Prévia do material em texto
Embriologia do sistema cardiovascular 1 Embriologia do sistema cardiovascular Inicio da terceira semana O primeiro sistema formado é o sistema cardiovascular primitivo, devido a necessidade de uma maior oxigenação para diferenciação e migração das células. Há uma formação precoce do coração até a 4 semana e do, ponto de vista funcional, ele é o primeiro a funcionar. o pré-embrião é suprido através da difusão de oxigênio e nutrientes do córion extraembrionário. Porém, o crescimento faz com que as suas necessidades nutricionais não seja mais supridas apenas por difusão. No embrião há a área de entrada, onde os vasos vão entrar, e a area de saída, onde o sangue vai sair. Os primeiros vasos vem do mesoderma extraembrionário, isto é, da vesicula umbilical, do pediculo e do córion. Por isso, os primeiros vasos sanguíneos vão ser formados fora do embrião, já que não há mesoderma no embrião no começo da terceira semana. Os primeiros vasos se originam a partir do mesoderma extraembrionário da vesícula umbilical, chamado de mesoderma esplacnico, que é o mesoderma do pedículo e da parte interna do córion. No final da 4 semana, já tem o sistema circulatório primordial formado Na grastulação há a formação dos 3 tecidos e a diferenciação do mesoderma. As celulas progenitoras cardíacas se encontram no epiblasto e migram, através da linha primitiva, para a camada esplâcnica do mesoderma da placa lateral, formando um aglomerado de células no formato de fechadura, chamado de área cardiogênica primária ACP ou primeiro campo cardíaco, situado na parte cranial das pregas cefálicas. Essas celular do PCC vão formar a parte de entrada, que corresponde: atrios. ventrículo esquerdo. parte do ventrículo direito. Embriologia do sistema cardiovascular 2 A via de saída (cone arterial e tronco arterioso), parte do ventrículo direito, além de algumas celulas que formam os atrios na extremidade caudal do coração deriva do 2 campo cardíaco SCC. Esse campo provém do mesoderma esplâncnico ventral à laringe ou posterior da faringe. Depois que as celulas estabelecem o SCC, elas são induzidas pelo endoderma faríngeo subjacente a formar mioblasto e começar o processo de vasculogênese. A ilhotas se unem e formam um tubo em formato de ferradura, revestido por endotélio e circundado por mioblasto. Essa região é conhecida como região cardiogênico . Embriologia do sistema cardiovascular 3 Embriologia do sistema cardiovascular 4 💡 Ocorre dois processos na formação de vasos: a vasculogênese, embrionário, um processo onde há a formação de um canal vascular pela reunião de precursores mesenquimais, chamados de angioblastos ou hermangioblasto. E a angiogênese: é a formação de um vaso a partir de um brotamento de um vaso preexistente. É um processo constitutivo. 💡 para se formar um tumor, precisa de vasos novos, por isso, as suas proprias celular secretam fatores angiogênicos. Então, muitos medicamentos agem combatendo a angiogênese do tumor. PROCESSO DE VASCULOGÊNESE � celulas mesenquimais do mesoderma explácnico somático começa a receber estímulos e expressar seus receptores, transformando-se em angioblastos � Esses angioblastos recebem novos estímulos e começam a se proliferar e formar varias ilhotas sanguíneas (amontoado de angioblastos). � Na ilhota, surge uma luz, que é o primórdio do lúmem do vaso sanguíneo. � Os angioblastos próximos a luz respondem a estímulos e se achantam e revestem a luz, formando o endotélio primitivo. A luz vai crescendo até encontrar outros lúmens, formando um canal vascular. FORMAÇÃO DE CELULAS SANGUÍNEAS Algumas células epiteliais se diferenciam e se destacam da parede, formando as primeiras hemáceas do embrião, como elas precisam se perpetuar, elas são nucleadas e se proliferam. Devido a capacidade do endotélio em gerar celulas sanguineas, ele se caracteriza como epitélio hemangiogênico. As primeiras células sanguíneas formadas são na regiao onde foram formados os primeiros vasos, isto é: no mesoderma da vesícula umbilical e alantoide. Por volta da 4 semana, há formação de hemáceas nas aortas dorsais. Embriologia do sistema cardiovascular 5 Apesar de não haver diferença, há vias específicas para formação de arterias e para a formaçao de veias e vasos linfáticos (derivam da via formação de veias, por isso, estruturalmente são semelhantes). DESENVOLVIMENTO DO CORAÇÃO No inicio da 4 semana ocorre o dobramento do embrião. A parte encefálica do tubo neural começa a se espessar e formar a prega encefálica em direção ao saco vitelinico, empurrando a área cardiogênica, que estava anterior a membrana bucofaríngea, para parte posterior da membrana. Antes do dobramento, o coração primitivo ficava em baixo da cavidade pericárdica. Depois do dobramento, ele fica em cima. Essa cavidade era conhecida, a princípio, como cavidade intraembrionária (corpo primitivo). As células do coração tem origem embrionarias de fontes distinta: � campo cardiaco primario: tem um formato de fechadura e suas celulas derivam da linha primitiva. Ele forma os dois atrios, ventriculo esquerdo e parte do ventrículo direito. � campo cardíaco secundário: mesoderma esplacnico, reveste o assoalho da farínge, intestino. Forma o restante do ventriculo direito e as vias de saida, cone arterial e tronco arterioso. � celulas da crista neural, dividir o canal atrioventricular. 💡 O ácido retinóico vai participar do processo de formaçao do coracao, visto que seu gradiente vai determinar a formacao de certas estruturas. 💡 TEM O MESODERMA SOMATICO QUE REVESTE A CAVIDADE INTRACELOMICA E O PEDICULO. TEM O MESODERMA ESPLACNICO QUE RECOBRE O INTESTINO 18 dia de desenvolvimento Embriologia do sistema cardiovascular 6 as células mesenquimais começam a se diferenciar em angioblastos especificos, recebem estímulos para se agruparem e formarem ilhotas específicas, designando cordões maciços específicos (cordões angioblasticos), que vai ser o primeiro indício de coração primitivo. No final da 3 semana, ocorre o processo de canalizacao, formando os tubo endocárdicos ou tubos cardíacos primitivos, revestidos por endotelio e mioblasto, induzidos pelas células do endoderma faríngeo subjacente. A medida que vai surgindo esses tubos, vai aparecendo outro dois tubo bilaterais próximo a linha media do disco, que surgem do mesoderma lateral, que vao ser as aortas dorsais, dois vasos paralelos. Durante a formação da prega cefalica e do dobramento cefalocaudal, o tubo endocárdico muda de plano. Com isso, há a liberaçao de fatores de crescimento, que vão agir no miocardio primtivo, ficando mais espesso e começando secretar uma MEC, sem celulas, rico em fator de crescimento e ácido hialuronico, depositando entre o endotelio e o miocardio. CHAMADA DE GELÉIA CARDÍACA. A medida que os tubos estão se dobrando, as aortas dorsais estão crescendo em direção aos tubos até se encontrarem, por meio dos arcos aórticos. Chega dois vasos do cordão umbilical, que se fundem com o coração e trazem sanguem, CHAMAMAS VEIAS VITELINICAS. Essa parte de fusão é chamado de seio venoso. Embriologia do sistema cardiovascular 7 A partir do dobramento lateral, as duas pregas vão se aproximando e os dois tubos endocárdicos, inicialmente, separados, começam a se fundirem até formar o tubo cardíaco primitivo, com uma entrada pelo seio venoso e uma saidas pelas aortas dorsais, funcionando, a partir de peristaltismos. Esse processo de fusão precisa da geleia cardíaca, visto que ela apresenta fatores proaptoticos, que permitem a fusão. Entre 22 e 23 o coração começa a bater, por meio de peristaltismo, onde o sangue vai entrar pelo seio venoso, passa pelo atrio primitivo, canal AVP unico e ventriculo e sair pelas aortas dorsais corte transversal Embriologia do sistema cardiovascular 8 FORMAÇÃO DAS CAMADAS DO CORAÇÃO Quando os tubos endorcardicos vao se fundindo as paredes do coração se formam: O endotelio se diferencia em endocardioEmbriologia do sistema cardiovascular 9 A geleia cardíaca participa da formação da camada que liga o endocardio ao miocardio, camsda subendocardial, podendo encontrar fibras de purkinge. O mioblasto formam o miocardio. Externamente do seio venoso, as celulas mesoteliais começam a migrar revestindo o tubo cardiaco, formando o pericárdio visceral ou epicárdio, responsável por formar as artérias coronarianas. , para fazer essas diferenciações em regiões: seio venoso atrio primitivo, ventrículo primitivo, bulbo cardiaco tronco arterial. Embriologia do sistema cardiovascular 10 O QUE IRIA ACONTECER SE ALGO INTERFERICE NA ADIÇÃO DE CÉLULAS A PARTIR DO CAMPO 2 ocorrerá mal formações cardíacas, no que diz a respeito a área de saída do coração, isto é, não afetará atrio e nem canal AV. Essa área é formada pelo campo cardíaco primário. Esse processo é essencial para formação normal da parte do ventrículo direito e da região de vias de saida do coração, podendo ocorre problemas associados a cia de saida, incluindo a DVSVD (dupla via de saída do ventriculo direito), defeito no septo interventricular DSIV, permitindo que os ventriculos se comuniquem, desenvolvimento da tetralogia de Fallot, estenose, estreitamento do tronco pulmonar, ou atresia pulmonar, que é fechamento do tronco. Embriologia do sistema cardiovascular 11 23 28 dias o alongamento e dilatação não param, porém o ventrículo e o bulbo cardíaco crescem de forma mais acentuada (vias de saida), provocando dobramento do coração sobre si mesmo, dando origem a uma alça bulboventricular. Esse dobramento provoca uma rotação em sentido destro, fazendo com que o ápice fique voltado para esquerda. O atrio se direciona para parte posterior A medida que o coraçao se alonga e forma a alça ela entra dentro da cavdade pericárdica A parte cefalica do tubo se dobra ventralmente, caudalmente e para a direita. E o atrio se desloca dorsocranialmente para a esquerda. Embriologia do sistema cardiovascular 12 DEXTROCARDIA Anomalia posicional mais comum defeito da direção do dobramento, isto é, o dobramento se dá para a esquerda, fazendo que o ápice seja deslocado para a direita. Os grandes vasos se invertem de posição não altera a funcionalidade pode está relacionada com o situs inversus, que está relacionada com a transposição de todas as visceras. Raro ECTOPIA CARDIACA rara o coração não fica cavidade pericárdica e não é recoberto pela parede torácica, fazendo com que ele fique para fora completamente ou parcialmente. Falha no desenvolvimento do esterno e da cavidade pericardica, já que houve fusão incompleta das prega laterais durante a formaçao da parede toracica. normalmente ocorre morte por infecçao e insuficiencia cardiaca ou hipoxemia: baixo oxigenio CIRCULAÇAO ATRAVES DO CORACAO PRIMITIVO tridmensionalmente, ha dois cornos, que representam o seio venoso, isto e, entre o seio venoso e o atrio primitivo. O seio venoso abre no meio do atrio. Embriologia do sistema cardiovascular 13 No seio venoso vao desembocar 3 pares de veias, isto e, 6 veias: � par veia vitelinica, desoxigenado, traz sangue desoxigenado da parede da vesicula umbilical � par veia umbilical tras sangue oxigenado do córion, que é da mae � par veia cardinal comum, vaso curto, que se originam a partir da fusao de duas veias cardinais: anterior, que vem da cabeça, e posterior, do resto do corpo. Embriologia do sistema cardiovascular 14 o sangue chega no seio e sai pelos arcos aorticos onde vai para as aortas dorsais, onde uma vai irrigar a cabeça e outra segue para o corpo, ela emite varias arterias intersegmentares, que levam sangue oxigenado para a parte dorsal, emite as seguintes arterias: um par de arteria vitelinica e no final emite um par de arterias umbilicais, que leva sangue desoxigenado para o córion. Dessa forma, hávera duas arterias que levam sangue desoxigenados ao cordao umbilical, e há, inicialmente, duas veias que levam sangue oxigenado, mas depois apenas 1, que passam do cordao umbilical e vão para o seio venoso. NA 5 SEMANA O figado se desenvolve no septo transverso, que fica entre o coracao e o cordao umbilical. Ocorre a formaçao do figado, que se desenvolve na area de acesso ao coraçao, impedindo o acesso direto desses vasos para o seio venoso. Por isso, há uma série de alterações vasculares, isto é, mudança de padrão de chegada ao coracao. Embriologia do sistema cardiovascular 15 Há o desenvolvimento das veias cavas superior e inferior, a partir das veias cardinais. O sangue proviniente do corion (placenta) e do saco vitelinico (regioes caudais) chega ao figado e depois se liga a veia cava inferior. Enquanto a superior recebe o sangue da cabeça e pescoço. O corno direito vira a parte lisa do AD, a veia cava inferior e a veia cava superior. O corno esquerdo vira o seio coronário e a veia obliqua do ventrículo esquerdo. As aurículas derivam da parede atrio primitivo. O corno venoso direito é incorporado ao atrio direito, formando sua parede lisa. SEPTAÇAO Na metade da 4 a 8 semana, tudo ocorre simultaneamente. A parede ventral e a parede dorsal do canal AV comum, começam a se espessar, constituidos inicialmente por geleia cardiaca, chamados de coxin endocardico dorsal e ventral, que depois sao constituidas por celulas da cristas neurais, que migram e invadem esse coxins endocárdicos, final da 4 semana. Esse coxins crescem e se fundem, formando um septo AV, que vai dividir o canal em direito e esquerdo. Essa separação atrioventricular é parcial. Os coxins endocárdicos vao ser importantes para formaçao das valvas AV, apetico e pulmonar e do septo membranoso Atrial e interventricular SEPTAÇAO ATRIAL Embriologia do sistema cardiovascular 16 Por que é dificil? Pq ate o nascimento o sangue oxigenado sai da placenta e cai no atrio direito. Porém, não segue uma circulaçao padrao, pois há sempre uma tentativa de otimizaçao do sangue aos tecidos, as celulas embrionarias fetais nunca vao receber a quantidade de oxigenio que deveriam, por isso que ha uma proteina transportadora, hemoglobina fetal, de O2 e hematocrito aumentado, numero de hemaceas aumentad 60%, e uma adpatacao a distribuicao desigual de sangue oxigenado no feto. Por isso, a formação de 3 forames e 3 tipos de desvios para ter oxigenado o encefalo até o final do período fetal. Para garantir que o sangue va rapidamente ao encefalo, o septo interatrial nao pode ser fechado, eles precisam estarem continuamente se comunicando. hemoglobina fetal é mais eficiente ela se conecta e desconecta do oxigênio Embriologia do sistema cardiovascular 17 O átrio primitivo divide-se pela formação, modificação e fusão dos septos primários e secundários. No teto do atrio primitivo é formado um cordão fibroso, em formato de meia lua, mole, formado por tecido conjuntivo. Ele cresce em direçao aos coxins endocardicos. Esse cordão é chamado de septo primário. A abertura entre a margem inferior do septo e o coxins é chamado de forame primário. Esse forame vai sendo obliterado com o crescimento do Embriologia do sistema cardiovascular 18 septo primário. A medida que a comunicação vai se acabando, na parte superior do septo, são formados varios buracos, que vão se fundir e formar o forame secundário, garantindo o fluxo livre. Dividindo o septo primário em uma parte superior e inferior. Com a incorporação do corno do seio venoso, o atrio se expande, aparecendo uma nova prega muscular próxima ao septo primário. O septo secundário vai ter uma parte superior que vai se sobrepor a parte inferior do septo primário. E vai ter a parte inferior. A parte superior do septo primário, com a formação do 2 septo, se atrofia. A parte inferior do septo primário forma a valvula do forame oval. Até o nascimento vai ter o forame oval, anatomicamente, fechado, porém, fisiologicamente, aberto. Uma vez que o septo inferior primário dobra-se com a alta pressão no AD (altapressão devido a circulação placentária) e permitindo a passagem de sangue para o AE. O AE, mesmo com a pressão aumentada não vai fazer o sangue voltar, já que o septo secundário interrompe o movimento do septo primário. Quando o bebe nasce, ocorre uma inversão de pressão, isto é, o AE AD, ocorrendo um fechamento fisiológico, formando a fossa oval. Depois de 2 meses, o forame se fecha anatomicamente. Formação da parede do AD A auricula é o remanescente da superfície interna da parede do atrio primitivo. A expansão da parede se dá pela incorporação do corno direito do seio venoso, formando uma parede vascular lisa. O sinal de incorporação na parte interna é o sinus venarum e na parte externa tem a crista terminal. Formação da parede do atrio esquerdo: formada a partir do incorporação da veia pulmonar primitiva em sua parede posterior. Até a 7 semana, o tronco pulmonar surge como um brotamento do AE, se dividindo em veia pulmonar direita esquerda, enviando depois 4 ramos, 2 superiores e 2 inferiores. Embriologia do sistema cardiovascular 19 Ao mesmo tempo em que o AD está se expandindo, o AE também está, fazendo com que o AE incorpore o tronco pulmonar até o ponto de suas 4 ramificações, resultando em 4 arbeturas na parede posterior para as 4 veias pulmonares. uma parte da parede que formava o AE primitivo forma as aurículas. FORMAÇÃO DO SEPTO INTERVENTRICULAR ocorre um espessamento da parede muscular no ápice do coração e a formação de uma crista muscular que continua a crescer até próximo dos coxins - parte muscular do septo IV. A abertura entre o septo muscular e o coxin recebe o nome de forame IV. A Parte membranosa do septo IV deriva dos coxins endocárdicos, da alta proliferação dar celular mesenquimais (crista neural). SEPTAÇÃO DO BULBO CARDÍACO E DO TRONCO ARTERIOSO O septo aorticopulmonar é formado pela fusão das cristas bulbares formadas na 5* semana e divide o tronco arterial em canal aórtico (que formará aorta ascendente) e canal pulmonar (tronco pulmonar). A orientação desse septo não é reta, devido a diferença de orientação no fluxo. Como é o septo bulbar formado? Começa a proliferar um tecido endocárdico proliferativo na parte inferior e superior do tronco arterioso, recebendo células mesenquimais provenientes das cristas neurais, no qual vão começam a secretam MEC e proliferar até formas duas crista, que vão rodar entre si. Depois elas se fundem e formam o septo aórticopulmonar, dividindo os dois troncos. Na formação do septo, há a proliferação dos coxins direito e esquerdo do cone, juntamente com a proliferação do coxin endocárdico anterior fecha o forame interventricular e formar a porte membranosa do septo IV o bulbo é incorporado a parede dos ventrículos Depois da septação, tem-se a formação das valvas e válvulas. Unica parte que não ocorre simultaneamente. última etapa de formação Embriologia do sistema cardiovascular 20 EXISTE POSSIBILIDADE DE TER UMA MAL FORMAÇÃO CARDÍACA NO PERIODO FETAL? NÃO, POIS ATÉ A 8 SEMANA O CORAÇÃO JÁ ESTÁ COMPLETAMENTE PRONTO. VALVAS semilunares: o tecido subendocardico, que reveste o orifício do tronco pulmonar e aórtico, se prolifera, formando 3 tumefasões, que vão crescer por acréscimo de mesênquima, derivado das cristas neurais, formando as três valvulas semilunares. Inicialmente, elas são compridas e grossas, depois vão passar por uma escavação e ficarem bem fininhas atrioventriculares: Nas AV, ocorre o mesmo processo, porém na valva AVD, há 3 tumefasões, e, na AVE, há 2 tumefasões. 💡 Se ocorre algum problema relacionado a migração, proliferação das células das cristas neurais, haverá problemas na formação das valvas. Esses defeitos podem ser silenciosos até que se manifestem. DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA CONDUTOR no final do processo de organogênese O musculo dos atrios e dos ventriculos são contínuos, mas, com a formação do esqueleto fibroso (tecido conjuntivo denso não modelado), há descontinuidade, devido a sua capacidade de ser isolante. 💡 as células do esqueleto fibroso derivam do pericárdio visceral. Embriologia do sistema cardiovascular 21 Antes dessa formação, o bombeamento funcionava por meio de peristaltismo do polo venoso ao polo arterial. O atrio primitivo vai ser o primeiro marca-passo (a contração do atrio primitivo é mais lenta que a do ventrículo) , mas, rapidamente, quem vai tem essa função de marca passo provisório é o seio venoso. os nós se desenvolve antes do nervos chegarem ao coração. o nó sinusal se desenvolve no 5 ° semana e se desenvolve na parede direita do seio venoso e é incorporada no AD, no momento que o seio venoso é incorporado, na junção do VCS. O nó sino atrial é uma célula grande rica em glicogênio especializada em gerar despolarização espontânea. Desse nó, sai fibras interatriais e internodais que vão chegar no nó AV. as células que vão formar o nó AV se desenvolvem na parede esquerda do seio venoso. Quando o corno direito for incorporado pela parede do AD, essas células ficam aglomeradas na parte inferior do septo interatrial. A partir delas começam a sair fibras cardíacas modificadas, percorrendo o septo membranoso, como feixe único até o septo muscular, e dividindo-se em dois feixes, chamados de feixes de His. Elas se ramificam em fibras de punkinge, que vão irrigar as paredes dos ventrículos, sendo, portanto, responsável pela contração dos ventrículos. Defeitos congênitos do coração apenas no coracao comuns 7% dor nascidos vivos, um dos principais problemas neonatais, morbidades pode ser assintomático, isto é, ser tolerável. Mas pode gerar problemas graves, podendo ser tolerável apenas durante a circulação placentária. Grande impacto clínico após o nascimento) diagnóstico precoce para preparar o parto não há cirurgia no coração. Ela está associada a Embriologia do sistema cardiovascular 22 variantes genéticas individuais (na formação do coração estão envolvidos mais de 500 genes, podendo algum desses genes sofrer influencia de algum gene mutante, Interferindo na sua expressão Padrão Mendeliano, monogênico Padrões cromossômicos, poligênicos. Interferencia em um determinado cromossomo (turner e down), a morte é por causa de defeitos cardíacos. herança multifatorial: carater poligênico, herança quantitativa e influência do meio ambiente que mimitizam o gene multado Ação de teratogenos - rubéola) DEFEITOS DO SEPTO ATRIAL DSAs) comum, mais comum no sexo feminino. Um dos problema é: o forame oval patente. 25% dos portadores toleram, mas descobrem quando tem um AVC isquêmico, quando o trombo que causou surgiu no AD e foi desviado direto para AE. (diagnóstico de imagem) EMBOLIA PARADOXAL Por causal da reabsorção anormal do septo primário durante a formação do forame secundário, (há uma falha na formação da valva do forame oval) ou devido há uma anormalidade no desenvolvimento do septo secundário. DEFEITOS DE SEPTO VENTRICULAR DSVs) doenças cardíacas congênitas mais frequentes 25%, sobretudo, no sexo masculino. devido a uma má formação da parte membranosa do septo IV TRANSPOSIÇÃO DAS GRANDES ARTÉRIAS cianose. incompatível com a vida o tronco aórtico ele sai do ventrículo direito, enquanto o tronco pulmonar sai do ventrículo esquerdo. Isso faz com que o sangue que irá irrigar o Embriologia do sistema cardiovascular 23 corpo seja apenas desoxigenado. A Aorta está em posição anterior ao tronco pulmonar. defeitos de septo aumentam o tempo de vida para realização de cirurgia TETRALOGIA DE FALLOT grupo classico de DCCs associada a: Estenose da carteria pulmonar, obstruindo O fluxo sanguíneo da VD, não há oxigenação, sepr aórtico deslocado hipertrofia do VD DSIV a aorta se origina nos dois ventrículos acima da deficiência septal, ele sai do centro Sintomas: cianose dificultade na alimentação, ele não tem força perda de consciência morto súbita COARTAÇÃO DA AORTA condição associada a uma esfenose em algum lugar da aorta,no arco ou na entrada da descendente, afetando a irrigação nas partes dos membros inferiores, o pulso poplítio e pedioso fraco CIRCULAÇÃO FETAL E NEONATAL hematócrito aumentado, hemoglobina fetal pulmão está cheio de liquido, recebe oxigênio em quantidade inferior para se desenvolver. É preciso desviar sangue do pulmão. O pulmão não realiza troca gasosa e os vasos pulmonares estão contraídos. A circulação de transição é garantida pelo: Embriologia do sistema cardiovascular 24 ducto arterial, garante que o sangue ao inves de ir para o pulmão vá para os MMII ducto venoso, é uma veia que faz uma comunicação não restrita entre a veia umbilical e a veia cava inferior, garantindo que o sangue chegue mais rapido ao coração. Ele apresenta um esfíncter na sua entrada, que regula a quantidade. forame oval, garante que a maior parte do sangue desvie para cabeça No momento em que se corta a circulação placentária é preciso ter uma garantia que a circulação pulmonar e sistêmica está funcionando, a partir da avaliação da cor da pele, a respiração, o reflexo, a FC, tônus APGAR. O ajuste da circulação é imediato COMO OCORRE o sangue oxigenado vai sair da placa coriônica por uma unica veia umbilical e na região do figado vai fazer duas comunicações: com a veia hepática, que vai entrar no sistema porta e depois vai para VCI, e com o ducto venoso, que vai se conectar diretamente com a VCI. 💡 Se o coração tiver com sobrecarga de sangue o esfíncter do ducto venoso fecha o ducto Na VCI, há uma mistura de sangue oxigenado com desoxigenado, que vai desembocar no AD, junto com o sangue vindo da VCS e seio coronário. A maior parte 90% do sangue passa para o AE pela comunicação interatrial (para suprir rapidamente o encéfalo em desenvolvimento), vai para o VE e depois 90% vai para aorta ascendente, que depois vai para cabeça, MMSS, coração, e 10% segue para a AD junto com o sangue que vem do ducto arterial. Só que 10% do sangue vai para o VD, depois tronco pulmonar pulmão, mas não oxigena, por isso, o sangue passa pelo ducto e cai na aorta descendent, 35% vai irrigar viscerais e MMII e 65% vai para a placenta pelas arterias umbilicais. Embriologia do sistema cardiovascular 25 Nasceu → O ducto venoso se fecha, obrigando o sangue proveniente do corpo passar pelo fígado. o ducto sofre fibrose e vira um ligamento venoso. Quando o feto nasce, o ducto venoso, o ducto arterial, forame oval e os vasos umbilicais não são mais necessários. O fim da circulação placentária faz com que a pressão no AD diminua, fazendo com que o forame se feche fisiologicamente e depois anatomicamente 2 meses), formando a fossa oval. O ducto aórtico se fecha pela contração do musculo e depois sobre fibrose e vira o ligamento arterial. Artérias umbilicais sofrem vasoconstrição, evitando perda significativa de sangue. A parte proximal das artérias vão formar as artérias vesicais, que vão irrigar a bexiga. A parte distal das artérias, que se conectam com a cicatriz umbilical, formam o dois ligamentos umbilicais mediais A veia umbilical sobre fibrose e vira o ligamento redondo do figado. Embriologia do sistema cardiovascular 26