Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Origem do Sistema Cardiovascular (EMBRIOGÊNESE)
Os sistemas de nosso corpo se formam no período da organogênese que vai da 4ª a 8ª semana, porém devido a uma necessidade nutricional do embrião, em função do grande movimento das células para se agruparem, ocorre uma demanda muito grande de energia, por isso o sistema cardiovascular se forma antes, por volta da metade da 3ª semana, quando o embrião sofre um dobramento caudal, em que o septo transverso e a área cardiogênica sofre um giro adquirindo uma porção mais ventral, o coração se desenvolve na esplâncnico pleura, mesoderma em contato com endoderma.
	No fim da segunda semana, a nutrição embrionária é obtida a partir do sangue materno pela difusão através do celoma extraembrionário e da vesícula umbilical. O processo de angiogênese, tem início na terceira semana ocorrendo inicialmente no mesoderma do saco vitelínico e do pedículo do embrião, a formação dos vasos sanguíneos começa no mesoderma extra embrionário da vesícula umbilical, conectando o pedículo e o córion, dois dias depois os vasos sanguíneos começam a se desenvolver, teremos então uma circulação uteroplacentária primordial (terceira semana).
	A angiogênese se inicia a partir da diferenciação de células mesenquimais em células endoteliais – os Angioblastos, que se agregam para formar as ilhotas sanguíneas, parte dos Angioblastos se achatam para formar células endoteliais, o que forma espaços dentro das ilhotas sanguíneas graças a formação do endotélio que se fundem para formar redes de canais endoteliais (Vasculogênese), ocorre então o brotamento endotelial e fusão dos vasos em áreas adjacentes (Angiogênese), por fim, as células mesenquimais ao redor dos vasos se diferenciam nos elementos musculares e do tecido conjuntivo dos vasos.
	
O SISTEMA CARDIOVASCULAS PRIMITIVO
O coração e os grandes vasos se formam a partir de células mesenquimais na área cardiogênica. Os primeiros batimentos cardíacos podem ser detectados durante a quinta semana.
Após a diferenciação das células mesenquimais ao redor dos vasos formando o tecido conjuntivo, o embrião sofre um dobramento lateral o que resulta numa fusão dos tubos endocárdicos laterais, inicialmente na extremidade cranial do coração e se estende caudalmente, formando um único tubo.
Após a fusão o tubo endocárdico ele irá se diferenciar em cinco partes, são elas, de cima para baixo:
Tronco Arterioso;
Bulbo Cardíaco;
Ventrículo Primitivo;
Átrio Primitivo;
Seio Venoso.
Em seguida o tubo endocárdico começa a sofre um dobramento para formar o coração.
 	O bulbo cardíaco cresce para frente e para direita, enquanto o ventrículo primitivo cresce para frente e para a esquerda, o átrio primitivo cresce para traz e para cima, levando junto o seio venoso, lembrando que o seio venoso direito se desenvolve mais do que o esquerdo, em função da anastomose de veias cardinais anteriores e também pelo crescimento do fígado que para ela um maior aporte de sangue maior, em seguida ocorre a intussuscepção (fig. C e D) do átrio primitivo incorpora a parede do seio venoso direito formando a parte lisa do átrio primitivo enquanto a parte rugosa será formada pela própria parede do átrio que também irá formar a aurícula, enquanto isso o seio venoso esquerdo irá involuir e formar o seio coronário. Os Seios coronário terão contado com os sistemas de drenagem do embrião, que são as quatro veias pulmonares que também sofrerão um processo de intussuscepção formando as quatro entradas das veias pulmonares do átrio esquerdo, enquanto o tronco arterioso terá com o saco aórtico e as aortas dorsais.
ORIGEM DOS MUSCULOS CARDÍACOS
- Os túbulos cárdicos, separados pela geleia cardíaca, representam o Miocárdio Primitivo dará origem ao Miocárdio (Parede Muscular);
- As células endoteliais dos túbulos cardíacos darão origem ao Endocárdio;
- O Epicárdio ou Pericárdio Visceral tem sua origem nas células mesotéliais que nasce da superfície externa do seio venoso e se espalham sobre o miocárdio. 
SEPTAÇÃO DO CORAÇÃO
Os coxins endocárdicos são estruturas que fazem parte da formação do coração humano, desenvolvidas em sua fase embriológica. Surgem das paredes dorsal e ventral do canal atrioventricular e se fundem para dividir esse canal em esquerdo e direito após terem sido invadidos por células mesenquimatosas. Os coxins participam da septação do coração e da formação das valvas atrioventriculares. 
O septo primeiro (septum primum), uma membrana que surge do teto do átrio primitivo, se desenvolve em forma de crescente em direção aos coxins e forma com estes uma abertura, o forame primeiro, até ocorrer a fusão completa e formação do septo atrioventricular primitivo. O coxim serve de sustentação para o septo primeiro quando este se torna a válvula do forame oval, que divide os átrios.
Os coxins ainda formam a parte membranosa do septo interventricular (que divide os ventrículos). Uma extensão do coxim direito se forma em direção à parte muscular do septo.
Obs.: Defeito do coxim endocárdico
Uma falha na fusão dos coxins com o septo primeiro causa uma anomalia grave em que o forame primeiro, que deveria ser totalmente fechado, permanece aberto e permite a passagem de sangue entre os átrios, podendo, em alguns casos, deixar uma fenda na cúspide anterior da válvula mitral

Mais conteúdos dessa disciplina