação ao ar. a) (0,8) Caso não haja vento durante todo o vôo, determine o tempo total de viagem, isto é, o intervalo de tempo entre a saída da cidade A e o retorno a ela. Resposta: como t x v ∆ ∆ = r r , o espaço percorrido (ida e volta) é igual a 2l, logo ∆t=2l/u. b) (0,8) Caso sopre um vento constante durante o vôo, cuja velocidade tenha módulo V e direção do segmento de reta que une A e B (escolha o sentido que mais lhe convier), determine o tempo total de viagem. Resposta:Supondo que o vento sopre de A para B, a velocidade do avião em relação ao solo será u+V durante a ida e u-V durante a volta. O tempo total será então: ∆t=l/(u+V) +l/(u-V) c) (0,9) Caso sopre um vento constante durante todo o vôo, cuja velocidade tenha módulo V e direção perpendicular ao segmento de reta que une A e B (escolha o sentido que desejar), determine o tempo total de viagem. Resposta: A figura abaixo ilustra a situação. Para que o avião siga de A para B, a sua velocidade em relação ao vento (módulo u) deve ser tal que a sua componente perpendicular a direção AB anule a velocidade do vento, de modo que a sua velocidade em relação ao solo (módulo w apontando de A para B na ida e de B para a na volta) seja tal qual é ilustrada na figura. Ou seja, V = usenθ e w = ucosθ. Como senθ = V/u (com V<u), então cosθ = (1-sen2θ)1/2=(1-(V/u)2)1/2 = [(u2-V2)/u2]1/2. Logo, w=(u 2-V2)1/2 (tanto na ida, quanto na volta). Logo o tempo total de ida e volta será:∆t =2l/w = 2l/[(u 2-V2)1/2] 3- (1,5) Em 1947, numa experiência cujo objetivo era estudar a distribuição de velocidades em feixes atômicos, a queda livre dos átomos pôde ser constatada. Nessa experiência, átomos de Césio foram produzidos por um “forno” a uma temperatura de 450 K. Suponha que a essa temperatura, a média dos módulos das velocidades dos átomos seja 300 m/s. Um feixe desses átomos, colimado na direção horizontal, isto é, um feixe de átomos no qual todos eles possuem velocidades horizontais e paralelas entre si, foi posto para se propagar dentro de um tubo de alto vácuo (para que não houvesse resistência alguma ao movimento dos átomos do feixe) de 2m de comprimento. O quanto caíram os átomos do feixe sob a ação da gravidade após terem percorrido o tubo? Resposta: Direção x (paralela à direção da velocidade inicial do feixe) x(t)=vot (1) Direção y (perpendicular à direção da velocidade inicial) . y (t) =-gt2/2 (2). Substituindo (1) em (2): y(t)=-(g/2)(x(t)/vo) 2. Usando g = 10m/s2, temos : |y| =5(2/300)2 =2,2×10-4m 4- (1,0) A função-movimento de uma partícula é dada por fx(t) = 8 +Bt-2t 2 , onde B é uma constante. Sabendo que a partícula inverte o sentido de seu movimento no instante t =5 segundos, determine o valor da constante B. Resposta: A função velocidade da partícula é dada por vx(t) = B-4t. Como a partícula inverte o seu movimento em t = 5s, isto significa que a sua velocidade se anula neste ponto, ou seja: B=4×5 = 20 m/s( não se esquecer a unidade) 5- (2,5) Se a Terra for considerada uma esfera homogênea, de massa M e raio R, pode-se mostrar que, dentro dela, a força gravitacional exercida por ela sobre uma partícula de massa m é dada por: F=- (mgr/R)ur, onde g = GM/R 2 é o módulo da aceleração da gravidade na superfície terrrestre r, a distância da partícula de massa m ao centro da Terra e ur, como de costume, o vetor unitário na direção radial, tomando o centro da Terra como origem dos eixos. Imagine, agora, que se faça um túnel retilíneo, bem estreito, de um lado a outro da Terra, passando pelo seu centro. a) Mostre que, se uma partícula fosse abandonada em repouso em uma das extremidades desse túnel, ela descreveria um movimento harmônico simples dentro dele. b) Calcule o tempo gasto para a partícula atingir um ponto diametralmente oposto à superfície terrestre (se você fez corretamente os cálculos, deve estar impressionado com a rapidez com que esse percurso seria feito e, certamente, deve estar pensando em por que não constroem “trens gravitacionais” utilizando essa idéia, certo?). Resposta: A) A situação é ilustrada na figura abaixo. Como a força aponta para o centro da Terra (força restauradora), a situação é completamente análoga ao item a da primeira questão com k =mg/R. A equação do movimento fica: ma=md2r/dt2 = -kr d2r/dt2 = -(k/m)r = -ω2r. cuja solução é r(t)=ro cos(ωt+φ). A velocidade é então dada por v(t) =-roωsen(ωt+φ). Como em t=0 a velocidade era nula, temos que φ = 0 e como a sua posição inicial era R (ro =R) , a solução fica: r(t)=Rcos(ωt). B) Para ir a um ponto diametralmente oposto (-R), o tempo gasto será a metade do seu período (tempo de ida e volta). Ou seja, fazendo r(t) = - R = Rcos(ωt), encontramos que cos(ωt)=-1, ou seja, ωt =pi. O que implica t = pi/ω =pi/(k/m)1/2 , ou utilizando o valor de k do item A: t=pi(R/g)1/2.