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AVALIAÇÃO ANTROPOMETRICA DE CRIANÇAS AVALIAÇÃO ANTROPOMETRICA DE CRIANÇAS A infância é um período em que normalmente ocorrem variações na composição corporal. O crescimento é um processo dinâmico e complexo, regulado por múltiplos fatores, os quais incluem: Hereditariedade Ingestão de nutrientes Idade e sexo Fatores ambientais (saneamento e vacinação) Atividade física IDADE DA CRIANÇA Como estabelecer as faixas etárias das crianças : - Se o número de dias for até 15, mantém o mês. Se o número de dias for ≥ 16 considera-se o mês posterior. Ex: Data nasc: 03/01/2009 Data coleta: 19 /03/20 13 4 anos 2 meses e 16 dias = 4 anos e 3 meses Ex: Data nasc: 15/02/2007 6 anos 1 mês e 4 dias = 6 anos e 1 mês. O PESO e ESTATURA, são as medidas mais utilizadas na avaliação do estado nutricional de crianças. Coleta antropométrica para Crianças menores de 2 anos Como o peso e estatura são medidas modificáveis neste ciclo da vida o ideal é que a periodicidade seja de: IDADE FREQUENCIA até 6 meses mensalmente 6 a 12 meses 2 em2 meses 12 a 24 meses 3 em 3 meses PESO CORPÓREO Expressa a dimensão da massa corporal (constituída por tecido adiposo e massa magra). Peso é um dado antropométrico muito sensível. (perda de peso rápida, reflete déficit na ingestão alimentar recente) O peso expressa alterações no estado nutricional, o que permite diagnóstico PRECOCE da desnutrição, como também recuperação do estado nutricional. Orientações para coleta do Peso Como pesar: ◗ Mover os cursores da balança para o ponto zero (zerar a balança) (1); ◗ Destravar e tarar a balança antes de cada pesagem; ◗ Travar e colocar a criança deitada ou sentada no meio do prato da balança; ◗ Destravar e mover o cursor maior (Kg) (2) para o sentido contrário do ponto zero, até que o braço da balança comece a se mover, sem no entanto, ficar acima do ponto médio do nível de pesagem; ◗ Mover o cursor menor (g) (3) até o braço da balança ficar em linha reta. Este será o peso da criança; ◗ Travar a balança e ler o peso da criança na escala maior em quilos (Kg) e na escala menor em gramas (g) e anotar; ◗ Anotar o peso na ficha da criança; ◗ Colocar os cursores (maior e menor) no ponto zero da escala após cada pesagem. BALANÇA PEDIATRICA MANUAL BALANÇA PEDIÁTRICA ELETRÔNICA BALANÇA TIPO GANCHO Crianças com peso corporal maior que 15 kg podem utilizar a balança mecânica ou digital COMPRIMENTO OU ESTATURA Indicador do tamanho corporal e do crescimento linear da criança. A estaura pode ser considerada um dado pouco sensível. Porém diferentemente do peso, as modificações na estatura ocorrem em períodos de tempo prolongados, de forma que os déficits refletem agravos nutricionais de longo prazo. Atenção : Defictis de crescimento podem estar relacionada com desnutrição ou carga genética. CRIANÇAS MENORES DE 2 ANOS CRIANÇAS MAIORES DE 2 ANOS ÍNDICES ANTROPOMÉTRICOS USO DE ÍNDICES ANTROPOMÉTRICOS As medidas antropométricas isoladas não permitem uma avaliação precisa do estado nutricional da criança. Dessa forma, é possível a construção de ÍNDICES. Um índice é a relação entre duas medidas. ÍNDICES ANTROPOMÊTRICOS PARA CRIANÇAS Estatura para Idade (E/I) Peso para idade (P/I) Peso para estatura (P/E) IMC para idade (IMC/idade) Circunf. Cefálica para idade (CC/I) ESTATURA PARA IDADE (E/I) Reflete o crescimento linear alcançado para uma idade específica. Seus déficits indicam inadequações acumuladas de longa duração. As crianças com baixa estatura para idade podem também ser classificadas como baixas (geneticamente baixas). PESO PARA IDADE (P/I) Reflete o peso em relação à idade cronológica da criança. O diagnóstico será baixo peso, eutrofia ou peso elevado para a idade, (perda de peso rápida, reflete déficit na ingestão alimentar recente) Este índice dispensa a informação da idade. Reflete a harmonia do crescimento. Atenção : É sensível para o diagnóstico de excesso de peso, quando P/E elevado. As crianças com baixo P/E podem ser classificadas como sendo portadoras de magreza. PESO PARA ESTATURA (P/E) O IMC é calculado por meio da relação entre peso e estatura ao quadrado. ÍNDICE DE MASSA CORPORAL/IDADE (IMC/IDADE) IMC = Peso (kg) Estatura2 (metros) O IMC tem sido pouco empregado para crianças abaixo de 10 anos, embora o seu uso ajustado a idade seja uma opção válida e recomendada pela OMS. Os três índices: E/I; P/I e P/E são necessários e complementares na qualidade do diagnóstico nutricional da criança. Não podem ser usados de forma isolada. A comparação dos dados serão realizadas com auxílio de tabelas ou curvas de referência. ÍNDICES ANTROPOMÉTRICOS FORMAS DE AVALIAÇÃO OMS - PERCENTIL O percentil é a medida de posição do indivíduo em relação aos 100% da distribuição dos valores da referência. O Percentil 50 é considerado a referência a média, usado em muitas tabelas como o padrão de referencia, já que metade da população apresenta o valor referido, indicando uma “normalidade”. PERCENTIL O percentil é a medida de posição do indivíduo em relação aos 100% da distribuição dos valores da referência. O Percentil 50 é considerado a referência a média, usado em muitas tabelas como o padrão de referencia, já que metade da população apresenta o valor referido, indicando uma “normalidade”. ESCORE- Z Atualmente usa-se a terminologia de escore – Z para indicar a variabilidade de um determinado parâmetro entre indivíduos. É a medida de quanto o indivíduo se afasta ou se aproxima da mediana em desvios-padrão (DP) do padrão de referência. O diagnóstico individual com objetivos clínicos não requer esse indicador, sendo mais prática a utilização das curvas de crescimento em percentis. Porém para diagnóstico em estudos populacionais o ESCORE Z é mais utilizado. INTERPRETAÇÃO DO ESCORE Z escore Z+ significa que o valor da medida do indivíduo é maior do que a média da população de referência. escore Z - corresponde a um valor menor que a médiada população de referencia Após a coleta das medidas antropométricas da criança peso e estatura, utilizam –se os gráficos de avaliação. Inserir no gráfico correspondente os dados coletados e realizar a interpretação do gráfico, através dos valores representados pelo percentil ou escore Z. Curvas para Avaliação Antropométrica de Crianças de 0 a 10 anos Site: http://nutricao.saude.gov.br/sisvan Imprimir: Gráficos das Curvas da OMS, em percentil e escore Z (para meninos e meninas) PADRÃO (OU POPULAÇÃO) DE REFERÊNCIA Para interpretação dos dados antropométricos precisamos de padrões de referência e pontos de corte definidos. Como padrão de crescimento infantil utilizadas internacionalmente 3 referências podem ser citadas: NCHS: National Center for Health Statistic (1977); CDC: Center for Disease Control and Prevention (2000); OMS: Organização Mundial da Saúde (Estudo Multicêntrico, inclusive Brasil), 2006 e 2007. No Brasil o Ministério da Saúde adotou o Padrão de Referência da OMS (2006) PARA CRIANÇAS DE 0 A MENOS DE 5 ANOS Utilizar a tabela abaixo para interpretar os dados segundo E/I EXEMPLO Idade 3 anos e 7 meses , estatura 1,03 cm Avaliação : P50 normalidade EXEMPLO Idade 3 anos e 7 meses , estatura 1,03 cm Avaliação : entre 0 DP e 2 Dp , normalidade PARA CRIANÇAS DE 0 A MENOS DE 5 ANOS Utilizar a tabela abaixo para interpretar os dados segundo P/I PARA CRIANÇAS DE 0 A MENOS DE 5 ANOS Utilizar a tabela abaixo para interpretar os dados segundo P/E PARA CRIANÇAS DE 0 A MENOS DE 5 ANOS Utilizar a tabela abaixo para interpretar os dados segundo IMC PERCENTIL– PONTO DE CORTE Per. Cefálico Índice Antropométrico Ponto de corte Indicador de estado nutricional Perímetro cefálico/idade < 3 e > 97 Problemas de desenvolvimento Fonte: Avaliação antropométrica nos ciclos da vida, 2007. Ministério da Saúde - SISVAN, 2007 PARA CRIANÇAS > DE 5 ANOS A 10 ANOS PARA CRIANÇAS DE > 5 e 10 ANOS Utilizar a tabela abaixo para interpretar os dados: PARA CRIANÇAS DE > 5 e 10 ANOS Utilizar a tabela abaixo para interpretar os dados: PARA CRIANÇAS DE > 5 e 10 ANOS Utilizar a tabela abaixo para interpretar os dados: ascendente ANÁLISE DOS DADOS NAS CURVAS Traçado Ascendente = resultado satisfatório Observação: a interpretação do traçado nos casos de excesso de peso será diferente do apresentado acima. Traçado Horizontal = situação de alerta (“parada” no desenvolvimento da criança) Sinal de perigo descendente Traçado Descendente = sinal de perigo (redução no desenvolvimento da criança). SISVAN Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional SISVAN INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS Além do peso e da altura, outros indicadores devem ser utilizados para avaliar o estado nutricional de crianças, dentre eles estão: Dobra s cutâneas Dobra cutânea Triciptal (DCT) Dobra cutânea Subescapular (DCSE) Circunferência Circunferência Braquial (CB) Circunferência da cintura ( CC) Circunferência Cefálica (CC) CIRCUNFERÊNCIA OU PERÍMETRO BRAQUIAL Vantagens: Simplicidade do instrumento, facilidade e rapidez da coleta e interpretação dos dados, boa aceitabilidade e baixo custo. Desvantagens: Medida isolada, de apenas um segmento corporal, que limita a obtenção de um diagnóstico nutricional mais global CB ou PB CIRCUNFERÊNCIA OU PERÍMETRO BRAQUIAL É uma medida recomendada para avaliações rápidas do estado nutricional de crianças de 1 a 5 anos de idade, quando não é possível a utilização das medidas de peso e estatura. Pode ser usada como um instrumento útil para triagem nutricional . É uma medida que reflete tanto as reservas de energia como a massa protéica. PERÍMETRO BRAQUIAL Perímetro Braquial (isolado) Classificação ≤12,5 cm Subnutrida > 12,5 cm Eutrófica 54 Os valores encontrados nas crianças podem ser comparados aos valores de referência das tabelas: Para : < de 5 anos , tabela da CB em percentil da OMS, 2007 . Para : > de 5 anos , tabela da CB em percentil propostas por Frisancho, 1990. A faixa de percentil considerada adequada entre 2DP e + 2 DP valores < - 2DP são considerados como déficits energéticos Valores > + 2 DP são considerados excessos A faixa de percentil considerada adequada é entre percentil 3 e 97 valores < que P3 são considerados como déficits energéticos Valores > que P97 são considerados excessos) Para : > de 5 anos , tabela da CB em percentil propostas por Frisancho, 1990. Percentil Tecido adiposo Tecido muscular <5 Magro/baixa reserva Magro/baixa reserva 5 a 15 Abaixo da média Risco para déficit Abaixo da média Risco para déficit 16 a 85 Média Média 86 a 95 Acima da média Acima da média ≥95 Excesso de gordura Musculatura desenvolvida Boa nutrição Interpretação Percentis para crianças > de 5 anos Circunferência da Cintura A circunferência cintura reflete de maneira indireta a adiposidade central, no entanto na infância esse indicador é pouco empregado. A coleta é feita em crianças com idade a partir de 5 anos da mesma maneira que em indivíduos adultos. Circunferência da Cintura Percentil Tecido adiposo <5 Magro/baixa reserva 5 a 15 Abaixo da média Risco para déficit 16 a 85 Média 86 a 95 Acima da média ≥95 Excesso de gordura Interpretação Percentis para crianças > de 5 anos Circunferência ou perímetro Encefálico A medida do perímetro cefálico (PC) reflete de forma indireta o crescimento cerebral nos primeiros anos de vida indicado como método de avaliação para crianças até 5 anos deve ser realizado através das curvas de crescimento oferecidas pela OMS (2007). Nos primeiros anos de vida o crescimento craniano sofre influencia também da condição nutricional, sendo avaliada conjuntamente com o desenvolvimento neuropsicomotor. Como medir o perímetro encefálico A forma correta para obtenção da medida é o posicionamento da fita métrica não extensível na porção posterior mais proeminente do crânio e na parte frontal da cabeça. Avaliação realizada pelo índice PC/ idade pelas curvas da OMS 2006 PERÍMETRO CEFÁLICO (PC/IDADE) O monitoramento do crescimento adequado do PC em crianças até 5 anos de idade, é realizado pela leitura das curvas ou tabelas de referência que relacionam o PC com as variáveis gênero e idade recomendadas pela OMS, 2007. Classificação PC/Idade: Valores de normalidade encontrados entre os Percentis 3 e 97 PERÍMETRO CEFÁLICO (PC/IDADE) normalidade < 3 e > 97 PERCENTIL – PONTO DE CORTE Perímetro Cefálico Índice Antropométrico Ponto de corte Indicador de estado nutricional Perímetro cefálico/idade < 3 e > 97 Problemas de desenvolvimento Fonte: Avaliação antropométrica nos ciclos da vida, 2007. Ministério da Saúde - SISVAN, 2007 Exemplo: criança com 9 semanas, perímetro cefálico de 38 cm, P15 – diag. de Adequação . A utilização entre a relação do perímetro torácico e do perímetro cefálico pode ser usada para a classificar a criança até 5 anos de idade, com diagnóstico de de desnutrição. Está associação é realizada a partir da construção do indicador PT/PC. RELAÇÃO PERÍMETRO CEFÁLICO/TORÁCICO Indicador PT/PC PERÍMETRO CEFÁLICO/TORÁCICO Idade Relação PT/PC Até 6 meses 1 > 6 meses aos 5 anos > 1 Valores < 1, nesse período indicativo de Desnutrição Dobras Cutâneas Dobra cutânea Triciptal (DCT) Dobra cutânea Subescapular (DCSE) Valores de referencia para criançase Tabelas : Frisancho NCHS National Center for HealthStatistics OMS DOBRAS CUTÂNEAS Medem a quantidade de tecido adiposo subcutâneo. São utilizadas em conjunto com outros dados antropométricos. A medida das dobras pode ser tomada a partir de várias partes do corpo, sendo as mais indicadas para crianças: a dobra cutânea tricipital (DCT) e a subescapular (DCSE). DOBRAS CUTÂNEAS Desvantagens: necessita de material especializado (adipômetro) e de avaliador treinado. Os resultados das medidas serão comparados aos de referência disponíveis para dobras cutâneas de acordo com a faixa etária (xerox). Tabela de DCT - NCHS Percentil Tecido adiposo Tecido muscular <5 Magro/baixa reserva Magro/baixa reserva 5 a 15 Abaixo da média Risco para déficit Abaixo da média Risco para déficit 16 a 85 Média Média 86 a 95 Acima da média Acima da média ≥95 Excesso de gordura Musculatura desenvolvida Boa nutrição Interpretação Percentis Exercícios 1 Avaliação Antropométrica de Crianças Realize a avaliação antropométrica da paciente abaixo: Dados : menina, idade de 7 anos, Peso atual 48,9 kg, estatura 1,36m, DCSE 24 mm, DCT, 24 mm, CB, 25 cm, CC de 61 cm. Realize a avaliação utilizando os índices antropométricos estabelecidos pela OMS para E ̸ I , P ̸ I, IMC ̸ I e peso ideal. E as tabelas de Frisancho para estabelecer DCSE e DCT e CB. Exercícios 2 Avaliação Antropométrica de Crianças Realize a avaliação antropométrica da paciente abaixo: Dados : menino, idade de 6 anos e 7 meses, Peso atual 19 kg, estatura 1,12 m, DCSE 6 mm, DCT, 4 mm, CB, 11,5 cm, CC de 48 cm. Realize a avaliação utilizando os índices antropométricos estabelecidos pela OMS para E ̸ I , P ̸ I, IMC ̸ I e peso ideal. E as tabelas de Frisancho para estabelecer DCSE e DCT e CB. Exercícios 3 Avaliação Antropométrica de Crianças Realize a avaliação antropométrica da paciente abaixo: Dados: menina, idade de 3 anos e 17 dias, Peso atual 9 kg, estatura 0,83 m, DCSE 4 mm, DCT, 4 mm, CB, 11,5 cm, CC de 45 cm. Realize a avaliação utilizando os índices antropométricos estabelecidos pela OMS para E ̸ I , P ̸ I, IMC ̸ I. Exercícios 4 Avaliação Antropométrica de Crianças Realize a avaliação antropométrica da paciente abaixo: Criança com 1 ano e 11 meses, sexo feminino, perímetro cefálico: 47 cm perímetro torácico: 56 cm. Avaliar em percentil (tabela e gráfico OMS) o perímetro cefálico. Avaliar a relação PT/PC. Exercícios 5 Avaliação Antropométrica de Crianças Classifique o estado nutricional pelo método PERCENTIL, curvas da OMS, 2006: Sexo: masculino Idade: 3 anos e 5 meses Estatura: 100 cm Peso = 15,5 Kg P/I = entre o P 50 – P85 = classificação? E/I = entre o P50 e P85 = classificação? P/E = entre o P50 e P85 = classificação? Exercícios 6 Avaliação Antropométrica de Crianças Classifique o estado nutricional pelo ESCORE Z, utilizando as Curvas OMS. Sexo: masculino Idade: 24 meses Estatura/comprimento: 78 cm Peso: 10,0 Kg P/I = E/I = P/E = Exercícios 7 Classifique o estado nutricional pelo método PERCENTIL, utilizando as Tabelas da OMS: Sexo: masculino Idade: 5 anos Estatura: 119,5 cm Peso: 24 Kg E/I = P/I = P/E = AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO RECÉM-NASCIDO Classificação Nutricional do recém - nascido Classificação por semana gestacional: Classificação por peso ao nascer < 37 semanas: RN pré-termo 37 a 42 semanas: RN de termo >42 semanas: RN pós-termo Peso adequado = ≥ 2.500 a 3.999g Baixo peso = < 2.500g Muito baixo peso = <1.500g Extremo baixo peso ao nascer: <1.000g Avaliação a relação entre peso e comprimento de recém-nascido. Índice de Rohrer = peso (g) x 100 Comprimento3 (cm) Classificação: Valores < 2,0 RN Desnutrido Avaliação a relação entre peso e comprimento de recém-nascido. Índice de Rohrer = peso (g) x 100 Comprimento3 (cm) Ex : Recém nascido a termo do sexo masculino, peso ao nascer de 3,750 kg. Com comprimento de 50 cm 3750 g x 100 = 0,039 x 100 = 3,9 Eutrófico 50³ cm Relação Idade Gestacional e Peso ao nascer Gráfico de Battaglia e Lubchenco (1967) utilizado há mais de 30 anos para classificar os neonatos quanto a idade gestacional e o peso ao nascer. Classificação: Adequado para a IG (AIG) – entre o P10 e P90 Pequeno para a IG (PIG) – abaixo do P10 Grande para a IG (GIG) – acima do P90 Idade Gestacional e Peso ao nascer para classificar os neonatos quanto a idade gestacional e peso do nascimento. Classificação: (AIG) entre o P10 e P90 (PIG) abaixo do P10 (GIG) acima do P90. Idade Gestacional e Peso ao nascer para classificar os neonatos quanto a idade gestacional e peso do nascimento. Ex: 3700 gr com 36 semanas Classificação: (AIG) entre o P10 e P90 (PIG) abaixo do P10 (GIG) acima do P90. ANTROPOMETRIA DO RN Na prática neonatal as medidas mais utilizadas são o peso, o comprimento e o PC (perímetro cefálico). Recomenda-se a medida de: peso e comprimento uma vez ao dia PC uma vez por semana. Esses dados devem ser transportados para gráficos antropométricos para devidas comparações. . ANTROPOMETRIA DO RN Evolução de ganho de peso. O RN com oferta nutricional adequada deve ganhar de 20 a 40g por dia. Atenção: O RN apresenta perda peso significativa de peso corporal (que varia de 10 a 20%) na primeira semana de vida. Evolução de ganho da Estatura. Quanto ao comprimento, espera-se crescimento de 1 cm por semana. AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO LACTENTE LACTENTE O acompanhamento do estado nutricional da criança < 1 ano deve considerar: Peso Comprimento Perímetro cefálico Nos primeiros 6 meses de vida, o ganho de peso mensal é a medida de maior importância e possibilita o diagnóstico rápido na vigência de problemas nutricionais. IDADE FREQUENCIA até 6 meses mensalmente 6 a 12 meses 2 em2 meses 12 a 24 meses 3 em 3 meses Crianças com 0 a 6 meses: Ganho de peso diário: > 20g/dia (> 600g/mês) e análise de curvas de crescimento. Crianças maiores de 6 meses: - Ganho de peso diário: > 15g/dia (> 400g/mês) e análise de curvas de crescimento. Ganho de Peso esperado Avaliação Nutricional do recém-nascido prematuro 99 Curva de Crescimento para Prematuros A curva é útil até 1 ano de vida para avaliar peso comprimento e perímetro cefálico de prematuros. Curva de Babson: para crianças que nasceram antes da 40ª semana. Espera-se que os valores de normalidade fiquem entre os desvios-padrão de +1 e – 1 . Espera-se que os valores de normalidade fiquem entre os desvios-padrão de +1 e – 1 Como usar a Curva ? Primeiramente realizar a correção da idade cronológica da criança. Segundo OMS, considera-se uma gestação à termo, 40 semanas de gravidez. Idade corrigida para prematuros Idade cronológica (em meses) - meses de prematuridade Correção da idade cronológica Avaliação Criança com 11 meses de idade Nascimento com 28 semanas de gestação, terá nascido com 12 semanas de prematuridade (3 meses). Assim:Idade cronológica (em meses) - meses de prematuridade 11 meses - 3 meses = 8 meses Assim os registros de peso, comprimento e perímetro cefálico seriam registrados no gráfico, como sendo de 8 meses e não de 11 meses. Curva de crescimento de prematuros Exemplo: Menina nasceu de 32 semanas gestacionais e na consulta de hoje está com 3 meses (12 semanas). Idade cronológica = 12 semanas Prematuridade = 8 semanas PC – 36 cm, C – 56 cm P- 4 kg Idade corrigida = 3 meses – 2 meses = 1 mês. Idade corrigida = 12 semanas – 8 semanas = 4 semanas = 1 mês. Idade corrigida para prematuros Idade cronológica (em meses) - meses de prematuridade Peso = m comp. = m pc = - 1 e a m