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1
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
COMPONENTE CURRICULAR: BIOQUÍMICA
DOCENTE: WALBER NOGUEIRA
RELAÇÃO HIV E SÍFILIS
2ª Série /Bloco: I Turma: A Subgrupo A4
Discentes: 
Izabela Moreira Pinto
João Pedro Martins da Cunha
Márcia Geovanna Araújo Paz
Belém
2018
HIV
É um vírus que ataca o sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo contra agentes estranhos;
Atinge principalmente os linfócitos T CD4+;
Pode ser transmitido por relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de objetos perfuro-cortantes contaminados, da mãe para o bebê durante a gravidez e amamentação ou quando não há medidas de prevenção; 
Fonte: G1/Bem estar
Izabela Moreira
SINTOMAS HIV/AIDS
Fase Assintomática:
Sem sintomas;
Vírus ativo;
Infecção aguda:
Gripe e Febre;
Infecções diversas;
Izabela Moreira
SÍFILIS
É uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível);
Seu agente etiológico é a bactéria Treponema pallidum;
Apresenta várias manifestações clínicas e possui mais de um estágio;
Pode também ser transmitida pela mãe para o bebê, seja na gravidez ou até mesmo durante o parto;
Fonte: BBC News
Izabela Moreira
SÍFILIS – SINTOMAS 
Sífilis primária:
- Ferida que pode ser única, em local de entrada da bactéria (vagina, pênis, colo uterino, boca, ânus ou outros locais na pele), podendo aparecer de 10 a 90 dias após contaminação;
- Não apresenta dor, coceira ou ardor e nem pus, até mesmo linfonodos na região da virilha;
Fonte: Estomatologia do Corpo
Izabela Moreira
SÍFILIS - SINTOMAS
Sífilis secundária:
- Sinais e sintomas surgem entre seis semanas e seis meses da cicatrização da ferida inicial;
- Manchas no corpo, sem coceira na palma das mãos e dos pés;
- Pode haver febre, dor de cabeça, mal-estar e linfonodos pelo corpo;
Fonte: Tua Saúde
Izabela Moreira
SÍFILIS – SINTOMAS 
Sífilis latente – fase assintomática:
- Sem presença de sinais e sintomas;
- Sífilis latente recente/Sífilis latente tardia;
- Duração variável;
Sífilis Terciária:
- De dois a quarenta anos após a primeira infecção;
- Apresenta sinais e sintomas e lesões diversas;
Fonte: Tua Saúde
Izabela Moreira
INFECÇÃO CONJUNTA
Pode haver agravamento da Sífilis;
Rápida evolução para a fase terciária;
Atingir os olhos e comprometer o SNC causando neuro-sífilis;
Izabela Moreira
CICLO BIOLÓGICO 
Envelope Glicoproteico envolvendo um Nucleocapsídeo proteico.
Não Possui DNA
Nucleocapsídeo contendo em seu interior:
2 fitas de RNA viral
Transcriptase reversa
Integrase
Protease
Fonte: AIDS Info 
João Pedro Cunha
CICLO BIOLÓGICO 
Fonte: Research Gate
João Pedro Cunha
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL - HIV
1985: 1ª geração de ensaios para diagnóstico da infecção. Empregavam antígenos virais obtidos a partir da lise viral em cultura de células
ELISA indireto
1987: 2ª geração de ensaios com o mesmo formato indireto da 1ª geração
Utilização de antígenos recombinantes e peptídeos sintéticos
Aumentou a sensibilidade e a especificidade dos ensaios
1990: Variabilidade do HIV tornou-se evidente
Inclusão de antígenos para HIV-2 e novos antígenos do HIV-1: Grupos M, N e O
1994: ELISA imunométrico – 3ª geração (↑ Específicidade)
4ª Geração: Detectar o antígeno p24
Márcia Geovanna
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL - HIV
→ ELISA COMBINADO:
Detecta a presença de antígenos e/ou anticorpos na amostra
Fase sólida: Fixado anticorpos contra o antígeno p24 e antígenos do HIV-1 (gp120), antígenos do grupo O e de HIV-2
Presença de anticorpos é detectada por uma solução de proteínas recombinantes e peptídeo sintético de HIV
Presença de antígeno é indicada pela presença Ig anti-p24 conjugada a uma enzima
A revelação da reação é indicada pela adição de um substrato que formará cor
Ponto de corte: Reagentes, não reagentes ou indeterminadas
 
Márcia Geovanna
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL - HIV
→ ENSAIO IMUNOENZIMÁTICO DE MICROPARTÍCULAS (MEIA) :
Micropartículas de látex recobertas com antígenos de HIV que irão se ligar aos anticorpos da amostra
As micropartículas ligam-se a uma matriz de fibra de vidro
É adicionado um conjugado de antígenos recombinantes do HIV e peptídeos sintéticos do envelope de HIV-1 e HIV-2 conjugados à biotina e posteriormente, um segundo conjugado
A revelação é feita com a adição de um substrato que reage com a enzima e origina um produto fluorescente
Presença/ausência de anticorpos é determinada pela intensidade 
 
Márcia Geovanna
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL - HIV
→ REVELAÇÃO ELETROQUIMIOLUMINESCENTE (EQL) 
Etapa inicial em meio líquido
1ª incubação: Amostra do usuário, anticorpos monoclonais marcados com biotina, antígenos recombinantes específicos marcado com biotina, peptídeo sintético específico marcado com rutênio, anticorpos monoclonais anti-p24 e antígenos marcados com rutênio
Anticorpos da amostra ligam-se aos antígenos e os antígenos da amostra ligam-se aos anticorpos anti-p24
2ª incubação: Complexos do tipo “sanduíche” ligam-se à fase sólida por meio da interação entre a biotina e a estreptavidina
 
Márcia Geovanna
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL - HIV
→ REVELAÇÃO ELETROQUIMIOLUMINESCENTE (EQL) 
As micropartículas são fixadas magneticamente à superfície de um eletrodo
Os elementos não ligados serão removidos
Aplicação de uma corrente elétrica
Induzir a quimioluminescência
Medida por um fotomultiplicador
 
Márcia Geovanna
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL - SÍFILIS
Sorológico:
Não treponêmicos:
- Inespecíficos
- Provas lipídicas ou reagínicas
- VDRL ou RPR
Treponêmicos:
- Pesquisa de Ac específicos
- FTA-abs ou TPHA ou ELISA
 
Márcia Geovanna
TESTES NÃO TREPONÊMICOS - SÍFILIS
Detecta IgG e IgM contra material lipídico liberado no soro devido a mitocôndrias lesadas do hospedeiro e cardiolipina liberada pelos treponemas
→ VDRL = Exame de sangue (Soro)
Diagnóstico e acompanhamento da Sífilis
Microfloculação em lâmina
Qualitativo e quantitativo
Inespecífico
Falso positivo (Tuberculose, hepatite...)
Gravidez: Pré natal e segundo trimestre
Positivo: 1:16
 
Márcia Geovanna
TESTES NÃO TREPONÊMICOS - SÍFILIS
→ RPR = Reação Rápida de Plasma
Indicador: Partículas de carvão
Qualitativo: 1:1 e 1:8
Quantitativo: 1:2 – 1:32
 
Características dos testes não treponêmicos
↑ Sensibilidade: Sífilis secundária
↓ Específico: Falsos positivos
Fenômeno Prozona: Falha técnica; Excesso de anticorpos induzem o falso-negativo
Cicatriz Sorológica: Persistência, após tratamento, de reaginas em títulos baixos
Márcia Geovanna
TESTES NÃO TREPONÊMICOS - SÍFILIS
Sífilis primária
Sífilis latente
Prozona
Baixa temperatura
Falso positivo:
Fase Aguda (<6m)
Hepatites
Infecções Virais
Gravidez
Crônica (>6m)
Drogas ilícitas
Hanseníase
Neoplasias
Falso negativo:
Márcia Geovanna
TESTES NÃO TREPONÊMICOS - SÍFILIS
Causas de erro técnico:
Variação de temperatura
Amostras hemolisadas
Soro lipêmico ou contaminado
Tempo e velocidade de agitação fora do padrão
Preparo incorreto dos antígenos
Márcia Geovanna
TESTES TREPONÊMICOS - SÍFILIS
Detecta IgG e IgM específicos contra T. pallidum
Sensibilidade: 99,5%
Especificidade: 88,7% (Falso-postivio para doenças autoimunes)
LCR pode ser positivo sem neurosífilis
→ FTA-abs: Teste de imunofluorescência para confirmar o diagnóstico; Não é específico para neurosífilis. 
→ TPHA: Aglutinação indireta de partículas de T. Pallidum; Titulação de anticorpos.
→ ELISA: Ensaio de absorção imunoenzimática.
Márcia Geovanna
TESTES TREPONÊMICOS - SÍFILIS
→ FTA-abs
Método: Imunofluorescência indireta
Complexo, manual, requer padrão e leitura subjetiva
Absorção com treponema de Reiter
Absorção incompleta: Falso-postivo
→ TPHA (Soro ou Plasma)
Método: Hemaglutinação passiva
Prático, simples, rápido e automatizado
Não define classe de imunoglobina
Falsos-postivos: Drogas, hanseníase...
Inconclusivo: Mononucleose infecciosa
Márcia Geovanna
TRATAMENTO
HIV/AIDS:
Nãohá cura para a infecção.
Auxilio de antirretrovirais para diminuição da carga viral.
 Combinação de no mínimo 3 medicamentos.
Usado primeiramente a combinação de:
Lamivudina
Tenofovir 
Efavirenz 
João Pedro Cunha
TRATAMENTO
Sífilis:
Penicilina Benzatina (Primária, Secundária e Terciária)
Penicilina G cristalina (Neurosífilis)
Izabela Moreira
IMPORTÂNCIA PARA A ENFERMAGEM
Pesquisas para atualizações das doenças;
Atividades da promoção da Educação em Saúde em conjunto com equipes multiprofissionais;
Incentivo de programas nas Estratégias de Saúde e campanhas de incentivo e esclarecimento sobre a prevenção das IST’s;
Izabela Moreira 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este trabalho teve como objetivo, mostrar de forma ampla, informações importantes para acadêmicos do curso de Enfermagem, quanto ao que se tem de pesquisa e atualizações sobre essas infecções, levando conhecimento que pode ser posto em prática no desenvolver de duas práticas durante a vida acadêmica e durante o exercício da enfermagem quanto profissional graduado.
Izabela Moreira
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/AIS e das Hepatites Virais. Manual técnico para diagnóstico da infecção pelo HIV. Brasília, abr. 2017.
BRASIL. Ministério da Saúde. TELELAB Diagnóstico e Monitoramento. Aula 2: diagnóstico da sífilis. Brasília. Disponível em: <https://telelab.aids.gov.br/moodle/pluginfile.php/22193/mod_resource/content/1/S%C3%ADfilis%20-%20Manual%20Aula%202.pdf>. Acesso em: 06 set. 2018.
BRASIL. Ministério da Saúde. TELELAB Diagnóstico e Monitoramento. Aula 5: diagnóstico laboratorial da infecção pelo HIV. Brasília. Disponível em: <https://telelab.aids.gov.br/moodle/pluginfile.php/22167/mod_resource/content/1/HIV%20-%20Manual%20Aula%205.pdf>. Acesso em: 06 set. 2018.
BRASIL. Ministério da Saúde. TELELAB Diagnóstico e Monitoramento. Aula 6: testes treponêmicos. Brasília. Disponível em: <https://telelab.aids.gov.br/moodle/pluginfile.php/22197/mod_resource/content/1/S%C3%ADfilis%20-%20Manual%20Aula%206.pdf>. Acesso em: 06 set. 2018.
BRASIL. Ministério da Saúde. HIV/AIDS. 2018. Disponível em: <http://portalms.saude.gov.br/component/tags/tag/hiv-aids>. Acesso em: 08 set. 2018.
BRASIL. Ministério da Saúde. Sífilis. 2018. Disponível em: <http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/sifilis-2>. Acesso em 08 set. 2017.
CALLEGARI, F. M. Prevalência de sífilis em pacientes com HIV/AIDS atendidos em serviços de atendimento especializado em Vitória, ES. Vitória: UFES, 2011. Disponível em: <htto://repositório.ufes.br/bitstream/10/5951/1/Dissertação%20de%2-Fabiola%20Mesquita%20Callegari.pdf>. Acesso em: 08 set. 2018
 
REFERÊNCIAS

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