Prévia do material em texto
AULA 1 GESTÃO DE SERVIÇOS EM TI Prof. Marcelo Carneiro Gonçalves 02 CONVERSA INICIAL Nos dias de hoje, a tecnologia da informação (TI) não é mais tratada como um mero centro de custos, mas sim como um forte setor estratégico para as organizações. São diversos os ganhos da TI, dentre eles, podemos destacar a redução de custos, melhoria de produtividade, fortes relacionamentos com clientes e fornecedores e potencialização da conquista de mais vantagem competitiva. Contudo, a TI nem sempre é responsável pelo sucesso nas empresas, uma vez que depende diretamente de pessoas que saibam coordená-la, e uma má gestão pode tornar o processo mais burocrático, uma vez que não são poucos os casos de insucesso na gestão de serviços em TI nas organizações. Diante desse contexto, a disciplina de gestão de serviços em TI busca introduzir os conceitos de TI aplicados nas organizações. Nesta aula vamos falar sobre: Fatores motivadores da governança de TI; Mecanismos de implantação de TI; Fundamentos da governança em TI; Componentes de TI; Objetivos da governança em TI. O objetivo dessa aula é introduzir os conceitos necessários para compreensão do verdadeiro motivo de se implantar a Tecnologia da Informação (TI) nas organizações. CONTEXTUALIZANDO Considere uma empresa de TI com a seguinte estrutura organizacional. Figura 1 – Estrutura organizacional 03 O diretor financeiro da empresa (CFO) solicita serviços de um fornecedor externo que possui experiência em linguagem de programação Java, e a equipe interna de TI da empresa, não possui a expertise necessária para prover suporte, manutenção ou acompanhamento a esse tipo de linguagem. Portanto, considere isso para uma empresa de grande porte que possui diversos diretores fazendo exigências completamente diferentes durante o dia. Pergunta-se: Qual o principal erro que essa empresa possui em relação à governança de TI? TEMA 1 – FATORES MOTIVADORES DA GOVERNANÇA DE TI Neste tema vamos discutir sobre o que de fato se trata a governança de Tecnologia da Informação (TI), ou seja, vamos buscar explorar o significado de governança em TI e elucidar seus fatores motivadores e seus respectivos e apresentar brevemente como a realidade de negócios pode influenciar a melhoria da gestão da tecnologia da informação nas empresas. 1.1 Quais são os fatores que motivam a governança em TI? De acordo com Fernandes e Abreu (2012), existem diversos fatores que motivam a governança de TI, dentre eles podemos apresentar abaixo os principais: Figura 2 – Fatores motivadores da governança de TI Fonte: Adaptado de Fernandes e Abreu (2012) Governança de TI TI como prestadora de serviços Integração Tecnológica Segurança da Informação Dependência do negócio em relação à TI Marcos de regulação Ambiente de negócios 04 Logo, analisando a Figura 2, a governança de TI está cercada por diversos fatores motivacionais. Sobre cada fator supracitado, vamos elucidar as características principais de cada um, a seguir, sob a luz dos conceitos definidos em Fernandes e Abreu (2012). 1.1 Ambiente de negócios O ambiente de negócios, sob um contexto da realidade brasileira, pode ser caracterizado por diversos fatores, tais como (Fernandes & Abreu, 2012): a. A intensa competição de novos concorrentes. Novos concorrentes no mercado, ou novos entrantes, correspondem à entrada de organizações que podem competir pelo mesmo público alvo de uma determinada empresa, e que buscam concorrer em preços, qualidade e entrega de produtos e/ou serviços; b. Produtos substitutos. Os produtos substitutos correspondem aos produtos que desempenham funções similares a outros produtos e podem facilmente ser substituídos por estes, ganhando muitas vezes em preços e qualidade. Em outras palavras, se o produto não atende às necessidades do consumidor, por mais inovador e exclusivo que o seu produto seja, o consumidor irá conseguir encontrar no mercado outras alternativas; c. Novos concorrentes globais e de baixo custo. Além da concorrência regional, principalmente com produtos importados, a concorrência global está cada vez mais evidente, seja via lojas físicas, ou lojas virtuais; d. Barganha de fornecedores e clientes. Nesse contexto de concorrência, a barganha de fornecedores representa quando você depende única e exclusivamente de poucos fornecedores que são capazes de exercer influência, tanto sobre preços e prazos, pois não há muitas opções de alternativas a se escolher. Da mesma forma são os clientes, se os produtos e/ou serviços comercializados dependem de poucos clientes, estes têm o poder de fazer a mesma pressão; e. Ciclo de vida curto. Um bom exemplo corresponde aos produtos tecnológicos, pois a tecnologia possui a capacidade de atualização rápida, e uma tecnologia lançada hoje possui prazo de duração no mercado extremamente curto e sua taxa de obsolescência é cada vez maior; 05 f. Clientes mais conscientes e exigentes. Como a informação está à disposição das pessoas é muito prático antes de uma pessoa solicitar um serviço, realizar uma busca e pesquisa sobre determinado produto e/ou serviço e exigir de acordo com as especificações encontradas; g. Maior transparência nos negócios. Ser transparente é cada vez mais necessário, principalmente quando envolve negociações com os patrocinadores do projeto. Portanto, apresentar detalhadamente o negócio aos envolvidos é de suma importância. 1.2 Integração tecnológica A integração tecnológica é caracterizada por diversos fatores, dentre eles podem citar alguns principais, como (Fernandes & Abreu, 2012): a. Integração das cadeias de suprimentos. Por meio das cadeias de suprimentos, conhecidas como SupplyChain, que conectam todos os fornecedores e clientes finais da cadeia, é necessário a integração tecnológica para o fluxo principalmente de informação; b. Integração empresa e chão de fábrica. Está cada vez mais evidente que, para uma boa gestão, é preciso alinhar os objetivos da alta direção com as atividades operacionais das fabricas (ou chão de fábrica) com a finalidade de obter operações mais eficientes; c. Integração de redes de distribuição. Compreende a integração tecnológica da logística nas redes de distribuição; d. Processo de gestão de clientes mais sofisticados. As organizações dividem os clientes em níveis e, dessa forma, exigem maior aplicação da TI nos processos relacionados; e. Integração da gestão estratégica com a gestão tática e operacional. Uso da TI na comunicação e aplicação das decisões realizadas no nível estratégico, para os níveis tático e operacional. 1.3 A segurança da informação impacta a integridade do negócio As empresas estão cada vez mais vulneráveis com a confidencialidade das informações, sobretudo pela facilidade de conexão com a internet e compartilhamento de dados na rede. Vírus, invasão e riscos de infraestrutura são alguns dos principais problemas enfrentados. 06 Como todas as pessoas, em geral, conectam-se a grandes redes de dados para obter informações, divididas em níveis de acesso, é preciso investir tempo de planejamento na gestão da tecnologia da informação para evitar a ruptura da segurança informacional das organizações (Fernandes & Abreu, 2012). 1.4 A dependência do negócio em relação à Tecnologia da Informação Atualmente o papel que a TI possui é muito grande nas empresas, em termos principalmente de dependência. Por consequência disso, a TI representa um forte papel estratégico nas organizações. Contudo, é necessário que a TIparticipe das tomadas de decisões da empresa a fim de que evite decisões que sejam inviáveis ou mesmo que criem gargalos nos processos produtivos (Fernandes & Abreu, 2012). 1.5 Marcos de regulação Representam as restrições propostas aos negócios levando em consideração a geração de lucros e capacidade de obtenção de capital. Determina que os relatórios devem possuir fidedignidade e co- responsabiliza os diretores por atos lesivos aos acionistas e mercado (Fernandes & Abreu, 2012). Nesta perspectiva, para a área de TI, os aplicativos transacionais das organizações devem ter disponibilidade para acesso e emissão de relatórios de resultados financeiros, armazenamento de dados com segurança, possuir riscos conhecidos, e etc. 1.6 TI como prestadora de serviços Este item justifica a implantação de um programa de governança de TI, pois os usuários requerem uma TI capaz de atender aos serviços exigidos. Por exemplo: Possuir projetos fieis aos prazos e orçamentos estabelecidos; Atendimento aos requisitos; Capacidade de expandir os negócios; Agilidade na resolução de problemas. 07 Portanto, para atender a essas exigências, o tomador de decisão deve possuir uma organização orientada à prestação de serviços (Fernandes & Abreu, 2012). TEMA 2 – OBJETIVOS DA GOVERNANÇA EM TI Esse é um tema que não há uma resposta precisa sobre quais são os objetivos do uso da governança em TI, pois diversos autores retratam opiniões baseadas na realidade das empresas em um determinado momento histórico, ou seja, cada empresa possui os mais variados motivos que levaram a implantar a governança em TI. A palavra governança sugere o sentido de regras, normas a serem seguidas, diretrizes, etc., contudo, os objetivos da governança em TI não estão relacionados apenas a esses fatores, ou uso de modelos específicos, e sim ao retorno que ela pode proporcionar. Tais retorno refletem diretamente na economia financeira, no clima organizacional e nas entregas para os clientes. Dessa forma, implantar governança em TI não é uma atividade inerente às grandes empresas que possuem as mais diversas normas. Pelo contrário, empresários que desejam a redução de custos são os principais adeptos, pois ela proporciona uma diminuição de tempos ociosos, retrabalhos, padroniza processos, otimiza recursos e gere orçamentos (Weill & Ross, 2006). Porém, destacamos alguns conceitos de objetivos da governança em TI a fim de elucidar melhor e facilitar a compreensão. Segundo Fernandes & Abreu (2012), um dos principais objetivos da governança de TI consiste em alinhar a Tecnologia da Informação com os requisitos levantados do negócio. No momento de especificação e levantamento dos requisitos são discutidas estratégias dos negócios, o escopo, as características e as restrições do negócio. Dessa forma, a TI deve estar alinhada com essas especificações. Como objetivos específicos, podemos identificar (Fernandes & Abreu 2012): 1. Permitir a TI possuir um posicionamento mais claro em relação às demais áreas de negócio da empresa: Esse objetivo consiste em integrar a TI nos processos de negócios da empresa para que esta seja capaz de compreender todas as áreas de negócios da organização com a finalidade 08 de ser capaz de atender as exigências tanto de planos de sistemas, aplicações, soluções processos, infraestrutura, etc.; 2. Alinhar e priorizar as iniciativas de TI com a estratégia do negócio: Neste objetivo, retrata que tudo que foi planejado como atribuição para a área de TI seja realizado e priorizado, principalmente quando se trata de solicitações urgentes que precisam ser priorizadas; 3. Prover a TI dos processos operacionais e de gestão necessários para atender os serviços de TI: A execução de serviços de TI deve ser realizada segundo processos operacionais (pessoas competentes para execução operacional) e de gestão (planejamento, controle, avaliação e melhoria); 4. Prover regras claras para as responsabilidades sobre decisões em relação a TI na empresa: Compreende identificar as responsabilidades sobre decisões de: Princípios de TI; Arquitetura de TI; Infraestrutura de TI; Estratégias de fornecedores. TEMA 3 – MECANISMO PARA IMPLANTAR A GOVERNANÇA DE TI A governança de TI é originada de um processo caótico, que se origina de profundas conversas, debates e negociações que, muitas vezes, geram insucessos e frustações. Dessa forma, a governança em TI possibilita aos usuários, em meio a um processo de caos, reconhecer os benefícios que a organização pode obter (Weill & Ross, 2006). A governança adota três tipos de mecanismos de implantação, segundo Weill & Ross (2006). 3.1 Estruturas de tomadas de decisão Corresponde a criar unidades e papeis organizacionais que são responsáveis pela tomada de decisão de TI. Exemplo: Comitês, equipes executivas, gerente de negócios, TI, etc. A estrutura de tomada de decisões é o mecanismo mais notório da governança de TI, pois são estruturas organizacionais que alocam responsabilidades de decisão para os colaboradores segundo os objetivos organizacionais. Esses colaboradores passam a ser vistos como líderes de TI, assim como existem os líderes da área de negócios. 09 Essas estruturas são necessárias para gerar o comprometimento de toda a equipe com as suas responsabilidades, e evitar que todas as responsabilidades referentes à área governança de TI estejam sobre domínio da equipe de TI da empresa (Weill & Ross, 2006). Empresas com a estrutura de tomada de decisão eficaz são capazes de atingir as suas metas e objetivos. Na Figura 3, a seguir, apresentamos um gráfico com os mecanismos mais comuns de estruturas de governança segundo Weill & Ross (2006). Figura 3 – Estrutura de governança TI Fonte: Adaptado Weill & Ross, 2006 A Figura 3 apresenta os mecanismos mais comuns de estruturas de tomadas de decisão, em um estudo realizado em 256 empresas dentre 23 países, publicadas pelos autores Weill & Ross (2006). Percebemos que o mecanismo mais utilizado é o de comitê administrativo executivo ou sênior, e apresenta uma escala de eficiência (entre 1 e 5, em que mais próximo de 5 corresponde a altamente eficaz), de 3,5. 3.2 Processos de alinhamento Correspondem a processos formais para garantir que os comportamentos do cotidiano estejam de acordo com as políticas de TI e objetivos da organização. 010 Os processos de alinhamento incluem inserir processos de avaliação e propostas de investimentos na área de TI. Figura 4 – Processo de alinhamento Fonte: Adaptado Weill & Ross, 2006 Na Figura 4 é possível observar que o processo de alinhamento mais utilizado entre as empresas citadas no estudo acima é o de acompanhamento de projetos de TI e recursos consumidos, o qual consiste no acompanhamento do progresso de projetos individuais de TI. 3.3 Abordagem de comunicação Consiste em realizar ações para disseminar os princípios e as políticas da governança de TI e os produtos de resultados de decisão em TI. Exemplo: Emitir comunicados formais ou informais na empresa; porta- vozes, canais, etc. 011 Figura 5 – Abordagem de comunicação Fonte: Adaptado de Weill & Ross, 2006 Na Figura 5 é possível observar que a abordagem de comunicação mais utilizada é a de trabalho com gerentes que não seguem as regras, com cerca de 90% dos casos e um índice de eficiência de 3,2. TEMA 4 – FUNDAMENTOS DA GOVERNANÇA EM TI Na realidade das empresas, as decisões de TI, em geral, possuem conflitos, por exemplo, conflitos tecnológicos, de bases de dados, arquitetura,fornecedores, etc. Segundo o instituto de governança em TI, a governança de TI é de responsabilidade da alta administração, que está ligada diretamente à tomada de decisão sobre as estruturas organizacionais e nos processos que garantem que a TI da empresa forneça suporte às estratégias e objetivos da organização. De acordo com Weill & Ross (2004), a governança em TI consiste em um ferramental para a especificação dos direitos de decisão e das responsabilidades, com a finalidade de encorajar comportamentos desejáveis no uso de TI. Portanto, segundo Fernandes & Abreu (2012), conclui-se que a governança de TI visa o compartilhamento de decisões de TI com os diretores da empresa e, além disso, define regras, a forma de organizar e os processos que orientarão o uso da TI pelas pessoas, departamentos, fornecedores, etc. Logo, de acordo com Fernandes & Abreu (2012), os deveres da governança em TI são: garantir o alinhamento da TI ao negócio e garantir a continuidade do negócio contra interrupções e falhas. 012 A TI possui um ciclo representado por 4 grandes etapas (Fernandes & Abreu 2012). Figura 6 – Ciclo da governança de TI Inicia-se com o alinhamento estratégico, que consiste em realizar o planejamento estratégico da tecnologia da informação, levando em consideração as estratégias da empresa com seus produtos e/ou serviços. A segunda etapa consiste na decisão, compromisso, priorização, e alocação de recursos e corresponde às atividades em relação à arquitetura de TI, serviços de infraestrutura, investimentos, necessidades de aplicação, entre outros. Nesta etapa temos um grande envolvimento entre os tomadores de decisão da empresa e definição de prioridades e alocação de recursos necessários para a execução dos projetos. A terceira etapa corresponde à estrutura, processos, operação e gestão. Consiste à estrutura organizacional e funcional de TI aplicada nos processos de gestão e operação dos produtos e/ou serviços. A quarta etapa refere-se à medição do desempenho, que consiste na coleta e geração de indicadores de resultados dos processos, produtos e serviços de TI. TEMA 5 – COMPONENTES DA GOVERNANÇA DE TI Existem diversos componentes de governança de TI, contudo, neste tema, vamos abordar apenas os principais segundo o autor Fernandes & Abreu (2012). A importância de estudar esses componentes consiste que, quando integrados, estes componentes permitem o cumprimento das estratégias de TI e desenvolvimento das operações e serviços. Alinhamento estratégico Decisão, compromisso, priorização, e alocação de recursos Estrutura, processos, operação e gestão Medição de desempenho 013 As etapas do clico da governança de TI podem ser desmembradas em relação aos seus componentes, conforme a figura a seguir: Figura 7 – Componentes da governança de TI Fonte: Fernandes & Abreu, 2012 Na Figura 7 apresentamos alguns dos principais componentes de governança de TI, citados por Fernandes & Abreu (2012). 5.1 Alinhamento estratégico 5.1.1 Alinhamento estratégico Busca definir qual o alinhamento da TI em termos de infraestrutura, aplicações, processos e organização com as necessidades do negócio. 5.1.2 Princípios de TI Corresponde às regras a serem seguidas pela organização e que auxiliam a tomada de decisão sobre o desenvolvimento de aplicações, infraestrutura de TI, etc. 014 5.1.3 Gestão de demanda Corresponde à gestão de necessidades de novos serviços, melhoria dos serviços existentes, necessidade de mais capacidade em sistemas e infraestrutura, de inovação em negócios e tecnologia. 5.1.4 Segurança da informação Corresponde em determinar quais as diretrizes e ações relacionadas à segurança da informação, infraestrutura, organizações e pessoas. 5.1.5 Capacidade A capacidade relacionada ao atendimento da TI, que busca definir o número de recursos humanos necessários para atender à demanda por sistemas bem como a quantidade de recursos computacionais e de infraestrutura necessário. 5.2 Decisão, compromisso, priorização, e alocação de recursos 5.2.1 Mecanismo de decisão Busca definir quem e o que vai ser decidido com respeito à TI na organização, relacionado à: Princípios de TI, Arquitetura da Informação, Infraestrutura da TI, Prioridades de aplicação, investimentos, etc. 5.2.2 Critérios de priorização São responsáveis por identificar para a alta administração quais os investimentos, serviços, produtos que devem ser priorizados, os quais estejam alinhados com o objetivo estratégico da organização. 5.2.3 Portfólio de TI Consiste em um método para determinar, com base em retorno de projetos, quais investimentos devem ser priorizados. 015 5.3 Estrutura, processos, operação e gestão 5.3.1 Projetos Correspondem aos projetos de implantação de sistemas integrados de gestão, desenvolvimento e manutenção de sistemas que estão alocados pela organização ou são de responsabilidade da TI. 5.3.2 Serviços Correspondem às operações em que a TI fornece serviços aos usuários, gestores e clientes da organização. Tais serviços são de desenvolvimento de sistemas, atendimento a usuários no uso de software e infraestrutura, suporte de TI, treinamento e educação para segurança, orçamento de TI, implantação de melhores práticas de governança de TI, etc. 5.3.3 Inovações Corresponde à implementação de inovações, tanto em processos de negócios quanto em tecnologia aplicada a serviços. 5.3.4 Relacionamento com o cliente Corresponde à interação entre os usuários internos ou externos com a área de TI da empresa. Esse componente é responsável por saber como o cliente solicita o serviço, quem pode solicitar o serviço, como os serviços são avaliados, quais os canais de comunicação, etc. 5.3.5 Relacionamento com os fornecedores Corresponde às operações da TI com os fornecedores e contemplam atividades de como as solicitações devem ser enviadas aos fornecedores, como ocorre a resposta dos fornecedores, como os acordos foram realizados, avalia a qualidade dos serviços e controle do desempenho. 016 5.4 Medição de desempenho 5.4.1 Gestão do valor da TI Corresponde às atividades responsáveis por mensurar o valor do negócio, em termos de custos, apoio as estratégias, transformação do negócio, etc. 5.4.2 Gestão do desempenho Uma vez definidos os objetivos de desempenho pela equipe de negócios e TI, este componente é responsável pelo acompanhamento e monitoramento. Estes componentes estão relacionados com o desenvolvimento de aplicações, entrega de serviços, segurança da informação, etc. FINALIZANDO Retomando o contexto: a problemática apresentada foi a seguinte: Qual o principal erro que a empresa de TI estava realizando em relação à governança de TI? Na estrutura organizacional apresentada, podemos observar que o gerente de TI não ocupa uma posição de liderança na organização. Figura 8 – Organização estrutural E, dessa forma, as decisões de nível estratégico da empresa não consideram, em nenhum momento, a participação da TI no desenvolvimento dos projetos, desenvolvimento de produtos, serviços, etc. 017 Nesse contexto, a TI da empresa fica completamente comprometida pois não consegue garantir a consistência, a qualidade, o suporte, e manter o desempenho desses processos. 018 REFERÊNCIAS FERNANDES, A. A.; ABREU, V. F. Implantando a governança de TI: da estratégia à gestão dos processos e serviços. 3. ed. Rio de Janeiro: Brasport, 2012. REZENDE, D. A. Engenharia de softwaree sistemas de informação. 2. ed. Rio de Janeiro: Brasport, 2002. WEILL, P.; ROSS, W. J. IT governance: how top performers manage it decision rights for superior results. Boston: Harvard Business School Press, 2004.