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IPOG - INSTITUTO DE PÓS-GRADUAÇÃO E GRADUAÇÃO
MBA EM LICITAÇÕES E CONTRATOS
FLÁVIA EVARISTO DOS SANTOS FALCÃO
GUILHERME PEREIRA DE SOUSA JÚNIOR
LEIDIANE CÂNDIDO 
LÍLIAN RAQUEL DA FONSÊCA SILVA
LUCIANA DE ALMEIDA CARNEIRO FAGANELLO
VÍVIAN MARTINS DOUTOR
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E CONTRATAÇÕES PÚBLICAS
GOIÂNIA
2018
ABSTRACT
O presente trabalho tem como objetivo responder questões relacionadas a um estudo
de caso sobre planejamento estratégico e real oportunidade de negócio, referente ao texto “A
casa de comida russa”.
Estudo voltado aos alunos para aprendizagem e nota do primeiro módulo do curso de
Pós-Graduação - MBA em Licitações e Contratos, disciplina de Planejamento e Contratações
Públicas e apresentação para o professor. 
SUMÁRIO
1 – Introdução-------------------------------------------------------------------------------- 03
2 – Desenvolvimento (Estudo de Caso)---------------------------------------------------06
3 – Conclusão---------------------------------------------------------------------------------10
4 – Referências Bibliográficas------------------------------------------------------------- 11 
1 INTRODUÇÃO 
Estudo de Caso – A Casa De Comida Russa
Quando Sérgio saiu de seu último emprego, decidiu que aquele tinha sido seu último
chefe. Afinal, tinha reservas financeiras, um excelente capital, e podia iniciar um negócio.
Por muito tempo leu revistas, jornais, andou por todos os lados, conversou com
amigos, mas não tinha muita certeza do que queria fazer. Havia encontrado um pequeno local
perto de sua casa em Ipanema, muito abaixo do custo real. Era uma oportunidade.
Mas o que poderia montar lá?
Uma noite sonhou com uma viagem que tinha feito à Rússia. Fora a trabalho, e
chegara muito assustado: era um regime político estranho, outra cultura. Surpreendeu-se com
a cordialidade do povo, a alegria. E lembrava-se de ter comido uma sopa de tartaruga.
Primeiro não queria, era muito gordurosa. Depois descobriu que poucas coisas poderiam ser
tão saborosas. Além disso, quando acabou de tomar, parecia que o frio havia desaparecido.
Quando acordou, pensou que aquele sonho tinha sido uma inspiração. Por que não
abrir um restaurante de comida russa? Tinha ido à Rússia (na época União Soviética) três
vezes, e em uma das viagens, chegara a ficar trinta dias. Conhecia vários pratos típicos. E a
verdade era que aquela comida combinara com seu paladar. O local que Sérgio estava
querendo comprar era pequeno, mas comportava um restaurante com trinta pessoas sentadas
confortavelmente.
Além da sopa, poderia colocar mais três ou quatro pratos no cardápio, bebidas,
petiscos e doces. Nada muito variado, porque o local era pequeno, não havia muito espaço
para cozinhar.
Aquele tipo de negócio comemorou Sérgio, tinha tudo a ver com ele. Os amigos o
viam como um homem de grande cultura, viajado. Não seria seu estilo abrir uma loja de
sucos, uma lanchonete. Aquilo sim tinha a ver com sua personalidade. Sérgio sabia que para
ter sucesso nos negócios é preciso fazer algo de que se gosta, com o que você possa se
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divertir.
Em pouco tempo montou o cardápio, definiu a média dos preços. Era preciso cobrar
caro, porque muitos elementos precisariam ser importados.
Nas três semanas seguintes, trabalhou alucinadamente. Fez planejamento financeiro,
projetou todos os custos, calculou as receitas esperadas. Procurou um cozinheiro competente,
pessoal para trabalhar. Finalmente comprou o local e começou as obras de decoração.
Três meses depois…
Sérgio se perguntava se alguma coisa estava errada. Calculara tudo minuciosamente...
a imprensa tinha divulgado o local, e nas primeiras semanas muitas pessoas apareceram para
experimentar. Sérgio havia feito uma previsão de 100 clientes por dia. Em um cálculo
conservador, segundo seus estudos, obteria mensalmente uma boa receita bruta, que lhe
permitiria cobrir todos os custos e ainda lucrar para manter o padrão de vida a que estava
habituado.
Mas até agora, estava fazendo uma média de apenas 10 clientes por dia. Com isso,
tinha prejuízos, e sua provisão para suportar os primeiros meses estava se consumindo
rapidamente. Onde tinha errado? Ele pensava.
Resolveu então ligar para seu antigo colega de trabalho, que ainda é diretor de marketing na
empresa. Ele certamente poderia lhe dar alguma dica para promoção de vendas.
Antônio Almeida foi muito cordial e procurou encorajá-lo:
Sérgio, você não pode perguntar para mim porque as pessoas não estão indo ao seu
restaurante. Você tem que perguntar a elas, só elas podem te dizer. Eu te digo porque eu não
iria: meu organismo não lida muito bem com comida gordurosa, embora eu adore. Aquela
sopa de tartaruga é ótima quando faz 10 graus abaixo de zero, mas aqui no Rio... Mas isso sou
eu. Eu talvez não seja seu público-alvo.
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Sérgio gostou da ideia e resolveu fazer uma pesquisa informal. Pediu à mulher e às
filhas que sondassem com as pessoas: os vizinhos, as pessoas que passavam na rua... Uma
pesquisa bem superficial e amadora foi suficiente para descobrir que:
• Poucos conhecem comida russa no Rio.
• Poucos querem comida gordurosa. Em Ipanema, em geral, são preferidas as casas de
comidas leves, de preferência com baixas calorias.
• As pessoas são sensíveis a preço quando se trata de restaurante. Não estão dispostas a pagar
caro por uma sopa, a não ser em circunstâncias e lugares muito especiais.
Havia mais, muito mais para pesquisar. Sérgio tentou colocar-se no lugar dos clientes.
Imaginou-se na praia de Ipanema, aquele sol escaldante. Aí ele volta para casa, tomava um
banho e... tomava sopa de tartaruga e uma vodka? Neste momento colocou as mãos na cabeça.
Como foi tão ingênuo?
* Caso extraído do livro: DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo: transformando
idéias em negócios. Rio de Janeiro: Campus, 2001. 
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2 DESENVOLVIMENTO ESTUDO DE CASO - A CASA DE COMIDA RUSSA
Perguntas:
1. Sérgio estava diante de uma real oportunidade de negócio? Quais os aspectos que
devem ser levados em consideração para avaliar uma oportunidade de negócios?
Justifique as suas respostas. 
Resposta: 
Após a análise, o consenso é o de que Sérgio não estava diante de uma real
oportunidade de negócio, tanto que foi após ele ter sonhado que decidiu abrir esse tipo de
negócio, não uma oportunidade real. Ele implementou algo que não estava dentro de seu "
Know How", do que conhecia, de sua experiência de mercado, ainda mais, não fez à priori
uma pesquisa mais aprofundada do mercado, do nicho de atuação e do qual pretendeu
empreender. Se baseou em seu sonho, que este teria sido uma inspiração para ele, bem como
que aquele tipo de comida combinaria com seu paladar, não levou também em consideração
se agradaria ao paladar e gosto das outras pessoas.
A partir do momento em que surge a idéia de um novo produto ou serviço, esta precisa
ser testada sob diferentes aspectos, que irão determinar se você está diante de uma real
oportunidade de negócio ou simplesmente diante de algo que vai lhe dar muito trabalho e
pouco retorno financeiro.Quem sabe aquela não seria, de fato, uma excelente oportunidade de
negócio para outro nicho de mercado? Infelizmente o nosso personagem Sérgio, não fez os
testes que deveria fazer, e consequentemente, contemplamos sua decepção com o negócio. Na
realidade fora ele, traído pela sua própria intuição (característica encontrada nos
empreendedores) ao deixar a emoção falar mais forte que a razão.
Quanto aos aspectos a serem levados em consideração para avaliar uma oportunidade
de negócios, temos:Dornelas (2001, P.134), afirma não haver uma regra pré-definida para determinar se
a idéia é realmente uma oportunidade de negócio ou algo que deve ser ainda
melhorado ou até mesmo desprezado. Entretanto, algumas variáveis podem ser
observadas pelo empreendedor e analisadas, pelo menos, sob os seguintes aspectos:
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Qual mercado ela atende?
Qual o retorno econômico que ela proporcionará?
Qual as vantagens competitivas que ela trará ao negócio?
Qual é a equipe que transformará essa oportunidade em negócio?
Até que ponto o empreendedor está comprometido com o negócio?
Quanto aos aspectos que deveriam ser levados em consideração para avaliação de uma
oportunidade de negócios em relação ao nosso personagem em questão, são:
- Avaliação do clima;
- Estudar as fraquezas de mercado frente ao que queria implementar;
- Considerar o público-alvo, o perfil dos clientes, no ramo de alimentação, o certo é
considerar a aceitação ou não das pessoas;
- Diversificação dos produtos, atendendo assim, diferentes perfis de pessoas;
- Se o espaço para cozinhar atenderia ao que Sergio se propunha a cozinhar;
- Preço acessível a todos os possíveis clientes;
- Fornecedores locais, entre outros;
- Não atentou para a lei do mercado, manteve o seu olhar voltado para aquilo que
acreditava ser um grande investimento;
- Pelo fato de estar centrado na culinária russa, objeto de seu empreendimento, como
algo inédito, apostou com toda veemência no retorno econômico e financeiro, sem se
dar conta de que estava em Ipanema;
- Vantagens competitivas: quem seria o outro empreendedor equivocado a concorrer
com Sérgio? Ele estava competindo com sigo mesmo e ainda estava perdendo a
concorrência;
- A equipe que Sérgio montou para trabalhar, quem sabe poderia mostrar suas
qualidades, caso o restaurante servisse pratos à base de frutos do mar;
- Comprometimento: Sérgio havia declarado que aquele negócio tinha tudo a ver com
ele, ou seja, estava fazendo algo que lhe proporcionava prazer e satisfação pessoal.
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2. A decisão de Sérgio para montar o novo negócio partiu de um planejamento
estratégico? Justifique sua resposta.
Resposta: 
A decisão de montar o novo negócio, não partiu de um planejamento estratégico
completo, pois este, considera leva em consideração dados reais, variáveis, concorrência,
pesquisa de mercado, experiência, dados concretos, ou vários aspectos. 
Sérgio deveria partir de um plano de negócios, juntamente com planejamento
estratégico, aplicando as ferramentas certas para iniciar um negócio de sucesso. 
Além dele se basear em um dado que surgiu do abstrato, um sonho, como ponto de
partida, fez um planejamento depois de já partir para implementação, sem levar em
consideração as fraquezas, as ameaças (elementos considerados na Matriz Swot, por
exemplo), os indicadores, preço, alimentos que precisariam ser importados, por isso o custo
maior refletido no preço, enfim, sem inteligência também de mercado com indicadores
relevantes, importantes e significativos para o negócio. 
3. Da análise de empreendimento de Sérgio, que ensinamentos podemos tirar sobre o
planejamento estratégico?
Resposta: 
Da análise de empreendimento de Sérgio, podemos tirar de ensinamento de
planejamento estratégico que, este, bem aplicado, evitaria fracasso no negócio, bem como
erros dos mais diversos, a começar na implantação de algo fora da realidade do mercado
(quando Sérgio ofereceu alimento quente e gorduroso em local onde a temperatura é alta,
fator desconsiderado, por isso a pouca aceitação), não houve pesquisa na localidade para saber
que tipo de comida as pessoas estão acostumadas a consumir, o preço ficou elevado por
importar produto caro para o preparo do alimento, ausência de produtos diversificados,
estratégias que um planejamento estratégico bem realizado considera. 
Apredemos também sobre a importância de se construir uma rede de relacionamento.
No caso em tela, Sérgio soube onde e como buscar socorro num dos momentos mais difíceis
para o negócio: recorreu a um antigo colega de trabalho, Antonio Almeida, diretor de
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marketing da empresa em que trabalhava. O resultado desse encontro com seu amigo, não só
despertou o nosso personagem como também lhe inspirou novos rumos, ajudando-o a
reconhecer quão imaturo havia sido ao escolher um produto que seria o “carro chefe” do seu
empreendimento, não fosse a pouca ou nenhuma relação com a praia de Ipanema. A
expressão: (como fui ingênuo?) pré-supõe um despertamento, amadurecimento e mudança de
direção. 
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3. CONCLUSÃO
De acordo com Chiavenato (2003, P.254) os conhecimentos são representados por
aquilo que as pessoas sabem a respeito de si mesmas e sobre o ambiente que as
rodeia, sendo profundamente influenciados por seu ambiente físico e social, por sua
estrutura e processos fisiológicos, por suas necessidades e por suas experiências
anteriores. 
Essas virtudes permeavam o intelecto de nosso personagem, entretanto, empreender é
investir no novo, é “apostar” em algo que pode ou não dá certo. Assim, a competência que
Sérgio possuía através do conhecimento, não foi suficiente para isentá-lo da frustração no
início de seu empreendimento.
Implica em saber agir, saber o que e por que fazer, saber julgar, escolher, decidir, ou
seja, saber mobilizar recursos de pessoas, financeiros, materiais, criando sinergia entre eles. É
provável que enquanto funcionário, Sérgio dispusesse de todas essas qualidades, porém, no
estudo de caso objeto deste trabalho, o nosso personagem passou de empregado a patrão, para
ele a concretização de um sonho e uma situação totalmente nova. Apesar de toda a bagagem
adquirida ao longo de sua carreira, não ficou imune ante o revés do empreendedorismo.
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4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo : transformando idéias em negócios. Rio
de Janeiro: Campus, 2001.
CHIAVENATO, Idalberto; SAPIRO, Arão. Planejamento estratégico – fundamentos e
aplicações: da intenção aos resultados. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.
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