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CBPDEC-2018 Curso Básico de Proteção e Defesa Civil EAD ESDEC MODULO - II EAD ESDEC ATUAÇÃO FEDERAL GESTÃO DE RISCO EAD ESDEC Atuação Federal em Gestão de Riscos (Livro base – pág. 47) EAD ESDEC PLANO PLURIANUAL • O Plano Plurianual (PPA), no Brasil, previsto no artigo 165 da Constituição Federal e regulamentado pelo Decreto 2.829, de 29 de outubro de 1998 é um plano de médio prazo, que estabelece as diretrizes, objetivos e metas a serem seguidos pelo Governo Federal, Estadual ou Municipal ao longo de um período de quatro anos. (Livro base – pág. 47) EAD ESDEC PLANO PLURIANUAL • É aprovado por lei quadrienal, sujeita a prazos e ritos diferenciados de tramitação. • Tem vigência do segundo ano de um mandato até o final do primeiro ano do mandato seguinte. • Também prevê a atuação do Governo, durante o período mencionado, em programas de duração continuada já instituídos ou a instituir no médio prazo. EAD ESDEC PLANO PLURIANUAL Com a adoção deste plano, tornou-se obrigatório o Governo planejar todas as suas ações e também seu orçamento de modo a não ferir as diretrizes nele contidas, somente devendo efetuar investimentos em programas estratégicos previstos na redação do PPA para o período vigente. EAD ESDEC PLANO PLURIANUAL • O PPA é dividido em planos de ações, e cada plano deverá conter: objetivo, órgão do Governo responsável pela execução do projeto, valor, prazo de conclusão, fontes de financiamento, indicador que represente a situação que o plano visa alterar, necessidade de bens e serviços para a correta efetivação do previsto, ações não previstas no orçamento da União, regionalização do plano, etc. EAD ESDEC EXEMPLOS PROGRAMAS do PPA • Programa 2015 - Fortalecimento do Sistema Único de Saúde – SUS ; • Programa 2021 - Ciência, Tecnologia e Inovação; • Programa 2028 - Defesa Agropecuária ; • Programa 2053 - Petróleo e Gás; • Programa 2062 - Promoção, Proteção e Defesa dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes; • Programa 2063 - Promoção e Defesa dos Direitos de Pessoas com Deficiência; • Programa 2077 - Agropecuária Sustentável ; • Programa 2080 - Educação de Qualidade para Todos ; • Programa 2083 - Qualidade Ambiental; • Programa 2084 - Recursos Hídricos ; • Programa 2086 - Transporte Aquaviário; • Programa 2040 - Gestão de Riscos e de Desastres . EAD ESDEC CARTÃO DE PAGAMENTO EAD ESDEC Outra medida que promove agilidade à transferência de recursos aos entes afetados é a adesão ao Cartão de Pagamento de Defesa Civil – CPDC, importante instrumento para agilizar a transferência de recursos aos entes afetados, que confere, ainda, transparência e facilidade ao controle social desses gastos. A expansão da adesão ao Cartão constitui-se outra meta deste Objetivo. CPDC – Cartão de Pagamento de Defesa Civil EAD ESDEC Além do suporte financeiro, a SEDEC também apoia Estados e Municípios atingidos com recursos materiais e logísticos, de modo complementar à atuação desses entes. Assim, estão previstos no PPA 2016-2019 formação de estoques, sistemas de informação e protocolos de ação conjunta. EAD ESDEC Cabe destacar que toda a logística de resposta e reconstrução montada elaborada no âmbito da SEDEC/MI visa atender não apenas a desastres naturais, mas está disponível para atender emergências de incêndios florestais ou desastres tecnológicos. As ações para enfrentar impactos da escassez de água, como a operação carro-pipa, também estão incluídas nesse Objetivo. EAD ESDEC ATUAÇÃO MUNICIPAL EM GESTÃO DE RISCO (Livro base – pág. 59) EAD ESDEC Competência dos municípios – ARTIGO 8º/9º - LEI 12.608/12 I - Executar a PNPDEC em âmbito local Para estar apto a executar a PNPDEC: 1. Criação do órgão Municipal de Proteção e Defesa Civil 2. Formalização do órgão central do Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil 3. Adesão aos sistemas nacionais (S2ID e Cartão de Pagamento de Defesa Civil – CPDC) 4. Estruturação da coordenação local EAD ESDEC SISTEMA DE INFORMAÇÕES DE DESASTRES EAD ESDEC Proposta para Estruturação da Coordenação Municipal de Proteção e Defesa Civil O órgão de proteção e defesa civil local pode ser estruturado de forma semelhante aos órgãos estaduais e federal, e possuir estrutura mais simplificada quando se tratar de pequenos municípios. Aos municípios com possibilidades de investir em uma organização mais densa, recomenda-se uma estrutura formada por áreas e setores com as seguintes atribuições: • Área Administrativa: com atribuições de secretaria, cadastramento e gestão de recursos materiais, humanos e financeiros. • Área de Prevenção, Mitigação e Preparação: dividida em dois setores, um deles responsável pela gestão de riscos aos quais o município está sujeito e redução de riscos de desastres; e outro responsável pelo desenvolvimento institucional, de recursos humanos (cursos de treinamento) e científico-tecnológicos, mobilização, monitoramento, alerta, alarme, aparelhamento, apoio logístico, por exemplo. EAD ESDEC Proposta para Estruturação da Coordenação Municipal de Proteção e Defesa Civil • Área Operacional: também com dois setores, um de resposta responsável pelas atividades de socorro às populações em risco, assistência aos habitantes afetados; e outro de recuperação, responsável pelo restabelecimento dos serviços públicos essenciais, reconstrução e/ou recuperação das edificações e infraestrutura, serviços básicos necessários para restabelecer a normalidade. • Centro de Operações: recomenda-se um centro de operações para municípios de grande porte, com plantão 24 horas, vinculado a uma central de atendimento telefônico, 199. Independentemente do tamanho e da quantidade dos recursos humanos e logísticos, o órgão municipal de proteção e defesa civil só será eficiente se estiver preparado para coordenar os demais órgãos e atores sociais envolvidos nas ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação do desastre. EAD ESDEC Competência dos Municípios – ARTIGO 8º/9º - LEI 12.608/12 II - Coordenar as ações do SINPDEC no âmbito local, em articulação com a União e os Estados (Livro base – pág. 64) EAD ESDEC Competência dos Municípios – ARTIGO 8º/9º - LEI 12.608/12 III – Incorporar as ações de proteção e defesa civil no planejamento municipal Para tanto é fundamental uma articulação entre o órgão de proteção e defesa civil e o de planejamento urbano Algumas formas de facilitar essa articulação passam por participação da proteção e defesa civil em atividades relacionadas a elaboração de: Plano Diretor Plano Municipal de Redução de Riscos – PMRR Cartas Geotécnicas Medidas estruturais para mitigação de riscos Mapas de ameaças múltiplas Modelos digitais de elevação EAD ESDEC • O Plano Diretor é um instrumento de planejamento do território que deve ser construído pelos municípios com ampla participação social e definir as propostas de desenvolvimento local. Segundo o Estatuto da Cidade, o plano diretor é obrigatório para municípios: I – com mais de vinte mil habitantes; II – integrantes de regiões metropolitanas e aglomerações urbanas; III – onde o Poder Público municipal pretenda utilizar os instrumentos previstos no § 4o do art. 182 da Constituição Federal; IV – integrantes de áreas de especial interesse turístico; V – inseridos na área de influência de empreendimentos ou atividades com significativoimpacto ambiental de âmbito regional ou nacional. VI - incluídos no cadastro nacional de Municípios com áreas suscetíveis à ocorrência de deslizamentos de grande impacto, inundações bruscas ou processos geológicos ou hidrológicos correlatos3 EAD ESDEC Art. 182. A política de desenvolvimento urbano, executada pelo poder público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes. § 1º O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana. § 2º A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor. § 3º As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa indenização em dinheiro. § 4º É facultado ao poder público municipal, mediante lei específica para área incluída no plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado que promova seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de: I - parcelamento ou edificação compulsórios; II - imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo; III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais. EAD ESDEC • A importância de trabalhar com esse instrumento de gestão para prevenção de desastres está diretamente relacionada à compreensão sobre os aspectos de construção social do risco e da necessidade de uma ocupação do solo mais atenta a ameaças e vulnerabilidades. • A Lei 12.608/12, quando alterou o Estatuto da Cidade, incluiu os seguintes itens como conteúdo do Plano Diretor: EAD ESDEC I - parâmetros de parcelamento, uso e ocupação do solo, de modo a promover a diversidade de usos e a contribuir para a geração de emprego e renda; II - mapeamento contendo as áreas suscetíveis à ocorrência de deslizamentos de grande impacto, inundações bruscas ou processos geológicos ou hidrológicos correlatos; III - planejamento de ações de intervenção preventiva e realocação de população de áreas de risco de desastre; IV - medidas de drenagem urbana necessárias à prevenção e à mitigação de impactos de desastres; e V - diretrizes para a regularização fundiária de assentamentos urbanos irregulares, se houver, observadas a Lei no 11.977, de 7 de julho de 2009, e demais normas federais e estaduais pertinentes, e previsão de áreas para habitação de interesse social por meio da demarcação de zonas especiais de interesse social e de outros instrumentos de política urbana, onde o uso habitacional for permitido. EAD ESDEC Os Planos Municipais de Redução de Riscos fazem parte do programa de Prevenção de Riscos conduzido pelo Ministério das Cidades com o objetivo de “melhorar as condições de habitabilidade de assentamentos humanos precários, reduzir riscos mediante sua urbanização e regularização fundiária, integrando-os ao tecido urbano da cidade”. EAD ESDEC O PMRR pode ser elaborado – sempre em parceria com o Ministério das Cidades – por diferentes órgãos da prefeitura. Em geral, o próprio órgão de proteção e defesa civil é o que busca o financiamento e se articula a outras secretarias – variáveis de município para município – para sua execução. EAD ESDEC Para desenvolver um PMRR é necessário realizar levantamentos, estudos e análises sobre as áreas de risco, que foquem em aspectos como: ( I ) Condições de riscos (geológico, geotécnico, hidrológico) com foco para as áreas vulneráveis e suscetíveis; (II) Critérios de hierarquização do risco; (III) Intervenções estruturais necessárias para reduzir e mitigar as situações de risco de desastre; (IV) Estimativas de custos das intervenções propostas; (V) Mobilização, sensibilização e capacitação de comunidades e instituições; (VI) Audiências públicas. EAD ESDEC As Cartas Geotécnicas, são “um instrumento de planejamento urbano, criado pela Lei 12.608/12, que estabelece diretrizes para que os novos loteamentos sejam construídos de forma equilibrada com as condições de suporte do meio físico, definindo as áreas que não devem ser ocupadas, as áreas em que a ocupação deve seguir cuidados especiais e as áreas sem restrição à ocupação urbana. Ela busca evitar que se aprovem lotes em áreas potencialmente sujeitas a desastres”. EAD ESDEC EXEMPLOS DE MAPEAMENTO DO CPRM (Livro base – pág. 70) EAD ESDEC EXEMPLOS DE FERRAMENTAS GRATUITAS PARA MAPEAMENTO EAD ESDEC EXEMPLOS DE MAPEAMENTO EAD ESDEC MAPAS DE AMEAÇAS MÚLTIPLAS Identificado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das ferramentas mais relevantes do continente americano para redução de riscos de desastres no planeta, o Mapa de Ameaças Múltiplas pode incluir ameaças tecnológicas, além de 460 ameaças naturais, classificadas de acordo com a origem e o contexto sócio-ecológico regional. Modelos digitais de elevação Um Modelo Digital de Elevação (MDE) é uma representação matemática computacional da distribuição de um fenômeno espacial que ocorre dentro de uma região da superfície terrestre. EAD ESDEC IDENTIFICAR E MAPEAR AS ÁREAS DE RISCO DE DESASTRES • Mapear riscos é o processo pelo qual os cenários de risco de uma localidade são identificados e representados graficamente, produzindo mapas de risco. • Esse processo de diagnóstico pode ser tão complexo e detalhado quanto seja possível, ou simplificado a partir das condições limitantes para sua elaboração. • Em processos mais completos, há o envolvimento de uma grande equipe multidisciplinar entre profissionais de assistência social, comunicação, engenharia, física, geologia, geotécnica, hidrologia, meteorologia, psicologia social e sociologia. • Esses profissionais utilizam-se de ferramentas de pesquisa e sistemas informações, como os SIG – Sistemas de Informações Geográficas, por exemplo, os quais podem ser demandados ou articulados pelo gestor de proteção e defesa civil local aos outros órgãos setoriais. EAD ESDEC • Entretanto, é possível realizar mapeamentos de risco mais simplificados, considerando que o mais importante é compreender que o planejamento de um órgão de proteção e defesa civil deve ser estruturado a partir do conhecimento da realidade local e, por isso, este instrumento é de fundamental relevância. • É a partir dele, por exemplo, que um plano de contingência é elaborado; que se definem os principais pontos de monitoramento e instalação de sistemas de alerta e alarme; e que se faz o planejamento de ações prioritárias dentro de uma área de atuação. • A elaboração de mapas de risco deve avaliar os fatores de ameaças e vulnerabilidades que compõem os riscos analisados em uma determinada área de risco. • Há que se considerar ainda que o risco tem características dinâmicas e diferenciadas4, isto é, altera-se ao longo do tempo em função de diversas variáveis como ocupação do solo, percepção de risco, intervenções preventivas, etc.; e por isso é preciso mantê-lo sempre atualizado. • Não há um modelo padrão para um processo de mapeamento de risco, que deve ser adaptado à realidade local. • Podemos, entretanto, definir as seguintes etapas como fundamentais: EAD ESDEC ITENS A SEREM VERIFICADOS NO MAPEAMENTO1. Levantamento de dados históricos de recorrência de desastres: 2. Reconhecimento de ameaças: 3. Reconhecimento de vulnerabilidades físicas: 4. Reconhecimento de vulnerabilidades sociais: 5. Reconhecimento de capacidades: 6. Representação gráfica: EAD ESDEC Não há um modelo padrão para um processo de mapeamento de risco, que deve ser adaptado à realidade local. Podemos, entretanto, definir as seguintes etapas como fundamentais: Levantamento de dados históricos de recorrência de desastres Reconhecimento de ameaças Reconhecimento de vulnerabilidades físicas Reconhecimento de vulnerabilidades sociais Reconhecimento de capacidades Representação gráfica Setorização de riscos geológicos da CPRM Diariamente novas áreas são ocupadas com casas e produção agrícola. Isso influencia diretamente o aumento da vulnerabilidade e das consequências da ameaça também. Depois de pronto, o mapa deve ser constantemente atualizado Competência dos Municípios – ARTIGO 8º/9º - LEI 12.608/12 IV - Identificar e mapear as áreas de risco de desastres EAD ESDEC Competência dos Municípios – ARTIGO 8º/9º - LEI 12.608/12 V – Promover a fiscalização das áreas de risco de desastre e vedar novas ocupações nessas áreas VI – Declarar situação de emergência e estado de calamidade pública VII – Vistoriar edificações e áreas de risco e promover, quando for o caso, a intervenção preventiva e a evacuação da população das áreas de alto risco ou das edificações vulneráveis EAD ESDEC Competência dos Municípios – ARTIGO 8º/9º - LEI 12.608/12 (Livro base – pág.72) EAD ESDEC Competência dos Municípios – ARTIGO 8º/9º - LEI 12.608/12 VIII – Organizar e administrar abrigos provisórios para assistência à população em situação de desastre, em condições adequadas de higiene e segurança IX – Manter a população informada sobre áreas de risco e ocorrência de eventos extremos, bem como sobre protocolos de prevenção e alerta e sobre as ações emergenciais em circunstâncias de desastres ▶ Comunicação de Risco ▶ Sistemas de monitoramento ▶ Sistemas de Alerta ▶ Sistemas de Alarme EAD ESDEC SISTEMAS DE MONITORAMENTO • Os sistemas de monitoramento têm a função de gerenciar informações preliminares às ocorrências potenciais de desastres e trabalhar como foco em prevenção, mitigação e preparação. • Desse modo, esses sistemas podem identificar a potencialidade de uma ameaça e, a partir de alertas e alarmes à população, evitar ou minimizar os efeitos de um desastre. • O governo federal mantém alguns sistemas de monitoramento de abrangência nacional por meio de órgãos como o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres – CENAD, o Instituto Nacional de Meteorologia – INMET, o Centro Nacional de Monitoramentos e Alertas de Desastres Naturais – CEMADEN, o Centro de previsão do tempo e estudos climáticos – CPTEC, a Agência Nacional de Águas – ANA, e o Observatório das Chuvas. EAD ESDEC SISTEMAS DE MONITORAMENTO O CENAD foi criado em fevereiro de 2005 e tem o intuito de gerenciar, com agilidade, ações estratégicas de preparação e resposta a desastres em território nacional e, eventualmente, também no âmbito internacional. Coordenado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, o centro possui uma estrutura de monitoramento constante de informações sobre possíveis desastres em áreas de risco, atuando 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados. EAD ESDEC SISTEMAS DE MONITORAMENTO • A dinâmica de funcionamento do CENAD consiste no recebimento de informações de diversos órgãos do governo federal responsáveis pela predição de tempo e temperatura; avaliação de condições geológicas de áreas de risco; monitoramento dos movimentos das placas tectônicas; acompanhamento das bacias hidrográficas; controle de queimadas e incêndios florestais; e transporte e armazenamento de produtos perigosos. • As informações recebidas por estes órgãos são avaliadas e processadas no CENAD e encaminhadas aos órgãos de proteção e defesa civil de estados e municípios com risco de ocorrência de desastres, sendo que o alerta ocorre de acordo com a intensidade do evento adverso. • Alerta Moderado: encaminhado aos municípios e estados por e-mail. • Alerta Alto e Muito Alto: encaminhado aos municípios e estados por e-mail e SMS. Nestes casos o CENAD ainda faz contato telefônico com os representantes locais. EAD ESDEC Competência dos Municípios – ARTIGO 8º/9º - LEI 12.608/12 X – Mobilizar e capacitar os radioamadores para atuação na ocorrência de desastre XI – Realizar regularmente exercícios simulados, conforme Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil XII – Promover a coleta, a distribuição e o controle de suprimentos em situações de desastre XIII – Proceder à avaliação de danos e prejuízos das áreas atingidas por desastres XIV – Manter a União e o Estado informados sobre a ocorrência de desastres e as atividades de proteção civil no Município EAD ESDEC Competência dos Municípios – ARTIGO 8º/9º - LEI 12.608/12 XV – Estimular a participação de entidades privadas, associações de voluntários, clubes de serviços, organizações não governamentais e associações de classe e comunitárias nas ações do SINPDEC e promover o treinamento de associações de voluntários para atuação conjunta com as comunidades apoiadas ▶ Espaços comunitários ▶ Núcleos comunitários de proteção e defesa civil ▶ Organizações voluntárias ▶ Audiências e consultas públicas ▶ Acompanhamento do uso do Cartão de Pagamento de Proteção e Defesa Civil ▶ Acompanhamento de projetos de reconstrução pelo Sistema Eletrônico de Informações XVI – Prover solução de moradia temporária às famílias atingidas por desastres. EAD ESDEC Competência dos Municípios – ARTIGO 8º/9º - LEI 12.608/12 Art. 9º Compete à União, aos Estados e aos Municípios: I – Desenvolver cultura nacional de prevenção de desastres, destinada ao desenvolvimento da consciência nacional acerca dos riscos de desastre no País II – Estimular comportamentos de prevenção capazes de evitar ou minimizar a ocorrência de desastres Lei 12.608/12 alterou a Lei 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Base da Educação) EAD ESDEC Competência dos Municípios – ARTIGO 8º/9º - LEI 12.608/12 Art. 9º Compete à União, aos Estados e aos Municípios: III – Estimular a reorganização do setor produtivo e a reestruturação econômica das áreas atingidas por desastres IV - Estabelecer medidas preventivas de segurança contra desastres em escolas e hospitais situados em áreas de risco EAD ESDEC Competência dos Municípios – ARTIGO 8º/9º - LEI 12.608/12 Art. 9º Compete à União, aos Estados e aos Municípios: V - Oferecer capacitação de recursos humanos para as ações de proteção e defesa civil VI - Fornecer dados e informações para o sistema nacional de informações e monitoramento de desastres EAD ESDEC • Como se vê, a gestão de risco abrange uma enormidade de políticas públicas, algumas mais usualmente articuladas, outras que ainda dependem de um melhor estreitamento de relações. • Ao gestor de proteção e defesa civil local cabe conhecer esses espaços de potencial trabalho conjunto para auxiliar sua gestão, sua busca por recursos e as justificativas para investimentos. GESTÃO DE RISCO EAD ESDEC ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE CONTINGÊNCIA EAD ESDEC PLANO DE CONTINGÊNCIA O Plano de Contingência - PLANCON funciona como um planejamento da resposta e por isso, deve ser elaborado na normalidade, quando são definidos os procedimentos,ações e decisões que devem ser tomadas na ocorrência do desastre. Por sua vez, na etapa de resposta, tem-se a operacionalização do plano de contingência, quando todo o planejamento feito anteriormente é adaptado a situação real do desastre. EAD ESDEC Nesse contexto, a PNPDEC atribui a responsabilidade pela execução do Plano de Contingência PLANCON aos Municípios. Aos Estados e União cabe a função de apoiar a execução local, a exemplo da criação, pelo governo federal, de um módulo específico de registro dos planos no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres – S2ID. Assim, elaboração e a execução do plano de contingência contribui diretamente para que o município cumpra com suas atribuições com relação às seguintes competências previstas na Lei 12.608/12, Artigo 8º. PLANO DE CONTINGÊNCIA EAD ESDEC Ainda segundo o conteúdo da PNPDEC constante na Lei 12.608/12, a competência da gestão municipal na elaboração do plano de contingência inclui sua avaliação e prestação anual de contas, por meio de audiência pública e realização regular de exercícios simulados, (art. 22,§6° Lei 12.608). PLANO DE CONTINGÊNCIA EAD ESDEC “Documento que registra o planejamento elaborado a partir da percepção e análise de um ou mais cenários de risco de desastres e estabelece os procedimentos para ações de monitoramento (acompanhamento das ameaças), alerta, alarme, fuga, socorro, assistência às vítimas e restabelecimento de serviços essenciais”. PLANO DE CONTINGÊNCIA EAD ESDEC PLANO DE CONTINGÊNCIA Assim, os processos de elaboração de planos de contingência podem ser estruturados a partir de três questões básicas: EAD ESDEC PLANO DE CONTINGÊNCIA • Assim, os planos de contingência devem ser elaborados para cenários de riscos específicos, ainda que não seja possível determinar com exatidão seus impactos. • Para tanto, trabalha-se com cenários de riscos de forma a pensar em impactos potenciais, e planejar aspectos de resposta: recursos necessários, tarefas e responsáveis. EAD ESDEC ELEMENTOS BÁSICOS DE UM PLANO DE CONTINGÊNCIA A partir do entendimento do que é um plano de contingência e de qual seu objetivo, pode-se considerar o conteúdo da Lei 12.983/14 ao alterar a Lei 12.340/10 que estabelece (Parágrafo 7º, Artigo 3º) os seguintes elementos a serem considerados no plano de contingência de proteção e defesa civil: EAD ESDEC • Indicação das responsabilidades de cada órgão para desastres e desenvolvimento da resposta, na gestão de desastres, especialmente quanto às ações de preparação, resposta e recuperação; • Definição dos sistemas de alerta a desastres, em articulação com o sistema de monitoramento; • Organização dos exercícios simulados, a serem realizados com a participação da população; • Organização do sistema de atendimento emergencial à população, incluindo-se a localização das rotas de deslocamento e dos pontos seguros no momento do desastre, bem como dos pontos de abrigo após a ocorrência de desastre; • Definição das ações de atendimento médico-hospitalar e psicológico aos atingidos por desastre; • Cadastramento das equipes técnicas e de voluntários para atuarem em circunstâncias de desastres; • Localização dos centros de recebimento e organização da estratégia de distribuição de doações e suprimentos. ELEMENTOS BÁSICOS DE UM PLANO DE CONTINGÊNCIA EAD ESDEC Além disso recomendamos uma série de elementos que devem ser considerados na elaboração de um plano de contingência, independente do modelo de construção que se adote: • Estudo de cenários de risco • Sistemas de monitoramento • Sistemas de alerta • Sistemas de alarme • Fuga (evacuação) • Ações de socorro • Ações de assistência às vítimas • Ações de restabelecimento de serviços essenciais ELEMENTOS BÁSICOS DE UM PLANO DE CONTINGÊNCIA EAD ESDEC ETAPAS PARA ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE CONTINGÊNCIA EAD ESDEC (Livro elaboração de plano de contingência – pág.33) EAD ESDEC • 1º PASSO – percepção de risco: a decisão de construir um plano de contingência. A decisão de se elaborar o Plano de Contingência reflete a percepção do risco local. Como já foi explicado, um Plano de Contingência pode ser elaborado para um ou mais cenários de risco e consolidado em um único Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil do município (conforme PNPDEC, art. 22, § 6°). No entanto, tal opção deverá considerar se o mesmo plano pode atender aos diferentes cenários. EAD ESDEC • 2º PASSO - A constituição de um grupo de trabalho Como se observa, a abrangência de ações que devem ser previstas e planejadas para constar em um plano de contingência envolvem também uma grande variedade de instituições e responsáveis. Daí decorre a importância de se realizar um planejamento participativo, com ações articuladas e previamente acordadas entre diversas instituições. Após a definição do cenário de risco, estabelece-se o grupo de trabalho. Assim, as instituições públicas a serem convidadas devem ser selecionadas a partir de seu envolvimento e responsabilidade em ações de preparação e reposta dentro do cenário. Já a iniciativa privada deve incluir empresas que apresentam algum tipo de risco tecnológico, que estejam instaladas no cenário, ou que tenham potencial para desenvolver parcerias. E finalmente a sociedade civil contempla tanto organizações formais (ONGs, associações de classe e grupos comunitários, por exemplo) como moradores e lideranças comunitárias. EAD ESDEC • 3º PASSO – Análise do cenário de risco e cadastro de capacidades Este é momento em que se deve organizar dois resultados a partir da análise dos documentos disponíveis: cenário (s) de risco, e cadastro de recursos. Definido o cenário ou cenários de risco, deve-se proceder a análise de cada cenário. Esta etapa é essencial para o sucesso do plano de contingência, pois é o momento de conhecer em detalhes a realidade local, para então realizar o planejamento de ações e procedimentos para atuação integrada. EAD ESDEC Temas Documentos sugeridos Ameaças • Mapa falado • Mapas de risco, geológicos de áreas suscetíveis a movimentos de massa, hidrológicos ou de áreas suscetíveis a alagamentos • Registro de estações de monitoramento • Dados de vento, chuva, nível do mar e dos rios • Relatórios de vistorias • Histórico de desastres (banco de dados, notícias e outros) Vulnerabilidades • Carta geotécnica • Plano Diretor • Dados demográficos (setor censitário do IBGE, por exemplo) • Diagnósticos socioambientais (secretarias de meio ambiente, saúde, economia, assistência social, educação, planejamento, dentre outros) • Relatórios de equipes de saúde da família (grupos vulneráveis, por exemplo) • Cadastro da população situada no cenário de risco, contendo peculiaridades tais como: idosos, crianças e adolescentes, ressaltando recém-nascidos; pessoas com necessidade de entendimento especial; hospitais locais e regionais; e demais equipamentos sociais etc. Capacidades e recursos • Planos de emergências das agências de resposta • Estrutura e equipe da prefeitura municipal • Equipamentos sociais com capacidade de suporte (hospitais locais e regionais, de infraestrutura, de transporte, abrigos, ginásios dentre outros) • Lideranças comunitárias MATRIZ DE ORIENTAÇÃO DE BUSCA DE DADOS E INFORMAÇÕES ORGANIZADOS POR AMEAÇA, VULNERABILIDADES E CAPACIDADE E RECURSOS. EAD ESDEC Ameaça Vulnerabilidades Risco Capacidades e recursos Inundação . Infraestrutura deficiente. . Sistema de drenagem falho. . Sistema de saneamento falho. . Condição das edificações precárias . Grupos sociaisvulneráveis . O rio inunda afetando casas da vizinhança. . As casas são alagadas no nível do chão. . Aparelhos domésticos são danificados. . Mortes entre os grupos mais vulneráveis (idosos e crianças). . Treinamento . Pessoas capacitadas . Locais para estocagem dos aparelhos domésticos . Plano de Fuga EXEMPLO DE ORGANIZAÇÃO DAS INFORMAÇÕES RELACIONADAS AOS CENÁRIOS DE RISCO. EAD ESDEC 4º PASSO - Definição de ações e procedimentos Para cada cenário de risco devem ser consideradas as ações e procedimentos a realizar desde o acionamento do plano de contingência até o encerramento da emergência, considerando os recursos disponíveis. - Definição de ações, procedimentos e recursos; - Definição de atribuições e responsáveis; - Definição de mecanismos de coordenação e operação; - Definição de condições de aprovação, divulgação e revisão do plano. EAD ESDEC • 5° PASSO - Aprovação Uma vez concluído o desenvolvimento do plano, há um passo essencial antes de sua implantação efetiva, que é a aprovação do documento final. Os planejadores devem incentivar que o plano de contingência passe por aprovação formal (validação) por parte daqueles que devem implantar seus procedimentos, incluindo a sociedade civil, considerando que os mesmos participaram de sua elaboração. EAD ESDEC • 6º PASSO - Divulgação do plano de contingência O documento final do plano de contingência deve ser de conhecimento público, em alinhamento às diretrizes de transparência. Há, porém, no documento final informações sensíveis, como telefones de autoridades, por exemplo. Neste caso, a versão completa com todos os cadastros deve estar disponível aos órgãos responsáveis pelas ações de acionamento. EAD ESDEC • 7º PASSO - Operacionalização A operacionalização do plano ocorre a cada simulado alerta, alarme (em situação real ou em simulado) ou ocorrência de desastre, devendo seguir os procedimentos e ações previstos no documento final. É importante que após o término da emergência ou simulado a experiência sirva como instrumento de prevenção e de avaliação e revisão do plano. EAD ESDEC • 8º PASSO - Revisão Tendo em vista a imprevisibilidade de um desastre, é fundamental manter o plano de contingência atualizado, tarefa desafiadora, mas que pode ser cumprida com revisões regulares. EAD ESDEC A revisão de um plano também pode ser feita uma vez que tenha sido aplicado em uma situação real ou simulada, de maneira que sua eficácia tenha sido testada, bem como os procedimentos e ações verificados se estão de acordo com a realidade. No caso dos simulados, indica-se que o plano já preveja os cenários de risco onde serão realizados, sua periodicidade, e os responsáveis por seu planejamento. Os simulados são tão importantes que dedicaremos o próximo capítulo integralmente para apresentar um passo a passo para sua organização. REVISÃO EAD ESDEC ETAPAS PARA REALIZAR SIMULADOS EAD ESDEC • O processo de elaboração do plano de contingência só será efetivo se aqueles que são responsáveis pelas ações de resposta e aqueles e a comunidade souberem o que fazer e o que esperar antes, durante e depois de uma emergência. • Assim, é preciso treinar as populações que vivem em áreas de risco para os planos de contingência, bem como as equipes de resposta envolvidas durante a ocorrência de um desastre. • Além disso, a realização de simulados é uma atividade que deve estar prevista no plano de contingência como parte da etapa de operacionalização e revisão. • Assim, as ações podem ser direcionadas especificamente para uma população adulta, para as equipes de atendimento e/ou para os voluntários, etc. • Alguns simulados podem ainda ser realizados para setores, ações ou procedimentos específicos do plano de contingência como abrigos, busca e salvamento, preparação comunitária, e /ou atendimento de saúde emergencial. OPERAÇÃO SIMULADOS EAD ESDEC TIPOS DE SIMULADOS • Simulados de mesa: por meio de recursos como mapas das áreas de risco e veículos de brinquedo dispostos em uma grande mesa, por exemplo, as equipes de resposta selecionadas treinam aspectos específicos do plano de contingência, como os deslocamentos e os posicionamentos de segurança, as rotas de fuga, os recursos necessários, etc. • Essa modalidade permite uma visão sistêmica de toda operação de resposta e a percepção da ocupação dos cenários de risco e dos requisitos de segurança para as equipes. EAD ESDEC TIPOS DE SIMULADOS • Simulados internos: são os exercícios que não envolvem a população, mas apenas as equipes de resposta. Neste caso, é preciso escolher o cenário de risco e desenvolver detalhes sobre a evolução desse cenário, de modo a avaliar a organização das informações, o desenvolvimento do plano de ação, a organização estrutural e de controle de recursos da operação, etc. EAD ESDEC TIPOS DE SIMULADOS • Simulados externos: neste caso, após a definição do cenário e dos detalhes sobre sua evolução será preciso mobilizar, além das equipes de resposta, a própria comunidade afetada pelo cenário que está sendo avaliado. São treinados aspectos como os sistemas de alerta e alarme, a fuga, o deslocamento das equipes de resposta, a gestão do desastre como um todo, etc. O mais importante nesse simulado é a avaliação do tempo de resposta das equipes de resposta, procedimentos e envolvimento da população. EAD ESDEC TIPOS DE SIMULADOS • Simulados de acionamento: são os exercícios e treinamentos que executam apenas a parte do plano de contingência referente à mobilização das equipes de resposta. Servirá para avaliar os tempos de acionamento, a informação correta e atualizada de contatos, o conhecimento do plano de contingência de quem está sendo acionado, etc. Nessa modalidade não há deslocamentos reais de recursos. EAD ESDEC ORGANIZAÇÃO DE SIMULADOS EM 9 PASSOS • 1º passo: decidir pela realização do simulado, devendo atender às definições de periodicidade (de quanto em quanto tempo se realizada) e de responsabilidade (quem organiza o simulado) previstos no plano de contingência e definir modalidade. • 2º passo: escolher cenário e a modalidade. • 3º passo: escolher procedimentos e ações a serem testados e treinados. • 4º passo: distribuir tarefas entre equipe de treinamento, equipe de observação e avaliação, e equipe de suporte. • 5º passo: definir ações de mobilização para o simulado, incluindo comunicações oficiais, reuniões comunitárias, ampla divulgação, e produção de material de orientação. EAD ESDEC ORGANIZAÇÃO DE SIMULADOS EM 9 PASSOS • 6º passo: definir o roteiro incluindo ações de preparação, de operacionalização e de pós simulado. • 7º passo: realizar o simulado, que em geral inclui uma reunião de abertura, a encenação do roteiro e o encerramento com desmobilização. • 8º passo: avaliar o simulado, com base em formulários e no trabalho de observadores e avaliadores. • 9º passo: documentar o simulado, por meio de relatório e atualizar informações do plano de contingência a partir dos resultados obtidos. Parabéns!!!!!!! Você comcluiu o segundo módulo. Verifique seus conhecimentos, participando da avaliação.