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Disciplina: Teoria Literária
Questões de múltipla escolha
Questão 1: Observe o fragmento: 
Há meio século, os escravos fugiam com frequência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão. Sucedia ocasionalmente apanharem pancada, e nem todos gostavam de pancada. Grande parte era apenas repreendida; havia alguém de cada que servia de padrinho, e o mesmo dono não era mau; além disso, o sentimento da propriedade moderava a ação, porque dinheiro também dói. A fuga repetia-se, entretanto. Casos houve, ainda que raros, em que o escravo de contrabando, apenas comprado no Valongo, deitava a correr, sem conhecer as ruas da cidade. (...)
(ASSIS, M. Pai contra mãe. Disponível em: <http://www.bibvirt.futuro.usp.br>. Acosse em: 19 nov. 2011)
De acordo com as classificações de tempo narrativo, qual das alternativas a seguir define exatamente o tempo da narração acima: 
A) Tempo histórico. 
Questão 2: Atente-se ao poema de Paulo Leminski: 
leite, leitura,
letras, literatura,
tudo que passa,
tudo o que dura
tudo que duramente passa
tudo o que passageiramente dura
tudo, tudo, tudo,
não passa de caricatura 
de você, minha amargura 
de ver que você não tem cura
LEMINSKI, P. O ex-estranho. São Paulo: Editora Iluminuras Ltda., 1996, p. 26. 
É INCORRETO afirmar que: 
D) O poema caracteriza o gênero poesia, porque expõe conceitos universais e/ou particulares da vida em versos simples e prosaicos. 
Questão 3: Observe as definições a seguir: 
I. Narrador que pode utilizar-se de várias visões; seu traço específico é a intrusão, ou seja, seus comentários sobre a vida, os costumes, os caracteres, a moral, que podem ou não estar entrosados com a história narrada. 
II. Narrador que fala em 3ª pessoa e, em seus relatos, evita fazer comentários. 
III. Narrador em 1ª pessoa, sendo uma personagem secundária que observa os acontecimentos, dando mais verossimilhança à narração. 
IV. Narrador em 1ª pessoa, há uma limitação na narração, centrada nas percepções, pensamentos e sentimentos dele. 
Elas se referem respetivamente: 
A) Ao narrador onisciente intruso; ao narrador onisciente neutro; ao narrador-testemunha e ao narrador-protagonista. 
Questão 4: Veja o trecho abaixo: 
Lia tirou a sacola do ombro e dependurou-a na cadeira mais próxima. Olhou a mesa recoberta de poeira, o calendário enrolado apontando detrás da máquina, o copo com um resto de café o fundo. Desenrolou o calendário: ocupando mais da metade da folha, a gravura de uma loura de biquíni, a boca polpuda se entreabrindo para emborcar a garrafa de Coca-Cola. Deixou-o cair e ele se enrolou como se tivesse molas. Voltou-se para o teto pardacento, pontilhado de moscas estateladas, a maior parte morta em meio de fiados de antigas teias. Sorriu. ‘Lorena se divertia muito aqui’, pensou. No centro do globo de vidro leitoso, a mancha espessa de um amontoado de insetos que lá entraram e lá morreram aprisionados. 
(TELLES, L. F. As meninas. 32 ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1998)
Uma narrativa pode ser interpretada pelo modo como é construído o seu espaço e sua ambientação, ou seja, “o conjunto de processos conhecidos ou possíveis, destinados a provocar, na narrativa, a noção de um determinado ambiente.” (LINS, O. Lima Barreto e o espaço romanesco. São Paulo: Ática, 1976, p 77). 
No texto anterior, verificamos que ocorre a ambientação: 
A) Dissimulada, pois há uma personagem ativa, correlacionada ao espaço e à ação. 
Questão 5: Para responder à questão, considere o seguinte trecho do conto A cartomante, de Machado de Assis: 
“Daí a pouco estaria removido o obstáculo. Camilo fechava os olhos, pensava em outras cousas: mas a voz do marido sussurrava-lhe às orelhas as palavras da carta: ‘Vem, já, já...’ E ele via as contorções do drama e tremia. A casa olhava para ele. As pernas queriam descer e entrar... Camilo achou-se diante de um longo véu opaco... pensou rapidamente no inexplicável de tantas cousas. A voz da mãe repetia-lhe uma porção de casos extraordinários, e a mesma frase do príncipe da Dinamarca reboava-lhe dentro: ‘Há mais cousas no céu e na terra do que sonha a filosofia...’ Que perdia ele, se...? 
(ASSIS, M. de apud. ASSIS, W. A cartomante: o roteiro. São Paulo: imprensa Oficial, 2005, p. 52)
Quanto aos aspectos estruturais dessa narrativa, é correto afirmar que possui um narrador: 
D) Onisciente, de visão por trás que domina todo o saber sobre a vida da personagem e sobre seu destino. 
Questão 6: Leia o texto a seguir: 
Ruazinha que eu conheço apenas
Da esquina onde ela principia...
Ruazinha perdida, perdida...
Ruazinha onde Marta fia...
Ruazinha em que eu penso às vezes
Como quem pensa numa outra vida...
E para onde hei de mudar-me, um dia,
Quando tudo estiver perdido...
Ruazinha da quieta vida...
Tristonha... tristonha...
Ruazinha onde Marta fia
e onde Maria, na janela, sonha...
(QUINTANA, M. apud BERALDO, A. Trabalhando com poema: volume 2. São Paulo: Ática, 1998, p. 65)
No poema anterior de Mário Quintana: 
B) As estrofes possuem dois versos e, alguns deles, a realização anafórica da palavra ruazinha. 
Questão 7: Leia o poema embaixo: 
Esta igreja não tem
Esta igreja não tem as lâmpadas votivas,
Não tem candelabros nem ceras amarelas,
Não necessita a alma de vitrais e ogivas
Para beijar as hóstias e ajoelhar por elas. 
O sermão sem incenso é como uma semente
De carne e luz que cai tremendo ao sulco vivo:
O Padre-Nosso, reza e viver simplesmente, 
Tem um sabor de pão Frutal e primitivo. 
Tem um sabor de pão. Perfumado pão preto
Que lá na infância branca deu o nome secreto
A toda alma fragrante pronta para escutar...
O Padre-Nosso em meio da noite se perde,
Corre desnudo sobre as herdades tão verdes
E estremecido salta e mergulha no mar... 
(NERUDA, P. Crepusculário. Tradução de José Eduardo Degrazia. Porto alegre: L&PM, 2011, p.19)
Estruturalmente, o poema é: 
B) Um soneto, com dois quartetos e dois tercetos. 
Questão 8: Faça a leitura do fragmento do texto “Literatura como sistema”, de Antonio Candido, a seguir: 
“Quando a atividade dos escritores de um dado período se integra em tal sistema, ocorre outro elemento decisivo: a formação da continuidade literária, - espécie de transmissão de tocha entre corredores, que assegura no tempo o movimento conjunto, definindo os lineamentos de um todo. É uma tradição, no sentido completo do termo, isto é. Transmissão de algo entre os homens, e o conjunto de elementos transmitidos, formando padrões que se impõem ao pensamento ou ao comportamento, e aos quais somos obrigados a nos referir, para aceitar ou rejeitar. Sem esta tradição não há literatura, como fenômeno de civilização.” (In: Formação da literatura brasileira. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1975, p. 24). 
Aponte a alternativa INCORRETA: 
E) A literatura pode ser vista como um produto artístico autônomo e estático que representa o sistema literário. 
Questão 9: O conto é uma forma literária tradicional e, considerando sua relação com as manifestações literárias orais, pode ser considerado a matriz das outras formas literárias, como o romance e a novela. Uma das características que define o conto é: 
D) A unidade gramática.
Questão 10: Leia o poema embaixo: 
Esta igreja não tem
Esta igreja não tem as lâmpadas votivas,
Não tem candelabros nem ceras amarelas,
Não necessita a alma de vitrais e ogivas
Para beijar as hóstias e ajoelhar por elas. 
O sermão sem incenso é como uma semente
De carne e luz que cai tremendo ao sulco vivo:
O Padre-Nosso, reza e viver simplesmente, 
Tem um sabor de pão Frutal e primitivo. 
Tem um sabor de pão. Perfumado pão preto
Que lá na infância branca deu o nome secreto
A toda alma fragrante pronta para escutar...
O Padre-Nosso em meio da noite se perde,
Corre desnudo sobre as herdades tão verdes
E estremecido salta e mergulha no mar... 
(NERUDA, P. Crepusculário. Tradução de José Eduardo Degrazia. Porto alegre: L&PM, 2011,p.19)
É correto afirmar que: 
D) É exemplo da questão lírica, porque constrói uma imagem subjetiva da igreja. 
Questão 11: Leia a canção Paratodos, de Chico Buarque: 
O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Meu maestro soberano
Foi Antonio Brasileiro
Foi Antonio Brasileiro
Quem soprou esta toada
Que cobri de redondilhas
Pra seguir minha jornada
E com a vista enevoada
Ver o inferno e maravilhas
Nessas tortuosas trilhas
A viola me redime
Creia, ilustre cavalheiro
Contra fel, moléstia, crime
Use Dorival Caymmi
Vá de Jackson do Pandeiro
Vi cidades, vi dinheiro
Bandoleiros, vi hospícios
Moças feito passarinho
Avoando de edifícios
Fume Ari, cheire Vinícius
Beba Nelson Cavaquinho
Para um coração mesquinho
Contra a solidão agreste
Luiz Gonzaga é tiro certo
Pixinguinha é inconteste
Tome Noel, Cartola, Orestes
Caetano e João Gilberto
Viva Erasmo, Ben, Roberto
Gil e Hermeto, palmas para
Todos os instrumentistas
Salve Edu, Bituca, Nara
Gal, Bethania, Rita, Clara
Evoé, jovens à vista
O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Vou na estrada há muitos anos
Sou um artista brasileiro.
Quanto à construção identitária do eu lírico é correto afirmar que:
E) O eu lírico relativiza seus traços hereditários e artísticos, admitindo-se heterogêneo por se considerar brasileiro. 
Questão 12: Analise as alternativas abaixo e indique qual delas possui o conceito de literatura mais adequado para a reflexão sobre literatura e sociedade: 
A) “É uma transposição do real para o ilusório por meio de uma estabilização formal da linguagem, que propõe um tipo arbitrário de ordem para as coisas, os seres, os sentimentos. Nela se combinam um elemento de vinculação à realidade natural e social, e um elemento de manipulação técnica, indispensável à sua configuração, e implicando em uma atitude de gratuidade.” (CANDIDO, A. A literatura e a formação do homem. Revista Ciência e Cultura. São Paulo: USP, 24(9), 1972, p. 53). 
Questão 13: (Adaptada ENEM 2009) Observe a imagem e leia o texto a seguir: 
“A feição deles é serem pardos, maneira d’avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura, nem estimam nenhuma cousa cobrir, nem mostrar suas vergonhas. E estão acerca disso com tanta inocência como tem em mostrar o rosto”. 
CAMINHA, P. V. A carta. 
Ao se estabelecer uma relação entre a obra de Eckhout e o trecho do texto de Caminha, conclui-se que:
A) A pintura e o texto têm uma caraterística em comum, que é representar o habitante das terras que sofreriam processo colonizador. 
Questão 14: Indique a alternativa FALSA: 
E) Os gêneros literários podem ser divididos em espécies e formas, sendo que o termo “espécies” designa uma subcategoria de “formas”. 
 
Questão 15: Leia atentamente o texto e responda à questão: 
O cavalo e o burro seguiam juntos para a cidade.  O cavalo contente da vida, folgando com uma carga de quatro arrobas apenas, e o burro — coitado!  gemendo sob o peso de oito.  Em certo ponto, o burro parou e disse:
— Não posso mais!  Esta carga excede às minhas forças e o remédio é repartirmos o peso irmãmente, seis arrobas para cada um.
O cavalo deu um pinote e relinchou uma gargalhada.
— Ingênuo!  Quer então que eu arque com seis arrobas quando posso tão bem continuar com as quatro?  Tenho cara de tolo?
O burro gemeu:
— Egoísta, lembre-se que se eu morrer você terá que seguir com a carga de quatro arrobas e mais a minha.
O cavalo pilheriou de novo e a coisa ficou por isso.  Logo adiante, porém, o burro tropica, vem ao chão e rebenta.
Chegam os tropeiros, maldizem a sorte e sem demora arrumam com as oito arrobas do burro sobre as quatro do cavalo egoísta.  E como o cavalo refuga, dão-lhe de chicote em cima, sem dó nem piedade.
— Bem feito!  exclamou o papagaio.  Quem mandou ser mais burro que o pobre burro e não compreender que o verdadeiro egoísmo era aliviá-lo da carga em excesso?  Tome!  Gema dobrado agora…
LOBATO, M. apud SANTOS, T. M. Quarto Livro de Leitura: de acordo com os novos programas de ensino primário. Rio de Janeiro: Agir, 1949. 
De acordo com as classificações do gênero prosa, podemos dizer que Monteiro Lobato escreveu: 
D) Uma fábula, caracterizada por apresentar personagens do reino animal que vivenciam alguma situação com a finalidade de transmitir alguma lição de moral aos leitores. 
Questão 16: Leia o trecho do poema Canção do Exílio Facilitada, de José Paulo Paes, a seguir: 
Canção do exílio facilitada
lá?
ah!
sabiá...
papá...
maná...
sinhá...
cá?
Bah!
(BOSI, V. et al. O poema: leitores e leituras. São Paulo: Atelié Editorial, 2001, p. 128)
“Neste poema, o título, as escolhas lexicais e o ritmo do poema estabelecem uma relação de __________________ com o texto ____________________________”
C) Intertextualidade/do poeta Gonçalves Dias.
Questão 17: Leia o texto a seguir: 
O poeta come amendoim 
Brasil amado não porque seja a minha pátria
Pátria é o acaso de migrações e do pão-nosso onde Deus der...
o balanzo das minhas cantingas, amores e danças.
Brasil que eu sou porque é a minha expressão muito engraçada, 
porque é o meu sentimento muito pachorrento,
porque é o meu jeito de ganhar dinheiro, de comer e de dormir. 
(ANDRADE, M. apud BETHÂNIA, M. Brasileirinho. Rio de Janeiro: Biscoito fino, 2003, faixa 4)
A estrofe anterior apresenta quais das seguintes características? Assinale a alternativa correta: 
D) Pertence ao gênero lírico e se caracteriza por versos livres. 
Questão 18: Analise os acertos abaixo: 
Texto I
Sinhá Vitória 
	Pensou de novo na cama de varas e mentalmente xingou Fabiano. Dormiam naquilo, tinham-se acostumado, mas seria mais agradável dormirem numa cama de lastro de couro, como as outras pessoas. 
Fabiano
	Sinhá Vitória desejava possuir uma cama igual a de seu Tomás da bolandeira. Doidice. Não dizia nada para não contrariá-la, mas sabia que era doidice. Cambembes podia ter luxo? 
(RAMOS apud LEITE, L. C. M. O foco narrativo. São Paulo: Ática, 1997, p. 49). 
Texto II
Afinal, possuir as alegrias do amor, a febre da felicidade de que já desesperar. Entrava em algo de maravilhoso ondo tudo era paixão, êxtase, delírio; uma imensidão azulada a envolvia, os píncaros do sentimento cintilavam sob a sua imaginação, e a vida cotidiana aparecia-lhe longínqua, distante, na sombra, entre os intervalos daquelas alturas... Além disso, Emma experimentava uma sensação de vingança. Pois não sofrera já bastante?
(FLAUBERT, G. Madame Bovary. São Paulo: Abril, 1970)
Considerando os conceitos de Norman Friedman sobre foco narrativo, esses dois excertos servem para exemplificar: 
E) Onisciência seletiva (múltipla também), ou seja, a história vem diretamente do pensamento de uma ou de mais personagens. 
Questão 19: Leia a poema a seguir: 
Desfolha-se a rosa
Parece que floresce
O chão cor-de-rosa. 
ALMEIDA, G. de. Apud FRANCHETTI, P. Estudos de literatura brasileira e portuguesa. São Paulo: Ateliê Editorial, 2007, p. 248. 
Ele é exemplo de: 
A) Gênero lírico, espécie lírica e forma simples. 
Questão 20: Leia o poema a seguir:
Água adormecida
Quero saltar à água para cair no céu.
(NERUDA, P. Crepusculário. Tradução de José Eduardo Degrazia. Porto Alegre: L&PM, 2011, p. 121)
A respeito do poema é correto afirmar que: 
D) Pode ser um dístico ou um estribilho. 
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Questões discursivas
Questão 1: Leia abaixo a letra da canção Como uma onda, de Lula Santos e Nélson Motta. 
Como uma onda
Nada do que foi será
de novo do jeito que já foi um dia
tudo passa
tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
num indo e vindo infinito
tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
tudo muda o tempo todo no mundo
não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo agora
há tanta vida lá fora
aqui dentro sempre
como uma onda nomar!
A que gênero literário pertence a música? Explique. 
Questão 2: Leia o texto de Cecília Meireles para responder ao que se pede: 
Recordação
Agora, o cheiro áspero das flores 
leva-me os olhos por dentro de suas pétalas. 
Eram assim teus cabelos; 
tuas pestanas eram assim, finas e curvas. 
As pedras limosas, por onde a tarde ia aderindo, 
tinham a mesma exalação de água secreta, 
de talos molhados, de pólen, 
de sepulcro e de ressurreição. 
E as borboletas sem voz 
dançavam assim veludosamente. 
Restituiu-te na minha memória, por dentro das flores! 
Deixa virem teus olhos, como besouros de ônix, 
tua boca de malmequer orvalhado, 
e aquelas tuas mãos dos inconsoláveis mistérios, 
com suas estrelas e cruzes, 
e muitas coisas tão estranhamente escritas
nas suas nervuras nítidas de folha 
- e incompreensíveis, incompreensíveis. 
Determine o gênero literário predominante no poema, justificando sua resposta com elemento do próprio texto. 
Questão 3: Leia o texto abaixo para responder ao que se pede. 
A Moça Tecelã
Mariana Colasanti
 
Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear. Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte. Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava. Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela. Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza. Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias. Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer. Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado. Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta. Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida. Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade. E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar. — Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes e pressa para a casa acontecer. Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente. — Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata. 
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira. Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre. — É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos! Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo que fazia. Tecer era tudo que queria fazer. E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo. Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear. Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela. A noite acabava quando o marido, estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu. Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.
Quanto à estrutura do enredo do conto de Marina Colassanti, indique como se dá o desenvolvimento do conflito e o desfecho. 
Questão 4: Leia o excerto a seguir e responda à questão: 
A linguagem literária, comparada com a cientifica, parecerá deficiente nalguns aspectos. Abunda em ambiguidades; como qualquer outra linguagem histórica, está cheia de homônimos e de categorias arbitrárias ou irracionais como o gênero gramatical; é permeada de acidentes históricos, por recordações e por associações. Numa palavra: é uma linguagem altamente ‘conotativa’. Acresce que a linguagem literária está longe de ser apenas referencial: tem o seu lado expressivo, comunica o tom e a atitude do orador ou do escritor. E não se limita, tão-pouco, a afirmar e a exprimir o que diz; quer ainda influenciar a atitude do leitor, persuadi-lo e, em ultima instancia, modifica-lo. Existe outra diferencia importante entre a linguagem literária e a cientifica: na primeira, o próprio signo, o simbolismo sonoro da palavra, é acentuado. Inventaram-se todas as espécies de técnicas para chamar a atenção sobre ele, tais como o metro, a aliteração e as tessituras sonoras. (In WELLEK, R; WARREN, A. Teoria da literatura. Lisboa: Europa-América, 1971, p. 28-29)
A partir das considerações explicitadas e de seu conhecimento próprio, construa uma conceituação de literatura, levando-se em conta as suas especificidades e, principalmente, a distinção entre linguagem literária e científica. 
Questão 5: Segundo Salvatore D’Onofrio, o “étimo da palavra lírica está relacionado com lyra, instrumento musical de corda, que os gregos usavam para acompanhar os versos poéticos. A partir do século IV a. C., o termo lírica passou a substituir a antiga palavra mélica (de melos, “canto”, “melodia”) para indicar poemas pequenos por meio dos quais os poetas exprimiam seus sentimentos. Aristóteles distingue a poesia mélica ou lírica, que era a palavra ‘cantada’, da poesia épica ou narrativa, que era a palavra ‘recitada’, e da poesia dramática, que era a palavra ‘representada’. O gênero lírico, portanto, em suas origens, está profundamente ligado à música e ao canto”. (In: Teoria do texto, 2005, p. 56)
Além da musicalidade, Salvatore trabalha outras característicasespecificas do gênero lírico. Enumere essas outras características, explicando-as. 
Questão 6: Diferencie as formas de ficção conto e romance em seus elementos estruturais: personagens, tempo e espaço. 
Questão 7: Leia a letra da música Dezesseis, da banda Legião Urbana, para responder ao que se pede. 
João Roberto era o maioral, o nosso Johnny era um cara legal. /Ele tinha um Opala metálico azul, era o rei dos pegas na Asa Sul, e em todo lugar. /Quando ele pegava no violão, conquistava as meninas e quem mais quisesse ver, /Sabia tudo da Janis, do Led Zeppelin, dos Beatles e dos Rolling Stones, /Mas de uns tempos pra cá, meio que sem querer, alguma coisa aconteceu/Johnny andava meio quieto demais, só que quase ninguém percebeu, oh, oh, oh/ Johnny estava com um sorriso estranho, quando marcou um super pega no fim de semana, /Não vai ser no casebre, nem no Lago Norte, nem na UNB/ As máquinas prontas, um ronco de motor / a cidade inteira se movimentou, / e Johnny disse: eu vou pra curva do diabo, em Sobradinho, e vocês?/ E os motores saíram ligados ali, / Pra estrada da morte/ o maior pega que existiu,/ Só deu para ouvir, foi aquela explosão, e os pedaços do opala azul de Johnny pelo chão/ No dia seguinte, falou o diretor: O aluno João Roberto, não está mais entre nós./ Ele só tinha dezesseis, que isso sirva de aviso pra vocês./ E na saída da aula, foi estranho e bonito/ Todo o mundo cantando baixinho/ Strawberry Fields Forever/ E até hoje quem se lembra,/ diz que não foi o caminhão/ nem a curva fatal, e nem a explosão/ Johnny era fera demais pra vacilar assim/ Há quem diga que foi tudo por causa de um coração partido/ Um coração.../ Bye Bye Johnny./
Johnny bye bye.
A que gênero literário pertence a música? Explique. 
Questão 8: Érico Veríssimo relata, em suas memórias, um episódio da adolescência que teve influência significativa em sua carreira de escritor. Leia um fragmento para responder ao que se pede. 
	
Lembro-me de que certa noite – eu teria uns quatorze anos, quando muito – encarregaram-me de segurar uma lâmpada eléctrica à cabeceira da mesa de operações, enquanto um médico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal haviam “carneado”. Eu terminara de jantar e o que vi no relance inicial me deixou de estomago embrulhado. A primeira coisa que me chamou atenção foi o polegar decepado, que se mantinha pendurado à mão esquerda da vítima apenas por um tendão. O ferimento mais horrível de todos era o talho, provavelmente de navalha, que rasgara uma das faces do caboclo duma comissura dos lábios até a orelha. Tinha-se a impressão de que o homem estava sorrindo de tudo aquilo. Seus olhos conservaram-se abertos e de sua boca não saía o menor gemido. Um golpe, provavelmente de adaga, lhe havia descolado parte do couro cabeludo. Pelo talho do ventre escapava-se a madrepérola viscosa dos intestinos. Foi essa a primeira vez na vida que senti de perto o cheiro de sangue e de carne humana dilacerada. Apesar do horror e da náusea, continuei firme onde estava, talvez pensando assim: se esse caboclo pode aguentar tudo isso sem gemer, por que não hei de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o doutor a costurar esses talhos e salvar essa vida? Por incrível que pareça, o homem sobreviveu. 
	Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que um escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, trazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto. 
Atente para a metáfora da lâmpada que ilumina a escuridão. Como o autor define as funções do escritor e da literatura?

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